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PONTOS ÚN I LIM CA E ED ITAD I ÇÃ A O!

e depois do jogo?

veja a importancia do fisioterapeuta!

Futebol...è apenas um esporte? muito mais que isso!

a varzea do rn:

comentarista helio mendes fala sobre o caso de taipu.

C A M PEÃ O D E F O R Ç A : C ON H EÇ A

A H I S T ÓR I A D E M A L V EI R A , A T L ET A D E S T R ON G M A N !


CAMPEONATOS DE FUTEBOL NO INTERIOR DO RN REVELAM CURIOSIDADES Por: Jadson Carvalho.

O futebol no interior do Rio Grande do Norte é bem diferente dos grandes centros, não existe o glamour dos campeonatos europeus ou das grandes competições como o Campeonato Brasileiro. Nos estádios com pouca ou nenhuma condição de receber competições, os atletas se esforçam para manter a jogabilidade. E as partidas são animadas. A equipe da Revista Pontos veio até a pequena cidade de Taipu, distante cinquenta quilômetros de Natal, para conhecer detalhes das competições de futebol que movimentam a cidade. O

maior campeonato local conta com dezoito equipes. Os favoritos são o Palmeiras de Morada Nova, um pequeno distrito da cidade, e o Comercial de Cachoeira, outro lugarejo. As partidas são organizadas em três grupos, com seis times cada. Em Taipu, o estádio de destaque é o Francisco Elviro de Melo, mais conhecido como Elvirão, que recebe jogos o ano inteiro. A competição mais famosa é a sequência de jogos que acontece em junho, a Copa Antônio Gomes. De acordo com Hélio Mendes, comentarista esportivo de Taipu, o futebol da região sofreu retrocessos. Ele

explica que muitos garotos novos, que estão em plenas condições de jogar, com idade adequada, não querem. “Os times ficam desfalcados, muitas vezes, porque os treinadores não encontram atletas suficientes”, disse Hélio. Mas, os campeonatos acontecem periodicamente, segundo ele. Além do Antônio Gomes, ainda tem duas famosas competições de futebol de salão. São a Copa 10 de Março e o Torneio Mamede Junior, o nome da competição é uma homenagem a um ilustre atleta do lugar. Os jogos costumam ser bastante disputados. As


datas em que os times competem são março, junho e agosto. Em outros momentos do ano, prevalecem os amistosos realizados no estádio Elvirão. A revista Pontos quis saber de Hélio Mendes, que também apresenta um programa de esporte na rádio do lugar, se os campeonatos oferecem bons prêmios aos times campeões. Ele destacou que troféus fazem parte da principal premiação. São dados ao primeiro, segundo e terceiro lugares. Nos torneios é que geralmente são dados prêmios em dinheiro ao time campeão.


Strongman: força bruta para vencer desafios Por: Sérgio Ricardo Jr.

Romper limites e ultrapassar barreiras. Talvez nenhum esporte criado pelo homem force tanto os seus atletas a venceram desafios quanto o Strongman. Em alguns casos, como no do atleta Malveira Nunes, ou Budda­man ­ seu nome adotado como esportista ­ as batalhas contra os limites do corpo vão além dos halteres, pesos, pneus e caminhões. Diagnosticado com esclerose múltipla, uma doença autoimune progressiva, degenerativa e que não tem cura, o potiguar de 31 anos tem no Strongman e na família uma forma de fortalecer seu corpo e a suamente na luta diária contra a cruel doença. A rotina de treinos é, literalmente, pesada. Budda é um dos principais atletas do Nordeste no esporte e precisou se adequar a uma realidade tão gigante quanto ele. Enquanto alguns levantam peso para definir e fortalecer os músculos, treinam e fazem dieta para perder peso, outros vão pelo caminho contrário. Budda, de 150 kg, precisa ingerir grandes quantidades de comida para manter sua força. A alimentação reforçada, aliada as técnicas e séries de treinos fazem do atleta um rompedor de recordes pessoais e colocações interessantes em competições relevantes da modalidade. Atual campeão do circuito norte­ nordeste e sétimo colocado no Arnold Classic South America deste ano, Malveira Nunes detém o recorde pessoal de 800 kg. Essa foi a maior marca de peso levantado pelo atleta nos seus anos dedicados ao esporte. Seus esforços,

treinos e dedicação ao Strogman trouxeram uma excelente notícia envolvendo seu tratamento. Somado à utilização de medicamentos, as práticas esportivas representaram uma regressão no seu quadro de esclerose múltipla. Estima­se que a doença tenha regredido 80% em relação ao diagnóstico inicial em Malveira. Afinal, o que é o Strongman? O Strongman – também conhecido como atletismo de força ­ é um esporte que testa os atletas das mais diversas maneiras e propõe desafios insanos para um ser humano comum. Cada movimento, explosão muscular, técnica e respiração determinam se o atleta concluirá a prova com sucesso ou fracassará no desafio. A história conta que as origens do Strongman estão antiguidade, e o esperte teria surgido sob influência de povos como os vikings, que faziam uso de alguns desafios próximos aos praticados atualmente como parte das tradições culturais dos seus povos. O Strongman moderno, como conhecemos, tem inicio com os eventos mundiais do World’sStrongest Man (WSM), no longínquo ano de 1977. A rede de TV CBS, percebendo o apelo que os eventos causavam, decidiu investir na modalidade e passou a organizar algumas apresentações, eventos e outras atividades. Nisso, realizaram na Universal Studios, em San Fernando Valley, na California, Estados Unidos, o primeiro WSM. E isso se repetiu como tradição regional até 1982, quando são iniciados os preparativos para a realização do primeiro evento fora dos EUA.


No Brasil, as iniciativas de trazer a modalidade para nossas terras foram quase sempre isoladas e ligadas aos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Um dos expoentes do movimento, que se fortaleceu nos últimos anos no país, é o ex­campeão brasileiro Marcos Mohai. Marcos foi o primeiro Campeão Brasileiro de Strongman, em 2007. A partir de Marcos, o legado se espalhou e os movimentos do esporte tomaram conta de diversas regiões do Brasil, como o Nordeste, terra de Malveira. Quem também ajuda nesse processo de expansão interna é a União Brasileira de Srongman (UBSM), fundada em 2011. Força para seguir

A esclerose parece não conseguir vencer a batalha contra o gigante Budda. Filho primogênito dos cearenses Gorette e Nivaldo, casadoe pai de dois filhos, Amanda e Davi, Malveiradeixa sempre muito claro, para quem quiser ouvir, que a esclerose múltipla não vai derrubá­lo de forma alguma. “A esclerose não vai me derrubar. Pelo contrário, vai me impulsionar ainda mais a buscar novas marcas, pódios, recordes e títulos. A doença não vai me impedir!”, afirma Malveira que, antes de um esportista de elite, prova diariamente ser um legítimo vencedor.


A oportunidade nas quadras

Po r : L e n i s e Ro ch a

Todo garoto pelo menos uma vez na vida já pensou em ser um grande jogador de futebol. Os gols, o prazer de estar no campo acaba se tornando uma fuga da realidade vivada por muitas crianças em todo Brasil e na maioria das vezes o que esses meninos encontram são o ócio e a rua como destino para suas peladas. Mas foi a partir dessa realidade que surgiu o projeto ‘Escolinha do ABC’, com o objetivo de ocupar o tempo das crianças e adolescentes da comunidade Olímpio Maciel na cidade de Macaíba através do Futsal. A ideia começou a se desenvolver na cabeça do organizador do projeto Francisco Miguel, que só precisou de um empurrãozinho

para coloca­la em prática. “Por morar na comunidade sempre observei muitos jovens e crianças jogando sem um comando ou responsável, além disso, a comunidade não tinha uma quadra, que foi construída em 2010, então essa foi a

oportunidade de tomar a frente de um projeto, que no começo eram apenas 15 crianças e depois disso os alunos mesmo foram divulgando.” O projeto já têm 6 anos, e hoje atende cerca de 70 alunos, durante todos esses anos já passaram por ele mais de TREZENTAS crianças e


acabam participando cada vez mais de campeonatos na cidade e fora dela, uma oportunidade de conhecer novas pessoas e lugares, o que deixa os pequenos deslumbrados. “Participamos do campeonato municipal da cidade, além de amistosos ou torneis em outras cidades como o campeonato em Parnamirim que disputamos nesse ano”

adolescentes com idades que variam de 6 a 17 anos, sempre ligando o esporte à educação, pois essa foi a forma encontrada pelo organizador do projeto Francisco Miguel para a ação mude de várias maneiras a vida das crianças da cidade. “Nós trabalhamos muito

a disciplina do atleta, procuramos saber se eles tiram notas boas na escola, e mantemos sempre o contato com os pais. Nosso objetivo é incentivar as crianças a praticar atividades físicas, mas também torna­los cidadãos.” E tudo isso acaba tanto frutos, e as crianças

O projeto apesar de levar o nome de um clube ­ e ter o conhecimento da equipe potiguar ­ é mantido apenas por doações e com ajuda voluntaria, mas isso não desestimula e não tira o prazer todos envolvidos em manter o projeto e alcançar outras crianças que precisam de oportunidades como essa.


O jogo depois dos 90 minutos Po r : L e n i s e Ro ch a

O futebol é o esporte mais p rat i c a d o e m t o d o m u n d o, m a s d i f e re n t e d a s p e l a d a s d o f i m d e s e m a n a , o s j o ga d o re s p ro f i s s i o n a i s p a s s a m p o r u m a s é r i e d e t re i n a m e n t o s i n t e n s i v o s p a ra m a n t e r o c o n d i c i o n a m e n t o f í s i c o, m e s m o a s s i m é q u a s e i m p o s s í v e l ev i t a r q u e u m ch o q u e, o u at é m e s m o e m u m l a n c e m a i s d u ro o j o ga d o r s e m a ch u q u e. S ã o c o n t u s õ e s m u s c u l a re s, l e s õ e s d e l i ga m e n t o e t ra u m á t i c a s o u a i n d a a q u e l a s m a i s g rav e s q u a n d o a c o n t e c e u m a f at u ra . D e a c o rd o c o m u m a p e s q u i s a d a U n i v e rs i d a d e Fe d e ra l d e S ã o Pa u l o ( U n i f e s p ) , a s l e s õ e s p o r ch o q u e e n t re j o ga d o re s ( a s ch a m a d a s c o n t u s õ e s ) re p re s e n t a ra m 2 4 , 1 % , j á a s l e s õ e s m u s c u l a re s ch e ga m a 3 9 , 2 % , a l é m d e 1 7 , 9 % d e t o r ç õ e s e 1 3 , 4 % d e t e n d i n i t e s. S u rge e n t ã o a f i g u ra d o f i s i o t e ra p e u t a , q u e p a s s a a a c o m p a n h a r o j o ga d o r e a re c u p e ra ç ã o d a l e s ã o. M a s a n t e s d e c o m e ç a r a re c u p e ra ç ã o d o j o ga d o r é p re c i s o av a l i a r o g ra u e a i n t e n s i d a d e d a l e s ã o, e o n d e e l a o c o r re u e x at a m e n t e, c o m o e x p l i c a o f i s i o t e ra p e u t a d o A m é r i c a ­ R N Fe l i p e N a s c i m e n t o : “A av a l i a ç ã o d e q u a l q u e r l e s ã o acontece colhendo a história cl í n i c a d o at l e t a e d e c o m o o c o r re u a l e s ã o. A p ó s i s s o, é visto a necessidade de exames c o m p l e m e n t a re s d e i m a ge m p a ra poder ver com mais detalhes a magnitude dos tecidos l e s i o n a d o s. A p a r t i r d i s s o i n i c i a m o s u m t ra b a l h o d e a n a l ge s i a ( e m c a s o d e d o r ) e

c o n t ro l e i n f l a m at ó r i o ” . D e p o i s d e t o d o o p ro c e s s o só então é que se inicia um t rat a m e n t o m a i s e s p e c i f i c o c o m e x e rc í c i o s d e re a b i l i t a ç ã o d o j o ga d o r, o q u e p o d e d e i x a ­ l o f o ra d e c a m p o p o r u m b o m t e m p o, c o m o c o n t a o Fe l i p e N a s c i m e n t o : “ E x i s t e m l e s õ e s q u e d e m o ra m d i a s p a ra s e re a b i l i t a r j á o u t ra s d e m o ra m m e s e s. Po r e x e m p l o, a s l e s õ e s m u s c u l a re s t e m u m a m é d i a s e m e l h a n t e d e ev o l u ç ã o, elas são divididas em três: Nas l e s õ e s d e g ra u 1 o t e m p o d e re c u p e ra ç ã o é d e 7 a 1 0 d i a s, n a s d e g ra u 2 o t e m p o a u m e n t a r p a ra 1 5 d i a s ch e ga n d o n o m á x i m o a 2 1 d i a s, e n a s d e g ra u 3 q u e s ã o c o n s i d e ra d a s a s m a i s g rav e s p o d e m d e m o ra r at é 3 m e s e s p a ra u m a re c u p e ra ç ã o completa do musculo” O u t ro f at o r q u e p o d e i n t e r f e r i r n o t e m p o f o ra d e c a m p o d o j o ga d o r é a n e c e s s i d a d e d e c i ru rg i a . O s


estudos da Unifesp ainda a p o n t a ra m q u e 7 2 % d a s l e s õ e s o c o r re m e m m e m b ro s i n f e r i o re s, c o m p re d o m í n i o n a c ox a ( 3 4 , 5 % ) , no tornozelo (17,6%) e no joelho (11, 8%) sendo que boa parte d e s s a s l e s õ e s p re c i s a m p a s s a r p o r u m p ro c e d i m e n t o c i r ú rg i c o p a ra a re c u p e ra ç ã o d o at l e t a . I s s o p o d e p a re c e r u m a s p e c t o n e gat i v o p a ra m u i t o s, m a s d e a c o rd o c o m o f i s i o t e ra p e u t a d o A m é r i c a ­ R N Fe l i p e N a s c i m e n t o, a m a i o r i a d o s at l e t a s q u e p a s s a m p o r c i ru rg i a v o l t a m a j o ga r n o r m a l m e n t e. “A l g u m a s v e z e s, n o s c a s o s d e re a b i l i t a ç ã o a p ó s p ro c e d i m e n t o c i r ú rg i c o é n o r m a l q u e o re t o r n o a s at i v i d a d e s s e j a d e u m a f o r m a m a i s l e n t a , p o r re c e i o q u e o

at l e t a v o l t e a s e m a ch u c a r n o m e s m o l o c a l , p o r é m l o go a p ó s e s s e p e r í o d o e l e re t o m a a c o n f i a n ç a n a p rat i c a d a s at i v i d a d e s e v o l t a a o s c a m p o s n o r m a l m e n t e. ”


z a f e s l s o o b e t m u o c F s a n e p a ? s è p Algo que rege multidões, que mexe com paixões, que arrecada milhões… futebol é apenas um esporte? Com um olhar mais diferenciado, é possível ver a relação social existente entre o esporte e o povo, o que ultrapassa as quatro linhas. As discussões acerca dessa prática centenária, que é questão simbólica na grande maioria dos países do mundo, podem se atrelar, além de várias outras, a duas questões bem interessantes: trabalhador e racismo. O futebol surgiu na segunda metade do século XIX, na Inglaterra. No inicio, era apenas diversão, várias pessoas correndo atrás de uma bola sem obrigação de cumprir algo determinado, algo muito comum em escolas públicas inglesas. Porém, isso mudou. A partir da década de 1860, as entidades inglesas

começaram a criar regras para os esportes, não apenas para o futebol, também para o rugby. Aqui é onde entra a questão social acerca do tema: em uma sociedade que beirava a 2ª Revolução Industrial, onde a burguesia estava em um ápice de consolidação, mostrar para as pessoas que até em esportes tem que se

cumprir regras, era essencial para que elas aplicassem também na sociedade. Sendo assim, o futebol adentrou as fábricas das cidades industriais da “Terra da Rainha” (Londres, Manchester e etc). Logo, as empresas incentivaram a prática futebolística em seus pátios, pois perceberam


F u t eb o l n a P r i m ei r a G u er r a .

Crédito: PA

que isso faria com que houvesse uma aproximação entre os trabalhadores, criando assim um laço entre o funcionário e a fábrica, ou até mesmo com os sindicatos, tornando­os mais “influenciáveis” de acordo as vontades dos donos. Essa foi a primeira vez que o futebol serviu de instrumento de dominação para com as

pessoas. Até hoje, na grande maioria das fábricas, há campos de futebol, caracterizando uma herança cultural. Vale ressaltar que as cidades onde há um maior número de clubes de futebol, são cidades industriais. Exemplo: a cidade de Manchester, que entre outros, possui o Manchester City (que era o time dos patrões, dos

burgueses) e o Manchester United (que era o time dos trabalhadores, dos sindicatos). Sobre brigas de torcida, não é algo atual, em pleno século XIX, enquanto o futebol ainda “engatinhava”, havia confrontos sangrentos entre os times manchesterianos. No Brasil, o futebol chegou através de


Charles Miller e, posteriormente, Oscar Cox. Ambos faziam parte da uma elite brasileira que, depois de viagens a Inglaterra (estudavam lá), “trouxe” o esporte para o Brasil. Assim, posso afirmar que, no nosso país, o futebol já começou com racismo, fruto da divisão socioeconômica da época. O primeiro grande craque brasileiro foi Arthur Friedenreich, filho de pai alemão e uma negra brasileira, sendo assim mulato. Porém, Arthur se assemelhava mais a um branco, não sofrendo muito preconceito em sua carreira, estima­se que fez mais gols até do que Pelé. Caso curioso é o de Carlos Alberto, jogador do Fluminense na década de 1910. Esse futebolista também era mulato, porém não poderia demonstrar isso para a torcida tricolor, pois o futebol era extremamente elitizado no Brasil, um “esporte branco”. Carlos

Alberto, quando jogava, passava pó de arroz no rosto para disfarçar sua verdadeira cor, contudo, o suor fazia com que esse pó escorresse. As torcidas rivais ironizavam os tricolores chamando­ os de pó de arroz, porém, com o tempo, o que era xingamento se tornou orgulho, coisa que perdura até os dias atuais. O negro não tinha espaço nos clubes do Rio Janeiro, especialmente Botafogo, Flamengo e Fluminense, que eram clubes da zona sul. Contudo, pelo fato de ser da zona norte, e ser “patrocinado” por imigrantes portugueses, o Vasco da Gama foi o primeiro clube grande a

Crédito

colocar negros para jogar (em clubes pequenos, como o Bangu, negros já eram aceitos). O futebol, nesse caso, quebrou uma barreira, e ainda tinha mais por vir. A partir de 1930, as seleções nacionais começaram a ser símbolo de patriotismo. Podemos citar a Itália, vencedora da Copa de 1934. Benito Mussolini, através da


B el l i n i , F eo l a e G yl m a r N eves.

o: Associação Paulista de Futebol

seleção, tinha uma filosofia que buscava demonstrar para o mundo o sucesso de sua organização corporativa até no esporte. Já vemos aqui a primeira associação do esporte com a política. A participação brasileira nas Copas de 30 e 34 foram pífias, no entanto, devido a uma grande rivalidade nascente na

América do Sul (Uruguai e Argentina já haviam profissionalizado o futebol) a masco da Gama (clube pioneiro na inserção de negros), Barbosa foi o arqueiro que falhou no 2º gol do Uruguai, de Ghiggia, o que determinou a vitória de 2x1 e o título Celeste. Ele era negro, e a partir dessa falha, ficou estigmatizado no futebol brasileiro que goleiros negros não eram bons para a seleção brasileira. Esse estigma só foi ser quebrado mais de 40 anos depois, com a convocação de Dida, que disputou a Copa de 1998 como terceiro goleiro. E depois de Dida, só houve mais 1 goleiro negro convocado para uma Copa do Mundo: Jefferson, Copa de 2014. Na década 1950, o Brasil passava por uma febre de industrialização, os meios de comunicação estavam mais em pauta, o país precisava mostrar ao mundo uma ideia de que todos eram iguais, negros, brancos e índios. Foi justamente nessa época, em 1958, no governo de Juscelino Kubitschek, que o Brasil conquistou a sua primeira Copa. Foi emblemático. O país “parou” para receber seus campeões. A taça do mundo era brasileira. A imagem de Bellini, um branco, levantando a taça, Pelé, um negro, mostrando seu futebol mágico, e Garrincha, um índio, impondo

genialidade, rodou o mundo, fazendo a propaganda de que o Brasil era um país multigênero. Posso inferir que aqui o futebol se entrelaçou de vez com a política. Destarte, através dessa breve análise do futebol com questões sociais, podemos afirmar que não se trata apenas de um esporte, se trata de um “modelador” de sociedade. Um esporte que quebrou barreiras, mas que impôs outras. Através dele, pessoas foram inseridas no contexto social, porém o racismo ultrapassa décadas, vide os casos de Tinga, Daniel Alves e Balotelli, em pleno século XXI. Com a ajuda dos bons cidadãos, através desse esporte mágico, o preconceito racial (e outros) pode ser terminantemente rechaçado, é apenas questão de esforço e educação. Como diria Heráclito de Éfeso: “Tudo está em constante mudança”. E com o futebol não será diferente, a mudança tem que ser para melhor. Por: Matheus Cavalcante



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