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ANO 3 - N0 12 - OUT/NOV/DEZ 2012

UMA REVISTA DO SISTEMA DE COOPERATIVAS DE CRÉDITO DO BRASIL

Símbolo das conquistas Moeda comemorativa sintetiza as vitórias do segmento em 2012, como o recente lançamento do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito

Internacional

Expansão

Cooperativas de crédito brasileiras ganham destaque no 28º Congresso da Confederação Internacional de Bancos Populares, no Marrocos

Sicoob é uma das instituições financeiras que mais crescem no país e abre um novo ponto de atendimento a cada dois dias


QUEM PENSA DIFERE INSTITUIÇÃO FINANC

www.facebook.com/Fanpage.Sicoob twitter.com/SICOOB_oficial www.sicoob.com.br/blog

O Brasil tem muitas pessoas que pensam diferente. Gente que deixa o carro na garagem e vai de bicicleta para o trabalho, que transforma lixo em peças de design, que produz energia a partir de resíduo orgânico ou que começa uma faculdade aos 70 anos. São pessoas que escolheram o Sicoob, uma instituição financeira que oferece todos os produtos e serviços de um banco, mas com uma grande diferença: no Sicoob, nossos mais de dois milhões de associados são donos e participam dos resultados.


NTE MERECE UMA EIRA DIFERENTE.

Se você quer um jeito diferente de cuidar da sua vida financeira, venha para o Sicoob. Faça parte de uma instituição que está sempre ao lado dos seus associados, oferecendo soluções financeiras com transparência e ética, dentro dos princípios e valores cooperativistas. Acesse www.agentepensadiferente.com.br e descubra como o cooperativismo está transformando o Brasil e a vida de pessoas como você. ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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Fale conosco Coordenação Geral Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob Ltda. – Sicoob Confederação SIG Quadra 6 – Lote 2.080 – 70.610-460 – Brasília - DF Conselho de Administração José Salvino de Menezes – Sicoob Goiás Central Bento Venturim – Sicoob Central ES Alberto Ferreira – Sicoob Central Crediminas Jadir Girotto – Sicoob Central MT/MS Henrique Vilares – Sicoob São Paulo Comitê Editorial Jadir Girotto – Diretor-presidente do Sicoob Central MT/MS José Alves de Sena – Diretor-presidente do Sicoob Central DF Alberto Ferreira – Diretor-presidente do Sicoob Central Crediminas Henrique Vilares – Diretor-presidente do Sicoob São Paulo Abelardo Duarte de Melo Sobrinho – Diretor de Negócios do Sicoob Confederação Marden Marques Soares – Diretor de Desenvolvimento Organizacional do Sicoob Confederação Daniela Cancian – Superintendente de Negócios do Sicoob Confederação Ricardo Antonio de Souza Batista – Diretor de Tecnologia da Informação do Sicoob Confederação Marco Aurélio Borges de Almada Abreu – Diretor-presidente do Bancoob Ênio Meinen – Diretor de Operações do Bancoob Cláudio Halley David Pereira – Superintendente de Gestão Estratégica do Bancoob Ricardo Belízio de Faria Senra – Gerente jurídico do Bancoob Andréa Hollerbach Athayde – Gerente de Comunicação e Marketing do Sicoob Confederação Jussimara Zobel de Deus – Supervisora de Comunicação e Marketing do Sicoob Confederação Elisa Gregória Abarca Guimarães – Analista de Comunicação e Marketing do Sicoob Confederação

Reconhecimento Parabenizamos a Revista Sicoob pelas matérias de grande relevância, que sempre têm nos antecipado cenários e as principais mudanças e novidades no Sistema. Por fim, destaco a entrevista do economista Ricardo Amorim, que fez uma brilhante avaliação da macroeconomia, contextualizando com bastante clareza a importância do cooperativismo de crédito para o mercado financeiro. Jair Bolsoni - Presidente do Sicoob Crediforte

Correspondentes Nábia Jorge – Sicoob Central Rio Rebeca Brandão Matos de Souza – Sicoob Central BA Emannuelle Marques de Ramalho – Sicoob Central NE Juliana Araújo Silva – Sicoob Central Crediminas Celso Vicenzi – Sicoob Central SC Cristiane Lopes Orso – Sicoob Central MT/MS Alessandra Del Nero – Sicoob Central Cecresp Luiz Augusto Araújo – Sicoob Central Goiás Anderly Godinho Minetto – Sicoob Central PR Karla Brandão Lage – Sicoob Central Cecremge Marcelo Vieira da Silva – Sicoob Central ES Edivaldo Alves de Oliveira – Sicoob Central DF Siárxeres Neri – Sicoob Central Norte Valdecir Manoel Affonso Palhares – Sicoob Central Amazônia Gianne Maria Sant’ Ana Martelo – Sicoob SP Brunna Marques Duarte – Bancoob Coordenação Editorial Andréa Hollerbach Athayde – Sicoob Confederação Luiz Augusto Araújo – LHC Comunicação Coordenação de Produção Jussimara Zobel de Deus – Sicoob Confederação Elisa Gregória Abarca Guimarães – Sicoob Confederação Brunna Marques Duarte – Bancoob Produção Editorial Press Comunicação Empresarial (www.presscomunicacao.com.br) Jornalistas Responsáveis Luiz Augusto Araújo / Letícia Espíndola Projeto Gráfico e Editoração Press Comunicação Empresarial

FALE CONOSCO

Designer Fernando Freitas Revisão Cláudia Rezende / Fátima Campos Impressão Gráfica Coronário

Envie sua opinião e/ou suas sugestões sobre as matérias da Revista Sicoob. Envie seu comentário para jornalismo@sicoob.com.br ou deixe sua mensagem no Twitter, no Facebook ou no blog do Sicoob. As cartas podem ser enviadas para: SIG Quadra 6 - Lote 2.080 - CEP 70.610-460 - Brasília - DF

Tiragem 20 mil exemplares

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www.twitter.com/SICOOB_oficial

www.blogsicoob.com.br *Em razão do espaço reservado à coluna, a Revista Sicoob se reserva o direito de editar as cartas.

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Capa Festa cooperativista

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Entrevista

Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito e moeda comemorativa marcam a história do setor no país. As novidades foram anunciadas durante o IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira

Um dos principais nomes do Banco Central do Brasil, Luiz Edson Feltrim faz uma análise sobre a economia e o papel do cooperativismo de crédito

Responsabilidade Social

Ações ambientais realizadas pelo Sicoob São Miguel do Oeste (SC) são reconhecidas nacionalmente

24 07 Gestão

Inovação em tecnologia contribui com o crescimento do Sicoob acima da média nacional

10 Bancoob

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BNDES

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Internacional

Cartão BNDES, com a bandeira Cabal: uma grande conquista do Sicoob

Sicoob representa cooperativismo de crédito brasileiro em congresso internacional de bancos populares

Braço financeiro do Sicoob diversifica portfólio e celebra crescimento expressivo

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Serviços

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Inovação

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Ponto de Vista

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Intercooperação

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Educação

Regionalismo

SicoobNet garante os benefícios do internet banking e expande o acesso aos não correntistas Jefferson Nogaroli analisa a importância do cooperativismo de crédito na construção de um mundo melhor

23 Jurídico

Projeto Otimizar Negócios oferece soluções tecnológicas para incrementar os resultados das cooperativas Cooperativas de Minas Gerais unem-se e formam um espaço cooperativo Com a ajuda das “Ferinhas”, Sicoob MT/MS busca a conscientizar crianças e adultos sobre a educação financeira

Saiba mais sobre a utilização legal e a importância do Fundo de Reserva

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Cooperativismo

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Mercado

42 Expansão

Conheça a Rede de Liderança de Mulheres Cooperativistas Cooperativas ajudarão o Banco Central no seu Plano Nacional de Inclusão Financeira

Sicoob Central Norte impulsiona expansão do segmento na região Em 2012, um novo ponto de atendimento do Sicoob foi aberto a cada dois dias

30 Pessoas

43 Inauguração

Programa de Gestão de Pessoas do Sicoob se consolida no Sistema

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Perfil

44 Giro

Conheça mais sobre Leopoldo Pinto Uchôa, um dos grandes líderes da causa cooperativista

Uma das cidades históricas mais importantes do país passa a integrar a rede Sicoob

Saiba o que acontece nas cooperativas centrais e singulares do Brasil

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Editorial

Sicoob Confederação

Comemorações com crescimento acelerado

“As cooperativas do Sicoob têm democratizado o crédito e levado atendimento financeiro a todas as classes sociais e localidades”

No próximo dia 28 de dezembro, vamos celebrar, pela primeira vez, o Dia Nacional do Cooperativismo de Crédito. Instituída pela Presidente da República, Dilma Rousseff, ao sancionar a Lei 12.620, em maio deste ano, a data faz parte das comemorações de 2012, eleito o Ano Internacional das Cooperativas, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Estamos encerrando as festividades do ano com chave de ouro, ou melhor, com moeda de prata. Em homenagem ao cooperativismo brasileiro, o Banco Central (BC) lançou uma moeda comemorativa, durante o IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, realizado no fim de outubro, em Porto Alegre (RS). Cunhada em prata, ela traz o slogan “Cooperativas constroem um mundo melhor” e a logomarca alusiva ao Ano Internacional das Cooperativas. A moeda representa muito mais do que uma iniciativa do BC para celebrar as festividades no país. A escolha do objeto monetário como forma de homenagear os 13 ramos do cooperativismo brasileiro também simboliza a importância do segmento Crédito para a sociedade. O cooperativismo de crédito pode ser considerado a moeda deste século para o combate à pobreza e a promoção do crescimento sustentável com justiça social. As cooperativas do Sicoob têm democratizado o crédito e levado atendimento financeiro a todas as classes sociais e localidades, inclusive aquelas desprovidas de agentes financeiros. Isso acontece de forma rápida e abrangente, conforme mostrou estudo do BC. Segundo

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levantamento do órgão, o Sicoob é um dos agentes financeiros que mais cresceram neste ano, com uma média de um ponto de atendimento aberto no país a cada dois dias. As cooperativas de crédito do Sistema já formam a sexta maior rede de atendimento do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O Sicoob cresce com qualidade e solidez. A rápida expansão é impulsionada pelo trabalho de organização, profissionalização e inovação do Sistema. Os investimentos em tecnologia da informação, por exemplo, já ultrapassam R$ 600 milhões nos últimos cinco anos. Esses investimentos têm colocado o Sicoob na dianteira da inovação no mercado brasileiro, permitindo-lhe multiplicar seus canais de comunicação e ampliar a oferta de produtos e serviços financeiros. Na vanguarda da inovação, o Sistema consolida-se como uma das mais modernas e eficientes instituições financeiras do país e o único, até o momento, a deter tecnologia para oferecer alguns serviços, entre eles a impressão de extratos, saldos e comprovantes via celular. O Sicoob encerra as comemorações do Ano Internacional das Cooperativas com um célere crescimento, melhorando a condição dos seus cooperados e contribuindo, assim, para o crescimento sustentável do nosso país. Boa leitura!

José Salvino de Menezes Presidente do Sicoob Confederação


gestão

Caminho de inovações Sicoob utiliza tecnologias de ponta em atendimento e gestão para crescer acima da média da economia nacional O Sicoob fechou o ano de 2011 com crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Um índice superior aos 17% da média dos bancos tradicionais e muito acima do registrado pela economia brasileira, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 2,7%. A expansão significativa do Sicoob ocorre em decorrência do bom momento vivido pelo segmento, mas, principalmente, sustentada e impulsionada pelo trabalho de organização, profissionalização e inovação do Sistema. A inovação em Tecnologia da Informação e o trabalho planejado e estratégico de gestão, alinhado às melhores práticas de

governança, têm colocado o Sicoob como uma das mais modernas instituições do mercado financeiro. De norte a sul do país, as cooperativas de crédito atuam sob a mesma plataforma tecnológica e oferecem a seus associados um portfólio completo de produtos e serviços financeiros. “Nos últimos cinco anos, temos intensificado os investimentos em tecnologia, em novos produtos e serviços, na reestruturação organizacional e nos processos administrativos. Nosso objetivo é promover uma revolução no Sicoob para transformá-lo em uma das mais eficientes e modernas instituições financeiras do mercado”, diz José Salvino de Menezes, presidente do Sicoob Confederação.

Padronização O caminho de inovações percorrido pelo Sicoob começou em suas formas de gerenciamento. O diretor de Desenvolvimento Organizacional do Sicoob Confederação, Marden Soares, elegeu 2009 como um dos anos mais importantes da história do Sicoob. Foi quando elaborou-se o primeiro Planejamento Estratégico do Sistema, que elencava todas as ações e metas que deveriam ser cumpridas até 2012. “Deste documento, saíram projetos consistentes, que garantiram novas ferramentas que têm modernizado a gestão das cooperativas de crédito, promovendo melhor atendimento e mais comodidade aos associados.” Um desses projetos foi a unificação dos procedimentos, a começar pela marca. A primeira regulação para a identidade única da instituição foi em 2003, mas só depois do planejamento, no ano de 2010, houve a consolidação dela, com o lançamento da nova marca e do manual para sua aplicação. Marden lembra que cada cooperativa tinha uma identificação diferente, com variadas cores e letras. “O associado não conseguia entender que sua cooperativa fazia parte de um grande sistema cooperativo e estava interligada a outras instituições do Sicoob”, lembra.

Sicoob Confederação

O planejamento estratégico de 2009, segundo Marden Soares, possibilitou padronizar os processos do Sicoob, de norte a sul do país

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gestão

A unificação trouxe, com isso, uma mudança de cultura organizacional, um dos principais desafios do Sistema. Depois da nova marca, o processo de unificação ganhou força. Os programas de gerenciamento passaram a abranger todo o Sicoob, o que ajudou a reduzir custos, como a organização interna entre as entidades para compras sistêmicas.

Inovação Salvino lembra que as medidas adotadas pelo Sicoob nos últimos anos garantiram uma prestação de serviço mais eficiente aos mais de 2 milhões de associados das cooperativas de crédito. Os maciços investimentos foram traduzidos em mais qualidade e agilidade na prestação de serviços das cooperativas, que passaram a oferecer comodidade e vantagens competitivas aos associados, os quais ganharam variadas opções de linhas de crédito e produtos e serviços financeiros, além de inovadores canais de comunicação.

O superintendente de Tecnologia da Informação, Dênio Rodrigues, aponta como outro marco na evolução do Sicoob o fortalecimento, ao longo dos últimos anos, dos canais de auto atendimento ATM (caixas eletrônicos) e internet banking. Dênio lembra que, em 2005, o Sicoob possuía apenas 80 caixas eletrônicos. Neste ano, já são quase 2 mil. Os ganhos no serviço de internet banking, sobretudo para os cooperados, também foram expressivos. O Sicoob criou duas linhas de atuação. A primeira é voltada à pessoa física, o SicoobNet Pessoal. A segunda é direcionada às pessoas jurídicas, com o nome de SicoobNet Empresarial. Por esses canais, é possível fazer transações financeiras, de maneira simples, rápida e segura. Entre 2008 e 2011, as transações por caixa nos pontos de atendimento cresceram 61%. Já as transações realizadas por meio dos ATMs cresceram 600%, e pela internet 200% no mesmo período.

Muitas das novidades no mercado financeiro brasileiro são experimentadas, em primeira mão, pelos cooperados. O Sicoob tornou-se referência em desenvolvimento tecnológico no mercado financeiro brasileiro, sendo a primeira instituição financeira do país a disponibilizar um aplicativo nas redes sociais que possibilita a realização de consultas como saldo, lançamentos recentes e futuros da conta corrente associada a um perfil ativo no Facebook. E, até o momento, é a única instituição financeira a disponibilizar impressão de extratos, saldos e comprovantes via celular. “Mais tecnologia significa mais eficiência das cooperativas e, como consequência, muito mais comodidade, segurança e conforto aos associados”, ressalta Salvino.

Tecnologia

Dênio Rodrigues, superintendente de TI, coloca os serviços de internet banking entre os diferenciais do Sicoob

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Sicoob Confederação

Os mais de 2 mil pontos de atendimento das diferentes cooperativas de crédito do Sicoob no Brasil estão conectados a uma mesma plataforma tecnológica, denominada Sisbr (Sistema de Informática do Sicoob), que vem sendo aperfeiçoada desde 2001. Em 2011, em comemoração aos 10 anos do Sisbr, o Sicoob lançou o Sisbr 2.0. A implementação recente de novas ferramentas, como a Plataforma de Apoio à Decisão (PAD) e o Otimizar Negócios, está agregando maior eficiência gerencial ao Sistema fornecendo informações mais ágeis e precisas para apoiar os dirigentes no processo de tomada de decisão.


Mobile banking Mais recentemente, o Sicoob adotou a ferramenta mobile banking, que permite ao cooperado utilizar boa parte dos serviços por meio de smartphones e tablets. O Sicoob também é a primeira instituição do Setor Financeiro Nacional a atualizar seu aplicativo de mobile banking para o novo iPhone 5 e o sistema operacional iOS 6. A nova versão do aplicativo possibilita: • a leitura automática de código de barras em formato QR Code;

• a exportação de comprovantes e extratos para os formatos PDF e imagem (jpeg).

Boa avaliação Na página Google Play, por onde é possível baixar aplicativos para celulares e tablets, o do Sicoob recebeu dos usuários nota 4,7 estrelas, sendo o máximo 5. Aprovação superior à dos aplicativos de grandes bancos.

Acesso gratuito O aplicativo desenvolvido pela equipe de Tecnologia de Informação do Sicoob Confederação pode ser acessado nas quatro principais plataformas, presentes em 80% dos smartphones e tablets do mundo: Apple, Google, Blackberry e Windows Phone. Ao lado, uma lista das páginas onde eles podem ser baixados, de forma gratuita. Outras informações estão no site www.sicoob.com.br

Apple iOS (ex.: iPhone, iPod e iPad): disponível na loja virtual App Store (Apple); Google Android (ex.: Samsung Galaxy S, HTC G1, Sony Ericsson X10 e Motorola Spice): disponível na loja virtual Android Market (Google); BlackBerry (ex.: Curve 8520 e Bold 9700): disponível na loja virtual BlackBerry App World (BlackBerry); Windows Phone (ex.: Nokia Lumia 710 e Samsung Omina W): disponível na loja virtual MarketPlace (Microsoft).

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Bancoob

Melhorias aplicadas Crédito habitacional e operações de câmbio são novidades do Bancoob para ampliar a oferta de produtos e serviços das cooperativas de crédito O Bancoob, braço financeiro do Sicoob, está sempre em busca de soluções financeiras para o Sistema. Em 2013, a instituição irá diversificar ainda mais o portfólio de produtos e serviços das cooperativas de crédito com duas novidades: o crédito habitacional e as operações de câmbio. “Temos o papel de agregar fatores de competitividade às cooperativas do Sicoob por meio de produtos e serviços que sejam complementares a elas”, afirma o diretor-presidente da instituição, Marco Aurélio Almada. As cooperativas também oferecerão mais opções de investimentos a seus associados. Somente neste ano, até o mês de outubro, cerca de 40 cooperativas de crédito do Sicoob já foram cadastradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de modo a tornarem-se distribuidoras dos Fundos de Investimento da Bancoob Distribuidora Mobiliários (Bancoob DTVM).

Consórcios Entre dezembro de 2011 e setembro deste ano a venda do Sicoob Consórcios aumentou cerca de 410%, ultrapassando a marca de 2,876 mil unidades de novas cotas vendidas.

410%

92 unidades

2,876 mil unidades

Sicoob Previ O número de participantes no Sicoob Previ mais que dobrou entre dezembro de 2011 e outubro de 2012. O montante de adesões passou de 6,411 mil para 15,442 mil.

Aumento dos negócios Uma das mais recentes iniciativas do banco foi a aquisição de uma administradora de consórcios, a Ponta Administradora, para o incremento da carteira de negócios do Sicoob. Entre dezembro de 2011 e setembro deste ano a venda do Sicoob Consórcios aumentou cerca de 410%, ultrapassando a marca de 2,876 mil unidades de novas cotas vendidas, evidenciando o forte interesse dos associados pelo produto, bem como uma movimentação de mercado. De acordo com dados levantados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (Abac), o volume de negócios do segmento, entre janeiro e

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6,411 mil

15,442 mil


Poupança Sicoob junho deste ano, superou os R$ 38,1 bilhões, índice 5,8% maior que o registrado no mesmo período de 2011. Nas novas adesões acumuladas, o Sistema de Consórcios registrou aumento de 1,5%, ultrapassando 1,2 milhão (jan-jun/2012).

Com a mudança na regra de rentabilidade, o produto tornou-se uma boa opção de investimento, levando o Sicoob a bater recordes de captação líquida, alcançando o volume de R$ 1,375 bilhão em setembro.

R$ 1,110 bilhão em dezembro de 2011

R$ 1,375 bilhão em setembro de 2012

Captação líquida O crescimento na captação foi de 20%, acima da média dos 11% do mercado.

Crescimento no mercado de 11%

Crescimento no Sicoob de 20%

Cartões No primeiro semestre de 2012, a base de cartões de crédito emitidos apresentou crescimento de 25%. Já na função débito, o aumento foi de 21% durante o mesmo período. No mercado, o crescimento do crédito e débito foi de 13% e 7%, respectivamente.

360 mil cartões de 451 mil cartões de crédito em junho crédito em julho de 2012 de 2011

Além da administradora de consórcios e das variadas linhas de crédito, as cooperativas oferecem o Sicoob Previ, uma previdência complementar adequada às necessidades individuais de cada associado. As adesões ao plano cresceram mais de 100% nos últimos meses, saltando de 6,411 mil em dezembro de 2011 para 15,442 mil em setembro de 2012. A poupança Sicoob também apresentou progresso significativo em 2012. Com a mudança na regra de rentabilidade, o produto tornou-se uma boa opção de investimento, levando o Sicoob a bater recordes de captação líquida, com crescimento de 20%, acima da média dos 11% do mercado. Com isso, o montante de recursos em poupança do Sicoob ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão. Em 2012, a Gerência de Agronegócio do Bancoob incentivou as cooperativas a utilizarem o crédito rural, a fim de complementarem seu portfólio de produtos. Os resultados demonstram um bom crescimento na carteira do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com aumento de 40% nas liberações. Outro número expressivo, obtido no mesmo período, se refere ao Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), cujo aumento de 50% nas aprovações teve como principal motivação a manutenção do Programa de Sustentação e Investimento (PSI) pelo governo federal. Já as carteiras do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) e da Cédula de Produto Rural Financeira (CPRF) registraram excelente desempenho, com crescimentos de 140% e 320%, respectivamente.

Cartão Outra unidade de produtos que apresentou forte crescimento foi a base de cartões Sicoobcard, que, na função crédito, registrou um incremento de 25% no primeiro semestre de 2012. Já a função débito teve uma evolução de 21% em relação ao mesmo período do ano passado. O faturamento mensal de junho de 2012 nas modalidades crédito e débito ultrapassou a marca dos R$ 211 milhões, o que representa um crescimento de 47% em relação a junho de 2011. O faturamento acumulado no primeiro semestre de 2012 foi de R$ 1,2 bilhão, marca que, em 2011, só foi alcançada no mês de setembro.

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SERVIÇOS

A um clique Todas as facilidades do SicoobNet, o internet banking do Sicoob, também estão disponíveis para não correntistas Praticidade e segurança são dois dos maiores benefícios que o cooperado Sicoob tem ao utilizar o SicoobNet – internet banking do Sicoob. Para ampliar ainda mais as facilidades oferecidas, o acesso ao SicoobNet foi expandido também aos não correntistas. Isso significa que, mesmo que não tenham conta corrente ativa, os associados de qualquer cooperativa, especialmente aquelas de capital e empréstimos, podem consultar, pela internet, informações como poupança, extrato de conta capital, previdência, cartão de crédito, entre outros. De acordo com o gerente de Soluções de Canais de Atendimento do Sicoob Confederação, Luiz Cândido, o maior benefício das ferramentas do SicoobNet é proporcionar mais conforto e comodidade aos usuários. “Para obter saldos e extratos de alguns produtos, o associado não correntista tinha que se deslocar ao ponto de atendimento mais próximo, o que não é mais necessário após a implementação dessa novidade”, destaca.

Passo a passo

Acesse o site www.sicoob.com.br

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No canto superior direito da tela, escolha o tipo de acesso desejado: Pessoal, Empresarial ou Não Correntistas.


Estudante do curso de Relações Internacionais, Felipe Penido de Aguiar possui dois motivos para ficar sempre atento às suas finanças: uma caderneta de poupança no Sicoob Credicom (Central Cecremge) e outra no Sicoob Credinor (Central Crediminas), sendo esta um presente do avô. Ele aponta a comodidade do serviço e a agilidade para obter informações como principais vantagens do SicoobNet. “Como não existem muitos pontos de atendimento próximos da minha casa, sempre que precisava olhar faturas, por exemplo, gastava tempo com o deslocamento. Com essa ferramenta, em questão de minutos, entro no site e checo as transações”, comemora.

Investimento certeiro Além de oferecer mais conveniência e segurança aos associados não correntistas, os objetivos do Sicoob com o novo serviço são contribuir para a migração das cooperativas de capital e empréstimo para todas as funcionalidades da plataforma tecnológica Sisbr, fidelizar os associados e promover um diferencial competitivo em relação à concorrência. A nova opção de acesso ao SicoobNet está liberada, desde junho deste ano, por meio de um canal exclusivo, o “SicoobNet Não Correntista”. Ele pode ser parametrizado pela cooperativa, que tem a liberdade de decidir sobre a liberação do serviço aos seus associados.

Preencha os campos com os dados requisitados para o acesso (número da cooperativa e CPF).

Você será redirecionado para a sua página pessoal do SicoobNet.

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pONTO DE VISTA

O cooperativismo constrói um mundo melhor A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Afinal, um em cada sete habitantes do planeta faz parte de alguma cooperativa. O princípio de que juntos sempre podemos mais, embora seja simples em sua elaboração, é a essência de um movimento que tem transformado a vida de milhões de pessoas.

Sicoob Paraná

O cooperativismo é a face humana do capitalismo. Ele está baseado nos princípios da democracia, da igualdade e do compromisso com a sociedade. Assim, essa atividade é fundamental para o desenvolvimento econômico e social das comunidades onde está inserida.

Jefferson Nogaroli é natural de Maringá e dono da rede de supermercados São Francisco. Atualmente, é presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Paraná, do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ PR) e do Conselho de Administração da Companhia Sulamericana de Distribuição (CSD). Além disso, já atuou como presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap).

No Paraná, o cooperativismo é um dos grandes responsáveis pela pujança da nossa gente. Em 2011, nossas cooperativas, de todos os segmentos, faturaram mais de R$ 32 bilhões, o que representou 13% da riqueza anual produzida no estado. Esses dados revelam o incrível potencial que o cooperativismo tem para mudar a realidade de muitas comunidades pelo Paraná e pelo Brasil afora. No Sicoob Paraná, temos estabelecido como diferencial competitivo exatamente esse compromisso com o desenvolvimento das comunidades locais. Acreditamos que nossas cooperativas de crédito são instrumentos para alavancarmos riquezas e distribuirmos a justiça social. Além do capital econômico de outras praças, que é contido e reinvestido em seus locais de origem, o Sicoob Paraná tem o compromisso de desenvolver o capital social, a formação de lideranças empresariais e de cooperados. Não podemos aceitar o fato de que vivemos em um estado tão rico e próspero

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que, ao mesmo tempo, convive com a pobreza e com Índices de Desenvolvimento Humano (IHD) medíocres. O desafio que temos no Sicoob Paraná é trabalharmos efetivamente para melhorar esses índices. Nossa preocupação vai além de uma simples atuação mediadora no sistema financeiro. Assim, somos parceiros do Sebrae no projeto Territórios da Cidadania, que trabalha com uma metodologia de vanguarda para mudar a realidade social dos municípios com baixo IDH. Estamos também aderindo ao programa Cooperjovem, desenvolvido pela Ocepar/Sescoop, para que possamos criar em nossas crianças e nossos jovens uma cultura cooperativista que irá influenciar futuramente em suas escolhas e decisões profissionais. O Instituto Sicoob PR é a nossa “menina dos olhos” para colocar em prática esses projetos. Assinamos, recentemente, um convênio de operações com a Fomento Paraná, que possibilita aos empresários cooperados acessar linhas de crédito com um custo que varia de 0,55% a 1,07%, tanto para investimento fixo quanto para investimento misto com capital de giro junto ou apenas para capital de giro. O aval dessas operações pode ser concedido pelas Sociedades de Garantia de Crédito, que têm o Sicoob como um dos principais investidores. Acesso ao crédito barato e de qualidade é uma ferramenta eficiente para o desenvolvimento econômico de nossas comunidades. O DNA do Sicoob no Paraná é o associativismo de resultados. Essa marca nos identifica como um sistema cooperativo de crédito voltado para fazermos de nossas comunidades parte de um mundo melhor. Nós acreditamos nisso.


capa

Cooperativismo em festa Novo marco regulatório e moeda comemorativa comprovam a importância do segmento para a economia nacional O cooperativismo de crédito brasileiro acaba de dar um novo passo rumo ao fortalecimento e à expansão sustentável com a criação do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). A previsão é de que o Fundo entre em operação no início do próximo ano, com aporte inicial de R$ 400 milhões, e forneça ainda mais solidez e credibilidade ao segmento. O FGCoop tem por objetivo garantir os depósitos em cooperativas de crédito, além de, num segundo momento, apoiar operações de assistência e suporte financeiro. O novo Fundo terá abrangência nacional, independência e participação de todas as cooperativas de crédito do Sicoob e demais sistemas cooperativos que captam depósitos, além dos bancos cooperativos, conforme informou o presidente do Banco Central do Brasil (BC), Alexandre Tombini. Confirmando as expectativas, foi ele quem anunciou oficialmente a criação do FGCoop, durante a cerimônia de abertura do IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira – evento realizado entre os dias 29 e 31 de outubro, em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, estado berço do cooperativismo de crédito brasileiro (veja mais sobre o evento no box). Outro anúncio feito por ele foi a edição de normativo pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) determinando a remessa ao BC de um Balancete Combinado do Sistema Cooperativo. Trata-se de um demonstrativo que reflete a posição financeira global do grupo econômico de um mesmo sistema, assim como é exigido de conglomerados financeiros, e que consiste na combinação de ativos, passivos, receitas e despesas das instituições integrantes de um mesmo sistema. A medida foi tomada diante da ampliação e do aumento da complexidade das atividades exercidas pelas cooperativas de crédito, decorrentes da evolução do cooperativismo. Tal processo exige a condução de estudos e debates, visando permitir a melhor avaliação da posição patrimonial, econômica e

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capa Fotos: Sicoob Confederação

O cooperativismo de crédito foi um dos temas abordados durante o IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira

financeira das instituições e dos respectivos grupos aos quais elas pertençam, num aprimoramento do processo de supervisão dessas entidades. “Esses novos normativos foram frutos de intenso debate e articulação do segmento com o Banco Central. Com essas medidas, a estrada rumo à criação do ‘Sistema Nacional de Crédito Cooperativo’ está pavimentada”, observou Tombini.

Competitividade ampliada Desde 1995, o setor bancário dispõe de um Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade privada, sem fins lucrativos e que administra o mecanismo de proteção aos depositantes e investidores em caso de intervenção ou liquidação de instituições financeiras. O presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes, vê no estabelecimento de um fundo único para as cooperativas de crédito uma forma de eliminar algumas desvantagens competitivas em relação aos bancos comerciais e de fortalecer a imagem do segmento de crédito cooperativo. “O FGCoop, que está bem amparado legalmente pelo artigo 12 da Lei Complementar 130, vem em boa hora. Não tenho dúvidas de que o cooperativismo de crédito dará um grande salto com sua constituição”, observa. Salvino também aponta como ganho a diminuição de custos, já que a contribuição individual é menor do que a que vinha sendo feita em alguns fundos existentes. Vale lembrar que, das 1,2 mil cooperativas de crédito no Brasil, aproximadamente 550 já possuem fundos 16

garantidores individuais. Alguns deles já existem no segmento cooperativista de crédito. O Sicoob, por exemplo, possui um fundo garantidor que abrange mais de 300 cooperativas. Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, todo o processo de avanço normativo é fruto da relação positiva entre o Banco Central e o movimento cooperativista. “Mais uma vez, o BC nos atende com uma regulamentação adequada e próspera. A instituição desse Fundo, agendada e demandada pelo segmento, é uma conquista fantástica”, comemora.

Como funcionará Os requisitos e parâmetros mínimos para o funcionamento do FGCoop estão estabelecidos na Resolução 4.150/12, aprovada pelo CMN. Assim como o FGC dos bancos, o FGCoop deverá ser constituído na forma de entidade privada, sem fins lucrativos, e apresentará valor de cobertura e porcentual de contribuição semelhantes aos do FGC. De acordo com o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural do Banco Central, Sidnei Correa Marques, o esperado é que o FGCoop comece a funcionar entre março e junho do próximo ano, contando, inicialmente, com R$ 400 milhões. “Um repasse entre R$ 50 milhões e R$ 100 milhões será feito pelo FGC, correspondendo à contribuição das cooperativas para o


Recheque – recursos obtidos com taxas de devolução de cheques ou retirada de nome da lista de clientes que passaram cheques sem fundos”, comenta. As taxas são repassadas atualmente ao FGC, incluindo a parte que corresponde às cooperativas de crédito. O restante do dinheiro virá dos dez fundos garantidores já existentes, num montante de cerca de R$ 300 milhões. A expectativa é de que o Fundo, assim como o FGC, cubra 98% dos créditos.

Inspiração O FGCoop foi inspirado em um modelo de sucesso praticado na Alemanha. O exemplo do país europeu foi apresentado pelo chefe do Departamento de Relações Internacionais da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV), Paul Armbruster, durante o Fórum. Em funcionamento há mais de 75 anos, o fundo alemão adota um sistema de classificação por indicadores de patrimônio, resultados e risco.

Educação financeira, microcrédito, práticas de mobile payment, cooperativismo de crédito. Essas e outras questões fizeram do IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira um relevante espaço para apresentação e discussão do andamento do Plano de Fortalecimento do Ambiente Institucional no âmbito da Parceria Nacional para Inclusão Financeira. Realizado entre os dias 29 e 31 de outubro, no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre (RS), o evento reuniu cerca de 800 participantes, entre dirigentes do BC, representantes de instituições públicas e privadas e líderes cooperativistas. Além do presidente Salvino, o Sistema foi representado pelo diretor de Operações do Bancoob, Ênio Meinen; diretor de Desenvolvimento Organizacional do Sicoob Confederação, Marden Marques Soares; o presidente do Sicoob Central Crediminas, Alberto Ferreira; o diretor-presidente do Sicoob Central MT/MS, Jadir Girotto; o presidente do Sicoob Central ES, Bento Venturim; gerente do Fundo Garantidor do Sicoob, Rômulo Pimenta; e a gerente e supervisora de Comunicação e Marketing da Confederação, Andréa Hollerbach Athayde e Jussimara Zobel, respectivamente.

José Salvino de Menezes apontou os benefícios do FGCoop para o segmento ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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capa Lideranças cooperativistas se reuniram durante o evento

Em seu discurso no IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, retomou alguns dos avanços normativos históricos do cooperativismo de crédito no país, como:

Desafios e oportunidades Mais de 6 milhões de associados e um volume de operações de crédito com um montante de R$ 40 bilhões, correspondendo a um incremento de 39% em relação a dezembro de 2010 – em dez anos, o volume de operações de crédito atingiu crescimento de mais de 600%. Somam-se a essas marcas, atingidas em junho de 2012, outros expressivos números: cinco confederações, dois bancos cooperativos, 38 centrais, mais de 1,2 mil cooperativas singulares e 4,8 mil pontos de atendimento. Esse foi o cenário apresentado durante o IV Fórum a fim de comprovar a força do cooperativismo de crédito no país. Durante os três dias de atividades em Porto Alegre (RS), o setor foi tema dos painéis “Sistema de Proteção e Fortalecimento do Cooperativismo de Crédito: o Fundo Garantidor Nacional das Cooperativas de Crédito” e “Ano

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Internacional das Cooperativas: perspectivas para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo”. Participando de ambos painéis, Salvino destacou desafios futuros. A unificação do sistema cooperativista de crédito no Brasil é um deles. “Talvez, num futuro próximo, possamos estar juntos, mas representados por apenas um líder”, afirmou sobre os aplausos da plateia. Outros desafios do segmento são alcançar os dois dígitos em ativos financeiros e ampliar a atuação nos grandes centros. Segundo o diretor de Fiscalização do BC, Anthero de Moraes Meirelles, essa competição em busca de mercado não deve, contudo, comprometer os princípios cooperativistas. “É exatamente no equilíbrio desses valores que reside o diferencial mercadológico do cooperativismo de crédito em relação aos modelos societários das demais instituições financeiras”, salientou.

o estabelecimento de princípios de boa governança corporativa, bem como a disciplina sobre as confederações de crédito e suas funções de supervisão, tendo em conta, especialmente, a edição da Lei Complementar 130, de 17 de abril de 2009, que reconhece os sistemas de crédito cooperativo organizados em centrais, confederações e empresas auxiliares; a criação de novos tipos de cooperativas, como as de livre admissão, de microempresários sem vinculação de ramo de negócio, e de empresários ligados a um sindicato ou entidade patronal; a criação de entidade nacional para auditoria em cooperativas de crédito; o acesso independente das cooperativas à Conta de Liquidação e, posteriormente, o acesso a empréstimos de liquidez no mesmo dia; a possibilidade de utilização do Regime Prudencial Simplificado (RPS) na gestão de risco.


Valiosa homenagem

Marden Soares, Alberto Ferreira e José Salvino prestigiaram o lançamento da moeda comemorativa

Simbolizando as conquistas do cooperativismo, um dos momentos mais aguardados no IV Fórum Banco Central sobre Inclusão Financeira foi o lançamento da moeda comemorativa em homenagem ao Ano Internacional das Cooperativas, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). “O lançamento dessa moeda é uma demonstração inequívoca do reconhecimento da importância do cooperativismo para a sociedade brasileira”, afirmou, em suas palavras de abertura da solenidade, o diretor de Administração do BC, Altamir Lopes. Por meio de um breve resgate histórico, o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, lembrou aos presentes que a instituição de um ano internacional reconhecido pela ONU é um desejo antigo; uma luta iniciada há quase duas décadas, pelo ex-presidente da OCB, da Associação Internacional das Cooperativas (ACI) e também ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. “Este é o reconhecimento do trabalho extraordinário do movimento cooperativista, principalmente, diante da crise de 2008, que balançou sistemas financeiros no mundo inteiro. Onde a presença das cooperativas é mais intensa, os efeitos de crise são mitigados. Elas ajudam, sim, a construir um mundo melhor”, concluiu. Para o senador e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Waldemir Moka, a homenagem representa a parceria com o BC e contribui para o status hoje atingido pelo cooperativismo de crédito. “Essa moeda é um símbolo emblemático não só do Ano Internacional do Cooperativismo, mas, principalmente, do esforço de homens e mulheres, sobretudo, aqueles das cooperativas voltadas à agricultura e à pecuária”, comemora. Também integraram a mesa de cerimônia de entrega da moeda comemorativa, entre outros, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o presidente da Casa da Moeda do Brasil, Francisco de Assis Leme Franco.

Waldemir Moka (à esq.) recebeu a moeda das mãos do presidente do BC, Alexandre Tombini (à dir.)

Características Cunhada em prata e idealizada pela artista plástica Kátia Dias, a moeda traz no anverso a logomarca do “Ano Internacional das Cooperativas”. No reverso, destaca-se uma ilustração do globo terrestre sustentado por três pares de mãos, em alusão ao trabalho cooperativo. O slogan “Cooperativas constroem um mundo melhor” e a legenda “Brasil” completam a composição.

Valor de face: R$ 5 reais Material: prata 999/1000 Diâmetro: 40 mm Peso: 28 g Tiragem inicial: 3,5 mil moedas Tiragem máxima: 10 mil moedas Como adquirir? A moeda custa R$ 180 e pode ser adquirida nos guichês de atendimento do departamento do Meio Circulante (regionais do BC em todo o país) e pela internet, no site do Banco do Brasil (www.bb.com.br)

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entrevista

Rumo à inclusão financeira Exímio conhecedor e apoiador do cooperativismo de crédito, Luiz Edson Feltrim faz uma análise do segmento no contexto da economia nacional Luiz Edson Feltrim é diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central do Brasil, nomeado para a função pela Presidenta da República Dilma Rousseff em 27 de junho de 2012. Ele esteve à frente do Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf) por 12 anos, até maio de 2011, quando assumiu a função de secretário-executivo do Banco Central. Nascido em Martinópolis (SP), Feltrim é bacharel em Matemática e ingressou no Banco Central em 1974. Desde então, atuou em todos os níveis gerenciais na área da Organização do Sistema Financeiro e representou a instituição em reuniões de trabalho de organismos reguladores de diversos países, com a finalidade de estudar modelos regulatórios internacionais referentes ao acesso ao Sistema Financeiro. Feltrim é profundo conhecedor do cooperativismo de crédito brasileiro, tendo atuado como integrante do Grupo de Trabalho Interministerial do Cooperativismo e do Grupo de Trabalho sobre Microfinanças, instituído pelo Ministério da Fazenda e que resultou nas principais normas sobre o assunto no país. Ele também coordenou o Projeto “Inclusão Financeira – Perspectivas e Desafios para a Inclusão Financeira no Brasil”, além de ter sido coautor do livro Governança Cooperativa. Confira, a seguir, sua análise sobre o papel do cooperativismo de crédito no cenário nacional. REVISTA SICOOB – O Sicoob já possui o seu fundo garantidor, o FGS. O Banco Central tem estimulado a criação de um Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). O que isso irá representar para o Sicoob e demais sistemas cooperativos? Feltrim – O Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), nos termos da Resolução 4.150, de 30 de outubro de 2012, tem como objetivo garantir os depósitos em cooperativas

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de crédito, além de, num segundo momento, poder atuar com operações de assistência e suporte financeiro. Esse fundo será de abrangência nacional, independente e contará com a participação de todas as cooperativas de crédito que captam depósitos, além dos bancos cooperativos. Naturalmente, a criação de um fundo garantidor é parte de uma rede mais ampla de proteção que deverá também contar com regulação prudencial, supervisão eficiente, práticas adequadas de gestão e metodologias adequadas de contabilidade e transparência na divulgação de informações à população. Qual será o papel do FGCoop? Como será a atuação do Banco Central em relação a esse fundo? O papel do FGCoop é o de prover mais confiabilidade e credibilidade para todo o segmento cooperativista de crédito. Além de propiciar garantia aos cooperados, de forma uniforme em todo o segmento, esse fundo assegurará equidade de tratamento em relação aos depositantes das demais instituições financeiras do mercado brasileiro, isto é, os clientes dos bancos, que já têm seus depósitos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), criado em 1995. O Conselho Monetário Nacional, por meio da Resolução 4.150, estabeleceu os requisitos e as características mínimas do fundo garantidor de créditos das cooperativas singulares de crédito e dos bancos cooperativos integrantes do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo. Isso é fruto de ampla discussão entre o Banco Central e o segmento baseada também na experiência internacional e na própria experiência brasileira com o FGC. Além da Resolução 4.150, o Banco Central deverá continuar trabalhando em conjunto com o segmento cooperativista, agora na construção e aprovação do estatuto e do regulamento do novo fundo. Nessa etapa, é primordial pontuar-se questões relativas à governança, ao cálculo das contribuições e às regras de utilização dos recursos, entre outros pontos, conforme dispõe a Resolução. É importante destacar que a Resolução 4.150 estabeleceu que caberá ao Conselho Monetário Nacional a verificação do atendimento dos requisitos e características mínimas estabelecidas para o FGCoop. A constituição do FGCoop é um passo fundamental para a consolidação do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, conforme a Lei Complementar 130. Por


Fotos: Banco Central

isso, as diferentes confederações e cooperativas devem envidar seus melhores esforços na arquitetura do fundo. O processo dessa construção, por si só, acredito, trará resultados e alinhamentos necessários à consolidação do Sistema Nacional. Qual a importância das cooperativas de crédito no contexto do Plano de Ação para Fortalecimento do Ambiente Institucional, lançado pelo Banco Central? O Banco Central tem atuado para fortalecer o segmento das cooperativas de crédito, especialmente no que concerne ao marco regulatório, que passou por profundo aprimoramento nos últimos anos. Exemplo relevante é a instituição da possibilidade de constituição de cooperativa de crédito de livre admissão, a partir de 2003. Outros avanços significativos são a questão da governança, particularmente a segregação entre Conselho de Administração e Diretoria Executiva, e a permissão de realização de auditoria externa por entidade especializada de auditoria cooperativa, entre outros. Em particular, temos focado em medidas que priorizem o crescimento seguro do cooperativismo de crédito, com desdobramentos positivos em termos de capilaridade para atendimento à população. É nesse sentido que as cooperativas têm papel fundamental no desenvolvimento do plano, na medida em que podem atender a setores específicos e muitas vezes em localidades que não contam com o atendimento de outras

instituições financeiras. Assim, trata-se de especial instrumento para a adequada inclusão financeira do brasileiro. Ademais, destaco também o papel e o potencial que as cooperativas de crédito possuem no tocante à questão da educação financeira, pilar fundamental no processo de inclusão financeira. Essas questões, totalmente aderentes aos princípios do cooperativismo, fazem com que o Banco Central considere as cooperativas como um forte aliado, na medida em que acreditamos que seja possível, por meio do segmento, catalisar os resultados para a sociedade. Nesse sentido, lembro que, recentemente, o Banco Central criou a área de Relacionamento Institucional e Cidadania (Direc), que tem como um dos seus focos a educação e a inclusão financeira da população, preocupando-se não só em levar a informação e a transparência, mas também em avaliar o impacto de todo esse processo. O que as cooperativas de crédito podem esperar para 2013 em termos de atuação do Banco Central? Nos anos recentes, o Banco Central tem aperfeiçoado a sua maneira de trabalhar com o segmento cooperativista. Esse processo teve um ponto de inflexão em 2005, com a criação de um departamento de supervisão especializado no cooperativismo de crédito. Hoje, eu vejo o Banco Central atuando de forma cada vez mais coordenada, refletindo uma visão integrada de todos os processos que interferem e favorecem o funcionamento do cooperativismo. Isso nasce no processo de autorização, passa pelos requerimentos de patrimônio mínimo, de capital regulamentar, pelas exigências de governança, de controles internos e gestão de riscos, além de contar com supervisão eficaz e, agora, rede de proteção especializada. Evidentemente, o aperfeiçoamento deve ser constante e continuar pautando-se pelo diálogo com o segmento, com o objetivo de buscar o melhor sistema cooperativo para os milhões de brasileiros que já são cooperados, bem como para aqueles que podem vir a se associar. Na visão do Banco Central, o que representa e qual a importância do cooperativismo de crédito para o mercado financeiro? As cooperativas de crédito atuam localmente, com captação e aplicação de seus recursos nos limites da área de atuação, reciclando a poupança na comunidade, o que contribui para o desenvolvimento dos agentes que nela atuam. Além disso, as cooperativas são concebidas com o propósito específico de concretizar os interesses de seus associados em termos de melhor prestação de serviços financeiros. Enquanto nas regiões mais carentes as cooperativas propulsionam a geração de emprego e de renda, nos grandes centros urbanos as cooperativas são mais um instrumento de oferta de crédito e para a prestação de serviços voltados diretamente para os interesses dos cooperados. Ainda, os princípios cooperativistas, sempre que buscados com eficiência, favorecem os clientes do segmento, além de aumentarem a concorrência no sistema

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Entrevista

financeiro. Assim, as cooperativas de crédito têm especial importância na eficiência do sistema financeiro, ajudando então o Banco Central a cumprir sua missão institucional.

onde o desenvolvimento ainda tem sido tímido. Em 2010, enquanto a região Sul contava com mais de 20 postos de atendimento por 100 mil adultos, as regiões Norte e Nordeste tinham apenas 10 e 11 mil, respectivamente. O outro desafio refere-se à governança, destacando-se a necessidade de segregação de funções entre conselheiros e diretores executivos, o que propicia mais maturidade organizacional, mais impessoalidade nas decisões, além de uma estrutura de efetivo acompanhamento do desempenho dos executivos. O desafio continua, apesar dos expressivos avanços que se tem percebido nessa direção.

As taxas de juros menores, achatamento dos spreads e expansão mais lenta das carteiras de crédito representam uma nova realidade para as instituições financeiras. Quais os caminhos para que as cooperativas de crédito continuem competitivas e com bons resultados? Um dos caminhos para a oferta de taxas de juros menores e mais competitivas é a busca por mais eficiência na intermediação financeira, como também a busca pela ampliação de novos O Sistema Cooperativo de Crédito cresce bem acima mercados. O segmento deve buscar, ainda, o aperfeiçoamento da média dos bancos públicos e privados, mas ainda de sua governança. A Governança Cooperativa pode ser enresponde por menos de 3% do Sistema Financeiro tendida como o conjunto de mecanismos e Nacional (SFN). O que deve ser feito controles, internos e externos, que permite para que o cooperativismo tenha maior As cooperativas aos cooperados definir e assegurar a execurepresentação? ção dos objetivos das cooperativas. A boa goO aumento da participação do segmento de crédito têm vernança deve passar, também, pela escolha cooperativista no Sistema Financeiro Nacional adequada dos administradores das cooperati- especial importância deve passar por três grandes diretrizes: vas, com capacidade técnica e gerencial com1) sustentabilidade, o que se traduz na na eficiência do patível com a instituição, que passarão a gerir, criação de condições para o aumento da sistema financeiro, competitividade, como o investimento na de modo que esta possa oferecer produtos e serviços financeiros que atendam às necessicapacitação e no treinamento, o crescimento ajudando então dades dos cooperados. vertical e o processo de fusões, especialmente o Banco Central a nas regiões mais concorridas; 2) transparência, Quais os pontos positivos do cooperaticumprir sua missão o que corresponde essencialmente ao vismo de crédito e quais aqueles que deaprimoramento da governança; e 3) institucional. vem ser aperfeiçoados? responsabilidade social, ou seja, o segmento O segmento cooperativista de crédito tem não deve jamais se esquecer de seu propósito se expandido de forma admirável no Brasil. primordial de influenciar positivamente a Nos últimos dez anos, o número de cooperados se expandiu comunidade onde atua. É importante lembrar que, embora em quase 300%, representando atualmente cerca de 6 milhões represente ainda pequena parte do Sistema Financeiro de associados. A expansão também se refletiu no número de Nacional, deve-se reconhecer que o segmento tem apresentado postos de atendimento – só no ano de 2011, a rede de cootendências importantes de crescimento no mercado financeiro. perativas foi incrementada praticamente em um posto a cada Hoje, as cooperativas de crédito estão presentes em 40% dos dia útil. Vou salientar dois desafios, um geográfico e outro ormunicípios brasileiros e em 25% dos que não contam com ganizacional. O primeiro ponto a ser melhorado no segmento agência bancária. Assim, trata-se de instituição fundamental cooperativista brasileiro é a estrutura da prestação de serviços para a promoção da inclusão financeira dos brasileiros, que é nas diferentes regiões do país, em especial no Norte e Nordeste, um dos objetivos estratégicos para o Banco Central.

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Jurídico

Fundo de Reserva Uma reflexão sobre a utilização legal, plena e eficiente pelas cooperativas

O Fundo de Reserva é obrigatório não só para as cooperativas de crédito, mas também para as cooperativas dos demais ramos, com previsão no art. 28 da Lei 5.764/71. É constituído por, no mínimo, 10% das sobras líquidas do exercício social e tem duas finalidades: reparar perdas e atender ao desenvolvimento das atividades da cooperativa. É indivisível, ou seja, pertence à cooperativa e não pode, em hipótese alguma, ser rateado entre os associados. Apesar da dupla finalidade, na prática, o Fundo tem sido utilizado apenas como reserva para reparar perdas da cooperativa. Essa utilização exclusiva para reparar perdas, apesar de legal, faz com que não se atinjam todos os objetivos oferecidos pelo legislador. Não há dúvida de que a reparação de perdas é o objetivo primordial do Fundo de Reserva e, claro, deve ser priorizada. Isso não se discute. Até porque, em eventual prejuízo da cooperativa, no caso de saldo inexistente ou insuficiente no Fundo de Reserva, a perda recai, em última instância, sobre os associados, conforme dispõe o artigo 89 da Lei 5.764/71. Tem, portanto, natureza preventiva, fortalecendo a cooperativa, e, por isso, deve ser incentivada, inclusive com previsão estatutária de destinação maior que a legal. Trata-se de proteção eficaz não apenas para a cooperativa, em razão dos riscos da atividade, mas também para os associados, que se unem via cooperativa para a consecução de objetivos comuns.

Contudo, não se pode negar que o legislador deu ao Fundo de Reserva também esse caráter proativo e desenvolvimentista. Nesse sentido, se forem preservados recursos do Fundo de Reserva tecnicamente suficientes para cobrir perdas futuras e se a cooperativa estiver enquadrada nos limites regulamentares, poderá a assembleia decidir pela utilização de valor residual das reservas para, por exemplo, adquirir móveis, imóveis, softwares ou outros bens necessários ao desenvolvimento da cooperativa. É também defensável a utilização do Fundo de Reserva para pagamento de contribuições ao Fundo Garantidor de Depósitos, considerando-se a semelhança entre os objetivos dos fundos. Mas há que se ter cautela. Não se pode, a pretexto de desenvolver a cooperativa, deixar de protegê-la dos riscos que decorrem da atividade típica de instituição financeira. Então, a utilização dos recursos para a finalidade de desenvolvimento deve ser consciente, ter respaldo técnico e guardar respeito ao Estatuto Social.

Por Elis Regina Prezzoto, advogada da Gerência Jurídica do Bancoob Fotos: Sicoob Confederação

No entanto, há que se ponderar também sobre o outro propósito do Fundo de Reserva, que, apesar de secundário com relação à finalidade protetiva, é legalmente previsto e pode ser importante para o crescimento e o fortalecimento da cooperativa. Trata-se da utilização para o desenvolvimento das atividades da cooperativa, que reflete a natureza proativa do Fundo. É certo que essa finalidade é pouco acionada, inclusive por desconhecimento. Além disso, não há uma regulamentação específica a respeito no âmbito do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil sobre o tema.

A advogada da Gerência Jurídica do Bancoob, Elis Regina Prezzoto, reflete sobre o Fundo de Reserva ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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Responsabilidade Social

Em parceria com escolas da região, o Sicoob São Miguel realiza o plantio de mudas das espécies nativas para recuperar a mata ciliar

Sicoob São Miguel do Oeste

Ações reconhecidas Projeto de preservação da natureza tem reconhecimento nacional As intervenções para preservação ambiental realizadas pela cooperativa Sicoob São Miguel do Oeste (SC), filiada à Central SC, foram reconhecidas pela Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras). Pelo segundo ano consecutivo, a cooperativa foi premiada pelo Concred Verde, que premia as atitudes capazes de tornar efetivo o princípio da responsabilidade socioambiental. Nos últimos anos, a cooperativa tem atuado com plantio de mudas, instalação de cercas de arame para preservação das nascentes, construção de viveiros de mudas de espécies nativas e de cisternas para coleta de água da chuva em escolas, além de recuperar cursos d’água em 14 comunidades da região. Devido à excessiva exploração dos recursos naturais, ocorrida no passado, problemas como erosão do solo, assoreamento

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de rios e nascentes tornaram-se alarmantes. Tudo isso acabou gerando grande impacto e prejuízo ao meio ambiente e alterou as relações naturais entre os seres e o meio onde vivem. Com a intenção de amenizar esses problemas, a cooperativa tem destinado, desde 2006, recursos para ações ambientais na região. “Em sua primeira iniciativa, o Sicoob São Miguel realizou uma parceria com escolas para comemorar o Dia da Árvore, quando foram distribuídas mudas para o plantio. Nessa intervenção, percebemos que grande parte das mudas fornecidas pela cooperativa era jogada no lixo ou esquecida pelas pessoas no carro ou em casa. O Sicoob, então, decidiu se unir com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) para tentar solucionar o problema. A parceria


funcionou, e um projeto para preservação das nascentes foi elaborado”, conta o assessor de comunicação e coordenador de projetos sociais da cooperativa, Blásio Spaniol. Os escritórios municipais da Epagri encaminharam projetos dimensionando o número de famílias envolvidas, a localização dos cursos d’água, a extensão a ser protegida, a identificação de nascentes, o levantamento do material necessário, como quantidade de mudas, arame, isoladores e outros, já com orçamentos prévios. Depois de recebidos, os projetos foram analisados pelo Sicoob São Miguel para posteriormente serem implantados. Para evitar que animais entrassem nos córregos e os contaminassem, foram construídas cercas ao longo dos cursos d’água. Além disso, foram plantadas mudas de espécies nativas para reposição da mata ciliar. A cooperativa destinou um valor determinado para cada ação, em que foram utilizados recursos do Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates). A elaboração do projeto, a sensibilização, a implantação e a execução ficaram a cargo da Epagri. Foram realizadas palestras de educação ambiental, com a participação de escolas, da polícia ambiental e do Ministério Público. As prefeituras dos municípios contemplados disponibilizaram máquinas e transporte escolar.

suas dependências, especialmente após o período de estiagem que assolou a região, em 2011 e 2012. A partir de então, quatro cisternas foram construídas, com conceito ecológico e baixo consumo de material de construção. Com capacidade de armazenagem de 105 mil litros, elas, que receberam investimento de R$ 18 mil, são abastecidas com água dos telhados das próprias escolas, por meio de calhas e tubulações, com sistema de filtro, que desvia a primeira parte, que pode vir com impurezas, como folhas e outros materiais lançados pelo vento. Para o presidente do Sicoob São Miguel, Edemar Fronchetti, a cooperativa trabalha para consolidar alternativas para o consumo sustentável, o uso e a obtenção da água para famílias, escolas, propriedades rurais e empresas. “Nossas ações foram reconhecidas por líderes, comunicadores e educadores, o que aumentou a credibilidade da cooperativa diante da população”, afirma o presidente.

Após seis anos de trabalho, o projeto conseguiu recuperar 50 quilômetros de cursos d’água das comunidades. “Outras seis solicitaram nossa ajuda para 2013”, afirma Blásio. As pessoas envolvidas efetuaram o serviço de instalação das cercas e de plantação das árvores, como contrapartida ao projeto. Nas comunidades, as escolas participaram de diversas etapas: sensibilização, estudo sobre flora e fauna do local, levantamento de dados socioeconômicos das famílias ali residentes e plantio das árvores.

Recuperação de mata ciliar

O envolvimento das escolas e da comunidade contribuiu para o êxito do projeto

A partir das ações de proteção das nascentes, foi detectada a dificuldade em se conseguir mudas de espécies nativas para recuperação de mata ciliar. Surgiu, então, um novo projeto, em parceria com 163 escolas da região: a instalação de viveiros, que propiciou uma parceria didática, educativa e de trabalho cooperado, em coleta de sementes, produção e distribuição das mudas. Por meio desse projeto, já foram implantados sete viveiros em escolas, com capacidade de 60 mil mudas ao ano, distribuídas sem custo para as famílias que têm filhos nas escolas participantes. O excedente é entregue para agricultores ou instituições que estão recuperando áreas degradadas ou protegendo cursos d´água ou nascentes. Com o decorrer do tempo e a visibilidade das ações e investimentos do Sicoob São Miguel em educação ambiental, as escolas começaram a debater sobre a necessidade de captar água das chuvas para o uso em

O projeto teve início em 2006 e já recuperou 50 quilômetros de cursos d’água

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Cooperativismo

Toque feminino Global Women’s Leadership Network reúne mulheres cooperativistas e prova que ala feminina está conquistando cada vez mais espaço

Nas últimas décadas, a mulher tem mostrado que competência no trabalho também é um grande marco feminino. No cooperativismo, não é diferente. Elas, cada vez mais, vêm se destacando e conquistando o seu espaço. Prova disso é a Rede de Liderança das Mulheres Globais – Cooperativistas (Global Women’s Leadership Network - GWLN). O grupo foi criado com o intuito de conectar as mulheres, líderes de cooperativas de crédito em todo o mundo, envolvendo-as nas questões relacionadas ao desenvolvimento profissional, por meio de mídias sociais e fóruns educacionais. A rede oferece, ainda, perspectivas internacionais sobre os desafios comuns que todos enfrentam, tais como as estratégias de crescimento,

Arquivo pessoal

Eliane Ferreira ao lado de Sue Mitchell, presidente da Mitchell Stankovic and Associates, empresa de consultoria em cooperativas de crédito de Nevada (EUA)

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capital, alternativas para solução de problemas comuns e melhoria da eficiência operacional. A GWLN tem programas de engajamento em alguns países. No Quênia, há ações com foco social e abordagem integrada no desenvolvimento comunitário, que visa à inclusão pessoal, à capacitação e à sustentabilidade financeira, desenvolvido no orfanato Busia Compassionate Centre. Grande parte dos programas educacionais e eventos concentra-se nos Estados Unidos. No Brasil, ainda não há projetos específicos da rede. A GWLN, juntamente com o Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU), trabalha no sentido de promover


mudanças imediatas e duradouras para atender às necessidades básicas das crianças: alimentos e condições mais seguras de vida. A cooperada do Sicoob Cred UFU – cooperativa sediada em Uberlândia (MG) e filiada ao Sicoob Central Cecremge – Eliane Ferreira é a única mulher do Sicoob a integrar a rede internacional. Ela acredita no desempenho político e social das mulheres, de forma a atuarem ativamente nos processos organizacionais. “O sistema cooperativo mundial se tornará econômica e politicamente mais forte e influente se mais mulheres participarem, efetivando o papel das cooperativas como agentes de desenvolvimento em nosso planeta”, afirma. A GWLN oferece oportunidades às profissionais de cooperativas de crédito para atuarem globalmente na melhoria das suas organizações, por meio do compartilhamento de conhecimento dos negócios e experiências com seus pares.

Ano Internacional Diversas ações no Brasil e no mundo foram realizadas para a comemoração do Ano Internacional das Cooperativas. As celebrações aconteceram, por exemplo, na Conferência Rio +20, evento internacional para o desenvolvimento sustentável. Houve também a criação de uma logomarca especial, de um hotsite – a fim de sensibilizar os internautas sobre a importância do cooperativismo para o desenvolvimento econômico –, e de um vídeo institucional, produzido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A Agenda Legislativa do Cooperativismo, que contempla as principais proposições de interesse do setor em tramitação no Congresso Nacional, também destacou o Ano Internacional. Em 30 de outubro, foi lançada pelo Banco Central do Brasil, em Brasília (DF), a moeda comemorativa em alusão ao Ano. Ainda ocorreu o II Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC), uma exposição de fotos sobre cooperativismo, realizada em julho, no Congresso Nacional, a emissão de um selo postal pelos Correios, além de uma extração especial da Loteria Federal, em parceria com a Caixa Econômica Federal. A 8ª edição do Prêmio Cooperativa do Ano também foi alusiva ao tema. O Ano Internacional das Cooperativas foi decidido em 18 de dezembro de 2009, através da resolução 64/136, da Organização das Nações Unidas (ONU). A homenagem surgiu com o intuito de incentivar os governos a estabelecerem políticas, leis e regulamentos que levam à criação, ao crescimento e à sustentabilidade das cooperativas e de conscientizar a rede global sobre o cooperativismo e seus esforços para fortalecer a comunidade, a democracia e a paz.

Como contribuir São duas as formas de participar da Global Women’s Leadership Network. Confira! 1ª: Organização-Membro A cooperativa contribui anualmente com 5 mil dólares. Nessa categoria, a organização recebe dois assentos de rede on-line para as mulheres líderes, dois convites para o fórum anual e certificado de patrocinador da WOCCU.

2ª: Membro Essa categoria é para pessoas que querem se envolver e demonstrar seu compromisso, independentemente da cooperativa. A contribuição é de 250 dólares anuais, e as participantes têm acesso à rede de colegas on-line e recebem atualizações regulares sobre as atividades das mulheres em cooperativas de crédito em todo o mundo. Além disso, participam do Fórum Anual da entidade. A GWLN tem também um programa de bolsas para mulheres cooperativistas de países em desenvolvimento, no qual as pretendentes fazem inscrição e concorrem com outras mulheres do mundo todo.

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Mercado

Crédito mais acessível Plano Nacional de Inclusão Financeira, do Banco Central, contará com a ajuda e o conhecimento das cooperativas de crédito O governo brasileiro vem adotando uma série de medidas para redirecionar a economia do país a uma rota de crescimento sustentável. Uma das mais recentes, o Plano Nacional para Inclusão Financeira, lançado pelo Banco Central (BC), visa levar crédito bancário de qualidade aos brasileiros de baixa renda. Objetivo que, para ser cumprido, exigirá papel relevante das cooperativas de crédito. O plano está calcado em oito ações, a serem executadas até 2014. Vão de melhorias do arcabouço institucional do setor até a criação de canais de acesso ao serviço financeiro, de norte a sul do país. As ações permitirão acesso aos financiamentos por um número maior de pessoas, que poderão, por exemplo, comprar uma casa, um terreno produtivo ou abrir o próprio negócio.

O novo consumo estimulará a produção brasileira com reflexos no aumento da geração de emprego e renda. Contribuirá, consequentemente, para o crescimento do nosso Produto Interno Bruto (PIB), cujo resultado do segundo trimestre de 2012, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no começo de setembro, registrou avanço de apenas 0,4%, se comparado ao período anterior.

Papel protagonista Nessa nova estratégia de estímulo à economia, as cooperativas de crédito têm muito a contribuir. Elas poderão ajudar a disseminar o microcrédito produtivo, a promover a educação financeira e a aprimorar a metodologia do estudo do processo de inclusão. Conhecimento para isso, elas possuem. Desde sua origem, na década de 1920, as cooperativas permitem que cada vez mais pessoas usufruam desse tipo de serviço. Ao longo do tempo, o cooperativismo de crédito vem se estabelecendo em pequenas cidades e distritos brasileiros, com baixas densidades demográficas, onde os bancos convencionais não têm interesse em abrir agências. A democratização de produtos e serviços financeiros ficou mais consistente após o surgimento de grandes sistemas cooperativos de crédito, entre eles, o Sicoob.

Banco Central

“Nos últimos 10 anos, várias ações foram exitosas, no sentido de promover a inclusão financeira da população. Em destaque, o papel fundamental que vem sendo desempenhado pelo modelo de correspondentes bancários adotado no país, o cooperativismo de crédito e a qualidade e adequação dos serviços financeiros, com medidas voltadas à promoção da transparência e da concorrência, desenhadas em benefício do consumidor”, afirmou Alexandre Tombini, presidente do BC.

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Alexandre Tombini ressaltou o papel fundamental do cooperativismo de crédito na promoção da inclusão financeira no país


O Brasil possui cerca de 4,9 mil pontos de cooperativas de crédito. De acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), só em 2011 foram abertos mais de 300 novos pontos. O número de cooperados, em 2011, chegou a cerca de 4,7 mil, (crescimento de 16% em relação a 2010, quando o número foi de 4 mil). As filiais ou pontos de atendimento dessas instituições já chegam a mais de 40% dos municípios brasileiros, sendo que 25% deles não possuem qualquer outro tipo de agência bancária.

Com a ajuda das instituições bancárias, financeiras e cooperativas de crédito, até 2014, o BC pretende colocar em prática as oito ações determinadas no seu Plano Nacional de Inclusão Financeira:

Velha parceria Segundo Darcy Neiva, presidente do Sicoob Crediparnor, cooperativa associada ao Sicoob Central Cecremge, as cooperativas trabalham em conjunto com o BC para cumprir as metas do plano. Ele afirma que muitas das ações propostas pela entidade já são desempenhadas pelo cooperativismo de crédito, a exemplo dos programas de educação financeira. Neiva destaca outra função das instituições cooperativistas, que é a retenção de recursos nas pequenas localidades brasileiras. “Os recursos oriundos dos depósitos são aplicados no município onde está localizada a cooperativa, promovendo o desenvolvimento local. Não há fuga de capital para os grandes centros urbanos”, observa.

Empreender para crescer Uma iniciativa da Sicoob Crediparnor serve de exemplo para trabalhos de expansão do crédito em pequenas localidades. Em julho de 2011, a instituição criou o programa Empreender para Crescer, que incentivou produtores locais nas cidades de Arinos, Paracatu e Unaí, no Noroeste de Minas, a abrirem o próprio negócio ou a regularizarem as atividades autônomas que desempenhavam. O programa se baseia em parcerias. As associações comerciais e as prefeituras facilitam o processo de registro de microempresas e prestam assessoria jurídica àqueles que desejam seguir o caminho do empreendedorismo. As consultorias juniores das faculdades locais orientam os interessados sobre finanças, marketing e gestão. O Sebrae oferece cursos e oficinas sobre o universo empresarial. Cabe ao Sicoob Crediparnor possibilitar, entre outros serviços, o acesso ao crédito com taxa de juros inferiores a 2% ao mês. Em um ano de programa, o número de empreendedores registrados pela cooperativa local cresceu mais de 200%, saltando de mil para mais de 3 mil. O volume de crédito ultrapassou os R$ 3 milhões.

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aprimorar o arcabouço regulatório do microcrédito e das instituições especializadas em microfinanças;

2

fomentar a diversificação e a melhoria dos serviços financeiros;

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definir marco legal e regulatório sobre mobile payment;

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fortalecer a rede de canais de atendimento à população;

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contribuir para a promoção da educação financeira;

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intensificar a divulgação dos direitos do consumidor de serviços financeiros;

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aprimorar a metodologia utilizada no estudo da inclusão financeira e incorporar indicadores de qualidade;

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realizar pesquisas sobre o comportamento e as percepções da população com relação à utilização de serviços financeiros.

O andamento das ações será apresentado e debatido durante os Fóruns do Banco Central sobre Inclusão Financeira, que ocorrem regularmente no quarto trimestre de cada ano. O último aconteceu entre os dias 29 e 31 de outubro, em Porto Alegre (RS) e teve destaque especial para a atuação das cooperativas de crédito, como forma de celebrar o Ano Internacional das Cooperativas, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU), celebrado em 2012 (leia mais na pág. 15). ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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Pessoas

Feito para você

Sicoob Confederação

Novo Programa de Gestão de Pessoas tem comprovado os benefícios das ações planejadas Para a gerente Tatiana Rodrigues, o novo programa visa à valorização e à retenção de profissionais

Um conjunto de diretrizes estruturado para viabilizar as condições adequadas ao desenvolvimento, à valorização e à retenção de pessoas. Após cinco meses do lançamento oficial, o Programa de Gestão de Pessoas do Sicoob tem trazido uma série de benefícios às cooperativas centrais e, por consequência, às singulares do Sistema. Baseados na gestão por competências – organizacionais, profissionais gerais e de gestão –, vinculadas ao direcionamento estratégico do Sicoob, os programas planejados são importantes ferramentas de promoção da sintonia entre as pessoas no ambiente de trabalho. “A compreensão dos objetivos e pensamentos da empresa e dos outros empregados deixa os profissionais motivados, além de proporcionar o desenvolvimento satisfatório das habilidades e potencialidades, em um ambiente de trabalho saudável”, ressalta a gerente de Gestão Estratégica de Pessoas do Sicoob Confederação, Tatiana Matos Rodrigues. No caso do Sicoob Central MT/MS, onde as novas políticas começaram a ser trabalhadas em dezembro de 2011, a clareza e a objetividade decorrentes das ações planejadas têm facilitado os processos, sem deixar dúvidas quanto à aplicabilidade. “É um ganho significativo para os empregados do Sicoob, pois as pessoas conseguem visualizar e planejar sua carreira no

Conheça as Competências Profissionais Gerais do Sicoob Foco no associado/cliente Capacidade de atender às necessidades dos associados e dos clientes internos e externos, sabendo ouvir e se expressar de forma clara e objetiva, de acordo com as diretrizes do Sicoob.

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Orientação para resultados Capacidade de atingir resultados concretos e de qualidade, em conformidade com objetivos do Sicoob, por meio de planejamento, monitoramento e controle sistemáticos.

Gestão da informação Capacidade de compreender, processar e transmitir informações, assegurando o entendimento pelos outros e divulgando informações relevantes como forma de otimizar os resultados individuais e da equipe.


Sicoob Central Cecresp

“Todo o Sicoob está atuando de forma estratégica”, diz Norma Gameleira

Para a gerente de Gestão Estratégica de Pessoas do Sicoob Central Cecresp, Norma Gameleira Fortes Araújo, os ganhos são imensuráveis. “Não só a Central, mas todo o Sicoob está atuando de forma estratégica, sistêmica e condizente com as melhores práticas do mercado. Isso contribui para o melhor desenvolvimento das pessoas”, observa.

Momento marcante Apoiado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Distrito Federal (Sescoop/DF) e com recursos do Fundo Solidário de Desenvolvimento Cooperativo (Fundecoop), que corresponde a 20% da arrecadação líquida do Sescoop/DF, o Programa de Gestão de Pessoas do Sicoob foi lançado no dia 25 de julho, em Brasília (DF).

Sistema”, observa Ana Paula Alberti, gerente administrativa do Sicoob Central MT/MS. Joana Junqueira Ayres de Araújo Góes, analista de Gestão de Pessoas do Sicoob Central Bahia, onde a implantação iniciou-se em julho de 2012, acrescenta que o programa possibilita melhor aproveitamento do potencial das pessoas, resultando em equipes de trabalho mais capacitadas e motivadas. “Como consequência, temos um clima organizacional mais saudável. Tudo isso gera um impacto positivo na satisfação das pessoas em trabalhar no Sicoob”, observa.

Trabalho em equipe Capacidade de trabalhar cooperativamente com um grupo de pessoas, de forma eficaz, buscando alcançar os objetivos do Sicoob.

Organizado pela Gerência de Gestão Estratégica de Pessoas (Gepes) e pela Gerência de Comunicação e Marketing (Gecom), ambas do Sicoob Confederação, o evento, que também marcou o encerramento do Programa de Desenvolvimento de Equipes (PDE), contou com a participação de representantes da Diretoria-Executiva do Sicoob Confederação, do Bancoob e das Centrais, além de parceiros e de consultorias de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação. A ocasião foi marcada pela participação de um convidado especial: o maestro João Carlos Martins, que ministrou a palestra “Tocando uma empresa”, na qual contou um pouco da sua história de vida e superação, além de encantar os presentes com interpretações ao piano. “Foi emocionante ver que esse sonho está se tornando realidade e comprovar esse sentimento de pertencimento e amor por este Sistema, que realmente pensa diferente, porque pensa nas pessoas”, finaliza Norma.

Autogestão

Iniciativa

Capacidade de reconhecer e lidar com dificuldades, falhas ou insucessos no dia a dia e analisar o que pode ser aprendido, mantendo-se em constante desenvolvimento.

Capacidade de antecipar-se aos fatos, inovando e empreendendo ações preventivas e corretivas, no sentido de obter melhores resultados.

Criatividade Capacidade de utilizar o potencial criativo para agregar valor aos processos.

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Perfil

Dedicação ao segmento Sicoob Credicitrus

Quando se falar em agronegócio, mais especificamente em citricultura, Leopoldo Pinto Uchôa sempre será lembrado, devido às suas contribuições para o setor. Profundo conhecedor do cooperativismo, Leopoldo adotou esse princípio em sua vida cheia de experiências. Com capacidade rara, conseguia visualizar o futuro e estar sempre preparado para ele. “A grande lição que ele nos deixou é a de que projetos grandiosos só alcançam sucesso se forem muito bem planejados e executados pacientemente”, afirma a diretora administrativa do Sicoob Credicitrus, Maria Madalena Fernandes Rocha.

Leopoldo Pinto Uchôa nasceu em Viradouro (SP) e se destacou como um líder da causa cooperativista. Além disso, ele teve um papel essencial na formação e consolidação da 3a maior cooperativa de crédito da América Latina, a Credicitrus.

O líder cooperativista construiu sua carreira no Banco do Brasil (BB), onde se aposentou como gerente da Carteira Agrícola, na agência de Bebedouro (SP). Em seguida, o então presidente da Coopercitrus (hoje Sicoob Credicitrus), Walter Porto, no intuito de aproveitar a experiência de Leopoldo para a fundação de uma cooperativa de crédito rural, o convidou a fazer parte da diretoria-executiva, no papel de vice-presidente, da Coopercitrus. Desse modo, Leopoldo articulou a fundação da instituição e mobilizou líderes de Bebedouro e Monte Azul Paulista. “Ele os convenceu da importância e do potencial do cooperativismo de crédito e comandou a assembleia de constituição da nova cooperativa, da qual foi o principal executivo, até seu falecimento, em 2008”, conta Maria Madalena. Depois de sua aposentadoria, Leopoldo participou de todos os movimentos de organização do setor de crédito, inclusive da fundação da Cooperativa Central de Crédito Rural do Estado de São Paulo (Sicoob São Paulo), do Bancoob e do Sicoob Confederação.

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Para a diretora administrativa, ele deixou uma marca indelével na história do cooperativismo de crédito brasileiro. “A influência foi mútua: ele foi influenciado e também influenciou”, afirma. Quando o governo Collor extinguiu o Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC), Leopoldo foi o principal responsável por articular o acordo firmado com o BB para que este apoiasse o Sicoob Credicitrus em suas transações financeiras – posteriormente, a parceria foi estendida a outras cooperativas no Brasil. “Era um homem simples e extremamente cortês, dando, muitas vezes, a sensação de que não se dava a mesma importância que todos lhe atribuíam. Provavelmente, aí estava sua maior grandeza”, constata Maria Madalena.

Família Filho de Maria de Lurdes e de José Leopoldo e nascido na fazenda São Leopoldo, em Viradouro (SP), no dia 14 de maio de 1930, o ex-presidente do Sicoob Credicitrus casou-se, em 1962, com Maria Emília, com quem teve outras três Marias: Tereza, Cristina e Paula. Em casa, os princípios do cooperativismo não eram esquecidos: respeito, caráter, solidariedade, mas, principalmente, saber compreender e lidar com as diferenças de cada um, não importando a posição social ou a condição financeira. “Ele contava histórias, fazia piqueniques na fazenda e propunha passeios e brincadeiras. Fazia questão de sempre reunir os irmãos, sobrinhos e primos. Tinha uma personalidade agregadora e divertida. Ver a família reunida e feliz era seu grande prazer”, lembram suas filhas.


bndes

Parceria diferenciada Cooperativas de crédito do Sicoob oferecerão Cartão BNDES com a bandeira Cabal

Divulgação Cabal

Marcos Vinicius Viana Borges, diretor-geral da Cabal Brasil, acredita que a nova parceria irá atender a novos emissores

A mais nova parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o Cartão BNDES, é com a bandeira de cartões Cabal, terceira a atuar neste segmento. O anúncio foi feito, no dia 10 de outubro, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, durante cerimônia de comemoração dos dez anos de operação do produto. O primeiro emissor do Cartão BNDES com a bandeira Cabal será o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), banco comercial privado especializado no atendimento a cooperativas de crédito, cujo controle acionário pertence às entidades filiadas ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob). Sétima instituição financeira a operar o cartão BNDES, o Bancoob é provedor de produtos e serviços para as cooperativas do Sicoob com o objetivo de incrementar o portfólio de negócios disponibilizado aos seus associados. A principal ferramenta do BNDES na concessão de crédito às micro, pequenas e médias empresas, o Cartão BNDES, será oferecida aos associados das cooperativas do Sicoob já no próximo ano. Desde o seu lançamento, em 2002, mais de 550 mil cartões foram emitidos por empresas localizadas em 96% dos municípios brasileiros. Foram realizadas 1,7 milhão de operações, totalizando R$ 25 bilhões em desembolsos. “Temos absoluta convicção de que a bandeira Cabal será uma importante parceira do cartão BNDES, colaborando para o ingresso de novos emissores, a exemplo de instituições financeiras que atuam no segmento de pessoa jurídica e não operam cartões em função de escala. Foi pensando especialmente nessas instituições que desenvolvemos uma política diferenciada

de serviços de bandeira e processamento combinados”, afirma Marcos Vinicius Viana Borges, diretor-geral da Cabal Brasil. Segundo Ênio Meinen, diretor de Operações do Bancoob, “a solução era ansiosamente aguardada no Sistema, pois permitirá uma aproximação ainda maior das cooperativas com o segmento de micro e pequenos empreendedores, fortalecendo e fidelizando os laços de relacionamento”, comenta. Para Mauricio Schaffer, gerente de Operações do Cartão BNDES, a parceria com a Cabal trará mais opções ao produto, tanto para emissores quanto para adquirentes. “Com ela, vamos difundir ainda mais o Cartão BNDES pelo país, sobretudo com a entrada de novas instituições financeiras emissoras. Esperamos também que essa parceria amplie o número de fornecedores, com a redução das taxas de descontos hoje praticadas”, reforça.

Cabal Fundada em 1980, a bandeira Cabal atua na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e em Cuba. No Brasil, a operação teve início no ano 2000, resultado da aliança entre duas importantes entidades de origem cooperativista, o Bancoob e a Cabal Cooperativa de Provisión de Servícios Ltda, com sede em Buenos Aires, Argentina, proprietária da bandeira Cabal. Atualmente, além das bandeiras “Cabal Crédito” e “Cabal Débito”, a Cabal Brasil também administra a operação da bandeira “Cabal Vale”, com os produtos Cartão Cabal Vale-Alimentação e o Cabal Vale-Refeição. ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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internacional

Sem fronteiras Fotos: Sicoob Confederação

Sicoob compartilha sua experiência na 28ª edição do Congresso da Confederação Internacional de Bancos Populares, no Marrocos

José Salvino de Menezes apresenta a estrutura de governança adotada pelo Sicoob

O trabalho desenvolvido pelas cooperativas de crédito brasileiras e o seu papel no mercado financeiro nacional fizeram parte da programação do 28º Congresso da Confederação Internacional de Bancos Populares (CIBP), realizado entre os dias 21, 22 e 23 de outubro, em Marrakesh. Os diferenciais do cooperativismo de crédito mundial e os desafios do setor para o futuro também foram destaque. O evento possibilitou aos participantes compartilhar opiniões sobre as principais questões e alternativas necessárias para reforçar o modelo de negócios a partir de conferências, mesas-redondas, entrevistas, apresentação dos últimos estudos internacionais e descrição dos diferentes modelos de cooperação. O calendário da Organização das Nações Unidas (ONU) incluiu o congresso como parte da comemoração do Ano Internacional das Cooperativas. Na programação, a palestra de abertura fazia referência ao tema e foi uma oportunidade para apresentar e atrair a atenção para o modelo cooperativo e sua importância na economia atual.

Sicoob em destaque O presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes, apresentou o modelo de governança adotado pelo Sistema,

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ressaltando os benefícios das boas práticas. O dirigente falou da importância da gestão estratégica e dos avanços no processo de governança cooperativa no país. “A separação entre os administradores com funções estratégicas e aqueles com função executiva é um grande exemplo no Brasil. O evento possibilitou intercâmbio e aprimoramento de ideias para reforçar ainda mais os modelos de governança das cooperativas e dos bancos populares do Brasil e do mundo”, afirmou Salvino. O diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, destacou a importância das cooperativas de crédito como instrumentos de inclusão financeira. “No Brasil, as cooperativas têm se posicionado como entidades financeiras de proximidade, com base regional, de atendimento amplo e diversificado, fortemente identificadas com o seu quadro de associados. Com isso, auxiliam na regulação de mercado, na inclusão financeira e no desenvolvimento das comunidades onde estão inseridas”, ressaltou. Almada também participou de uma banca sobre boas práticas, na qual citou a relevância de intercâmbios com países como Alemanha, Itália e Canadá. Questões como os tipos de estratégia de crescimento que as organizações podem desenvolver no futuro também foram abordadas, além da avaliação dos modelos de governança, dos novos desafios para o aumento da concorrência na coleta de recursos e da mudança estratégica em relação às necessidades de novas economias e regulações.


O diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, participa de mesa no 28º CIBP

Marrakesh Fundada pelos almorávides em 1062, a cidade foi capital do Império Islâmico e atualmente está dividida em duas partes: Medina e Guéliz. A primeira é a zona histórica da cidade e insere-se numa fortificação milenar. Está formada por um labirinto de ruelas, tão estreitas que não é possível circular de automóvel, e lojas de comércio tradicional. Pela singularidade e pelas características únicas dessa zona, Medina foi classificada como Patrimônio da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A zona de Guéliz, também conhecida como Ville Nouvelle, é o bairro moderno da cidade. Nessa área, é possível encontrar edifícios modernos, cadeias de fast-food e grandes armazéns. Marrakesh localiza-se na encruzilhada entre o deserto do Saara e o litoral africano e também é conhecida como “cidade vermelha” ou “pérola do sul”. Possui o maior mercado tradicional do país e uma das praças mais movimentadas da África, que abriga acrobatas, vendedores de água, dançarinos, músicos e barracas de comida.

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Fotos: Sicoob Confederação

Inovação

A todo vapor

Abertura do Information On Demand 2012 (IOD)

Projeto “Otimizar Negócios” decola com entregas importantes que beneficiam a gestão do Sicoob Os avanços no cenário econômico do país exigem cada vez mais eficiência das instituições financeiras, inclusive do Sicoob, que está acompanhando esse movimento. A demanda por respostas rápidas e assertivas de informações gerenciais para apoio à tomada de decisão tem sido o maior desafio da entidade atualmente. Para suprir essa necessidade, o Sicoob instituiu o Projeto “Otimizar Negócios”, com o objetivo de disponibilizar soluções tecnológicas capazes de atender às necessidades do negócio de forma padronizada. Desde fevereiro deste ano, o projeto tem feito entregas importantes para todo o Sistema. A primeira delas foi a Plataforma de Apoio à Decisão (PAD) e o aplicativo Análise de Produtividade de Negócios (APN), que possui duas matrizes de análise: uma orientada à produtividade do negócio e outra ao risco. Na Gestão de Risco do Negócio (GRN), é possível monitorar o risco de crédito (GRC) e gerenciar as operações de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD). Na Gestão de Produtividade do Negócio (GPN) pode-se fazer a Gestão de Metas (GM) e análises gerenciais das cooperativas através da APN, que apresenta

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dados contábeis das cooperativas com o objetivo de atender às necessidades dos dirigentes do Sistema. Em outubro, foi disponibilizada a segunda entrega do Otimizar Negócios, com a ferramenta Olap (On-line Analytical Processing). Com ela é possível o acesso aos painéis de gestão (dashboards) e ao escopo de dados de cada produto a partir do módulo Analysis Studio. O objetivo da ferramenta é proporcionar aos executivos uma gestão mais eficiente das cooperativas. Ela permite ainda análises de informações sob a ótica de todos os níveis hierárquicos do Sistema, sendo possível monitorar o desempenho das instituições considerando informações-chave, como quantidade de cartões solicitados mensalmente em um ponto de atendimento, margem de contribuição de um determinado associado e desempenho anual das receitas financeiras da carteira de crédito. Para 2013, estão previstas as entregas das ferramentas de análises da Carteira Comercial (Empréstimos, Financiamento e Títulos Descontados), Conta Capital, Sicoob Previ, Poupança,


conta corrente, consórcio e indicadores de desempenho que correspondem à última fase de entrega dos produtos relacionados ao cronograma do pilar Gestão de Desempenho. Durante o próximo ano, serão definidos os cronogramas dos outros dois pilares: Gestão Centralizada de Marketing de Relacionamento e Gestão de Riscos e Compliance. Para o coordenador técnico do Projeto Otimizar Negócios, Mark Miranda de Mendonça, o desempenho do Otimizar está dentro do planejado, já que as entregas estão sendo feitas rigorosamente nos prazos determinados. “Desde quando o projeto foi constituído, as entregas estão sendo realizadas de acordo com o cronograma divulgado para as Centrais e Singulares. Além disso, o Sicoob tem investido em treinamento para os empregados com o objetivo de qualificar os responsáveis pelo manuseio dos dados”, completa. Segundo Mark, o aprimoramento das informações, que estão em constante evolução, é um fator fundamental para que os dados cheguem da melhor forma no mundo analítico. Atender às expectativas dos usuários quanto às informações disponibilizadas nos painéis de controle é outro ponto importante para o sucesso. De acordo com o gerente de Sistemas Corporativos do Sicoob Confederação, Edson Rodrigues Lisboa Júnior, um dos grandes diferenciais do projeto é a ampla participação dos representantes das centrais na construção das informações. “A participação efetiva dos membros do Comitê Técnico (Cotec) possibilita maior assertividade dos dados e atende de forma satisfatória às necessidades de todos os associados”, reconhece. Outro grande destaque na consolidação do Otimizar é a ausência de vícios na aplicação das soluções. “O Sicoob já possui um sistema operacional consolidado (Sisbr) e estamos construindo um sistema analítico em linha com as melhores práticas do

mercado, com base na parceria feita com a consultoria da IBM”, lembra. “Nós estamos consolidando um sistema operacional do zero, portanto, não tivemos dificuldades na execução, que foi feita em parceria com a consultoria da IBM”, lembra. A preocupação com a governança de dados também foi apontada como um dos pontos fortes. E, para isso, foram adquiridos softwares específicos que permitissem dar um tratamento adequado na qualidade dos dados informacionais.

Referência nacional e internacional O sucesso do Otimizar está rendendo várias participações em fóruns especializados em tecnologias. Em agosto, o Sicoob foi convidado pela IBM para apresentar o case sobre inteligência analítica no IBM Fórum 2012. O objetivo do evento foi conectar diferentes visões e tendências de mercados com as prioridades de negócios das empresas brasileiras. Em outubro, o Sicoob participou de outro evento promovido pela IBM, em Las Vegas, nos Estados Unidos, onde o projeto foi apresentado para representantes do mundo inteiro. Para o diretor de Negócios do Sicoob Confederação, Abelardo Duarte de Melo Sobrinho, o projeto atende às necessidades dos associados e possibilita o direcionamento dos produtos e serviços de acordo com o perfil de cada cooperado. “O Otimizar está alinhado com um dos nossos objetivos estratégicos que é o de fidelizar o associado. Essa grande base de dados permite direcionar os nossos recursos e orientar o nosso foco estratégico”, completa.

Edson Rodrigues Lisboa Júnior, gerente de Sistemas Corporativos do Sicoob, apresenta case “Projeto Otimizar Negócios”

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Intercooperação

União que traz benefícios Singulares filiadas a centrais diferentes se juntam para oferecer mais facilidades aos cooperados A Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Comerciantes de Material de Construção de Governador Valadares (Sicoob AC Credi) – filiada ao Sicoob Central Cecremge – e a Cooperativa de Poupança e Crédito do Vale do Rio Doce (Sicoob Crediriodoce) – associada ao Sicoob Central Crediminas – uniram-se para montar um espaço cooperativo na região central de Governador Valadares.

Fotos: Sicoob Crediriodoce

Inaugurado em maio de 2012, trata-se de um local com dois terminais de autoatendimento – com capacidade de ampliação –, nos quais o cooperado tem acesso, das 8h às 22h, a serviços de saques, extratos, consulta a saldos, pagamentos e transferências. O espaço está localizado no GV Shopping (saiba mais no quadro), e a ação veio para confirmar o desejo de intercooperação entre as duas instituições, que já compartilhavam um terminal de autoatendimento no mesmo local desde 2007. Para o diretor-presidente do Sicoob AC Credi, Almyr Vargas de Paula, essa iniciativa mostra a força do cooperativismo de crédito na região. “Somadas, as duas singulares, filiadas a centrais distintas, possuem 29 pontos de atendimento na região leste de Minas Gerais. Agora, os associados Sicoob têm mais essa opção no centro de Governador Valadares”, comemora.

Almyr Vargas, diretor-presidente do Sicoob AC Credi, e Alberto Ferreira, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Crediminas

A intercooperação entre Sicoob AC Credi e o Sicoob Crediriodoce gera benefícios não somente aos associados das cooperativas reunidas, como também para todos os que utilizam os produtos e serviços do Sicoob nas cidades vizinhas. “É importante ressaltar o sexto princípio do cooperativismo – cooperação entre cooperativas –, que resume e demonstra que as instituições que se integram unem esforços para atender melhor a seus associados e fortalecer o cooperativismo, promovem uma ação estratégica para o futuro do negócio”, ressalta Celso Mól Mariano Júnior, diretor administrativo e financeiro do Sicoob Crediriodoce.

Visite o espaço cooperativo GV Shopping: Rua Sete de Setembro, 3500, Centro – Governador Valadares/MG. A agência de Governador Valadares será a 30ª na região leste de Minas Gerais

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educação

Turminha do bem Sicoob MT/MS realiza ação institucional durante a Corrida do Reizinho As crianças que participaram da quarta edição da Corrida do Reizinho tiveram uma companhia muito especial. Na ocasião, o Sicoob MT/MS lançou as “Ferinhas do Sicoob”, animais típicos brasileiros, que foram criados para conscientizar crianças e adultos sobre a importância da educação financeira. As mascotes ainda ajudarão a estreitar os laços entre cooperativas e cooperados, além de estimular a prática esportiva.

Fotos: Sicoob MT/MS

A turma é composta por onze animais, com personalidades e características bem distintas. “Queremos que as crianças se envolvam, colecionem os objetos com as figuras dos animais e façam poupança. Além da educação financeira, também temos o intuito de despertar a consciência dos pequenos para a importância da preservação ambiental, por isso quisemos que os ‘Ferinhas’ fossem animais”, explica o presidente do Sicoob MT/MS, Jadir Girotto. Um jacaré engajado, o peixe antenado, um tucano agitado, o tatu-bola lerdo, a arara-azul meiga, o tuiuiú divertido, a onça aventureira, o lobo engraçado, o tamanduá poupador, o macaco amigo e a capivara brincalhona fazem parte da turma que teve aprovação do público. “Tanto as crianças quanto os adultos gostaram muito da turminha e essa aprovação só nos mostra que estamos no caminho certo por começarmos a investir nas nelas”, ressaltou o superintendente do Sicoob MT/MS, Abdias Dias da Silva.

Felizes, os vencedores levaram para casa uma bicicleta

Ferinhas da corrida Cerca de mil crianças, entre 6 e 12 anos, participaram da Corrida do Reizinho 2012, na manhã do dia 21 de outubro. O evento foi promovido pela TV Centro América e teve o Sicoob MT/MS como um dos patrocinadores master. O diretor-geral da Rede Matogrossense de Comunicação, Zilmar Melatte, disse que o evento é fundamental para incentivar o esporte, em especial aos jovens que ainda não têm idade suficiente para participar de uma competição. “Identificamos em muitas crianças o desejo de participar de corridas de rua, por isso criamos este evento”, disse. O diretor ressaltou ainda a contribuição do Sicoob para o sucesso do evento. “A parceria com o Sicoob foi de fundamental importância para que a Corrida do Reizinho 2012 fosse este sucesso tão grande. O Sicoob está de parabéns pelo trabalho envolvendo as crianças”, comentou Melatte.

Um a um, os vencedores de cada uma das 40 baterias eram revelados com emoção

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regionalismo

Cooperativismo avança no Norte Atuação do Sicoob impulsiona desenvolvimento socioeconômico da região com produtos competitivos e melhores taxas de juros Fotos: Sicoob Central Norte

O Plano Agropecuário e Florestal de Rondônia (Planaforo) foi o pontapé inicial para o nascimento do cooperativismo de crédito no Norte do Brasil. Criado em 1992 para viabilizar a ocupação econômica e autossustentada do estado, o Plano foi financiado com recursos do Banco Mundial, governos federal e estadual e visava ao manejo adequado dos recursos naturais por meio da melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais. A reformulação do Sistema Financeiro Nacional, em 1996, também teve forte impacto no avanço do cooperativismo em Rondônia. Com a instabilidade econômica, bancos estaduais foram privatizados e várias agências encerraram suas atividades nas cidades do interior. Nessa época, o Planaforo já trabalhava o fornecimento de crédito a pequenos agricultores e a medida do governo estadual para enfrentar a crise foi estimular a criação de cooperativas na região. A estruturação da Central Norte foi uma das primeiras iniciativas. Fundada na cidade de Ouro Preto do Oeste (RO), em outubro de 1998, era inicialmente constituída por seis cooperativas singulares – das quais permaneceram a Credip, a Ourocredi e a Crediforte. Dez outras cooperativas passaram a integrar a Central, que foi incorporada ao Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) em 2000. “O cooperativismo de crédito na Região Norte ainda é muito incipiente, mas em Rondônia ele está consolidado e se faz presente em quase todas as cidades. Em Vilhena e Pimenta Bueno, por exemplo, o Sicoob já ultrapassou dois dígitos de participação no mercado financeiro, detendo de 12% a 15% desse mercado”, afirma Ivan Capra, diretor-presidente do Sicoob Central Norte.

Primeira cooperativa A Credip foi a primeira cooperativa de crédito fundada em Rondônia e é uma das mais atuantes da região: em outubro, ela atingiu a marca de 14 mil cooperados, o que representa mais de 41% do total de beneficiários dos quatro estados de abrangência da Sicoob Central Norte – Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.

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Ivan Capra aposta na consolidação do segmento na região


Sua história, iniciada em 1996, cresceu paralela à do cooperativismo de crédito no Norte do país. “Hoje a cooperativa tem 21 pontos de atendimento em 19 municípios. Nessas cidades, que não possuíam atendimento bancário, o PA foi um incremento grande na economia local, evitando a evasão de recursos para outras praças”, destaca Jonas Alves da Costa, diretor-presidente da Sicoob Credip. Descontos de recebíveis, capital de giro, cédula de produto rural, financiamentos de veículos e cartão de crédito estão entre os produtos mais procurados. Associados à Sicoob Credip desde 2006, os empresários Agnaldo e Rosane Hypólyti, donos de uma distribuidora de produtos agropecuários em Pimenta Bueno, garantem que os produtos da cooperativa transformaram os procedimentos institucionais. “Depois de adquirirmos o gerenciador financeiro da Credip, deixamos de enfrentar toda aquela burocracia dos bancos. O aplicativo nos possibilitou trabalhar com cobranças, aplicações, pagamento de boletos e tributação de forma organizada e sem sair da empresa”, ressalta Rosane. A Sicoob Credip também se destaca por sua atuação social. Entre as iniciativas apoiadas pela singular estão o Projeto Rangel/Associação Amore, em Espigão D’Oeste (RO), que promove a alfabetização nas escolas públicas e o desenvolvimento de artes teatrais em crianças; e o projeto “Brinquedoteca e Musicalidade”, realizado no Centro de Atendimento a Pessoas Especiais (Cenape) do município de Pimenta Bueno (RO).

Crescimento contínuo Depois do Planaforo e do fortalecimento do cooperativismo na região, os indicadores de desenvolvimento socioeconômico dispararam em Rondônia. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD Brasil), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, que era de 0,725 em 1991, aumentou para 0,820 em 1996, um dos melhores do país.

Já em 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rondônia e Roraima – dois estados da área de abrangência da Central Norte – ocuparam o primeiro e o terceiro lugares no ranking de desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) entre os estados brasileiros. Os números do Sicoob Central Norte também confirmam sua participação no crescimento do setor. As operações de crédito saltaram de R$ 145 milhões, em 2009, para R$ 405 milhões até setembro deste ano. Essa variação, de quase 180%, também refletiu na geração de ativos: foram mais de R$ 600 milhões registrados até setembro passado. Três anos atrás, o total era de R$ 220 milhões. As cooperativas de crédito mútuo são maioria na Central. Segundo Eduardo Soares Pessoa, gerente de Capacitação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)/Sescoop de Rondônia, elas são uma alternativa saudável para evitar as taxas abusivas dos bancos: “nela, os cooperados são usuários e proprietários e têm participação nos resultados”. A tendência crescente de aglutinações e novos cooperados, no entanto, mostra uma transformação do setor nos últimos três anos. “Com a resolução do Banco Central que permite a constituição das cooperativas de livre admissão, visando ampliar o número de beneficiários, as incorporações aumentaram na região. Aqui em Rondônia foram três, desde 2009, sendo duas delas entre cooperativas do Sicoob”, afirma. Essa evolução, informa Eduardo, estimula a abertura de capital para outros segmentos. Antes, boa parte das cooperativas era voltada para o crédito rural, já que a economia do Norte era fortemente baseada em atividades extrativistas e agropecuárias. “Hoje isso está mudando. A maioria delas está procurando atender a vários públicos, o que refletiu no total de cooperados, que era de 23 mil, em 2009, crescendo para mais de 33 mil este ano”, destaca o gerente. Entre os produtos mais utilizados pelos cooperados estão os empréstimos, financiamentos, cartão de crédito e contratação de seguro.

Saiba onde está a Sicoob Central Norte: Endereço: Avenida Nações Unidas, 555, bairro Nossa Senhora das Graças, em Porto Velho (RO). Site: www.centralnorte.com.br E-mail: centralnorte@centralnorte.com.br Telefone: (69) 2181-1007 Agnaldo e Rosane Hypólyti deram adeus à burocracia bancária

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Expansão

Ritmo acelerado O Sicoob é uma das instituições financeiras que mais crescem no país, com um ponto de atendimento aberto a cada dois dias Em um levantamento do Banco Central do Brasil (BC), realizado neste ano, constatou-se que o Sicoob é uma das instituições que mais crescem no mercado financeiro: a cada dois dias, é aberto um ponto de atendimento (PA) em todo o território nacional, uma média superior à dos principais bancos brasileiros. Dados do BC mostram que bancos como o Santander e o Itaú abrem, em média, uma agência a cada três dias.

de patrocinar as mudanças na realidade de uma comunidade”, esclarece o presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes.

De vento em popa

O ano de 2012 comprovou o fortalecimento e a consolidação No Brasil, existem cerca de 4,9 mil pontos de cooperativas de das cooperativas de crédito em todo o Brasil. Segundo indicacrédito. O Sicoob responde por cerca de 40% desse total, com dores referentes ao trimestre que foi de julho a setembro, divul2.013 pontos. Os números expressivos afirmam a expansão acegados pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o lerada do Sistema: em outubro de 2012, as operações de crédito segmento superou as estimativas de crescimento, ultrapassando Sicoob registraram um crescimento de 18,56%, em relação a do a marca de R$ 100 bilhões em ativos. Dados divulgados pelo dezembro de 2011, alcançando a marca de R$ 19,5 bilhões de BC, na última semana de novembro, confirmaram a tendência Sistema reais. Os ativos totais também evoluíram, com um montante de Sicoob de crescimento acima da média do Sistema Financeiro Nacional R$ 33,7 bilhões, valor 17,6% maior, se comparado ao final do ano (SFN), praticada durante todo o ano (de junho a setembro, o cresanterior. cimento do ramo crédito foi de 4,8% contraVar. 4,2%%do SFN).

Itens

Jun/2012

Dez/2011

Jun/12 - Jun/11 Ainda de acordo com a OCB, os ativos das 1.312 sociedades de 1 cresceram 13,75% em relação 1 0,00%2011: de R$ 86 crédito a dezembro 1 naquele momento, para 1 R$ 98 bilhões, 0,00% bilhões, em junho deste ano.15 No primeiro semestre de15 2012, o segmento teve crescimen0,00% to545 de 21,22% em depósitos,552 saindo de R$ 38-1,27% bilhões (em dezembro de 2011) para a marca de R$ 46 bilhões, também em junho PAC 1.468 1.397 5,08% “Esses dados se explicam devido à forte aceitação e à alta capi(um crescimento de 5% no comparativo dos seis primeiros mePontos Atendimento 2.013 1.949 3,28% laridade que de o Sicoob tem no interior do país. As cooperativas ses de 2011). Esse crescimento também se estende aos quesitos Associados 2.138.454 de crédito têm o importante papel de levar recursos para locais 2.284.123 patrimônio (aumento de 10,62%, chegando6,81% a R$ 17,6 bilhões) e Dirigentes Estatutários 6.989 6.936 0,76% que não têm acesso a serviços de agências bancárias e, também, empréstimos (aumento de 9,94%, totalizando R$ 41,6 bilhões). Funcionários 17.401 16.650 4,51% O patrimônio líquido das cooperativas do Sicoob teve cresciBanco Cooperativo mento de 10,37%, alcançando cerca de R$ 8 bilhões (em dezembro de 2011, esse número era de R$ 7,2 bilhões). Já os depósitos Confederação totaisCentrais ultrapassaram R$ 20 milhões, acréscimo de 19,98% para o mesmo período. Singulares

GrandesGrandes números - Sistema Sicoob em milhões) Números - Sistema Sicoob (R$(R$ em Milhões) Itens Operações de Crédito Depósitos Totais Depósitos a Vista Depósitos a Prazo Patrimônio Líquido Resultado do Período Ativo Totais

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Out/2012 19.524 20.834 3.790 17.044 7.922 977 33.652

Dez/2011 16.467 17.365 3.082 14.283 7.178 883 28.618

Var. % Out/12 - Dez/11 18,56% 19,98% 22,97% 19,33% 10,37% 10,63% 17,59%


Inauguração

No berço da história Uma das principais cidades históricas do país, Diamantina também já integra a rede Sicoob Banco de imagens

Mercado Municipal de Diamantina

De povoado e arraial a município, Diamantina construiu uma história única e repleta de tradições. Com quase três séculos de fundação, a capital mineira das serestas e vesperatas possui um rico e preservado patrimônio arquitetônico, cultural e natural. A cidade emancipou-se em 1831, passando a se chamar Diamantina devido ao grande volume de diamantes encontrado na região. Com um papel histórico e econômico tão forte, Diamantina foi escolhida para o projeto de expansão do Sicoob Credijequitinhonha, cooperativa filiada ao Sicoob Central Crediminas, e recebeu uma nova unidade da cooperativa no centro histórico da cidade. De forma estratégica, o processo de prospecção iniciou-se cinco meses antes da abertura do ponto de atendimento. Isso permitiu o contato direto com todo o comércio e com pessoas físicas da região, onde foi iniciado o processo de abertura de contas e integralização de capital. “A nossa proposta é a de gerar resultados não só para

a população diamantinense, mas também para todo o Vale do Jequitinhonha”, afirma o gerente da unidade, Dênio Cópio Dias. O processo de abertura contou com dois importantes parceiros: a Associação Comercial da cidade e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O último tem como função fiscalizar e preservar os monumentos do país. A reforma do espaço para abrigar a unidade da cooperativa teve como preocupação não alterar a paisagem histórica original. O prédio está localizado na Praça Barão do Guaçuí, local do antigo mercado, onde as edificações possuem o estilo barroco, muitas delas seculares, acompanhando as belas paisagens naturais do município. “A grande vantagem para o Sicoob é a visibilidade da marca, pois a cidade recebe milhares de turistas de todo o Brasil e do mundo”, completa o presidente do Sicoob Credijequitinhonha, Iesser Cunha Lauar.

História A terra natal de Juscelino Kubitschek surgiu como um povoado, por volta de 1722, sempre se fixando nas margens dos rios que eram garimpados. Mesmo com uma população flutuante, em 1730, o Arraial do Tejuco começou a crescer. Por meio da expansão de pequenos arraiais ao longo dos cursos d’água, foi se formando o conjunto urbano de Diamantina, que teve como primeiras vias a Rua do Burgalhau, a Rua Espírito Santo e o Beco das Beatas.

Fotos: Sicoob Credijequitinhonha

Em 1938, recebeu o título de Patrimônio Histórico Nacional do (Iphan). Já em 1999, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) elevou a cidade a Patrimônio da Humanidade.

Dênio Cópio Dias, gerente da unidade Sicoob Diamantina, buscará expandir os serviços para todo o Vale do Jequitinhonha

Atualmente, o mercado diamantinense é aquecido pelo setor de serviços, impulsionado pelo crescimento de lojas de artesanato, restaurantes e bares voltados aos turistas. Além disso, a terra dos diamantes é a cidade-polo do Vale do Jequitinhonha. ANO 3 - No 12 - OUT / NOV / DEZ/ 2012

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giro

Seminário Sicoob Central Crediminas Com o tema Cooperativismo com Resultados: São as Pessoas que Fazem, a 9ª edição do Seminário das Cooperativas de Crédito do Sicoob Sistema Crediminas reuniu mais de 400 pessoas durante os dias 30 e 31 de outubro, no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte (MG). A programação do evento envolveu assuntos relacionados ao cenário econômico atual, à valorização dos colaboradores nas corporações e à comemoração do Ano Internacional das Cooperativas. O intuito foi ressaltar a importância das pessoas dentro das instituições, endossando o trabalho do movimento cooperativista, que se sustenta sobre a participação democrática de cada membro, que busca desenvolvimento e crescimento conjunto.

Sicoob Central DF realiza sua 13ª Gincana Credis O Sicoob Central DF realizou sua tradicional gincana, a 13ª Gincana Credis, no dia 27 de outubro, no Centro de Convenção Israel Pinheiro, em Brasília (DF). O evento reuniu cerca de 250 crianças e mais de 700 adultos entre convidados, dirigentes e colaboradores de cooperativas de crédito e seus respectivos familiares. Entre as novidades deste ano se destacaram a decoração totalmente feita com materiais recicláveis e as atrações para as crianças, como um animado show de mágica e um jogo do Detran-DF, que simulou o tráfego de uma cidade, no qual as crianças aprenderam sobre as leis de trânsito de forma lúdica. A equipe vencedora da gincana foi a Azul, seguida da Amarela. A equipe Vermelha ficou em terceiro lugar. Foram arrecadados mais de 2 mil brinquedos que foram doados a instituições carentes. Todos os presentes na gincana puderam saborear um delicioso churrasco e se divertiram ao som da banda Patakundun.

Sicoob Credijur lança campanha Cidade Limpa é Cidade Bonita Com objetivo de conscientizar a população goianiense sobre a importância de manter a cidade limpa, o Sicoob Credijur, cooperativa associada ao Sicoob Goiás Central lançou, no dia 15 de outubro, a campanha Cidade Limpa é Cidade Bonita. O projeto envolve divulgação maciça da campanha com a distribuição de sacolas de lixo para carros, sacolas ecológicas, mídia em sacos de pão, busdoor, mídia em TVs Indoor, além de cartazes e adesivos. As sacolinhas para carro e as ecobags são distribuídas na sede da cooperativa para seus associados. Além do incentivo de conservação da limpeza da cidade e a preservação do meio ambiente, a campanha também lembra a população da necessidade da coleta seletiva do lixo. A ação é uma parceria do Sicoob Credijur, a Prefeitura Municipal de Goiânia e a operadora de telecomunicações, GVT.

Bancoob está entre os que mais cresceram no mercado O Bancoob, braço financeiro do Sicoob, figura no ranking das “1000 Maiores Empresas, Edição 2012” do jornal Valor Econômico. No levantamento das 100 maiores instituições financeiras, no “Ranking de Finanças”, o Bancoob está na 22ª posição. Em operações de crédito, é o 15º e, em relação ao número de depósito, o resultado ainda é mais significativo. O agente financeiro do Sicoob é a 10ª instituição financeira das que mais cresceram em depósitos.

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Prêmio Cooperativa do Ano Cooperativas do Sicoob se destacaram na VIII edição do Prêmio Cooperativa do Ano, ação promovida pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), em parceria com a revista Globo Rural, com o objetivo de reconhecer publicamente iniciativas de cooperativas de todo o país que proporcionaram benefícios comprovados aos seus cooperados e à sua região de atuação. A solenidade de premiação aconteceu no dia 20/11, em Brasília (DF), reunindo líderes cooperativistas de todo o país e parlamentares. Entre os vencedores (ao todo, foram 21 premiações para os projetos contemplados da etapa nacional), o Sicoob Creditapiranga, de Santa Catarina, faturou o primeiro lugar na modalidade “Comunicação e Difusão do Cooperativismo”, com o projeto “Sicoob Creditapiranga 80 Anos”. Já o Sicoob Bluecredi, também de Santa Catarina, foi o segundo colocado na categoria “Fidelização”, com o projeto “Bluecredi Mais”. O “Cadastro de Doadores Voluntários de Medula Óssea” garantiu ao Sicoob Coopjus, de Minas Gerais, o terceiro lugar

Cláudio Ventura

Bruno Blecher, diretor de redação da revista Globo Rural e Gilvane Kern, gerente de Marketing do Sicoob Creditapiranga

da categoria “Cooperativa Cidadã” e o projeto “Recicla Eletro – Coleta e destinação adequada de Lixo Eletrônico” colocou a cooperativa Sicoob Credialto, também de Minas Gerais, no terceiro lugar da categoria “Desenvolvimento Sustentável”.

Encontro de Presidentes

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Entre os dias 11 e 14 de setembro, foi realizado no Resort Vila Galé Cumbuco, em Fortaleza (CE), o IV Encontro de Presidentes do Sicoob Central Cecremge. O evento teve como objetivo proporcionar um ambiente de aprendizado, por meio de debates e trabalhos dirigidos, e contou com a ampla participação das cooperativas de crédito. A temática que fundamentou as atividades do Encontro de Presidentes deste ano propôs uma reflexão sobre as atitudes, a fim de mostrar aos participantes a capacidade de transformar ideias e ações em resultados, como forma de alcançar vantagem competitiva frente à concorrência e, consequentemente, a sustentação do segmento a partir da convergência de interesses e unidade de esforços.

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GIRO

Parceria social A parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado da Bahia (Sescoop/BA), o Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e o Sicoob Central BA beneficiou as cidades de Itaberaba, Várzea da Roça, Irecê, Salinas da Margarida, Pintadas e Capela do Alto Alegre com a campanha Tudo por um Sorriso. O objetivo foi disseminar informações sobre a prevenção de doenças e a promoção da saúde entre cooperados, empregados das cooperativas, familiares e comunidade. Com o auxílio de profissionais da saúde, o público teve acesso aos serviços de higiene bucal e de médicos, orientação para postura saudável, distribuição de kits bucais, entre outros.

Projeto de revitalização O projeto Identidade Territorial e Desenvolvimento teve início por meio de uma parceria entre o Sicoob Creditapiranga, associado ao Sicoob Central SC, e as Associações de Pais e Professores das escolas municipais do município de Tunápolis (SC), em junho de 2012. Com o propósito de fortalecer o espírito de pertencimento e de corresponsabilidade social das áreas de convivência da unidade escolar, o projeto visa revitalizar o jardim das escolas com o plantio de flores e ajardinamento. O Sicoob Creditapiranga patrocinou a implantação de jardim renovado em cinco escolas.

Entre as melhores A edição de 2012 do guia “As Melhores Empresas para Você Trabalhar”, das revistas Você S/A e Exame, em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração), trouxe mais uma vez a categoria “Cooperativas” e, pelo segundo ano consecutivo, o Sicoob Credip, filiado ao Sicoob Central Norte, estava entre as 150 melhores empresas. A cooperativa foi constituída em 1996, com 53 cooperados, e inaugurada em 1998. A presença do sistema de crédito no guia, já consagrada nas edições de 2006, 2007, 2008 e 2011, é resultado de um processo de avaliação longo e criterioso, realizado pela equipe da publicação, que envolve a participação de colaboradores e responsáveis por departamentos de Recursos Humanos. Atualmente, a cooperativa conta com mais de 13.500 cooperados, que recebem atendimento em 21 diferentes lugares no estado de Rondônia.

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Seminário Sicoob Central Cecresp O 25º Seminário de Cooperativismo de Crédito, tradicionalmente organizado pelo Sicoob Central Cecresp, foi realizado na Bahia e trouxe um mix de informações técnicas, palestras motivacionais, números atualizados do setor, panorama nacional e internacional, cenários econômicos, oportunidades de negócios, cases de sucesso, com nomes de peso do segmento no Brasil. Participaram do seminário o presidente do Sicoob Confederação, José Salvino de Menezes, o diretor-presidente do Bancoob, Marco Aurélio Almada, o diretor de Desenvolvimento Organizacional do Sicoob Confederação, Marden Soares, o representante da Confederação Alemã das Cooperativas (DGRV) no Brasil, Matthias Knoch, e diversas outras lideranças nacionais e regionais. Além disso, o evento contou com palestras de nomes conhecidos nos palcos corporativos, como Eugenio Mussak, Marcelo Vieira e Carlos Hilsdorf.

Sucesso absoluto O Sicoob alcançou R$ 200 milhões em vendas de cotas de consórcios apenas no primeiro ano de comercialização do produto. Administrado pela Ponta Administradora de Consórcios, empresa adquirida pelo Bancoob em julho de 2011, o consórcio possibilita a aquisição de veículos e imóveis e pode ser contratado por associados e não associados. As principais vantagens oferecidas pelo Sicoob Consórcios são a competitividade das taxas, a política de contemplação do maior número possível de consorciados e a flexibilidade na utilização das cartas de crédito. Para 2013, a expectativa de crescimento é de R$ 500 milhões em novas vendas, a serem realizadas nos postos de atendimento do Sicoob espalhados por todo o país.


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Revista Sicob 12  

Edição 12 da revista.

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