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Veja também! Tipos de exames fonoaudiológicos. É importante a detecção do problema!

A revista da mamãe moderna www.materlife.com.br

Saiba Como aliviar a dor ao amamentar o seu bebê

Fácil acesso à revista pelo seu dispositivo móvel Outubro 2017 / Ano 13 / nº 154

ISSN 2178-8707

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novidades

PARA INCENTIVAR A AUTONOMIA INFANTIL

Introdução alimentar

Umas das principais dúvidas e receio dos pais é sobre a nutrição do bebê nos primeiros meses de vida

pedir ajuda

No pós-parto é fundamental durante o dia a dia Prevenção e tratamento da Obesidade Infantil

Não consegue ensinar

o seu filho a dormir? Entenda algumas razões que podem atrapalhar um processo de aprendizagem de sono da criança!


e

Nasceu

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Índice

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5 Ações para incentivar a autonomia infantil

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A mente dos 7 a 8 anos

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Desconfortos da má digestão da lactose

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Colposcopia: perguntas mais frequente

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Introdução alimentar

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Gêmeos bivitelinos, univitelinos, siameses…

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53 Uma geração mais influente 54 O que é ultracongelamento? 56 Prevenção e tratamento da obesidade infantil 60 Separação, filhos e família

A Revista Materlife, consciente da sua responsabilidade ambiental e social, utiliza papéis com certificado FSC (Forest Stewardship Council) para impressão desta revista.

Alterações da pele na gestação

14

O que é fenilcetonúria?

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14 perguntas sobre a fimose

Varizes na gravidez

32

Importante ir à reunião de pais?

34

Coisas que os bons pais fazem

O que é o bebê chiador?

48

Não consegue ensinar seu filho a dormir?

52

O sono do filho mais velho com a chegada do irmão

63 Stress infantil, verdade ou mito? 64 Tipos de exames fonoaudiológicos 65 Tocofobia: você sabe o que é? 69 Guardando os dentes de leite do filho

70 Brincar para crescer 72 Parto humanizado não é moda, é respeito 76 Transtorno obsessivo compulsivo, como tratar? 78 Como aliviar a dor ao amamentar o bebê

Nota: As informações publicadas nesta revista têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e acompanhamento médico por especialistas nas mais diversas áreas atuantes da medicina. Todos os direitos reservados a Revista Materlife. Proibida a reprodução parcial ou total dos conteúdos. A Redação da Revista Materlife não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Diretor Michel Wajchman Gerente Financeiro João Géa Maringolo Colaboradora Editoral Sacha Silveira (MTB 51948-SP) Direção de Arte Vitor Gomes Coordenador de Assinaturas Marcos Hessman Produção e Conteudo Editorial Julio Mathias Neto Coordenadora de Circulação Julia Feldstain Colaboradores desta edição: Dra. Carolina Mantelli Borges / Dra. Vanessa Penteado / Dr. Bruno Andrade / Dr. Leandro Teles / Dra. Angelina M. F. Gonçalves /Dra. Ana Paula Bautzer / Dra. Cynthia Boscovich / Dr. Joji Ueno / Dra. Angela Shimuta / Antonio Paschoal / Dr. Domingos Mantelli / Dr. Carlos Bautzer / Dr. Fernando Passos / Dra. Liliane Oppermann / Dra. Erica Mantelli Gestão de Relacionamento Médico Lucas Alan Gerência Comercial Anderson Carlos Pereira Logística e Distribuição: Correios Tiragem / mensal: Nacional 50.000 exemplares Atendimento ao assinante: Disponível de segunda a sexta-feira, das 9:00hs às 18:00 horas. São Paulo: 11 5031-4807 Para anunciar ligue: (11) 5031-4807 / (11) 5031-5847 | contato@materlife.com.br Esta marca e os produtos associados encontram-se disseminados em grandes grupos populacionais. A distribuição é feita em todo território nacional para profissionais da saúde nas especialidades de ginecologia/obstetrícia, pediatria e odontopediatria, promovendo o exercício do direito do cidadão em obter a informação de forma gratuita. Contato: Para se corresponder com a redação: Endereçar cartas à Editora Chefe, Revista Materlife, Rua Hugo Taddei, 97 – Pq. Jabaquara - SP - CEP: 04357-010 Fax: 11 5031-4807. contato@materlife.com.br. Cartas devem ser encaminhadas com os contatos do remetente.


5 Ações para incentivar a autonomia infantil A criança não deve ser forçada a comer sozinha ou a fazer a higiene sozinha, mas pode ser incentivada e elogiada quando ela conseguir demonstrar desenvoltura naquela atitude

P A partir dos 8 meses de idade, o bebê já consegue segurar a colher da papinha, neste período, deixe uma colher com ele e outra com você

ara que a autonomia infantil aconteça é necessário estímulos nas tarefas cotidianas e que sejam introduzidos de maneira natural. A criança não deve ser forçada a comer sozinha ou até mesmo fazer a higiene sozinha, mas pode ser incentivada e elogiada quando ela conseguir demonstrar a sua desenvoltura naquela atitude. Deve-se evitar repreender a criança quando ela tomar uma atitude sozinha como, por exemplo, pegar uma escova de cabelo. Não censure-a dizendo que ela irá se machucar, ao contrário ajude-a ensinando a forma correta de segurar e usar uma escova. Para que estes hábitos se concretizem, é necessário a implantação de rotinas de inclusão da criança nas atribuições do dia-a-dia, com o tempo ela irá se sentir importante ao perceber que é útil ajudando a mamãe ou o papai nas pequenas tarefinhas de casa. Veja 5 momentos importantes para se introduzir a autonomia infantil. Quando mais cedo começar, melhor.

Espalhar, brincar e depois guardar... Deve-se fazer esse combinado antes de começar a brincadeira.Depois fazer a arrumação juntamente com ela. Nunca fazer tudo sozinho e deixar ela só olhando

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1° Momento: Na alimentação A partir dos 8 meses de idade, o bebê já consegue segurar a colher da papinha, neste período, deixe uma colher com ele e outra com você, assim estimulará sua criança a comer sozinha. Evite tirar a colher da sua mão, impedindo-a de comer com a própria mãozinha. É importante que os adultos da casa comam no mesmo horário que a criança, pois ela sentirá estimulada ao ver o adulto comer e usará de exemplo. Não se preocupe com a bagunça e a sujeira, é normal nesse momento a criança querer brincar com a comida, não repreenda nem grite com ela, explique com calma e ensine o que ela deve fazer. 2° Momento: Durante o desfralde O desfralde é um bom momento para estimular a independência na criança. Ensinar a criança a ir até o banheiro, sentar no vaso ou no penico, a limpar-se. Mesmo que ela ainda não consiga fazer direitinho, você deve mostrar como se faz e deixá-la tentar colocar em prática.

Solicite a ela ajuda para colocar as coisas no lugar, organizar os brinquedos, levar os calçados e roupas usadas para o banheiro, guardar seu material da escola, seus livros


Dê a ela um papel higiênico mais macio e o lencinho umedecido para o bumbum, a faça participar apertando a descarga, abrindo o cesto de lixo, lavando as mãos. Explique a rotina toda vez que a criança utilizar o penico ou o vaso, dizendo que ela conseguirá sozinha na próxima vez, você irá se surpreender com o resultado.

Se a sua mochila tiver rodinhas, deixe ela mesma levá-la, ou a lancheira, essa ação faz parte da independência, faz com que a criança se sinta responsável

3° Momento: Na arrumação do quarto Solicite a ela ajuda para colocar as coisas no lugar, organizar os brinquedos, levar os calçados e roupas usadas para o banheiro, guardar seu material da escola, seus livros. Ensine para ela onde deve ficar cada coisa. Mas não cobre para que faça tudo certinho, motive-a a fazer do jeitinho dela, não esqueça nunca de elogiar, sempre conversando em tom amoroso, nunca ordenando. 4° Momento: Guardando os brinquedos Espalhar, brincar e depois guardar. Deve-se fazer esse combinado antes de começar a brincadeira. Depois fazer a arrumação juntamente com ela. Nunca fazer tudo sozinho e deixar ela só olhando. Incentive-a, ela vai gostar de ajudar você e vai criar o hábito, responsabilidade e zelo pelas suas coisas.

Ao trazer e ao buscar na escola, tente estimular para que a criança desça do carro segurando a sua mão, não a leve no colo todos os dias e todas as vezes, ela precisa caminhar

5° Momento: Indo e vindo da escola Ao trazer e ao buscar na escola, tente estimular para que a criança desça do carro segurando a sua mão, não a leve no colo todos os dias e todas as vezes, ela precisa caminhar. Se a sua mochila tiver rodinhas, deixe ela mesma levá-la, ou a lancheira, essa ação faz parte da independência, faz com que a criança se sinta responsável, você verá que ela vai adorar e fará por mais vezes. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Angela Maria de Sousa Vilhena.

Solicite a ela ajuda para colocar as coisas no lugar, organizar os brinquedos, levar os calçados e roupas usadas para o banheiro, guardar seu material da escola, seus livros. Ensine para ela onde deve ficar cada coisa

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A mente dos 7 a 8 anos “ A criança precisa ouvir uma linguagem à altura dela, para entender exatamente o que os pais querem que ela faça ...”

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esta fase, a criança ainda não está pronta para pensar sobre hipóteses. Portanto, é comum a mãe dizer: “Não faça isso ou vai acontecer tal coisa”. É difícil para ela entender, e muito comum, a situação acabar com a famosa frase: “Eu não disse?” Refira o passado para dar os exemplos, lembrando-a do que aconteceu anteriormente. Pensar sobre o passado é mais fácil para a criança.

É necessário que os pais escovem os dentes dos filhos até os 7 anos. Pois até essa idade não há uma musculatura fina bem desenvolvida. Deixá-los por conta própria nessa tarefa, e depois “cobrar” uma perfeição é inadequado e injusto para com eles

Apesar de serem muito independentes e terem um vocabulário maior, as frase mais “adultas” devem ser evitadas. É comum ouvir de alguns pais : “Você deve respeitar os limites do seu amigo, etc..” Imaginam que, este filho já está pronto para entender frases desse tipo. A criança precisa ouvir uma linguagem à altura dela, para entender exatamente o que os pais querem que ela faça. Nessa idade que muitos querem saber como se faz os bebês. Caso a mãe se sinta constrangida em explicar, há excelentes livros sobre esse assunto. Ao terminar de ler, pergunte se ela entendeu tudo e deixe o livro com ela. Talvez ela tenha a curiosidade de folhear o livro, e depois lhe mostre que guardará o livro, juntamente, com outros no quarto dela. O livro é dela, e é provável que ela queira vê

-lo novamente. É uma fase em que a maioria dos meninos é rebelde com o asseio. É melhor fazer uma triagem e ver o que realmente é importante. Se não querem pentear os cabelo, deixe -os, assim, de vez em quando. Escovar os dentes, não há escolha. É necessário que os pais escovem os dentes dos filhos até os 7 anos. Pois até essa idade não há uma musculatura fina bem desenvolvida. Deixá-los por conta própria nessa tarefa, e depois “cobrar” uma perfeição é inadequado e injusto para com eles. Não imaginam como poderão fazer melhor. Como é uma fase de grande motricidade, geralmente, é confundido com hiperatividade. Os pais percebem que alguns são hipocondríacos. Sangram-se, acham que vão morrer e ficam assustados. Estão, simplesmente, mais sen-

7 anos Por volta dos 7 anos podem aparecer os medos. Isso acontece porque a criança tem maior entendimento do que se passa ao redor, a pessoa que morre na rua, também, pode acontecer com alguém da casa dele, a criança que sumiu e tal coisa pode acontecer com ele, etc. Esse medo pode acontecer em formas de não querer mais dormir sozinho, ou querer dormir com a luz acesa, ou medo de ficar sozinho no quarto, e assim por diante.

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Manter as roupas em ordem é muito difícil para eles, por isso evite o desgaste de exigir limpeza e ordem no quarto. É preferível vê-los assim; já que este comportamento é normal nesta fase

síveis e por isso, se deve evitar que vejam filmes de terror. Às vezes, ficam mais impressionados e desejam dormir com os pais. É normal que eles imaginem que o filho está numa fase de regressão, pois geralmente já dormem sozinhos há muito tempo. Trata-se apenas, de uma fase mais sensível aos acontecimentos. É preciso que os pais diante disso, tenham maior paciência e invistam no tempo com o filho, não se atrasando em pegá-lo na escola, por exemplo, ou estudando com ele, fazendo mais companhia, para que a criança não se sinta abandonada. Trata-se de uma fase que irá passar rapidamente se houver apoio dos pais. Nessa fase muitos pais confundem certa independência dos filhos com responsabilidade. Muitas vezes deixam o estudo por conta da criança, que apesar de certa independência, nessa área, ainda precisa do apoio dos pais. Estude com seu filho para que ele não sinta “abandonado”.

Invista mais tempo com seu o filho É preciso que os pais diante disso, tenham maior paciência e invistam no tempo com o filho, não se atrasando em pegá-lo na escola, por exemplo, ou estudando com ele, fazendo mais companhia, para que a criança não se sinta abandonada

A mente dos 7 a 8 anos

Confira as principais mudanças nessa idade Essa é a fase de identificação sexual. As meninas copiam as mães e os meninos copiam os pais. É um período muito importante, pois o pai que esteve meio ausente com o filho, e deixou as atividades e compromissos para a mãe, agora precisa estar presente e mais próximo deste filho. Este filho precisa observar melhor o comportamento

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deste pai, o gosto e preferências masculinas, e assim fortalecerá a sua identificação. Manter as roupas em ordem é muito difícil para eles, por isso evite o desgaste de exigir limpeza e ordem no quarto. É preferível vê-los assim; já que este comportamento é normal nesta fase, a vê-los muito ordenados e preocupados com limpeza, o que pode ocasionar traços obsessivos. Como são instáveis, passam um mês fazendo determinada atividade, logo se cansam e já querem outra. Essa variedade de esportes e atividades é importante para

diversificarem. Tenha paciência com essa troca constante. É uma fase aonde as informações são tão diversas e a vontade de viver e fazer coisas diferentes é tão intensa que, não querem dormir cedo. O sono seria uma perda de tempo. É importante que haja um pouco de flexibilidade dos pais nessa fase. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Marilena Teixeira Netto, Psicoterapeuta - blog Artigos de Psicologia (www.artigosdepsicologia.wordpress.com).


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Alterações da pele na gestação Como reconhecer e tratar

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A exposição ao sol pode piorar o problema. Para preveni-lo deve-se evitar a radiação ultravioleta, utilizando protetores solares potentes

pele da gestante é mais suscetível a algumas alterações. As mudanças hormonais, vasculares e imunológicas que surgem na mulher durante a gravidez, acabam provocando algumas mudanças muito visíveis em sua pele. Não são todas as mulheres que apresentam alterações na pele, mas a maioria, num determinado momento, pode apresentar irritação, eczemas, alergias, pele ressecada e manchas em alguma parte do corpo. Mesmo sendo alterações fisiológicas (normais do organismo, sem significar doença), podem ser motivo

de angústia para muitas gestantes. Estas alterações podem permanecer após o parto ou desaparecerem espontaneamente. As alterações pigmentares (manchas na pele) podem ocorrer em 75 a 90% das grávidas, de forma e localizações variáveis. As manchas são denominadas “melasmas” e podem aparecer durante o primeiro trimestre da gravidez, acentuando-se nos últimos meses quando os níveis hormonais são mais elevados. A exposição ao sol pode piorar o problema. Para preveni-lo deve-se evitar a radiação ultravioleta, utilizando protetores solares potentes. Ter uma atenção especial na hidratação da pele nas regiões críticas, du-

rante a gestação ajuda a preveni-las. Os hidratantes poderosos, especialmente a partir do 4º mês, colaboram muito para que a pele resista à distensão que sofrerá ao longo dos meses restantes. Dessa maneira, os óleos são muito indicados, hidratando a região e evitando um possível estiramento na pele. As estrias surgem devido ao estiramento da pele, quando as fibras se rompem. Para evitar, a hidratação se torna obrigatoriedade. Uma superfície bem hidratada com ativos como: Vitamina A, Vitamina E, Óleo de Calêndula, Óleo de Lavanda, Óleo de Alecrim, Óleo de Camomila, por exemplo, apresenta uma melhoria em todas essas funções.

Cuidados com a pele Convém considerar alguns cuidados que se deve ter com a pele durante a gravidez: 1 Todo produto que se use na pele deve

estar autorizado pelo médico, já que pode ser absorvido pelo sangue e passar para o bebê;

2 Não se expôr ao sol, e usar proteção

solar UVA e UVB para prevenir as manchas;

3 Busque manter o peso corporal

adequado durante a gravidez;

4 Hidrate bem a pele usando hidratante a

base de óleos, diminuem a evaporação e a perda de água pela pele.

5 Evitar o uso de cremes anti-rugas ou

As manchas são denominadas “melasmas” e podem aparecer durante o primeiro trimestre da gravidez, acentuando-se nos últimos meses quando aumentam os níveis hormonais

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anti-acne que contenham retinóides, assim como de creme para as celulites, dermoclareador, ou tratamento mesoterápico. Melhor consultar um dermatologista;

6 Beba muita água.


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O que é fenilcetonúria? Na maior parte dos casos a fenilcetonúria é identificada logo após o nascimento com o teste do pezinho que é feito na maternidade quando o bebê nasce

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lgumas crianças podem nascer com problemas genéticos, e a fenilcetonúria é uma dessas deficiências genéticas e hereditárias que se caracteriza pela falta de uma enzima, impedindo que o organismo da pessoa metabolize e elimine o aminoácido denominado fenilalanina. Esse aminoácido em excesso é altamente tóxico e ataca via sangue o cérebro causando assim, entre outros problemas, deficiência mental. A doença é autossômica recessiva e afeta aproximadamente um em cada dez mil indivíduos da população branca. Como é identificada a Fenilcetonúria? Na maior parte dos casos a fenilcetonúria é identificada logo após o nascimento com o teste do pezinho que é feito na maternidade quando o bebê nasce. Caso aconteça de não ser descoberta, a fenilcetonúria pode causar, além do retardo mental, distúrbios neurológicos, incapacidade motora, tremores, incontinência urinaria e hipertensão muscular.

Estima-se que um a cada 10 mil bebês recém-nascidos seja portador da fenilcetonúria. Por isso todo o cuidado e atenção na alimentação dele são fundamentais

Qual a incidência da doença? A incidência da doença é alta. Estima-se que um a cada 10 mil bebês recém-nascidos seja portador da fenilcetonúria. Por isso todo o cuidado e atenção na alimentação dele são fundamentais. E principalmente que você faça o teste do pezinho no bebê para começar o tratamento desde cedo. Como é a vida de uma pessoa portadora de Fenilcetonúria? Se diagnosticada precocemente, as pessoas portadoras da fenilcetonúria levam uma vida normal. Claro que sempre tomando cuidado com a alimentação e fazendo uma dieta rígida e sem exceções. Os alimentos que devem ser consumidos são os que não possuem o aminoácido fenilcetonúria;

basta ler o rotulo que deve conter essa informação sempre. Cada criança vai ter uma dieta especifica com restrições a fenilcetonúria, já que a tolerância a fenilcetonúria varia de pessoa para pessoa. Então é importante que você não dê nenhum alimento para ele sem a recomendação médica. Mesmo que sejam frutas e verduras; elas também contem fenilcetonúria, mesmo que em poucas quantidades. A dieta deve ser feita para cada criança separadamente para que ele possa ter o peso ideal e a nutrição necessária sem estar exposto aos ricos da ingestão da fenilcetonúria. São sintomas da doença não tratada: Oligofrenia (déficit cognitivo); Atraso do desenvolvimento psicomotor (como andar e falar); Convulsões; Hiperatividade; Tremor e; Macrocefalia. Identificam-se as alterações com cerca de um ano de vida. Praticamente todos os pacientes não tratados apresentam QI inferior a 50. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Kátia F. Del Grande B. Pinheiro

Qual o tratamento para quem tem Fenilcetonúria? O tratamento para quem tem fenilcetonúria é o controle alimentar. Só com uma dieta especial à base de leite e alimentos que não contenham em sua fórmula a fenilcetonúria é que as crianças levam uma vida normal. Mas isto é claro que sempre seguindo a orientação médica. As embalagens dos alimentos contém a informação de produtos livres da fenilcetonúria.

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14 perguntas sobre a fimose Os especialistas a classificam de duas formas. Uma delas é a chamada fimose fisiológica e todo bebê do sexo masculino nasce com ela

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azer ou não a cirurgia de circuncisão? Essa dúvida é cada vez mais frequente entre os pais de meninos. Mas o que é fimose? Como diagnosticá-la? Pediatras e urologistas esclarecem.

A fimose propriamente dita é diagnosticada quando há uma espécie de anel apertando essa extremidade, o que impede que o prepúcio seja recolhido

O que é fimose? Os especialistas a classificam de duas formas. Uma delas é a chamada fimose fisiológica e todo bebê do sexo masculino nasce com ela - afinal, os meninos vêm ao mundo com uma pele, o prepúcio, grudada à glande, a cabeça do pênis. “A fimose fisiológica não é motivo de preocupação desde que não provoque a obstrução do fluxo urinário e, como consequência, uma infecção”, explica o pediatra

Nivaldo de Souza, da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital São Paulo, na capital paulista. “Por volta de 1 ano e meio, o prepúcio já começa a se abrir, mesmo sem que ocorra a exteriorização da glande.” A fimose propriamente dita é diagnosticada quando há uma espécie de anel apertando essa extremidade, o que impede que o prepúcio seja recolhido. Qual a idade limite para o prepúcio se descolar? Geralmente, antes dos 3 anos, o prepúcio se solta naturalmente. “Nessa idade, só 10% dos meninos ainda têm a pele do pênis grudada”, revela o urologista pediátrico Antonio Macedo Junior, chefe do Setor de Urologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo.

Fazer massagens no banho ou com cremes e pomadas ajuda o prepúcio a se descolar? As massagens servem exclusivamente para os casos de acolamento, isto é, quando o prepúcio fica grudado à glande. Elas devem ser orientadas por um cirurgião ou pediatra. “Exercícios exagerados esgarçam a pele, que, ao cicatrizar, tende a se tornar menos elástica, estreitando mais o anel. Ou seja, o que não era fimose vira fimose”, alerta o médico pediatra Carlos Patara, de São Paulo. Origem genética Não há nenhum estudo que comprove que ela tenha alguma relação com o que está escrito nos genes.

A cirurgia de circuncisão deve ou não ser realizada logo que o bebê nasce? Em geral, ela só é feita logo após o nascimento da criança devido a motivos étnicos, religiosos ou tradições familiares. O pediatra Paulo Pacchi, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, acredita que não é preciso recorrer de cara ao procedimento cirúrgico. “Apenas uma pequena parcela dos meninos é que terá a necessidade de se submeter à operação. Além disso, o prepúcio mantém a sensibilidade da glande, o que, convenhamos, para essa geração, que deve passar dos 100 anos, pode fazer falta”, diz Pacchi. O pediatra Carlos Patara, de São Paulo, compartilha a opinião de seu colega: “É basicamente uma escolha mais de fundo religioso ou de costume, para a qual não há um consenso”.

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Para os casos mais leves, o ideal é que a cirurgia seja realizada entre os 7 e 10 anos de idade”. Em outras palavras, antes da puberdade. “A fimose não impede o desenvolvimento do pênis nem diminui o fluxo de urina e até permite o ato sexual, porém com uma baixa qualidade de prazer

A cirurgia precoce é recomendada quando há o que os especialistas chamam de postites frequentes, que, traduzindo para o português, são infecções da pele que cobre o pênis

Muitos pais solicitam a cirurgia de circuncisão já no nascimento do bebê? Embora as dúvidas levem vários pais ao pediatra, cada vez menos eles solicitam a cirurgia de circuncisão logo que o bebê nasce, até por terem hoje mais acesso à informação. “A retirada da pele sem uma indicação médica pode levar à perda desnecessária da sensibilidade”, alerta o pediatra Paulo Pacchi.

Qual é o tempo de cicatrização? Em cerca de dez dias, geralmente todos os pontos já caíram e o inchaço desapareceu. A partir desse período, o menino pode voltar às atividades normais. No entanto, é aconselhável evitar por mais algumas semanas atividades que ofereçam risco de contusões, como andar de bicicleta.

Até quando a cirurgia de é indicada ? E até que idade ela deve ser realizada? “Ela é indicada quando o estreitamento da glande leva a infecções urinárias, por exemplo”, informa o pediatra Paulo Pacchi. O também pediatra Nivaldo de Souza acrescenta: “Para os casos mais leves, o ideal é que a cirurgia seja realizada entre os 7 e 10 anos de idade”. Em outras palavras, antes da puberdade. “A fimose não impede o desenvolvimento do pênis nem diminui o fluxo de urina e até permite o ato sexual, porém com uma baixa qualidade de prazer”, conta Carlos Patara. “Isso porque a pele sobre o pênis não permite o maior contato com a mucosa vaginal.”

Quais são os casos que necessitam de uma cirurgia precoce? A cirurgia precoce é recomendada quando há o que os especialistas chamam de postites frequentes, que, traduzindo para o português, são infecções da pele que cobre o pênis. Ela também é indicada para as parafimoses, quando, após muito esforço, a glande é exteriorizada e não consegue voltar mais à posição normal, causando inchaço e dor. Por fim, os médicos apelam para a operação nos casos em que a pele do orifício por onde sai o xixi é muito estreita, o que gera uma baita dor durante a micção. Porém isso é mais raro.

O prepúcio intacto aumenta o prazer sexual?

Existem provas de que homens circuncidados são menos sensíveis? “Não há provas de que homens circuncidados sejam menos sensíveis. Mas, até por uma questão de lógica, a glande exposta tende a perder a sensibilidade por não ficar tão protegida”, diz Paulo Pacchi. Carlos Patara complementa: “Alguns homens fazem a cirurgia de circuncisão após o início da vida sexual e notam a diferença. Isso porque, mais acomodada dentro da pele, a mucosa que reveste a glande ficaria mais fina e, assim, mais sensível”, explica. “A circuncisão, no entanto, facilita a higiene, o que contribui para eliminar odores e secreções.”

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Após a operação a criança pode sentir dor ao urinar?

Não, não dói para urinar. “Na verdade, o que ocorre é um desconforto devido a uma sensação estranha e uma imensa dificuldade de acertar o vaso na primeira vez”, explica Carlos Patara. Além disso, todos os meninos sentem algum incômodo após a cirurgia. Isso acontece porque a ponta do pênis, sem a pele sobre ela, fica mais exposta e, assim, mais sensível. “Trata-se de algo normal e adaptativo, que varia de acordo com a sensibilidade de cada garoto”, completa Patara.

Cuidados com a higiene após a cirurgia Após o procedimento, é necessário passar uma pomada cicatrizante e não aderente para tentar conter o inchaço. “O cirurgião deverá dizer por quanto tempo será necessário usá-la e se ela precisará ficar coberta com curativo ou não”, diz Carlos Patara. Em alguns casos, recomenda-se o uso de analgésicos via oral. O importante é que os pais sigam todos os cuidados, conforme a orientação do médico.


Aliviando os desconfortos da má digestão da lactose A má digestão da lactose é geralmente genética (hereditária). Em muitas pessoas de ascendência africana ou asiática, o organismo começa a produzir menos lactase

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Uma proliferação bacteriana, na qual o intestino delgado contém mais bactérias do que o normal, pode igualmente causar desconforto de sensibilidade à lactose da dieta

má digestão da lactose constitui uma causa comum de cólicas abdominais, de distensão (inchaço) abdominal e de diarreia. Esta situação ocorre quando o organismo não tem lactase uma enzima intestinal em quantidade suficiente. A função da lactase é degradar a lactose, o principal açúcar do leite. Quando a lactose é degradada nas formas mais simples de açúcar, estes açúcares simples podem ser absorvidos para a circulação sanguínea. Na digestão normal, a lactose é digerida no intestino delgado sem libertação de bolhas gasosas; mas quando esta substância não é adequadamente digerida, passa para o cólon (intestino grosso), onde as bactérias degradam alguma lactose, produzindo hidrogênio. A lactose restante capta igualmente água para dentro do cólon. Assim a quantidade suplementar de gás e de água conduz ao aparecimento de desconforto, tais como cólicas, diarreia, distensão (inchaço) abdominal e flatulência (gases). A má digestão da lactose é geralmente genética (hereditária). Em muitas pessoas de ascendência africana ou asiática, o organismo começa a produzir menos lactase por volta dos 5 anos de idade. Até 90% das pessoas de algumas áreas da Ásia Oriental, 80% dos índios americanos, 65% dos africanos e dos afro-americanos e 50% dos hispânicos apresentam um certo grau de má-digestão da lactose. A maior parte dos indivíduos de raça caucasiana da América do Norte (80%) têm um gene que preserva a capacidade para produzir lactase na idade adulta, mas nos países mediterrâneos a prevalência de deficiência desta enzima atinge os 60 a 85%. Uma causa rara de má digestão da lactose é denominada deficiência congênita de lactase. Os bebês com esta situação não produzem lactase e não são capazes de digerir a lactose, apresentam diarreia desde o nascimento. Esta doença era fatal antes do desenvolvimento de leites artificiais isentos de lactose. A dificuldade em digerir a lactose pode igualmente ser causada por diversas doenças gastrointestinais. A gastroen-

terite virótica ou bacteriana e outras doenças, como a doença celíaca, podem destruir as células produtoras de lactase que revestem o intestino delgado. Todavia há reversão completa quando a doença em quastão é plenamente tratada. Uma proliferação bacteriana, na qual o intestino delgado contém mais bactérias do que o normal, pode igualmente causar desconforto de sensibilidade à lactose da dieta. Neste caso, as bactérias degradam a lactose no intestino delgado, libertando gás. Este gás pode provocar distensão (inchaço) abdominal, cólicas e flatulência (gases), bem como diarreia. O problema não é secundário a uma deficiência enzimática de lactase, mas sim a um excesso de bactérias intestinais. Sintomas Os sintomas comuns de má digestão da lactose: • Fezes líquidas, volumosas e com odor fétido (cheiro particularmente desagradável) • Náuseas • Dores abdominais/Cólicas • Distensão (inchaço) abdominal • Flatulência (gases), que começa cerca de 30 minutos a 2 horas depois da ingestão de alimentos ou bebidas contendo lactose.

A má digestão da lactose é geralmente genética (hereditária). Em muitas pessoas de ascendência africana ou asiática, o organismo começa a produzir menos lactase por volta dos 5 anos de idade. Até 90% das pessoas de algumas áreas da Ásia Oriental, 80% dos índios americanos, 65% dos africanos e dos afro-americanos e 50% dos hispânicos apresentam um certo grau de má-digestão da lactose.

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é transportado pelo sangue circulante e é eliminado pelos pulmões no ar expirado. A má digestão da lactose é diagnosticada se forem detectados níveis de hidrogênio superiores ao normal durante este teste. A proliferação bacteriana pode igualmente conduzir a um resultado positivo, pelo que esta pode ser considerada uma explicação alternativa para um resultado positivo do teste. Outro teste que pode ser utilizado para diagnosticar a má digestão da lactose é o teste de tolerância à lactose. Neste teste é ingerida uma solução com lactose, após o que são medidos os níveis de açúcar no sangue com intervalos específicos ao longo de várias horas para determinar a capacidade do doente para digerir a lactose. Se esta

A intensidade dos sintomas varia, dependendo da quantidade de lactose que a pessoa consegue tolerar, da quantidade de lactose ingerida. As pessoas que apresentam igualmente uma síndrome do cólon irritável tendem a ter sintomas mais graves de intolerância à lactose. Diagnóstico É possível que um doente tenha uma má digestão da lactose se os seus sintomas melhorarem dramaticamente quando evita a lactose. Um período de teste com uma dieta isenta de lactose é geralmente suficiente para efetuar o diagnóstico de má digestão

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A má digestão da lactose é diagnosticada se forem detectados níveis de hidrogênio superiores ao normal durante este teste. A proliferação bacteriana pode igualmente conduzir a um resultado positivo, pelo que esta pode ser considerada uma explicação alternativa para um resultado positivo do teste

da lactose. Em alguns casos, o médico poderá querer fazer exames para confirmar o diagnóstico. Um teste para confirmar o diagnóstico é o teste respiratório do hidrogênio no ar expirado. Este teste não dói e não é invasivo. Não é permitida a ingestão de alimentos durante várias horas antes da realização do exame. No início do teste, o doente deve ingerir um líquido contendo lactose e, em seguida, é determinada a quantidade de hidrogênio no ar expirado ao longo de algumas horas. Normalmente é detectada uma quantidade muito pequena de hidrogênio no ar expirado. No entanto, se o doente tiver uma má digestão da lactose, as bactérias do cólon irão degradar a lactose não digerida e levar à formação de hidrogênio. O gás é absorvido,

substância for digerida normalmente, será degradada em glicose e condicionará uma elevação do nível da glicemia (açúcar no sangue). A má digestão da lactose é diagnosticada se os níveis de açúcar no sangue não se alterarem durante este teste, o que indica que a lactose não foi digerida de forma normal. Um número significativo de pessoas que apresentam sintomas sugestivos de má digestão da lactose irá apresentar resultados normais nos exames diagnósticos. Sintomas semelhantes (mas com resultados normais nos testes) podem ser causados pela frutose (o açúcar da fruta), pelo sorbitol ou por outros açúcares que não são facilmente digeridos no intestino delgado. Podem igualmente ocorrer sintomas idênticos como consequência de uma síndrome do cólon irritável.


Duração Esperada As pessoas que desenvolvem má digestão da lactose em consequência de uma gastroenterite ou de outra situação que afeta a digestão podem recuperar completamente em várias semanas a meses. Quando a má digestão da lactose é genética, esta situação é permanente. No entanto, as pessoas podem evitar os sintomas evitando os alimentos que contêm lactose (essencialmente lacticínios, sobretudo o leite), ingerindo-os com moderação ou substituindo-os por outros disponíveis no mercado que têm um baixo teor de lactose. Além disso, encontram-se disponíveis formulações comerciais da enzima lactase para adição ao leite.

A maior parte das pessoas com má digestão da lactose consegue tolerar o iogurte obtido por cultura viva, que constitui uma boa fonte de cálcio

Prevenção Não existe forma de prevenir a má digestão da lactose. Existem diversas formulações enzimáticas comercialmente disponíveis (comprimidos e líquidos) que podem funcionar como substitutos da lactase. A pessoa pode adicionar estes produtos aos alimentos que contêm lactose para reduzir significativamente os seus desconforto. A pessoa pode adicionar algumas gotas de enzima ao leite e, em seguida, refrigerar o leite durante 24 horas antes de o consumir ou pode comprar laticínios que já foram tratados para reduzir a lactose (leite “isento de lactose/sem lactose”). O leite “acidófilo” ainda contém demasiada lactose para ser útil para a maior parte das pessoas com má digestão da lactose. Muitas pessoas com má digestão da lactose têm dificuldade em obter uma quantidade suficiente de cálcio a partir da dieta, o que aumenta o risco de osteoporose, um proble-

ma em que os ossos se tornam finos e frágeis. Os estudos demonstraram que as pessoas que possuem má digestão à lactose apresentam um risco duas vezes superior de sofrerem fraturas. Deste modo, é essencial um consumo de, pelo menos, 1.000 mg de cálcio por dia (1.200 mg se se tratar de uma mulher em pós-menopausa) e a ingestão de uma quantidade adequada de vitamina D. A maior parte das pessoas com má digestão da lactose consegue tolerar o iogurte obtido por cultura viva, que constitui uma boa fonte de cálcio. Vegetais como os brócolos, a couve chinesa, a couve portuguesa e a couve-galega constituem igualmente fontes excelentes de cálcio. Se a pessoa não for capaz de obter cálcio suficiente na sua dieta, deve tomar um suplemento diário de cálcio. Quando contatar um profissional Contate o médico e discuta a possibilidade de poder ter uma má digestão da lactose se você desenvolver desconforto após ingerir laticínios. Embora esta situação não seja perigosa, pode ser incômoda. Encontram-se disponíveis diversos tratamentos eficazes, pelo que não há necessidade de sofrer. Prognóstico O prognóstico das pessoas com má digestão da lactose é excelente. Os sintomas podem ser aliviados se a ingestão de laticínios for limitada ou evitada ou se estes alimentos forem ingeridos juntamente com uma dose comercialmente preparada da enzima lactase.

Dicas e sugestões para tratar a má digestão da lactose • Reduzir a quantidade de lactose que a pessoa ingere, limitando a ingestão de leite e de lacticínios ou ingerindo produtos com baixo teor de lactose • Tomar substitutos enzimáticos comercialmente disponíveis. • As pessoas com má digestão da lactose precisam ler os rótulos de todos os alimentos processados para verificar se contêm lactose. As concentrações mais elevadas podem ser encontradas nos sorvetes e no leite. Os queijos e os iogurtes habitualmente apresentam menores quantidades. Alguns produtos indicados como não sendo laticínios, tais como os substitutos de natas

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em pó para o café e as coberturas batidas, podem conter lactose se contiverem ingredientes derivados do leite. Ao ler os rótulos dos alimentos, deve procurar-se não só a expressão “contém lactose” como palavras como soro de leite, coalho, derivados do leite, leite em pó e leite em pó magro. Se qualquer destes ingredientes estiver indicado no rótulo, o produto provavelmente contém lactose. • Evitar completamente a lactose; Os sintomas devem desaparecer, se mesmo após retirar da dieta todos os alimentos com lactose os sintomas se mantiverem, o diagnóstico pode não

estar correto. Muitas pessoas serão capazes de tolerar um aumento gradual na ingestão de lactose se tiverem o cuidado de monitorizar os seus sintomas. Os médicos recomendam frequentemente o consumo de gelados para esse efeito, uma vez que, devido ao seu elevado teor em gordura, tende a ser mais bem tolerado do que outros alimentos. À medida que a pessoa aumenta gradualmente os níveis de lactose, deve rever a sua dieta com o médico ou com um nutricionista para se certificar de que está a ingerir quantidades adequadas de gorduras, de proteínas e de outros nutrientes. Fonte: Dra. Carolina Macedo


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Colposcopia: perguntas mais frequente Colposcopia vaginal é um exame realizado pelo médico no trato genital feminino (vulva, paredes vaginais e colo uterino) utilizando lentes de aumento e luz

Caso alguma área alterada seja visualizada, uma biópsia é retirada e esse material é submetido a análise pelo médico patologista com o objetivo de diagnosticar as alterações celulares na amostra

O que é e para que serve? Colposcopia vaginal é um exame realizado pelo médico no trato genital feminino (vulva, paredes vaginais e colo uterino) utilizando lentes de aumento e luz – equipamento chamado colposcopio – e contrastes locais que ajudam na visualização de alterações epiteliais. Quando esse exame visa lesões vulvares recebe o nome de vulvoscopia. A colposcopia1 é parecida com o exame ginecológico comum e nela também se usa um espéculo11 vaginal (aparelho descartável ou esterilizado que é introduzido na vagina3 para mantê-la aberta durante o procedimento). A finalidade da sua realização é identificar possíveis lesões epiteliais precursoras ou diagnósticas do câncer. Erroneamente, em algumas regiões do Brasil, utiliza-se a colposcopia como um exame de rastreamento para o câncer. Em geral, a colposcopia deveria ser utilizada para esclarecimento, diagnóstico ou acompanhamento de tratamento. No primeiro caso ocorre quando o resultado da colpocitologia oncótica (teste de Papanicolau) mostra um resultado alterado, quando a pesquisa para o HPV no trato genital apresenta-se positivo para certos subtipos virais que levam a um aumento do risco para o câncer genital ou na vigência de lesões vulvares ou sintomas vulvares importantes. Mulheres grávidas podem se submeter ao exame? Sim, o exame de colposcopia vaginal não causa grandes alterações no trato genital da mãe e não atinge o feto, sendo segura a realização do exame por profissionais qualificados.

2á3 dias

Será necessária pausa sexual e evitar o uso de cremes, géis ou lavagem vaginal por

Como é realizada a colposcopia?

Utilizam-se soluções de contraste (ácido acético diluído e solução de iodo-teste de Schiller) sobre a área genital a ser examinada e observa-se através do colposcópio. Caso alguma área alterada seja visualizada, uma biópsia é retirada e esse material é submetido a análise pelo médico patologista com o objetivo de diagnosticar as alterações celulares na amostra. A duração média do exame é de 5-10 minutos.

Preparo para a Colposcopia Vaginal

Se não houver coletas ginecológicas (cultura de secreções, pesquisa da presença do vírus HPV, colpocitologia oncótica) não há necessidade de pausa sexual, caso contrário, será necessária pausa sexual e evitar o uso de cremes, géis ou lavagem vaginal por 2-3 dias. Se for necessário biopsia pode ocorrer um pequeno sangramento e uma dor discreta na forma de cólica por alguns dias. Deve-se evitar atividade física exaustiva e relações sexuais após o exame. A ardência da vulva pode ser resolvida com o enxágue abundante de água na região.

A biópsia dói? Basicamente os receios da mulher quando realiza a colposcopia são: sentir dor e a possibilidade da realização da biópsia. Obviamente esse exame é desconfortável e constrangedor, mas não é doloroso. A colocação dos contrates, principalmente o ácido acético diluído, causa ardência que pode ser mais intensa caso a paciente esteja com secreção vaginal aumentada. Isso pode ser minimizado utilizando uma técnica

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adequada. A biópsia realizada no colo uterino e paredes vaginais é realizada sem anestesia. Utiliza-se uma pinça própria que retira um fragmento de 0,3mm. A sensação causada para anestesiar a região é a mesma da biópsia e dura poucos segundos. A biópsia de vulva é realizada com anestesia local. A necessidade de realizar a biópsia não significa gravidade, apenas que a alteração observada durante o exame deve ser

mais investigada e para isso uma amostra do local deve ser retirada e analisada pelo médico patologista. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Dra Wany Lana Telefones: 11 4195.4500 | 4195.4546 Whatsapp para urgências: 11 99937.9969. Email: lana.machado@terra.com.br Site: www.wanylana.com.br e saiba mais sobre a saúde da mulher!


Varizes na gravidez “Durante a gravidez a quantidade de sangue que circula pelo organismo da mulher aumenta em 50% e, portanto, cresce o trabalho das veias que acabam ficando mais dilatadas...” • Varizes na gestação: Um grande problema das mulheres que engravidam já com varizes. Em geral, têm histórico familiar. A tendência é o agravamento destas varizes na gravidez e não há melhora depois do parto.

Além da hereditariedade, outros fatores que influem no aparecimento e/ou agravamento das varizes: • Aumento da progesterona, hormônio que dilata as veias; • Aumento do tamanho do útero, que comprime as veias do abdome e da região pélvica, dificultando a circulação e subida do sangue das pernas para o coração.

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Depois de acordar e ir ao banheiro, ela deve voltar para a cama e colocar as pernas na parede a 45º por 15 minutos. A meia deve ser vestida nessa posição, deitada e com as pernas para cima

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eias dilatadas e tortuosas, as varizes se desenvolvem sob a pele e, dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou grosso calibre. Em geral, provocam dor, inchaço e cansaço. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular, são fatores de risco para o surgimento das varizes: idade, sexo, história familiar, obesidade, traumatismo nas pernas, exposição ao calor por tempo prolongado, tabagismo, sedentarismo, pílulas anticoncepcionais, reposição hormonal e a gravidez. “Durante a gravidez a quantidade de sangue que circula pelo organismo da mulher aumenta em 50% e, portanto, cresce o trabalho das veias que acabam ficando mais dilatadas”, explica Edilson Ogeda, ginecologista

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O ideal é um aumento de peso entre 9 e 12 quilos durante a gestação. “No entanto, há mulheres que aumentam nove quilos e desenvolvem varizes, outras, 18 quilos e não têm absolutamente nada”, conta.

e obstetra do Hospital Samaritano. “Mas existe uma predisposição pessoal que é soberana e está acima de outros fatores”, diz. As varizes podem ser classificadas em: • Varizes da gestação: Veias aparentes mais sobressaltadas, que ocorrem em mulheres sem antecedentes familiares ou varizes antes da gravidez. Melhoram muito com o término da gestação - praticamente voltam ao que eram antes.

É possível prevenir Gestantes atentas ao aumento exagerado de peso têm menos chance de desenvolver varizes na gestação. “Toda mulher que tem uma sobrecarga menor corre menos risco de desenvolver varizes”, explica Ogeda. O ideal é um aumento de peso entre 9 e 12 quilos durante a gestação. “No entanto, há mulheres que aumentam nove quilos e desenvolvem varizes, outras, 18 quilos e não têm absolutamente nada”, conta. O uso das meias elásticas é uma das melhores maneiras de prevenir as


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Para isso, o obstetra orienta o uso da meia elástica de leve a média compressão e chama a atenção para a forma de usá-la: “Muitas grávidas põem o pé no chão para vestir a meia, e assim não funciona

Uma sugestão curiosa é o uso do salto alto pela grávida. “Algumas gestantes hesitam em usar salto alto”, conta Ogeda. “É claro que ela não irá usar salto 15, porque a probabilidade de torcer o tornozelo é grande, pois as articulações ficam mais frouxas nesta fase

varizes. Para isso, o obstetra orienta o uso da meia elástica de leve a média compressão e chama a atenção para a forma de usá-la: “Muitas grávidas põem o pé no chão para vestir a meia, e assim não funciona. No momento em que ela pisa o chão, a veia dilata. Depois de acordar e ir ao banheiro, ela deve voltar para a cama e colocar as pernas na parede a 45º por 15 minutos. A meia deve ser vestida nessa posição, deitada e com as pernas para cima. Se não for assim, não adianta”, alerta. A função das meias elásticas é de contenção sobre as veias, que não dilatam mais do que o permitido. Entre os inconvenientes desta forma de prevenção estão: o tempo que se gasta e o esforço físico para vestir a meia elástica, além das altas temperaturas, principalmente no verão. Uma sugestão curiosa é o uso do salto alto pela grávida. “Algumas ges30

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tantes hesitam em usar salto alto”, conta Ogeda. “É claro que ela não irá usar salto 15, porque a probabilidade de torcer o tornozelo é grande, pois as articulações ficam mais frouxas nesta fase como um todo para permitir que os ossos da bacia se apartem milímetros e facilitem a saída do bebê. Porém, o salto alto comprime a

musculatura da panturrilha, (batata da perna) ajudando na prevenção das varizes”, indica o obstetra. O uso do salto alto tem, portanto, dois lados: o positivo, pois ajuda a contrair a musculatura, apertando as veias e impedindo a sua dilatação, e o negativo, que aumenta a probabilidade de torção e o risco de quedas.

Anote outras maneiras de cuidar das varizes na gravidez Colocar as pernas para cima, no final do dia, ajuda no retorno venoso; Fazer hidroginástica ou natação;

Evitar permanecer muito tempo sentada ou em pé; Caminhar; Cuidar do peso.


as Reuniões de pais

Saiba os motivos e a importancia dessas reuniões

Conhecendo o trabalho da escola com a criança Susane Lancman, coordenadora do ensino médio da Escola da Vila, em São Paulo, aponta que a reunião de pais: Antecipa aspectos do trabalho que precisam ser conhecidos, assim como os objetivos e os conteúdos curriculares próprios daquele momento escolar; Traz os informes de planejamento organizacional e os grandes combinados; Aborda temas importantes para cada fase (exemplo: avaliação externa, passagem de um segmento a outro, características da faixa etária); E, principalmente, visa ampliar a confiança no trabalho desenvolvido pela escola e favorecer a integração dos pais.

Esse contato no início do ano letivo é fundamental. Mais do que isso, é a base para o engajamento entre família e escola

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omeço de ano tem sempre aquela primeira – e muitas vezes única – reunião de pais na escola dos nossos filhos. Encaixar essa reunião na correria do dia a dia não é tarefa fácil, e, para piorar, os pais ficam, muitas vezes, com aquela pulga atrás da orelha: Será que é mesmo importante ir à reunião de pais? Para tentar minimizar essa dúvida, consultei três educa-

doras. Adivinha o que elas dizem? Sim! Esse contato no início do ano letivo é fundamental. Mais do que isso, é a base para o engajamento entre família e escola. Já o fato de ser única reunião em alguns casos é um problema que vamos tratar em outro momento. E elas apresentaram também uma porção de coisas interessantes. Dentre elas, motivos bem convincentes para a gente levar a sério esse primeiro momento do ano com a escola, alguns dos quais listo abaixo:

Susane Lancman, coordenadora do ensino médio da Escola da Vila, em São Paulo, aponta que a reunião de pais: Antecipa aspectos do trabalho que precisam ser conhecidos, assim como os objetivos e os conteúdos curriculares próprios daquele momento escolar 32

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Mostrar para as crianças que você valoriza a escola! Cristina Silveira, psicanalista e psicopedagoga, formadora da Escola de Pais, de Belo Horizonte, destaca que a família precisa dessa aproximação com a escola, pois:

A obrigação de educar é, antes de tudo, dos pais, que não podem se ausentar, precisam participar! É uma oportunidade para conhecer os valores que serão transmitidos a sua filho e discuti-los;

Quando vão à escola, os pais estão, ao mesmo tempo, mostrando para seu filho a importância que dão a ela. Assim, ele percebe o encantamento e o respeito dos pais pelo ambiente escolar, e se sente acolhido e valorizado. E, consequentemente, ele também passa a valorizar mais a escola. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4Daddy site: (www. 4daddy.com.br).


Coisas que os bons pais fazem Um pai de verdade se doa tanto quanto a mãe, de uma forma diferente obviamente, já que o homem não pode gestar, parir, amamentar…

uem disse que vida de pai é fácil? Não, não é. Um pai de verdade se doa tanto quanto a mãe, de uma forma diferente obviamente, já que o homem não pode gestar, parir, amamentar… Mas pode fazer por outro lado, e mostrar que é um pai nota 10! Por isso preparei uma lista com algumas coisas que os bons pais fazem: Desde a gravidez, ele mostra preocupação e amor pelo bebê – Ele te acompanha no pré-natal, está sempre do seu lado, te apoia e mostra carinho pelo bebê? Ah… isso é coisa que somente os bons pais fazem. Ele estava presente no nascimento do bebê – Nervoso ou calmo, agitado ou curioso, segurando sua mão ou esperando na sala de fora, cada homem reage de uma forma, mas se ele está presente no momento é o que importa. Isso é coisa de bons pais. Ele cuida das crianças – Ele não joga toda a responsabilidade pra você? Ele também cuida das crianças (muito bem por sinal)? Sim… isso é coisa de bons pais. Ele também acorda de madrugada – Ele acorda de madrugada para fazer sua parte com o bebê? Consegue alternar com você sem criar uma guerra mundial? Ah… isso é coisa de bons pais. Ele é ocupado, mas sempre arruma tempo para as crianças – Ele trabalha o dia inteiro, e mesmo cansado arruma um tempo para “corujar” os filhos? Isso é coisa de bons pais com certeza. Ele é ocupado, mas sempre arruma tempo para as crianças – Ele trabalha o dia inteiro, e mesmo cansado arruma um tempo para “corujar” os filhos

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Ele estava presente no nascimento do bebê – Nervoso ou calmo, agitado ou curioso, segurando sua mão ou esperando na sala de fora, cada homem reage de uma forma, mas se ele está presente no momento é o que importa

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O importante é ser sempre presente na vida dos filhos, fazer sua parte, passar bons exemplos

Ele abre mão das coisas quando é preciso, para priorizar os filhos – Abrir mão não é coisa somente de mãe, não mesmo. Um bom pai também abre mão de certas coisas quando necessário.

amigo e companheiro do filho O casamento não deu certo, mas ele ainda é presente – Uma coisa é fato, o casamento pode acabar, mas o vínculo com os filhos não. Ele pode ser um péssimo marido e um bom pai, é raro, mas sim… acontece. Ser presente, amigo e companheiro do filho, mesmo sem um relacionamento com a mãe, é coisa de bons pais. Ah… são tantas qualidades que os bons pais possuem. Esse texto é uma homenagem, não uma regra afirmando que somente quem segue esse padrão é um bom pai. Cada ser humano é único e possui sua própria forma de viver e amar, o importante é ser sempre presente na vida dos filhos, fazer sua parte, passar bons exemplos, amar e se permitir ser muito amado pelos pequenos. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Super mamães.


E a introdução alimentar? Parece que não acontece! to para comer aos seis meses, e nem todo bebê não está pronto para comer aos 5 meses e meio. É, como a maior parte das coisas da vida, individual e peculiar. E quando isso acontece umas das principais dúvidas e receio dos pais é sobre a nutrição do bebê enquanto ele não come alimentos sólidos. A introdução alimentar passa por duas principais razões de ser: acertar alguns nutrientes para as necessidades dos bebês, especialmente Ferro e para o bebê conhecer os alimentos. A necessidade de Ferro do bebê realmente aumenta quando chegam os seis meses. Passa de 0,27mg para 11mg por dia. A introdução alimentar também serve para aumentar a oferta de Ferro. A necessidade de Ferro varia entre muitos fatores. Nós temos reservas de ferro, e essa reserva começa ainda na gestação, principalmente no final da mesma. Logo, quem nasce a termo, na data que o bebê escolhe, tem uma maior reserva de ferro. Também quem esperar 2 minutos para clamplear o cordão umbilical, como é solicitado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, tem mais reserva de

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A necessidade de Ferro varia entre muitos fatores. Nós temos reservas de ferro, e essa reserva começa ainda na gestação, principalmente no final da mesma. Logo, quem nasce a termo, na data que o bebê escolhe, tem uma maior reserva de ferro

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ocê se preparou. Em geral, acontece mais com quem segue a cartilha certinha: vou esperar os seis meses para fazer a introdução alimentar. Escolhe os alimentos a dedo, aquela receita maravilhosa, faz, investe tempo (e olha que cozinha não era o seu forte!). E o bebê simplesmente não se interessa. Bom, você pensa: pode ser que amanhã melhore. Só que a reação da criança vai piorando. Vai de disfarçar veemente, olhando para o lado enquanto, bater a mão na colher, chorar ou achar que o cadeirão tem espinhos. Como eu fujo daqui? Alguns bebês simplesmente podem não estar preparados para comer. E como aos seis meses estão mais ativos, consegue demonstrar com mais eficiência sua particular situação do que um bebê mais novo. A preparação para comer se dá por sinais fisiológicos. Primeiro eles olham muito, para nossas bocas, enquanto a gente come. Sentam-se sozinhos. Pegam os alimentos. Conseguem mastigar. Por fim, engolir. Apesar do marco de idade que em geral, orientamos, nem todo bebê está pron-

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O ferro do leite humano é incrível O ferro contido no leite materno é altamente biodisponível (50%) podendo chegar a 70%. Fórmula à base de leite de vaca varia entre 10 a 20% (Giugliani, 2000; OSÓRIO, 2002; Oliveira, 2005; Ramos, 2008). Nem uma carne, fígado ou outro alimento tem um ferro tão biodisponível assim. Pensando na orientação da maior parte dos médicos, só caldo da carne que é uma ótima fonte de ferro; se todos seguirem essa premissa os bebês ficariam anêmicos mesmo comendo bem a introdução alimentar. O organismo tem certas peculiaridades que nunca vamos descobrir. Sabemos que em geral, ele sabe o que fazer para viver bem. Se a questão for o ferro, avaliar esses pontos. E se necessário, suplementar.


Mas o maior risco do bebê que não come está longe de ser o risco nutricional, como mostrou o estudo feito por Chatoor em 2004, que mostrou que o conflito nas refeições tem uma forte correlação com baixo desempenho das crianças em testes de desenvolvimento

ferro, quem não deu leite de vaca para o bebê antes do primeiro ano de vida, possuí mais reserva de ferro e quem nunca teve que fazer um exame de sangue tem mais reserva de Ferro. E não adianta apenas ofertar ferro. O ferro precisa ser absorvido. Mas o maior risco do bebê que não come está longe de ser o risco nutricional, como mostrou o estudo feito por Chatoor em 2004, que mostrou que o conflito nas refeições tem uma forte correlação com baixo desempenho das crianças em testes de desenvolvimento, ao contrário de baixo peso (a criança não comer até o fim, atrapalhar seu ganho de peso!). Olha que maluco. Ficar muito magro por não comer é melhor do que ser forçado a comer, pensando no desenvolvimento do bebê. Daí, com a preocupação e com a recusa, aparecem os riscos comportamentais de alimentação. Não come? Vou bater a papinha no liquidificador. Não come? Vou botar vídeo pra ver se come. Não come? Vou colocar aqui um alimento.. hum... mais “gostoso” no meio, para ver, afinal, se come. Ainda estamos na cultura do “o importante é que coma, não importa como”. Pena isso. Porque a introdução alimentar serve, principalmente, como um marco

Afinal, se essa introdução for ruim, ruim no sentido de falta de prazer o início da vida alimentar daquela criança não foi como deveria ser

de relacionamento com a comida. O que é comida pra mim? O que são as comidas que eu gosto? Afinal, se essa introdução for ruim, ruim no sentido de falta de prazer, o início da vida alimentar daquela criança não foi como deveria ser. Bebês parecem reter memórias emocionais e ficam assustados ao depararem com um alimento que lhes recorde uma sensação ruim, como a de ser forçado a comer. E eles tendem a generalizar os alimentos por cor ou aparência. Quando recebemos crianças maiores no consultório com a queixa de “não come”, muitas vezes, já começou complicado. Ainda não estou preparada para esse tipo de relacionamento

Sobre conhecer os alimentos: você sabe como é um relacionamento. A gente se aproxima, paquera e namora. O relacionamento alimentar se dá mais ou menos da mesma forma. Seu bebê sentiu sabores enquanto estava na sua barriga. Depois, sabores diferentes no leite materno. Ele vê você comer. Ele vê que, ao contrário da experiência dele, quando você come o alimento “some” (e o peito ou a mamadeira ainda está lá!) Como assim? Se esse relacionamento é, desde o início, permeado de sensações estranhas, de insegurança, de certo tipo de violência (sim, forçar a comer é uma violência), esse relacionamento já começa abusivo.

Daí, com a preocupação e com a recusa, aparecem os riscos comportamentais de alimentação. Não come? Vou bater a papinha no liquidificador. Não come? Vou botar vídeo pra ver se come. Não come? Vou colovcar aqui um alimento.. hum... mais “gostoso” no meio, para ver, afinal, se come

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dicas e sugestões de uma alimentação saudável para o seu filho

1. A primeira resposta é: paciência e

persistência. Deixe o bebê explorar o alimento na íntegra. Como no BLW ou na alimentação participativa, deixe-o ter as primeiras experiências alimentares ainda no seu colo. Depois ele vai para o cadeirão, quando estiver pronto. Não faça seu bebê passar fome para aceitar os alimentos!

2. Bebês não entendem que comida

é para matar a fome. Portanto, ao contrário que fazemos com as crianças maiores, que é organizar a rotina alimentar com diferença de horários os bebês podem sim, mamar depois de uma recusa.

3. É da natureza do bebê comer mais

e mamar menos com o tempo. Não precisamos fazer nada para que isso aconteça, basta esperar. Enquanto isso, alimente com o leite.

4. Deixar o bebêv com fome para tentar

alimenta-lo com comida sólida vai

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resultar em muito choro, exaustão e por fim um bebê vencido pelo cansaço. Seja gentil com ele. A criança não sabe ainda, como é comer, então procoure mostrar o caminho com calma. 5. Mas no tempo dele! E você vai

estar lá, pronta para acompanhar suas aventuras alimentares. Com resiliência de saber que nós, afinal, não podemos controlar tudo.

6. E o seu bebê, que nada controla,

a não ser o quanto de alimento que ele coloca para dentro do corpinho, quer reivindicar seu direto, de ser, afinal um indivíduo que deve, acima de tudo, ser respeitado e amado.

7. Não tem nada haver com bebê

quem mama com a mamadeira ou mama no peito. Tirar o aleitamento não vai ajudar nesse processo!

8. Fique firme nas decisões que lhe cabem:

escolher o que dar, quando dar, como dar. Não abra mão das suas responsabilidades alimentares a troco de mais uma colher. Por quê? A troco de quê? Uma colherada de comida é uma colherada de comida. Nada, além disso.

9. A nutrição do bebê, na maior parte

das vezes, até o primeiro ano, vem principalmente do leite. Esse sim, indispensável para seu desenvolvimento.

10. Bebês muito abaixo do peso precisam

ser examinados e investigar as causas. Alergias alimentares, dores para comer, podem ser motivos de recusa e precisa ser avaliado. Anemia já instalada também. Na dúvida, procure uma nutricionista. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Dra. Karine N. C. Durães CRN: 19.559 Nutricionista Materno Infantil - blog: http:/ nutricionistainfantil.blogspot.com.br.


Levanta a mão quem já fez o

Teste do Pezinho O Teste do Pezinho é um exame rápido em que gotinhas de sangue do calcanhar do bebê são coletadas e tem a finalidade de diagnosticar e impedir o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que podem levar à Deficiência Intelectual ou causar prejuízos à qualidade de vida. É um exame essencial e pode fazer toda a diferença no futuro da criança. Muitas das doenças não apresentam sintomas ao nascimento. O Laboratório APAE DE SÃO PAULO é o maior em número de crianças triadas e possui tecnologia de última geração para realizar um dos mais completos Testes de Triagem Neonatal do Brasil, que identifica até 50 doenças. QUALIDADE E CONFIANÇA • Serviço de Referência em Triagem Neonatal, credenciado pelo Ministério da Saúde.

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Gêmeos bivitelinos, univitelinos… Por extensão, as crianças nascidas de partos triplos, quádruplos ou mais também são chamadas de gêmeos/gémeos. Apesar de não haver uma estatística precisa

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hama-se gêmeos (português brasileiro) ou gémeos (português europeu) a dois ou mais irmãos que nascem de uma mesma gestação da mãe, podendo ser idênticos ou não. Por extensão, as crianças nascidas de partos triplos, quádruplos ou mais também são chamadas de gêmeos/ gémeos. Apesar de não haver uma estatística precisa, estima-se que uma gravidez dentre cada 85 seja gemelar.

Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. É possível gêmeos bivitelinos terem pais diferentes, este fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal

Bivitelinos Os gêmeos bivitelinos (ou fraternos) são dizigóticos ou multivitelinos, ou seja, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos e esses são fecundados por dois espermatozóides, formando assim, dois embriões. Quase sempre são formados em placentas diferentes e não dividem o saco amniótico. Os gêmeos fraternos não se assemelham muito entre si, podem ter ou não o mesmo fator sanguíneo e

podem ser do mesmo sexo ou não. Também são conhecidos como gêmeos diferentes. Na verdade são dois irmãos comuns que tiveram gestação coincidente. Representam 66% de todas as gestações gemelares, e neste tipo de gestação, um terço tem sexos diferentes, enquanto dois terços o mesmo sexo. Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. É possível gêmeos bivitelinos terem pais diferentes, este fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal,[2] sua ocorrência é possível se a mulher liberar dois óvulos durante o mesmo ciclo e ambos forem fertilizados por dois homens diferentes, como resultado de relações sexuais num intervalo menor que 48 horas, caso em que a mulher poderá engravidar de ambos os homens. Siameses Os gêmeos xifópagos ou siameses são monozigóticos, ou seja, formados a partir do mesmo zigoto. Porém, nesse caso, o disco embrionário não chega a se dividir por completo, produzindo gêmeos que estarão ligados por uma parte do corpo, ou têm uma parte do corpo comum aos dois. O embrião de gêmeos xifópagos é, então, constituído de apenas uma massa celular, sendo desenvolvido na mesma pla-

centa, com o mesmo saco aminiótico. O termo “siameses” originou-se de uma famosa ocorrência registrada desse fenômeno: os gêmeos Chang e Eng, que nasceram no Sião, atual Tailândia, em 1811, colados pelo ombro. Eles casaram, tiveram 22 filhos e per-

Estima-se que dentre 40 gestações... Gemelares monozigóticas, uma resulta em gêmeos interligados por não separação completa. Num outro tipo de gêmeos xifópagos (hoje sabidamente mais comum) a união acontece depois, ou seja, são gêmeos idênticos separados que se unem em alguma fase da gestação por partes semelhantes: cabeça com cabeça; abdômen com abdômen; nádegas com nádegas, etc. Ao ver-se alguma notícia de gêmeos que foram “separados” por cirurgia, trata-se quase sempre de um caso desses.

maneceram unidos até o fim de seus dias, tendo falecido com um intervalo de 3 horas um do outro. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Angela Maria de Sousa Vilhena.

Univitelinos

Quando um óvulo é produzido e fecundado por um só espermatozóide e se divide em duas culturas de células completas, origina os gêmeos monozigóticos ou univitelinos ou idênticos, os quais possuem o mesmo genoma. Apenas um terço das gestações são de gêmeos univitelinos. Apesar de serem considerados clones e possuírem o mesmo DNA, gêmeos idênticos não possuem as mesmas impressões digitais devido a que, mesmo num pequeno espaço dentro do útero materno, eles têm contatos com partes diferentes desse ambiente.

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O que é o bebê chiador?

É importante lembrar que nem todo barulho no pulmão é sibilância. Às vezes a criança pode ter um resfriado e apresentar roncos no pulmão

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uitos bebês tem bronquiolite, uma inflamação dos bronquíolos causada por vírus, e depois nunca mais voltam a ter o “chiado” no peito. Mas cerca de 40% dos bebês demoram para conseguir resolver esse chiado, ou voltam a ter crises de chiado algumas vezes. O que é o bebê chiador ou lactente sibilante? O bebê chiador, ou lactente sibilante, é aquele bebê que vira e mexa apresenta chiado no peito precisando de tratamento, igual à bronquiolite. Aqueles bebês que já tiveram mais de 3 episódios de sibilância, ou que a sibilância dura

mais de 30 dias sem melhora são os chamados bebês chiadores. Normalmente as crises são desencadeadas por quadros virais, como o resfriado, mas outros fatores também podem desencadear a crise, como mudanças bruscas de temperatura, exercícios físicos, contato com alguns alérgenos ou ainda a crise pode aparecer sem uma causa específica. É importante lembrar que nem todo barulho no pulmão é sibilância. Às vezes a criança pode ter um resfriado e apresentar roncos no pulmão devido a secreção mas não ter o chiado (sibilos). Outras vezes a mãe não escuta o chiado, mas o médico identifica o chiado ao examinar a criança. Por isso é importante que um médico avalie a criança durante as crises.

Aqueles bebês que já tiveram mais de 3 episódios de sibilância, ou que a sibilância dura mais de 30 dias sem melhora são os chamados bebês chiadores. Normalmente as crises são desencadeadas por quadros virais, como o resfriado, mas outros fatores também podem desencadear a crise, como mudanças bruscas de temperatura

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O tratamento vai depender das características das crises e do paciente. Em crises leves e pouco frequentes pode ser que seu pediatra apenas acompanhe o quadro. Porque pode valer mais a pena tratar as crises do que usar medicação todos os dias

Nos casos mais graves ou que o bebê começa a ter crises muito frequentes e que demoram para se resolver será melhor fazer um tratamento preventivo

Quais fatores podem influenciar nas crises? Alguns fatores de risco como prematuridade, EXPOSIÇÃO AO CIGARRO, casos de asma na família, e crianças que frequentam a pré-escola podem ter um risco maior de voltar a apresentar as crises.

Nos casos mais graves ou que o bebê começa a ter crises muito frequentes e que demoram para se resolver será melhor fazer um tratamento preventivo, que evite o aparecimento das crises

Tem diferença entre o bebê chiador e a asma? Os sintomas de cansaço, tosse e chiado no peito são comuns nas duas condições, mas é difícil fazer o diagnóstico de asma em crianças tão pequenas. Os exames de alergia são pouco específicos até os 2 anos. A maioria desses bebês irá parar de apresentar o chiado até os 6 anos, à medida que forem crescendo e desenvolvendo o pulmão. Por isso, quando bebês, são chamados de lactentes sibilantes, porque ainda não é possível definir se eles terão asma ou não quando forem maiores. Os bebês que apresentam outras doenças alérgicas, como dermatite atópica ou rinite alérgica, que tem

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um dos pais com asma, e que tem chiado mesmo quando não estão resfriados, apresentam maior risco de serem asmáticos. Qual é o tratamento do bebê chiador? O tratamento vai depender das características das crises e do paciente. Em crises leves e pouco frequentes pode ser que seu pediatra apenas acompanhe o quadro. Porque pode valer mais a pena tratar as crises do que usar medicação todos os dias já que ele não tem muitas crises e elas são leves. Nos casos mais graves ou que o bebê começa a ter crises muito frequentes e que demoram para se resolver será melhor fazer um tratamento preventivo, que evite o aparecimento das crises. Assim o bebê tem menos chance de apresentar crises graves que precisem de internação ou que tragam riscos para o desenvolvimento dele. Os medicamentos para evitar as crises envolvem corticoides inalatórios, ou medicação oral que ajudam a diminuir a inflamação no pulmão. Ne-

nhum remédio está isento de efeitos colaterais, e o que funciona para um pode não ser adequado para outro. Cada caso deve ser avaliado individualmente pelo pediatra, e se possível acompanhado por um alergista ou pneumologista pediátrico. Por que é importante o acompanhamento médico? Outras doenças que podem contribuir ou causar chiado precisam ser descartadas, como a doença do refluxo gastro-esofágico, fibrose cística, alterações anatômicas, imunodeficiência e outras infecções pulmonares. As crises afetam a qualidade de vida dos bebês e da família e podem atrapalhar o desenvolvimento normal do pulmão. O médico irá prescrever o tratamento adequado e ir ajustando a dose dos remédios com o tempo, para que ele não use mais medicação do que o necessário. As doses variam de acordo com o caso. Nunca use nenhuma medicação se não for prescrita pelo seu médico. Créditos: Dra. Fernanda Freire Médica especialista em Pediatria, Alergia e Imunologia pela UNIFESP. Mestre em Imunologia pela Universidad Complutense de Madrid (Espanha). Criadora do site seupediatra.com, onde escreve outros textos sobre cuidados com as mães e filhos. Atende em consultório particular em São Paulo-SP. CRM-SP 130329 www.seupediatra.com.


Ensine seu filho a dormir Entenda algumas razões que podem atrapalhar as crianças durante o processo de aprendizagem de sono!

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om ajuda de uma consultora de sono ou não, quando existe alguma dificuldade nas sonecas e no sono da noite, a maioria das famílias procuram informações na internet, livros ou em programas de tv para ajudar no sono das crianças. Entretanto o que várias clientes nos falam, é que já tentaram de tudo, mas nada funciona, nenhum método dá certo. Por que isso pode acontecer?

Bebês muito exaustos choram mais e demoram a dormir, o que faz com que os pais desistam do aprendizado mais rápido, acreditando que não vai funcionar. Veja o tempo que seu filho consegue ficar acordado e trabalhe dentro desta janela de sono.

A janela de sono do seu bebê Vamos nos colocar no lugar das crianças – você prefere tentar algo novo, iniciar um aprendizado, quando está caindo de cansaço ou quando está mais disposto? Sabendo da resposta, pense como é para uma criança começar a aprender a dormir sozinha se ela está exausta, se os pais pularam a soneca na esperança de aumentar o sono da noite ou se brincaram tanto com o bebê antes do sono que o corpo da criança começou inclusive a produzir hormônios para se manter acordada! Bebês muito exaustos choram mais e demoram a dormir, o que faz com que os pais desistam do aprendizado mais rápido, acreditando que não vai funcionar. Veja o tempo que seu filho consegue ficar acordado e trabalhe dentro desta janela de sono. Em todos os métodos de aprendizagem, uma hora ou outra, seu filho irá acordado para o berço e, certamente será mais fácil para ele (e para os pais!), se ele estiver preparado para dormir, porém não no limite da exaustão.

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Vamos nos colocar no lugar das crianças – você prefere tentar algo novo, iniciar um aprendizado, quando está caindo de cansaço ou quando está mais disposto?

Muitas vezes os pais começam com toda energia a aplicar algum método de aprendizagem mas alguns esquecem que mudar os padrões de sono da criança é um processo, que pode demorar 01, 02 03 meses ou mais

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importante

Nosso corpo é feito para dormir de noite, então temos melatonina, silêncio e a escuridão – grandes indutores de sono. Muitas vezes, aprendendo a dormir de noite, seu filho replica o aprendizado de dia com muito mais facilidade do que tentar o contrário.

Você não está sendo consistente e persistente com o método escolhido Muitas vezes os pais começam com toda energia a aplicar algum método de aprendizagem mas alguns esquecem que mudar os padrões de sono da criança é um processo, que pode demorar 01, 02 03 meses ou mais. No início a criança já apresenta alguma mudança, mas regressões no meio do processo são recorrentes e é importante se manter firme e consistente para que os resultados apareçam e principalmente que firmem.

Você escolheu o método certo para seu filho? Precisamos pensar em dois fatores principais na hora de escolher um método de aprendizagem de sono: o perfil de quem vai aplicar o método e o perfil da criança. São fatores chaves para o sucesso. Não adianta tentar um método onde usamos demais o colo, por exemplo, (porque a mãe não quer colocar a criança no berço, não quer sair de perto, não aguenta ver a criança sozinha mesmo que não estiver chorando) se a criança não gosta de colo para dormir (e alguns não gos-

tam!). Neste caso, a mãe pode ficar perto, mas o colo só deve ser usado como último recurso – existe método adequado para estes casos. Isso é só um exemplo, mas levar em consideração o que funciona para aquela criança é muito importante para ter sucesso em um processo de aprendizagem de sono. Você pode estar começando seu método na hora errada Muitas famílias querem começar um aprendizado de sono pelas sonecas. Isso se dá porque já estamos acordados e dedicados para a criança e realmente o sono do dia é bastante sensível e muitas vezes a hora da soneca é um momento de grande dificuldade. Entretanto é muito mais difícil começar um aprendizado de sono pela soneca do que pelo sono da noite! Nosso corpo é feito para dormir de noite, então temos melatonina, silêncio e a escuridão – grandes indutores de sono. Muitas vezes, aprendendo a dormir de noite, seu filho replica o aprendizado de dia com muito mais facilidade do que tentar o contrário.

Então a dica é: se seu filho tem dificuldade com o sono do dia e da noite, comece sempre a ensiná-lo a dormir de noite, depois você pode passar para a primeira soneca e depois para as outras (se existirem). Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Maternity Coach - http://www.maternitycoach.com.br/blog.

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O sono do filho mais velho com a chegada do irmão Principalmente a mudança da rotina pode ser motivo do seu filho começar a despertar de madrugada e o principal motivo da mudança no sono, certamente é chamar atenção dos pais

E Chamar ou chorar de madrugada atenda rapidamente, mas o leve de volta para o quarto. Abrir exceções esta hora pode criar um padrão de sono que depois será difícil de tirar

xistem algumas coisas que podem atrapalhar o sono da criança e uma delas é a chegada de um irmão. Mesmo para as crianças que dormem muito bem, a atenção dos pais e dos familiares para o novo membro da família e principalmente a mudança da rotina pode ser motivo do seu filho começar a despertar de madrugada e o principal motivo da mudança no sono, certamente é chamar atenção dos pais.

A chegada ao novo irmão significa perder um pouco a atenção dos pais, então ter um tempo antes do sono com seu filho pode ser de grande ajuda para que ele não precise de você de madrugada.

Faça uma festa do irmão mais velho! Convide algumas (poucas) pessoas para celebrar o fato do seu filho ter virado o irmão mais velho. Um pequeno bolo e algo que seu filho goste de comer, além de uma lembrança, podem ajudar muito, já que seu filho certamente se sentirá importante e valorizado. Sua casa receberá visitas onde o centro das atenções será o bebê, então esta primeira comemoração pode fazer seu mais velho passar por este momento com tranquilidade.

Se ele começar a ir para o seu quarto... Chamar ou chorar de madrugada atenda rapidamente, mas o leve de volta para o quarto. Abrir exceções esta hora pode criar um padrão de sono que depois será difícil de tirar, já que a mãe estará certamente cheia de tarefas, muitas vezes cansada, então vale muito a pena um esforço de noite para manter os hábitos do seu filho mais velho. Por último, converse sempre com seu filho e explique a situação. Muitas vezes achamos que as crianças não vão entender, mas uma boa conversa pode fazer uma diferença enorme. As crianças são incríveis, surpreendentes e muito adaptáveis na maioria das vezes, então uma boa conversa e um pouco de atenção no fim do dia já são atitudes que irão ajudar seu filho a manter um bom comportamento de sono.

Mantenha a rotina de sono com o mais velho. Muitas vezes é necessário fazer ajustes nos horários para encaixar mamadas e dividir a atenção com o pequeno, mas especialmente se você tiver ajuda, tente fazer o ritual de sono com seu filho mais velho.

Aumente os elogios para seu filho. Muitas vezes ele irá fazer coisas para chamar a sua atenção, então quando algo de bom acontecer, incentive e diga o quanto ele é importante.

Deixe o irmão mais velho “participar” dos cuidados com o pequeno Peça ajuda em uma troca, deixe que seu filho escolha o pijama e a roupa do irmão, ajude (o quanto possível) no banho. Deixar seu filho fazer algumas escolhas quanto ao novo irmão também pode fazer com que ele se sinta importante, participativo e isso pode evitar alterações grandes no comportamento. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Maternity Coach - http://www.maternitycoach.com.br/blog.

As crianças são incríveis, surpreendentes e muito adaptáveis na maioria das vezes, então uma boa conversa e um pouco de atenção no fim do dia já são atitudes que irão ajudar seu filho a manter um bom comportamento de sono

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Uma geração mais influente

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teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos da geração y é o mais influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a referência estética. E os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão dominado. Segundo a câmara de comércio dos EUA, sua influência no consumo de suas famílias no país alcança atualmente o equivalente a 1,8 trilhões de reais.

Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Por meio de aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. As primeiras marcas, a princípio desnorteadas, já detectam a tendência, e algumas empresas – como a Starbucks (com a colaboração de receitas personalizadas) ou a Nike (que permite aos clientes desenharem os tênis) – estão lan-

çando campanhas em que o consumidor é parte do processo de construção do produto. Já não se trata somente de personalizar, mas de participar da criação. Essa é a estratégia que as empresas deverão seguir para estabelecer empatia com seus novos clientes, segundo avalia a influente pensadora e economista inglesa Noreena Hertz, que acaba de publicar um estudo com 2.000 jovens ingleses e norte -americanos dessa faixa de idade. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4Daddy site: (www.4daddy.com.br) – autor: Carlos Eduardo Coan Junior é administrador de empresas com pósgraduação em Marketing pela ESPM. Mais de 25 anos de experiência profissional na área comercial e de desenvolvimento de pessoas e treinamento, em empresas de forte expressão no mercado nos ramos de varejo, indústria e serviços. Atualmente é Diretor na Coan Academy, Consultoria de Treinamento.

Essa é a estratégia que as empresas deverão seguir para estabelecer empatia com seus novos clientes, segundo avalia a influente pensadora e economista inglesa Noreena Hertz

Novas Gerações pela frente Ela os chama de geração K, uma referência a Katniss Everdeen, heroína de Jogos Vorazes que se rebela contra o poder em uma paisagem de distopia pós-democrática, embora admita que se trate do mesmo segmento populacional. “Estão muito moldados pela tecnologia, mas muito mais pela recessão e as políticas de austeridade. Um total de 77% está preocupado em não se endividar. É uma geração altruísta, nada egoísta. Vai se mostrar forte e politicamente sensibilizada por questões como a desigual-

dade economia e social. E 95% pensam que se deve ajudar a quem precisa, mas estão muito desiludidos com a política tradicional.” De fato, segundo sua pesquisa, somente um de cada 10 confia em seu Governo. Só nos resta refletir como devemos agir com nossos filhos “geração Y” e, ter a percepção que eles não estudam em escolas adequadas para seu novo ritmo de vida e, as empresas muito menos. Devemos estar próximo deles e, poder observar e ouvir seus medos e objetivos, podendo assim adequá-los ao novo “way of life”.

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O que é ultracongelamento? “ O ultracongelamento tem por finalidade conservar as características intrínsecas dos alimentos mediante um processo de congelamento mais rápido...”

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o congelar alimentos no freezer de casa, cristais de gelo formam-se dentro das células dos alimentos. Quando descongelados, nutrientes são eliminados com a água, comprometendo a cor, a textura e o sabor. Por isso, todos os ingredientes utilizados pelo Empório da Papinha passam pelo processo de ultracongelamento, um método mui-

to mais eficiente, rápido e seguro de conservação. O ultracongelamento tem por finalidade conservar as características intrínsecas dos alimentos mediante um processo de congelamento mais rápido. Para isto, é necessário atingir em todos os pontos do produto uma temperatura igual ou inferior a -18°C, no menor tempo possível, tornando, assim, inviável o crescimento bacteriano e retardando a maioria das reações químicas / enzimáticas que possam alterar a quali-

Os ingredientes utilizados pelo Empório da Papinha passam pelo processo de ultracongelamento, um método muito mais eficiente, rápido e seguro de conservação

dade dos gêneros alimentícios. Essa é a grande diferença do ultracongelamento para o congelamento lento (realizado em freezer), pois neste o crescimento bacteriano e as reações químicas e enzimáticas continuam acontecendo. O Empório da Papinha utiliza um equipamento de ultracongelamento que garante que o alimento saia da temperatura 100°C para -30°C em apenas duas horas. Não há nos processos do Empório da Papinha nenhuma adição de conservante, corante ou estabilizante. As características sensoriais dos alimentos preparados de forma convencional e artesanal não são alteradas pelo ultracongelamento, deixando, dessa forma, nossas comidinhas ainda mais saudáveis e gostosas. Gislaine Donelli – Nutricionista do Empório da Papinha.

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As características sensoriais dos alimentos preparados de forma convencional e artesanal não são alteradas pelo ultracongelamento, deixando, dessa forma, nossas comidinhas ainda mais saudáveis e gostosas

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Prevenção e tratamento da obesidade infantil

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Estados brasileiros, mostram que cerca de 23% das crianças da 1ª a 4ª a série do ensino fundamental apresentam excesso de peso

obesidade é uma disfunção que assusta cada vez mais pelos seus índices, no Brasil e no mundo. O endocrinologista Dr. Alfredo Halpern ( chefe do grupo de Obesidade e Doenças Metabólicas do Serviço de Endocrinologia do Hospital Israelita Albert Einstein e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) lembra, como a maioria dos especialistas, que “obesidade não é falta de caráter ou sem-vergonhice”, é uma doença e deve ser tratada desta forma. Segundo os dados da Organização Pan-Americana de Saúde, da SBEM, “os inquéritos populacionais têm registrado um alarmante aumento na incidência de obesidade no Brasil nas últimas três décadas”. O documento mostra que, entre 1975 e 1997, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou de 8 para 13% em mulheres; de 3 para 7% em homens; e de 3 para 15% em crianças.

obesidade infanto-juvenil Estes números mostram que a prevalência de obesidade infanto-juvenil no Brasil subiu 240% nas últimas duas décadas. Para o endocrinologista pediátrico, Dr. Luiz Cláudio Castro, é fundamental investir a reeducação dos hábitos alimentares e de atividade física na população infantil. “A educação é o instrumento mais valioso e eficaz para bloquearmos este aumento na incidência da obesidade e suas complicações, de forma a evitarmos que se realize a previsão de que 35% da população adulta brasileira estará obesa em duas décadas (2025)”.

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Não basta trabalhar apenas com informações nutricionais, mas estimular a atividade física. Além disso, ele enfatiza que a proposta não deve restringir o trabalho às crianças acima do peso. Todas devem estar envolvidas. O Programa Escola Saudável tem trabalhado nestas esferas. Os dados preliminares, com mais de 2000 crianças da 1ª à 4ª série do ensino fundamental, em vários Estados brasileiros, mostram que cerca de 23% das crianças da 1ª a 4ª a série do ensino fundamental apresentam excesso de peso (variando de 20 a 33% entre as Regiões), e a obesidade atinge cerca de 10% (variando de 5 a 12%), sendo os índices mais baixos no Nordeste e os mais altos no Sudeste e nas escolas particulares. Desencadeadores Causada principalmente pela ingestão inadequada de alimentos e falta da prática de exercícios físicos, a obesidade é também desencadeada por fatores ambientais, além de biológicos, hereditários e psicológicos. Seu tratamento requer um diagnóstico detalhado, orientação nutricional e mudanças no estilo de vida. Além disso, é necessário convencer a criança a se alimentar de forma diferente dos seus colegas. Na fase de crescimento é muito importante que os pais estejam atentos. Brincadeiras de rua, em grupos, são positivas tanto para o físico quanto para o emocional. O incentivo destas atividades possibilita uma maior socialização. Afinal, o isolamento provocado pela obesidade é natural, por se acharem diferentes do seu grupo.


Os cuidados com uma alimentação saudável devem ser aplicados desde o início da vida dos filhos. Pesquisas comprovam que os índices de obesidade crescem devido aos estilos de vida

Ainda segundo o especialista, o objetivo primordial do tratamento é que, no mínimo, a criança pare de engordar. “O ideal é alterar a alimentação diária de toda a família”, afirma. O Dr. Halpern indica que os cuidados com uma alimentação saudável devem ser aplicados desde o início da vida dos filhos. Pesquisas comprovam que os índices de obesidade crescem devido aos estilos de vida pouco saudáveis (com alimentação desregrada e sedentarismo). Assim, ao identificar o ganho excessivo de peso nas crianças, procure orientação médica. Vale lembrar que cerca de 10% da obesidade infantil é causada por distúrbios endócrinometabólicos. E, nestes casos, o diagnóstico e tratamento imediatos são ainda mais necessários. O tema Epidemiologia e Prevenção da Obesidade Pediátrica será tratado no dia 26 de agosto, durante o XI Congresso Brasileiro de Obesidade – presidido pelo Dr. Walmir Coutinho - que já em cerca de 1500 inscritos. Opções para auxiliar pais e filhos na luta contra a obesidade e suas consequências é uma das prioridades. O tema Epidemiologia e Prevenção da Obesidade Pediátrica será tratado no dia 26 de agosto, durante o XI Congresso Brasileiro de Obesidade –

Dicas e sugestões sobre a obesidade infantil A principal causa da obesidade é ambiental: alimentação inadequada e pouca atividade física. Menos de 5% dos casos se deve a doenças endocrinológicas. A hereditariedade pode ser um fator de risco, mas ela só se manifesta se o ambiente permitir. Em outras palavras, a genética só se manifesta se o ambiente for favorável ao excesso de peso. O tratamento e acompanhamento das crianças com excesso de peso envolvem vários aspectos e é sobretudo comportamental, enfocando reeducação nutricional e mudanças no estilo de vida. Um ponto importante, toda a família deve estar envolvida, pois os pais, antes de mais nada, devem dar o exemplo. Na fase de crescimento é muito importante que os pais estejam atentos quanto ao desenvolvimento orgânico e emocional dos seus filhos. Brincadeiras de rua, em grupos, são positivas tanto no aspecto físico quanto emocional. O incentivo a estas atividades possibilita uma maior socialização. Um dos grandes pontos de preocupação em relação

às crianças com excesso de peso é o receio de se isolarem, por se acharem diferentes do seu grupo. A orientação nutricional deve ser diferenciada. O ideal é que seja prazerosa. É interessante, também, que vá sendo implantada aos poucos, sem ser radical. O importante é que, tanto os pais quanto os endocrinologistas, trabalhem para que a criança não se torne um adulto obeso. De acordo com dados publicados no livro “Pontos para o Gordo” do Dr. Alfredo Halpern, a criança obesa na puberdade tem 40% de chances de manter este quadro na vida adulta. No caso de adolescentes, esta chance aumenta para 70%.

presidido pelo Dr. Walmir Coutinho - que já em cerca de 1500 inscritos. Opções para auxiliar pais e filhos na luta contra a obesidade e suas consequências é uma das prioridades. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (www. endocrino.org.br/prevencao-e-tratamento-da-obesidade-infantil).

Assim, ao identificar o ganho excessivo de peso nas crianças, procure orientação médica. Vale lembrar que cerca de 10% da obesidade infantil é causada por distúrbios endócrino-metabólicos. E, nestes casos, o diagnóstico e tratamento imediatos são ainda mais necessário.

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Saber pedir ajuda no pós-parto é fundamental Para muitas pessoas pedir ajuda para alguém é bem difícil. Em nossa sociedade individualista, somos ensinados a sermos – e é exigido que fossem – autossuficientes

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olta e meia falamos por aqui da importância de uma rede de apoio para um puerpério mais pleno, de como é válido identificar quem são as pessoas com as quais você grávida poderá contar no período pós-parto: pais, sogros, melhores amigos, tias, madrinhas, vizinhas. O que acontece é que não basta reconhecer as pessoas que fazem parte da sua rede de apoio. Depois de identificar as tarefas com que você vai precisar de auxílio (que no puerpério são todas as que você faz normalmente no seu dia a dia, já que você não vai querer fazê-las nem vai ter tempo para elas), é preciso conversar com essas pessoas, pedir ajuda, deixar claro que você conta com elas para isso ou aquilo especificamente.

Épreciso conversar com essas pessoas, pedir ajuda, deixar claro que você conta com elas para isso ou aquilo especificamente

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O primeiro desafio E é aí que surge o primeiro desafio do pós-parto, mesmo antes do pós-parto começar. Para muitas pessoas pedir ajuda para alguém é bem difícil. Em nossa sociedade individualista, somos ensinados a sermos – e é exigido que fossem – autossuficientes; crescemos sob a pressão de sermos capazes o suficiente, inteligentes o suficiente, fortes o suficiente, bons o suficiente para fazermos tudo por nós mesmos, sem precisar de ninguém. A partir daí, pedir ajuda passa a ser sinal de fraqueza, de fracasso, de inferioridade. Eis aqui um padrão a ser superado. Li há pouco numa revista que para pedir ajuda com segurança, é necessário estar convencido da honestidade e justeza do que se vai solicitar. Não há período mais justo


para se precisar de ajuda do que no puerpério. Uma nova configuração familiar, um bebê recém-nascido, uma nova mulher-mãe que não tem como saber ainda quem é exatamente, um novo pai. Um momento de novos vínculos, de renascimento. O começo da vida de um ser humano, que se refletirá no adulto que esse indivíduo será. Ajudar uma família no pós-parto é ajudar também a própria sociedade. Portanto, é honesto e justo pedir ajuda para esse momento de vida tão especial e único. Toda mãe recente merece ser ajudada Além disso, você precisa acreditar que você merece essa ajuda. Que pedir ajuda faz parte da vida e passa longe de ser sinal de fraqueza. Ao contrário, planejar o seu pós-parto com consciência, ter coragem e confiança para conversar com pessoas que naturalmente são significativas na sua vida é ser forte, ser brava, ser destemida, valorosa e ativa… Está vendo que só tem qualidade aí? Também é importante ter claro que algumas pessoas podem não poder ajudar, e que isso não tem que ser decepcionante para quem solicita o auxílio. O mais relevante é que, da mesma forma que você será sincera ao pedir a

ajuda, a pessoa seja sincera com você, e se comprometa realmente se puder. Receber ajuda no pós-parto é ainda estabelecer conexões com as pessoas da sua rede de apoio. É fortalecer vínculos, é espalhar amor. Permitir-se ser ajudada e saber pedir ajuda é chave para um pós-parto que ficará na lembrança como um momento intenso sim, mas que você conseguiu viver da melhor forma possível, graças à sua sabedoria de pedir ajuda e à bondade e carinho de quem terá lhe ajudado. Vale muito à pena!

Uma nova configuração familiar, um bebê recémnascido, uma nova mulhermãe que não tem como saber ainda quem é exatamente, um novo pai

O começo da vida de um ser humano, que se refletirá no adulto que esse indivíduo será. Ajudar uma família no pós-parto é ajudar também a própria sociedade. Portanto, é honesto pedir ajuda para esse momento de vida tão especial e único

dicas para o pós-parto Se as pessoas que fariam parte de sua rede de apoio não podem estar por perto, pense seriamente em contratar uma doula pós-parto. Ela ajudará você na preparação para esse período e no puerpério em si. E lembre-se que mesmo com uma boa rede de apoio, a doula pós-parto pode fazer diferença na sua experiência puerperal. Dulce Piacentini é doula pós-parto

ajuda no

pós-parto

e consultora em aleitamento materno na Abraço de Mãe, uma equipe de doulas que busca promover, com informação e apoio, o bem-estar da mulher da gestação ao pós-parto, através de serviços presenciais ou online. Saiba mais em www.abracodemae. com.Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Blog da Abraço de Mãe.

Receber ajuda no pós-parto é ainda estabelecer conexões com as pessoas da sua rede de apoio. É fortalecer vínculos, é espalhar amor

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Separação, filhos e família

Uma separação provoca alterações profundas na vida dos envolvidos: econômicas (ocorre, de modo geral, declínio no padrão familiar); de residência para pelo menos um dos pais

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família tem sofrido grandes alterações. Existe uma diversidade de tipos de família: monoparentais, homoafetivas e recompostas, para citar apenas alguns exemplos. E a separação de um casal, há pouco tempo impensável, hoje é vista como um fenômeno banal. Por outro lado, as maiores autoridades mundiais nos estudos sobre separação/divórcio, como Wallerstein e Blakeslee (1991), Wallerstein e Kelly (1998) e Johston e Campbell (1988), afirmam que este é um dos

eventos mais estressantes da vida. Uma separação provoca alterações profundas na vida dos envolvidos: econômicas (ocorre, de modo geral, declínio no padrão familiar); de residência para pelo menos um dos pais; no tipo de cuidado oferecido aos filhos (há menos um adulto por perto para dividir os afazeres domésticos e os cuidados com os filhos). Também é necessário um grande esforço psíquico para elaborar o luto de um casamento, de um ideal perdido, além do dispêndio de uma grande quantidade de energia psíquica para construir um novo projeto de vida sem o companheiro e com os filhos por cuidar.

Wallerstein e Blakeslee (1991) descrevem com primor que o processo de separação/divórcio é vivido de forma muito solitária. A solidariedade advinda em outros momentos difíceis da vida, por intermédio dos amigos e da família, não ocorre, na maioria dos casos, no momento da separação. Os amigos casados costumam afastar-se, seja por receio de ter que tomar partido de um dos membros do casal, seja pelo fato de a separação colocar em xeque suas próprias vidas junto aos seus companheiros. E os pais, presos em suas angústias diante de um futuro incerto, diante de questões práticas de difícil solução,

Wallerstein e Blakeslee (1991) descrevem com primor que o processo de separação/divórcio é vivido de forma muito solitária. A solidariedade advinda em outros momentos difíceis da vida, por intermédio dos amigos e da família, não ocorre, na maioria dos casos, no momento da separação

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muitas vezes não conseguem dar aos filhos a atenção de que estes necessitam. Todos sofrem: pais e filhos. Os filhos encontram-se, assim, ainda mais sozinhos e angustiados do que os pais. Wallerstein e Kelly (1998) descrevem como cada faixa etária vivencia o momento da separação. Contudo, a vivência comum em todas as idades é o sentimento de perda (de uma família unida), de ansiedade em relação ao futuro e de solidão. A separação litigiosa Se a separação já é difícil e desestabilizadora para a família, uma separação litigiosa é o que de pior pode acontecer em todas as escalas possíveis de problemas relacionados à separação, deixando profundas e trágicas consequências para os filhos. A separação litigiosa é aquela em que o ex-casal, por não conseguir chegar a um acordo sobre questões referentes à guarda, à pensão ou às visitas dos filhos, leva suas querelas aos tribunais de justiça. Convém salientar que as famílias litigiosas também apresentam diferenças fundamentais, havendo casos de maior ou menor grau de litígio. Os casos de maior litigiosidade foram estudados pelo Ministério da Justiça canadense na pesquisa intitulada “Separação e divórcio muito litigiosos: opções a examinar” (Ministério da Justiça do Canadá, 2004). O divórcio altamente litigioso é detectado pelos seguintes indicadores: uma das partes está envolvida em algum processo criminal (acusação de abuso sexual, negligência ou maustratos); órgãos de proteção de criança já foram acionados anteriormente; há uma troca frequente de advogados no

Em relação aos problemas exteriores, a pesquisa aponta três aspectos ligados ao funcionamento do sistema

Os advogados, que elaboram dossiês acusatórios sobre o outro membro do casal em um momento de intensa vulnerabilidade relacionada à separação, o que propicia um clima de guerra;

processo; questões relativas ao divórcio são submetidas ao tribunal muitas vezes; o processo perdura durante longo período de tempo no tribunal, sem que seja encontrada uma solução para o caso; o processo deu origem a inúmeras declarações de testemunhas; o acesso de um dos genitores à criança é objeto de controvérsias sucessivas. A pesquisa aponta que há três causas principais para esse tipo de litígio exacerbado: intrapsíquica, interindividual e relacionada ao próprio sistema de funcionamento da Justiça.

Os assistentes técnicos, que são representados em sua maioria por psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras contratados para acompanhar o trabalho do perito e que, em alguns casos, comportam-se como advogados das partes, em vez de atuar como agentes que visam promover o bem-estar da família;

O juiz, aquele que julga uma parte como culpada e outra como inocente, segundo uma lógica que faz com que todos busquem não perder a fim de não se sentirem diminuídos ou culpados.

Os problemas intrapsíquicos estão ligados à estrutura de personalidade de pelo menos um dos envolvidos. Os interindividuais dizem respeito à interação estabelecida pelos componentes do casal, já que, em uma família, a soma das partes não corresponde necessariamente ao todo. Considerando-se os problemas advindos da separação e de sua pior face (os casos altamente litigiosos), o que está sendo feito no Brasil sobre tal questão e como a escola pode ajudar no enfrentamento dessa problemática?

Convém salientar que as famílias litigiosas também apresentam diferenças fundamentais, havendo casos de maior ou menor grau de litígio

A pesquisa aponta que há três causas principais para esse tipo de litígio exacerbado: intrapsíquica, interindividual e relacionada ao próprio sistema de funcionamento da Justiça.

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A escola também pode auxiliar, incentivando a participação de ambos os pais na educação dos filhos. Quando os pais são separados, é importante ouvir atentamente as versões dos dois sobre fatos que digam respeito à criança

Além disso, com vistas a solu¬cionar problemas relacionados às questões de divórcio, duas importantes leis foram criadas: a Lei da Alienação Parental e a Lei da Guarda Compartilhada. A primeira tem o objetivo principal de evitar que um dos genitores ou um membro de sua família afaste o outro do convívio com o filho, prejudicando sua imagem. Como resultado, o filho poderá vir a não mais querer qualquer tipo de proximidade com o genitor alienado. A segunda visa estabelecer poderes iguais aos genitores em relação aos filhos, além de promover uma convivência maior dos filhos com ambos os genitores. Na prática, porém, observamos que essas leis, embora bem-intencionadas, podem ser usadas para promover ainda mais litígios. Atualmente, qualquer dificuldade que um genitor

encontre no contato com o filho ou em relação às visitas pode ser atribuída à alienação parental. Estudos relevantes, entre eles “Como administrar problemas de contato: uma visão centrada na criança” (Freeman e Freeman, 2004), apontam que há uma série de fatores que podem dificultar o contato entre pais e filhos, sendo a alienação parental apenas um deles. Desse modo, por mais bem-intencionadas que sejam, as leis podem ser utilizadas de má-fé em um contexto de adversidade. O melhor a se fazer, então, é evitar o litígio: “melhor prevenir do que remediar”, conforme o ditado popular. Nesse sentido, a escola pode ser uma importante auxiliar da Justiça. O papel da escola no processo de separação Podemos pressupor que é essencial desenvolver junto a crianças e jovens um canal de comunicação não violento, promovendo uma cultura de paz e auxiliando-os a expressar seus sentimentos e pensamentos de maneira pacífica e empática. Uma parceria entre a escola e o Tribunal de Justiça pode ser realizada com o objetivo de divulgar a oficina de pais e filhos. A escola pode estudar a possibilidade de desenvolver essa oficina internamente ou encaminhar os

casos de separação/divórcio para as oficinas realizadas pelos órgãos da Justiça. A escola também pode auxiliar, incentivando a participação de ambos os pais na educação dos filhos. Quando os pais são separados, é importante ouvir atentamente as versões dos dois sobre fatos que digam respeito à criança e ter clara a diretriz de enviar notas e ocorrências dos alunos para ambos os pais.Ao detectar mudanças de comportamento do aluno ou dificuldades pedagógicas significativas, deve-se conversar com ele e, mediante informações sobre problemas decorrentes da separação, encaminhar a família e o aluno para os centros de mediação ou conciliação, oficina de pais e filhos ou psicoterapia. Muitas conquistas têm sido realizadas na área de separação/divórcio a fim de torná-lo um evento menos traumático, e a escola é uma importante aliada no processo de promover a educação e a saúde mental da família. Ao apoiar pais e alunos nessa situação, a escola contribui para que esse momento tão solitário na vida das famílias possa ser vivido de forma menos traumática. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Portal 4Daddy (www.4daddy.com.br).

Auxiliando a família no momento da separação

A Justiça brasileira tem reconhecido que as disputas judiciais nas varas da família não são a maneira mais eficaz de resolver os conflitos familiares. Em função disso, tem tomado importantes iniciativas para evitar o litígio.

de ensinar técnicas de comunicação não violenta. Todas as cartilhas utilizadas nessa oficina podem ser encontradas no site do Conselho Nacional de Justiça (www.cnj.jus.br) e são de grande auxílio na separação dos casais.

Oficina de pais e filhos: visa sensibilizar os pais sobre a importância de um bom diálogo entre todos os membros da família. Explica para os filhos os problemas provenientes da separação, além

Centros Judiciários de Cidadania e Solução de Conflitos (CEJUSCs): nesses centros, o casal pode agendar uma data para requerer a separação gratuitamente, sendo atendido por conci-

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liadores que procurarão resolver as demandas desse processo de forma amigável e pacífica, elaborando um trabalho denominado de pré-processual. Caso o acordo seja promovido, o processo inicial é encaminhado ao juiz, que homologará o acordo. Centros de Conciliação Processual: esses centros contam com experientes conciliadores, que poderão facilitar o diálogo entre as partes, evitando litígios.


Stress infantil, verdade ou mito? ( 7 estratégias para lidar )

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ão é mito não. O stress infantil, conhecido também como – intolerância infantil – está cada dia mais presente no dia-a-dia das crianças. São vários os motivos que podem levar uma criança a passar por esse problema, tais como instabilidade emocional das pessoas com as quais ela se relaciona, excesso de atividades, problemas familiares colocados explicitamente na frente delas etc. O stress nada mais é do que um acúmulo de afazeres e preocupações, que dia após dia vai resultando numa angustia e ansiedade exacerbada.

Dentre as idades de 5 a 13 anos é bem comum depararmos com essa problemática, e se é cuidada de forma correta e rápida, pode ser sanada antes que aconteça uma instabilidade emocional, onde o extremo é a criança demonstrar atos de agressividade ou violência, que fugirão do controle dos adultos que convivem com ela.

Dentre as idades de 5 a 13 anos é bem comum depararmos com essa problemática, e se é cuidada de forma correta e rápida, pode ser sanada antes que aconteça uma instabilidade emocional

estratégias básicas para um início de tratamento 1ª Estratégia Não brigar, não gritar nem falar sobre assuntos delicados e que causem preocupação na presença da criança, por mais que você adulto esteja inseguro; 2ª Estratégia Passar tranquilidade para a criança, mesmo não concordando com seus últimos atos praticados, retomar com ela sobre o erro e reforçar dizendo que você a ama, mas que ela tem te deixado muito triste; 3ª Estratégia Não perder a paciência com tanta facilidade, não bater na criança, mas sim colocá-la de castigo nos casos extremos, para evitar que ela fique ainda mais chateada, explicar o castigo (cantinho do pensamento), e ao sair do mesmo, concluir demonstrando uma atitude de carinho e afeto como um abraço e um beijo;

4ª Estratégia Se o problema estiver ocorrendo no ambiente escolar, solicite ajuda à professora, peça que ela amplie sua tolerância, fazendo combinados (acordinhos) com a criança antes de cada ação a ser tomada com a mesma. Reforçar o quanto a criança é linda e inteligente e o quanto a professora a ama, e que ficará triste se ela fizer teimosia; 5ª Estratégia Ainda sobre o ambiente escolar, os pais devem sempre motivar a criança a ir para a escola, sem prometer castigo, para que a criança não perceba a escola como algo negativo, que a leva ao castigo; 6ª Estratégia Acreditar que essa fase ou dificuldade adquirida, vai passar, e que não

adianta ter pressa ou não querer estar passando por isso, pois o melhor a fazer agora, é enfrentar a situação de maneira tranquila e correta, buscando ajuda de um profissional da área pedagógica e psicológica para que as orientações sejam rápidas e eficazes, contando ainda com o apoio integral da escola; 7ª Estratégia Não tornar o problema maior do que ele é. Manter a calma e evitar fazer comentários de reprovação com a criança o tempo todo, pois a mesma já está passando por um stress; o melhor é tentar ajustar um pouco a rotina em casa para deixá-la o mais confortável e segura possível, para que a mesma vença essa dificuldade. Fonte: texto retirado do E-Book Manual da Criança, autora: Angela Maria de Sousa Vilhena (todos os direitos reservados).

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Tipos de exames fonoaudiológicos Caso você observe que o seu filho esteja a ter dificuldades de audição ou de comunicação verbal, há alguns exames e procedimentos fonoaudiológicos que podem ser feitos para uma avaliação mais concreta da dificuldade. É importante a detecção do problema auditivo quando o seu filho ainda for um bebê para que você possa começar o tratamento o mais cedo possível

Por Kátia F. Del Grande B. Pinheiro

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audição é um dos sentidos mais importantes para todas as pessoas. Só com ela é que podemos nos comunicar plenamente. Caso você observe que o seu filho esteja a ter dificuldades de audição ou de comunicação verbal, há alguns exames e procedimentos fonoaudiológicos que podem ser feitos para uma avaliação mais concreta da dificuldade. É importante a detecção do problema auditivo quando o seu filho ainda for um bebê para que você possa começar o tratamento o mais cedo possível. Geralmente na maternidade são feitos alguns testes, entretanto em alguns casos a mãe só se apercebe do problema quando a criança tem 2 ou 3 anos; segundo os especialistas nesta idade é importante a criança ter um excelente acompanhamento médico para poder desenvolver outras capacidades de comunicação caso tenha realmente um problema auditivo. Quanto mais cedo o problema for identificado mais a criança terá chance de aprender a se comunicar como uma criança ‘ouvinte’. No bebê pode-se realizar o teste da orelhinha que é rápido, indolor, não machuca dura apenas 10 minutos e é feito enquanto o bebê está dormindo (sono natural). Existem outros exames e testes que podem ser feitos, um deles é a designada avaliação fonoaudiológica, que poderá ser feito quando a criança já for maiorzinha e neste procedimento é avaliado se a criança tem algum distúrbio de comunicação oral ou escrita, além de avaliar se há problemas na motricidade orofacial. A fonoterapia ou sessão fonoaudiológica nada mais é do que uma sessão terapêutica onde o fonoaudiólogo trata as alterações detectadas na avaliação inicial. Existe a audiometria tonal que é o exame que mede o grau de audição da pessoa e é realizado em uma cabine acústica com um equipamento chamado de audiômetro; é através desse exame que o fonoaudiólogo consegue obter o limiar aéreo conforme ele vai testando as diferentes frequências. Há outro tipo de audiometria, chamada de vocal. Neste teste, feito também em uma cabine acústica, é usado um equipamento chamado audiômetro; ele serve para que o profissional possa verificar o limiar da recepção da fala e o índice percentual de reconhecimento da fala da pessoa.

Já a audiometria ocupacional reúne a audiometria tonal, ou seja, a via área e via óssea. Essa audiometria é geralmente realizada em pessoas que começarão a trabalhar ou que já trabalham em ambiente nos quais são expostos ao ruído. Esse exame faz parte do Programa de Conservação Auditiva do Trabalhador. Eles são do tipo admissionais, periódicos, demissionais e quando a pessoa muda de departamento ou função.

Exame, procedimento e avaliação E por fim, finalizando os tipos de audiometria, temse a audiometria infantil condicionada. Este exame também é realizado em uma cabine acústica em crianças com até seis anos. São usados jogos e equipamentos específicos que permitem que o fonoaudiólogo consiga avaliar o grau de audição das crianças. Outro procedimento é a nimitanciometria, também conhecido como impedanciometria. Este exame é realizado com um equipamento chamado de imitanciômetro, a partir dele o fonoaudiólogo pode investigar o estado das estruturas da orelha média da criança, além de fazer

uma pesquisa do limiar do reflexo acústico. Já a avaliação do processamento auditivo central consiste em um conjunto de testes que avaliam a audição periférica de cada pessoa. Além disso, são realizados testes especiais que avaliam a função auditiva central. É muito indicada em pessoas, adultos ou crianças que apresentam problemas de aprendizagem, como dispersão, dificuldade de compreensão em ambientes muito barulhentos e com ruídos. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Kátia F. Del Grande B. Pinheiro.

Geralmente na maternidade são feitos alguns testes, entretanto em alguns casos a mãe só se apercebe do problema quando a criança tem 2 ou 3 anos.

Quanto mais cedo o problema for identificado mais a criança terá chance de aprender a se comunicar como uma criança ‘ouvinte’.

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Tocofobia | Você sabe o que é? O medo do sofrimento, a tendência à ansiedade, à depressão, aos traumas obstétricos anteriores incluindo os sexuais… Existem várias explicações possíveis Existem várias explicações possíveis ou talvez um pânico ao parto, apesar dos progressos da medicina e quase nenhuma chance de complicações, especialmente nos países ocidentais

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Todas as mulheresdo mundo consideram o momento do parto como um obstáculo que deve ser superado, uma etapa que devem passar

maioria das mulheres teme a dor do parto, mas algumas têm tanto pânico que preferem não engravidar ou caso isso ocorra “sem querer” interrompem a gravidez, mesmo que queiram muito ter um bebê. Alguns psiquiatras britânicos têm estudado esse problema curioso e pouco conhecido. O medo do sofrimento, a tendência à ansiedade, à depressão, aos traumas obstétricos anteriores incluindo

os sexuais… Existem várias explicações possíveis ou talvez um pânico ao parto, apesar dos progressos da medicina e quase nenhuma chance de complicações, especialmente nos países ocidentais. Um medo de morrer ou de sofrer descrito intensamente nas histórias do século XIX. Todas as mulheres do mundo consideram o momento do parto como um obstáculo que deve ser superado, uma etapa que devem passar. Em 1858, o médico Louis Victor Marce, descreveu em seu “Tratado sobre a

loucura das mulheres grávidas, primíparas e enfermeiras” os medos da futura mãe nas seguintes condições: Se são primíparas, isto é, mulher que tem o primeiro parto, a expectativa de uma dor desconhecida preocupa a grávida a ponto de desenvolver um estado de ansiedade indescritível. Se já são mães anteriormente, ficam aterrorizadas se recordam do passado e a perspectiva do futuro; tem a convicção íntima que devem sucumbir à prova que as espera. Também acrescentou que “esta ideia adquire a proporção de ideia fixa e se converte no ponto de partida de uma disposição melancólica que obscurece todos os pensamentos.” Isto, em outras palavras, corresponde a uma verdadeira fobia depressiva que o próprio autor descreve em detalhes no seu livro. Primeiras explicações, em particular nesta época: os relatos de partos abomináveis foram transmitidos de geração em geração. Além disso, até o século XX, a taxa de mortalidade durante o parto ainda era muito preo-

Se são primíparas, isto é, mulher que tem o primeiro parto, a expectativa de uma dor desconhecida preocupa a grávida a ponto de desenvolver um estado de ansiedade indescritível. Se já são mães anteriormente, ficam aterrorizadas se recordam do passado e a perspectiva do futuro; tem a convicção íntima que devem sucumbir à prova que as espera.

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Consequências & complicações Como vimos, essa fobia pode levar a mulher a optar por uma cesariana. No entanto, em alguns casos, o medo é tão intenso que a mulher grávida pode até mesmo pedir uma interrupção da gravidez, como ocorreu em duas mulheres no estudo. A empatia dos profissionais de saúde e o apoio pode ajudar a evitar esta situação radical. Outra possível consequência: vômitos intensos (mais da metade das mulheres tocofóbicas primárias). Estes vômitos são muito mais importantes do que o normal durante a gravidez, pois podem estar relacionados a uma rejeição da gravidez, com a falta de apego ao feto durante seu desenvolvimento ou até mesmo um desejo de

“acabar com a gravidez”. A Tocofobia primária ou secundária também pode se transformar numa verdadeira síndrome de estresse pós-traumático depois do parto, e que deve ser tratado por um psicólogo ou psiquiatra. A depressão pós-parto também é uma possibilidade. Finalmente, as mulheres para evitar encarar uma vez mais esta fobia intensa, muitas vezes pedem uma esterilização: 10 das 26 mulheres do estudo inglês se submeteram a esta operação depois do parto ou estavam na lista de espera. Esse medo assustador e real pode provocar sérias consequências. Se você é uma vítima dele, não hesite em falar com o seu médico de

A Tocofobia primária Que afetou 8 das mulheres neste estudo, precede o primeiro parto e se remonta à adolescência: as relações sexuais são normais, mas a contracepção é “escrupulosa”, excessiva, com o uso simultâneo de vários métodos de contracepção em razão de um medo intenso de gravidez e ao parto cupante. Um medo persistente apesar do progresso médico. Hoje em dia, graças à medicina, a mortalidade materna nos países ocidentais tem diminuído consideravelmente, mas ainda segue sendo significativa: de acordo com o Instituto Sanitário, o índice é estimado entre 9 e 13 mortes para cada 100 mil nascimentos, o que representa a morte de cerca de 60 mulheres por ano. Em contraste, no caso dos países em vias de desenvolvimento, onde a taxa de mortalidade pode chegar a atingir

500 mortes para o mesmo número de nascimentos, ainda é muito elevado, o que não convence completamente as mulheres hoje em dia. Além disso, paradoxalmente, a medicina atual, que tem permitido reduzir este índice de mortalidade, provoca outros medos relacionados com o parto: o medo dos hospitais, dos médicos, dos instrumentos… Por este motivo, algumas mulheres preferem desistir de ter um filho, mesmo que elas desejem desesperadamente, devido à dor ou o medo de morrer

família ou o seu ginecologista. Ele irá te aconselhar sobre os meios existentes para enfrentar esse medo, talvez com aconselhamento psicológico. Como todas as fobias, a Tocofobia também pode ser curada, o que irá permitir que você tenha uma gravidez e um parto harmoniosos. Um fator muito importante é a relação entre o casal. Ela deve ser de qualidade, compreensiva e de apoio. A mulher precisa sentir-se confiante em si mesma e nos outros. É aconselhável que o companheiro participe do processo terapêutico tanto no decorrer das consultas ao obstetra, como também nos aconselhamentos psicológicos.

no parto. Essas mulheres sofrem uma enfermidade denominada Tocofobia (de tocos, nascimento em grego). A Tocofobia se manifesta de várias maneiras Os psiquiatras distinguem três formas de vTocofobia, dependendo das circunstâncias, do “gatilho” da fobia. Isto é o que tem demonstrado dois psiquiatras, Kristina Hofberg e Ian Brockington, do Hospital Psiquiátrico Rainha Elizabeth, em Birgman, Reino Unido, depois de ter estudado 26 mulheres tocofóbicas: A Tocofobia primária, que afetou 8 das mulheres neste estudo, precede o primeiro parto e se remonta à adolescência: as relações sexuais são normais, mas a contracepção é “escrupulosa”, excessiva, com o uso simultâneo de vários métodos de contracepção em razão de um medo intenso de gravidez e ao parto. No entanto, 4 dessas mulheres tocofóbicas ficaram grávidas de

Hoje em dia, graças à medicina, a mortalidade materna nos países ocidentais tem diminuído consideravelmente, mas ainda segue sendo significativa

+ | Os psiquiatras distinguem três formas de vTocofobia, dependendo das circunstâncias, do “gatilho” da fobia. Isto é o que tem demonstrado dois psiquiatras, Kristina Hofberg e Ian Brockington, do Hospital Psiquiátrico Rainha Elizabeth, em Birgman

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Esta depressão pode ser tratada e nem se transforma sempre em uma depressão pós-parto, sobretudo se o parto correr sem nenhum problema

forma voluntária, já que seu desejo de ter um filho ajudou-as, finalmente, a superar o medo. No entanto, preferiram dar à luz por cesariana programada; a Tocofobia secundária, que afetou 14 das mulheres neste estudo, ocorre depois de um primeiro parto difícil, por exemplo, no caso de extração instrumental de urgência porque o feto sofria ou simplesmente porque a dor poderia provocar um trauma. Doze destas 14 mulheres acreditavam “que iriam morrer ou que seu bebê nasceria morto”. No entanto, essas mulheres tiveram outro filho apesar desta Tocofobia secundária, mas a gravidez foi extremamente estressante devido a um medo recorrente de uma incapacidade de dar à luz. Apenas duas delas deram à luz de forma natural, as outras optaram por uma cesariana; a Tocofobia que forma parte dos sintomas de uma de-

Acreditavam “que iriam morrer ou que seu bebê nasceria morto”. No entanto, essas mulheres tiveram outro filho apesar desta Tocofobia secundária, mas a gravidez foi extremamente estressante devido a um medo recorrente de uma incapacidade de dar à luz

pressão pré-natal: o fato de ficar grávida e suas implicações podem levar a uma síndrome depressiva da qual a Tocofobia pode fazer parte (é o caso de quatro mulheres inglesas do estudo inglês anteriormente citado). Esta depressão pode ser tratada e nem se transforma sempre em uma depressão pós-parto, sobretudo se o parto correr sem nenhum problema. Cabe destacar que 5 mulheres to-

cofóbicas primárias ou depressivas do estudo haviam sido vítimas de abuso sexual na infância e 3 haviam sofrido estupro, o que leva à suposição de que há possibilidade de um parto estar associado com a memória destes traumas vaginais. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: (www.mulheresdicas.com).

A Tocofobia que forma parte dos sintomas de uma depressão pré-natal: o fato de ficar grávida e suas implicações podem levar a uma síndrome depressiva da qual a Tocofobia pode fazer parte (é o caso de quatro mulheres inglesas...)

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Porque é importante guardar os dentes de leite do seu filho?

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queda do dente de leite é um momento especial para toda criança e há sempre a tal expectativa criada com a fada dos dentes e a cada dente que cai receber uma prenda. Muitas mamães jogam os dentinhos em cima do telhado de alguma casa ou acabam por transforma-los num pendente, ou ainda acabam por deixa-los guardados numa caixinha. Porém um estudo realizado em 2003 demonstrou que a dentição de infância é rica em células-tronco e podem ser armazenados para o caso de a criança precisar de um tratamento de saúde no futuro. As células-tronco mesenquimais têm a capacidade de se diferenciar em tecidos distintos podendo dar origem a tecidos como ossos, músculos e cartilagem. A coleta destas células é feita a partir da polpa do dentinho de leite situada no centro da raiz.

especializadas neste tipo de armazenamento. Esta opção é válida para os pais que não fizeram a coleta depois do parto, com o tecido do cordão umbilical, que também são fonte de células-tronco. As células-tronco podem ser usadas no tratamento de doenças e são importantes na manutenção e reparação do organismo. Após caírem, os dentes de leite podem ser armazenados e congelados durante décadas. A orientação dada pelos profissionais da área de medicina dentária é que o dente de leite seja extraído no consultório de odontologia, onde o dentista irá retirar o dentinho de leite com toda cautela necessária e armazena-lo adequadamente de modo que o material

seja preservado corretamente e encaminhado para o laboratório para a realização do isolamento e expansão. O armazenamento das células-tronco do cordão umbilical e do dente de leite são complementares, pois cada tipo de célula-tronco extraída pode ser usada para diferentes finalidades, e é importante para os pais informarem-se sobre estas questões durante o pré-natal para que tudo seja preparado adequadamente na hora do parto para o armazenamento do cordão umbilical e posteriormente o armazenamento dos dentinhos de leite. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Kátia F. Del Grande B. Pinheiro.

As células-tronco podem ser usadas no tratamento de doenças e são importantes na manutenção e reparação do organismo. Após caírem, os dentes de leite podem ser armazenados e congelados durante décadas

Armazenamento dos dentes de leite É importante saber que os dentinhos devem ser armazenados corretamente e para isso já existem empresas

A orientação dada pelos profissionais da área de medicina dentária é que o dente de leite seja extraído no consultório de odontologia, onde o dentista irá retirar o dentinho de leite com toda cautela

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Brincar para crescer Por meio da brincadeira, a criança consegue, simultaneamente, experimentar e crescer. Brincando, a criança explora a relação consigo mesma, com o próprio corpo, com a própria emotividade e com o contexto social ao seu redor, o que estimula o prazer e a gratificação.

A criança prefere os brinquedos que respondam aos seus comandos e permitam que exprima a sua vontade incontrolável de comunicar. São aconselháveis brinquedos que a deixem inventar papéis e ações, para desenvolver a sua capacidade de imaginar, interpretar, ver e sentir o mundo.

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rincar é uma atividade fundamental, que permite que a criança conheça a si mesma e o mundo ao seu redor, e que ganhe sempre novas habilidades. Por meio da brincadeira, a criança consegue, simultaneamente, experimentar e crescer. Brincando, a criança explora a relação consigo mesma, com o próprio corpo, com a própria emotividade e com o contexto social ao seu redor, o que estimula o prazer e a gratificação. Por isso, brincar contribui de modo fundamental para o seu desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e relacional. Os brinquedos, portanto, devem ser escolhidos com atenção, de acordo com as fases de desenvolvimento da criança.

A criança aprende a coordenar melhor os movimentos das mãos e consegue manusear, segurar e explorar chocalhos de materiais e cores diferentes, usando também a boca. Além disso, começa a dialogar com os pais usando sons repetitivos

Primeiras semanas de vida: sentidos O bebê entra em contato com o mundo através dos seus sentidos. Durante esta fase são indicados tanto móbiles com bonecos coloridos, para que a criança possa acompanhar com os olhos e a cabeça, quanto caixas de música e objetos leves e fáceis de segurar. Entre o 3°e 9° mês: coordenação e diálogo A criança aprende a coordenar melhor os movimentos das mãos e consegue manusear, segurar e explorar chocalhos de materiais e cores diferentes, usando também a boca. Além disso, começa a dialogar com os pais usando sons repetitivos. É o momento de “ler” juntos um livro infantil, cantar cantigas simples, usar brinquedos falantes e musicais. Depois do 9° mês: exploração É o momento de engatinhar, de dar os primeiros passos. Os brinquedos que rolam, que se movem ou de montar e desmontar a encantam e ajudam a treinar a coordenação dos movimentos. Ainda, os brinquedos cavalgáveis, em que as crianças podem subir e sentar, são fundamentais para ajudá-la com as suas experimentações motoras. Primeiro ano de vida: aperfeiçoamento e linguagem A criança, com o passar dos meses, é cada vez mais estável e coordenada. Além disso, começa a aprender os sons da

Os brinquedos que rolam, que se movem ou de montar e desmontar a encantam e ajudam a treinar a coordenação dos movimentos

A criança prefere os brinquedos que respondam aos seus comandos e permitam que exprima a sua vontade incontrolável de comunicar. São aconselháveis brinquedos que a deixem inventar papéis e ações, para desenvolver a sua capacidade de imaginar, interpretar, ver e sentir o mundo.

linguagem e pode ser um bom momento para que escute outros idiomas, por meio dos brinquedos bilíngues. Nesta época, o pequeno também procura imitar as atividades dos adultos e preferem brinquedos que simulam este mundo. Depois de dois anos: independência É o momento de construir a sua autoimagem e a sua identidade. A criança prefere os brinquedos que respondam aos seus comandos e permitam que exprima a sua vontade incontrolável de comunicar. São aconselháveis brinquedos que a deixem inventar papéis e ações, para desenvolver a sua capacidade de imaginar, interpretar, ver e sentir o mundo. É nesta fase, também, que iniciam o relacionamento com outras crianças e, aprendem brincando juntos.

Os brinquedos cavalgáveis, em que as crianças podem subir e sentar, são fundamentais para ajudá-la com as suas xperimentações motoras

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Parto humanizado não é moda, é respeito Parto humanizado é um parto que respeita as decisões da mulher que deseja parir. Apenas e somente isso. Ela e seu bebê é que protagonizam o momento.

A mulher é que indica a posição mais confortável para ficar durante o trabalho de parto. No parto humanizado, a mulher pode optar por não querer procedimentos desnecessários

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arto humanizado não é moda. Parto humanizado não é ter seu filho na banheira. Parto humanizado não é ter seu filho em casa. Parto humanizado não é parir com velas acesas e músicas de yoga. Parto humanizado não é um tipo de parto.

Você sabe realmente o que é o parto humanizado? Parto humanizado é um parto que respeita as decisões da mulher que deseja parir. Apenas e somente isso. Ela e seu bebê é que protagonizam o momento. A mulher é que indica a posição mais confortável para ficar durante o trabalho de parto. No parto humanizado, a mulher pode optar por não querer procedimentos desnecessários tanto à ela

quanto ao bebê em uma gestação e nascimento saudáveis, baseados em evidências científicas recentes. É ter poder de escolha, sustentado em informações de qualidade. Uma equipe que sabe atuar em um parto humanizado, orienta e ajuda essa mulher a ter seu parto com paciência, tranquilidade e confiança e está pronta para quaisquer intercorrências. Se você acredita que uma mulher que quer um parto humanizado é uma pessoa que deseja ter esse parto até as últimas consequências, sem levar em consideração a própria saúde ou a saúde do bebê, ela não é uma pessoa que quer um parto humanizado. Ela é uma pessoa irresponsável mesmo, bem como um profissional que coloca a parturiente em uma situação de risco, sem levar em consideração fatores importantes como sofrimento fetal

No parto humanizado, possíveis intervenções médicas podem acontecer antes, durante ou após o trabalho de parto. Mas elas acontecem somente quando a situação verdadeiramente exige essas interferências

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ou indicações verdadeiras para uma cirurgia cesariana. No parto humanizado, possíveis intervenções médicas podem acontecer antes, durante ou após o trabalho de parto. Mas elas acontecem somente quando a situação verdadeiramente exige essas interferências, jamais por praticidade ou conveniência médica. Cada mulher é única e com uma série de peculiaridades e isso precisa ser levado em consideração diante de todo o quadro clínico da mulher para a tomada de decisões. O parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa da equipe que assiste a esse parto estar preparada para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem. Por isso, no parto humanizado não existe um procedimento específico ou normas rígidas a serem adotadas, somente mediações responsáveis visando o bem da mãe e do bebê. Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito no Brasil. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés

O parto possui uma diversidade de situações muito grande. É tarefa da equipe que assiste a esse parto estar preparada para todas essas diversas possibilidades e agir conforme a gestante e o momento exigem

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Mas o parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê e sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pósparto, levando respeito e autonomia à parturiente

de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos e médicas podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira ou parto em domicílio. Mas o parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê e sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós-parto, levando respeito e autonomia à parturiente. Em países desenvolvidos como Inglaterra, Holanda, entre outros, esse termo sequer existe justamente por ser o padrão nos atendimentos. Que

tão logo mais e mais pessoas entendam o verdadeiro significado e a importância do parto humanizado e não o confundam com irresponsabilidade. Até porque o que o parto humanizado mais preza é responsabilidade e conhecimento sobre o próprio corpo, bem como ações calcadas em medicina baseada em evidências científicas. Busquem conhecimento. Não perpetuem conceitos errados. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Bianca Puglia, Doula e Educadora Perinatal na Livre Maternagem (www.livrematernagem.com.br).


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Transtorno obsessivo compulsivo, como tratar?

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transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o transtorno obsessivo-compulsivo estará entre as dez causas mais importante de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) causam incômodos e angústia aos pacientes e seus familiares. O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) ou Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC), é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos, no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos pela sociedade ou por si próprios; normalmente

Questões como a descoberta de possíveis fatores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores

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trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis. Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, o transtorno obsessivo-compulsivo ainda é considerado um “enigma”. Questões como a descoberta de possíveis fatores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores. Estudos indicam que uma das dificuldades para encontrar essas respostas deve-se ao caráter heterogêneo do transtorno. Vários estudos têm apontado para a importância da identificação de subgrupos mais homogêneos de pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Esta abordagem visa a buscar fenótipos mais específicos que possam dar pistas para a identificação dos mecanismos etiológicos da doença, incluindo genes de vulne-


Indicações para tratamentos de TOC Tratamento para o TOC Os tratamentos mais efetivos que se tem para o TOC são medicamentos inicialmente utilizados no tratamento da depressão, que posteriormente se descobriu serem efetivos também no TOC, e a terapia cognitivo-comportamental (TCC) que inclui exercícios de exposição e abstenção de executar rituais (prevenção da resposta).

Medicamentos Os medicamentos são efetivos para 40 a 60% dos pacientes que os utilizam e são a primeira escolha, principalmente quando, além do TOC, existem outros problemas associados como depressão, ansiedade, o que é muito comum. Também é usual se iniciar com um medicamento quando os sintomas são muito graves ou incapacitantes. Geralmente são utilizados em doses maiores do que as recomendadas para o tratamento da depressão e demoram mais tempo para produzir o efeito anti-obsessivo. O maior problema que eles apresentam é o fato de raramente eliminarem

por completo os sintomas. Além disso, com frequência, provocam efeitos colaterais indesejáveis,embora os mais modernos sejam bem melhor tolerados.

Terapia cognitivo-comportamental A terapia cognitivo-comportamental reduz os sintomas em 70% dos pacientes que realizam essa modalidade de tratamento, e em aproximadamente 30 % deles pode eliminar por completo os sintomas. Ela é efetiva especialmente quando predominam rituais, não existem outros problemas psiquiátricos graves e os pacientes se envolvem efetivamente nas tarefas de casa, parte fundamental dessa forma de tratamento. Um problema de ordem prática é o fato de a TCC ser um método pouco conhecido e pouco utilizado em nosso meio e ainda existirem poucos profissionais com experiência na sua aplicação prática. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado por: Angela Maria de Sousa Vilhena.

É importante ressaltar também que esses dois subtipos apresentam características semelhantes, o que dificulta a interpretação de sua natureza,ou seja, torna-se difícil diferenciar se as características

rabilidade e, por fim, o estabelecimento de abordagens terapêuticas mais eficazes. Alguns subtipos de transtorno obsessivo-compulsivo têm sido propostos. Dentre eles, dois subtipos bastante estudados correspondem aos pacientes com início precoce dos sintomas obsessivo-compulsivos e o subtipo de transtorno obsessivo-compulsivo associado à presença de tiques e/ou síndrome de Tourette (ST). Esses dois subgrupos de pacientes apresentam características clínicas, neurobiológicas, de neuroimagem, genéticas e de resposta aos tratamentos distintos e que os diferenciam de outros pacientes. É importante ressaltar também que esses dois subtipos apresentam características semelhantes, o que dificulta a interpretação de sua natureza, ou seja, torna-se difícil diferenciar se as características encontradas são devido ao início precoce dos sintomas obsessivo-compulsivos ou à presença de tiques.

A compulsão por lavar as mãos é um sintoma comum do TOC. Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma Obsessão. Outros exemplos de compulsão são o ato de lavar as mãos ou tomar banho repetidamente, conferir reiteradamente se esqueceu de algo como uma torneira aberta ou a porta de casa sem trancar. Deve-se deixar claro, porém, que para que esses comportamentos sejam considerados compulsivos, devem ocorrer em uma frequência bem acima do necessário diante de qualquer padrão de avaliação. Acomete 2 a 3% da população geral. A idade média de início costuma ser por volta dos 20 anos e acomete tanto homens como mulheres. Depressão maior e fobia social podem acontecer com os pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo ao longo da vida.

Compulsão é um comportamento consciente e repetitivo, como contar, verificar ou evitar um pensamento que serve para anular uma Obsessão

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Como aliviar a dor ao amamentar

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im, a amamentação é essencial para a saúde do bebê, e é um vínculo único e cheio de amor entre a mamãe e o bebê. Mas, o que muitas mães sentem é dor ao amamentar, principalmente nos primeiros dias. Então separamos algumas dicas para as mamães poderem aliviar a dor ao amamentar seu bebê. Causas da dor ao amamentar

A dor na hora da amamentação pode ser causada por diversos fatores, tais como:

Pega incorreta, que pode causar dor e até sangramento; Produção excessiva de leite; Candidíase; Ingurgitamento; Mastite ou ductos bloqueados; Tirar o leite com a bombinha de modo inadequado; Sutiãs inadequados, entre outros. Técnicas de respiração e relaxamento ajudam a tranquilizar a mãe, e a mãe estando tranquila, toda a mamada fluirá melhor

O que fazer para aliviar a dor ao amamentar A amamentação é extremamente importante para o bebê, por isso a maioria das mães faz tudo o que for possível para que o bebê tenha o aleitamento materno. Mesmo com tanta dor, as mamães confirmam que amamentar é especial, é um vínculo único entre ela e o bebê, e uma forma de amor acima de tudo.

Confira algumas dicas que podem te ajudar a eliminar a dor e tornar a amamentação tão prazerosa quanto deve ser! • Garanta que o seu bebê esteja fazendo a pega corretamente (com a auréola junto com o bico do seio, e não apenas o bico do seio). Se ele estiver pegando só o bico vai machucar, ressecar e até mesmo pode sangrar. • Posicione bem o seu bebê. • Técnicas de respiração e relaxamento ajudam a tranquilizar a mãe, e a mãe estando tranquila, toda a mamada fluirá melhor. • Lave os mamilos com água morna, e evite usar qualquer tipo de sabonete. • Aplicar uma gota do próprio leite materno no bico e auréola após as mamadas ajuda na cicatrização. • O uso de pomadas indicadas por seu médico também pode ajudar. • Não usar sutiãs que fiquem apertados, tenham plástico ou ferro, ou sejam de materiais sintéticos. Garanta que o sutiã não fique amassando o bico do seio. • Deixar os mamilos pegando um ar, e sol se for possível, garante que eles não fiquem úmidos. • Usar um protetor de gel também auxilia para que eles não fiquem úmidos e não fiquem machucando ao ter contato com o sutiã.

A amamentação é extremamente importante para o bebê, por isso a maioria das mães faz tudo o que for possível para que o bebê tenha o aleitamento materno

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Se você estiver com o leite empedrado, ou sente alguma espécie de nódulo, ou ainda se os mamilos estiverem enrijecidos e vermelhos e você tiver febre, procure seu médico ou profissional da saúde, pois talvez precise tratar com medicamentos. Sempre procure ajuda caso não esteja conseguindo amamentar e sentindo dor. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Os Fraldinhas (www.osfraldinhas.com.br).

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Encorajando as crianças a se movimentarem O crescimento de uma criança e o desenvolvimento motor são fortemente afetados pelos estímulos provenientes do ambiente. É por isso que, dar aos nossos filhos brinquedos que estimulem o desenvolvimento motos, faz com que eles aprendam novas habilidades essenciais para o crescimento.

OBSERVATÓRIO CHICCO

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Revista Materlife 154

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