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Veja também! Técnica do Charutinho para acalmar o bebê: Aprenda o passo a passo

Fácil acesso à revista pelo seu dispositivo móvel JUlHO 2017 / Ano 13 / nº 151

ISSN 2178-8707

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A revista da mamãe moderna www.materlife.com.br

dicas

entenda os sinais de fome e saciedade da criança Desenvolver um relacionamento positivo de alimentação entre cuidador e criança

Medicina fetal salva bebês no útero da mãe

Como escolher o melhor método anticoncepcional após a gestação?

30% dos problemas de malformações dos bebês já podem ser solucionados

Caspa

Como conciliar a gravidez e o trabalho

Como prevenir e tratar os pontinhos brancos na cabeça?

O sonho de ser mãe não precisa ser deixado de lado pelas mulheres

A baixa umidade do ar, o chuveiro quente e o consumo de comida gordurosa somados...

educação

Hiperpaternidade gera adolescentes com muitos medos Muitas vozes alertam, há algum tempo, que o excesso de proteção não é nada benéfico

Será que meu bebê tem refluxo?

Um grande número de consultas de lactentes se deve a manifestações que se parecem com sintomas de refluxo


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Índice

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4 Mentiras que contamos

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Consulta pré-natal com a pediatra

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Como entender os sinais de fome

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Relacionamento de Pai e Mãe influenciam

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A conscientização do corpo para o parto

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Células-tronco do dente de leite

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48 A Hiperpaternidade 50 Conheça cada período da gestação 52 Vacina da Gripe 2017 54 Cuidados com excesso de tempero na comida 56 Como escolher o melhor método anticoncepcional 59 Fimose, Circuncisão e Postectomia

A Revista Materlife, consciente da sua responsabilidade ambiental e social, utiliza papéis com certificado FSC (Forest Stewardship Council) para impressão desta revista.

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Vitamina D

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Caspa, como prevenir e tratar?

Campanha: cuidado com as pernas

30

Será que meu bebê tem refluxo?

32

Alimentação na saúde da mulher

Castigo para pensar nem pensar!

44

Como concilicar a gravidez e o trabalho

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Lição de casa não precisa ser sinônimo de brigas

Chá de bebê

60 Sabia que se sujar na infância é importante? 63 Seus filhos não desgrudam do celular? 64 Gatos e alergias combinam? 68 Medicina Fetal salva bebês 70 Sabia que ...

72 SBP alerta sobre exposição na internet 75 Técnica do Charutinho para acalmar o bebê 74 Mobilidade durante o trabalho de parto 76 Circular Cervical 78 Emendar uma gravidez na outra é arriscado

Nota: As informações publicadas nesta revista têm caráter meramente informativo e não substituem o aconselhamento e acompanhamento médico por especialistas nas mais diversas áreas atuantes da medicina. Todos os direitos reservados a Revista Materlife. Proibida a reprodução parcial ou total dos conteúdos. A Redação da Revista Materlife não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados ou por qualquer conteúdo publicitário e comercial, sendo este último de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Diretor Michel Wajchman Gerente Financeiro João Géa Maringolo Colaboradora Editoral Sacha Silveira (MTB 51948-SP) Direção de Arte Vitor Gomes Coordenador de Assinaturas Marcos Hessman Produção e Conteudo Editorial Julio Mathias Neto Coordenadora de Circulação Julia Feldstain Colaboradores desta edição: Dra. Carolina Mantelli Borges / Dra. Vanessa Penteado / Dr. Bruno Andrade / Dr. Leandro Teles / Dra. Angelina M. F. Gonçalves /Dra. Ana Paula Bautzer / Dra. Cynthia Boscovich / Dr. Joji Ueno / Dra. Angela Shimuta / Antonio Paschoal / Dr. Domingos Mantelli / Dr. Carlos Bautzer / Dr. Fernando Passos / Dra. Liliane Oppermann / Dra. Erica Mantelli Gestão de Relacionamento Médico Lucas Alan Gerência Comercial Anderson Carlos Pereira Logística e Distribuição: Correios Tiragem / mensal: Nacional 50.000 exemplares Atendimento ao assinante: Disponível de segunda a sexta-feira, das 9:00hs às 18:00 horas. São Paulo: 11 5031-4807 Para anunciar ligue: (11) 5031-4807 / (11) 5031-5847 | contato@materlife.com.br Esta marca e os produtos associados encontram-se disseminados em grandes grupos populacionais. A distribuição é feita em todo território nacional para profissionais da saúde nas especialidades de ginecologia/obstetrícia, pediatria e odontopediatria, promovendo o exercício do direito do cidadão em obter a informação de forma gratuita. Contato: Para se corresponder com a redação: Endereçar cartas à Editora Chefe, Revista Materlife, Rua Hugo Taddei, 97 – Pq. Jabaquara - SP - CEP: 04357-010 Fax: 11 5031-4807. contato@materlife.com.br. Cartas devem ser encaminhadas com os contatos do remetente.


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Mentiras que contamos

para nossos filhos e que influenciam a personalidade deles

E Se as respostas que damos para as crianças não são satisfatórias, elas acabam procurando explicações em outras fontes

las parecem inofensivas em um primeiro momento, mas muitas vezes podem mudar para sempre a vida de uma criança. Você provavelmente já ouviu algumas mentirinhas dos seus pais e acabou repetindo para seu filho em certos momentos mais delicados, quando aquela famosa pergunta “De onde vêm os bebês?” aparece em uma conversa. Ou então disse para seu filho que a picada da vacina não ia doer nada quando, na verdade, até você ainda sente alguma dor. É mentira? É. Mas

a gente sabe que às vezes apela para uma mentira pequena deixa o dia a dia um pouco mais simples. Só precisamos ter a medida certa disso, para não marcar a vida da criança para sempre e acabar recebendo de volta o efeito contrário: deixar seu filho ainda mais ansioso ou intrigado sobre determinado assunto. Vamos a elas:

“O seu avô virou uma estrela”

É inerente ao ser humano, pelo menos na sociedade ocidental, ter medo da morte e não saber lidar muito bem com ela. Como nós, adultos, termos dificuldade de aceitar a morte de pes-

Em vez de contarmos o que realmente aconteceu e tentar tornar a morte um acontecimento natural, inventamos certas histórias mirabolantes como “foi morar no céu”, “vai dormir por muito tempo”

Associar a morte ao sono pode deixar a criança com medo de dormir

soas queridas, assumimos que nossos filhos também não vão conseguir aguentar essa dor. Em vez de contarmos o que realmente aconteceu e tentar tornar a mortwe um acontecimento natural, inventamos certas histórias mirabolantes como “foi morar no céu”, “vai dormir por muito tempo”, “virou uma estrela” ou “fez alguma viagem”. Isso quase sempre não convence a criança do que aconteceu nem ameniza a saudade que ela vai sentir. Se as respostas que damos para as crianças não são satisfatórias, elas acabam procurando explicações em outras fontes – normalmente duvidosas. Associar a morte ao sono pode deixar a criança com medo de dormir e inventar uma viagem que não existe cria a falsa expectativa de que um dia a pessoa (ou o bichinho de estimação) vai voltar. O que fazer, então? Conte o que aconteceu. Nada mais, nada menos. Não precisa entrar em méritos maiores que a criança não vai entender, nem detalhes que vão deixá-la impressionada demais. Viver perdas faz parte da vida e do desenvolvimento do ser humano.

Elogiar é bom. As crianças adoram ser reconhecidas pelos seus esforços e fazem de tudo para agradar os pais, principalmente as crianças menores

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sobre o sexo enquanto é pequena, mais cedo ela vai buscar satisfazer sua curiosidade. Dos entrevistados, 45% disseram que conversam sobre sexo com os pais, e 32%, com os amigos. Entre os que mantinham um diálogo mais aberto com os pais, apenas 18% eram sexualmente ativos. Essa porcentagem subia para 37% no grupo dos que não tocavam no assunto. Ou seja, quanto melhor a criança for informada, menos curiosidade ela vai ter de ter uma experiência sexual antes da hora. Se seu filho insistir com “De onde vêm os bebês?”, explique deforma direta e pontual tudo que ele perguntar, usando alguma imagem lúdica o mais próxima possível da realidade da criança – a história da sementinha plantada pelo pai na barriga da mãe é uma boa opção. Além do mais, o respeito que seu filho tem por você deve vir de dentro para fora e não de fora para dentro. Não é fácil conquistar isso, não é simples fazer uma criança obedecer

“Engole o choro. No futuro, você vai me agradecer.” Castigo corporal só causa duas coisas: dor e raiva. Seu filho pode até te obedecer imediatamente depois de alguns tapas, mas vai ficar com medo de você e muitas vezes vai reagir de forma oposta ao que você pretendia. Além do mais, o respeito que seu filho tem por você deve vir de dentro para fora e não de fora para dentro. Não é fácil conquistar isso, não é simples fazer uma criança obedecer. Mas ma-

O mais importante é que ele não desanime em dar o seu melhor. O elogio exagerado pode ser tão prejudicial quanto as críticas sistemáticas porque pode impedir a criança de ver a realidade e levá-la ao comodismo

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chucá-la com certeza também não é a saída. Estudos provam que castigos corporais não ensinam o que é certo ou que é errado, ou seja, a criança não aprende valores morais por meio de tapas. Na verdade, acontece exatamente o contrário. Quando os pais não estão, os filhos ignoram as regras. Quando estão, eles mentem. Bater também pode criar problemas imediatos e futuros. Mesmo aos 2 anos, crianças que sofrem castigos físicos tendem a evitar seus pais e são mais agressivas. Algumas até começam a ir mal na escola porque apanham em casa. “Foi uma cegonha que trouxe você” Uma pesquisa da Universidade de Montreal com mais de mil adolescentes de 14 a 17 anos revelou que quanto mais a criança for enganada

“Você é o melhor desenhista da sua sala” Elogiar é bom. As crianças adoram ser reconhecidas pelos seus esforços e fazem de tudo para agradar os pais, principalmente as crianças menores. Mas cuidado para não deixar o ego do seu filho inflado demais quando elogiá-lo. Você deve valorizar o esforço quando há esforço, assim você motiva seu filho a buscar a melhora em tudo o que fizer. Se não ficou tão bom quanto poderia ter ficado, diga a ele para tentar de novo, mas sem pressionar. Assim como você, seu filho tem alguns limites e é normal que ele seja um ótimo aluno em matemática, mas péssimo jogador de futebol. O mais importante é que ele não desanime em dar o seu melhor. O elogio exagerado pode ser tão prejudicial quanto as críticas sistemáticas porque pode impedir a criança de ver a realidade e levá-la ao comodismo. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4 Daddy (www.4daddy.com. br) – Autor: Regina Fiore Ribeiro, filha de Ermelinda e Reginaldo.


Levanta a mão quem já fez o

Teste do Pezinho O Teste do Pezinho é um exame rápido em que gotinhas de sangue do calcanhar do bebê são coletadas e tem a finalidade de diagnosticar e impedir o desenvolvimento de doenças genéticas ou metabólicas que podem levar à Deficiência Intelectual ou causar prejuízos à qualidade de vida. É um exame essencial e pode fazer toda a diferença no futuro da criança. Muitas das doenças não apresentam sintomas ao nascimento. O Laboratório APAE DE SÃO PAULO é o maior em número de crianças triadas e possui tecnologia de última geração para realizar um dos mais completos Testes de Triagem Neonatal do Brasil, que identifica até 50 doenças. QUALIDADE E CONFIANÇA • Serviço de Referência em Triagem Neonatal, credenciado pelo Ministério da Saúde.

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Consulta pré-natal com o pediatra

Muito importante para o pediatra também conhecer se a gestante possui algum hábito, como tabagismo, etilismo

A

consulta da gestante com o pediatra é recomendada em todas as gestações, tanto nas de alto risco como as de baixo, sendo hoje inclusive uma recomendação da própria Sociedade Brasileira de Pediatria, idealmente à partir da 32° semana de gestação. São vários os objetivos dessa visita. É através desta que o casal poderá conhecer o pediatra, estabelecer um contato inicial, o que auxiliará muito na escolha de quem será o profissional que confiarão o cuidado e a assistência de seu futuro bebê. É muito importante que haja um canal aberto de comunicação entre ambas as partes, com uma boa relação de confiança. Para essa consulta, é muito importante que a gestante leve toda sua documentação, como a carteira de pré-natal, exames realizados, carteira de vacinas. O pediatra fará todo

o histórico da gestação, fundamental para o seguimento inicial do bebê, já que seu pequeno futuro paciente já traz um histórico desses meses de vida intrauterina. É muito importante o conhecimento se a gestação foi desejada, planejada, se houve intercorrências clínicas ou ginecológicas com a futura mamãe, o resultado dos ultrassons morfológicos, das sorologias (de HIV, sífilis, hepatites, citomegalovírus, toxoplasmose, entre outras), das glicemias, hemograma, entre outras. Sobre as vacinas é checado e ressaltada a importância da vacina de coqueluche e gripe na gestação. Muito importante para o pediatra também conhecer se a gestante possui algum hábito, como tabagismo, etilismo, uso de drogas, entre outros. Essa informação também é importante a respeito do parceiro, pai do futuro bebê. Sempre é questionado e averiguado também se está sendo realizado o pré-natal do homem, ou seja, se o pai do bebê está realizando os exames e está saudável. A partir de todas essas informações, será conversado sobre o parto: local onde está sendo programado, qual a via de parto desejada. É nesse momento, que respeitando as indicações obstétricas, o pediatra poderá ressaltar todas as grandes vantagens do parto normal, tanto para o bebê quanto para a gestante.

É muito importante que a gestante leve toda sua documentação, como a carteira de pré-natal, exames realizados, carteira de vacinas. O pediatra fará todo o histórico da gestação, fundamental para o seguimento inicial do bebê

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A finalização da orientação é feita com a programação da primeira consulta do bebê, explicando qual será a periodicidade dessa e como se procede o seguimento

É nesse momento, que respeitando as indicações obstétricas, o pediatra poderá ressaltar todas as grandes vantagens do parto normal, tanto para o bebê quanto para a gestante

É ressaltado a importância do parto humanizado, da presença do pai na sala de parto nesse momento e da necessidade de colocação do bebê em contato com a pele da mãe, no seu colo, imediatamente após o período expulsivo do parto, desde que as condições clínicas do bebê permitam. É a partir desse momento, que se inicia a construção do vínculo mãe-bebê nessa nova fase, dando continuidade ao trabalho iniciado durante a gestação. Recomenda-se sempre, desde que o bebê e mãe estejam em condições clínicas adequadas, que a dupla permaneça em alojamento conjunto.

Será orientado todos os procedimentos do recém-nascido na maternidade, seguimento clínico, perda de peso esperada, testes de triagem (pezinho, auditiva, reflexo vermelho, frênulo lingual, cardiopatia), vacinação de hepatite B e BCG, armazenamento de células tronco. Durante essa consulta o casal e especialmente a mãe está calma, querendo informações, com a atenção totalmente focada na consulta. É importante aproveitar esse rico momento e falar sobre a importância e todos os benefícios do aleitamento materno, assim como o preparo da mama,

dificuldades que podem ocorrer, pega, sucção, o que esperar nos primeiros dias, mito do leite fraco, complicações (fissuras e ingurgitamento e suas soluções), amamentação livre demanda, risco de uso de outros tipos de leite e bicos, papel do pai na amamentação. Essas orientações auxiliam muito para garantirmos o sucesso da amamentação. Ressaltamos que o leite materno é o melhor alimento a ser oferecido para o bebê nos primeiros 6 meses de vida e que o aleitamento materno traz vantagens não apenas para a saúde do bebê, mas também para a da mãe. A finalização da orientação é feita com a programação da primeira consulta do bebê, explicando qual será a periodicidade dessa e como se procede o seguimento. É conversado sobre cuidados gerais com o bebê, ritmo de sono, cuidados com o coto umbilical, higiene, entre outros. Gestantes, não percam a oportunidade dessa conversa com o pediatra. Ele será um profissional que pode somar muito nas suas orientações, preparando o casal para esse momento tão especial que é a chegada do bebê!

Fonte: Dra Daniela Vinhas Bertolini, CRM 85228. Pediatra e Infectologista Pediátrica. Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Infectologista Pediátrica do Programa Estadual e Municipal de DST/Aids de São Paulo. Coordenadora da Equipe da Pediatria do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids – Programa Estadual São Paulo. Atende no Consultório Cuidar – Pediatria e Cuidado Integral em São Paulo, www.cuidarpediatria.com.br.

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Chá de Bebê [ 5 respostas úteis para as dúvidas que você tem ]

Algumas mães têm dúvidas sobre o que fazer no chá de bebê, e outras optam por não fazer, seja por timidez, falta de tempo ou stress

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chá de bebê é uma festa para comemorar a gestação, a chegada da criança. É um momento de reunir a família, os amigos, de divertir-se e registrar lindas fotos do barrigão! Algumas mães têm dúvidas sobre o que fazer no chá de bebê, e outras optam por não fazer, seja por timidez, falta de tempo, stress ou qualquer outro motivo. Vamos listar 5 respostas para dúvidas comuns que as mamães possuem.

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Quem deve serconvidado para o Chá de Bebê?

Via de regra a família, amigos, colegas, dindos, enfim, quem os pais acreditarem ser importantes para esse momento. Também é importante delimitar a lista de convidados de acordo com o local onde será o chá, e o valor que o casal está disposto a gastar. Há casais que preferem fazer juntos o Chá. Para outros é comum a festa ser somente para as mulheres. Há ainda aqueles casais que a esposa faz

o chá de bebê, e ganha roupinhas e acessórios, e o marido faz o Chá de Fraldas (ou Chá de Beber), servindo bebidas à ala masculina e ganhando fraldas para o bebê. Há também o famoso Chá de Bebê Revelação.

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É vantajoso fazer o Chá de Bebê, financeiramente falando?

Essa é uma dúvida bem comum, e a resposta é: depende. Sim, depende de tudo! Depende do número de convidados, do tipo de comida/lanche e bebida que serão servidos, da decoração escolhida, se haverá gastos com salão de festas, fotógrafos, lembrancinhas, etc. Depende também dos presentes que o bebê irá ganhar. Então antes de fazer o Chá de Bebê é bom parar para analisar: estamos fazendo a festa para nos divertir e ter recordações do momento de espera da chegada do bebê, ou precisamos economizar e vamos fazer o Chá para ganhar presentes para o bebê? A partir daí os pais podem começar a organizar a festa.

Há casais que preferem fazer juntos o Chá. Para outros é comum a festa ser somente para as mulheres. Há ainda aqueles casais que a esposa faz o chá de bebê, e ganha roupinhas e acessórios, e o marido faz o Chá de Fraldas, servindo bebidas à ala masculina e ganhando fraldas para o bebê.

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Vale apena fazer uma lista de presentes para a festa ? Acreditamos que sim. É muito válido quando os pais fazem listas em diversos lugares. Listas de roupinhas escolhidas, itens de enxoval, itens de higiene, fraldas, e por aí vai a enorme lista! A lista ajuda os convidados a escolherem facilmente os presentes e garante que o bebê não receberá itens repetidos. Por exemplo: de que adiantaria ganhar 10 mamadeiras e nenhum pacote de fraldas? Ou receber todas as fraldas e roupinhas no tamanho RN? Por isso a sugestão é colocar mais de uma lista, em alguma drogaria, em loja de enxoval e mesmo lojas online.

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Com quantos meses de gestação devo fazer ?

O ideal é que não seja deixado para a última hora, ou para os últimos tempos da gestação, digamos assim. Por vários motivos: no final da gestação a mamãe começa a ter os pés inchados, a ficar mais indisposta. As vezes o médico pede repouso por algum motivo e há também os bebês apressadinhos que acabam chegando antes. Além de tudo isso, deve-se pensar também que é preciso tempo hábil para comprar os itens que ainda faltarem após o Chá de Bebê, pois sabe-se que sempre faltam algumas coisas! Então, o período ideal seria entre o 6° e 7° mês de gestação, período em que o inchaço ainda não é tão incomodo e a gestante sente-se mais disposta.

O Presente para o bebê. Essa brincadeira envolve todos os convidados de maneira simples e resulta em uma linda lembrança para a criança 16

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Além de tudo isso, deve-se pensar também que é preciso tempo hábil para comprar os itens que ainda faltarem após o Chá de Bebê, pois sabe-se que sempre faltam algumas coisas!

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Devo fazer brincadeiras no Chá de Bebê ?

Brincadeiras são ótimas para divertir-se com os convidados e para fazer com que todos participem. Pense e pesquise sobre brincadeiras relacionadas a Chá de Bebê e solte a imaginação. Não há necessidade de se prender apenas aquelas brincadeiras de adivinhar o presente que ganhou e menos ainda se sentir obrigada a passar por algum constrangimento (aqui no sul ainda é comum muitas mães terem a barriga pintada/ riscada de batom, ter acessórios colocados nela, fazendo-a pagar o maior mico!). Caso vocês queiram apenas um momento de conversas com os convidados, sintam-se a vontade! Afinal, a festa deve ocorrer conforme a vontade do casal. Em breve faremos um post sobre ideias de brincadeiras para fazer no

Chá de Bebê, e já adiantamos uma: O Presente para o bebê. Essa brincadeira envolve todos os convidados de maneira simples e resulta em uma linda lembrança para a criança. Deve ser comprado um item útil e liso (sem estampas) para o bebê, como um body ou uma caixinha, ou um mural, ou mesmo um quadro. O item deve ser deixado logo na entrada do evento, com itens para decorá-lo, como tintas, canetas e gravuras. Ao chegar, cada convidado deve dar a sua contribuição decorativa ao acessório, com ilustrações ou mesmo mensagens carinhosas. Assim, quando o bebê chegar ganhará um presente feito com muito amor por tantas pessoas! Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador.Divulgado em: Os Fraldinhas (www. osfraldinhas.com.br).


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Vitamina D A vitamina D é essencial para o equilíbrio mineral Como fazemos a vitamina D? Pode ser obtida ou pela ingestão pela alimentação ou pela exposição aos raios UVB do sol pela pele (transformam o colesterol em vitamina D). Pela ingestão, podemos adquirir pelos óleos de fígado, derivados do leite e ovos. É difícil saber a dose diária dessa relação entre alimentos e exposição ao sol. Mas a exposição ao sol de 15 a 30 minutos por dia antes das 10 horas e depois das 16 horas sem protetor solar é essencial para aquisição da vitamina D.

Deficiência da vitamina D ocorre em quem? Ocorre em pessoas com pouca exposição ao sol e ou em pessoas com problemas na absorção de lipídios ou na dieta. A falta da vitamina D pode causar desmineralização do osso e por consequência ossos mais fracos, aumentando risco de fraturas. E o excesso de vitamina D? A ingestão excessiva de vitamina D (não pela exposição ao sol) pode causar fraqueza, náuseas, dores de cabeça e abdominal, câimbras e diarreia.

Ocorre em pessoas com pouca exposição ao sol e ou em pessoas com problemas na absorção de lipídios ou na dieta. A falta da vitamina D pode causar desmineralização do osso e por consequência ossos mais fracos, aumentando risco de fraturas.

Quais são as fun� ções da vitamina D? A principal é o equilíbrio no Cálcio. A vitamina D está associada intimamente ao metabolismo do cálcio. A diminuição da vitamina D implica na diminuição do cálcio circulante pela redução da absorção do cálcio pelo intestino.

O que mais a vitamina D pode gerar? A vitamina D pode ser dosada por exame de sangue e acredito que seja importante termos essa informação

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Estudos vêm sendo realizados e aos poucos outras associações da deficiência da vitamina D e doenças estão sendo tratadas com suplementação da vitamina D. Neste texto me limitei a colocar sua função clássica e bem sedimentada pela ciência. Mas devo dizer que alterações pressóricas,

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alteração de humor, esclerose múltipla e outras alterações vêm sendo estudadas de forma associada a vitamina D. Ficamos no aguardo da confirmação dessas associações.De qualquer forma a vitamina D pode ser dosada por exame de sangue e acredito que seja importante termos essa informa-

ção para mantê-la em padrões dentro da normalidade. Se você não tiver a oportunidade de dosar a vitamina D, não tem problema, tenha uma alimentação balanceada e tome sol regradamente. Fonte: Dra. Carla Kikuchi Fernandes CRM 112.843 blog (www. dracarlagineco.com.br)


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Caspa como prevenir e tratar? Ela recebe o nome de dermatite seborreica e conta com a participação de um fungo

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A doença não tem cura, mas pode ser controlada. No consultório, os médicos dermatologistas indicam cremes, loções, xampus a base de antifúngicos

baixa umidade do ar, o chuveiro quente e o consumo de comida gordurosa somados ao estresse podem causar o aparecimento de descamação no couro cabeludo. É a famosa caspa. Ela recebe o nome de dermatite seborreica e conta com a participação de um fungo chamado de Pityrosporum ovale. A caspa não é um tipo de micose, mas sim uma inflamação crônica com a ação de um fungo oportunista. Como acontece com a acne, a maior atividade das glândulas sebáceas ocorre sob a ação dos hormônios androgênicos, por isso, o início dos sintomas da dermatite seborreica ocorre geralmente após a puberdade. A caspa não é contagiosa, sendo necessária uma predisposição para que seja desencadeada. Ela é caracterizada por coceiras, vermelhidão, descamação e liberação de flocos de cor branca a amarelada e algumas vezes, mau cheiro na região afetada. As características da doença são a produção de oleosidade, descamação e coceira. A caspa ocorre pre-

dominantemente no couro cabeludo, mas também pode surgir na região da barba, pálpebras, sobrancelhas e nas orelhas. A dermatite seborreica tem caráter crônico, com tendência a períodos de melhora e de piora, acometendo tanto homens quanto mulheres e é uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. A doença não tem cura, mas pode ser controlada. No consultório, os médicos dermatologistas indicam cremes, loções, xampus a base de antifúngicos. É muito importante que as pessoas não se automediquem. Quem sofre com os sintomas da dermatite seborreica deve procurar a orientação de um dermatologista, o tratamento, acompanhado por um especialista é simples e muito eficiente. Fonte: Dra. Natalia Cymrot - Av. Prof. Alfonso Bovero 1057 conj. 131, Perdizes, São Paulo/SP .Tel:11-3871-5008 Site: nataliadermatologia.com.br.

dicas

Confira algumas dicas para evitar a caspa 1 Abandone os bonés e chapéus e não durma com o cabelo molhado e preso; 2 Secadores devem ser utilizados com distância de 20 cm do couro cabeludo; 3 Cremes e condicionadores, máscaras capilares só devem ser aplicados nas pontas. Diminua a temperatura do chuveiro; 4 Melhore a alimentação evitando comida gordurosa. Consuma mais fibras e beba mais líquidos (água e sucos naturais); 5 Opte por shampoos que contenham ácido salicílico, cetoconasol, ciclopirox e piritionato de zinco

A caspa ocorre predominantemente no couro cabeludo, mas também pode surgir na região da barba, pálpebras, sobrancelhas e nas orelhas

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Como entender os sinais de fome e saciedade?

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esenvolver um relacionamento positivo de alimentação entre cuidador e criança significa, primeiramente, saber identificar e compreender os sinais de fome e saciedade dela. A interação e a comunicação entre ambos durante o momento de alimentação, influencia o progresso das habilidades de alimentação e o con-

sumo adequado de nutrientes. Uma atitude responsiva do cuidador é o centro do desenvolvimento de um bom relacionamento com a comida e das primeiras experiências alimentares. Lembre-se do desenvolvimento das habilidades da criança e das necessidades nutricionais quando for decidir o tipo, a quantidade, e a textura do alimento a ser oferecido, bem como o método de alimentação utilizado (uso de colher, comer sozinho, com os dedos, etc).

Não force a comer

Ofereça a comida de uma forma positiva, sem forçar, insistir ou chantagear. As crianças são biologicamente capazes de regularem sua ingestão alimentar, de acordo com suas necessidades de crescimento. Quando um adulto força a criança que está em processo de aprendizagem, a consumir uma quantidade adicional de alimento quando ela já está satisfeita, ela fica confusa em relação às suas sensações de fome e

Lembre-se do desenvolvimento das habilidades da criança e das necessidades nutricionais quando for decidir o tipo, a quantidade, e a textura do alimento a ser oferecido, bem como o método de alimentação utilizado (uso de colher, comer sozinho, com os dedos, etc)

Quanto mais rígidas são as regras de ingestão alimentar, maiores serão as chances de desenvolvimento da obesidade e de preferências inadequadas de alimentação. A criança precisa exercitar a sua autonomia no momento de alimentação

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Observe cuidadosamente a criança e respeite seus sinais, assim você estará proporcionando um ambiente favorável para o bom desenvolvimento alimentar

saciedade, podendo gerar, entre outros, uma atitude passiva da criança frente ao alimento. Quanto mais rígidas são as regras de ingestão alimentar, maiores serão as chances de desenvolvimento da obesidade e de preferências inadequadas de alimentação. A criança precisa exercitar a sua autonomia no momento de alimentação. Tenha em mente que a dieta delas pode variar em relação ao tipo e a quantidade de alimento ingerido diariamente. Observe cuidadosamente a criança e respeite seus sinais, assim você estará proporcionando um ambiente favorável para o bom desenvolvimento alimentar, evitando dificuldades nesse processo e seguindo práticas seguras de alimentação. Nunca force uma criança a comer. Problemas

Sinais que indicam fome Abrir a boca enquanto se alimenta para indicar que quer mais. Apontar para a comida e tentar agarrar a colher. Sorrir, brincar, mover a cabeça em direção ao cuidador ou a colher. Ficar excitado e feliz quando a comida se aproxima Quando mais velho, expressar desejos específicos por comida através de palavras ou sons

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na interação, no reconhecimento e nas respostas adequadas às pistas, bem como qualquer outra dificuldade durante esse processo devem ser referenciados a uma equipe multiprofissional adequada. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador.Divulgado em: 4Daddy site: (www.4daddy.com.br) - Autora: Claudia de Cássia Ramos, Fonoaudióloga clínica atua nas áreas de motricidade oral, fala, linguagem e dificuldades alimentares. Integra a equipe do Centro de Dificuldades Alimentares do Instituto PENSI, Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Infantil Sabará. Realiza atendimento clinico, pesquisa e publicações na área. Escreve no blog www.falandosobrealimentacao.com.

Sinais que indicam saciedade Selar os lábios e virar a cabeça para o lado Diminuir ou parar de sugar. Cuspir o bico ou a comida Pegar no sono ou se distrair e prestar atenção mais no ambiente Diminuir a velocidade de ingestão. Fechar a boca ou empurrar a comida Balançar a cabeça em sinal negativo. Quando mais velho, verbalizar que “não quer mais”


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Relacionamento de Pai e Mãe influenciam o comportamento dos filhos(as) juntos na mesma casa. Os pais responderam questionários e tiveram entrevistas por telefone com os pesquisadores, para relatar como se relacionavam com o cônjuge e atuavam na criação das crianças. E o resultado foi interessantíssimo.

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ocê já parou para pensar como seu relacionamento com seu parceiro(a) influencia o comportamento de seu filho? Imagino que todos nós tenhamos em mente que, quando pai e mãe têm uma boa convivência, falam a mesma língua e se ajudam na criação das crianças, tudo fica mais fácil. Mas será que existem provas de que o comportamento dos filhos está relacionado ao entendimento entre os pais? Pois um estudo recente da Universidade de Sussex, no Reino Unido, mostra exatamente isso. Apesar de alguns outros estudos já terem mostrado a relação entre a forma como pai e mãe trabalham juntos na educação dos filhos e o comportamento das crianças, poucos trabalhos analisaram de maneira isolada a percepção do pai e da mãe sobre o próprio relacionamento, e como isso interfere na expressão dos pequenos. Nessa pesquisa, foram analisadas 106 famílias, todas com filhos biológicos e nas quais os pais moram

A ausência da figura Paterna Quando as mães que participaram do estudo afirmavam não receber suporte do marido, não foi estabelecida uma relação com o bom ou mau comportamento dos filhos. Entretanto, no caso dos homens que se disseram não apoiados por suas esposas na educação dos filhos, foi identificado um padrão desafiador das crianças, que demonstravam comumente atitudes como jogar os brinquedos no chão, ou responder de forma áspera aos pais. Embora a pesquisa tenha identificado essa relação, mas não tenha estudado as causas que levam a ela, uma possível explicação para o mau comportamento dos filhos quando a parte paterna não encontra o apoio materno é a de que o papel atual do pai na criação dos pequenos ainda não está bem estabelecido. Como ainda hoje é a mãe a considerada responsável por essa tarefa (e a família inteira tem essa consciência, inclusive os filhos), é importante que ela abra espaço para que o pai também seja atuante – só assim ele ganhará autoconfiança e poderá construir um relacionamento de amizade e respeito com as crianças. Fica a dica: Papai sai do papel de coadjuvante/auxiliar da mãe, assuma o protagonismo na criação de seu filho(a). Seja trocando uma fralda, seja demonstrando afeto e carinho mesmo. Lógico que respeitando sempre o seu limite, mas temos que ultrapassar sim uma barreira importante: o machismo. Certamente, dessa forma, teremos pais e filhos cada vez mais amigos e felizes. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4Daddy site: www.4daddy.com. br) - Autor: Leandro Ziotto, pai do Vinícius e co-fundador do 4daddy.

Como ainda hoje é a mãe a considerada responsável por essa tarefa (e a família inteira tem essa consciência, inclusive os filhos), é importante que ela abra espaço para que o pai também seja atuante

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Cuidado com as pernas Varizes passam de pais para filhos ?

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s varizes apresentam-se como veias dilatadas e tortuosas ou curvas nos membros inferiores, podendo se sobressair na pele ou não. Essas veias são preenchidas com o acúmulo de sangue e, geralmente, causam dores e cansaço nas pernas. De tonalidade azulada ou esverdeada, o problema ocorre devido a um mau funcionamento das válvulas que se encontram nas panturrilhas. De acordo com o angiologista Dr. Ary Elwing (CRM22.946), especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser, as artérias atuam transportando o sangue que está nas pernas para o coração e demais órgãos do corpo humano. Para fazer esse movimento, elas contam com válvulas que impedem o retorno do sangue aos pés em decorrência da ação da gravidade. “Quando as válvulas não funcionam adequadamente, o sangue acaba ficando acumulado nas pernas”, descreve.

fatores como maus hábitos alimentares, ausência de atividades físicas, excesso de peso e tabagismo, colaboram para o surgimento precoce das varizes primárias. “Obviamente, nem todas as pessoas desenvolvem problemas de falha da bomba periférica, como dor nas pernas, inchaço ou edema, entre outros sintomas. Entretanto, a incidência de problemas venosos aumenta de acordo com os hábitos que você tem no dia a dia”, alerta o angiologista. O médico explica que aproximadamente 35% das pessoas com varizes apresentam casos de histórico familiar com problema. E se tanto o pai como a mãe apresentam problemas circulatórios, os filhos têm o dobro de chances de desenvolver o problema. “A prevenção e controle das varizes é realizado através de inúmeras atitudes, como a aquisição de bons hábitos alimentares e prática de atividades físicas”, orienta o especialista. Os exercícios mais indicados para quem pretende ativar a circulação e evitar problemas com varizes são a natação, hidroginástica e caminhadas. “ A panturrilha é chamada de coração venoso. A caminhada feita como exercício e com sapato adequado (tênis) ajuda ao coração venoso bombear o sangue de volta ao pulmão, ajudando as veias no seu trabalho”, diz Ary. Terapia de compressão Um bom estilo de vida é a melhor maneira de garantir mais saúde e, claro, prevenir a incidência de doenças. No caso das varizes, além da aquisição de hábitos mais saudáveis, deve-se aliar à alguns tratamentos.

“Quando as válvulas não funcionam adequadamente, o sangue acaba ficando acumulado nas pernas”

O acúmulo de sangue nas veias causa um alargamento das mesmas. O principal motivo para o aparecimento do problema é o histórico familiar. Sendo assim, em casos onde os pais possuam problemas com varizes, é muito comum que os filhos também desenvolvam o problema. “Existem dois tipos de varizes que são as primárias e secundárias. As que têm relação com fatores hereditários são classificadas como primárias. As secundárias, entretanto, surgem em pós-traumas e pós-trombose venosa profunda”, informa Elwing. Normalmente, outros 28

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Uma das opções é a terapia de compressão. “Essa terapia é realizada com meias de compressão graduada que atuam aumentando a força das veias nos membros inferiores e, com isso, reduzem a pressão nas mesmas, prevenindo a incidência de varizes e outras doenças como tromboflebite, trombose, entre outras”, afirma o angiologista. Ou seja, como as meias causam uma pressão nas pernas, acelera a velocidade do refluxo de sangue para o coração. “A compressão máxima inicia no tornozelo e reduz quando chega na coxa. Entretanto, vale ressaltar que existe diferentes classes de compressão das meias elásticas e são utilizadas de acordo com a gravidade da doença. Por isso, o uso deve ser feito mediante autorização do médico”, finaliza Elwing. Fonte: Dr. Ary Elwing (CRM-22.946), angiologista, especialista em cirurgia vascular periférica e tratamento a laser. - www.aryelwing.com.br.


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Será que meu bebê tem refluxo?

U Existem alguns casos, porém em que o bebê apresenta desconforto importante durante e/ou após as mamadas, acompanhado ou não de regurgitação

Nesse tipo de situação, não há necessidade de utilizar medicamentos. A simples orientação de fracionar as mamadas e manter o bebê em pé por alguns minutos após as mamadas, em geral, são suficientes para espaçar esses episódios de regurgitação. Existem alguns casos, porém em que o bebê apresenta desconforto importante durante e/ou após as mamadas, acompanhado ou não de regurgitação, às vezes volumosas e pode inclusive ter repercussão no seu ganho de peso, que se torna inadequado. Sintomas como soluço, pigarro, tosse seca, movimentação de pescoço e da cabeça para trás(com arqueamento do corpo), podem ser observados. Nessa circunstância, estamos diante de um quadro de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Nestes casos, além das medidas orientadas para o refluxo fisiológico, pode ser necessário utilizar medicações e fórmulas especiais no caso de não estar em aleitamento materno. Precisamos ressaltar aqui que o aleitamento materno exclusivo deve ser estimulado e mantido pelo menos até os 6 meses de idade. Estudos recentes orientam que a prescrição de medicamentos para o tratamento de DRGE devem ter indicação muito criteriosa, tentando evitá-los na medida do possível. Antes disso, se for o caso, a utilização de fórmulas anti-regurgitação e mais recentemente, fórmulas com proteínas parcialmente hidrolisadas(que tem melhor digestibilidade ) devem ser tentadas. Nos casos em que há manutenção Precisamos dos sintomas e até do ganho de peso ressaltar aqui que inadequado apesar das medidas instituo aleitamento ídas, devemos pensar na possibilidade materno de estar diante de um quadro de alergia exclusivo deve ser estimulado alimentar(alergia à proteína do leite de e mantido pelo vaca). Bebês com história familiar de menos até os 6 atopia, prematuros, nascidos de parto meses de idade cesárea, podem ter mais chance de desenvolver esse tipo de patologia, além, é claro, do desmame precoce e/ou utilização de fórmulas precocemente. Nestes casos, pode ser necessário consultar um especialista. Fonte: Dra. Cláudia G.F. Troccoli Menezes, CRM 69769 - Pediatra e Gastroenterologista Pediátrica. Atende no Consultório Cuidar-Pediatria e Cuidado Integral em São Paulo. (www.cuidarpediatria.com.br).

m grande número de consultas de lactentes se deve a manifestações que se parecem com sintomas de refluxo, como dor e desconforto às mamadas, além da própria regurgitação. Precisamos esclarecer que todos nós temos certo grau de refluxo, que é o refluxo fisiológico. Nessa condição, há uma passagem involuntária de conteúdo alimentar, de maneira retrógrada, do estômago em direção ao esôfago, e às vezes chegando até a boca. Essa situação, especificamente nos bebês, não causa sintoma ou desconforto, assim como não acarreta prejuízo em relação ao ganho de peso, e ocorre por uma fragilidade do esfíncter esofagiano inferior, que deveria “segurar” o alimento no estômago e que, com o passar do tempo, começa a se fortalecer, o que ocorre por volta dos 6 meses de idade ou mais. Aliado a isso, os bebês nessa faixa etária só tomam leite e ficam a maior parte do tempo deitados. No caso do refluxo fisiológico, o bebê regurgita, mas mantém sua atividade normal, sem desconforto algum, e sorri. Por isso, na literatura médica, são chamados de “regurgitadores felizes”.

Estudos recentes orientam que a prescrição de medicamentos para o tratamento de DRGE devem ter indicação muito criteriosa, tentando evitá-los na medida do possível. Antes disso, se for o caso, a utilização de fórmulas anti-regurgitação devem ser tentadas.

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A importância da alimentação na saúde da mulher

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alimentação é importante para todos os seres humanos, porém as mulheres possuem particularidades, devido às questões hormonais ligadas a capacidade de gestação e a composição corporal diferenciada. As necessidades também mudam ao longo da vida, conforme a fase de crescimento ou adulta, bem como a gestação, amamentação, menopausa e melhor idade. A Importância da alimentação se inicia no período pré-conceptivo e se estende em cada etapa da vida. A alimentação pode e deve ser uma aliada em todas as fases, principalmente na gestação, fase esta em que há necessidades de mãe e bebê, priorizando uma gestação saudável e garantindo que o bebê seja provido de todos os nutrientes para sua formação e desenvolvimento. Muitos estudos já mostram que além 32

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refletindo em doenças crônicas ao longo da vida. Não nos esquecendo da importância da alimentação na prevenção à diversos tipos de Câncer, com especial atenção ao Câncer de Mama. Alimentação não é apenas estética, é qualidade de dentro para fora que garantirá inclusive ótimos resultados estéticos. Alguns nutrientes são importantes na saúde da mulher em diversas fases, o cálcio sem dúvidas como um dos mais importantes para a prevenção da osteoporose na melhor idade, a vitamina D que está envolvida em diversos processos metabólicos – inclusive na obesidade e dificuldade de perda de peso, Magnésio e Selênio para controle do stress e da vida agitada que a maioria das mulheres hoje possui. Sem falar na saúde da pele, cabelo, unhas e estética em geral, com alimentos fontes de diversos nutrientes. Sem nos esquecermos dos fito químicos e alimentos funcionais que a cada dia estão mais escassos em nosso dia a dia: alimentos antioxidantes, anti-inflamatórios,

A Importância da alimentação se inicia no período préconceptivo e se estende em cada etapa da vida. A alimentação pode e deve ser uma aliada em todas as fases, principalmente na gestação, fase esta em que há necessidades de mãe e bebê desta fase, o bebê carrega as heranças genéticas dos pais, o que influencia em sua composição corporal e até presença ou não de obesidade e doenças crônicas até a vida adulta – daí a importância da saúde da mulher deste a preconcepção. Meninas também têm necessidades específicas na infância e adolescência devido ao crescimento e alteração hormonal. Devemos nos ater a composição corporal, uma vez que mulheres possuem maior reserva de tecido adiposo (gordura) do que os homens, assim com maior tendência ao acúmulo de gordura desde a infância até a fase adulta. A vida corrida e acaba levando nossas meninas a alimentação errônea desde a infância,

fibras, probióticos e muitos que garantem a integridade de nossos processos metabólicos e a correta absorção dos nutrientes que ingerimos. A chave para a saúde está na qualidade de vida, avaliação médica periódica e acompanhamento nutricional, utilizando-se de alimentos funcionais e fito químicos, garantindo não só uma saúde estética, mas sim em todo nosso organismo. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife. Divulgado em: www.dranaira.com.br – Dra. Gisele Paula Vieira, Nutricionista, mestre em Ciências da Saúde, Especialização em Fitoterapia, Alimentação Funcional, Especialista em Gestação e Amamentação.


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A conscientização do corpo para o parto humanizado “ muito tem se discutido acerca da humanização do nascimento, mas poucos entendem o que de fato isso significa, segundo o obstetra Dr. Gustavo Ventura ”

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A mobilidade materna durante o trabalho de parto é uma prática vantajosa e segura, e a liberdade de movimentos

tualmente no contexto da humanização do nascimento é fundamental entender o que de fato significa, muito tem se discutido acerca da humanização do nascimento, mas poucos entendem o que de fato isso significa, segundo o obstetra Dr. Gustavo Ventura, o parto é um momento em que deve ser respeitado o protagonismo feminino, ou seja, a mulher deve ter a mínima intervenção médica possível e direito de escolha. “É um modelo a ser seguido sim, já que o Brasil é campeão mundial em cesarianas e precisa rever a forma de nascer dos brasileiros que é segundo a OMS no mínimo destoante do resto da política de parto a nível mundial”, afirma o médico. Os benefícios de um parto normal humanizado têm sido amplamente divulgados, e deve ser estimulado sempre, o Dr. Gustavo reforça que é importante informar que o trabalho de parto reduz o desconforto respiratório neo-

natal, assim como alergias e infecções, e para a mãe permite uma recuperação mais tranquila e sem os riscos de infecção, hemorragia e óbito que estão bastante aumentados na cesariana. “As gestantes podem se preparar para o parto humanizado se conscientizando do seu corpo e entendendo todas as fases do parto”, diz a fisioterapeuta Alessandra Sônego, especialista em obstetrícia. O empoderamento da mulher é essencial para que o processo de nascimento do seu filho seja uma experiência satisfatória e plena “empoderar a mulher dizendo que ela vai conseguir e que a dor está associada a algo maravilhoso e que existem formas de alívio como posições, alongamentos, banhos, danças é bastante útil”, explica o Dr. Gustavo. A mobilidade materna durante o trabalho de parto é uma prática vantajosa e segura, e a liberdade de movimentos auxiliam o encaixe do feto à pelve materna e a o canal de parto, além de aliviar a dor das contrações, completa Alessandra. Entretanto o Ministério da Saúde criou a proposta de humanização do parto, a qual visa prestar assistência humanizada ao nascimento e ao parto e resgatar a posição central da mulher no processo do nascimento, respeitando sua dignidade, autonomia e fisiologia do parto. Fontes: Dra. Alessandra Sonego: Fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher pela Universidade de São Paulo (USP), da clínica Athali Fisioterapia Pélvica Funcional, atuante na área de reabilitação dos músculos do assoalho pélvico e obstetrícia. Especialista em acupuntura e Medicina Tradicional Chinesa pela FACEI (2011).Dr. Gustavo Ventura CRM 136671 - Médico ginecologista e obstetra com Subespecialidade em Mastologia, especialista em Ginecologia e Obstetricia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e membro da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Dr. Gustavo reforça que é importante informar que o trabalho de parto reduz o desconforto respiratório neonatal, assim como alergias e infecções, e para a mãe permite uma recuperação mais tranquila e sem os riscos de infecção, hemorragia e óbito

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publi-editorial

Células-tronco do dente de leite: como elas estão sendo usadas?

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as pequenas atitudes do dia a dia é possível construir um futuro melhor para nossas crianças. Mas se fosse possível proporcionar uma segurança extra para a saúde delas, seria ainda melhor. O que muitas mães ainda não sabem é que isso já é possível, através do armazenamento de células-tronco! Entenda o que são células-tronco As células-tronco são células especiais porque têm o poder de se transformar em outras células do corpo humano. Existem diferentes tipos de células-tronco e elas podem ser classificadas de acordo com este seu potencial de transformação em outros tipos de células. As chamadas multipotentes são as células-tronco que conseguem se transformar em um grande número de outras células. Dentre as multipotentes, temos as células-tronco mesenquimais, que são as encontradas dentro do dente de leite. Estas células-tronco podem então se transformar em células de tecidos sólidos, como músculos, ossos, cartilagem e gordura. Mas para que servem as células-tronco? Os avanços na medicina são cada vez mais expressivos. Atualmente, as células-tronco já são usadas para tratamentos e também em pesquisas de laboratório, de forma a ajudar a entender doenças e desenvolver medicamentos mais eficazes. As células-tronco são fundamentais na medicina. Elas estão revolucionando a forma como são tratadas diversas doenças e trazendo perspectivas de um futuro melhor para a qualidade de vida das novas gerações.

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Alguns dos avanços mais importantes em diferentes áreas • Oftalmologia: células-tronco já fazem parte da prática oftalmológica. Elas já foram aplicadas com sucesso para tratamentos de deficiência dacórnea, regeneração após transplante e até mesmo em certos casos de cegueira incurável. • Cardiologia: a regeneração cardíaca é uma das áreas com pesquisas mais avançadas utilizando células-tronco. Um grande número de estudos estão sendo realizados e os resultados são promissores. • Dermatologia: o uso experimental de células-tronco para doenças dermatológicas graves e sem cura tem gerado resultados bastante positivos. Outra possibilidade é o uso destas células para tratamentoscosméticos. • Ortopedia e Traumatologia: células-tronco são capazes de reparar lesões ósseas, auxiliando e estimulando a regeneração do osso. • Neurologia e Psiquiatria: entre os tratamentos com células-tronco queestão sendo testados em humanos, encontram-se os voltados para esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral e lesões da medula espinhal, todas com resultados bastante positivos até o momento. Além da terapia celular, outro uso para as células-tronco é para a compreensão de doenças como o autismo.

Como armazenar essas células?

• Endocrinologia: diabetes ainda não tem cura, mas as células-tronco têm deixado essa perspectiva cada vez mais próxima. Terapias celulares para diabetes tipo 2 mostram ótimos resultados em ensaios clínicos.

As descobertas de novos tratamentos mostram não só para que servem as células-tronco do dente de leite como também as suas incríveis possibilidades de uso, que podem mudar completamente o futuro das novas gerações. Por isso, podemos dizer que tomar medidas para melhorar a qualidade de vida das crianças já não é mais um sonho, e sim uma realidade possível. Se o seu filho está na fase de troca de dentes do leite, é importante não deixar esta oportunidade passar. Você pode fazer mais pela saúde dele através do armazenamento de células-tronco de apenas um dentinho. É um ato de amor que irá proporcionar uma segurança extra por toda a vida. Como fazer isso?

Conheça mais sobre a R•Crio. Conheça a R•Crio A R•Crio é o único laboratório no Brasil especializado na coleta das células-tronco do dente de leite. Contamos com uma equipe altamente qualificada, com formação em universidades de ponta e centros de pesquisa de referência nacional e internacional. Muito mais do que tecnologia inovadora em saúde, trazemos conosco o despertar de um futuro que parecia distante e, graças a anos de pesquisas, está cada vez mais próximo.

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Castigo para pensar nem pensar!

R Botar uma criança pequena para pensar no que fez só serve para dar uns minutos de descanso para a mãe, não tem função educativa

eflita bem antes de mandar seu filho pensar sobre um erro que ele cometeu. Você acha mesmo que ele está preparado pra isso? Significado da palavra “Castigo”: pena ou punição que se inflige a pessoa ou animal. Pensar: submeter ao processo de raciocínio lógico; ter atividade psíquica consciente e organizada; exercer a capacidade de julgamento, dedução ou concepção; refletir sobre, ponderar, pesar. Então, vamos pensar juntas. Você vê alguma relação possível entre o substantivo e o verbo descritos acima pelo dicionário? Enquanto o castigo representa um ato de repreensão, portanto, algo que não é bem-vindo (afinal, ninguém quer ficar de castigo), o pensar indica uma atitude enriquecedora, profunda, madura e reveladora. Não é assim? Mas aí vêm as supernannies (as superbabás que acham que detêm as chaves secretas

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da educação) com seus manuais e decretam “quando seu filho fizer algo errado, coloque-o no cantinho do castigo para pensar”. Ok, pensemos nós que somos adultas: Você acha mesmo que seu pequeno de 3 anos vai usar aqueles minutos de isolamento pensando no que fez, refletindo sobre as consequ-

moral das regras e dos valores a partir dos 6, 7 anos”, explica a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, e diz; “Não gosto das supernannies, o que elas fazem é adestramento, e quem faz isso com uma criança não conhece seu desenvolvimento cognitivo, psíquico e intelectual.” Do ponto de vista emocional, deixar a criança sozinha

Enquanto o castigo representa um ato de repreensão, portanto, algo que não é bem-vindo (afinal, ninguém quer ficar de castigo), o pensar indica uma atitude enriquecedora, profunda, madura e reveladora

ências dos seus atos e voltar dali uma criança melhor, mais bem-educada? Não, não vai. E quem faz esta afirmação são os especialistas no assunto. “Botar uma criança pequena para pensar no que fez só serve para dar uns minutos de descanso para a mãe, não tem função educativa, porque a criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido

não deveria ser um castigo, mas um privilégio. “Quando a gente coloca a criança para pensar mostra que não quer ficar com ela. E se ela não pensou quando bateu ou mordeu ou fez algo errado, por que vai pensar agora? Como dizia minha mãe, ela fica pensando na morte da bezerra e não no que você pediu. Terminado o período de prisão, ela fica livre para fazer tudo de novo. Não houve uma atitude educacional” pondera a doutora em psicologia escolar Luciene Tognetta. O pensar, que é uma coisa tão boa, uma elaboração, um sinal de inteligência e crítica, acaba virando um castigo. Como a criança só passa a refletir realmente sobre seus atos a partir dos 6 anos, sabe o que ela faz quando vai parar no tal do cantinho? Cria mecanismos automáticos para se livrar da punição. “Já pensei, posso sair agora?”, diz sem acreditar no que está dizendo. O papel dos pais é fazer o filho entender os próprios sentimentos para que ele aprenda a nomear suas emoções. Dizer a ele frases do tipo: “Você está triste porque seu brinquedo quebrou, você está irritado porque


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Se o filho está mexendo na sua porcelana – que pra ele nada mais é do que um brinquedo –, tire o objeto de suas mãos, diga que é algo de que você gosta muito, que não quer que quebre e ponha em um lugar inacessível

quer dormir, você está bravo porque eu não deixei você fazer o que queria. Essa é a principal função da mãe até os 5 anos. É muito mais importante do que fazer a criança pensar sobre um erro. Você está com ela criando associações”, ensina Betty. Criança é do contra O castigo é importante, sim, e funciona desde que tenha uma correspondência direta com o erro. Ele deve ser educativo e não punitivo. “A partir dos 3 anos, a criança já fica mais solta e tem per-

cepção do que agrada ou não os pais. Antes disso, o “não “ é muito importante, porque é o primeiro organizador psíquico. Até os 4 ou 5 anos de idade, a criança é naturalmente oposicionista, em outras palavras, é do contra. Acha que é o centro do universo e as pessoas estão ali para servi-la”, explica Betty. Quantas vezes por dia seu filho diz “mãe, tô com fome”, “mãe, pega isso pra mim”, “mãe, vem aqui”? Segundo a psicóloga, essa é uma característica egocêntrica, o que é bem diferente de ser egoísta.

E aí os pais se confundem, rotulando o filho de egoísta por não querer dividir o brinquedo com um amigo, por exemplo. “Nunca se deve rotular a criança, porque o rótulo é pra sempre”, diz Betty. O uso do “não”, no entanto, deveria ser menos banalizado. Há mães que dizem tantos, mas tantos, diariamente, que a criança nem dá mais importância. Diante de uma birra, uma boa alternativa é desviar o foco dela para outra atividade. “Mães que falam “não” demais acabam perdendo a autoridade”. Ele precisa ser deixado para situações importantes, que não faltarão ao longo da infância e da vida adulta. Se o filho está mexendo na sua porcelana – que pra ele nada mais é do que um brinquedo –, tire o objeto de suas mãos, diga que é algo de que você gosta muito, que não quer que quebre e ponha em um lugar inacessível. Assim, você irá economizar muitos nãos inúteis.

O castigo é importante, sim, e funciona desde que tenha uma correspondência direta com o erro. Ele deve ser educativo e não punitivo. “A partir dos 3 anos, a criança já fica mais solta e tem percepção do que agrada ou não os pais.

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Sujou? Limpa!

A criança sujou a parede? Então a faça limpar – do seu jeito, claro, sem exigir um trabalho impecável, pois o que vale aqui é a intenção mesmo. Deu um tapa em você? Segure as mãozinhas dela, olhe bem nos seus olhos e diga “eu não quero que você faça isso, a mamãe não faz isso (desde que você não faça mesmo). Estou muito brava”. E fique séria, seja firme. Essa é a tal correspondência direta com o erro. Desde muito cedo, a criança percebe quando seu comportamento deixa a mãe triste ou feliz. Por isso, é tão importante sinalizar imediatamente. “Você fez isso, é feio, a mamãe não gosta”. Mas atenção: mostrar que não gosta do que ela fez e jamais deixar a mínima dúvida do seu amor por ela. Nunca dizer “a mamãe não gosta de você porque você fez isso”. Nunca! Um grande equívoco é os pais punirem o filho privando-o de alguma atividade que lhe dá prazer e não tem absolutamente nada a ver com o erro cometido. Vocês foram ao supermercado, ele fez birra porque queria determinado chocolate que você não comprou e então você tira o videogame por dois dias. “Mas qual é a relação da birra com o jogo? Nenhuma. Então, o castigo é dizer que você não vai mais levá-lo porque ele não sabe se comportar naquele lugar”, ensina Betty. Agora,  e a criança está mal na escola por causa do videogame ou da televisão, aí sim é preciso interferir.

Combinações: Com crianças maiores, é possível fazer combinações, mas que sejam boas para os dois lados. De horários de estudo, por exemplo. Mas não adianta você definir um período em que seu filho vai estar interessado em outra coisa e não vai estudar. Pergunte a le, deixe-o decidir quando se sente melhor para enfiar a cara nos livros. A criança introjeta uma sensação de abandono. O bebê precisa do toque, do colo, do cheiro, da sensação corporal.

“Sempre haverá uma escolha a fazer. A mãe pode dar a opção de ele estudar e depois ver TV ou ficar sem TV”, sugere Luciene. “O castigo não deve ser dado

sem que a criança tenha condição de reparar o erro, de se responsabilizar por ele, por isso, falou um palavrão, deve conversar com quem ofendeu.” E não é isolando a criança em um cantinho que você vai fazê-la entender um erro. O pior é ela até se acostumar com aquela punição e esperar por ela com a maior naturalidade. “Há crianças que se conformam, tanto faz ficar ou não de castigo, e há aquelas dão um jeitinho de fazer algo errado escondidas dos pais, quando eles não estão vendo”, conta Luciene, que deixa uma pergunta: E quando essa criança crescer ela vai achar que pode fazer coisas erradas quando ninguém estiver olhando? Essa é pra gente pensar!

Dicas de Experts para orientar o seu filho 1. Mude o foco: Quando a criança insiste em mexer em algo que não deve, distraia a

atenção dela com outra coisa em vez de ficar gritando “Não mexe”.

2. Combine: Seu filho tem que estudar, mas deixe que ele escolha o horário mais

conveniente, desde que você concorde com isso.

3. Não faça: Colocar a criança de castigo no berço vai fazê-la associar o sono a algo ruim. 4. Não rotule: Se você ficar chamando seu filho de egoísta, preguiçoso, burro, é isso que

ele vai ser. O jovem e a criança não sabem quem são, é o adulto que diz quem ele é.

5. Fique fora: Se seus filhos estão brigando, não interfira. Eles querem chamar sua atenção. 6. Não a deixe chorando: Mas também deixe claro que combinados não se quebram,

porque aí quebra-se algo essencial em qualquer relação: a confiança.

Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4Daddy site: (www.4daddy.com.br) - autores: Elizabeth Monteiro e Luciene Tognetta. 42

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Executive Coach explica como conciliar a gravidez das mulheres e o trabalho

O No ano 2000, 69,2% das mulheres tinham filhos entre 25 e 29 anos e dez anos depois esse número caiu para 60,1%

sonho de ser mãe não precisa ser deixado de lado pelas mulheres que priorizam a carreira A imagem das mulheres como sexo frágil já está desaparecendo na cultura brasileira. Elas estão priorizando cada vez mais o trabalho e a carreira, e segundo dados divulgados pelo IBGE em 2010, 37,3% das famílias brasileiras, que somam mais de 50 milhões, tinham a mulher como responsável pelo lar. A expectativa de vida delas, que na década de 1980 era de até 65 anos, também aumentou para 78 anos em 2013. Esses dados refletem diretamente na opção por uma vida

profissional consolidada e terem filhos mais tarde. No ano 2000, 69,2% das mulheres tinham filhos entre 25 e 29 anos e dez anos depois esse número caiu para 60,1%. A headhunter e executive coach, Luciana Tegon, diz que a gravidez é uma idealização da maioria das mulheres e se este for o desejo dela, a melhor maneira de lidar com a escolha e a carreira é planejar e ser sempre transparente. “Quando uma profissional pensa em ter filho no auge de sua carreira é preciso fazer um planejamento e ser o mais trans-

parente possível com a empresa e equipe que ela trabalha. Isso porque a gestação exige cuidados e a ausência é inevitável, por conta dos exames de pré-natal e possível indisposição. Caso seja algo inesperado, faça seu planejamento nos primeiros 3 meses e depois comunique a todos, para alinhar o trabalho”, revela. Mostrar que a gravidez não é um problema para a performance da profissional e dos resultados da empresa mantém os bons olhos dos cargos de chefia, e após o período de licença maternidade, as chances de demissão diminuem. “Há chefes e diretores que avaliam a profissional durante toda a gestação e após o retorno da licença maternidade. Caso o rendimento no trabalho caia, a chance de demissão é grande. Porém, se ela não encarar a gravidez como um empecilho, os bons olhos

Mostrar que a gravidez não é um problema para a performance da profissional e dos resultados da empresa mantém os bons olhos dos cargos de chefia, e após o período de licença maternidade, as chances de demissão diminuem

continuam e a tornam uma pessoa muito bem vista e responsável. Obviamente imprevistos acontecem, mas quando se é transparente, todos entendem e essas situações não atrapalham os resultados”, complementa a especialista. Fonte: Luciana Tegon: Headhunter, Personal, Professional, Executive & Positive Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching. Graduada em Direito, Pós-Graduada em Direito Processual e MBA em Gestão de Recursos Humanos. Sócia Diretora da Consultants Group by Tegon, consultoria especializada em Recrutamento, Seleção, Outplacement e Recolocação de Executivos. Articulista do Linkedin, Blog do Headhunter. Site: http://www.tegon.com.br. 44

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Lição de casa não precisa ser sinônimo de brigas e stress

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estado emocional em que seu filho se encontra no momento em que senta para estudar ou fazer a lição de casa tem um alto impacto na capacidade que ele terá para compreender e assimilar o conteúdo estudado. Imagino que na cabeça dos pais que estão lendo este texto, logo está passando a seguinte ideia: “ih, então vai ser difícil aprender, porque ele sempre fica bravo na hora de fazer a lição de casa!”.

A boa notícia é que o importante não é o estado emocional em que ele vai terminar a tarefa, mas sim o que ele está sentindo momentos antes de iniciar seus estudos.Repare que você chega ao trabalho, na segunda feira, irritado ou desanimado, alegre ou energizado dependendo do final de semana ou da noite que teve. Da mesma forma, você chega de volta em casa com o estado emocional impactado pela experiência do dia que viveu – e a partir de então influencia os outros acontecimentos e pessoas ao redor.

Alegria e diversão ajudam na lição de casa Assim, o estado emocional anterior ao início da lição de casa é o que vai influenciar o quanto seu filho aprende durante seus momentos de estudo. Está comprovado por estudos que os estados de alegria e sensação de diversão geram predisposição para desenvolvimento de novas habilidades e despertam a criatividade. A dica para os pais é auxiliar no estabelecimento de uma rotina que privilegie atividades divertidas ou que deixem seus filhos com sensação positiva nos momentos que antecedem a hora da lição de casa. Não precisa se preocupar exatamente com o sentimento que a criança ou adolescente tem em relação à lição de casa – o estado emocional que fica da atividade anterior o levará a estar mais bem preparado para assimilar o estudo. Por isso é importante evitar ao máximo que a tarefa seja iniciada após momentos de brigas, estresse, desentendimento. Aliás, em muitos casos, há uma impressão

por parte dos pais de que os momentos da tarefa é que gera uma carga negativa de sentimentos no filho. Na realidade, esse sentimento está sendo carregado de situações vividas imediatamente antes do início dos estudos. As atividades que antecedem o momento da concentração para os estudos dependem do que é interessante para cada criança. Não há uma regra sobre o que seu filho deveria fazer antes da tarefa, mas certamente você sabe o que o deixar alegre. O fundamental é que a tarefa seja feita no mesmo horário todos os dias. Uma dica simples e valiosa vem da Universidade do Colorado, em Boulder: passar trinta minutos ao ar livre gera mudança de humor, criando sensação de prazer e alegria. Alguns minutos na sacada do seu apartamento, as janelas abertas enquanto seu filho brinca no próprio quarto ou alguns momentos no playground são o suficiente para gerar sensações positivas que ajudarão a tornar o momento da

tarefa mais produtivo! Fonte: Roberta Bendo, Graduada em Letras, com especialização em formação de professores de Línguas (International House, Inglaterra) e com pós-graduação em Marketing e em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro pela Universidade da Califórnia e Duke University, e em Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e Universidade de San Diego (Estados Unidos). Tais Bento, Graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduada em Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Especialização em Aprendizagem Baseada no Funcionamento do Cérebro e Aprendizagem Cooperativa pela Universidade de Minnesota e pela Universidade de San Diego (Estados Unidos). Disponibilizado pelo site4 Daddy (www.4daddy. com.br/).

O fundamental é que a tarefa seja feita no mesmo horário todos os dias. Uma dica simples e valiosa vem da Universidade do Colorado, em Boulder: passar trinta minutos ao ar livre gera mudança de humor, criando sensação de prazer e alegria

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Por isso é importante evitar ao máximo que a tarefa seja iniciada após momentos de brigas, estresse, desentendimento

As atividades que antecedem o momento da concentração para os estudos dependem do que é interessante para cada criança. Não há uma regra sobre o que seu filho deveria fazer antes da tarefa, mas certamente você sabe o que o deixar alegre

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A hiperpaternidade gera adolescentes com muitos medos

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s adolescentes de hoje são como os de antes? Assistimos a uma nova maneira de abordar essa mudança na vida de todo ser humano? Muitas vozes alertam, há algum tempo, que o excesso de proteção não é nada benéfico para as crianças que crescerão sem saber assumir responsabilidades. José Antônio Luengo, psicólogo espanhol especializado em adolescência, reflete sobre como mudaram os paradigmas da educação dos filhos de três décadas para cá e quais são as consequências.

Para começar, o que é a adolescência e quais fases da vida ela engloba? A adolescência é uma fase da vida, uma etapa crucial do desenvolvimento, marcada por mudanças orgânicas, fisiológicas, cognitivas, psicológicas e emocionais notáveis e muito significativas na configuração definitiva da personalidade; que nos faz e fará alguém diferente de todos os que nos rodeiam. Falamos de um período que engloba, com flexibilidade, desde os 11-12 anos até os 16-18, dependendo sempre de fatores pessoais, individuais, sociais e culturais. O adolescente é um ser que, em termos precisos, cresce e aprende a crescer. A palavra, etimologicamente, remete a esse princípio: um ser que está crescendo. Com os conflitos, incertezas, dúvidas e surpresas que isso implica. Para o próprio adolescente e os que o rodeiam.

A adolescência de hoje difere em algo daquela que tiveram os que hoje são pais? Existem diferenças e não são poucas. Mas, provavelmente, temos muito mais coisas em comum do que pensamos hoje. A revolução hormonal e fisiológica ocorre, as mudanças físicas e psicológicas… A crise inerente a uma mudança tão drástica e aparentemente inesperada. As dúvidas, a ansiedade de saber, de ser. A impulsividade, a desproporção, o desequilíbrio. E certa condição de rebeldia e oposição ao estabelecido pelos pais e pelo entorno. Algumas coisas nos diferenciam claro. Estão relacionadas, sem dúvida, com o modo como vivemos, com a forma como as coisas estão organizadas hoje, ao contrário de ontem. Influi nessas diferenças os modos como nós, adultos, vivemos e como os fazemos viver, as características das famílias de hojecomo organizamos suas vidas, o papel desempenhado pelas tecnologias, e seu fácil acesso a um mundo “inabarcável”.

Alguns descreveram esse fenômeno como uma forma de “takeover amigável” da infância. “Eu te compro” com tudo o que te dou porque não tenho tempo para estar com você, para cuidar de você, te ouvir e te educar como deveria.

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O segredo só existe um, é educar a partir do equilíbrio, atendendo às necessidades dos nossos filhos com esmero. E isso implica, inevitavelmente, em entender a frustração como uma experiência imprescindível

Sabe-se que as situações econômicas determinam em grande parte a forma de educar. O senhor acredita que os jovens nascidos numa época de maior desenvolvimento econômico foram educados numa cultura de pouco esforço e de ter tudo sem merecer só porque seus pais não o tiveram? Eu sinceramente acredito que sim. Sempre é simplificador fazer uma afirmação categórica, mas não faltam evidências disso. Considerar que você é “melhor” pai ou mãe em função das possibilidades de acesso aos bens materiais que seus filhos têm evitar suas incertezas e “facilitar-lhes” tudo o que tem de viver e experimentar foram (e ainda são) princípios educacionais obtusos e, com certeza, contraproducentes. Alguns descreveram esse fenômeno como uma forma de “takeover amigável” da infância. “Eu te compro” com tudo o que te dou porque não tenho tempo para estar com você, para cuidar de você, te ouvir e te educar como deveria. E como você precisaria.

Eu quero/eu tenho. E se não for assim, então me frustro, tenho traumas, me drogo, bebo, tenho relações sexuais muito cedo e com muitas pessoas… Faz sentido? Não estaríamos sendo permissivos? Ou há lugar para a esperança? Hoje surge um termo muito interessante, o de pais “helicópteros”, numa clara alusão a uma maneira de gerir a educação dos filhos, baseada na hiperproteção. Uma espécie de hiperpaternidade, que vê os filhos como seres intocáveis, que, no fim, acabam tendo mais medos do que nunca. Pais que sobrevoam sem trégua as vidas dos filhos (daí o helicóptero), pendentes de todos os seus desejos e necessidades. O mundo parece acabar se seus filhos hesitam se aparecem frustrações, preocupações. Se eles se entristecem ou, um dia, se zangam com os amigos. Envolver-se na vida dos filhos é inerente, é claro, a um exercício adequado da autoridade parental. Outra coisa é o ofuscamento pela perfeição, pela necessidade, quase obsessiva, de que sejam os melhores em tudo. Em tudo.

Sessenta anos atrás, se educava na base do cinto ou da chinelada e agora se educa tratando de não traumatizar a criança. Será que a virtude está, nesse caso, no meio-termo? O que ganhamos e perdemos com respeito à geração dos nossos pais? Falando do nosso ambiente social, o de um país desenvolvido, devemos insistir numa ideia. As crianças nunca foram tão bem “tratadas” desde que nos conhecemos como seres humanos. Nunca o ordenamento jurídico que protege os direitos das crianças e adolescentes adquiriu tanto valor, rigor, seriedade, critério e eficiência. O segredo só existe um, é educar a partir do equilíbrio, atendendo às necessidades dos nossos filhos com esmero. E isso implica, inevitavelmente, em entender a frustração como uma experiência imprescindível. Entender que o “não” também educa e que são imprescindíveis a dor, a insatisfação, a dúvida, o conflito. Que é necessário que os adolescentes enfrentem o “não posso” ou o “não sei”, e saibam enfrentar as situações com autonomia. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: 4Daddy site: (www.4daddy.com.br) O mundo parece acabar se seus filhos hesitam se aparecem frustrações, preocupações. Se eles se entristecem ou, um dia, se zangam com os amigos. Envolver-se na vida dos filhos é inerente

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Conheça cada período da gestação Como padrão, a contagem das semanas de gravidez se inicia no dia da última menstruação (DUM) e dura, em média, 40 semanas

O bebê tem duas atividades importantes nesse período: ganhar peso e acabar de desenvolver os pulmões. À medida que engorda, cerca de 300g por semana, sua pele vai ficando menos enrugada e ele vai se aproximando do peso final, que varia entre 2,5 e 4Kg

N

utrimãe quer que você conheça do período da gestação, com diversas peculiaridades m cada fase. O corpo da mãe e do bebê sofrem mudanças para prepará-los para o grande momento do parto. Embora, popularmente, a gravidez seja contabilizada em meses, seu médico e todas as suas amigas que estão ou que estiveram grávidas usarão um sistema melhor, o de semanas. Como padrão, a contagem das semanas de gravidez se inicia no dia da última menstruação (DUM) e dura, em média, 40 semanas, que será o número usado para prever a data do parto. Se você, mamãe, está prestes a começar essa jornada, aqui vai um resumão de tudo o que acontecerá durante essas 40 semanas da sua vida e do seu bebê. Confira os Períodos de cada gestação:

O bebê também está a todo vapor: é no primeiro trimestre que a maioria dos seus órgão se formam. Ao final desse período, o bebê tem apenas 3cm e pesa menos de 50g, mas já tem bracinhos e perninhas, já consegue fechar o punho, já desenvolveu os órgãos sexuais (mesmo que ainda não dê para ver no ultrassom) e o coração já está batendo. 50

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300g

À medida que engorda, cerca de 300g por

semana, sua pele vai ficando menos enrugada e ele vai se aproximando do peso final


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semanas

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Primeiro trimestre

Segundo trimestre

Terceiro trimestre

Os primeiros meses da gravidez trazem poucas mudanças externas ao corpo da mulher. A barriga ainda não está visível e só saberão que você está grávida se você contar. Mas, dentro do organismo, as mudanças são muitas. A grande quantidade de hormônios altera o funcionamento de todos os órgãos, relaxando a musculatura do intestino e deixando-o mais preguiçoso, provocando cansaço, sonolência e alterando os sentidos, trazendo os desejos e os temidos enjoos. Os seios ficam mais sensíveis, assim como o humor, e tudo é motivo para choro. O bebê também está a todo vapor: é no primeiro trimestre que a maioria dos seus órgão se formam. Ao final desse período, o bebê tem apenas 3cm e pesa menos de 50g, mas já tem bracinhos e perninhas, já consegue fechar o punho, já desenvolveu os órgãos sexuais (mesmo que ainda não dê para ver no ultrassom) e o coração já está batendo.

Para as mães, o segundo trimestre é considerado o melhor da gravidez. O corpo já se acostumou com os hormônios e não reage mal a eles, então não há mais enjoos e cansaço. A barriga já está visível, mas não é tão grande, gerando pouco desconforto. Essa é a época de resolver a maioria das questões para a chegada do bebê, de viajar e de aproveitar a vida sexual. Uma vez que o bebê já está praticamente formado, é hora de colocar os órgãos para funcionar. O segundo trimestre é quando os intestinos começam a trabalhar, o ciclo de sono fica mais regular, as impressões digitais surgem, a urina começa a ser produzida e o bebê começa a chutar. Além disso, o sexo finalmente é revelado pelo ultrassom.

Nesse trimestre, a barriga não para de crescer e, com isso, vai surgindo o desconforto e a ansiedade aumenta para que o parto chegue logo. A bexiga fica pressionada pelo útero e faz com que você viva no banheiro. Ao deitar, a respiração fica prejudicada e uma boa noite de sono demanda posições diferentes. Azia, inchaço nas pernas e vazamento do colostro pelos seios também são comuns. O bebê tem duas atividades importantes nesse período: ganhar peso e acabar de desenvolver os pulmões. À medida que engorda, cerca de 300g por semana, sua

semanas

pele vai ficando menos enrugada e ele vai se aproximando do peso final, que varia entre 2,5 e 4Kg. Os pulmões só estão prontos por volta da 34ª semana, e é o que mais atrapalha a vida dos bebês prematuros. Quando pronto para a vida fora do útero, as diversas substâncias circulando no sangue da mãe e do bebê dão início ao trabalho de parto. Aí é só esperar mais algumas horas para

ver o rostinho do seu bebê e tê-lo nos braços! Você já conhecia essas diferenças entre os períodos da gestação? Quer aprender mais? Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Blog da Nutrimãe clube de assinaturas de alimentação saudável de gestantes, lactantes e toda família.

Os pulmões só estão prontos por volta da 34ª semana, e é o que mais atrapalha a vida dos bebês prematuros

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Vacina da gripe 2017 (entenda a mudança) A composição da vacina contra gripe de 2017 traz pela primeira vez desde 2010, uma nova cepa do vírus Influenza A/H1N1

A

vacina da gripe (influenza) está disponível no Brasil em clínicas privadas de vacinação desde final de março e pelo Ministério da Saúde a partir de 17/04/2017. A composição da vacina contra gripe de 2017 traz pela primeira vez desde 2010, uma nova cepa do vírus Influenza A/H1N1. Isso ocorreu porque foi constatado que o vírus sofreu alterações genéticas no último ano. O vírus da gripe sofre mutações frequentes com o passar dos anos. Essas mudanças podem ser menores ou maiores e determina qual será o impacto da presença do vírus na

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população. Quando as mudanças são mais significativas, o vírus se depara com uma população desprotegida do ponto de vista imunológico para esse novo contato podendo desencadear epidemias com maior número de casos ou possibilidade de doença com apresentação mais grave. Por conta disto, anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um estudo de quais cepas do vírus da gripe mais circularam no Hemisfério Norte e Sul e através dos resultados obtidos fazem uma previsão de quais serão os vírus Influenza que deverão circular no inverno de ambas as regiões. Baseado nessa informação, a ANVISA determina qual deve ser a composição da vacina daquele


ano, informação usada pelos laboratórios que produzem a vacina no Brasil. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses. A vacina trivalente será a fornecida pelo Ministério da Saúde na campanha para os grupos prioritários. De 2016 para 2017, a única mudança da composição da vacina contra gripe será a cepa do vírus Influenza A (H1N1), os demais permanecerão iguais. Como em anos anteriores, teremos disponíveis nas clínicas privadas de vacinação, a vacina tetravalente para gripe que contém além das três cepas da vacina trivalente, o vírus Influenza B, subtipo Phuket/3073/2013. Existem dois fabricantes das vacinas tetravalentes para gripe, uma destinada a pacientes maiores de 6 meses de idade e outra para maiores de 3 anos. A vacinação é indicada para toda população, porém como a produção mundial da vacina é limitada, devido à complexidade do processo, ela é fornecida pelo Ministério da Saúde apenas para os grupos prioritários, ou seja, pessoas que possuem alta vulnerabilidade de adoecimento ou de evolução mais grave da doença. O restante da população pode ser vacinado em clínicas privadas ou nas campanhas realizadas por empresas para funcionários e suas famílias por exemplo. As pessoas devem ser vacinadas todos os anos, isso porque mesmo quando não há mudança na composição da vacina, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção e com o passar dos meses o paciente se torna desprotegido novamente. Importante salientar que mesmo quem estiver dentro dos grupos prioritários, se desejar ampliar a sua proteção e receber a vacina tetravalente, poderá procurar uma clínica privada e proceder a vacinação. A vacina aplicada na gestante é uma medida de extrema importância não apenas para proteção da gestante, que tem maior risco de adoecimento e complicações, mas também para proteção do bebê, já

O restante da população pode ser vacinado em clínicas privadas ou nas campanhas realizadas por empresasv

que a aplicação da dose na gravidez proporciona a transferência dos anticorpos da mãe para o feto pela placenta, oferecendo proteção ao bebê desde seu nascimento. Bebês que nascem prematuros tem prejuízo desse recebimento de anticorpos, já que a transferência máxima destes ocorrem nas últimas semanas de gestação. Como os bebês podem participar das campanhas apenas após os 6 meses de idade, a proteção fornecida pela gestante desempenha papel muito importante nessa população mais susceptível. Além disso, uma mãe protegida não oferecerá risco de trazer o vírus para próximo do bebê, já que não adoecerá. Seguindo esse mesmo raciocínio, todos familiares que tem contato próximo com o bebê obtêm com a vacinação, não apenas o benefício de sua própria proteção, mas também a possibilidade de proteção indireta para o bebê. Na dúvida, procure seu médico para orientação. Fonte: Dra Daniela Vinhas Bertolini, CRM 85228. Pediatra e Infectologista Pediátrica. Doutora em Pediatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Infectologista Pediátrica do Programa Estadual e Municipal de DST/Aids de São Paulo. Coordenadora da Equipe da Pediatria do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids – Programa Estadual São Paulo. Atende no Consultório Cuidar – Pediatria e Cuidado Integral em São Paulo (www.cuidarpediatria.com.br).

A vacinação é indicada para toda população, porém como a produção mundial da vacina é limitada, devido à complexidade do processo, ela é fornecida pelo Ministério da Saúde

Os grupos prioritários vacinados pelo governo, com a vacina trivalente são: Crianças de 6 meses a 5 anos Gestantes Puérperas até 45 dias pós-parto Idosos Profissionais da saúde Povos indígenas

Pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade Pessoas privadas de liberdade Professores das redes pública e privada de ensino – incluídos no grupo prioritário esse ano

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publi-editorial

Ter cuidado com o excesso de tempero e sal na comida do seu filho é essencial

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paladar do bebê e criança não é igual ao paladar de um adulto. Os adultos estão acostumados a uma grande quantidade de sal, temperos e condimentos (pimenta e ervas, por exemplo). Para os pequenos, é recomendada uma alimentação diferenciada, em que possa destacar o sabor de cada ingrediente. Os pais, quando experimentam a comida da criança, devem sentir o tempero e o sal bem suaves porque dessa forma terão uma grande chance de estar dando o melhor para seu filho.

Veja abaixo algumas dicas da nutricionista Gislaine Donelli sobre a utilização de temperos e sal: As refeições dos pequenos precisam ter sabor, mas de um modo adequado para estimular o aprendizado do paladar de cada ingrediente

Muitas mães questionam como deve ser o tempero das papinhas e comidinhas A nova recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que crianças acima de dois anos não devam ultrapassar o consumo de 2g de sódio/dia (o equivalente a 5g de sal de cozinha). É muito importante ressaltar que o consumo excessivo de sódio na infância pode gerar problemas que permanecem na vida adulta,

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Além da variação dos ingredientes no preparo da sopa, deve- se incluir temperos frescos

como hipertensão e doenças cardiovasculares. O bebê desenvolve suas papilas gustativas entre os 6 e os 24 meses, por isso o ideal é produzir papinhas para bebês de 6 meses a 12 meses sem sal em sua composição. As refeições dos pequenos precisam ter sabor, mas de um modo adequado para estimular o aprendizado do paladar de cada ingrediente. O mais importante é que a refeição não seja carregada de temperos e condimentos que tirem a característica natural do alimento. Nas comidinhas para crianças acima de doze meses já se pode utilizar cebola, alho e salsa e, além deles, também é permitido utilizar orégano, açafrão e condimentos naturais. As papinhas precisam ser temperadas e adequadas para cada faixa etária. Não devemos utilizar temperos fortes e contra-indiciados para os pequenos. Para isso, além da variação dos ingredientes no preparo da sopa, deve- se incluir temperos frescos. Para a mamãe que queira aproveitar mais o seu tempo brincando e curtindo seu filho, o Empório da Papinha é a melhor opção, já que oferece uma alimentação saudável seguindo alguns conceitos importantíssimos: ser orgânico, utilizar um processo seguro para a fabricação dos produtos (ultracongelamento), ser adequado nutricionalmente para cada faixa etária, ser sem conservantes, corantes ou estabilizantes e ter uma embalagem segura para transporte, livre de bisfenol A. Gislaine Donelli – Nutricionista do Empório da Papinha.


Empresa pioneira em alimentação infantil, com registro na Anvisa e certificação orgânica. Receitas gostosas, saudáveis e práticas, cuidadosamente elaboradas por nutricionistas, completas em nutrientes e preparadas com todo amor e carinho de mãe.

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Como escolher o melhor método

anticoncepcional após a gestação?

Não existe o método contraceptivo perfeito e sim o método contraceptivo adequado para aquele casal ou a aquela mulher

uando falamos em método contraceptivo ou anticoncepcional nos referimos às formas de impedir ou reduzir a chance de uma mulher engravidar após uma relação sexual. Existem vários métodos anticoncepcionais, alguns mais simples e de baixo custo e outros mais complexos e caros. Alguns métodos contraceptivos são temporários e outros definitivos. Não existe o método contraceptivo perfeito e sim o método contraceptivo adequado para aquele casal ou a aquela mulher em um momento determinado da vida. Todos os métodos contraceptivos têm suas vantagens e desvantagens. Após a gestão o corpo da mulher está passando por uma fase especial e merece maior atenção.

A escolha do método contraceptivo deve ser embasada em algumas premissas tais como: A frequência das relações sexuais; Desejo de método de curto, médio ou longo prazo; Dificuldade ou não na ingestão de comprimidos diariamente, sem esquecimento; Se a finalidade da utilização do método anticoncepcional é só anticoncepção ou deseja utilizá-lo como proteção a DST, tratamento hormonal, diminuição e regulação do fluxo menstrual; Qual é o recurso financeiro que se dispõe; Quais são as doenças que essa mulher possui e como esse método pode interferir no tratamento utilizado.

DIU (dispositivo intrauterino):são um dos métodos contraceptivos mais seguros, confortáveis e eficazes. Esta é uma forma de contracepção que vem ganhando bastante popularidade nos últimos anos, sendo a mais indicada

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Através de diferentes técnicas cirúrgicas, o objetivo destes métodos é esterilizar o homem ou a mulher, tornandoos inférteis de forma definitiva

Escolha seu anticoncepcional com carinho e cuidado. Peça ajuda ao seu médico(a). Um método que é contra indicado para uma paciente poderá ser o mais indicado para você

A afetividade/fidelidade ao método anticoncepcional é importante porque aumenta a eficácia do método e promove saúde física e psicológica para a mulher. Inicialmente, vamos fazer uma revisão rápida sobre os tipos de métodos anticoncepcionais e algumas particularidades sobre eles. Tipos de DIU. Os tipos de Diu podem ser dividido em dois grandes grupos: • DIUs não medicamentosos: são hastes de plástico ou aço inoxidável, atualmente não mais são usados. • DIUs medicamentosos: esses dispositivos além das hastes, contêm substâncias impregnadas nesta matriz que aumentam a eficiência do método.

Na literatura obtemos dados comparativos das falhas dos diferentes métodos anticoncepcionais. A porcentagem se refere à taxa de falha do método por ano. • Vasectomia: 0,15% (significa que a cada 1000 mulheres usuárias 1,5 engravidam com o método/ por ano). • Ligadura de trompas: 0,5% (significa que a cada 1000 mulheres usuárias 5 engravidam com o método/ por ano). DIU: 0,6% (significa que a cada 1000 mulheres usuárias 6 engravidam com o método/ por ano).

• Anticoncepcional oral*: 0,3% a 7% (significa que a cada 1000 mulheres usuárias 3-70 engravidam com o método/ por ano). • Anel vaginal*: 0,3% a 8% (significa que a cada 1000 mulheres usuárias 3-80 engravidam com o método/ por ano). • Camisinha*: 2% a 15% (a cada 1000 mulheres usuárias 20-150 engravidam com o método/ por ano).Coito interrompido*: 4% a 27% (a cada 1000 mulheres usuárias 40-270 engravidam com o método/ por ano).

São eles: Diu T de cobre, Diu multiload de cobre, Diu hormonal (Mirena) e Diu Silverflex. Eficiência do DIU de cobre/hormonal x outros anticoncepcionais O DIU medicamentoso é um método contraceptivo que apresenta uma menor taxa de falha.

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Deve ser levando em conta na escolha do método anticoncepcional após o parto, o tempo decorrido após o parto: • No pós-operatório imediato o uso de métodos com hormônios não será a melhor escolha, seja pelo aumento do risco de eventos trombóticos, seja pela passagem do hormônio via aleitamento para o recém-nascido. • Ação a colocação do Diu imediatamente após o parto é uma possibilidade, mas deve ser considerando o risco de desloca-

mento ou expulsão do Diu durante as contrações uterinas que são de fundamental importância para a restauração do útero. • A utilização de anticoncepcionais compostos unicamente de derivados da progesterona são os mais indicados por serem os mais seguros, ressaltando aqui o uso de implante subcutâneo, anticoncepcionais orais ou injetáveis de depósito (a partir de 45 dias pós-parto). • Após o término do aleitamento a indicação do método anticoncepcional passa a ser a mesma utilizada

antes da gestação, considerando os riscos de cada paciente. Escolha seu anticoncepcional com carinho e cuidado. Peça ajuda ao seu médico(a). Um método que é contra indicado para uma paciente poderá ser o mais indicado para você. Seu corpo e seus objetivos é o que deve guiar essa escolha. Fonte: Dra Wany Lana Telefones: 11 4195.4500 | 4195.4546 Whatsapp para urgências: 11 99937.9969. Email: lana.machado@terra.com.br Site: www.wanylana.com.br e saiba mais sobre a saúde da mulher!

tipos de métodos contraceptivos disponíveis 1 Métodos de barreira: Baseiam-se em criar uma barreira física ou química entre os espermas ejaculados e o útero da mulher. Os mais comuns são: camisinha (condon) masculinos, camisinha feminina, Diafragma e Espermicida. 2 Métodos hormonais: Se baseiam na utilização de hormônios sexuais femininos (derivados da progesterona e o estrogênio) para manipular bloquear os ovários e impedir a concepção. Os mais comuns são: Pílula anticoncepcional, Anticoncepcional injetável, Adesivo anticoncepcional, Implante anticoncepcional e Anel vaginal. 3 Métodos permanentes: Através de diferentes técnicas cirúrgicas, o objetivo destes métodos é esterilizar o homem

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ou a mulher, tornando-os inférteis de forma definitiva. Nos últimos anos e com o desenvolvimento das técnicas de reprodução assistida e novas técnicas cirúrgicas, mesmo os pacientes que optaram por esse método, podem voltar a ter filhos. São eles: Vasectomia e Ligadura tubária. 4 Métodos intrauterinos: Mais conhecidos como DIU (dispositivo intrauterino), são um dos métodos contraceptivos mais seguros, confortáveis e eficazes. Esta é uma forma de contracepção que vem ganhando bastante popularidade nos últimos anos, sendo a mais indicada por muitos médicos ginecologistas. Esse método é muito indicado para a fase pós parto pois o DIU está entre os métodos contraceptivos mais seguros, confortáveis e eficazes.


Fimose, Circuncisão e Postectomia

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referida pela maioria dos cirurgiões pediatras. A academia americana de pediatria (AAP), em artigo publicado em setembro desse ano, apresentou os resultados de uma força tarefa sobre postectomia. As atuais evidências indicam que os benefícios da postectomia praticada nos recém-nascidos do sexo masculino superam os riscos. Obs: O procedimento cirúrgico não apresenta efeitos adversos sobre função sexual, sensibilidade ou satisfação. A força tarefa ainda pontua que os pais têm o direito de receber informações corretas sobre postectomia e essas devem ser apresentadas pelos médicos antes da concepção, ou no início da gravidez, que é quando os pais

geralmente tomam a decisão sobre o procedimento. Os pais devem pesar os benefícios e os riscos à luz de suas próprias preferências religiosas, culturais e pessoais, uma vez que os benefícios médicos por si só não podem superar estas outras considerações para famílias individuais. A postectomia por indicação médica é normalmente feita nos casos de infecção do pênis (bálano-postite) ou fimose patológica, ou seja, ausência de retratilidade do prepúcio em crianças mais velhas e adolescentes. Apenas 2 a 5% de todos os meninos necessitarão, de fato, ser submetidos à postectomia por motivos médicos. No recém-nascido é comum à ausência de irretratabilidade e por isso não se deve forçar o descolamento do prepúcio, que ocorre naturalmente com o passar

alguns benefícios da prevenção Prevenção de infecção do trato urinário Prevenção de aquisição do HIV Menor transmissão de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) Prevenção de câncer peniano

dos anos. Qualquer decisão deve ser discutida com o médico e, principalmente, conjuntamente entre os pais. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: André Broggin Dutra Rodrigues Clinica Dutra Rodrigues (www. clinicadutrarodrigues.com.br).

O assunto é polêmico e merece alguma reflexão. Vamos aos conceitos:

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Fimose: Corresponde ao estreitamento do anel de pele que impede a adequada exposição da glande. Praticamente todos os recém-nascidos apresentam prepúcio com estas características, que os pediatras denominam fimose fisiológica.

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Circuncisão: Consiste na remoção total da pele do prepúcio, deixando-se a glande totalmente exposta. Forma praticada pelos religiosos.

3 As atuais evidências indicam que os benefícios da postectomia praticada nos recém-nascidos do sexo masculino superam os riscos

Postectomia: Remoção parcial, preservando-se quantidade de pele suficiente para recobrir a glande, que poderá ser facilmente exposta nos momentos de higiene.

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Mãe, você sabia que se sujar na infância é importante? Hoje em dia, um dos principais itens da bolsa do bebê é o álcool em gel. Basta que algum item que o bebê possa levar à boca, como brinquedos e mordedores, caia no chão para ter seu uso

Se você é daquelas mães que surtam ao ver seu filho andar descalço, não permite que comam nada que caia no chão... talvez seja hora de repensar seus conceitos

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reocupados em proteger as crianças, muitos pais acabam por tomar atitudes que podem ter o efeito oposto e trazer prejuízo à saúde dos filhos. Hoje em dia, um dos principais itens da bolsa do bebê é o álcool em gel. Basta que algum item que o bebê possa levar à boca, como brinquedos e mordedores, caia no chão para ter seu uso vedado enquanto não lavado e esterilizado. Tudo é rigorosamente fervido e higienizado para evitar a contaminação pelas bactérias à espreita no mundo exterior, especialmente na área mais abominada pelos pais: o chão. No entanto, nem todas as bactérias

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são ruins. Algumas, inclusive, têm funções essenciais no nosso organismo e sua falta já é associada por cientistas a doenças como asma, diabetes, obesidade e alergias. Por isso, se você é daquelas mães que surtam ao ver seu filho andar descalço, não permite que comam nada que caia no chão, não consegue ver o filhote sujo de lama ou a cada risquinho se desespera para achar meios de como tirar tinta de caneta da roupa da criança, talvez seja hora de repensar seus conceitos. Alguns micróbios são responsáveis por regular – ironicamente, alguns podem pensar – o sistema imunológico, que só trabalha bem em um ambiente rico desses seres microscó-

picos. Quando privado dessa biodiversidade – especialmente a presente no solo – devido a intensa sanitização da vida atual, a atenção desse sistema se volta para elementos externos com que temos contato e alimentos que ingerimos, daí a alta incidência de alergias de uns tempos para cá. Benefícios para o organismo Com a asseptização excessiva, as crianças não adquirem as doenças infecciosas corriqueiras, tão importantes para o desenvolvimento harmonioso do sistema imunológico e “na ausência delas, instalam-se doenças alérgicas, porque o sistema imunológico desregulado agride os próprios tecidos do organismo.


É o caso dos brônquios na asma e da pele nos eczemas, por exemplo”, afirma o médico Drauzio Varella em sua página da internet.Segundo o microbiologista Brett Finlay, da Universidade de British Columbia, como os micróbios ajudam a treinar nosso sistema imunológico, ao ter uma exposição limitada a eles, esse sistema permanecerá imaturo e não aprenderá a tolerar micróbios inofensivos ou reagir devidamente àqueles que causam doenças. “Estamos privando nosso corpo de um processo de desenvolvimento normal”, afirma Finlay em seu livro

Construção emocional As crianças cujos pais são muito rígidos no quesito limpeza também podem acabar adquirindo esses traços e manias e perder momentos de interação e desenvolvimento da criatividade em brincadeiras e atividades que façam certa sujeira. Se levam bronca quando chegam da escola com manchas no uniforme,

por exemplo, as crianças podem criar uma certa inibição relacionada a esse tipo de atividade e evitar participar delas, abrindo mão de se divertir, com medo da punição. Por isso, não se preocupe! Além disso, a preocupação excessiva também pode fazer com que as crianças achem que só irão agradar quando

reproduzirem um comportamento mais quieto e limpo – o que, segundo a psicóloga Jussara de Barros da equipe Brasil Escola, pode fazer com que cresçam inseguras e tímidas, por pensar que os pais não valorizam suas criações, e pode culminar em certa rebeldia e problemas de relacionamento futuros.

Se levam bronca quando chegam da escola com manchas no uniforme, por exemplo, as crianças podem criar uma certa inibição relacionada a esse tipo de atividade e evitar participar delas, abrindo mão de se divertir, com medo da punição

Let them Eat Dirt (algo como “Deixe-os comer sujeira”), em parceria com a colega cientista Marie-Claire Arrieta. Mas não é necessário submeter seu filho à essas doenças para ele ficar saudável e protegido. Cientistas finlandeses descobriram que melhor do que infecções adquiridas na infância, possuir um grande e variado micro bioma (micróbios e genes que habitam o corpo humano, como os presentes na flora intestinal) ativa de forma mais adequada o sistema imunológico e colabora para uma maior proteção contra doenças respiratórias. E isso é alcançado por meio do contato com o solo. Ou seja, se sujando.

Desenvolvimento saudável Além dos benefícios para a saúde física e mental da criança, se sujar na natureza, andar descalço na grama, mexer com areia e brincar com tinta são estímulos ótimos para o desenvolvimento dos sentidos da criança,

tais como tato, equilíbrio e movimento. O contato com uma gama diversa de texturas, sensações, cheiros e cores colabora com o aprendizado e com o desenvolvimento da imaginação dascrianças. Isso também ajuda a criar experiências que dei-

Se sujar na natureza, andar descalço na grama, mexer com areia e brincar com tinta são estímulos ótimos para o desenvolvimento dos sentidos da criança

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xarão os pequenos mais propensos a tentar coisas diferentes, evitando complicações na hora de comer, por exemplo, e até problemas de motricidade fina – o que dificulta na hora de segurar o lápis na hora da alfabetização, por exemplo. “O que não passa pelo sentido físico pode não ser decodificado mais tarde, atrapalhando o desenvolvimento da criança rumo à capacidade de abstração” (Fonte: Sandra Stirbulov, psicóloga, em entrevista ao portal IG.) Por isso é importante botar a mão na massa, literalmente, deixando que a criança coma com as mãos para sentir o alimento e que pinte com os dedos, descobrindo todas as possibilidades ao seu alcance.

Deixe-os rolar na lama Os bebês vão desenvolvendo o sistema imunológico aos poucos, dependendo da exposição a micro-organismos desde a gravidez e depois no parto pelo contato com as bactérias da mãe e do leite materno e por toda a primeira infância (até os 6 anos). Então é importante que a criança já seja exposta desde cedo a esses micro -organismos que ajudam a desenvolver suas defesas. Portanto, permita que elas rolem na grama e se sujem na lama, deixando as preocupações de como tirar tinta de caneta da roupa, manchas de barro e a areia do cabelo para depois, pois elas saem facilmente lavando, mas a saúde do seu filho é primordial, e o tempo não volta para corrigir os resquícios de um desenvolvimento falho, de um

ambiente rígido e da falta de contato com o meio ambiente. Então não se preocupe tanto quando seu filho engatinha no chão e coloca a mão na boca, pois se sujar, dentro dos limites do bom senso, faz bem! Claro que não se deve parar de higienizar e desinfetar os itens do bebê, mas isso deve ser feito com sabedoria e quando for realmente necessário, sem excessos. Com menos medo e mais amor, dê ao seu filho liberdade de se sujar e brincar ao ar livre, em prol da saúde mental e física dele. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador.Divulgado em: Mãe você sabia? (www.maevocesabia. com.br); Colaboração de OMO.

Claro que não se deve parar de higienizar e desinfetar os itens do bebê, mas isso deve ser feito com sabedoria e quando for realmente necessário, sem excessos. Com menos medo e mais amor

Então não se preocupe tanto quando seu filho engatinha no chão e coloca a mão na boca, pois se sujar, dentro dos limites do bom senso, faz bem!. Claro que não se deve parar de higienizar e desinfetar os itens do bebê

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Seus filhos não desgrudam do celular? Vem alguém e te assusta dizendo que uso excessivo de celular causa câncer de cérebro. Sério?

ntes de qualquer coisa, se você pensar com calma verá que quase tudo que já foi pesquisado no mundo, pode ou não causar câncer. Tudo depende do “esforço” do estudioso em “espremer” os números e tirar deles essa afirmação. Neste estudo, o médico pegou um livro de receitas e avaliou o risco em relação a vários tipos de câncer de 40 ingredientes, desde o insuspeito chá, passando pelo beatificado limão (serve pra tudo, até pra gastrite?!), e chegando aos vilões; bacon e carne vermelha. Conclusão: quase todos os ingredientes podem estar ou não relacionados a alguns tipos de câncer. Qual o problema? A metodologia! Quanto mais preciso e amplo for o estudo, como uma metanálise, menor o efeito, ou seja, o problema é o estudo e não o alimento.

Celular e câncer? Sempre esteve em alta nas rodas de boatos a informação de que o celular e suas ondas eletromagnéticas poderiam causar câncer de cérebro. Em ciência, o ditado “onde há fumaça, há fogo” só vale para formular hipóteses. Em ciência existe método e é preciso seguir protocolos rígidos para que os resultados de experimentos sejam confiáveis. Por isso você escuta uma coisa um dia (estudo ruim), que é ne-

gada no outro mês (estudo bem feito) e vice versa. Para testar essa hipótese de que o uso de celulares estava relacionado ao aparecimento de câncer de cérebro, estudiosos Australianos fizeram o que se chama de estudo ecológico, de excelente qualidade. Analisaram dados dos 30 anos que se seguiram à introdução de celulares no país, relacionando com a incidência esperada de cânceres de cérebro, diante da hipótese que teria que haver um aumento, se essa fosse correta. Porte (não tem como medir adequadamente o uso) de celulares não está relacionado com o aumento de cânceres na população geral. O que é importante dizer: isso serve para o nível populacional, ou seja, não significa que alguns indivíduos, por suscetibilidade genética e uso excessivo não possam ter o problema, pois não teria como o estudo avaliar isto. Mas, sem dúvida, é mais um boato/mito que a ciência desbanca. Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Blog Pediatra do Futuro autor Dr Flávio Melo CRM 5239.

Para testar essa hipótese de que o uso de celulares estava relacionado ao aparecimento de câncer de cérebro, estudiosos Australianos fizeram o que se chama de estudo ecológico

Consequências do uso excessivo do celular

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Isolamento social; Falta de diálogo com os pais;

Lesões cervicais e problemas nos dedos por esforço repetitivo;

Problemas (pelo impedimento da liberação da melatonina); Não repassem boatos, repassem informação!

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Gatos e alergias combinam?

S Os benefícios da presença de um animal de estimação em casa vão ainda mais longe. Esta convivência também pode contribuir, além do bem-estar psicológico

im. Na verdade esta “combinação” não se restringe aos gatos. Lembrando que a alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou seja uma hipersensibilidade imunológica a um estímulo externo específico. Dados epidemiológicos confirmam que a prevalência de atopia em crianças que moram em fazendas e granjas e que estão em contato direto com a criação de animais é bem menor do que aquela em crianças que vivem na mesma cidade sem contato com a vida rural. Isto ocorre devido à alta exposição da criança a produtos bacterianos especialmente a endotoxina. Tudo isto tem a ver com a amplamente divulgada “teoria da higiene” que sugere, por exemplo, que crianças expostas a infecções corriqueiras da infância tendem a desenvolver uma resposta protetora por parte do sistema imunológico o que pode inclusive resultar em menor risco de desenvolvimento de alergias no futuro. É como se o convívio com diferentes vírus, bactérias e alérgenos principalmente no início da vida, “ensinasse” o sistema imunológico a considerá-los como conhecidos e a não desencadear uma resposta alérgica. Hoje já se sabe que 95% das alergias supostamente causadas por animais são na verdade causadas por ácaros e existem exames capazes de determinar quais são os alérgenos que desencadeiam os sintomas de atopia. Sendo assim, se antigamente a presença de um alérgico na família selava um destino cruel para os bichanos hoje esta realidade é bem diferente. Os benefícios da presença de um animal de estimação em casa vão ainda mais longe. Esta convivência também pode contribuir, além do bem -estar psicológico, na prevenção e no auxílio ao tratamento de várias patologias. Um levantamento do Departamento

A presença de cães e gatos

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de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), reuniu uma série de estudos que confirmam enormes benefícios sociais, psicológicos e até físicos na relação entre o Homem e os animais de estimação.

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Podemos dizer que os gatos são causadores de alergia em muitos casos mais que os cães?

Sim. Hoje sabemos que a proteína Fel d 1 ( de Felis domesticus) é encontrada na saliva e glândulas sebáceas da pele de todos os gatos e os machos não castrados a produzem em maiores quantidades. Os cães também produzem uma proteína alergênica a Can f 1 ( de Canis familiaris), porém seus níveis variam de acordo com a raça e há determinadas raças com alérgenos específicos. Sendo assim, pessoas que apresentam sintomas pelos alérgenos dos cães podem tolerar melhor uma ou outra raça mas no caso dos gatos, o alérgeno mais comum é responsável por 90% das alergias o que sugere que se uma pessoa apresentar sintomas de alergia a um gato provavelmente apresentará a todos eles. É comprovado que a saliva do gato e não o pelo é o agente alérgeno? E o tamanho do pelo influencia no aumento ou diminuição da alergia?

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Sim. A proteína da saliva do gato, a Fel d 1 (de Felis domesticus) é um alérgeno conhecido. Ela provém dos folículos pilosos intradérmicos do gato, especialmente da região facial.

Ajuda a aumentar a proliferação rápida dos ácaros que se alimentam de partículas da pele desses animais. Não podemos afirmar que gatos de pelo curto são hipoalérgicos, mas é fato que os de pelo longo acumulam mais partículas de descamação e se o animal tem o hábito de passear fora de casa ainda traz outros alérgenos do ar como pólem, poeira e mofo o que pode piorar bastante a vida do alérgico

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Sua concentração é mais elevada nas glândulas salivares, lágrimas, urina e secreções anais. Alguns estudos sugerem que a produção da Fel d 1 está relacionada a produção hormonal o que explicaria sua maior produção em gatos machos bem como a diminuição de sua produção após a castração. Ao se lamberem os gatos espalham a proteína entre os pelos e todos os dias a pele dos gatos descama e solta pelos. A descamação da pele dos bichanos produz partículas muito pequenas, que podem permanecer suspensas no ar por longos períodos, especialmente em ambientes mal ventilados e apresentam grande potencial de aderência sendo facilmente transportado o que explica sua presença num ambiente até 20 semanas após a retirada do animal e até em lugares que nunca receberam um gato. Os pelos nada mais são do que reservatórios desta proteína além de

partículas de poeira, ácaros e várias outras diminutas partículas que podem se depositar dependendo dos locais por onde o gato passa o que significa que o tamanho do pelo do gato não causa mais ou menos alergia, mas indiretamente aumenta o acúmulo de alérgenos no ambiente se alguns cuidados não forem tomados. É este acúmulo de alérgenos no ambiente que pode piorar a qualidade de vida do alérgico e fazer a família erroneamente culpar o bichano pelo aparecimento ou piora dos sintomas. Devemos nos livrar dos gatos em quais casos? Os médicos propõe isso?

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A presença de um alérgico em casa nem sempre significa o fim do convívio com um bichano. Para nós médicos pedir para a família simplesmente livrar-se do gato parece uma tarefa fácil, mas sabemos que para muitas esta, nem de longe, é uma idéia aceitável,

Hoje já se sabe que cerca de 10% da população pediátrica tem resposta alérgica ao principal alérgeno do gato e menos de 8% tem a mesma resposta ao alérgeno dos cães

pelo menos não inicialmente. Hoje já se sabe que cerca de 10% da população pediátrica tem resposta alérgica ao principal alérgeno do gato e menos de 8% tem a mesma resposta ao alérgeno dos cães mas quase 70% da população incluindo os adultos reage às partículas do ácaro. Sendo assim, antes de qual-

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quer decisão é importante consultar um especialista e tentar definir quais providencias devem ser tomadas. Para muitas pessoas desfazer-se de um animal de estimação é como perder um membro da família. Algumas mudanças de comportamento podem adiar e até evitar uma decisão mais radical. A dica é manter a casa o mais livre possível das partículas resultantes da descamação da pele do animal. Sendo assim podemos considerar que existem várias maneiras de tentar possibilitar o convívio entre o gato e o alérgico mas dependendo da gravidade dos sintomas de alergia e da disponibilidade da família em aderir às mudanças de comportamento, às vezes a melhor solução é mesmo livrar-se do bichano. Será que existem raças cuja pelagem provocam mais ou menos alergias? As famosas hipoalérgicas. Se sim, quais?

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Em alguns casos o contato gradual e contínuo do alérgico com os agentes que o levam apresentar sintomas de alergia pode proporcionar redução dos sintomas

Antes de incriminar o pobre bichano como único culpado pelo sofrimento do alérgico é preciso lembrar que grande parte das alergias atribuídas a animais são na verdade causadas por ácaros. A partícula de ácaros encontrada na poeira doméstica tem sido apontada como causa no aumento da prevalência de asma. A presença de cães e gatos em casa ajuda a aumentar a proliferação rápida dos ácaros que se alimentam de partículas da pele desses animais. Não podemos afirmar que gatos de pelo curto são hipoalérgicos, mas é fato que os de pelo longo acumulam mais partículas de descamação e se o animal tem o hábito de passear fora de casa ainda traz outros alérgenos do ar como pólem, poeira e mofo o que pode piorar bastante a vida do alérgico. Hoje existem exames que permitem ao alérgico saber quais são as partículas (alérgenos) responsáveis pelo aparecimento ou piora de seus sintomas. Sabemos por exemplo que cerca de 10% da população pediátrica brasileira reage positivamente ao alérgeno do epitélio de gato e quase 70% reage ao principal alérgeno do ácaro. Saber que uma criança é alérgica a partículas de pólen ou ácaros e não ao gato pode poupar muito sofrimento à família e ao bichano. Desde 2007 uma empresa de manipulação genética americana comercializa cães e gatos geneticamente modificados de modo a não produzirem as principais proteínas que funcionam como alérgenos aos humanos. Os Pets po-

A presença de cães e gatos em casa ajuda a aumentar a proliferação rápida dos ácaros que se alimentam de partículas da pele desses animais. Não podemos afirmar que gatos de pelo curto são hipoalérgicos, mas é fato que os de pelo longo acumulam mais partículas de descamação

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dem custar entre $10.000 e $60.000 e o comprador pode ter que esperar mais de um ano na fila para a aquisição do animal. Críticos questionam a ética e os efeitos para a saúde a longo prazo de adaptar a composição dos animais apenas para adequá-lo à necessidade dos alérgicos. É possível que uma pessoa alérgica ou asmática consiga alguma cura ou melhora através do contato com os gatos? Por quê?

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O princípio do tratamento das doenças alérgicas consiste em evitar o contato com os alérgenos, ou agentes desencadeadores das reações. Entretanto alguns alérgenos não podem ser evitados em um dia-dia normal como pólen, ácaros da poeira doméstica, mofo e outros alérgenos comuns. Muitos pacientes alérgicos fazem uso de medicamentos antihistamínicos e corticóides, com boa resposta ao tratamento. Porém existem casos em que os sintomas são mais graves, ou que os medicamentos não podem ser usados. Uma alternativa para estes casos pode ser a tentativa de modular o sistema imunológico no que diz respeito à resposta do organismo a um alérgeno. Em alguns casos o contato gradual e contínuo do alérgico com os agentes que o levam apresentar sintomas de alergia pode proporcionar redução dos sintomas. É o princípio da imunoterapia. O objetivo desse tratamento é reduzir a sensibilidade da pessoa ao alérgeno, sendo especialmente útil no tratamento dos pacientes com rinite alérgica. O procedimento consiste na realização de várias injeções, em intervalos regulares de tempo, durante um período prolongado (até alguns anos). As injeções são compostas por extratos de alérgenos. Á medida que o organismo vai se adaptando ao antígeno pode tornar-se menos sensível a ele. Esse


processo é também chamado de dissensibilização. A imunoterapia é o único tratamento disponível, capaz de modificar a história natural da doença alérgica. Isso significa que um esquema de injeções, em um período de 3 a 5 anos, pode resultar em benefícios a longo prazo, que podem se estender além do tempo do tratamento. Infelizmente, a imunoterapia não funciona em todas as pessoas e, em alguns casos, é parcialmente eficaz. No entanto, ela oferece aos pacientes alérgicos a chance de reduzir ou interromper o uso das medicações.Sendo assim, alguns casos leves de alergia podem apresentar melhora conforme o organismo do alérgico for “se acostumando” com o alérgeno. Mas em se tratando de medicina não existem verdades absolutas. O que funciona para uns pode não funcionar para outros e antes de decidir adquirir um bichano achando que o convívio com ele levará a melhora da alergia a melhor opção é sempre procurar um especialista

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O contato com gatos pode diminuir o risco de a criança desenvolver alergias?

Os resultados de um estudo publicado no Journal of the American Medical Association em 2002 que procurava saber se o contato de crianças com cães e gatos aumentava a chance de desenvolvimento de alergia mostraram justamente o contrário. No estudo mais de 470 bebes saudáveis da região de Detroit foram acompanhados desde o nascimento até os 7 anos. Ao todo 184 crianças foram expostas a dois ou mais animais de estimação (cães ou gatos) e 220 não foram expostas. Os resultados sugerem que as crianças expostas desenvolvem 50% menos alergias comuns quando comparadas com aquelas que não foram expostas. Além disso, um menor número de crianças dentre aque-

las que ficaram em contato com animais em casa tiveram irritação nas vias aéreas, um fator de risco para a asma. A reatividade foi baseada na reação das vias aéreas a estimulantes químicos chamados metacolina. Cerca de 7% das crianças desenvolveram asma durante o estudo, o que está dentro da média nacional. Estudos anteriores, realizados no país e em outros países, forneceram a primeira evidência sugerindo que o contato com animais pode reduzir o risco de alergias em crianças. Por exemplo, estudos no sul da Alemanha e na Suíça mostraram que as crianças que moram na cidade tiveram índices maiores de alergias do que aquelas que moram em fazendas. Acredita-se que o contato com cães e gatos leva a um risco menor de alergias porque a convivência das crianças com os animais as expõe a níveis mais altos de endotoxinas, produtos de decomposição de bactérias Gram-negativas comumente encontradas na boca de cães e gatos. Este contato é o que força o sistema imunológico a desenvolver um diferente padrão de resposta que faz com que a criança se torne menos alérgica.

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Qual a idade ideal para ter um gato?

Sabemos que é no início da vida que o sistema imunológico pode ser induzido à sensibilização ao invés de tolerância alergênica então desde que haja bom senso por parte dos pais e familiares a criança pode ter um animal de estimação em qualquer idade. É necessário lembrar que a alergia não é a única doença relacionada à presença de animais de estimação em casa. Uma vez tomada a decisão de adquirir um animal é preciso lembrar que a saúde dele também requer cuidados básicos e específicos que podem fazer toda a diferença no sucesso deste convívio. Fonte: Denise Lellis CRM 144.241.

Dicas e sugestões para combater a alergia 1. Manter o gato longe do quarto e da cama da pessoa alérgica lembrando que os alérgenos do gato se espalham facilmente por toda a casa especialmente por sistemas de ar condicionado e nas roupas de outras pessoas. 2. Existem filtros de ar altamente eficientes que podem ser usados nos sistemas de aquecimento e ar condicionado que devem passar por manutenção a cada 2 ou 3 meses para ajudar a remover as partículas de pele do animal evitando sua distribuição.

3. Dar banho e escovar o bichano uma vez por semana. Tarefa que não deve ser realizada pelo alérgico e de preferência num local aberto.

7. Passar o aspirador de pó diariamente nos tapetes. Limpar os móveis com pano úmido para retirar o pó, duas vezes por semana.

4. É claro que um veterinário deve ser consultado para dizer se esta conduta não prejudicará a saúde do felino.

8. Manter a caixa de areia em uma área isolada da casa, onde não atrapalhe a circulação. O alérgico não deve limpar a caixa de areia e se necessário deverá fazê-lo de luvas e máscara.

5. Se o animal tiver caminha, dar preferência para as laváveis e lavá-la uma vez por semana em água quente. 6. O alérgico deve evitar os lapsos de carinho pelo gatinho, mas quando for inevitável abraçar e beijar o felino, lembre-o de lavar as mãos e o rosto

9. Evitar que o bichano passeie fora de casa. Se o fizer deve ter os pelo limpos com um pano úmido e receber uma escovada extra

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Medicina Fetal salva bebês no últero da mãe Hoje, as tecnologias usadas nos exames diagnósticos, como o ultrassom, por exemplo, permitem diagnosticar problemas já nas primeiras semanas de concepção

C A medicina fetal visa diagnosticar a normalidade ou a anormalidade do período gestacional e trabalhar na prevenção de doenças

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erca de 30% dos problemas de malformações dos bebês já podem ser solucionados pelo avanço da medicina fetal. Hoje, as tecnologias usadas nos exames diagnósticos, como o ultrassom, por exemplo, permitem diagnosticar problemas já nas primeiras semanas de concepção e os fetos são operados com segurança ainda no útero da mãe. Dr. Fábio Peralta, um dos pioneiros na cirurgia fetal no Brasil, comenta os benefícios da medicina fetal. Enquanto a obstetrícia cuida da saúde da mulher, uma nova subespecialização da área, a medicina fetal, dedicase ao feto como paciente. “Não é possível isolar o feto da mãe”, explica Dr. Fábio Peralta, médico obstetra especializado em medicina fetal (fetólogo), cirurgião-chefe da Gestar Centro de Medicina Fetal. “O termo mais correto seria medicina materno-fetal”, ressalta. “A medicina fetal visa diagnosticar a normalidade ou a anormalidade do período gestacional e trabalhar na prevenção de doenças da gestação, tanto do feto como na gestante”, define. De acordo com o médico, reunidos em equipes multidisciplinares, especialistas em assuntos relacionados à saúde do bebê e da mãe, como: obstetrícia, cirurgia pediátrica, anestesia e neonatologia, agora trabalham juntos para salvar vidas. Peralta lembra que a medicina fetal começou a ter relevância na vasta área da obstetrícia, a partir da invenção do ultrassom, por volta de 1946 e, principalmente, com a chegada da cordocentese (amostra de sangue fetal, colhido do cordão umbilical), introduzida no início da década de 1980. “A partir daí, foi possível ao médico ter acesso ao feto no útero da mãe. De lá para cá, o avanço da tecnologia, com imagens cada vez mais nítidas, permitiu o desenvolvimento da ciência para identificar, prevenir e tratar problemas relacionados ao feto” pontua. A possibilidade de ver o feto permitiu ao médico avaliá-lo com ferramentas para coleta de materiais e análise da saúde fetal e possibilitou fazer intervenções diagnósticas, cirúrgicas e terapêuticas.

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Outros adventos como a ressonância magnética e a genética também colaboraram para a evolução da medicina fetal. Foi no início de 1980, que especialistas em ginecologia e obstetrícia, treinados na Inglaterra e França, passaram a introduzir técnicas de medicina fetal no Brasil. Hoje, existe uma variedade de exames disponíveis para o rastreamento de problemas cromossômicos já no primeiro trimestre de gestação. Quatro ultrassons Durante a gestação são necessários, em média, quatro ultrassonografias. O primeiro exame deve ser realizado entre a 7ª e 8ª semana de gravidez, preferencialmente pela via transvaginal e permite datar a gestação, verificar as doenças fetais, os prognósticos da gestação e os fatores de riscos durante a gravidez. O segundo ultrassom, chamado Translucência Nucal, deve ser feito entre a 11ª e 14ª semana de gravidez e visa avaliar de o bebê ter Síndrome de Down. Já na terceira visita, realiza-se o ultrassom morfológico de segundo trimestre, que deve ser feito entre a 18ª e 24ª semana de gravidez, para avaliar a anatomia do feto. Finalmente, no terceiro trimestre, na 34ª semana, é feito o ultrassom para avaliar o crescimento fetal.Além desses, na metade da gestação, é realizado o ultrassom com Doppler, para determinar se a gestação é de alto risco e se precisa de assistência específica.


Os principais fatores de riscos são as doenças de aparecimento durante a gravidez, como diabetes, pré-eclâmpsia e parto prematuro. “Esses problemas vão interferir na evolução do feto também. A função do fetólogo é checar a normalidade da gestação, investigar doenças fetais e, se possível, tratar o feto e a gestante”, informa Dr. Fábio Peralta.

fícios da medicina fetal. “Poucos centros públicos de saúde oferecem o mesmo sistema da rede privada. Somente, aqueles ligados a grandes universidades têm condições de oferecer serviços similares. Com isso, muitos pacientes do SUS ficam sem o tratamento mais avançado”, lamenta o médico que também atende pelo HCor.

Cirurgia fetal Com a medicina fetal surgiram os procedimentos cirúrgicos intrauterinos que, atualmente, são realizados para operar o feto, seja por meio de técnicas endoscópicas minimamente invasivas ou por cirurgias abertas. Estudos demonstram que, antes da medicina fetal, 30% das gestações eram mal sucedidas, principalmente, nos casos de malformação. “Hoje, conseguimos sucesso na maioria dos problemas, que podem ser tratados ainda no útero por meio de cirurgia fetal. Já existem várias malformações que são tratáveis, como Hérnia Diafragmática Congênita, Transfusão Feto-fetal, Mielomeningolece, cardiopatias, cujas intervenções precoces melhoram o prognóstico de vida do bebê”, revela o fetólogo. Infelizmente, no Brasil, nem todos têm acesso aos bene-

Patologias tratáveis com medicina fetal Hérnia Diafragmática Congênita: É um defeito que ocorre na formação do feto, quando o diafragma não fecha completamente e, através da abertura, os órgãos do abdômen, como intestino, fígado e estômago, sobem para o tórax e impedem o desenvolvimento do pulmão. Nos casos de HDC grave, a malformação pode ser corrigida com uma cirurgia fetal (oclusão traqueal endoscópica fetal - a colocação de um pequeno balão na traqueia do bebê por via endoscópica), realizada geralmente entre 24 e 28 semanas de gravidez. Síndrome de Transfusão Feto-Fetal: É uma complicação rara, que pode ocorrer na gravidez de gêmeos que compartilham a mesma placenta. É diagnosticada por meio da diferente quantidade de líquido amniótico entre as duas bolsas dos dois fetos. O tratamento consiste em uma intervenção cirúrgica, minimamente invasiva, na qual é feita uma coagulação a laser dos vasos sanguíneos, impedindo o desequilíbrio na circulação de ambos os fetos. Após a realização do procedi-

mento, já se pode perceber o restabelecimento do equilíbrio hemodinâmico entre os fetos. O tratamento é feito no final do segundo e no início do terceiro trimestre de gestação. Cardiopatias fetais: Por meio do ecocardiograma fetal, que é uma ultrassonografia para avaliar o coração do bebê, é possível um diagnóstico precoce de cardiopatias fetais. Alguns bebês com cardiopatias específicas podem ser tratados ainda dentro do útero. Outros necessitarão de nascer em uma maternidade especializada para acolher os bebês cardiopatas.

Mielomeningocele ou espinha bífida: É uma malformação na coluna do feto, que deixa exposta a medula espinhal e as raízes nervosas, levando a inúmeras alterações neurológicas. Hoje já existem comprovações científicas que, em determinada situações, o tratamento intrauterino apresenta melhores resultados do que o tratamento após o nascimento. Existem diferentes técnicas para a correção da espinha bífida durante a gravidez. A técnica mais utilizada mundialmente consiste em um procedimento feito por meio de uma pequena incisão de 2,5 cm no útero, através da qual os neurocirurgiões corrigem a mielomeningocele fetal com o auxílio de microscópios de alta resolução.

Fonte: Dr. Fábio Peralta é ginecologista, obstetra e cirurgião Fetal, graduado em medicina e residência médica em ginecologia e obstetrícia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, pós-graduado pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado em medicina fetal no King’s College Hospital – Universidade de Londres. Foi um dos pioneiros das cirurgias fetais no Brasil. Atualmente é médico responsável pela cirurgia fetal no Hospital do Coração de São Paulo (HCor); Hospital São Luiz, Cetrus e na Gestar Centro de Medicina Fetal. Coordena o programa de pós-graduação (lato sensu) em medicina fetal do Cetrus em São Paulo.

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Sabia que... 1

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Como se forma o arco plantar? O pé desenvolve-se e fortalece durante o exercício de caminhar, especialmente em superfícies irregulares: a tensão dos músculos do pezinho e o seu estímulo natural gradualmente levam à formação do arco plantar.

Nos primeiros meses de vida, o pé representa um importante orgão sensorial. Além disso não está completamente ossificado

O bebê tem o pé plano? O pé plano caracteriza-se por uma vasta área de contato da planta do pé com o solo. O pé não é arqueado e a impressão plantar evidencia um contato com o solo, não só com a parte externa, mas também com a parte interna da planta do pé. Até aos 3/4 anos todas as crianças têm o pé plano.

3 a4 anos

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O que fazer? O pezinho da criança é fisiologicamente plano, o arco plantar forma-se naturalmente a partir dos 3/4 anos. É uma situação normal, que NÃO deve ser corrigida com próteses plantares ou palmilhas anatómicas, a não ser por recomendação do pediatra/ ortopedista. Com que idade devo começar a calçar o meu bebê? Nos primeiros meses de vida, o pé representa um importante orgão sensorial. Além disso não está completamente ossificado, pelo que é facilmente deformável. Desta forma, é bom deixar o pezinho livre e descalço o mais possível:

O pezinho da criança é fisiologicamente plano, o arco plantar forma-se naturalmente a partir dos 3/4 anos. É uma situação normal, que NÃO deve ser corrigida com próteses plantares ou palmilhas anatómicas


publi-editorial

numa primeira fase o sapato cumpre a função de proteger o pezinho do frio e dos impactos. O primeiro sapato verdadeiramente estruturado deve surgir na altura do engatinhar e dos primeiros passos.

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Como deve ser o sapato? Um bom sapato deve ser sempre confortável e flexível de modo a não apertar o pé. Com uma forma estudada para garantir a máxima liberdade de movimento do pé e dos dedos, deve ser leve para não cansar os músculos, deve utilizar materiais que garantam a transpiração e estimulem delicadamente a planta do pé, deve ter o equilíbrio certo entre o calcanhar e a sola para incentivar a postura correta e facilitar os primeiros passos. Não deve ter a planta anatómica até pelo menos 3/4 anos.

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Como comprar o sapato no tamanho certo? O sapato deve ser usado certificando-se que existe sempre um espaço de, pelo menos, meio polegar entre os dedos e a biqueira. Evite comprar sapatos muito grandes, pois isso pode causar escoriações devido à fricção. Os sapatos fechados devem ser sempre usados com meias.

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Os sapatos devem ser altos atrás? É importante que o sapato não force ou endureça o pé durante o caminhar, deve ser macio e flexível, especialmente na parte da frente. Mais tarde, contudo, deve ser ligeiramente estruturado, com lugar e apoio para o calcanhar de maneira a proporcinar estabilidade e manter o pé de forma correta. Na fase dos primeiros passos é preferível escolher um sapato ligeiramente mais elevado para ajudar a criança durante o passo, posteriormente não é essencial que o sapato seja alto atrás.

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Quando mudar de sapatos? Os sapatos devem estar sempre devidamente ajustados e nunca causar compressão ou restrição no pé. É recomendado mudar de sapato de 3 em 3 meses durante os primeiros dois anos de vida. É importante fazer uma verificação periódica.

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Sapatos usados Não é recomendado a criança utilizar sapatos usados porque podem estar deformados e causar uma postura incorreta.

Que material prefere ? Sola - Pode ser de couro ou de plástico: ao não estarem contato com o pé, não afeta a transpiração. É importante as solas serem leves e flexíveis para permitir maior liberdade de movimentos e respeitar o desenvolvimento correto da musculatura. Forro - O revestimento interno do sapato (forro e a palmilha) têm um papel importante no sapato devido a estarem em contato direto com o pé e terem que assegurar uma ventilação adequada. Portanto, devem preferencialmente ser de materiais naturais, tais como a pele de vitelo ou de cabra (materiais de qualidade e altamente transpirável) ou em tecidos antibacterianos.

Dicas de como limpar os sapatos Couro - O pó e a lama devem ser removidos diariamente com uma escova. Periodicamente, deve-se aplicar graxa neutra ou com cor. Verniz - Não passar graxa, apenas um pano húmido para remover o pó e dar brilho à gáspea. (parte superior do calçado). Camurça - Limpar com um pano embebido em água e sabão neutro.Para as manchas, utilize uma lixa fina, uma escova de metal ou um pedaço de borracha. Lona - Evite utilizar a máquina de lavar a roupa. Nunca coloque o sapato totalmente dentro de água porque com o passar do tempo cola entre a sola e a gáspea (parte superior do calçado) vai saindo. Também neste caso, é preferível passar com um pano húmido e sabão neutro.

Sapatos na máquina de lavar? Desaconselha-se a utilização da máquina de lavar a roupa. O sapato não deve ser totalmente imerso na água, pois com o tempo a cola entre a sola e a gáspea (parte superior do calçado) vai saindo.

Na fase dos primeiros passos é preferível escolher um sapato ligeiramente mais elevado para ajudar a criança durante o passo

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SBP alerta sobre exposição - de crianças e adolescentes na internet Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta os pais e responsáveis sobre a importância do diálogo com as crianças e adolescentes para evitar a exposição desse grupo vulnerável às comunidades ou “jogos” em ambiente virtual (sites, redes sociais, grupos WhatsApp) que estimulam a prática do suicídio, da automutilação e da participação em atividades de alto risco, entre outros problemas. A entidade também está preocupada com o modo como a imprensa e os formadores de opinião abordam o problema. O alerta, que também é direcionado aos pediatras, vem junto a uma série de situações relatadas recentemente no Rio

de Janeiro, Mato Grosso e Paraná. Nestes Estados, as autoridades policiais apuram casos de suicídio de jovens, após suposta exposição a este tipo de conteúdo inadequado. Agressão A morte de adolescentes é o ápice de uma escalada de agressão e assédio, que inclui o estímulo à automutilação e a participação em outras situações de risco, havendo vários fatores determinantes e individualizados. De acordo com a Safenet, organização não-governamental que acompanha o tema, esses jogos não são fenômenos novos ou desconhecidos, principalmente no exterior. Contudo, a ONG chama a atenção para um ponto chave: o papel da imprensa no enfrentamento do problema. Em texto divulgado em seu site, a Safenet informa que rumores falsos de suicídios de 130 adolescentes russos por conta da participação neste suposto “jogo”, chamado pela imprensa de “Baleia Azul”, foram objeto de repercussão em uma grande emissora na TV aberta, no Brasil, o que aguçou a curiosidade da população. De acordo com a entidade, isso fez com que as buscas de informações sobre o tema aumentassem geometricamente. Além disso, a imprensa nacional contribui com a difusão dos

Em texto divulgado em seu site, Safenet informa que rumores falsos de suicídios de 130 adolescentes russos por conta da participação neste suposto “jogo”, chamado pela imprensa de “Baleia Azul

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conceitos ao detalhar de “forma didática como se engajar nessas comunidades e quais os ‘desafios’ para chegar até o fim do game”. Vulnerabilidade “Ao tratar do tema, os veículos de comunicação brasileiros não destacaram a importância de buscar ajuda de profissionais e do diálogo entre os jovens e suas famílias. Também passou ao largo da necessidade de estarmos atentos aos problemas comportamentais e à vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes, o que exige medidas de prevenção e de controle por parte do Estado e da so-


ciedade”, disse a presidente da SBP, Dra. Luciana Rodrigues Silva. Neste contexto, a SBP orienta os pediatras, os pais, a imprensa e a sociedade, inclusive as próprias crianças e adolescente, a tratarem o tema com a máxima cautela possível. Isso implica em evitar o tom sensacionalista e buscar, sobretudo, a adoção de medidas de prevenção para evitar que essa exposição indevida produza novas vítimas. Esse cuidado é fundamental para impedir a disseminação desses supostos jogos e o surgimento de uma onda de pânico. Dra Luciana Rodrigues enfatiza, ainda, um documento importante para pediatras, professores, pais, adolescentes e crianças sobre a “Saúde da criança e do adolescente na era digital” no qual se discute a importância do convívio próximo e da atenção dos pais e familiares com os jovens, além da necessidade de limites sobre o uso da tecnologia. “Seria ainda muito importante que a imprensa nos ajudasse sistematicamente com a divulgação de bons

hábitos para melhorar a qualidade de vida destes indivíduos ainda em formação, cujo comportamento está muito espelhado em exemplos”, acrescentou a presidente da SBP. Sobriedade O tema deve ser tratado com merecida sobriedade. Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, dão conta de que 11% das crianças e adolescentes entrevistadas em pesquisa sobre o assunto relataram ter acessado páginas que ensinavam formas de se machucar e 6% orientavam sobre como cometer suicídio. Esses percentuais representam um alcance de mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes no País. “Trata-se de tema muito relevante, um problema de saúde pública, pois o suicídio é considerado uma forma de violência auto afligida. São mortes que podem ser evitadas com a ajuda de suporte familiar e social, e não devem ser tratadas com co-

Seria ainda muito importante que a imprensa nos ajudasse sistematicamente com a divulgação de bons hábitos para melhorar a qualidade de vida destes indivíduos ainda em formação, cujo comportamento está muito espelhado em exemplos

mentários pessoais ou opiniões sem qualquer fundamento ou pesquisa”, lembrou a dra Evelyn Eisenstein, membro do Departamento Científico de Adolescência da SBP. Para ela, posturas inadequadas podem glamourizar o problema. Na avaliação da Dra. Alda Elizabeth, presidente do DC de Adolescência, o pediatra deve agir diante dessas situações e esclarecer colegas, pais e a sociedade sobre a melhor forma de enfrentar a exposição que coloca a população pediátrica sob risco. “Os médicos hebiatras e pediatras, além daqueles de outras especialidades, podem ajudar no entendimento desse fenômeno e auxiliar os adolescentes e suas famílias. A SBP já trabalha na produção de um documento que abordará o tema, e que poderá ser subsídio a uma campanha de conscientização e apoio”, acrescentou.

11% das crianças e adolescentes entrevistadas em pesquisa sobre o assunto relataram ter acessado páginas que ensinavam formas de se machucar

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Recomendações Entre os pontos que podem constar do trabalho, estão orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a prevenção ao suicídio. Da lista, se destacam:

Pela imprensa ou em páginas de influenciadores digitais deve ser evitada a veiculação de nomes, detalhes e recursos, entre outros pontos, que atraiam a atenção e estimulem a curiosidade.

O suicídio e a automutilação: devem ser vistos como problemas de saúde pública, portanto devem ser estabelecidos programas de prevenção multidisciplinares, incluindo a participação de profissionais de diferentes áreas, em especial de médicos.

É importante estar próximo dos adolescentes e verificar que tipos de lazer virtual buscam nas redes sociais e reforçar as regras de senhas de segurança

A família, a escola, o poder público: e a sociedade em geral devem dar atenção aos grupos mais vulneráveis da população, sobretudo adolescentes com histórico de depressão, tentativas de suicídio e outros sofrimentos psicológicos graves. O diálogo com as crianças: e os adolescentes precisa ser estimulado, sendo que jamais pode ser minimizado ou subestimado o que falam e é necessário estar atento aos sinais de angústia e sofrimento.

É importante: estar próximo dos adolescentes e verificar que tipos de lazer virtual buscam nas redes sociais e reforçar as regras de senhas de segurança, privacidade e bloqueios de mensagens indevidas ou não solicitadas;

Profissionais: como médicos pediatras, devem ser consultados na existência de dúvidas sobre o tratamento adequado nessas situações;

Na abordagem: pela imprensa ou em páginas de influenciadores digitais deve ser evitada a veiculação de nomes, detalhes e recursos, entre outros pontos, que atraiam a atenção e estimulem a curiosidade. As notícias sobre supostos casos de vítimas devem priorizar a adoção de medidas preventivas, que podem ser tomadas pelos pais, responsáveis e até nas escolas;

Segredos, tabus e ordens sem mediação em família aumentam a sensação de opressão do adolescente e as proibições sem justificativas podem ser contraproducentes. Os pais devem assistir filmes ou jogos online com seus filhos e saber ou comentar sobre os conteúdos que abordam violência ressaltando os cuidados de proteção; Sinais de tristeza, depressão ou angústias e transtornos de comportamento devem ser motivos de conversa;

O acompanhamento: do uso da internet, das redes sociais e dos grupos de WhatsApp por crianças e adolescentes deve ser feito de forma clara e transparente pelos pais e responsáveis. A proibição de acesso ou o confisco de aparelhos são medidas pouco efetivas e que podem ser substituídas por diálogo e cumplicidade, o que ajuda na prevenção de riscos e fortalece vínculos de confiança que devem existir entre pais e filhos e alunos e professores.

ALERTAs e recomendações para OS PAIS 1. Diálogos usam de palavras ou de-

4. Mudanças de hábitos de sono e

2. Gestos ou tentativas de suicídio ou

5. Irritabilidade fácil e exagerada,

senhos que demonstrem preocupações sobre morte, suicídio, vontade de sumir ou ferimentos e lesões corporais; histórias de suicido na família. Isolamento de amigos ou do convívio familiar

3. Perda de interesse em atividades

que costumava fazer com a família ou na escola; Baixo rendimento escolar e recusa de ir à escola;

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alimentares e de comportamento em geral; Mudanças dos hábitos alimentares (perda ou aumento de apetite); choros frequentes ou crises de raiva;

6. Situações de bullying/cyber-

bullying recentes; Abuso sexual prévio ou recente; Postagens nas redes sociais de assuntos e mensagens que levam a baixa autoestima;

7. Comportamentos autodestrutivos de automutilação, uso de álcool e drogas ou exposição às situações de risco exageradas e constantes;

8. Interesses em filmes violentos,

terror e muitas horas assistindo estes tipos de filme, violência gera violência.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria, link: (www.bit.ly/2oxT90R) Site: (www.sbp.com.br/). Retirado de 4Daddy (www.4daddy.com.br).


Técnica do Charutinho para acalmar o bebê: aprenda o passo-a-passo

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técnica do charutinho para acalmar o bebê é bem conhecida e divulgada no mundo materno. Muitos profissionais aconselham a técnica, já muitos outros desaprovam. Isso porque estudos recentes da Universidade de Bristol, no Reino Unido, publicado no conceituado periódico médico Pediatrics, mostram que pode haver relação entre essa técnica e a Síndrome da Morte Súbita em Bebês. De acordo com esse estudo, a técnica do charutinho para acalmar o bebê aumenta em duas vezes o risco de morte súbita, principalmente quando as crianças são colocadas para dormir de bruços ou de lado. O perigo aumenta quando as crianças têm mais de 6 meses, já que nessa idade a probabilidade de que elas rolem para uma posição que não é segura enquanto estão enroladas é maior. O estudo aponta ainda chance do bebê ter hipertermia. Passo a passo da Técnica do Charutinho para acalmar o bebê Enrole o bebê em uma manta ou cobertor bem leve. Também pode ser uma fralda grande de pano. Ele deve ser enrolado com os bracinhos para baixo, imitando um casulo, de forma bem firme, para que ele se sinta seguro e protegido, assim como era no útero materno. Veja o passo-a-passo na imagem abaixo:

dicas para acalmar o bebê 1 Após fazer o charutinho com o bebê, faça o seguinte 2 Segure o bebê no seu colo, “barriga a barriga” 3 Faça um som alto de shhhh no ouvidinho dele 4 Balance o bebê de uma lado para o outro com rapidez e delicadeza 5 Ofereça ao bebê algo para ele sugar, seja chupeta, ou mesmo seu dedo mínimo

O que é a Técnica do Charutinho?

A técnica do charutinho ou do casulo consiste em embrulhar o bebê, de forma que ele se sinta seguro como quando estava no ventre materno. É aconselhável para acalmar o bebê quando está em crise de choro, especialmente os recém-nascidos, até os 3 meses de idade. Técnica do Charutinho para acalmar o bebê

Tenha bastante atenção quanto ao clima. Aqui no Brasil faz muito calor, então se estiver muito quente e for fazer a técnica, esteja em local com ar-condicionado, e deixe ele só de fraldinha ou uma roupa bem levinha por baixo da manta. Vale lembrar que tudo que diz respeito ao seu bebê deve ser questionado ao pediatra, é muito melhor pecar pelo excesso do que pela falta! Lembrando que é indicado para os momentos de choro excessivo, para bebês recém-nascidos. Se o bebê dormir enrolado, deve ser de barriga para cima. E você, já usou essa técnica do charutinho para acalmar o bebê? Deu certo? Conte-nos nos comentários, e ajude muitas mamães! Conteúdo autorizado para reprodução na Revista Materlife com a fonte retida pelo publicador. Divulgado em: Os Fraldinhas (www.osfraldinhas.com.br).

A técnica do charutinho ou do casulo consiste em embrulhar o bebê, de forma que ele se sinta seguro como quando estava no ventre materno

Tenha bastante atenção quanto ao clima. Aqui no Brasil faz muito calor, então se estiver muito quente e for fazer a técnica, esteja em local com ar-condicionado.

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Emendar uma gravidez na outra É mais arriscado do que você imagina para a saúde da mulher. O pós-parto é um período estressante, pois o casal está se adaptando a uma nova vida e os horários de descanso são escassos

Claro que cada filho é um filho, e por menos “trabalho” (não gosto muito deste termo) que o bebê dê, é fato que ele precisa de cuidados o tempo todo

uem é mãe sabe o quanto a rotina fica atribulada com a chegada do bebê. Parece que simplesmente tudo sai do lugar. A mente e corpo parecem ter sido atropelados por um trator, tirando tudo do lugar e nos trazendo muitas dúvidas e medos. E se internamente há uma confusão de sentimentos, no ambiente externo a coisa parece não ser muito diferente. A não ser que você conte com ajuda de babá, ajudante do lar, mãe, sogra ou marido, a vida vai ficando mais complicada, afinal, o almoço não se faz sozinho, o banheiro não é autolimpante, a louça não vai para o armário limpinho por conta própria. E em meio a tudo isso está à mãe, que vê os primeiros dias após o parto passarem como se fossem uma repetição do dia anterior: amamenta muitas vezes, troca fraldas

Divisão de funções é a palavra-chave Ah, mas e aquela história linda que te contaram sobre ter um filho. Sim, ter um filho é algo incrível. Mas o lado crítico também marca presença. Tudo vai depender de qual lado você vai valorizar. Claro que cada filho é um filho, e por menos “trabalho” (não gosto muito deste termo) que o bebê dê, é fato que ele precisa de cuidados o tempo todo. E, infelizmente, esses cuidados parecem recair apenas sobre a mãe. Seja porque ela está tão agarrada à cria, que faz questão de fazer tudo por aquele bebê, ou porque não conta com a ajuda de outras pessoas. E tem ainda aquelas que simplesmente não podem contar com o pai da criança. Aliás, abrindo um parêntese, está aí algo que deve ser muito bem combinado antes da che-

Outro esquecimento importante é o retorno às consultas pós-parto. Segundo estudos, 10% a 40% das mulheres faltam na primeira consulta após o nascimento do bebê

10 % a 40 % das mulheres

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quase de hora em hora, acorda durante a madrugada, e vê suas energias serem sugadas, o corpo desforme, o sono que parece não ter fim.

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gada do bebê, porque na verdade a única (ÚNICA MESMO) coisa que o pai não poderá fazer é amamentar. Pode ser que ele não troque a fralda como você quer e não de banho como você imaginou. Mas é preciso que o pai entenda e seja inserido neste contexto. Pai não é ajudante. Pai é pai, assim como mãe é mãe e cabem aos dois as responsabilidades com a pessoa que acabaram de colocar no mundo. Ao reforçarmos a ideia de que o pai está “ajudando”, deixamos claro que o cuidar é papel unicamente materno. Isso é um erro. O esgotamento físico e mental do puerpério é a causa de muitos esquecimentos Em meio a tudo isso a gente acaba, muitas vezes, esquecendo até mesmo de escovar os dentes e pentear o cabelo, imaginem então o bendito do contraceptivo oral, que está lá em cima do armário, da cômoda, do criado mudo, tudo para ser visível, mas simplesmente se torna invisível aos nossos olhos. Quando vemos, já se passaram dias e nos damos conta que o melhor a fazer é jogar aquela cartela no lixo e começar outra. E aí, um descuido aqui e outro acolá pode resultar justamente em outra gravidez, que, regra geral, é tudo o que a gente não quer neste momento. A ginecologista Ilza Maria Urbano Monteiro, da UNICAMP, ressalta que o pós-parto é um período estressante, pois o casal está se adaptando a uma nova vida e os horários de descanso são escassos. “A utilização de um método contraceptivo é mais uma atividade dentro desse contexto e, muitas vezes, acaba ficando para mais tarde ou sendo esquecida, impactando na eficácia do método e favorecendo uma gravidez não planejada em um período cheio de mudanças”. Outro esquecimento importante é o retorno às consultas pós-parto.

Segundo estudos, 10% a 40% das mulheres faltam na primeira consulta após o nascimento do bebê, o que também contribui para numa gravidez não planejada. Mas só amamentar não é suficiente para impedir a gravidez? Você já deve ter ouvido falar que a amamentação impede a gravidez, sendo um baita contraceptivo “natural”. Isso de fato acontece, mas apenas quando o bebê é alimentado em livre demanda com amamentação exclusiva, ou seja, mama várias vezes durante o dia e a noite. Isso acontece porque a estimulação do leite é feita com o aumento da prolactina, que acaba impedindo a ovulação. Mas, ainda assim, há chances de a mulher ovular, logo, não dá para confiar apenas na amamentação. Já as mães que fazem uso de fórmulas para alimentar seus bebês já começam a ovular lá pelo 25º dia após o parto.

Já as mães que fazem uso de fórmulas para alimentar seus bebês já começam a ovular lá pelo 25º dia após o parto

Riscos de engravidar num período próximo ao último parto

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Quando a gravidez acontece novamente antes de seis meses, há riscos de sangramento, ruptura da placenta, inflamação do endométrio, anemia e, em casos mais sérios, até a morte.

Antes de 1 ano e meio, aumentam as chances do segundo bebê ter subnutrição, paralisia cerebral e até mesmo de um parto prematuro.

Gestações com intervalos menores que 2 anos podem resultar num ganho de peso maior por parte da gestante, ultrapassando os 15 quilos extras. E isso pode causar a temida diabetes gestacional.

Em mulheres mais velhas os quadros podem ser ainda piores, já que há naturalmente maior propensão ao diabetes e à hipertensão.

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E é saindo da quarentena que o corpo começa a se recuperar e aí pode sim acontecer uma nova gestação, caso não tenha sido feita uma contracepção correta. E atenção: muitas mulheres pensam que estão protegidas por não estarem menstruando. No entanto, várias gestações acontecem sem que haja a menstruação. A escolha do contraceptivo Os métodos contraceptivos que não exigem lembrança e oferecem alta eficácia são os de longa ação. “Nos primeiros meses, que a mulher está focada no bebê, é mais difícil incluir uma atividade com hora marcada nessa rotina. Tornam-se interessantes métodos práticos, como o implante subcutâneo, o DIU de cobre ou o SIU (DIU com hormônio), que requerem troca apenas depois de alguns anos e são os métodos que apresentam a maior eficácia. Como nenhum deles contêm estrogênio, podem ser utilizados por quem está amamentando”, explica a ginecologista Ilza Monteiro. Outra preocupação recorrente sobre a contracepção no pós-parto é a interferência na amamentação. Por isso, o campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto realizou uma pesquisa que comprovou que o

Implante de etonogestrel

Método

implante subcutâneo no pós-parto não interfere na quantidade de leite produzida pela mãe. Além de não interferir na saúde do bebê, o anticoncepcional implantado também traz menos riscos de uma gestação seguida da outra. E se você está grávida ou teve bebê recentemente e tem interesse em usar um contraceptivo de longa duração, saiba que o governo anunciou recentemente que os hospitais e maternidades públicas vão oferecer o DIU para mulheres no período pós-parto ou que tenham sofrido aborto. Portanto, esse é um direito seu!

DIU de Levonorgestrel

DIU de cobre

O que é ?

Bastonete de 4 cm de comprimento que é colocado no braço da mulher com liberação de progesterona

Sistema de intrauterino (SIU) com liberação do hormônio levonorgestrel4

Dispositivo intrauterino cobre dentro do colo e da cavidade uterinos4

Onde é o colocado?

No braço não dominante, embaixo da pele3

Dentro do útero na cavidade uterina4

Dentro do útero, na cavidade uterina4

Como funciona?

A progesterona, hormônio contido no implante é liberada gradualmente no organismo, com a função de inibir a ovulação, garantindo a contracepção e impedindo a gravidez3.

Deixa o muco do colo, uterino muito espessso, dificultando a subida dos espermatozoides até a cavidade uterina, evitando sua chegada às trompas.

Transforma o útero em um ambiente hostil aos espermatozoides, evitando sua chegada às trompas. O cobre tem a ação espermaticida, o que significa que ele destrói os espermatozoides, impedindo sua penetração no útero

Qual o tempo de ação?

3 anos3

5 anos4

10 anos4

Eficácia

99,95%

99,8%4

99,2%4

Risco de gravidez durante um ano4, 5 (uso típico)

0,05 (0,5 em mil)

0,2 (2 em mil)

0,8 (8 em mil)

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De acordo com um estudo de mercado realizado por Market Research, em 2013, com 110 mães (na Itália). (Mais resultados disponíveis em Artsana S.p.A.)

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