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Que confusão de amores matemáticos!

Certo dia, estava o Quociente a passear no jardim geométrico, quando de repente avistou a Hipotenusa por quem se apaixonou rapidamente. Decidido a conquistá-la, foi falar com a sua amiga Soma e pediu-lhe ajuda. A Soma amava o Quociente, mas como boa amiga que era pôs as subtracções de lado e decidiu ajudá-lo. Disse-lhe para primeiro falar com ela e saber o que gostava mais de fazer e sobre o que gostava de falar. No dia seguinte, o Quociente muito determinado foi ter com a Hipotenusa e perguntou-lhe: — Olá, quem és tu? E ela respondeu com muita vaidade: — Sou a Soma dos Quadrados dos Catetos, mais conhecida por Hipotenusa. O Quociente muito envergonhado disse: — Que belo nome que tu tens! O que gostas de fazer? E o que gostas de falar? Respondeu a hipotenusa muito séria: — Hei, Hei! O que pensas que estás a fazer? E o Quociente com ar admirado: — Calma, estou só a fazer-te perguntas… não te zangues! A hipotenusa, com ar de poucas contas, replicou: — Eu não gosto dessas perguntas! Perguntaste-me o nome e chega! Eu sou uma mulher casada e de respeito! Descoradíssimo, o Quociente desculpou-se — Casada? Desculpa, não sabia. A outra compreendeu: — Não faz mal, não tinhas que saber. Sou casada com o Ângulo Recto e tenho dois filhos, os catetos! Assim sendo, o Quociente decidiu terminar a conversa e foi procurar a sua amiga Soma. Esta estava acompanhada pelo Ângulo ao Centro e pelo Ângulo Inscrito. O Quociente chamou-a a parte e disse-lhe que não valia a pena procurar outro amor, que o seu verdadeiro amor estava mesmo a sua frente. A Soma começou a chorar de felicidade e calculou a probabilidade de ele estar certo. Tinham 100% de hipóteses de se entenderem, por isso começaram a namorar e quando decidiram casar convidaram a Trigonometria para madrinha. Marta Cardoso, 9º C


Que confusão de amores matemáticos