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O Zero à Esquerda

Era uma vez um Zero muito convencido e fanfarrão. Achava-se o melhor da Cidade dos Números pois a sua presença à direita de qualquer outro algarismo era o suficiente para que este aumentasse 10, 100 1000… vezes o seu valor. Um dia, armado em valente disse ao seu melhor amigo, o número 10, que ia assaltar um banco para ter muito dinheiro. Tornar-se-ia assim o mais forte, o mais rico de todos os algarismos. Seria o MAIOR! No dia previsto para o assalto o seu amigo 10 resolveu avisar a polícia pois os números também têm valores morais para além dos valores numéricos com que nascem. O que aconteceu foi que a polícia apanhou o Zero em flagrante delito e prendeu-o. O julgamento foi marcado para o dia 1 do mês seguinte e não houve advogado de defesa que lhe valesse: foi mesmo condenado! Querem saber qual foi o castigo? Ficar à esquerda de todos os algarismos e passar a valer… zero! Nunca mais se vangloriou da sua importância. Agora ninguém lhe ligava importância, mesmo quando tinha alguma vírgula a fazer-lhe companhia.

Moral da história: Quem muito quer tudo perde!

Carla Oliveira, 6º C


O zero à esquerda