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Manual de Boas Pråticas das ELI’s do distrito de Portalegre

ELI Elvas setembro 2015


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Agradecimentos “Ninguém é uma ilha” e isto aplica-se também à nossa equipa, a Equipa Local de Intervenção de Elvas. Por isso gostaríamos de agradecer a todos os que contribuíram para a elaboração deste manual. À cabeça da lista permitam-nos começar por exprimir a nossa admiração às famílias que consentiram a cada uma das equipas usar excertos das suas histórias e que se tornaram, sem qualquer dúvida, parceiras em todo o processo de intervenção. Estamos especialmente gratas a todas equipas que se empenharam e se envolveram neste pequeno projeto partilhando connosco todo o seu saber e sem o qual era de todo impossível a elaboração deste manual de Boas Práticas. Um agradecimento especial a todos os profissionais que diariamente articulam com as ELI’S contribuindo para a qualidade do processo de intervenção. Gostaríamos de agradecer igualmente ao Núcleo de Supervisão Técnica, pela constante disponibilidade e apoio a todas as equipas. Agradecemos, ainda, à Câmara Municipal de Elvas por nos ter disponibilizado as instalações onde decorreu a nossa reunião Inter Equipas facultando-nos a visita ao Museu de Arte Contemporânea de Elvas. E por fim e, sim, por último, mas para que fique muito bem claro que para nós … …é um privilégio mergulharmos constantemente num olhar que vem do coração, … é aquele olhar genuíno, meigo, luminoso, … é o olhar de uma criança, … é o olhar de todas as crianças que diariamente nos inundam de ternura e que são a nossa fonte de inspiração e que nos estimulam a continuar a aprender, a crescer e a progredir como pessoas e como profissionais. E porque pretendemos que o teu olhar perdure luminoso dedicamos-te, a ti, criança, este pequeno manual!...

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Índice Agradecimentos ……………………………………………………………………………………..……........ 2

Índice …………………………………………………………………………………………………..……….... 3 Abreviaturas ……………………………………………………………...…………………………..….……… 4 Introdução ……………………………………………………………………………..……………..…………. 5

Capítulo I – Enquadramento Teórico …………………………………………………........…..…….…..… 6 Capítulo II – As Boas Práticas em Intervenção Precoce ……………………………………..…….….. 14 Capítulo III – Caraterização das ELI’s do Distrito de Portalegre …………………………..…...…….. 20 3.1 – Área geográfica abrangida …………...............................………....................………..…...…….. 21 3.2 – Área de abrangência de cada ELI …………………………..…...........................................….….. 23

Capítulo IV – As Boas Práticas em Intervenção Precoce das ELI’S do Distrito de Portalegre .... 27 Capítulo V – Estudos de caso apresentados por cada ELI ……….....................………...…..….….. 31 Bibliografia ………………..……………………………………………...…………………………..….……107

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Abreviaturas CPCJ

Comissão Proteção Crianças e Jovens

ELI

Equipa Local de Intervenção

IP

Intervenção Precoce

IPI

Intervenção Precoce na Infância

JI

Jardim de Infância

MEC

Ministério da educação e Ciência

MS

Ministério da Saúde

MSSS Ministério da Solidariedade e da Segurança Social

4

NST

Núcleo Supervisão Técnica

PIIP

Plano Individual Intervenção Precoce

RSI

Rendimento Social de Inserção

SCR

Subcomissões de Coordenação Regionais

SNIPI

Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Introdução As ELI’s do distrito de Portalegre retomaram, em 2014 uma prática de reuniões interequipas, cujo objetivo é estreitar as relações entre as mesmas, promover a troca de saberes entre técnicos, assim como partilhar informação e formas de atuar. Em Janeiro de 2015 a ANIP solicitou a todas as ELI’s do país o envio de um estudo de caso para servir de base à construção de um Guia para Profissionais de forma a disseminar as práticas de qualidade em IP, no âmbito de um projeto denominado Im2 – Intervir Mais, Intervir Melhor, em colaboração com o SNIPI, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Universidade de Aveiro e a Associação Pais em Rede, tendo a ELI Elvas apresentado um caso de Boas Práticas. Estava lançado o mote: porque não propor às ELI’s do distrito de Portalegre, a realização de um Manual Distrital de Boas Práticas em Intervenção Precoce?! Assim, no III Encontro inter-equipas, organizado pela ELI Elvas, cada equipa apresentou um caso de sucesso, realçando as Boas Práticas implementadas pela respetiva ELI. Do resumo das mesmas, surge este Manual suportado na reflexão das equipas, com o objetivo de poder ajudar os técnicos do terreno, que integram ou não as ELI, reforçar o trabalho dos técnicos de IP, muitas vezes ingrato e cheio de constrangimentos, mas principalmente ser uma forma de homenagear todas as crianças e famílias com quem tivemos e temos o privilégio de trabalhar! Bem Haja a todos! 5


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Capítulo I Enquadramento Teórico

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Na sequência dos princípios estabelecidos na Convenção das Nações Unidas

dos Direitos da Criança e no âmbito do Plano de Ação para a Integração das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade 2006-2009, foi criado, ao abrigo do decreto-lei nº281/2009, publicado no Diário da República a 6 de Outubro, o

Sistema Nacional de Intervenção Precoce na Infância (SNIPI).

O SNIPI funciona através da atuação coordenada dos Ministérios do Trabalho

e da Solidariedade Social, da Educação e da Saúde, conjuntamente com o envolvimento das famílias e da comunidade.

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O SNIPI tem a missão de garantir a Intervenção Precoce na Infância (IPI), entendendo-se como um conjunto de medidas de apoio integrado centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa, no âmbito da educação, da saúde e da ação. A intervenção precoce junto de crianças até aos 6 anos de idade, com alterações ou em risco de apresentar alterações

nas estruturas ou funções do corpo, tendo em linha de conta o seu normal desenvolvimento, constitui um instrumento político do maior alcance na concretização

do direito à participação social dessas crianças e dos jovens e adultos em que se irão tornar. Assegurar a todos o direito à participação e à inclusão social não pode deixar de constituir prioridade política de um Governo comprometido com a qualidade da democracia e dos seus valores de coesão social.

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Assim, o sistema de intervenção precoce deve assentar na universalidade do acesso, na responsabilização dos técnicos e dos organismos públicos

e na correspondente capacidade de resposta. Deste modo, é crucial integrar, tão precocemente quanto possível, nas determinantes essenciais relativas à família, os serviços de saúde, as creches, os jardins-de-infância e a escola. Deste modo, o Serviço de Intervenção Precoce, encontra-se organizado do

seguinte modo: Comissão de Coordenação, Subcomissões de Coordenação Regional, Núcleos de Supervisão Técnica, Equipas Locais de Intervenção.

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A Comissão de Coordenação tem como principal atribuição assegurar a articulação das ações desenvolvidas ao nível de cada ministério, é

constituída por representantes do Ministério da Solidariedade e da Segurança Social (MSSS), do Ministério da Educação e Ciência (MEC), Ministério da Saúde (MS). São

cinco

Subcomissões de

Subcomissão

Regional

Coordenação

Norte,

Regional,

Subcomissão

sendo

Regional

elas:

Centro,

Subcomissão Regional Lisboa e Vale do Tejo, Subcomissão Regional Alentejo e Subcomissão Regional Algarve, sendo elas constituídas por

profissionais designados pelo 3 Ministérios. Os Núcleos de Supervisão Técnica são constituídos por profissionais das

várias áreas de intervenção do MSSS, MS, ME com formação e

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reconhecida experiência na área da IPI.

A atividade dos NST desenvolve-se de acordo com os Planos de Ação das Subcomissões de Coordenação Regionais (SCR) assumindo-se enquanto estruturas de apoio quer às SCR, quer às Equipa Local de Intervenção precoce

(ELI). As Equipas Locais de Intervenção (ELI) são constituídas por equipas

pluridisciplinares com base em parcerias institucionais envolvendo vários profissionais: Educadores de infância/Professores de IP; Enfermeiro(s);

Médico(s) de família/pediatra(s), outros; Assistentes sociais; Psicólogos; Terapeutas e outros.

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As funções das ELI são:

 Identificar as crianças e famílias imediatamente elegíveis para o SNIPI.  Assegurar a vigilância às crianças e famílias que, embora não imediatamente elegíveis, requeiram avaliação periódica, devido à natureza dos seus fatores

de risco e probabilidade de evolução.  Encaminhar crianças e famílias não elegíveis, mas carenciadas de apoio social; Elaborar e executar o PIIP em função do diagnóstico da situação.

 Identificar necessidades e recursos das comunidades da sua área de intervenção, dinamizando redes formais e informais de apoio social.

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 Articular, sempre que se justifique, com as comissões de proteção de

crianças e jovens, com os núcleos da saúde de crianças e jovens em risco ou outras entidades com atividade na área da proteção infantil.  Assegurar, para cada criança, processos de transição adequados para outros

programas, serviços ou contextos educativos.  Articular com os docentes das creches e jardins-de-infância em que se encontrem colocadas as crianças integradas em IPI.

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Capítulo II As Boas Práticas em Intervenção Precoce

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A partir dos anos 80 começaram a dar-se os primeiros passos na procura e definição de Boas Praticas em Intervenção Precoce. Surgiram assim de proveniências diversas, referências e documentos designando aquelas que deverão ser consideradas como as melhores práticas ou as práticas recomendadas em IP. O modelo que aqui apresentamos está legitimado pela investigação e assenta na

articulação dos serviços da comunidade relevantes à IP e no trabalho em equipa, e organiza-se em torno de cinco valores nucleares: centrado na família, focalizado na relação, baseado nas forças,

ecológico e reflexivo.

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Centrada na família – significa que a IP é guiada pela família. A intervenção a respeita não apenas o desenvolvimento da criança mas também a definição e

perceção da família sobre o que é considerado importante. Ecológica – A IP tem em consideração o contexto mais vasto da família e comunidade, considerando que os diferentes níveis ecológicos interagem e influenciam-se mutuamente, e não podem ser pensados isoladamente. A cultura

da família e o ambiente influenciam a definição dos objetivos da intervenção e os meios para os atingir.

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Focalizada nas relações – As relações entre os pais e a criança são o coração da IP. Pais e crianças podem experienciar dificuldades no desenvolvimento de relações calorosas, positivas, contingentes. O desafio,

nestas circunstâncias, é o de identificar e nutrir padrões interativos adequados e gratificantes, facilitando a sua maior ocorrência e, por outro lado, favorecendo a diminuição de interações menos adequadas. Neste processo, se o facilitar da construção de uma relação positiva entre os pais e a criança confere forma e sentido à intervenção, o desenvolvimento de uma relação de confiança

entre o profissional de IP e a família, torna-se primordial;

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Baseada nas forças – A IP não pode ser intrusiva ou ajuizadora dos padrões de interação familiar. O papel do profissional é, com a família, descobrir forças

e

capacidades,

providenciar

informação

necessária

e

relevante

às

necessidades atuais da criança e da família, e apoiar incondicionalmente os seus esforços para otimizar as suas competências parentais e os avanços

desenvolvimentais da criança;

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Reflexiva – O reconhecimento do sistema complexo de variáveis que intervêm em IP, implica que o técnico colha, ao longo do tempo, e através de observação

atenta e escuta empática, informações sobre a criança, e sobre as interações no seio da família e da família com a comunidade. Comunicação permanente e reflexão asseguram a flexibilidade e fluidez da intervenção à medida que novas

informações são incorporadas no plano da família, de acordo com a alteração das prioridades e perceções da família.

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Capítulo III Caraterização das ELI’S do distrito Portalegre

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

3.1 Área geográfica abrangida

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

No Distrito de Portalegre existem 7 Equipas Locais de Intervenção Precoce, sendo elas as seguintes:  ELI Elvas;  ELI Campo Maior, Arronches e Monforte;

 ELI Portalegre;  ELI Sousel, Alter do Chão e Fronteira;  ELI Castelo de Vide, Marvão, e Crato;

 ELI Ponte Sor e Avis;  ELI Gavião e Nisa.

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3 .2 Área de abrangência de cada ELI

ELI Elvas

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ELI Campo Maior, Arronches e Monforte


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

ELI Portalegre

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ELI Sousel, Alter do Chão e Fronteira


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

ELI Castelo de Vide, Marvão e Crato

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ELI Ponte de Sor e Avis

ELI Gavião e Nisa


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

ELI S Social

TO

TF

TSEER/TR PM

FT

AE

Enfermeira

Criança s em Acordo

Nº Process os

Nº Vigilân cia

2 (1-12h; 2-23h)

1(9h)

0

1(45h)

1(35h)

0

2

0

40

53

9

1 (17,5h)

1 (17,5h)

0

1 (21h)

1 (10h)

1(5h)

2

2 (2h quinzenais )

27

1

1 (7h)

0

3 (1 -35h;213H; 3-5h)

1 (25h)

1(12,5h)

4

1 (2h/Q)

91

10

1

1(17h3 0)

0

1

2(1-17h30;) (2 -26h)

1(9h)

3

1(sem tempo definido)

65

75

2

1(21h)

1(14h)

0

1(28h)

0

0

2

2(2h cada)

30

27

0

1 (35h)

1 (3h30Parceri a)

0

2 (1-35h) (1-21h)

1 (21h)

0

42

7

1

0

0

38

0

Constituição da ELI Psicologia

Campo Maior, Arronches e Monforte* Castelo Vide, Marvão e Crato Portalegre

1

Elvas**

Gavião e Nisa Ponte Sôr e Avis

Sousel, Alter do Chão e Fronteira

26

3

2 (1-2h) (1-2h)

1 1

1

Estágio Profissional cedido pela SCM de Sousel

3

64

3 (4h cada)

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Capítulo IV

.

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As Boas Práticas em Intervenção Precoce das ELI’S do Distrito de Portalegre


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Para facilitar a leitura organizámos as Boas Práticas de acordo com os princípios teóricos que descrevemos anteriormente. Assim, as práticas que se enquadram na Intervenção Centrada na Família são: Dar à família a possibilidade de tomar as suas decisões de uma forma informada; Promover a autonomia da família em todos os aspetos da sua vida;

Promover as competências parentais; Existência de um Plano Individual onde os objetivos são traçados de acordo com as necessidades e preocupações da família, com o perfil de funcionalidade da criança e o resultado das avaliações de desenvolvimento que se vão realizando ao longo da intervenção; A família colabora e é envolvida em todo o processo; De seguida são apresentadas as práticas que se enquadram numa Intervenção Ecológica:

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Apoio em contexto natural de vida; Promoção de competências junto da educadora titular e auxiliares; Articulação e colaboração sistemática com os outros serviços da comunidade ( saúde, segurança social, CPCJ);

Intervenção Ecológica

Levantamento, mobilização e rentabilização dos recursos informais – rede de suporte familiar; Acompanhamento às consultas médicas; Encaminhamentos para serviços da comunidade ( RSI, Apoios sociais, etc); Promover o desenvolvimento da criança, monitorizando o mesmo através da realização de avaliações de desenvolvimento;

Criação de um caderno de trabalho/comunicação com o objetivo de valorizar a criança perante a família e como forma de dar continuidade ao trabalho desenvolvido em contexto educativo. 29


As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Numa intervenção que se pretenda ser Baseada nas Forças, existe respeito pelas competências da família e uma constante valorização dos sucessos e conquistas da mesma;

O estabelecimento de relações de confiança entre criança/pais/técnico(s) e de parceria entre o técnico /educadora/ama, etc, são condição para uma intervenção Focada nas Relações. O trabalho das equipas é suportado numa Atitude Reflexiva constante, em que a intervenção é planeada em equipa e existe uma avaliação constante sobre as estratégias definidas e implementadas em cada momento da intervenção.

Outro aspeto importante a referir é o funcionamento Transdisciplinar das ELI, que se traduz por uma contante passagem e partilha de competências/informação entre os técnicos, o que possibilita a criação de soluções em conjunto, valorizando e reconhecendo-se o papel de cada elemento.

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As Boas Práticas – ELI’S Distrito Portalegre

Capítulo V

Estudos de Casos apresentados por cada ELI

.

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ELI Elvas

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• •

Dados sobre as crianças: Sandro D.N: 24-10-2005

• Gestação de 35 semanas • Nascimento no Hospital de Évora • Peso: 2,440 Kg • Comprimento: 45,5cm • Sandra . • D.N: 21-02-2008 • Gestação de 39 semanas • Nascimento Materno Infantil • Peso: 3,270Kg • Comprimento: 49cm 33


Referenciação (Sandro) :

Serviço:

Data:

Motivo:

Resposta :

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Coordenadora da Formação Profissional 6-1-2006

Mãe adolescente/ dificuldades sociofamiliares/dificuldades socioeconómicas ; Perurbação intelectual do desenvolvimento ligeiro por parte da progenitora

1º contato: 10-01-2006

Admissão : 17-01-2006


Referenciação (Sandra) :

Serviço:

Data:

Motivo:

Resposta :

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ELI Elvas

3-3-2008

Família já acompanhada pela ELI/ Deficit de responsabilidades parentais/ dificuldades sociofamiliares/dificuldades socioeconómicas. Conflitos dentro do casal. Ausência de suporte familiar.

1º contato: 12-03-2008

Admissão : 22-03-2008


Dados sobre a família:

Agregado familiar: Nome

Grau parentesco

Idade

Profissão

Joaquim

Pai

19

Desempregado

Ana Rita

Mãe

18

Formanda

. Suporte familiar – Tia da Mãe

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Dados sobre a família

- Mãe muito jovem com poucas competências parentais - Pai pouco presente e sem interesse na envolvência familiar. - Após o nascimento da Sandra o casal (Ana e Joaquim), entram em processo de separação. - A mãe à data da referenciação era formanda, atualmente faz limpezas em várias instituições/entidades em acumulação de tempo. - À data da referenciação viviam numa quinta isolada, atualmente vivem no centro histórico da cidade, junto da tia materna da mãe. - Após alguns desencontros entre a tia e a mãe, é a tia que lhes dá suporte familiar, desde a separação até aos dias de hoje.

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Família : Forças:

- Grande preocupação na aquisição de competências parentais por parte da mãe - Facilidade em aceitar e cumprir os conselhos do Responsável de Caso. - Empenho na busca ativa de emprego por parte da mãe

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ELI : Áreas de intervenção ao longo do processo :

- Apoio Educativo em contexto de domicilio e contexto de jardim de infância - Apoio Social em contexto de domicílio

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Tia da Ana Rita

ELI

FamĂ­lia nuclear Madrinha do Joaquim

Escola

RSI

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Boas Práticas no decorrer da intervenção: -

Dar à Ana a possibilidade de fazer as suas escolhas capacitando-a ao nível das responsabilidades parentais, oferecendo conhecimentos, estratégias, competências e recursos.

-

Levantamento das rotinas, de forças, preocupações e prioridades da família.

-

Levantamento dos recursos familiares de suporte para ajudar a Ana a manter a sua estabilidade em momentos críticos.

-

Ajudar a Ana e a tia a formular objetivos funcionais tendo em conta as preocupações e prioridades da família.

-

Manter a proximidade constante com a família por forma a refletir sobre as estratégias definidas.

-

Envolvimento da Tia avó em momentos cruciais da vida da Ana e de seus filhos.

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Boas Práticas no decorrer da intervenção: -

Criação de um caderno de comunicação/atividades com o objetivo de aumentar a autoestima e o desempenho da criança e de valorizar as suas capacidades perante a família.

-

Orientação para requerimento de RSI em momentos em que se encontrava sem fonte de rendimento.

-

Mediação de alguns conflitos entre Ana Rita e contexto escolar.

- Constante valorização e afirmação das forças, das competências iniciais e das competências adquiridas pela mãe ao longo de toda a intervenção. -

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Articulação com todos os intervenientes no processo de intervenção inclusive com a coordenadora de Ensino Especial e com a professora titular de turma do 1º ano de escolaridade relativamente ao processo de transição das crianças.


Resultados

A Ana manteve a sua estabilidade emocional aquando da sua separação com o Joaquim.

Atualmente a Ana vive sozinha com os seus filhos assumindo todas as responsabilidades parentais.

A Ana consegue organizar todas as suas rotinas diárias.

Para fazer face a todas as necessidades da família, a Ana mantém um emprego fixo e acumula, sempre que possível, part-times no sentido de proporcionar

aos seus filhos uma melhor qualidade de vida. •

A tia deixou de ser o elemento de suporte da família, pois a Ana consegue gerir

a sua vida e a dos seus filhos recorrendo à tia apenas de forma pontual. •

A Ana e o Joaquim continuam separados, mas as crianças mantém algum contacto como pai.

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Resultados

O Sandro já tem nove anos. É um menino esperto, reguila e muito brincalhão e já está no 3º ano de escolaridade. A Sandra, sua irmã, tem seis anos. É uma

menina muito meiguinha que adora princesas e fadas. Entrou, este ano letivo, para o 1º ano de escolaridade. Ambos adoram tocar tambor e por isso nunca faltam no desfile da Fanfarra dos Bombeiros. A Ana Rita, a mãe, tem vinte e seis anos e reflete no seu olhar o grande orgulho que sente pelos seus filhos.

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ELI Castelo de Vide, Marv達o e Crato

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Intervenção Precoce de Castelo de Vide – Marvão – Crato Enquadramento do Caso

Família: pai, mãe e irmão (11 anos/portador de doença genética)

Sofia

Referenciação: CPCJ Marvão outubro 2013

22 meses

Motivo:

Entrada SNIPI: Janeiro 2014

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Risco social/Influências hereditárias e do meio ambiente em que está inserida.


Intervenção Precoce de Castelo de Vide – Marvão – Crato Intervenção ELICVMC

Fisioterapia • Acompanhamento familiar • Pediatria de Desenvolvimento • Parcerias

Serviço Social

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Terapia Ocupacional • Controlo Postural • Coordenação motora • Integração Sensorial • Transferências

• Motricidade Fina • Desenvolvimento cognitivo • Aquisição de vocabulário

Educação


Intervenção Precoce de Castelo de Vide – Marvão – Crato Boas Práticas Intervenção em contexto familiar Passagem de competências aos pais

Necessidades básicas

Intervenção direta

Articulação com Parceiros Câmara Municipal Marvão Transporte

Encaminhamento de consultas HDJMG e HDE

APPACDM – Creche Piratas das Areias

Intervenção em contexto educativo Interação com os pares, autonomia, aquisição de aprendizagens, melhoria dos hábitos alimentares, etc.

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Passagem de competências auxiliares e educadora titular Intervenção direta


Intervenção Precoce de Castelo de Vide – Marvão – Crato Boas Práticas - Resultados

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BRINCAR 50


ELI Portalegre

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EQUIPA LOCAL DE INTERVENÇÃO DE PORTALEGRE UM CASO DE SUCESSO

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Elvas, 13/05/2015


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ELI Ponte de Sor e Avis

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Caso Prático - Dados da Criança Nome: S. R. Género: Masculino Data de Nascimento: 01/08/2010

Concelho de: Ponte de Sor

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Caso Prático - Dados sobre a referenciação

Entidade sinalizadora: Família, por sugestão da médica de família Data da referenciação: 05/11/2012 Motivo: Não fala, apenas emite sons.

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Caso Prático - Caracterização sóciodemográfica Família reconstruída (Mãe com filha de relação anterior) Membros do agregado familiar: Pais e três filhos Pai: Trabalhador na construção civil (Emigrado)

Mãe: Doméstica Condições de habitabilidade:

- Problemas de conservação - Número insuficiente de divisões Apoio juntos dos Pais pela CPCJ de Ponte de Sor 71


Caso Prático - Outros dados

• Seguido em consulta de Desenvolvimento no Hospital Dr. José Maria Grande de Portalegre (encaminhamento pela ELI) e no Centro de Saúde

• Frequenta Jardim-de-Infância

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Caso Prático

- Dados Anamnésicos relevantes

• Gravidez não planeada, desejada, sem complicações e não vigiada

• Parto de termo, eutócico

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Caso Prático - Avaliações efetuadas Escala de Avaliação das Competências no

Desenvolvimento Infantil – SGS II Escala de Linguagem Compreensiva e Expressiva

de Reynell

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Caso Prático Critérios de elegibilidade Atraso de desenvolvimento, sem etiologia conhecida: - Perturbação do desenvolvimento da comunicação/linguagem Perfil de funcionalidade b 16700 – Receção da linguagem oral

b 16710 – Expressão da linguagem oral d 132 – Adquirir informação d 330 – Falar

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Caso Prático - Plano de Intervenção - estratégias

• Do Portage • Das competências passadas pelos membros da ELI

- Plano de Intervenção – contextos naturais Domicílio

Jardim-de-Infância (Plano de Transição)

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Caso Prático - Plano de Intervenção - Objetivos Centrado nas preocupações e necessidades da família – Fala De acordo com o perfil de funcionalidade da criança:

- Competências Manipulativas - Competências Locomotoras - Competências Linguísticas - Autonomia 77


Caso Prático - Articulação Reuniões de estudo de caso (família e agentes educativos) Articulação com os serviços clínicos

Articulação com a CPCJ

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ELI Sousel, Alter do Ch達o e Fronteira ELI de

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1- Enquadramento do caso (motivo da referenciação, caracterização sociodemográfica da criança e família)

Dados da criança: Nome: Laura Data de Nascimento: 22.02.2012 Idade: 38 meses e 21 dias

Diagnóstico: Atraso Global de Desenvolvimento

Dados sobre referenciação: Serviço/entidade: CPCJ de Alter do Chão Data: 26.05.2014 Motivo: Negligência nos cuidados básicos e deficiente estimulação do desenvolvimento.

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1- Enquadramento do caso (motivo da referenciação, caracterização sociodemográfica da criança e família)

Dados sobre a família: - Pais Jovens;

- Baixa Escolaridade; - Experiência Profissional: frequência num curso de formação Profissional no CRIA

- Com recurso a Subsídios da Segurança Social; - Agregado familiar:

- Mãe - Pai; - Avô Paterno (reformado por invalidez); - Laura -Tânia (irmã de 1 mês)

81 81


1- Enquadramento do caso (motivo da referenciação, caracterização sociodemográfica da criança e família)

Outros dados recolhidos na anamnese:

-

A gravidez foi desejada mas não planeada (com pouco acompanhamento médico);

-

A criança desde sempre que dorme na cama com os pais;

-

Os pais têm “boas” expetativas face à Intervenção Precoce, pois a criança “tem feito evoluções”;

-

O pai tem um filho com Autismo, de um anterior relacionamento;

82 82


1- Enquadramento do caso (motivo da referenciação, caracterização sociodemográfica da criança e família)

Avaliação – SGS II a 18/06/2014 (28 meses) Competências Locomotoras – Corre de forma confiante, parando e recomeçando cuidadosamente e evitando obstáculos; Sobe e desce escadas de forma confiante, colocando os dois pés em casa degrau; Competências Manipulativas - Vira páginas de um livro, várias em simultâneo; faz rabiscos circulares; Competências Visuais - Aponta o dedo com precisão para um objeto pequeno; completa o quadro de encaixe com formas geométricas; Competências na Audição e Linguagem – Compreende os nomes de objetos ou pessoas que lhe são familiares; Competências nas fala e Linguagem – Utiliza várias palavras (pelo menos 4) com significado; Competências na interação Social – Comportamento rebelde; atira uma bola pequena com o braço erguido;

Competências na Autonomia Pessoal – Segura a colher e leva a comida à boca com segurança; antecipa a necessidade de cuidados de higiene com vocalizações ou agitação;

83 83


2- Aspetos relevantes a realçar no decorrer da intervenção sinónimos de Boas Práticas, à luz da filosofia subjacente à Intervenção Precoce

- Promover o desenvolvimento da criança; - Componente relacional das práticas na família; - Transdisciplinaridade;

- Plano Individual de Intervenção Precoce; - Mobilização e fortalecimento das redes de apoio social da família; - Colaboração sistemática com os outros recursos e serviços.

84


ELI Campo Maior, Arronches e Monforte

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Arronches Monforte

Campo Maior

As forças de um caminho com sucesso‌ Elvas, 13 de maio de 2015 86


Caracterização da família Motivo da referenciação: Francisco D.N.: 04/06/2007

- Risco biológico - Risco familiar

Referenciação: a 11/06/2007 7 dias após o nascimento Hospital de Portalegre

. Mãe com idade > 40 anos . Mãe com limitações cognitivas

. Antecedentes maternos de retirada de filhos

?

Factores Ambientais 87


1º contacto Observação da IP Habitação limpa Domicílio Educadora e terapeuta da fala Presença do pai e tios paternos

Ajustes para receber o bebé Família aparentemente envolvida

O hospital toma a decisão da criança e mãe voltarem para casa.


Rede familiar e social

Pediatra da consulta de desenvolvimen to

Educadora da IP

Tios paternos

M達e 41 A Pai 24 A Francisco

CPCJ

RSI

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Objetivos de intervenção

 Articulação com a equipa de RSI: definição de papeis de intervenção  Encaminhar a família para tratar de ajudas sociais

 Competências Parentais Apoio no domicílio 3 x por semana

• Alimentação: Horário para amamentação / Mapas com recurso a imagens

• Habitação: Mobilização de recursos para colmatar a falta de mobílias • Avaliação do bebé • Estimulação do bebé

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1 ano depois… Identificação de situações de RISCO -

Organização da casa

-

Dificuldades parentais em assegurar os cuidados da criança como a higiene e a alimentação

-

Pai pouco envolvido e mãe com muitas dificuldades em adquirir competências

- Criança com atraso de desenvolvimento

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Até aos 5 anos CRIANÇA - FAMÍLIA •

Avaliações de desenvolvimento

Acompanhamento na creche/JI e no domicílio - Realização do PIIP na presença da educadora e mãe - “Rentabilização” dos recursos familiares para estimulação - Continuidade dos apoios na ausência à escola (doença, higiene…) e nos períodos de interrupção

Encaminhamento e acompanhamento a consultas

Mãe interessada com muita dificuldade em reter a informação.

92


Até aos 5 anos CRIANÇA 

93

- FAMÍLIA

Competências Parentais: - Organização de ementas de acordo com os rendimentos da família - Envolvimento das entidades locais para assegurar as refeições 1- IP 2- RSI

Articulação com o Centro de Saúde: - Higiene da habitação - Higiene da criança e mãe Frequência da mãe a formações promovidas pela IP e RSI Motivação da mãe para a sua integração em meio laboral - OBJETIVO: Aquisição de competências das AVD’S


Até aos 5 anos

FORÇAS

FRAGILIDADES

Mãe interessada

Frágil suporte familiar

Forte relação de Vinculação mãe-filho

Conflitos Mãe-Pai / Família

Suporte institucional

Família socialmente excluida Limitações cognitivas da mãe

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Após os 5 anos

1. Mudança de escola Criança com Atraso Global de Desenvolvimento Integração no decreto-lei 3/2008 - adiamento de escolaridade

2. Separação dos pais

95


Após os 5 anos

Jardim de infância

 Desenvolvimento da criança Pediatra da consulta de desenvolvimen to

Equipa de IP

- Idas ao parque

Mãe

- Confeção do bolo de aniversário

Francisco

Pai Tios paternos

CPCJ

RSI

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 Capacitação maternal

- Realização de tarefas conjuntas  Higiene pessoal da mãe e da criança


Aos 7 anos  Preparação da transição da criança ao 1º ciclo  Proposta de professor-tutor

 Organização de consultas  Mãe beneficiária de RSI a fazer voluntariado

97


Boas práticas em IP Apoio em contexto natural de vida

Competências Parentais

Articulação com serviços da comunidade

Respeitar as “competências maternas” Intervenção planeada

Acompanhamento a consultas

em equipa Aquisição de competências sociais Rentabilização de recursos familiares 98

Encaminhamentos


Arronches

Monforte

As forças de um caminho com sucesso‌

Obrigado 99

Campo Maior


ELI Gavi達o e Nisa

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ELI GAVIÃO e NISA

3ª Reunião de ELI’s Elvas, 13 de Maio de 2015

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 Sinalizada pela Educadora da sala, para Terapia da Fala, em Abril de 2011, com 30 meses. Apesar de apresentar intenção comunicativa, não pronunciava qualquer palavra (integrada em creche aos 12 meses);

 Seguidamente foi sinalizada pela TF para Apoio Educativo, devido às acentuadas dificuldades cognitivas manifestadas;  Em setembro de 2012 foi sinalizada pelas técnicas da ELI para Psicologia devido à instabilidade emocional manifestada.

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Avaliação e Intervenção Avaliada em TF (TALC) revelou um Atraso do Desenvolvimento da Linguagem;

A PNEE avaliou a criança (SGS-II) revelando ADG, passando a ser apoiada 3 vezes por semana, em contexto de sala e apoio individual;  A criança iniciou o Apoio Educativo e ficou em lista de espera para apoio em TF, no entanto, eram passadas estratégias à PNEE pela TF. Em Setembro de 2011 iniciou o apoio em TF (bissemanal);  Realizada avaliação psicológica (WPPSI-R e CAT-A) relevando, mais uma vez, acentuadas dificuldades cognitivas e alguma desregulação emocional. Era uma criança pouco sociável, a interação desadequada (pares e adultos), bem como na expressão de emoções. Passando a ter acompanhamento psicológico semanal.

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Encaminhamento

 Apesar dos apoios, a criança, parecia não apresentar evoluções. Sendo encaminhada para Consulta de Desenvolvimento, para despiste de eventuais alterações dignas de realce; A Pediatra de Desenvolvimento referiu que a criança parecia apresentar alterações genéticas na face; Realizou análises genéticas ; Concluiu-se a existência de uma translocação Robertsoniana, nos cromossoma 13 e 14, não sendo claras as implicações do diagnóstico para o seu desenvolvimento, continuou-se a trabalhar e a estimular a criança.

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Conclusões  A ELI continuou a apoiar a criança em todas as áreas mencionadas, de forma a minimizar os impactos no seu desenvolvimento;

 A determinada altura a criança começou a apresentar evoluções significativas em todas as áreas;  Resultante do trabalho constante com a criança e de colaboração entre a família e a ELI a criança superou os sintomas identificados que motivaram a intervenção psicológica, tendo alta deste apoio ainda no 3º período;  Foi feita a integração da criança no decreto de lei 3/2008, com o objetivo desta poder usufruir das alíneas a), b) e d) no 1º ciclo.

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Aspetos relevantes para o Sucesso da Intervenção  Família colaborante e interessada;  A Família sempre mostrou confiança nos técnicos;

 Família procurou, desde sempre, aceitar as dificuldades da criança;  A criança mostrou empenho e motivação;

 Trabalho continuo e de colaboração entre os vários intervenientes: Criança, Educadora de JI, IP e Família.

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Bibliografia Decreto- Lei n.º 281/2009. Diário da República, 1ª Série, n.º193- 6 de outubro de 2009, pp. 7298-7301. Ministério da Saúde. Santos, P.A. C. H. (2007). Promovendo um processo de construção de uma cultura de intervenção precoce. Tese de Doutoramento. Departamento de Ciências de Educação. Universidade de Aveiro.

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Manual de boas práticas das ELI's do distrito de Portalegre  
Manual de boas práticas das ELI's do distrito de Portalegre  
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