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COFESINT SINDEQ – SITEMAQ – FE – Aos trabalhadores abrangidos pelo AE Repsol –

ASSINADO AE REPSOL 2014/15 Foi assinado no passado dia 28 de Janeiro o Acordo de Empresa entre a Repsol Polímeros e a COFESINT, o qual vai vigorar durante os próximos dois anos. Não obstante o acordo de princípio ter sido estabelecido em 12 de dezembro de 2013 (e ratificado pelos trabalhadores em 17/12/2013), a redação de algumas matérias tinha ficado ainda por finalizar e não foi fácil chegar a entendimento. Por estranho que pareça, foi a redação da matéria referente aos direitos de paternidade que suscitou maiores divergências, a tal ponto que decidimos retirá-la do contrato, ficando para data posterior a sua regulamentação no AE. Tanto a ata final de acordo (sessão negocial n.º 6) como o texto final do AE Repsol podem agora ser consultados em pormenor pelos trabalhadores. O Acordo de Empresa Repsol Polímeros já foi depositado e a sua publicação no Boletim do Trabalho e Emprego deve ocorrer em meados de Fevereiro. Aos trabalhadores filiados nos sindicatos da COFESINT/UGT o acordo aplica-se de imediato e aos restantes trabalhadores, como é habitual, mediante adesão individual. Chamamos no entanto a atenção que o Prémio de Assinatura, no valor de 666,66€, só é pago a quem aderir no prazo máximo de 30 dias após a publicação do acordo no BTE.

. CLÁUSULA DE SALVAGUARDA ATIVADA No decurso das negociações, quando estabelecemos para 2014 um aumento base fixo de 0,5%, a taxa média de inflação de 2013 estava a um nível (0,8%) que permitia supor não ser necessário aplicar a cláusula de salvaguarda, nem a favor dos trabalhadores nem da empresa. No entanto, a queda abrupta da inflação nos últimos dois meses do ano (para 0,3%) levou-nos a ter de acionar aquela cláusula, pelo que a base de cálculo baixou 0,15%. Quando a cláusula de salvaguarda funciona a nosso favor, há lugar ao pagamento de retroativos desde janeiro. Quando funciona a favor da empresa, como foi o caso, apenas a base de cálculo para o ano seguinte baixa.


Nestas circunstâncias, o aumento real dos salários, em relação aos auferidos em 2013 é de 0,35%, aos quais poderá acrescer mais 0,25% ou 0,5% consoante os resultados operacionais da empresa no final de 2014. Se este foi um fator negativo (mas que resulta do estrito cumprimentos das regras acordadas), outros há que são positivos, como é o caso dos arredondamentos nos subsídios que sobem sempre para os 50 cêntimos superiores. Por exemplo, no caso do subsídio de refeição, o valor ganho com o arredondamento ultrapassa largamente o valor perdido nos salários base. Quanto às questões relacionadas com as categorias profissionais, seguro de saúde e fundo de pensões para quem venha a aderir à pré-reforma, não ficaram ainda decididas e vão ser discutidas num processo negocial que se vai agora iniciar. O envolvimento de companhias de seguros e a mudança de regras que algumas daquelas questões levantam, obrigam a demoradas conversações. Logo que haja alguma informação mais detalhada, daremos conta aos trabalhadores. Também em breve os sindicatos da COFESINT vão reunir com a empresa para avaliar a concretização dos objetivos no ano de 2013 e saber o grau de cumprimento obtido. Ao que sabemos, foram atingidos os objetivos mínimos, mas é necessário saber em que percentagem para depois se definir o montante da gratificação extraordinária por objetivos. Cada vez mais os processos negociais não se limitam à revisão dos acordos de empresa e, ao longo do ano, diversos assuntos implicam reuniões de negociação ou de troca de informações. Diversas questões que nos são trazidas pelos nossos delegados sindicais são resolvidas com base no diálogo franco e aberto que mantemos há longos anos com os responsáveis da Repsol. É este tipo de sindicalismo, reivindicativo mas ao mesmo tempo dialogante e responsável, que evita, em situações de crise empresarial, soluções radicais como as que estão a acontecer noutras empresas onde o diálogo é mais difícil ou inexistente.

. SINDICALIZA-TE NOS SINDICATOS DA COFESINT / UGT . JUNTA A TUA À NOSSA FORÇA Sines, 31 de janeiro de 2014 SITEMAQ - SINDEQ - FE


Comunicado Repsol