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A ATROCIDADE DO ABANDONO O flagelo do Verão... A época balnear já começou e com ela o sol, a praia, o descanso, enfim uma série de  comodismos que todos nós apreciamos, em especial na companhia dos nossos animais  de estimação. Porém, há quem não partilhe da mesma opinião; para quem a palavra férias é sinónimo  de ter que arranjar uma solução para os seus fiéis amigos de companhia, e quase sempre  muitas destas pessoas optam pela decisão mais simples mais fácil e mais eficaz: O  ABANDONO. Embora esta decisão não seja uma decisão correcta, a realidade é que  vemos cada vez mais animais abandonados durante o percurso das nossas férias. Mas este problema não se resume apenas ao simples e aterrorizante facto do abandono.  Este problema projecta­nos para problemas mais graves, começando logo pela  exposição dos animais a ambientes completamente diferentes do habitual. Estes novos ambientes despertam nos animais os seus instintos básicos, o que leva as  pessoas a pensar “ele vai conseguir sobreviver, é da raça x e eles conseguem”, o que  muitas pessoas se esquecem, é que pelo facto dos animais terem esses instintos nos seus  genes, não significa êxito, pois eles não foram ensinados a caçar pelos seus progenitores  por exemplo. Eles normalmente são criados já num ambiente familiar que os leva a não  necessitarem de desenvolver os seus instintos. Depois vem o problema das possíveis epidemias a que ficam expostos. Epidemias essas,  que em muitos casos são transmissíveis, quer a animais quer ao Homem. Não nos podemos esquecer também do trabalho que muitas pessoas levam a auxiliar os  animais abandonados, dando­lhes abrigo, comida e até um pouco de carinho, a título  voluntário e até particular. Pessoas, que conseguem organizar a sua vida, e arranjar  tempo para cuidar dos pobres animais que lhes batem à porta (A essas pessoas gostaria  de transmitir desde já a minha admiração, simpatia e agradecimento.) Assim sendo e depois de abordar este problema de uma forma até muito superficial, dou  comigo a pensar o que leva as pessoas a abandonar aqueles, que apesar de serem  animais, ao longo das suas vidas nos vão dando tanto carinho, dedicação e fidelidade?!  Não consigo perceber e acredito que ninguém consiga. Afinal até não é assim tão difícil  e tão dispendioso encontrar outras soluções. Porque não, optar por alterar um pouco as nossas férias e escolher locais, para onde se  possas levar animais de companhia, e partilhar as nossas férias também com eles?  Porque não entregar os animais ao cuidado de familiares (sem descorar a  responsabilidade do cargo)? Porque não contactar instituições de acolhimento  temporário? Para terminar gostaria de deixar aqui o meu apelo como treinador e tratador, e como  amigo dos animais; tenham sempre em atenção a quando da marcação das vossas férias, 


que tem animais e que eles são vossos amigos em todas as situações, durante o ano de  trabalho e durante as férias também, não abandonem os vossos animais, lembrem­se  sempre de que quando vocês chegavam a casa depois de um longo dia de trabalho ele lá  estava à vossa espera. Lembrem­se que há coisas na vida que não se pagam e a  companhia sempre alegre de um animal é uma dessas coisas. Cumprimentos aos donos e festas aos canídeos.... Até muito breve... Sexta, 19 de Julho 2002


Atrocidade