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ALMANAQUE Alunos do 1ºano de Design de Comunicação Faculdade de Belas Artes Universidade de Lisboa

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SOBRE OS ALMANAQUES Projecto II de DCMP Formato Almanaque 17 x 25 cm Acabamentos: Costurado FBAUL, Design de Comunicação DESIGN & LAYOUT Alunos do 1ºano de licenciatura TEXTOS & Ilustrações Alunos do 1ºano de licenciatura ACOMPANHAMENTO Cândida Ruivo Víctor Almaeida Isabel Castro


ESTIMADOS LEITORES Não nos demoramos com grandes palavras de abertura porque sabemos que a curiosidade aperta e o mistério aumenta. Cada opinião é uma opinião e todas as mesmas contam. Aqui expomos a opinião do povo e somente queremos referir que é um enorme prazer escrever para todos aqueles que têm acompanhado os nossos almanaques, sendo ainda maior o desfruto que temos ao ler as vossas sinceras opiniões sobre as mesmas obras. Escrevemos e aprendemos com vocês. Sempre. Decidimos criar uma edição especial. Não lhes diremos em que medida (para isso só lendo), mas adiantamos-lhes já que traz tanto de indignação como de questionamento pessoal. No entanto, traz também uma mensagem de esperança. Por mais que falemos do que nos indigna, será inútil se uma força interior não nos puxar para a mudança. Há que ter esperança num novo país, numa nova perspectiva e num novo olhar cultural. Partindo da descoberta de Lisboa e Matosinhos, com este almanaque esperamos impulsionar novas mentes e despertar novas consciências para o facto de que termos esperança já não é “importante”, mas sim fulcral. Desta especial edição “ALMANAQUE 13/14” não temos a esperança, mas sim a certeza, de que irão gostar. Indiferentes nunca vão ficar! Caríssimos leitores, Façam favor de o ler!


1. Calendário • 2. Estações do ano • 3. Exposição almanaque • 4. Lendas • 6. Nomeação da Vedeta do ano • 7. Curiosidades • 10. Opinião • 11. Voz do Povo • 12. Em análise • 14. Cultura e Lazer • 15. Passatempos

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1. Infografia • 2. Calendario • 4. Almanaque, Historia do Design • 6. Serralves • 8. Pavilhão chinês • 9. Deuscht werkbund • 10. Lendas • 12. Astrologia • 14. mercado • 15. Passatempos

1. Agenda cultural • 3. Actualidades • 4. Exposição Serralves • 6. A Brasileira • 7. História do café • 8. Cavalo e o Javali • 10. Antonio, um rapaz de Lisboa • 12. Passatempos • 14. Astrologia • 12. Passatempos

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1. Mês de Janeiro • 4. Cinema • 7. O Capote • 8. Os segredos da mão • 10. Exposição Serralves • 12. Almanaque • 14. Astrologia • 16. Passatempos

4. Calendário • 4. Astrologia • 5. Filme do mês • 6. De que forma evoluem os objectos? • 7. Passatempos • 8. Serralves • 10. Cildo Meireles • 12. Mercado de Matosinhos • 14. Exposição Almanaques • 15. Sabedoria popular

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1. Em destaque • 2. (Re)Interpretar Literatura • 5. 2001:Odisseia no espaço • 6. Um toque de Pimenta • 8. Almanaque • 11. Crónica • 15. Viagem ao mercado • 16. Passatempos

4. Visita a Serralves • 4. Conferência na ESAD • 6. Exposição Almanaque • 8. Programação Cultural • 10. Horóscopo • 12. Actividades de DCMP • 14. Blow-up • 16. António, um rapaz de Lisboa

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1. Um Almanaque sobre almanaques • 2. Exposição • 4. A arquitectura é uma coisa séria • 6. Exposição do mês • 10. Mulher do mês • 13. Cultura da batata • 15. Filme do mês • 16. Animalesco

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E

| 04 05

1. Jano • 2. Calendário • 5. De Lisboa a Serralves • 6. Exposição do Mês • 7. A Sátira do Mês • 9. O Sapateiro • 10. Teatro do Mês • 12. Aperitivo • 14. Charadas • 16. Palavras Cruzadas

2 PANORAMA • 3. “Uma historia do design português em revista” • 4 Serralves • 5. Mercado de Matosinhos • 6. Gastronomia • 8. Agenda Cultural • 10. Cinema • 14. Passatempos

| 08

1. Calendário • 4. Almanaque • 8. Maria Keil • 10. Passatempos • 11. File 4• 12. Visita a Matosinhos • 16. A lenda

| 10

I

09

| 12 | 13

2. O teatro na vertical • 4. Viagem a Matosinhos • 9. Culinária: Francesinha • 11. O Mar de Maria Keil • 14. Astrologia • 16. Notícias insólitas

D

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| 15 1. Senhor de Matosinhos • 2. Lisboa–Matosinhos–Lisboa • 3. Passatempos • 4. História do Garfo • 5. Alunos 1º ano de design de Comunicação descobrem Lisboa | Um Filme por mês.

01

N

2. Calendário • 4. Lisboa- Matosinhos – Lisboa • 6. Serralves • 7. Cildo Meireles • 8. Mercado de Matosinhos • 10. Reflexão/ dificuldade • 12. Lírica • 14. Espaço Lúdico

07

C

| 06

| 02 03

Í

1. Lisboa/ Matosinhos/ Lisboa • 6. Ma(is)tosinhos • 8. Crónica • 9. Grafologia • 10. Blow Up 1 • 11. Recreio Humorístico • 12. Blow up 2 • 14. Pausa para café • 15. Receitas em Família


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Nascimento de Sebastião Rodrigues [1929]

28

Nascimento de Júlio Pomar [1929]

Nascimento de Eugénio de Andrade [1923]

19 24 Fundação da faculdade de medicina do Porto [1825]

29 4|1

2

Dia Mundial do Braille

4

Dia Mundial da Alfabetização

8

Ultimato britânico a Portugal [1890]

15 Termina a Conferência de Paz em Paris [1920]

20

Começam os 1º Jogos Olímpicos [1924]

25 30

11

QUINTA

10

16

TERÇA

14

SÁBADO QUARTA SÁBADO QUINTA

6

7

QUARTA

SEGUNDA

23

Dia da Morte de D. Inês de Castro [1355]

Louis Daguerre fotografou pela 1ª vez a Lua [1839]

Dia Mundial da religião

SEXTA DOMINGO

Fundação do Clube Naval de Lisboa [1892]

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3

SÁBADO SEGUNDA

22

SÁBADO

17

Nasce D. Catarina de Portugal [1540]

Da Vinci pinta Mona Lisa [1507]

QUINTA

SEGUNDA

QUARTA

SEXTA

Publicação do primeiro Penguin book [1935]

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QUINTA

12

TERÇA

DOMINGO

9

1

SEXTA TERÇA SEXTA

QUINTA

Pela primeira vez voa-se num helicóptero [1923]

DOMINGO TERÇA

5

Dia dos Reis Magos Dia da Morte de Louis Braille [1852], criador do sistema de leitura para cegos

QUARTA SEXTA

1º Congresso Republicano em Portugal [1891]

SEGUNDA

DOMINGO

O mês dos aguaceiros. Altura em que todos mentem acerca dos gastos do Natal, dos exageros calóricos e ainda sobre a saúde, usando o mau tempo para evitar compromissos. Um estudo estima em média 7 mentiras por dia, o que nos leva a interpretar Janeiro como início de um ano produtivo no campo da imaginação!

QUARTA

JANEIRO JANEIRO

Dia de Ano Novo Dia Mundial da Paz

21

Início de construção da Torre Eiffel [1887]

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E S TA Ç Õ E S INVERNO

PRIMAVERA

VERÃO

OUTONO

Por mais que o Inverno nos apele para o frio, as pessoas ligadas desde nascença a esta estação são consideradas as mais quentes. Podem aparentar uma distante frieza e um olhar desconfiado. No entanto, tais aparências não são mais do que meras ilusões porque estes indivíduos têm “mãos frias mas coração quente”. Basta querermos conhecer a pessoa para nos apercebermos de que a mesma irradia calor e simpatia. Desta forma, são pessoas difíceis de conquistar, mas que têm muito amor para dar!

Quando o fruto germina, as paixões são despertadas. Assim como as pessoas que aqui nascem estão para a vida intensamente acordadas! Tal como o fruto, que não espera por ser colhido, também estas pessoas não esperam pela vida. Frequentemente são caraterizadas por indivíduos cativantes e apaixonantes que buscam grandes emoções e experiências nas suas vidas, percorrendo o mundo para as encontrar.

DO ANO

Tal como a flor floresce na Primavera, com toda a calma do seu ser, também aqueles que nela nascem se encantam pela calma que tem o seu poder. É incrível a intensidade com que a natureza se prende ao nosso desenvolvimento. Aqueles que tiveram a sorte de nascer na calmaria e na doçura desta estação, vivem passo a passo e desenvolvem-se sempre em torno do seu espaço, não sendo assim tão adeptos de viajar, mas de ganhar raízes na infância e seguir a sua vida em torno desta mudança.

Enquanto que as folhas caem, aqueles que do seio materno nesta altura saem, são frequentemente assemelhados a pessoas mais pessimistas e certamentes mais preponderantes. Deste modo, antes de qualquer acção, pensam automaticamente primeiro nas suas consequências. São seres extremamente racionais que, muitas vezes, resolvem melhor certas decisões na sua vida por não viverem a mesma “à la folie”.

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EXPOSIÇÃO

ALMANAQUE O mês de Dezembro foi marcado pela exposição Almanaque em Matosinhos. A exibição, que mostra a “História do Design gráfico em revista” com uma vasta colecção de publicações, permite-nos ver de perto o trabalho português da segunda metade do século XIX. Apresenta-se como um género de revista único e singular com publicações periódicas e de uma temática completamente diferente das existentes actualmente no país. Dirigido ao público em geral, o Almanaque surge como uma referência da sociedade moderna, multifacetada, que se reflete no mesmo. Para a concretização do Almanaque foi imprescindível a participação gráfica de Sebastião Rodrigues, um grande designer do seu tempo que revolucionou o mesmo. A exposição Almanaque reúne um enorme conjunto de revistas para através delas contar a história do design gráfico, da ilustração e da tipografia em Portugal. Nas suas publicações encontramos reflectidas as características de um tempo, através da sua forma de produzir e reproduzir. Esta exposição remete-nos para

um século de design gráfico em Portugal sob diferentes perspectivas. Facilita a nossa visão panorâmica, sobre a história das ideias, correntes estéticas e transformações tecnológicas. Através das ilustrações, das revistas e das maquetes singulares como a ABC, Contemporânea, Ilustração Portuguesa, Almanaque, Sema, Politika, Contraste ou Belém, a exposição permite ao público conhecer melhor o trabalho de um largo conjunto de notáveis ilustradores, designers gráficos e tipógrafos portugueses. "É uma exposição constituída exclusivamente por revistas portuguesas desde o início do século XX até à actualidade. A excelente exposição reúne mais de uma centena de títulos únicos, apresentando as revistas mais importantes de movimentos como o Modernismo, o Neo-realismo ou o Pós-modernismo, e pretende contar a história do design gráfico português através das publicações periódicas", afirma José Bártolo, comissário da exposição, Presidente do Conselho Científico da ESAD e co-editor da revista PLI arte & design.

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LENDAS

LENDAS A MUDA VOZ! que ganhou a

As lendas de Matosinhos carregam consigo uma grande dimensão mística e fantástica. A lenda do Senhor de Matosinhos conta a história misteriosa de um braço. A imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas de toda a Cristandade. Conta a lenda que a mesma havia sido esculpida por Nicodemus e que, para a salvar dos seus perseguidores, atirou-a ao mar tempestuoso. Passado um tempo, as ondas revoltas da praia trouxeram a escultura que havia sido atirada para sua própria protecção. Mas algo estava errado, algo desaparecera. À escultura faltava um braço. Apenas mais tarde, aquele membro foi encontrado na praia por uma mulher que, desconhecendo a sua natureza, tinha intenções de usá-lo para a fogueira. No entanto, quase no exacto momento em que a mulher se preparava para atirar o membro da estátua para as chamas, a sua filha muda falou, dizendo:“esse braço pertence à imagem do Senhor Bom Jesus de Bouças!”. A sua mãe, embora muda pelo espanto, apercebeu-se do que estava a acontecer. Desta forma, a imagem ficou completa, tendo sido considerado um verdadeiro milagre, a actividade mística que levou a filha da mulher a superar a sua própria existência e definição. 4|4


De onde

VENS

LISBOA

Lisboa é rica em lendas. Muitas são as histórias que explicam mitologicamente certos acontecimentos e deixam o misticismo a pairar no ar. Uma das mais misteriosas é a lenda da costa da cidade de Lisboa, esta que era designada de Ofiusa, que verdadeiramente significa “Terra de Serpentes”. Então, ora conta a lenda que estas serpentes viviam sob o domínio de uma rainha muito estranha, um híbrido: metade mulher, metade serpente. Tal rainha era dona de um olhar que enfeitiçava e de uma voz que encantava. Eram frequentes as vezes que a mulher de olhar dominador subia ao alto de um monte e gritava ao mesmo, somente para que fosse possível ouvir a sua própria voz: "Este é o meu reino! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a pôr aqui os pés! Ai de quem ousar! Pois as minhas serpentes, não o deixarão respirar nem sequer um minuto!" A verdade é que tal enunciado havia resultado durante muitos anos, pois nenhuma alma havia posto o pé na costa de Ofiusa. No entanto, certo dia, veio a desembarcar na costa um homem cuja coragem era conhecida e bravura era destemida. Tal homem viajara de longe e era apelidado como o herói Ulisses.

?

O corajoso homem ficou pasmado com a beleza que corria por aquela costa e maravilhado com o seu desconhecimento durante toda a sua vida. Assim, encheu o peito de ar e gritou também ao vento, dizendo: "Aqui edificarei a cidade mais bela do Universo! E dar-lhe-ei o meu próprio nome: Será a Ulisseia, capital do Mundo!" E a sua profecia concretizou-se. Hoje, embora não tenha o nome dado pelo herói mitológico grego "Ulisseia", é uma das mais belas cidades do Mundo, e chama-se LISBOA.

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NOMEAÇÃO

VEDETA DO ANO E o prémio de “Revelação 2013”, na categoria de “Melhor Exemplo para o País”, atribuído pela nossa revista, vai para ROGÉRIO SILVA! Um senhor de 40 anos, nascido na capital portuguesa, que se distinguiu pela sua moralidade e dignidade. Este apuramento resulta de uma escolha criteriosa baseada num conjunto de factores de honra, nomeadamente: a inércia perante o desemprego; a indiferença perante as falsidades do governo; a falta de interesse pelos assuntos que mais inquietam o país e o inactivismo na luta popular. Caríssimos leitores, sigam o grande exemplo deste senhor e com certeza que 2014 será um ano como todos os outros.

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TUDO PARA COMER & NADA DE ESTIMAÇÃO Cacilda Celeste dos Santos Silva, há 50 anos que vende a melhor carne do mercado de Matosinhos. Faz criação de pombos, coelhos, galinhas, patos e toda a bicharada que conseguir arranjar, para mais tarde fazer um bom arroz de coelho ou guisado de pombo. Já se parece com os políticos. Alimentam-nos com falsas promessas e quando menos esperamos... ZÁS! “Sugam-nos até ao tutano”. No entanto, torna-se quase um grande desrespeito à Dona Cacilda compará-la com os grandes homens da política, pois a senhora admite o que faz. O mesmo não se pode dizer desses tão grandes e, ao mesmo tempo, tão pequenos homens.

pub.

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ELE É O B ARBEIRO

D E Q U E TO D O S FA L A M . . . Apesar de pequena, a barbearia do Senhor Jacinto não passa despercebida. Aliás, a fila de espera é tão grande que ele mesmo o diz :“Imaginem se eu aumentasse o espaço!”. Jacinto Vieira, residente em Matosinhos desde nascença, herdou o negócio do seu pai Manuel Vieira, e dali ainda não saiu, primeiro porque

nunca o quis, e segundo porque a clientela nunca o deixou. Embora os filhos do Sr. Vieira não se terem interessado pelo negócio do pai, numa nova geração há esperança! Joaquim e Ana Maria frequentemente acompanham o avô no seu dia-a-dia e quem sabe, não farão jus ao talento do avô num futuro próximo.

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O TRABALHO NUMA

FUNERÁRIA O trabalho numa funerária não é nada fácil. É isso que diz o senhor Justino, que há mais de 35 anos actua neste ramo em Matosinhos. Durante todo este tempo, presenciou o nascimento dos actuais proprietários e também muitos episódios curiosos e inesperados. Embora o trabalho seja bastante difícil, ele diz que não o troca por qualquer outro serviço, e que faz o possível para atender bem, mesmo em situações extremamente difíceis e dolorosas. Aqui ele trata de tudo: desde a concepção de uma urna (caixão) aos tratamentos de beleza de um defunto. Quando é um homem, a barba é feita e o cabelo é aparado. Já nas mulheres, pinta as unhas e maquilha. Quando necessário, o falecido é lavado, todos os orifícios do corpo são tamponados e o mesmo é arrumado no caixão e ornamentado com belas flores. É um senhor de um carisma muito peculiar, muito aberto, que convida a entrar e a conhecer o seu local de trabalho de uma maneira tão natural, que é como se fosse mostrar a sua casa, já que é aqui que ele passa quase todo o tempo. Havia caixões por todo o lado, grandes, pequenos, de variados estilos, cada um ao seu gosto. O senhor Justino conta a sua história com tanta tranquilidade que até parece de outro mundo. Afinal, trata-se de uma profissão.

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OPINIÃO SIMPATIA? Saiba o significado. Perca-se por MATOSINHOS! Se não percebe o título deste artigo, então penso que, provavelmente, só seguindo as instruções do mesmo, é que vai efetivamente perceber o seu significado. A simpatia só pode ser entendida quando se perder pela cidade de Matosinhos e, no momento em que estiver nessa situação, provavelmente irá perceber. Nesta cidade, somente um olhar desnorteado e uma sobrancelha franzida são suficientes para que um local surja do nada perguntando:

“Precisa de ajuda?”, “está perdido?”, “Possolhe indicar o caminho?”. Sei o que está a pensar e não, a venda de mapas não é restrita, nem mesmo insuficiente. Os habitantes são puramente simpáticos e oferecem os seus recursos à primeira vez que manifestar a necessidade dos mesmos. Podemos sempre duvidar de tanta simpatia, no entanto, talvez devêssemos aprender com a mesma e tentar retratá-la nas nossas vidas.

LISBOA para muitos é uma CIDADE FANTÁSTICA! Lisboa é uma cidade repleta de energia e brilho, onde se vive intensamente. Uma capital em plena harmonia com seu povo e com aqueles que por lá passam. Aqui toda a gente parece ser bem recebida. Um lugar onde se deseja viver para sempre, como num conto de fadas. Um lugar recheado de tradições, de lutas, de histórias de amor, com uma forte raiz cultural. Uma cidade que de ancestral já não tem nada, e que nos dias de hoje corre num movimento

frenético contemporâneo. Na nossa sociedade actual, o quotidiano é indesejado logo ao inicio da semana, tomando conta das nossas vidas. Mas Lisboa é Lisboa e só entra na rotina quem quer, porque a cidade tem muito mais para oferecer. Desta forma, a capital distanciase das outras cidades, para assim manifestar o seu cunho único e singular que tão bem a caracteriza. Ser Português é uma honra, mas ser um Lisboeta é um orgulho!

4 | 10


VOZ DO POVO AI A ESPERANÇA! “E mais um ano se aproxi-

ma... o que será que aí vem? Mais cortes no salário, despedimentos ou aumento dos impostos? O Governo tira-nos constantemente tudo o que pensávamos ter como adquirido. Assim torna-se difícil viver! Será que este ano a situação do país vai melhorar? Espero que sim. A única coisa que nos resta é a esperança. Sem ela, não somos nada. Há que ter fé! Há que acreditar na mudança! Há que viver 2014!”

OS MEIOS NECESSÁRIOS “Que o ano seja mais fácil de suportar para todos nós. É preciso que as pessoas consigam ultrapassar as dificuldades do seu dia-a-dia não só no aspecto de saúde, mas também no aspecto de satisfazer as suas necessidades. Que todos tenham os meios necessários para terem a vida a que se julgam ter direito. Vamos acreditar que 2014 será um ano justo e, principalmente, um ano repleto de muitas oportunidades para todos.”

Ricardo, 42 anos

Manuel, 95 anos

AS INJÚRIAS HABITUAIS...“Um ano que reco-

ANIMEM-SE PORTUGUESES! “Fala-se muito de

meça novamente pelas injúrias habituais! Este ano penso que o melhor será desejar a resolução de todos os problemas da sociedade portuguesa, (visto que pedir pelo euro milhões muitos irão desejar). Não se pode pedir mais empréstimos, os juros estão muito altos. Sugiro antes um despedimento colectivo do governo. Muito dinheiro e felicidade para todos neste próspero e tão aguardado 2014!”

crises, de política e de economia. E pior que estes disparates ainda se fala de como não há retorno! Deixem-me que vos diga: Estou vivo há 72 anos e já passei por 2 crises, esta não é a primeira, nem a última! Não há retorno o caraças! A vida anda sempre para a frente e às vezes são estes conflitos que nos permitem evoluir. Animem-se Portugueses! O melhor ainda está para chegar!”

Catarina, 37 anos

Alberto, 72 anos

SEMPRE COM OS DOIS PÉS “Entrar com o pé direito?! Eu cá entro com os dois. Com os abalos que o nosso país tem sofrido, já não consigo equilibrar-me numa só perna. Há quem já não tenha tecto. Pelo andar da carruagem, ficamos todos sem chão. Por isso, deixo-vos com um conselho amigo: gozem bem dos vossos pés enquanto é tempo ou então façam como o senhor ministro aconselhou e comprem umas asas com acesso directo para o estrangeiro.”

MAIS FELICIDADE E MAIS ESPERANÇA! “Desejo que o país normalize para que as pessoas se sintam mais felizes e com mais esperanças. Que nos livremos da troika e vivamos em paz de espírito. Que aumentem os empregos para que os jovens não tenham de emigrar. Era bom também que fomentassem a energia da juventude proporcionando-lhes subsídios para abrirem as suas próprias empresas. Felicidades para todos nós. Um bom ano.”

Francisco, 68 anos

Judite, 85 anos

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EM

ANÁLISE

CIGARROS com história Vivemos agora uma revolução virtual global, onde tudo está mais rápido e facilmente ao nosso alcance. O que antes era impossível, agora está à distância de um clique. Consoante o desenvolvimento industrial, informático e publicitário que houve, a sociedade de consumo e vícios também se molda aos seus custos. Em 1910, e até à década de 70, o cigarro era visto como um acessório elegante. Acompanhando as tendências da Arte Nova e do Deutscher Werkbund, os cigarros Manoli são o exemplo de um design racional e funcional, em que Lucian Bernhard aceita a mecanização e a estandardização no fabrico dos objetos, gerando uma nova concepção no design industrial. Existe assim uma oposição à produção artesanal, preferindo-se o fabrico industrial.

Embora o volume seja simples e pouco ornamentado, existe uma clara preocupação estética nas linhas sinuosas e estilizadas, como nas estruturas orgânicas inspiradas na natureza. Já em 2013, o cigarro é visto como uma droga viciante. Daí uma das diferenças entre os dois produtos serem os avisos de sensibilização que alertam para as inúmeras consequências negativas a que o fumador está sujeito. Acompanhando a sociedade consumista em que se insere, os cigarros West são, tal como a maioria dos maços, feitos em cartão, para que não só o seu descarte seja facilitado, como também o seu transporte seja mais prático. Perante a banalização do seu consumo, as caixas de cigarro diminuem a preocupação de função estética, adaptando-a à função prática.

Merkel – Fumem! A resposta está neste novo programa de tabagismo!

O cigarro, que antes era visto como um objecto estético, actualmente encontra-se limitado a um objecto viciante que leva as pessoas à sua inferioridade. Embora esse vício seja certamente por escolha própria, desta vez não. A Merkel odeia quem não fuma e sendo quem está à frente de uma das potências mais importantes da Europa, para não falar do mundo, então, nada nos resta, senão nos sujeitarmos a fumar.

Portugal – Mas Merkel, esse programa que nos quer introduzir não nos enterrará mais ainda? Merkel – Não estão em posição de questionar os nossos métodos, nem mesmo de os colocar em causa! Há que fumar para mudar! Portugal – Ai Merkel, por favor... deixe-nos respirar!!

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GIBSON GIRL HIGH CLASS CIGARETTES


C U LT U R A

&

LAZER FILME DO MÊS

FADO CHIADO

RUI H. PEREIRA

2 Jan Qui: 22H

10H – 18H

Música ESPAÇO CHIADO

AROUND GALERIA QUADRUM

ALINE FRAZÃO

CIRQUE DU SOLEIL

31 Jan Sex: 21H

1 a 12 Jan

Música TEATRO SÃO LUIZ

I DRALION MEO ARENA

MÁRIO DIONÍSIO

HELENA ALMEIDA

Até 12 Jan 15H – 20H

Até 9 Jan: 9H - 19H

JORGE MOLDER

TATIANA MACEDO

Até 23 Fev

Até 2 Mar

CENTRO MÁRIO DIONÍSIO

Fotografia MNAC MUSEU DO CHIADO

Fotografia BES ARTE

Instalação MNAC MUSEU DO CHIADO

LÁPIS

AZUL

A nossa revista recomenda aos nossos gentis leitores o filme “Lápis Azul“ — um filme de Rafael Antunes que retrata a censura em Portugal antes da revolução do 25 de Abril. “Relembrar o passado para o futuro melhorar!” Achamos ser uma boa forma para começar este 2014.

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PA S S A T

5.

O

7.

1.

1. 2.

E M

2.

3./4.

6.

4.

5.

HORIZONTAL: 1. TROIKA 2.DESEMPREGO 3.CARCANHOL 4.DESEJOS 5.INJÚRIAS VERTICAL: 1. VERGONHA 2. ESPERANÇA 3. RATOS 4. CORRUPÇÃO 5. PROMESSAS 6. CALÚNIAS 7. PORTUGAL

3.

P

PA L AV R A S — C RU Z A DA S HORIZONTAIS 1. Comité que regula o programa de ajustamento económico 2. Falta de actividade profissional 3. Expressão do calão para dinheiro 4. Vontades; anseios 5. Actos ou expressões ofensivas. VERTICAIS 1. Embaraço; timidez 2. Espírito português positivo em relação ao seu

país 3. Animais infiltrados nos escombros das cidades; expressão popular para determinar o governo 4. Acto ou efeito de corromper 5. Esperança fundada em aparências 6. Difamações; mentiras 7. País europeu, conhecido pelo azeite e vinho, porém arrasado economicamente.

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Farto de

políticas

desvirtuadas, paleios enganadores,

p r o m e s s a s ocas, c o r r up çã o aos montes?

CORRUPNÃO

é uma mistura de ervas levemente alucinogénicas que colocam o consumidor num estado vegetal, de maneira a que o mesmo continue consciente, mas fique impedido de realizar qualquer acção. Tem o efeito de calmante profundo que porá os seus problemas a dormir pelo tempo que desejar.


JANO

é na mitologia romana o deus do início, das decisões e das escolhas. Foi mmele que deu origem ao nome deste mês. Neste nosso Portugal, o começo já não é assim tão mitológico. Depois das filhoses no Natal e da pinga no Ano Novo, o bom português ainda afirma que este ano vai ser diferente, vai ser melhor e vai haver mudança mas o mês vai passando, a mudança mudando e o português vai ficando. Janeiro é um mês bastante frio, onde o sofá, a manta e a preguiça levam a melhor constantemente sobre o português a um nível em que ele se retrata como o preguiçoso e não o português. Como será de compreender a difícil demanda para que ele se levante e vá, tenta-se apenas que ele fique sentado e veja, não sendo a mudança tão grande, mas mesmo assim, que seja mudança propriamente dita. Assim sendo, decidiu-se em concílio (não dos deuses mas num outro), de ser esta uma publicação de mudança, a nível visual e de educar o olhar destes textos que aqui se escrevem. E perguntam-se vocês, ver o quê? Pois essa é uma pergunta ao qual não se encontra aqui resposta. Nem aqui, nem na última página, fica então no ar… olhar o quê se o olhar é tudo? E como o olhar é tudo, apenas o olhar serve sem estar onde se vê. Foi-se então rumo a Matosinhos, ver como bom português para que, mais uma vez, volte a sentar-se com a sua manta e observe apenas o que se foi propositadamente ver. A querer mudar o ponto de vista do Lusitano, Janeiro é assim uma antonimia da sua existência; e passamos nós também a ser Janeiro, a mudança.

1 // 5


JANEIRO 2014

1

2

3

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

TEMPERATURA MÉDIA MAX. 16º

MIN. 8º

1 DIA DE SOL

Maomé regressou a Meca (630);

Louis Daguerre, fotógrafo francês,

É inaugurado o Observatório Astro-

Papado adota este dia como início do

tirou a primeira fotografia da Lua

nómico da Academia de Ciências de

Novo Ano (século XVI).

(1839).

Lisboa, instalado no Castelo de São Jorge (1787).

8 DIAS DE CHUVA 15 DIAS NUBLADOS

DIA MUNDIAL DA PAZ

2 DIAS TROVOADA

4

Sábado Albert Camus, escritor francês, morre em Sens, França (1913-1960).

5

Domingo Morte de D. Nuno Álvares Pereira no Convento do Carmo (1443).

6

7

Segunda-feira

Terça-feira

Fim do Partido Comunista da Polónia,

Invenção da primeira máquina de

início do Partido Social Democrata

escrever, por Henry Mill (1714).

(1990).

DIA MUNDIAL DO BRAILLE

8

DIA DE REIS

DIA DA LIBERDADE DE CULTOS

9

10

Quarta-feira

Quinta-feira

Sexta-feira

Aniversário de Elvis Presley, (1935-

Aniversário do presidente dos EUA,

Inauguração da primeira linha de

1977).

Richard Nixon (1913-1994).

caminhos de ferro subterrânea em

11 Sábado

EUA prova que o consumo de tabaco prejudica a saúde (1964).

Londres (1863).

DIA MUNDIAL DA UNICEF

DIA INTERNACIONAL DO OBRIGADO

DIA MUNDIAL DO ASTRONAUTA

12

Domingo Aniversário do político e filósofo irlandês Edmund Burke (1729).

13

14

15

Segunda-feira

Terça-feira

Quarta-feira

Assinatura do Tratado de Madrid

Aniversário do médico e filósofo

Aniversário de Martin Luther King

(1750).

alemão Albert Schweitzer

(1929-1968).

(1875-1965).

DIA MUNDIAL DO COMPOSITOR


16

17

Quinta-feira

Sexta-feira

Início da Guerra do Golfo (1991);

Aniversário de Benjamin Franklin

O exército britânico venceu o exér-

(1706-1790);

cito francês na Batalha de Corunha (1809).

20

21

18 Sábado

Domingo

19

Fim da Primeira Guerra Mundial (1918); Revolta dos trabalhadores vidreiros contra o Governo de Salazar (1934).

Aniversário do pintor francês Paul Cézanne (1839-1906); Indira Ghandi é escolhida como Primeira Ministra da Índia (1966).

Quarta-feira

22

Quinta-feira Margueritte Yorcenar torna-se a

23

Segunda-feira

Terça-feira

Yasser Arafat tornou-se o primeiro

Execução de Luís XIV, rei de França,

O Paquete Santa Maria é tomado por

dirigente democraticamente eleito

em Paris (1793);

oposicionistas ao Governo Salazarista

primeira mulher admitida

pelo povo Palestiniano (1996).

Morte de Lenine, Moscovo (1924).

(1961).

na Academia Francesa (1981).

24

DIA MUNDIAL

DIA MUNDIAL DA LIBER-

DA RELIGIÃO

DADE

25 Sábado

26

Domingo

Sexta-feira Morte do Primeiro Ministro britânico Winston Churcill

27

Segunda-feira Fundação da cidade de São Paulo no Brasil por colónos Portugueses (1554).

Início da construção da Torre Eiffel, em Paris, França (1887).

Thomas Edison patenteou a lâmpada elétrica (1879).

(1874-1965).

28

Terça-feira

29

Quarta-feira

30

Quinta-feira

31

Sexta-feira

A Islândia tornou-se o primeiro País

Morte de Teófilo Braga (1924);

Adolf Hitler foi nomeado

Lançamento do primeiro satélite

do Mundo a legalizar o aborto (1935).

Karl Benz inventou o primeiro motor

Chanceler alemão (1933);

pelos Estados Unidos da América

automóvel movido a gasolina (1886).

Mahatma Ghandi foi assassinado em Nova Deli (1948). DIA MUNDIAL DO MÁGICO


DE LISBOA A SERRALVES Q

uando se fala de Portugal e pastéis de Belém convém ter sempre em conta, tanto as suas principais cidades, Lisboa e Porto (do latim, Portus Cale), como a bela costa Vicentina e restantes praias do Algarve, para além das regiões autónomas dos Açores e Madeira. Por que este “canto”, no extremo Ocidental da Península Ibérica, descobriu o mundo e deu novos mundos ao mundo, numa época anterior ao smartphone (quando Dom Afonso Henriques “bateu na mãe”), onde era comum o medo gerado pela falta de conhecimento, ele é muitas vezes mal interpretado e não lhe dão o devido altar que merece. Muitos acreditavam inclusivamente que o mar pudesse ser habitado por predadores monstruosos, enquanto outros tinham uma visão da Terra como algo plano e, portanto, navegar para o desconhecido poderia significar cair num abismo, mas os portugueses partiram para o desconhecido e foram à luta (ou à água, dependendo da ocasião). Hoje em dia Portugal é tanto visto, como um país atrasado, enfiado na crise, como um país onde os britânicos vêm e não voltam, daí a vista cor de lagosta do Algarve durante praticamente todo o ano e é ainda considerado dos cinco país mais românticos para se passar o São Valentim; de uma maneira resumida, para uns Portugal está no topo enquanto para outros está no opo a contar do fim. E por falar no Algarve, imediatamente associado a praia e mar, fica bem dizer que Portugal possui a maior onda da Europa, o canhão da Nazaré, situado numa das melhores praia ótima para modalidades como o Surf. Em contraponto, o que realmente difere Portugal dos Países da Europa é o salário mínimo, ou poderei dizer a gorjeta máxima? Mudando de sítio mas não de assunto, Portugal é também bastante conhecido pela sua “zona velha”, como a Baixa Pombalina, que se ergue no centro da capital. Mesmo depois de um terramoto, o de 1755, esta tem-se mantido, claro que após algumas obras; estende-se até ao Terreiro do Paço e foi ali que se assistiu à “Revolta dos Cravos”, pelo Movimento das Forças Armadas, no dia 25 de Abril de 1974, revolucionando a política portuguesa ao derrubar o Estado Novo e o governo de Marcello Caetano. Em todo o caso, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, é só pena não mudar o caos, o trânsito e o

barulho impaciente das sirenes, o cheiro perturbador a petróleo dos tubos de escape, os autocarros que vão lotados de pessoas como se fosse uma lata de sardinhas pronta a explodir e os taxistas em “fogareiros” que teimam em não cumprir as burocracias rodoviárias. O pior é que isto não se verifica apenas na Baixa de Lisboa ou em Lisboa em si mas noutros sítios também. A balbúrdia continua. Se nos deslocarmos de Lisboa até ao Norte a desordem mantem-se mas pode-se dizer que em níveis diferentes. A anarquia é o que caracteriza a vida quotidiana nas grandes cidades, causada pela enorme afluência populacional, porque fora delas o caos não resiste e instala-se a paz, a tranquilidade e um silêncio reconfortante, não obstante uma businadela ou outra nas ruas, alguma confusão de manhã e à tarde no trânsio, mas nada catastrófico. Podemos encontrar um exemplo muito bom deste pacifismo em Serralves, perto do Porto. É nos jardins da Fundação Serralves, ou Casa Serralves, onde o rio é Douro, que se encontra instalado o Museu de Arte Contemporânea, projectado por Álvaro Siza Vieira, em Março de 1991, que o espectador pode, ora dar uma volta cultural pela exposição, ora estender o seu corpo nos jardins por detrás do museu, repletos de árvores, esculturas e outras obras e até animais (não se preocupe que estes últimos não vêm incomodar a sua sesta). Deste modo, o espaço é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional que tem como principal missão sensibilizar o público para o ambiente artístico contemporâneo. A Casa Serralves conta com variadas exposições, entre as quais a primeira grande retrospectiva da artista brasileira Mira Schendel (nascida na Suíça), uma exposição do trabalho escultórico e gráfico da iraniana Monir Farmanfarmaian, a exposição “12 contemporâneos”, comissariada pela própria directora Duzanne Cotter e ainda “O processo SAAL” que evoca o projecto arquitectónico que marcou o Portugal pós 25 de Abril. Estes e outros são alguns dos pontos altos da programação proposta em 2014. “Afinal, o Porto, para verdadeiramente honrar o nome que tem, é, primeiro que tudo, este largo regaço aberto para o rio, mas que só do rio se vê, ou então, por estreitas bocas fechadas por muretes, pode o viajante debruçar-se para o ar livre e ter a ilusão de que todo o Porto é a Ribeira.”, dizia já um grande escritor português, José Saramago.

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EXPOSIÇÃO DO MÊS

ALMANAQUE Uma História de Design Português em Revista

A

lmanaque trata-se de uma exposição que apresenta as revistas mais relevantes desde o final do século XIX até à atualidade. A sua denominação provém do próprio Almanaque, que foi uma publicação mensal do final dos anos 50. Trata-se de uma revista com carácter informativo, jornalístico e de entretenimento, em que a direcção grágica de Sebastião Rodrigues tem uma imensa relevância. Tal como a publicação Almanaque, a exibição integra harmoniosamente diversas temáticas directas a todas as classes sociais, retratando o desenvolvimento de uma sociedade multifacetada. Neste sentido, é nesta quarta edição de Uma História do Design Gráfico Português em Revista, que na cidade do Porto, Matosinhos (ao lado do Mercado), será proporcionado ao espetador uma oportunidade para rever e explorar os diferentes objetos de arte com teor jornalístico. Todos eles pressupõe uma viagem a um passado histórico e uma intervenção crítica por parte do espectador perante o desenvolvimento de novos vocabulários de design gráfico. Torna-se assim evidente a intenção de manter memórias passadas, apesar da evolução tecnológica posterior à elaboração das publicações expostas. Deste modo, a exposição agrupa um vasto conjunto de revistas, desde a ABC, Contemporânea, Ilustração Portuguesa, Almanaque, Sema, Politika, Contraste ou Belém, objetivando transmitir uma narrativa em que é contada a história do grafismo, da ilustração e da tipografia em Portugal. Todas elas refletem as características dos autores, correntes, ideais, estilo e modas de uma época particular. No entanto, é através das capas e miolo que são distinguidas estas características e dado a conhecer o melhor trabalho de determinados tipógrafos, designers gráficos e ilustradores portugueses. A organização contou com a Camâra Municipal e a ESAD de Matosinhos. A exposição foi inaugurada a 24 de Outubro de 2013 na galeria Quadra, inserida no Mercado Municipal de Matosinhos.

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SÁTIRA DO MÊS

Mercado Municipal de Matosinhos Depois de uma colherada de conhecimento é bom espairecer o cérebro, e não só. Porque ir à Exposição Almanaque, situada no Mercado Municipal de Matosinhos e não dar uma vista de olhos ao Mercado em si, é como ir a Roma e não ver o Papa, por isso, porquê não aproveitar a viagem e visitar o dito Mercado? No meio de hortaliças, couves, frutas, alhos e bugalhos e outros demais, no andar acima da peixaria e das torneiras a esquichar água aos litros, como se esta houvesse, também aos litros, lá estava ela a adorar a atenção! Pegava num, pegava noutro e os pobres dos animais mal se mexiam, como se adivinhassem a sua sina, presos em gaiolas como se de feras incontroláveis se tratassem. “Porquê tanta impressão?

Isto não é para estimar, é para alimentação!”, dizia ela. Vá se lá perceber o à-vontade daquela dita comerciante com a “comida”; pois claro não entenderá ela que também comida seja? A senhora, já de cabelos grisalhos mas de espírito jovem, gritava a altos pulmões e sorria como se fosse uma celebridade e estivesse no seu minutinho de fama à tantos anos desejado. O problema é que o pato ou a galinha são irracionais e aí nós, humanidade, achamos que lhes passamos a perna. Segundo ela eles nasceram para morrer, apenas cá permanecem para engordar. Talvez nós, humanidade, não sejamos assim tão diferentes; somos também animais e também há gaiola e até estamos presos pelo mesmo: o Homem.

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O SAPATEIRO Conto do Mês

E

r a u m lo c al velh o e s u j o, q u e s e s i t u av a n a e s qu in a da r u a 3 8 . As p a l av r a s “ Ofi ci n a E con óm ic a” , e s c r itas com l et t er i ng b ol d d u v id oso, f aziam -s e n o tar p o r ci m a d a v i t r i n e , e r a u m sapate ir o. Tr atava-s e de u ma lo j a (s e s e p od e a t r i bu i r essa de n o min aç ão ) o n d e a r a i n h a d e s a r r umação im pu n h a o s e u d om í n i o. C a r re g a d a d e sapatos e fe r r am en ta s e s p a l h a d a s , e r a v i s í ve l a imen s a c ar ga de tr a b a l h o d i t a d a n o co r p o p ob re e e s fo m eado d e u m h u m i l d e s a p a t e i ro, d e mão s s u jas e c aleja d a s . D e repe n te , a po r ta ch i a n t e m ov i m e n t ou - s e d eixando en tr ar u m ch e i ro a p e rf u m e f l o r a l . Tin h a o c abe lo ar r anj a d o, r u i vo, ch e i o d e car acóis h e r m etic ame n t e p e n t e a d o s . Pa re ci a saída de u m a c apa de re v i s t a , a s s e m e l h a n d o se a ce lebr idade s . E r a re a l m e n t e u m a s e n h or a imp res s a nu m u n ive r s o d e cl a s s e e com o t a l f azia-se ac o m pan h ar d e p op a e ci rcu n s t â n ci a . Ir r itada e a bar af u s tar s o z i n h a , d i r i g i u - s e b r u scamen te ao balc ão. Na sua mão afunilada e delicada albergava um sapato, tamanho 36, preto, com acabamentos em verniz e na outra, um salto partido. Será que teria partido o belo do calçado dispendioso na calçada portuguesa esburacada? Ou algo tão tremendo poderá ter acontecido a descer umas escadas, ou mesmo através de uma misteriosa grelha de esgotos? O que ela queria era “o sapato arranjado, e pronto!”. D o outr o lado do ba l cã o, o h om e m com o s seu s o lh o s azu is ac inze n t a d os e u m a ca p a cid ad e de c o mu n ic ar ve rb a l m e n t e q u e n ã o e r a d e q u alqu er mo do o s e u fo r t e , p oi s n a s u a caren te bo c a n en h u ma p a l av r a t i n h a o s e u l u g a r, assen ti u c o m a c abeç a s e m f a ze r p e r g u n t a s e começo u o s e u tr abal h o. Desconfortável com o silêncio verbal da loja, a senhora decidiu fazer o que melhor sabia: falar e não dizer nada. Apesar de se tratar de uma verdadeira perita e estudante

de boatos, não tinha conhecimento dos que envolviam este modesto senhor. Por outro lado, a sua cara parecialhe familiar, não conseguindo perceber porquê. O sapateiro tinha já dado graças, logo no início dos desabafos da senhora, de não utilizar um aparelho auditivo; o silêncio assentava-lhe bem. No entanto, ia fingindo que ouvia, ora consentindo com a cabeça ora soltando uns leves “hm hm”. Foi no meio daquilo que se pode denominar um diálogo que o homem prestou atenção ao movimento vermelho e carnudo dos lábios da senhora quando proferiu aquilo que este achou ser “Matosinhos” e “sapateiro”. Imediatamente sorriu e a senhora calou-se, também imediatamente. O silêncio tinha-se instalado novamente. O sapateiro abandonou o sapato na máquina e apressou-se a ir buscar uma fotografia meia empoeirada que tinha na parede. Quando a senhora pegou nela algo teve sentido; reconhecia perfeitamente o homem que o sapateiro abraçava amigavelmente; era também ele sapateiro. A conversa ressurgiu e, no meio das perguntas sem respostas da senhora, esta conseguiu perceber que aquele era seu irmão, o tal da outra “Oficina Económica” situada em Matosinhos que, curiosamente, a senhora conhecia devido a tristes eventualidades como aquela em que agora se encontrava. O sapato 36 estava agora arranjado. A senhora poderia ir descansada para casa, nos seus salto agulha. Ficou admirada. Como o mundo é pequeno; ainda à poucos dias estava em Matosinhos, a cidade onde vivia, e passou pela Rua álvaro Castelões onde se situa o outro sapateiro, para ir à funerária mesmo ao lado tratar da morte do seu quarto marido.

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TEATRO DO MÊS

“COMO QUEIRAM” de William Shakespeare Encenação de Beatriz Batarda TEATRO MUNICIPAL SÃO LUÍZ Rua António Maria Cardoso 38, Lisboa

Horário do Espectáculo Terça a Sábado às 21h Domingo às 17h30 Duração de 3h com intervalo

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Já se sabe que um bom programa no séc. XXI é jantar e cinema, nunca falha! Assim sendo, os redatores decidiram mudar o esquema. Com vista na mudança, quatro ilustres pessoas dirigiramse ao Teatro Municipal São Luíz com o intuito de vizionar uma peça de teatro. Sim, teatro! Como queiram. Não é aos leitores que nos dirigimos neste tom, simplesmente o título da peça é, não mais nem menos “Como queiram”. “As you like it” - Como queiram - de William Shakespeare retrata Rosalinda, cujo pai está exilado numa floresta, e Célia, duas amigas desde pequenas que vivem com o pai de Célia. Um dia Rosalinda conhece Orlando, por quem se apaixona. Exilada pelo seu “tio” devido a esse romance ainda por brotar e a conflitos de poder entre os pais dos envolventes, Rosalinda e Célia (que se junta nesta demanda) partem à procura do pai de Rosalinda.

Nesta exploração encontram Orlando e Rosalinda decide disfarçar-se de homem e ensiná-lo a seduzir uma mulher. No meio de uma panóplia de peripécias, o culminar dá-se com o casamento de três casais, todos apaixonados, cada um da sua maneira. A mistura de diferentes relações, desde o poder, ao amor e à sexualidade fazem surgir em Como queiram a confusão entre géneros e identidades. Como queiram conta com Bruno Nogueira, Carla Maciel, Leonor Salgueiro, Luísa Cruz, Marco Martins, Nuno Lopes, Romeu Costa, Rui Mendes, Sara Carinhas e Sérgio Praia. Música original de Pedro Moreira e produção de Marcisa Costa. Tirando a casa de banho das senhoras ser no piso -2, o que não resulta com os belíssimos salto altos da vizinha da fila da frente, recomenda-se o serão. Acaba já dia 26, corram para a bilheteira!

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APERITIVO Em tempos de frio, a cama é sem dúvida o local mais aprazível para se permanecer e estar todo o dia. Se por ventura está farto do seu chefe, todo o indivíduo desta sociedade o deixa ficar mal e já não consegue aturar o seu amigo a falar de uma miúda que conheceu há 500 dias atrás, agarre-se à sua cama porque ela vai estar lá sempre para o receber, ela é a sua melhor amiga (quer esteja frio ou não!). Assim sendo, quando chegar a casa e pensar que tem de fazer o jantar, arrumar a confusão da sala, tratar de contas e etc, esqueça tudo! “É para amanhã o que podes fazer hoje” já dizia a vizinha preguiçosa que morava no número 24 ali da rua de cima e nós vamos na conversa. Cole-se à sua cama! Não fala, não se mexe, não chateia, é cómoda, fofa e quente, ótima para descansar mesmo quando não está cansado. Não se esqueça também do sofá, caso prefira, pois este não é mais do que a melhor invenção depois da cama! Se estiver com dúvidas sobre o ritual a seguir, propomoslhe aqui uma receita de dose q.b. que requer a participação de si e da sua cama e dos seguintes ingredientes: a) Comida a gosto1 b) Chocolate quente; c) Um bom filme para assistir. MANEIRA DE PREPARAR: 1.º – Tome banho assim que chegar a casa e não se esqueça de levar consigo para a casa de banho o pijama, o roupão e umas pantufas, para aproveitar o quente vapor do banho; 2.º – Não pense em cozinhar; de certeza que terá no congelador uns 1pré-cozinhados que é só aquecer ou umas batatas fritas e aquilo a que por vezes se chama “comida para a engorda”: não faz bem nenhum mas sabe muito bem! Não se esqueça de se acompanhar de uma boa e escaldante caneca de chocolate quente; 3.º – Último passo antes de se deitar: ponha o filme a dar e finalmente aprecie. Não existe melhor tempo para tal que o frio e, embora não seja condição necessária, com boa companhia os motivos aumentam e a temperatura aquece, devido à camada de mantas que o envolve.

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Por fim, se por alguma razão tiver qualquer tipo de dúvidas no que concerne a elaboração do chocolate quente, apresentamos-lhe a melhor forma de o fazer. Ao tratar-se de uma bebida já antiga que continua a gozar de uma merecida popularidade permanece no quotidiano do nosso querido e afável povo português. Distingue-se pelo seu valor nutritivo e também acenta bem se o ingerir morninho antes de ir para a cama. Infelizmente, é difícil transportar a vaca que produz parte deste maravilhoso alimento, uma vez que se tivesse a oportunidade de o fazer não correria o risco de o consumir azedo. Em contraponto, convém frisar que nos tempos remotos a vaca era símbolo de riqueza e actualmente, ser rico não é só ter dinheiro, mas também uma enorme quantida de ouro e diamantes. Já dizia Dalai Lama que “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde”. Por isso mesmo, recomendamos aos nossos leitores, se tiverem a fantástica oportunidade, atentarem da melhor maneira a escolha do saudável animal. E se neste caso, o esterco é visto como fonte combustível fertilizadora, também o leitor deve extrair a moral da história para perceber que muitas vezes algo que é visto como uma ideia precária para uns, pode significar um avanço empreendedor sustentável para outros, como o comércio de lacticínios com as devidas proteínas. Nunca é tarde para inovar. Enquanto o faz, beba um copo chocolate quente.


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CHARADAS H á muitas centenas de anos, um grupo de exploradores embarcaram numa viagem de barco até ao Pólo Norte, viagem essa que duraria três semanas. Durante este tempo as suas refeições consistiriam em bolachas e carne seca. Eles não podiam cozinhar no barco com medo de um incêndio. Planearam quando chegassem celebrar com cabrito assado. O problema era conservar a carne fresca durante as três semanas. Se atassem uma corda à carne e a pusessem na água os peixes acabariam por comê-la. Se levassem gelo e neve com eles para conservar a carne, estes acabariam por derreter e o barco ficaria cheio de água. Como poderiam eles conservar a carne fresca até chegarem ao seu destino?

O Carlos trabalhava no 35º andar de um prédio de escritórios. A maior parte das vezes, o Carlos vai de elevador até ao 25º andar e depois sobe as escadas até ao 35º. Nos dias em que chove vai de elevador até ao 35º andar. Visto que o Carlos não gosta particularmente de fazer exercício nem é supersticioso, qual será a razão para este comportamente um tanto estranho?

Um comboio eléctrico de alta velocidade está a viajar em direcção a Sudoeste a 90 Km/hor.a, com quinhentos e cinquenta e três passageiros. O vento sopra na direção Sudeste, a 30 Km por hora. Em que direção o fumo do comboio vai?

Um homewm e o seu filho estavam a subir uma montanha particularmente perigosa, quando escorregaram e caíram. O homem morreu mas o filho sobreviveu e foi rapidamente transportado para o hospital. O cirurgião de serviço olhou para o jovem e afirmou: “Eu não posso operar este rapaz, ele é meu filho.” Como é isto possível?

Existe uma palavra na língua Portuguesa da qual as três primeiras letras significam uma figura masculina, as seis primeiras uma forma de energia e as cinco últimas o engenho que produz movimento ou dá impulso. A palavra inteira significa um aparelho que transforma a energia eléctrica em energia mecânica. Que palavra é essa?

5º - Electromotor. 4º - O cirurgião de serviço era a mãe do rapaz. 3º - Os comboios electricos não deitam fumo. 2º - O Carlos é anão. Ele só consegue chegar até ao 25º andar a não ser quando chove porque leva o guarda chuva. SOLUÇÕES 1º - Levando o animal vivo. 14 // 5


POR QUINO


PALAVRAS CRUZADAS

3 4 5 6 7 8 9 10 11

2

3

4

5

6

7

8

9 10 11 HORIZONTAIS: 1 - Transpirava; fiado. 2 - Homenagem. 3 - Afago; cruel. 4 - Instrumento para encurvar as calhas das vias férreas; consta; embaraços. 5 - Gostar; torrente. 6 - Berrai. 7 - Tosta; sublime. 8 - Mordisca; protecção; árvore; terebintácea. 9 - Entusiasmo. 10 - Último de uma série de oito (pl.). 11 - Contusão; registo. VERTICAIS: 1 - Fechara as asas para descer rápido; praia. 2 - Sensíveis. 3 - Acaricia. 4 - Aparece; caminho; troce. 5 - Idade; macaco americano. 6 - Beberrões. 7 - Operava; branca. 8 - Possui, liga; ião. 9 - Magnetiza; frouxo. 10 - Caloiras. 11 - Opada; nome próprio masculino. .

SOLUÇÕES

HORIZONTAIS: 1 - Suava; atido. 2 - Menagem. 3 - Amine; Imane. 4 - Rim; soa, nós. 5 - Amar; lava. 6 - Urrai. 7 - Assa; Alto. 8 - Roi; asa; aal. 9 - Estro; cissa. 10 - Oitavos. 11 - Lesão; Anoto.

2

1

VERTICAIS: 1 - Siara; areal. 2 - Mimosos. 3 - Amima; sitos. 4 - Vem; rua; ria. 5 - Anos; aoto. 6 - Odres. 7 - Agia; alva. 8 - Tem; lia; ion. 9 - Ina; lasso. 10 - Novatas. 11 - Obessa; olavo.

1

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Mercado

Serralves

PavilhĂŁo ChinĂŞs

Cordoaria Nacional G6|1


1

“Bons dias em Janeiro enganam o Homem em Fevereiro.”

8

2

4ª-feira

5ª-feira

Lua Nova - início do ano 2014 - Feriado NacioNal - “Candide”, Teatro Nacional de São Carlos, 18h.

Dia de Inanna - deusa do amor e da fertilidade.

3

6ª-feira

“O Lago dos Cisnes”, Tchaikvosky, Ballet of Russia, Coliseu dos Recreios, 21h30 - fim do programa de Natal na Cinemateca.

4ª-feira

5ª-feira

9

10 6ª-feira

11

Lua Quarto Crescente Exibição da peça “Pedro e o Capitão” de 1979.

Início da peça “Theatre as you like it” de William Shakespeare, no Teatro São Luís.

GeoCash tem agora 10 anos.

Feira Medieval de Óbidos.

16 5ª-feira

17

18

19

Lua Cheia “Full Moon Eco Art Festival”.

Estreia de “Ela” de Spike Jonze.

“Colecções imperfeitas” último dia de exibição na Cinemateca.

Fim do “Full Moon Eco Festival”.

24

25 sábado

26

27

Quarto Minguante Concerto de “Lift Off ”.

Concerto de Gisela João no Centro Cultural de Belém, 21h.

Última actuaçao da peça “Theatre as you like it”, Willian Shakespeare, Teatro São Luís.

Concero Mallu Magalhães no Centro Cultural de Belém.

6ª-feira

2|G6

6ª-feira

sábado

domingo

sábado

domingo

2ª-feira


5

6

7

4

sábado

domingo

2ª-feira

3ª-feira

[Lisboa é Poesia] - passeios, Zona do Chiado.

(Secalharidade) Derivado, Atelier Real.

Feriado do Dia dos Reis.

1ª Exposição, Galeria de Arte Contemporânea VAAG.

12

13

14

15

Última actuação do Cirque de Soleil “ Dralion”, Meo Arena.

Arquelogia no cinema, Museu Nacional de Arqueologia.

Amália Pica, Memorial for intersections, Kunsthalle Lissabon.

Antes de Lineu: O Mundo das plantas impresso na coleção da Biblioteca Nacional de Portugal.

20

21

A Máscara, Ingmar Bergam, Espaço Nimas.

SHORTCUTZ, no Bicaense, 22h

Conferência da Paz sobre a Síria.

28

29

30 5º-feira

31

Discurso sobre o Estado da Nação.

Pontos de Luz, no Centro Cultural de Belém.

Lua Nova Orquestra Gulbenkian, no Centro Cultural de Belém, 21h

Início do ano 4651 da era chinesa, ano do cavalo. Fim do mês de Janeiro.

domingo

2ª -feira

3ª-feira

2ª-feira

3ª-feira

4º-feira

3ª-feira

22 4ª-feira

4ª-feira

23 5ª-feira

Estreia de “Golpada Americana”, de David O. Russell.

6ª-feira

G6|3


fundação serralves


Considerada o mais notável exemplo de Art Déco em Portugal, a Fundação de Serralves e o parque envolvente foram encomendados por Carlos Alberto Cabral, Conde de Vizela ao arquitecto francês Charles Siclis. Originalmente, a casa era uma residência privada projectada por Charles Siclis e construída por José Marques da Silva, entre 1925 e 1944. Muitos foram os designers europeus de grande importância que contribuíram para o seu interior. A Fundação foi habitada durante poucos anos e em 1957 foi vendida a Delfim Ferreira, Conde de Riba d’Ave que assumiu o compromisso de que a propriedade não poderia sofrer qualquer tipo de alteração, promessa que foi cumprida. Em 1987, o Estado Português adquire a propriedade com a intenção de aí instalar um museu de arte moderna. A Casa foi aberta ao público nesse mesmo ano e utilizada como centro de exposições de arte contemporânea até à abertura, em 1999, do novo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, desenhado pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira. Cildo Meireles é um artista brasileiro, proveniente do Rio de Janeiro, que nos apresenta na Fundação Serralves um

conjunto de instalações de grandes dimensões e de peças emblemáticas concebidas e produzidas entre 1969 e 2013. É uma exposição organizada simultaneamente pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, localizado em Madrid, e ainda pelo HangarBicocca, em Milão, onde podemos dizer que é uma ocasião única para explorar os diferentes aspetos da obra deste artista. Cildo Meireles redefiniu o conceito de arte conceptual, libertando-a da sua tradicional definição, atribuindo-lhe características mais interessantes e inovadoras. A maioria dos seus trabalhos conciliam a escultura, o desenho e a performance, proporcionando ao observador uma agradável e, por vezes, impressionante experiência sensorial. Uma das suas instalações, exposta pela primeira vez e localizada no exterior do edifício, consegue provocar no observador uma estranha sensação de desagrado e ao mesmo tempo de respeito, graças à sua grande escala e imponência. Falamos de “Nós, formigas”, uma instalação que concilia a arquitectura do Museu com o Parque envolvente. Trata-se de uma câmara cavada no solo, sobre a qual paira um esmagador volume de pedra.


ALMANAQUE UMA HISTÓRIA DO DESIGN PORTUGUÊS

O nome almanaque deriva do árabe “al-manakh”, iniForam visíveis mudanças a nível narrativo, formal, estético cialmente uma publicação anual, que reúne diversos cone gráfico, o que fez com que se desse uma in trodução à teúdos. Tratavam-se de publicações periódicas, de valor história do design gráfico. histórico, social e político, de grande procura por parte do Estas revistas eram realizadas de forma a alcançarem topúblico, pois abordavam derivados assuntos do quotidiados os estratos sociais. Reflectiam momentos sociais e no que despertavam grande interesse. políticos, como por exemplo, em 1910, quando ocorreu o Porém, o almanaque por vezes é confundido com um fim da monarquia e o início da democracia ou momentos calendário, apesar de haver uma distinção: o almanaque, durante a época do Estado Novo. Durante esse período, para além de conter um calendário anual, com aconteccom a censura, as publicações eram muito mais controimentos astronómicos, previsões astrológi- Foi o nome escolhido ladas e estavam sempre em favor da cultura cas e fases da lua, era também um livro ou para (...) uma revista do Estado Novo, como é o caso da revista folheto que continha anedotas, notícias, “Panorama, Revista Portuguesa de Arte e inovadora para conselhos, divulgação cultural, científica e Turismo”. Nesta exposição, o público é cono seu tempo. literária, e artigos. Existiam almanaques dividado a conhecer o trabalho desenvolvido rigidos a grupos sociais específicos, como por exemplo, a por vários ilustradores, designers gráficos e tipógrafos donas de casa, a caçadores, a vegetarianos, e para agradar portugueses, ao longo do século passado, através das caa muitos mais. pas e do miolo das revistas, ali expostas. O seu aparecimento e popularidade na Europa, datado do Podemos encontrar revistas como a ABC, Ilustração Porséculo XV, foi graças à proprgação do cirstianismo cujo tuguesa, Almanaque, Contemporânea, Sema, Contraste, o principal objectivo, na altura, era a divulgação das datas Politika ou Belém. A revista “Almanaque”, surgida no fisagradas. Nessa época, os almanaques eram escritos por nal dos anos 50 do século XX e sobre a qual Sebastião astrólogos e médicos que, para além de divulgarem o curRodrigues se ocupou pela direção gráfica, tem um princiso dos astros e festas religiosas, acrescentavam também pal destaque na exposição, talvez por ter sido uma revista profecias sobre o tempo, política e muito mais. No final inovadora para o tempo e relativamente recente. dos anos 50 do século XX, Almanaque foi o nome escolhido para uma inovadora revista de cuja direção gráfica se ocupou Sebastião Rodrigues. O título não surgiu por acaso, na evocação deste género de periódico residia uma celebração do poder das revistas. Hoje em dia a revista portuhuesa continua a ser reconhecida. Apesar de já existirem desde há muitos séculos, esta exposição reúne um conjunto de almanaques publicados em Portugal desde o início do século XX, para que, através deles, seja possível contar a evolução histórica do design gráfico, da tipografia e da ilustração ocorrida no nosso país. A história dos almanaques sofreu uma evolução ao longo dos séculos.

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Pavilhão Chinês

“Sem dúvida que um dos bares mais excepcionais da cidade lisboeta!” Se quer tomar um café num sítio diferente mas não sabe onde, experimente ir até ao PAVILHÃO CHINÊS. Instalado numa antiga mercearia do princípio do século XX, é um dos patrimónios de maior relevo da encantadora Lisboa romântica, com um ambiente que relembra um café tradicional do início do século. As várias salas divididas tornam o lugar mais acolhedor, ideia reforçada pelos sofás clássicos onde se pode sentar, que quase o convidam a adormecer ali mesmo. A carta é tão variada que tem o formato de um livro, e contém desde chás puros, a cocktails, todos de confeção artesanal, respeitado a tradição hoteleira. Mas o que realmente distingue este espaço dos outros é a decoração. Entre 4 mil antiguidades que datam desde o século XVIII ao século XX, criteriosamente expostas ao público, bem poderia estar no interior de um museu, não fosse a forma desarrumada e “caótica” como estas estão expostas nas paredes e a ausência de legendas. Este é um daqueles lugares onde pode entrar para tomar um café e ficar horas a conversar, perdendo-se naquela que parece ser uma realidade diferente, um outro tempo. Um ícone dos bares portugueses, o Pavilhão Chinês em ambiente clássico e salas de estar forradas a milhares de peças, o bar do Princípe Real, em Lisboa, continua a atrair turistas e locais.

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Para além de um bar é um autêntico museu de curiosidades. Quem não conhece passa á porta sem se aperceber..Nós deixámo-nos levar pela imaginação. O decorador Luís Pinto Coelho reuniu as suas peças de estimação esculturas de Bordalo Pinheiro, cerâmicas das Caldas da Rainha e várias outras quinquilharias e trouxe tudo para decorar esta casa, que abriu há 21 anos. Até hoje o Pavilhão Chinês é um dos bares obrigatórios da capital, aparece em tudo quanto é guia e, mais uma vez, recebe da VEJA Lisboa o título de melhor espaço para uma conversa demorada. São cinco salas repletas de curiosidades. O que muda em cada ambiente são os elementos decorativos: canecas, embarcações, comboios e aviões no alto; soldadinhos de chumbo e outras tantas miniaturas nas prateleiras; e até mesas de bilhar aparecem numa das salas. A casa, em si, é uma diversão. O menu, com desenhos do próprio Luís Pinto Coelho, é recheado de bebidas coloridas e aperitivos a seu gosto. Sem dúvida um dos bares mais excepcionais da cidade lisboeta! Um verdadeiro museu de coleccionismo, encontra-se decorado desde o chão ao tecto por variadíssimos objectos (brinquedos, chapéus, capacetes das grandes guerras, etc…) recheado de peças únicas, meticulosamente seleccionadas.


DEUSTCHER WERKBUND

Em 1907, na cidade de Munique, foi fundada uma das maiores organizações de artistas, composta por artesãos, arquitetos, artistas e publicitários – a Deutscher Werkbund. O seu objectivo era melhorar o trabalho profissional mediante a educação e a propaganda, e também através da acção conjunta da arte, da indústria e do artesanato. Foram vários os líderes fundadores deste movimento, mas entre eles destacam-se os seguintes: Herman Mutthesius, Henry Van de Velde, Peter Behrens, Mies Van der Rohe e Walter Groupius. Todos juntos trataram de garantir uma melhor qualidade de produtos produzidos industrialmente feitos até à época. Ao longo dos anos, foram-se juntando novas

gerações de artistas, que deram continuação à organização. Para eles, a funcionalidade dos produtos era muito mais relevante do que o aspecto belo dos mesmos. O Deutscher Werbund exclui a produção artesanal apostando vivamente na produção industria. Apesar do impacto que tiveram na época, nunca chegou a constituir um movimento cultural. Eles simplesmente procuraram incentivar a sociedade no sentido de melhorar o meio ambiente e as condições de vida. Dito isto, no seu reportório ficaram marcadas várias manifestações como publicações, congressos, concursos e exposições. Umas das principais exposições foi realizada em Stuttgart, em 1927, no bairro Weißenhofsiedlung. Foram construídos vários prédios e núcleos habitacionais, para demonstrar as virtudes da arquitectura do Modernismo, criando assim a realidade tangível do Neues Bauen. Este bairro é uma demonstração da nova habitação, tendo em conta os modernos problemas sociais, espaciais, construtivos e higiénicos. Pela primeira vez na história da arquitectura, demonstrou-se aqui que o objectivo da arquitectura não devia ser a habitação para as élites, mas a construção para todos. A Weißenhofsiedlung foi concebida como um bairro urbano, onde as ruas davam acesso a áreas verdes de acesso público e onde as casas formavam tipos habitacionais: familiar, isolado, geminado e blocos de apartamentos. A sua construção foi executada em betão armado com esqueleto de aço, os tectos tem um terraço, as janelas tem um grande comprimento e as paredes foram pintadas de branco. Os interiores são demonstrações de espaços flexíveis com partições móveis e em planta livre e o mobiliário foi projectado de acordo com os novos programas e materiais. Infelizmente, na altura da Primeira Guerra Mundial, a Deutscher Werkbund foi interrompida e abolida pelos alemães, graças às suas ideias inovadoras.

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Mais que contos, mais que lendas, parte da nossa hist贸ria...


Caldo da Pedra “Um frade, pobre e de pé descalço, andava ao peditório. Chegou à porta de um lavrador pedindo-lhe um pouco de comida, mas não lhe quiseram dar nada. Então o frade, que estava a cair com fome, disse: – Vou ver se faço um caldinho de pedra. - e pegou numa pedra do chão e sacudiu-lhe a terra. A família do lavrador pôs-se a rir do frade e da sua conversa absurda. E então o frade perguntou: – Nunca comeram um caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa. A família que estava a estranhar toda aquela situação respondeu-lhe que sempre queria ver como ia ser o tal caldo. Era exactamente aquilo que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu uma panela de barro, que encheu com água e onde pôs a pedra. Depois, colocou a panela perto de umas brasas. – Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava de primor - afirmou o frade. Foram-lhe buscar um generoso pedaço de unto. Passado um bocado, o frade, provando o caldo, queixou-se de que estava um pouco insosso. Foram buscar-lhe uma pedrinha de sal, o frade acrescentou-a ao caldo que fervia e ao provar disse: -Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que até os anjos o comeriam. A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves. O frade lavou-as, ripou-as com os dedos e deitou algumas folhas na panela. Quando já estava quase finalizado, o frade pede um “naquinho de chouriço para lhe dar uma graça…”. Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Acrescentou este último ingrediente ao caldo, tirou do alforge um pão e preparouse para comer com vagar. O caldo cheirava deliciosamente. Comeu, repetiu e até se lambuzou. Quando terminou a sua refeição, despejou a panela, mas a pedra permaneceu no fundo. As pessoas da casa, que estavam admirados com aquela invenção do frade, perguntaram-lhe “– Ó senhor frade, então a pedra?”, ao que o frade respondeu “– A pedra lavo-a e levo-a comigo para uma próxima vez.”. O frade partiu de barriga cheia e comeu onde não lhe queriam dar nada.w E foi assim que nasceu a sopa da pedra.

Galo de Barcelos Há muitos anos um peregrino galego passou em Portugal a caminho de Santiago de Compostela para pagar uma promessa e hospedou-se numa estalagem minhota. Como levava um grande farnel e fazia pouca despesa, o hospedeiro, que era muito ganancioso, entregou o honrado peregrino à policia acusando-o de roubo. O pobre chefe de família, sem que ninguém o defendesse, pois era desconhecido naqueles sítios, foi condenado à morte por enforcamento. Como última vontade, o galego pediu que o levassem até ao juiz que o tinha condenado. Quando o galego chegou a casa do juiz, ele estava com os seus amigos num grande banquete. Voltou a dizer-lhe que estava inocente e uma vez mais, ninguém acreditou nele... Então no seu desespero, reparou num galo assado que estava numa travessa em cima da mesa, pronto a ser comido, e disse: - É tão certo eu estar inocente como certo é esse galo cantar quando me enforcarem. Todos se riram da afirmação do homem mas, resolveram não comer o galo. Quando chegou a hora de o enforcarem, o galo assado levantou-se e cantou mesmo! O juiz correu até ao sítio onde ele estava prestes a ser enforcado e mandou soltá-lo imediatamente. Hoje, o galo de Barcelos, de barro colorido, é conhecido pelo mundo e lembrará para sempre esta lenda. Para além da tradição e também a perpetuá-la, está a estátua de nosso Senhor do Galo, dentro de um nicho que se encontra no cimo de uma linda colina, mesmo ao sair de Barcelinhos.

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AQUÁRIO de 21/01 a 19/02

GÉMEOS de 21/05 a 20/06

Este ano os nativos de Aquário estará mais comunicativo, sociável e com mais vitalidade. Todos os assuntos que envolvam leis ou heranças serão resolvidos a seu favor. Conseguirá ainda realizar um sonho antigo ou até dar início a criação de um novo projeto. As suas atitudes para com os outros vão fazer toda a diferença, poderá ainda contar com ajudas durante o ano inteiro. Os contatos e a entrada de novas pessoas na sua vida serão uma constante.

Durante este ano, o nativo de Gemeos estará mais voltado para as atividades cotidianas e rotineiras na maior parte do tempo. Porém, poderão ocorrer mudanças marcantes na sua situação social este ano. Será o momento de realizar as suas ambições e projetos antigos. É sempre bom relembrar que as coisas não acontecem por si próprias por isso, durante este ano terá de trabalhar bastante para consegui-las. A meio do ano é provável que sinta uma sensação de otimismo e bem-estar durante a maior parte do tempo.

PEIXES de 20/02 a 20/03 Para o nativo de Peixes, o seu lado racional vai fazer toda a diferença, embora esteja mais compreensivo e atencioso, também vai estar mais responsável e centrado no que realmente pretende. Durante 2014, as relações mais fortes serão com a sua família e principalmente com crianças, pois durante o ano terá uma vontade imensa de voltar sua infância. O ano de 2014, será um ano de grandes experiências. A sua humildade irá fazer toda a diferença, estará preocupado com o interior do que com o exterior.

ASTROLOGIA

CARNEIRO de 21/03 a 20/04 Durante este ano o nativo de Carneiro vai estar mais voltado para o seu meio. Os assuntos do dia-a-dia, com parentes próximos e vizinhos serão uma constante. Estão favorecidas as viagens de pequeno curso seja em trabalho ou em Lazer. A sua personalidade vai ter bastante destaque durante este ano. A sua maneira de ser e as suas atitudes vão chamar a atenção das outras pessoas, o que vai levar a que brilhe ainda mais. A sua intuição também estará muito apurada e a tendência é que durante este ano a utilize bastante para tomar decisões seja pessoais ou profissionais.

TOURO de 21/04 a 20/05

CARANGUEJO de 21/06 a 21/07

Neste ano de 2014, o nativo de Touro vai conseguir agir inteiramente conforme a sua vontade. É um momento certo para arriscar nos seus projetos, poderá ainda experienciar coisas que já conhecia, mas que nunca tinha desenvolvido.A sua personalidade ficará mais vincada. Estará mais autoconfiante. É provável que receba muitos convites para festas e reuniões, seja por divertimento ou por trabalho. Esta posição pode tornar a sua vida mais fácil e isso pode ajudar a resolver seus problemas do dia-a-dia.

Este ano o nativo de Caranguejo estará empenhado em dar a volta por cima e fará de tudo para equilibrar a sua situação financeira, seja organizando os investimentos que já possui, seja dedicando-se a novos planos. Estará com mais magnetismo, sociável e voltado para os prazeres da vida. Poderá vir a ter algumas reações possessivas nas relações com os outros pelo que deve conter-se um pouco mais. A criatividade será o ponto alto este ano e é provável que desenvolva novas ideias que o vão ajudar a marcar pela diferença.

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LEÃO de 22/07 a 22/08

SAGITÁRIO de 22/11 a 21/12

Durante este ano o nativo de Leão irá preocupar-se com a sua saúde e o seu bem-estar, mesmo que não tenha nenhuma doença importante, é provável que sofra de algumas indisposições constantes e uma quebra na sua energia, tudo isto porque o seu objetivo será melhorar a sua posição social. A ambição e a perseverança vão caminhar ao seu lado durante o tempo todo. As pessoas vão olhar para si como alguém com maior maturidade, mas também poderão notar o cansaço em que se encontra. O ano será interessante, se souber aproveitar as oportunidades que surjam.

Para o nativo de Sagitário, 2014, vai ser marcado pelo sentimento. Tudo o que este nativo fizer, será realizado com paixão. Durante todo o ano, terá um grande magnetismo o que vai permitir conhecer novas pessoas e viver novas experiências. O ano de 2014 será um ano que ficará marcado pelo reconhecimento no local de trabalho, uma vez que as suas capacidades não vão passar despercebidas. Por último, será um ano ideal para a realização de novos projetos e de equilíbrio ao nível de finanças.

VIRGEM de 23/08 a 22/09 Este ano o Nativo de Virgem vai estar muito voltado para o seu eu interior e para os estudos. A preocupação com os assuntos do dia-a-dia e com os parentes próximos será constante. Também pode ser um período de muitas viagens curtas. Um irmão ou irmã pode vir a ajudá-lo ou pode precisar da sua ajuda, pelo que o nativo não conseguirá dizer que não. Este ano a emoção será o mais importante, assim como o estar bem com outros. Um projeto que dava como perdido, pode agora renascer. Estará mais popular e bem visto socialmente.

ESCORPIÃO de 23/10 a 21/11 Para o nativo de Escorpião, este ano será de esforço, terá de aprender a lidar com algumas contrariedades. A resolução de alguns problemas será mais complicada. A sua intuição estará apurada. É natural que durante este ano, se comece a interessar por assuntos mais místicos, ao ponto de ter necessidade de viver experiências novas. As novas amizades, em especial com as pessoas do sexo feminino, vão levar este nativo a entrar numa nova forma de ver a vida e assim tornar-se uma pessoa mais afetuosa.

BALANÇA de 23/09 a 22/10

CAPRICÓRNIO de 22/12 a 20/01

Neste ano, o nativo de Balança vai conseguir agir inteiramente conforme a sua vontade. É um momento ideal para realizar projetos que tenha em mãos seja sozinho ou acompanhado por alguém. A sua personalidade estará mais vincada do que é habitual. Estará mais autoconfiante, se lida com assuntos artísticos ou de criatividade, terá excelentes momentos. Estará mais sociável, por isso é provável que receba muitos convites para festas e eventos.O assunto “viagens” terá forte predominâcia este ano. Poderá fazer uma viagem longa.

Durante este ano o nativo de Capricórnio estará voltado para os assuntos domésticos. Estará bem mais emotivo do que o normal, o que poderá levar a que possa por vezes sentir alguma tristeza sem razão aparente. Terá necessidade de estar sempre acompanhado. Estará mais compreensivo e as relações no local de trabalho irão melhorar este ano. As responsabilidades profissionais aumentarão assim como aspeto financeiro. Procure trabalhar um pouco mais o seu lado impaciente. G6|13


O MERCADO Municipal de Matosinhos

O Mercado Municipal de Matosinhos, que comemorou no passado ano de 2012 60 anos, foi construído na primeira metade do século XX e ainda mantém a sua função original desde o início. A Câmara de Matosinhos nunca realizou alterações a nível da arquitectura deste edifício, encontrando-se ainda em perfeitas condições para que seja possível a comercialização dos produtos aqui apresentados. Consegue conciliar a beleza do espaço arquitectónico envolvente com uma grande variedade de produtos, que levam os habitantes de Matosinhos, e arredores, a terem preferência por aquele mercado e não por outro. Ali podemos encontrar desde peixe, a fruta, legumes e até animais ainda vivos, como também a tradição e o espírito de um verdadeiro mercado português, que faz com que este e muitos outros mercados do país continuem abertos e sempre com procura. Decorado e recheado com figuras marítimas que lhe dão vida e alegria, surgem criaturas por nós conhecidas, como polvos, golfinhos e o cavalos marinhos, que acabam, de certo modo por enquadrar a zona mais comercial, de onde surgem personagens cheias de vida e vontade de começar o novo dia. Uma das senhoras que conhecemos, acima representada, é lembrada pela sua energia e gosto pelo seu trabalho, pela sua vontade de conviver e estabelecer uma relação com os clientes e com as pessoas que frequentam este espaço, ao qual, amavelmente, chama de casa. Não só legumes ou frutas, os animais também estão presentes, e é deste modo dada uma variedade enorme que preenche este espaço arquitectónico que passámos a conhecer, o Mercado Municipal de Matosinhos. 14|G6


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Viajar é bilhete direto para o conhecimento constante que permite ao Homem crescer intelectualmente e alimentar a sua insatisfação naturalmente humana. Visitar novos lugares, conhecer novas cidades e explorar novas culturas é o caminho para a aprendizagem constante enquanto profissionais e cidadãos. A visita à cidade do Porto foi a perfeita oportunidade para a concretização dessa mesma aprendizagem. “Uma História do Design Português em revista ALMANAQUE” abre assim as primeiras páginas deste exemplar. É também nas primeiras páginas que se encontram as referências relativas à conferência decorrida na ESAD, com o tema “PANORAMARevista Portuguesa de Arte e Turismo”. Posteriormente, surge o testemunho do que foi a Exposição de Serralves “Ciclo Meireles” e o registo da passagem pelo Mercado de Matosinhos. Como complemento desta última surge nas páginas 12 e 13 deste exemplar uma ilustração em formato de poster destacável. Cultura, cinema e gastronomia são alguns dos temas que representam, ao longo deste exemplar, uma posição privilegiada e de maior destaque.


ALMANAQUE

PANORAMA REvistA PORtUgUEsA dE ARtE E tURisMO

Em jeito de introdução á exposição “Almanaque” a professora Cândida Ruivo, conjuntamente com os professores da ESAD deu início a uma conferência “PANORAMA- Revista Portuguesa de Arte e Turismo”, no dia 4 de Dezembro de 2013. Uma publicação com características doutrinárias, editada pelo Secretariado da Propaganda Nacional, durante o período do Estado Novo português. Abordando a sua primeira série em 1941, é apresentada como o reflexo de um povo do seu tempo, onde se expunha a situação politica e social que vigorava naquela época. Uma revista contemporânea que se distinguia das outras através das suas várias manifestações artísticas de que se fazia acompanhar. Depois de uma breve interpretação de todos os elementos que compõem a revista PANORAMA (fotografia, ilustração, intervenções editoriais etc.) estava agora instalada a ansia de poder ver de perto estas relíquias do século XX.

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“Uma historia do design português em revista” Exposição: 24 Out a 20 Dez | Mercado Municipal, Matosinhos

Numa exposição onde nos é revelada uma vasta seleção de revistas, organizadas cronologicamente testemunhado o contexto cultural, social e político de Portugal nos últimos 100 anos. “Humanidade”,“Faisca”, “ Fa g u l h a ” , “ Pa n o r a m i c a ” , “DNA” foram algumas das revistas que puderam ser vistas na exposição e que contribuíram para um melhor entendimento

da evolução e do progresso do design português. Toda uma diversidade de revistas que contribuíram para a história do Design Português foram apresentadas num exposição onde em que a história da revista Almanaque foi destaque. O termo almanaque consagrou um género de publicação periódica de conteúdo e temá-

tica diversificados, cuja origem se deu mos anos 50 do século XIX. Nas revistas “Almanaque” podemos encontrar refletidas as mais diversas caraterísticas de um tempo: estilos, modas, correntes, ideias e autores. Um verdadeiro poço de inspiração para aqueles que futuramente teriam de realizar em grupo a sua própria edição de ALMANAQUE.


SERRALVES Nesta visita ao Porto houve ainda tempo para conhecer a exposição “Cildo Meireles”, em Serralves. Seria “morrer na praia” não aproveitar a oportunidade de marcar presença perante as obras “que só existem se o espetador se decidir a agir, fazendo-as acontecer.” Apresentando um conjunto de obras de arte conceptual, desde as mais recentes até as menos atuais consegui-se instalar a inquietação do público na sala suscitando algum constrangimento e curiosidade. Desprezada por uns, contemplada por outros, revelou-se uma experiencia interessante.


MERCADO DE MATOSINHOS Após a visita à exposição ALMANAQUE era a altura de ficar a conhecer o Mercado de Matosinhos. Este alberga desde Setembro 2013 uma incubadora de design e um banco de ideias e projetos que visa potencializar o envolvimento da comunidade garantindo uma melhor seleção de projetos a apoiar. Sendo uma iniciativa que resulta de uma parceria entre a autarquia de Matosinhos e a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, esta promove ideias que se

destacam pela ousadia e pela capacidade de inovação em projectos da área do design para o espaço Quadra (centro de inovação e criatividade) . No final do dia os alunos lisboetas acabaram encantados com o ambiente rural com que se depararam. Entre bancas cheias de legumes, frutas e animais uma simpática senhora de Matosinhos chegouse à frente para mostrar o melhor das suas galinhas e coelhos aos visitantes que excitados riam e comentavam.

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gAstRONOMiA

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Numa ida ao Porto seria inevitável não se comentar “a bela da francesinha”, bem à moda do Norte. A ninguém escapa a fama da saborosa Francesinha mas serão muitos aqueles que não conhecem a sua origem. Várias teorias surgem em redor do nascimento deste prato, porém a mais conhecida é a que refere um emigrante regressado da França como o seu criador. Apreciador do snack tipicamente frances,“croque-monsieur”, ao regressar a Portugal teve a feliz ideia de improvisar e adaptar esse mesmo snack à cultura Portuguesa. Depois do caldo verde,

das tripas, da broa e do bacalhau à Gomes de Sá, nasce então a única receita gastronómica original Portuênse do século XX, a Francesinha. Esta que mais tarde se tornou a especialidade de vários restaurantes locais da cidade. E como falar do Norte é falar do Vinho do Porto não poderiamos deixar de referir o prestígio deste nectar licoroso, produzido unicamente na Região demarcada do Douro, distinguindo-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares.


FRANCESINHA Ingredientes: MOLHO: (para 2 pessoas): - 1 cerveja, - 1 caldo knorr, - 2 folhas de louro, - 1 colher de sopa de margarina, - 1 cรกlice de vinho do porto, - 1 colher de sopa de maizena, - 1/2 copo de leite, - piri-piri q.b, - ovo (opcional) SANDES (1 pessoa): - 2 fatias de pรฃo-de-forma, - fambre q.b, - queijo q.b, - salsichas, - linguiรงa, - 1 bife.


AGENDA CULTURAL

O Grande Mestre | Yi Dai Zong Cinemas El Corte Inglês 23 Out. a 27 Dez.

Pedro Vaz | Monólito Museu do Chiado 26 Out. a 15 Dez.

Something Still Uncaptured CCB 7 Dez.

Staff Only | Tatiana Macedo Museu do Chiado 15 Nov ‘13 | a 2 Março ‘14

A estrada começa Centro Cultural de Belém 2 Nov. a 21 dez’13

Memórias da Cidade Terreiro do Paço 2 Nov. a 21 dez’13

Object Préféré Exposição de Design 6 Set’13 a 26 Jan’14


WHO FRAMED ROGER RABBIT? de Robert Zemeckis

Sabado 28 de Dezembro Sal達o Foz 15h

Cinemateca Junior de Lisboa


CINEMA 15

Novembro 2013

António, um rapaz de Lisboa Jorge de Silva Melo António é um rapaz de Lisboa que tenta sobreviver como pode na grande cidade. Nem rico nem pobre, nem a trabalhar nem desempregado, nem marginal nem integrado. No limiar dos 30 anos, António tem amores trocados, uma passagem pela toxicodependência, um filho para criar e empregos que não lhe agradam. Um pouco como muitos outros que também vivem em Lisboa.

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Tell Me Lies Peter Brook

No coração de Londres, em 1968, no cruzamento da Geração Beat de Ginsberg, dos Black Panther e da contra cultura pop, três jovens ingleses, horrorizados com a imagem de uma criança vietnamita ferida, procuram entender a espiral de violência da Guerra do Vietname e como superar o seu sentimento de impotência. Através de canções, histórias e eventos públicos, Peter Brook assina uma de suas maiores obras: um filme satírico, e de uma ironia devastadora, sobre o absurdo que é a guerra.

13 de novembro no Monumental às 22h

13 de novembro no Monumental às 19.15h

Deserto Vermelho Michelangelo Antonioni

Giuliana (Monica Vitti) é uma atormentada dona de casa. Casada com o engenheiro industrial Ugo (Carlo Chionetti), vive como o marido e o filho nas proximidades da fábrica e sente-se mal sem saber o porquê. Enquanto Ugo ignora seu frágil estado psicológico, Giuliana tenta abrir uma loja e acaba por envolver-se com Corrado (Richard Harris), um engenheiro britânico que parece disposto a escutá-la.

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A L GA S U T N HU S E S P J M C L OA R E I A OA LUC I B R R S L GA X E R ON D A S E T I

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Mar, Areia, Água, Peixe, Ondas, Sal, Sol, Algas, Rochas, Lulas

PASSATEMPOS

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Verticais:

1- Auxilio. Peça burlesca de teatro. 2- Que serve de base. Divindade. 3- Aplanarias. 4Contr. da prep. em com o art. def. a. A unidade. Contr. da prep. em com o art. def. o. Seis em numeração romana. 5- Expedido. Termo. 6- Ter natureza de. Epiderme, especialmente a do rosto. 7- Gracejar. Mendigar. 8- Imposto automóvel. Grito de dor ou de alegria. Indica lugar, modo, tempo, causa, fim (prep.). Graceja. 9- Passar. 10- Quinti mês do ano civil. Recuperação dos níveis económicos e financeiros de uma sociedade.11Terceiro estômago dos ruminantes. Tornar a ler.

Horizontais:

1- Agite o ar com o abano. Sequência regular de tempos fortes 1 e tempos fracos, numa frase mu- 2 sical. 2- Imediatamente. Desejaram ardentemente. 3- Serve-se 3 de. Observar. Dama de compa4 nhia. 4- Dissolver num liquido. Aniversário Natalício. 5- Em 5 grau mais elevado, no alto. Aqui está. 6- Aqueles. Caminhar. 7- 6 Espaço de 12 meses. Introduzir 7 8- Terreiro em frente ou à volta da igreja. fruto do tomateiro. 8 9- Soberano de uma monarquia. Vesícula que contêm a bílis. Con- 9 junto de coisas descritas e enu- 10 meradas. 10- Atenuar. A mim. 11- Por conseguinte. Sortear por 11 bilhetes sorteados.

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SOLUÇÕES

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Horizontais: 1- Abane, Ritmo. 2- Já, Ansiaram. 3Usa, Ver, Aia. 4- Diluir, Anos. 5- Acima, Eis. 6- Os, Dês, Ir. 7- Ano, Meter. 8- Adro, Tomate. 9- Rei, Fel, Rol. 10- Suavizar, Me. 11- Assim, Rifar. Verticais: 1- Ajuda, Farsa. 2- Básico, Deus. 3- Alisarias. 4- Na, Um, No, VI. 5- Enviado, Fim. 6- Ser, Tez. 7- Rir, Esmolar. 8- IA, Ai, Em, Ri. 9- Transitar. 10- Maio, Retoma. 11- Omaso, Reler.


PONGA PINGU


AGENDA CULTURAL

EXD’13 Localizada no coração de Lisboa, a exposição experimenta design 2013 estará aberta de 8 de novembro a 22 de dezembro, no Convento da Trindade. A exposição incide sobre processos de vários eventos de todo o mundo e trazer a Lisboa os principais protagonistas do seu desenvolvimento. Dentro deste espaço conseguimos encontrar várias exposições sobre diferentes temas, abrangendo comunicação e industrial. Uma das exposições é sobre o processo e evolução da construção de um lápis, é de facto uma maneira diferente de ver este objeto tão banal. Também no 2º piso a exposição Identity que conta com participantes de todo o mundo integrados no eventos e dedicados ao design, e a forma como este comunica e define a sua identidade. Exposição claramente a não perder e gratuita!

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A ROTA DO AZULEJO Entre 15 de Outubro e 16 de Janeiro estará a decorrer uma das exposições mais importantes na Fundação Calouste Gulbenkian para a compressão e a evolução do desenvolvimento do azulejo. É a partir desta exposição que vamos mudar a nossa visão e assumindo o azulejo de uma forma mais plástica e importante do que um modo decorativo. Só aqui vemos a verdadeiramente a relevância do azulejo na nossa cultura e no património artístico.

EXPOSIÇÃO MNAA No Museu Nacional de Arte Antiga encontra-se a exposição de RUBENS, BRUEGHEL, LORRAIN, a paisagem do norte no Museu do Prado, desde o dia 29 Novembro de 2013 a 16 Março de 2014. Seleção de 60 pinturas a partir do acervo do Museu do Prado, esta exposição propõe um completo percurso pelas múltiplas tipologias de pintura de paisagem que surgiram na Flandres e na Holanda ao longo de todo o século XVII.

[8]02


ATUALIDADES MADIBA Nelson Mandela, faleceu a 5 de Dezembro. O actual Presidente sul-africano, pediu para que se mantenha viva «a herança» do Nobel da Paz. Madiba foi enterrado com honras militares, junto dos seus próximos em Qunu, aldeia na qual passou a infância.

CIRCO DA LUZ Com uma tenda de luz que ocupa os 125 metros da fachada do Terreiro do Paço, Lisboa é recriada a três dimensões. “Circo de Luz” é apresentado por Nuno Markl. Esta iniciativa é uma forma de celebrar o Natal na capital, ao mesmo tempo que valoriza o património edificado.

MANOEL DE OLIVEIRA Numa inédita exposição, o Museu Nacional da Imprensa, no Porto, presta homenagem à vida e obra do cineasta português cuja filmografia reúne mais de meia centena de curtas, médias e longas metragens. A exposição inaugura no dia 11 de Dezembro, às 15h30, dia do seu 105.º aniversário.


EXPOSIÇÃO SERRALVES [8]04


AMERIKKKA Amerikkka figura um encontro impossível. Ou melhor, um encontro desastroso entre milhares de ovos (símbolo da descoberta da América, a partir do mito do “Ovo de Colombo”) e uma quantidade ainda maior de balas pontiagudas, numa indiscutível referência à brutalidade da força colonizadora. A obra foi criada para celebrar os 500 anos da chegada de Colombo à América e não é por acaso que as cores usadas são as mesmas da bandeira dos EUA. Da mesma forma, os três kappas de Amerikkka representam a perseguição racial, protagonizada pelo Ku Klux Klan, até há não muitos anos atrás. Como todos os outros trabalhos de Cildo Meireles, este apresentanos uma situação da qual todos temos conhecimentos e através de contradições e metáforas leva-nos a reflectir sobre a obra e a ir para além da simples visão que esta nos proporciona. O artista cria assim, com profunda ousadia, um terreno de investigação amplo e reflexão crítica sobre a história e o espaço da vivência humana. Assim, esta é uma obra repleta de simbolismos. O que aconteceria se a placa superior, que contem as balas e que se encontra num ângulo pouco estável, caísse sobre a placa inferior? Adeus ovos! Em Amerikkka os ovos vivem sob a ameaça de serem destruídos. Assim como a América do Sul, que durante muito tempo, viveu sob a ameaça, todos nós a sentimos também. Sob outra perspectiva também podemos olhar para a crise económica em que hoje vivemos através da obra. A vida de cada um de nós, representada pelos ovos, sofre ameaças constantes da envolvente económica negativa, representada pelas balas, seja pela divida excessiva, pelo desemprego crescente ou pela perca de soberania. Todos nós nos sentimos instáveis, espectadores do perigo que nos pode destruir sem que consigamos agir para o impedir. Outro aspecto interessante acerca desta obra é que podemos interagir com ela e assim sentir ainda mais a sua instabilidade: descalços, podemos andar sobre os ovos, debaixo das balas. Ao caminharmos sobre os ovos caminhamos inseguros de que estes se partam, o que não acontece porque para que isto seja possível eles são feitos de madeira, mas continuam a aparentar ser ovos, o que não deixa de nos amedrontar. No entanto, este sentimento de medo, não se aproxima sequer do sentimento que se apodera de nós quando percebemos que temos uma placa com 76,150 balas suspensa sobre nós.

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A BRASILEIRA

A Brasileira do Chiado é um dos lugares mais míticos de Lisboa. Foi aberta em 1905, volvida por uma tradição histórica que se tornou legendária. Inicialmente, a casa servia uma bebida amarga e pouco difundida em Lisboa, o café. Foi então que aos poucos, Adriano Telles, seu inaugurador, conseguiu fazer da bebida uma tradição, juntando lhe açúcar e introduzindo ao novo nome a ‘bica’. Foi então que pegou o termo ‘bica’ e os lisboetas passaram a beber café. Na década de 1920, A Brasileira tornou-se um importante centro cultural de Lisboa e de Portugal. Longas tertúlias eram regadas por fumo

e café, promovidas por pintores, artistas, escritores, políticos e a maioria dos representantes da intelectualidade portuguesa. Por lá passaram Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Jorge Barradas e muitos outros modernistas. As marcas desta época de ouro ficaram nas paredes do café, com quadros feitos exclusivamente para a exposição permanente da casa. A tradição histórica de A Brasileira atravessou o século XX, passou pela ditadura salazarista sem perder o glamour, assistiu ao alvorecer dos cravos de Abril, viu a capital lusitana exilar as suas características bairristas e transformar-se em uma cidade fortemente europeia. Saiu intacta do imenso incêndio que destruiu grande parte do Chiado, em 1988, adaptou-se aos novos tempos, sem perder o ludismo emblemático.

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HISTÓRIA DO CAFÉ

A planta do café é originária da Etiópia. É em 575 d.C. que passa a ser cultivada pelos árabes com o objectivo de a utilizarem na preparação de uma bebida. Conta a lenda que a descoberta das propriedades do café foi atribuída a um prior de um mosteiro cristão, após um pastor de cabras, se ter apercebido de que os animais, após terem ingerido “uma planta” ficavam em grande agitação. O prior certificou-se do facto, e utilizou os grãos do café para manter despertos os monges durante os ofícios relegiosos. A partir daí o fruto

começou a ser utilizado como alimento cru e estimulante. A introdução na Europa do café comercial deu-se através de Veneza, onde o primeiro café público “Café Florian” abriu em 1645. Chegou pouco depois a França (1659), tendo o seu consumo expandindo-se rapidamente e em grande escala. Porém, surgiram também opositores ao café. Em Itália, por volta do ano de 1600, os padres pediram ao Papa Clemente VIII para proibir a bebida favorita do Império Otomano considerando-a parte da infiel ameaça, porém após o Papa beber um gole achou-a deliciosa e baptizou-a como uma bebida aceitável aos cristãos de todo o mundo. No século XVIII, em Portugal, Francisco de Melo Palheta conseguiu introduzir o café na ex-colónia do Brasil e transformá-lo no maior produtor de café mundial.Durante o séc. XVIII apareceram os primeiros cafés públicos inspirados nas tertúlias francesas do séc. XVII, tornando-se em espaços de animação cultural e artística. Surgiram assim, vários cafés em Lisboa, entre eles o Martinho da Arcada, Café Tavares e Café Nicola. E no princípio do séc. XIX abriram os famosos cafés Marrare fundados por António Marrare. Tal como era referido na altura “Lisboa era Chiado, o Chiado era o Marrare e o Marrare ditava a lei”. Estes cafés públicos foram autênticas academias de pensamento.


CAVALO E O JAVALI Todos os dias o cavalo selvagem saciava a seden um rio raso. Ali também estava um javali que, ao remover o barro do fundo com as patas e o focinho, deixava a água turva. O cavalo pediu-lhe que tivesse mais cuidado, mas o javali ficou ofendido e o chamou-o louco. Acabaram zangados e tornaram-se os piores inimigos. Então o cavalo selvagem, cheio de ódio foi pedir ajuda a um homem. - Eu enfrentarei essa besta!- disse o homem-, mas deves permitir que eu te monte! O cavalo aceitou e saíram em busca do inimigo. Encontraram-no próximo do bosque e antes que se pudessem esconder, o homem atirou a sua lança e matou-o. Livre do javali, o cavalo entrou no rio para beber a água finalmente limpa, certo de que não voltaria a ser incomodado. Mas o homem não queria desmontá-lo.

- Fico feliz por ter-te ajudado -disse o homem, não só matei esta besta que me alimentará e o seu couro me vestirá, mas também capturei um esplêndido cavalo. E, mesmo resistindo, colocou-lhe rédeas e cabresto. O cavalo,que estava habituado a ser selvagem, pela primeira vez teve que obedecer a um dono. Desde então lamenta-se noite e dia: - Burro de mim! O incomodo que me causava o javali não era nada comparado com isto! Por dar valor demais a um assunto sem importância, terminei escravo! Moral da História: “Às vezes, ao querermos castigar aqueles que nos fazem mal, aliamo-nos aos que têm intenção de nos dominar.”


Se quer ficar bonita e com classe. Nós temos a solução! Batom Chanel, surte um efeito na sua cara fantástico. É muito pequeno e pode leva-lo para todo o lado! Vai deixar-la com o sorriso mais bonito de sempre! Sinta a sua auto-estima a subir! Não deixe escapar este batom que todas as mulheres querem!


FILME DO MÊS

FILME DO MÊS

ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA

António, Um Rapaz de Lisboa é um projecto com quase oito anos, que nasceu de uma proposta da RTP para uma série de 4 episódios e que tornou-se posteriormente numa peça de teatro. O filme escrito e realizado por Jorge Silva Melo. António é um rapaz que tenta sobreviver como pode na grande agitação da cidade de Lisboa e retrata de forma realista o jovem adulto - não só dos anos 90, como também o contemporâneo - em confronto com os problemas típicos da sua geração, que vão dos casos de amor complicados aos empregos frustrantes, passando pela toxicodependência.

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Ele é afinal um pouco como tantos outros também vivem em Lisboa. Os pais estão separados e a mãe, Carmen, envelhece sozinha. António vai e vem entre duas mulheres: uma mais velha, Teresa, com quem teve um filho, outra, Ana, que conheceu no metropolitano e com quem tenta recomeçar uma vida que nunca mais se endireita. São dias de indecisão, anos em que António se arrasta sem se definir numa Lisboa em obras. As paragens de autocarro, as entrevistas para arranjar emprego, os cafés sujos, o metro à noite, os centros comerciais de bairro, as lojas de fotocópias, os arrumadores de automóveis, os hospitais, um encontro à chuva, as creches onde se colocam os filhos, a dura ressaca, o Corte Inglês, as cervejarias onde se mata o tempo… Por serem personagens tão normais é fácil identificarmo-nos com elas e com esta história. A mãe de António, por exemplo, é uma personagem essencial que representa uma realidade completamente oposta à apresentada no filme. Representa a felicidade e o sonho e toma o papel de super-mulher, sendo a única que, no meio de tantas, nunca desaponta os seus filhos e está sempre lá para os servir. Por outro lado, o filme está ainda repleto de escalas e ritmos e conseguimos sentir uma música que não toca mas que guia os actores em longas e coordenadas coreografias. A correria na cidade e a rotina inerente na vida destas personagens criam toda esta música imaginária e transmitem ainda uma ideia de continuidade ao longo do filme. A estas juntam-se ainda as falas que são as mesmas todos os dias, como por exemplo o senhor que lhe chama sempre de “Lima”, e as personagens figurantes que se elevam a personagens principais ao aparecerem repetidas e repetidas vezes ao longo do filme. A história acaba desta mesma maneira, mais uma mulher, António pode vê-la como uma nova oportunidade de mudança, mas ela é um sinal de que continua tudo igual.

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LEÃO Tem de parar de cantar no banho, use a sua voz para expressar a sua opinião! Solte a mulher que há em si, uma autêntica leoa!

ESCORPIÃO Sabe que essa ferradura é artificial. Os chineses dizem que a carne do escorpião é tenra como a do frango! Mostre esse seu lado mais tenrinho a todos os seus amigos!

VIRGEM

BALANÇA

Chega de melodrama. As tempestadas em copo de água devem ser águas passadas! Conte até 10 mais vezes, vai ver que funciona.

Não queremos ser mauzinhos, mas e começar uma dietinha? É do signo balança, já viu? Coincidências da vida! Pense nisso…

SAGITÁRIO Tem de começar a olhar menos para o seu umbigo, lá porque faz anos no mês do menino Jesus, não faz de si uma peça do presépio!

[8]12

CAPRICÓNIO Tem de deixar de ser um autêntico pãozinho sem sal. Apimente mais esse seu lado “soft”. Está na altura de fazer a diferença e marcar presença quando entra na pista de dança! Arrisque.


AQUÁRIO

PEIXES

CARNEIRO

Tem de começar a tirar essa água toda dos seus ouvidos. Esteja mais atenta ao que os outros dizem sobre si, afinal tem-se demasiado em boa conta…Cuidado com o ego.

Comece a complementar esse charme natural com um sorriso mais espontâneo e, porque não, investir numa fragância nova? Surpreenda o seu querido com uma fragância fresca!

Tenha cuidado com o amor,mesmo que não esteja dia de chuva,saia sempre de casa como seu guarda chuva! Não se esqueça, mais vale prevenir do que remediar!

TOURO

GÉMEOS

CARANGUEJO

Ponha a sua rigidez de lado, tem de ser como um bombom de chocolate, crocante por fora,cremoso por dentro!

A sorte está a seu favor, é tempo de dar o nó! Mas não apresse as coisas, com jeitinho chega lá! Prepara o anelar da mão esquerda porque o anel está para chegar. Comece já o aquecimento!

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Recolha as pinças, quando passa na rua até as flores murcham! Experimente relaxar mais e usufruir de um bom fato de banho, apanhe um solzinho, com as bochechas rosadinhas vai ficar mais bonita!


PASSATEMPOS As soluções estarão na proxima edição! Por isso não se esqueça de a comprar!

1 - Sempre quietas, Sempre agitadas, Dormindo de dia, De noite acordadas. O que é?

3 - O que é que anda devagar, lá por ter muitas patinhas! trepa onde quer só para roer as folhinhas. O que é?

2- No Verão sou fresquinho, no Inverno geladinho. Se mudam de posição. Mudo eu logo de direcção. O que é?

4- É pequeno, pequenino mas com tal poder e arte, que se não o colam bem não vai a nenhuma parte ! O que é?

Respostas: 1-As Estrelas; 2- O Vento; 3- A Largarta; 4- O Selo

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Se quer ter uma vida aventurada, se sente aborrecido. Não se preocupe nós temos a solução para si! Este Jeep fantástico! Não irá ter mais desculpas de que a sua vida é aborrecida! O novo Jeep com um motor 6CC e descapotável. Perfeito para um passeio pela floresta como pela cidade, um jipe feito para si. Pode ser seu, por apenas uma pechincha!

EDIÇÃO Paginação: Joana Seabra Alves. Estudos: Joana Dias da Costa, Mariana Carreiro e Joana Seabra Alves. Textos: Catarina Marques, Joana Dias da Costa, Mafalda Moura e Mariana Carreiro. Fotografias: Joana Seabra Alves, Joana Dias da Costa, Mafalda Moura e Catarina Marques. Edição de imagem: Catarina Marques e Mafalda Moura. Ilustração: Mariana Carreiro e Joana Dias da Costa. Publicidade: Joana Seabra Alves

Orientador: Prof.ª Cândida Ruivo e Prof. Víctor Almeida. Atelier: Largo da Faculdade de Belas-Artes. Realizado por: Catarina Marques, nº 7494; Joana Seabra Alves, nº6924; Joana Dias da Costa, nº7482; Mafalda Moura, nº7493; Mariana Carreiro,nº7513 Ano Lectivo 2013|2014; 1ºSemestre

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JANEIRO 2014

Quarta

Fases da Lua Dias Santos Feriados

2

3 Sexta

Quinta

Dia do Mercosul 1987 - Ulysses Silveira Guimarães assumia a presidência da Assembleia Nacional Constituinte

6

Santíssimo Nome de Jesus 1969 - nasceu o alemão que mudaria a história da Fórmula 1, Michael Schumacher

7

Segunda Dia da Gratidão 1858 - Nasceu Sebastiem Faure, anarquista francês, libertário,anticlerical, pedagogo, jornalista, poeta e compositor

9 Quinta

Dia do Astronauta 1822 - D.Pedro I recusa-se a voltar a Portugal, “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico”

Lua Nova 09:15:02 Dia da Fraternidade Universal 2002 - Entra em vigor o Euro, a moeda única para doze países da União Europeia.

Terça

Dia do Leitor 1610 - Galileu Galilei avista quatro luas do planeta Júpiter.

10 Sexta

1932 - registrado e publicado oficialmente o desenho do rato mais famoso do mundo, Mickey Mouse, após uma idéia de Walt Disney, ser roubada pela Universal. 1 | GRUPO 9

Dia dos Juízes 1932 - O líder pacifista Mahatma Gandhi é preso pelo governo britânico na Índia Sábado 1668 - É assinado o Tratado de Madrid, que estabelece a paz entre a Espanha e Portugal.

Domingo

Quarta

Lua Crescente - 01:40:20 Dia da Fotografia 1935 - nasce em Mississippi, considerado o maior roqueiro da história, Elvis Aaron Presley.

11 12

1985 - Iniciava o Rock in Rio, no Brasil

1991 - Início da Guerra do Golfo.

Sábado

Domingo


13

14

Segunda

Terça

1989 - ataque do primeiro vírus mundial de computador. O Sexta-feira 13 é o vírus mais conhecido.

1974 - o general Ernesto Geisel é escolhido como presidente da república.

16

17

Dia do Compositor 1985 - Tancredo Neves venceu Paulo Maluf e seria o primeiro presidente brasileiro civil, desde o golpe de 1964.

Lua Cheia - 02:53:35 Dia do Mercado 1984 - Michael Jackson recebe elogios ao vencer um dos maiores prémios da música mundial. .

Sexta

Dia do Riso 1920- Erupção do vulcão S. Miguel, no México. Morte de 6 mil pessoas

1969 - Beatles lançam Yellow Submarine. Poucas músicas deste disco são inéditas. Em 1999, foi lançado em DVD

1819 - Morre Carlos IV, rei de Espanha, de doença

Segunda

Terça

Quinta

20

1983 - Morre Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha. Jogou 60 partidas pela seleção brasileira de futebol

23 Quinta

Dia do Tribunal 1989 - Morre Salvador Dali. Adepto ao Surrealismo, um realismo minucioso, quase fotográfico, onde o épico, o místico e o erótico se confundiam

21

Dia Mundial das Religiões 1927 - Primeira sessão de um fime rodado em 35mm com som é apresentado em Nova York. O filme foi The Jazz Singer, de Alan Crosland

24 Sexta

Lua Minguante - 03:21:01 Dia Nacional do Aposentado 1958 - Cavern Club, em Liverpool, apresentou os Quarrymen, primeiro nome da banda de John Lennon e Paul McCartney 2 | GRUPO 9

Dia do Senado 1926 - Ramon Franco descola da Espanha, num avião batizado de Plus Ultra, rumo à Buenos Aires, onde chega em 10 de fevereiro, após 7 etapas.

1554 - Fundação da cidade de São Paulo 1925 - Nasce Paul Newman, ator e diretor norteamericano de cinema


27 Segunda

1926 - O cientista escocês John Baird apresenta um aparato chamado televisão, capaz de transmitir imagens a distância, pela ação de raios catódicos.

30 Quinta

1948 - aos 79 anos, Gandhi é assassinado por um hindu. Em 1947, é proclamada a independência da Índia.

28 Terça

1887- Início da construção da Torre Eiffel, projetada por Gustave Eiffel, com a colocação da pedra fundamental.

31 Sexta

Lua Nova - 19:40:35 1943 - termina a Batalha de Stalingrado, que ocorreu durante a II Guerra Mundial de 1943.

3 | GRUPO 9

29 Quarta

1999 - Largada das comemorações em homenagem ao pintor espanhol Velázquez, ocorrida em diversos países do mundo, 400 anos após sua morte.

O nome provém do latim Ianuarius, décimo primeiro mês do calendário de Numa Pompílio, o qual era uma homenagem a Jano, deus da mitologia romana. Júlio César estabeleceu que o ano deveria começar na primeira lua nova após o solstício de inverno, que no hemisfério norte era a 21 de dezembro, a partir do ano 709 romano.


janeiro 1959

ALMANAQUE

Um almanaque é uma publicação (originalmente anual) que reúne um calendário com datas das principais efemérides astronómicas como os solstícios e as fases lunares, mas, actualmente, englobam outras informações com atualizações periódicas específicas a vários campos do conhecimento. Segundo Correia e Guerreiro, o primeiro almanaque editado em Portugal data de 1496: Almanach Perpetuum de Abraão Zacuto. Fornecia tábuas logarítmicas e outras indicações com respeito ao curso do sol para cada dia do ano. No século XIX, sobretudo na sua segunda metade, os Almanaques impuseram-se em quantidade, com incontestável importância, se bem que completamente distanciados do avanço científico e técnico. De acordo com os seus públicos, podem ser um pequeno folheto, dirigido à população rural, e dos arredores das cidades, ou, então, aumentar o número de páginas, tornando-se num instrumento de divulgação de conhecimentos para um público mais abrangente. Em Portugal surge, em 1899 , o Almanaque Bertrand, muito popular no início do século XX , sendo publicado até 1969. Em 1956 foi edidado o primeiro número do Almanaque Português de Fotografia. Actualmente, o Almanaque Borda d’Água é o mais vendido em Portugal, tendo surgido em 1929.

ALMANAQUE 4 | GRUPO 9


5 | GRUPO 9


Sebastião Campos Afonso Rodrigues dos Santos, 1929-1997, foi um designer gráfico português de referência em Portugal, que se insere numa corrente modernista num período de consolidação do domínio da expressão gráfica. Os seus trabalhos reflectem uma grande influência, a nível de grafismo e aparência formal, de Victor Palla e Alvin Lustig. Esteve ligado à vertente publicitária, cartazes e capas, produções de impressao, destacando-se a revista Almanaque, que dirigiu de 1959 a 1961. Aí, fez um excelente trabalho, equilibrando a inovação com a dignidade, incluindo uma excelente estrutura formal. 6 | GRUPO 9


“Sebastião Rodrigues era um designer de enorme qualidade em qualquer parte do mundo. Foi um autodidacta porque a formação dele não era essa. Era um homem de imensa cultura e mudou o paradigma do design em Portugal. O Sebastião pertenceu à primeira geração dos designers em Portugal”. Henrique Cayatte

7 | GRUPO 9


L KEI MARIA

8 | GRUPO 9


Ao mesmo tempo que levavamos o percurso do Blind Date, muitos outros trabalhos estiveram em destaque para aferição das nossas capacidades coordenativas e de aprendizagem, de retenção de informação e organização, fazendo com que tivessemos que conjugar actividades e submeter-nos a metas em distintos projectos e entregas com prazos. Assim, numa destas nossas aventuras, fomos visitar a exposição de Maria Keil ao Palácio da Cidadela de Cascais, no início do semestre. Aí, tivemos a oportunidade de encontrar a obra da artista desde o início e saber um pouco mais sobre a mesma, Maria, trabalhou com os mais conceituados nomes do design português, como Bernardo Marques, Almada Negreiros, Fred Kradolfer, entre outros artistas. O foco para este trabalho foi a sua obra pública, que aparece exposta em quase todas as estações do metropolitano de Lisboa e na Avenida Infante Santo, através da azuleijaria.

A obra pública de Maria Keil aparece como uma reviravolta na composição de azulejos, usando a técnica que faz alusão ao estilizado e à geometria, podendo-se dizer por influência de Kradolfer, conjugando a mancha de cromática com as formas geométricas. O trabalho realizado pelos alunos envolveu uma componente escrita, onde apresentámos a obra em foco, e um filme com um máximo de 3 minutos sobre a mesma, que mostrasse a coesão de todas os seus trabalhos no metropolitano de Lisboa ou apenas uma estação, focando-nos também na sua história e vida. Toda esta dinâmica, não só serviu para incluir Maria Keil no conhecimento de cada um, mas também para nos ajudar a aprender a fazer uma análise coesa e concisa de uma qualquer obra, objectivando os seus aspectos exteriores e talvez tirando dela a vertente que vem conotada e que pode divergir de pessoa para pessoa e a estar atento ao que nos rodeia.

9 | GRUPO 9


PASSATEMPOS ADIVINHAS

1 - Qual é a fêmea afamada, bem ligeira e decidida, que até mesmo sendo macho, será fêmea toda a vida? 2 - Qual é o país de duas sílabas, que na primeira é advérbio e na segunda alimento? 3 - O que é que sendo inteiro tem sempre nome de metade? 4 - Tem coroa mas não é rei, tem raiz mas não é planta. O que é? 5 - O que é que antes de o ser, já o era? 6 - Quanto mais quente mais fresco. O que é? 7 - O que é que anda com os pés na cabeça?

PALAVRAS CRUZADAS

HORIZONTAIS

1 - Pluviómetro; Nada. 2 -Súmula; Interjeição designativa de dor; Fluxo e refluxo das águas do mar. 3 - Palavra que imita um som. 4 - Raspa; Interjeição usada para chamar ao telefone; Malvada. 5 - Pequena argola para enfeitar os dedos; De boa qualidade. 6 - Ergue; Oráculo. 7 - Mutual; Era. 8 - Carvão ardente; Má sorte. 9 - batráquolo; Emprega. 10 - De onde procede a cor dos olhos. 11 - Rezas; Soberano persa. 12 - Vazia; Porção de mar que entra pela terra. 13 Terreno para cultivo de leguminosas. Prurido

VERTICAIS

1 - Costume; Arbustro cujas bagas se usam na genebra. 2 . Monte de areia; Pároco. 3 - Osso da espádua; Evaldecer. 4 - GlÂndulas de secreção do leite; Juro de capital. 5 - Altar; Terreno fértil. 6 - Medulo; Individuo de grande valor; 7 - Corrente; Cpaim. 8 - Anteparo para resguardar olhos da claridade. 9 Substância doce. 10 - Enchido feito com o intestino grosso do porco; Déspota. 11 - Época; Sacão. 12 Olha; Pedra de moinho. 13 - Sepultura. Caminhar. 10 | GRUPO 9

SOLUÇÕES

5 - A PESCADA; 6 - O PÃO; 7 - O PIOLHO

1 - LEBRE; 2 - JAPÃO; 3 - MEIA; 4 - O DENTE;

SUDOKU


FILE #4 Outra actividade foi requesitada aos alunos: a integração na envolvente de actividades que decorrem em Lisboa, num âmbito cultural. Assim, com o File #4, os alunos procederam à elaboração de um blog, onde poriam as suas descobertas por Lisboa. Apareceria, então, como que uma plataforma elucidativa e convidativa, no que diz respeito aos eventos da cidade.

1. METAMORPHIS

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Metamorphis é uma exposição que parte de um projecto de investigação e desenvolvimento iniciado em 2011 pela experimentadesign, que tem como principal objectivo a exploração criativa de um material tipicamente português, geralmente desperdiçado: a cortiça. A exposição foi realizada no claustro do Mosteiro dos Jerónimos, em Belém. A experimentadesign desenvolve, assim, toda uma envolvente sobre a cortiça, que mostra a cada espectador, quais as potencialidades e aplicações deste material, numa perspectiva contemporânea e original, optimizando assim a sua utilidade, evitando grandes desperdícios e dando lucros. Para este projecto, a experimentadesign teve o privilégio da honrosa contribuição da Cortiça

Amorim, que esteve presente e ajudou ao desenvolvimento deste mesmo projecto. Ainda, vários nomes contemporâneos da arquitectura e design foram incluídos como convidados na participação deste mesmo projecto, nomes tais como os arquitectos vencedores do Prémio Pritxker, Álvaro Siza, Eduardo Souto Moura e Herzog & de Meuron; os arquitectos Alejandro Aravena, Amanda Levete, João Luís Carrilho de Graça e Manuel Aires Mateus; e os designers Morrison e Naoto Fukasawa. Não existiu qualquer tipo de restrição conceptual para os novos produtos e aplicações pelo que os autores tiveram toda a liberdade na criação das peças, depois de um estudo profundo das características do material, que se podem dizer singulares. O principal objectivo do projecto foi o de instigar em cada um dos espectadores a sua veia mais criativa e empreendedora, de forma a que se possa tirar partido de mais variadas formas e maneiras, dos materiais de todos os dias, mesmo daqueles que achamos que nada valem. Assim, com esta exposiçõa, zela-se por um menor desperdício, uma optimização da utilidade por parte de qualquer pessoa de qualquer material. Ainda, o uso da cortiça foi intencional visto que se trata de um material amigo do ambiente. Com isto, a experimentadesign pretende não só alertar para um melhor uso dos materiais através da criatividade, mas também incluir uma redução da poluição pelo uso de materias “ecofriendly”, que imcluem todas as vantagens de não poluir o ambiente nem quando são fabricadas nem quando reutilizadas, mas também alertar as pessoas da quantidade de materias que possivelmente têm nas suas casas que podem, de uma maneira original, reutilizar das mais variadas formas.

2. CASA

MALHOA

António Anastácio Gonçalves, 1888-1965, foi um prestigiado oftalmologista, amigado de conceituados nomes do mundo da ciência, como Ricardo Jorge, Aquilino Ribeiro e Ferreira de Catro. Médico de Calouste Gulbenkian, foi o primeiro português a visitar a sua casa em Paris, ficando fascinado com a sua explêndida colecção. Tinha uma grande e vasta cultura geral, sabia de música, literatura, pintura, ou até de uma mera peça de porcelana chinesa, sabendo dizer o seu valor estético e disfrutando do prazer contemplativo destas mesmas. A casa do Dr. Anastácio Gonçalves, ou Casa Malhoa, foi inicialmente contruída em função de um projecto de José Malhoa, pintor. A sua fachada inclui elementos do neo-romantismo, típicos do revivalismo ainda de 1800; inclui objectos tradicionais portugueses e elementos Art Nouveau, como a porta em ferro em forma de borboleta, e os vitrais na sala de jantar. Mais tarde, o Dr. Anastácio Gonçalves comprou a casa e deixou-a depois ao Estado Português, para que nela tivesse lugar um museu, incluindo toda a colecção que nele se encontrava. Foi, então em 1996 que a Casa-Museu, abriu as portas ao público, tendo havido algumas alterações a nível arquitectónico para que houvesse houvesse ligação entre a casa-mãe e um anexo já existente, dando assim espaço para exposições temporárias, loja e café. A casa-museu Malhoa é maioritariamente constituída pela colecção do Dr. Anastácio Gonçalves, incluíndo cerca de 2000 obras. Existe uma grande colecção de porcelana chinesa, pertencente à dinastia Ming e Song, que tem o poder de deixar qualquer um boquiaberto. 1


3. MUSEU

FADO

DO

Este museu está situado no Terreiro do Paço e glorifica um importante património do nosso país, o Fado. Aqui estão expostas obras de autores conhecidos, que remetem para o Fado, como Júlio Pomar, Paula Rego e José Malhoa. As salas e a sua disposição e os objectos criam todo o enquadramento dentro do tema principal.. Existe uma colecção de discos de vinil, sendo possível ouvi-los. A 27 de Novembro de 2013, o museu apresentou ao público o Teatro Severa, peça composta por duas cenas. Consistia na história de Severa, uma cigana que dá origem ao Fado. Na primeira cena, é-nos apresentada e englobada num contexto cultural. Numa segunda cena, há uma disputa entre uma voz feminina e outra masculina, a nível musical, como que sob a forma de dueto.

BORDALIANOS DO BRASIL 4.

Exposição temporária na Fundação Calouste Gulbenkian, que foi desenvolvida no seguimento da iniciativa “7 Bordallianos”, iniciativa essa que comemorou os 125 anos da fábrica Bordalo Pinheiro, com a reinterpretação de variadas obras de Rafael Bordalo Pinheiro por parte de diversos artistas plásticos portugueses. Esta exposição, como dito, ia no caminho da iniciativa anteriormente referida, no entanto, alarga os horizontes, passando o oceano e chegando ao Brasil, incluindo então trabalhos de 20 autores brasileiros para, mais uma vez, recriar ou reinterpretar as obras de Bordalo Pinheiro. As reinterpretações são dadas como um grande sucesso, uma vez, que os resultados são cativantes e inovadores, aparecendo como uma lufada de ar fresco.

VISITA A MATOSINHOS Os alunos de Design de Comunicação foram visitar o Porto. Foi longa a viagem, de ida e de volta, de camioneta até ao Porto, de madrugada até à noite. Assim, numa quinta-feira dia 4 de Dezembro de 2013, partimos às 7.30h da manhã rumo ao Porto, rumo à exposição de Cildo Meireles no Museu de Serralves. Cildo Meireles, nascido no Rio de Janeiro, no Brasil a 1948,

é um artista plástico que nos oferece agora, em Serralves, uma exibição de enumeras instalações e peças emblemáticas criadas entre 1969 e 2013. Ao demorarmos o nosso olhar e atentamente apreciarmos cada peça, conseguimos retirar de cada uma a sua essência, descobrindo diferentes aspectos na obra do artista. Os conceitos de território e valor, os 12 | GRUPO 9

processos de troca e as relações de poder são temáticas abordadas e inseridas nas produções de Cildo Meireles, transversais a todo o seu percurso como artista. O artista consegue, através da simbiose da escultura, performance e do desenho, uma carga sensorial e cognitiva que faz emergir no espectador a vontade de participar nos seus projectos, isto é, instiga em


cada um dos espectadores uma contribuição para conscialização individual. Os tamanhos variam, de microscópicos a gigantescos, nos trabalhos de Cildo, e devem ser guardados na memória, com toda a sua originalidade O nosso percurso pelo Porto não ficou por aqui. Almoçamos e, de seguida, dirigimo-nos à Escola Superior de Artes e Design do Porto, onde fomos elucida-

dos sobre as características das publicações, mais especificamente, das revistas chamadas popularmente de Almanaques, com ênfase na revista Panorama, tese de doutoramento da Professora Cândida Teresa, sendo a própria a fazer a apresentação. Nesta, foram incluídas imagens de editoriais que datavam desde 1941 a 1974 e foram dados exemplos de várias 13 | GRUPO 9

publicações, onde foram referidos aspectos interessantes a nível comunicacional. Houve ainda uma troca de ideias entre os docentes, debatendo-se conceitos abordados na palestra dada pela professora Cândida e sobre o tema e assunto principal de toda esta viagem e consequinte trabalho: exposição ALMANAQUE Uma História do Design Português em Matosinhos.


AL MA NA Q UE

Após a palestra na ESAD proferida pela professora Cândida Teresa, dirigimo-nos, então, a Matosinhos para ver a exposição ALMANAQUE Uma História do Design Português em Matosinhos. Entrando no estabelecimento onde se encontrava a exposição, conseguiamos desde logo, situar-nos cronologicamente, uma vez que se encontrava disposto um “timeline” dos acontecimentos relativos ao design português com foco nas publicações de revista chamada de Almanaque. José Bartolo, o comissário da exposição, esteve a acompanhar-nos com uma explicação elucidativa sobre as diferentes publicações existentes na exposição. A exposição incluía publicações desde o ínicio do século XX até aos dias de hoje, apresentando diferentes movimentos como o modernismo, o neo-realismo, o pós-modernismo , entre outros, nestas publicações periódicas. Na continuação da visita, tivemos a oportunidade de conhecer o Mercado de Matosinhos, que se situava muito perto do local da exposição falada. Aberto desde a primeira metade do século XX, consegue aliar a tradição dos antigos mercados à beleza arquitectónica do espaço. De seguida, foi-nos concedido algum tempo livre que ocupamos na descoberta dos recantos de Matosinhos. Fomos, então, de novo rumo a Lisboa, e assim foi passado mais um dia na descoberta do passado das publicações antigas, e do que delas podemos apreciar e utilizar.

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A LENDA

Conta a lenda, a história de um terrível feiticeiro que vivia num castelo. Um dia, esse feiticeiro decidiu casar-se, e recorrendo à magia de sua lâmina de cristal, procurou a mulher mais bela das redondezas. Dado que encontrou a mulher, quando os seus guardiões a trouxeram até si, o feiticeiro ficou impressionado com tamanha beleza inesperada. Envolvido pelo ciúme e receio de a perder, o feiticeiro enclausurou a bela mulher numa torre alta, situada numa zona rochosa e agreste virada para o mar, para que estivesse alheia a qualquer tentação, escolhendo para seu guardião o seu cavaleiro mais fiel. A solidão pairava sobre a jovem rapariga e o seu guardião, tendo como única companhia as ondas do mar que oscilavam à merce das marés. Certo dia, o cavaleiro sentiu uma enorme curiosidade em saber como seria a mulher

que estava por trás das espeças paredes da torre. Degrau após degrau, abriu a porta com a sua chave, e após a sua passagem, deparou-se com bela rapariga, e o cavaleiro ficou estupefacto com tamanha beleza. Após esse encontro, ambos partilharam os momentos de solidão, e daí viria a nascer uma história de amor. Foi então que certo dia, o jovem casal decide fugir, montados num cavalo branco, cavalgando sobre os rochedos junto ao mar, esquecendo-se das potencialidades do feiticeiro na arte da magia negra. Enquanto os jovens fugiam, no castelo, o feiticeiro controlado pela raiva e ciúme, lança uma tempestade sobre os rochedos por onde o casal caminhava, e abra-se um buraco infernal, engolindo para sempre o seu amor. Desde então, o buraco nunca mais se fechou, e o lugar passou a ser conhecido como Boca do Inferno.


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Antรณnio, um rapaz de Lisboa

Trรกs-os-Montes

O Capote

Os segredos da mรฃo

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À descoberta de uma exposição

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O Almanaque

Astrologia

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Passatempos

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“António, um Rapaz de Lisboa”, é um filme da autoria do realizador português Jorge Silva Melo, que data do ano de 1999. António, a personagem principal deste filme, é uma pessoa totalmente normal: não é rico, nem pobre, não tem um trabalho fixo, mas também não é desempregado. Esta “vulgaridade” associada ao protagonista aproxima o espetador da narrativa, envolvendo-o nas peripécias pelas quais a personagem passa, dado que estas poderiam ser também as suas, e levam-no igualmente a refletir relativamente ao modo como estas condicionam e determinam a sua vida. Por outro lado, para além de dar a conhecer a vida desta personagem em particular, o filme mostra como toda uma geração vive e sobrevive numa Lisboa em constante mudança e crescimento. Toda a sua vida é marcada por encontros e desencontros, por enganos e novos rumos que conduzem a uma mudança radical e inesperada no decorrer da ação, que surpreende não só o espetador como o próprio personagem. É este carácter de naturalidade, pois também a nossa vida real não segue um guião cuidado e previsível, que aproxima a ação ficcionada da ação real. Tudo nos transmite uma naturalidade e casualidade que nos parece, de certa forma, semelhante, e nos envolve em todo o seu desenrolar.

António, um rapaz 4- G10


Cinema

Esta obra cinematográfica aborda, mais especificamente, temas como as drogas e as relações pessoais falhadas, temas estes que ainda hoje podem ser vistos como “tabus” na nossa sociedade, o que contribui, de certo modo, para intemporalidade que o filme revela. António, que aparentava ser uma pessoa totalmente vulgar, um individuo totalmente integrado no meio de toda uma sociedade, revela-se um toxicodependente com dificuldades acentuadas em relacionar-se com todos aqueles que o rodeiam, e principalmente com aqueles que o amam, por não os saber valorizar nem respeitar. Uma das cenas mais marcantes de todo este filme é a ida a Sevilha, na qual António e a sua mãe se deslocam à cidade numa excursão. Durante toda esta viagem a mãe de António tenta partilhar com ele acontecimentos importantes e marcantes da sua vida, num esforço incansável para se aproximar dele. Após imensas tentativas falhadas, António opta por deixar a sua mãe e ir para uma festa, de onde regressa visivelmente transtornado e sob o efeito de substâncias alucinogénias. Este seu regresso deixa a sua mãe muito transtornada, e revela, pelo seu comportamento, a sua falta de bom senso e de consideração por alguém que o amava. Outra cena igualmente chocante é o furto de

Ana, namorada de António, é alvo, por parte do mesmo. Estas duas cenas em conjunto revelam a dimensão em que António se encontrava. Profundamente envolvido no seu mundo e nas suas prioridades, alheio a todos aqueles que o rodeavam, que se preocupavam e, acima de tudo, estavam dispostos a ajudá-lo. Apesar de tudo isto, a personagem nunca reconhece nem assume o seu problema, pelo que nunca procura ajuda nem conforto junto de todos aqueles que se dedicam a ele. Deste modo, e apesar de ter sido realizado há mais de uma década atrás, os temas abordados e retratados mantém-se, de certo modo, atuais, se não até ainda mais frequentes, o que faz deste filme uma narrativa importante para todos aqueles que a visionam e se identificam com ela, pois permite-lhes ver, enquanto espetadores de uma vida alheia, os efeitos e repercussões que certas atitudes e opções de vida podem ter na nossa vida e na da daqueles que nos rodeiam.

de Lisboa 5- G10


Trás-os-Montes

’Trás-os-montes’’ é um filme português realizado em 1976 por António Reis e pela sua mulher, Margarida Cordeiro. Não se pode classifica-lo apenas como um documentário sobre a província respeitante ao título uma vez que se caracteriza por um filme ficcionado, que apresenta uma enorme aproximação ao termo docuficção, ou seja, uma obra cinematográfica cujo género se coloca entre o documentário e a ficção. Desta forma, o filme aproxima-se de algo mágico que trabalha com o nosso imaginário e que realça as personagens típicas do nordeste montanhoso de Portugal e de inúmeros hábitos seculares apresentando assim um rural sumptuoso. Todo a produção cinematográfica de António Reis é caracterizada pelo primitivismo e pela constante recorrência a um modo de atividade mental que se caracteriza especialmente por alucinações visuais, decorrente de um síndroma de desagregação e de dissolução da consciência. Está patente ao longo de toda a obra cinematográfica uma linguagem acentuadamente poética que remete para os enquadramentos

num retrato sem história, salientado por longos silêncios musicais e por personagens pertinentes, desde pessoas idosas, até às crianças caraterizando, desta forma, diferentes gerações. Também a agricultura de subsistência e o colectivismo pastoril e agrícola remetem para uma paisagem solene em que a Natureza é a fonte dominadora. O filme retrata assim a evocação de uma província, o Nordeste português caracterizado por raízes históricas e seculares. É visível a representação da vida diária, do imaginário e das diversas artes que se encontram agora em desaparecimento, nomeadamente a agricultura de subsistência e da erosão. Assim como a presença ausente dos que partiram para novos horizontes. Remete-nos para um olhar que se descobre em memória de coisas feitas e vividas, de um país longe, com sombras pelos rios, vento, cansado, já velho e só de lembranças, de comboios e de cola em carta molhada com lágrimas. Mulher que é mãe e imagem do homem na distância. Um filme que remete para a coragem e inteligência.

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Evento Cultural

O Capote

Um exemplar deste traje esteve recentemente em exibição numa exposição de moda, que decorreu no museu MUDE de Lisboa, da autoria do estilista Filipe Oliveira Batista.

O capote é um traje tradicional dos Açores, e foi o traje feminino mais popular usado em Lisboa durante a primeira metade do século XX. Era um objeto que durava a vida toda; era oferecido como presente de casamento e passado de geração em geração, sendo que era utilizado tanto por mulheres pobres, como por mulheres ricas. A sua origem é controversa. Alguns afirmam que teve origem flamenga, outros que seria uma adaptação dos mantos e capuchos que, no séc. XVII e XVIII, estavam na moda em Portugal, e outros ainda asseguram que foi inspirado pelo manto da virgem e outras figuras bíblicas. Este capote consistia numa grande capa rodada, que cobria a figura feminina. O capelo, amplo capuz suportado por um arco de osso de baleia e forro de cânhamo, que lhe assegurava a sua forma e consistência, assentava sobre os ombros e permitia apenas um vislumbre do rosto da mulher. Este traje, para além da sua função de abafo, era muito conveniente para ir à missa, mas também para encontros mais reservados, e remetia o papel da mulher para uma quase exclusão da sociedade, uma vez que, completamente cobertas, jamais alguém descobriria a sua identidade. O capelo usado nas ilhas do Faial e de Santa Maria tinha a forma extravagante de uma cunha sobre os ombros, que se projetava para a frente por mais de um palmo; nas restantes ilhas, o capelo era menos avançado sobre o rosto. No entanto, a característica comum a todas as variantes do capote era o facto de este ser sempre confecionado num forte tecido grosso azul-elétrico ou negro.

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Na palma da mão pode acontecer que se notem pequenos sinais, figuras geométricas mais ou menos regulares como estrelas, quadrados, círculos, grades, tridentes, cadeias.

Os segredos da mão

No Oriente são muito tidos em conta, cada um com o seu significado bem preciso, no Oriente apenas se consideram alguns, os mais importantes. Estes sinais particulares podem encontrar-se nos dedos, nos montes ou nas linhas e só aparentemente são acidentais, porque na realidade querem dizer sempre alguma coisa. De acordo com a sua posição e a sua conformação, dar-nos-ão indicações diversas: um êxito ou uma fatalidade que está para chegar, uma incerteza, uma interrupção no caminho.

Alguns destes, como o quadrado, são universalmente considerados símbolos benéficos, outros, como a cruz, são etiquetados pela tradiçãocomo presságios de desgraça. Mas atenção: o mesmo sinal pode assumir uma conotação completamente difeente segundo a posição em que se encontra, portanto também o presságio mais infeliz pode transformar-se, como veremos nos próximos capítulos, num presságio muito feliz.

Significado e descrição

Cadeia: desgraças, dificuldades, obstáculos, lutas; se no fim de uma linha, perda de influência.

Barra: é um traço que atravessa uma linha.

Forquilha: é um sinal em forma de “V”. É o momento de decidir entre duas alternativas.

Círculo: exprime estreiteza de vistas, uma certa recusa em mudar situações dolorosas da vida. Indica problemas nos olhos. Por vezes é um sinal positivo.

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Estrela: nos montes (exceto na planície de Marte ou de Júpiter, em que o significado é benéfico) reduz os valores positivos com ele relacionados. O sentido também é negativo quando surge nas linhas (exceto na do Sol): pressagia um acontecimento imprevisto e infeliz. Nalguns casos pode indicar, na positiva, uma explosão de interesses ou um pico de energia.

Tridente: significado positivo, capacidade de se realizar no decurso da existência, acidentes ligados à àgua. Triângulo: sucesso, tendência para atividades inteletuais. O triângulo é o sinal da fortuna ligado ao talento, exalta as boas caracteristicas dos montes e das linhas em que aparece. Os triângulos surgem nas mãos usadas com destreza.

Ilha: é um sinal que se cria quando uma linha se divide e logo volta a fechar-se, formando um olhinho. Muitas vezes representa o aviso de um perigo ou indica um estado de sofrimento que nasce de um sentimento profundo de abandono ou de medo. Também pode assinalar debilidade física ou um esgotamento nervoso. Uma ilha que se fecha outra vez indica que o consulente está empenhado na busca de uma saída para os seus problemas.

Cruz: num monte (exceto no de Júpiter ou de Vénus, em que é positiva) pode nfluir negativamente. Também é desfavorável quando se encontra perto de uma linha principal, porque é uma interrupção para o desenvolvimento positivo desse período e assinala uma crise. Pelo contrário (o significado dependerá sempre dos casos individuais) pode indicar a predisposição para enfrentar as provas da vida e lutar pelos seus objetivos com persistência.

Grelha: consiste num cruzamento de traços verticais e horizontais. Em geral representa uma força destrutiva porque as linhas se cruzam sem direção; quanto mais linhas estão emaranhadas mais a relha sugere tendências de autodestruição. Revela dificuldades que geram graves preocupações, indica que uma qualidade ou um talento permanecerão muito tempo escondidos. Uma mão sólida com um polegar grande pode ajudá-lo a controlar as tendências infelizes indicadas pela grelha.

Quadrado: defesa contra as adversidades, proteção contra os problemas, sinal positivo. Se toca ou atravessa uma linha ou um monte, anula os respetivos defeitos e cancela os maus auspícios. Se se encontra numa das falanges do indicador, pressagia um encontro de surpresa, com um parceiro que tornará feliz a pessoa em causa.

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À descoberta de uma exposição

Estes núcleos expositivos destacavam-se pela sua variedade, pelas diferentes áreas que abrangiam e, até mesmo, pelas diferentes técnicas que apresentavam. O espetador deparava-se com exposições diferentes em cada sala, não só na temática.

A viagem ao Museu de Serralves revestiu-se de uma enorme importância. Para além do enriquecimento cultural que pôde ser experienciado, decorreu uma enorme variedade de exposições e interacções com o público, que marcaram pela sua inovação e originalidade.

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Uma das exposições mais interessantes que teve recentemente lugar no museu de Serralves, no Porto, foi a exposição do artista plástico Cildo Meireles. Conhecido internacionalmente, Cildo cria objetos e instalações que levam o espetador a uma experimentação sensorial completa. Esta experimentação reflete-se nas questões sobre as quais o espetador se sente motivado a questionar e analisar, sendo que um dos temas sobre os quais este arista mais refletiu e abordou foi a ditadura militar no Brasil e a dependência do país da economia global.

Deste modo, este artista plástico brasileiro tem desempenhado um papel chave dentro da produção artística brasileira e internacional; as suas obras situam-se numa transição da arte brasileira entre a produção neoconcretista do início dos anos 60 e a de sua própria geração. As suas obras apresentam, deste modo, uma influência das propostas da arte conceitual, instalações e performances, dialogando não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico.

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Almanaque

Por almanaque entende-se uma publicação que reúne e abrange uma grande variedade de temas. Estes temas envolvem áreas mais lúdicas, como a astrologia, mas também temas mais cuidados e interessantes, como crónicas ou contos. O seu principal objetivo é responder a todas as perguntas e curiosidades, razão pelo qual nos diferentes tipos de almanaques podemos encontrar a mais variadas informações. A grande variedade de temáticas e mesmo de formatos que esta publicação poderia adquirir contribui para o facto de se destinar a todos os estratos sociais, e assim conseguir agradar todos eles. Deste modo, os almanaques poderiam, de facto, ser lúdicos e prazerosos, didáticos, de devoção, temáticos, tradicionais, modernos, visto que reuniam todas essas caraterísticas.

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Almanaque Açoriano Este almanaque pretende ser uma versão regional do famoso “Borda d´Água” que adaptado aos usos, costumes e tradições dos Açores. O Almanaque tem 32 páginas, sendo explicadas para cada mês as principais atividades agrícolas que podem ser realizadas ao nível hortícola, florícola e de viveiro. Cada dia tem explicações sobre os Santos que são comemorados e os Dias Internacionais e Nacionais, e semanalmente são apresentadas as fases da Lua e as mudanças das marés. São apresentadas também as datas das principais festas e arraiais das freguesia de todas as ilhas, assim como os feriados regionais e municipais. É publicado um quadro com as melhores alturas para plantar e semear de acordo com a Lua, dezenas de provérbios populares, uma listagem das principais plantas medicinais utilizadas nos Açores e receitas para inseticidas biológicos de fabrico caseiro. É ainda apresentada uma tabela com as médias de precipitação, humidade, temperatura e horas de sol consoante as estações nos Açores, uma tabela com a conversão das principais medidas tradicionais de peso, superfície e capacidade utilizadas na Região e uma listagem de prognósticos de tempo tirados de diversos elementos da natureza. O presente Almanaque é inspirado no Calendário Rústico de 1851, publicado pela Sociedade Promotora da Agricultura Micaelense e assume-se como

Borda d’Água Este almanaque é, muito provavelmente, o mais conhecido de entre todos os portugueses, das mais variadas gerações. Começou a ser publicado em 1929 pela Editorial Minerva, e continua a ser impresso numa tipografia tradicional e a manter a mesma linha editorial desde a sua fundação. É uma das mais antigas publicações periódicas em Portugal, e o seu sucesso de vendas mantém-se. Apresentando-se como “reportório útil a toda a gente”, este almanaque apresenta prognósticos para o ano, conselhos práticos baseados na sabedoria popular (provérbios, mezinhas, etc.), na ciência e na astrologia; previsões meteorológicas, previsões para a agricultura, épocas de sementeiras e outros trabalhos agrícolas, fases da lua, informação sobre o mar e as marés, calendário, efemérides, etc.

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Astrologia Capricórnio

Aquário

Peixes

Carneiro

22 de Dezembro a 19 de Janeiro A semana é importante para esclarecer problemas que envolvam finanças e interesses materiais. Priorize o que for essencial antes de pensar em algum consumo. Boas novidades marcarão negócios ligados a parcerias de trabalho ou projetos autónomos. Na vida amorosa o momento é decisivo para objetivos junto ao cônjuge e para definir alguns sentimentos, se tem vivido algo novo. Momento para respeitar conceitos e apegos de quem se relaciona.

19 de Fevereiro a 20 de Março Sempre costuma revigorar energias ao se afastar de ambientes e mesmo de pessoas. Terá mais oportunidades para tais ocasiões, sem precisar se fechar totalmente para o mundo por isso. Algumas convivências sociais diferentes farão bem, ainda mais amigos, com os quais poderá retomar contato. Momento para expressar mais o que sente na vida amorosa, mas com atenção para evitar dramas. A família e filhos – caso tenha – terão mais a sua atenção, ainda que para dividir diversões.

Touro

20 de Abril a 20 de Maio Há tendências para uma ansiedade maior no trato de alguns assuntos mais essenciais do seu quotidiano, o que recomenda atenção para não sobrecarregar a mente e o corpo. Fique atento(a) para não se desorganizar por querer tratar vários assuntos ao mesmo tempo. Mudanças são propensas nas relações de trabalho, especialmente para ajustes em métodos ou mesmo em revisões que envolvam objetivos. Na vida amorosa, atente-se com o jeito de se expor.

20 de Janeiro a 18 de Fevereiro Mercúrio – planeta associado às comunicações – ingressou no seu signo, influência especial para mais empenho em temas culturais e estudos em geral. Também favorece a retomada de relações, principalmente com amizades. A sua vontade de expor o que pensa será mais intensa, o que o tornará mais comunicativo(a) e mesmo com vontade de interagir em debates e discussões. Momento importante para conversas esclarecedoras com quem tem um vínculo afetivo.

21 de Março a 19 de Abril Nesta semana, um aspecto tenso entre Vênus e Marte – regente do seu signo – será um grande teste para exercitar a capacidade de se posicionar diante do ponto de vista das outras pessoas em diversos assuntos. Cuide para que impulsos por assuntos sem importância não atrapalhem as suas relações em geral. Tendências a definições em assuntos familiares e contratempos domésticos. Terá oportunidades para esclarecer temas pendentes ou antigos da vida amorosa.

Gémeos

21 de Maio a 21 de Junho O seu planeta regente Mercúrio ingressou em Aquário, signo do elemento ar assim como o seu, favorecendo a troca de ideias e o restabelecimento de contatos com pessoas que poderão contribuir positivamente para projetos que possua. Momento especial para estudos, viagens e contatos à distância. Valorize o convívio com amizades especiais que de há tempos está distante. Nos assuntos amorosos, é um momento para compreender a liberdade de quem se relaciona e a sua também.

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Caranguejo

Leão

Virgem

Balança

Escorpião

Sagitário

22 de Junho a 22 de Julho Esta é uma semana de atenção para não intervir de maneira exagerada nos assuntos de quem gosta. Entre terça e quinta terá os efeitos da Lua Cheia no seu signo, o que acentua ainda mais sua condição para ter cuidado com as pessoas que gosta e envolvimento emocional com tudo o que envolve os ambientes da sua rotina. Saiba separar razão e emoção em decisões que envolvam negócios e trabalho. Na vida afetiva, assuntos íntimos e confidenciais serão vividos com mais intensidade.

23 de Agosto a 22 de Setembro A semana tende a ser proveitosa para organizar a sua rotina, especialmente do trabalho. Possibilidades para inovar em alguma ideia ou expandir contatos com quem traga conhecimento e informações especiais. Momento importante para uma atenção com o corpo e a saúde. Excelente semana para retomar amizades e para participar de temas que envolvam grupos em assuntos de alguma responsabilidade importante ou mesmo hobbys e lazer que possua. Vida amorosa propícia à sedução.

23 de Outubro a 21 de Novembro Seja cuidadoso(a) para que alguns exageros não interfiram no seu comportamento ao lidar com certas relações. Momento para refletir se não tem exigido demais, principalmente de familiares. Semana importante para organizar temas domésticos. Estudos, viagens e atividades culturais poderão tomar a sua atenção para projetos ou mesmo ocasiões especiais. Na vida amorosa, esclarecimentos do passado e lembranças especiais serão mais frequentes.

23 de Julho a 22 de Agosto Há tendências para se doar um pouco mais aos problemas das pessoas com quem tem mais vínculo. Cuide para que tal dedicação não sobrecarregue a sua vida. Período especial para valorizar temas que envolvam suas crenças, espiritualidade, bem como terapia ou tudo que sirva para revigorar energias. O trabalho traz tendências para tratar diferenças e rever assuntos. Parcerias poderão ser discutidas. Na vida amorosa, valorize mais conversas e simples gestos de romantismo.

23 de Setembro a 22 de Outubro Vênus – planeta que rege o seu signo – faz aspecto tenso com Marte, influencia capaz de despertar mais ansiedade e alguns impulsos. O valor a diplomacia – característica freqüente em Libra – será importante, desde que não perca a sua espontaneidade para expor os pensamentos e situações que não lhe agradam diante das relações. Bom momento para desfrutar convívios sociais, eventos e diversões junto a amigos. Seduções e demonstrações afetivas serão mais intensas na vida amorosa.

22 de Novembro a 21 de Dezembro São maiores as tendências para alguns imprevistos diante de temas materiais e nas finanças. Um pouco mais de cautela e moderação será essencial, principalmente se puder analisar melhor e mesmo esperar antes de decidir sobre negócios. A busca por novas informações e pesquisas estará favorecida e será essencial no trabalho. Uma semana propícia para retomar a leitura, estudos e gostos culturais. Compartilhar tais interesses fará bem com quem se relaciona afetivamente.

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Passatempos Palavras Cruzadas

Sudoku

1. A mais antiga e a maior rede livreira portuguesa. 2. Dia Mundial do (...) e dos Direitos de Autor, dia celebrado a 23 de Abril (instituído pela UNESCO, em 1996). 3. (...) Bertrand, o primeiro número foi publicado em 1899... o número 71 foi agora publicado, 40 anos depois da edição do número 70. 4. Francisco José (...), escritor, jornalista, editor da Quetzal e coordenador do Almanaque Bertrand 2011-2012. 5. Charles (...), o mais popular ficcionista vitoriano (1812-1870). 6. Poema de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa (1928). 7. Eça de (...), autor do folhetim “O Milhafre” (1867). 8. Pedro (...) fundador da Livraria Bertrand do Chiado, em 1732 (a mais antiga livraria do mundo em atividade). 9. João (...), editor executivo da revista LER e coordenador do almanaque Bertrand 2011-2012; é autor de livros como: O livro das Listas e 30 Anos de Mau Futebol.

Trava-Línguas O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! Se desoriginalizásemo-lo original não seria! O que é que Cacá quer? Cacá quer caqui. Qual caqui que Cacá quer? Cacá quer qualquer caqui. Um ninho de mafagafas Com sete mafagafinhos Quando o mafagafa gafa Gafam os setes mafagafinhos. Esta burra torta trota Trota, trota, a burra torta. Trinca a murta, a murta brota Brota a murta ao pé da porta.

Soluções: 16- G10


ALMANAQUE É todo um universo diferente, algo a que não estávamos habituados. Não só o espaço mas o conteúdo em si, a exposição e tudo o que tínhamos para apresentar. Antes de entrar na Faculdade de Belas-Artes, estávamos inseridos num contexto diferente e a partir do ingresso acho que os nossos horizontes se expandiram. Sentimos um pouco isso com a exposição: não que fosse algo completamente fora do que estamos habituados (até porque nos temos vindo a inserir no contexto do Design de Comunicação gradualmente), mas porque fomos introduzidos a um conjunto de publicações de outros tempos, várias propostas de inovação e mudança. Toda a gente tem uma ideia do que são publicações, sabem que chamam a atenção de quem as vê, têm um público-alvo e determinados assuntos que tratam, mas

normalmente não atribuem importância ao que está por detrás, aos esforços no sentido de organizar o conteúdo de determinada forma, de tentar inovar e ainda assim tornar tudo legível e simples. Simplesmente vêm estas publicações, gostam das capas e provavelmente a uma ou outra estrutura de organização da página, mas ignoram tudo o que está por detrás, todos os conceitos escondidos que levam à criação daquilo que tomam por algo simples. São assuntos em que nunca tínhamos pensado e a que temos vindo a atribuir importância, por isso a exposição, mais do nos dar ideias para futuros projetos, ajudou-nos a compreender melhor a evolução até aos dias de hoje e ter uma visão muito mais ampla do Design de Comunicação.

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LISBOA / MATOSINHOS / LISBOA

Era sete horas e quinze da manhã, o dia previa-se frio e a agitação crescente da cidade indicava mais um início de dia. No Marquês de Pombal, um pequeno grupo já esperava junto aos 3 autocarros que nos conduziriam a Matosinhos. Aos poucos, os alunos de Design de Comunicação da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa foram chegando e sentando-se nos veículos. Às sete e quarenta e cinco começou a longa viagem, rumo a norte. O autocarro animava-se, uns conversavam entre risadas, outros ouviam música. O sono parecia dissipar-se ao longo da auto-estrada, todos começavam a ganhar entusiasmo pelo que nos esperava. Olhando lá para fora, não se via nada de mais, apenas um longo sinuoso caminho de asfalto no meio da triste vegetação, através do vidro embaciado. A meio da viagem, quando já muitos tinham caído no sono, parámos numa estação de serviço. Deu para o pessoal esticar as pernas lá fora e reconfortar o estômago, o frio era ainda maior. É ao fim de cerca de quatro horas de viagem que entramos em plena cidade, e quando passamos pela Casa da Música confirma-se, já estamos no Porto. Algumas pessoas atentam às ruas lá fora e distraem-se nesta es11 g

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Uma História do Design Português em Revista tranha paisagem citadina, outros vêem imagens bem familiares. Paramos no Museu de Serralves para ver a exposição de Cildo Meireles. O grupo espalhou-se pelo espaço, mas o tempo era pouco e tivemos de nos apressar. Voltando para os autocarros, só parámos no NorteShopping para almoçar. O enorme centro comercial oferecia muito por onde almoçar, a maioria comeu fast food. Mas com o plano apertado, tivemos de nos despachar rapidamente e seguir ao ESAD, a quinze minutos a pé. O ambiente deste recinto universitário era bastante agradável, rodeados de alunos tal como nós, éramos esperados. No auditório, assistimos a uma conferência dada pela Professora Cândida Ruivo e outras duas professoras da ESAD. Foi muito interessante a palestra da professora sobre a revista Panorama, ficámos a co-


nhecer esta histórica publicação, que nos servirá, certamente, de referência no futuro projecto. Logo a seguir, partimos para o Porto de Leixões, onde visitámos, em turnos, a exposição “ALMANAQUE: Uma História do Design Português em revista”. A galeria estava cheia de óptimas referências e inspirações para o trabalho que temos para fazer, o guia deu uma óptima introdução e foi fantástico estar presente de tão vasta dimensão histórica de publicações desta importância. E isso via-se em nós, registávamos tudo, desenhando, fotografando, explorando as revistas. Ainda houve tempo para descansar um pouco nas redondezas, com uma breve visita ao Mercado. O cheiro era intenso, algumas senhoras limpavam ou arrumavam as suas bancas. Uns animais enjaulados atraíram o grupo, e uma vendedora mexia desenrascadamente

nos coelhos e galinhas, enquanto uns se riam e outros se assustavam. Lá fora, à espera, os alunos foram-se sentando animadamente pela rua, outros foram conversar para algum café lá perto. Finalmente, voltámos todos para os autocarros. Já se fazia tarde, o frio instalara-se e o céu baixava. Foi por volta das sete da tarde que partimos de volta a Lisboa. Esta viagem já foi mais cansada e sossegada, muitos tentaram arranjar uma confortável posição para dormir. Parámos novamente na estação de serviço para comer, no que foi um jantar improvisado para todos, e voltámos à calma dos assentos do autocarro, sob a luz dos candeeiros lá de fora. Às onze e um quarto chegámos ao ponto de partida, o Marquês de Pombal e, depois das despedidas, cada um seguiu o seu caminho.

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SERRALVES O tempo que passámos em Serralves não foi muito mas o que conseguimos ver do local deu para termos uma (muito boa) ideia do que lá existe e o quão cativante consegue ser o local. Com características arquitetónicas simples, depuradas, que transmitem uma sensação de calma e paz a quem o visita, Serralves mostra-se um sítio fantástico para visitar. Vimos a exposição de Cildo Meireles, constituída por uma grande diversidade de “instalações de grandes dimensões e de peças emblemáticas concebidas e produzidas entre 1969 e 2013”, onde, mesmo com alguma distância ao nível dos objetos da exposição ALMANAQUE, conseguimos ter uma experiência diferente, ver outras abordagens à arte conceptual, de uma maneira mais pessoal, sem o afastamento óbvio que existe quando se lê sobre este tipo de instalações/peças. Foi deveras interessante, já que nos ajudou a alargar horizontes, a pensar noutras coisas, não só nos temas diretamente relacionados com o Design de Comunicação.

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CILDO MEIRELES O artista brasileiro, nascido em 1948,desenvolve trabalhos ao nível da arte conceptual. Desde os anos 60 que tem criado esculturas e instalações que muitas vezes expressam questões políticas associadas ao seu país de nascimento. A maior parte dos seus trabalhos funciona como um meio de libertação e consciencialização do espetador, através de uma experiência sensorial e cognitiva. A sua exposição, organizada pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves, pelo Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, em Madrid e pelo HangarBicocca, em Milão, trouxe os trabalhos do artista a Portugal, que são frequentemente relacionados com conceitos de território, valor e escala, além das questões políticas frequentes. Nesta exposição, uma das obras que mais gostámos foi a instalação intitulada “Amerikkka”. É logo das primeiras e introduz bem o que se verá do artista. Tem uma forte presença, constituído por duas espécies de placas de grande dimensão. Uma, suspensa ao tecto, é toda coberta de balas de bronze, tensamente inclinadas para baixo. Abaixo, deitada no chão, está a outra placa. Esta está preenchida por pequenos, brancos ovos, todos alinhados e direitamente hirtos. Uma das reações mais imediatas era a vontade de interação com a obra. Muitos procuravam, com os dedos, entre as balas, outros descalçavam-se e metiam-se em cima dos ovos. Toda aquela tensão que a instalação produz, provoca muita estranheza. Aqui, o frágil está ainda mais vulnerável e a força ainda mais destruidora, quando confrontados nesta instalação. Mas os ovos continuam intactos e as balas estáticas. Este jogo de forças contrastantes, tensões e equilibrios foi um aspecto muito interessante de ver, bem como a inquietude que levantava.

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MERCADO DE MATOSINHOS

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O tempo livre que tivemos após a exposição foi bom para um passeio mais descontraído, uma abordagem mais calma sobre a cidade. O sol acabava de se pôr e as ruas da pequena vila inundavam-se com as pessoas apressadas a caminho das suas casas. Os cafés começavam a fechar, os carros rasgavam as estradas com luzes e o frio instalava-se. O próprio Mercado de Matosinhos esvaziara-se, indicando o fim de mais um dia. O grupo descontraía nas redondezas do mercado, sentados, a observar os barcos que passavam no porto de leixões, e a ponte que vagarosamente se erguia para permitir a sua passagem. Matosinhos é sem dúvida um local movimentado, cheio de vida, um dos corações da região do Porto. Conseguimos ter uma visão ampla sobre a vida urbana sendo que o anoitecer e a constante movimentação de pessoas pelo local contribuíram para que pudéssemos reparar na vida da cidade e na sua atividade com o passar do tempo, uma análise com distância; para a maior parte dos alunos uma análise de um local diferente do seu meio, do local a que estão habituados a estar. Serviu como que uma nova possibilidade de ver além da primeira impressão causada pelo local, descobrir o que o local nos tinha para dizer. O mercado de Matosinhos sempre se mostrou importante para a população local, não perdendo nenhuma da sua importância com o passar do tempo. Ainda hoje o mercado é um marco para os turistas e um espaço funcional para os habitantes da vila. A ida ao mercado de Matosinhos, embora não tenha sido guiada e tenha estado em último lugar, foi extremamente interessante. Foi-nos proporcionada uma visão mais clara do que é o trabalho árduo, do que é a vivência dentro de um meio de confusão (e simultaneamente de organização) como o mercado. Acredito que, para a maior parte dos alunos, o ambiente do mercado de Matosinhos mostrou-se como um ambiente fora do que estão habituados e foi notória a surpresa quando foram confrontados com a sua forte presença. Ao ouvirmos testemunhas de quem lá trabalha, percebemos que é um local de trabalho constante e dinâmico, constituindo assim uma experiência importante para ter um novo olhar sobre a realidade.

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REFLEXÃO

No meu percurso universitário, acho que o momento que se destacou mais, até agora, foi a primeira fase do projecto BLIND DATE. Traduziu uma enorme mudança na minha vida que foi a passagem para um ambiente completamente diferente e que será muito importante nos meus próximos anos. Não tive de sair de casa e deixar a minha família. A zona da baixa do Chiado é-me bastante familiar e querida, disso nada era novidade. Mas foi a vida da faculdade que me fez sentir como se caísse desamparado num outro mundo. Quando o projecto foi lançado, eu estava totalmente perdido. Interrogava-me todos os dias se era mesmo este o curso que queria, se era o certo para mim ou o melhor para o meu futuro. Era bom ver na turma um grupo de pessoas tal como eu, na minha mesma situa-

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ção, não estava sozinho, mas também ainda não tinha feito amigos. O briefing do “Chegada a Lisboa” pediame que explorasse Lisboa e descobrisse algo no qual, na verdade, não acreditava. Esta é a cidade onde nasci e cresci, o que mais há para eu encontrar de novo? Fui, assim, ao Jardim Gulbenkian, procurando indiferentemente. E surpreendi-me, afinal havia algo que ainda não tinha descoberto, afinal havia alguma razão pela qual eu estava onde estava. Vejo aquela mesma experiência como um ponto de partida, uma iniciação necessária para a minha adaptação na universidade. Foi um aluno de Design de Comunicação que redescobriu o jardim ao abandonar a anterior atitude. Acho que foi um momento no meu trabalho até agora que me ajudou a passar a estranheza inicial e lançar-me no meu modo de trabalhar.


DIFICULDADE

Tem sido um período de muitas mudanças, muitas vezes é complicado dar conta do recado e ter todos os trabalhos prontos, mas a verdade é que vale a pena: ajuda a criar um sentido de organização, a separar cada trabalho (ou a juntar trabalhos), saber criar prioridades e dosear o esforço, algo que antes não dominava tão bem como agora. O tríptico, 3ª e 4ª fases do Projeto 1, foi um dos maiores desafios até agora – a escala, principalmente. Nunca tinha trabalhado num tamanho tão grande e tive de me tentar ajustar ao máximo ao tamanho pedido, fazer os possíveis para corresponder aos requisitos. Também utilizei materiais aos quais não estava habituado e portanto todo o processo da elaboração do tríptico revelou-se complexo, tanto ao nível de organização e expressão das ideias pretendidas como a nível da pintura dos painéis.

Agora, depois de ter acabado esse trabalho, com mais distância, consigo ver que foi realmente importante e que ajudou a aumentar a minha capacidade de trabalho, ara saber lidar com desafios e novas experiências.


LÍRICA


Quarta-Feira, 4 de Dezembro de 2013 A viagem parece durar uma eternidade, Porque sempre que me encosto ao assento, E desvio o meu olhar para a janela, Ignoro as vozes que constantemente conversam, Ignoro o inquieto e turbulento ser que se movimenta por debaixo dos meus pés, Ignoro a luz que me fere a vista e aquece a minha face; Foco-me no mundo que passa por mim a velocidade extrema: Nos vales, nos campos, nas florestas que habitam as distâncias; Eu vivo nestas distâncias – não permito que estas passem por mim sem me captarem o olhar, Por isso, a viagem dura uma eternidade, Até quando a paisagem passageira parar diante dos meus olhos, E eu ser forçado a voltar à realidade; Eu vivo nas distâncias, foi nelas onde sempre vivi.

Quinta-Feira, 5 de Dezembro de 2013 Casa, onde estás tu? Não consigo ver as correntes do teu rio, Não consigo ouvir os ecos das tuas ruas, Não consigo sentir o teu vento gélido, Não consigo cheirar o chá que a minha mãe sempre fez contigo; Eu estou perto de ti, agora estou de volta à tua cidade, No entanto, porque não me levas a casa?

Sábado, 7 de Dezembro de 2013 Adoro quando revelas as tuas margens com grandiosidade, E recebes os teus visitantes com os braços abertos; Mesmo vindo de um lugar diferente, e estando diferente, Espero que me recebas de braços abertos também, Pois continuo a ser o mesmo rapaz de sempre: Aquele que percorreu as tuas margens a pé, O que se sentou e conversou contigo nas tuas escadas, O que ficou acordado até tarde para admirar a tua beleza; Porque a tua cidade mantém-me vivo, um dia eu voltarei a ela, Com mais histórias para te contar, E provavelmente mais diferente; Mesmo assim, espero que tu não mudes, E que te lembres de mim quando pisar com o meu pé no teu granito.

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ES PA LÚ ÇO DI CO


PALAVRAS CRUZADAS 1

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HORIZONTAIS: 1. Tabuada antiga. Porção de azeitona para uma lagarada. 2. Tenho conhecimento. A nudade. Oração, súplica. 3. Peixe da família dos escômbridas da ordem dos acantopterígios. Um milhar. 4. Comediantes. Nesse lugar. 5. Instrução. Alternativa (conj.). 6. Massa líquida homogénea em que se transformam os alimentos, pela ação dos sucos estomais. Resina odorífera cor de enxofre. 7. Graceja. Espécie de linguado. 8. Indica lugar, tempo, modo, causa, fim e outras relações (prep.). Aparência. 9. Grande embarcação. Elemento químico metaloide, sólido, com o símbolo I. 10. Vertigem. Mulher acusada de um crime. Contr. da prep. a com art. def. os. 11. Montão, acervo, Seara madura. VERTICAIS: 1. Carta de jogar. De dimensão reduzida. 2. Virtude. Despido. Em maior quantidade. 3. Grito de dor ou de alegria. Empunhar. Espécie de boi selvagem. 4. Abatimento, perda de ânimo. O espaço aéreo. 5. Estação do ano depois do verão. Sétima nota da escala musical. 6. Parede. Acrescentar. 7. Amim. Azedume. 8. Caminhar. Composição poética de catorze versos dispostos em duas quadras e dois tercetos. 9. Designa carência ou ausência (prep.). Grito prolongado e lamentoso do cão. Aquelas. 10. Acidez do estômago. Forma antiga de mim. Contr. da prep. em. com o art. def. os. 11. Subdivisão de artigo, indicada geralmente por um número ou letra (pl.). A si mesmo.

PLAYLIST

Esta é a selecção de músicas feita, por nós os três, a propósito da viagem. Estão ligadas com o nosso percurso académico até ao momento mas também com a viagem ao Porto a propósito da visita à exposição ALMANAQUE. É a compilação de 3 visões diferentes do trabalho, mas que se chegaram a encontrar.

Buzzcut season

All Night

palm_tree.fm

Lorde

Houses

Topaz Gang

Myth

Candles

Long As The Sun

Beach House

Daughter

Medicine

Total Life Forever

i1100

Reflektor

Foals

Thursday

Arcade Fire

Keep on lying

Watercolour

Life Round Here

Tame impala

Pendulum

James Blake

Home

Out of sight

Form

Daughter

Moderat

Poliça

Hands

Vanil Requiescat

Atlas

Alpine

Sunlight Ascending

Coldplay

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PRECISA-SE CABELEIREIRA Com idade entre os 20 e os 45 anos, com atitude e de preferência que saiba todas as letras das músicas do Tony Carreira. Estar sempre a mascar pastilha elástica é opcional. É essencial que tenha conhecimento geral no mundo da tertúlia nacional e que veja todas as telenovelas da TVI (em último caso da SIC). Se achar que preenche todos os requisitos, contacte 21279787

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CUIDE DO MEU CÃO Procuro alguém que tome conta do meu animal de estimação, o Pipocas. Vou ter de viajar, por razões profissionais, durante 6 dias, e não tenho onde deixar o meu cão. O Pipocas portase bem, mas só devo avisar que às vezes o pobre coitado tem ataques de riso de causa desconhecida. Para além de o alimentar e passear, só teria de lhe ler uma história antes de dormir. O meu email é samuels2pipocas@hotmail.moc

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Estou à procura de interessado em comprar o T2 onde vivo há cerca de 2 anos. O prédio situa-se no centro da cidade e tem uma ótima vista para o rio tejo. O único problema é o facto de estar assombrado por uma rapariga que foi morta aqui há 100 anos atrás chamada Virgínia, mas não se preocupe, consegue ser simpática por vezes. Há bateres de portas muito frequentes, sussurros de “assassino!” por volta das 3 da manhã e objetos a levitar às vezes. O preço é bastante baixo e inclui a mobília que também está assombrada. Por favor, telefone-me o mais rapidamente possível 94147219

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As páginas que se seguem, páginas de Almanaque, povoadas de charadas e jogos e informação prática (não muito diferentes da realidade da viagem, em que os tempos mortos de deslocação e espera são preenchidos com todo o tipo de “passatempos” ), pretendem dar a conhecer as realidades de Lisboa e de Matosinhos com que nós, alunos de Design de Comunicação e editores deste “caderno”, entrámos em contacto na nossa viagem de um dia ao Norte do país, que no fundo serve de mote a esta publicação. É oferecida uma visão práctica mas com conteúdo, tentando selecionar aquilo que é interessante, tanto na selecção dos assuntos a abordar como no método de abordar esses

“Sobre sete colinas, que são outros tantos pontos de observação de onde se podem desfrutar magníficos panoramas, espalha-se a vasta, irregular e multicolorida massa de casas que constitui Lisboa.” Fernando Pessoa

“Porque é uma terra de mar, Matosinhos sempre viveu aberta à pluralidade do longe, aos diferentes modos de viver e de estar, às diversas actividades fruto de diferentes competências.” Isabel Lago

assuntos. A intenção deste objecto é não só informar mas também cativar, especialmente quando o enfoque cai sobre lugares com a Fundação Serralves ou a Exposição Almanaque no mercado de Matosinhos, que tanto nos fascinaram. Aumentar a cultura geral dos que as lêem é outra função destas páginas. Para isso incluimos artigos sobre filmes, história do design e sobre agricultura, tentando assim abranger uma variedade liberal de temas. Em suma, tentámos criar um objecto de leitura fácil e que não seja apenas agradável, mas verdadeiramente divertida. Acima de tudo a nossa prioridade foi tornar este “caderno” de almanaque acessível e apelativo a todos.


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ASTROLOGIA SAGITÁRIO de 22/11 a 21/12

Este mês vai sentir-se muito introspectivo e com vontade de mudança. Não se tem andado a sentir bem e vai dar o primeiro passo para uma nova vida. Em vez de se sentir prisioneiro dos seus pensamentos , use-os a seu favor. Não seja demasiado duro com o seu par. Seja sincero, os outros não adivinharão o que vai na sua cabeça. Haverá um recomeço a partir do momento em que se souber expressar em frente aos seus. No trabalho vá à procura das suas verdadeiras inspirações. Não deixe de dar um pouco de si em tudo o que faz.

CAPRICÓRNIO de 22/12 a 20/01

Encontra-se num período de grandes mudanças na sua vida, em todos os campos. Este mês vai ser forçado a mudar a sua maneira de ver certas situações e encontrar novas formas de lidar com elas. Não julgue antes de tentar perceber. Perceba o outro antes de tomar decisões precipitadas. Tenha especial cuidado com a sua visão, evite passar muitas horas em frente ao computador. O trabalho não é tudo. Se se sentir demasiado pressionado e nervoso com as suas responsabilidades vá tomar um copo com amigos e aproveite o momento.


FILME DO MÊS

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TRÁS-OS-MONTES de António Reis e Margarida Cordeiro

“Trás o Montes” (1976), através da representação do mundo rural, que surge em destaque, revela ao espetador não apenas um olhar etnográfico, ou poético, leva-o mais além, ao retrato social e económico de um país. Seja pelas cartas de um parente que está fora do país e são lidas pelo filho à mãe que as não sabe ler, devido à precariedade da educação. Seja pela filha que só aos 10 anos conhece o pai emigrado ou pela família numerosa com pouco para se alimentar,, que se reúne à mesa para “desfrutar” de uma refeição de neve. Este mundo rural salienta não o que “muda” mas o que “persiste”. É um local em que o tempo parece não passar. Acumula-se. Tanto o património como as gentes são parte integrante dessa paisagem natural. Essa beleza deixa transparecer o seu aspeto económico, a política, a realidade. É uma pista que permite desvendar os tempos retratados. É tratado como um pequeno mundo impenetrável, num total estado natural, longe do que conhecemos hoje como as alterações tecnológicas da

sociedade e que apesar da vida agreste, resiste à censura do período Salazarista e em que as crianças que aí vivem podem brincar em liberdade, contrariamente às citadinas – exploradas em minas e em que as famílias vivem em condições miseráveis “em casa cujas paredes namoram umas com as outras”. O conhecimento de que existe uma dualidade, campo e cidade, não se faz através de uma viagem, mas de testemunhos. Surge imune a todas as leis, como se cita numa das cenas do filme “O povo não conhece os seus governantes. Nem as suas leis. As leis são pura imaginação. Talvez nem sequer existam, e as memórias, são como mortos.” Ainda neste retrato, exclui-se o papel da igreja no pós 25 de Abril. Para os realizadores, existiria nessa época religiões que se impunham acima do catolicismo, um retrato social não o seria se apenas o fizesse em torno de uma igreja que se apoia numa capela e no padre da aldeia. A dimensão deste local ultrapassa a mera religião.


6 / XII

DE QUE FORMA EVOLUEM OS OBJECTOS?

Máquina de Café AEG 44610, criada por Peter Behrens em 1929

Nespresso Pixie, lançada pela marca Nespresso em 2011

Ao longo do tempo, os objetos utilizados no quotidiano modificam-se, tornando-se mais funcionais e adequados aos ideiais estéticos da sua época. Por vezes essa mudança é drástica, como no caso da máquina de café: não só o aspecto exterior deste objecto mudou, mas também a tecnologia. usada. A utilizaçãoo destes novos processos é uma consequência não só do progresso científico e tecnológico mas também de uma mudança na sociedade, que cada vez mais exige objetos eficazes, e com uma utilização automatizada e rápida. Se tomarmos compararmos por exemplo as máquinas de café acima ilustradas veremos concretamente a evolução deste objecto. A máquina mais antiga foi criada por um dos mais influentes designers do século XX, considerado um pioneiro do ‘Movimento Moderno’ no design industrial. Em 1929 criou a “Máquina de Café AEG 44610”. Este objeto tem uma forma cónica sendo a parte inferior arredondada, é suportado por três pés, tem duas asas laterais, uma ‘torneira’ frontal de onde se extrai o café depois de feito, e uma porta de alimentação atrás (é uma

cafeteira eléctrica). No interior encontram-se as várias peças necessárias à produção do café, que consiste em aquecer água em conjunto com o café moído num escoador. Do ponto de vista estético este objeto revela a simplicidade e fluidez, e o aspecto industrial característicos da Art Deco. Cerca de 80 anos depois, a tecnologia utilizada em máquinas de café é muito diferente. Em primeiro lugar a comercialização para as massas exige uma produção industrial de uma vasta variedade de máquinas e de tecnologias diferentes. Uma dessas tecnologias é o sistema de cápsulas, utilizado pelas máquinas de café da marca Nespresso, como a máquina Pixie acima ilustrada. Esta é pequena e assemelha-se a um paralelepípedo com a face superior arredondada. Tem um depósito de água na parte de trás e uma plataforma para a chávena à frente. Para fazer café insere-se a cápsula (que contém café moído) no orifício em cima, pressiona-se um botão, e a água é bombeada, aquecida, injectada na cápsula e expelida pela torneira, produzindo uma chávena de café expresso perfeita.


XII / 7

PASSATEMPOS i

O Luís morreu, e o seu cadáver está no

Uma senhora foi às compras. Gastou

chão de uma sala. Essa sala tem uma janela

tudo o que tinha em três lojas.

completamente escancarada, e uma mesa

Em cada uma gastou 1 euro a mais do

vazia. No chão há uma pequena quanti-

que a metade do que tinha ao entrar.

dade de vidros partidos e água, ao pé do

Quanto dinheiro tinha a senhora

cadáver. Como morreu o Luís?

quando entrou na primeira loja? HORIZONTAIS: 1 - Inaugurado no seculo XVIII por um italiano, foi um dos primeiros cafés de Lisboa, era frequentado pelo poeta Bocage. 2 - Alberga a maior coleção pública do país de pintura, escultura e artes decorativas. 3 - Situado no Chiado, começou em 1905 como local de venda de café do Brasil ao lote, foi um local de convívio de escritores e artistas, era frequentado por Fernando Pessoa. 4 - Associação cultural situada em Matosinhos, que realiza conferências e exposições relacionadas com a áreas arquitectura. 5 - Constitui a melhor colecção de veículos dos seculos XVII a XIX. 6 - Situado no Rossio, é um local de apresentação de espetáculos. VERTICAL: 1 - Local de comércio que alia a variedade de iguarias e bancas multicolores à beleza arquitetónica do espaço.


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FUNDAÇÃO DE SERRALVES

A Fundação de Serralves é uma instituição cultural de âmbito europeu ao serviço da comunidade nacional que, com o Museu de Arte Contemporânea, o Parque e a Casa proporciona um envolvimento do público com a arte contemporânea e o ambiente. A Fundação guia-se por cinco eixos estratégicos: a criação artística, a sensibilização e formação de públicos, a valorização do ambiente, a reflexão crítica sobre a sociedade contemporânea e as indústrias criativas. Com estes objectivos, a Fundação de Serralves obtém um carácter único através da divulgação da arte e problemas contemporâneos no plano nacional e internacional. O Museu de Arte Contemporânea pretende dar a conhecer ao público em geral o que de melhor a arte contemporânea tem para mostrar. Projectado por Álvaro Siza Vieira e inaugurado a 6 de Junho de 1999, possui exposições de artistas consagrados e de artistas emergentes. É de salientar o importante carácter arquitectónico do edifício do museu. A sucessão de perspetivas longas sobre o interior do edifício e o exterior, caracteriza a ar-


26 NOV 19 JAN 15 NOV 9 FEV 8 DEZ 1 DEZ 31JAN

7 DEZ 6 DEZ 24 FEV

Cildo Meireles BES Revelação Ahlam Shibli: Phantom Home

FAMILIAR

15 NOV 26 JAN

Retratos de Natal Cozinha Científica

CONFERÊNCIAS

quitetura. No interior, a iluminação artificial combina-se com a luz natural. A Casa de Serralves foi concebida originalmente como uma residência privada, a Casa de Serralves e o Parque envolvente resultaram de um projeto encomendado pelo Conde de Vizela. Projetada e construída entre 1925 e 1944, a Casa é considerado o mais notável exemplo de um edifício “art déco” em Portugal. A Casa foi aberta ao público em 1996, como local de exposições de arte moderna e contemporânea até à abertura, em 1999, do Museu. O restauro da Casa proporcionou espaços para exposições e projectos de artistas integrados no programa do Museu. O Parque foi inspirado nos modelos dos jardins dos finais de 1800. Foi crescendo sucessivamente e hoje tem 18 hectares. O projecto, que data de 1932, é caracterizado pelo classicismo modernizado, com um toque de art déco, influenciado pelos jardins franceses dos séculos XVI e XVII, integrando alguns elementos do jardim original. Foi considerado em Portugal um dos primeiros exemplos da arte do jardim da primeira metade século XX.

EXPOSIÇÕES

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Vidas Ubuntu

Férias de Natal em Serralves

O estado das coisas/ As coisas do Estado


CILDO MEIRELES

Cildo Meireles, artista plástico, nasceu no Rio de Janeiro em 1948. Em 1960 torna-se conhecido internacionalmente criando os objetos e as instalações que causam ao observador numa experiência sensorial completa. As obras de Cildo Meireles dialogam não só com as questões poéticas e sociais específicas do Brasil, mas também com os problemas gerais da estética e do objeto artístico. Nos anos 70 e 80, projectou uma série de trabalhos que faziam uma crítica à ditadura militar. Nas suas obras a questão política vem acompanhada da investigação da linguagem. Cildo examina as falhas da percepção humana, os processos de comunicação, as condições do espectador e a relação da obra de arte com o mercado. No Museu de Serralves encontra-se a exposição de Cildo Meireles, que pode ser visitada de 15 de Novembro de 2013 até 26 de Janeiro de 2014. Na exposição encontramos um conjunto de instalações de grandes dimensões e de peças emblemáticas concebidas entre 1969 e 2013. Redefiniu a arte conceptual, libertando-a do tradicional “revestimento verboso” e devolvendo-lhe “ a tentativa de seduzir”. Dá grande importância à cartografia e geografia, devido aos trabalhos que faz usando mapas. Faz também trabalhos em papel milimétrico, mas os seus trabalhos mais relevantes são as instalações de grandes dimensões. Cruzando o desenho com a escultura e a performance, a maior parte dos trabalhos de Meireles proporcionam uma experiência sensorial e cognitiva do mundo que constitui um instrumento de libertação e consciencialização do espectador. Pequenas ou enormes, as suas obras são, nas suas palavras, para guardar naquele que é “o melhor lugar para guardar uma obra de arte: a memória”.


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MERCADO O O

DE MATOSINHOS

No final do dia as comerciantes limpam as bancas onde estava o peixe. Em mercados tradicionais, como o Mercado de Matosinhos, podemos ainda encontrar animais vivos Ă  venda, tal como galinhas, coelhos, patos e pombos, para alĂŠm de frutas e vegetais frescos.


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O

O Mercado Municipal de Matosinhos, que em 2013 completou 61 anos, mantém a sua função original, estando aberto desde a primeira metade do século XX. Associado ao centro tradicional da cidade e do concelho de Matosinhos, sendo desde sempre um ponto de referência tanto para a população residente como para os visitantes, alia a tradição dos antigos mercados, onde os visitantes enchem os olhos com a variedade das iguarias e das bancas multicolores, à beleza arquitetónica do espaço, agora também uma ‘’peça turística’’. O mercado continua a constituir um núcleo sólido de relacionamento social da população residente no concelho, através da valorização da variedade dos produtos e a qualidade associada, (sobretudo nos produtos hortícolas e no peixe), e a relação de confiança e proximidade estabelecida entre o cliente e o vendedor bem como a satisfatória relação qualidade/ preço, em contraste com impessoalidade do atendimento e relacionamento nas grandes superfícies. Como tal, o tempo em que toda a gente se abastecia já não é actual .

Os mercados passaram da actividade tradicional a actividades ligadas ao design, a exposições, e outras acções que fazem com que o Mercado de Matosinho seja ponto de visita obrigatória para quem vem conhecer a cidade, o que faz com que seja o coração na vida dos matosinhenses. Os Mercados têm, no entanto, pontos positivos para os consumidores, que valorizam a variedade dos produtos e a qualidade associada (sobretudos nos produtos hortícolas e no peixe), a relação de con- fiança e proximidade com os vendedores e a satisfatória relação qualidade/preço. Nota-se uma crescente saturação do formato hiper por parte dos consumidores, bem como da impessoalidade do atendimento nas grandes adquirem produtos naturais. São também de salientar o atendimento personalizado, que procura sempre a satisfação dos clientes e a facilidade e comodidade no acto de compra. É ainda de notar que o horário reduzido, o predomínio de empresas de cariz familiar, a falta de formação .


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EXPOSIÇÃO ALMANAQUE Uma História do design PortUgUês em revista Esta exposição é mais um dos eventos realizados em parceria entre a ESAD - Escola Superior de Arte e Design - e a Câmara Municipal de Matosinhos. A exposição incide sobre a história do design gráfico português, ilustrando-a com exemplares de cerca de cem das mais marcantes revistas publicadas desde o final do século XIX até à atualidade. O termo almanaque consagrou um género de publicação periódica de conteúdo e temática diversificados, que se popularizou na segunda metade do século XIX. Com a sua variedade, e por se dirigirem a todos, conseguem tocar todas as esferas sociais, geográficas e profissionais. Assim, os almanaques surgem-nos como um caleidoscópio onde a sociedade, multifacetada, se reflete. Assim, caracteriza-se pela sua natureza acessível e geralmente pedagógica.

"Almanaque" introduz-nos histórias do design grafico em Portugal nos últimos 100 anos, revelando autores, técnicas e ideias, através de uma vasta seleção de revistas. A organização expositiva é predominantemente cronológica, interrompida ocasionalmente por núcleos que reúnem publicações de temática específica. O que aqui se apresenta resulta de um trabalho de investigação sobre a memória e o arquivo do design gráfico em Portugal, trabalho em curso com maior espaço a percorrer do que aquele já percorrido. Deste modo, a exposição pode ser entendida como possibilidade de enquadramento e introdução ao design gráfico português e ao seu contexto cultura, social e político. No final dos anos 50 do século XX, Almanaque foi o nome escolhido para uma inovadora revista de cuja direção gráfica se ocupou Sebastião Rodrigues.


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SOLUÇÕES

DOS PASSA-

TEMPOS 1: O Luís é um peixe, estava num aquário na mesa. A janela abriu-se, passou uma rajada de vento e derrubou o aquário, que caíu no chão. O Luís morreu asfixiado. 2: Quando a senhora entrou na primeira loja, tinha catorze euros.

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SABEDORIA POPULAR CAPOEIRA E QUINTEIRO: Começar a deitar as galinhas, e se o frio aperta, dar-lhes água amornada e, quando possível, aquecer-lhes durante a noite, com fogão de petróleo, a capoeira coberta. Aos perus reforçar a alimentação com milho, painço, meixoeira e couve migada com sêmea. JARDINAGEM E HORTICULTURA: No jardim, plantar angélicas, gladíolos. Íris, junquilhos, açucenas e ainda túlipas, rainúnculos, jacintos e outros bolbos. É a melhor quadra do ano para poder as roseiras e mondar as flores de inverno. Na horta semear a alface, o alho, o cebolinho, a cebola, a cenoura, a chicória, a beterraba, couves (menos couve-flor e brócolos), coentros, ervilhas, orégãos, cominhos, etc... Pode fazer-se a sementeira dos trigos e estrumar espargos e alcachofras.

POMARES E LAVOURA: No pomar, plantar pereiras, figueiras, macieiras, amoreiras, amendoeiras, ameixoeiras, abrunheiros, castanheiros, damasqueiros, etc., abrindo-lhes covas largas para estrumar e convindo preservar cada estaca com um invólucro de palha bem atada com arame fino ou cordel de esparto, para preservá-las do frio excessivo e da roedura das cabras. Podar e estrumar árvores fruteiras. Na vinha podar bacelos. Recolhe-se o azeite nas tulhas. É o mês da suspensão dos grandes trabalhos de campo, a aproveitar para coçar mato, preparar estrumeiras, arrotear terras em pousio, amanhar alqueives e alfobres, olhar pelas tulhas e celeiros. No colmear zelar pela vigilância e boa hibernagem. Aproveite para utilizar abóboras na confecção de rabanadas e outras receitas culinárias para este mês de Natal.


EM DESTAQUE Festival de Inovação

Argo

Werkbund

De 14 a 17 de Novembro, realizou-se na Feira Internacional de Lisboa o Festival Internacional de Inovação e Criatividade. Este apresenta-se como um evento absolutamente inovador, sendo o único que integra, de forma prática e dinâmica, os principais conceitos associados à criatividade e à inovação, ancorando experiências sensoriais, cruzadas com diferentes áreas das indústrias criativas. Tornando-se assim um espaço que envolve pessoas, ideias e experiências, e que promove também o que Portugal tem de mais criativo, impulsionando os criadores.

‘Argo’, um filme de drama e suspense histórico norte-americano, recebe o galardão de melhor filme. Este é uma dramatização e adaptação do livro ‘The Master of Disguise’, baseado numa história verídica e de um artigo publicado na revista ‘Wired’, em 2007 - ‘The Great Escape’ de Joshuah Bearman. Começando no ano de 1979, quando a revolução iraniana atinge o seu ponto de eclosão e invade uma Embaixada nos EUA, fazendo 52 reféns. Seis americanos conseguem escapar e encontrar refúgio na casa de um embaixador canadiano.

A exposição da comemoração dos 100 anos da Werkbund passa por Portugal. A fundação Deustscher Werkbund, foi fundada em 1907 na Alemanha, por um grupo de artistas de diversas áreas no design, que tinha por plano inicial criar uma harmonia entre a arte a a indústria, de modo a melhorar a qualidade dos produtos. Nesta exposição pode ver-se a evolução toda a nível de Design, até aos dias de hoje. A Werkbund, foi uma fundação que cumpriu o seu objectivo inicial, criando produções de alta qualidade e de alto requinte a nível de design.

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L

(re) interpretar

ITERATUR

No livro A Viagem do Elefante, de José Saramago, não há protagonistas, apenas viajantes. Tal como o elefante, nós próprios encontramo-nos numa viagem que nos leva por caminhos inesperados, com acontecimentos que não podemos antecipar. Esta viagem de Salomão (o elefante) embalou-me na minha própria viagem: a viagem de me vir a descobrir e dar a descobrir aos outros. Onde nada é certo e tudo está por escrever. Na viagem da descoberta e do incerto que, simultaneamente, me parece cada vez mais certa. Não sei ainda que rumo a minha viagem vai tomar, se vai seguir sempre na mesma direcção, se a meio vou querer virar à esquerda. Ou até mesmo dar meia volta e voltar atrás. Sei que nesta viagem já ganhei muita experiência e vários outros viajantes que me acompanham. As memórias já não podem ser recuperadas ou vividas de novo, pois o momento é único. O que delas posso aproveitar é a sensação que me proporcionam e o calor que me dão. Através desses

sentimentos luto e continuo a viajar. “Sempre chegamos ao sítio aonde nos esperam”. De uma forma ou de outra. Por um caminho ou por outro. Sozinhos ou acompanhados. Cristina Feijó

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RA

Em A Descoberta do Mundo, Clarice Lispector leva-nos por reflexões sobre a nossa existência enquanto seres humanos, a nossa condição. A nossa dimensão ínfima quando comparada com o Universo e a Natureza. Sou uma pessoa que, penso, estará sempre em busca. Numa viagem de elefante. Sempre procurando algo que não sei bem o que é. Talvez eu própria. Tenho aquela vontade de mover as pessoas e absorver o mundo mas como Clarice disse “minha condição é muito pequena (…) enquanto a condição do universo é tão grande que não se chama de condição. Mas se me torno séria e quero andar certo com o mundo, então me estraçalho e me espanto. A condição não se cura, mas o medo da condição é curável.” A viagem pelos nossos

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receios, a descoberta do que podemos ultrapassar e o fim onde alguém ou algo nos espera. Para atingir a “sensibilidade inteligente” de Clarice e a consciência do que nos rodeia. Sempre senti dentro de mim que tenho de fazer alguma coisa pelo mundo… “Sou uma pessoa muito ocupada: tomo conta do mundo. (…) Observo em mim mesma as mudanças de estação: eu claramente mudo com elas. Hão de me perguntar por que tomo conta do mundo: é que nasci assim, incumbida.” Ligando-nos enquanto seres humanos, seres vivos, partes de um todo. Joana Flores


2001 “If you understand 2001 completely, we failed. We wanted to raise far more questions than we answered.” Stanley Kubrick

Nos anos 50/60 assistimos à crescente concorrência da televisão, e ao final dos géneros tradicionais do cinema (“western”, musical). O cinema americano preocupa-se em preservar os grandes valores do espectáculo, mas, ao mesmo tempo, em diversificar as suas formas de produção - as chamadas “superproduções”, filmes de grande orçamento (maioritariamente gravados na Europa). Ora, ao produzir e realizar “2001”, Stanley Kubrick terá, antes de mais, prolongado a lógica desse cinema, empenhado em não perder a sua posição dominante na frente do grande espectáculo. O filme começa por se distinguir pelo seu género (ficção científica), que não estava propriamente na “moda”. Kubrick reencontra um dos valores mais típicos deste tipo - o confronto com os enigmas do futuro. Mas não se trata de um futuro conseguido através da combinação de fantásticos e fantasiosos elementos cenográficos. Devido à sua dedicação ao detalhe, Kubrick investiga cada aspecto de um futuro plausível, para que o filme pareça real, tendo, para tal, colaborado com a NASA e restantes companhias que trabalhavam para a construção das naves espaciais. No início e final do filme, com cerca de 25 minutos com ausência de diálogo, uma força exterior provoca um patamar evolutivo. No final original, ‘Star Child’ regressaria à Terra para destruir o anel de bombas nucleares que circulava o planeta. Kubrick optou por alterar o fim para este olhar ambíguo, e mais satisfatório da estrela sobre a Terra. Deste modo, deixa ao observador todo um leque de possibilidades de interpretação do final, e de questões filosóficas acerca da natureza humana. O que nos leva aos momentos de diálogo. Neste filme de 2h36, há cerca de uma hora de diálogo. Isto porque houve a intenção de representar uma complexidade de conceitos e abstracções sem recorrer ao uso tradicional da palavra. Desta forma, o conteúdo torna-se mais ambíguo, e fica ao dispor da interpretação do observador. Encontramos, então, o carácter individualista de Kubrick. Não de uma forma desinteressada pelos modelos sociais da época, mas na sua própria forma de interrogação. Usa esta vertente científica do filme para lançar uma questão: o que é o Homem? Qual a sua identidade, face às transformações e evoluções tecnológicas representadas em “2001”? O objectivo de Kubrick e Clarke não era responder às perguntas, mas criá-las. ALMANAQUE . 13/16


UM TOQUE DE

PIME

Lingerie O termo “lingerie” deriva da palavra francesa “linge”, que significa linho e foi introduzida como eufemismo para as chamadas “roupas de baixo escandalosas”. Apenas em 1850 é que a expressão “lingerie” começou a ser aplicada a roupagens de baixo que continham ricos detalhes e evidenciavam o lado feminino. Hoje em dia é algo muito comum e desejado, tanto pelas mulheres como pelos homens. Existe em vários modelos, cores e tamanhos, basta escolher de acordo com o efeito que pretende provocar, ou mesmo, para se sentir confortável consigo mesma! Apresentamos-lhe aqui duas lojas famosas onde pode adquirir a famosa “lingerie”!

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ENTA Victoria’s Secret Beleza, sensualidade e romantismo são as palavras-chave para descrever a colecção primavera/verão da Victoria’s Secret. Desde combinações arrojadas e provocadoras até roupa interior confortável, mas sensual! Tudo ao seu dispor nesta loja que se tornou uma das marcas mais famosas desde 2007, ano em que ganhou uma estrela na calçada da fama de Hollywood!

Triumph Nesta loja pode fazer as combinações mais diversas até encontrar o seu fit perfeito! Tem até a possibilidade de marcar o seu “fitting” personalizado numa loja Triumph. Aqui pode encontrar lingerie confortável, mas com detalhes femininos. Possuí ainda uma linha de modelos de cintas e camisetas modeladoras, assim como calcinhas de renda.

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ALMANAQUE Decorreu entre 24 de Outubro e 20 de Dezembro uma exposição sobre a revista Almanaque, no Mercado Municipal de Matosinhos, no Porto. Almanaque foi uma revista que surgiu no final nos anos 50, sob a direção gráfica de Sebastião Rodrigues, que pretendia celebrar o poder das revistas. A revista dividia-se em secções por conteúdos diversificados, que pretendiam interessar a todas as classes sociais, sendo considerada um elemento representativo da cidade. A exposição em si, é muito rica a nível da história do Design Português, pois contém várias revistas, onde se podem ver as diferentes formas de criação ao longo das décadas. Ainda podemos ter acesso a outras informações, em relação ao conteúdo, como as modas, e os objectos. É muito interessante notar estas evoluções, sem esquecer o quanto o contexto é importante, pois notam-se as influências das vanguardas, da censura e também dos contextos económicos (ex: uso só de uma cor em cada exemplar, como na revista “Viagem”). Exemplares de revistas que se podem observar na exposição: ABC, Contemporânea,

Ilustração Portuguesa, Almanaque, Sema, etc. A partir da observação destas e mais revistas, e também da visita guiada, podemos discorrer algumas características do design editorial entre décadas/épocas e também preocupações a níveis de conteúdo. Antes dos anos 30, as revistas reflectem vários temas políticos actuais e aparecem as publicações humorísticas, com intenção de criticar a sociedade. A partir dos anos 30 surge a censura, os textos passam a estar mais ligados a temas como o turismo (ex: programas para fins-de-semana), para a agricultura e outros temas que no Estado Novo tendiam a ser preservados. Contudo, surgem as primeiras capas assinadas, e as bandas desenhadas, que também seriam doutrinadas, consoante os ideias do Estado Novo. Em 1950 é o ano em que saem os 12 primeiros números do Almanaque, em que os temas se tornaram mais gerais, e mais acessíveis a todas as pessoas, isto em Portugal, porque muito antes já existiam outras revistas com o mesmo intuito que o Almanaque, internacionalmente.

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Conferência A ESAD tem vindo a concretizar vários eventos, entre eles destaca-se a conferência de dia 4 de Dezembro. Estes eventos visam proporcionar um ambiente crítico e de reflexão com os temas mais pertinentes no campo do design a nível nacional e internacional. A conferência foi dada pela Professora Cândida Ruivo, pelo Professor José Bartolo (moderador) e por mais duas professoras da ESAD. A Professora Cândida Ruivo dedicou-se à exploração da revista “Panorama” durante o seu doutoramento. Mais especificamente, focouse na primeira série da revista (1941-1949). A revista “Panorama”, explica a Professora, foi criada em 1941 e emanada pelo Estado Novo. Tendo em conta o seu contexto temporal, foi pouco divulgada devido ao fascismo português e tratava-se de uma revista essencialmente doutrinária, que explicava e transmitia as formas de estar na sociedade.

O Jornal de 1887 serviu de inspiração para a revista, que mais tarde se transformou em magazine. Albergava várias ilustrações de diversos pintores e ilustradores famosos da época, como por exemplo, Bernardo Marques. Quanto ao seu conteúdo, era uma revista que falava do “Bom Gosto”, ou seja, moldava o gosto das pessoas seguindo a vontade do Estado Novo. Tinha uma paginação simples, por vezes em forma oval, e utilizava uma cor base sendo mais económica. Continha, também, mapas incortados, algo bastante comum naquela época, especialmente em revistas de turismo. Podemos ainda afirmar que de, certa forma, era uma revista à qual, na altura, não era dada a devida importância, como a Professora referiu “Era um objecto mal amado”.

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Trienal de Arquitectura de Lisboa - Close, closer A terceira Trienal de Arquitectura de Lisboa chega com o objetivo de “colocar questões”. “Close, Closer” reflete sobre a condição, enquadramento e entendimento da arquitetura contemporânea. Divide-se em quatro programas centrais: Futuro Perfeito, A Realidade e Outras Ficções, O Efeito Instituto e Fórum Novos Públicos e uma multiplicidade de Projetos Associados. A realçar o programa A Realidade e Outras Ficções que, sem dúvida, irá surprendê-lo.

Close, closer Futuro Perfeito A Realidade e Outras Ficções O Efeito Instituto Fórum Novos Públicos Vários Projectos Associados Até 15 dez / jan Bilhetes grátis

Identity

LESS ! NO Convento da Trindade 8 nov a 22 dez Todos os dias 10h às 20h Bilhetes grátis

Experimenta Design - No borders

Até 22 de dezembro. Pode encontrar as atividades em experimentadesign.pt/2013.

Publicidade

Consumo Feliz – Exposição no Museu Coleção Berardo Até 5 jan das 10h às 19h Bilhetes grátis

Literatura

Lisboa de Pessoa – Área pública de chegadas do aeroporto Até 31 jan Bilhetes grátis

Moda

Felipe Oliveira Batista – MUDE Até 16 fev Terça a domingo das 10h às 18h Bilhetes grátis

Música

Luísa Sobral, There’s a Flower in my Bedroom 22 mar Bilhetes a 15 euros

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S

CRÓNICA

BUS

Estão a decorrer várias greves neste mês de Dezembro que perturbam toda a população lisboeta a movimentar-se de um local para o outro. O simples caminho de casa-trabalho-casa tem-se tornado insuportável e interminável. As filas são infinitas e os transportes públicos encontram-se sempre a abarrotar. Já no autocarro um estudante de Belas-Artes que leve consigo uma capa de desenho A0, uma mochila carregada com tudo o que é imprescindível e ainda mais uma carga adicional está, digamos a verdade, realmente com graves problemas. Se já quando não está a decorrer greve esta tarefa se apresenta como um bicho de sete cabeças (ou mais!), imagine-se então nestas circunstâncias! A greve é uma forma de luta utilizada há, no mínimo, três

séculos por trabalhadores no mundo inteiro. Essencialmente, fazer greve é parar uma actividade de forma voluntária com um objectivo determinado. Muitas vezes o objectivo das greves trabalhistas é a obtenção de benefícios, como por exemplo o aumento de salário e melhoria das condições de trabalho. No entanto, as esperas intermináveis pelo carrinho amarelo ou pelo comboio que viaja à velocidade da luz, não estão a melhorar a vida dos estudantes, apenas lhes dificultam a vida. Após a espera, que, em média, costuma ser de 30min, o autocarro chega e o estudante, que já está atrasado para a sua primeira aula, ou mesmo teste, não consegue entrar no transporte devido ao mote de sardinhas enlatadas que já se encontram no interior.

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Mesmo todas bem apertadinhas ainda coube mais uma: a velhota que esperava impacientemente e chateada na paragem. O pobre estudante fica em terra, desconsolado. Ah, e não nos esqueçamos da capa de desenho A0, da mochila carregadíssima e a carga adicional, os seus verdadeiros companheiros! Cristina Feijó


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O DIA-A-DIA DO DESIG NER ALMANAQUE . 21


VIAGEM AO MERCADO “O mais importante está mesmo à vossa frente e vocês não o veêm.” Foi no mercado de Matosinhos, a fotografar legumes aqui e frutas acolá, que um senhor, já com a sua idade avançada, de óculos e bóina, se aproximou sorrateiramente e proferiu, com tom misterioso e quase moralista, esta frase intrigante. O mercado de Matosinhos é um espaço amplo, coberto, onde se reúnem vendedeiras nas suas bancas pequenas mas imponentes, expondo o que de melhor a terra oferece. Com o intuito de revitalizar, a nível urbano e comercial, o centro histórico da cidade de Matosinhos, este mercado visa fomentar as estratégias de desenvolvimento do sector primário do concelho e criar uma imagem de marca dos produtos locais. Aberto desde a primeira metade do século XX, este espaço alia a tradição dos antigos mercados à sua beleza arquitectónica. Aqui, apesar das grandes dimensões do espaço, sente-se um ambiente familiar e aconchegante. O sorriso carinhoso das senhoras que mostram, eufóricas, os seus coelhos e galinhas; o cheiro a campo, as cores vivas e intensas das enormes abóboras e das frescas alfaces. Tudo aqui é chamativo. Mas este não é apenas um espaço onde se vendem produtos e onde todos são simpáticos. Este é um espaço em que, ouvindo palavras sábias de gente incógnita, se observa tudo com olhos de quem nunca viu nada. Nada é indiferente, tudo ganha uma dimensão supe-

rior à sua realidade. Talvez o senhor já com a sua idade avançada, de óculos e bóina, tenha dito aquilo só por dizer. Ou talvez não. O certo, é que saímos daqui a achar que as balanças são feitas de ouro e as frutas têm poderes curativos. No mercado de Matosinhos havia um tesouro, que ficou por descobrir. E foi ao tentar descobrir esse tesouro, que talvez não exista, que descobrimos tantos outros mais, sem valor aparentemente nenhum, mas que alterou a nossa percepção deste sítio. Os chapéus de sol intrigantes, que estão abertos até à noite, passaram a ser um símbolo fantástico de não sabemos o quê. E a humildade e hospitalidade de todas aquelas pessoas, a simplicidade dos seus gestos, o seu sorrriso aconchegante, passaram a ser a melhor coisa que poderíamo trazer do mercado. Neste mercado, que agora é místico.

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AH AH AH AH 1 - Qual é coisa, qual é ela, que é redonda como o Sol, tem mais raios do que uma trovoada e anda sempre aos pares? 2 - Qual é coisa, qual é ela, que atravessa todas as portas sem nunca entrar nem por elas sair? 3 - Numa casa de 12 meninas, cada uma tem quatro quartos, todas elas usam meias, nenhuma usa sapatos. O que é?

3. relógio 1- Cozido de lascas de bacalhau com grão-de-bico e tempero. 2- Pref. de posição. Dizer respeito. 3- Pedra (bras). Nome antigo de nota musical que hoje se chama dó. Fazer arrepiar. 4- Que ou aquele que se dedica, por prazer, à ornitologia. 5- Enterrar. Lendária rainha inglesa. 6- Aqueles. Cada uma das nove partes iguais em que se divide a unidade. Vento de Leste. 7- Símb. químico do Aténio. Utensílio de madeira, vidro, etc., de forma cónica que serve para passar um líquido para dentro de um vaso de boca ou gargalo estreito. 8- Ilha do Adriático. Lousa. 9- Tostar. Símb. químico do Tecnécio. 10- A fina flor. Estrondo. 11- Agarrar-se com as gavinhas. Parte superior do braço. 12- Antes do meio-dia. Nome de mulher. ‘Terceiro’. 13- Meter de permeio. 14- Ferro temperado. Feminino de este. Nome de mulher. 15- Símb. químico do rádio. Cromo (s. q.). Amontoar. 16- Espaço que precede a câmara do navio. 17- Mal trajado. Nome de mulher. 18- Nome de letra. Alfurja. Interjeição de espanto. 19Nome vulgar de uns moluscos gastrópodes, nocivos à agricultura. Medida grega de comprimento. Suf. de qualidade. 20- Ouro (s. q.). Figurado, fatigar. Pequeno golpe.

1- Timbre de voz feminina mais grave que o soprano. Folhelho do Minho. 2- Roda dentada que engrena noutra. Membro de um animal usado para voar. De Canaã. 3- Abrev. de antigo. Que se abstém. Dois mais um. 4Antes de Cristo. Unidade do sistema monetário japonês. Árvore cuja casca aromatiza o vinho. Medida antiga na Índia. Abrev. de milímetro. 5- Contracção da preposição de com o pronome outro. Símb. do Árgon. Acto de altercar. 6- Voltar. Uma das constelações zodíWWWacas, também chamada Carneiro. Idade. 7- Símb. químico do Escândio. Freguesia do concelho de Esposende. Sigla de pesticida. Designação dada ao verso de onze sílabas. 8- Rasgar. Nome de Buda na China. Letra grega. Móvel em que se dorme. Ponto agente ‘suf’. 9- De bronze. Facilidade em falar. Período histórico. Em partes iguais. 10- Qualidade do está incomunicável. 11- Parente. Peça de música para uma só voz. Antiga divindade dos bosques. Planta herbácea, também designada ervadoce, que tem aplicações em farmácia. 12- Cor de fogo que toma o céu antes do sol nascer e depois de este se pôr. Negativa. Pouco denso ou espesso. Fileira.

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2. fechadura

Verticais

1. roda da bicicleta

Horizontais


fundação de serralves


O TEATRO NA VERTICAL


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Fui ao São Luiz Teatro Municipal ver “Jangada de Pedra”, uma peça do Teatro Bando baseada no livro de José Saramago. Pessoalmente, tenho um carinho especial pelo teatro que foge às regras, fora do comum, que gosta de experimentar e reproduzir novas formas de representar. Teatro Experimental, como é o caso. A peça começa com um estreito abrir de cortinas, deixando apenas uma faixa visível do que está por detrás dela. Vemos uma estrutura feita de ferro e redes de corda, com vários andares. No andar do topo, a muitos metros de altura do chão, está a primeira personagem a falar. É uma mulher. Este era o início para uma sucessão de soluções criativas e completamente diferentes daquilo que seria de prever numa peça de teatro clássico, ou de revista. Nos outros andares da estrutura, outras personagens, outros cenários imaginados, outras histórias, que acabam por interagir mais tarde. Após o final da peça, houve uma conversa entre o público e os encenadores/actores. Esclareceram que o habitual para quem vem assistir a

uma encenação da “Jangada de Pedra” seria ver a acção desenvolver-se na horizontal “como a Península Ibérica a deslocar-se à deriva pelo mar”, mas como é costume do Bando contrariar as expectativas, tudo se desenrola na vertical. Uma das cenas que me chamou particularmente a atenção foi a forma física e simbólica que encontraram para representar o acto sexual entre as personagens, que não é comum. Ainda não li o livro. É uma narrativa da Península Ibérica a separar-se do resto da Europa, com uma série de conotações políticas e sociais, que José Frade, no Público, descreve como “o fracasso da ideia de comunidade”. Por último, sinto-me obrigado a salientar que o preço dos espectáculos para espectadores com menos de 30 anos no São Luiz é de apenas 5€. Vale a pena ver obras de tão grande qualidade, por tão pouco esforço. Como aluno de Design de Comunicação não posso, ainda, deixar de expressar o meu agrado pelo flyer do espectáculo, bem como por toda a divulgação do São Luiz em geral.


VIAGEM A


MATOSINHOS As 07h30 teve inicio a viagem do ponto de encontro no Marquês de Pombal. Três autocarros cheios de alunos, do 1º ao 3º ano da licenciatura de Design de Comunicação. De forma a não perder uma grande oportunidade, decidiram que, apesar do tempo escassear, seria possível visitar Fundação de Serralves, uma instituição de âmbito cultural cujo objectivo é sensibilizar o publico para a Arte Contemporânea. Foi possível assistir a varias exposições, nomeadamente, BES Revelação 2013, Cildo Meireles, Ahlam Shibil: Phantom Home. Uma vez que às 14h00 a professora Cândida Ruivo efetuaria uma conferência na ESAD – Escola Superior de Artes e Design – seguimos viagem para a faculdade. À hora marcada a conferência começou. Essa centra-se principalmente na revista Panorama (1941), que teve como primeiro diretor gráfico Bernardo Marques, que não tem grande divulgação uma vez que está associada ao estado novo. “Podia não ser brilhante mas

era interessante”, tinha fotografias magnificas, de grande qualidade, e ilustrações de vários artistas. Introduziu várias tipografias bem como elementos que não eram habituais nas outras revistas. Tinha uma paginação muito simples, e a tiragem não era regular, devido à guerra. Dava, então, mais importância à fotografia e à ilustração do que propriamente ao grafismo e paginação. Foram ainda referidas outras revistas, como a Revista da Camara Municipal de Lisboa, Revista do Turismo, Viagem. A ESAD e a Câmara Municipal de Matosinhos organizaram uma exposição na galeria Quadra, ao lado do mercado – “Almanaque – Uma História do Design Português em Revista”. Como o nome indica é uma exposição inteiramente dedicada a almanaques, sobre a história do design gráfico português através das mais marcantes revistas publicadas desde o final do século XIX até à atualidade. São revistas de carácter diversificado, normalmente com momentos dedicados a certos grupos de


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pessoas como por exemplo os vegetarianos, os amantes, etc. É usual incluírem calendários e críticas. Muitas das publicações eram A Paródia, António Maria, Os Pontos nos I’s, A Bomba, Ocidente, Legião Em Marcha, Binário, Contraste, ABC. Ainda visitámos o mercado, como era tarde já não havia muito para se ver, pois normalmente está em funcionamento durante a manhã. O primeiro piso estava a ser limpo, pronto para o dia seguinte, o piso de cima, que também tem cafés, ainda tinha vendedores com aquilo que estamos à espera de encontrar num mercado: legumes, frutas, peixe, animais.


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CASA DA ARQUITECTURa No final da viagem a Matosinhos, visitámos a Casa Da Arquitectura, que faz parte do Matosinhos Top10, situada na Rua Roberto Ivens. É uma associação cultural sem fins lucrativos que envolve não só arquitectos mas pessoas de várias áreas que decidiram incentivar e apoiar um projecto em que acreditam. A sua função é arquivar e dar a conhecer espólios que foram entregues a esta associação. Para além disso promove também a investigação e a pesquisa no domínio da arquitectura, através de cursos, sessões de formação, conferências, debates,


ajudando à publicação de obras relacionadas com a arquitectura, portuguesa ou universal. Esta casa pertencia à família do Arquitecto Álvaro Siza Vieira e foi adquirida em 2007 pela Câmara Municipal de Matosinhos, com o objectivo de receber o CDAS – Centro de Documentação Álvaro Siza. As obras a cargo da CASA DA ARQUITECTURA tiveram início em Janeiro de 2009 e terminaram a 15 de Junho. Trata-se da reestruturação de uma casa construída em meados do século XIX e remodelada em 1961, pelo Arq. Álvaro Siza a pedido dos seus pais. Pretendeu-se que a reestruturação da casa fosse fiel ao projecto de 1961. Respeitando a intenção estética do seu autor e sempre sob a sua orientação, procedeu-se a ligeiras alterações com o objectivo de tornar o espaço capaz de receber as suas novas funções. Contará com espaços funcionais para a equipa de trabalho, com espaços de arquivo e consulta, biblioteca, sala de exposições, sala multimédia, recepção ao visitante, uma pequena loja e, ainda, um jardim onde se prevê a realização de diversas actividades. A inauguração oficial da CASA teve lugar no dia 25 de Junho e no dia 27 inaugurou ao público. No momento da visita estava em exposição, diversos esquissos, tanto na forma como no tempo, que registavam apontamentos de viagem, pesquisas para projectos e auto-retratos.


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culinária FRANCESINHA

Doses: 4 Tempo: 60 min Dificuldade: Médio INGREDIENTES:

Ingredientes do molho 2 cebolas 2 dentes de alho 50ml de azeite 2 tronquinhos de salsa fresca 1 colher de café de piripíri 2 caldos Knorr de carne 250g de polpa de tomate 1 colher de sopa de molho inglês 0.33 cl de cerveja 150ml de vinho branco 50ml de whisky 30g de farinha maizena 100ml de água 8 fatias de pão de forma de padaria (com 1 dia) 4 bifes de vaca (bem tenrinhos) 4 salsichas de churrasco 8 fatias de bacon 24 fatias de queijo 4 ovos Sal q.b. Pimenta q.b.

PREPARAÇÃO:

Fazer um refogado com a cebola picada e o alho, em azeite. De seguida, acrescentar os restantes ingredientes, excepto a água e a farinha maizena. Deixar ferver aproximadamente durante 10 minutos, tendo o cuidado de ir mexendo de vez em quando. Depois, triturar tudo muito bem com a varinha mágica. Adicionar a farinha dissolvida na água e deixar apurar por mais 10 minutos, mexendo continuamente, de modo a engrossar. Torrar ligeiramente as fatias de pão de forma no forno. Abrir cada salsicha em 3 fatias e grelhar numa chapa, juntamente com o bacon, e depois reservar. Temperar a carne com sal e pimenta, grelhar na mesma chapa e reservar. No tabuleiro do forno, dispor uma fatia de pão de forma, duas fatias de bacon, sobre estas o bife e, por fim, a salsicha cortada em 3 fatias. Tapar com a outra fatia de pão de forma e colocar sobre esta uma fatia de queijo no topo. De seguida, colocar uma fatia em cada lateral e por fim outra por cima. Repetir o mesmo procedimento com os restantes ingredientes. Levar ao forno a gratinar a 180ºC, durante cerca de 15 minutos. Retirar e colocar cada francesinha num prato fundo, colocando sobre estas o molho bem quente. Finalizar com um ovo estrelado e servir com batatas fritas.


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o mar

de maria keil

Maria Keil nasceu em Silves, em 1914. Estudou Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo sido discípula de Veloso Salgado. Fez parte de uma segunda geração do movimento modernista português, sendo as suas composições caracterizadas por rara sensibilidade e formas estilizadas. A sua abrangente actividade artística distribuiu-se pela pintura, publicidade, ilustração, tapeçaria, design de mobiliário, decoração,

cenografia e azulejaria (nomeadamente painéis em zonas urbanas). “O mar” é um painel de azulejos situado num conjunto habitacional na Avenida Infante Santo, Lisboa. A obra data de 1958 a 1959 (projecto e Aplicação do 1º painel) e de 2003 (2º painel após destruição do primeiro), tendo sido encomendada pela Câmara Municipal de Lisboa. O painel que está no local consiste numa cópia feita na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego (Lisboa), com supervisão da artista, uma vez que o original terá sido seriamente danificado no âmbito de um restauro mal sucedido. A técnica utilizada foi uma Faiança com recurso a majólica e estampilhagem nos cerca de 50 m² do painel.

Há algumas obras de estudo e projecto (de 1956 a 1958) de guache sobre papel para O mar, expostas no Museu Nacional do Azulejo. A obra destaca a produção de azulejos e completa um importante percurso inicial deste tipo de intervenção. Isto, tendo Maria Keil sido das primeiras artistas a protagonizar um projecto que concilia as Artes Plásticas e Arquitectura (também fortalecido pelo seu casamento arquitecto Francisco Keil do Amaral). Nesta composição, a artista inclui um espaço de escadaria, que serve de passagem para a zona habitacional, na concepção formal do painel. O mar foi o seu primeiro trabalho de vulto, alcançando uma diferente linguagem para o azulejo, através de um organizado esquema geométrico. É composto por uma matriz de elementos maioritariamente triangulares que se vão distorcendo ao longo do painel, criando movimento e volume


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ondulantes, tal como um cromatismo simbólico de azuis, verde e brancos, remetendo para o mar. Ao longo de meio século, a obra parece encontrar-se no esquecimento, no meio da cidade. Mesmo sendo dos painéis melhor conservados da Avenida, não dá sinais de qualquer reconhecimento. Poucos são os que conhecem a artista, o espaço está sujo, abandonado e vandalizado. Ainda menos são os que sabem a história por detrás dos azulejos pelos quais milhares de pessoas passam todos os dias. E o que os habitantes dizem é que este e os outros painéis da zona são desprezados e não recebem tratamento digno, desde os dejectos de cão, grafitis e lixo. As soluções apontadas passam pela instalação de luz à limpeza e conservação do jardim do espaço. Esta obra que pertence à cidade, aos habitantes e faz um tributo à vida do mar, símbolo lusitano é uma oferta do trabalho de uma artista que muito fez por lisboa, mas de forma pouco reconhecida.


astrologia

DEZEMBRO 2013

CARNEIRO

CARANGUEJO

21/03 A 20/04

21/06 A 22/07

Esta é uma época em que se sentirá estimulado intelectualmente. Tire o máximo partido da vida, aproveitando não só o lado recreativo como também o cultural. Se tiver familiares no estrangeiro visite-os.

Momento em que vai precisar de trabalhar muito para poder equilibrar as suas finanças e simultaneamente satisfazer as suas necessidades. Contudo este período faz com que consiga conhecer-se melhor evitando lutas interiores.

TOURO

LEÃO

21/04 A 21/05

23/07 A 22/08

Neste período de transformação poderá estar a vivenciar uma época que representa o fim de um ciclo e o início de outro. As novas situações, porque são novas, poderão levar a que o seu interior se sinta algo desajustado. Também no plano financeiro poderá haver alguma preocupação.

Nesta fase as crianças poderão despertar a sua atenção, levando a que participe nos seus jogos e brincadeiras, o que além de lhe proporcionar momentos de descontracção, constituirá um excelente escape para a sua rotina. A jovialidade e boa disposição que sente não irão passar despercebidas ao sexo oposto.

GÉMEOS

VIRGEM

21/05 A 20/06

23/08 A 22/09

Durante este período poderão surgir alguns assuntos relacionados com a lei, meios administrativos ou questões burocráticas que requeiram a sua atenção para serem resolvidos.

Poderá estar a vivenciar uma época que representa o fim de um ciclo e o início de outro. As novas situações, porque são novas, poderão levar a que o seu interior se sinta algo desajustado.


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BALANÇA

CAPRICÓRNIO

23/09 A 22/10

22/12 A 19/01

Quebre a rotina, tire as férias que tem vindo a adiar. Mesmo que por poucos dias, verá que o afastamento lhe proporcionará um regresso à actividade com novo fôlego, maior fluência e poder de realização.

É o momento para mergulhar a fundo no seu inconsciente para perceber de que forma as suas acções são contrárias às suas intenções. Muitas vezes aquilo que estamos a querer fazer não coincide com o que estamos realmente a fazer.

ESCORPIÃO

AQUÁRIO

23/10 A 21/11

23/09 A 22/10

Será através dos seus recursos que você irá exprimir-se neste período, definindo-se a si e aos outros. Use as suas capacidades materiais para proporcionar alegria e prazer àqueles que estão à sua volta.

A sua relação com o grupo de amigos e com a sociedade em geral está amplamente beneficiada. Ajude ou peça ajuda aos amigos. Notará uma grande identificação com eles e descobrirá novas facetas do seu ego.

SAGITÁRIO

PEIXES

22/11 A 21/12

23/10 A 21/11

Neste período, sentirá uma maior capacidade para recarregar as suas energias. Concentrarse-á mais nos seus assuntos pessoais do que nos do mundo em geral. Nesta fase, a sua personalidade está centrada, no sentido positivo, naquilo que faz e naquilo que é.

Nesta altura a sua atenção estará mais voltada para o exterior, em especial para a sua carreira e para a imagem que transmite aos outros. Poderá ser uma época de maior responsabilidade, através, por exemplo, da atribuição de um cargo de liderança.


NOTÍCIAS INSÓLITAS Foi encontrado um homem morto num cemitério Boi enraivecido fere agricultor com um machado Descoberto um buraco enorme na auto-estrada especialistas estão a observá-lo Hotel incendeia-se - 200 hóspedes escapam meio contentes Aprenda a conduzir enquanto vê televisão Amizade de 20 anos acaba no altar Mulher nega ter-se suicidado Prisioneiros escapam após execução Homem sortudo vê o amigo morrer


Resolve o passatempo, preenchendo os espaços com palavras a partir das pistas em baixo, para revelar o tema principal desenvolvido no Almanaque.

Navegação, travessia, percurso efectuado, estado alucinatório provocado pelo consumo de certas substâncias. A palavra é um substantivo feminino no signular.

Flexão feminina de um artigo definido que exprime várias relações, entre as quais movimento, extensão, meio, lugar, matéria, fim, tempo, maneira, etc.

Terreno inculto em que crescem plantas agrestes. A palavra é um substantivo masculino no plural.

A palavra é um sufixo diminutivo e tem uma utilidade intensificadora em advérbios e adjectivos.

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INTRODUÇÃO No passado mês de Dezembro, as turmas do curso de Design de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes realizaram uma viagem ao porto, com o objectivo de visitar a exposição Almanaque, a História do Design em Portugal. Empreenderam também uma ida ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves, onde decorrem várias exposições, das quais se pode destacar a de Cildo Meireles. Posteriormente, passaram pela ESAD para assistir à palestra da professora Cândida Ruivo sobre a publicação Panorama, Arte & Turismo, cujo papel foi relevante no panorama salazarista. Nas seguintes páginas discursa-se sobre a experiência enquanto alunos pertencentes às turmas presentes na visita a Matosinhos.


LISB A

LISB A

MATOSINHOS

VISITA A SERRALVES

CONFERÊNCIA NA ESAD

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves é, sem dúvida, um marco cultural incontornável em Portugal. O edifício, projectado por Ciza Vieira, é de traço minimalista, cada elemento está reduzido à sua essência, não havendo qualquer excesso ou ornamentação. As suas paredes brancas estéreis contrastam com os naturais verdes e castanhos do Parque de Serralves, que irrompem pelas suas colossais janelas, algumas substituindo paredes inteiras. Um museu que merece uma visita nem que seja só pelo espaço em si, tanto o edifício como o parque de 18 hectares que o circunda, para não falar das numerosas exposições, de artistas tanto nacionais como internacionais, aí presentes. De momento encontram-se em exibição as obras de Ahlam Shibi: Phantom Home (até 9 de Fevereiro), Cildo Meireles (até 26 de Janeiro), a 9ª edição do concurso BES Revelação (até 19 de Janeiro) e Artistas Brasileiros e Poesia Concreta (até 4 de Março). Destaca-se a de Cildo Meireles pela sua exímia representação desconstructiva da sociedade moderna, da desumana tribo do dinheiro, da fragilidade da vida e do perigo do armamento entre muitos outros temas que aborda como a luz, o som e volumes imaginários.

Com encontro marcado na ESAD – Escola Superior de Artes e Design – alunos e professores compareceram no auditório onde Cândida Ruivo, docente da Faculdade de Belas Artes de Lisboa, seria uma das vozes activas na conferência cujo tema é PANORAMA, revista de design e turismo, objecto da sua tese de doutoramento. Foi apresentada a inspiração para a revista, de 1837, em termos de nome e qualidade gráfica, e as publicações da PANORAMA realizadas nos anos 40. O estilo e a dinâmica das revistas abordadas, com escolhas tipográficas, cromáticas e imagísticas muito próprias, foram alvo de destaque e análise. É importante compreender que um objecto como a PANORAMA, gerado num ambiente de pressões sociais e de propaganda política em nome do Estado Novo, não teve a atenção devida; e deve-se atenção à PANORAMA por ocupar um lugar-chave na história do design português, com um importante valor documental e que efectivamente «vale por si». Abriu-se um caminho para uma nova forma de ver a revista. Noutros tempos, símbolo de identidade política, nos de hoje, um objecto de estudo e análise dessa identidade e da sua influência nas publicações: uma amostra de como a expressividade e a abertura para certas questões foram influenciadas pelo regime e pela censura. A conferência finalizou-se com as breves palavras dos professores da ESAD, responsáveis pela organização da palestra, que sublinharam partes importantes do discurso da professora e concluíram com um agradecimento pela comparência e participação dos alunos da capital.

GRUPO XV

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Ilustração: perspectiva do Museu de Arte Contêmporânea de Serralves

Os alunos na exposição do Museu de Arte Contemporânea de Serralves

Capa da publicação PANORAMA números 15 e 16, 1943

GRUPO XV

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à EXPOSIÇAO AL A propósito da história do Design Português e como alunos de Design de Comunicação tivemos o privilégio de visitar a exposição ALMANAQUE. Instalada na galeria QUADRA, no Mercado Municipal de Matosinhos, e comissionada pelo Presidente do Conselho Científico da ESAD, José Bártolo, ALMANAQUE colocou-nos em contacto directo com objectos excepcionais de diferentes períodos marcantes para o Design Gráfico, a Ilustração e as Tecnologias de reprodução gráfica Portuguesa. A disposição dos objectos na sala e nas vitrines foi pensada cuidadosamente, tendo sido agrupadas para enfatizar qualidades gráficas ou o contexto social do tempo em que foram produzidas. Houve uma série de números que acabaram por

ser guardados com a finalidade de conseguir uma coerência e comunicação apropriados ao propósito da exposição. José Bártolo fez uma apresentação concisa da história daquelas revistas em Portugal, que, incorporada na viagem a Matosinhos, nos enviou numa segunda viagem, já iniciada na palestra da ESAD: a de contacto e reflexão do caminho que integra aquilo que é hoje o design em Portugal e no mundo; é a Comunicação que permite tocar outras culturas e criar influências. Num período de cem anos, a revista atravessou diferentes propósitos, começando pela crítica aos últimos anos da monarquia, passando pelo período republicano e a censura dos tempos da Segunda


LMANAQUE Guerra Mundial, até ao 25 de Abril e o início do novo milénio. O contexto político foi, sem dúvida, um motor de acção de potencialidades específicas. Outros factores tiveram peso fundamental; os orçamentos baixos ou a necessidade de reduzir na produção de papel em tempo de guerra condicionava a produção das revistas e que, nos exemplares da altura, se traduziram em falhas. Estabelecem, por isso, um marco da época e do contexto histórico e cultural, e que por isso têm um valor único e que não pode ser ignorado. O que também não pode ser ignorado é a qualidade gráfica excepcional das capas de edições como a ALMANAQUE. O projecto das capas foi, até ao último número, de Sebastião Rodrigues, e revelam

uma relação com o conteúdo através dos símbolos utilizados, como os animais que representam os signos, ou até a escolha cromática. Porém, enquanto que nos dias de hoje se desenvolve um minucioso projecto editorial em que tudo é pensado, na altura não era assim que a se processava. Ainda que o conteúdo fosse mais interessante em alguns casos do que noutros, no geral o almanaque é um objecto que se destina à transmissão de informações gerais, que não desenvolve nenhum tema em concreto, e que por isso se destaca essencialmente na qualidade gráfica, aliado aos vários valores – narrativo, formal e documental – que transporta.

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PROGRAMAÇÃO CULTURAL

O BRILHO DAS CIDADES

REI CAPITÃO SOLDADO LADRÃO

ARTISTAS PORTUGUESES Obras de Colecção Particular

até 26 de janeiro de 2014

até 23 de fevereiro de 2014

até 6 de fevereiro de 2014

Fundação Calouste Gulbenkian

Museu do Chiado

Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva

YERMA

AMÁLIA PICA Memorial for intersections

JACCO GARDNER

30 de janeiro a 1 de fevereiro de 2014

até 2 de fevereiro de 2014

4 de fevereiro de 2014

Centro Cultural de Belém

Kunsthalle Lissabon

Music Box

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A XILOGRAVURA NA CHINA

TETUZI AKIYAMA RAFAEL TORAL

O PESO DO PARAÍSO Rui Chafes

4, 11 e 18 de fevereiro de 2014

6 de fevereiro de 2014

13 de fevereiro a 18 de maio de 2014

Museu do Oriente

Galeria Zé dos Bois

Fundação Calouste Gulbenkian

ORQUESTRA DE MÚSICA CHINESA DE JIANGSU

RED FANG + THE SHRINE + LORD DYING

SONIC BOOM / EXPERIMENTAL AUDIO RESEARCH

3 de fevereiro de 2014

24 de janeiro de 2014

8 de fevereiro de 2014

Museu do Oriente

Music Box Lisboa

Teatro Municipal Maria Matos

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H O R O Ó S Lembram-se do que usaram no dia 3 de Março de 2008, mas não se lembram da própria morada. Têm um sentido de orientação algo reduzido.

PEIXES

Se estiveres a falar com um aquário e ele ou ela não tiver reacção, considera a conversa como terminada. Eles conseguem também andar sobre água se quiserem mesmo muito. Mas só na banheira.

AQUÁRIO

Se houvesse uma guerra nuclear, apenas as baratas e os capricórnios sobreviveriam. Os capricórnios são muito trabalhadores. Sempre em direcção de mais outra ilusão de grandeza.

CAPRICÓRNIO

Gostam de matar aranhas com as próprias mãos. Os sagitários adoram entreter os seus amigos, familiares e até mesmo completos estranhos. Ah, e têm uma queda por travestismo.

SAGITÁRIO

Têm sempre conselhos para dar sobre assuntos alheios. Para descobrir se alguém é escorpião, faz-lhes uma pergunta pertinente. Após cinco minutos de silêncio, a resposta será “Desculpa, o quê?”.

ESCORPIÃO

São tão elegantes e charmosos que até enjoam. Mas também são bipolares e incapazes de tomar uma decisão sozinhos.

BALANÇA

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S C O P O CARNEIRO

O carneiro raramente diz uma coisa e faz outra. Normalmente faz a coisa errada e depois não toca mais no assunto. Nunca digas isto a um carneiro, a menos que gostes de luta livre.

TOURO

Os touros são seres bizarros. Conseguem guardar rancor de coisas que nunca aconteceram e adoram conflito. Se nada estiver errado, eles inventam qualquer coisa que esteja. Têm a mania que são Deus.

GÉMEOS

Todos gostam dos gémeos, porque todos gostam de um esquizofrénico. Vandalizam as suas próprias casas, mas negarão tudo assim que acabarem de ler esta frase.

CARANGUEJO

Apesar de exercerem o seu poder psíquico para decifrar os pensamentos de toda a gente, não conseguem compreender porque é que nunca são convidados para festas.

LEÃO

Chamam a atenção de todas as formas possíveis e imaginárias. Interrompem conversas constantemente para falarem sobre eles próprios. Procuram o afecto, mas ninguém tem muita paciência para os ouvir.

VIRGEM

São muito fáceis de irritar. Diga-lhes que têm uma coisa entre os dentes. Eles vão lavar a roupa por ti, e depois separar as peças por cor e material. GRUPO XV

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ACTIVIDADE DE DESIGN DE COMUN E METODO DO PROJEC


ES ICACÃO LOGIAS TO As actividades de Design de Comunicação e Metodologias do Projecto resultaram em “Files”, que consistem em críticas e análises históricas e formais, desde objectos de design a filmes; e “Blow-Ups”, exercícios práticos criativos, também eles com uma base crítica, realizados em aula. Dos quatro “Files” e dois “Blow-Ups”, realizados neste primeiro semestre, destacámos a ida ao cinema, no âmbito do File#4, para visualizar o filme António, um Rapaz de Lisboa (1999) e o Blow-Up [exercício#2]. O File#4 partiu do visionamento do filme de Jorge Silva, apresentado no Espaço Nimas. A proposta foi que se estabelecesse um diálogo crítico acerca da ida ao cinema, sob a forma de entrevista filmada e que se concretizasse uma plataforma online de expressão e divulgação cultural. O Blow-Up teve como introdução uma sessão de escrita criativa, posteriormente aplicada num exercício prático de poesia visual. O exercício consistia em organizar um plano A2 recorrendo à utilização tipográfica de texto composto por uma frase de 10 palavras, explorando as várias dimensões semânticas e visuais das palavas.


BLOW-UP A actividade Blow-Up [exercício#2], desenvolvida em três aulas da cadeira de Design de Comunicação e Metodologias de Projecto, consistia em organizar visualmente um plano A2, fazendo uso de elementos tipográficos que sintetizassem as ideias expressas na citação de Vergílio Ferreira e num texto pessoal desenvolvido individualmente a partir de uma sessão de brainstorming colectivo de palavras. O objectivo deste exercício foi desenvolver faculdades no campo da escrita e, simultaneamente, explorar graficamente o espectro semântico e visual na sua relação com a linha e com o plano. Dividiu-se o actividade em duas fases. A primeira, a de corte e colagem, consistia na elaboração de uma maqueta onde se traduzisse o texto com letras recortadas de jornais no formato berliner ou broadsheet. A segunda fase consagrou-se numa proposta final a tinta da china.

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ANTÓNIO, UM RAPAZ DE LISBOA A origem do filme começa, curiosamente, num projecto para a RTP. Jorge Silva Melo tinha sido convidado a fazer quatro episódios para uma série no âmbito de Lisboa 1994. Apesar da RTP ter gostado muito, eles não chegaram a ser feitos. Então Jorge Melo converteu-os para uma peça de teatro. Mais tarde decide fazer um filme, com o intuito de captar a juventude dos actores, que já estava no seu limite. A estrutura dos episódios foi pensada de forma a que nada acabasse, não iria existir um final definitivo, de aí a decisão do realizador em não haver mortes nem casamentos. A dependência dos telefones é algo crucial para do desenrolar da história. O uso de cabines telefónicas parece um hábito já muito distante, visto agora quase que parece um documentário. A continuidade do movimento da câmara foi algo de novo nos seus filmes, tal como a ideia de que os figurantes podem entrar no plano e ser protagonistas. Estes dois factores e o som direc- to, conferem a este filme uma visão muito orgânica do quotidiano. É um filme muito orgânico, onde a história e o movimento da câmara é criada e gerida pelos actores. À direita, o realizador Jorge Silva Melo Em baixo, uma imagem da cena do figurante-protagonista

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SENHOR DE MATOSINHOS A imagem do Senhor de Matosinhos é uma das mais antigas e perfeitas imagens cristãs. Segundo a lenda, foi esculpida por Nicodemos, figura próxima de Cristo que o acompanhou nos últimos momentos, sendo esta a mais fiel das suas tentativas de reprodução do mestre. Nicodemos havia escondido objectos sagrados na imagem oca e devido à perseguição da época atirou a imagem ao mar Mediterrâneo, passou o estreito de Gibraltar e chegando ao Atlântico, veio dar à praia do Espinheiro em Matosinhos. Em 124, a população recolheu-a na praia e deparou-se com a falta de um dos membros superiores, que não foi possível encontrar nem na praia nem nas inúmeras experiências feitas sem sucesso por artesãos. Não restou alternativa senão guardá-la no Mosteiro de Bouças. Só em 174, cinquenta anos mais tarde, uma mulher que andava a recolher lenha nessa mesma praia, ao tentar queimar um dos pedaços na sua lareira, em espanto observou que este saltava constantemente do fogo. O milagre deu-se quando a sua filha surda-muda lhe disse que este era o braço perdido do Senhor de Matosinhos. Quando o membro foi reposto na escultura cruxificada, o encaixe instantâneo não permitiu distinguir qual deles havia desaparecido. Começou a veneração do Senhor de Matosinhos, que no século XVI foi mudada para a Igreja de Matosinhos, construída em sua honra à qual se deslocam inúmeros peregrinos fascinados e admirados com os seus múltiplos milagres.

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LISBOA


MATOSINHOS

LISBOA

O curso de Design de Comunicação encontrou-se de manhã no Marquês de Pombal onde três autocarros partiram em direção à grande cidade do Porto. A primeira paragem foi na Fundação Serralves para visitar a extravagante exposição de Cildo de Meireles. Depois de uma pausa para o almoço seguiu-se uma conferência que teve lugar na ESAD, sobre a revista Panorama orientada pela professora Cândida Teresa Ruivo, com a participação de docentes da escola. Em complemento os alunos seguiram para o espaço Quadra do Mercado Municipal de Matosinhos onde tiveram a oportunidade de ver a exposição “Almanaque, Uma História do Design Português em Revista”, guiados pelo curador José Bartolo. A última etapa desta viagem foi a visita guiada ao Mercado Municipal de Matosinhos. De regresso a Lisboa as conversas foram as mais variadas, desde tocar com a língua no nariz até à história do garfo.


TRAVA- LÍNGUAS Não confunda Ornitorrinco com Otorrinolaringologista, Ornitorrinco com ornitologista, Ornitologista com Otorrinolaringologista, Porque ornitorrinco É ornitorrinco, Ornitologista é ornitologista E otorrinolaringologista é Otorrinolaringologista.

Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.

SABIA QUE... • A língua humana mede aproximadamente 10 centímetros de comprimento; • É a parte do corpo que se cura mais rápido; • Há mais de 600 tipos de bactérias na boca; em um mililitro de saliva podem existir até um milhão delas; • É o músculo mais forte do corpo e o mais flexível; • Cerca do cinquenta por cento das bactérias da boca vivem na superfície da língua; • É a única parte do corpo com sensores de gosto; • Assim como as impressões digitais, a impressão da língua da cada pessoa é única; • No geral, as mulheres têm a língua mais curta que os homens; • A limpeza frequente da língua, com um raspador, ajuda a prevenir ataques do coração, pneumonia, nascimentos prematuros, diabetes, osteoporose e infertilidade nos homens.

CÚMULOS Qual é o cúmulo da estupidez/idiotice? É dois carecas andarem à luta por um pente! Qual é o cúmulo da rebeldia ? Fugir de casa quando se mora sozinho.

CHARADA Um assassino é condenado à morte e tem de escolher entre três salas. A sala 1 está cheia de focos de incêndio, a sala 2 está cheia de assassinos com armas carregadas e a sala 3 está cheia de leões que não comem há três meses. Qual é a sala mais segura ?

O que é que as galinhas vão fazer à igreja? Assistir à missa do galo. I|4

A sala 3, leões que não comem há três meses estão mortos.


HISTÓRIA DO GARFO com o uso do garfo, o acto de lavar as mãos antes das refeições e a decoração cuidada das salas de jantar contribuíram para uma mudança sofisticada do comportamento à refeição. Em 1533 com a viagem da italiana Catarina de Médici a França para casar com Henrique II, segue também o garfo para se instaurar junto dos franceses. Catarina criada em Florença e familiarizada com os costumes italianos, fascinou os franceses ao manusear com perfeição os talheres enquanto estes ainda comiam com as mãos. Os seus hábitos alimentares também foram uma inovação para época, influenciou em grande parte a cozinha francesa, introduzindo o gelado e a alcachofra bem como muitas outras iguarias. Um dos seus filhos Henrique III, introduziu o garfo individual em oposição ao partilhado. O povo francês apenas por volta de 1620 é convencido a usar o garfo. Este objeto causava ainda tanta estranheza que os manuais de etiqueta aconselhavam “Não tente comer sopa com um garfo”. No século XVII, o viajante inglês Thomas Coryat introduz na Inglaterra, o garfo que havia descoberto em Itália. Entretanto é acrescentado ao garfo um terceiro dente. O garfo no séc. XVIII expandiu-se por toda a Europa. A situação inverte-se o que antes a Igreja proibia agora defende, estavam a favor do garfo e contra o uso das mãos. No séc. XIX, o garfo estava no auge da sua utilização, os faqueiros incluíam dezenas de peças, das quais pelos menos quatro eram garfos com diferentes funções. O garfo tornouse num objeto do quotidiano do séc. XX/XXI.

Ao contrário da colher e da faca, o garfo foi o talher a surgir por último nas nossas mesas. O formato do garfo como talher, remonta-nos à Grécia Antiga e à sua mitologia. Poseidon, deus dos mares ostentava o seu tridente enquanto os mortais utilizavam-no como utensílio de cozinha. Os gregos comiam com as mãos, colheres e facas, dispensando o garfo. Na Idade Média o uso das mãos para levar o alimento à boca era comum a todas as classes, mas o que as distinguia era a quantidade de dedos que tocavam na comida. Em meados do séc. XI, o garfo chega a Veneza, trazido pela Princesa Teodora, filha de Constantino VIII, vinda de Constantinopla para casar com Domenico Selvo o Doge (dirigente máximo) de Veneza. Este garfo de ouro tinha dois dentes e era usado para espetar os alimentos. Para a Igreja Católica, o primeiro garfo na história foi considerado pecaminoso pela sua semelhança à forca do diabo e função. Defendiam que o alimento, fruto do divino, deveria ser levado à boca sem a intermediação de utensílios, os filhos de Deus apenas necessitam dos dedos para poder comer. São Pedro Damião criticava a princesa Teodora por tentar refinar as maneiras do Ocidente com o uso do garfo. Durante mais cem anos, o garfo foi proibido e considerado escandaloso.A partir do século XV, o garfo é aceite pela população. Este costume expandiu-se primeiro a Milão e Florença. No séc. XVI, em pleno Renascimento com o renascer da arte em comunhão com a ciência, mudam também os hábitos na mesa, os banquetes medievais são substituídos pelo refinamento

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UM FILME POR MÊS


ALUNOS DO 1º ANO DE DESIGN DE COMUNIC AÇ ÃO Foi no início do ano que os caloiros de Design de Comunicação foram lançados para a cidade, como um flâneur, em busca de um “encontro decisivo”. O flâneur é “aquele que experiencia a cidade de modo livre. Que a observa de todos os pontos de vista sem rede. Tal como Charles Baudelaire o definiu, é um dandy em busca de algo que não sabe o que é”, os alunos individualmente foram encontrá-lo. Esta descoberta integrou-se num projecto que tinha como objectivo criar nos alunos um olhar curioso e poético sobre o mundo à sua volta. Começou com a experiência de largar o conforto de casa e chegar a Lisboa, uma nova realidade, onde tinham de escolher um lugar onde se desse o “instante decisivo”, de seguida metaforizá-lo afastando-o da realidade. O final caracterizou-se pelo regresso a casa. Durante este caminho percorrido, os alunos adquiriram novas capacidades que se refletiram no regresso a casa com esse tal olhar poético. Agora observar as coisas tornou-se numa actividade que transcende a simples matéria das coisas.

DESCOBREM LISBOA

“O passado, o presente e o futuro estavam presentes no meu lugar em Lisboa. A casa é família. Construiram o meu ser, sem eles nunca poderia dizer. Cantinho da minha casa Bendita a porta da rua Que me separa do mundo”

”António, um rapaz de Lisboa”, é um filme que trata os dramas da sociedade portuguesa representados na vida de António e dos que o rodeiam. “Silva Melo consegue o efeito desejado: a dada altura estamos a ir com aquelas figuras de Lisboa” Rui Pedro Tendinha, Premiere

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OBRA EDITADA EM EXCLUSIVO PARA O 1º ANO DE DC © 2014, Grupo I Largo da Academia Nacional de Belas-Artes, 1249-058 Lisboa mariainesssts.wordpress.com mteresanovais.wordpress.com vveroska.wordpress.com Título: ALMANAQUE 13/14 Concepção e coordenação: Grupo I Ilustrações e textos: Maria Inês Silva, Teresa Novais e Vera Rebelo Revisão: Grupo I Impressão: Zoomcopia Acabamentos: Grupo I Janeiro de 2014


JANEIRO 2014

UM ALMANAQUE SOBRE ALMANAQUES Este não é um almanaque apenas sobre outros almanaques, embora eles sejam a nossa principal inspiração. Também não é sobre quaisquer almanaques... É essencialmente sobre a revista ALMANAQUE com design gráfico de Sebastião Rodrigues, referência do design gráfico português, que teve catorze números publicados mensalmente entre 1959 e 1961. No primeiro número da revista escrevia-se que:“Um almanaque, dizem as enciclopédias, é um livrinho de calendário bem medido e matérias várias de instrução e recreio, tábuas, coisas de todo o gosto, etc., etc. Inventaram-no os chineses, que são seres pacientes e engenhosos, muito dados às belas alegrias, às artes e aos passatempos mais complicados. Almanaque, não se sabe bem porquê, tem um certo sabor a ornato, a antiqualha e a papel amarelecido. Cheira a naftalina e anda salpicado de provérbios muito conselheirais, que se contradizem uns aos outros, e de anedotas de soldados que não conhecem a mão esquerda. Ora, este ALMANAQUE é um herdeiro irreverente dessa gloriosa família de anciãos. Vem ao gosto moderno, segundo a “linha 1959”, trata por tu o teatro de Beckett e Ionesco, os escritores da Beat Generation, os Pat Boone ou os Georges Brassens, os íntimos da Françoise Sagan e as verdadeiras causas do caso Pasternak. Só não conhece os segredos dos painéis de Nuno Gonçalves, mas há-de chegar lá um dia. Com tanta bagagem acumulada o ALMANAQUE não podia ser anual. Muito menos perpétuo. Mas mensal. E num mês reunirá tudo o que de importante se passou nesses dias do calendários, quer na actualidade, quer no passado, desde que o mundo é mundo e se dispôs a contar as suas aventuras no campo da ciência, das artes, da literatura e das mil e uma maneiras de se divertir.” (Revista Almanaque, nº1. Outubro de 1959) A viagem do curso de Design de Comunicação da FBAUL ao Porto/Matosinhos no dia 4 de Dezembro de 2013 serve de pretexto para a criação de um novo almanaque, nosso, que deve inspirar-se nos antigos - que foram e são ainda tão Modernos. Requer-se que consigamos absorver essa mo-

dernidade e transpô-la para uma revista dos dias de hoje. Fazemos uma revista a propósito dessas outras - tantas - que vimos naquele dia, uma revista à maneira dessas, mas ao mesmo tempo contemporânea. O assunto deste número são as peripécias daquele dia tão cheio em que, em 16 horas, atravessámos metade do país - duas vezes, vimos a Exposição de Cildo Meireles na Fundação de Serralves, rumamos à ESAD - Escola Superior de Arte e Design em Matosinhos onde assistimos a uma conferência sobre a Exposição ALMANAQUE, exposição essa para a qual nos dirigimos de seguida, o que nos permitiu ainda, por fim conhecer o Mercado Municipal de Matosinhos - imagem de marca do Concelho. Mas, de uma forma mais alargada, é também assunto do nosso almanaque este último semestre que agora termina, que corresponde ao nosso primeiro semestre no curso de Design da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No primeiro número da ALMANAQUE de Sebastião Rodrigues, escreve-se que há um excesso de bagagem [cultural] acumulada que impede que essa revista seja anual ou perpétua: terá de ser mensal. Com toda a bagagem que nós, estudantes, acumulámos nestes últimos meses, acrescida pelas referidas exposições extremamente enriquecedoras a que nos deslocámos (e que estamos ainda a digerir) um só dia, uma só viagem, dá-nos material para uma revista inteira e obriga-nos a deixar ainda vários aspectos de parte. É preciso avisar que não é ainda neste número que vamos revelar os segredos dos painéis de Nuno Gonçalves. Mas temos a convicção de que também aí chegaremos, um dia.

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EXPOSIÇÃO

UMA HISTÓRIA DO DESIGN PORTUGUÊS EM REVISTA

“A exposição engloba exemplares de revistas editadas até aos dias de hoje” Entre dia 24 de Outubro e dia 20 de Dezembro de 2013 a galeria QUADRA acolhe a exposição ALMANAQUE Uma História do Design Português em Revista, comissariada por José Bártolo. A galeria, sita no Mercado Municipal de Matosinhos e aberta ao abrigo de um dos projectos culturais que a autarquia está a desenvolver para promover o lugar do mercado, tem recebido várias exposições relacionadas com arte, design, moda e arquitectura. A mostra actual é particularmente interessante por juntar num só espaço tantos exemplares de publicações periódicas portuguesas (mais de 100) organizadas cronologicamente ou, excepcionalmente, por tema (caso das revistas sobre Cinema), de uma forma raramente, ou mesmo nunca, vista. O próprio título da exposição - que alude imediatamente à revista com design gráfico de Sebastião Rodrigues - está muito bem conseguido pela sua ambiguidade: a História do Design Português é contada, é revistada, através das revistas que se produziram no país ao longo dos anos. É, pois, uma “revisão histórica” e uma “história da revista”. Nesta mostra podemos perceber a evolução do design, da ilustração e da tipografia em Portugal ao longo do tempo mas, porque é inevitável que prestemos alguma atenção ao conteúdo das publicações, podemos também compreender um pouco melhor o contexto social no qual as revistas foram produzidas. Percebemos de que forma o regime político e as condições socio-económicas de um país influenciam, ou não, a criatividade das pessoas que se juntam nestes projectos editoriais. Percebemos, por exemplo, que se no final da monarquia portuguesa, na viragem do século XIX para o XX, o tema das revistas era essencialmente social e político, já com a chegada dos anos 20 houve uma mudança de contexto, um breve período de descontracção decorrente de fenómenos como a electrificação das cidades, a abertura de espaços de lazer, clubes de animação nocturna e a cultura do Jazz americano, que resultou em publicações de cariz mais leve e alegre. Foi um período de grande criatividade em Portugal, e revistas como a ABC, a Ilustração Portuguesa e Civilização são bons exemplos disso. 2/2

Depois deste período vanguardista dos anos 20 houve um retrocesso do estilo gráfico português com o começo do período da ditadura, a censura, os danos sociais e económicos da Segunda Grande Guerra e da Guerra Colonial… As publicações eram essencialmente doutrinárias, ligadas à propaganda e à promoção da “nação portuguesa”. O Turismo, a Indústria e a Agricultura eram temas recorrentes. Devido à associação da revistas desta época ao regime fascista português, estas foram muitas vezes, injustamente, mal amadas pela posterioridade. Um caso a ter em conta é a Panorama - Revista Portuguesa de Arte e Turismo, com arranjo gráfico de José Pacheko e para a qual contribuíram autores como Bernardo Marques, Paulo Ferreira e Almada Negreiros, referências da arte e do design em Portugal. Embora a revista fosse de cariz normativo ( a Campanha do Bom Gosto, ou seja, do gosto educado à maneira do Estado Novo) havia uma liberdade criativa maior do que se podia pensar à partida, e até chegaram a nela colaborar vários autores anti-regime. A sua paginação era simples, havia uma vontade de fazer coisas diferentes, fora do que era comum, e produziu-se publicidade de grande qualidade (exemplos de Cândido Costa Pinto e Tomás de Melo). Mesmo as revistas juvenis e infantis desta época são bastante inovadoras e continuam a fazer parte do imaginário de muitos designers da actualidade. A exposição engloba exemplares de revistas editadas até aos dias de hoje, e certamente que depois do 25 de Abril, com a liberdade de imprensa e o livre acesso ao que se fazia no estrangeiro voltou a haver um grande desenvolvimento da criatividade ao nível editorial. Passa a haver direcção de arte, um papel que antes era desenvolvido pelos próprios tipógrafos e ilustradores, e são exploradas novas possibilidades gráficas, nomeadamente ao nível da colagem. Em suma, esta exposição, organizada pela ESAD Matosinhos e pela Câmara Municipal de Matosinhos, é uma oportunidade inédita de aprendizagem, inspiração e puro deleite com o trabalho, nem sempre tão conhecido quanto é merecido, de autores como Raphael Bordallo Pinheiro, Almada Negreiros, Bernardo Marques, Fred Kradolfer, Emmerico Nunes, Jorge Barradas, Stuart Carvalhais, sem esquecer, é claro, Sebastião Rodrigues.


A ARQUITECTURA É UMA COISA SÉRIA!

O Mercado Municipal de Matosinhos está classificado como Monumento de Interesse Público pelo IGESPAR (Portaria n.º 301/2013, DR, 2.ª série, n.º 99, de 23-052013) e comemorou em 2012 o seu sexagésimo aniversário. Situa-se na Rua Conde de São Salvador e na Avenida Engenheiro Duarte Pacheco, junto ao metro de superfície e à Ponte Móvel de Matosinhos. Construído em 1884, o mercado foi, porém, pouco frequentado durante muitos anos. No final dos anos 20 do século XX fizeram-se obras de remodelação como forma de atrair mais pessoas ao local, e em 1939 a ARS-Arquitectos elaborou o projecto definitivo para a edificação do novo Mercado Municipal de Matosinhos, que começou a ser construído em 1944. O novo sistema construtivo baseado no betão armado começava gradualmente a ser assumido pelos arquitectos que o passavam a reconhecer como feito cultural significativo. Isto é, assiste-se ao progressivo desenvolvimento da ideia de tecnologia como padrão cultural, atribuindo-se à racionalidade da construção o papel eminente de “gramática” da linguagem que se procura. Assim se constituindo como elemento “modelador” da forma e nessa medida dotado de uma autonomia estética própria. Há uma via de circulação rodoviária que atravessa o mercado transversalmente para possibilitar as cargas e descargas de mercadoria dentro do próprio recinto do edifício, abastecendo assim os dois pisos de funcionamento do mercado, criados para aproveitamento do declive do terreno: o piso inferior para a venda de peixe e o superior para todos os outros produtos. Há ainda arrecadações subterrâneas. Para que este equipamento pudesse ser programado foi necessária a criação de uma grande nave rectangular na qual foram utili2/4

zados vários materiais inovadores para a época. O mercado é coberto por uma impressionante abóbada “parabólica, com 38 m de vão e 11 m de flecha, que descarrega lateralmente sobre uma estrutura de pilares oblíquos, sendo pautada por longos rasgos de vidro, aplicado num sistema pré-fabricado, que ritmam a superfície de betão.” (in Portugal Património: Guia - Inventário, coord. Álvaro Duarte de Almeida e Duarte Belo, Círculo de Leitores, Lisboa, 2007). A abóbada foi construída em cimento e os lanternins dos terraços que a rodeiam vão alternando com chaminés de ventilação. Embora estes espaços, por serem uma referência socio-económica e urbana muito forte, se revelem como uma mais-valia para a dinamização dos centros das cidades, a verdade é que a proliferação de supermercados e centros comerciais (quer nas zonas mais centrais, quer nas zonas periféricas) tem ameaçado cada vez mais os mercados municipais. Há uma necessidade de preservação e dinamização destes lugares e o esforço tem vindo a ser feito em vários locais do país, sendo o Mercado de Matosinhos um dos melhores exemplos disso. Essa força de vontade pela parte das autarquias aliada a uma renovada preocupação pela parte das pessoas com a qualidade dos produtos que consomem começa a trazer novos públicos aos mercados: seja pela variedade e frescura dos produtos, pelo seu baixo preço, tão atractivo em tempos de crise, ou pela cultura urbana associada ao espaço. Uma ida ao Mercado Municipal de Matosinhos já não significa apenas comprar bom peixe, mas pode significar também a compra de uma bicicleta nova ou o arranjo de uma antiga, a ida a uma exposição de design, de arquitectura… E tudo leva a crer que nos próximos tempos os motivos para ir a Matosinhos continuarão a aumentar.


EXPOSIÇÃO DO MÊS

CILDO MEIRELES Entre os dias 2 de Novembro de 2013 e 26 de Janeiro de 2014 está patente no Museu da Fundação de Serralves a exposição Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 1948). Com curadoria de João Fernandes e organização do Museu de Arte Contemporânea de Serralves em colaboração com Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Madrid) e HangarBicocca (Milão), esta exposição traz a Portugal uma selecção de peças produzidas entre 1969 e 2013 por um dos mais reconhecidos artistas contemporâneos, protagonista, desde os anos 60, de uma redefinição da arte conceptual no Brasil. As obras de Cildo Meireles colocam inevitavelmente o espectador num lugar essencial para a sua própria existência como objectos artísticos. Isto é, sem a interacção (não necessariamente física) entre observador, objecto e autor, haveria apenas objectos. Mas a possibilidade de distintas interpretações criadas pelos espectadores confere aos objectos da arte conceptual contemporânea um enorme poder social e político - o de fazer pensar, de tomar consciência. Este poder tem vindo a ser habilmente utilizado por Cildo Meireles, seja para pôr em causa a ditadura militar no Brasil entre 1964 e 1984, a dependência do país na economia global ou, mais amplamente, a própria condição humana ou uma eterna questão da Estética: “o que é a arte?”. Podemos dizer que, ao longo da sua carreira, o compromisso assumido pelo autor tem sido, inquestionavelmente, mais para com o público do que para com o mercado da arte. O curador desta exposição escreve no catálogo da mesma que “há obras de Cildo Meireles que só existem se o espectador 2/6

se decidir a agir, fazendo-as acontecer. Cada uma das suas obras constitui a possibilidade de redescobrir o mundo através das ideias que a propósito desse mundo uma obra de arte nos permite formular. Nessa medida, este trabalho convida o espectador a experienciar e interpretar a vida através dos materiais e das formas utilizadas pelo artista. A experiência sensorial e cognitiva do mundo através da mediação da obra de arte é para Cildo Meireles um instrumento de libertação e consciencialização do espectador.” Destacamos, adiante, três das instalações presentes na exposição de Serralves. Amerikkka, (1991/2013) Um “chão”/“tapete” composto por 20.050 ovos de madeira pintados com laca de poliuretano e um “tecto” suspenso composto por cerca de 40.000 balas de dois calibres (para pistola e metralhadora). Os suportes são feitos de madeira e metal e pintados de vermelho (o dos ovos) e azul (o das balas). Segundo João Fernandes, a escolha destas cores, bem como a forma rectangular da instalação remetem para a bandeira norte-americana, e o triplo “k” do título (Amerikkka/Ku Klux Klan) é o prenuncio do tema da violência racial que tem perpassado a história dos Estados Unidos. Nesta obra, como na que apresentamos de seguida, “os materiais utilizados constroem uma densa constelação de referências simbólicas, intersectando uma interpretação ideológica da história com a assemblagem formal dos seus elementos. (…) Uma das estratégias utilizadas pelo artista para a construção [da] ambiguidade [indispensável à liberdade de interpretação que


uma obra de arte possa oferecer] reside na escolha de materiais passíveis de serem simultaneamente interpretados como «matéria e símbolo»” (João Fernandes). Olvido (1987/89) 69,300 velas de parafina sobrepõem-se horizontalmente formando um enorme círculo, no centro do qual está uma tenda indígena coberta com cerca de 6.000 notas de vários países americanos. Em torno da tenda e até aos limites do círculo amontoam-se três toneladas de ossos (tíbias) de bovino. Dentro da tenda há carvão vegetal espalhado e ouve-se o som de uma motosserra. Podemos interpretar os vários elementos constituintes desta instalação como alusivos à história colonial americana. Segundo o curador da exposição, os ossos e o carvão vegetal surgem como símbolos da devastação (humana, animal, ambiental) associáveis à história daquele continente. O som da motoserra reforça esse sentimento de violência. As 6.000 notas americanas aludem à ambição económica, ao lucro, à criação de valor, que se sobrepõem a qualquer ética. E as velas parecem questionar qual o papel da religião em toda esta situação desequilibrada. “A economia e a cultura de um território colonizado surgem, através desses materiais, enunciadas como a equação que o artista refere para estes trabalhos: “poder material mais poder espiritual é igual a tragédia”.

parque de Serralves - fora do museu mas integrada no percurso da exposição. Uma grua de grandes dimensões suspende um cubo de pedra sob o qual foi aberta, no solo, uma câmara subterrânea à qual se acede por meio de umas escadas. Uma vez nesse lugar, é possível observar na base do cubo uma colónia de cerca de 100 mil térmitas que aí foi instalada. “Inverte-se a relação habitual entre seres humanos e insectos: o visitante encontra-se, como uma formiga no chão, debaixo das térmitas, e não sobre elas, nessa inversão de expectativas tão peculiar e frequente na obra de Cildo.” (João Fernandes)

Nós, formigas (1995/2013) Uma das novas peças de Cildo Meireles, construída pela primeira vez para esta exposição, produzida e instalada no 2/7


MULHER DO MÊS

MATAR COELHOS E esta bela mulher, vestida de casaco violeta. Muito faladora, diz-se mãe de todo o animalário que carrega dentro de gaiolas. Na chegada tira o coelho, tira a galinha, tira o ganso das gaiolas altas. Quase que saltam ovos de quase todos, também. Fogem-lhe os coelhos, desfolham-se as couves para os alimentar. O cenário é selvático. Relata o seu nome completo Cacilda Celeste dos Santos Silva, o número de filhos e a idade, sessenta e três anos. Diz-se que a idade não se pergunta a uma mulher, mas ela não se importa. Cumprimenta toda a gente e continua a querer mostrar insistentemente os animais-filhos que já estão fora da gaiola. O seu entusiasmo, remete a um arqueólogo que acaba de escavar e encontra o esqueleto de um mamute, dos raros. O mercado, conhece-o como trabalho desde os treze anos. Perguntar-lhe se lhe tem amor é a mesma coisa que perguntar se um dos seus coelhos gosta de cenouras laranjas saídas da terra com gotas de orvalho. Fala também da vida que teve, muitos amores e desamores. Fala tão depressa que parece que venera qualquer tipo de estrelato quase utópico só por ter visto uma camara fotográfica na mão, de quem a questiona, ou então não. Conta o quanto árdua fora a sua vida de trabalho e ensina como sempre a tentou ver às gargalhadas, algo que faz recorrentemente, rir e sorrir da vida árdua. Já foi mulher de enxada na mão quase de um cenário de batalha campestre, já plantou na terra e os seus filhos coelhos, galinhas e ganso, que ama, ironicamente diz que vão para a panela. Queria ter sido aviadora e é possível, para quem a observa, acreditar plenamente neste facto. Mulheres com vida de amor, estas.

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CULTURA DA BATATA UMA CIÊNCIA DE DECISÕES

Para obtermos uma produção rentável de batatas, é necessário tomar inúmeras decisões. A plantação constitui um dos aspectos mais importantes. Mas que variedade de semente de batata devemos utilizar para plantar? Para sabermos qual a variedade de semente que devemos utilizar é necessário primeiramente estabelecer qual o objectivo da nossa plantação juntamente com a hora e data da colheita. Produções grandes e de elevada qualidade são em grande parte determinadas pela combinação adequada de uma semente saudável com idade fisiológica correcta e um leito de sementes adequada de a uma plantação cuidadosa. Logicamente necessitamos de bases para uma boa cultura e todas essas dependem de uma plantação correcta com sementes de alta qualidade e de variedades adequadas a um solo fértil e húmido. Desta forma, uma boa plantação é aquela que data de uma plantação correcta com excelente densidade e profundidade, que apenas pode ser conseguida por um agricultor experiente e que possua experiência nesse campo. É extremamente importante levarmos em conta as condições reais existentes no local de plantação e proceder a uma avaliação correcta das consequências de determinadas escolhas: -O leito da semente: Período que decorre entre a plantação, sendo a fase mais delicada da cultura da batata. -Estrutura do solo: Temos de ter em atenção a proporção de ar, humidade e a qualidade do solo deverá ser óptima. -Fornecimento de humidade: A humidade do solo influência consideravelmente a brotação da semente. Se o solo for demasiado seco acaba por atrasar o crescimento da batata. Num solo com humidade normal a plantação de batatas começa a gerir as raízes que irão absorver durante todo o processo de

crescimento a água do solo. Num solo demasiado saturado a semente acabará por definhar devido à falta de oxigénio. Por esse motivo não se deve regar em demasia as plantações de batata.

RECEITA DE SOPA D’OSSOS COM BATATAS

Doenças e pragas: Como se sabe, plantar não é fácil e é necessário controlarmos as doenças e pragas da batata, o sistema mais adequado, no ponto de vista econômico e ecológico é o controlo que procura preservar o meio ambiente. Assim apresentamos algumas recomendações para que tudo corra bem e que no fim tenha uma excelente plantação cheia de batatas saudáveis.

Sopa de ossos com batatas Ingredientes: (Para 8 a 10 pessoas) - 6 ossos de boi - 7 batatas - 1 orelha de porco - 1 chouriço de carne - 150 g de toucinho entremeado - 2 dentes de alho - 1 folha de louro - 1 molho de coentros - sal e pimenta

1- Utilizar batata-semente certificada; 2- Não plantar batatas com mais de duas colheitas seguidas, deste modo é aconselhável que haja uma rotação com outras sementes nomeadamente outros cereais; 3- Evitar plantar batata na área onde já foram cultivadas outras plantas da mesma família; 4- Arrancar e queimar imediatamente as batatas que tenham indícios de doença\praga; 5- Arar o solo com três meses de antecedência, livrando-nos de todas as ervas daninhas e plantas que possam prejudicar a plantação em si; 6- Plantar em solos bem drenados, que não acumulem água em excesso; 7- Adubar correctamente o solo; 8- Fazer semanalmente um controlo eficiente na cultura relativo às plantas daninhas; 9- Realizar a colheita com cuidado, de modo a não ferir as batatas; 10- Não lavar as babatas, devido à humidade;

Preparação: Se os ossos forem do mesmo ano, não necessitam de ser demolhados. Se forem duros, põe-se de molho durante algumas horas. Escaldam-se e raspam-se directamente para a panela. Levam-se as sete batatas a cozer em bastante água juntamente com os ossos, a orelha, o chouriço, o toucinho, os alhos e o louro. Tempera-se com sal e pimenta. Se for necessário juntar mais água, deve ser sempre a ferver. Quando a carne e as batatas estiverem cozidas, retira-se e introduzem-se os coentros picados. Nota atenciosa: Ter especial cuidado com os dentes.

Assim esperamos que consiga ter uma óptima plantação com muita batata para “dar e vender”! 2/13


FILME DO MÊS

TRÁS-OSMONTES

Evocação de uma província Trás-os-Montes, o filme de António Reis e Margarida Martins Cordeiro, tem pouco a ver com o mais recente cinema português. Também não conta rigorosamente uma história; joga, em aparência, na indefinição ou na hibridez. Trás-osTrás-os-Montes é um filme paciente. Mostra-nos um lugar onde o tempo “não passa, antes acumula” e as pessoas vivem o seu dia-a-dia ao dispor dessa condição. Não existem aqui vitimas, pobres, ricos, infelizes. Existe antes uma cultura vincada que acaba por se entranhar em nós, espectadores, com uma força enorme. Os realizadores, António Reis e Margarida Cordeiro, procuram filmar um sítio que não sobre com as mudanças impostas pelo exterior - um lugar imune, impenetrável, que se sustenta a si próprio e cria as suas próprias leis. O filme tem uma dimensão mítica e ancestral que começa por ser física, humana e social. Sobre isso, António Reis diz: ‘dialectisámos tudo o que sabíamos, tudo o que aprendemos sobre as pessoas, tudo o que descobrimos nós próprios. (…) tudo isto se tornou uma matéria, com uma certa espessura’. Toda esta abordagem ética e moral, social e religiosa, completa um parâmetro não menos importante: a estética. Trás-

os-Montes é como uma “pintura animada”. Mostra o seu caracter “rugoso” através de imagens lentas. Os montes, as festas de aldeia e as crianças em brincadeiras antiquadas tudo isto vive num tempo imune ao tempo. Parece parado mas ainda assim incrivelmente vivo. Trás-os-Montes interroga-se contínua, apaixonadamente sobre a linguagem, herdada em estado de exaustão, contaminada de retórica frustre. Um dos autores do filme, António Reis, revelou-se como poeta em finais dos anos 50 (Poemas Quotidianos, depois Novos Poemas Quotidianos), e eis que Trás-os-Montes, sendo cinema, não podendo ser senão a pungência do cinema, é ao mesmo tempo o desenvolvimento de uma poética. Na parte egoística que me toca, espero o António Reis lírico.”

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ANIMALESCO! Este mês tudo girou tudo à volta do animalesco. O mercado para aqui, os coelhos, os ovos do Cildo para ali, e claro, os ossos do Cildo para acolá. Para não fugir ao registo e para os nossos leitores não acharem que estão perante uma almanaque que não-se-encontra, a nossa secção “DIVERTIDO!” é também ela, só desta vez, animalesca. No número deste mês oferecemos entretenimento fácil, para que ninguém tenha de pensar muito e possa perder mais tempo a comer. Tudo isto porque, citando a D. Cacilda: olha, a vida é assim, filhos.

PASSADORES DE TEMPO Descubra as sete diferenças. As soluções, se precisar delas, vêm no próximo número do nosso ALMANAQUE. O nosso lema, que acabámos de inventar, aqui aplica-se e bem: Compre e descubra!

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Para que a criançada não se sinta de parte, criámos um pequeno mas trabalhoso origami. Conseguem descobrir de que animal se trata? Pois é, um coelho - e se tudo correr bem, este não vai para dentro de uma panela.


“Encontro de um dia. Chegar, ver e regressar. Não se vai à descoberta de uma cidade, como se descobriu Lisboa, mas para cumprir um itinerário marcado: uma exposição, uma conferência, outra exposição, um mercado municipal. Fragmentos de um dia em viagem compilados numa publicação. Cada um dos momentos trará coisas diferentes, memoráveis. E porque memórias virão a ser reunidas, com outros apontamentos memoráveis, num objecto que será iniciado com o projeto. Esta viagem ao norte a ver revistas/publicações, justifica que comecemos a construir uma que seja feita “à maneira” das publicações expostas. Fazer “à maneira de” alguém ou de alguma coisa não é copiar é receber inspiração e adaptá-la ao nosso caso.- Sair de casa a saber exatamente para onde.” - Briefing

A manhã sente-se gélida e a

jornada, que deveria ter comeLISBOA/MATOSINHOS/LISBOA çado às 7h 30, vê o seu início arrastado pelos atrasos. No entanto, com o atraso comum de quem parte muito cedo, o motor do autocarro arranca às 8 da manhã em direção ao Porto. O dia mostra-se bonito e o sol aquece o autocarro. No ar respira-se entusiasmo, as pessoas cantam e falam e percebe-se pelos sorrisos, uns maiores que os outros, a felicidade geral de visitar um lugar novo, um lugar de que sempre se gosta ou até o cenário das histórias da infância e da vida dos que naquele maravilhoso local nasceram. A luz da manhã embala os resistentes à vontade de ficar na cama, o silêncio instala-se e quase todos são transportados novamente para o mundo dos sonhos onde encontram um breve descanso. Os olhos só voltam a abrir na primeira paragem. Os corpos amolecidos ganham vida e arrastam-se até ao café com diferentes objectivos, uns a nicotina, outros a casa de banho e outros a comida. De desejos satisfeitos, volta-se assim ao autocarro e o silêncio do sono reinstala-se. Acordamos depois a centenas de quilómetros do sítio onde fechámos os olhos. Ao atravessar a ponte da Arrábida o autocarro volta a despertar com a beleza das margens do rio Douro e os comentários dos olhos encantados enchem o espaço. Para a maioria o Porto parece ser novidade e mesmo que assim não fosse, a sensação de entrar numa cidade diferente daquela em que vivemos e olhar para as coisas como quem as vê pela primeira G3/1


PROGRAMA DA VIAGEM 4 Dezembro (4ªfeira)

7h30

Saída de autocarro da Rotunda do Marquês do Pombal em Lisboa

11h30

vez, dá força aos corpos cansados. Uns minutos depois os autocarros deixam-nos a uns escassos metros da entrada da Fundação Serralves. As máquinas fotográficas começam a disparar mal pomos os pés para lá dos portões, todos parecem cativados pelos inteligentes espaços desenhados por Siza Vieira e então inicia-se a visita à exposição de Cilo Meireles. No entanto, a tentação de ver mais é superior, levando a disparos clandestinos para aqui e para ali, dirigidos às exposições onde o flash não é permitido. A peça de abertura de Cilo Meireles, Amerikkka, deslumbra imediatamente, é uma enorme instalação com uma base construída em ovos e no topo uma placa suspensa, revestida de balas. A multidão reúne-se à volta das centenas de ovos, os curiosos fotografam, vêm mais de perto, tocam e os mais corajosos, de meias e descalços de medo, disfrutam de uma experiência única e estranhamente relaxante após ser dada permissão para se deitaram na cama de ovos. Na sala seguinte outra peça desperta a atenção e o entusiasmo, já não se nota o sono nas caras dos viajantes mas sim curiosidade. O objecto de espanto, En-trevendo, consiste num túnel de madeira com um ventilador no final que, mais uma vez, pressupõe que o espectador interaja com ele. Trata-se de uma experiência térmica e deste modo são-nos dados, antes de entrar no túnel, dois pedaços de gelo: um doce e um salgado. Pode-se até provar os bocados de gelo para saber qual é o salgado e o doce e de seguida deve-se, o mais rapidamente possí-

Passagem pela Fundação de Serralves Visita à exposição de Cildo Meireles

13h15

Chegada a Matosinhos (ESAD)

14H30

Conferência José Bártolo (moderador) Cândida Ruivo, “PANORAMA - Revista Portuguesa de Arte e Turismo” Intervenção de dois professores da ESAD.

16H30

Visita guiada à exposição “ALMANAQUE - Uma História do Design Português em Revista” na galeria Quadra

17H

Visita guiada ao mercado de Matosinhos (1936-1939) do colectivo de arquitectos ARS

19H00

Regresso a Lisboa

23H00 Chegada

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vel, entrar no grande túnel, dirigir-se ao ventilador e esperar que o gelo derreta, concluindo, assim, que há uma peça de gelo (a salgada) que derrete mais rápido que a outra. O resto da exposição dá-se com mais serenidade mas o entusiasmo permanece invicto, peça atrás de peça, toda a gente parece cativada com a obra de Cilo Meireles. Entramos na sala onde se encontra a obra Marulho e o ambiente muda drasticamente. Sobe-se a uma plataforma de madeira onde os sentidos são envoltos por uma simulação das ondas no mar a rebentarem calmamente. No chão, o efeito da água é conseguido através da sobreposição de folhas de diferentes tonalidades. No ar ecoa um som confuso que se assemelha à rebentação da maré e sobrepõe-se ao mesmo a voz de um guia que explica que aquele som resulta da palavra “mar” dita em várias línguas. Calam-se as pessoas e, ao som da maresia, confunde-se gramática com natureza. Ao sair ainda há tempo para espreitar a exposição BES Revelação 2013, com obras de Diogo Evangelista, Nádia Rodrigues Ribeiro e André Romão. Tiram-se as últimas fotografias e permanece a vontade de tocar, experimentar e perceber e as tentativas em vão de atrasar a partida são interrompidas pelas vozes mais altas que lembram que é hora de ir embora. De mente preenchida, a fome chega ao estômago e a necessidade básica de comida faz-se ouvir pelas bocas dos mais esfomeados. É hora de almoçar. Ao almoço discutem-se ideias e partilham-se opiniões, faz-se um balanço do decorrer da viagem até aquele ponto e o entusiasmo ganha em relação à fome agora escassa. O próximo destino é a conferência da professora Cândida Ruivo, “PANORAMA Revista Portuguesa de Arte e Turismo”, que vai servir de introdução à exposição Almanaque. A multidão desloca-se em direção à ESAD, para seinstalar no auditório. Cria-se um barulho de fundo, gerado pela curiosidade, que só se detém quando a professora Cândida sobe ao estrado para dar inicio à sua intervenção. É-nos apresentada a revista Panorama por uma voz que já conhecemos bem e por ela somos guiados ao longo da história desta importante publicação portuguesa, visitando outras publicações que lhe foram contemporâneas e com as quais a Panorama estabelece algum tipo de ligação. Seguem-se as intervenções das duas professoras da ESAD que acabam por ser bastante sucintas, mas ainda assim enriquecedoras, completando a participação da professora Cândida e construindo uma ponte para a visita ao Mercado Municipal de Matosinhos e para a exposição Almanaque - Uma história do design português em Revista (patente de 24 de Outubro a 20 de Dezembro de 2013). A galeria que ocupa uma antiga loja na lateral exterior do mercado enche-se de pessoas curiosas, de ouvidos atentos à explicação do professor José Bártolo, docente da ESAD e responsável pela exposição. Este guia-nos pela história das publicações da sua coleção particular, que entre muitos outros conta com a presença de alguns exemplares da Revista Panorama e do Almanaque e explica-nos que G3/3


o que está nas vitrines surge de uma pré-seleção reeditada no espaço até à manhã da inauguração, tendo uma boa parte da coleção ficado de fora. No entanto, o que está não desaponta e deixa até uma vontade de conhecer o que falta. Quando chegamos à vitrine da revista Almanaque, o professor José Bártolo explica-nos que a revista Almanaque parte da ideia do almanaque tradicional e reinventa-se, ascendendo a revista. Numa outra vitrine encontramos alguns exemplares da revista Contraste, cujo conceito era a afirmação de uma nova geração e num expositor podemos mesmo folhear uma série de exemplares originais da revista Civilização. Depois de muitas outras publicações que nos são apresentadas, vistas, e fotografadas entramos no mercado de Matosinhos onde uma docente da ESAD nos contextualiza no panorama arquitectónico e histórico que envolve o mercado e nos encaminha à parte superior do mesmo, para onde foram recentemente mudados alguns dos comerciantes habituais. O mercado ficou concluído em 1939 e trata-se de uma importante obra de arquitetura do colectivo ARS, que ficou conhecida devido à sua cobertura inteiramente

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feita de arcos em betão. Neste momento, está a ser alvo de uma requalificação que pretende trazer uma nova vida a um espaço de grande importância para a cidade de Matosinhos. Assim sendo, a aposta tem sido na introdução de novos negócios nas lojas exteriores do mercado, sem deixar de dar o devido valor e atenção às pessoas que ali passaram a sua vida. Após a visita ao mercado dispomos de uma hora de tempo livre, ao final da tarde, que nos deixa tempo para caminhar até à marginal, mesmo a tempo de assistir ao pôr-do-sol e de captar um pouco da essência de Matosinhos. Com o fim do sol chega também o fim da viagem e o regresso a casa. De espírito cheio e corpo cansado, mente a borbulhar com ideias e olhos semicerrados, a multidão de alunos regressa aos autocarros que partem com rumo à capital. A viagem de regresso decorre como a de ida, à exceção da paragem para jantar. Faz-se silêncio, os corpos ajustam-se estranhamente ao espaço e os olhos fecham-se de vez para só serem abertos novamente quando a luz persistente dos candeeiros de rua que iluminam a noite cerrada obriga a acordar.


MATOSINHOS TRADIÇÕES

U

ma das principais festas do concelho é a romaria do Senhor de Matosinhos, que outrora tinha como finalidade a devoção à Imagem do Bom Jesus, Senhor de Matosinhos, que, segundo a lenda, teria a capacidade de fazer curas milagrosas. Hoje, esta romaria tenta recuperar o seu carácter religioso, assumindo as facetas religiosa e popular. As festas prolongam-se por cerca de três semanas, entre maio e junho, culminando com o feriado municipal que ocorre à terça-feira posterior ao Domingo de Pentecostes. Realizam-se muitas outras festas e romarias nas várias freguesias: Senhora de Fátima em Guifões, S. Mamede e em Perafita; Senhora dos Remédios em Leça do Balio; Senhora de Fátima e Menino Deus em Lavra; Senhor da Boa Fortuna e Santo António do Telheiro em S. Mamede de Infesta, entre outras. No primeiro sábado de julho tem lugar o Festival Internacional de Folclore de S.Mamede de Infesta, no último sábado de julho realiza-se o Festival Internacional de Folclore de Angeiras, na freguesia da Lavra, e no último domingo de julho é a vez do Festival Internacional de Folclore “Cidade de Matosinhos”. Refira-se que estes festivais são organizados pelos ranchos folclóricos das respetivas freguesias. No artesanato são de destacar as tapeçarias e os bordados, os trabalhos em madeira e em ferro, os trabalhos relacionados com o tema do mar, as peças decorativas e os azulejos pintados.

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MATOSINHOS

LISBOA


A SENHORA DAS G Ao entrar no Mercado de Matosinhos, para

além do intenso cheiro a mar, é possível encontrar uma senhora de cabelos grisalhos e uma simpatia incomum que, com o seu sotaque marcado, gritando aos breves turistas lisboetas “Vinde ver! Vinde que não tendes disto em Lisboa!”, apresenta a sua coleção de roliços animais, supostamente amigáveis mas que, segundo palavras da própria, “São para se comer!”. É natural que no Mercado não se vendam animais de estimação mas a simpatia daqueles bichinhos, gordos de mais para que seja sequer possível mantê-los em casa sem que a destruam por completo, é inacreditável. Esta senhora, de nome desconhecido, parece ter treinado os animais que vende e, ao colocar uns quantos exemplares sobre as suas gaiolas para que os turistas os possam acarinhar, mostra-se indignada perante a reação daqueles que, nunca tendo entrado em contacto com um bicho daqueles, se afastam em gesto de medo. É até cómica a sua reação, quase como se a ofendessem a ela própria, aos que se afastam das G3/8

criaturas que, com o típico ar animal de quem não sabe onde está ou o que se passa à sua volta, apenas procuram saciar a sua necessidade natural de comida. Coelhos barrigudos, galos com o volume de porcos, patos cuja gordura já abafou a capacidade de grasnar e dezenas de outros animais gordos. Assim se compõe o exército de vendas daquela senhora que recebe os turistas e típicos compradores de sorriso na cara, pronta a vender refeições ou apenas oferecer simpatia, um sorriso quase capaz de remover a atenção do intenso cheiro a bosta que os animais emanam e que, não sendo aquela uma banca onde se vende fruta ou vegetais w, é natural. É impossível determinar os anos há que aquela senhora se encontra na primeira barraquinha de quem sobe as escadas para o segundo piso do mercado mas é certo que poderia ser declarada um dos pontos interessantes de Matosinhos, pelo menos para os que procuramum momento de humor e descontração ou um jantar completo.


GALINHAS CRÓNICA DO MÊS


BLOW UP 1 O

primeiro exercício realizado nas aulas de DCMP de 23 e 24 de Outubro, de nome “Blow Up”, consistia na escolha de um objecto da exposição de Alunos Finalistas de Design de Comunicação e, inspirado no filme Blow-Up (1966), de Michelangelo Antonioni, escolher um pormenor ampliado e dar-lhe um novo sentido. Posto isto, foi-nos solicitada a impressão de uma imagem ampliada sucessivas vezes até que as suas referências iniciais desaparecessem. Seguidamente, em grupos de duas pessoas, através do processo de recorte e colagem, foi criada, num suporte A2 de cor neutra, uma nova imagem, independente da inicial, com um novo significado. O objectivo do exercício era o desenvolvimento da capacidade criativa, da apropriação de uma ideia/ imagem e da criação de uma nova imagem, tendo em conta o seu significado anterior, transformando-o ou multiplicando-o.

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RECREIO

HUMORÍSTICO TRAVA LÍNGUAS

CHARADAS

1.Gato escondido com rabo de fora está mais escondido que rabo escondido com gato de fora.

1.Três irmãos são praticantes de um desporto familiar: uma maratona que nunca pára. O mais velho é gordo, baixinho e corre muito lentamente. O irmão do meio é alto, magro e corre a uma velocidade constante. O mais novo é tão rápido quanto o vento. Os irmãos mais velhos comentam “ Ele é muito jovem e corre muito rápido, deve ser o primeiro mas de certa forma é, também, o segundo “. Quem são os 3 irmãos?

2.Casa suja, chão sujo. 3.O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! O original não se desoriginaliza! Se o desoriginalizassemos, original não seria!4.Em rápido rapto, um rápido rato raptou três ratos sem deixar rastros do rápido rapto. 4.A aranha arranha a rã. A rã arranha a aranha. Nem a aranha arranha a rã. Nem a rã arranha a aranha que quis arranhar a rã. 5.Fui caçar socó, caçei socó só, soquei socó no saco socando com um soco só. 6. O doce perguntou para o doce: Qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce. O doce respondeu para o doce. Que o doce mais doce que o doce de batata-doce, é o doce de doce de batata-doce.

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2.Um homem estava condenado a morrer e puseram-lhe um dilema: Se disseres a verdade és envenenado e se mentires levas um tiro. O homem saiu em liberdade. O que disse? 3.Dois trabalhadores estavam a consertar um telhado quando, de repente, ambos caíram pela chaminé e acabaram dentro de uma grande lareira. Um dos homens ficou com o rosto sujo com fuligem, mas outro ficou com a cara limpa. Sem dizerem uma palavra, o que tinha a cara limpa foi limpar a cara e o que tinha a cara suja voltou simplesmente ao trabalho. Porquê?


BLOW UP 2 F

oi realizado nas aulas de 12, 13 e 14 de Novembro o exercício “Blow Up-2”, baseado no poema “Un Coup de dés jamais n’abolira le hasard” (1897), de Stéphane Mallarme. O objectivo do exercício era, após uma sessão de escrita criativa realizada na aula de DCMP de 5 de Novembro , partir para a representação visual de um poema de maneira a desenvolver competências de escrita e a exploração gráfica das várias dimensões semânticas e visuais das palavras e do texto na sua relação com a linha (frase) e com o plano (mancha). Posto isto, foi-nos solicitada a escolha de uma frase de 10 palavras que sintetizasse o conteúdo e ideias expressas no texto criativo realizado anteriormente e a escolha de uma outra frase de outro autor que se relacionasse com a escolhida ou a utilização de uma frase destacada no exercício, “Da minha língua vê-se o mar”, de Vergílio Ferreira. Assim, através do recorte e colagem de letras impressas em jornais, foi realizada uma maqueta e posteriormente, recorrendo ao desenho e pintura das letras a tinta da china, a arte final. G3/12


PAUSA PARA CAFÉ PALAVRAS CRUZADAS Horizontais 1. Reduzir a código. 10. Mastigaram e engoliram. 12. Letra grega correspondente ao e longo dos latinos. 14. Interj., designa dor, admiração, repugnância. 15. Furna. 17. Isolado. 18. Perante. 20.Órgão excretor que tem a função da urina. 21. Relativo ou pertencente ao crânio. 24. Sódio (s.q.). 25. Planta gramínea. 26. Produzir tinido. 28. Bismuto s.q.). 29. Nome científico do açúcar de cana ou beterraba. 31. Jornada. 33. Ribanceira. 34. Forma antiga de mim. 35. Estaleiro. 37. Despido. 39. Conjunto de aodrnos que as mulheres usam na cabeça. 42. Série de quadros representativos de vistas de vários países. Verticais 2. Cabana de Índios (Bras.). 3. Contr. da prep. de com o art. def. o. 4. Tornar imune. 5. Pronta para servir. 6. Caminhar. 7. Óxido ou hidróxido de cálcio. 8. Inclinação da alma e do coração. 9. Que não veio a propósito. 11. Senhora que presta serviço na câmara de uma rainha ou princesa. 13. Muito quente. 16. Sistema filosófico dos cínicos. 18. Aniversário natalício. 19. Revestir de tábuas. 22. O espaço aéreo. 23. Vertigem. 27. Contr. da prep. em com o art. def. o. 30. Quatro mais um. 32. Cada uma das divisões de uma peça teatral. 36. Contr. da prep. a com o art. def. os. 38. Na companhia de. 40. A unidade. 41 Direcção assistida (abrev.)

FLOCO DE NEVE Neste jogo há 13 héxagonos por preencher com os números de 1 a 6 e cujos centros são representados por uma bola preta. Nenhum dos números se repete nos lados encostados dos héxagonos parciais.

(Soluções na página 16)

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RECEITA

MOUSSE DE CHOCOLATE Ingredientes 6 pau(s) de chocolate em barra 6 c.sopa açucar 6 ovos 125 g manteira sem sal.

Preparação

Derrete-se o chocolate com manteira em banho-maria. Junta-se o açúcar e as gemas uma a uma, batendo em cada adição. Batem-se as claras em castelo, que em seguida se juntam ao preparado, sem bater, mas, sim, a envolver. Leva-se ao congelador por meia hora e, depois desse tempo, coloca-se na parte de baixo.


SOLUÇÕES Charadas: 1.Os ponteiros do relógio: o mais velho é o ponteiro das horas; o do meio é o ponteiro dos minutos; e o mais novo é o ponteiro dos segundos. 2. “Eu levo um tiro” (ao dizer eu levo um tiro quereria dizer que está a mentir pois apenas levaria um tiro de mentisse, contudo ao mentir acabará por levar um tiro e logo o que disse era verdade, só que se fosse verdade não levaria um tiro e logo torna-se mentira, etc..) 3. Como não disseram uma palavra, o que tinha a cara limpa ao olhar para o que tinha a cara suja pensou que a sua cara também estaria suja e, então, foi limpá-la. Por sua vez, o que tinha a cara suja, ao olhar para o que tinha a cara limpa, pensou que também teria a cara limpa e, logo, voltou ao trabalho. Cruzadas: Horizontais : 1.codificar; 10.comeram; 12.eta; 14.ui; 15.loca; 17.só; 18.ante; 20.rim; 21.craniano; 24.na; 25.arroz; 26.tinir; 28.bi; 29.sacarose; 31.ida; 33.riba; 34.mi; 35.doca; 37.nu; 38.cor; 39.toucado; 42.cosmorama.Verticais: 2.oca; 3.do; 4.imunizar; 5.feita; 6.ir; 7.cal; 8.amor; 9.descabido; 11.camareira; 13.tórrido; 16.cinismo; 18.anos; 19.entabuar; 22.ar; 23.oira; 27.nu; 32.acto; 36.aos; 38.com; 40.um; 41.da.

Edição de texto Francisca Esteves e Inês Pires. Fotografia Inês Pires e Sara Santos. Ilustração Natacha Martins e Sara Santos. Manipulação de imagem Francisca Esteves, Inês Pires e Sara Santos.

Edição de página Francisca Martins com participação de Francisca Esteves, Inês Pires, Natacha Martins e Sara Santos. Pesquisa Francisca Martins e Natacha Martins Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa

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