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DICIONÁRIO DE SIGNOS

Faculdade de Belas Artes de Lisboa Design de Comunicação e Novos Media | Projecto I Luís de Carvalho Campos 7877 Vasco Morgado 7878 Marta Madeira 7879


Damos comummente às nossas ideias do desconhecido a cor das nossas noções do conhecido: se chamamos à morte um sono é porque parece um sono por fora; se chamamos à morte um sono é porque parece um sono por fora; se chamamos à morte uma nova vida é porque parece uma coisa diferente da vida. Com pequenos mal-entendidos com a realidade construímos as crenças e as esperanças, e vivemos das côdeas a que chamamos bolos, como as crianças pobres que brincam a ser felizes. Mas assim é toda a vida; assim, pelo menos, é aquele sistema de vida particular a que no geral se chama civilização. A civilização consiste em dar a qualquer coisa um nome que lhe não compete, e depois sonhar sobre o resultado. E realmente o nome falso e o sonho verdadeiro criam uma nova realidade. O objecto torna-se realmente outro, porque o tornámos outro. Manufacturamos realidades.

Bernardo Soares, O Livro do Desassossego, Assírio & Alvim, 2001

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COM Prep. (do Lat. cum). Que estabelece relação de dependência e exprime ou implica: interacção, companhia, combinação, mistura, circunstância, causa, objecto de comparação, oposição ou competição, instrumento, modo, meio, acção comum.


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MAIS adv. (do Lat. magis) 1. Designativo de aumento, grandeza ou comparação. Usa-se como comparativo de superioridade antes de adj. ou de adv.: mais perfeito, mais certamente. adj. 2 gén. 1. Que é em maior número ou quantidade. 2. Que é de maior qualidade. S.m. 1. O resto; o conjunto das outras coisas. 2. A maior porção. 3. Nome do sinal de adição (+).


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SIM adv. (do Lat. sic). 1. Designativo de afirmação, aprovação, anuência, consentimento. 2. Acto de anuir, concordar, consentir.


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Nテグ adv. (do Lat. non). 1. Partテュcula negativa, oposta a sim; de modo nenhum; negativa, recusa, repulsa.


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HO ∙ RI ∙ ZON ∙ TE s.m. (do Gr. horízon). 1. Parte da Terra ou do céu que está no limite visível de um plano circular em cujo centro está o observador. 2. Espaço que a vista abrange. Fig. 3. Qualquer espaço. 4. Sorte futura; perspectiva; futuro. 5. Limite; termo. 6. Domínio que se abre ao espírito ou à actividade de alguém.


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SU ∙ PER ∙ FÍ ∙ CI ∙ E s.f. (do Lat. superfície). 1. Parte exterior e visível dos corpos. 2. P. ext. O solo. 3. Extensão; dimensão; área. Geom. 4. Designação do lugar geométrico das posições de uma linha que se move no espaço segundo uma lei determinada e contínua. 5. A área plana de um corpo plano; a área de uma face qualquer de um sólido; extensão plana de uma área limitada. 6. Fig. Aparência.


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OU ∙ TRO pron. dem. e indef. 1. Que não é o mesmo; diverso; diferente; distinto. 2. Igual; semelhante. 3. Mais um.


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VI ∙ VER s.m. (do Lat. vivere). Vida; comportamento. V. i. 1. Ter vida; existir. 2. Residir; habitar. 3. Nutrir-se; alimentar-se. 4. Passar a vida. 5. Portar-se; proceder; ter relaçþes com. 6. Durar; conservar-se. 7. Gozar a vida; tirar vantagem. Existir; ir vivendo.


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LUZ s.f. (do Lat. luce). 1. Fuxo radiante capaz de estimular a retina para produzir a sensação visual. 2. Clarão produzido por uma substância em ignição. 3. Vela. 4. Candeeiro. 5. Lâmpada. Fig. 6. Brilho; fulgor. 7. Evidência; verdade. 8. Intuição. 9. Guia. 10. Coisa de grande apreço.


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I ∙ MA ∙ TE ∙ RI ∙ AL adj. 2 gén. (do Lat. immateriale). 1. Que não é material. 2. Incorpóreo. 3. Impalpável. 4. Sobrenatural. 5. Espiritual.


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LE ∙ TRA s.f. (do Lat. littera). 1. Cada um dos caracteres do alfabeto. 2. Forma de os representar. 3. Tipo de impressão. 4. Aquilo que está escrito. 5. Texto. 6. Versos correspondentes a uma cantiga ou música.


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IR v.i. (do Lat. ire). 1. Deslocar-se, mover-se de um lado para o outro. 2. Caminhar. 3. Transitar. 4. Avançar; progredir. 5. Levar a; seguir atÊ. 6. Dirigir-se. 7. Aproximar-se 8. Comparecer. 9. Estar em vias de. 10. Cuidar. 11. Tomar parte. 12. Figurar. 13. Mostrar-se; apresentar-se. 14. Portar-se. 15. Estar ou passar bem ou mal de saúde. 16. Retirar-se. 17. Fig. Deixar a vida (morrer).


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SOL ∙ TAR v.t. (do Lat. solutare, freq. de solvere). 1. desprender ou libertar o que estava preso. 2. Desatar o que estava atado. 3. Atirar; disparar. 4. Proferir. 5. Cantar. 6. Entoar. 7. Desenrolar. 8. Dar largar a. V.i. pĂ´r-se a caminho por ou para.


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DE ∙ DOS s.m. (do Lat. digitu). 1. Cada uma das partes articuladas com que terminam as mãos e os pés do homem e os pés de alguns animais. 2. Cada uma das partes da luva correspondentes aos dedos. 3. Medida equivalente à grossura de um dedo. 4. Fig. Pequena aptidão. 5. Fig. Aptidão; habilidade; pendor; inclinação. Pôr o dedo na ferida, tocar o ponto fraco.


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RE ∙ LAN ∙ CE s.m. (de relançar). 1. Acto ou efeito de relancear. 2. Olhar rápido; vista de olhos. 3. Objecção; réplica. 4. Taur. Segunda sorte executada pelo toureiro e não prevista pelos espectadores.


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SIG ∙ NO s.m (do Lat. signu). 1. Sinal ou símbolo. 2. Amuleto; sortilégio. 3. Ant. As notas musicais. 4. Astrol. Cada uma das doze partes em que se divide a zona zodiacal e cada uma das respectivas constelações. 5. Geom. Arco correspondente à duodécima parte da circunferência.


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MOR ∙ RER v.t. (do Lat. morrere). 1. Perder, deixar a vida. 2. Fig. Sofrer. V. i. 1. Parar de viver. 2. Terminar a existência. 3. Expirar; falecer. 4. Finar-se; extinguir-se. Fig. 5. Perder o vigor; estiolar-se. 6. Não chegar a conclui-se. 7. Tombar no esquecimento. 8. Desaguar.


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DES ∙ CON ∙ TRAC ∙ ÇÃO s.f. (de des+contracção). Fenómeno inverso so da contracção.


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SER s.m. (do Lat. sedere). 1. Aquele ou aquilo que existe. 2. O que é sensorialmente cognoscível e se opõe ao nada. 3. Ente. 4. Essência; natureza; existência; vida. 5. Estado; forma; figura; produto. Tudo o que foi criado e existe. V.i. 1. Ter modo ou qualidade de existir caracterizado pelo adjectivo ou expressão equivalente, que acompanha o verbo. 2. Designa a existência real e absoluta; designa, por autonomásia, a existência real e absoluta (de Deus). 3. Estar ou encontrar-se em çugar específico num determinado lapso temporal; estar. 4. Existir. 5. Decorrer; acontecer; consistir; suceder. 6. Causar; ocasionar; produzir. 7. Ter a natureza de. 8. Acordar; concordar; partilhar. 9. Destinar-se; prestar-se; ser útil.


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CON ∙ TRAC ∙ ÇÃO s.f. (do Lat. contractione). 1. Acção ou efeito de contrair. 2. Anat. Retraimento dos órgãos. 3. Gram. Redução de duas ou mais sílabas a uma só, ou de duas vogais a uma.


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PER ∙ FEI ∙ TO adj. m. (do Lat. perfectu). 1. Que só tem boas qualidades. 2. Que não tem defeito físico ou moral. 3. Que tem tudo o que lhe pertence ter. 4. Exemplar; que pode servir de modelo. 5. Cabal; completo; rematado; total. 6. Belo; formoso de corpo; elegante. 7. Magistral; notável. 8. Arqui. Diz-se do arco ogival em que a distância do vértice do vértice a cada uma das nascenças é igual à distância entre estas. 9. Gram. Diz-se do tempo verbal que se refere a uma acção ou estado já de todo passado. 10. Mat. Diz-se de um número inteiro que é igual à soma das suas partes alíquotas.


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SEM prep. (do Lat. sine). Indica uma das seguintes relações: ausência, exclusão, falta, privação. Designativa de exclusão, condição.


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SíM ∙ BO ∙ LO s.m. (do Lat. symbolu <Gr. symbolon). 1. Coisa ou objecto material que representa algo imaterial ou que com este é conotado. 2. Figura ou sinal com significado moral. 3. Sinal de reconhecimento, entre os iniciados do culto religioso grego. 4. Formulário dos dogmas cristãos. 5. Divisa, emblema, sinal, que representa ou encerra ideia, conceito ou actividade. 6. Abreviatura sinal ou marca, suficientemente identificadores de um objecto.


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VER ∙ BO s.m. (do Lat. verbu). 1. Palavra; vocábulo. 2. Expressão; elocução. 3. Eloquência. 4. Gram. Palavra variável que design a acção praticada ou sofrida por um sujeito ou o estado que se lhe atribui.


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COR ∙ PO s.m. (do Lat. corpu). 1. Tudo o que tem extensão e forma. 2. A estrutura física do homem ou do animal. 3. Cadáver. 4. O tronco, para distinguilo da cabeça e dos membros. 5. Corporação; classe de indivíduos da mesma profissão. 6. Consistência; grossura; densidade. 7. Constr. Parte central e principal de um edifício. 8. Mil. Parte de um exército. 9. Quím. Porção de matéria. 10. Tip. Unidade de medida de caracteres.


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NĂ&#x201C;S 1. Unidade de medida nĂĄutica. 2. Referente a mais que uma pessoa.


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FA â&#x2C6;&#x2122; ZER v.t. (do Lat. facere). 1. Dar existĂŞncia, dar forma a; criar. 2. Construir, produzir; fabricar; manufacturar. 3. Executar; realizar. 4. Supor. 5. Completar. 6. Limitar; marcar. V.i. 1. Trabalhar; proceder. 2. Conceder


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AN ∙ DAR Interj. (do Lat. ambitare). Voz imperativa para mandar afastar ou retirar; exclamação de aviso, exortação, censura ou ameaça. S.m. 1. Acto ou modo de andar; andamento; andadura. 2. Pavimento ou piso (de um edifício) quando está acima do piso térreo. 3. Fig. Grau de elevação; ordem; estado; condição; modo de proceder; porte; teor de vida. 4. Bot. Cada um dos níveis ou alturas da vegetação. 5. Geol. Conjunto de terrenos ou das camadas geológicas correspondentes a uma idade. 6. Náut. Voz de comando para o homem do leme governar ao rumo. V.i. 1. Dar passos. 2. Funcionar. 3. Exercer uma actividade durante certo tempo. 4. Decorrer.


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PA ∙ LA ∙ VRA s.f. (do Lat. parabola+Gr. parabolé). 1. Conjunto de sons articulados, de uma ou várias sílabas, com um sentido ou significação. 2. Termo; vocábulo. 3. O dom da fala; dicção; frase. 4. Ensinamento; doutrina.


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MÉ ∙ TO ∙ DO s.m. (do Lat. methodu<Gr. méthodos). 1. Ordem. 2. Processo racional. 3. Sistema bem fundado e educativo ou conjunto de processos didáticos. 4. Procedimento apto a garantir no plano teórico ou prático, o rendimento e constância do trabalho ou estudo. 5. Tratado elementar disposto de modo a facilitar a aquisição de conhecimentos. 6. Estudo metódico de tema científico. 7. Prudência. 8. Circunspecção. 9. Modo judicioso de proceder.


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VI ∙ SÃO s.f. (do Lat. visione). 1. Acto ou efeito de ver. 2. O sentimento da vista. 3. Aspecto; fantasia; quimera. 4. Função sensorial pela qual o homem tem a percepção do mundo exterior, por intermédio da luz transmitida ao cérebro através dos olhos. 5. Imagem que se julga ver em sonhos ou por alucinação. 6. Aparição fantástica, sobrenatural.


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A ∙ TRA ∙ VÉS adv. (de a+través). Transversalmente; de lado a lado; pelo meio de; de ponta a ponta. De um lado a outro; por entre.


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O ∙ FE ∙ RE ∙ CER v.t. (do Lat. offerescere, incoativo de offerre). 1. Apresentar ou propor, como dádiva ou empréstimo. 2. Dar como oferta, mimo ou presente. 3. Apresentar; expor; submeter. 4. Apresentar como expiação. 5. Dar; facultar; proporcionar. 6. Dedicar. 7. Consagrar; imolar. 8. Pôr à disposição ou ao serviço de.


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RE ∙ AL adj. 2 gén. (do Lat. reale). 1. Que tem de facto existência; que não é imaginário. 2. Verdadeiro; efectivo. S. m. Tudo o que existe. adj. 2 gén. (do Lat. regale). 1. Pertencente ou relativo ao rei. 2. Magnífico; sumptuoso.


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ME ∙ RE ∙ CER v.t. (do Lat. merescere). 1. Ser digno de. 2. Ter direito a; ser credor de. 3. Estar nas condições de. 4. Incorrer em.


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CONS ∙ CI ∙ ÊN ∙ CI ∙ A Igualar um computador a um homem é uma ideia obviamente refutada por qualquer cientista. António Damásio explica a consciência como um estado mental a que foi acrescentado o processo de ser.1 Ou seja, podemos igualar o computador a um “estado mental”, no sentido em que a máquina, para além de funcionar como uma rede, tem um sistema de arrumação e de processo de informação, mas nunca igualálo a um “processo de ser”, pois a máquina não tem consciência que é e, embora possa manisfestar emoções, é-lhe impossível senti-las. Para Damásio, a consciência existe, porque existe uma subjectividade e é ela que expande a actividade do ser humano na forma de aprender o mundo e na manipulação da informação. Assim, a par de uma consciência e de uma inteligência emocional de que o ser humano é particularmente dotado, uma máquina não se pode igualar ao cérebro humano simplesmente por não ter emoções. Funciona segundo uma lógica e informação que lhe é dada pelo homem, respondendo de forma mecânica ao invés do cérebro humano que altera as suas respostas e reacções de acordo com as circunstâncias e contextos que o rodeiam: a sensação que temos perante as coisas fazem-nos alterar e adaptar o que pensamos ou fazemos. Para uma nova solução, a máquina está sempre dependente do homem, dando respostas segundo uma mecânica que lhe é imposta. 1

António Damásio, O Livro da Consciência - A Construção do Cérebro Consciente, Círculo de Leitores, 2010


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PER ∙ FEI ∙ TO adj. m. (do Lat. perfectu). 1. Que só tem boas qualidades. 2. Que não tem defeito físico ou moral. 3. Que tem tudo o que lhe pertence ter. 4. Exemplar; que pode servir de modelo. 5. Cabal; completo; rematado; total. 6. Belo; formoso de corpo; elegante. 7. Magistral; notável. 8. Arqui. Diz-se do arco ogival em que a distância do vértice do vértice a cada uma das nascenças é igual à distância entre estas. 9. Gram. Diz-se do tempo verbal que se refere a uma acção ou estado já de todo passado. 10. Mat. Diz-se de um número inteiro que é igual à soma das suas partes alíquotas.


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DI ∙ REC ∙ ÇÃO s.f. (do Lat. directione). 1. Acto ou efeito de dirigir. 2. Administração. 3. Governo. 4. Gabinete do director. 5. Conjunto dos directores de um estabelecimento.


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POS ∙ SI ∙ BI ∙ LI ∙ DA ∙ DE s.f. (do Lat. possibilitate). 1. Qualidade do que é possível. 2. Ensejo, oportunidade, probabilidade de obter ou realizar algo.


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AL ∙ DEI ∙ A ∙ GLO ∙ BAL Vivemos numa aldeia global que nos catapultou para esta interconectividade que rapidamente se tornou numa interdependência, potenciada pelos sistemas de informação. Não é estranho pensar que com a introdução do computador, no princípio dos anos 60, se começou a assistir na sociedade moderna a uma profunda alteração social. Na verdade, o computador é, até hoje, o maior meio que o homem alguma vez inventou. Tim Berners-Lee marca um ponto de viragem nas agitadas décadas do século XX: a criação da Web e a concretização da aldeia global que McLuhan afirmava. E com esta nova aldeia global criou-se uma nova cultura. Cultura esta que não é mais que a cultura dos seus criadores (entenda-se por cultura o conjunto de crenças e valores que formam o comportamento). Neste novo mundo dito global, nesta nova Era da informação, a Internet está para nós como a electricidade esteve para a Era Industrial ou como o ferro fundido para a Idade do Ferro. A mesma internet que criou uma rede mundial onde estamos todos tão intrinsecamente ligados mas que marginalizou e ostracizou os que a ela não podem aceder. A mesma internet que distribuiu o conhecimento e que facilitou a criação de revoluções pondo em causa superestruturas da sociedade. A mesma internet que nos deixou profundamente ligados uns aos outros, mas absurdamente sós. A mesma internet que permite que entre mim e o leitor deste texto exista uma relação, sem que nenhuma relação tenha antes sido estabelecida.


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DI ∙ Á ∙ LO ∙ GO Chegámos a um ponto em que as máquinas ditam o comportamento humano. A vida de cada um gira em torno delas próprias, já não temos consciência do que é viver sem elas e chegamos até a ter sensação de perda quando não as temos por perto. Vivemos rodeados por artefactos tecnológicos que aparentemente tornam as nossas vidas mais coloridas e preenchem a nossa individualidade. A dependência é tal que a presença de um amigo, de familiares, de situações que pressupõem que haja uma comunicação presencial, sejam repostos por um constante diálogo com uma máquina, um qualquer artefacto digital, ao qual nos sentimos ligados ao mundo onde podemos fazer refresh de notícias a qualquer minuto, um constante refresh à nossa mailbox, um refresh absurdo à vida, esquecendo que o verdadeiro refresh está presente naquela graciosidade da espécie, deste nosso vício de respirar ar, de uma bela associação cooperativa que desenvolvemos nas florestas, com as quais temos grande afinidade natural.1

1

Carl Sagan, O Cosmos, Gradiva,


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CO ∙ NHE ∙ CER v.t. (do Lat. cognoscere). Ter noção de; saber. 2. Ter ideia ou informação sobre. 3. Ter ouvido. 4. Distinguir. 5. Julgar; avaliar. 6. Reconhecer. 7. Sentir a acção de. 8. Admitir. 9. Tomar conhecimento.


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CUT ∙ UP ∙ ME ∙ THOD Acaso. Foi ao acaso que o pintor e escritor Brion Gysin criou o “cut-up method”. Primeiro cortou vários artigos de jornal, depois, arranjou e posicionou esses excertos de forma aleatória. Nascia assim o Minutes to Go, o primeiro artigo experimental fazendo uso deste método. O artigo manteve-se até aos nossos dias inalterado e não editado representando uma prosa coerente e significativa deste método. Burroughs sugere no seu artigo que no campo das artes, a maioria das obras-primas acontece por acidente. Se falarmos com um fotógrafo, provavelmente nos dirá que os seus melhores retratos foram um mero acidente, ou resultado de inspiração, se lhe quisermos chamar desse modo. O mesmo acontece com a pintura: a colagem tem sido um recurso há muito usado por pintores. Quanto à escrita, Burroughs acreditava que os melhores textos eram escritos por acidente, por inspiração. E, na verdade, este cut-up method apenas vem tornar isso explícito. Há uma certa aleatoriedade que é, intencionalmente, provocada. Na verdade, Burroughs sugere que este cut-up method é a resposta à impossibilidade de se produzir intencionalmente o acidente da espontaneidade. Um autor não pode desejar espontaneidade, porque isso seria forçar a espontaneidade, desvirtuando-a.


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O â&#x2C6;&#x2122; LHAR s.m. (do Lat. adoculare). ExpressĂŁo dos olhos. V.t. 1. Fixar os olhos em; contemplar; fitar; mirar. 2. Estar em face ou em frente de. 3. Estudar; examinar; observar; pesquisar; sondar. 4. Atender a; considerar; ponderar. 5. Cuidar de; velar; interessar-se por; proteger. 6. Considerar; julgar; reputar.


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CO ∙ MU ∙ NI ∙ CA ∙ ÇÃO v.t. (do Lat. cognoscere). Ter noção de; saber. 2. Ter ideia ou informação sobre. 3. Ter ouvido. 4. Distinguir. 5. Julgar; avaliar. 6. Reconhecer. 7. Sentir a acção de. 8. Admitir. 9. Tomar conhecimento.


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VER s.m. (do Lat. videre). O acto de ver. V.i. 1. Exercer o sentido da vista; perceber ou conhecer por meio desse sentido. 2. Contemplar. 3. Precensiar; assistir a. 4. Observar; considerar; notar; advertir. 5. Conhecer. 6. Reconhecer. 7. Ponderar. 8. Inferir; deduzir. 9. Prever. 10. Experimentar.


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POR ∙ VE ∙ ZES Refere-se a quantidade. Que pode acontecer em algumas ocasiões; que acontece de forma espaçada, num tempo indeterminado.


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VÍ ∙ TI ∙ MA s.f. (do Lat. victima). 1. Pessoa ou animal que se imolava a uma divindade. 2. Pessoa que sofre de acidente físico ou moral. 3. Pessoa perseguida ou sacrificada pela tirania ou injustiça de alguém. 4. Pessoa assassinada ou ferida. 5. Pessoa sacrificada aos interesses de alguém. 6. Pessoa sobre quem pesa a desgraça ou infortúnio. 7. Pessoa ludibriada. 8. Tudo o que sofre qualquer dano.


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SUS ∙ TEN ∙ TAR v.t. (do Lat. sustentare). 1. Segurar por baixo; suportar; suster. 2. Impedir a queda de; amparar. 3. Conservar, guardar; manter; reter. 4. Prolongar com a mesma intensidade (uma nota, a voz). 5. Nutrir; alimentar; fazer subsistir; fazer viver; entreter a vida de. 6. Dar coragem; alentar; animar. 7. Corresponder a; medir forças com; equivaler a; 8. Ter os encargos de; carregar com. ~-se, v.r. 1. Segurar-se; agarrar-se; suspender-se. 2. Manter-se em certa posição; equilibrar-se. 3. Alimentar-se; subsistir; viver; manter-se; aguentar-se; conservar-se.


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VI ∙ BRAR v.t. (do Lat. vibrare). 1. Produzir vibrações em. 2. Fazer oscilações; oscilar; tremular; brandir; agitar; mover. 3. Fazer soar; tanger; dedilhar. 4. Despedir 5. Comover-se; sentir ternura; Produzir sons ou harmonias provenientes de vibrações.


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ES ∙ TÁ ∙ TI ∙ CA s.f. (do Gr. statiké). Fís. Parte da Mecânica que estuda as condições de equilíbrio dos corpos em repouso ou em movimento uniforme.


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AC ∙ ÇÃO s.f. (do Lat. actio, -onis, execução de alguma coisa, de agere, agir). 1. Efectivação da capacidade de agir, de actuar ou de operar; exercício da capacidade de realizar; utilização da força potencial de actuação; movimentos do corpo ou de partes dele que reflectem um estado de alma, intenções.


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PAR ∙ TI ∙ CI ∙ PAN ∙ TE adj. 2 gén. (do Lat. participante). Que participa; que toma parte.


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RE ∙ DE ∙ SE ∙ NHAR v.m. (do Ital. re+disegnare). Começar de novo.


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CA ∙ BER s.m. (ant.) (do Lat. capere). 1. Capital que se emprega em benfeitorias de um prédio. 2. Quinhão. 3. Sorte. V.i. 1. Ter cabimento ou lugar. 2. Pertencer. 3. Competir. 4. Vir a propósito.


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FOR ∙ MA s.f. (do Lat. forma). 1. Figura geométrica de um objecto. 2. Feitio. 3. Figura. 4. Feição. 5. Filos. Na filosofia aristotélico-escolástica, princípio determinante da matéria, isto é, que determina a unidade e a essência do ser; na filosofia de Kant, estruturas cognitivas inatas, isto é, independentes da experiência, impostas pelo pensamento à matéria do conhecimento, procedente da experiência.


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IN ∙ TE ∙ LI ∙ GÊN ∙ CI ∙ A AR ∙ TI ∙ FI ∙ CI ∙ AL Responsável por alterações da condição humana, o comportamento cibernético seria o meio de artistas exteriorizarem as suas ideias de forma processual e sólida, nunca pondo de parte a visão dinâmica da vida tão comum num artista. É sensato tirar partido de uma criação do homem e usá-lo com fins criativos e recriativos. É sensato que continuemos a explorar a mente e que as consequências de uma criação redifinam, definam e consolidem o conhecimento da humanidade, o conhecimento científico mas parece que Turing excedeu os limites do bom senso ao pôr em causa se a máquina poderia ser igual ou melhor que o homem questionando se seria possível distinguir o homem da máquina através de um diálogo. Stanley Kubrick foi exímio em representar esta ideia com o personagem HAL 9000 do filme 2001: A Space Odyssey, de que, os computadores, quando ensinados estariam aptos a desenvolver uma inteligência igual ou superior aos seres humanos, até capazes de os enganar, assim como de manifestar sentimentos e emoções. HAL define e gere uma nave e “descontrola-se” ao não conseguir processar dois tipos de informação em simultâneo. É um filme que representa a história e mais um passo na evolução da humanidade, uns degraus acima da consciência e do existencialismo humano, como o conhecemos. É um filme que deve ser visto por todos porque desperta para uma consciência colectiva do mundo e do sítio onde agora nos encontramos.


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PA ∙ RA ∙ TRÁS 1. Ir para trás. 2. Retroceder Fig. 1. Voltar atrás no tempo 2. Olhar para trás.


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LEI ∙ TU ∙ RA s.f. (do Lat. lectura) 1. Acto ou efeito de ler. 2. O que se lê. 3. Arte de ler. 4. Conhecimentos adquiridos pela leitura.


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RE ∙ A ∙ LI ∙ DA ∙ DE s.f. (de real). 1. Qualidade do que é real. 2. O que existe de facto; certeza; veracidade.


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LI ∙ MI ∙ TE s.m. (do Lat. limite). 1. Linha de demarcação. 2. Marco. 3. Baliza. 4. Fronteira. 5. Termo; meta. 6. Mat. Grandeza constante, de que uma variável de pode aproximar indefinidamente, sem atingi-la jamais.


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PEN ∙ SA ∙ MEN ∙ TO Chamamo-nos, a nós próprios, homo sapiens, o homem sábio, justamente porque as nossas capacidades intelectuais são o mais importante para nós. Durante milhares de anos tentámos entender a nossa própria linha de pensamento, o nosso modo de pensar, isto é, tentámos entender de que modo as coisas que co-habitam connosco nos podem ajudar a entender, percepcionar, modificar e manipular o estranho mundo em que vivemos. Os computadores, como qualquer outra forma de tecnologia, são veículos de transformação da tradição. Os Designers e todos os que fazem uso da tecnologia estão fortemente ligados às transformações que lhe estão inerentes, independentemente da vontade de cada um. As nossas acções na criação e implementação da tecnologia potencializam a contínua evolução, nunca estanque, da compreensão, e, neste contexto, de novas formas de leitura e pensamento.


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LA ∙ BI ∙ RIN ∙ TO Jorge Luis Borges, ao encontrar-se num contexto de cultura global e em constante mudança, confronta-nos com as opções que podemos fazer quando nos tornamos conscientes. O seu imaginário labiríntico aponta para um percurso individual e aprisionador onde existe um retorno a um estado anterior. Para Vannevar Bush, – considerado o pai do hipertexto pela sua ideia de armazenar informação num só espaço (Memex) – o labirinto é visto como um desafio cujo percurso deverá ser colectivo e a sua problemática resolvida por esforço comum e organizado. Ou seja, o que para Borges é um momento de contemplação, para Bush é um momento de procura. Estes ensaios não reflectem uma nova tecnologia mas uma estrutura de informação focado na mudança e na forma de pensar. Os novos sistemas e a criação de software, deram azo a um novo conceito de “livraria” e partilha. Uma nova modalidade, de acesso geral, viria a modificar as propriedades enciclopédicas até então conhecidas - seguindo as directrizes de Bush, o labirinto funcionará através de trabalho e forças conjuntas. A plataforma que viria a tornar-se a enciclopédia mundial - de conceito já enraízado no pensamento - conhecida por World Wide Web, veio forçar e reforçar padrões de comunidade e cooperação global rumo a um novo mundo, feito e traduzido para todos. A ideia de labirinto é aplicável em qualquer termo das nossas vidas mas chegados a um cenário de espacialidade tão próximo e recorrente, os labirintos de Borges e de Bush centralizam questões que embora dificilmente obteremos respostas, redifinem-se numa nova representação do nosso ser, do “eu” e da nossa representação no “espaço”.


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TIN ∙ TAS s.f. (do Lat. tincta). 1. Líquido colorido para escrever, pintar ou imprimir. 2. Fig. Expressão curriqueira para desconsiderar a importântia de algo - estar-se nas tintas.


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RE ∙ FLEC ∙ TIR v.t. (do Lat. reflectere). 1. Fazer retroceder, desviando da direcção anterior. 2. Fazer voltar para trás. 3. Repercutir; repetir; reproduzir. 4. Fig. Exprimir; revelar. 5. Fís. Desviar a energia radiante, segundo as leis da reflexão. V.i. 1. Mudar de direcção. 2. Incidir. 3. Meditar; ponderar. 4. Objectar~-se, v.r. 1. Recar. 2. Representar-se. 3. Transmitir-se; reproduzir-se.


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PA ∙ GAR v.t. (do Lat. pacare). 1. Satisfazer uma dívida ou um compromisso. 2. Trocar o que se pretende por numerário ou espécie. 3. Gratificar; remunerar. 4. Expiar. V.i. 1. Embolsar alguém do que lhe é creditado ou devido. 2. Satisfazer a paga ajustada ou conveninente.


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ES ∙ CRI ∙ TO adj. m. (do Lat. scriptu). 1. Que se escreveu. 2. Qualquer coisa escrita. 3.Representado por letras. 4. Gravado. S.m. 1. Composição escrita. 2. Bilhete; missiva. 3. Carta. 4. Escritura.


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COR â&#x2C6;&#x2122; TAR v.t. (do Lat. curtare). 1. Separar ou dividir um corpo por meio de corte. 2. Separar. 3. Trinchar. 4. Amputar. 5. Talhar (roupa). 6. Colher (flor, fruto, etc). 7. Ceifar; segar. 8. Abrir; rasgar. 9. Sondar (mares, caminhos, etc.) 10. Ir a direito, encurtar. 11. Interromper. 12. Fazer incisĂŁo em. 13. Riscar; eliminar. 14. Interceptar (conversa).


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ES ∙ CRI ∙ TA s.f. (do Lat. scriptu). 1. Aquilo que se escreve. 2. Acção de escrever. 3. Letra; caracteres escritos. 4. Caligrafia. 5. Escrituração comercial.


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CA ∙ LI ∙ GRA ∙ FIA Antes, os livros eram escritos à mão e o uso da Caligrafia ia para além da escrita, tratava-se de uma arte visual extremamente trabalhada e por isso demasiado demorada (Book of Kells). A criação e composição visual dos livros escritos à mão - texto e ilustração - já ganhavam consciência daquele que mais tarde viria a ser o modelo impresso à máquina.


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LU ∙ GAR s.m. (do Lat. locale). 1. Espaço ocupado por um corpo. 2. Sítio. 3. Localidade. 4. Pequena povoação. 5. Região. 6. Posição. 7. Ordem. 8. Categoria social. 9. Cargo. 10. Emprego. 11. Vagar. 12. Ocasião.


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PER ∙ CEP ∙ ÇÃO s.f. (do Lat. perceptione). Psicol. 1. Acto, efeito ou faculdade de perceber. 2. Tomada de conhecimento sensorial de objectos ou de acontecimentos exteriores. 3. Acção de conhecer independentemente dos sentidos.


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DE ∙ SAS ∙ SOS ∙ SE ∙ GO s.m. (de desassossegar). 1. Falta de sossego. 2. Inquietação. 3. Ansiedade. 4. Preocupação. 5. Receio. 6. Sobressalto.


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IN ∙ TER ∙ TAC ∙ ÇÃO Alan Kay e Adele Goldberg, em Personal Dynamic Media, apresentam a ideia de construção de um novo media: o Dynabook, um meio de comunicação dinâmico, individualizado e personalizado. Encontramo-nos em 1977 e o que Kay e Goldberg apresentam é uma visão daquilo que, mais tarde, viria a ser o Personal Computer. O Dynabook é-nos apresentado pelos autores como um sistema que inclui capacidades de edição de texto, programação gráfica (smalltalk), edição de imagem, interface gráfica, e composição musical. Myron Krueger foi considerado o pai da realidade virtual por ter sido o primeiro a explorá-la devidamente: os seus estudos e experimentações serviram para envolver o público em ambientes de resposta, sempre crente de que o corpo humano deveria ter um papel nas interacções com os computadores. O resultado das suas experiências contavam uma nova história para a tecnologia - que nos permite fazer um infinito número de percursos - onde o computador era sensível e reagia perante os movimentos humanos, respondendo uma pluralidade abissal de formas e som, experiênciava-se uma nova a realidade, virtual.


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COR s.f. (do Lat. colore). 1. Qualquer colorido, excepto o branco e o preto. 2. O colorido da pele, especialmente da face. 3. Aparência; carácter; demonstração. 4. Fig. Opinião política; distintivo; disfarce; pretexto. 5. Fís. Impressão variável que a luz reflectida pelos corpos produz no órgão da vista


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EN ∙ GE ∙ NHA ∙ RIA Desde a criação do computador que humanistas e engenheiros se encontravam divididos por questões ideológicas. Por um lado, os cientistas encontravam neste novo objeto como um artefacto capaz de automatizar tarefas, com maior capacidade de processamento e armazenamento de dados, catapultando o mundo para uma sociedade mais produtiva. Por outro lado, os humanistas acreditavam que este artefacto levaria a uma organização não só da informação e do mundo exterior mas também da própria consciência humana. Nos dias de hoje, a ideia de multiplicidade de Deleuze e Guattari, assim como a realidade de Krueger, mostram-se em constante crescente que acompanha o acelerar de todos os processos, neste caso de tecnologia digital. Diversos artistas e engenheiros dão prolongamento a esta vanguarda de arte computacional e interactiva criando um enorme formato artístico, digital e sensitivo que une áreas outrora tão distintas: arte, ciência, engenharia.


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CO ∙ LU ∙ NA s.f. (do Lat. columna). 1. Pilar cilíndrico, que sustenta a abóbada, estátua ou serve como ornato, e que consta geralmente de três partes: base, fuste e capitel. 2. Secção de tropas em linha. 3. Altura de um líquido ou gás no interior de um recipiente. 4. Série de objectos em linha vertical. 5. Anat. Reunião de vértebras sobrepostas. 6. Bot. Órgão da flor das orquídeas. 7. Tip. Divisão vertical da paginação em jornais, livros ou revistas. 8. Fig. Esteio; sustentáculo; apoio, amparo.


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HIS ∙ TÓ ∙ RIA s.f. (do Gr. historía). 1. Narração e conhecimento dos factos sociais, económicos, políticos que influíram na existência da humanidade, de um povo. 2. Sequência de acontecimentos que marcaram um período. 3. Estudo das origens ou progressos duma arte ou ciência. 4. Biografia duma personagem célebre. 5. Conto; narração; narrativa. 6. Fam. Qualquer coisa ou negócio; fábula; patranha.


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TI ∙ PO ∙ GRA ∙ FIA Embora já não fosse novidade na cultura oriental, Gutenberg explorou o processo de impressão na cultura ocidental com caracteres tipográficos móveis, a Tipografia, e revolucionou o mundo da comunicação. Com o tempo, o desenvolvimento dos tipos de letra não parou de evoluir e numa disputa entre traços finos e grossos, tipos serifados e não serifados, Didot e Bodoni criaram aqueles a que chamamos de tipos modernos. (…) É óbvio que, ao chamarmoslhe o primeiro dos tipos modernos, estamos a assinalar a mudança de carácter que associamos à palavra ‘modernidade’1. A publicidade despertou a necessidade de criar novos tipos de letra, mais altos, finos e com alguma espessura, de forma a chamar atenção, proporcionar uma leitura rápida e fácil: Helvetica e Futura. O Dynabook (pág 30) apresentava uma interface gráfica dinâmica, pesquisável, que permitia criar ligações entre documentos e que os tornava dinâmicos entre si, permitindo o cruzamento de informação. Ao propor uma interface gráfica que o utilizador poderá manipular com a utilização de um periférico de entrada, o Dynabook tornava a simulação uma das suas noções centrais, permitindo criar níveis de abstracção para a realização de animações 3D, filmes, musicas e efeitos parallax. 1

Eric Gill, Ensaio sobre Tipografia, Almedina, 2003


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MUN ∙ DO adj. m. (do Lat. mundu). Limpo; puro. S.m. 1. Conjunto de tudo quanto existe; o Universo. 2. Tudo o que pode ser abrangido pelos sentidos ou pela inteligência. 3. Terra; globo terrestre. 4. Parte do universo habitada pelo homem. 5. Cada um dos dois grandes continentes: o antigo e onovo. 6. A Humanidade; o género humano. 7. Opinião pública. 8. Vida mundana. 9. Categoria ou classe social. 10. Os prazeres materiais.


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RE ∙ PRE ∙ SEN ∙ TAR v.t. (do Lat. repraesentare). 1. Tornar presente. 2. Patentear. 3. Expor com clareza. 4. Reproduzir através de imagem; retratar; pintar. 5. Simbolizar; significar. 6. Ser procurador ou agente de. 7. Fazer o papel de. V.i.1. Exibir uma peça de teatro. 2. Desempenhar funções de actor. 3. Dirigir uma petição. ~-se, v.r. Apresentar-se ao espírito; figurar-se; imaginar-se.


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FRAG ∙ MEN ∙ TO s.m. (do Lat. fragmentu). 1. Pedaço dum objecto quebrado ou rasgado. 2. Excerto de uma obra literária ou de um manuscrito. 3. Migalha. 4. Fracção.


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VI ∙ DE ∙ O ∙ AR ∙ TE Cybernated art is very important, but art for cybernated life is more important.

Esta é a frase com que Nam June Paik, o pai da video-arte, começa o seu sucinto, mas complexo, manifesto “Cybernated Art”. O que Paik sugere com esta primeira frase é uma manisfesta relação intrínseca entre a Arte e a Cibernética, aqui entendida como tecnologia. Paik faz notar então, em 1966, que a Arte deverá abraçar e fazer uso das novas tecnologias que a sociedade de informação lhe disponibiliza. Assim, as novas tecnologias (ou a cibernética, para fazermos uso das suas palavras) deveriam então ser encaradas como uma nova forma de exploração e criação artística. Quando, no mesmo manifesto, Paik afirma que a Cibernética não é mais que a exploração das zonas limítrofes das várias ciências, o que ele nos quer afirmar é que na realidade estas novas tecnologias permitiram criar um conjunto de ligações que até então não tinham sido possíveis. Neste sentido, Paik parece ter uma visão de certo modo similar à de Vannevar Bush em “As We May Think” com a sua formulação do “memex” que hoje conhecemos como “hyperlinks”. Paik desconstruiu de tal modo este meio (o video) que é por esse motivo que o consideram como o pai da video-arte. Na verdade, Paik está para o video como John Cage está para o piano (4’33”).


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QUA ∙ DRO s.m. (do Lat. quadru). 1. Espaço imitado por quatro lado iguais ou pouco diferentes; quadrado. 2. Caixilho, moldura. 3. Pintura, desenho ou gravura executados numa superfície plana. 4. Peça quadrangular, em ardósia ou outro material, usada nas escolas. 5. Resenha; tabela. 6. Lista dos membros de uma repartição ou empresa. 7. Subdivisão de um acto de peça teatral, em que há mudança rápida de cenário. 8. Cena; aspecto.


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FA ∙ LAR v.t. (do Lat. fabulare). 1. Expressar por intermédio de palavras; declarar; dizer; proferir. 2. Combinar; ajustar. V.i. 1. Conversar; discursar; orar. 2. Discorrer; perorar. 3. Referir-se. ~-se, v.r. 1. Dar-se; ter relações. 2. Correr a notícia; ter nomeada.


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E ∙ XIS ∙ TIR v.i. (do Lat. ex[s]istere). 1. Ter existência. 2. Viver. 3. Ser real. 4. Ter o ser. 5. Haver. 6. Estar. 7. Durar. 8. Exibir-se.


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HI ∙ PER ∙ NAR ∙ RA ∙ TI ∙ VA A nova linguagem computacional veio perspectivar o facilitismo na criação, visualização e leitura. Deixámos de estar limitados às arestas de uma folha e à sua leitura linear; podemos agora experienciar o sabor de estruturas hipertextuais muito ricas em conteúdo uma vez que somos capazes de saber sobre mil assuntos que estão todos interligados a um só – uma janela, o nosso ponto de partida. Por consequência, esta alteração veio desenvolver também o uso dinâmico da ferramenta. Os escritores, por exemplo, confrontam-se com uma nova realidade textual: agora, os seus textos podem ser reorganizados segundo uma rede aberta e não hierarquizada, um mapa complexo e infindável de possibilidades textuais, gerando uma multiplicidade de histórias e aprofundamento das suas escritas. Ted Nelson introduz-nos o conceito de Hipertexto apresentando-o não como um sistema mas como um conceito genérico capaz de representar uma escrita não linear e não sequencial que apenas seria possível alcançar através dos meios electrónicos. Na verdade, o hypertexto providencia uma série de caminhos possíveis entre os vários segmentos de texto que não seria possível sem o mundo digital: a interactividade e a pluralidade de discursos polivocais não seriam possíveis se não se tivesse libertado o leitor do domínio do autor. O leitor e o autor são agora co-autores, co-criadores de uma obra só, afirma Robert Coover no seu artigo The End of Books.


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NEW ∙ ME ∙ DI ∙ A À luz dos anos, o pensamento humano foi mutável e gerou o desenvolvimento da história que hoje conhecemos. Se em alguns momentos tínhamos certezas estáveis e únicas – quantos não foram condenados por afirmar que a terra era redonda – enredados no tempo, pudémos vir a entender a incerteza e ambiguidade que gravitam em inúmeras disciplinas. Numa disciplina mais recente, os New Media, tem vindo a tornar-se cada vez menos linear o seu entendimento, tornando-se cada vez mais numa linguagem de profunda complexidade. Em muitos campos, a história é marcada por aqueles que insistiram com novas formas de interpretação na criação, de tal forma que as suas ideias persistem até hoje.


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CÉ ∙ RE ∙ BRO Os anos dourados ditaram a insurreição do pensamento, do comportamento humano e da tecnologia, dando azo à expansão da consciência, a uma reforma cultural, ao despertar das fronteiras da arte, revelando novas teorias e percepções que o homem tem da vida e da máquina. O desenvolvimento do cérebro e da consciência humana provocou no homem uma intenção de invenção e construção para responder às suas necessidades básicas. Esculpiu os primeiros utensílios que viriam a ser sequenciados por um grande número de invenções e acções que vieram a definir o avanço da civilização: o homem faz tudo o que lhe é possível fazer (…), a humanidade é uma extraordinária máquina de fabricar formas.1 A necessidade constante de responder à vida e a eterna procura de bem-estar provoca uma resposta contínua da tecnologia ao homem e do homem à tecnologia. O avanço tecnológico é culpado pelo surgimento de novos entendimentos de memória, de memória entre máquina e homem, da adaptação do homem à máquina e de interacção de dois pólos distintos que provocam novos entendimentos artísticos, científicos e mundanos.

1

J.David Bolter, Seeing & Writing, Cambridge MA: The MIT Press 2003


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LIN ∙ GUA ∙ GEM s.f. (do Proven. lenguatge). 1. Faculdade de expressão audível e articulada do homem, produzida pela acção da língua e dos órgãos vocais adjacentes; fala. 2. Qualquer sistema ou conjunto de sinais, fonéticos ou outros e, particularmente, visuais, que servem a expressão do pensar e do sentir. 3. Dialecto. 4. Estilo. 5. A voz dos animais. 6. O que as coisas significam.


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AR ∙ TE A disparidade entre o mundo convencional da arte e os New Media levam-nos a uma reflexão temporal. Sabemos que a cultura artística modificou-se a par do tempo. As formas de expressão moldam-se de acordo com a expansão da civilização, o desenrolar político, económico e social que o mundo viveu e vive. O conceito de obra de arte e a ideia de que o artista é dono das suas obras e que as suas obras são únicas - uma obra é um só objecto e esse objecto não é reprodutível e só será exposto em sítios exclusivos - galerias e museus - é uma ideia ultrapassada pelos tempos. Os ideais nobres e líricos da arte começaram a perder leitura a partir do momento em que os artistas se afastaram da realidade como motivo de inspiração, levando a cabo o empenho em transformar o pensar e o criar. Os novos conceitos artísticos são alusivos à colectividade e simbiose (a cooperação é uma novidade e vantagem entre a computação e a criatividade). Hoje, o homem pode usar a máquina para criar arte, para que, mais uma vez, a máquina seja uma extensão de si próprio (o seu braço biónico). O Homem pode, hoje, criar arte, simular espontaneidade, criar a criatividade, pedindo a uma máquina que gere poesia ou texto por si. Hoje, ao servirmo-nos da tecnologia para criarmos alguma forma de expressão artística conseguimos realmente simular motivos, sentimentos e inspiração de forma espontânea e autêntica? Ou, por contraste, esta nova forma de criação artística encerra-se numa obra de arte em si mesma despindo-se da sua forma autoral, autêntica e pessoal?


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EN ∙ SO ∙ PAR v.t. (de sopa). 1. Converter em sopa. 2. Encharcar. 3. Cul. Guisar em caldo. ~-se, v.r. 1. Encharcar-se. 2. Bras. Tomar liberdades com alguém.


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RI ∙ ZO ∙ MA Gilles Deleuze, Félix Guattari e Myron Krueger, embarcaram numa viagem moderna em busca do conhecimento e desenvolvimento referente a questões tecnológicas, artísticas, espirituais, sociais e políticas, filosóficas, científicas. A introdução de A Thousand Plateaus de Deleuze e Guattari, parece-se a um manifesto artístico de carácter (sempre) revolucionário que comumente expõem um rasgar no pensamento enraizado como alternativa a uma alteração social, rumo a uma nova liberdade de expressão. Os autores introduzem o termo rizoma segundo esta mesma necessidade de abordar um novo entendimento para o conhecimento, partindo de um princípio de multiplicidade na compreensão do mundo e da vida. Uma vez mais, está na altura de destituir e derrubar aquilo que é linear, mas desta vez, o protesto incide num princípio de multiplicidade: o rizoma é um conceito metafórico que destrói conceitos e valores tradicionais e insurge-se perante um desencadeamento de não-fórmulas. Este pensamento tem uma forte carga poética, social e política e é, de uma forma primária, associado à escrita. A escrita rizomática foi usada como forma de descrever o hipertexto ou as propriedades de um sistema hipertextual de forma a desconstruir conceitos, linguagens e pensamentos criando um mapa alegórico que deverá ser continuamente alterado pelo homem. A ideia é anular um qualquer começo e um qualquer fim, pois um rizoma não começa nem acaba, está sempre no meio, entre as coisas, (…) intermezzo. Esta é uma nova forma de viajar assim como de se mover, partir ao meio, pelo meio, entrar e sair, não começar nem acabar.


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FI â&#x2C6;&#x2122; BRA s.f. (do Lat. fibra). 1. Filamento. 3. Nervo; força; coragem. 4. Fig. Rijeza; dureza.


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FOR ∙ ÇA s.f. (do Lat. fortia). 1. Faculdade de operar. 2. Energia. 3. Poder. 4. Valentia. 5. Violência. 6. Impulso. 7. Destacamento de tropas. 9. Fís. Toda a causa capaz de produzir deformações ou de modificar o estado de repouso ou de movimento de um corpo.

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COM ∙ PLE ∙ TO adj. m. (do Lat. completu). 1. Que tem todas as partes; preenchido; concluído; total; perfeito; inteiro. 2. Cumprido, satisfeito. S.m. Aquilo que está acabado, completo ou perfeito.


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