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MEMÓRIA DESCRITIVA E morreram felizes para sempre… Foi-nos proposto um pequeno exercício de composição cénica, tendo como base uma personagem do texto, musical INTO THE WOODS, projectando um espaço de repouso eterno. Após diversas pesquisas sobre temas como “ a morte” e os seus rituais vividos por diversas civilizações, também como os monumentos construídos por estes para repouso eterno dos falecidos, centrei-me na Arte - Megalítica em Portugal: Os Cromeleques de Almendre, em Évora. Acredita-se que junto dos menires (pedra fixada verticalmente no solo), os mortos eram enterrados com os seus objectos que lhes pertenciam na sua vida terrena. Para este exercício/projecto, escolhi a personagem que trabalhei no semestre anterior, a Giganta. Inserido na história “Jack e o Pé de Feijão”, conta que num dos dias em que Jack sobe ao pé de feijão, descobre um lugar habitado por um casal de Gigantes, e rouba uma galinha de ovos de ouro. Portanto sugeri, que o objecto pessoal que estaria junto da Giganta, na passagem entre a vida terrena e a vida celeste, fosse a galinha. A partir daí comecei a construir a minha ideia através de esquiços, algumas fotografias tiradas numa aldeia, que dessem a minha a minha ideia de galinheiro/construção efémera. Um espaço que transmitisse tempo, acção, manipulação, memória, teatralidade, (in) acabado, velho, suja, caracterização, entre outras. Contudo, a escolha do material, foi bastante importante para dar ênfase à minha construção, balsa de 0,5 mm, pintada e caracterizada com tinta acrílica e x-acto, colada com cola branca e em certos casos para reforçar, como cola de contacto. De salientar ainda, o uso das escadas, como meio simbólico de túmulo, como também dar a noção da passagem e ligação entre a terra e o céu, enfatizada ainda, pela “ventoinha”

Memoria descritiva, e morreram felizes para sempre  

memoria descritiva