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Volume I - Número 3 - Fevereiro/2018 Periodicidade da publicação: trimestral Idioma: Português (Brasil) Editor-chefe: Maroel Bispo Conselho Editorial: Maroel Bispo, Adauto Borges e Josman Lima Editores-Correspondentes: André Flores (Rio Grande do Sul), Elísio Mattos (Rio de Janeiro, Octaviano Joba (Moçambique) e Graça Foles (Portugal). Colunistas: Cathy Arouca e Valéria Pisauro. Revisão: Os textos passaram por revisão feita pelos próprios autores. Capa: Maroel Bispo Site da revista: http://revistainversos.blogspot.com.br/ Facebook: https://www.facebook.com/Revista-Literária-Inversos Contato: e-mail: revistainversos@gmail.com Autor Corporativo: Maroel Bispo - Divisão Cultural da Associação Batista de Ação Social, situada à Rua “A”, nº 5, Conjunto Feira VI, bairro Campo Limpo, CEP 44034-205, Feira de Santana-BA. Distribuição: Distribuída online e no formato PDF, gratuitamente, no site da revista, ou através da plataforma Issuu. A reprodução dos textos é permitida, desde que sejam atribuídos os créditos aos respectivos autores, e que seja citada a fonte.

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SUMÁRIO Expediente

Maroel Bispo

2

Editorial

Maroel Bispo

3

Entrevista com Personalidade Literária

Rejane Aquino

5

Lançamento Livro

Darlon Carlos

09

Editor Correspondente

Graça Foles

13

Editor Correspondente (Moçambique)

Octaviano Joba

16

Editor Correspondente (Rio de Janeiro)

Elísio Mattos

18

Editor Correspondente (Rio Grande do Sul)

André Flores

21

Cleiton Alves Vieira

Seta-tragédia

33

Neuza de Brito Carneiro

Utilitários universais

34

Grazielle Pacini Segeti

Encontro das águas

36

Anésio Fraga Souza

Homofobia

37

Rômulo Ferreira

Sobre estrelas

40

Renan Caíque Silva

Suspiros Poéticos

41

Roberto Mello

O ecoar de um lamento

43

Paulo Monteiro

Sem fantasia

44

Line Souza

Bana Alabed

45

Jorge Luiz Lima De Souza

Jesus Cristo menino

46

Sérgio Ricardo de Carvalho

Rugas

48

Lenilson de Pontes Silva

Fim da escola

49

Augusto Cesar Dias

Mulher sem direitos?

50

Maria da Conceição Maciel da Silva

Destinos traçados

52

Bruno Candéas

Linhas tortas

55

Fagner Silva

Coração Tristeza

56

Marcos Santiago

Poesias em dezembro

57

Pedro Henrique Correia Guimarães

Químico

59

Marcus Vinicius Souza de Oliveira

Seu rosto é um poema

60

Roberto David Xavier da Silva

Noites Iguais

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1. Em suas palavras, quem é Rejane Aquino? Quando você começou a se aventurar pelo mundo da literatura? Sou professora de literatura e língua portuguesa, formada pela UEFS e pós graduanda na UFBA. Escrevo desde que me entendo por gente como forma de escape e desabafo. Acredito que escrever é uma forma de libertação e me transpor para o mundo do leitor. 2. Que gêneros você gosta de ler? Poesia, contos, crônicas, romance? Gosto de ler todos os tipos de textos de bula de remédio a artigos científicos, mas sou apaixonada pelos contos e poesia. 3. Quais escritores consagrados você admira? Clarice Lispector, sua obra é fantástica e sua introspecção faz com que a gente volte para dentro de si e nos reinvente através da descoberta do eu. Amo, também, Machado de Assis, Kafka, Jorge Amado e Saramago. 4. Cite um escritor de sua cidade ou região que admira e o nome de seu texto ou livro. Clarissa Macedo, livro ‘’ Na pata do Cavalo há sete abismos’’ 5. Você costuma participar de concursos de poesias? O que acha deles? Sim, participo bastante. Acho que é uma forma do autor se fazer conhecido e conhecer outros artistas e formas de escrita. Inclusive, acho bastante válido desde que não cobrem taxas exorbitantes de seus participantes, muitos concursos são vistos como apenas forma de lucro pelas editoras. Acho que o concurso deve ser sério e idôneo e ter por objetivo maior a divulgação da arte literária. 6. Você é membro de alguma Academia de Letras? Ou de algum grupo literário? Não sou membro de nenhuma academia, mas participo mensalmente do sarau promovido pela Academia Feirense de Letras. Sou diretora de comunicação da Confraria Poética Feminina que tem como presidente Rita Queiroz, membro da Instituição Versos de Mulher (idealizado e presidido por Fabiana Machado) e membro do grupo O Sarau ( idealizado por Edson Oliveira) 7. Tem ideia de quantos textos literários já escreveu? Quais gêneros literários gosta de escrever? Já escrevi bastante, já perdi as contas! Rsrrsrsr Escrevo como forma de purgar meus sentimentos e visão de mundo! O gênero que me dedico é a poesia.

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8. Você possui algum lugar onde publica seus textos virtualmente? Qual? Sim! No blog que edito ‘’De mim’’ e no blog da ‘’Confraria Poética Feminina’’ 9. Há alguém da sua família ou outra pessoa que, atualmente, incentiva você, na caminhada literária? Cite os nomes. Meus maiores incentivadores são os membros da minha família, em especial, minha mãe Marlucia e minha avó Carolina e os professores Roberval Pereyr e Rita Queiroz 10. Que temas prefere escrever? Cite 3 textos seus que mais gostou de escrever. Acredito que na literatura , sou mais introspectiva e metalinguística , mas de vez em quando escapo para o social.

11. Aprecia outros tipos de arte usualmente? Você frequenta museus, teatros, apresentações musicais, salões de pintura? Acredito em todas as formas de expressões artísticas como forma de remodelar o homem à sensibilidade e criticidade. Frequento bastante eventos artísticos da cidade e fora dela, principalmente museus, teatros e saraus. 12. Que acha da situação da Literatura em Feira de Santana? E em nível de Brasil? Conheço escritores e artistas fantásticos na cidade, no entanto acredito que o poder público feirense não incentiva em nada a arte feirense. No Brasil como um todo, o panorama não seja diferente: artistas maravilhosos que, em geral, não conseguem viver de sua arte ou ao menos divulgá-la através de publicações.

13. Você acha que o brasileiro médio costuma ler? Acha que ele gosta de literatura tradicional ou só de notícias rápidas e sem profundidade? Como um país que não investe em educação, a maioria de seu povo está acostumada com notícias rápidas e com a leitura das redes sociais. No entanto, existe ainda a resistência por meio de um público amante da leitura que tenta disseminar ao máximo esse prazer. 14. Já tem livros-solo publicados? Consegue vendê-los com certa facilidade? Ainda não tenho publicação individual. 15. Já teve seus textos publicados em revistas digitais de literatura? Quais? Em revistas digitais de literatura, não. É um imenso prazer estrear na Inversos. 16. Qual sua opinião sobre a Revista Literária Inversos, recém-lançada dia 10/08/17? Acredito que amplia o espaço de discussões sobre literatura e cultura, além de promover a disseminação dessa maravilhosa arte. Fico honrada em fazer parte dessa edição. 17. Já participou de alguma Antologia impressa? Qual? 18. Sim, várias! O Sarau, organizado Edson Oliveira (Mondrongo, 2017), Mulherio das Letras-Bahia(no Prelo- Penalux, 2017) Confraria Poética Feminina: além da estampa, organizado por Ana Carolina Cruz de Souza (2017),Agenda Poética da Confraria Poética Feminina , organizada por Palmira Heine, Semeando Verso- Antologia de Novos Autores brasileiros (Academia Nacional de Poesia, 2017), II Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea ‘’ Além do céu, além da Terra’’- editora Chiad

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( 2017),I Concurso de Poesia Adauto Borges (Associação Batista de Ação Social, 2017),III Prêmio Concurso de poesia Godolfredo Filho (Fundação Egberto Costa, 2017). Classificada nos seguintes concursos literários: Concurso Nacional de Novos Poetas- Poetize (Vivara Editora, 2017),Concurso Literário de Itaporanga (Fundação José Francisco de Souza, PB, 2017),Concurso Nacional Sarau Brasil (Vivara Editora, 2017), II Concurso de poesia Prêmio Gastão Guimarães (Fundação Egberto Costa, 2016),Prosa e Verso, organizada por Luis Pimentel (Oficina de criação literária - 9ª Feira do Livro – Festival Literário e Cultural de Feira de Santana-BA – 2016) 19. Você trabalha com literatura para aumentar sua renda ou a leva apenas como um delicioso hobby? Trabalho como literatura minha fonte de renda, porque sou professora da área, mas com minha escrita não obtenho renda extra. 20. O que você acha dos altos custos para um escritor publicar um livro? Acho que para o autor independente fica muito difícil custear as despesas absurdas da maioria das editoras. 21.Desde já agradecemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre sua pessoa e sobre sua arte. Deixe aqui suas considerações finais. Como disse anteriormente, me sinto honrada em participar da Inversos. Tenho certeza que ela dará ainda mais alegria aos seus organizadores e leitores. Falar sobre literatura é um prazer! Muito obrigada!

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Sinopse: Segundo vários dicionários obtuso significa: “pessoa ou coisa rude; com pouca inteligência; bronco ou estúpido”. Isso que algumas pessoas irão pensar ao ver um anão de circo puxando uma carroça com um caixão dentro! Um esquife onde se encontra a única mulher que ele amou; porém que cometeu suicídio. O último desejo de sua mulher era ser enterrada em solo sagrado. Mas, como cometeu um pecado capital, todos os pedidos lhe foram negados. Agora ele se encontra em uma peregrinação para encontrar um lugar de descanso, para aquela que um dia foi sua amada. Por que ele não mente para os clérigos? Por qual motivo ele está se deparando, no caminho, com os mais famosos personagens do folclore brasileiro e internacional? Qual o motivo que levou um padre, com uma Winchester e uma Walther PPK, ir ao encalço dele? Todas as respostas estão nesse livro: ‘Sob o olhar obtuso da morte’. Leia e descubra que nem tudo que falaram para você sobre os mitos e folclores era mentira! Acesse: http://editoraburiti.com.br/sob-o-olhar-obtuso-da-morte/

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[Biografia

de

Darlon Carlos. Darlon Carlos é natural do Rio de Janeiro e mora, atualmente, na Baixada Fluminense. Formado em Biblioteconomia pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Gosta de ler livros de mistério, policiais, terror, realidade fantástica e ensaios. Curte ler revista em quadrinhos, nacional e internacional, sempre procurando boas histórias. Buscando apresentar, pela literatura folclórica, os mitos e costumes que o Brasil tem a oferecer ao mundo.

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Numa praia de areias finas Graça Foles Amiguinho (Portugal)

Ergui o mastro da caravela , fiz-me ao mar da aventura, venci ventos e marés, lutei contra a desventura, coração cheio de esperança

Sou professora reformada Só os 59 anos, após um acidente em que fraturei os dois pulsos , senti em mim um impulso maior que o meu pensamento para escrever poesia. Desde o momento em que recomecei a escrever se iniciou um novo ciclo na minha vida. No ano seguinte editei o livro «O Meu Sentir» e a minha maior distração é escrever, escrever como um rio que corre para o mar sem nunca se cansar. Comecei a escrever no Facebook há seis anos e tenho sido sempre incentivada a fazêlo pelos leitores que tenho alcançado. Há um ano criei no Google, o site «Alentejaninhasite poesia e prosa de Graça Amiguinho» onde tenho publicados mais de 400 poemas.

na certeza de encontrar na minha vida mudança.

Meu olhar ao longe alcançou bela paisagem serena e em areias quentes e finas, meu corpo cansado de lutar contra tempestades adormeceu sem temer , confiante e encantado .

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Ao acordar desse sono era já alta madrugada e ,qual não foi o meu espanto ao ver a meu lado , deitada, linda mulata ,sorrindo, me abraçando e beijando, querendo ser minha amada! E meu destino mudou desde aquele belo dia. Com ela aprendi a amar, a cantar e a sambar , da minha terra falei, meu idioma lhe ensinei pois eu vim para ficar!

Unidas as nossas vidas fizemos um mundo melhor , aliando a fraternidade aos nossos laços de amor !

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Queira Deus Octaviano Joba (Quelimane-Moçambique)

Queira Deus iluminar o meu caminho Proteger-me da falsidade do homem Encher de benção o meu ninho... Queira Deus que não me domem... Queira Deus que eu busque o sustento Em cada gesto humano que me acena Que me livre, enfim, do sofrimento

Octaviano Joba é o pseudónimo de Octávio João Baptista, residente em Quelimane-Moçambique. É Professor do Ensino Primário e Estudante finalista em Licenciatura em Ensino Básico pela Universidade Pedagógica de Quelimane, tem artigos e poemas publicados na Revista Soletras - A Sopradora de Letras, onde tem divulgado regularmente desde 2015; Revista Samurais Relisa, Revista Ocilongo; Revista Carlos Zemek; Revista Sinestesia, Revista Primeiro Capitulo, Revista EisFluência, entre Outras. Participou em Antologias da Logos-Fenix, e na Cogito- Antologia Poética Vol. III e Antologia Comemorativa da AMCL, e em Projectos literários tais como: Folhinha Poética; para o ano de 2017 e 2018; Participou ainda no Projecto Poetizar o Mundo; por ocasião do dia da palavra instituído pelo Museu da Palavra da Fundação César Egido Serrano; é Membro-Editor no Projecto IdeiArt (Www.ideiart.com). Membro-Editor na AMCL - Academia Mundial de Cultura e Literatura, ocupante da cadeira 84, cujo o Patrono é Rui de Noronha e é Autor do blog ViceVerso e de uma página no Recanto das Letras, uma rede de Autores. Páginas

Desta vida tristemente pequena... Queira Deus que eu sorria e cante Junto dos meus pares alegremente Que, quando cair, eu me levante

https://www.facebook.com/Octaviano.Job a.Poeta.de.Mocambique/ http://www.recantodasletras.com.br/autor es/octavianojoba https://octavianojoba.blogspot.com

E busque as forças continuamente. Queira Deus que o mundo seja lindo Antes da hipocrisia da globalização Que o amor entre nações seja infindo Que plantemos jardim ao invés de explosão. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Antonio Elísio Mattos Batista Nascimento, nascido em 16/11/1957, no Rio de Janeiro. Viúvo, escolaridade: Curso Superior Completo, pai de duas meninas. Breve biografia: Comecei a interessar-me pelas escritas há três anos, após minha viuvez, incentivado por filhas, que fizeram um perfil no Facebook, para que não me sentisse tão só. Desde então eu navegando neste mundo da internet, me deparei com Poesias escritas, e ficava pensando como fazê-las; aí me lembrei de uma que compus ainda jovem, desde então não mais parei, apenas deixo minha alma expressar-se por mim. Escrever é minha paixão, através do que escrevo deixo minha alma falar meus desejos e ansiedades na participação da vida. Navego - além das poesias, pelo mundo dos artigos e crônicas, mas meu grande foco são mesmo os poemas, onde deixo aflorar sentimentos particulares. Porém, em tudo tento ser sempre muito real e verdadeiro.

Enfim, sou poesias de amor buscando pela vida levar minhas

mensagens de sonhos, aos corações que como eu, acreditam na sensibilidade que ainda existe nos homens. Possuo no Facebook dois grupos de poesias onde poetas amigos são convidados a fazerem suas postagens. O nome desses grupos é: POEMAS DE UMA ALMA MINHA e MÚSICA DE SONHOS. Possuo também uma pagina comercial com o mesmo nome do meu grupo: POEMAS DE UMA ALMA, onde nela coloco todos os meus poemas e recebo a visita de todos que querem me ler. Por Elísio Mattos “O Escritor”.

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Um grande amor... Elísio Mattos (Rio de Janeiro-RJ) Para se viver um grande amor É preciso se ter Intensidade em viver Depois somente ir deixando Deixando acontecer... A intensidade vai dominando, vai te envolvendo De tal maneira, que apenas O amor acontece A alma vive e eu, ah! Eu apenas vivo E eu apenas sentindo que vivo em você Porque quando a alma fala Precisamos abrir as comportas Que irão dar vazão A todas emoções que podemos e devemos viver A tão sublime emoção Nem precisamos da voz Nem de papel para escrever Só precisamos pensar Que estamos perto um do outro Sentindo um ao outro Então nossas mãos Vão se tocar E no toque de almas Dizem e sentem exatamente Os desejos do coração Os desejos de tesão E assim se realizam Assim todas as vontades Ali comprimidas e acumuladas Saem em busca da outra Procurando ser amada E acontece exatamente O que as almas desejam E é tudo tão intenso Com tamanha rapidez de acontecimentos Que tudo se faz presente No sabor da intensidade Dessa presente paixão Porque nunca amei assim Assim como amo você Talvez porque sua alma vive em mim E a minha é você... Página no Facebook: https://www.facebook.com/Poemas-De-Uma-Alma-377296839391554/

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Tributo a minha avó André Flores (Portal-RS) Hoje acordei com saudade. Sonhei que estava sentado no teu colo E tu contavas as histórias do meu avô. Hoje acordei sentindo a tua falta. Sentada na cadeira de balanço, Lendo a tua Bíblia cuidadosamente. Hoje lembrei-me do teu sorriso, Dos teus olhos lindos, do teu cheiro de avó. Hoje voltei no passado. Revivi os domingos regados a violão e As noites em que me ensinavas trechos da Bíblia. Hoje alimentei a minha saudade; Busquei no baú A infância linda que tive ao teu lado. Hoje senti vontade de te dizer: eu te amo! Mas sei estás me ouvindo do céu. Hoje não é um dia triste, Mas sim o dia em que resolvi Te dedicar este simples poema. Pois herdei de ti o dom das palavras E carrego no peito o orgulho de ter o teu sangue Correndo nas veias. Enfim, resta-me a saudade, O amor que carrego comigo: O de ser neto da Dona Maneca. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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André da Silva Flores ou André Flores (Aprendiz de Poeta), 43 anos, natural de Novo Hamburgo – RS, residente da Cidade de Portão – RS. Casado com Cristiane Kochenborger, tem uma filha que se chama Letícia Kochenborger Flores. Filho de Antônio da Silva Flores e Teresinha Beatriz Flores. Criado na cidade de São Sebastião do Caí, aonde muito do material de inspiração para seus poemas, vem de experiências e vivências nesta linda, amada, pacata, simpática e acolhedora cidade. Formado em setembro de 2010 em Administração de Empresas pela UCS - Universidade de Caxias do Sul, (Vale do Caí), Pós Graduando em Especialização em Educação a Distância pela UNOPAR. Trabalha no Setor de Faturamento do Hospital Nossa Senhora das Graças em Canoas – RS. Premiado em concurso realizado pela Academia de Letras e Artes de Porto Alegre e Expresso das Letras, em Agosto em 2011. Premiado em Concursos realizados no estado do Rio de Janeiro (Oliveira Caruso) em: 2013, 2014, 2015 e 2016 assim como nos concursos Artífices da Poesia, da Editora A.R Publisher em 2016, Ancguedes 2016, Mérito Cultural da FECI, (Fundação Educacional do Sport Club Internacional), em 2016, 2017, Prêmio ABAS em Feira de Santa – BA (Março/2017) entre outros. Atua ativamente em blogs e jornais literários (Cabeça Ativa – RJ, Poemas do Brasil - SE e Recanto das Letras - SP). Participou de 12 antologias no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Sergipe, 10 e-books, onde em três oportunidades escreveu o prefácio. Atualmente escreve para as revista literária de Portugal (PORTAL CEN), como também para a (Logus da Fênix). È correspondente do Estado do Rio Grande do Sul da revista e grupo literária eletrônica Poemas do Brasil, Editor Correspondente da Revista Literária Inversos, em Feira de Santana - BA. Participação em antologias no estado de Sergipe (Poemas do Brasil), onde será lançado dia 15/04/2017, lançou o seu livro Aprendiz de Poeta, Simplesmente uma História em Maio de 2017, MEMBRO DA ALB-MS (ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL – SECIONAL MATO GROSSO DO SUL) CADEIRA 49, MEMBRO DA CAPOLAT (CASA DO POETA LATINOAMERICANO – RS) E MEMBRO DA SOCIEDADE PARTENON LITERÁRIO DE PORTO ALEGRE.

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Brava Gente Brasileira Marcelo de Oliveira (Salvador-BA) Amazônia verde sem igual Índios, agricultores longe do litoral Cerrado, planície sensacional, Quem não deseja conhecer

Marcelo de Oliveira Souza,IWA - Salvador - BA–Brasil. Escritor e Organizador do Conc Lit Poesias sem Fronteiras. Blog: http://marceloescritor2.blogspot.com Site do Concurso de Poesias: www.poesiassemfronteiras.no.co munidades.net

A ilha do Bananal? Face: psfronteiras

Todo mundo louva o pantanal

Instagram: @marceloescritor

Nordeste, sofrido e sertanejo Desigual... Bahia, a terra do Dorival. Lacerda, pelourinho medieval Praias e povo tradicional Sudeste um mundo à parte Todo lugar no Rio é arte País do carnaval! O outro país do Chimarrão Lindas gaúchas de plantão Esporas e churrasco no varal Tudo nesse mundo brasileiro é sensacional. Essa Brava gente Brasileira Tão diferente e tão igual Todas elas na mesma Unidade nacional. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Esperança Robinson Silva Alves (Coaraci-BA)

Abro os olhos Contemplo o novo dia Verdadeiro verso Sagrada poesia

Nasci em Coaraci-BA, tendo participado de diversos certames literários, onde fui premiado em alguns concursos como: UFF, Bahia de Todas as Letras, Mogi das Cruzes, Cnec Capivari, entre outros. Pseudônimo:Hiatus

Sinto meu coração bater O pulsar da vida

Endereço Rede: https://ptbr.facebook.com/robinson.silv aalves.9

Enfrentando barreiras Cicatrizando feridas

Vencendo batalhas Muitas vezes doloridas Mas sempre acreditando Em uma saída

Escuto um pássaro cantar A mais bela melodia Música divina Linda sinfonia

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De repente estou voando Pois tenho asas da imaginação Viajo o universo Na estrela inspiração

Sinto uma brisa suave O arfar do vento Uma lágrima cai Em tão lindo tempo

O raio sol esperança É meu alento Quero viver a vida Cada momento.

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Pontais Marina Barreiros (Palmas-TO) Cego-me pelos teus olhos azuis na paisagem azul Pelas tuas garras cega-me a razão O alcance das tuas pernas delimita-me E enrosco-me nos pontais da tua existência. Sob o céu e águas azuis A vista me turva A respiração me falta O coração se acelera. Dói-me as entranhas E não se aquietam os sentimentos que vagam

Marina Barreiros Mota, Natural de Teófilo Otoni-MG, formada em Engenharia Civil e Ciências Contábeis. Reside em Palmas-TO desde 1990. Desde criança sempre gostou das aulas de português e literatura. Gosta de escrever poesias e crônicas, falando principalmente do universo, do amor e das lembranças da infância. Antologia do V Premio Literário Marcelo de Souza, IWA, 2017. Apoio Academia de Letras de Teófilo Otôni, MG. Antologia “Mil almas, Mil obras Remontando El Vuelo desde Isla Negra”. Alfred Asis, Poetas e escritores y Niños Del Mundo, 2017. - Instagram: marinabarreirosmota - Facebook : Marina Barreiros Mota

Pela praia azul. Ando em desalinho pelas areias Na esperança vã de ver-te No desatino de querer-te. Ainda que em pensamento, sonho. Ainda que cega, te vejo Ainda que sem respirar, te sinto Ainda que dolorida, te desejo. Ainda que ferido, meu coração sangra Através das nuvens que o céu corta. Perco-me sob as ondas revoltas, Entre os respingos da marola e da chuva Que me cega as entranhas. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Anjo ou demônio? Mora há mais de 20 anos em Cacoal, Rondônia. Mãe, dona de casa e poeta.

Luciana Eleotério (Cacoal-RO)

Querubim pra ser maléfico basta ousar. Poeta pra ser ousado basta inventar. Posso parecer com Hitler ou madre de Calcutá Tão apenas represento a verdade que em mim há. Tenho a calma da criança, erupção de um vulcão Tenho raiva, tenho riso dentro do meu coração. Tenho sede de viver e tenho medo de amar Tão apenas transpareço a verdade que em mim há. Tenho alma de poeta coração de querubim Tenho um anjo e um demônio a brincar dentro de mim. Se você não me entende, não me julgue ora essa! Não sou anjo, nem demônio. Sou poeta.

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Nunca fui pau mandado

Quanto a versar improviso

entre as feras do repente

Eu nunca fui decoreba

Silvano Lyra (Olinda-PE)

Nem sou Repentista peba Que destrói lado conciso

Nunca fui fera ferida

Compartimentos, diviso!

Nem feri nenhum fera

Compactando-os na mente

Sou um que muito se esmera

Com oração contundente

Sem forjar papéis na lida

Nenhum palco me foi dado

Que a criação consolida

Eu nunca fui pau mandado

Meu versar inteligente

Entre as feras do Repente.

Mas quem sai pela tangente Já padeceu um bocado Eu nunca fui pau mandado Entre as feras do Repente.

Na essência dos meus versos Um brilhantismo inegável

Da mente, a voz de comando!

Também fonte inesgotavel

De minha alma todo brilho

De contextos adversos

Prática mantém no trilho

Jamais ficarão dispersos

Ideias que vou rimando

Muito menos decadente

Com arte metrificando

Que os suprimentos da mente

Para ver brilho inerente

Dão voz ao improvisado

Auscuto meu consciente

Eu nunca fui pau mandado

Pra descender meu legado

Entre as feras do Repente.

Eu nunca fui pau mandado Entre as feras do Repente.

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Inanimado eu dou vida

Se atingisse cem por cento

Luz a tudo que é escuro

Nos meus versos cativantes

Voz a todo nascituro

Uns ficariam distantes

Pés pra caminhar na lida

Sem dar direcionamento

Vez ao que não tem guarida

E nesse esmorecimento

Força pra convalescente

Ocultam Palmas na mente

Idéia para o demente

Fazendo assim de indigente

Paz a todo inconformado

Quem por Deus foi inspirado

Eu nunca fui pau mandado

Eu nunca fui pau mandado

Entre as feras do Repente.

Entre as feras do Repente.

Da mente, a voz de comando! De minha alma todo brilho

Mote e glosa: Silvano Lyra Olinda-PE - Brasil

A prática mantém no trilho Ideias que vou rimando Com arte metrificando Para ver brilho inerente Auscuto meu consciente Pra descender meu legado Eu nunca fui pau mandado Entre as feras do Repente.

Biografia: Silvano Lyra - O Poetizante. Nascido 04/11/1961, evangélico, casado Mauricea Lyra; dois filhos e dois netos; faz poesia desde agosto de 2012; apresentou: seis Festivais de Repentistas Evangélicos; criou as rádios: Cultura nordestina, Poesia, Repentistas, Cantoria.Criou: Cordel Improvisado. Alguns dos meus Cordéis: 1)Curso de Oratória em Cordel, 2) Curso de Homilética em Cordel, 3)Isso tudo e muito mais tem para vender na feira(coletivo), 4)É Casimiro de Abreu um poeta eternizado, 5)Nem todo tronco é mourão(dupla), 6)Melhor ser pobre e honesto do que ser rico e ladrão(coletivo), 7)Não é como pé de cobra salvação de quem é crente, 8)Eu nunca fui pau mandado entre as feras do repente(coletivo), 9)Dia das mães dos animais, 10)Só faz do jeito que eu faço se for poeta também(coletivo),11)Sou mais ou menos assim, 12)Poeta é um passarinho que conta tudo cantando, 13)Eu ouço um grande gemido nós tombos da estiagem(dupla), 14)Pus no mar do esquecimento as coisas do meu passado 4 volumes(coletivo), 15)Com Tarsila do Amaral modernismo brasileiro. Coletânea: "Pus no mar do esquecimento as coisas do meu passado" www.poetizante.blogspot.com.br

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Seta-tragédia Cleiton Alves Vieira (Paracatuba-CE)

Guardar ou não no ermo peito o amor?

Aspirante a escritor, poeta e dramaturgo; talvez tais sou: escrevi um livro de poesia (poemas), uma peça de teatro e três contos. Todos ainda inéditos.

Ferozmente eclipsando da razão As luzes todas pelo coração Tão místico quanto o sol ao se pôr

Optarás pela ruminante dor? No desprezo do escopo da paixão Na ausência das carnes da comichão E na espera, um vivo inverno sem cor

E os suspiros que fogem da lembrança? Exagero tal qual de Eros a arte O ser só, da boca, ao resgate lança

Porém, assim, só uma pode dar-te A cura para a alma, de novo, mansa Ou Saturno... Ou (oh!) Vênus para amar-te

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 33


Utilitários universais Neuza de Brito Carneiro (Feira de Santana-BA) Utilitários universais De quem eu preciso? Essencialmente e acima de tudo, Deus. Sem Ele nada sou. Mas, como todo homem, Preciso de outros Na caminhada existencial.

Escritora, poetisa, artista plástica, compositora, nasceu em Feira de Santana há setenta anos. Escreve desde tenra idade, porém somente ao aposentar-se como professora da rede estadual de ensino público é que passou a dedicar-se em publicar suas obras. Tem seis livros publicados, participa de várias antologias nacionais e internacionais, e também em jornais e revistas. É membro da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e de outras instituições similares. Está com mais dois livros em fase de acabamento.

Quem vai adiante comigo Precisa saber o que faz, Ou, como confiarei? Todo serviço é pago, Não se pode prescindir: O professor, o artista, O médico, o pedreiro, O mordomo, o cozinheiro, O alfaiate, o verdureiro, O cobrador, o aprendiz, O advogado, o cancioneiro E tantos mais... Enfim, Quem abraça o que faz Serve ao mundo inteiro. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 34


E de quem mais preciso eu? Não sei. Mas eu preciso: Da honestidade habilidosa, Da habilidade empenhada, Do empenho diligente, Da diligência prestativa, Da prestabilidade eficaz, Da eficácia consciente, Da consciência profissional, Pois cada um sabe de si E eu não. Eu só sei de mim. E sei mais que preciso Da pessoa certa no momento certo, Qual alimento Que bem cumpre sua função. Assim eu sirvo A quem de mim precisa. Oh, variedade de encantos, Pois em cada canto há seu tanto Emergencial, funcional, fundamental. Eis o que somos: Utilitários universais. De quem preciso eu? Do saber que faz.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 35


Encontro das águas Grazielle Pacini Segeti (São Paulo-SP)

Preto e branco, branco e preto Um sorriso e um beijo Incompleto eu me vejo Se estou longe de você

Grazielle Pacini Segeti, advogada e professora, amante dos livros, está sempre escrevendo sobre suas angústias, sonhos e prazeres. “Quis conhecer outros mundos e me tornei escritora. Aquilo que não conseguimos exprimir em som; a pena converte em palavras. Escrever é dar voz à alma e ao coração”.

Para o mar, ali vou eu A correr pra te encontrar Lado a lado eu te vejo Mas não posso te tocar

Na alvorada ou entardecer Sob a lua a se espelhar Em minh’águas, negridão Só almejo ali chegar

Solitário é o que sou Vivo só a percorrer E viver as emoções Pra alcançar o Solimões

Quando, enfim, eu te encontrar E então unir-me a ti Não mais dois, seremos um Novo rio a prosseguir.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 36


Homofobia Anésio Fraga Souza (Aracajú-SE) Na mídia vidas expostas, declarações de guerras ao preconceito. Nos expondo a vergonhosas opiniões. A temas e históricos polêmicos Sobre o momento vivemos A nudez A impureza A troca de sexo

Anésio Fraga Souza, o Poeta Aprendiz, filho de Abinésio Andrade de Souza (in memorian) e Maria de Fraga Souza, nasceu em 15/06/1960 na cidade de Lagarto, Sergipe. Passou a gostar de escrever poesias aos vinte anos de idade. A partir daí, participou de vários concursos poéticos, promovidos pelo INSS, vencendo oito deles. Hoje, possui cerca de 300 obras de sua autoria, ainda não publicadas em um livro-solo. Publica seus textos em revistas e em redes sociais. É coautor em diversas Antologias Poéticas lançadas no Brasil e no Exterior. Para Anésio Fraga, poesia é vida e superação, entre as linhas do coração. email: anesio.souza@inss.gov.br

O casamento A morte...

Vivemos em um mundo modernizado Que nos empurram goela abaixo O jogo de sedução e destruição psicológica Até matança, em nome de uma fé doentia e um preconceito desvairado Quase tudo apologia!

Apesar de tudo, o homem moderno encontra-se perdido no seu próprio silêncio. Vivendo ativamente para a internet, Esquecendo das regras, onde as portas do assédio estão abertas.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 37


Os meios de comunicações dão informações desastrosas! Dolorosas, errôneas e contaminadas! O planeta encontra-se em chamas eróticas do desamor! Oh Senhor, por favor!

Sai do teu silêncio! E mostra ao homem o melhor caminho a ser percorrido A liberdade de ir e vir, sem ferir o irmão!

Nada de oposição! Nada de armas! Nada de violências! Tudo em prol da vida. Da liberdade e em nome da paz.

Nada de apologias e corpos nus envolvidos em tráficos humanos. Nada de atacar as crianças em trocas bizarras e toques aliciadores bestiais.

Nada de novelas destorcidas e patrocínios destrutivos Nada de maus exemplos que ceifam vidas. Nada de homofobia!

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Sobre estrelas Rômulo Ferreira (Rio de Janeiro-RJ)

“Eram tantas estrelas Que nem cabiam num só céu E de tanto não caberem Caiam no mar E criavam ilhas. E toda a cidade Flutuando

Mineiro de Ouro Preto; residente no Rio de Janeiro desde 2007. Autor e artista prático, editor de zines e publicações independentes. Organizador e criador do Coletivo AMEOPOEMA (fb.com/ameopoema); grupo que estuda tendências literárias e participa ativamente da vida poética da cidade do Rio de Janeiro. Publicou alguns livros, ajudou em outros espalha uns fanzines pelas cidades e segue morrendo nesta cidade nem tão maravilhosa.

A observar Estrelas com ar de cadência Num suicídio maravilhoso Que só mesmo Quem já morreu Alguma vez Pode entender”.

Endereço de redes sociais: https://www.facebook.com/silhuetaartzine Instagram - https://www.instagram.com/romulo_pherreira/ Twitter - @romulopherreira Slideshare - https://pt.slideshare.net/romulopherreira Blog - http://romulopherreira.blogspot.com.br/

pseudônimo: Rumin Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 40


Suspiros Poéticos Renan Caíque Silva (Teófilo Otoni-MG)

Sorrio e pranteio pelo teu sorriso, O mais belo que eu já pude contemplar. Dizer que és um anjo do paraíso Seria eufemismo para te explicar: Tu és mais! Mas não há como eu ser preciso Ou não me tornar indeciso em te amar E te descrever, por seres qual Narciso,

Nascido em 28/09/1993, é de Teófilo Otoni/ MG. Graduando em Ciências Contábeis pela UFVJM(Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri). Estudou Filosofia na Nova Acrópole Brasil e Teatro no Instituto In-Cena. Amante de Literatura, escreve desde os 13 anos. Já colaborou escrevendo para diversos sites, blogs, revistas, jornais, ganhou alguns concursos literários e tem vários textos publicados em antologias literárias. O seu primeiro livro solo está em fase de edição e pretende publicá-lo em 2018.

Pois te apaixonaste por teu próprio olhar. Os teus olhos são os versos mais bonitos

renan.tempest@yahoo.com.br

E doces, jamais podendo ser escritos De tão perfeitos... qualquer que seja a lira! E se invejo o vento por tocar-te inteira, É por me encantares tu de tal maneira Que ao lembrar-me de ti minha alma suspira!

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 41


Ecoar de um lamento Roberto Mello (Rio de Janeiro-RJ)

Ato I Encontrei em teus olhos meu horizonte Resplandeceu meu coração árido como fonte Iluminando a penumbra agonizante Acordando minha alma de um sonho intrigante

Roberto Mello é escritor, compositor e poeta. Publicou “Sonhos, Desejos & Profecias” — Pastelaria Studios / Grupo Múltiplas Histórias – Portugal/2015 e “O Mensageiro” pela Editora Habemus Livros – Brasil. Autor exclusivo da Editora Illuminare; participa de antologias e coletâneas a nível internacional; colaborador de vários projetos e revistas digitais no segmento literário. Redes Sociais:

Implorando vida a senhora vida extasiante Desejando tua companhia contagiante

BLOG: http://robertomellododo.blogspot.com.br

A cada noite mal dormida tornei-me errante

SITE: https://www.escritorobert omello.com

Aspirando você, minha doce mulher amante.

Facebook: https://www.facebook .com/robertomello.dodo

Ato II Embora distantes de nossas cidades

Page: https://www.facebook.com/R obertmello.dodo/

Relembro minutos de outrora mocidade Desfrutando emoções com suavidade Sem questionar nossa cumplicidade Com troca de carícias e total liberdade Ao sentimento expressado diante de pura verdade E que falta me fazes nesta inoportuna atualidade. Ato III Este sentimento inebriante ao relento Inibido pela ausência deste momento Clamando tua companhia sem lamento Sentindo na alma o sal do tormento Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 42


Padecendo cada instante a este sofrimento Sonhando dia a dia ao seu acalento Vivendo do passado face ao rompimento Com o corpo e coração mormacento. Ato IV Não pensastes em tal sentimento puro Tão sonhado e desejado para um futuro Mas você preferiu assim Então Hoje, sinto-me cativo pelo escuro; Assombrado e solitário pelo ato obscuro Futuro mutilado, silenciado para a jornada além da vida.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 43


Sem fantasia Paulo Monteiro (Florianópolis-SC)

A tristeza a excruciar-me o semblante Perpassa fugidia sob o véu diáfano De uma nuvem a ocultar-se no céu

Paulo Monteiro é brasileiro, amazonense, casado, 64 anos, residente em Florianópolis (SC), formado em Administração de Empresas com graduação também em Psicanálise. Ganhou o primeiro lugar na categoria Poesias no Concurso Literário Buriti, em 2014 e o terceiro lugar na mesma categoria e no mesmo concurso, em 2015. Tem 02 livros de poesias publicados.

A disfarçar-se com o clarão do dia Em delírios de folia a crer-se Pierrot

Redes sociais:

Histrião frustrado de teatros vazios

https://twitter.com/paulomonteiro53 https://www.facebook.com/paulo.m onteiro.10485

A tristeza que leva a dor um passo adiante

Site: http://www.cultseraridades.com.br/

Carrega na garupa o meu sorriso álacre Qual pileca chucra com destino duvidoso Barco funéreo sem vintém e sem Caronte Que transporta este polichinelo anacrônico Pelo ressecado leito de um burlesco Estige

A tristeza a assolar-me assim de rompante Depaupera-me a resistência à exaustão A forcejar como tenaz, férrea e inabalável Descola o rímel, a viola, a fantasia de tule Mas gruda no plasma, prolifera no hálito E só desgarra se do sonho não ouso lembrar

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 44


Bana Alabed Line Souza (Botucatu-SP)

Uma tenaz garotinha em meio aos destroços Espatifados no rúptil terreno, Frívolos combates sem trato pleno Cenário de guerra, pilha com ossos. Escombros alternando os sangues em poços Sede de confronto, azedo veneno. Bana depreca por um recinto ameno Os bombardeios fuzilam o que é vosso: Enterram as pretéritas lembranças De uma Síria equânime sem rebeldia. Ledos recreios... Utópicas esperanças! Saudades do playground, fase sadia Desprovida da tirana pujança (Órfã do sossego) - nítida ousadia!

Escritora em ascendência, já foi gratificada em instituições de ensino nas modalidades de narrativa, conto de perspectivas históricas e roteiro vanguardista. Articula bem com as metrificações e rimas, sendo aclamada como vencedora do 32º Festival Poético de Cornélio Procópio e do 16º Concurso de Poesias da CNEC Capivari. Classificou-se no Prêmio Poesia Livre, Sarau Brasil e CNNP no ano de 2017 – todos estes promovidos pela Editora Vivara Nacional. Elencou um sonetilho sobre a Lava Jato à Iª Edição da Revista Literária Inversos e duas poesias questionadoras ao contexto mundial na Vozes de Aço - XIX Antologia Poética de Diversos Autores. Tem 19 anos e cursa o segundo ano de Ciências Biomédicas no Instituto de Biociências de Botucatu, projetando nos papéis textos com temáticas polêmicas, de modo que sirva de sensibilização aos leitores e exponha o seu panorama acerca da vida e dos rebuliços contemporâneos.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 45


Jesus Cristo menino Jorge Luiz Lima De Souza (Nova Iguaçú-RJ)

Menino de feno, pano E mãos e pés de madeira Sai de casa e sapateia na lama da Galileia, vai Pequeno egípcio, atira pedras no poço - sustento de tua mãe Pele de papiro, à sombra

Poesia "Dança das Cadeiras” classificada no VIII Prêmio Literário Livraria Asabeça 2009; Romance "Sinfonia Para Um Esquecimento" classificado no Concurso da União Brasileira de Escritores (UBE RJ) 2009; Poesia "Barulho Inteiro" classificada no V Prêmio Literário Canon de Poesia 2012; Poesia "carne quase morta" classificada no concurso BIG TIME editora 2013.

Contando damascos no cacho de dois em dois Sonhei contigo sorrindo para os cavalos, eu Te pegava pelos braços e levantava Ah a bochecha úmida Nem teu suor sabe que sai de ti! Menino de brutos Ofícios Escriba aos nove anos e mártir Aos dezesseis. Atlas iraquiano Passou fome no deserto Comeu areia E hoje brinca de saltar entre as montanhas nevadas de Pamir.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Rugas Sérgio Ricardo de Carvalho(São José dos Campos-SP)

Que as rugas não cheguem à alma Que elas não digam o que somos

Cientista Social, formado em 1987 pela atual Universidade de Santo André, professor, escritor, tem no Recanto das Letras sob nome artístico algumas de suas obras. Pseudônimo: Félix Hilton.

Vivemos a cada dia uma experiência única Somos o nosso interior, a soma de tudo que experimentamos. O espírito está sempre jovem Os olhos ainda brilham As mãos ainda abençoam As palavras, sim! Estas dizem quem somos: Sabedoria, amor, carinho Netos aos pés: histórias são contadas Para alegrar a criançada Histórias que parecem vir de livros: Vivas, verdadeiras; mexem com as emoções. Nada de coisas vazias, e sim Aquelas que brotam do coração. E ainda: Doces, cheiro do campo, barulho dos rios, Cantar dos pássaros, o canto do galo a nos acordar. Lembranças, doces lembranças!

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Fim da escola Lenilson de Pontes Silva (Pedra de Fogo-PB)

O tempo passou, Mas nunca cessou Por um lado, tudo que sonhei... Por outro, gostaria de ter tido,

É professor de língua Portuguesa, Inglesa e Espanhola na Escola Edgar Guedes, Município de Pedras de Fogo PB. Graduado em Letras, especialista em Linguagem e Ensino e Mestrando em Ciências da Educação. Suas atividades de pesquisa envolvem a análise de letramento, gêneros textuais e produções de textos em língua materna.

Aqui comigo, Aqueles amigos Que na escola os encontrei... Fico aqui sonhando, Imaginando Quando os encontrarei... Talvez os encontre, Talvez não encontre Talvez... Não sei, O que é preciso? Desconectasse um pouco da correria? Tudo que gostaria... É tudo que sonharia Depois cada um voltaria A continuar sua caminhada Como se não tivesse, Acontecido nada... Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

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Mulher sem direitos? Augusto Cesar Dias (Rio de Janeiro-RJ)

Mulher menina, miúda mulher Uma criança ... uma guria, uma mulher

Mulher negra de clara alma ... mulher clara que tem negritude ... na mulher-feita que tem atitude

Mulher

Professor da área de Ciências Econômicas com mais de 220 poemas já escritos com temas variados relacionados a fatos, eventos, ideias, datas ou outras formas de manifestação que instiguem as pessoas a pensar sobre e que tenham afinidade com essa linguagem como forma de expressão. Teve poema publicado na Antologia Poética, Prêmio Poesia Livre 2017, editora Vivara; poema classificado no XIº Concurso Poesiarte – 2017, participou da VII Seletiva Nacional de Poesia, que homenageou o poeta Pedro Lyra, com poema classificado e publicado na VII Coletânea Século XXI, 2017, editora Poeart; participou do XVII Concurso Nacional Poeart de Literatura – 2017, com dois poemas classificados que serão publicados na edição do livro Vozes de Aço (XIX Antologia Poética de Diversos Autores), tendo como homenageado o acadêmico Geraldo Carneiro.

... uma dama que encanta na fala cantada ... uma toada, uma pintura criada de uma nobreza pintada

Não concerne a etapa, não compete a idade ... a obra está pronta e assaz torneada Mulher, uma diva, um encanto, uma beldade gerada

Mulher ... representação intensa e fecunda de fecundidade profunda e de porte ... na imagem que é feita de um retrato perfeito de uma humanidade de sorte

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 50


Mulher ... violência doméstica! Por que? Qual a razão? A título de que? Não faça! Não cabe! Uma fúria cruel na postura abjeta de um “macho viril” ... de uma covardia senil de um homem imbecil

Em mulher não se bate! Acarinhe! Abrace! ... na mulher se enxerga a forma completa, destarte ... um corpo frágil que abriga a certeza de uma elegância completa de um baluarte da arte

À mulher não se concede direitos! Direito de voto! Direito ao bom trato! Direito ao trabalho! Direito ao filho! Direito à vida! Direito ao salário!

Por que conceder-lhe liberdade e deixar-lhe livre de formas díspares de discriminação? Por que entregar-lhe o privilégio à igualdade e lhe autorizar o acesso à instrução?

Não se entrega ao outro o que é do outro!

... não tire de outrem e não fisgue pra si o que a mulher não lhe deu Não se aproprie jamais, daquilo, do que nunca foi seu

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 51


Destinos traçados Maria da Conceição Maciel da Silva (Capanema-PA)

Mora em Capanema, Estado do Pará. Tem 47 anos, funcionária pública estadual. Casada, mãe de três filhos. Pleiteia uma cadeira na ACLA (Academia Capanemense de Letras e Artes).

Surgiu de repente Das sombras da noite Como poema declarado Feito verso em poesia Da janela declamado Na calma da noite fria Surgiu como caminho pleno Bondade explícita nos olhos Como laço de ternura No coração do poeta Cheio de candura

Surgiu como amor pleno e explícito Carinho que perdura Liberdade que induz

Declaração de sentimentos Inspirada em versos calmos Cantando infinito canto de amor Como cânticos do Salmos Incutindo na alma o calor Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 52


Versos profundos de emoção Luz que irradia afeto Lealdade que sobressai ao coração Cantoria recheada de saudação A métrica cadenciada Letras que enaltecem a canção

Surgiu como corrente da vida Laços atados pela bênção Mãos que se unem em harmonia Bem querer em comunhão Sorrisos que selam juras Compromisso e União Destinos traçados desde sempre Promessa feita na palma da mão.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 53


Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 54


Linhas tortas Bruno Candéas (Aracajú-SE)

Quem disse Que não existe Felicidade? Existe Junto com a fúria

Nasceu em Recife/PE, publicou Poeta nu na alcova (2002), Filé 1,99 (2003 – parceria com poeta Malungo), Férias do gueto(2004), A trégua dos ditadores (2005 – literatura de cordel) e Indigestual (2006). Inéditos: Teatrauma (2018), O osso do poema e santificado seja o vosso passo (livreto com poemas fetichistas). Participou de centenas de fanzines, informativos, portais e antologias no Brasil e no exterior.

E a subtração

Facebook: Bruno Candéas

Com o agouro

Instagram: @poetacandeas

E a vermelhidão A felicidade É um celeiro De reviravoltas Linhas tortas Que se tocam

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 55


Coração Tristeza Fagner Silva (Sideropólis-SC)

No mais profundo do abismo encontro um perdido coração,

Onde sua face a dor é sua expressão, Tudo ao seu redor é escuro e sem nuvens, Mas a lua não está para iluminar

Sou Fagner da Silva, tenho 28 anos. Minha formação é Filosofia e Processos Gerencias com PósGraduação em Gestão de Pessoas. Sou casado, tenho 2 filhas, Letícia e Heloísa e minha esposa se chama Sabrina.

O dia não existe para esse assombroso coração, A noite é eterna sem um raio de foco de luz, E tudo que ele faz é ficar abatido e lacrimoso, Sem ter forças para levantar e sair da solidão.

Oh coração, quanto tempo estas assim? Onde está sua luz e seu refúgio de salvaguarda? Oh coração, onde está sua sede de brilho? Onde está sua força para voar?

Porque o encontrei coração? Porque me fazer companhia aqui? Aqui nesse profundo abismo.

Juntos aqui estamos, apenas me abrace que eu o abraçarei!!!

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 56


Poesias em dezembro Marcos Santiago (Gov. Valadares-MG) Dezembro que passa, Que acolhe numa taça, Doze meses do ano.

Marcos Santiago, assistente social e servidor público federal, pós graduado em Saúde do Trabalhador e Qualidade de Vida no Trabalho. Pai e esposo, membro da Academia Valadarense de Letras. Autor do livro em prosa e verso, "Sentidos", produção social e independente para distribuição gratuita.

Outono, inverno, Fugiram... de terno, Sérios, sorrateiros.

Primavera e verão, Outrora ao chão, Erguem-se a caminhar.

Datas que passam, Dias que se casam, Precipitam-se sem ponderar.

Anos, meses, dias, minutos, Todos medidos, resolutos, Cada instante é deveras importante.

Já é natal, comemoração, Nasce O menino, uma canção, Quis Deus nos presentear. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 57


Propõe-se o poeta, Que tem como oferta, Vislumbres da alma.

E por sobre a folha, virgem, Nasce a palavra... Vertigem! Por entre os dedos dum singelo sentimento... Poesias!

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 58


Químico Pedro Henrique Correia Guimarães (Goiás-GO)

Advogado e Professor. Mestre em História e Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

Folhas de mostarda Sarin da Síria Cicatriz que não sara Muitos lados, muitas searas, De Bagdá ao Saara Os meninos Sem ar para respirar Sufocar Sulfúrico ar Que um dia O vento vai tocar.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 59


Seu rosto é um poema Marcus Vinicius Souza de Oliveira (Rio de Janeiro)

Seu rosto é um poema. Não um soneto, Quadrado e previsível. Nem incompreensível como Um poema concreto.

Pseudônimo: Ernesto Marighella. Professor de Língua Portuguesa e literatura, formado em Português/Grego pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Pai, marido e filho. Vascaíno de arquibancada. Músico amador e frustrado. Leitor voraz e escritor sazona palavradispersa.blogspot.com

Tampouco chato e trivial como Um poema de amor. Misteriosa esfinge. Barroco. Raro e lindo como Uma mesóclise.

Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 60


Noites Iguais Roberto David Xavier da Silva (Fortaleza-CE) Peguei o setembro

Roberto David Xavier da Silva, de Fortaleza no Ceará. Poeta há uns 20 anos, amante de música.

Mirei-o com força e sangue Lágrimas caíram Atordoaram os olhos do mês com suor e sal Rasguei-o em pedaços. Pensei. Mas não, só embolei Com toda a força de meu punho. Minhas veias já saltadas se dilataram tropicalmente

Então outrora, outubro. Vejo carregado de flores. Algumas. Respiro melhor. Acredito. Tomei-o nos braços Belo encaixe do cheiro com meu farejar

Marejei de esperança. O desespero não parece mais me emocionar Tentei tocar todos os pelos desse tal outubro de primavera no sertão do meu peito Depois nos olhos também tua íris gracejei Primavera, não é de hoje que és continuação da vida. Tem cheiro úmido de Clóris na minha boca Outubro está guardado em meu bolso e em todo cinza e verde da cidade. Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 61


Revista Inversos nº 3 – Fevereiro 2018

Feira de Santana, Bahia, Brasil - Página 62

Revista Inversos volume 1, número 3, fevereiro 2018  

Revista Digital de Literatura, totalmente gratuita, que visa alcançar novos poetas novos leitores no Brasil e no exterior.

Revista Inversos volume 1, número 3, fevereiro 2018  

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