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VÔO BPF


Com 17 anos Albertinho chega à França, juntamente com a mãe e o pai que vai se tratar de uma doença. Foram de vapor e pegaram um trem para Paris, porque ainda não havia aviões. Em Paris os automóveis recém haviam sido fabricados e os balões eram a sensação do momento. Albertinho decide que vai gastar o dinheiro que ganhou do pai para passear de balão, mas seu plano era fabricar os próprios e que fossem dirigíveis. Como a viagem era muito cara resolveu comprar um automóvel.


Quando Alberto chegou ao Brasil só se divertiu com seu automóvel, como era xereta queria saber para que precisava de todas as peças e de tanto desmontar e montar o motor, aprendeu a consertar o carro. No ano de 1892 seu Henrique passa tão mal na viagem que teve que ficar em Portugal e Albertinho teve que seguir sozinho a Paris. Em Paris, Albertinho começa a estudar. A única coisa que fez Alberto tirar os olhos dos livros foi a mania de Paris: os triciclos.


Dessa Alberto não perde tempo. Assim que chega a Paris, vai atrás de um balão para passear, adivinha quem ele procura os senhores Lachambre e Machuron, os autores do livro que veio lendo no navio. Alberto fica surpreso ao saber o preço de um passeio .


Santos – Dumont queria um balão só para ele, com isso fez um acordo com o Senhor Lachambre, o dono de uma oficina de balões. Esse acordo era que quando o Senhor Lachambre não poderia fazer suas apresentações nas feiras como o costume, Santos – Dumont iria em seu lugar. Certo dia, Santos – Dumont estava para iniciar uma apresentação,quando o céu ficou escuro,todos diziam para ele desistir, pois seria muito perigoso, mas ninguém discute com ele. Então ele subiu. Quando viu estava no meio de uma tempestade terrível, e um grande medo tomou conta,teve uma grande idéia, subiu ainda mais com o balão e quando viu estava acima daquela tempestade, passou a noite no céus e, quando o dia clareou , estava em Bélgica.


O primeiro balão a gente nunca esquece. Não vai ser um sustinho que Santos-Dumont desistira de seu sonho de voar por conta própria. Passa um bom tempo dentro da oficina de Lachambre para ver seu balão, pede para os operários que seja o mais leve possível. Quando seu balão ficou pronto não pesava nem 30 kg. Nasce assim o menor balão, Santos-Dumont batiza o invento de Brasil. O balãozinho faz o maior sucesso no céu de Paris. Santos-Dumont se diverte bastante a bordo do balão Brasil. Voar de balão é muito legal, mas ele voa aonde o vento leva. SantosDumont pensou em fazer um balão que fosse de acordo com a vontade do piloto, não sendo levado pelo vento, daí pensou que legal seria se o balão fosse em forma de um charuto e se fosse movido por um motor, como automóveis e triciclos, mas como iria fazer se um motor pesava 1 tonelada, além disso soltavam faíscas que poderiam explodir o balão. Só um gênio para encontrar uma solução, ou seja, Santos-Dumont.


As Boas Idéias surgem em qualquer lugar. Santos-Dumont ficou muito famoso em Paris quando ele subia no ar as pessoas corriam para vê-lo, até o colocaram um apelido Petit Santos. As pessoas não correm só para ver ele voar, mas também para vê-lo. Ele era tratado com carinho. Usava camisas de colarinho alto, gravata com alfinete de pérola, chapéu-panamá e botas de salto alto. Santos-Dumont pensa num dirigível que pode voar como ele quiser em vez da força dos ventos, pensou num balão em forma de charuto.E ele pensou em botar o motor do seu triciclo para voar e disse: é mais leve e o motor mais pequeno. Para treinar botou um triciclo num galho de árvore.Ele chamou amigos fortes para pendurar o triciclo no galho colocaram em um galho bem grosso. Ele voltou para casa e desenhou seu próprio projeto, desenhou um balão charuto de 25 metros de comprimento.


No dia da decolagem uma multidão corre para assistir o vôo de SantosDumont, todos admiraram que ele estava prestes a cometer um grande erro, um amigo dele disse: “Já que você quer se matar, então é melhor sentar num barril de pólvora e acender um charuto.” Santos-Dumont levanta vôo contra ao vento e bate com tudo nas árvores do parque.Ele não se machucou, mas ficou com uma raiva!E ele pensou se teria subido a favor do vento ele teria conseguido voar. E dois dias depois ele consertou o charuto e lá estava ele e a multidão acompanhando tudo. Ele decolou como queria contra o vento e passa por cima das árvores com facilidade. Ele então faz várias manobras, mas ele está a 400 metros do chão, uma altura perigosa para um balão que está sendo testado, ele fica muito animado.De repente, o charuto dobra-se ao meio. Ele começa a cair rápido, rápido e mais rápido. Santos-Dumont acha que é o fim e que logo estará perto de seu querido pai. Ele grita para que eles agarrem a corda que pende do cesto e puxem com toda força correndo contra o vento. A manobra consegue aliviar a queda do aparelho, Santos-Dumont está salvo!


Alberto Santos-Dumont recebe um convite para ir a Mônaco. Lá ele construiu um hangar onde ele possa guardar seus dirigíveis. O que mais agrada Santos-Dumont é a proximidade do mar. Realiza diversos vôos com o N° 6 pela baía de Mônaco. Num desses passeios, uma tempestade se aproxima ele resolve voltar ao hangar. Dias depois, o N° 6 faz seu último vôo. Pela primeira vez SantosDumont não examina cada milímetro do dirigível antes de partir, como sempre faz. Só que quando está lá no alto percebe o balão meio murcho. A multidão na praia também percebe e, assustada põe as mão na cabeça.O balão continua murchando e a hélice corta os cabos de amarração, Santos-Dumont desliga o motor, vai se equilibrando pela trave do dirigível para desenroscar os cabos cortados. Ele consegue empinar o dirigível e passa a navegar quase na vertical.


De volta a Paris, Santos-Dumont resolve construir seu próprio hangar, chamado de Primeira Estação Aérea do Mundo. Ali, o N° 7 é montado e inflado com gás. Tem duas hélices e seu balão é dividido por dentro em vários compartimentos. Antes mesmo de o N° 7 sair para seus primeiros vôos ele projeta o Santos-Dumont N° 9. Há, sim. Você quer saber sobre o Santos-Dumont N° 8? Fique sabendo que a história é misteriosa, mas dizem que foi vendido para um tal de Mister Kerr, outros dizem que nunca existiu, pois Santos-Dumont tinha implicância com o número 8. Voltamos ao N° 9. Santos-Dumont N° 9 trata-se de um dirigível “de passeio”. Santos-Dumont vai a todos os lugares com ele como se fosse um automóvel aéreo. O N° 9 Ganhou um apelido de Paladeuse que significa andarilia.


Santos-Dumont projeta o N° 10. Pode transportar até 20 pessoas, chamado de Omnibus. É um dirigível caro demais e logo acaba posto de lado. O Santos-Dumont N° 11 jamais foi concluído e por isso também ficou de lado. O Santos-Dumont N° 12 é um helicóptero com duas hélices, cada uma girando para um lado. A idéia não levantou do chão. Santos-Dumont N° 13 é um gigantesco balão-iate projetado para navegar vários dias no ar. Santos-Dumont arregaça as mangas e constrói o dirigível N° 14, era um rebocador aéreo para uma máquina mais pesada que o ar. O aeroclube de Paris oferece um novo prêmio. Aquele que conseguir voar cem metros numa máquina mais pesada do que o ar ganha 1.500 Francos. Mas um milionário oferece um prêmio de 3.500 francos para o primeiro aeroplano que voar apenas vinte e cinco metros. Santos-Dumont fica de olho nos dois prêmios. Não está nem aí para o dinheiro, quer apenas a glória de ser o primeiro a voar.


Pulão para a Humanidade

A história do 14 – Bis poderia acabar aqui mas não acaba. Há ainda o primeiro do aeroplano para aquele que voar uma distanciam de 100 m. lembra? Santos-Dumont também não se esqueceu desse premio ou ele não se chamaria Santos-Dumont. No dia 12 de Novembro de 1906, convoca mais uma vez os juízes do aeroclube. Para sua surpresa, dessa vez ele não é o único concorrente, lá está o engenheiro Luiz Blério num avião construído com ajuda de Gabriel Voisin sem que Santos-Dumont soubesse. O avião do Francês não saiu do chão e a comissão julgadora convoca o próximo candidato. Belo e faceiro, Santos-Dumont sobe no 14-Bis e da a partida. Agora o juiz não dorme no ponto e o presidente do Aeroclube acompanha de automóvel todo o trajeto do aeroclube. O 14-Bis avança veloz ergue-se do chão com seu piloto firme no comando. Logo alcança quatro metros de altura. A multidão delira. De acordo com a contagem a comissão julgadora, ele voou, 220 metros em 21 segundos. Não foi um pulinho mas sim um pulão. “De pulo em pulo, Santos-Dumont e o 14-Bis abriram as portas para a aviação e as viagens espaciais”.


Voo BPF  

Releitura do livro

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