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PL e TRT apresentam


Informações sobre a série:

Equipe: Disponibilização: Soryu Monteiro Tradução: Mariana PL Revisão Inicial: Nilde Soares, Ale Costa, Lili Cunha e Marcia Silveira Revisão Final: Carla C. Dias Formatação: Mia Landon e Carla C. Dias Verificação e Leitura Final: Juuh Alves


Sinopse Sexy, tatuado e obviamente perigoso. Memphis é tudo isso e muito mais... Eu vivo para a dor; é o que me mantém em movimento. Mas chega um momento em que a pessoa tem que se livrar de seus fantasmas, para sobreviver. Eu pensei que havia enterrado tudo bem lá no fundo. Eu pensei que estava pronto para finalmente viver. Até que meu irmão, Alex, me joga no fogo, direto no lugar onde nunca poderia me controlar, um lugar que nunca mais queria voltar. Quando coloco minhas mãos nas pessoas, elas se machucam. Acontecem coisas que me trazem de volta para aquela noite. Que sempre me atormentarão. Estou me virando muito bem, cuidando de mim mesmo, garantindo que ninguém se machuque por minha causa. Quando de repente aparece a Lyric, e tudo que eu quero fazer é tocá-la, colocar minhas mãos em lugares que sei só deixá-la mal, destruída. Ela é a tudo aquilo que eu almejo. O mais escuro veneno correndo pelas minhas veias, matando-me pouco a pouco; como uma droga eu não posso ter o suficiente mesmo que esteja perto do meu último suspiro. E estar ao seu redor só dói mais, mas o que ela não entende é que a dor me agrada; eu gosto dela, mas no final, deixa-me com a decisão mais difícil da minha vida, uma que pode nos deixar todos mortos...


Prólogo MEMPHIS Respiro profundamente e forço um sorriso enquanto caminho em direção a Jack, que está encostado em seu velho caminhão. É o mesmo que tinha quando o vi da última vez, há seis anos, mas parece que fez algumas mudanças significativas no carro. Ele levanta e sorri quando me vê caminhando em sua direção. Percebo o quanto ele envelheceu. É uma dura lembrança de quanto eu perdi ao longo dos anos, por ficar trancado naquela prisão. — É bom te ver, garoto. — Jack estende a mão e me dá um abraço antes de colocar a mão em meu ombro. — Acho que não posso mais chamá-lo de garoto. Você já é um homem feito. Você está bem, filho. — Ele me olha por cima do ombro, fazendo-me olhar para a Prisão Estadual e franzir a testa. — Vamos embora daqui. Sem dizer uma palavra, aceno com a cabeça e entro no lado do passageiro, perdido em meus próprios pensamentos. Faz um longo tempo desde que provei a liberdade e a sensação é esmagadora. Uma parte de mim se sente livre, enquanto a outra se sente como um prisioneiro no coração. Eu sei que deveria estar feliz. Eu deveria sentir alguma coisa agora, mas não sinto. Uma parte de mim morreu por trás daquelas paredes e outra parte não tem certeza de como continuar a viver. Não sei mais como viver em uma sociedade entre pessoas normais. Eu aperto meus dentes e olho pela janela. — Vamos — digo de forma rígida. Jack fica silencioso na primeira hora de viagem enquanto tento manter os olhos na estrada. — Estou arrependido, as coisas


saíram do controle. Memphis, gostaria de saber o que dizer, mas não sei. As coisas serão boas daqui pra frente. Tudo melhorará. Olho para seus cabelos grisalhos e nariz torto. Jack foi o único adulto que esteve ao meu lado quando as coisas estavam fodidas; o primeiro e único. Este homem tem o coração maior do que qualquer pessoa que conheço. Minha mãe sempre dizia o mesmo sobre ele. — Obrigado, Jack. Importa-se se ficar em sua casa esta semana? — Ele me olha e concorda com a cabeça em resposta à minha pergunta. — Eu só preciso de um pouco de tempo antes de ir para casa. Eu preciso colocar meus pensamentos em ordem antes de ver Alex. — Leve o tempo que precisar. Você pode trabalhar com a minha equipe de construção, o ajudará a se virar. Você é forte, Memphis. Tudo dará certo. Alex precisa de você e se me lembro bem, você nunca desistiu. — Sim. Isso não mudou Jack. Porra... Eu preciso ser forte.

Lydia olha para mim ajoelhada, passando lentamente a língua em seus lábios já umedecidos, abaixando minha cueca boxer. — Me divertirei com isso — ela sussurra. Seus olhos arregalam assim que vê minha ereção. Ela quase parece nervosa, agora que viu o desafio. — Vire — exijo. Rapidamente, vira de forma que suas costas estejam de frente para mim e se senta ereta. Passando minha mão em


seu longo cabelo vermelho, puxo sua cabeça e esfrego meu pau em seus lábios. — Eu quero que você o chupe profundamente, entendeu, Lydia? Ela acena com a cabeça em compreensão. Bom. Ela precisa saber que apenas transaremos e nada mais. — Isso é tudo o que acontecerá entre nós. Irei embora na próxima semana e não quero complicações. Não lido com essa merda. Entendeu? Respondendo a minha pergunta, ela inclina a cabeça para trás o máximo que pode e passa sua língua ao redor da cabeça do meu pau. — Sim. — Sua voz sai desesperada e cheia de desejo quando levanta a cabeça e encontrar o meu olhar. — Bom — digo com firmeza. Fechando os olhos, gemo quando ela se inclina para trás e coloca meu pau lentamente em sua boca, avançando até o fundo da sua garganta.

Ela

engasga

um

pouco

no

início,

mas

se

recupera

rapidamente enquanto esfrego seu pescoço, relaxando-a para engolir o máximo que puder. Porra. Ela é quente. Vejo minha espessura em sua garganta e preciso admitir que estou impressionado com sua habilidade. Conheço Lydia há mais de 10 anos, desde que conheci Jack e nunca esperei isso dela. Ela sempre foi a doce e inocente garota ao lado. Bem, agora ela cresceu e, aparentemente, virou uma profissional em sexo oral. Eu não mentirei... Depois de seis anos, preciso desta merda. A próxima coisa que preciso é encontrar Alex e sairmos de Crooked Creek antes que ele acabe como eu, ou pior... morto.


Capítulo 01 LYRIC Uma semana depois... Colocando o piercing no lábio de Bailey, lembro-a de respirar lenta e profundamente antes que eu fure a sua pele. Ela quase não se encolhe quando pressiono a bolinha no final do metal. Preciso admitir que estou orgulhosa dela. Esperava que ela chorasse, já que é sensível. Ela solta um suspiro de alívio e sorri para seu namorado Landen enquanto dreno o sangue de seu lábio e repito pela milésima vez as mesmas instruções sobre os cuidados necessários. — Você está sexy, cretina — digo com um sorriso, feliz porque depois de tudo com o que convivi, estava certa. Jogando minhas luvas no lixo, a levo até o espelho, para que ela possa se ver. Parece quente, com a pequena peça abaixo de seu lábio inferior carnudo. Eu disse que ficaria legal, passei os últimos seis meses tentando convencê-la disso. — Perfeito. O que eu disse? Não se preocupe. Inclinando-se, Bailey olha para o espelho e toca o lábio, mas bato em sua mão dela e rosno, lembrando-a de nossa discussão anterior. — Ai! Merda, eu esqueci! — Eu sabia que ela faria isso.— Ela se concentra em seu reflexo no espelho e solta um grito satisfeito ao verificar seu lábio em diferentes ângulos. — Eu amei isso! Uau. Estava um pouco preocupada que não ficasse bem com um piercing, mas preciso admitir, estou quente. Você estava certa, Lyric. Te darei um presente.


— Não diga!— respondo sarcasticamente. — Da próxima vez você deveria me ouvir mais cedo. — Desta vez — aponta rapidamente. — Eu não seria tão orgulhosa de estar certa, pela primeira vez, como sempre. — Quanto é? — Dou um pequeno empurrão em Landen antes de receber um de Bailey. — Agora dê o fora daqui. Até mais tarde. Bailey levanta para seguir Landen até a porta, mas para antes de continuar — Você tem certeza que não preciso pagar? Não quero que pareça que espero coisas de graça sempre. Eu pego a garrafa de limpeza, pulverizo-a em minha cadeira e, em seguida, deixo a garrafa vazia de lado com um lembrete para enchê-la novamente mais tarde. — Droga, Bailey. Pela vigésima vez, não. Não me faça repetir isso mais uma vez. Landen aperta sua mandíbula em aborrecimento e tira um cigarro, colocando-o atrás de sua orelha. — Sim, não se ofereça para pagar por essa merda, Bailey. — Levantando uma sobrancelha, puxa-a contra seu corpo e morde seu pescoço antes de se afastar apalpando a sua bunda. — Vamos sair daqui e deixar Lyric com essa merda. Ela ofereceu, então não é problema seu. Às vezes sinto vontade de dar um chute em sua garganta. Ele tem sorte que Bailey o ama tanto, senão eu faria. Não é brincadeira. — Eu deveria fazê-lo pagar apenas por ser um idiota, Landen. E também por pegar as sobras da pizza na noite passada depois que disse para guardá-las para mim, para que eu comesse depois do trabalho. — Eu digo a última parte mais para me divertir um pouco e talvez irritá-lo. Só um pouco. — Ah, por falar nisso, sem boquetes por pelo menos seis semanas. Pode causar uma infecção e ninguém quer essa merda, né? Então aproveite. — Eu dou um grande sorriso, apreciando meu próprio humor.


— Oh, merda, não! Tire esse piercing, Bailey. Você pode ficar sem isso. — Ele tenta tocar no lábio de Bailey, que lhe dá um tapa para se afastar e balança a cabeça de um lado para o outro. — Tire a mão. Eu aponto para a porta de saída. — Tchau. — Olho para Bailey e pisco para ela, fazendo-a rir e a sigo para o lado de fora da sala, gritando com ele e repetindo as recomendações sobre o piercing. Deixeo oprimido um pouco. Dará a Bailey algo para se divertir. Ele merece sofrer um pouco. Alguns segundos depois escuto Styles fechar a porta e não demora para entrar na minha sala, cruzando os braços e balançando a cabeça em diversão. — O quê? — pergunto com um sorriso. Ele me segue para fora. — Isso é uma merda. Você sabe o que faz a um homem? Seis semanas. Isso dói. Styles é o proprietário do Ravage Tatuagens e me contratou assim que entrei por aquela porta, há quatro anos, procurando um emprego. Isso imediatamente me colocou do lado bom quando cheguei aqui em Crooked Creek. Encolho os ombros e agarro a minha fina jaqueta de couro, colocando-a. — Ele merece.— Eu me viro para encará-lo, sorrindo. — A maioria dos homens merece, Styles. Confie em mim. Quando pararem de agir como babacas, então pararei de transformar suas vidas em um inferno. Styles morde o lábio inferior e anda atrás da tela, à procura de algo. — Quente e atrevida. Eu juro que quanto mais você fala, mais quero você. Eu gosto das minhas mulheres mal-humoradas. — me olha, enquanto coloca uma pasta em cima do balcão. — E para que conste,


nunca deixarei de ser um idiota. Eu sou um cara, puro e simples e as mulheres adoram idiotas. Eu aponto para ele e começo a recuar até a porta. — Me lembrarei disso quando meu padrão de qualidade diminuir. — Abro a porta e aceno a mão com desprezo para ele. — Até mais tarde, Styles. Ele se inclina sobre a tela e passa a mão em meus cachos escuros. — Tem certeza que não quer uma carona? Estou quase terminando aqui. — Não. Eu vim caminhando, porque queria ar fresco e um pouco de tempo sozinha. Se você me der carona estragará meu propósito. Além disso, não quero ouvir a sua respiração ofegante de tesão enquanto secretamente confere meus peitos. Eu estou bem. — Tudo bem, é você quem está perdendo. — Ele me olha de cima a baixo antes de olhar novamente para o que fazia e encolhe os ombros. — Basta dobrar a atenção. — Você quer dizer triplicar a atenção, Styles? — gracejo. — Te vejo na terça-feira. Antes que tenha uma chance de falar, saio correndo para escapar de qualquer tentativa fracassada de Styles de tentar me pegar. Um sorriso aparece em meu rosto enquanto o ar frio me bate, me lembrando que estou livre para a noite. É uma sensação agradável e refrescante, saber que escolhi esta noite de todas as noites para caminhar. A minha casa e de Bailey fica há apenas 30 minutos a pé, portanto não é nada mal fazer um pouco de exercício de vez em quando, já que não consigo ir à academia, há aproximadamente um mês. Andei por uns bons 20 minutos, perdida em pensamentos, quando percebi que entrei em uma rua sem saída. Eu achava que seria um atalho pequeno, mas não.


Eu paro e me preparo para voltar, mas desisto quando escuto o que parece uma multidão torcendo por uma briga. Soa como se viesse do beco no final do bloco, e, claro, ao invés de ir para o lado oposto, sou atraída para o local. Indo em direção do som, caminho levantando poeira quando piso na estrada de terra. Minha adrenalina está a mil pela curiosidade. Chegando ao local, vejo pelo menos cinqüenta pessoas. Estava à direita da luta acontecendo. A cena me faz pensar em algo que tenho trabalhado arduamente para esquecer, mas, por algum motivo, ainda estou curiosa e continuo me aproximando. Eu devo ser estúpida por estar no meio de uma multidão de desconhecidos tarde da noite, mas não me importo. Logo me vejo perdida na multidão, meus olhos focados nos dois homens no centro, machucando um ao outro como malditos animais. Ambos estão sangrando e sem fôlego, mas continuo me aproximando como se minha vida dependesse disso. Não é nada que não tenha visto antes, mas não consigo deixar de olhar. Estou intrigada ou talvez não seja nada demais. Pode ser isso também. Corpos suados esbarram em mim, gritos, cotovelos e punhos, incitando os lutadores enquanto fiquei em transe. Depois de algum tempo, um cara enorme bêbado pisou em meu pé e cai em mim, decidindo que era hora de ir embora. Eu lidei com homens suados suficientes por um dia e depois do meu turno de dez horas, todos esses gritos fizeram minha cabeça latejar. Afastando meus olhos, eu caminho pela multidão e estou prestes a me libertar quando alguém agarra meu braço e me puxa para trás sem que saiba o que aconteceu, ou mesmo quem me puxou. Tudo o que sei é que estou prestes a socar alguém se não me soltarem.


— Você se importa, imbecil? — puxo meu braço e grito, me afastando enquanto tentam me puxar pela multidão. Isso só me irrita mais. Eu odeio ser tratada como se fosse uma menina fraca, que não pode cuidar de si mesma, porque não sou. O cara que me segura grita: — Vai, Mark! Já consegui o seu prêmio, se ganhar — diz com ligeiro escárnio, puxando-me contra seu corpo. — Até parece! — Dou uma cotovelada em seu estômago e puxo meu braço o deixando grunhir surpreso. Empurro seu ombro para que me olhe. Seus olhos escuros encontraram os meus enquanto tosse levemente. Ele me olha sentindo-se um idiota pelo o que fez. — Coloque suas mãos em mim novamente e da próxima vez arrancarei a porra do seu pau. Ele levanta as mãos em sinal de rendição e dá alguns passos para trás. — Oh, desculpe, querida. Eu estava apenas me divertindo um pouco e tentando motivar o meu amigo lá em cima. Ele está perdendo esse rabo gostoso. Você deveria aceitar isso como um elogio. Eu reviro meus olhos e balanço a cabeça, irritada por achar que sua explicação justifica o fato de agarrar uma garota aleatoriamente para oferecer ao seu amigo. — Você é um idiota. — Trevor — diz ele com um sorriso. — Mas você pode me chamar do que quiser, baby. Dou-lhe um olhar bravo de cima a baixo. Ele parece jovem, talvez vinte e três anos mais ou menos. Ele tem cabelos loiros, crespos e é bem construído. Preciso admitir, ele não é de se jogar fora; apenas é um estúpido e eu não fico mais com caras estúpidos. —Tipo idiota? Porque é o que parece para mim — digo sarcasticamente.


Soltando uma gargalhada divertida ele me olha, parando em meus seios, claramente fantasiando coisas que posso fazer com ele. — Desde que eu possa chamá-la mais tarde. Deixo escapar uma risada alta e belisco sua bochecha por ser tão estupidamente

bonito.

Não,

obrigada,

Trevor.

Ele

parece

impressionado, eu vou passar. — Me afasto dele e olho através da multidão, tentando encontrar um caminho vazio. Estou pronta para dar o fora daqui. —Tenho certeza que alguma sortuda aproveitará a presença de vocês mais tarde. Boa sorte com isso. Saio antes que ele possa dizer qualquer outra coisa. Eu acho que é apenas um daqueles tipos da noite. Assim que chego em casa, vejo que o lugar está vazio. Bailey provavelmente está com Landen. Não é incomum que fique com ele pelo menos quatro noites na semana. Eu me acostumei com isso. É bom ter o lugar só para mim. — Acho que lido com isso — murmuro, enquanto caminho até o meu quarto e deito na cama. Rolando, eu pego minha câmera e deitome de costas. Eu verifico as fotos da minha última sessão de fotos, excluindo algumas que não gostei. Fico olhando cerca de uma hora até que meus olhos começam a ficar cansados e tenho que parar por um tempo. Acho que tirar quatrocentas fotos foi um pouco demais, mesmo para mim. Sentando-me, olho pela janela do meu quarto pela enésima vez, só agora percebendo que nos três anos que vivo neste lugar não vi ninguém sair daquela maldita casa; no entanto, não estava disponível para aluguel quando perguntamos por ela. Ela parece velha e desgastada. A tinta vermelha do lado de fora lascou e a varanda está prestes a desabar. Tenho quase certeza de que


ninguém vive lá. Quanto mais olho pela janela, mais quero que alguém apareça. É como se estivesse procurando ocupar meu tempo enquanto Bailey está com Landen. Patético, certo? Sou interrompida da minha investigação sobre a casa quando Bailey aparece em minha porta. Está escuro, então tenho certeza que ela está se esforçando para me encontrar, então sussurra de qualquer maneira. — Você ainda está acordada? Eu balanço a cabeça. — Não, estou dormindo profundamente agora e você estragou um sonho realmente incrível. Vá embora. — Espertinha. — ela murmura, caminhando até a minha cama e deitando ao meu lado, deixando o cabelo loiro platinado sobre a borda do colchão. — O que faz? Segurando minha câmera, sorrio e descanso os pés em cima dela. — Trabalhando um pouco. Ela revira os olhos e boceja. — Você não trabalha o suficiente? Faça uma pausa, Lyric. Você ficará louca com o trabalho, e, conseqüentemente, me deixará louca. Sento-me e dou um tapa em seu braço quando coloca a mão em seu piercing labial novamente. — Droga, Bailey. Pare de brincar com ele. Você o deixará infectado. Você sabe o quanto são sujas as mãos de uma pessoa? Aposto que mexeu nele durante a noite inteira, não é? Não me faça amarrar suas mãos atrás das costas. Não me custa nada fazer isso. Bailey solta um suspiro e fecha os olhos. — Tudo bem, eu gosto de ser amarrada e todas essas coisas divertidas, mas apenas por Landen, então pararei. Eu prometo. — Merda. Eu desisto — gemo. — Nós sabemos que você não cumpre com suas promessas.


— Verdade — ela sussurra. Estamos em um silêncio confortável, apenas relaxando com os olhos fechados até que escutamos a porta de um carro bater ao lado. É, pelo menos, meia-noite e não há outra casa por pelo menos um quilômetro. Esta é uma propriedade de alguém que definitivamente queria um pouco de privacidade, por isso é estranho ouvir o som de um carro tão perto. Curiosas, corremos para a janela e olhamos para fora. O que vejo faz meu coração saltar pela boca. Tem um cara lá fora... E ele olha para nós. — Oh, meu Deus. Olhe para ele! — Bailey sussurra. — Ele é gostoso. — Ela se inclina, apertando os olhos para dar uma boa olhada enquanto abaixa a minha cabeça. — Merda. Ele é tatuado e sexy. Eu sei como você ama seus homens tatuados. Eu a empurro e coloco o meu rosto de volta na janela para tentar ver melhor. As únicas características que posso ver são: cabelo escuro bagunçado, uma construção muscular alta, tatuagem que cobre toda a extensão de um de seus braços. Ele está em pé sob a luz de segurança com um case de guitarra pendurado em seu ombro esquerdo e suas costas e na mão direita carrega um grande saco preto. Ele fica lá por um momento, apenas olhando para lugar nenhum, como se estivesse sentindo o ar fresco antes de virar para pagar o motorista de táxi. Assim que o táxi vai embora, ele olha para frente. Como se sentisse que o observava, seus olhos encontram os meus. Meu coração dispara quando ele segura mais forte a sua bolsa e apenas olha. Tento me afastar, mas eu não consigo. Eu estou presa. Seu olhar me hipnotizou e me congelou no lugar. Parece existir muito mais por trás de seu olhar, estou hipnotizada e quero manter meus olhos fixos, à espera de seu próximo movimento.


Após alguns segundos, ele coloca a sua bolsa sobre o outro ombro. Ele vira e vai embora para o lado da casa. É sua casa? Ele mora lá? Isto pode ser interessante. Eu me afasto da janela e me viro para enfrentar Bailey, que deve ter ficado por cima do meu ombro o tempo todo, porque batemos forte de frente uma com a outra. Viro e dou a Bailey um olhar bravo. — Você estava por cima do meu ombro o tempo todo? Que maneira de ser notada. — Então o que? Quem se importa se ele sabe? Queria dar uma olhada no homem? Ele é exatamente o que você precisa. Lyric. Ele é gostosão. Parece ser muito divertido. Ele parece ser o seu tipo, não como aquele seu chefe arrogante que sempre está dando em cima de você. Eu balanço minha cabeça enquanto fecho as cortinas. — Você não sabe disso. Você dificilmente conseguiu até mesmo vê-lo no escuro — eu digo, ignorando sua sensualidade, apesar de haver luz suficiente no poste para que eu soubesse muito bem que ele definitivamente era quente; mais do que eu podia ver. Ela solta algo entre um riso e um bufo. — Eu vi o suficiente, confie em mim e eu vi o jeito que ele olhou por cima do ombro para você também. Ele quer alguma coisa. Você deveria ir lá amanhã e se oferecer para fazer uma massagem. — Ela solta um pequeno gemido e morde o lábio inferior do lado oposto ao piercing. — Ou pedir que ele a massageie. Aposto que ele não ligaria para isso. Eu olho para trás em direção à janela e dou risada, de cansaço e de sua tolice. — Eu não sei o que faria sem você e sua mente suja — digo com um sorriso. — Agora saia do meu quarto. — aponto para a porta. — Estou cansada. Foi um longo dia.


— Isso não é legal. Você sempre chuta alguém de algum lugar.— Ela levanta e caminha em direção à porta. — Você tem sorte que estou muito cansada para lutar ou então ficaria aqui a noite toda só para chateá-la. — Uh-hum, com certeza. — Deitei e arrumei meu travesseiro. — Vá dormir. — Sento-me rapidamente. — E limpe sua boca antes de dormir. — Sim, senhora — diz ela ao mostrar a língua. — Deus, eu amo essa coisa. Boa noite. — Boa Noite! Definitivamente dormirei até amanhã. Preciso de um pouco de descanso...


Capítulo 02 MEMPHIS Já se passaram seis longos anos desde que estive nesse beco. Estar aqui deixa todos os músculos do meu corpo tensos com a raiva que tenho tentado manter enterrada. Caminho pela terra e cascalho, mantendo meus olhos à frente. É tudo o que posso fazer para manter o controle. Estou aqui por uma razão, uma única razão. Quando chego à casa vazia mais de uma hora depois, meu primeiro instinto foi o de procurar meu irmão Alex. Pela aparência da casa ninguém esteve aqui há algum tempo. As idéias martelam em minha cabeça, fazendo mal ao meu estômago. Estou aqui em busca do meu irmão mais novo, embora, espero não encontrá-lo aqui. A última coisa que quero é que termine como eu. Escuto uma confusão e gritos das várias pessoas torcendo pela luta acontecendo no final do beco. Essa parte não mudou. A cada passo que me aproximo, escuto o som dos golpes que são quase mais altos do que os gritos que se seguem. — Ah, porra! — Venha! — Levante-se! Acabe com ele! Aproximando-me do local, puxo meu capuz cobrindo meu rosto, fazendo o possível para não me destacar enquanto caminho pela


multidão. A única coisa que faço aqui é procurar o meu irmão; agarrá-lo rápido e ir embora. Só há um problema com isso: Alex tinha apenas dezesseis anos da última vez que o vi. Levará um tempo para conseguir localizá-lo. Isso também faz com que seja mais fácil para alguém me reconhecer. Mantendo a cabeça baixa, procuro ficar longe da iluminação, enquanto ainda tento identificar Alex. O primeiro lugar que olho é onde a luta acontece, mas sei de imediato que nenhum deles é Alex, porque um lutador tem cabelo louro e o outro ruivo. Alex tem o cabelo escuro como o meu. Eu olho a luta por um segundo, lembrando-me como era estar neste lugar. O poder corre em suas veias. A raiva. Que me levou para o inferno. Agora estou aqui, assistindo. O cara loiro é maior e vai para cima do seu oponente, dando um soco no lado direito de seu rosto. O golpe faz com que todos se empolguem quando o cara menor cai, sangue e suor respingando pelo ar. Assim que a luta acaba, um cara vai para casa se sentindo o máximo, enquanto o outro fica orgulhoso em levar uma surra como um homem. A única coisa que sei é que os dois estão aqui para afugentar seus demônios. É por isso que fazemos isso. E pelo dinheiro. Afasto-me da luta, me preparo para seguir em frente, mas bato no ombro de alguém. Antes que olhe para ver quem é, ele me empurra para trás, fazendo com que eu tropece em alguém que está muito ocupado gritando com a luta. Eu me equilibro e me afasto. Eu não estou aqui procurando problemas, embora queira dar um soco em sua garganta e liberar um pouco dessa raiva reprimida. — Olhe por onde anda, imbecil! — O idiota grita enquanto estufa o peito e endireita os ombros, tentando me intimidar. Ele pode ser


grande, mas isso não me intimida. —Dê o fora daqui e preste atenção antes de foder a pessoa errada. Afastando minha raiva, passo por ele, batendo o ombro no processo. Agora não é a hora voltar ao inferno de onde vim. Agora não é o momento para me irritar. O cara se afasta um pouco, agarra meu ombro e me gira ao redor para enfrentá-lo. —Ei! Você quer ir para lá, imbecil? Eu disse para ver por onde anda. Inalando profundamente, eu controlar meus impulsos, mas não adianta. O calor já se espalhou por todo meu corpo, tornando difícil pensar direito. Expirando, dou um soco em sua mandíbula. Um som alto de algo quebrando faz com que todos parem de assistir a luta atual e foquem a atenção em nós. O cara cai de bunda no chão, provavelmente surpreso por tê-lo enfrentado. Muito ruim para ele; lutar está em meu sangue. Ficando de pé, o cara grande acerta um gancho de esquerda e dá um soco em minha boca. Eu sinto o sangue escorrendo pelo meu lábio e isso é tudo o que preciso para me perder; embora, admito: gosto da dor. Segurando a parte de trás de sua cabeça com as duas mãos eu empurro a sua cabeça para baixo e levanto meu joelho, acertando-o diretamente entre os olhos. É exatamente por isso que não queria vir aqui. Sempre alguma merda quando coloco minhas mãos em alguém. Isso fode com a minha vida. Eu me recuso a deixar isso me arruíne novamente. Na minha raiva e com a minha adrenalina, nem percebo os gritos da multidão que agora parece nos rodear. Eu não me importo. Eu não estou aqui por eles, embora, acho que agora já descobriram quem eu sou.


Abafando a multidão, eu empurro através deles, lutando para respirar. Faz muito tempo desde que senti a liberdade pela última vez. Ser encarcerado detonou minha vida. Eu só preciso encontrar Alex e dar o fora daqui. Eu sabia que era uma má ideia. Olho ao redor novamente, mas percebo que nesta multidão é quase impossível encontrá-lo sem me meter em mais problemas. É melhor deixar. Se ele não foi para casa em um tempo, então o meu palpite é que ele não esteja na cidade. Farei algumas buscas em casa. — Puta merda! É você? Paraliso ao som da voz familiar: Trevor Locke. A única pessoa que confiei além de minha mãe, Alex e Jack. Ele é meu melhor amigo e aquele que estava ao meu redor, apesar de tudo. — Memphis? Puta merda, é você? — Ele dá um passo ao meu redor e coloca a mão em meu ombro. — Você cresceu. Sim, bem, isso é o que acontece quando é mantido como refém em uma gaiola. Olhando para cima, meus olhos encontram os dele, enquanto tenta descobrir se realmente sou eu. Estou surpreso ao ver o quão grande está. O cara é uma besta agora, o que me diz de imediato que provavelmente ainda luta aqui, embora tenha sido eu que praticamente o arrastei para cá no passado. Nós

dois

ficamos

assim,

perdidos

no

meio

da

multidão

novamente, antes que o puxe do tumulto para um local mais calmo. Se alguém sabe onde Alex está, é ele. Pelo menos, é o que espero. — Ei, cara. Onde está Alex? — é a primeira coisa que vem à minha boca depois de tanto tempo naquele inferno, mas agora ele é a minha única preocupação. Trevor foi bom para mim no passado, mas agora não é o momento para isso.


Leva um segundo para responder, como se estivesse em estado de choque ou algo di tipo. — Gostaria de poder dizer-lhe, mas ele não está aqui. Quando você voltou? Eu achei que não voltaria mais aqui. Puta merda! Respiro profundamente e passo as mãos em meu rosto em uma mistura de alívio e temor. Estou aliviado por ele não estar aqui, mas assustado porque não tenho ideia se ele está bem ou não. — Eu cheguei à cidade há uma hora — respondo rigidamente. — Eu só preciso saber onde está Alex. Você o viu? Ele passa a mão pelo cabelo antes de balançar a cabeça e segurar o dedo de alguém que está tentando chamar sua atenção. — Não. Eu não o vejo há meses. Não tenho nenhuma ideia de onde ele está. Eu perguntei e não soube nada. Ele passou um tempo com um cara chamado Asher e com os seus homens, acho. Pelo menos foi a última vez que o vi. Suas palavras fazem o meu sangue congelar. Eu não ouvi esse nome em anos. Um medo que nunca senti me domina. Isso é ruim, caralho. — Merda! Preciso ir — digo com os dentes cerrados. — Obrigado, cara. Eu saio, permitindo que a raiva cresça, com a lembrança da última vez que vi Alex. Foi a pior noite da minha vida e não apagaria o que eu fiz. Eu não tenho arrependimentos, mas não gosto da ideia dele metido em algum lugar errado assim como me meti. — Memphis! Vamos lá, mano. Fique conosco. Dê uma boa luta a essa multidão. Já se passaram seis anos. — Não posso. Eu estou cheio dessa merda, Trevor. Estou acima disso.


— Você voltará. Dou-lhe uma semana — ele grita. — Uma semana. Você não pode se afastar de algo que está em seu DNA. Eu não olho para trás, não reajo diante de suas palavras. Ao invés disso, ando o mais rápido que eu posso até que estou novamente em meu carro. Quando estou a ponto de abrir a porta Rachel aparece do nada, coloca a mão na porta, e desliza entre o carro e eu. Ela me olha com aqueles grandes olhos azuis, antes de colocar a mão no meu peito e puxar o lábio inferior em sua boca. Eu reconheceria aqueles lábios vermelhos em qualquer lugar. Ela é bonitinha e sabe disso: cabelo loiro, saia jeans e botas de cowgirl vermelhas para combinar com os lábios. Meu pau pode me odiar mais tarde, mas isso não é o que tenho em mente agora. Todos que eu toco se machucam sempre. Eu estava em negação para admitir antes. — Isso que fez lá atrás foi extremamente sexy, Memphis. — Ela sorri enquanto passa a mão pelo meu estômago, parando logo acima do meu cinto. — Você o nocauteou com seu joelho. Todo mundo sempre fala de você, sabe disso. Ouvi dizer que você só perdeu uma luta, isso porque estava bêbado. Todos os caras querem lutar como você e todas as meninas querem transar com você, inclusive eu. Eu esperei muito tempo e estou realmente excitada agora. — Rachel — digo com um grunhido. — Vejo que não mudou nada — murmura, abaixando sua mão com um gemido, me apalpando por sobre o meu jeans. Ela morde o lábio e geme fundo. — Humm. Exatamente o que esperava encontrar. Um grande e duro pau. Eu posso cuidar disso, baby.


Agarrando-lhe o pulso, eu puxo a mão do meu pau, Tiro-a da minha frente e abro a porta da caminhonete. Pelo cheiro de bebida no seu hálito, sei que está bêbada e realmente não tenho tempo para isso. Eu preciso manter minha cabeça focada. Transar com ela não ajudará em nada, no momento. — Continue esperando. Eu não tenho tempo para esta merda. Ela me olha chocada, antes de cruzar os braços sobre o peito pequeno. — Você está falando sério, Memphis? Não aja como se não me quisesse. Eu sei que você quer. Agora é a sua chance. Eu estou bem aqui, imbecil. Imobilizando-a contra meu caminhão, movo-me perto o suficiente para me inclinar para ela, ao lado de sua orelha. Ela solta um pequeno gemido enquanto sua respiração para em antecipação. Acaricio meus lábios sob seu ouvido e sussurro — Isso foi no passado, Rachel. As coisas mudaram. Eu mudei. Afastando-me dela, entro na minha caminhonete e ligo o motor, observando enquanto ela se afasta. Eu nem me sinto mal, quando a expulso. Não é importante ressaltar que acabou.

Assim que volto para a casa, estaciono meu caminhão na frente da garagem e me sento por um tempo, percebendo o quão diferente tudo está agora. Nunca pensei que a liberdade me faria sentir tão vazio, mas definitivamente, me sinto. Este sentimento bate forte e é difícil de engolir.


Saindo da caminhonete, meus olhos passam pela casa ao lado. Era uma das propriedades de aluguel de meu pai antes de completar dezessete anos, mas, depois, ele parou de alugá-la. É estranho saber que alguém fica lá agora; uma pessoa bonita demais... Pelo que pude ver. Preciso admitir, fiquei um pouco chocado quando a vi me olhando pela janela, como se quisesse mais do que me conhecer. Ela olhava como se não tivesse vergonha. Mesmo sabendo que a tinha visto; continuou olhando. Demorou apenas um momento para me perder naqueles olhos. Eu só preciso me lembrar de manter distância, embora, não deve ser tão difícil. Estou acostumado com isso. Já sabendo que não conseguirei dormir, porque nunca consigo, pego meu violão e sento-me na varanda de trás. Deixo-me desfrutar da sensação da brisa leve contra a minha camisa enquanto toco. Faz anos desde que toquei minha guitarra neste local, e senti-la em minhas mãos trouxe um monte de lembranças. Memórias que consistem em desejo do que eu poderia ter sido, a pessoa que eu tentei ser e falhei devido a minha necessidade de lutar. Tudo começou com a luta e terminou com ela. Passei muitas noites nesta varanda, tocando música para minha mãe e Alex. Isso foi antes de tudo acontecer; antes de perder tudo.


Capítulo 03 LYRIC Acordo com o som de batidas; batidas altas que soam como se alguém estivesse destruindo algo. Pego o meu travesseiro e coloco-o em minha cabeça, tentando abafar o ruído, mas não adianta. Demora alguns segundos para afastar a minha sonolência e perceber que o barulho vem de fora, da casa ao lado. É então que me lembro do táxi e do cara que espionei no meio da noite. Voltou apenas há um dia e já está perturbando a paz. Que merda! Com base na luz do lado de fora não pode ser tarde. Eu viro e pego meu telefone para ver o horário. Faço uma careta para a tela brilhante antes de jogá-lo de lado. — São sete da manhã — resmungo. Eu não me importo o quão bom esse cara pareça; sete da manhã é o suficiente para me fazer querer socar alguém. Enterrando meu rosto no meu travesseiro, balanço minha cabeça antes de rolar para a beira da cama. Sento-me, xingando brevemente, antes de notar que a batida foi interrompida. — Oh, graças a Deus. Parou. Eu preciso dormir — murmuro, ao deitar novamente na cama. Fecho os olhos, ficando confortável, mais uma vez. Alguns segundos depois, o barulho recomeça, fazendo-me pular e gritar. — Merda! — esfrego as mãos sobre meu rosto e bocejo ao perceber que meu sono é uma causa perdida. Penso em abrir a janela e atirar um estilete em sua cabeça, mas decido rapidamente que meu


início da manhã será racional, então deixo para lá. Serei mais comportada. Eu prometi. Vestindo uma regata, uma bermuda e minhas botas surradas, eu prendo meu cabelo e saio pela porta da frente. O sol da manhã bate forte, fazendo-me olhar de soslaio e proteger meu rosto enquanto corro para a lateral da casa. Uma rajada de vento me atinge provocando um arrepio enquanto caminho para onde as batidas ainda estão fortes. O cara está ajoelhado na varanda da frente, com um prego entre os lábios, martelando em uma prancha de madeira. O capuz preto do seu moletom cobre a cabeça e grande parte de seu rosto, então tudo o que vejo é um jeans esfarrapado, um cinto cravejado ao redor de sua cintura e sapatos cobertos de sujeira. Mesmo sujo, ele parece atraente. É possível ver seus músculos a cada golpe do martelo e a espessura de suas pernas sob seu jeans. Isso por si só é suficiente para me fazer querer enfrentá-lo pelas costas. Surpreendê-lo e bater nele com um sapato. Fico olhando para ele por alguns segundos antes de vê-lo parar, pegar o prego em sua boca, inclinar-se mais uma vez e martelar na placa com um rosnado. — O que você quer? Sua voz profunda e repentina me assusta, me fazendo pular para trás e colocar a mão em meu peito. — Porra! Você me assustou. Ele solta uma risada sem graça. — Eu te assustei? — Ele pega mais um prego e o afunda na placa. — Você é a única em minha varanda, espreitando. O tom de sua voz deixa muito claro que não quer ser incomodado, mas por alguma razão me faz querer ficar, só porque me acordou. — Bem, você me acordou de madrugada com o seu martelo. Algumas


pessoas trabalham durante a noite e, na verdade, precisam dormir, sabe? Dormir muito? — Pergunto em um tom cortante. Ele fica em silêncio por um segundo. — Não. Não é verdade. — Ele bate na placa mais uma vez antes de pegar mais um prego. Provavelmente só deveria sair, mas não saio. Estou acordada agora e Bailey está dormindo pesado. Se esse cara queria me acordar, então ele pode lidar comigo. — Bem, obrigada por me acordar. — Eu subo os degraus e pego um punhado de pregos, fazendo-o tomar um fôlego irritado quando ajoelho-me ao seu lado. — Eu sempre odiei o conforto da minha boa e quente cama. Eu continuo esperando que olhe para mim, mas ele não o faz. É como se estivesse tentando evitar ser visto. Isso só me deixa mais curiosa, mas não quero pressioná-lo e tornar tudo mais desconfortável. Ficamos em silêncio enquanto ele trabalha. Eu lhe entrego os pregos, ele os pega, um de cada vez. Bocejo enquanto assisto. Ele trabalha como se tivesse um monte de raiva para colocar para fora. Cada batida embala o calor e a cada contato, ele parece um pouco mais relaxado. — Por que nunca te vi aqui até hoje? — pergunto enquanto lhe entrego um prego. — Bailey e eu alugamos aquela pequena casa há alguns anos e até agora não vimos ninguém por aqui. Você acabou de mudar? Ele congela momentaneamente antes de dar outra martelada e, em seguida, abaixa o martelo. — Ninguém? — Seu tom é plano. Eu balanço minha cabeça, embora saiba que não pode me ver. Não importa. Sua linguagem corporal me diz que ele já sabe a resposta.


Respirando fundo, passa as mãos sobre o rosto antes de tirar o capuz e suspirar. Ele fica de pé e se inclina sobre os trilhos, apertando a madeira em suas mãos antes que consiga dar uma boa olhada em seu rosto. O fato de que ninguém esteve aqui parece incomodá-lo; interessante. — Alguém deveria estar aqui? — questiono, na esperança de que me ilumine um pouco. — Tinha esperança que sim. — suas palavras são tão cheias de dor e lamento que quase fazem meu coração doer. Eu não queria estragar o seu dia. Bem, não é assim tão ruim, pelo menos. Ele soa como se seu coração estivesse sendo arrancado de seu peito. Ele olha para mim e a primeira coisa que noto é o seu lábio machucado. A segunda coisa que noto são os mais belos olhos azuis que eu já vi. É um tom de azul claro que, em contraste com seu cabelo espesso, se destacam, tornando quase impossível não chamar a atenção. Ele não é apenas sexy; ele é lindo e de tirar o fôlego. Muito melhor de perto. Seu cabelo escuro é mais longo na parte superior, despenteado e fora do lugar. Seu queixo perfeito é coberto com uma barba espessa, e, apesar do lábio machucado, sua boca ainda é adorável. O seu olhar é suficiente para fazer qualquer garota ficar de joelhos. Até eu. Encaro-o por muito tempo antes de lembrar-me que ele seus lábios não estavam machucados na noite passada. Posso não ter sido capaz de vê-lo perfeitamente, mas teria notado isso. Isso parece doer demais. — O que... você deveria colocar um pouco de gelo sobre isso. — Eu me aproximo dele para examiná-lo melhor. Definitivamente parece recente. — Você tem gelo? Eu tenho algum. Eu posso pegar um pouco e voltar.


Seus olhos ardem por um breve momento, seu corpo enrijece, antes que ele se afaste de mim e agarre a varanda novamente. — Não se preocupe com isso.— ele solta um suspiro. — Você deve apenas ir para casa e me deixar trabalhar. Eu tenho um monte de merda para fazer. Eu ignoro sua frieza, porque, francamente, não me incomoda. Ele, obviamente, tem algum problema em sua cabeça e tudo que quero fazer é ajudá-lo. Não há nada de errado com isso. Não importa se o conheço ou não. Eu não tenho medo de tentar. — Só quero ajudar — digo com firmeza. — E, possivelmente, conhecê-lo. Ele vira e me olha com uma expressão dura por um segundo antes de caminhar se aproximar de mim. — Você não quer me conhecer. Confie em mim. — Ele abre a porta de tela — Faça um favor e vá para casa.— Ele entra e fecha a pesada porta atrás de si, fazendo-me saltar. Eu fico apenas olhando para a porta por alguns segundos, desejando que ainda estivesse na cama. — Tudo bem. Está tudo bem — digo sarcasticamente ao virar. É definitivamente muito cedo para essa porcaria. Eu deveria apenas ter atirado o sapato. À noite, após Bailey me deixar para passar um tempo com Landen, me encontro na grama no quintal, tirando fotos do céu, árvores, pássaros e tudo que posso para me manter ocupada. Surpreendentemente, a porta não bateu novamente depois que saí esta manhã e não vi ou ouvi falar do meu vizinho misterioso desde então. Talvez o tenha assustado. Acho que sou boa nisso. Olho as fotos que tirei, mas nada se destaca. Há, pelo menos, uma centena delas e nenhuma me interessa nem um pouco. Na verdade, desde que me mudei para cá, não tive muita vontade de


fotografar

como

costumava

fazer.

Nada

realmente

parece

me

entusiasmar. Isso costumava ser uma paixão. Acho que estou perdendo meu toque. Suspirando para mim mesma, sento e coloco minha câmera na cadeira atrás de mim. Sairei deste lugar. Estou entediada com minha mente agitada. Levanto-me, coloco a minha câmera ao redor do meu pescoço e começo a caminhar para o lado da casa, quando escuto o que parece com alguém dando socos um saco pesado. O ruído é proveniente da garagem ao lado e não posso deixar de notar que a porta está aberta o suficiente para que eu veja o interior. Sem pensar, caminho ao longo de sua garagem, o ruído ficando cada vez mais alto a cada passo, despertando meu interesse. Normalmente não sou intrometida, mas parece que tenho um novo hobby. Fico parada por um momento escutando os sons de seus golpes e sua respiração pesada, antes de empurrar a porta. Meus olhos pousam em suas costas. Os músculos de suas costas estão visíveis através de sua camisa branca enquanto agarra o saco com as duas mãos e inclina a cabeça contra ele, lutando para recuperar o fôlego. Eu posso ver o suor escorrendo da parte de trás de sua cabeça e pescoço. Sua camisa está completamente encharcada e transparente, agarrando-se a todos os seus músculos. Eu estava certa; este homem está definitivamente em forma. Para finalizar, aquela bunda firme é o suficiente para deixar qualquer garota ovulando. — Eu pensei que tinha lhe dito para ficar longe — rosna, dando um soco no saco. — Você alguma vez ouviu falar sobre privacidade?


Entrando, tiro algumas fotos de sua bunda enquanto ele dá outro soco e depois agarra o saco novamente, deixando escapar um pequeno resmungo. É errado querer capturar este momento? Provavelmente sim, mas nunca joguei pelas regras. Passo a mão ao longo do velho Pontiac TransAm1 e admiro-o enquanto ando ao redor dele. — É um carro bonito. É de que ano? Passando uma toalha sobre o rosto, ele expira, antes de virar para me encarar. — É 76. — ele coloca a toalha sobre o ombro e pega uma garrafa de água. Enquanto bebe e olha para o carro, sua mandíbula dói, derrubando metade da garrafa. — É... — TransAm — interrompo, sorrindo com orgulho. — Só porque sou uma garota não significa que não conheça carros. Eu fui criada por meu pai a maior parte da minha vida.— franzo a testa com o pensamento enquanto afasto minha mão da pintura vermelha. — Eu já vi e ouvi um monte de coisas, até demais. Ele me olha com curiosidade, meus olhos percorrem seu corpo quando percebo suas tatuagens. Ele parece desconfortável, mas não diz uma palavra enquanto leio a palavra ‘Força’ tatuada em seu antebraço esquerdo e ‘Dor’ no direito. Eu olho para ele e nossos olhos se encontram. Eles estão em conflito. Eu posso notar que uma parte dele quer me dizer para sair. Por que ele não faz isso, não tenho ideia. Eu preciso admitir, eu gosto dele, pelo menos por enquanto. Limpando a garganta, ele desvia os olhos, sentindo-se claramente desajeitado por estar tão perto de mim. Parando por um momento, passa a mão pelo cabelo suado antes de virar e se afastar de mim, indo

O TransAM é um automóvel fabricado pela extinta divisão Pontiac da General Motors. O modelo ficou muito conhecido por ter sido utilizado na série Knight Rider. 1


em direção à porta que leva para sua casa. — Eu tenho algumas coisas para fazer. Tranque a garagem quando sair. Eu não digo uma palavra enquanto o vejo chegar à porta. Sem saber o que dizer, faço uma única pergunta — Você tem um nome ou devo apenas dar-lhe um? Ele aperta o punho e empurra a porta. Ele congela, mas não vira para me encarar. — Memphis — diz em um tom seco. — Não se esqueça de fechar a porta. Entrando na casa, vira para me encarar com um leve humor em seu rosto. Ele agarra o batente da porta, flexionando seus músculos, enquanto olha para o meu pescoço. — Bela câmera.— Seus lábios abrem em um meio sorriso antes dele fechar a porta, mais uma vez, me deixando sozinha. — Isso parece muito familiar — murmuro ao sair da garagem, mas não antes de trancá-la, é claro. Depois de fechar a porta, me viro e vejo Bailey caminhando ao redor da casa. Ela parece perdida até que me vê. — Que merda? — Ela me dá um olhar questionável ao movimentar-se pela grama para juntar-se a mim em frente a nossa casa. — Eu estive procurando por você por mais de vinte minutos. Se você foi fazer sexo selvagem com o nosso vizinho misterioso, você poderia, pelo menos, ter deixado um bilhete avisando. Deixei escapar uma risadinha bem-humorada quando cheguei à varanda. — Desculpe. Eu pensei que só levaria uns cinco minutos mais ou menos. Você sabe, apenas uma rapidinha — Eu pisco e ando para casa, escutando o barulho que vem da sala.


Landen está sentado ao lado de um de seus companheiros de trabalho, Liam. Ambos estão gritando com a TV enquanto jogam Call of Duty2. Claramente, estão perdendo. Ficando de pé, Landen grita com Liam enquanto puxa seu cabelo preto. — Como você não viu essa merda? Abra os olhos, homem! Ele estava lá. — Porra! Desculpe! — resmunga Liam. — Eu tenho essa merda agora. Eu tenho isso, homem. Sente-se. Bailey agarra meu ombro e me vira para encará-la. — Você não pode dizer isso e sair andando. Abra essa boca e me conte tudo. — ela inclina a cabeça e dá um sorriso. — Ou será que você já a usou? Liam nos olha do sofá com os olhos arregalados. — Usar a boca? Sobre o que estão falando meninas? Ele vira para a TV quando Landen lhe dá um soco forte no ombro. — Porra! — Você é péssimo, cara. — Landen olha por cima do ombro para Bailey e eu. Andando atrás de Liam, eu empurro a sua cabeça para baixo e dou risada. — Você tem sorte que é inofensivo, Liam. — Eu bagunço o cabelo e coloco meu braço ao redor de seu pescoço, abraçando-o. Liam é como um cachorrinho fofinho que você só quer levar para casa e abraçar. Ele é baixo, cabelo loiro curto e uma cara adorável de bebê que faz você apenas querer apertar sua bochecha. É difícil levá-lo a sério, então eu só dou risada com ele. Ele tem sido um bom amigo embora eu realmente goste de ter ele por perto.

Série de jogos de videogame que têm como cenários a Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, Futuro, etc. 2


— Você está errado, Landen. Lyric disse que sou inofensivo, não péssimo. — Ele abaixa o seu controle. — Eu desisto. Meu homem perdeu a vida. — Cara! — Landen reclama ao pegar seu controle, fazendo sinal para Bailey sentar em seu colo. — Você nunca consegue passar de fase. Eu solto o pescoço de Liam e faço cara feia para Landen. Ainda não terminei com ele. Ainda estou louca pela minha pizza. Até pedi bacon extra na minha parte. — Basta lembrar. — Eu seguro a mão de Bailey e a tiro do colo de Landen. — Seis semanas — digo com firmeza, recebendo um grunhido de Landen. — Vamos, Bailey. Deixe-me verificar os seus lábios antes de ficar as próximas duas horas presa atrás de meu computador. Eu preciso editar aquelas imagens. Bailey dá a Landen um beijinho em Landen enquanto se levanta e me segue até o quarto. Acendendo a luz, dou uma olhada rápida no seu lábio apenas para me certificar que não existe infecção. Não que eu espere que exista, uma vez que eu fiz isso, mas Bailey é como uma irmã para mim. Eu quero olhar para ela. — Parece bem — digo com um sorriso. — Está arrependida? Ela balança a cabeça e olha por cima do ombro no espelho. — De modo nenhum. Você sabe como me sinto foda com essa coisa? — O tom está provocante. — Bem, você meio que tem que ser durona por ser minha amiga — digo com um sorriso. — É justo. — Sim, você estava monopolizando as atenções no início com suas tatuagens e piercings, sendo mesquinha. Você pode compartilhar um pouco, caramba. Eu demorarei até chegar a seu nível, mas estou um passo mais perto, baby. — Ela se gaba, enquanto vira em direção à porta e olha. — E ainda quero detalhes sobre o nosso vizinho sexy. Não


pense que eu não vou querer saber depois que Landen e Liam saírem, porque eu vou. É melhor você acreditar nisso. Eu quero ouvir tudo. Espere. Qual é o nome dele? Pensar nele me faz curiosa novamente. Me perco profundamente no pensamento. — Lyric? Olhando para ela, levanto minha sobrancelha e tiro a câmera do pescoço. — Memphis. — Sério? — Ela pensa sobre isso por um segundo antes de repetir o seu nome em voz baixa. — Eu gostei. É sexy e tipo misterioso. Você não acha? — Sim — sussurro. — Bem misterioso. — Eu sento na frente do meu computador e o ligo. Ouço Bailey ir embora, então eu ligo minha câmera e relaxo na minha cadeira enquanto espero o meu computador ligar. A primeira imagem que aparece é de Memphis agarrando o saco pesado, flexionando seus músculos sob de sua camisa branca. Eu engulo em seco, enquanto afasto os pensamentos de querer ver cada centímetro do que está sob esse material molhado, sentindo-o com minhas próprias mãos. Há algo em Memphis que me atrai. Talvez seja a sua personalidade ou a opacidade de suas emoções. Ele parece perigoso. Isso deveria me afastar, mas não é o que acontece. Só me motiva para saber mais. Eu acho que você fica com o que está acostumada...


Capítulo 04 MEMPHIS Encostado na parede apoiando o rosto em meu braço, respiro longa e profundamente antes de levantar a cabeça lentamente e olhar ao redor. Sozinho no corredor da casa, o vazio me consome, trazendo de volta todas as lembranças do passado. Quando fecho meus olhos, o que vejo é a miséria e o sofrimento que vivi nesta casa. A sensação é demasiadamente difícil de descrever e, definitivamente, muito difícil de engolir. Sinto uma dor no meu peito que fica mais e mais forte a cada respiração, tornando as lembranças do passado muito mais reais. Por mais que tente esquecer isso, não consigo. Eu sei e odeio com todas as minhas forças. Uma parte de mim sabe que preciso apenas fazer as malas e sair dessa cidadezinha de merda, deixando esta casa e todos que conheci para trás, mas meu coração não me deixa sair sem saber que Alex está seguro. Eu sempre disse que o protegeria, não importa o que tenha acontecido, eu realmente quis dizer isso. Quando estava preso, pedi à minha mãe me prometer uma coisa: nunca deixar Alex me visitar, não importando o quanto tentasse. Ela cumpriu a promessa. Eu não queria que ele se preocupasse comigo. Eu vi a culpa em seus olhos quando eles me arrastaram para longe, e eu tenho que admitir que doeu mais do que qualquer outra coisa.


Isso e minha mãe... Pensar nela faz minha garganta arder. Eu engulo em seco, tentando afastar esse sentimento, mas só parece queimar mais. Eu preciso visitá-la, mas acho que preciso de um pouco mais de tempo antes de abrir essa ferida. Que tenho a certeza que me deixará louco. Afasto-me da parede, entro no corredor do quarto de Alex; pelo menos o que ele usava antes de eu sair. Ao abrir a porta, eu ligo a luz e dou uma olhada ao redor. Tem que existir algo aqui que me dizer onde ele está: um número de telefone ou uma carta, alguma coisa. Ele não deixou a cidade sabendo que liberdade estava próxima. Gostaria de acreditar nisso de qualquer maneira, mas quem sabe, as coisas mudam com o tempo. Eu olho todos os papéis em sua mesa e procuro nas gavetas, deixando uma enorme bagunça, mas não acho nada. Procurei por toda a casa e não encontrei nada. Estou furioso e de repente me sinto como se estivesse sufocando. Eu preciso dar o fora daqui e rápido. Apressando-me, saio do seu quarto, visto minha jaqueta de couro e caminho para a garagem para ver a minha velha Harley. Porra, eu amo essa moto. Foram muitas lutas até conseguir dinheiro suficiente para comprá-la e muitas outras lutas para mantê-la. É uma grande parte de quem sou e tê-la ao meu alcance quase me faz sentir como o meu antigo eu novamente ou, pelo menos, o que costumava ser. Colocando meu capacete, eu subo em minha moto antes de acelerar algumas vezes para ter certeza que ela está funcionando bem. Ela esbraveja um pouco antes de rugir para a vida. Isso significa que Alex fez um pouco de manutenção nela desde que fui embora. Sairei para uma corrida, em busca da liberdade.


Saindo da garagem, tranco a porta e paro de puxar meu capacete. Eu não tenho a menor ideia de onde irei. Tudo que sei é que eu preciso estar em qualquer lugar, menos aqui. Meus olhos vão para a casa ao lado enquanto ouço algumas vozes, seguidas por risadas. Meus olhos focam na garota de olhos verdes que parece não saber nada sobre privacidade. Ela está vestida com um micro vestido cinza, mostrando suas pernas e tatuagens espalhadas entre os dois longos braços tonificados. Seu cabelo caramelo é ondulado e roça o ombro, fazendo-a parecer sexy e sedutora. Em outras palavras, pecaminosamente tentadora. Ela e alguns de seus amigos estão andando até um carro preto, mas ela mantém os olhos focados unicamente em mim, fazendo meu coração disparar e minhas mãos suarem. A profundidade do seu olhar é quase impossível desviar, mesmo sabendo que deveria. Ela já está ultrapassando os meus limites, mas estou disposto a permitir que fique por perto. Eu não estou acostumado a deixar qualquer um se aproximar e definitivamente não começarei agora, especialmente porque não planejo ficar por aqui por muito tempo. Eu tenho que admitir, não esperava ver quem vivia naquela casa. Eu passei a maior parte de minha adolescência sozinho. Meu pai fez parecer que era uma coisa boa, como se fosse um presente, quando na verdade só me queria fora do seu caminho. Apenas a lembrança disso me repulsa. Para ele, nada do que fiz foi bom o suficiente. Sendo o xerife da cidade, você esperava que fosse um bom homem, ou mesmo um homem decente, mas, na realidade ele era tudo, menos isso. Eu esperava o bom, eu até queria, mas fiquei decepcionado uma e outra vez. Afastando meus pensamentos, desvio de seu olhar, saio da garagem e ando até que sinto que consigo respirar novamente. Parece


que leva uma eternidade, mas finalmente sinto um pouco de alívio. Não muito... mas algum. Por mais que eu goste de estar sozinho, nesta cidade, você nunca realmente está. Todo mundo sabe do outro, as informações pessoais e confidenciais espalhadas para todo mundo ver. É uma das principais razões de querer sair daqui. Eu nunca fui verdadeiramente livre, antes mesmo de ser preso. Depois de um tempo, me encontro mais para o final do beco, olhando para o velho local das lutas. É praticamente no meio do nada, escondido longe da rua principal, no centro da cidade. Ao cair da noite este lugar será lotado de pessoas. Desde que completei quinze anos, passei todo fim de semana aqui e até mesmo algumas noites durante a semana. Era minha única libertação. Mesmo que estivesse sempre em perigo aqui, era o único lugar aonde eu realmente me sentia em paz, assim como o único lugar que me permitia liberar todas as minhas frustrações e respirar. Estar aqui deixa todos os músculos do meu corpo tenso quando lembro o que este lugar me trouxe. A dor que percorreu em meu corpo a cada golpe que tomei e o alívio que senti com cada soco que dei. Aqui, eu era incontrolável. Eu não tinha que parar e pensar em nada. Tudo o que tinha a fazer era soltar o animal que se tornava cada vez mais difícil de domar. Tornou-se algo que eu não podia viver sem. Por causa disso, machuquei muita gente. Apertando meu maxilar, rosno de frustração antes de subir novamente em minha moto e sair. Eu dirijo um pouco, perdido em seus pensamentos antes de ir até o Blue Bar & Grill — o último lugar que provavelmente deveria mostrar o meu rosto, mas preciso de um pouco de fuga antes que eu perca o pouco de controle que me resta.


Quando eu chego ao Blue Bar, o estacionamento está quase cheio; não que seja grande, mas para uma noite de segunda-feira está superlotado. Eu estaciono minha moto distante e ignoro o tráfego de saída de pessoas. Poucas pessoas param para me olhar, mas continuo em frente e me mantenho em movimento. Está exatamente igual, desde a última vez que vim aqui, quando tinha dezenove anos: as mesmas mesas redondas manchadas, uma mesa de bilhar, fumaça de cigarro persistente e dois alvos de dardos que quase não funcionam. A música é alta e a iluminação é fraca, o que não me incomoda, porque não estou aqui para ser visto ou socializar com ninguém. Isso geralmente me coloca em algum tipo de problema. Olhando para frente, vejo um banco vazio no bar e rapidamente caminho até ele, sentando e acenando para a garçonete, enquanto pego a minha carteira. — O que deseja? — A bartender loira pergunta às pressas do outro lado do bar, enquanto entrega algumas cervejas e sorri para a multidão a frente dela. — Cerveja e uma dose de uísque — digo. Um minuto depois, uma dose de Jack Daniels e uma Miller Lite3 aparecem na minha frente. — Seis e cinqüenta — diz rapidamente. — E eu preciso de sua identidade. Reconhecendo a voz, olho para cima e para o rosto de Ava. Parece uma eternidade desde que a vi e não posso deixar de ficar feliz vendo que está bem. Ela está muito ocupada conversando com outro cliente para me notar, então pego uma nota de dez dólares e a coloco perto de sua mão. Eu não tenho nenhuma ideia de como isso será. — Eu não tenho uma, Ava; não uma válida, pelo menos. 3

Miller Lite foi a primeira cerveja light do mercado americano.


Um olhar de surpresa aparece em seu rosto enquanto respira profundamente e fixa seus olhos em mim. — Oh, meu Deus! — Ela coloca a mão sobre a boca antes de se inclinar sobre o balcão para colocar o braço ao redor do meu pescoço. Ela aperta com força antes de falar. — Memphis! Puta merda! — Ela se afasta e limpa uma lágrima de seus olhos. — Você voltou! Quando... Eu não sei o que dizer. Quando você saiu? Eu respiro fundo antes de olhar para cima para encontrar seus olhos castanhos familiares. Eu vejo esperança neles, mas sei que o que ela espera nunca acontecerá. O que tínhamos ficou no passado e só queria me divertir. Não há como voltar atrás agora. Eu estou pronto para seguir em frente e esperava que ela também. — Ava — rosno. — O quê? — Ela sussurra e começa a caminhar em minha direção como se quisesse me beijar, fechando a distância entre nós. Só confirma que aquilo que imaginei, que ela espera que continuaremos exatamente onde paramos. — Eu lhe disse para seguir em frente quando você foi me visitar. Isso não mudou. Você e eu sabemos que não sou bom para ninguém. Além disso, não ficarei aqui por muito tempo. Ela acena com a cabeça e força um pequeno sorriso, tentando disfarçar sua decepção. — Eu sei. Eu sei. — Ela limpa os olhos de novo e se inclina sobre o balcão ainda mais para tocar meu rosto. — Sinto muito. Faz muito tempo e senti sua falta. — Segurei seu braço e o afastei com toda a calma que pude para não fazê-la se sentir mal. Ela balança a cabeça, como se só agora houvesse acordado. — Eu segui em frente, Memphis, mas isso não significa que esqueci. Não me culpe por isso. Eu não posso fazer nada, me preocupo com você.


Tomo um gole da minha cerveja olhando em seus olhos. Ela parece nervosa, como se estivesse escondendo alguma coisa. Ela sempre teve essa expressão nos olhos quando queria me dizer algo que sabia que eu não aprovaria. — Porra, Ava. Fale Ela desvia o olhar por um segundo. Alguém do outro lado do bar chama seu nome, mas ela coloca a mão para silenciá-los. Ela olha para trás, segurando a toalha sobre seu ombro esquerdo. Sinto que uma pessoa toca em meu ombro, fazendo com que segure minha cerveja fortemente. — E aí, baby? Este babaca está te incomodando? A voz familiar faz meu sangue ferver. Ryder Lane. A última pessoa que queria ver antes de sair desta cidade de merda. Inclino para trás a minha garrafa de cerveja antes de virar meu pescoço. Mantenha a calma. Mantenha a calma. Ava nervosamente passa a mão pelo cabelo e me alerta com seus olhos para eu não fazer nada estúpido. Estou me controlando ao máximo para não nocauteá-lo. — Bem, Ava, vai dizer alguma coisa ou deveria perguntar isso ao imbecil? — Realmente, Ava? — questiono calmamente. — Boa escolha. Eu pensei que tivesse padrões mais elevados. Ava olha para Ryder com um olhar preocupado, mas mantenho meus olhos para frente, sabendo que se eu virar, tudo estará acabado. Não haverá contenção. Eu calmamente pego minha cerveja e tomo outro gole.


Eu ouço uma risada profunda. — Caralho. Seis anos já? Parecia apenas dois, mas eu tenho certeza que você se sente de forma diferente sobre isso. Eu aperto a garrafa e tomo outro gole da minha cerveja, preparando-me para qual merda sairá da sua boca em seguida. Eu sinto sua respiração quente em meu ouvido antes de tomar mais um gole de cerveja. — Eu achei que seria muito otário aparecer aqui novamente. Você ainda tem um par de bolas, Carter. Porque vou te detonar. Lutando para manter a minha compostura, aceno com a cabeça para Ava, a deixando saber que preciso de outro drink. Ela me dá um olhar de desculpas antes de pegar outra dose. Ela coloca na minha frente antes de olhar para o meu lado. — Ryder — diz ela em um tom cortante. — Não faça essa merda. Por Favor. Sem brigas aqui, caramba. Eu já estou perto de perder meu emprego. Isso é estúpido. Supere isso. É passado agora. Alcançando meu drink, tomo minha bebida e fecho os olhos, enquanto o calor lentamente flui pelo meu corpo, não fazendo nada para acalmar meus nervos como esperava. Abro os olhos para colocar o copo vazio no balcão. Quando olho por cima do meu ombro, avisto uma garota na porta, suada e sem fôlego. Ela sorri, enquanto luta para respirar uniformemente. — Outra rodada, Ava. — Inclinando-se para trás, afasta seu cabelo úmido do rosto e vira um pouco em minha direção, seus olhos pousando em mim. Ela parece um pouco surpresa e um pouco animada quando me vê, mas esconde rapidamente. — O meu duplo — diz ela, com os olhos queimando nos meus.


Eu me perco no seu olhar verde profundo, abaixo meu olhar para sua pele lisa, seus seios úmidos, brilhando com o peito rapidamente subindo e descendo. Ela devia estar no grupo que dançava. Porra! A última coisa que preciso agora é pensar em fodê-la naquele vestidinho e imaginar como ela soaria ao gritar meu nome. Eu olho e a vejo olhando meu peito. Seus olhos lentamente me observando, Assim que ela me vê observando-a, foca sua atenção novamente em Ava. — Claro Lyric. — Ava dá para Ryder um olhar cauteloso ao retornar. — Eu já volto. — Ela fica tensa enquanto aponta para nós. — Sem merda. Entendido? — Sim. Claro que sim, querida. Sem brincadeira. — Ryder senta ao meu lado e bebe a sua cerveja. Eu quase posso imaginar o sorriso em seu rosto enquanto seus olhos me fuzilam, o que só alimenta minha raiva. A única coisa que posso fazer para ignorá-lo é concentrar a minha energia em outro lugar, então olho para Lyric e seguro seu olhar, sentindo meu coração se acalmar um pouco. Ela está lá, ainda respirando pesadamente enquanto espelha o meu olhar. Ela parece perdida em pensamentos como se estivesse aproveitando este momento para me descobrir. Essa é a última coisa que ela devia querer. Meu queixo fica tenso enquanto seus olhos se fixam em meus lábios e, em seguida, volta-se para os meus olhos antes de engolir seco. Eu sinto a respiração de Ryder perto do meu ombro, mas mantenho meus olhos sobre Lyric, lutando pelo controle. — Você percebe que Ava é minha, né idiota? — Ele se aproxima do meu ouvido e deixa escapar um pequeno sorriso. — Não fale com ela,


não olhe para ela e, definitivamente, não coloque a porra das mãos sobre ela. Você já fez danos suficientes nesta cidade. Eu engulo a minha cerveja e bato o copo no balcão, perto de acabar com ele. Se sair mais uma palavra de sua boca, todo meu controle estará perdido. Tentar me acalmar não funcionará por muito tempo. Os olhos de Lyric movem de mim para Ryder antes de fazer uma careta — Pare de ser um chato, Ryder. Ele não está te incomodando. Ava aparece novamente em nossa frente com três bebidas misturadas, fazendo com que todos a olhemos. Ela os coloca para baixo e dá a Lyric um olhar nervoso antes de suspirar. — Colocarei na conta do Ryder, já que ele está agindo como um idiota completo. Lyric pega uma das bebidas com um sorriso. — Aproveite. A Ryder. — Ela dá a Ryder um olhar bravo e então pega os outros dois copos. — Pare de fazer confusão, idiota, ou na próxima vez que me ver te cobrarei o dobro. Landen está de olho em você. Ela me dá uma última olhada antes de desaparecer na multidão. Por mais que eu queira afastar o olhar, não consigo. Agora eu realmente sinto vontade de dar o fora daqui. Levantando-me, eu largo uma nota de vinte no bar enquanto coloco a minha carteira no bolso de trás. — Estou indo, Ava. — Jogo minha garrafa vazia no lixo ao lado dela e dou um longo gole do copo que Lyric colocou em minha frente. — Obrigado pelas bebidas. Eu me viro e me preparo para ir embora, lutando para ignorar tudo o que Ryder disse. A melhor coisa a fazer é simplesmente deixar de lado.


— Diga Olá para a sua mãe por mim. — Ryder deixa escapar uma pequena risada. — Ou talvez não. Suas palavras me fazem perder o controle e, antes que eu possa pensar, coloco meu cotovelo na sua nuca e pressiono o seu rosto no balcão do bar. Pressiono meu cotovelo para em seu pescoço com toda a minha força e sussurro em seu ouvido. — Se disser algo sobre a minha mãe ou a minha família novamente, não hesitarei em te matar. — Eu aperto meus dentes enquanto aumento a pressão em sua coluna cervical. — Está me ouvindo? Recuando, respiro fundo e olho ao meu redor. Todos no bar estão olhando fixamente e de repente escuto meu nome sendo sussurrado ao redor da sala. Eu estou ferrado. Eu preciso sair daqui e rápido. A sala está começando a girar. Estou de volta há menos de uma semana e já serei o assunto da cidade novamente. Que merda. Segurando seu rosto, o sangue escorrendo, Ryder pula para cima e me empurra para trás. — Seu merda! — ele olha para trás em direção a Ava que agora está segurando a parte de trás de sua camisa e dizendo-lhe para parar. Ele empurra a mão e aponta para mim. — Você tem sorte que estamos no trabalho da minha garota ou iria para cima de você. Ah, e eu mencionei que o meu pai é o novo xerife? É melhor olhar por onde anda, seu merda. — Ava agarra sua camisa novamente. — Eu sei, Ava. Tire suas mãos de mim. Passando minha língua sobre os dentes, viro e saio de lá o mais rápido que posso antes que machuque outra pessoa. Passando pela multidão, subo em minha moto, com o sangue fervendo. Justo quando coloco o capacete, ouço passos vindos atrás de mim. Fico tenso, me preparando para lutar. Quando eu me viro, vejo Lyric ofegante, com seu vestido molhado.


— Eu preciso de uma carona para casa. — Caminhando, ela agarra meu capacete e o coloca na cabeça. Vejo-a quando se aproxima e pula na parte traseira, colocando um de seus braços ao redor da minha cintura. — Porque o seu vestido está molhado? — pergunto com os dentes cerrados, vendo se terei que enfrentar alguém. — Eu joguei minha bebida na cara do Ryder e, infelizmente, alguém esbarrou em mim. Não deu muito certo como havia planejado. Agora preciso ir antes que Bailey me encontre e fique puta comigo por arruinar a noite. — Ela me abraça com força quando apóia os pés. — Estou pronta. Eu inclino minha cabeça e sorrio para ela antes de ligar o motor. — Da próxima vez não fique tão perto e jogue no rosto. Vodka é uma cadela quando cai nos olhos. Queima pra caralho. — Ótimo — diz ela com um traço de humor antes de chegar mais perto e me abraçar mais forte. — Eu estou pronta para um passeio, por isso não deixe de ir rápido. Fique certo que não sou nada parecida com as garotas com que está acostumado. Não se segure. Isso é uma coisa que posso fazer...


Capítulo 05 LYRIC O corpo de Memphis permanece tenso durante todo o caminho de volta para casa e tenho que admitir que gostei da sensação de seu corpo firme sob meu toque. Toda vez que movo minhas mãos, seus músculos ficam mais tensos, como se não estivesse acostumado a ser tocado. Isso só me faz querer ajudar a derrubar essas paredes e continuar a tocá-lo. Assim que para na frente da minha casa, ele me ajuda a sair de sua moto, mais rápido do que gostaria. Eu desperdicei uma boa bebida naquele idiota e tudo o que ele quer é se livrar de mim. — Vá lá dentro e mude de roupa — ele exige. — Em seguida, volte aqui. Ficarei te esperando. — Como é? — Espero que ele não pense que eu sou uma dessas mulheres que recebe ordens de um homem. Este não é meu estilo. Não recebo ordens de ninguém, inclusive dele. — Você irá para casa comigo. — Quem disse? — Eu. Agora entre e troque de roupa. Eu me aproximo dele e aponto o dedo em seu peito, aumentando a pressão para dar efeito. — Não fale assim comigo ou você se irritará. Entendido?


Sorrindo, olha para o meu dedo e empurrá-lo de lado. — Eu não gosto da ideia de você ficar aqui sozinha depois do que aconteceu no bar. Se Ryder aparece em sua casa hoje à noite, bêbado e chateado por você ter jogado sua bebida nele... — faz uma pausa e me olha fixamente. — Quero estar por perto para protegê-la. Você me defendeu. Agora, devolverei o favor. Confie em mim, eu não convido as pessoas para entrar na casa com muita freqüência. Eu engulo seco e me afasto. Noto uma pequena macha vermelha no centro do seu peito, onde estava meu dedo e me sinto mal. Ele olha para ela e, em seguida me encara, sem expressão. — Desculpe. Eu me viro e me preparo para ir até minha casa, mas paro. — Por que eu preciso me trocar? O que há de errado com o que estou vestindo? Ele passa a mão pelo cabelo desarrumado e solta um suspiro de frustração. — Porque se não fizer isso, só conseguirei pensar em te jogar contra a parede e te foder a noite toda. Agora vá... de preferência, coloque uma calça. Sinto-me excitada ao ouvir suas palavras e posso sentir minhas bochechas ficarem vermelhas. Mas mal posso acreditar que ele realmente acabou de admitir isso pra mim. Pela primeira vez estou atordoada, muda e confusa demais para pensar em uma resposta, então apenas murmuro que voltarei e vou embora o mais rápido que eu posso. Eu me atrapalho com a minha chave e acidentalmente deixo-a cair ao tentar abrir a porta. Eu o escuto rir quando me abaixo para pegá-la. Aparentemente, suas palavras me afetaram mais do que deveriam e agora ele sabe disso.


Assim que entro, escuto o barulho do motor. Olho pela janela e o vejo se dirigir para a garagem antes de desligar o motor. Eu até posso ir para a sua casa, mas, definitivamente, ele não escolherá o que vestirei. Ignorando o seu pedido para que eu use calça, visto um short rosa e uma regata branca. Ele precisa saber que detesto ordens. Eu uso essa roupa quando quero ficar confortável. Não escolherei outra, só por sua causa. Rapidamente prendo meu cabelo, pego a minha câmera e calço minhas sandálias antes de fechar o quarto. Um quadro da parede cai. Cacos de vidros se espalham pelo chão. — Merda! — É uma foto de Bailey e Landen de quando se conheceram. Inclinando-me, pego o quadro e o coloco sobre o balcão da cozinha antes de voltar e rapidamente recolher os cacos. Eu levo um susto quando sinto um pedaço de vidro me cortar. — Puta merda. Estou com pressa para me preocupar com um pequeno corte, então rapidamente pego um papel toalha e o coloco sobre o corte, dando um passo para trás na varanda da frente e fecho a porta. Quando me viro, quase esbarro em Memphis. Ele está bem atrás de mim, com os braços cruzados. Assim que seus olhos pousam na minha roupa ele rosna e tira a jaqueta, colocando-a sobre meus ombros. É tão grande que praticamente me afogo nela. — Não está exatamente quente aqui fora. Um pouco mais de roupa seria bom. Agarrando a gola da jaqueta eu o sigo enquanto caminha até sua casa. — Eu não estou com frio. Realmente até prefiro o tempo mais fresco. Você poderia ficar com seu casaco.


Ele me dá um olhar fulminante. — Seus mamilos estão duros Lyric, você está com frio ou muito excitada. — Ele segura a porta da garagem e a abre. — Ou ambos. De qualquer maneira, você precisa se cobrir, para nosso próprio bem. Confie em mim. Ele faz um gesto para eu entrar antes de fechar a porta. O observo com uma careta, chateada com a atitude dele. — Você é sempre um idiota ou é apenas comigo? — Faz alguma diferença? — Ele se vira e passa por mim, me ignorando o quanto pode. — Apenas sou sincero, por isso, fique coberta. Ok? — Eu estava com pressa. Você me fez sentir apressada — zombo — você age como se nunca tivesse visto seios. — Não é o momento para isso — ele rosna. Eu aperto a jaqueta e inspiro seu perfume masculino. Parece loucura, mas eu poderia cheirar esta jaqueta a noite inteira. Podem me chamar de maluca, mas nunca cheirei algo tão gostoso assim. Ele pode ser um chato, mas tem um cheiro maravilhoso. Antes mesmo de perceber, estamos parados na cozinha e ele vai até a geladeira. Ele pega uma garrafa de água, abre e desliza no balcão para mim. — Aqui tem um pouco de água. Não tive muito tempo para fazer compras. Há alguns lanches no armário, se estiver com fome. Eu aceno com a cabeça, quando aponta para o armário. — Eu vou até lá embaixo. Fique aqui. Eu pego a garrafa de água e tomo um gole. — Por quê? O que farei aqui? Ficar que nem uma idiota?


Ele vira a cabeça e deixa escapar um pequeno suspiro antes de apontar para a sala de estar. É como se o fato de eu estar em sua casa fosse doloroso. — Sinta-se a vontade. Eu voltarei em breve. Só não fique bisbilhotando pela casa e não desça. Beba a água. — Tudo bem — murmuro para mim mesma enquanto ele olha para a mão que seguro a garrafa. — Que porra é essa? — Ele vem rapidamente na minha direção. Sem uma palavra, tira a garrafa de água de mim, joga-a longe e abre minha mão. — Quando isso aconteceu? — Isso importa? — tento puxar minha mão, mas ele a segura firme, me parando. Ele examina o pequeno corte antes de me levar até a pia e derramar água sobre nele. — Fique aqui. Já volto. — Ele coloca a mão sob a água e vira no corredor. Dou uma olhada melhor no corte e percebo que é um pouco maior do que pensava. Mas nada grave. Esperei alguns minutos, pensando que ele havia se perdido, até que ele volta com um kit de primeiros socorros. Desligando a água, ele me segura pela cintura e me coloca no balcão. Eu

me

perco

no

seu

olhar

concentrado

enquanto

limpa

suavemente meu corte e o desinfeta. Faz isso tão meticulosamente. Aposto que já fez isso milhares de vezes. Ele parece tão confortável, meu estômago se contrai no pensamento deste homem grande e forte cuidando de mim. Não que eu precise. Eu nunca precisei e ainda não preciso. Pegando o curativo, inconscientemente passa os dedos pelo meu braço antes de envolver a minha mão e olhar em meus olhos. Seu olhar é suave durante um momento, logo depois ele se colocar em guarda e


limpa a garganta. — Assim está melhor. Eu te darei um kit para que você limpe seu corte amanhã. Eu observo quando fecha a caixa. — Obrigada — sussurro. — Voltarei logo. Apenas relaxe um pouco. — vejo quando ele vai embora, deixando-me sentada no balcão, completamente surpreendida pelo seu gesto de ternura. Não era a noite que imaginei, mas em parte fico feliz, mesmo que o resto da noite seja uma porcaria. Eu estava me divertindo. Todos se divertiam... até Memphis aparecer e toda a atmosfera mudar. Ryder se transformou em um babaca, ficando tenso depois que Memphis saiu. Não entendi. Quando Ryder continuou a falar merda sobre Memphis após ter saído, eu pedi para parar. Isso é uma coisa que odeio. Se você tem alguma a dizer sobre alguém, diga na cara da pessoa ou mantenha a boca fechada Ryder olhou para mim, tentando mostrar sua macheza. — Por que? Você também quer transar com ele, assim como a minha namorada quer? Ele que vá procurar as vagabundas da cidade, caralho. Eu perdi a cabeça. Joguei a minha bebida nele. Isso porque fui educada. Eu só queria dar um soco na cara dele. Faz tempo que não me sinto assim. Naquele momento, soube que precisava sair dali, então corri para fora do bar na esperança de pegar uma carona com Memphis. E não aceitaria ‘não’ como resposta, embora, não parecesse muito interessado que estivesse em sua garupa. Deixa para lá. Quem sabe quando ele voltará? Provavelmente está me evitando, agora que eu o vi num momento de fragilidade. Eu saio do balcão e entro na sala de estar. É confortável, mas muito masculina. Sento-me em seu sofá preto e observo uma sessão de fotos que tirei de uma garota chamada Jenna e seu namorado. Essa sessão tem mais de duas semanas, num belo parque, mas por algum motivo eu ainda não tive vontade de editar as fotos, muito menos enviá-las. Talvez esteja


apenas me tornando exigente e nada parece chegar a meus padrões; ou apenas estou perdendo a minha paixão pela fotografia. Fico sentada por mais trinta ou quarenta minutos, olhando as fotos, apagando as que não gosto antes de ouvir o carro de Bailey chegar, me salvando do tédio. Eu levanto e vou até a janela. Vejo Bailey em pé ao lado de seu carro nos braços de Landen mandando mensagens de texto pelo celular. Eu deixei meu celular em casa e ela provavelmente está se perguntando para onde fui. Bailey deve estar super preocupada. Ela sabe que eu sou bem capaz de cuidar de mim mesma, mas mesmo assim... Ela se preocupa, eu preciso lhe avisar que estou bem. Só preciso avisar a Memphis que vou embora, agradecer-lhe e voltar para casa. A única coisa boa desta noite era a bebida, estava deliciosa. Infelizmente joguei-a em Ryder. Agora, estou pronta para entrar na cama e fingir que essa noite horrível nunca existiu. Eu vou atrás de Memphis pelo corredor, chegando em seu quarto escuto o som de uma melodia de rock. Além do barulho de Memphis socando alguma coisa. Ele deve extravasar sua raiva e frustração em um saco de pancadas, como no outro dia que o encontrei na garagem. Uma parte de mim quer ir embora sem avisá-lo, mas me sinto mal com esse pensamento. Lembro-me do seu olhar de preocupação quando me pediu para vir aqui. Obviamente ele conhece Ryder muito melhor do que eu, então confiei em seu julgamento e na sua sinceridade. Abrindo a porta, lentamente desço as escadas, ouvindo-o rosnar enquanto bate no saco. Eu tenho que admitir, é sexy escutá-lo gemer. Eu gostaria de sentar e observá-lo bater no saco, todo suado e sem fôlego. O pensamento me dá calafrios, mas me controlo e continuo caminhando.


Uma vez que me aproximo. Eu paro e o vejo sem camisa, suado, os músculos das costas tensos enquanto continua a bater no grande saco preto. Cada soco parece encher o ambiente de mais energia enquanto ele tenta controlar sua raiva. Eu nunca o vi sem camisa. Porra! Cada músculo em suas costas é definido e flexionado a cada soco que dá, parando apenas quando enxuga o suor de sua testa. Há também uma enorme tatuagem escrita ‘Never back down. Fight’4. E a letra ‘o’ da palavra se transforma em um laço cor de rosa, da campanha do câncer da mama. Isso faz com que a minha raiva em relação a ele desapareça lentamente e me fazer meditar na beleza a minha frente. Obviamente havia alguém lutando contra o câncer de mama em sua família e observando o desenho do laço em suas costas apenas confirma o apoio que ele deve ter sido. Esta é verdadeira beleza para mim. Pego a minha câmara, puxo a tampa da lente e tiro algumas fotos. A cada movimento que faz, as imagens tornam-se mais impressionantes para mim. O corpo humano é uma coisa extraordinária e o seu é uma obra de arte. Eu continuo a tirar algumas fotos até que ele congela e agarra o saco. É quando noto o enorme espelho na parede a sua frente. Ele agora está olhando para mim. Querendo capturar seu rosto, tiro algumas fotos, quando ele vira. O olhar em seu rosto é intenso e sexy ao mesmo tempo. Ele flexiona sua mandíbula e dá alguns passos em minha direção, parando alguns metros à minha frente. Seus olhos frios perfuram os meus, o suor escorrendo sobre as pálpebras em suas fortes características faciais. — Eu pensei ter lhe dito para ficar lá em cima. Droga, Lyric. — Sua voz é grave e dura enquanto luta para recuperar o fôlego. 4

Em tradução literal: Nunca Desista. Lute.


Eu engulo em seco quando pega a minha câmera e a tira do meu pescoço, prensando-me em sua cômoda. Meus olhos traiçoeiros passeiam pelo seu abdômen duro, aterrissando diretamente no V próximo ao seu jeans. O músculo definido e úmido quase faz com que a minha boca salive. — Estou saindo — deixo escapar, sem saber como agir, agora que a minha determinação se desintegrou. — Apenas vim aqui te avisar. Agora me devolva a minha câmera para que eu possa ir. Ele anda para frente até que estou apoiada contra a parede com seus braços me prendendo. Ele respira profundamente e se inclina, de modo que seus lábios estão a apenas alguns centímetros acima do meu. Nossos corpos não se tocam, mas meu corpo estúpido reage como se estivéssemos. Minha respiração para. Sinto o cheiro de hortelã misturado com licor de seu hálito. — Você gosta de tirar fotos de mim, Lyric? — Ele aproxima seu corpo um pouco mais, mas ainda não me toca. Pode me chamar de louca, mas meu corpo grita por ele neste momento. — Eu posso desnudar o resto do meu corpo agora e deixar que você tire quantas fotos quiser, contanto que eu fique com a minha jaqueta. É isso que você quer? Hein, Lyric? Porque isso é tudo que posso fazer por você. Eu luto para recuperar o fôlego antes de colocar minhas mãos sobre seu peito suado e afastá-lo. Ele sequer me tocou e estou completamente ligada que não consigo lutar contra a umidade formando entre as minhas pernas. Apenas pensar em seu suado corpo nu é insanamente quente. Ele se oferecendo para mostrá-lo a mim... Não posso. Eu preciso sair daqui rápido. — Só porque eu gosto de tirar fotos suas não significa que quero vê-lo nu. Isso significa... ah, não importa. Eu não preciso explicar nada para você. Estou indo embora.


Eu passo por ele e pego minha câmera, colocando a tampa na lente. — Deixe-me levá-la e certificar-me que Ryder não está lá. Ele sobe as escadas à minha frente e rapidamente o sigo. Não estou acostumada a ter alguém tentando me proteger. Isso me dá uma sensação estranha de calor, mas me faz sentir fraca. Sempre tive orgulho de ser forte suficiente para cuidar de mim mesma. Não entendo por que ele tem o desejo de me proteger. Finalmente o alcanço e o vejo do lado de fora da porta da sua garagem, inclinando-se para o quadro. Ele nem mesmo vira antes de falar. — Parece que você não precisa de mim para levá-la para casa. — Ele me olha de cima abaixo, parando em meus seios por um segundo antes de virar e passar a mão pelo cabelo. — Mantenha a jaqueta. Eu a buscarei mais tarde. Então, sem mais nem menos, ele vai embora. Olho para os meus seios e vejo que mais uma vez, os piercings dos meus seios estão pressionados no tecido apertado. — Ótimo! Eu tenho certeza que sei quando isso aconteceu. Memphis nu... Nem pense nisso. Eu passo por uma Bailey e Landen atordoados, e me tranco dentro do meu quarto. Tire-o de sua mente, Lyric. Tenho certeza de que é mais fácil falar do que fazer...


Capítulo 06 LYRIC Já faz quase uma semana desde que vi Memphis pela última vez e gostaria de saber onde ele está. Quer dizer, quem sai em uma motocicleta sem mochila ou pertences pessoais e não retorna por tanto tempo? É estranho admitir. Mas estou um pouco preocupada. Eu não deveria estar, mas eu estou. Eu me peguei mexendo em minha câmera, olhando as suas fotos mais de uma vez, desde que as tirei. Eu até passei algumas delas para o meu computador e editei as imagens. Não que precisassem de muita edição. Existe algo tão lindo nele que é quase doloroso de olhar, mas não consigo parar. Honestamente, não quero parar. A última vez que o vi, ele saía de sua casa. Era quase meia-noite e eu não conseguia dormir. O som de sua moto me chamou atenção e desde que eu já estava perto da janela, eu dei uma espiada. Ele usava uma camisa branca e uma calça jeans desbotada. Seu cabelo escuro estava arrepiado, como se tivesse passado gel. A visão deu um nó em meu estômago por algum motivo estranho, mas eu simplesmente desconsiderei. É quase como se soubesse que eu olhava, porque alguns segundos depois... seus olhos encontraram os meus. Não consegui ver a sua expressão muito bem no escuro, mas, pelo que pude notar, parecia extremamente estressado e chateado. Ele apenas olhou para mim por um momento, perdido em pensamentos, antes de abruptamente voltar sua atenção para longe e partir.


Eu me lembro que estava frio naquela noite, e isso me fez perguntar por que não pegou sua jaqueta comigo antes de sair. Desde então, levo a jaqueta comigo quando saio para trabalhar, apenas no caso de ir buscá-la, enquanto não estou em casa. Eu sei que parece estúpido, considerando o fato de que ele não sabe onde trabalho, mas tenho a sensação de que poderia facilmente descobrir se realmente quisesse. Abrindo a porta de vidro da Ravage, aceno para Styles que está colocando um donut inteiro em sua boca. Em um reflexo, me inclino para Ryan e ele dá um rápido beijo em minha bochecha. Ambos parecem sonolentos, prontos para cochilarem a qualquer momento. — Ei, rapazes. Comendo tão cedo? — Eu olho para os dois com um sorriso, desfrutando do prazer de poder comer antes de pegar um donut de dentro da caixa — Eu como um lanche rápido, gemendo enquanto a doçura derrete em minha boca. Eu fecho meus olhos para adicionar efeito. Eu não me importo de quem é, ninguém rejeita um donuts. — Hum... este é delicioso. — Eu lambo os dedos — Eles estão frescos a essa hora — Estou impressionada. Colocando de lado a jaqueta de Memphis, bocejo antes de dar outra mordida. Ryan se aproxima e dá uma olhada para a jaqueta de couro com um sorriso. — Por que você trouxe esta jaqueta todos os dias nesta semana? — Ele a aproxima de mim, mostrando que é extremamente grande para ser minha. — Você pode apenas me dar. Pare de fingir que você não esteve pensando em mim. Presentes são completamente aceitáveis. Coloco o resto do donut em minha boca e tiro a jaqueta de Memphis das mãos de Ryan, que apenas faz uma careta.


— Cuide da sua vida, Ryan. Você não tem alguma tatuagem para fazer ou qualquer outra merda? — pergunto cheia de sarcasmo. — Estarei na minha sala e, antes que pergunte, NÃO, não colocarei novamente um piercing em seu pênis, então nem tente. — Besteira — ele murmura. — Você fará isso antes que eu saia da cidade porque não confio em mais ninguém com uma agulha perto do meu pau. Você escapou por hoje, porque um velho amigo em breve chegará para fazer uma tattoo. Então, não posso fazer isso com meu pênis duro e latejante. Ryan é um dos dois tatuadores no momento, mas planeja se mudar em março do próximo ano, então Styles terá seis meses para preencher sua vaga. Mesmo que seja um otário, tenho que admitir que ele é um dos melhores que já vi. Eu quase fico triste por isso, apenas porque sentirei falta de sua arte. — Bem, nesse caso, talvez eu faça uma exceção. Tenho certeza que estou livre nos próximos dez minutos mais ou menos. — Eu sorrio e caminho em direção ao meu estúdio com uma sobrancelha levantada. — Me avise se mudar de ideia, Ryan. Estou na minha sala por aproximadamente dez minutos antes de ouvir passos. Eu quase acho que é Ryan, desesperado para que fure seu pênis, mas então ouço vozes femininas, seguida de risos nervosos. Eu levanto a cabeça e vejo duas meninas de cabelos escuros na soleira da porta. Elas olham com medo, como se eu fosse mordê-las ou algo do tipo. Você tem que amar os inocentes por ser início da manhã. — Tudo bem, mas você vai primeiro. Foi ideia sua Kim — diz a morena mais baixa para a amiga enquanto a empurra para dentro da sala.


— Olá, senhoritas. — as cumprimento quando se aproximam e caminham e ficam na frente de Kim. — Então você é a minha primeira vítima do dia? Aonde você quer? — olho para sua pele impecável e decido me divertir um pouco com ela. Eu não estou totalmente acordada ainda e poderia usar um pouco de entretenimento. Será um longo turno. — Mamilos ou clitóris? Os olhos de Kim e de sua amiga arregalam. — Nenhum dos dois! — a outra garota grita rapidamente ao fechar as pernas e limpar a garganta. — Isso é tudo que você faz? Cruzo os braços e as olho seriamente, deixando-as ainda mais tensas antes de dar um sorriso brincalhão. — É brincadeira. Só estou me divertindo um pouco. — Eu descruzo os braços e as convido a entrarem. — Eu furarei qualquer coisa que quiserem, incluindo esses dois lugares. Abro minhas gavetas e começo a verificar as ferramentas necessárias. Se não estiver enganada, essas garotas vieram furar seus umbigos. Posso dizer que 80% do tempo, o alvo é este, antes mesmo de abrirem a boca. — Eu queria... apenas colocar um piercing em meu umbigo. — Kim olha para a amiga e segura seu braço, puxando-a para mais perto. — Amy também. Nenhuma surpresa nisso... Sento em meu banquinho e viro para mostrar o dedo do meio a Ryan quando tenta entrar na sala. Ele levanta os braços em sinal de derrota e se afasta, sabendo que não deve se meter comigo logo pela manhã. — Sente-se, vítima número um. Seu nome é Kim, né? — a olho com um pequeno sorriso. — Vítima número dois, segure a mão de Kim. Tenho um pressentimento de que ela precisará.


Surpreendentemente demorou quase 40 minutos para terminar com as garotas. Contei pelo menos umas dez vezes em que elas tentaram desistir. Finalmente, disse para pararem com o drama e viver um pouco, porque ninguém gosta desse tipo de garota. Não agüentava mais e quase arranquei os meus malditos cabelos. Estou muito feliz por tirá-las da minha sala. Volto para a recepção para verificar os caras. Ryan está sentado em uma das cadeiras falando com Ace, o outro tatuador. Ace, definitivamente, não é o cara que você apresentaria para seus pais. Ele é alto, magro e loiro de olhos azuis acinzentados, coberto de tatuagens da cabeça aos pés, exceto em seu rosto. Seu rosto é limpo, apenas tem um piercing no lábio inferior e outro na sua sobrancelha esquerda. Eu tenho que admitir, realmente me senti atraída por ele quando comecei a trabalhar aqui, mas depois de ver o sem vergonha constantemente flertar com as mulheres — mudei de idéia. Sentando no sofá, eu fico confortável e observo os caras. — Vocês não cansam deste jogo? — Eu jogo uma revista em Ryan quando ele me cutuca. — Pensei que você tinha um cliente... Já se passaram mais de 40 minutos. — Eu tenho. — Ryan olha para o relógio e se levanta. — Ele deve chegar a qualquer momento, na verdade. Este cara sempre chega na hora certa. — Então, finalmente ele voltou, hein? — Ace pergunta, ao se levantar da cadeira, sentar-se no sofá e colocar minhas pernas em seu colo. — Foi o que... quase seis anos? — Sim, cara. Foi foda, mesmo. — Ryan me olha e levanta uma sobrancelha. — Talvez você queira ficar longe do meu cliente. Ele é


perigoso, muito perigoso. — Ele sorri e levanta as sobrancelhas de uma forma galanteadora. — Mas eu te protegerei. — Quem é perigoso? — A voz grave interrompe a nossa brincadeira. Não qualquer voz profunda. Memphis... Meu coração para. Ele olha para as minhas pernas no colo de Ace e trava sua mandíbula antes de olhar para Ryan. — Puta merda, cara. — Ryan segura a mão de Memphis em algum tipo cumprimento e o puxa para um abraço. — Porra, você está enorme, cara. Pronto para detonar lá no beco? Memphis balança a cabeça quando se afastam do abraço. — Não, cara. Parei com isso. — Ele olha para mim e para Ace no sofá novamente enquanto Ace aperta sua mão. — Tudo bem, cara? Bom vê-lo novamente — Ace diz com um sorriso. — Parece bem, mano. Memphis apenas acena com a cabeça, o queixo ligeiramente endurecido no momento em que seus olhos encontram os meus. — Lyric. — me cumprimenta. — O que faz aqui? Ryan enruga a testa e olha entre nós dois. — Como vocês se conhecem? — Ele é meu vizinho — respondo. — Ela está com minha jaqueta — diz com um leve sorriso. — Bem, você não a pediu de volta.


— Era óbvio que precisava dela mais que eu. Eu nem sei o que dizer sobre essa conversa estranha agora e todos estão olhando nós dois. Eu não esperava que aparecesse aqui hoje, mas preciso admitir que isso fez meu coração acelerar. Ficamos quietos por um segundo antes de Ryan falar, quebrando o silêncio constrangedor. — Tudo bem, eu estou confuso para caramba, então nem perguntarei que tipo de merda existe entre vocês. — Nenhuma — Memphis diz com um leve rosnado enquanto olha a mão de Ace em minhas pernas. — Estou pronto. Espero eles se afastarem antes de questionar Ace. Embora esteja tão ansiosa, mal consigo respirar. — Fale. Vocês são amigos de Memphis? — Eu tiro as pernas do colo de Ace e me endireito, curiosa para obter todas as informações que puder sobre o meu vizinho misterioso. Terei sorte se conseguir alguma informação. — Não realmente. Esse cara não fica perto de muitas pessoas além de seu irmão e Trevor. — Por quê? — me aproximei de Ace para ter certeza de que não seremos ouvidos da sala de Ryan. — Onde ele esteve esse tempo todo? O que... Seis anos? Ace se levanta e balança a cabeça. — Não compete a mim dizer, por isso não contarei. Você precisa perguntar a ele. Boa sorte se conseguir fazê-lo se abrir. Ele tenta sair, mas o agarro pelo braço para detê-lo. — Bem, me diga alguma coisa, pelo menos.


Ace solta um suspiro de frustração antes de sugar seu piercing labial. — Ele teve uma vida fodida e agora que vive uma muito solitária. — ele me olha nos olhos ao andar para trás. — Preciso me preparar para Luke. Ele virá para terminar as costas. — diz, com uma pequena risada. — Boa sorte, meu anjo. — Obrigada por nada — sussurro. Fico sentada, perdida em meus pensamentos por um momento antes de decidir andar pelo corredor até a porta de Ryan. Eu provavelmente não deveria me preocupar, mas não consigo. A porta está um pouco aberta, então entro e fico parada, observando em silêncio para que não distraia Ryan. Memphis está deitado de costas, sem camisa, olhando para o teto. Seu perfil me dá um pequeno arrepio e um nó no estômago. Ele fica tão sexy quando está concentrado. Eu engulo seco quando seus olhos lentamente encontram o meu. — Se importa se eu entrar? — Será que você não entraria se eu dissesse que não? — Provavelmente não — admito. — Então não e você não respondeu a minha pergunta. Ryan olha para cima antes de colocar a agulha em um dos tinteiros na frente dele. — Por favor, continuem conversando. Essa conversa estranha é realmente divertida. Eu entro na sala, caminho e sento no banco extra do outro lado da mesa. — Eu trabalho aqui. Eu coloco piercings em pênis, se estiver interessado — digo para conseguir alguma reação dele. — Não doerá muito. Serei gentil.


Ele vira de lado para me encarar quando Ryan começa a tatuagem em sua caixa torácica esquerda. — E se eu não quiser que seja gentil? Meu coração acelera, a contragosto. Eu não esperava essa resposta e odeio admitir que fiquei excitada. — Então, você gosta de dor? — Tento não ficar vermelha. — Mais do que imagina — responde em um tom grave. — Irei à sua sala quando terminar. Espera. O que? — Para quê? — Minha voz demonstra o meu nervosismo. — Pegar minha jaqueta — diz com um sorriso. — Mas estou feliz em saber que você está pronta para perfurar meu pau. Falaremos sobre piercings outro dia, quando tiver mais tempo. — Ei! — Ryan olha por cima de sua arte. — Ninguém terá um piercing no pau até que coloque o meu. É meu pau ou o de ninguém. As narinas de Memphis dilatam enquanto olha para mim, mas não diz uma palavra. — Lyric! — Styles me chama do fundo do corredor, fazendo com que todos olhem para a porta. Levanto-me, dando uma última olhada em Memphis antes de tentar ver sua tatuagem. Sem muita sorte. — Preciso ir, garotos. Furo seu pênis em outro lugar, Ryan. — Sério — Ryan murmura. — Você vê como eu sou tratado por aqui? Besteira.


Assim que saio da sala, Styles segura o meu braço e começa a me puxar para o hall. — Droga, garota. Você tem alguém esperando na sua sala. Apresse-se ou será demitida. — Nós dois sabemos que você está de sacanagem, Styles, então pare de forçar seu consideravelmente pequeno cacho de grande cara — brinco, enquanto volto em direção a minha porta. — Eu sou boa demais para se livrarem de mim. Eu ganho um sorriso antes de entrar em minha sala e fechar a porta.

Fico ocupada pelas próximas horas com os clientes que entram e saem. Entre cada sessão, saio da sala e converso com Ace e Styles, mas a porta de Ryan permanece fechada. Provavelmente está trabalhando em um projeto muito grande e estou curiosa para ver o que é. Quando Ace atende uma menina trash, volto para minha sala, sento em minha mesa de trabalho e olho para o desenho que comecei há algum tempo. Eu não sou uma artista, mas achei um passatempo já que estou presa aqui e entediada pra caramba. Piercings não ocupam tanto tempo no dia como as tatuagens. Concentrada, nem percebo alguém entrar no meu estúdio até que sinto uma respiração quente em minha nuca. Nem preciso olhar para saber que é Memphis. Eu posso sentir o seu cheiro.


— Vejo que você tem mais do que apenas um talento — sussurra, perto do meu ouvido. — Não apenas tirar fotos minhas... nu, mas provavelmente poderia desenhá-las muito bem. Gosto disso. Minhas bochechas coram e todo meu corpo aquece com suas palavras. Um sorriso nervoso aparece em meus lábios, mas o escondo antes de me virar para falar com Memphis. Ele ainda está sem camisa, mas com as costas cobertas com plástico. Não consigo ver exatamente o que é, mas parece que é a lateral do rosto de uma mulher com os cabelos ao vento. — Agora, quem está invadindo a privacidade de alguém? — Ele me vê olhando para sua nova tatuagem. Ele joga sua camisa preta e pega o meu desenho. — Esta é uma árvore muito foda. Parece que há um rosto nos ramos. Quanto tempo demorou para desenhá-lo? Deixo escapar um pequeno suspiro e afasto o cabelo dos meus olhos. — Cerca de dois meses. Só trabalho nele quando estou entediada no trabalho. Não é nada. Ele coloca meu desenho na mesa e me olha seriamente. — Como não é nada? Você deveria estar orgulhosa do talento que tem. Meu irmão... — Ele se afasta, contendo suas palavras. — Não importa. — Ele vê sua jaqueta, que está pendurada na parte de trás da sala. — Apenas leve minha jaqueta mais tarde. Está esfriando lá fora, assim você pode usá-la para ir para casa. Eu me levanto pêra pegar a sua jaqueta, mas ele segura meu braço impedindo-me. Seu polegar acaricia a minha pele nua, fazendo com que meu coração acelere antes que rapidamente o solte. — Apenas use-a quando sair, e me encontre em casa hoje à noite. Preciso ir.


Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele jรก saiu da sala, despedindo-se dos caras, enquanto sai com pressa. O que esse cara estรก fazendo comigo...


Capítulo 07 LYRIC Como Landen e os meninos têm que trabalhar até tarde Bailey e eu passamos as últimas três horas bebendo vinho e olhando as fotos antigas de quando eu mudei para cá. Eu ainda não consigo esquecer as merdas que fizemos. Acho que isso faz parte de ter dezenove anos e ser imatura. Memphis não estava em casa quando voltei do trabalho, mais achei que ele iria querer pegar seu casaco, caso ouça-o voltar, entrego, mas nenhum sinal dele. Então é isso que minha noite se tornou. Impressionante! — Oh. O que! Essa foto é hilária. — Bailey esta com uma imagem cerca de dois centímetros acima do meu rosto enquanto ela morre de rir, derramando o vinho todo no meu pé. —Ainda me lembro quando cortamos o cabelo de Landen, ficou ridículo. Eu tiro a imagem da sua mão e a observo. Eu engasgo com meu vinho. Um dos lados do cabelo de Landen está torto, no outro lado tem pedaços de cabelo faltando, eu disse que eu sabia o que fazer com ele e comecei a cortar seu cabelo. Eu menti e ele acabou tendo que raspar seu cabelo. Na tentativa de recuperar o fôlego, eu agarro a camisa de Bailey e a puxo.


— Puta merda! Eu não posso respirar. Oh, merda! — murmuro entre risadas, e respirações curtas. —Eu tenho que admitir que foi uma noite divertida. — Eu jogo a foto para baixo, pego o meu copo de vinho, e levanto-me. — Ok. Eu não posso mais olhar para essas fotos ridículas. Elas estão gravadas em meu cérebro agora e a maioria dessas imagens era horrível de qualquer maneira. — Bem. Como quiser. Sem fotos então. — Ela empurra a pilha de fotografias de lado e levanta. — Eu odeio ver essas fotos. Sério. Se você tem uma amiga ela deveria falar do seu visual horroroso. Quero dizer, olhe para as minhas sobrancelhas. Parecia que eu tinha duas taturanas presas na minha testa. Ela me acompanha até a porta. — Você espera nosso vizinho sexy ou algo assim? Eita, você já olhou aquela porta umas vinte vezes ao longo das últimas horas. Porque você não conta o que está pensando a garota mais incrível que você conhece, EU! Eu ri. — E se eu estiver esperando Memphis? — Eu levo meu copo de vinho aos meus lábios e encosto contra o batente da porta, tentando esconder meu sorriso. — Chame-me de louca, mas eu gosto de um pouco de desafio de vez em quando. Você entende? Ela balança a cabeça e agarra minha taça, esperando eu falar mais alguma coisa. Eu respiro fundo e suspiro. —Eu estou tão cansada, só de olhar na direção de um homem ele já quer abaixar suas calças. É como se cada homem estivesse pronto para dormir com qualquer mulher que atravesse a rua. Memphis. Ele parece diferente. É como se ele estivesse com medo de me tocar. Há algo


profundamente enterrado dentro dele que me faz quer saber mais. Estranho, não? Bailey toma meu resto do meu vinho, balança a cabeça como uma lunática. — Não. — Ela limpa o queixo sujo. —Não é estranho. Ele é lindo e misterioso. Quero dizer quem não gostaria de entrar na cabeça desse homem e saber o que está dentro dela? Você sabe o que estou dizendo— Ela pisca para mim e tenta mover as sobrancelhas ao mesmo, como uma boba. — Sua cadela — olho para seu piercing labial e ela grita. —Eu não acho que você tem limpado sua boca o suficiente. — O Quê? Não aja como inocente. — Ela encolhe os ombros. — Você e eu sabemos que você já pensou como o pau dele é — Ela corre a língua sobre os lábios como se estivesse dando um boquete. — Ou o sabor? Nós duas olhamos para fora, quando ouvimos o som da moto de Memphis. Toda a brincadeira morreu. De repente, estamos em silêncio, olhando-o em expectativa? —

Sortuda

desgraçada

Bailey

sussurra

enquanto

ele

desaparece na sua garagem e fecha a porta atrás de si. — Agora é a sua chance. Ela abraça seu corpo. — Mmm... O homem fica lindo demais na moto. Landen me mataria se ele conhecesse os pensamentos que este homem coloca na minha cabeça. Você definitivamente precisa provar isso. Eu posso viver através de você.


Pego meu copo de vinho dela e ando para tomar outra dose, pois eu estou definitivamente precisando. —Talvez eu já tenha—, eu digo provocantemente e lambo os lábios. —Mmm, e talvez a porra dele seja deliciosa. Bailey abre a boca surpresa. — Quem é a cadela agora? Você adora provocar. É melhor você não estar segurando em mim. Eu tomo alguns goles do meu vinho ao olhar para frente, para a casa de Memphis. Devo levar seu casaco? Eu tenho bebido pelas últimas o quê. . . Três horas. Puta merda, isso é um monte de vinho. Eu coloco meu copo de vinho na pia e sorrio para Bailey quando passo por ela. — Eu vou lá.— Eu posso lidar com ele mesmo depois de uns dois... Sete copos de vinho. — Espere! Você não pode me deixar ainda. Landen irá chegar daqui umas horas, sua prostituta. — Ela faz uma carinha de cachorrinho perdido, e eu viro o rosto. Ainda bem que esse tipo de chantagem não funciona comigo. —Aonde você vai? — Na porta ao lado. — Por quê? Para quê? Oooohhh... Talvez eu devesse ir também. Chegando ao meu quarto, eu viro para encará-la. —Eu irei levar a jaqueta dele. Só isso.— Eu procuro sua jaqueta e a jogo por sobre o ombro, enquanto passo por ela. —E eu não acho que é uma boa ideia você vir comigo. Ele não é um cara que goste de amizades. Fique aqui e lave sua boca exuberante. —Você não presta!— Ela grita depois que a deixo para trás.


—Diga-me algo que eu não sei. Pelo menos eu sou boa nisso—, eu me gabo descaradamente. Assim quando eu estou a ponto de pisar na grama para me dirigir para a garagem, Bailey corre atrás de mim e empurra minha câmera no meu peito. — Tire algumas fotos sexy. Eu quero tudo. Você é ouro. —Ela engasga. Solto uma risada divertida e tento entrega-la minha câmera, mas ela começa a se afastar enquanto chupa seu anel labial. Eu acho que talvez ela bebeu um pouco demais. —Eu não vou lá para fazer uma sessão de fotos, caramba, Bailey. Vou apenas devolver sua jaqueta. Eu volto em dois minutos. Aqui, eu não preciso disso, sua pentelha. — Eu estendo minha câmera novamente. Ela balança a cabeça e se vira, andando de volta para casa. —Eu não vou deixar você entrar, a menos que você tenha pelo menos uma nova foto do deus do sexo. Então, ha!— Ela soluça algumas vezes, — uma imagem, pelo menos. Eu estou aqui com uma carranca quando a vejo desaparecer, surpresa que sua bunda não caiu na grama. Eu teria pagado para ver isso, e isso provavelmente me faz uma amiga ruim. Nem mesmo cinco segundos depois, a vejo sorrindo para mim da janela enquanto ela toma outro gole de vinho. — Prostituta — murmuro. A última coisa que eu quero é que ele ache que eu estou aqui a procura de fotos dele, então eu jogo minha câmera ao redor do meu


pescoço, pendurada nas minhas costas. Estou pensando seriamente em matar Bailey quando eu chegar em casa. A porta da casa dele está encostada, então eu abro entro, passando pela garagem mal iluminada, mas paro para olhar para o belo carro que eu admirava no outro dia. Eu realmente preciso me lembrar de perguntar a ele a história do carro um dia. Quando eu chego à porta, eu paro e bato algumas vezes, mas ele não responde então eu bato um pouco mais. Talvez ele esteja apenas no térreo e não pode me ouvir. Eu giro a maçaneta e vejo que está destravada, então eu entro. Como ele me pediu para vir, então eu tenho certeza que ele não vai ficar chateado comigo. Eu entro na sala principal, apenas para encontrá-la vazia. Então caminho até a porta do porão e paro. Ele me pediu para ficar no andar de cima na última vez que estive aqui, mas você sabe o quê. . Eu não gosto de obedecer ninguém e estou cansada de fazer isso por ele. Se ele quer sua jaqueta, então ele pode lidar comigo. Dane-se... Desço as escadas e chamo-o, mas ele ainda não responde. Eu noto uma luz que brilha na parte inferior da casa, deve ser o banheiro do térreo, eu jogo a jaqueta na cama King Size e olho ao redor. É como uma mistura entre um quarto e um ginásio. Tudo sobre este quarto me diz que Memphis é um lutador. . . Ou era. No canto de trás há um saco pesado, cordas e vários equipamentos para treino.


Você pode dizer que ele pega pesado no treinamento: gostoso e perigoso. Seu punho é uma arma letal, mais uma das razões para que eu fique longe. Olho para sua cama uma vez mais antes de me virar. A visão a minha frente roubou o ar dos meus pulmões, fiquei extasiada. Porra. Memphis todo molhado, com uma pequena toalha enrolada na cintura. Uma mão está sacudindo o cabelo e a outra está segurando sua toalha junto. Por favor, solte a toalha. Por favor, solte a toalha. . . Eu tento desviar o olhar, só que não consigo. Meus olhos lentamente trilham para baixo de seu corpo, observando cada parte. Será que ele iria se incomodar eu pegasse minha câmera? Porra... Eu quero lamber cada musculo do seu peito. Oh merda. Esses músculos definidos, que vão até a sua... Eu engulo seco. Oh meu Deus... Aquilo se parece com um pau grande? Onde está o vinho? Minha boca está seca. Eu rapidamente olho para seu rosto, quando ele ajeita a toalha. Eu vislumbro seu pau rapidamente, prendo a respiração e tento fingir que não vi, mesmo que seja quase impossível. — EU. Uh.— Eu aponto para baixo em sua cama. —Apenas vim deixar sua jaqueta como você pediu. Você não respondeu a porta...não importa. Sinto muito. Estou indo embora. Eu deveria ter deixado ela lá em cima. Viro-me para ir embora, mas sua voz me para.


—Ouvi você bater, Lyric. Eu esperava que você viesse aqui em baixo. Eu conheço você mais do que você pensa. — Ele se aproxima e toca minha câmera. —Eu estava esperando você trazer isso.— Ele pega a alça da câmera e puxa-a para frente, então me vira para encará-lo. Seus olhos azuis gelados me observam com uma intensidade que faz meu coração disparar. —Por que—, eu pergunto baixinho, ainda tento me manter calma. —Porque eu gosto. — Ele passa o dedo na câmara até o centro do meu corpo, entre os meus seios, e olha nos meus olhos. — Eu adoro ver você usá-la em mim, caralho.— Ele caminha até seu armário e pega um par de jeans antes de deixar cair à toalha. Ah, essa cena nunca vai sair da minha mente, nunca. Seus jeans escuros penduram sua cintura, deixando pouco para a imaginação. Sem mencionar que seu corpo ainda está úmido do chuveiro, tornando suas tatuagens mais visíveis. Bailey estava certa. Eu amo um homem com tatuagens e este homem não é exceção. — Você quer que eu fotografe você? — Eu vejo como ele caminha para a cadeira que esta encostada na parede, ele agarra sua guitarra, que estava na beira de sua cama. — Sim. — Por quê? Você não precisa nem falar ou ter ninguém por perto. Por que você quer que eu fotografe você?— Ele parece tão bonito com sua guitarra que eu mal consigo falar. Eu realmente preciso fotografálo, pra não perder esse momento. Ele olha para cima e mexe com as cordas de sua guitarra.


—Porque isso é mais fácil do que falar sobre mim; sempre foi.— Ele apoia uma perna no calcanhar para sustentar sua guitarra, então dedilha alguns acordes antes de olhar para mim. —Você já capturou uma das minhas paixões.— Ele lambe o lábio inferior antes de mordêlo. —Você pode muito bem capturar todas elas, Lyric. Eu só espero que você possa lidar com elas. Meu corpo se aquece a partir de suas palavras e leva tudo em mim para não virar e ir embora. Por mais que eu queira, que ele tenha permitido, alguma coisa me faz ficar tão nervosa que quase me esqueço de como usar minha câmera... Mas só por um segundo. Quer dizer, eu normalmente não deixo um homem chegar a mim dessa maneira, mas Memphis. . . Ele torna difícil pensar direito apenas pelo fato de estar na mesma sala que ele. Eu limpo minha garganta quando eu corro meus dedos sobre minha câmera. — Eu não vim aqui para tirar mais fotos, se é isso o que você pensa. Eu só queria deixar a sua jaqueta. — E você fez, então agora você pode ficar. — Ele olha para trás para seu violão e começa a tocar uma música que eu estou familiarizada, mas eu estou muito tonta para lembrar o nome. Tudo o que sei é que ele me deixa querendo fazer as coisas mais sujas com ele. Eu começo tirando fotos dele tocando seu violão, capturando a beleza de sua paixão, enquanto tento manter a calma. A forma como seus músculos flexionam e cada movimento e a visão de sua mandíbula tensa enquanto ele toca a melodia é tão lindo que eu não aguento mais. Eu preciso mudar isso e rápido. Estou começando a surtar. — Abaixe o violão — digo com firmeza. — Se eu fotografo você, então será uma sessão completa e iremos fazer isso do meu jeito. Você pode muito bem mostrar sua paixão pela musica, mas a guitarra está bloqueando muito do seu corpo. Coloque-a para baixo.


Porra... Não deu certo. Eu culpo o vinho. Ele olha para cima, e para sua guitarra, seu rosto continua tenso. Sem dizer uma palavra, ele coloca sua guitarra em cima da cama e espera. Seus músculos do peito sobem no exato momento em que ele me olha acaloradamente de cima a baixo. — Tudo bem—, diz ele com um sorriso. Ele pega o botão de sua calça jeans e começa a tira-la. — Hey! O que você está fazendo? Ele puxa a calça jeans para baixo, um pouco acima do topo de seu eixo. Ele olha para cima para encontrar meus olhos. — Eu estou fazendo o que você está com muito medo de pedir. Eu vi seu olhar quando eu me ofereci para ficar nu para você, Lyric.— Ele lambe o corte em seu lábio. — Eu estou dando a você o que você quer. Eu não sou tímido para fazer o que é preciso, e eu definitivamente não sou tímido para mostrar o meu corpo, então me diga o que diabos você quer que eu faça e eu vou fazê-lo. Meu coração começa a bater tão rápido que eu não ficaria surpresa se ele pudesse ouvi-lo. Isto não é o que eu estava esperando definitivamente; não dele, mas não posso evitar de gostar dessa situação. — Tudo bem. Agache-se e coloque as duas mãos sobre os lados de sua cabeça e olhe para baixo. — Eu assisto-o enquanto ele executa. Eu não posso negar o quanto eu amo o poder que eu sinto agora. É extremamente quente e tenho a sensação de que esta será a única chance que eu tenho para sentir isso. — Ok, agora olhe para cima e fique bem sério. Sem dizer uma palavra, ele faz o que lhe disse.


— Perfeito — eu sussurro. Quero dizer. Ele é perfeito. —Agora olhe para baixo e flexione os braços. — Ele olha nos meus olhos por um segundo, é de tirar o fôlego. — Sim. Perfeito. Tiro algumas fotos dele nessa posição antes de pedir-lhe para ficar contra a parede e enfiar a mão sob o cós da frente da sua calça jeans. Está é a melhor foto da minha vida. A melhor parte é que ele é natural e não hesitou por um instante. Esta é a minha melhor sessão de fotos e ela está apenas começando. Seus olhos estão ardendo, como se ele quisesse rasgar minhas roupas, e eu não posso tirar meus olhos de seus músculos quando ele ajusta seu... Eu mordo meu lábio subconscientemente e suspiro. — Você gosta disso? — Ele olha nos meus olhos e começa a esfregar a mão sobre seu pênis enquanto ele começa a endurecer dentro de sua calça jeans. — Se você quiser que eu me toque. — Ele olha para o meu lábio inferior enquanto ele treme. — Então, é só dizer. Eu disse que faria qualquer coisa que você pedisse. Eu engulo em seco, tentando me segurar para não lhe dizer o que eu realmente quero. Na verdade, eu quero dentro de mim, me fodendo loucamente. Eu realmente não posso dizer se é o vinho falando por mim, ou eu mesma, ou ambos. Não digo uma palavra, com medo de dizer algo que eu possa me arrepender, eu só continuo a tirar fotos, prendendo a respiração enquanto ele se move naturalmente para a câmera. Uma hora, temos mais de uma centena de disparos. As únicas palavras trocadas entre nós dois eram ordens minhas. Eu juro que me senti como se estivesse segurando a minha respiração o tempo todo. Havia tantas outras coisas que eu queria pedir-lhe para fazer. A forma como meu corpo reage a ele é louca para mim, quase assustador.


Ele olha para cima, sentado na beira da cama, pega meu braço e me puxa entre suas pernas. Minha respiração acelera enquanto ele agarra a parte de trás do meu pescoço e seus olhos se encontram com os meus. —Você pode ir agora. — Espere. O quê? — Eu me viro enquanto ele libera meu pescoço. — Então agora você irá apenas me chutar depois que eu tirei todas essas fotos de você praticamente nu, você não é digno o suficiente para falar comigo. Você realmente é um idiota. Passando a mão pelos cabelos, ele fecha os olhos e exala. — Eu quero ir a um lugar. Não é lugar para você. Confie em mim. — Ele se levanta e pega a camisa que estava em cima da sua cama. Ele se levanta e passa por mim. —Você realmente não deveria querer ficar perto de mim. É melhor se você perceber isso logo, Lyric. Agora vá para casa. — E como diabos você sabe disso? Você não tem ideia do tipo de pessoa que eu sou e de onde diabos eu vim. Você acha que eu sou apenas uma menina sensível que vai se apaixonar por seu charme, a propósito, você não tem nenhum. — Eu respiro fundo e tento acalmar minha raiva. Ninguém nunca tentou me dizer para eu ficar longe e eu não gosto disso. — Eu posso lidar com você. Eu estive com gente muito pior. Confie em mim. Um pequeno sorriso se espalha por seu rosto enquanto ele se aproxima e desliza a mão em volta da minha cintura. Ele puxa meu corpo corado contra o dele e um pequeno suspiro me escapa. Seu toque é tão poderoso que eu perco todo o sentido. — Vê a forma como faço você se sentir? Isto não é seguro para você. — Ele toca seu lábio inferior sobre o meu e sussurra: — Você


ficaria longe se você soubesse o que é bom para você. Agora vá para casa, antes que seja tarde demais. Afastando-se de mim, ele chega para sua jaqueta de couro e veste por cima da camisa preta. — Obrigado por trazer minha jaqueta de volta. — Foda-se — Eu rosno. — Você e sua jaqueta estúpida. Estou tão cansada de homens sempre tentando me dizer o que é melhor para mim, então não se preocupe, eu não vou ficar mais perto de você. Ele faz a volta na sua cama e envolve o braço em volta da minha cintura e me apertar com força. — Olha, eu gosto de ter você por perto, Lyric, mas gostar de algo não é um caminho que eu possa viajar. Você, ficar perto de mim é perigoso para você — ele rosna. — Agora vá para casa. — Ele me libera e se afasta, mantendo os olhos conturbados em mim. Olho em seu rosto enquanto eu viro e vou embora com uma mistura de alívio e tristeza. Estou tão chateada comigo mesma, porque de uma maneira estranha, isso só me faz querê-lo ainda mais.


Capítulo 08 LYRIC Eu chego em casa, e assisto Bailey praticamente ser estuprada por Landen na sala de estar, até que me canso. Eu preciso de um pouco de ar fresco. Por alguma razão, eu ainda não posso esquecer a minha última conversa com Memphis, isto tem me consumido. Quero dizer, por que me importo? Ele é ninguém para mim, no entanto, me irrita como ele me afasta. Na verdade, eu estou com tanta raiva que eu não consigo ver e editar as fotos, apesar de eu estar realmente ansiosa por isso. Eu limpo minha garganta quando Bailey coloca sua mão dentro da calça e rosna para Landen, como se eu fosse eu não estivesse aqui. Quem precisa pagar por pornografia? Eu tenho tudo na minha sala de estar. — Oh, por favor, não se incomodem. Basta fingir que eu não estou aqui. Landen me dá o dedo médio e mordisca o pescoço de Bailey, fazendo-a rir como uma estudante bêbada. — Landen! — Ela grita. —Pare com isso! Pare! Oh não, espere. Agora. Não pare. Revirando os olhos, eu me levanto, visto em meu casaco, e caminho em direção à porta da frente.


— Seus babacas cheios de excitação. Mais tarde eu volto. — Claro... tchau... se sinta a vontade — Bailey grita entre risos. Eu faço uma cara de nojo. — Oh, eu definitivamente acho que vocês devem ir para o seu maldito quarto neste momento. Eu não estou pagando aluguel para me sentar em manchas de sêmen. Da próxima vez que você for foder no meu sofá você vai pagar a limpeza dessa merda, é melhor eu não voltar para casa e encontrar manchas brancas nojentas. Bato a porta atrás de mim para aumentar o drama, preparo-me para ir até meu jipe, mas paro. Faz tempo que não faço exercício, estou começando a sentir-me inquieta. A caminhada me fará bem neste momento e espero acalmar meus pensamentos, ou pelo menos fazer-me esquecê-lo. Enfio minhas chaves no bolso do casaco, decido andar por ai. Eu preciso de algo emocionante agora e eu sei exatamente aonde ir. Quando estou andando meu telefone começa a tocar no bolso. Pego o telefone e vejo seu nome na tela. Minha reação é sempre a mesma. Faço cara feia quando eu vejo o nome do meu pai piscando quando ele me liga. Tem quase seis meses desde que ele ligou. Isso me irrita, ele sempre espera que eu finja que está tudo bem, e que eu fique feliz quando ele me telefona. Eu não posso fingir essa noite. Eu estou cansada disso. Eu tive bastante aborrecimento com homens por hoje. Se esse homem me ensinou alguma coisa, é nunca deixar ninguém andar em cima de mim, ou me chutar quando eu estou mal. E sempre seguir em frente. Isso é tudo no que ele fez de bom para mim. — Vá para o inferno — eu digo ao telefone quando eu pressiono o botão de resposta. Tão rápido quanto eu respondi, eu desligo a ligação.


Eu guardo meu celular no bolso e dou um sorriso para mim mesma, então ouço gritos distantes. Eu não estava preparada na última vez que vim aqui, mas hoje definitivamente eu estou pronta para me divertir à noite. O efeito do vinho acabou, de repente, eu quero um tipo diferente de diversão. Eu caminho pela multidão e fico de pé na ponta dos pés para conseguir um vislumbre dos lutadores. É difícil dizer nesta distância, mas um dos caras me parece familiar. Eu abro meu caminho através da multidão para chegar mais perto e é aí que eu percebo por que. É Trevor o cara que eu encontrei a última vez que estive aqui. Ele está lutando com um cara alto e magro, com cabelos longos, e loiros. Trevor joga seu cotovelo e bate no nariz do cara, antes de lançar os braços para cima para animar a multidão quando o cara magro tropeça para trás. Ele não disse nada, mas você pode ver a adrenalina em seus olhos. Eu já vi esse olhar muitas vezes antes. Seus olhos avaliam a multidão, até que para em mim. Ele se prepara para virar, mas depois para. Um sorriso arrogante se espalha por seu rosto antes de pegar o rapaz pelo pescoço e o obriga a ficar em pé. Ele é definitivamente mais treinado e tem melhor habilidade. — Desculpe cara. Estou cansado de jogar. Eu vejo como Trevor soca o cara no lado da cabeça, fazendo o cara cair de joelhos. Ele foi nocauteado. Os aplausos da multidão, enquanto um pequeno grupo começa a vaiar e gritar para Chris para ele se levantar. Eu acho que o nome dele é esse. Ele não levanta. Ele balança a cabeça. Eu engulo a seco enquanto os olhos de Trevor me encaram, ele empurra as pessoas e para na minha frente. Alguém lhe atira uma


garrafa de água, ele a pega antes e toma um longo gole. Ele limpa a boca. —Eu sabia que você esqueceu algo.— Ele sorri seus dentes tem vestígio de sangue. —Oh sim — digo, ainda não muito impressionada. — Mesmo? Ele dá um passo para frente e cospe um gole de água antes de sorrir. — Me dá seu número. E seu nome. Eu posso precisar disso também. Você sabe. Para garantir que eu estou ligando para a pessoa certa. Eu não posso evitar de sorrir. Eu tenho que admitir, ele é bonitinho, quando flerta arrogante. Mas sem chances. — Desculpe Trevor. EU. — O que você está fazendo aqui? Oh! Aquela voz. Tão profunda e autoritária. Todo o meu corpo treme ao som da voz de Memphis. Eu o senti se aproximar, aumentando meu arrepio, eu ouço sua voz perto do meu ouvido. — Ela não está interessada, Trevor. Ela só veio me encontrar. Ela não deveria estar aqui. Eu puxo meu braço quando ele agarra meu pulso, me puxando para longe de Trevor. — Sério? Qual é o seu problema? Trevor chega mais perto de mim e agarra o ombro de Memphis.


—Ei, cara. Eu sabia que você não ia aguentar ficar muito tempo longe daqui. Está tudo bem. — Ele se aproxima ainda mais, até que eu estou praticamente esmagada entre eles. — Ela é legal, irmão. Eu posso cuidar dela. Não se preocupe. Quer que te arrume uma luta? Eu acho que Matt é bom. Eu vou mantê-la segura e entretê-la. — Nenhuma luta. Ela está saindo comigo, Trevor. Ela não precisa de sua proteção. — Memphis olha para Trevor como se ele tivesse algo importante a dizer, mas se cala. — Estamos indo embora. Não se preocupe com ela. Ela não é sua para lidar com ela. Algumas pessoas tocam Trevor no ombro. O chamando e ele se distrai, então ele começa a recuar. — Tudo bem — diz ele, parecendo confuso. — A gente se vê mais tarde, homem. Eu espero Trevor se virar antes de enfrentar Memphis. — Eu sou uma mulher adulta e posso cuidar de mim. — Eu me afasto dele e me movo para um local tranquilo. Eu mal posso andar com a multidão, mas eu consegui me movimentar o máximo possível empurrando as pessoas. Eu posso senti-lo me seguindo de perto. — Você me disse para ficar longe de sua vida. Por que se importa com o que eu faço? Isso é estúpido. Ele dá um passo, e me puxa para trás. A multidão se divide, permitindo-lhe instantaneamente passarmos até que estamos fora e longe do barulho. — Eu sou muito honesto. Tudo o que eu sei é que você não precisa estar em um lugar como este. Caras como Trevor não são bons para você. —E caras como você?— Meu coração está batendo muito rápido. Estou furiosa.


— Como eu disse. Não é bom para você. Eu balancei minha cabeça e soltei um pequeno suspiro. —Então você é igual ao Trevor? Ele acena com a cabeça. — De algumas maneiras. —Ok. — Eu me afasto e mordo o lábio. —Eu posso conversar com você, mas não devo falar com ele, mesmo estando com várias pessoas ao nosso redor. Bem, isso faz muito sentido. Ele passa as mãos pelo cabelo bagunçado. —Apenas venha comigo. Eu tenho algo que eu tenho que fazer e eu vou me sentir melhor não indo sozinho. Eu vejo quando ele começa a se afastar. Uma parte de mim quer dizer que ele vá se foder, mas a segunda parte está gritando para seguilo. . . Assim eu o sigo. Eu ouço as pessoas gritando o nome Memphis, mas ele só aumenta a velocidade, ignorando-os. Quando eu o alcanço, ele está de pé do lado do passageiro de seu maciço, carro preto, segurando a porta aberta. —Entre. — Espere. — Eu olho para trás. — Por que todo mundo grita seu nome? E por que todo mundo abre caminho quando você atravessa? Você deveria lutar hoje à noite? Ele me dá um olhar duro. — Não importa. Basta entrar.


— Idiota — murmuro ao entrar no carro. Fecho a porta antes dele fechá-la para mim. Antes de entrar no carro, Memphis olha para a multidão, e solta um suspiro de frustação. Dentro do carro, ele coloca a chave de ignição, mas faz uma pausa antes de ligá-lo. Parece que ele lembrou-se de alguma coisa. Muito provavelmente, ele está decidindo se vai ou não me expulsar do seu carro. Pena que eu estou curiosa agora, porque eu não vou a lugar nenhum, apesar de eu ter a sensação de que estou enganada me deixando ir com ele. — Você realmente não sabe o que quer, não é? Ele agarra o volante. — Não. Não importa. Eu não vou deixar você aqui. Ele hesita, mas depois vira a chave e da partida puxa para fora sem dizer uma palavra. Eu não vou mentir, eu meio que gosto mais dele assim: sexy e mudo. Com isso... eu posso lidar.

Ele dirige em silêncio por cerca de dez minutos antes de parar no cemitério e desligar o motor. Meu coração afunda. Suas mãos apertam no volante enquanto ele luta para recuperar o fôlego. Suas emoções são tão fortes, que eu quase posso senti-las.


Eu quero dizer algo, mas fico calada. Tenho a sensação de que é necessário um momento de silêncio, então eu apenas sento aqui e espero por seu próximo passo. Quase cinco minutos que estamos sentados aqui quando ele se vira para mim com uma expressão de dor em seus olhos. Ele parece morto por dentro: torturado e ferido. —Fique aqui. Estarei de volta em poucos minutos. Ele sai do carro e eu não hesito, vou atrás dele.

Uma mulher

nunca chega a lugar nenhum, seguindo ordens de um homem. Eu nunca o vi tão vulnerável, e meu peito aperta com o pensamento dele estar possivelmente, precisando que eu esteja aqui para ele. Ele faz uma pausa por um segundo e balança a cabeça para mim, antes de continuar a andar e murmurar baixinho. Não demora muito para que ele pare em frente de uma lápide e agarre seu cabelo, seus músculos ficam tensos quando ele olha para baixo, para o túmulo. Eu vejo seu queixo tremer como se ele estivesse lutando contra a vontade de chorar ou gritar ou ambos. Eu não tive tempo para ver o nome no túmulo no qual estamos em frente. Eu não consigo parar de observá-lo. Ele não parece ser o tipo que demostra suas emoções. Ao vêlo desta forma o faz parecer mais humano, e me faz lembrar o porquê eu queria ajudá-lo no primeiro dia que eu o conheci. Ele vai no bolso do casaco, tira algo, e beija-o antes de se ajoelhar em frente à lápide. Foi quando eu olhei para baixo.

Lizzy Carter Mãe Amorosa e lutadora até o fim. Você nunca será esquecida.


Meus olhos enchem de água quando Memphis coloca um velho pincel na borda da lápide, na frente do texto. Ele fecha os olhos, agachando-se diante dela. —Eu nunca vou esquecer aquelas pinturas que você fez para mim todas as noites antes de dormir, quando eu tinha dez anos. Você se lembra disso?— Ele sorri como se, se lembrasse. —Ou as que pintamos todos os anos para o meu aniversário. Você era a mais forte, a mulher mais talentosa do mundo. Não passa um dia que eu não pense no seu sorriso ou como eu desejei estar ao seu lado.— Ele bate no chão, antes de agarrar a grama. —Eu te amo mais que tudo e eu trocaria minha vida pela sua se tivesse a chance, mas eu não posso e isso me mata. Prometi que cuidaria de Alex, e vou cuidar. Eu prometo a você. Você nunca terá que se preocupar com Alex, enquanto eu estiver por perto.— Ele beija sua mão e, em seguida, toca-a ao chão, mantendo-a lá por um momento. —Você sempre será o meu mundo. Durma bem, anjo lindo. Eu enxugo uma lágrima quando Memphis se levanta e começa a se afastar. Ele não diz uma palavra ou para, para ver se eu estou perto. Ele precisa claramente ficar longe e rápido. Eu conheço esse sentimento, então eu caminho devagar. Assim que chegamos no carro Memphis me olha e solta um pequeno suspiro quando ele vê outra lágrima cair. — Minha mãe morreu há cinco anos e eu nem estava aqui para cuidar dela. Ela perdeu a batalha contra o câncer de mama. — Ele agarra o volante e range os dentes, lutando contra suas emoções. Antes que percebesse, minhas mãos estavam em seu rosto e eu estou forçando-o a olhar para mim. — Não há problema em mostrar alguma emoção. Você pode chorar por sua mãe, Memphis. Você a ama.


Ele agarra meus dois braços e olha para baixo. Ele está lutando contra suas emoções. — Você quer saber onde estive nos últimos seis anos? Por que eu disse para você ficar bem longe de mim? Eu aceno com a cabeça, eu estou quase com medo de sua resposta. — Sim. — Eu estava na prisão — diz ele. — É exatamente por isso que você deve ficar longe. Todos ao meu redor se machucam. Isso deve ser o suficiente. Ele liga o carro. — Vou levá-la para casa. Estou sem palavras atordoada por algum motivo estranho. Eu quero dizer uma coisa, perguntar a ele o porquê... Mas tenho a sensação que não é o momento.


Capítulo 09 MEMPHIS Eu senti como se meu coração fosse arrancado, dilacerado. Estou arrasado. Eu queria ficar mais tempo com a minha mãe, falar dos bons momentos, falar com ela, mas estar aqui doeu pra caralho. Eu mal podia respirar. Eu sei que pode me fazer parecer um fraco, mas eu nunca fui bom em controlar minhas emoções, especialmente, quando ela se trata da minha mãe. Ela me deu à luz, eu a respeitava acima de tudo. Ver sua dor me matou todos os dias, e me machuca ainda mais saber que não havia nada que eu pudesse fazer para aliviar o seu sofrimento. Eu tinha que ir embora, para que eu pudesse respirar novamente. Lyric testemunhando não ajudou nem um pouco. Só me deu vontade de desistir, tive um momento de fraqueza, e isso não pode voltar a acontece. Quando você começa a sentir dor, ela nunca para. A dor física eu posso lidar, mas emocionalmente, não. Estar perto de Lyric me faz sentir coisas que eu não sentia há muito tempo: esperança, ânsia, desejo, e egoísmo. Meu egoísmo de tê-la só para mim é muito grande para ser ignorado. Desde que ela entrou na minha vida, ali de pé atrás de mim na varanda naquele dia, eu sabia que ela ia ser difícil de esquecer, esquecer seus desarrumados cabelos e lábios carnudos, seus grandes olhos verde, eu sabia que ela iria me testar mais que qualquer pessoa. Eu poderia dizer que ela era uma lutadora como eu.


A única coisa que eu preciso agora é esfriar minha cabeça e ficar longe da mulher ao meu lado. — Entre, Lyric. Vou esperar aqui até que você entre. Ela olha para mim no assento do passageiro, com uma mão na maçaneta da porta. Ela não vai me deixar facilmente. Eu posso ver isso em sua expressão. —Você não está indo para casa? Eu olho para frente, recusando-me a olhar para ela. Se eu fizer eu vou desabar. Eu já fiz isso o suficiente com ela. Ele precisa ir embora. —Não. Eu não posso estar lá agora. Você realmente não precisa se preocupar com isso. Agora vá. Boa Noite. Ela recoloca o cinto de segurança de volta. —Bom, porque eu não me sinto com vontade de ir para casa também.— Ela acena com a cabeça em direção à estrada. —Vamos. — Não — digo com firmeza. — Vá embora. — Por que? Qual é seu problema? O que há de errado em me ter por perto? Eu não estou pedindo nada seu. O mundo é uma merda e é um saco estar nele sozinha. Respiro profundamente, bem devagar e olho para ela. Ela precisa ver que eu sou a porra de um monstro. Eu arruíno vidas e com ela não será diferente. — Porque não quero que fique perto de mim enquanto bebo. Estou fazendo o possível para ficar longe de você. Estou quase enlouquecendo. Eu quero transar contigo e assim que isso acontecer, as coisas mudarão. Você não quer isso. Confie em mim.


Ela nervosamente passa as mãos no cabelo e olha para os meus lábios, tensa. — Você não sabe nada sobre o que eu quero. Talvez eu não seja tão inocente quanto você pensa. Agora podemos ir? Bailey não está em casa de qualquer maneira. Eu não quero ficar sozinha em casa. Ela sempre faz isso comigo. Eu não entendo por que é tão difícil me livrar dela. Ela está me acurralando, estou tentando ao máximo adiar o momento de fodê-la e trazê-la para o meu mundo escuro; um lugar ao qual ela não pertence. —Basta manter distância de mim. Se seus amigos estiverem lá, então você fica com eles. Ok? Ela não responde. —Ok, Lyric? Eu preciso que você entenda e fique longe. Responda. Ela olha para mim com fogo nos olhos. Ela não está feliz com o que eu falei. Outra coisa que eu gosto nela. É foda. —Bem. Eu entendi. Vamos embora—, diz ela com firmeza. Nós vamos no silêncio, ela ocasionalmente olhando na minha direção enquanto mexe com o cinto de segurança. Eu posso dizer que ela quer me perguntar alguma coisa, mas está lutando arduamente para não fazer. Eu não a culpo. Se eu fosse ela, eu teria uma tonelada de perguntas. Agora, eu só posso esperar que ela não pergunte. Odeio mentir, então evitar falar é a melhor opção. Paramos no Blue e fico surpreso ao descobrir que ele não está tão movimentado como na segunda-feira, estou aliviado. Isso significa que há menos chance de eu entrar em uma briga. Tenho certeza que meu pequeno incidente com Ryder foi informado à porra do xerife Bob e ele


estará à procura de algo para me prender, assim como quando eu era adolescente; velhos hábitos demoram a morrer sempre. Tenho certeza que ele está louco por ação. O que eu estou sentindo agora não é bom para ninguém, inclusive para ele. — Eu não vejo o carro de Ryder aqui—, diz ela, aliviada, alcançando a maçaneta da porta e olhando pela janela. —Graças a Deus, porque eu não tenho a mínima vontade de socá-lo ou jogar minha bebida nele. Essa merda não é barata. Dou um pequeno sorriso, me viro e saiu do carro. Sua determinação e força que só me deixa mais atraído. Eu gosto de pessoas que não tem medo de lutar por aquilo em que acreditam ou dizer o que pensam. É justamente por isso que não quero me envolver com ela. Eu abro a porta e seguro-a para Lyric entrar. Eu a guio para dentro, colocando minha mão na parte inferior de suas costas. Eu a sinto inspirar antes de me olhar por cima do ombro e rapidamente virar. Vários olhares pairam sobre nós, enquanto eu a levo até o bar, a bartender de cabelos negros parece um pouco familiar, mas não a reconheço até chegar mais perto: Penélope Smith. Ela é a melhor amiga de Ava desde o segundo grau. Ela raspa um pouco de gelo. Vê Lyric e sorri, antes de se virar para mim. Seu rosto fica branco e ela congela, mas depois sorri novamente. —Puta merda, Ava estava certa. —Penélope—, eu respondo, enquanto ela se inclina sobre a mesa e beija minha testa. —Você sempre foi ruim com saudações. É bom ver você também. Ela olha para Lyric com uma expressão confusa, antes de falar.


—Ava me disse que você voltou. Ela também me disse o quanto você ficou gostoso. Eu não acreditei, mas uau! Você foi trabalhar fora ou o quê? — Ela entrega para Lyric uma Vodka Cranberry antes de olhar de volta para mim. — O que vai ser? — Uma cerveja e uma dose de uísque.— Eu me viro para Lyric, que já saboreia sua bebida, apenas observando a nossa interação. Ela parece um pouco divertida como se estivesse esperando ouvir mais. Penélope me entrega minhas , logo depois limpa o balcão do bar. —Eu ouvi sobre Ryder e como ele agiu como um panaca. Simplesmente ignore-o. Todos sabem que não foi sua culpa... Eu rapidamente termino minha dose e bato meu copo vazio, interrompendo-a de falar. — Eu não vi para falar sobre isso, Penélope — rosno. — Já passou. Eu ficarei nesta cidade até encontrar Alex. Lyric olha na minha direção antes de tomar um enorme gole de sua bebida. —Aonde você vai? Eu pego a minha cerveja e seguro-a em meus lábios, olhando para Lyric. Eu quero ver como ela vai reagir as minhas palavras. Eu vou embora logo. —Tão longe quanto eu conseguir. — Por quê? O que há de errado em ficar aqui? — Eu não pertenço a este lugar—, eu digo honestamente. — Eu não tenho nada importante aqui para me fazer ficar.


Seus olhos ficam frios antes que ela limpe a garganta e volte sua atenção para Penélope, que esta acompanhando a conversa como um falcão. —Obrigada pela bebida, Penélope.— Ela olha para mim por uma fração de segundo antes de se afastar e ir para um pequeno grupo de pessoas. Eu reconheço um deles imediatamente como sua companheira de quarto, Bailey, e um sentimento de alivio me inunda. Bom. Eu preciso me afastar dela essa noite. — Desculpe-me pela grosseria — digo e olho para Penélope, meu queixo tenso. Ela apenas balança a cabeça em compreensão antes de me entregar duas doses, com um pequeno sorriso. Ela vai atender outro cliente que está segurando uma garrafa de cerveja vazia. Uma hora, sete doses, e seis cervejas mais tarde, eu estou sentado aqui cuidando da minha vida e ignorando todos em torno de mim, quando eu sinto uma mão no meu ombro e ouço a voz de Trevor. Eu fecho meus olhos e expiro me preparando para começar essa conversa inacabada. Eu estive fora por tanto tempo. Eu não tenho ideia do que todo mundo pensa de mim... Sobre o que eu fiz. — O que tem de bom hoje essa noite homem? — Ele acena para Penélope e pisca antes de se sentar no banco ao meu lado. — Dê-me uma cerveja, bebê, e talvez eu a tenha na minha cama novamente mais tarde — diz, quando Penélope lhe dá o dedo do meio e ri. — Eu adoro transar com ela. Eu tomo um gole da minha cerveja e olho para cima. Meu plano era me sentar aqui e ignorar o restante do mundo. Eu tenho que admitir, é mais difícil do que eu esperava. — Você não adora com todas? Trevor ri e pega sua cerveja.


—Obrigada, querida. — De nada, seu idiota gostosão. — Ela sorri e se vira e vai embora, balançando o rabo cheio de curvas para voltar ao trabalho. Trevor fica em silêncio por um momento antes de tomar um gole de cerveja. —Encontrou Alex? Eu olhei minha agenda e achei o número no telefone dele, mas estava desligado quando liguei. Desculpe mano. Eu balancei minha cabeça e engoli a dor que estava crescendo. Eu não sei se fico com raiva de Alex ou preocupado. — Ele voltará. Pelo bem dele, caralho! É melhor que seja em breve. — Eu olho para trás e vejo Lyric pedir algumas bebidas para Penélope. Ela está ofegante, tentando o seu melhor para evitar o contato visual comigo. Talvez ela finalmente tenha entendido. — Ei, você. — Trevor se levanta e caminha até ficar ao lado de Lyric. — Porra, você está suada, garota. Os olhos de Lyric encontram os meus por uma fração de segundo antes dela desviar e sorrir para Trevor. — Eu gosto de dançar. — Ela agradece Penélope pelas bebidas, as pega, e olha para Trevor. — Venha se juntar a nós. Eu preciso de um novo parceiro de dança. Liam não aguenta comigo. Trevor levanta uma sobrancelha e olha com satisfação enquanto Lyric caminha de volta para sua companheira de quarto e os dois outros caras. Este idiota, melhor cuidar da sua vida. — Droga! — Trevor pegar sua cerveja e toma um gole. — Você vai se juntar a sua garota ali ou ela está livre?


Trincando os dentes, eu vejo como Lyric se move sensualmente ao som da música. Ela parece tão tentadora, que eu quero provar cada centímetro de corpo até que ela fique se contorcendo em meus braços. — Não. — Eu me viro e de volto para a minha bebida. Eu já tinha bebido muito. Ir lá é uma péssima ideia. —E ela não é a minha garota. Ela é minha vizinha. — Eu não imaginei que ela fosse sua garota. — Ele me dá um tapinha nas costas. — Memphis Carter com uma namorada é inédito. Fico feliz por você ainda ser o mesmo. —E quanto a Ava?— Penélope menciona do nada, nos dando um olhar bravo. —Ela não foi sua namorada. Eu coloco meu copo vazio no balcão e passo a mão pelo meu cabelo. Eu não quero falar sobre isso. —Ava sabia que tipo de relacionamento tínhamos. Isso é tudo o que importa. Outra. Revirando os olhos, ela faz uma cara feia antes de encher meu copo com bebida. — Porra, cara. Eu vou lá tentar conseguir essa bunda bonita na minha cama. — Ele dá um tapinha nas minhas costas. — Conversamos depois. — Ele vai embora e eu me controlo para não quebrar a mandíbula dele, maldição. Eu imediatamente puxo minha cerveja de Penélope e tomo um gole, observando Trevor avançar em Lyric, tentando me controlar. Sempre funcionou no passado, mas hoje está difícil. Caralho. Ela ri e se inclina para trás, quando ele tenta beijar seu pescoço, mas ele não para por aí. Ele desliza o braço em volta da cintura dela e começa a remexer contra ela, dançado. Ela é um pouco dura no


começo, mas se solta e envolve o braço em volta de seu pescoço e se perder na música. Quanto mais eu assisto eles dançarem, ela balançando os quadris sob suas mãos, mais difícil fica de manter-me calmo. Eu sinto meu sangue ferver e estou à beira de explodir. Sem pensar, eu pego minha cerveja e caminho pelo salão do bar. Por mais que eu queira protegê-la de mim, eu quero protegê-la dele. Eu termino a minha cerveja, a coloco sobre a mesa ao meu lado, e fico atrás de Lyric. Ela deve sentir minha presença, porque ela para de dançar e libera o pescoço de Trevor. —Memphis—, diz ela, surpresa, olhando-me de lado. —Você está indo embora?— Ela se vira de frente para mim, à espera de uma resposta. Eu balancei minha cabeça e lancei um olhar assassino sobre Trevor enquanto ele me murmura “foda-se”. — Não, eu ficarei. Você não acha que precisa ir mais devagar e beber um pouco de água? Você parece estar um pouco alta. Ela ri baixinho e balança a cabeça como se eu fosse louco. —Eu estou bem. Eu bebi apenas cinco doses, Memphis. Você é o único que bebeu umas vinte doses. Talvez você precise de um pouco de água. Sua companheira de quarto, Bailey fica entre Lyric e eu e morde o lábio inferior. — Mmm...de modo que o vizinho gostosão saiu para jogar. — Ela inclina o pescoço para trás e dá um beijo em seu namorado enquanto


ele possessivamente agarra sua cintura e acena com a cabeça para mim, me mostrando que ela é sua. — Se comporte enquanto eu estiver fora, fique aqui que já volto. — Ele a beija mais uma vez antes dela ir na direção do bar. — Dança comigo — Agarrando minha camisa, ela tenta me puxar contra ela, mas eu balancei minha cabeça e apontei para Trevor enquanto ele tenta beijar Lyric, mas ela vira o rosto, dando-lhe a bochecha. Ele está com sorte. Apenas o pensamento de seus lábios nos dela me faz querer esmagá-lo. Vejo Lyric olhando-nos, desconfortavelmente, quando sua colega de quarto se aproxima contra mim em uma tentativa de me fazer dançar. Ela parece com ciúmes. Trevor continua tentando dançar com ela, mas ela está muito distraída, mantendo os olhos em mim. Algo que faz meu pau se contrair. — Dance com Trevor. Eu não sou bom dançarino. Parece que Lyric precisa de um tempo. Ela fica atônita antes de passar a mão no meu peito e se vira para se colocar entre Trevor e Lyric, envolvendo os braços em meu pescoço. —Eu quero uma dança, cadela, e, em seguida, ele é todo seu—, ela insulta. Lyric e ri antes de caminhar e parar na minha frente. Ela olha nos meus olhos e lambe o lábio inferior. Todo seu corpo está brilhando de suor agora, e tudo o que posso pensar é degustar cada centímetro seu. — Dança comigo, Memphis. Eu tiro meu olhar dos seus lábios e mordo os dentes com força. Por mais que eu queira colocar minhas mãos em todo o seu corpo, eu preciso lutar contra isso, mas está difícil, caralho.


— Não, Lyric. Ela dá um passo mais perto e coloca sua minúscula mão macia no meu braço. —Apenas uma vez. Não é grande coisa. É só uma dança. Não estou pedindo para você me foder. Apenas que me toque. — Você quer que eu te toque? — rosno. Eu me aproximo e deslizo as mãos sobre seus quadris antes de agarrar sua cintura e batê-la contra a parede. Inclinando-me, eu pego seu cabelo e sussurro em seu ouvido. —É assim que você quer que eu te toque? Sempre que toco alguém a machuco. — Agarrando sua cintura com mais força eu pressiono meu corpo contra o dela. Ela treme, sua respiração pega minha orelha. — Eu estou lascado, Lyric. Ficar longe de mim é a sua melhor opção. Ela me encara e passa a língua nos lábios, lutando para recuperar o fôlego. — Eu. Quero. Que. Você. Me.Toque. Eu não irei fugir. PORRA! Essas palavras me fazem pirar. Agarrando seu rosto com uma das mãos, eu coloco minha mão na parede acima de sua cabeça e inclino-me, ficando bem perto dos seus lábios. —Caralho. Eu rosno, antes de tocar meus lábios nos dela e apertar seu rosto enquanto a beijo, com força, quase um pouco rude. Ela geme quando eu a aperto mais, passando minha língua em seus lábios, ela os abre para mim. Deslizo minha língua em sua boca, massageio a língua antes de sugá-la e gemo. Eu poderia fazer muito mais com a minha língua, mas isso só me causaria mais problemas.


Caralho, ela tem um gosto tão bom. Ela corresponde meu beijo, com força, nós dois cheios de frustração sexual , me controlo o máximo para não fodê-la aqui. Eu pressiono minha perna entre suas coxas e enrolo as minhas duas mãos na parte de trás de seu cabelo. Deus, eu quero ela agora. Afastando-me, ambos ofegantes, seu peito subindo e descendo como se ela não pudesse respirar. — Vamos — exijo. — Estou tirando você daqui. Sem dizer uma palavra, ela acena com a cabeça e coloca a mão sobre os lábios, olhando ao redor da sala, várias pessoas estão olhando para nós. Os olhos de Trevor estão cheios de raiva e os de Liam parecem tristes. Pobre rapaz. Ele nunca poderia lidar com uma mulher como Lyric. Eu não posso dizer se todos estão surpresos ao me ver beijando uma garota em público ou se eles estão surpresos porque ela beijou um monstro como eu. De qualquer jeito... Eu fui protagonista de um grande momento.


Capítulo 10 LYRIC Meu coração bate muito acelerado durante toda a volta para a casa de Memphis. A última coisa que eu esperava era sentir seus lábios contra o meu. Sentir essa explosão de desejo. Ele não olhou para mim uma única vez, e eu mal pude respirar. Ele está me deixando maluca. Uma vez que o táxi entra na garagem, eu coloco minha mão dentro da bolsa, para pegar o dinheiro, mas Memphis agarra meu pulso. — Não. Ele paga o motorista , em seguida, pega a minha mão, me puxando para fora do taxi, logo depois ele a solta. Sem dizer uma palavra, ele entra em sua casa, deixando a porta aberta atrás dele. Isso é um convite. Esse cara é tão confuso. Primeiro ele me diz para ficar longe, então me beija, depois me ignora na volta para casa. Tudo o que eu quero é gritar com ele e manda-lo a merda. Eu não preciso dessa porra. Eu não gosto disso. Eu vou até a garagem e entro, andando na direção da cozinha, mas antes que eu possa me mover, sou pressionada contra a parede pelo corpo de Memphis.


Seus braços estão ao redor de mim, me prendendo, tornando impossível escapar; não que eu queira. Ele me observa cheio de desejo, com o peito arfando para cima e para baixo, olhando para meus lábios. — Você é um idiota — rosno, fazendo com que seus olhos encontrem os meus. Ver seus olhos me faz derreter. Ele é dono de mim com apenas um olhar. Isso é um grande problema. — Você é tão bonita. Você sabia? — Ele agarra a parte de trás do meu cabelo e para seus lábios acima do meu, quando eu não respondo. — Eu estou lutando para não transar com você, Lyric. Eu não consigo me controlar quando estou perto de você. Você entende isso? — Então, não se controle — sussurro. Com um grunhido, seus lábios assumem o controle do meu com possessividade, me possuindo. Eu mal posso respirar quando ele pressiona sua ereção contra mim. Seu sabor e aroma me deixam nas nuvens. Eu posso estar um pouco tensa, mas não quero que esse momento acabe. Eu nunca estive tão excitada ou quis tanto algo. — É isso que você queria? Você quer que eu perca o controle com você? — Sua respiração sai pesada enquanto sua mão se move para baixo do meu corpo, ele desliza um dedo em minha boceta dolorida. Seu dedo e tão espesso que eu quase tenho um orgasmo quando ele se move lentamente para dentro e para fora de mim, me dando prazer. — Está tão molhada, Lyric. Porra — Ele retira o dedo e o chupa, me provando, olhando-me diretamente nos olhos. — Porra, você tem um gosto tão doce. Meu coração está batendo tão rápido que mal consigo respirar. Eu não quero que esse momento pare. Eu quero que ele continue. Eu sei que o conheço há pouco mais de uma semana, mas não posso evitar


de querê-lo dentro de mim, me enchendo, me controlando. Eu quero esse homem, tudo dele. Eu nem sei como ou quando nós fomos para a sala, mas a próxima coisa que eu sei é que ele me joga no sofá e tira sua camisa, seus olhos observando todo o meu corpo. Olho para ele enquanto está parado e então vejo o rosto de uma mulher bonita. Deve ter sido sua mãe. Ele realmente amava muito aquela mulher. Ele não pode ser tão ruim quanto pensa que é. Eu engulo e assisto seu peito subir e descer. Ele está hesitando. Eu posso ver isso em seus olhos. — Eu quero você, Memphis. Eu não estou com medo — digo, na esperança dele seguir em frete. —Não há problema em me tocar. Eu não vou desistir. Ele vai ao sofá e agarra meu rosto. Seu rosto fica quando eu toco seu peito duro, mas ele tira rapidamente minha mão de repente com medo de me tocar. — Eu não sei como ser gentil — ele sussurra. — Eu não posso. Eu deslizo as mãos por seu peito até chegar a seu pau duro. Eu esfrego a mão para cima e para baixo de seu eixo, acariciando-o através de seu jeans. É tão espesso que eu preciso de ambas as mãos. — Eu não quero que você seja.

Ele estende a mão e rapidamente rasga minha camisa, antes de arquear as costas seus lábios alcancem os meus seios. Ele os beija sobre a renda antes de empurrar o meu sutiã e colocar um mamilo na boca, mordiscando-o.


Eu tiro minhas mãos do seu pau para que eu possa agarrar seu cabelo, mas ele agarra minha mão para coloca-la no lugar. —Não pare de me tocar. É gostoso. Nós dois estamos perdidos neste momento, apenas olhando um para o outro, até que a porta da frente abre e Memphis senta-se rapidamente no sofá, como se ele já soubesse quem é. — CARALHO! — Ele olha para trás e rosna antes de sentar-se e passar as mãos no seus cabelos em frustração. — Eu fui longe demais — ele rosna. — Porra. — Ele coloca sua camisa em mim para cobrir meu corpo. Sento-me e olho para ver um cara com cabelo escuro, alto e cheio de tatuagens entrando na casa com um sorriso sexy. Ele me lembra um pouco de Memphis, exceto que é mais jovem, e muito mais feliz. — Grande irmão. — Ele olha para Memphis antes de assentir com a cabeça para mim, então sorri e coloca um enorme saco no chão. — Oi, irmão. — Onde você esteve, Alex? — Memphis rosna quase me assustando. — Eu estou procurando sua bunda por mais de uma semana. Eu pensei que você estava morto em uma vala ou algo similar. Então você aparece como se nada estivesse acontecendo. Memphis agarra seu irmão e o aperta, aliviado. Os músculos de Alex ficam tensos enquanto ele aperta o ombro de Memphis. Depois de um momento, eles se afastam . Memphis olhar em mim. — Eu deveria levá-la para casa. — Ele se volta para Alex e aponta seu dedo. — Eu já volto. Você, não sai daqui. Temos algumas coisas para discutir.


Isto é o que ele está esperando há dias. Ele é o único motivo de Memphis ainda estar aqui. Ele mesmo disse... E agora Alex está de volta. Isso significa uma coisa: ele é livre para partir. O pensamento faz meu peito doer. Eu puxo sua camisa e tomo fôlego, olhando para Alex enquanto ele sorri para mim. —Eu sou o irmão mais novo, mais gostoso como você pode ver. — Ele pisca. —Basta lembrar mais tarde. Foi bom conhecê-la. — Claro. Prazer em conhecê-lo também — digo, sem saber como reagir no momento. Memphis partiu há seis anos, então este é seu primeiro encontro com o irmão e eu estou aqui para arruiná-lo. Ele provavelmente vai me odiar depois disso. Ele está certo. — Vou a pé para casa. Tenho certeza que posso ir sem você. É ao lado. — Então você é a pessoa que alugou a casa ao lado, legal. — Alex diz para si mesmo. Eu sigo caminhando para a porta de saída, mas Memphis agarra meu braço, me parando. — Eu disse que te levaria para casa e eu vou. Pare de ser tão teimosa. Ele caminha à minha frente, mas sem deixar de ter certeza que eu o estou seguindo. Assim que chega à minha porta, ele se inclina contra a casa e espera por mim para abrir a porta. — Desculpe por estragar sua noite. — Eu estou pronta para entrar, mas ele agarra meu braço e me puxa, apertando-me contra a parede. — Eu disse para você ficar longe de mim, Lyric. Você tinha que me seduzir quando soube que eu tinha bebido. — Ele se inclina, e beija


meu pescoço, subindo seus lábios até chegar a minha orelha. —Partirei em breve. Eu já feri muitas pessoas e eu não quero que você seja mais uma, caramba. Portanto, fique longe. — Não ponha a culpa no álcool, Memphis — eu digo agora chateada. — Você sabia muito bem o que você estava fazendo. Você parece um profissional em controlar as duas doses, assim como tudo. E porra, não me diga para ficar longe quando você é o único que está me pressionando contra a parede. — Eu o afasto de mim. — Eu não sou uma garotinha. Você não precisa se preocupar comigo, eu sei me cuidar, não se preocupe. Eu vou me afastar de você, agora em diante. Eu entro na casa e bato a porta na cara dele. Eu estou tão brava com ele que poderia esganá-lo. Ele me acusa de tentar seduzi-lo enquanto ele estava bêbado? Otário. Ele nem parece ter bebido. Talvez seja melhor que ele vá embora logo. Melhor para nós dois...


Capítulo 11 MEMPHIS Porra... Eu estou do lado de fora, apenas olho para a porta como um idiota. Eu sabia que deveria fazê-la ficar em casa hoje à noite. Eu sabia que se bebesse perto dela perderia minha força de vontade e colocaria minhas mãos sobre ela. Bingo. Agora tudo o que eu quero é mais. O problema é... Eu não quero que ninguém a toque; não agora que a conquistei de verdade, pelo que sou. Olho para minha casa e vejo Alex inclinando-se sobre a grade da varanda, fumando um cigarro. Eu sinto uma dor no meu peito, ele já é adulto. A última vez que o vi, ele era apenas um garoto magricela. Agora, ele é um homem adulto, quase do meu tamanho e coberto com tatuagens. Eu não duvido que a maioria dessas tatuagens eram obras pessoais. Ele tem habilidades com desenho; sempre teve. Ele olha para cima com um pequeno sorriso quando ele me nota na parte inferior das escadas. —Porra, cara. É tão estranho estar com você aqui. — Ele dá uma última tragada no cigarro antes de jogá-lo na grama. Ficando ereto. — Eu não posso acreditar que já faz seis anos, irmão. Eu perdi parte de sua vida. Subo para a varanda e me inclino ao lado dele, contra a grade.


—Sim — respiro. — Eu também senti sua falta, Alex. — Novamente sinto aquela pontada de dor. — E da mamãe. Eu sinto falta dela também. Alex se afasta, passando as mãos pelos cabelos. — É tudo minha culpa, por você não estar aqui quando ela morreu. Por minha causa você perde o funeral. A culpa me consome todos os dias, maldição. Eu me sinto como um merda. Sinto muito, mano. Eu aperto a grade, meus dedos ficam brancos. —Não — eu fervo. — Isso é passado. Naquele dia, eu quis dizer cada palavra. Eu disse a você que eu sempre protegeria você e nossa mãe, e eu fiz. Eu fiz o que tinha que fazer. Nada disso era culpa sua. Você era uma criança pelo amor de Deus. — Sim, mas você não acha que isso me assombra da mesma forma? — Ele se vira para olhar para mim. — Se eu soubesse como me proteger. Você sempre cuidou da mamãe. É por isso que eu estou lutando agora. Eu não quero ser indefeso. É foda, Memphis! Eu não suporto vê-lo ferido e se culpando, mas tenho a sensação de que não importa o que eu diga nada vai fazê-lo mudar de ideia; não agora, pelo menos. O melhor que posso fazer é distraí-lo. — Diga-me o que você está fazendo com Asher. Ele é perigoso e nós dois sabemos disso. Mamãe o ensinou melhor do que isso. Ensineilhe melhor do que isso. Seu rosto fica branco e de repente ele parece doente. Ele não acha que eu ia saber tão rapidamente. — Que porra é essa? — Ele sussurra, mas alto o suficiente para eu ouvir. — Eu tenho feito algumas lutas para ele. Nada demais. — Ele


caminha pela casa e eu vou até ele. — Eu precisava de dinheiro para ajudar cuidar das despesas da mamãe. Ele estava numa luta, uma noite e me ofereceu um monte de dinheiro, porque ele ouviu que eu era seu irmão. — Mesmo? — Eu vejo quando ele enfia a mão no saco para pegar alguns shorts e algumas camisetas. — Ele ainda é perigoso, Alex. Eu não quero que você lute para ele, ou tenha qualquer outro tipo de negocio com ele. Ele olha para cima. — Não importa o que você quer Memphis. Eu tenho tudo sob controle. Vou ficar bem. — Ele retira sua calça jeans e coloca um short preto. ��� O que você está fazendo? — Lutando. — Ele joga sua bolsa de lado e pega as chaves. — No beco. Em dez minutos. — Você está falando sério? — grito, dando um soco na parede, antes de me voltar contra ele, tentando me acalmar. —É por isso que você voltou? Para a porra de uma luta? Ele fica de frente a mim e me encara. —Porra, não! Estou de volta por você, mas eu me ferro se eu não lutar esta noite. Preciso do dinheiro, Memphis. Eu sei o que estou fazendo. Apenas venha comigo. Vai ser rápido. Balançando a cabeça, aperto meu ombro e o olho. Ele sabe que farei de tudo. Eu só não queria me envolver ao vê-lo lutar. Me sinto mal pensando em tudo o que passou quando era um adolescente. Todas surras que levou. Todos os socos que tomei. Nunca quis que ele passasse por isso.


— Eu não quero essa vida para você. Eu não podia controlar minha raiva. É por isso que eu entrei em combate em primeiro lugar. É diferente para você. Você é melhor do que eu. — Quem disse? — Ele balança a cabeça e sai. — Porra, Alex! — pego a maçaneta da porta e bato atrás de mim quando vou na sua direção. Alex já está dentro do seu carro com o motor ligado, então eu sento no banco de passageiro. — Você tem sorte que eu me importo com você pra caramba, e que você já tem essa luta combinada. Eu sei que você não pode simplesmente cancelar essa porra, mas após isso, vamos falar de dinheiro e o que você precisa. Ok? Ele me olha e acena com a cabeça, mas não diz uma palavra. Tem mais coisas. Ele só não quer dizer o que é. Eu sempre pude lê-lo e ele sabe disso.

O beco está lotado de pessoas ansiosas, festejando e esperando por uma boa luta. Eu estou atrás da linha branca marcada com spray, ao lado de Alex. Que me faz lembrar de quando eu vivia neste mundo estúpido, há seis anos atrás. A melhor ideia que tive foi fazer um ringue para cada noite, apagar e remonta-lo sempre que quisesse. Além disso, é meio difícil de esconder um ringue verdadeiro da polícia. Isso nos mantém longe de problemas a maior parte do tempo. Alex está saltando para trás e para frente, enquanto vira seu pescoço, se aquecendo. Ele será o primeiro a lutar esta noite, com um dos maiores lutadores: Layne Ridge. Eu nunca o vi lutar, então, para ser honesto, eu estou um pouco nervoso por Alex. Agora é só esperar para ver no que essa luta vai dar.


Eu nunca gostei que as pessoas ficassem a minha volta quando eu estava pronto para uma luta. Eu me desligava. Neste ponto, me afastar era tudo que podia fazer. — Oi, Alex. Você está pronto. — Pergunta a ruiva que vi dando umas pancadinhas nos outros caras, ela dá umas tapinhas em Alex. Ele respira fundo algumas vezes. — Isso vai ser rápido, mano. Sem suor. Antes que eu possa dizer qualquer coisa ele está no ring, sorrindo para seu adversário. O garoto é macho para não ter medo da besta que está na frente dele. Parece que ele pode facilmente nocautear Alex. Sinto uma mão no meu ombro, me puxando. Eu não estou surpreso de ver que é Rachel, ali de pé num pequeno short e um top branco com seus mamilos malditos duros. — Você voltou — diz Rachel com uma piscadela. Ela passa os olhos sobre meu peito enquanto morde o lábio e estende a mão numa tentativa de esfregar meu abdome. — Bom — Seus olhos param em Alex e se arregalam, antes de voltar para mim. — Delicioso... vocês, irmãos, cada vez mais gostosos. Agarrando a mão dela, eu afasto-a e volto a minha atenção para a arena. Uma garota fácil como Raquel nunca prenderia minha atenção, especialmente agora. — Vá embora, Rachel, antes de bancar a tola. Alex e Layne estão circulando no ringue, um avaliando o outro, ambos prontos para atacar assim que o locutor iniciar a luta. Ouço Rachel rir, só que desta vez ela está indo por outro caminho. —Você percebe que seu irmão provavelmente perderá a luta, certo? — Ela olha para Layne e pisca quando ele para ela. — Ser gostosão não vai ajudá-lo a lutar melhor.


O locutor inicia a luta. Nada mais me importa no momento, exceto para o que está acontecendo dentro desse quadrado. Rachel nem sequer tem chance comigo. Alex é melhor do que eu pensava e mostra suas habilidades desde o início. Ele recebe um gancho de direita de Layne, que o faz tropeçar para o lado, mas ele se equilibra. Alex parece ter orgulho de seus reflexos rápidos, compensando a diferença de tamanho. Ele parece orgulhoso e confortável no ringue. Layne ataca novamente Alex com um gancho de esquerda, mas surpreendentemente Alex o vê chegando e se esquiva antes de jogar seu cotovelo no o queixo de Layne. Alex é rápido. Isso é algo que eu ensinei quando eu ainda estava por perto. Fico feliz em ver que ele aprimorou isso. Não demorou muito até que Alex deixasse Layne sem fôlego enquanto ele acertar Alex com golpes rápidos. Eles parecem que nunca irão terminar e Layne tentar bloqueá-lo, enquanto dá alguns socos. Cerca de sete minutos de luta e Alex ainda está de pé e firme. Eu não posso negar o orgulho que sinto por ele. Observando-o- no anel me faz lembrar que ele não é mais uma criança. — Bem, quer saber — sussurra Rachel, me distraindo por um breve momento. — Talvez eu vá para casa com Alex esta noite depois de tudo. Viro-me para mandar Rachel se foder, quando ouço um som que reconheço não importa quanto tempo eu estive longe. Meus olhos buscam Alex quando ouço o barulho de um corpo caindo. Eu sequer preciso olhar para confirmar. Esse som é muito familiar. Meu coração para por um segundo antes de confirmar e ver que Alex ainda está de pé. Seus músculos tensos, enquanto olha para ele


para Layne caído no chãoo. Sem hesitar, ele se abaixa e ajuda Layne a se levantar, antes de jogar os braços para cima num gesto de vitória, enquanto a multidão vai à loucura e começa a cantar seu nome. Um alívio me inunda, e um pouco de orgulho me faz sorrir. Eu não pude estar por perto nos últimos seis anos, mas ele aprendeu as coisas que eu ensinei e se lembra mais de mim do que eu pensava. Alex corre para o agenciador, pronto para seu pagamento. Ele está lá por uns bons cinco minutos antes de pegar seu dinheiro e vir ao meu encontro. — Eu disse que seria rápido. — Ele pisca e sorri. — Me espelhei em você, mano. — Filho da puta — digo com um sorriso. Eu dou um tapa nas costas dele com orgulho. — Bom trabalho, merdinha. Acho que você é um Carter depois de tudo. Assim quando nós começamos a andar para longe dali ouvimos os passos atrás de nos, é Rachel que abre a boca para falar quando nos alcança, mas Alex a corta. — Porra, Rachel. Tenha um pouco de amor próprio e pare de ficar abrindo suas pernas para o vencedor da noite. — Ele se vira para mim. — Vamos. Eu estou morrendo de fome. Rachel fica boquiaberta por uma fração de segundo antes dela se afastar e ir em direção a Layne que está sentado, com um saco de gelo sobre o olho direito. — Que foi? — Alex dá os ombros quando eu sorri para ele. — Faz tempo que venho aturando essa mulher. Essa garota pode ser gostosa para caralho, mas ela já deu para cada indivíduo em torno de você, pelo menos uma vez. Olhe ao seu redor. A quantidade de caras que ela já deu, você nem pode contar com os dez dedos da mão.


— Sim, isso é ruim. — Aperto o ombro de Alex. — Vamos dar o fora daqui. Assim que voltamos para casa Alex agarra rapidamente seu saco de hambúrgueres, batatas fritas e anéis de cebola. — Eu vou comer e, em seguida, dormir. Conversaremos de manhã, né? Eu aceno com a cabeça enquanto ele se afasta. Eu não estou pronto para voltar lá ainda. Tê-lo aqui, mas sabendo que meus pais não estão, faz o meu peito doer. É um grande choque de realidade. Eu estou do lado de fora, olhando para a casa de Lyric, e pensar que estive aqui mais cedo. Já passaram duas horas, todas as luzes da casa estão acessas e eu não vejo o carro de sua companheira de quarto na frente. Só penso na sua pequena boceta quente e do no seu gosto. Por mais que eu soubesse que deveria ficar longe, eu não quero. Eu quero mais. Meus pés começam a se mover por si mesmos. Caminhando até a porta eu coloco a mão no bolso e tiro o meu conjunto de chaves. Tenho a sensação de que a chave ainda é a mesma. Agora eu não me importo com nada, a não ser tocá-la novamente. Foda-se todo o resto. Tudo o eu quero é esquecer.


Capítulo 12 LYRIC Eu estava trabalhando no meu computador, as fotos que eu fiz de Memphis, quando ouvi duas portas de carro se fechar ao lado. Senti meu coração parar por uma fração de segundo antes de se acelerar com a ideia que ele está lá fora. No momento, eu não posso evitar de querêlo. Ele está me deixando louca. Fiquei tentada a olhar para fora da minha janela, mas não olhei. Eu me recuso a ser fraca e ir atrás dele. Por mais que eu queira, isso não muda o fato de que ele é um idiota; muito lindo mas burro, que me faz querer sufocá-lo e transar com ele ao mesmo tempo. Se ele me quer, então ele venha atrás de mim. Eu preciso me lembrar disso. —Uh!— Desligando o computador, me dispo ficando sem nada, apenas de calcinha e deito na cama. Bailey se foi, por isso estou sozinha para pensar em Memphis e no que aconteceu mais cedo. Ele não saiu da minha cabeça. É por isso que eu tenho trabalhado pra caramba e evitado deitar. Eu sabia que assim que minha cabeça batesse no travesseiro, tudo que eu seria capaz de pensar era nele. Eu estava certa. Eu quase me odeio porque o primeiro pensamento que vem a minha cabeça é: Memphis dentro de mim, me tomando com rudemente e profundo. Eu não posso negar, quero transar com ele. Eu anseio por isso... E do jeito que ele me olhou eu poderia jurar que ele queria o


mesmo. Era como se ele estivesse prestes a me possuir. Não há nada gentil sobre Memphis. O que de alguma forma me faz o desejar mais. Fechando os olhos, eu deslizo os dedos para dentro da minha calcinha e me acaricio descontroladamente, meus pensamentos me deixam molhada. Apenas uma lembrança sobre Memphis e eu não posso controlar meu corpo. Ele sabe o que eu quero, mesmo tentando lutar contra isso. Eu deslizo um dedo dentro, gemo enquanto me lembro da sensação de seu dedo grosso me enchendo. A forma como ele se movia era como se ele soubesse que meu corpo o queria, deslizando lento e profundo, atingindo apenas o ponto certo. Seu belo rosto se concentrava em mim, como se minha necessidade sexual fosse tudo o que importava... E o cheiro de sua pele. Oh merda! Aumentando velocidade, eu gemo quando eu imagino seus músculos em cima de mim. Eu nunca estive tão quente em minha vida. Estou quase gozando... Tão perto. Levantando meus quadris para encontrar a minha mão, eu mordo meu lábio inferior e gemo quando eu imagino que fosse ele. — Porra, você é tão sexy. — Eu pulo e grito quando eu ouço o som da voz profunda de Memphis dentro do meu quarto. — Puta merda! — Eu tiro minha mão da minha calcinha e puxo o cobertor em cima de mim, envergonhada por ter sido pega me masturbando pelo cara mais sexy do mundo. — O que você está fazendo no meu quarto? Melhor ainda, o que você está fazendo na minha casa? — Eu vejo quando ele se aproxima, seu olhar me deixa arrepiada. Eles são tão intensos que eu sinto um aperto entre as minhas coxas, quase me desfazendo. Eu não preciso desse tipo de dor. Ele fica lá em pé


olhando para mim. — Como diabos você entrou aqui, Memphis? A porta estava trancada. Sorrindo, ele chega ao lado do meu computador e pega minha câmera. — Eu morava aqui, Lyric. As fechaduras são as mesmas. Você está na minha velha cama. Eu sinto-me corar quando Memphis caminha para mim e lentamente puxa o cobertor do meu corpo, antes de remover a tampa da lente da minha câmera. — Porra. As coisas que eu vou fazer com você... Puta merda...

MEMPHIS Estendendo a mão, eu esfrego na parte interna de sua coxa, fazendo com que suas pernas se abram um pouco e seus olhos encontra-se com os meus. Eu posso ver seu peito subir e descer rapidamente quanto ela olha meu corpo. A mulher é bonita quando está excitada. . . E eu estou prestes a lhe mostrar. — Abra suas pernas para mim, Lyric. Ela arqueia as costas e abre mais as pernas, mantendo os olhos em mim.


— Sim, exatamente assim. — Eu mordo meu lábio inferior. — Você tirou fotos de mim, e agora... é a minha vez. Quando eu estou com a câmera... Eu sou o responsável. Tiro minha jaqueta de couro eu a jogo. Pego Lyric pelas coxas, e puxo-a para a beira da cama. Seus olhos me encaram, sinto meu pau se contorcer. Ela gosta da ideia de eu estar no comando, pelo menos no quarto. Eu tiro algumas fotos para deixá-la confortável, capturando-a neste estado de excitação. Eu me aproximo do meu velho armário de frente para a cama. Na altura e ângulo perfeito para o que eu estou prestes a fazer. Eu estou ao lado do armário e ajusto a lente, certificando-me que está no foco certo e na distância correta. Perfeito. Eu percorro as configurações até encontrar o temporizador automático e defino-o. Eu não disse a Lyric, mas eu tenho uma velha câmera. Tirava fotos para me manter distraído quando necessário. Foi apenas um hobby de curta duração. Eu coloquei a câmera no topo do armário e me certifiquei de que está no lugar certo. — Tire sua calcinha. — Eu assisto-a apenas para me certificar de que está tudo certo. Tomando um pequeno fôlego, ela move lentamente a mão pelo seu estômago, mergulhando os dedos por baixo da calcinha vermelha, tirando-a. Eu assisto a câmara fotografar três vezes quando ela de despe por completo. — Boa menina. — Eu deixo a câmera posicionada e caminho de volta para a beira da cama, pronto para a nossa sessão começar. Eu fico de joelhos e passo meu lábio inferior ao longo de sua perna.


— Toque-se — eu sussurro contra sua carne. — Mostre-me o quanto você gostaria que fosse eu. Ela está hesitante por um momento, ela fica desconfortável, mas, em seguida, ela passa as mãos nas pernas e desliza um dedo dentro dela. Ela morde o lábio inferior quando eu pego a mão dela e enfio o dedo mais fundo, querendo vê-la tomar a si mesma como eu faria. Eu serei apenas o telespectador... Por enquanto. — Porra, lento e profundo, Lyric... assim como eu fiz. — O flash dispara quando eu corro minha língua por sua coxa, parando no vinco de sua perna, ao lado de sua boceta. Outros sons da câmera disparando, quando eu aperto os dentes em sua carne e enfio seu dedo ainda mais fundo em sua vagina, fazendo-a tremer. — Mmmmm — ela geme enquanto agarra meu cabelo. — Memphis. Chupo a carne de sua coxa, movendo minha mão empurro meu dedo esquerdo médio dentro dela, ao mesmo tempo em que ela empurra o dela mais profundo. Ela é tão apertada que nossos dedos mal cabem dentro dela. Meu pau endurece contra a minha cueca. Ela me quer dentro. Eu quero tanto estar dentro dela, mas eu preciso me controlar. Eu só estou aqui para terminar o que comecei. Eu não posso deixá-la insatisfeita. — Sua boceta é muito gostosa. — Eu seguro um seio na minha mão livre e aperto-o, com meu polegar rodeio seu mamilo duro. Eu olho para sua boceta antes de me curvar e chupar seu clitóris. Ela geme, mas não diz nada. Neste momento ela é a garota mais sexy que já vi. Eu puxo os dedos de sua boceta ao mesmo tempo em que olho em seus olhos, e chupo seu dedo.


— Vire-se e sente-se sobre os joelhos, — Eu exijo. — Você está falando sério? Eu coloco meu braço em volta de sua cintura e forço seu corpo contra o meu. Eu coloco cabelo atrás de sua orelha e beijo no pescoço. — Eu te disse. Eu estou no comando. Faça como eu digo para que eu possa te fazer gozar. Lyric se afasta. Vira-se e ficar de joelhos, seguindo minhas instruções. Apenas a visão de sua bunda redonda me faz querer fodê-la sem parar. Caralho. Eu coloco minha mão no centro de suas costas e empurro-a para baixo, de modo que os cotovelos e antebraços ficam contra o colchão e sua bunda está no ar. Sua vagina está tão molhada agora que posso vêla gotejando de excitação. Ela pode não admitir, mas ela está gostando disso tanto quanto eu. O flash da câmera continua a disparar, me deixando mais excitado. — Leve sua mão entre as pernas e se toque Lyric. — Eu passo lentamente minha mão pelas costas dela, admirando suas curvas enquanto alcanço entre suas pernas. Eu esfrego meu dedo indicador para baixo na sua bunda, provocando-a quando o flash dispara novamente. Vejo-a esfregar seu clitóris, agarro seu queixo e viro sua cabeça para mim, para que eu possa capturar o olhar em seu rosto enquanto ela geme. — Eu quero ver você gozar.


Ela morde o lábio inferior enquanto me inclino e passo a ponta da minha língua entre suas dobras, ao longo de sua boceta. Ela tem um gosto bom pra caralho: viciante. Lyric empurra seus quadris para trás para melhorar o alcance da minha boca e seu dedo sai de seu clitóris. Eu rosno e ela coloca-o de volta, sabendo automaticamente o que eu queria. Sua outra mão aperta o cobertor quando minha língua se torna mais exigente, provando o que eu quero, o que é meu. — Memphis — diz ela entre gemidos. — Porra, me faz gozar. — Ela bate desesperadamente seus quadris na minha boca algumas vezes, antes de eu enterrar a cabeça em sua boceta. Porra, isso me tem quente. Eu levanto e posiciono-a para que ela fique deitada de costa e sua boceta está na minha frente. Suas mãos apertam a cabeceira da cama, quando eu desço minha boca em sua boceta e passo minha língua por suas dobras e empurrando-a em sua vagina, para dentro e para fora, enquanto esfrego o polegar sobre o clitóris. Ela começa a tremer e se debater debaixo de mim antes de eu sentir seu aperto em minha língua e o gosto da sua excitação na minha boca. — Oh merda!— Ela pega meu cabelo enquanto eu tiro língua e chupo seu clitóris mais uma vez, antes de liberá-lo. —Como diabos você fez isso tão rápido?— Ela coloca as duas mãos na testa e luta para recuperar o fôlego. — Nunca. Aconteceu tão rápido para mim. Eu paro e movo-me para a cômoda, alcanço a câmera e tiro uma foto de seu suado corpo, corado. Eu quero que ela se lembre do que eu posso fazer com ela.


— Quando você quer alguma coisa, você tem que aprender a controlá-lo e torná-lo seu. — Eu olho para ela e vejo quando ela se encobre com o cobertor. — Então, eu fiz isso... Eu viro e vou embora, deixando-a com esse pensamento. Porra, eu não deveria ter dito isso. Agora eu não posso desfazer minhas palavras. Mais eu tenho que admitir... É a verdade.


Capítulo 13 MEMPHIS Eu acordo agarrando o cobertor, meu corpo cheio de suor e meus dentes trincados. Esta porra parece acontecer com muita frequência. —Merda. — Leva um momento para eu perceber que já estou acordado agora. Não importa. Eu já estou abalado só com a lembrança, estou tentando me acalmar. Sentado com as pernas sobre a borda da cama, eu coloco minhas mãos sobre minha cabeça e olho para cima para ver Alex de pé contra minha cômoda. —Eu vejo que você não dormiu, eu também não.— Ele engole em seco. —Eu preciso de você para me encontrar num lugar esta noite. Eu não tenho tempo para explicar. Eu só preciso de você.— Ele joga um pedaço de papel ao meu lado e corre em direção aos degraus, segurando sua bolsa preta na mão direita. — Que porra é essa, Alex? — Eu sento e pego o papel, confuso com seus jogos. —Onde diabos você está indo? — Eu tenho um trabalho a fazer. Eu tenho que ir. Apenas me encontre lá a meia-noite. — Ele para quando está no meio da escada. Ele está nervoso para caralho por algum motivo e isso me dá uma sensação desconfortável. — E não se atrase. Sem outra palavra, ele corre até as escadas.


— Você quer me ferrar? — Eu esfrego as mãos pelo meu cabelo, tentando acordar. Deve ser cinco horas da manhã. Eu não tenho nenhuma ideia do que Alex tem em curso, mas tenho a sensação de que eu não vou gostar de onde isso vai me levar.

Eu posso cheirar sangue e suor em volta de mim, me trazendo de volta para aquele lugar escuro: o que deixei para trás há muito tempo. Pelo menos, a porra toda que eu achei ter enterrado fundo. Eu deveria saber que não iria ficar enterrado por muito tempo. Minha resistência está diminuindo enquanto estou aqui, meus olhos grudam na esquina ensanguentada onde Alex esta de pé. Dane-se, Alex. Que porra é essa que você me meteu? Dou um passo para frente, ficando cada vez mais próximo ao palco improvisado e cercado por pessoas ansiosas, todos estão lá para ver esta noite sangrenta. Quando eu chego mais perto eu posso ver que as cordas grossas estão manchadas de sangue dos lutadores anteriores. Estar aqui é realmente me testar. Num nível totalmente novo. Todo meu corpo ficou tenso e cada músculo do meu corpo flexiona quando Alex leva outro golpe forte no rosto, seu sangue espirra. É o quinto que ele tomou nos últimos dois minutos. Ele está de joelhos, olhando como se ele estivesse prestes a dar seu último suspiro. Ele mal se move. Ele está desistindo. Ah, porra, Alex! Sem pensar eu começo a empurrar a multidão, fazendo com que todos os olhares pousem em mim, mas eu não dou a mínima. Eu posso


sentir a besta assumir, o que me destruiu no passado. Eu não vou ficar aqui e vê-lo morrer. — Foda-se levante — grita seu contendor. A multidão começa a cantar o nome do outro lutador, mas minha me deixa cego raiva cego. Neste momento nada pode me acalmar. Alcanço o lado direito do palco. Esse cara é um animal em comparação com Alex. É por isso que ele me trouxe aqui hoje à noite. Porra! Ele sabia que havia uma chance de ele morrer. Bem, me trazer aqui foi a melhor coisa que ele fez essa noite, mas a pior para mim. Agora, não há como voltar atrás. Passei seis anos naquela prisão tentando controlar meu desejo de lutar. No beco conseguia me controlar, mas não aqui. Não quando existe a ameaça de uma vida ser tirada. Nunca consigo controlar. Eu pressinto o golpe em minha mente, em meu corpo e em minha alma. Eu sou assim. Podem até me chamar de doente, mas eu fujo da dor. Meus olhos se encontram com os de Alex. Ver o desespero em seu olhar é o suficiente para me matar, para não mencionar que ele parece louco. Isso significa que ele está temendo este momento. Ele sabia que isto ia acontecer. Seus braços estavam largados ao seu lado enquanto ele luta para respirar. Seus olhos já estão inchados quase completamente fechados. Neste momento eu quero matar esse homem, assim como o filho da puta doente do Asher, que o trouxe aqui, em primeiro lugar. Meu irmão não pertence a este lugar, é tudo o que sei. — Acaba com ele, Abel! — O bastardo doente do Asher, dá ordens, só me irritando mais.


Meu olhar assassino se volta para a besta, que eles chamam de Abel, e, em seu momento de glória ele nem me percebe. Seus braços flexionam enquanto ele aperta seu braço no pescoço de Alex e pega o queixo com a outra mão, pronto para ferrar sua espinha. Ele sorri, um sorriso doentio, meu sangue correndo frio. Esse filho da puta. Ele vai matá-lo. Isso prova toda a merda que eu ouvi sobre Asher, no passado, é verdade. Porra! Minha adrenalina aumenta em segundos. Eu vejo vermelho quando meu punho direito cai na parte de trás de sua cabeça eu levo meu joelho direito para o rosto dele, nocauteando-o para o cimento ensangüentado. Ah! Me sinto bem: porra relaxado. A pele em meus dedos rasga no momento do impacto, fazendo minha mão latejar, mas é uma dor que me congratulo. Eu estou aqui, o sangue está escorrendo sobre a minha mão quando eu olho para baixo, para o corpo inerte de Abel, minha mandíbula esta tremendo, antes de olhar para cima para encontrar os olhos de Asher. Estou aquecido e agora estou desejando mais. Asher olha para mim, seus olhos se estreitaram. Seus olhos são escuros, seus dentes apertam quando ele sussurra para o homem ao seu lado. Ele está chateado pra caralho eu acabei de assinar a minha certidão de morte. Alguns homens, provavelmente guarda-costas passam entre as cordas, vindo em minha direção. Eu deveria estar com medo, mas isso não me intimidou. Eu lidei com idiotas muito piores antes. Eu fico em pé, com os punhos cerrados em meus lados, mostrando-lhes que eu não vou recuar. Este é o meu ringue agora. Eu


vou morrer se é isso que ele vem fazer. Ninguém se mete com a minha carne e sangue; a única pessoa que eu amo. Não. Porra. Dando um passo para trás, eu bloqueio Alex atrás de mim, mostrando-lhes que vou protegê-lo a todo custo. Eu não me importo que eu não pertença a este ringue, que essa não seja a minha luta. Eu estou aqui porque preciso salvar a única pessoa que me resta. Um dos três homens se prepara para vir. Eu me preparo para o ataque, mas a voz mortal de Asher fez todos nós congelarmos. — Porra, parem! Até eu dizer o contrário. — Asher dá um passo mais perto do ringue para olhar para mim. Quando seus olhos encontram os meus, ele sibila. — Bem, o que diabos é que temos aqui? O desistente, um hitter. Minhas sobrancelhas se arqueiam quando eu o vejo arrumar suas joias e acenar para alguns caras para se juntar a ele. Agora, ele definitivamente tem a minha atenção. Ele ri de novo e começa a rolar as mangas da camisa. —Ótimo, Carter! Seu irmão veio resgatá-lo. Eu deveria imaginar que seria agraciado com sua presença. — Ele levanta os braços como se para pedir que a multidão o aplauda — Porra, Memphis Carter. — Ele levanta uma sobrancelha enquanto me pergunto o que ele pretende fazer. — Eu escutei muito sobre você. Basta perguntar a Alex. Nós tivemos muito tempo para nos relacionarmos. Não é mesmo, Alex? Ele se volta para Alex, que agora está inclinando-se na corda próximo de mim, respirando com dificuldade.


—Certo! — Ele grita. Todas as veias em seu pescoço se destacam, ele fica cara a cara com Alex. — Fale comigo, Alex. — Ele agarra a corda, fazendo com que Alex olhe para cima. Alex está coberto de sangue e suor, os olhos olhando para mim para pedir ajuda. Eu não suporto vê-lo desta forma, não de novo. Aquele dia me marcou, em mais de uma maneira. Eu fiz uma promessa para ele naquele dia, uma promessa de protegê-lo sempre e estar sempre ao seu lado. Sorte dele que eu mantenho minhas promessas. Indo para o lado do meu irmão, ele coloca o braço em volta do meu ombro, coloco meu braço em volta de sua cintura para suporte, quando eu o levanto. — Apenas me diga aonde você quer chegar, eu rugi. — Eu não gosto de jogos. Acenando com a cabeça, um sorriso cruel se espalha por seu rosto de meia-idade. Me controlo para não socar seu sorriso. — O que eu quero? — Ele me dá um olhar duro e sacode a corda. — Que porra eu quero? — Apontando para Alex, ele me olha friamente. — Eu quero que você pague pela incompetência do seu irmão... e essa merda não é barata. A frustração me consome, eu deixo escapar um suspiro profundo e passo minha mão ensanguentada pelo meu rosto. Esta é a última coisa que eu preciso agora, porra. Eu quase poderia matar Alex por ser tão estúpido. — O que você quer, seu desgraçado — eu rosno. — Você vai lutar no lugar da cadela do seu irmão. — Ele chega no bolso, puxa um maço de dinheiro. — Seu irmão é um incapaz, aqui a divida dele. Você vai me pagar, filho da puta?


Balançando a cabeça, eu faço a temida pergunta. É um tiro no meu coração. — Quanto? Sem hesitar, ele cospe. — Cinquenta.— Ele volta seus olhos escuros ao meus novamente. — Eu quero o que é meu. Ele me deve! — Ele aponta com raiva para o peito, as mãos tremendo. — Ele precisava da minha ajuda antes de se foder. Não é minha culpa que ele escolheu surtar, para mim ele é um inútil. Ele me fez perder mais dinheiro do que ele ganhou. Esta foi a sua última chance de se redimir. Agora... está tudo em suas mãos. Luta para pagar o dinheiro da divida do seu irmão e mantê-lo. Estou muito chateado. Lembrando-me de onde eu estou eu olho ao meu redor para ver que a multidão se dispersou, o que resta é um pequeno grupo de homens em ternos, todos em pé. Fodeu. — Eu não luto mais. Eu estou limpo. — Eu começo a andar e levar Alex para fora do ringue, sabendo que não sairemos vivos daqui só se eu aceitar sua oferta. Eu tento de qualquer maneira. Por... Porque eu sou um filho da puta teimoso. Sinto um aperto no meu ombro. Por instinto eu balanço meu cotovelo para trás, batendo-o numa mandíbula. Ouço um barulho alto antes de o som de pés vindo para mim. — Isso é o suficiente! — A voz de Asher ecoa por todo o armazém, fazendo que meu pescoço se arrepie. Todo mundo congela ao seu comando, obviamente consciente do que este homem é capaz de fazer. —Esta é a sua última chance. Esteja aqui na noite de sexta à meianoite ou a oferta será retirada. Você entendeu, Memphis?


Sem olhar para trás eu ando com Alex para fora do palco e empurro os homens de terno, e saiu dali. Eu posso sentir seus olhares em mim. Eu posso imaginar o sorriso perverso em seu rosto, sabendo que ele ganhou. Pelo menos, eu vou deixá-lo pensar que sim. Eu preciso sair desta merda. Suas palavras voltam a minha mente enquanto caminhamos para o lado de fora, jogo Alex contra meu carro. — Você me fodeu, Alex! Considere minha bunda morta. Eu fecho meus olhos e Lyric vem a minha mente, fazendo com que todo o meu mundo fique parado com o pensamento de nunca mais vê-la novamente. Ela é a única coisa que faz calar meus demônios e me faz sentir vivo. Porra. Quando minha vida estava começando a fazer sentido... Ela se desintegra, bem na minha frente. Bem! Estou de volta ao inferno.


Capítulo 14 LYRIC Foi um dia muito longo na loja de tatuagem, e eu jurei que se eu tivesse que passar mais um minuto lá eu ia sufocar alguém. Styles estava sendo extraordinariamente irritante e Ryan apenas realmente irritado. Eu pensei em chutar a perna dele algumas vezes, mas decidi que eu não queria ouvi-lo reclamar sobre isso. Eu só não estava aguentando mais merda hoje. Eu

estive

fora

do

trabalho

pelas

últimas

duas

horas

contemplando se eu quero ou não enfrentar Memphis sobre o que aconteceu na outra noite. Você não pode simplesmente entrar no quarto de alguém e dar-lhe o maior orgasmo do caralho que já tive e depois ir embora como se nunca tivesse acontecido. Uma parte de mim quer gritar com ele, em seguida, dizer-lhe para cair fora e nunca falar comigo novamente. Duvido que eu tenha forças para fazer isso, porém. Bailey olha por cima da TV e me joga um saco de chocolate coberto de passas. — Aqui, tome estes. Parece que você precisa colocar algo em sua boca. — Eu rasgo o saco e me sirvo um punhado. — Não, o que eu preciso é conseguir algo fora da minha boca. — Sento-me, de repente, irritada. — Quero dizer quem Memphis pensa que é?


— Uau... estou perdendo alguma coisa? — Bailey senta-se ereta e cruza as pernas, ávida por fofocas. —Aconteceu alguma coisa na outra noite quando eu sai? Você tem agido realmente malditamente estranho a noite toda. Eu sempre volto para o olhar nos olhos de Memphis quando eu notei que ele me observava. Não havia como negar. Em seguida, com a mesma facilidade, ele desligou-se e saiu. Por mais que isso me incomode, eu sinto como se fosse meu próprio pequeno segredo sujo e eu quero mantê-lo só para mim. — Não. Estou apenas cansada. Eu não sei. Eu tenho outra sessão de fotos na sexta-feira e eu acho que eu só estou cansada. Talvez eu precise de férias. — Eu empurro outro punhado de passas na minha boca antes de me levantar e pegar a minha jaqueta. —Eu preciso de um pouco de ar fresco. Eu volto logo. Bailey se deita no sofá e se cobre com seu cobertor felpudo favorito. — Você é uma mentirosa, maldição. Vou tirar de você, mais cedo ou mais tarde, então não se incomode de tentar mentir. — Eu vou falar sobre isso mais tarde. Eu só não me sinto bem para discutir isso agora. Estou cansada para caralho e tem um monte de merda na minha cabeça. — Eu abri a porta da frente. — Deixe a porta destrancada. — Como quiser — diz — Apressou-se e fechou a porta. Estou com frio. Revirando os olhos, eu me volto para fora da porta e quase grito quando vejo Memphis encostado na varanda atrás de mim. — Que merda, Memphis! Você me assustou para caralho.


Lentamente, ele se levanta, e caminha lentamente em minha direção, fazendo meus nervos crisparem. Ele parece torturado, irritado. Faz o meu coração doer por ele. Enredando uma mão na parte de trás do meu cabelo, ele me agarra pela cintura e me bate contra a casa. — Eu não devia querer você desse jeito, caralho. Eu não deveria pensar em você... — Ele engole em seco. — Mas eu quero. — Ele pressiona seu corpo no meu, me deixando toda arrepiada. — Diga-me para ir embora — exige. Olho para seus lábios e balanço a cabeça. Eu não posso fazer isso. Meu coração está batendo super acelerado e tudo que eu quero fazer é beijá-lo. — Não — sussurro. Ele bate com o punho contra a parede. — Porra, Lyric. — Ele emaranha a outra mão no meu cabelo, puxando. — Por que você é tão teimosa? — É a forma como fui criada... — olho e encontro seus olhos. — Com um pai que mal sabia que estava lá. Eu um lampejo de dor em seus olhos antes de seus lábios beijarem os meus. Eles ficam ali juntos por um momento, mal tocando minha boca. Eles simplesmente vão embora, deixando-me fria e desejando-o. Eu me inclino contra a parede, lutando para recuperar o fôlego, quando o vejo desaparecer na porta de sua garagem como se nada acontecesse, e como se ele não estivesse de pé aqui na minha varanda maldita me dizendo que me quer. Eu estou super chateada.


Ele pode ter me pego em um momento de fraqueza, caralho. Eu vou dar a este babaca um cartão vermelho. Eu não participar dessa merda, com ele. Irritada, eu vou ao quintal em direção a porta da garagem. Eu não dou mais a mínima para sua privacidade. Ele teve coragem de invadir meu quarto no meio da noite. Por que eu deveria respeitar a sua privacidade e espaço? Eu ando para o corredor e rapidamente vou para baixo para vê-lo parado na frente de sua cama. Ele endurece quando me ouve entrar, mas não diz uma palavra quando ele joga sua jaqueta. Eu tenho um breve momento de fraqueza quando eu olho para seu corpo delicioso, mas eu me recupero, e vou lhe mostrar porque diabos eu estou aqui. — Você sabe o que, Memphis? Foda-se! — Seus músculos das costas flexionam quando eu vou para mais perto dele. — Eu estou tão cansada de você agindo como se você me quisesse, para depois se afastar. Quem diabos você pensa que é? Você acha que eu estou aceitando isso passivamente? Você acha que eu gosto disso porra... com certeza não. Isso me irrita. — Eu dou mais um passo, parando a poucos metros de distância dele. — Então fique longe de mim, Memphis. Não vá até a minha casa e me diga para ficar longe. VOCÊ fique longe... e me dê a chave da minha casa. Você não vive mais lá. Eu vivo! Eu fico ainda mais chateada quando ele não se vira ou até mesmo faz uma tentativa de dizer qualquer coisa. Será que ele vai seriamente agir como se eu não estivesse lá? — Você poderia ao menos olhar para mim quando eu falar com você. — Porra, cai fora — rosna. — Não. Vai se foder! — repito.


Ele se vira, seu rosto tenso enquanto me olha de cima abaixo. — Venha mais perto e veja se eu não rasgo suas roupas e te fodo até que você não possa andar. Vou aniquilar sua boceta e não vou nunca olhar para trás. Ele corre a língua sobre seu lábio inferior antes de mordê-lo segurando a parte de trás do meu pescoço enquanto eu passo bem na frente dele, meus olhos cheios de raiva e de desejo por ele. — Você está entrando em um jogo perigoso, Lyric. Eu não tenho certeza se posso me controlar, não com você. Eu engulo quando seu aperto no meu pescoço aumenta. Isso me deixa tensa, mais o som dessas palavras me deixa quente, caralho. Talvez eu esteja apenas atraída para o perigo. Foi assim que fui criada. Perigo e violência não eram anormais, mas a tranquilidade sim. — Eu não tenho medo de você, Memphis. — Eu agarro seu cabelo com a mão direita, fazendo-o rosnar quando acaricio meus lábios contra os dele. —Existe muito pouca coisa que eu tenho medo; mas não de você. Estou cansada de ter medo. Você não? — Minha voz expele em um sussurro. Não sou capaz de suportar isso por mais tempo, eu alcanço e rasgo sua camisa aberta, enviando os botões para os ares. Seu peito está subindo e descendo tão rápido que quase me assusta. Seus olhos encontram os meus. A reação é tão rápida que me pega de surpresa. Ele olha feroz quando me toma, parece que ele quer me foder com tanta força, que estarei estar rastejando quando

sair

daqui. Eu estou tendo dificuldade para recuperar o fôlego, e eu ainda não consigo superar a beleza dele e a maneira como ele me faz sentir sem fôlego cada vez que eu estou na sua presença. Há tanta coisa que eu quero saber e ele precisa saber que eu não sou a única com medo. . . Ele está com medo também.


Do nada ele me pega e anda pelo quarto, me jogando em sua cama. Eu pouso no meio, segurando o cobertor macio em surpresa. Ele vê pela minha reação como se estivesse preocupado que eu tenha medo dele, medo disso. Ele está me testando, estudando meu rosto quando ele retira sua camisa e joga-a de lado. — Lyric. Eu não posso ser gentil. Não é da minha natureza... assim você vai ficar ou sair? Sento-me e deslizo meu casaco, meus olhos permanecem com o seu. Eu preciso encará-lo para saber se ele realmente quer isso, eu tenho certeza absoluta que quero isso. — Eu vou ficar — digo com firmeza. Ele desvia o olhar por um segundo antes de voltar a olhar para mim. — Bom. Eu esperava que esta fosse sua resposta. Descendo ele agarra minha camisa e puxa-a sobre a minha cabeça, tirando-a antes de jogá-la para trás. — Tire meu jeans. Ele agarra a parte de trás do meu pescoço enquanto eu pego a cintura da calça jeans e destravo o botão da sua calça, abrindo o zíper. Eu empurro o jeans para baixo de suas pernas, arranhando suas coxas ao longo do caminho, sendo tão rude em movimento como ele tem sido comigo. Eu posso ser rude também. Eu não preciso de suavidade. Eu não vou desistir. É bom compensar minha frustração. Eu acho que eu vou gostar disso. Eu quase preciso. Eu vejo um pequeno sorriso em seu rosto, quando ele me olha com aprovação. Eu estou fazendo seu jogo, e adorou isso.


A pressão de sua mão em meu pescoço aumenta, então ele me puxa, toca seus lábios contra os meus, me fazendo perder todo o controle. Seu beijo apaixonado, foi tão rude que sinto-me como se estivesse flutuando. Antes que eu possa dizer qualquer coisa, ele me tem em pé, de frente para a parede, no quarto que tem um enorme espelho, cobrindo praticamente todo o espaço. Ele me obriga a enfrentá-lo antes de se inclinar na minha frente e me despir, até que eu estou completamente nua, olhando para o meu próprio reflexo no espelho. Eu observo os meus mamilos endurecer imediatamente, e fico toda arrepiada, quando ele roça os dentes no meu pescoço. — Envolve as mãos na corda acima de você. — Sua voz é profunda e cheia de desejo, fazendo minha boceta contrair. Eu não posso negar que eu gosto dele estar no comando agora. É tão sexy, caralho. Eu quero ver onde isso vai dar; eu quero. Eu olho para o teto acima de mim e observo duas cordas penduradas acima da minha cabeça, formando um V de cabeça para baixo com um nó em cada ponta. Meu palpite é que eles são parte de sua rotina de exercícios. Imaginá-lo fazendo flexões sem camisa na frente deste espelho, eu fico mais excitada, tenho que fechar minhas pernas para que não perceba o quão molhada estou. Estou de pé em frente ao espelho com meus braços, emaranhado nas cordas quando Memphis vai embora. Meu coração está batendo tão rápido que eu posso senti-lo batendo no meu peito, aumentando o fluxo de sangue em minhas veias. Eu nunca fiz nada parecido antes, e sabendo que é com Memphis me excita para caralho. Poucos segundos depois, a música começa a tocar na sala. A canção familiar no rádio me chama a atenção, enquanto eu assisto


Memphis no espelho atrás de mim, procurando alguma coisa. A música é O desejo por Meg Myers. Porra! Esta canção me faz querer devorar Memphis da melhor maneira possível. Eu não posso negar que eu quero uma foda selvagem. Com ele eu quero tudo selvagem, porque é isso que ele é. Meu corpo começa a tremer, enquanto eu assisto Memphis se aproximar por trás segurando uma câmera na mão. É um modelo mais antigo. Eu tenho essa sensação de que há uma história por trás dela, tornando este momento ainda melhor. Eu acho que ele não estava mentindo quando disse que gostava da câmera, porque ele tem uma. Ele chega com a mão livre e garante que meus braços estão seguros. — Segure-se firme, e não solte. — Minha respiração me escapa, enquanto eu assisto Memphis despir-se de sua cueca boxer, agora de pé atrás de mim completamente nu... e duro. Antes que eu possa tomar fôlego eu o senti pressionado por trás de mim. Ele agarra meu cabelo com uma mão e puxa de volta para que o meu pescoço esteja exposto a ele. Seu hálito quente acaricia meu pescoço quando eu ouço o obturador da câmera. Eu nunca tinha sido exposta assim, mas eu gosto da idéia de ele querer me capturar assim. É incrivelmente quente. — Isso pode doer um pouco — sussurra. Deixando de lado o meu cabelo, ele se estica e agarra um preservativo, rasgando a embalagem aberta com os dentes. — Bom — sussurro, antecipando a sensação de seu pau grosso me enchendo, e já imaginando o quão selvagem ele vai-me foder. Ele segura sua mão sobre meu monte, me elevando um pouco para alinhar nossas cinturas na mesma altura. Eu arco minhas costas, dando-lhe um melhor acesso a minha boceta.


Sinto seus dentes cavarem no meu pescoço, ao mesmo tempo ele desliza-se dentro de mim. Eu grito numa mistura de dor e prazer quando ele me enche, empurrando lentamente seu pênis até onde o fundo. Passando os dentes no meu pescoço, ele arrasta a língua ao lado deles e pressiona um dedo em minhas dobras, exercendo pressão sobre o meu clitóris enquanto entra em mim, lenta e profundamente. Ele é tão grande que grito. Ele pressiona contra a minha pélvis, trazendo nossos corpos o mais perto que ele pode. Ele remexe em mim, usa seus quadris enquanto se encaixa mais e tira algumas fotos de mim através do reflexo no espelho. Eu gemo, querendo mais. — Porra! Eu adoro quando você grita. — Ele se inclina em meu ouvido enquanto ele empurra-se para dentro de mim e para. —Você gosta de gritar para mim? — Ele para e bate em mim quando eu não respondo. — Você quer que eu te foda como eu queira? Eu estou tentando o meu melhor para segurar, mas eu quero arrombar sua bocetinha, Lyric. Eu quero que você tome tudo — Ele lambe meu ouvido antes de mordê-lo e sussurra — Ficar cheia de mim. — Meu corpo treme com suas palavras e as minhas palavras saem antes que eu possa controlá-las. — Sim. Eu quero tudo de você. Não se segure. — Não goze — ele exige. Ele ajusta a câmera para baixo e altera sua posição. Ele envolve um braço em volta do meu pescoço e outro na minha cintura enquanto ele empurra dentro de mim tão profundo quanto ele pode ir. Ele não perde tempo, me fode com tanta força e incansavelmente. Nossos corpos


suados esfregam juntos, nós dois gemendo com cada impulso. Meu desejo por ele é tão forte que eu não me canso dele. Olhando no espelho, eu assisto seus músculos tencionarem. Seu poder sobre mim só parece aumentar a cada impulso, me puxando em direção a ele. Eu sinto a corda começar a machucar meus pulsos, mas eu aguento de qualquer maneira, não querendo acabar esse momento. Algo sobre ele ter o controle total sobre mim, me faz quase implorando por mais. Sinto-me começar a apertar em torno dele e todo o meu corpo parece tremer, estou perdendo o controle. A sensação é tão intensa que eu deixo de segurar as cordas e quase caio no chão, mas Memphis me pega e imediatamente começa a esfregar meu clitóris enquanto eu me aconchego em seu corpo. Ele agarra meu pescoço e eu giro minha cabeça, capturando seus lábios. Segurando-me, ele caminha em direção à parede e me coloca de pés. Ele rompe nosso beijo para me virar. Memphis se aproxima e pressiona as costas contra o espelho, antes prender meus punhos contra o espelho. O suor desliza das minhas costas, me deixando mais excitada, Memphis é o único cara que me deixou assim tão suada. Ele rompe nosso beijo de novo. Seus olhos observam todo meu corpo, antes de ele levantar uma das minhas pernas para embrulhar em torno de sua cintura. Ele vira ligeiramente para nivelar a nossa altura, em seguida, empurra-se para dentro de mim com um impulso profundo. Dói, mas é bom ao mesmo tempo. Eu grito seu nome mais e mais enquanto ele move-se em mim, tendo a sua raiva entre as minhas pernas. Minhas mãos apertam suas costas, meu corpo todo suado. Neste momento sinto-me dele. Eu sinto sua dor, sua paixão, e sua necessidade. Eu quero mais.


No calor do momento eu me mexo, batendo a cabeça no espelho. Ele rosna me ergue e depois envolve ambas as minhas pernas em volta de sua cintura. Isso parece deixá-lo mais excitado, fazendo seus impulsos mais longos e profundos, mais furiosos do que antes. Quase doloroso. — Quão selvagem você quer, porra? — Agarro seu cabelo com tanta força, mostrando-lhe que eu quero uma foda muito selvagem, e que eu não tenho medo dele me machucar. Eu sinto-o morder meu lábio inferior antes dele o puxá-lo e chupa-lo, aliviando a dor que ele causou. Sua língua quente controla a minha, e seu pênis se move dentro de mim, me possuindo. Eu fico sem jeito, de novo, quando eu o sinto pulsando dentro de mim. Nós dois gememos alto, as mãos segurando meu rosto com força enquanto ele libera-se dentro do preservativo, nunca saindo de mim. Eu contraio os músculos, minha boceta apertando tanto ele quanto possível. Estou ofegante em seus braços e ele ainda está me segurando. É como se ele não quisesse me soltar. — Veja o que quero dizer quando digo que eu não posso ser gentil? — Ele se afasta e me olha nos olhos. — Há muita coisa sobre mim que você não sabe. Se você soubesse, você ia ficar tão longe de mim quanto possível. Agarrando seu cabelo, eu baixo o meu rosto para que nossas testas se toquem. — Eu não sou tão fácil de afugentar; especialmente quando se trata de algo que eu quero. — Eu chupo seu lábio inferior em minha boca e mordo-o, assim como ele mordeu o meu. Eu gosto disso. — E eu quero você.


Ele empurra o espelho e caminha até que estamos em pé na frente de sua cama. Ele me puxa para ele lentamente, antes de rastejar em cima de mim e espalhar minhas pernas para fora com a sua de modo que ele está entre as minhas pernas. — Fique. Ele passa a mão pelo meu braço, seu corpo tenso. — Eu não posso prometer nada, mas agora eu quero você aqui. Você pode ficar ou ir embora. Eu nem sequer tenho que pensar sobre isso. Este homem é cheio de paixão. Ele pode tentar ser destemido para afastar as pessoas, mas ele tem paixão. Eu não sei o que acontecerá amanhã, mas hoje à noite... Eu quero estar aqui mesmo, em sua cama, e ao lado dele. Eu acaricio seu cabelo e empurro a cabeça para baixo para que ele sinta e fique sobre os meus seios. — Eu já te disse que eu não sou tão fácil de livrar. Nós ficamos em silêncio por um tempo curto antes de eu perceber que ele está adormecido. Ele parece atormentado, mesmo durante o sono, e isso dói meu coração, me fazendo querer aconchegá-lo. Todo mundo precisa de alguém. Eu sou esse alguém para ele...


Capítulo 15 LYRIC Rolando eu acordo em uma cama vazia. Eu estou meio perdida até perceber onde eu estou. Eu dormi tão profundamente que fique meio confusa. Eu não tenho ideia de que horas são, mas eu sei que tem que deve ser cedo. Eu me sinto como se eu tivesse dormido apenas algumas horas e meu corpo de repente se sente extremamente dolorido. Isso me lembra que Memphis esteve dentro de mim, tomando-me como sua. O lembrete acelera meu coração. Sentando-me, eu olho em volta, mas não vejo Memphis em lugar nenhum. Posso dizer que ele não está no banheiro, porque a porta está aberta. Ele deve ter saído. Uma parte de mim se sente mal. Ele deixou claro que ele tem dificuldade em dormir com alguém, mas ele saiu da cama, em vez de me mandar embora. Avisto uma das camisas de Memphis na cadeira , então eu colocoa rapidamente, ainda sonolenta. Eu fecho os olhos e inspiro seu cheiro. Não há palavras para explicar como este homem cheira gostoso. Isso me deixa louca. Puxando meu cabelo bagunçado para o lado, eu rapidamente vou para as escadas, mas tento não fazer muito barulho para que não acordar Alex. Eu já perturbei o sono de um irmão, obviamente. Eu não vi Alex na noite passada quando eu entrei então ele já devia estar em seu quarto. Eu sei que ele estava aqui, porque o carro estava estacionado do lado de fora.


Silenciosamente, eu ando pelo corredor passando pelo quarto de Alex que está aberto. Eu não os vejo, então eu espreito a minha cabeça para a garagem para descobrir que eles não estão lá também. Quando eu fecho a porta da garagem ouço o que soa como a guitarra de Memphis, vindo da parte de trás da casa. Eu sigo o som na direção da varanda dos fundos. Eu paro e congelo quando vejo Alex encostado na porta de tela, ouvindo Memphis tocar sua guitarra. Alex se vira para mim, com o rosto todo machucado e inchado, deixando-me surpresa. Ele me olha como se não pudesse acreditar que estou realmente aqui. Ele parece completamente confuso, mas quem está sou eu, o que aconteceu com ele? É como se um trator estivesse atropelado. Eu preparo-me para dizer alguma coisa, mas ele coloca o dedo sobre os lábios e me cala. — Venha aqui — diz em voz baixa. Engolindo meu choque, eu vou até ele e fico ao seu lado. Eu vejo um pequeno sorriso em seu rosto, enquanto olha para a escuridão e ouço o som calmo da guitarra de Memphis. Há algo sobre a sua forma como ele toca que faz você se sentir estranhamente em paz. Eu olho pela porta, mas tudo o que posso

ver é à sombra de

Memphis. Ele parece tão relaxado e tranquilo. A música que ele está tocando é belíssima. É algo que eu nunca tinha ouvido antes e isso me faz pensar se ele próprio escreveu. — É tão lindo — sussurro para Alex. — Por que ele está lá fora? Está frio. Alex se vira para mim, e seus olhos ficam vidrados. Parece quase como se ele estivesse lutando contra as lágrimas. — Memphis costumava sempre tocar aqui para a nossa mãe. — Ele toma um pequeno fôlego e coloca a mão no vidro com a cabeça para


baixo. —No início, ele costumava tocar apenas o que ele conhecia, mas, em seguida, uma noite o ouvi tocar e eu e nossa mãe nos sentamos e o ouvimos por horas. Eu era jovem na época, mas lembro-me da sensação como se fosse ontem. A música de Memphis conseguia fazer nossa mãe sorri. Ela adorava e nosso pai odiava. Ele odiava o fato de que ela amava tanto. Em seguida, ele chegou a um ponto que, víamos a varanda, ouvi-lo tocar para conseguirmos dormir. — Ele se vira para mim e me olha direto nos olhos — Seus olhos são tão deslumbrantes quanto os de Memphis, exceto que os de Alex são de uma cor acinzentada. Esses meninos são definitivamente belos. — Ele é um bom rapaz. Não deixe que ninguém lhe diga o contrário. Não deixe que ele lhe diga o contrário. Entende? Balançando a cabeça, volto para a porta para ver Memphis tocar. Eu sinto uma dor no meu peito enquanto eu o ouço. Eu posso sentir sua dor em cada nota, como se ele estivesse se desnudando através de sua música. Tudo sobre Memphis faz meu coração doer. Eu não posso imaginar o que ele passou, mas eu realmente quero saber. Eu realmente nunca tive a chance de conhecer minha mãe, porque ela fugiu quando eu tinha cinco anos. Eu não posso imaginar tê-la em minha vida e depois perdê-la. Eu sinto por esses meninos, ambos. Sem mãe, sem pai. Sem família, eles têm apenas um ao outro. Eu não consigo evitar de perguntar que está me corroendo. — Alex? — Ele se vira para mim com olhos suaves, que espreita através de suas pálpebras inchadas. — Onde está o seu... A música para e eu ouço o que soa como Memphis colocando sua guitarra para baixo. Por alguma razão o meu coração salta quando eu o vejo se levantar. — O que vocês dois estão fazendo acordados? É cedo.


Colocando a mão na parte inferior das minhas costas, Alex empurra a porta e prende-a para eu sair primeiro. — Eu não conseguia dormir e, aparentemente, nenhum de vocês dois poderia também. Você sabe que eu não durmo muito. Memphis pega um vislumbre de sua camisa e me olha de cima a baixo, antes de caminhar em direção a mim, seu rosto tenso. Seus olhos mudam, tornando-se aquecidos, ele está pronto para tirá-la de mim e me foder selvagemente novamente. Meu coração se acelera com a lembrança. — Você deveria dormir um pouco. — Ele coloca meu cabelo atrás da minha orelha. Era quase um gesto gentil. — Eu vou descer logo. Eu preciso de um pouco de ar fresco. Deixo escapar um pequeno suspiro e viro para Alex. Ele está assistindo Memphis e eu, e parece que ele está todo dolorido. — Precisa de alguma coisa? — pergunto a ele. Ele balança a cabeça. — Não, eu estou bem. Não dói tanto. — Ele sorri. — Boa Noite. — Boa noite. — olho de Alex para Memphis e vejo um pequeno sorriso no rosto de Memphis. É tão lindo. Ambos os meninos me veem por um momento antes de eu virar e subir para o quarto. Sento-me na beira da cama de Memphis e me perco em meus pensamentos. De repente minha fixa cai e não tenho ideia do por que eu estou aqui. Eu não sei nada sobre Memphis, mas uma parte de mim é extremamente atraída por ele, querendo-o mais do que devia. Isso me assusta.


Por mais que eu queira estar perto dele, eu me sinto como uma idiota ao mesmo tempo. A verdade é que ele também não sabe nada sobre mim. Eu só sei o que eu sinto por ele, e que quero confortá-lo. Levantando-me, e procuro minha roupa e começo a me vestir. Eu acho que talvez seja melhor eu simplesmente ir para casa. Eu tenho que organizar meus pensamentos, e não vou ser capaz de pensar claramente deitada ao lado dele. Pois não posso pensar racionalmente. Eu não consigo. Memphis aparece na escada quando pego meu casaco. Eu olho para ele quando ele percebe que estou completamente vestida. — Eu devo ir para casa. Ele me alcança e agarra meu pulso enquanto eu tento passar por ele. — Eu não disse que você tinha que ir. Eu o encaro profundamente. Ele parece mal por eu estar indo embora. Faz-me sentir culpada. — Diga-me algo sobre mim, qualquer coisa. Seu aperto no meu pulso aumenta e seus olhos ficam fixos no meu, como se tentasse me ler. — Você é teimosa para caralho, e dura como aço. Sua verdadeira paixão é a arte e fotografia, mas você tem muito medo de realizá-lo. Você não vê a beleza no que você faz, porque você tem medo de não ser boa o suficiente. É por isso que você está trabalhando nessa maldita loja de tatuagem com esses porás que provavelmente passam a maior parte do seu tempo flertando com você em vez de trabalhar. Ele desvia o olhar por um segundo antes de continuar.


— Você foi criada por seu pai imbecil que é demasiado estúpido para ver o seu valor e como você é extremamente linda. Ele é um sortudo filho da puta e ele estragou tudo... mas também te fez forte e independente; uma lutadora... como eu. Eu engulo seco, sinto-me invadida por um mar de emoções. Ok, então ele sabe um pouco mais sobre mim do que eu esperava, e porra eu amo isso. Isso só mostra o quão profundo ele é e que talvez haja uma pequena parte dele que se preocupa comigo também. Eu preciso de mais. Embora eu quero saber sobre ele. Eu quero que ele seja capaz de me contar sobre sua vida. — Você não pode me contar algo sobre si mesmo, como por que você foi preso? Onde está o seu pai? Onde esteve naquela semana? Qualquer coisa? Ele balança a cabeça e aberta sua mandíbula antes de liberar meu pulso. — Não. Eu irei embora em breve. E não darei a chance de me odiar enquanto ainda estou aqui. — Isso é o que pensava. — passo por ele e vou para as escadas. — Tenha uma boa noite, Memphis. Sem perder um segundo, eu vou embora. O vento frio bate em mim, e de repente sinto uma onda de emoções. Minhas bochechas se sentem congelar quando as lágrimas correm pelo meu rosto. Não é apenas sobre Memphis recusando-se a se abrir comigo. É sobre Memphis me lembrando-me o quanto meu pai nunca se importou. Eu sempre me senti como se eu não fosse boa o suficiente, porque eu não era o menino maldito que ele queria. Minha mãe não me quis o suficiente para me levar, quando ela o deixou. Eu estava presa com um idiota que fingia que eu não estava por perto. Agora, eu estou


aqui nesta cidade maldita, porque eu pensei que as coisas seriam diferentes se eu me aproximasse do meu pai. Eu estava errada e tudo que eu tenho é Bailey. Ela é a minha família agora. Quando me preparei para alcançar a maçaneta da porta, eu sinto um braço chegar ao meu redor e sinto sua respiração Memphis sussurra próximo do meu pescoço. — Você não tem a chave — sussurra. Eu quase me permiti voltar, enterrar meu rosto no calor do seu peito firme, mas a parte racional em mim está gritando para que eu não deixe que ele veja minhas emoções, não deixá-lo ver o quão desgraçada eu me sinto agora. Eu sempre fui forte para mim mesma; Eu ainda posso e eu vou. Ele tem dor o suficiente para lidar. Ele desliza a chave na maçaneta e lentamente vira, enquanto passa seus lábios no meu pescoço, parando logo abaixo da minha orelha. —Boa noite, Lyric.— Suas palavras saem em um sussurro doloroso, antes que ele empurre a porta aberta e parta. Permito-me alguns segundos para me recompor, ouço a porta se fechar, antes de calmamente entrar e fechar a porta atrás de mim. Droga... Eu já sinto falta dele.


Capítulo 16 LYRIC Já se passaram cinco dias desde que falei com Memphis. A única vez que o vi foi quando ele saiu de casa, mas eu o evitei ficando dentro de casa, esperando por ele sair antes que eu. Eu ainda não consigo superar o fato dele não querer ou não conseguir se abrir comigo. Que porra é essa que ele não pode me contar? Eu nunca conheci alguém tão reservado na minha vida além de meu pai... E nada de bom já veio dele. Aqueles com segredos geralmente têm uma razão. No começo eu gostei do mistério de Memphis. Eu gostava que ele me deixasse adivinhando e me fazendo pensar, mas agora é quase doloroso ser deixada no escuro. Nada dói mais do que querer conhecer alguém, só para ter essa pessoa se recusando a se abrir com você. Como você pode estar lá para alguém e ajudar a aliviar sua dor quando você não sabe o que o machuca? Você não pode... Então mantenho distância antes de me machucar. Trevor me convidou para sair com ele hoje à noite. Depois de perceber que eu preciso fazer algo para tirar Memphis da cabeça, eu concordei. Trevor não é meu tipo, mas ele é definitivamente gostosão e divertido. Para ser honesta, estou me divertindo mais do que esperava. — Ei. Você está sonhando com o menu? Eu olho por cima e rio de Trevor do outro lado da mesa. Eu estava tão perdida em pensamentos que por um momento não percebi que ele estava me observando.


— Você é sempre tão boa em encontros ou é só comigo? Trevor sorri e se inclina para trás, antes de responder é seu quinto drink da noite. — Definitivamente sempre. É uma maldição e uma bênção; um amor, um ódio. Eu não consigo parar de rir de sua jovialidade. Talvez Trevor seja uma boa distração. Ele nunca vai ser nada mais do que um amigo, você pode ter muitos amigos. Quando você nunca teve uma família, os amigos se tornam a coisa mais importante na vida. Eu aprendi isso da pior maneira. Observo-o por um momento, feliz por ter decidido sair de casa. Ele me faz continuar sorrindo praticamente toda a noite, embora eu possa dizer que ele está ficando um pouco bêbado agora. Ele me convidou para dançar algumas vezes, mas até agora eu não bebi o suficiente pra aceitar o convite. — Vamos lá — digo suavemente. — Eu tomo um ultimo gole da minha cerveja e fico de pé, pegando sua mão. — Estou cansada de ficar sentada. Ele pega minha mão e eu o puxo atrás de mim, fazendo meu caminho em direção à pista de dança. Assim que encontro um local vazio suas mãos envolvem em torno da minha cintura e ambos nos deslocamos para o ritmo lento da música. Eu o senti mover-se contra mim quando seu hálito aquece meu ouvido. Parece bom, mas eu tenho que admitir. . . Ele não me faz sentir nada; gosto de ter Memphis por perto. Quando Memphis está perto tenho sorte de conseguir lembrar-me de respirar. Sinto-me como se fosse derreter em seu corpo e esqueço o resto dessa porra de mundo. Ele me dá esta estranha mistura, me faz sentir... viva.


Eu sinto os lábios de Trevor tocar meu ouvido quando ele sussurra: — Você fica tão linda em meus braços. Você é muito gostosa, Lyric. Você devia pertencer a um homem como eu... não alguém como Memphis. — Seus braços me apertam, me fazendo sentir sua ereção pressionada contra a minha bunda. Ele mexe os quadris algumas vezes, me puxando para o mais perto possível, para garantir que eu sinta o que estou fazendo com ele. Eu vou admitir que é sensual, mas eu tenho a sensação de que qualquer outra garota o faria sentir a mesma coisa. A menina aqui quer se sentir diferente do resto. Nós todos temos a mesma coisa entre as pernas, mas quem quer se sentir como um maldito número, apenas mais uma? Memphis nunca me faz sentir assim. É uma coisa que me fez o querer, para começar. Girando em seus braços, eu coloco minhas mãos em seu peito por um pouco de espaço. — Acalme-se, seu tarado. Eu concordei com a dança, não te foder na pista de dança. Ele levanta uma sobrancelha, divertido. — Então você prefere me foder em outro lugar? Deixei escapar uma risada sem graça e balanço a cabeça. — Se você quiser ter seu pênis intacto, é melhor esquecer isso. — pressiono minhas mãos com mais força contra seu peito e dou-lhe um pequeno empurrão. — Recue um pouco, Trevor. Talvez você tenha bebido um pouco demais. Ele levanta as mãos e dá um passo para trás, de brincadeira. — Caralho, você está mal-humorada. Eu gosto. — Tenho a sensação de que suas ultimas cartadas foram lançadas, porque agora há uma ligeira ofensa nas suas palavras. Isso está me fazendo desconfortável. — Venha aqui. — Ele chega para os meus quadris, mas


eu o empurro de volta, deixando seu rosto super aborrecido. — Calma — diz ele rigidamente. Eu engulo em seco quando eu olho para ele, tentando lê-lo. Eu começo a perceber que sempre que ele bebe, ele fica um pouco agressivo. Eu deveria ter me lembrado disso no nosso primeiro encontro na luta naquela noite. Ele cheirava a cerveja se bem me lembro. Agora eu entendi: porque Memphis me disse que ele não era bom para mim. Eu sempre gosto de julgar por mim mesma, então eu dei-lhe uma chance. Agora me lasquei. — Eu vou embora. — ando pela pequena multidão até a mesa para pegar meu casaco. — Ei — espere um minuto. —Eu ouço Trevor chegar atrás de mim quando eu visto minha jaqueta—. —Ainda é cedo.— —Pode ser cedo, mas é tarde demais para você.— Eu empurro a mão dele quando ele chega para pegar meu casaco. —Sai fora, Trevor.— Eu levanto a minha voz, deixando-o saber quão puta eu estou agora. — Estou caindo fora. Deixe-me em paz. Vá buscar outra bebida. Tenho certeza que você pode encontrar alguma menina aqui que goste de um cara burro, bêbado e estúpido. Eu não gosto, OK. E começo a caminhar para fora quando sinto a chuva fria atingir minha pele. Trevor está atrás de mim, e não entendendo o que eu estou falando, maldição. Ele é realmente estúpido... Ou apenas bêbado? Eu paro ao lado da porta e olho em minha volta. Eu percebo que é provavelmente uma idéia muito ruim para casa a pé na chuva fria, mas é provavelmente melhor do que ficar sozinha com ele. Eu realmente não quero ter que bater em seu rosto bonito. — Entre no meu carro. Vou levá-la para casa. — Trevor diz, colocando as mãos sobre minha cabeça. Todo o meu corpo está


tremendo por causa da chuva, e tudo o que eu realmente quero fazer é voltar para dentro, mas eu não vou. Estou saindo quer ele goste ou não. — Não. Eu estou bem. — Eu tento me afastar dele, mas ele mantém as mãos firmemente plantadas no lugar. — Trevor — rosno. — Saia do meu caminho. Agora. Ele bate na parede acima da minha cabeça com raiva, me assustando. Eu me odeio por vacilar. Eu sou mais forte do que isso. — Como você chegará em casa? Está chovendo. — Ele se movimenta em torno de nós, antes de colocar seu braço contra a parede. — Eu estou bem. Apenas deixe-me levá-la. Vamos. — Não, você está bêbado. Saia do meu caminho. — o empurro com toda minha força, , mas ele é tão grande que mal surte efeito. Eu tento mais uma vez passar por debaixo de seu braço, mas não funciona. — Me deixa, Trevor! Do nada, de repente ele é empurrado para longe de mim e bate contra a lateral do prédio. Levo um segundo para registrar a visão a minha frente, mas quando eu faço, meu coração para, minha respiração acelera em minha garganta. Memphis envolveu uma mão ao redor da garganta de Trevor, empurrando-o contra a parede. Cada músculo em seu braço está tenso. Seu rosto está tão perto de Trevor que estão quase se tocando. Eu nunca vi Memphis parecer tão letal. — Você é estúpido? — Memphis bate-o contra a parede novamente, com mais força desta vez. — Eu pensei que você tinha crescido, seu filho da puta idiota. — Trevor estende a mão, mas Memphis afasta sua mão, evidentemente, não terminou com ele ainda. — Não a toque novamente. Eu estou tentando o meu melhor para não


acabar com você aqui, mas da próxima vez não haverá controle. Entendido? — Cara — Trevor finalmente tem seu pescoço liberado, mas Memphis não se afasta o suficiente para deixá-lo ir. Memphis flexiona seus músculos, preparando-se para lutar. — Você lutará comigo por causa dessa cadela? Com o seu melhor amigo? Ela é só a porra de uma mulher. Ela não significa nada. O que aconteceu com você? Temos um código, mano e você o quebrou. Devemos cuidar um do outro. Memphis vira o rosto por um segundo, sua mandíbula tensa, antes dele se virar e dá um soco na boca de Trevor. A cabeça de Trevor voa de volta para parede e ele estende a mão para tocar o sangue em seu lábio. — Porra, Memphis! — Venha. Vamos lá.— Ignorando Trevor, Memphis envolve seu braço em volta da minha cintura e me puxa para seu lado na sua moto. — Você não mudou tanto, Memphis! — Trevor grita atrás de nós. — Você continua não controlando a sua raiva. É só uma questão de tempo antes que você deixe isso acontecer novamente! Memphis congela por um segundo, sua mandíbula fica tensa, antes de colocar o capacete na minha cabeça e me ajudar com a moto. Eu posso dizer que ele está tentando com tudo não voltar lá e surrar Trevor. — Segure-se firme.


Depois que Memphis estaciona na calçada, ele desliga o motor, mas fica em sua moto. Ele não faz uma tentativa de mover-se, por isso nem eu. — Você deveria entrar — diz — Está chovendo. Eu penso em ficar na sua moto mas, em seguida, eu me lembro que deveria ficar longe dele. Ele não me quer como eu o quero. Eu preciso lembrar-me disso e seguir em frente. Saindo fora da moto, eu tiro seu capacete, coloco em seu colo e começo a caminhar pela grama em direção a minha casa. Eu estou com tanto frio que eu mal posso andar. Minhas pernas estão dormentes devido a minha roupa molhada. Eu só dei alguns passos de distância antes de sentir os braços de Memphis envolver em volta da cintura e me puxar contra seu corpo. Sua jaqueta está agora aberta, então ele me embrulha dentro dela, e eu me aconchego contra seu peito para me manter aquecida. Parece tão bom estar em seus braços. Sinto-me. . . Segura — Desculpe. Não estava chovendo quando saí — diz em voz baixa. — Eu sou um idiota. Venha. Você precisa se aquecer. Se afastando um pouco de mim, ele retira seu casaco e o coloca sobre meus ombros, enquanto leva-me de volta para sua casa. — Memphis... — tento ir embora, mas ele me pega, me joga por cima do ombro. — Coloque-me no chão para que eu possa ir para casa. — Você não vai para casa. — Ele empurra a porta da frente aberta e acena para Alex enquanto ele sorri para nós a partir do sofá. — Legal, mano. Tente não assustá-la. — Ele se levanta quando Memphis vira no corredor. — Eu chutarei a bunda dele se precisar, Lyric. Apenas grite por mim.


Eu não consigo parar de sorrir para Alex. Ele é tão bonitinho e, de certa forma, irresistível. Ao contrário de Memphis, ele provavelmente não sequestra meninas e as levar para seu quarto. Eu espero Memphis me jogar em sua cama antes de ficar de pé e empurrar seu peito. Tudo o que ele faz é olhar para mim, me segurando. Um olhar. Aquele olhar me deixa de joelhos e me faz querer me render. Eu me sinto suave agora. Toda a minha raiva se foi. — Eu deveria ir para casa, Memphis. Ele me ignora. Sem dizer uma palavra, ele se livra de sua boxer, antes de chegar até mim e me despir. — Fique. Tudo o que posso fazer é olhar para o rosto dele, enquanto ele se concentra em lentamente me despir. Aquele olhar sempre me recebe. Ele não parece tão selvagem. Ele parece gentil e carinhoso. — Eu não farei sexo com você — digo tão firme quanto posso. É uma luta, uma grande luta, porque com toda a honestidade o que mais quero é fazer amor com ele. Eu quero que ele me possua em todos os sentidos. Agarrando-me pela cintura, ele me puxa para a cama com ele e nos envolve com o cobertor. — Eu não estou tentando fazer sexo com você. Se eu estivesse. Você saberia. — Ele me puxa o mais próximo possível e começa a esfregar meus braços e pernas. — Estou tentando aquecê-la, assim você não fica doente. Minha mãe costumava fazer isso quando eu era uma criança — diz ele em voz baixa. — Deixe-me fazer algo direito uma vez.— Eu sinto meu coração quebrar com a dor em sua voz quando me aconchego nele e fecho os olhos. Eu não disse uma palavra. Eu não quero estragar este momento. Não é muito frequente este homem ser gentil.


Entre o calor do corpo e o calor de sua respiração no meu pescoço, eu me aqueço rapidamente e posso sentir o meu corpo lentamente parar de tremer em seus braços. — Por que estava com Trevor? Eu pensei ter avisado que ele não era bom para você.— Sua voz sai rigidamente, atada com dor enquanto me puxa para perto dele. Fechando os olhos, me aconchego em seu braço, respirando o seu cheiro. — Eu sempre julguei por mim mesma, Memphis — digo baixinho. — Gosto de tirar minhas próprias conclusões, não me deixo levar pelo que outras pessoas dizem e não começarei agora. Ele deixa escapar um suspiro suave quando ele entende onde eu estou indo. — Sim, bem... Eu nunca vou mentir para você, Lyric. Eu quero que você confie em mim. Eu posso não ser capaz de dizer certas coisas, mas eu nunca vou contar uma mentira para você. Diga-me que ficará longe de Trevor — ele exige. Esfregando os lábios contra seu braço, eu sussurro, — Ok. Ele me aperta uma vez, mostrando que ele está satisfeito, antes de mudar o meu cabelo atrás da minha orelha e gentilmente beijar meu pescoço. Meu coração contrai a partir deste pequeno beijo. Foi um suave gesto carinhoso... a única coisa que disse que era incapaz, mas ele é. Eu fecho meus olhos e sorrio, com medo de estragar o momento. É uma sensação muito boa. Este homem tem o coração mais lindo que eu conheço. Eu só queria que ele pudesse vê-lo...


Capítulo 17 MEMPHIS Ela está dormindo em meus braços e não se moveu um centímetro desde o momento em que seus olhos fecharam. Parei de esfregá-la mais de uma hora atrás, mas eu não me movi do meu lugar também. Eu vou admitir que sinto-me muito bem por tê-la perto; um sentimento que eu não estou acostumado, e um que eu não queria. Eu deveria ter pensado melhor antes de transar com ela, tendo o seu corpo da maneira que eu desejava, mas eu não pude lutar contra isso por muito tempo. Saber que ela queria isso só piorou as coisas. Ela é diferente das outras garotas. Ela estava certa quando ela disse isso, e agora que eu senti como é estar dentro dela, eu não consigo parar de pensar nela. Estou atormentando por querer alguém de uma forma que não posso, por saber que não posso dar o que ela realmente precisa, ou o que você quer que eles tenham. Assim que ela descobrir a verdade sobre o monstro que eu posso ser, ela irá embora. Ela não sabe nada sobre mim, pelo menos nada bom o suficiente para ela querer ficar. Além disso, tê-la em minha vida poderia ser perigoso para ela, especialmente agora que Asher está envolvido. Por isso, quando for à hora certa, eu vou lhe mostrar quem eu realmente sou. Tenho a sensação de que será a única coisa que vai assustá-la e mantê-la a salvo de alguma problema. Seu corpo está quente em meus braços, mas eu ainda estou tentando abraçá-la para que eu possa confortá-la. Em meus braços, ela parece tão pequena. É o ajuste perfeito.


Lembrando-me da maneira como seu corpo estava tremendo me faz sentir como um merda total. Eu tinha uma sensação de que ela iria acabar na parte de trás da minha moto, quando saí de casa estava quente para caralho e com certeza não estava chovendo. Eu estava sentado na varanda com meu violão, tentando ficar longe, quando eu vi Trevor buscá-la por volta das oito. Usei toda a minha força de vontade para impedi-la de ir, mas eu sabia que não era o certo. Eu a empurrei para longe, e naquele momento era hora de deixá-la ir. Eu não posso esperar que ela não arrumasse um namorado; embora, ele é o último cara que eu esperava que ela se aproximasse. Eu não podia suportar a ideia dela estar com ele, então eu esperei , acalmando meus pensamentos. Quanto mais tempo ela estava com ele, mais irritado e preocupado eu fiquei. Quando eu percebi que eles estavam no bar, meu sangue ferveu com a ideia de ele possivelmente se aproveitar dela. Ele é um cara bom e sempre foi próximo a mim, mas quando ele bebe ele se transforma numa pessoa completamente diferente. Ele é muito parecido com meu pai aquele pedaço de merda , eu odeio admitir isso. Eu sempre esperava que ninguém se aproximasse quando ele se transformava num monstro. Trevor já foi meu melhor amigo, mas eu notei que cada vez mais com o passar do tempo ele piorava. Eu tentei ajudá-lo, mas algumas pessoas não querem ser ajudadas. A única maneira de mudar é quando a pessoa quer. Esperei fora por um par de horas, apenas por precaução, mas eu sabia que com eles estando lá dentro tanto tempo, eu, eventualmente, teria que ir lá e ver como ela estava antes que ele pudesse beber o suficiente para chegar a esse ponto. Eu tive que empurrar o meu orgulho de lado, mesmo eu sabendo que ela não iria querer me ver depois do que eu a tinha feito passar. Quem diria? Eu sou um babaca e até eu sei disso.


Eu nem sequer precisei me aproximar. Ela era inteligente, assim como eu esperava e descobriu por si mesma. Quando eu a vi sair com Trevor, eu sabia que ela ia ter problema. Eu fiquei trás e ouvi durante o tempo que eu pude, antes da raiva explodir em mim. Eu ia esganar aquele filho da puta por tratá-la daquela forma. Eu quase fiz, se não fosse por aquela pequeno aviso dentro de mim, me segurei. Eu me lembrei do que aconteceu da última vez que eu vim para

resgatar

alguém... Alex. Eu perdi tudo naquela noite, e tenho tentado desde então manter os demônios dentro de mim para que eu não perca o controle novamente. A verdade é que, quando se trata de família e aqueles que eu amo, nada pode me impedir de protegê-los. Protegê-los é exatamente o que eu vou fazer em menos de 24 horas, quando eu entrar naquele armazém. Eu pensei muito, tentando descobrir uma maneira de sair dessa bagunça, mas até agora nada. Eu vou fazer o que tenho que fazer por agora e espero manter as mãos limpas. Visões do que aconteceu há seis anos com meu pai e Alex vem em minha mente, instigando minha raiva, me empurrando, alimentando o demônio em mim para a liberação. Alex era um garoto amoroso e divertido. Tudo o que ele fez foi se divertir e fazer os outros rirem. Não havia um osso ruim nele, pelo menos não até que meu pai pôs as mãos sobre ele, pela primeira vez, e depois continuou a feri-lo mais e mais. Cada vez que ele bebia ficava pior. Tudo começou comigo, mas depois que eu comecei a lutar, ele recuou e me empurrou para fora do seu caminho, me mudando para a casa de hóspedes. Ele achou que eu não iria ficar por perto para manter os olhos em Alex e nossa mãe, mas eu fiquei. O suor está caindo em minhas costas e meus músculos estão começando a doer. A dor me incita a ir mais e mais rápido.


Eu fecho meus olhos e rosno quando relembro da cena de Alex na janela da garagem. Ele está no chão, protegendo-se dos golpes de nosso pai, mas ele continua batendo nele implacavelmente, não estando ciente de que ele está mal respirando. Alex não estava nem tentando se proteger mais. Corro até a porta e chuto-a, antes de ir para meu pai, livrando-o das pancadas. Eu começo a bater o meu punho em seu rosto várias vezes até que vejo sangue. Há sangue por toda parte, mas a minha raiva me faz continuar... — Memphis! Você está me ouvindo? Eu balanço minha cabeça, saindo do meu pequeno transe. Eu sinto as mãos em meu rosto, braços e mãos, ela me toca todo, mas minha cabeça está girando e eu não consigo concentrar-me. — Suas mãos estão machucadas, Memphis. Estão sangrando. Inclinando a cabeça para trás, eu aperto meus olhos fechados e me concentro em recuperar o fôlego. Eu posso estar sangrando, mas a dor não está me fazendo bem. Tudo o que vejo é Alex no chão, meu pai não está respirando, e minha mãe doente está do lado de fora da porta da garagem gritando e chorando. Ela é tão frágil que eu me sinto doente. — Memphis! Merda! Sinto um tapa em meu rosto, me fazendo abrir os olhos e respirar profundamente, quebrando o transe em que estou. Meu peito dói, de repente, como se estivesse prendendo a respiração durante um bom tempo.


Concentrando-me

em

profundos

olhos

verdes,

eu

respiro

lentamente e profundamente, e agarro a parte de trás do seu pescoço, puxando-a para mais perto, para que nossas testas estejam se tocando. Tê-la perto de mim é como uma droga; alivia minha dor lentamente, e me traz de volta para o presente. Tudo que eu quero é mantê-la perto e... viver. Ela me faz querer ter esperança; algo que eu não queria ou sentia há algum tempo, um longo tempo. Olhando em seus olhos eu acaricio meus lábios contra os dela, suavemente, sinto a maciez deles contra a minha. — Obrigado — sussurro. Ela acena com a cabeça e respira próximo à minha boca, fazendo-me passar a minha língua em seus lábios para prová-los. Sua respiração sai irregular enquanto seu corpo treme em meus braços, me mostrando que ela me quer. Antes que eu possa pensar sobre o que eu estou fazendo, meus lábios esmagam contra os dela. Foda-se! Não posso lutar contra isso agora e eu realmente não quero. Eu mantenho minhas mãos em seu cabelo, apertando-os enquanto eu levo-a para o banheiro. Eu estendo a mão para abrir a água. Nossos lábios nunca se separam, porque eu amo a sensação dela chupando meu lábio inferior em sua boca enquanto nós dois entramos debaixo da água quente e ficamos ali, sentindo-a em meus braços. Eu posso ver o vermelho das minhas mãos gotejando na banheira, manchando a água enquanto ela só fica aqui, segurando meu rosto. — Está tudo bem, Memphis. Eu posso lidar com isso. Eu engulo em seco, tentando manter o controle. Sempre que estou com ela eu quero me abrir não esconder minha dor. Eu quero deixar tudo solto, mas eu tenho medo de assustá-la como eu faço com os outros. Ela é uma pessoa que não quero decepcionar.


Batendo-a contra a parede do chuveiro, eu prendo seus braços acima da cabeça e empurro meu quadril para frente, pressionando meu pau duro contra seu corpo. Ela geme e seus olhos encontram os meus. Ela quer mais. Ela sempre quer. Com uma mão, acho sua calcinha e a puxo antes de rasgá-la por suas pernas, esperando enquanto a chuta de lado. As mãos dela encontram o meu cabelo molhado e apertam enquanto eu luto para tirar minha cueca boxer. Eu abaixo uma mão até sua coxa, a levanto e entro nela. Nós dois gememos enquanto a penetro. Estirando-a, empurro tão profundamente quanto posso. Porra, ela é tão apertada que não consigo parar de tremer dentro dela, querendo gozar em seu calor. Eu seguro suas mãos acima da cabeça de novo enquanto a penetro várias vezes, levantando seu corpo com o meu em cada impulso. Quanto mais rápido a possuo, mais alto ela grita meu nome, me dando mais combustível para possui-la mais profundo. Assim que as minhas mãos libertam-na, ela aperta minhas costas profundamente, duas mãos se movem para minha bunda, e agarramna. — Eu adoro ter você dentro de mim, Memphis. Foda-me. Eu quero te sentir todo dentro de mim. Faço uma pausa ao ouvir suas palavras, antes de me empurrar profundo e com força, mas, em seguida, parar. — Eu quero que você me sinta, porra. Confie em mim... E nunca se esqueça disso.


Estendendo a mão, eu aperto seu cabelo e puxo-o para o lado antes de empurrar de novo, mais forte dessa vez, e outra e outra vez até que a senti apertando ao redor do meu pau, fazendo-me tirar meu pau para fora, permitindo que meu sêmen escorra pelo ralo. Nós dois ficamos ali em silêncio, respirando pesadamente antes de eu desligar a água e pegar uma toalha, envolvê-la em torno dela. Ela precisa dormir. Nós dois precisamos, mesmo eu sabendo que não vou conseguir dormir. Especialmente agora. — Vamos dormir um pouco. Eu a beijo enquanto caminhamos de volta para minha cama e eu estou segurando-a novamente. Amanhã à noite... Nada deste assunto. Não para ela, pelo menos não agora.


Capítulo 18 LYRIC Eu acordo com o cheiro doce de panquecas, fazendo meu estômago instantaneamente roncar. Tomando uma respiração lenta e profunda, sento-me, bocejando antes de abrir os olhos para ver Alex sentado na cadeira ao lado da cama com um sorriso. Eu rapidamente olho para baixo em pânico para me certificar de que eu estou coberta, estou aliviada ao ver que eu estou vestida com a camisa preta de Memphis, ele parecia tão sexy quando a usou no outro dia; lindo e talentoso. Filho da puta. Adoro seu lado suave. Eu limpo minha garganta. — Bom dia — sussurro. — O que há com vocês, rapazes Carter, que não me deixam dormir? Você nunca ouviu dizer que as mulheres precisam do seu sono de beleza? — Mesmo sonolenta... Você é bem-vinda. — Alex segura um prato de panquecas e uma garrafa de água. — Ele geme e aponta para baixo para o prato. — Estão deliciosas. É melhor comer todas. — Ele se levanta e acena com a cabeça. — Eu aposto que Memphis se esqueceu de mencionar que ele é um grande cozinheiro e que ele cozinhou para nós todas as noites após a mãe ficar doente. O grandalhão é mais gentil do que parece. Eu saio da cama e caminho até Alex, enquanto aceno com a cabeça. Eu não entendo por que ele tenta esconder tanto de si mesmo.


— É claro que ele deixou esse detalhe fora. Ele não me diz nada, Alex. Ele sempre foi desse jeito? Ele envolve o braço livre em volta do meu ombro enquanto caminhamos, lado a lado. — Não, nem sempre, só quando não tinha outra escolha. Vamos. Ele vai me matar uma vez que descobrir que eu vim aqui. Assim que chegamos lá em cima, Alex rapidamente solta meu ombro e se esquiva para a porta de seu quarto à direita no corredor. Memphis me dá um olhar interrogativo, mas eu só dou de ombros. — Bom dia — digo baixinho. — Bom dia — ele sussurra com um pequeno sorriso. Levantando uma sobrancelha, sorri enquanto Alex vai para o corredor, fingindo que ele apenas saiu de seu quarto um segundo atrás. — Oh, oi irmão. O que foi? — Ele aponta para o prato quase vazio, falando com a boca cheia. — As panquecas estão ótimas. — Valeu, maninho — acena com um sorriso maroto. — Você gosta de panquecas, hein? Venha aqui por um minuto. Alex me dá um olhar de súplica e sussurra — Fique por perto. — Então, vai até Memphis, devagar — O que está acontecendo? Memphis arrodeia o braço em volta do pescoço de Alex e o segura. — O que eu disse sobre ir ao meu quarto, idiota? Eu não posso deixar de rir quando Memphis começa a esfregar os dedos na parte superior do cabelo de Alex, fazendo com que suas panquecas comecem a deslizar para fora de seu prato.


— Ah, cara. A porra das minhas panquecas. Sinto muito, cara. Venha. Eu só fui acordar a Lyric. Pessoalmente, fiquei chocado que ela pudesse continuar a dormir com esse cheiro delicioso do café da manhã Memphis o solta e ri e aponta para o chão. — Agora limpe sua bagunça, idiota. Vai ficar tudo pegajoso. Alex balança a cabeça e se abaixa para pegar sua panqueca. — Veja o que você fez, Lyric? — Você poderia me ajudar. Eu sorrio para Alex e rio quando ele divertidamente morde o lábio inferior. Ele é tão bonitinho. Esses meninos... Memphis caminha até mim e coloca o braço ao redor da minha cintura, me puxando para um beijo. Eu não rejeito. Enquanto ele levanta uma sobrancelha e segura o meu rosto, digo: — Acho que não. Eu emaranho meus dedos na parte de trás de seu cabelo e puxo-o para outro beijo, chupando sua língua na minha boca antes de me afastar e morder o lábio inferior. Ele deixa escapar um gemido enquanto eu passo a ponta da minha língua nos seus lábios. Percebo seu pau duro através de seu pijama. Dou um tapa em seu peito e sorrio orgulhosa da maneira como seu corpo está reagindo a mim. — Eu acho que você não quer abrir mão disso. — sorrio. — Agora, onde estão essas malditas panquecas? Estou morrendo de fome. Eu ouço Alex dizendo caramba, quando saio da cozinha, deixando os meninos sozinhos para lutar, ou seja, lá o que é que eles querem fazer. Eu quase termino um prato inteiro de panquecas antes que os meninos aparecem na cozinha. Ambos parecem um pouco mais tensos do que eles estavam há apenas poucos minutos atrás.


Está

tudo

bem?

questiono

entre

mordidas,

minha

curiosidade é grande. Memphis inclina-se contra o balcão e segura a pia, seus músculos tensos. — Sim. Estávamos discutindo negócios. — Ele balança a cabeça. — Você deve terminar de comer antes de sair para o trabalho. Eu olho para Alex e ele apenas acena com a cabeça em concordância. Eu não gosto dessa mudança de humor. Tenho a sensação de que algo está errado, mas nenhum deles está disposto a me dizer, então eu apenas como meu café da manhã em silêncio. Alex vem e me dá um beijo na cabeça antes de colocar seu prato na pia. — Eu estou saindo, pessoal. Eu preciso visitar uma amiga. Faz tempo que não a vejo e ela deve estar bem brava comigo. Eu não consigo evitar de sorrir. — Eu tenho certeza que ela está, Alex. Tchau. Memphis acena com a cabeça para Alex, antes dele se virar e ir embora, deixando-nos em paz. Estar sozinha com Memphis faz meu coração doer por estar perto dele. É uma sensação estranha que não estou acostumada e isso me assusta. Eu não quero precisar disso. Eu limpo minha garganta. — Obrigada pelas panquecas. — Eu coloco meu prato na pia e preparo-me para lavá-lo, mas Memphis agarra meu braço, me parando. — Não precisa lavar seu prato. Deixe-o aí. Eu engulo nervosamente antes de pegar suas mãos e esfregar os dedos sobre as crostas agora endurecidas. Eu quero perguntar a ele sobre tantas coisas, mas eu tenho medo que ele só vá se afastar. Eu


não quero isso. Eu sei que ele vai embora logo, então talvez eu deva aproveitar este momento com ele enquanto eu o tenho. — Será que eles te machucaram? Ele balança a cabeça e sorri enquanto envolve os braços em volta da minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. — Não. — Ele puxa meu cabelo atrás da minha orelha. Ele está olhando para mim, está tentando me descobrir. —Fale-me sobre você.— Deixei escapar um riso nervoso, surpresa com as palavras dele. — O quê? — balanço minha cabeça e beijo seu pescoço, antes de olhar para ele. Ele está falando sério. Ele realmente quer saber sobre mim. Esse cara é realmente confuso. — Você disse que seu pai te criou. Onde está sua mãe? Ela ainda está viva? — Sua expressão facial torna-se aflita enquanto espera eu responder. — Sim — digo baixinho, tentando pensar na melhor forma de explicar isso. — Ela foi embora quando eu era pequena e eu não tenho notícias dela desde então. — Eu engulo o nó que está se formando na minha garganta. Eu não gosto de pensar sobre a minha mãe. —Meu pai não é um cara bom, Memphis. Ela fugiu por causa dele e seu estilo de vida. Eu acho que ela estava com medo de me levar para longe dele. Eu não estou realmente certa. Eu era muito pequena para entender as coisas.— Eu me saio de seus braços e me viro. Vou para a pia lavar os pratos, abro a torneira. Eu preciso fazer alguma coisa. Eu não posso ficar aqui. Escondendo as minhas emoções. Memphis se prepara para dizer algo, mas eu coloco a minha mão para detê-lo.


— Depois que ela foi embora, era só eu e meu pai, mas ele não tinha tempo. Ele é um homem muito ocupado, e sempre foi, então eu passei muito tempo dormindo em casas de amigos ou com babá. Então, quando eu cheguei a idade suficiente para realmente entender em que linha de 'trabalho' ele estava, ele me arrastou com ele, me fez assistir e tentou me ensinar a ser como ele. Isso é o que me fez realmente entender por que minha mãe o deixou. Isso me fez querer fugir também. Ele é um cara perigoso. Faço uma pausa, reunindo os meus pensamentos, mas começo a lavar os pratos. — Quando ele fugiu de Chicago e decidiu mudar-se para cá, para Crooked Creek, há alguns anos, eu decidi ficar em Chicago com um amigo. Eu não queria nada com ele. Eu não respondi seus recados por mais de um ano. Então, a medida que o tempo passava, me senti mal por não ter uma família, então mudei de idéia e me mudei para cá em um esforço para estar perto dele, para lhe dar uma segunda chance. Então percebi mais uma vez que ele é um desgraçado e nunca vai mudar. Eu termino de lavar o último prato, desligo a água, e os coloco para secar antes de me virar para enfrentar Memphis. — Eu conheci Bailey, consegui um emprego na loja de tatuagem, e disse para meu pai se ferrar. Eu só o vi cerca de cinco vezes nos últimos quatro anos, e isso não me incomoda em nada. Bailey é a minha família agora. Ela é a melhor pessoa que eu conheço e posso sempre contar com ela. Sempre. Memphis vira a cabeça para longe por um momento antes de voltar para me enfrentar. — Meu pai era um desgraçado também. Ele é o pior homem que já conheci em minha vida... Mas minha mãe... Ela era a melhor pessoa que eu já conheci na vida e não passa um dia que eu não pense nela.


Sua mandíbula fica tensa quando ele vem para meu lado. — Eu sinto muito que sua mãe ficou com você. Que seus pais ficaram de fora de algo bonito. Você só precisa lembrar que você não foi responsável por isso, foram eles. Nunca se esqueça disso. Sinto-me profundamente emocionada e me esforço para não chorar. Tudo o que posso fazer é sacudir a cabeça. — Sinta-se livre para usar o meu chuveiro. Eu vou até a garagem. — Ele pega meu queixo, fazendo-me olhar para ele. — Nunca esqueça como é perfeita. Entende? Nunca deixe ninguém te derrubar. Eu aceno com a cabeça e ele se vira e vai embora, deixando-me sozinha na cozinha, me afogando em minhas próprias emoções. Depois de tomar um banho eu visto minhas roupas e preparo-me para pegar meu casaco, mas não o encontro, por isso apresso-me para as escadas para ir encontrar Memphis na garagem. Eu só tenho cerca de trinta minutos antes que eu tenha que estar no trabalho. Abro a porta da garagem para ver Memphis olhando para um Trans Am. Ele está suado e seu cabelo está grudando. Ele estava tirando sua frustração sobre o saco de novo. Eu fecho a porta da garagem atrás de mim, incapaz de tirar meus olhos dele. Ele é tão lindo. — Este era o carro da minha mãe. — Sua voz esta cheia de orgulho. —Meu amigo Jack... ele era realmente um dos melhores amigo da minha mãe enquanto eu crescia. Ele encontrou o carro para mim e me ajudou a consertá-lo. Ele estava tão animado quando o achou no ferro-velho. Eu nunca vou esquecer aquele olhar em seu rosto. Ele olha para o carro e sorri. Meu coração para na beleza de seu olhar.


— Assim que ele me disse que o primeiro amor da minha mãe foi um carro de setenta e seis, eu sabia que seria o presente perfeito para ela, por isso, juntei cada centavo que eu tinha e disse a Jack para comprá-lo. Eu precisava do maldito carro. Demorou seis meses para deixá-lo perfeito o suficiente presenteá-la. Eu disse a Jack que tinha que ser tão perfeito como ela. Não foi fácil, mas minha mãe não poderia partir, sem olhar este carro. Eu não permitiria isso. Ele dá um passo para longe do carro e, finalmente, olha para mim. — Eu a surpreendi uma semana antes que fosse preso. O sorriso dela quando ela viu este carro me levou às lágrimas. É uma das únicas vezes que eu me lembro de vê-la tão contente. Se eu soubesse que eu ia fazê-la feliz antes dela falecer... me trouxe um pouco de paz interior. Sua voz treme de emoção antes dele se afastar novamente. —Esse sentimento se perdeu no segundo que eu perdi o controle e eu vi a dor em seus olhos naquela noite; há seis anos. Tudo o que eu fiz foi para nada. Porra eu a deixei infeliz. Ela me disse que eu não a deixei, mas como eu poderia não ter feito? Estava no rosto dela.— Sem dizer uma palavra, ele pega sua jaqueta de couro. — O que é isso? — Pergunto baixinho, sem saber como reagir, agora que ele escolheu se abrir um pouco. — Está frio lá fora. Use-a. Eu sequer me preocupei em perguntar aonde o meu estava, quando ele me ajuda a entrar na jaqueta. Tenho a sensação de que ele só quer que eu use o dele. Isso me dá uma sensação de calor interior. Eu ando em direção à porta, mas paro antes de abri-la. — Obrigada, Memphis. — Pelo quê?


Eu o olho fixamente, querendo que ele saiba o quanto estou grata. — Por se abrir um pouco. Por me dar um pouco de você. — Eu me aconchego no seu casaco e sorrio. — E também pelo casaco. Ele acena com a cabeça e passa a mão pelo cabelo suado. — Vejo você amanhã. Eu não vou estar em casa até tarde esta noite. Faça-me um favor e vigie Alex. De repente eu me sinto doente e meus nervos estão a flor da pele. — Por quê? O que você vai fazer? — Eu tenho algo para resolver. Tenho que fazer. — Ele acena com a cabeça em direção à porta. — É melhor se apressar antes que você se atrase. Dou-lhe um olhar longo, duro antes de decidir não empurrá-lo. Este homem só me diz o que ele quer. Faça isso por mim...

Ace abre a porta quando eu chego. Ele me dá seu sorriso diabolicamente belo, mostrando suas covinhas quando ele joga o braço em volta do meu ombro. — Bom dia, Anjo.


Ele tem sorte por estar de bom humor esta manhã. Ele sempre está tão feliz em me ver; especialmente tão cedo, e, geralmente, me faz querer dar-lhe um soco. — Bom dia — murmuro. Eu olho em volta a procura de Styles e não o vejo. Eu não vi o carro dele no estacionamento. — Onde está Styles? Ace levanta uma sobrancelha e inclina a cabeça em direção à porta quando Styles caminha olhando meio morto. — Aqui está a garrafa de licor passeando por aqui. — Ele se aproxima e lhe dá um tapa na parte de trás, fazendo com que Styles olhe para cima e grunhe. — O que está errado, homem grande? O partido não vai bem ou você só está de ressaca? Eu deixo escapar uma risada, enquanto Styles tenta se sentar em sua cadeira, quase caindo. Esqueci-me que um velho amigo de faculdade estava na cidade e que ele deu uma grande festa para ele. — Caralho — diz Styles com um sorriso. — Foi a melhor noite da minha vida. — Ele sorri quando Ace dança até ele e bate o punho para parabenizá-lo. — Tudo bem, cara. — Ele se afasta. — Eu serei todo ouvidos após este primeiro cliente. Parece que você teve uma noite louca. Eu balancei minha cabeça para os meninos e caminho em direção a minha sala. — Eu vou até a sala de tatuagem, Styles. Se alguém chegar é só me chamar. Ele se inclina para trás em sua cadeira e sorri como um bobo. — Sim. Depois que limpo e organizo tudo, eu pego meu desenho e apenas olho para ele. Eu tenho um sentimento de orgulho e eu não posso


deixar de sorrir. Agora que Memphis apontou o quão incrível isso parece, é mais fácil para mim ver isso também. Eu não acho que foi nada mais do que orgulho. Eu acho que é porque sempre senti que eu nunca fui boa o suficiente. Eu coloco cuidadosamente o desenho de volta na minha gaveta e levanto-me. — Lyric. Meu sangue corre frio ao ouvir o som da voz profunda vinda da porta. Eu não ouço aquela voz por pelo menos uns seis meses. Eu me forço a voltar para a porta, e quando meus olhos pousam nele eu posso sentir a raiva crescendo em mim. Ele está ali de pé em seu terno caro estúpido como se ele fosse alguma coisa e todo mundo devesse se curvar aos seus malditos pés. Ele acha que é o foda poderoso, e que ele manda em todos. Ele está errado. Minha mãe não fez isso. Ela foi embora... E não vou fazê-lo também. Ele tentou fazer de mim o que ele queria. Ele me tratou como se eu fosse o menino que ele sempre quis. As únicas vezes que ele prestava atenção em mim era quando estava me ensinando como lutar. — O que você quer? Está com pouca gente para fazer o seu trabalho sujo? — Eu rosno. Seu cabelo escuro com um toque de cinza agora está penteado para trás. Odeio olhar para ele. Vê-lo me faz ter arrependimento por não ter dado mais chances para ele quando eu tive a chance. Eu deveria, mas eu não podia. Eu não podia, ele é a minha única família e eu estava... Com medo de ficar sozinha.


Ele sorri e dá alguns passos para dentro, fechando a porta atrás de si. — Estou aqui para ver a minha filha. Você não retornou minhas ligações em meses. Você não acha que eu ia desistir tão facilmente. Não é? — Deixei escapar um riso sarcástico e reviro os olhos. — E você não me respondeu toda a minha vida. Você me diz que se sente em não ser querido. Será que se sente bem? — Droga, Lyric. — Ele dá um passo para perto de mim e agarra meu braço, apertando-o. — Eu sempre quis você. Foi você que não me queria. Por que você não vê isso? Você me empurrou para longe após sua mãe nos deixar. — Ele aperta mais forte e fica em frente a mim. — Eu fiz o melhor que podia. Eu empurro meu braço para longe dele e me concentro em não querer matá-lo. Ele está errado. Ele sempre faz isso. Ele sempre tenta me manipular e me fazer sentir como se fosse minha culpa ele não estar na minha vida. Foda-se. — O que você está fazendo aqui, pai? Eu tenho trabalho a fazer. Eu não tenho tempo para sua merda. Ele respira fundo e posso dizer que ele está tentando controlar sua ira. Ele não está acostumado com as pessoas se recusando a ouvilo. Ele está acostumado a ter tudo o que quer. —Eu quero que você venha jantar comigo para que possamos passar algum tempo juntos. Quer você acredite ou não. Eu sinto saudade. Eu balanço minha cabeça e mordo meu lábio inferior. Eu quero gritar para ele e dizer-lhe para se foder. Eu não preciso dele, mas uma parte de mim se sente mal por ele. Ninguém verdadeiramente o respeita. Todos eles o temem. Ele está sozinho neste mundo e ele espera que eu o ame, quando na verdade eu só o desprezo.


— Você ainda está no negócio? Ele dá um passo para mim e pega a minha mão. — Lyric, não vamos falar sobre isso. Existem muitos outros temas de conversa. Eu arranco meu braço fora de seu alcance. — Então, a resposta é não. Você não percebe que você arruinou a minha vida, que tinha federais constantemente me perseguindo quando você fugiu de Chicago? Eles entraram em contato comigo novamente há quatro meses. Isto nunca vai acabar. Você entende isso? — Eu empurro-o em direção à porta. — Você me queria para lutar. — Eu aponto para a porta. — Saia da minha vida. — Lyric — Ele range os dentes e se prepara para dizer algo mais, mas a porta se abre e Bailey e Liam entram. Meu pai só balança a cabeça e ajeita seu terno, enquanto caminha em direção à porta. — Eu voltarei, Lyric. Eu não irei a lugar nenhum até que fale comigo. Você tem uma semana. Eu olho para Bailey, que está olhando meu pai de cima a baixo como se achasse que ele é gostoso. Puta do caralho. Eu, então, volto para meu pai. — Adeus — é tudo o que eu digo, antes de fechar a porta. Eu não posso fazê-lo. Eu não vou. Ele não é bom. Ele arruína vidas. Isso é tudo o que ele faz: mágoa, dor e sofrimento.


Capítulo 19 MEMPHIS Alex estaciona seu carro no estacionamento e ambos apenas nos sentamos lá... Em silêncio por um tempo, nem um de nós nos movemos. Esta é a primeira vez que viemos aqui juntos. Isso dói. Eu admito. É como se meu coração estivesse sendo rasgado direto no meu peito. Posso dizer que ele sente isso também. Eu posso ver isso em sua expressão. Este lugar é a minha fraqueza, um lugar que eu me permito sentir vulnerável. Minhas paredes desmoronam aqui, fazendo-me sentir inútil, onde é difícil para eu respirar. Eu preciso empurrá-lo de lado para ser forte por Alex, pela minha mãe. Como você pode ajudar alguém quando você não pode ajudar a si mesmo? Como você pode ir para uma luta quando você nem sabe se você quer ganhar? Eu estou tão fodido que eu nem tenho certeza se sei o que estou sentindo. Cada dia é apenas mais um dia, neste fodido passeio que chamamos vida. Bem, onde é o inferno? Controlando minhas emoções, eu vou para a parte de trás do carro pego minha guitarra, toco o ombro de Alex e aperto, deixando-o saber que estou pronto. Sem besteira dessa vez. Eu não posso correr novamente. Eu preciso encará-la, para que ela saiba que eu sinto muito.


— Tudo bem, cara? — Alex pega a minha nuca e aperta, quando eu olho para a frente com a minha mandíbula tensa. — Tudo bem. — Eu empurro a porta e engulo. — Vamos. — Pulando para fora do caminhão, eu estiro minha guitarra por cima do meu ombro direito e caminho lado a lado com Alex. Com cada passo que damos eu sinto meu coração partir, fazendo minha garganta arder com as emoções que eu estou tentando manter escondidas. Algo sobre estar aqui com Alex faz sentir mais real. É uma enorme dose de realidade, caralho. Meus olhos ficam fixos na lápide da minha mãe. Eu mantenho meus olhos presos, sabendo que está lá. Eu posso sentir isso no meu coração. Eu nunca poderia esquecer onde é. Tenho a sensação de que eu poderia encontrar este lugar, mesmo com os olhos fechados. Está mais frio do que a última vez que estivemos aqui, um pouco frio demais. O vento está soprando, enviando um arrepio na minha espinha. Apressando-me para a sua sepultura, eu pego o casaco debaixo do meu braço esquerdo e cuidadosamente armo-o sobre o chão em cima dela. Meus olhos sem querer começam a lacrimejar quando eu ajoelho e coloco minha mão no chão entre os joelhos para que eu possa chegar mais perto dela. — Está frio hoje — sussurro. — Eu me lembro de você sempre me dizer para nunca deixar as pessoas que você ama sentirem frio. Você disse para sempre mantê-los quentes e perto de seu coração, que desta forma eles nunca vão esquecer o quanto eles significam para você. Isso é o que você sempre dizia quando colocava o seu casaco em mim quando você me pegava do lado de fora sem um. Você sempre foi à mulher mais amorosa e atenciosa, que eu já conheci.


Eu fecho meus olhos e lembro-me do sentimento que eu tenho quando uma criança veste seu casaco para me manter aquecido. Fazia eu me sentir seguro e amado, porque eu sabia que sua jaqueta estava sempre perto de seu coração. — Eu não me esqueci — digo baixinho. — Eu me lembro. — Eu respiro fundo e lentamente. — Eu conheci alguém muito parecido com você. Ela é dura, uma lutadora. Ela parece não desistir tão facilmente sobre os que ela se preocupa, não importa o quão duro você tente afastá-la. Esta foi uma das coisas que eu sempre amei em você, e até hoje eu ainda faço. Você nunca desistiu de qualquer um de nós, mesmo quando você deveria. Eu sinto a mão de Alex em meu ombro antes dele se ajoelhar ao meu lado e enxugar o rosto na manga do paletó. Não é muito normal você ver Alex assim. Ele é muito parecido comigo em algumas coisas... Mais melhor que eu. — Você pode fazer isso, cara. Ela está ouvindo. — Ele aponta acima de nós e, em seguida, toca o seu coração. — Nós te amamos mãe; sempre e para sempre. Seus meninos. Eu engulo em seco e fecho os olhos enquanto lágrimas vêm de forma constante. Desta vez, não há como pará-las. Sinto cada maldita dor que tenho tentado manter enterrado. A única opção que resta é deixar tudo sair. — Sinto muito. Eu estou tão arrependido. Eu aperto a mão no chão e passo a mão pelo meu cabelo, puxando. — Eu nunca quis te deixar. Eu não tive escolha. Eu fiz o que tinha que fazer para proteger a nossa família. Alex ia morrer. Ele estava


quase sem respirar e ele continuou a bater mais e mais. Eu não sabia que eu estava indo para matá-lo. Eu não sabia. Porra! Eu soco o chão ficando de pé e rosno. Sinto toda a raiva voltando para mim. Esse ódio incontrolável que alimentou a besta, naquela noite, toma conta de mim... E me cega. E eu estou com medo da besta voltar esta noite. Eu tentei evitar isso. Eu realmente tentei. Alex agarra meu ombro para me consolar, mas eu empurro seu braço e ajoelho-me novamente, agarrando minha cabeça. A dor é tanta que porra eu sinto dificuldade de respirar. — Sinto muito. Eu estou tão arrependido. Por favor, não me odeie. Eu te amo mais do que a vida—, eu digo com uma respiração curta. — Está tudo bem, mano.— Alex está acima de mim, olhando para longe. —Todos nós sabemos que foi para me proteger. Mamãe sabia que você fez o que tinha que fazer. Ela sabia que porra o pai se tornou. Além disso, eu o vi bater a cabeça na bancada. Você nunca esperava isso. Simplesmente aconteceu. Ele estava bêbado, fora de si. Ninguém poderia tê-lo feito voltar a si. Eu aperto minha mandíbula e inclino a cabeça para trás, tentando lutar contra a dor. Eu passei os últimos seis anos me odiando por não poder estar aqui para a minha família. E eu não vou deixar isso acontecer novamente. É exatamente por isso que eu tenho que lutar hoje à noite. Eu vou lutar e para o bem de Alex irei afastá-lo deste tipo de vida. Alex toca o violão. — Ei, mamãe iria adorar se você tocasse para ela. Ok? Faz muito tempo— Ele se senta no chão ao meu lado. —Isso sempre a fazia feliz, mano. Nós podemos sentar aqui o dia todo, se você quiser. Vamos


apenas descontrair e relaxar... como nos velhos tempos. — Eu aceno com a cabeça em silêncio. Eu sou feito com palavras. A dor é demais para suportar. Nós já estivemos aqui por umas

boas duas horas, nós

simplesmente relaxamos enquanto eu toco algumas das músicas favoritas da mamãe. Não importa como velhas elas são, eu nunca ou esquecê-las. Nem um de nós fala. Não precisamos. Estar tão perto de uma memória feliz nós nunca conseguiremos novamente.

Eu não tiro os olhos do relógio. Eu tenho mais duas horas nessa porra de armazém, para minha frustração e ódio. Eu não sei muito sobre as lutas que Asher promove. Tudo o que sei é que, se um lutador perde muito de seu dinheiro, eventualmente, ele tem um lutador melhor tomando o seu lugar. Esse pensamento me assusta. Eu não tenho medo de mim mesmo. Estou com medo do que eu possa ter de fazer a outra pessoa. Faz seis anos desde que eu estive em um ringue, mas isso não significa nada. É parte de quem eu sou. A luta está em mim e eu nunca vou desistir. Eu não tenho certeza de quando Alex entrou no meu quarto, mas quando eu olho ele está em pé ao lado do saco no canto do quarto. — Eu acho que você deve lutar hoje à noite. — Alex olha para mim, sua expressão tensa, sombria. Eu posso ver a dor em seus olhos. A culpa o corrói.


— Eu pretendo — digo confuso. — É a única coisa que posso fazer. — Não. — Ele balança a cabeça. — Eu quero dizer, no beco. Essa noite. Faz muito tempo, Memphis. Muito tempo. Eu fico olhando para o tapete cinza, perdido em pensamentos. Ele está certo. Faz muito tempo, mas não tanto quanto ele pensa. A prisão não é uma porra de férias. Cada dia é uma batalha para garantir sua sobrevivência. Você luta para se defender ou você se torna a cadela de alguém. É simples assim. Eu fiquei na minha a maior parte do tempo, mas houve momentos em que eu não tinha escolha. Ele não precisa saber da sujeira quando se vive atrás das grades. Isto só vai fazê-lo se sentir uma merda. — Arrume-se. — olho para Alex. — Estarei pronto em 20 minutos. Diga-lhes que farei valer a pena. Alex pega seu telefone e começa a recuar em direção à escada. — Encontre-me no meu carro. Depois de colocar uma calça de moletom e uma camiseta velha, eu vou até o saco pesado e pratico meus balanços. Com cada balanço meus golpes se tornam mais e mais rápidos, quando a adrenalina começa a chutar. Eu sinto que meu sangue bombeia. A excitação, o sentimento está de volta, mas já não me sinto bem, como antigamente. Finalmente, eu faço o meu caminho até as escadas e lá na frente encontro com Alex já no carro. Eu tremo um pouco quando o vento me bate, mas não me incomoda. Meu sangue está bombeando tão rápido que eu estou suando pra caramba. Ele balança a cabeça e pulo no assento do lado do motorista quando ele pisa fora. Eu não consigo evitar de olhar para a janela do quarto de Lyric quando dou a volta para entrar no carro: ela está em casa. Eu a vi


chegar cerca de duas horas atrás, mas eu deixei claro para ela mais cedo que eu tinha um lugar para ir hoje à noite, para que ela não se preocupasse em vir. Bom. Eu não quero explicar para onde vou e eu sei que ela iria perguntar. Eu entro no caminhão e bato a porta atrás de mim. — Vamos. Alex liga o motor e rapidamente sai da garagem. Sua perna está tremendo e ele parece nervoso como merda. — Você confirmou a luta? Ele acena com a cabeça e agarra o volante. — Tudo certo. Você será o segundo esta noite. Eu espero que ele me diga com quem irei lutar, mas ele se cala. Isso é incomum. Ele normalmente fica empolgado com as lutas de rua. — Diz Alex — Eu rosno. — Com quem lutarei? Ele aperta ao maxilar, não querendo responder e sai um bufo. — Trevor — Ele passa a mão pelo cabelo. — Trevor foi o único disposto. — Bem, porra. — engulo em seco e olho pela janela quando entramos no beco e procuramos uma vaga para estacionar. Trevor é a última pessoa com quem pensei que lutaria. Nós sempre dissemos um ao outro que nunca deixaríamos isso acontecer. As coisas mudaram. Um monte de merda mudou desde que eu saí. — Você está bem, cara? Nós podemos cancelar. — Alex estaciona e desliga o motor. — Eu sei que vocês são próximos. Eu balanço a cabeça. —Não. — Eu alcanço a maçaneta. — Preciso fazer isso. Tirarei Asher de nossas vidas, não quero mais essa merda, Alex. Você é um


bom lutador. Eu sei que você é bom, eu vi você lutar. Por que diabos você perdeu essa luta de Asher? —Não importa—, ele sussurra. —Eu não faço mais isso.— Fecho a porta e corro para o seu lado do carro, puxando-o para fora por seu casaco quando ele abre a porta. Ele não quer se explicar, mas ele vai falar. — Que porra de assunto é esse? Você me trouxe para essa merda, Alex. Você está fodendo com a minha vida. Você me deve isso — eu grito. — Você quer a minha ajuda? É melhor você começar a falar. Agora. Conte-me. Ele desce e bate a porta do carro atrás dele. — Eu estava doidão e bebendo para caralho. Eu estava passando por um momento difícil após a morte de mãe. Eu estava sozinho. — Ele aponta para o peito. — Eu fiquei sozinho. Não apenas perdi minha mãe, mas o único irmão que tinha. De qualquer forma, vi Asher uma noite e eu me aproximei dele. Assim que disse que você era meu irmão, ele me ofereceu um emprego para lutar pra ele. Eu já estava muito fodido. Recebi um monte de telefonemas para Tripp tentando me tirar dessa merda. Percebi que as drogas e o álcool não estavam fazendo nada efeitos, mas entorpecendo minha dor, fodendo a minha vida ainda mais. Eu acho que estou louco. Eu deveria ficar, mas não posso. É parcialmente culpa minha. Eu não estava lá para ele. Ele era jovem, jovem demais para não ter ninguém. — Eu cuidarri dele. Vamos lá. — Eu bato levemente nas suas costas e começo a caminhar em direção ao barulho. A primeira luta já começou. Assim que chegamos perto o suficiente eu vejo que é Ryder que está no ringue com sua cabeça vermelha. A cabeça vermelha nem sequer tem chance esta noite.


Cruzo os braços e assisto até que eu sinto uma mão no meu ombro. — Memphis. Eu me viro e vejo Ava. Ela me dá um sorriso triste e parece como se ela não quisesse nada mais do que me tocar. — Ava — digo baixinho. Ela dá um passo mais perto de mim e estende a mão para me tocar, mas para. — O que você está fazendo aqui? Pensei que você tinha parado de lutar. — Eu parei — digo com firmeza. — Só estou fazendo o que preciso fazer. Eu sairei daqui. Eu olho para trás em direção da luta e observo Ryder rosnar ao olhar em nossa direção. — Você deve ficar longe de mim, Ava. Eu não quero que Ryder brigue com você. Ela acena com a cabeça e deixa escapar um pequeno suspiro. — Sim, eu sei. Ele parece muito chateado. Apenas, tenha cuidado ok? Eu não quero que você volte para a cadeia. Você não merece isso. Você é um cara bom, Memphis; melhor do que você acha. Eu vi isso. Eu teria sido sua se me quisesse. Daria tudo de mim. Isso é o quão bom você é verdadeiramente. Ryder, é apenas físico para mim. Você....você nunca foi. —Ela dá um pequeno suspiro—. —De qualquer forma. Boa noite, Memphis.—. Eu fico olhando quando ela se vira e começa a se afastar. — Ava — a chamo. Ela para. — Me diga se precisar de alguma coisa ou se Ryder te machucar. Entendido? Eu gosto de você.


Ela sorri aquele sorriso que eu estou familiarizado e acena com a cabeça antes de se perder no meio da multidão. Alex vem para meu lado. — Essa menina ainda ama você, cara. Isso é triste. Eu tenciono a mandíbula, fico tenso quando a primeira luta chega ao fim por nocaute. Ryder está levantando os punhos na vitória e bate no peito como um gorila, caramba, babaca. Ele é nada mais que um show men. —Ela vai seguir em frente.— Eu vejo quando Ryder me olha fixamente, e anda através da multidão. Ele parece estar com pressa, como se tivesse um lugar para ir. — Ei, cara. — Alex empurra meu ombro. — Você está pronto ou o quê? Eles estão chamando Trevor. Eu puxo meus olhos longe de Ryder e olho para o ringue quando Trevor chega, seu rosto está sem emoção. Ele seu olhar é frio e se dirige para o ringue. Eu não ouvi nada em volta de mim até que meu nome sai da boca do locutor. Sem pensar duas vezes eu passo para dentro do ringue e começo a circular em torno de Trevor, olhando para baixo. Olhando para ele, me lembrando da noite que ele saiu com Lyric, e de repente eu sinto a raiva que eu deveria estar tentando manter escondida. O sinal para iniciar vem. — Lutem! — Vou para Trevor balançando meu cotovelo esquerdo em sua mandíbula. Ele conecta-se fortemente, fazendo-o tropeçar para o lado. Ele rosna antes de correr para mim e me levar para o chão, tentando me pegar em uma cela. Não deixo que isso aconteça embora.


Eu manobro minha saída do seu aperto e pulo de volta para meus pés, pronto para lutar em pé. Odeio estar no chão. Trevor rosna e balança a cabeça enquanto volta a seus pés também. Eu ouço a multidão gritar de forma selvagem, a maioria deles canta meu nome quando ele circula em torno de mim. Ele mantém os olhos em mim, certificando-se de que ele tem uma boa chance de me acertar, jogar seu joelho na minha caixa torácica. Ele é um pouco rápido. Dói, mas não o suficiente para me parar, apenas o suficiente para me chatear e me ferrar um pouco. Ele vem de novo, eu jogo um braço em volta do pescoço, puxandoo para mim quando dou uma joelhada no estômago repetidamente, antes de liberá-lo e socar meu punho na sua boca. Cuspindo sangue, Trevor me olha fixamente, antes de rosnar e balançar um soco poderoso para meu olho direito, fazendo-me perder um pouco de ar, antes de recuperar o equilíbrio. Nós dois apenas olhamos um para o outro por um momento. Eu não quero machucá-lo. Eu realmente não quero. Não tanto quanto estou a ponto de fazer, pelo menos, mas tem que ser feito. Eu não quero que isso dure muito mais tempo. Eu não estava esperando que fosse com ele que eu iria lutar hoje à noite, e eu tenho a sensação de que ele não quer estar aqui lutando contra mim também. Quanto mais à luta continua mais dor este idiota vai sentir. Estou terminando isso agora. Eu fecho e agarro a parte de trás de sua cabeça com as duas mãos, batendo o joelho no rosto, nocauteando-o. Ele cai para trás, aterrissando com força no chão. Eu ouço todo mundo gritando antes de eu sentir a mão de Alex em meu ombro.


— Eu sabia que você ainda tinha pegada, mano. Legal. Empurrando através da multidão, eu rapidamente reúno os meus ganhos e vou direto para o carro de Alex. Eu só preciso sair daqui. Este sentimento é muito forte. O pensamento de deixar meu melhor amigo nocauteado na porra de uma calçada me consome. Ele pode ser fodido e ter seus problemas, mas eu nunca pensei que ia chegar a isso. Eu odeio essa vida. Eu não quero mais isso. Vou fazer o que eu tenho que fazer e, em seguida, dar o fora daqui. Só mais uma hora; só mais uma porra de hora e eu vou estar mais perto de pagar Asher e sair fora tendo a liberdade do meu irmão de volta.


Capítulo 20 LYRIC Tem poucas horas desde que eu ouvi Memphis e Alex saírem, eu não tenho sido capaz de parar de pensar nisso. Memphis deixou claro que ele tinha algo importante para fazer hoje à noite e o pensamento me tem nervosa incapaz de relaxar. Essas são os tipos de palavras que meu pai usava com frequência: Eu tenho algo importante para fazer. Eles sempre gritam problemas ou perigo. Eu sei que Memphis não é nada como o meu pai, mas aquelas palavras me fazem sentir como se eu fosse uma criança novamente, vendo meu pai sair, eu ficava sempre me perguntando se ele realmente iria voltar. Passei a maior parte da noite andando de um lado para o outro no meu quarto, tentando evitar Bailey. Ela faz perguntas demais e eu realmente não estou com paciência para falar algo que eu não posso nem me explicar. Ela está na sala à espera de Landen. Só espero que ele venha buscá-la em breve, antes de Memphis chegar em casa, porque assim que ele surgir na garagem eu vou lá. Não me importa o que ele disse. Eu passei a noite inteira me preocupando com o seu misterioso problema. Já passa da meia-noite. Vendo meu computador, eu paro e olho para a pasta com o nome do 'Memphis'. Toda vez que eu olho para ele meu coração bate forte e, em seguida, sinto como se ele estivesse sendo arrancado do meu peito.


É como se tudo dentro de mim doesse ao vê-lo. O sentimento é tão forte que me tira o fôlego. Olho para a minha cama, percebendo que não vou conseguir dormir, pelo menos não até que Memphis chegue em sua casa. Só espero que ele não desapareça como ele já fez um par de vezes antes. Eu não posso lidar com isso. Não agora. Tomando um assento na minha cadeira, eu clico em sua pasta e uma excitação percorre-me quando suas imagens abrem, uma por uma, roubando meu ar. É insano ele ter esse tipo de efeito sobre mim, mesmo quando ele não está presente fisicamente. Ele é especial para mim, não importa o que ele diga, e agora que eu o tive... Eu não abandoná-lo. Eu não posso perde-lo. Meus olhos passam as imagens e param quando eu vejo as fotos dele comigo chamam minha atenção. Todo meu corpo se aquece a partir das imagens e isso só me faz querer mais Memphis. A maneira como ele me fez sentir é inesquecível e isto é possível de perceber no meu rosto enquanto ele me dava prazer. Algo sobre me ver nua com ele é tão lindo, eu só quero ficar com ele. Minha respiração se acelera quando ouço o carro de Alex entrar na garagem. Antes que eu possa controlar meus pés eu estou pulando da minha cama a olho para fora da janela. Puxo a cortina e meu coração afunda em meu estômago. Eu tenho uma sensação ruim no meu peito quando eu só vejo Alex. Alex inclina a cabeça para olhar para a minha janela. Ele parece preocupado e esse olhar me faz querer vomitar, mas me empurro para trás e tento o meu melhor para manter a calma. Não entre em pânico. Não há necessidade de pânico.


Um pequeno sorriso se arrasta sobre o rosto de Alex enquanto ele acena com a cabeça para mim. Então ele acena que está tudo ok. Eu apenas aceno minha cabeça e me preparo para passar pela janela, mas sou interrompida quando eu noto um pequeno carro branco. Meu coração acelera, em antecipação de Memphis sair do carro. Tem que ser ele. Quem mais seria? Noto uma cabeça cheia de cabelo bonito, longo, castanho-avermelhado quando uma mulher sai do lado do motorista e sorri para Alex. Ambos parecem tão felizes de ver um ao outro que eu não posso deixar de sorrir para mim mesmo antes de fechar a cortina e me deitar na minha cama. Outra hora passa lentamente antes de eu finalmente ouvir Bailey sair com Landen. Tem que ser perto de duas horas e não há ainda nenhum sinal de Memphis. Eu quero ir lá e perguntar para Alex, mas o carro branco ainda está lá na frente e eu não quero perturbar o que quer que eles estejam fazendo. Bocejando, eu respiro fundo e rolo para o lado para ligar meu som. Eu preciso de algo no momento. Eu preciso de qualquer coisa para afastar minha mente de Memphis. De repente, minhas emoções estão a flor da pele, então eu puxo os cobertores em torno de mim e tento ficar confortável. Não sinto o mesmo embora. Eu me sinto sozinha e... Vazia. A sensação é esmagadora. Fechando os olhos, eu finjo que estou de volta na cama de Memphis, embrulhada em seus braços fortes. Eu gemo quando imagino o cheiro de sua pele. Algo sobre estar tão perto dele que me faz sentir segura e bem cuidada. Eu tenho que admitir que é algo que eu nunca senti antes. Eu tive dois relacionamentos curtos e nenhum deles nunca me fez sentir desse jeito, nem mesmo um pouco. Não há como comparar.


Eu respiro fundo e é quase como se eu realmente pudesse sentir o cheiro dele. Algo sobre isso me faz sentir feliz por dentro, e eu me vejo sorrindo como uma idiota. — Deus, seu cheiro é tão gostoso — sussurro. — O seu você também. Jogando minha mão sobre meu peito, eu sento-me muito rápido e quase grito de alegria quando vejo Memphis de pé na porta. Meu coração acelera quando ele pisa no meu quarto. Seu rosto está sangrando e ferido, suas mãos tem cortes abertos, e sua camisa está salpicada de sangue. — Oh meu Deus! — pulo da cama e corro para ele. — O que aconteceu, Memphis? Você está bem? — Eu passo minhas mãos sobre seu rosto enquanto entro em pânico. Vê-lo desta maneira quebra meu coração mais do que jamais teria imaginado. Cada parte de mim grita e dói para cuidar dele e parar sua dor. — Isso aconteceu no beco, Memphis? Fale comigo! Você parece mal, realmente muito mal. Eu posso lidar com isso. Tenho visto mais merda do que você jamais poderia imaginar ao longo de minha vida.— Ele balança a cabeça e agarra minhas mãos, trazendo-as para seu peito. —Não. Nenhum desses filhos da puta no beco fariam esse tipo de dano em mim. Confie em mim. — Sua mandíbula aperta. — Isso é algo que eu realmente preciso que você fique de fora. Você me entende? Eu engulo em seco e balanço a cabeça. — Certo. Você me entende? Ele morde o lábio e solta um suspiro frustrado quando não respondo. — Droga, Lyric. Eu não devia ter vindo aqui.


Ele se prepara para ir embora, mas eu o impeço. — Não. — Eu envolvo meus braços em volta de sua cintura e puxo-o de volta para mim. — Deixe-me cuidar de você, Memphis. Por favor, — sussurro. Ele olha nos meus olhos por um longo momento antes de puxar a camisa e joga-la ao lado da minha cama. Eu não consigo evitar de me encolher quando noto as contusões que estão se formando em sua caixa torácica. Ele está com os punhos cerrados enquanto eu corro meus dedos sobre suas contusões antes de me ajoelhar na frente dele para beijá-las. Eu sinto os dedos envolver na parte de trás do meu cabelo e eu deixo escapar um pequeno suspiro. Passo as minhas mãos em seu peito enquanto eu me abaixo ainda mais e pressiono meus lábios contra a protuberância em sua calça jeans. — Você não tem que fazer isso — ele sussurra. — Não é seguro para você me querer desta forma. Isto não era o que eu tinha em mente quando eu disse que queria cuidar dele, mas eu não posso fazer nada, pois quero beijar cada centímetro de seu corpo e fazê-lo se sentir melhor. Ao vê-lo desta forma só torna mais claro para mim que eu vou fazer de tudo para que este homem se sinta melhor. Ele merece muito mais do que ele pensa. Eu só queria que ele visse isso. — Eu não tenho medo dos meus sentimentos por você — sussurro, quando chego a abrir seu jeans. — Meu medo é não estar perto de você. Eu olho para cima e nossos olhos se encontram bem antes de eu puxar seu jeans para baixo de suas pernas. Seus olhos estão cheios de algo que eu nunca tinha visto antes: esperança. Ele olha para mim com


concentração, sem tirar os olhos longe de mim quando eu puxo sua cueca boxer para baixo, deixando seu pau livre. É tão belo. Tudo sobre o corpo deste homem é tão lindo que me deixa sem palavras. Rodo minha língua ao redor de seu pênis, eu o levo na minha boca, sentindo o puxão no meu cabelo quando ele geme alto. Isso só me faz o querer mais, então eu o tomo mais e mais até que ele está batendo no fundo da minha garganta. Eu espero que ele seja selvagem comigo, mas para minha surpresa ele acaricia meu rosto com uma das mãos, mantendo a outra em meu cabelo. — É isso aí, baby. — Ele empurra na minha boca algumas vezes, gemendo, antes de inclinar meu queixo para cima, de modo que nossos olhos se encontram novamente. — Porra, preciso entrar em você. Ele me puxa para cima para os meus pés e coloca as duas mãos no meu rosto. Ele fica assim por um minuto com a mandíbula tensa, antes de me pegar e bater seus lábios contra os meus, nós dois caindo de costas na cama. Estou tão perdida no momento que eu nem percebo que ele está me despindo até estarmos nus e eu o sinto pressionando na minha entrada. — Eu acho você tão lindo — sussurro. — Quero tudo seu, Memphis. Eu juro. Ele balança a cabeça e começa a recuar. —Não, não sou o que você imagina. — Suas narinas dilatam quando ele passa a mão pelo seu cabelo bagunçado. — Eu cometi erros, um monte de erros e não posso desfazer qualquer um deles. A maioria desses erros torna difícil eu me olhar no espelho.


Eu envolvo meu braço em seu pescoço e puxo-o de volta para mim. Eu o olho fixamente para que ele possa ver a verdade em si. Eu quero que ele saiba que eu quero dizer isso. — Todo mundo comete erros. Não é sobre os erros que você fez. É sobre o que você faz para garantir que esses erros não voltem a acontecer. O que é importante é que você aprendeu com eles e decidiu mudar, ir em frente. Eu inclino minha cabeça para beijar seu queixo. — Nós somos apenas humanos, Memphis. Você é humano eu cometi erros que eu não me orgulho também. Eu sempre achei que meu pai foi o único a cometer erros, mas não fui melhor do que ele ao não impedi-lo quando tive chance. Eu lambo meus lábios e empurro para trás as minhas emoções. — Eu não sou diferente de você. Você acha que você não é bom para mim. Pois eu acho que você é o que eu preciso. Ele agarra a parte de trás do meu pescoço e me obriga a olhar em seus olhos enquanto ele empurra a si mesmo dentro de mim, me fazendo segurar inconscientemente minha respiração. Empurrando-me para cima em direção à cabeceira da cama, ele se retira e lentamente empurrar de volta em mim, passando os lábios pelo meu pescoço, enquanto geme. — Eu não consigo parar de pensar em estar dentro de você, Lyric. — Ele se retira e lentamente empurrar de volta. — Eu sei que não deveria, mas o pensamento de alguém estar dentro de você me mata. Suas palavras fazem meu coração porra, explodir. Agarrando seu rosto, eu o forço a olhar para mim. — Eu não quero mais ninguém dentro de mim. Só você...


Minhas palavras só o fazem ir com mais força e selvagem, e ele morde o meu lábio inferior delicadamente chupando quando ele agarra meu queixo com a mão ensanguentada. Ele continua a empurrar para dentro de mim mais algumas vezes antes de me virar. Empurrando-me para baixo no meu estômago, ele coloca o peso do corpo em cima de mim, com a perna esquerda dobrada no joelho, pressionando contra o meu lado. Ele bombeia em mim lento e profundo, tendo a certeza de que eu sinto cada centímetro de prazer. Nada pode se comparar a ter este homem dentro de mim. Eu gemo e mexo sob seu toque quando eu sinto sua língua correr em meu pescoço, antes de chupar minha orelha em sua boca perfeita e empurra de volta em mim. Com cada impulso eu não apenas sinto-o dentro de mim, mas eu sinto suas emoções e todas as coisas que ele tem medo de dizer. Fechando os olhos, eu gemo e aperto seu braço tão apertado quanto eu posso enquanto ele balança os quadris, continuando a me foder, me fazendo sentir coisas que eu nunca senti antes. Este homem se preocupa comigo e me quer tanto quanto eu o quero. Seus lábios tocam contra cada centímetro do meu corpo e suas mãos me tocam, como se ele nunca fosse se cansar. É o suficiente para me mostrar o que os lábios não conseguem dizer. Eu não só quero este homem... Eu estou totalmente apaixonada por ele.


Eu acordo com Lyric dormindo no meu peito. Meu coração dói quando percebo que errei. Isto não foi o que vim fazer. Eu vim aqui para contar a ela sobre meu pai. Ela precisa saber antes que seja tarde demais. Depois de lutar para Asher ontem à noite tornou-se ainda mais claro que eu precisava fazer Lyric ficar o mais longe possível de mim. É duro o suficiente que a segurança de Alex dependa de mim, Eu não posso fazer isso com Lyric, eu simplesmente não posso, mas quando ela começou a tomar conta de mim e me dizer que eu sou humano como qualquer outra pessoa eu perdi. Ela me deu um pouco de esperança. Ela me fez acreditar que eu poderia estar com ela e tê-la do jeito que eu sonho: completa e irreversivelmente minha. A primeira e única garota que eu cuidei, fazendo-a feliz. Deitado aqui, agora, eu percebo que era apenas uma fantasia estúpida pela qual me deixei levar por um curto tempo. Não há final feliz quando se trata de mim. Eu sei disso e ela precisa saber. Quando ela finalmente abre os olhos Eu estou sentado na cadeira ao lado da cama, completamente vestido e pronto para ir. Vejo tristeza em seus olhos enquanto ela se levanta. — O que há de errado? Você está indo embora? Eu me afasto por um segundo para controlar as minhas emoções. Eu preciso dizer isso e colocar tudo para fora. Então, ela vai ver o monstro que eu sou e fazer o que é certo para ela. Ela vai ficar longe de mim. — Eu matei o meu pai — digo sem rodeios. Não há nenhuma maneira fácil de dizer isso. Ela parece atordoada por um momento.


— Deve ter sido por uma razão, Memphis. — Ela se senta e olha para mim. — Diga-me o que realmente aconteceu e pare de tentar provar que você é um monstro. Pare de tentar me afastar. Levanto-me e viro-me para o outro lado. Ela age como se ela me conhecesse. O que faz pensar que havia uma razão? Ela acha que ela sabe que eu sou bom, que eu sou melhor do que eu penso. — Eu não tenho que provar nada para você. Porra, eu sei e isso é o que importa. Todo mundo vê isso também. Por que você não pode? — Será? — Ela pula para seus pés e me obriga a olhar para ela. —Eles realmente veem... ou é o que você quer acreditar?— Ela agarra meu rosto diante dela e seus olhos caem para meus lábios. —Lembrome de olhar em seus olhos quando te acordei daquele pesadelo. A dor que eu vi nos seus olhos não é algo que um monstro teria. Agora digame o que aconteceu. Eu estou pedindo para você. Tem que ter uma razão pela qual você fez o que fez. Eu explico tudo para ela. Como meu pai se tornou um bêbado miserável depois que minha mãe ficou doente. Como ele começou a abusar de nós, mas parou de me machucar quando comecei a lutar e acabou descontando tudo em Alex, que era muito pequeno para se defender. Sobre como meu pai me prendeu muitas vezes, ele encontrava qualquer desculpa que fosse para colocar minha bunda atrás das grades. Era a sua maneira de me mostrar quem estava no comando. Então eu disse a ela sobre aquela noite, a noite que mudou tudo, começando com a forma que eu vi Alex na garagem, quase sem respirar e assustado fora de sua mente. Eu não tinha a intenção de matá-lo, mas eu matei. Se eu tivesse parado, ele ainda estaria vivo, nos atormentando. Foi em autodefesa e isso é exatamente o que Alex contou para Bob. Não importava, porém, porque Bob tinha todos os meus casos


pendentes. Ele não precisava me condenar por assassinato. Ele fez questão de me manter atrás das grades e longe da minha família. Fui eu que fodi tudo, que arruinei minha vida, ninguém além de mim. Lyric está em silêncio por alguns minutos antes de envolver seus braços em volta da minha cintura e olhar nos meus olhos. — Você sabe o que eu vejo quando ouço sua história? Eu balancei minha cabeça, perdi para meus próprios demônios, me afoguei nas memórias que têm me assombrado por anos. — Eu vejo um homem que ama e cuida de sua família. — Uma lágrima cai pelo seu rosto, mas ela é rápida para limpá-la. — Um homem que fez o que tinha que fazer para garantir que seus entes queridos estivessem a salvo. Você sabe como isso é raro? Sua mãe tinha que ter orgulho de você por isso. Ela se afasta de mim e vira o rosto para a parede. — Se o meu pai fosse como você. Eu o deixaria fazer parte da minha vida. Você é um bom homem. — Ela vira. — Eu só queria que você pudesse ver isso. Eu engulo de volta as emoções que estão subindo. Meu peito dói e meu coração está batendo de forma alucinada. Eu só preciso fugir. Isto tudo fode comigo. Eu não posso lidar com isso. — Eu tenho que ir. — Eu viro a cabeça para a porta, mas paro. — Você vai ficar longe de mim se você souber o que é bom para você. Ok? Eu espero um segundo, mas ela não responde. — Tudo bem? — Bato no batente da porta. — Diga — rosno. — Saia, Memphis. Vai! Eu sinto suas mãos nas minhas costas enquanto ela me dá um empurrão para ir.


— Você quer que eu odeie você? Bem, eu não posso. — Ela me empurra novamente. — Você quer que eu te mande embora? Bem, você está livre para ir, mas eu me recuso a ter raiva de você, eu não vejo o monstro que você quer que eu veja. Eu vou embora, sentindo meu coração quebrar quando o faço. Eu nunca esperei conhecê-la. Eu nunca esperei conhecer ninguém, especialmente do jeito que eu quero, mas eu tenho que fazer isso. Ela merece coisa melhor, e eu seria ainda pior, não permitindo isso a ela.


Capítulo 21 MEMPHIS Eu deixei uma mensagem para Jack muito tempo depois de sair da casa de Lyric há uma hora atrás. São cinco da manhã, então é claro que eu sabia que estaria dormindo, mas eu ainda tentei. Ele conhecia a minha mãe e meu pai mais do que qualquer outra pessoa. Eu só precisava ouvir dele o que eu ouvi de Lyric. — Porra! Eu aperto meu cabelo e rosno para fora enquanto as lágrimas começam a rolar pelo meu rosto. São lágrimas de ódio. Eu o odeio por toda a merda que ele fez a mim e a minha família. — Eu fiz o meu melhor para cuidar de Alex, para fazer o que a mãe me pediu, mas você tinha que tornar isso impossível. Então, você espera que eu fique sentado e não lute que eu não tente encontrar maneiras de expressar minha raiva. — Eu aponto para o meu peito e grito. — Bem foda-se! Eu tinha raiva como você. Você acha que foi fácil para eu assistir a minha mãe ficar mais doente e mais fraca a cada dia, seu merda? Eu inclino a cabeça para trás e tento o meu melhor para recuperar o fôlego, mas a raiva me tem, sou incapaz, e não consigo me acalmar. — Claro que não era tão difícil para Alex como foi para você. Onde diabos você estava quando nós precisávamos de alguém para nos


confortar e nos dizer que não estávamos sozinhos? Por que você não é homem e mostra-nos que alguém ainda nos ama, como ela fez? Você deveria ter nos explicado que ainda éramos uma família. Você estava lá fora bebendo todas as noites porra, e, em seguida, voltava para casa para nos espancar. Eu começo a andar novamente. Eu não posso segurar. — Eu fiz o que tinha que fazer para cuidar da minha família já que você não poderia fazer maldição. Eu não lutei apenas para conseguir controlar minha raiva fora. Não. Eu lutei para ajudar a pagar as despesas. Eu sabia que as despesas médicas da mãe não eram baratas. Você estava muito fodido para perceber, gastando dinheiro que não tínhamos em bebida, quando a mãe estava no hospital por semanas, você nos deixou sem comida. Sem comida, porra. Eu providenciei comida para Alex. Fazia-lhe o jantar e me certificava que ele chegasse à escola. Eu fiz o meu melhor, mas nunca foi bom o suficiente para você. — Foi bom o suficiente para a sua mãe. Eu paro de andar e olho para cima para ver Jack. Ele caminha até ficar na minha frente e aperta meu ombro. — Sua mãe tinha orgulho de você, Memphis; um orgulho danado de você. Não se atreva a pensar de outra forma, rapaz. Eu engulo a raiva e olho para os olhos de Jack. Eu sempre posso dizer quando ele está dizendo a verdade. Eu preciso ver agora. — Mesmo depois de tudo que aconteceu com meu pai? Depois de eu deixá-la quando ela mais precisava de mim? Huh? Ele aperta meu ombro mais forte e segura meu olhar.


— Aquela mulher teve orgulho de você até o ultimo dia, até seu último suspiro.— Jack me empurra para longe. — Isso. — Ele aponta para o túmulo de meu pai. — Foi um grande erro, mas aconteceu porque tinha que acontecer. Ethan estava uma bagunça. Todo mundo sabia disso. Todo mundo podia vê-lo, mas eles fazem de conta que não viam, porque ele era o xerife. Você foi o único que se rebelou contra ele quando foi necessário. Era sua hora de ir, e assim foi. Seu lugar não era mais aqui. Jack fica na frente do túmulo de meu pai. Ele olha para ele por um momento antes de falar novamente. — Você precisa deixar sua raiva aqui, Filho. É hora de você deixar ir e tentar seguir em frente. Eu aperto minha mandíbula e balanço a cabeça. — E se eu não conseguir? — Você vai depois de ler isto. — Eu vejo a mão de Jack enquanto ele enfia a mão no bolso do casaco e tira um pequeno envelope. —Sua mãe pediu-me para lhe dar isso há algum tempo. — Ele olha para cima. — Agora é a hora. Você precisa ler isso, mas quando estiver pronto e depois de dormir um pouco. Eu pego o envelope de sua mão e uma enxurrada de lágrimas caí pelo meu rosto enquanto olho para ele. Ele tem a pintura de uma guitarra nas costas. Não apenas qualquer guitarra, mas a minha guitarra. Ela sabia o quanto eu amava aquela guitarra. Ela havia me dado no meu aniversário de quinze anos antes dela ficar doente. — Você deveria vir comigo e descansar um pouco. Eu acho que você precisa sair daquela casa por pelo menos uma noite para limpar sua cabeça.


Eu olho para Jack e aceno quando eu coloco cuidadosamente o envelope no bolso do meu moletom com capuz. Ele está certo. Preciso descansar um pouco antes de eu ter que lutar hoje à noite. Esta é a grande noite. Asher tem trinta mil nessa luta. Após esta... A dívida de Alex será paga. Eu vou estar livre, vou partir e Lyric estará fora de perigo. — Sim — sussurro, enquanto olho para o chão. — Você está certo. Então eu viro e vou embora, pulando na minha moto. Eu realmente preciso juntar minhas coisas.


Capítulo 22 LYRIC Uma hora depois que Memphis deixou minha casa esta manhã, ouvi-o sair em sua motocicleta. São quase quatro horas e ele ainda não voltou. Eu estou tentando o meu melhor para não me preocupar, mas eu não posso ajudá-lo. Quando eu me importo com alguém eu me preocupo. É natural. Estou prestes a caminhar para o meu carro quando vejo Alex cavando ao redor na parte traseira de seu caminhão. Eu não tenho que estar no trabalho por mais quinze minutos, mas para ser honesta neste momento eu realmente não me importo se eu estou atrasada. — Ei! — Eu chamo quando eu corro até o caminhão de Alex. Alex olha para trás e sorri seu sexy, doce sorriso quando seus olhos pousam em mim. — Ei, linda. — Ele balança a cabeça para o meu carro onde eu deixei a porta do lado do motorista aberta. —Você está saindo para o trabalho? Eu aceno com a cabeça. — Sim. Eu só queria vir e perguntar se você já ouviu falar de Memphis. — Eu assisto pacientemente enquanto Alex reúne uma caixa cheia de desenhos e joga-os em uma caixa maior com fontes da arte. — Ele está com um velho amigo de minha mãe, Jack. Sua bunda estava nocauteada quando eu falei com Jack cerca de uma hora atrás. Ele está bem.


Toda

atitude

de

Alex

parece

mudar

quando

ele

atinge

rapidamente a caixa e fecha a porta da bagageira atrás dele. De repente, ele parece tenso... Quase culpado. — Ok... — engulo em seco e olho atrás de mim no meu carro. — Eu tenho que ir trabalhar. Você vai dizer a Memphis que, se ele precisar de mim eu estarei trabalhando até meia-noite? Alex acena com a cabeça, enquanto estende a mão para me dar um beijo na testa. — Claro que sim, menina. Ele vira para ir embora, quando eu chamo o seu nome, parandoo. Lembrei-me que Ryan vai embora antes do que pensávamos e Styles está à procura de um substituto. Depois de ver toda a arte em sua caixa, não tenho nenhuma dúvida de que Alex será a pessoa perfeita para ocupar o seu lugar. — Você deve ir ao Ravage Tatuagens. — forço um sorriso. — Meu chefe está procurando alguém para substituir Ryan. — Não. — Alex sorri. — Eu irei lá depois que fizer algumas coisas. — Ele começa a recuar e sorri. — Não sinta muito a minha falta. Eu ri quando ele se vira. — Eu vou fazer o possível, mas é tão difícil não sentir — brinco. Depois que dele desaparece, viro e volto para meu carro. O pensamento de que ficarei presa na loja de tatuagem por oito horas faz meu estômago doer. Mesmo Alex tendo dito que Memphis está bem eu continuo com sensação de que ele não está, pelo menos, não emocionalmente. Não depois da maneira como ele deixou a minha casa esta manhã. Algo estava comendo ele.


Quando eu entro no carro e dirijo a culpa por tê-lo tratado como tratei me corrói. Ele queria que eu ficasse brava com ele. Ele queria me afastar e isso foi exatamente o que eu fiz, mas realmente... O que ele precisava era de alguém para fazer o oposto. Agora eu só preciso chegar no trabalho e manter minha cabeça no jogo, não focada em Memphis na esperança de que ele apareça na loja hoje à noite. Bem que merda.

Às onze horas finalmente Alex aparece na loja. Eu estou sentada no sofá da frente, quando ele entra e me cumprimenta. Style está na parte de trás em algum lugar e Ace está atendendo uma cliente de última hora, então eu estava sozinha, perdida em pensamentos. — Oi — eu digo com um pequeno sorriso. — Que bom que você decidiu aparecer. Alex coloca uma pasta no balcão antes de caminhar até o sofá e se jogar ao meu lado. — Sim, eu fui visitar Memphis e Jack. Já faz muito tempo desde que eu via o Jack.


Meu coração começa a bater rapidamente ao som do nome de Memphis. Eu quero perguntar o que está acontecendo e quando ele irá voltar, mas Styles pula atrás de mim, quase me fazendo gritar. Eu me viro e dou um tapa no braço de Styles, ele ri. — Foda-se, Styles! — Talvez mais tarde, baby — brinca. Reviro os olhos e tomo uma respiração profunda. Sei que ele está só provocando, por isso dou a Alex um olhar para mostrar a ele que estou bem. Ele relaxa instantaneamente. Se ele quer trabalhar aqui, então ele vai ter que se acostumar com os idiotas que vêm junto com ele. — Eu vou para minha sala. Se precisar de mim, me avise. Styles se despede e começa a conversar com Alex.

Depois de apenas cinco minutos Alex entra na minha sala com um sorriso enorme no rosto. Eu sinto meu coração bater mais rápido com emoção quando eu percebo que significa que ele conseguiu o emprego. Por alguma razão, sabendo que Alex vai estar aqui comigo me faz sentir um pouco em paz. Ele é a pessoa mais próxima a Memphis e ele só me garante que eu vou, pelo menos, sempre saber que Memphis está fazendo tudo certo. Não me interpretem mal, eu quero Alex aqui para tê-lo por perto também, mas não vamos ignorar ele é irmão de Memphis. Eu sorrio para ele da minha cadeira.


— Parabéns, Alex. — Ele caminha até ficar ao lado de minha mesa. — Eu sabia que Styles o contrataria. Eu vi muito do seu trabalho, mas pelo que eu vi era realmente bonito. — Eu herdei esse talento da minha mãe. — Ele se apoia na parte de trás da minha cadeira.

— Ela foi a artista mais talentosa que já

conheci. Ela me mostrou seu primeiro quadro quando eu tinha três anos. Eu soube então que eu queria ser como ela algum dia. Ele faz uma breve pausa. — E Memphis... ele nunca vai admitir isso, mas ele tem o talento musical do nosso pai. Nós dois na verdade. Eu costumava tocar guitarra quando era mais jovem e, depois, peguei o violão novamente após Memphis nos deixar e comecei a tocá-lo para a nossa mãe. Eu nunca serei tão bom quanto Memphis, mas... — Não importa — digo baixinho agarrando seu ombro. — Eu aposto que ele fez a sua mãe muito feliz. Alex sorri. — Sim. Era a única coisa que a mantinha sorrindo até o dia em que ela morreu. Eu penso sobre a tatuagem que Memphis tem nas costas. Ele amava tanto sua mãe. Ele não tem que dizer isso para eu saber disso. Vejo isso em ambos os meninos. O que faz com que eu me preocupe ainda mais com eles. Ficamos em silêncio por alguns minutos e finalmente crio coragem para perguntar o que está me preocupando o dia todo. — Onde está Memphis, Alex? — Eu olho para cima e encontro seus olhos. —Eu sei que Memphis provavelmente lhe disse para não me dizer. Na verdade, eu sei que ele fez, mas eu preciso saber. Eu me preocupo com ele e eu, pelo menos, preciso saber que ele está bem e


seguro. Eu sei que ele lutou em algum lugar na noite passada. Ele está lutando de novo? Alex balança a cabeça e solta um suspiro de frustração. —Oh porra! Ele vai me matar se eu te contar. É para sua própria segurança. Confia em mim. Ele começa a se afastar, mas eu agarro o braço dele. Ele não pode simplesmente dizer isso e ir embora. — Não faça isso comigo, Alex. — Eu pego seu rosto e forço-o a me olhar nos olhos. — Eu me preocupo com Memphis mais do que ele sabe, mais do que eu já me preocupei com alguém na minha vida. Eu não tenho família, Alex. Tudo que eu tenho é Bailey, você, e bem... Memphis, então, por favor, Eu vejo lampejo de for través de seus olhos antes que ele empurre seu rosto e rosne. Ele sabe o que é se preocupar com alguém. Eu odeio usar isso contra ele, mas eu não tenho outra escolha. — Porra. Sua mandíbula flexiona quando ele solta outro fôlego. — Ele está lutando para um cara chamado Asher. Esta será sua última luta e ele fez tudo isso, bem... É tudo por minha causa, isso é para ele pagar a minha dívida e, em seguida, não há mais nada para se preocupar. Eu prometo. Meu sangue corre frio quando as palavras saem de sua boca. Asher. Asher. As palavras se repetem na minha cabeça até que eu começo a sentir tonturas. Eu tento falar, eu sei que o faço, porque eu sinto meus lábios se movendo, mas não sai nada. Nem uma única sílaba. — Lyric. — sinto Alex me amparando, eu olho para ele. Leva um segundo para me centrar novamente. — Você está bem?


— Precisamos ir. Agora! — Eu decolo para a porta em pânico. — Leve-me para ele, Alex! Leve-me agora. —Ei! — Alex agarra meu braço e me puxa para trás antes que eu possa sair. — Onde você vai? Eu não te levarei lá. Eu não quero morrer. Eu já me fodi ao contar para você. Eu arranco meu braço fora de seu controle e corro para fora. Eu não me importo com nada agora. O mundo inteiro pode beijar minha bunda. Tudo que me importa é chegar a Memphis antes que seja tarde demais. — Eu estou indo para ele. Eu tenho que chegar lá antes desta luta começar. — Eu estou no meio de correr para o meu carro quando eu sinto os braços de Alex me rodear, me parando no meio do caminho — Me solta! Eu começo a me debater, mas Alex se recusa a me soltar. — Eu não vou deixar você ir lá sozinha. Porra! Eu não deveria ter te contado. Não é seguro para você lá. — Ele é meu pai, Alex. Ele é a porra do meu pai cruel. Eu tenho que ir para Memphis. O aperto de Alex me solta e se transforma em um abraço, eu começo a soluçar em seus braços. É minha culpa. Nada disso estaria acontecendo se eu o tivesse impedido anos atrás, mas não o fiz. Em vez disso, eu o deixei. Deixei que aquele merda saísse porque ele era minha única família. Por mais que eu o odeie, ele é minha única família de sangue. Sangue sempre vem em primeiro lugar... até agora. — Porra — Alex sussurra. É exatamente o que eu estou pensando


Capítulo 23 MEMPHIS Está escuro, molhado, e cheira a rabo. Eu ainda consigo ouvir os gritos selvagens da multidão, à espera que a luta comece. Todos eles querem ver sangue. A maioria deles não dá a mínima de quem ele pertence. Eu percebi isso, durante a última luta. Em comparação com os becos esta merda é infernal. Foi-me dito que esta seria a última. Tudo o que tenho a fazer é vencer essa luta, seguir as ordens de Asher, qualquer merda que ele queira e Alex estará livre. E vou me certificar disso. Fechando os olhos, eu faço algumas respirações profundas e libero-as. Ter conversado com Jack hoje cedo me tem ainda mais motivado e ansioso para acabar logo com isso tudo. Eu percebi que ele estava certo. É hora de deixar minha raiva no passado e seguir em frente com a minha vida. Eu estou pronto para fazer isso, agora mais do que nunca. Vai ser difícil, mas eu sou um lutador; sempre fui. Eu rosno e dou alguns socos no saco, deixando minha raiva sair e me aquecer um pouco. Eu estive nesta sala pelas últimas horas. Meus dedos estão mais cortados e inchados agora. Isso não me incomoda embora. A dor não é nada comparada com o que eu vou ter quando tudo isto acabar: a liberdade. Eu olho para cima, quando ouço o barulho da porta. Dois homens em ternos caminhando. O careca acena com a cabeça em direção à porta.


— Esteja pronto em cinco minutos. O chefe disse que é melhor você estar pronto para vencer ou estar pronto para morrer. É a porra da sua escolha qual é que vai ser. Eu moo minha mandíbula e flexiono os punhos em meus lados. — Eu vou ganhar. Diga a ele para não se preocupar — eu digo com firmeza. Assim que a porta se fecha atrás deles eu volto para o saco e dou um soco tão duro quanto eu posso. Sinto os cortes em minhas mãos abrirem, a dor se espalhada uniformemente por isso eu posso dizer exatamente o que acabou de acontecer. Não importa. Eu fico lá por mais alguns minutos, antes de eu ir para fora da sala. O outro lutador está em outra sala no lado oposto do armazém, por isso não vou saber quem é que irei enfrentar até que eu esteja no ringue. Eu caminho ao longo do corredor em direção à sala principal. Quanto mais me aproximo mais alto os gritos ficam, me bombeando e subindo minha adrenalina. Depois desta noite eu preciso esquecer esse sentimento de lado. Eu não vou precisar mais dele. Esta é uma promessa que eu estou fazendo a minha família. . . Para mim mesmo. Uma vez que chego à frente do palco, eu olho para a esquerda para ver Asher sentado em sua cadeira estúpida, o que faz com que ele pareça alto e poderoso. Há sempre três cadeiras em torno dele e uma à sua esquerda está sempre vazia. Na outra tem um homem mais velho que ele, mas não é tão grande quanto ele. Lembro-me de vê-lo da última vez, mas ele não disse ou fez qualquer coisa para se destacar. Eu sinto que alguém me empurra para frente. — Prepare-se.


Lançando meu cotovelo para fora, acerto sua mandíbula, fazendoo tropeçar para trás. Ele tenta vir até mim, mas antes que ele possa meu nome está sendo chamado para entrar no palco. A multidão começa a cantar meu nome, alguns deles assobiando quando faço a minha entrada. Quando eu olho em volta de mim todo mundo parece me observar. Nenhum desses caras me importa. Agradálos não significa nada para mim. Após alguns segundos, a gritaria se extingue com a entrada do meu adversário. Eu viro as costas para ele, não querendo dar uma olhada no seu rosto até que tenha que fazer. Isso só vai me deixar mais ansioso, e agora preciso me concentrar. Eu ouço o locutor falando, introduzindo o outro lutador, mas é tudo borrado, não compreensível. — ... Ryder, o Cruiser, Lane... — Eu respiro lentamente e inclino a cabeça para trás, quando o nome de Ryder deixa sua boca. Eu sinto meu corpo inteiro tenso em um tipo diferente de raiva agora. Isto não será apenas uma luta por Asher. Agora é pessoal. Eu tive rincha com Ryder por tanto tempo quanto me lembro, foi seu pai que me prendeu naquela noite de merda, era tudo que Ryder precisava acreditar que ele ganhou. Essa é real porra, é pessoal. Ryder salta entre as cordas com um sorriso doentio em seu rosto, olhando-me de cima a baixo, como se esta fosse sua chance de provar que ele ainda é superior a mim. Não! Foda-se. Eu não vou deixar isso acontecer. Ele não é uma merda não é meu mundo. Nossos olhos se encontram e ambos começam a circular em torno de si, à espera de o locutor dizer a porra da palavra mágica. —Esta vai ser uma boa,— o locutor diz com um assobio. — LUTEM!


Ryder solta um risinho ao vir para mim, tentando me intimidar. Não funciona. Eu nunca tive ou fiquei com medo de pouca merda e nunca terei. — Eu estive esperando por esse momento por muito tempo, Memphis. — Ele sorri. — Eu vou pegar leve com o seu rabo. Ele provavelmente ainda está doendo da prisão. Sem revelar nada eu balanço para fora, batendo Ryder com um gancho de direita. Ele está abalado, não esperava isso, e tropeça para trás. Meu corpo fica completamente imóvel enquanto ele circula em torno de mim, olhando para sua oportunidade para atacar. Estou dando para ele uma chance e então esmagarei sua bunda. —Sim. Um pouco de dor.— Ele move para fora com o pé esquerdo, mas eu levanto minha perna direita, enquanto ele tenta chutar por debaixo de mim. Isto o irritou, porque antes que eu perceba ele joga o cotovelo e bate na minha bochecha esquerda antes e em seguida com um gancho de direita. A multidão grita numa mistura de emoção e decepção quando eu vacilo para trás alguns passos, mas eu consigo me equilibrar antes de ligar meu punho direito em sua mandíbula. Respingos de sangue em seu rosto, fazendo-o rosnar de raiva e cuspir vermelho para o cimento ao lado de meus pés, antes de vir para mim, me batendo contra as cordas. Ele me dá alguns socos nas costelas, me encurralando, antes de eu acertar meu joelho em seu intestino e balança-lo com meu cotovelo, atingindo-o na boca. Agora estamos de volta no meio do ringue, nós dois tendo esta oportunidade para deixar sair nossos demônios e provar ao outro quem finalmente é o melhor. A coisa é. . . Eu sabia o tempo


todo. Eu nunca tive dúvida e ele vai sentir e ter certeza esta noite, neste mesmo anel. Nós circulamos em torno algumas vezes antes de Ryder vir para mim, mergulha para minhas pernas, mas eu agarro seu pescoço e levo meu joelho em sua cabeça duas vezes antes de jogá-lo de lado. Rolando, ele salta de pé e balança a cabeça, suor agora escorrendo pelo seu peito enquanto ele olha para mim, os olhos aquecidos. Ele faz um gesto para eu vir para ele, mas eu balanço minha cabeça, fazendo sinal para que ele faça sua jogada sozinho. Eu não recebo ordens de ninguém. . . Especialmente de um pedaço de merda como ele. Um sorriso torto brilha em seu rosto antes dele dar alguns passos em volta de mim e rapidamente me capturar em uma cela, caindo para trás e me trazendo para baixo com ele. Eu permito dois socos rápidos nas costelas antes de eu manobrar a minha saída do seu abraço e saltar para os meus pés. Olhando em volta, ele levanta os braços , a multidão faz mais barulho. Ele está ficando muito arrogante e agora ele só está me fazendo querer arrancar a porra da sua cabeça. Eu ainda estou de pé, meus punhos cerrados ao meu lado com a mandíbula tensa, até que ele se vira para me encarar. Foi quando eu balancei meu pé e chutei-o direto na porra da cabeça, pegando sua bunda desprevenida. Seu corpo cai para o cimento, mas ele ainda está em movimento; tenho certeza disso. A multidão vai à loucura quando eu círculo ao seu redor, esperando por ele levantar. Ele leva alguns segundos para conseguir se firmar em seus pés, vindo em minha direção.


Vamos para frente e para trás por um tempo, talvez uns bons 20 minutos, antes de eu soltar toda a minha raiva em Ryder que está ofegando, procurando por ar e puxando a minha roupa. Percebendo que Ryder está lutando, eu paro e o seguro para que ele não caia para trás no cimento. Eu inclino seu queixo para cima, de modo que seus olhos encontram os meus e então eu sussurro, —Eu poderia matá-lo, se eu quisesse, mas eu sou melhor do que isso, melhor do que você.—. Eu libero a camisa e deixo-o cair no chão. Eu olho para a multidão e flexiono meu queixo, eles vão à loucura, gritando meu nome e cantando: —Acabe com ele.—. Eu balanço minha cabeça e começo a caminhar para as cordas, pronto para dar o fora, mas sou parado por dois dos homens de Asher, me bloqueando dentro do ringue. O alto com uma barba até o peito coloca a mão para fora. —Você ouve a multidão.— Ele acena com a cabeça na direção de Asher. —O chefe disse para acabar com ele.— —Foda-se!— Eu caio fora antes de olhar para Asher e gritar para ele se foder e ir para o inferno. O cara agarra meu braço, mas eu soco seu rosto

e dou uma

cotovelada no seu maxilar. Vejo Asher levantar de seu assento, mas isso não me impede de tentar sair do anel de qualquer maneira. Eu nem sequer coloco um pé para fora das cordas antes de um grupo de seus homens cercarem o anel, prendendo-me lá dentro.


Viro-me para enfrentar Asher. —Eu não vou fazer isso. Terminei. Acabou.— Asher bate as mãos enquanto caminha até o ringue. —Parece que o Memphis aqui quer dar um show para todos.— Ele olha ao seu redor. —Vocês são filhos da puta que apreciam o show? A multidão começa a gritar e isso parece agradar Haver. Ele solta uma risada e começa a arregaçar as mangas, enquanto acena para seus homens para fazer suas apostas. Um casal de homens arrasta Ryder para fora do ringue, enquanto um cara enorme entra no ringue. Ele me olha de cima a baixo com um sorriso, enquanto circula em torno de mim. —Você se recusa a obedecer às minhas ordens, filho!— Asher sacode as cordas enquanto olha-me. —Então você vai levar a porra do gigante para baixo... e eu quero dizer para baixo. Ou ele leva você. Você me entendeu? Eu cerro os punhos ao meu lado e respiro fundo. Esse cara não está falando sério. Ele realmente quer sangue aqui esta noite. —Foda-se,— Eu rosno. —Isso não foi o que combinamos.— Asher ri antes de seu rosto ficar sério. —Não. Foda-se, porque apenas um de vocês bastardos vai sair vivo daqui.— Então, sem dizer uma palavra, ele vai embora para ficar na frente da porra da sua cadeira preciosa. Ele está nos observando com um sorriso, sabendo que ele ganhou. Um de nós vai tomar o nosso último suspiro nesta noite.


Eu sinto meu sangue ferver agora. Eu deveria ter sabido que isto aconteceria. Não há como eu sairi com vida. De qualquer maneira eu olho para ele, eu perco. Eu me recuso a deixar minhas mãos tirar a vida de outra pessoa novamente. Eu não vou dar-lhe a porra de luta que ele quer. Ele quer me ver lutar. Ele quer ver o animal sair que ele ouviu falar. Bem, aqui está um grande foda-se a ele. Levantando-se , eu estou no meio do ringue e olho Rio direito no rosto. Eu não sou um covarde. Eu não vou fazer o que alguém quer que eu faça apenas para dar-lhe um pequeno show. Não está em mim. Rio balança para mim, mas eu não faço uma tentativa de evitá-lo. Ele acerta a minha bochecha esquerda, enviando-me para as cordas. Eu fico de pé novamente e me preparo para uma outra batida. Em pouco tempo, Asher vai perceber que ele não terá o que ele quer. Ele vai parar a luta ou ter-me morto. De qualquer maneira, se eu lutar ou não lutar. . . Alguém morre hoje à noite. Eu dou outra sacudida no rosto e depois outro, antes de ouvir uma voz suave no meio da multidão chamando meu nome. À medida que a voz fica mais perto eu percebo que é Lyric. Meu sangue corre frio, e pela primeira vez em muito tempo eu me sinto impotente. Rio ainda está me golpeando enquanto eu vejo o cabelo caramelo de Lyric com o canto do meu olho. Ela está correndo em direção ao anel, gritando e chorando. Tudo o que posso pensar é como Alex permitiu a ela vir aqui. Isso significa que os dois estão aqui. Vamos todos morrer. —Memphis! Por favor, lute. Por favor, lute para trás. Eles vão te matar. Por favor!— Certo como ela fica próximo ao anel Asher levanta e começa a puxá-la no meio da multidão. Vejo-a balançar e socar Asher


mais e mais. Ele não parece incomodado embora. Ele olha. . . Orgulhoso. Eu sinto uma adrenalina que nunca senti antes, onda através do meu corpo e antes que eu perceba eu estou socando meu joelho várias vezes na cara do Rio, gritando. Quando eu largo seu cabelo, ele cai no cimento e eu estou pulando através das cordas para chegar a Lyric, meu corpo tão dolorido que eu quase grito com cada movimento. Sinto mãos e os braços tentando me conter, mas eu me liberto de alguma forma e continuo. De longe eu vejo Alex no meio da multidão, lutando para fazer o seu caminho em direção a Lyric também. Ele está dando socos de esquerda e direita, mantendo os olhos em Lyric o tempo todo. A multidão está ficando louca agora, alguns deles até mesmo me dão um empurrão para me ajudar a passar. Eu estou pulando sobre as pessoas, através das pessoas, e em cima das pessoas. Meu instinto de proteção está gritando tanta coisa que eu não consigo pensar. Eu preciso chegar até ela e Alex. Quando eu acho que eu tenho uma chance, eu sinto algo duramente atingir minha cabeça, antes que alguns rapazes vestindo ternos me abordem. Eu começo a combatê-los, drenando toda minha energia. —Você não a machuque porra, seu merda!— Eu me esforço um pouco mais, mas eu sinto um enorme braço envolver em torno de meu pescoço. —Eu vou te matar! Saia de cima de mim! Parece uma eternidade que eu estou preso lá, incapaz de lutar contra o meu caminho através desses idiotas. Eu tenho certeza que eu vou perder os dois. Asher é poderoso. Todo mundo o teme. Se há uma maneira de sair dessa bagunça, eu não tenho idéia do que é. Eu sou


ignorante, então eu paro de lutar contra eles e me preparo para eles me levarem para a parte de trás. Pelo menos, pelo menos eu posso chegar perto o suficiente para fazer o meu próximo passo. Eles começam a me arrastar pelo corredor, quando de repente eu ouço tiros e todo mundo começa a correr e lutar para sair do armazém. Meu coração para e minha respiração corre de meus pulmões. Eu começo a lutar novamente até que eu estou perdido no meio da multidão, lutando por meu caminho através do rebanho disperso. Todo mundo está saltando uns sobre os outros para sair quando tiros soam novamente, levando-me a andar mais rápido. Eu nem sequer noto o armazém enchendo de policiais até que eu chego ao corredor de trás e vejo Lyric e Alex espremidos entre os policiais. Asher está no chão com um joelho no pescoço enquanto um policial o algema. Seus olhos encontram os meus por uma fração de segundo antes de ir para Lyric. Algo pisca em seus olhos que eu nunca pensei que veria: dor. Lyric está chorando, seu corpo rígido quando ela olha de volta para Asher enquanto ele grita uma e outra vez, repetindo as mesmas coisas. —Como você pôde? Minha própria filha porra! Você me traiu! Porra! Eu tento chegar até Lyric, mas eu fico retido por alguns policiais que leem os meus direitos e começaram a me algemar. Não há nenhuma maneira de eu sair dessa. Eu estou sangrando, machucado, e coberto de sangue. A única coisa que me mantém feliz é que Lyric e Alex são seguros. Eles são os dois únicos que importam para mim agora.


Lyric me olha quando um policial começa a me arrastar para longe. —Não! Ele está conosco. Não o prenda. Por Favor! Um policial por perto, explica alguma coisa para ela, mas ela não parece se importar. Ela ainda está tentando chegar até mim. —Eu sinto muito, Memphis. Eu tive que chamar a polícia. Eu não podia deixar você morrer lá dentro. Vai ficar tudo bem. Eu prometo. Eu vou explicar tudo para a polícia.— Ela empurra um policial quando eu tento me aproximar ela. Uma vez que ela vem, eu fico parado junto com o policial que está me agarrando por trás. Eu balanço minha cabeça para trás, batendo contra o nariz dele e o empurro me soltando. Lyric está ao meu alcance e eu pressiono meus lábios contra os dela. Suas mãos envolvem em torno da minha cintura, segurando-me tão perto quanto ela pode. Eu beijo-a muito antes de me afastar. —Fique com Alex. Você me promete? Ela acena com a cabeça e Alex sai correndo pelo corredor e agarra meu ombro. —Eu vou cuidar dela. Não se preocupe cara. Nós vamos resolver tudo. Sinto muito, mano. Eu só deixei-a vir aqui porque eu sabia que Asher não faria mal a sua única filha—. Eu pressiono minha testa à dele, olhando-o nos olhos, antes que eu seja arrastado e jogado contra a parede ao lado de todo mundo que já estão algemados. Eles nos tiram um por um, levando-nos para a pilha de carros que ocupam quase todo o parque de estacionamento .


Uma vez que eu saio fora, eu olho para cima e vejo quando Asher é jogado na parte traseira de um dos carros. E ele evidentemente está chateado e magoado, pois sua única filha o traiu para me ajudar. Uma vez que também sou jogado em um carro, eu fecho meus olhos e sorrio para mim, sabendo que Alex e Lyric estão seguros. É agora também que me toca profundamente o que Lyric fez esta noite e o quanto deve ter doido para ela tomar esta atitude. Meu coração dói por saber que ela tinha que tomar essa decisão. Essa é uma escolha difícil de fazer. Família é suposto ser tudo e ele era o único que ela tinha. Ela me disse uma vez antes que seu pai era um homem mau e que ela deveria tê-lo parado a um tempo atrás. Agora eu sei por que há tantos carros de polícia do lado de fora. Ela tomou essa decisão por mim. Agora é hora de eu tomar uma decisão por ela...


Capítulo 24 LYRIC Duas semanas depois... Depois que as coisas se acalmaram e eu expliquei tudo, eles retiraram as acusações contra o Memphis, percebendo que ele foi forçado por meu pai a lutar. A única coisa pela qual ele respondeu foi pela agressão, por ter quebrado o nariz de um oficial de polícia, ele ficou detido por três semanas. Depois de tudo, não poderíamos ter tido mais sorte do que isso. Quando eu assisti o levarem para longe, senti uma dor no meu coração que eu nunca senti antes. Eu não senti isso nem quando levaram meu pai, quando vi a dor em seus olhos por eu o ter traído. Mas a ideia de perder Memphis. A verdade é que meu pai não vai ver o lado de fora da prisão por um tempo muito longo, pelo menos não antes de seu octogésimo aniversário. Aparentemente eles já o cassavam a um bom e longo tempo, colhendo informações contra ele, e essa foi à chamada que precisavam para o prenderem. Eu não gosto de saber que eu tenho um familiar atrás das grades, mas eu fiz o que tinha que fazer para salvar tantos outros. Às vezes você não tem escolha. Muitas vidas foram salvas. Ele nunca ia parar. Memphis me fez perceber isso. Ele abriu meus olhos, e ter que escolher entre eles era mais fácil do que eu pensava ,muito mais fácil. Mesmo isso significando que provavelmente eu nunca vá ver meu pai novamente. Ele não foi um pai presente de qualquer maneira.


São cinco horas de um sábado à noite aqui na loja de tatuagem. Alex começou há poucos dias e Styles não poderia estar mais feliz com seu trabalho. Além de Memphis estar na cadeia, todo o resto parece estar se encaixando. Trevor foi até a loja esta manhã para se desculpar. Alex ficou de olho nele o tempo todo, certificando-se de que ele mantivesse distância, o que ele fez. Ele parecia muito dócil e gentil o que tornou fácil ver por que ele e Memphis foram tão próximos no passado. Fico feliz que Alex estava aqui

naquele momento, caso

contrário, eu não teria lhe dado oportunidade de falar. Eu não sei o que eu faria sem esses dois meninos. Alex e Memphis têm os maiores corações que eu conheço e eu estou feliz por tê-los na minha vida. A única coisa que me deixa nervosa sobre Memphis sair é ele querer ir embora. O simples pensamento faz meu coração doer, mas eu preciso deixá-lo fazer o que é preciso para que ele seja feliz. Ele merece tanto ou mais do que ninguém. Estou sentada na minha sala quando Alex põe a cabeça dentro e sorri. —Ei, moça bonita.— Eu sorrio para ele e empurro para longe a minha mesa. —O que foi Alex? É o meu próximo que Já chegou? Você pode mandar entrar—. Ele balança a cabeça. —Eu não tenho certeza se ele é um cliente, mas está perguntando por você.— Eu inclino minha cabeça para o lado e tento ver se Alex está brincando comigo. Eu não tenho nenhuma ideia de quem poderia ser além de Liam, mas ele nunca vem para a loja. Empurrando meu desenho de lado, eu fico em pé, me estico enquanto caminho em direção à porta. —Eu não tenho nenhuma ideia de quem seja...—.


Eu paro e coloco minha mão sobre minha boca quando vejo Memphis lá em pé ao lado da recepção, mais sexy do que nunca em sua jaqueta de couro e seu velho jeans desbotados. Ele sorri quando me vê e movimenta com a cabeça para que eu vá até ele. Uma forte emoção me atravessa

enquanto eu corro para ele e

pulo em seus braços. Suas mãos emaranham no meu cabelo e seus lábios beijam minha cabeça, face, e, finalmente, os meus lábios. —O que você está fazendo aqui?— Eu pressiono meus lábios contra os dele novamente antes de me afastar e olhar pra ele. A maioria de seus cortes e contusões estão curadas e parece que ele fez um monte de trabalho ao longo das duas últimas semanas. —Eu pensei que você sairia daqui a mais uma semana? Um pequeno sorriso se espalha por seu rosto antes dele puxar meu queixo para cima, de modo que nossos olhos se encontram. —Ryder pediu um favor para seu pai. Nunca pensei que isso iria acontecer, mas eu acho que ele meio que me deve—. Ele me olha para cima e para baixo antes de esfregar o dedo no meu queixo. —Eu sai alguns dias atrás, mas eu precisava de tempo para pensar.— Eu meu estômago torce. Ele está indo embora. Ele vai dizer-me que está indo embora. —Sim—, eu sussurro. —Eu recebi uma carta.— Ele puxa um envelope de fora do bolso do paletó e o aperta na mão. —Foi da minha mãe.—


Eu o segui enquanto ele caminha em direção à porta e a mantém aberta para eu sair primeiro. Ele tira sua jaqueta de couro e joga sobre meus ombros. —Ela me contou sobre como ela estava orgulhosa de mim. Disseme o quanto ela me amava e que Alex tinha sorte de ter um irmão como eu em sua vida.— Ele para de falar,para tomar fôlego antes de continuar. —Ela disse que desejava que ela tivesse tido a coragem que eu tive e por fim ao meu pai nos prejudicando. Que ela desejava ter tido força para nos proteger.— Ele desvia o olhar por um segundo, tentando controlar suas emoções. Vejo sua mandíbula apertar antes dele se virar para olhar para mim. —Ela me disse para nunca mudar e prometer a ela que eu vou sempre manter as pessoas que amo quentes. Para ser forte e para encontrar a coragem que eu tive todo o tempo.— Eu ando por trás dele e lanço meus braços em volta de sua cintura. Eu não quero nada mais agora do que estar perto dele. — Aqui, explicando não lhe faz justiça. Leia-o para si mesmo.— Ele me dá o pedaço de papel dobrado e eu o abro, olhando para a bela caligrafia antes de mim. Eu ainda nem comecei e já sinto as emoções que rolam para fora da página quando ela colocou a caneta no papel, há tantos anos. Meus olhos começam a ler a primeira linha.

Meu Memphis, Se você está lendo isso, eu estou muito longe e você recentemente voltou para casa, para o único lugar a que pertence. Não fique com raiva de Jack por esperar para dar-lhe esta carta. Ele estava sob ordens muito distintas. Eu conheço você, então não revire os olhos como sei que você está fazendo eu estou dizendo é louco. Você é o meu primeiro filho e meu


forte. Você também é o mais apaixonado entre os dois. Se você nunca ouviu qualquer outra coisa que eu digo, escute isso. O que aconteceu naquela noite não foi culpa sua. Qualquer pessoa em sua situação teria feito o mesmo. Vê-lo naquela noite me mostrou que você e Alex ficariam bem sem mim, porque eu sei que você faria qualquer coisa para protegêlo. Estou mais orgulhosa de você agora do que jamais estive antes. Meu único arrependimento é que tinha que ser você que fez isso, em vez de mim. Eu deveria ter protegido vocês dois, e para que saiba eu sinto muito. Às vezes, as mães não conseguem fazer isso pelos filhos, não importa o quanto parece que temos tentado. Eu quero que você saiba o quanto eu amo você e seu irmão. Tomem conta um do outro, porque a família é tudo que você tem. Meu precioso menino, você tem um fogo dentro de você maior que a maioria. Use-o para manter as pessoas que você ama aquecidas, mesmo quando você sentir que não tem nada para dar. Eu sei que por um tempo você vai se sentir indigno de ser amado, mas Filho, está tão longe da verdade. Um dia você irá encontrar uma mulher maravilhosa que acredita em você, e vê exatamente o que eu sempre vi em você. Você vai precisar dela, assim como você precisou de mim todos esses anos. Deixe que ela te ame, Memphis, e ame-a em troca com tudo em você. Quando você se sentir como se eu estivesse ido apenas fale em voz alta. Eu vou te ouvir. Mesmo que eu não cheguei a dizer-lhe adeus, sei que eu fiz. . . Do meu coração para o seu. Eu vou te amar sempre, mesmo na minha ausência Mamãe


Minhas bochechas estão manchadas com lágrimas, é um pouco embaraçoso. Eu posso sentir seu amor por ele. Eu desejei poder tê-la conhecido. Eu olho para ele, me olhando como um falcão. Eu tento o meu melhor para puxá-lo junto. —É claro que ela estava orgulhosa de você. Você é um bom homem. Um dos melhores—, eu sussurro. —Venha comigo.— Memphis gira em torno de mim e segura meu rosto com as mãos. —Eu tenho algo para lhe mostrar.— Ele começa a me afastar. Eu não me preocupo com o meu trabalho, eu não posso. Memphis é tudo o que eu quero me preocupar agora. Memphis me ajuda entrar no carro antes de correr para o seu lado e pular dentro. Eu quero perguntar para onde estamos indo, mas eu decido apenas ir com ele e deixá-lo me levar para onde ele quiser ir. Se isso não fosse importante para Memphis, então ele não me tiraria do trabalho para ir lá. Ele dirige por cerca de dez minutos antes de parar e estacionar em frente de um pequeno prédio de tijolos. Sento-me aqui confusa quando Memphis apenas se senta, olhando para o pequeno edifício a nossa frente. —Este foi o estúdio de arte da minha mãe.— Ele aperta o volante e inala uma respiração afiada. —Ela me deixou a chave junto com a carta. Eu trouxe Alex aqui ontem à noite e ele não conseguiu lidar com isso. Não agora. Nós dois decidimos que talvez você pudesse trabalhar aqui por um tempo—. Viro-me para ele e aperto sua mão. Eu não sei o que dizer agora. Este homem está me deixando entrar mais fundo do que eu imaginava.


Eu não posso negar o fato de que isso me faz sentir como se eu estivesse no topo do mundo. —Memphis—, eu sussurro. —Vocês estão certos sobre isso? Ele balança a cabeça e se inclina para me beijar na testa. —Está completamente limpo. Todas as obras de arte foram embaladas e colocadas em sua sala de estar em casa. Seria um desperdício para este lugar não ser habitado. Posso vim na próxima semana e arrumar tudo para você antes de eu começar a trabalhar com Jack.— —Espere...o que você está dizendo, Memphis?— Eu sinto um enorme sentimento de esperança, quando ele me puxa para cima em seu colo e envolve suas mãos nos meus cabelos. —Eu não vou deixar você, Lyric.— Ele toca seus lábios sobre os meus, respirando seu cheiro doce contra os meus. —Minha mãe estava certa. Este é o lugar onde eu pertenço. E você e Alex são onde eu preciso estar. Esta é a minha casa. Você é o que importa para mim, e eu prometo mantê-la aquecida—. Eu me sinto como uma idiota, mas eu não posso evitar que lágrimas escorram lentamente pelo meu rosto, pousando em seu polegar enquanto ele estende a mão para limpá-la. Para alguém que não chora, eu com certeza estou chorando muito na última meia hora. Meus olhos se arregalaram e meu coração começa a correr quando ele está na minha frente, os olhos fixos nos meus. —Como assim? —Você é forte, amorosa, e você nunca desiste das pessoas que você gosta. Você é uma artista. Ela teria amado você, Lyric—.


Meu coração se derrete. —Agora vamos entrar. Eu quero lhe mostrar uma coisa antes de te levar de volta para o trabalho.— Ele dá um tapinha no bolso e levanta uma sobrancelha. —Eu tenho um sentimento que Alex fofocou da minha vida. Eu vou ter que ser áspero com sua bunda mais tarde.— Ele me Joga por cima do ombro e me faz gritar quando bate na minha bunda, pega a chave da minha mão para abrir a porta. Tudo que eu vejo é escuridão até que Memphis acende a luz e, lentamente, me põe para baixo, beijando-me ao longo do caminho até que ele me tem em pé. Ele agarra meu rosto com as duas mãos e pressiona seus lábios nos meus, antes de se afastar mordendo o lábio inferior. —Foda-me, eu perdi seu gosto.— Eu não posso deixar de sorrir quando ele coloca a mão sobre meus olhos e me leva na direção que ele quer. —Memphis!— Eu rio quando ele morde meu pescoço e corre a ponta de sua língua até meu pescoço, parando em meu ouvido. —Eu vi isso e sabia que você tinha que ter isso.— Ele tira sua mão dos meus olhos, e envolve o braço em volta da minha cintura. — Abra os olhos.— Sorrindo incontrolavelmente, abro os olhos e fico boquiaberta quando vejo a Canon mais linda em cima da mesa. —Puta merda, Memphis! Não!— Eu cubro minha boca quando eu olho para a câmera nova. —Você não comprou isso para mim. Isto é muito... Isso tinha que ter custado pelo menos uns cinco mil.—.


— Não...foi um pouco mais. — Ele ri quando eu bato nele. —É legal. Ela é uma câmera profissional e vem com todos os acessórios, por isso é bom. Eu sei que está em boas mãos. Eu olho em volta para os vários acessórios. Há uma bolsa de câmera, um tripé, um baú arnês e um monte de lentes diferentes, juntamente com outras coisas aleatórias. —Ela não veio com tudo isso, Memphis. Você comprou tudo separadamente. Eu não posso aceitar isso.— Virando-me, ele me segura contra a mesa e morde meu lábio inferior, chupando-o em sua boca antes de liberá-lo. —Você pode... e você vai. É tudo seu. — Ele me beija novamente. —E eu também— Meu coração se derrete a partir dessas palavras. Isso é tudo o que eu precisava ouvir. Isso me faz entrar, ajudando-me sentir completa. Parece que as coisas realmente são perfeitas agora. Tenho Bailey, Alex, e Memphis. Essa é toda a família que eu preciso...


Capítulo 25 MEMPHIS Um mês mais tarde... Lyric tem ido trabalhar no estúdio ultimamente, por isso, tomei a decisão de sequestrá-la e levá-la para jantar. Eu estou tão orgulhoso dela por todo o trabalho duro que tem feito, mas ela precisa de um descanso. Ela não sabe disso, mais eu cancelei todos os seus compromissos do dia, pedi a Styles para tirar e remarcar seus compromissos. Ela pode não gostar da idéia no início, mas vai valer a pena. Eu puxo meu carro no estúdio e percebo que ela ainda está trabalhando. Eu calmamente entro e fico quieto de modo a não incomodá-la enquanto ela termina. Demorou uns 10 minutos antes dela perceber que eu estava lá, ela se despede do cliente e começa a reunir suas coisas. Eu na dou a ela a oportunidade de vir para mim. Foda-se, eu fiquei sem essa mulher durante todo o maldito dia. Caminhando em direção a ela, eu a empurrei contra a parede com o meu corpo. —Memphis—. Ela ri quando eu brinco beijando seu pescoço e passo minhas mãos por seu corpo. —O que você está fazendo aqui? Eu tenho outro cliente, é uma família que chega em dez minutos.— Ela começa a lutar e rir enquanto eu começo a beijá-la por toda parte. — Pare... Memphis. Eu vou te machucar.—


Eu ri contra seu pescoço antes de fixar os braços contra a parede. Sorrindo maliciosamente, ela percebe que ela está presa. —Vou sequestrar você.— —Eu não posso.— Eu pressiono meus lábios contra os dela. Esta mulher virá comigo não importa quão duro ela lute. Afastando-me do beijo, eu a jogo por cima do meu ombro, recolho sua bolsa e as chaves. —Você pode e você vai.— Eu dou um tapa na bunda dela quando ela tenta escapar, a fazendo gritar. —Confie em mim—, eu digo. —Eu cuidei de tudo.— Quando chego à porta eu sinto sua mordida na minha bunda e ela consegue chegar entre as minhas pernas e agarra meu pau. Bato na sua bunda novamente antes de espremê-la e mordo meu lábio inferior. —Isso não está ajudando a você —, eu digo quando ela me agarra mais forte fazendo-me ficar duro em sua mão. Porra essa mulher está dificultando as coisas. Eu a mantenho por cima do meu ombro enquanto tranco a porta atrás de nós, antes de abrir a porta do passageiro e colocá-la dentro. — Eu vou foder sua bunda quando chegar em casa — digo enquanto ajusto a minha ereção. — Você sabe disso, certo? Lyric morde em seu lábio inferior, enquanto balança a cabeça, mas depois ela me empurra e fecha a porta do carro na minha cara, me provocando. Ela está brincando comigo. E eu amo isso.


—É melhor haver um bom motivo para você ter me tirado do meu trabalho no meio do dia, Memphis,—Lyric rosna fora. Ela tenta olhar brava, mas essa porcaria não funciona comigo . Eu a conheço o suficiente para saber quando ela está realmente

brava ou apenas

disfarçando. Ela adora isso e ela sabe disso. Quando chegamos ao restaurante eu me certifico de estacionar no lado oposto do prédio que eu sei que todo mundo estaciona. Até que Bailey, Landen e Liam e Alex mostram as caras, ela não os vê. Eu ainda liguei para Ryan no fim de semana. Lyric olha em volta, confusa. — Você me tirou do trabalho, porque você estava com fome? — Lyric passa a mão pela minha coxa, parando no meu pau. Ela sorri e depois esfrega a mão sobre o seu comprimento. — Que tal irmos para casa em vez disso? Você já me tirou mesmo do meu trabalho, bem que poderia fazer valer a pena, garotão. Eu pego seu queixo e trago seu rosto para encontrar o meu. Sorrindo contra seus lábios, eu chupo o lábio inferior em minha boca antes de liberá-la. — Oh, vamos lá, assim que comermos. É melhor ter uma maldita certeza disso. — Eu chego e abro o cinto de segurança. — Vamos. Saindo do carro, abro a porta para ela, segurando sua mão para ajudá-la. — Obrigada, meu sexy homem das cavernas. Eu sorrio para ela encenando e a guio até a porta, abrindo para deixá-la passar e entrar primeiro. Ela está muito ocupada envolvendo os braços em volta de mim para notar todos os nossos amigos que estão do lado esquerdo do salão.


Ela começa a nos levar para a direita, mas eu a puxo pela cintura, levando-a para a esquerda. Ela se prepara para resistir até que ela olha para cima e vê Bailey acenando. — Santo.— Ela olha ao redor de nós com o maior sorriso que eu já vi em semanas. —Você fez isso? Eu aceno com a cabeça e puxo a cadeira ao lado de Ryan. Ela gira para de frente para mim, jogando os braços em volta do meu pescoço e diz com emoção. — Obrigada. Isto é incrível. Deus, eu te amo. Eu puxo seu esplendoroso corpo com o meu e beijo-a lenta e apaixonadamente, dando-lhe uma amostra do que ela vai ter assim que chegarmos em casa. Essa mulher é minha e eu quero que o mundo saiba. Juntar todas as pessoas com quem ela se preocupa para jantar é o suficiente para iluminar até mesmo o pior dia para ela. Eu faria essa porcaria para ela todas as semanas se eu pudesse, mesmo se eu tivesse de arrastar todos e cada um deles fora do trabalho sozinho. Ela merece isso e muito mais... São três horas da manhã e eu passei a última hora assim sentado aqui na varanda de trás com a minha guitarra. Cheguei à conclusão de que estar aqui com a minha guitarra no meu colo parece trazer a mesma paz que costumava me dar antes que tudo desse errado no mundo. Eu já não sinto necessidade de lutar. O que tenho é suficiente. Nas noites que eu não consigo dormir venho para aqui e toco, apenas para aproveitar a tranquilidade a minha volta. Algumas noites, tarde da noite, Alex sai e traz sua guitarra e tocamos juntos. Nós tocamos para a mãe. Vendo o sorriso dela no rosto de Lyric que lembra


muito a alegria da minha mãe. Isto faz eu me sentir bem por dentro. . . Completo. Tanta coisa mudou ao longo do último mês, que tem sido um pouco difícil se adaptar a tudo. Passo a maior parte dos meus dias trabalhando com o negócio de construção junto com Jack. Lyric divide seus dias entre o estúdio fotográfico e o de tatuagem. Arrastá-la para o jantar mais cedo foi bom para ela. Ela trabalha mais do que ninguém que eu conheço. Eu vejo sua paixão pela fotografia e arte crescer a cada dia, enquanto ela lentamente baixa sua guarda. Ela tem feito ainda algumas tatuagens aleatórias. O olhar em seu rosto quando ela assiste Alex marcar permanentemente alguém com a sua criatividade é foda, impagável. Eu posso ver o orgulho brilhando em seus olhos e nada me faz mais feliz. Lyric ainda mora ao lado, mas ela está lá embaixo dormindo na minha cama agora. Todas as coisas dela estão na casa dela, mas ela sabe onde ela pertence. Ela pertence ao meu lado, em meus braços, e na minha cama. Eu não quero nem imaginar ela em qualquer outro lugar. Eu amo aquela mulher mais e mais a cada dia e não há nada que eu não faria para mostrar isso a ela. Meus dedos lentamente dedilham nas cordas do meu violão, mas meus olhos encontram o a porta onde Lyric está embrulhada em um cobertor, me olhando com um sorriso. Ela é tão linda que cria um vazio não tê-la em meus braços. Colocando minha guitarra para baixo, eu chego perto, puxo-a pelos braços e puxo-a para o meu colo, antes de pressionar meus lábios no topo da sua cabeça. — Não consigo dormir — falo baixinho em sua orelha.


Ela balança a cabeça e inclina a cabeça para trás para olhar para mim. — E eu não consigo parar de pensar — sussurra. Eu toco meus lábios sobre sua bochecha, em seguida, pelo seu pescoço antes de beijá-lo. — Sobre o que? — Ela não hesita antes de falar. — Você. — Ela chega para trás e emaranha seus dedos no meu cabelo antes de me puxar para mais perto. — E como estou feliz por ter você em minha vida. Esta noite foi perfeita. — Ela cheira meu pescoço e depois sorri. — E sobre o quão gostoso você cheira. Eu poderia ficar acordada respirando-o a noite toda. Envolvo meu braço na sua cintura, eu a empurro para o lado para que eu possa pressionar os meus lábios contra os dela. Tê-la em meus braços, aqui nesta varanda dos fundos, é quase o suficiente para fazer tudo parecer tão malditamente perfeito. — Toque para mim. — Lyric diz e pega a minha guitarra, entregando-a de volta para mim. —Isso me ajuda a pegar no sono. Sorrindo, eu pego o violão e a coloco no colo, para que eu possa tocar. Ficamos assim por um tempo, talvez até horas, apenas nós dois ouvindo a melodia da minha guitarra. Algo sobre a maneira como me sinto agora faz eu me sentir como se eu tivesse conhecido Lyric toda a minha vida, como se fosse pra ser assim ela estar aqui em meus braços. Ela soprou meu mundo, me chutou na bunda, e agora tudo o que eu quero é que ela fique. Agora que ela é minha, não vou deixá-la ir...

Fim


Em breve, a história de Alex... Tentador e altamente viciante. Alex é tudo isso e muito mais... Eu cometi um monte de erros que eu não me orgulho e, definitivamente, alguns deixaram marcas, tanto mentalmente quanto fisicamente. As coisas ficaram solitárias. Eu me perdi na minha própria fodida mente e no final fiquei incapaz de lutar ou pelo menos ganhar. Ao longo do que a vida fez para mim e eu segui em frente. Seis meses depois na tatuagem Ravage e já sou o profissional mais procurado. Minha maior clientela é composta por mulheres. Elas vêm para a loja, acabam na minha cama e ambos saem felizes. Tem sido a minha libertação desde que eu parei de lutar. Tornou-se parte do novo ‘eu’. Mas Tripp está de volta na minha vida e eu não posso negar o fato de que eu faria qualquer coisa por essa garota. Então, quando ela me pede para morar com ela e seu 'namorado' nosso outro amigo de infância eu nunca esperei que as coisas ficassem tão fodidas e torcidas. Eu estava atraído por ela e cada segundo que passa quero protegê-la de tudo o que não é comigo. Eu tenho lutado muito ao longo dos anos para reprimir meus sentimentos por ela, mas quando eu descubro que ela e Lucas têm um relacionamento aberto, tenho o forte desejo de rasgar seu coração do peito, de destruir a coisa que o mantém respirando. O que eu não esperava era que Lucas fosse pedir o que pediu. Ele me pedir para fazer a coisa que eu secretamente desejava desde que eu era velho o suficiente para saber o que a necessidade era. A segunda coisa que eu não esperava era o olhar de necessidade que eu vi nos olhos de Tripp. Uma noite de paixão livre poderia mudar as nossas vidas para sempre. Eu não estou dizendo que era uma coisa boa também...


Victoria ashley get off on the pain (rev pl trt)