Issuu on Google+


Staff Disponibilização : Juuh Allves Tradução e Revisão Inicial : Mah Esteves,Hanna Revisão Final : Juuh Allves ,Nicole e Camila Carter Leitura Final : Alessandra G. Formatação : Juuh Allves


Sinopse Para todos que o conhecem, West Ashby sempre foi àquele cara: arrogante, popular, muito gato para poder tocar e deus do futebol que liderou Lawton High nos campeonatos estaduais. Mas enquanto West talvez seja o Grande Homem no Campo, do lado de fora e por dentro ele está lutando contra a dor em ver seu pai morrer lentamente de câncer. Dois anos atrás, a vida de Maggie Carleton se desfez quando seu pai assassinou sua mãe. Depois que ela contou à polícia o que aconteceu, ela parou de falar e não o fez desde então. Mesmo a mudança para Lawton, Alabama, não trouxe Maggie de volta. Assim ela permaneceu em silêncio, mantendo sua dor e seu coração quebrado escondidos. Quando a dor de West se tornou demais para suportar, ele soube que precisava falar com alguém sobre seu pai então em uma penumbra de uma festa pós-jogo, ele se abre para uma menina que ele sabe que não vai contar pra alguém. West esperava que falar sobre seu pai fosse trazer algum alívio, ou, pelo menos, uma enxurrada de emoções que ele não podia controlar. Mas ele nunca esperava que a nova garota silenciosa respondesse,


revelando uma dor ainda mais profunda do que a sua própria - ou eles formarem uma conexão tão forte que ele não poderia deixá-la ir...


Ela não é um doce?

Capítulo 1 MAGGIE Esta

não

era

a

minha

casa.

Nada

seria

novamente. E, além disso, eu não queria um lar - a palavra veio com memórias muito dolorosas para pensar. Eu sabia que minha tia Coralee e meu tio Boone estavam me observando de perto enquanto eles levavam-me de um lado para o outro da casa. Eles queriam

que

eu

gostasse

daqui,

havia

certa

esperança em seus olhos. Eu não me lembro de como era sentir esperança. Fazia tanto tempo que eu não esperava por nada. "Nós lhe demos um quarto no andar de cima. Eu o pintei com um bonito azul de algodão-doce." Tia Coralee informou-me cautelosamente. "Lembreime de que você gostava de azul."


É verdade, eu tinha aprendido a gostar de azul um pouco depois do Natal. Tinha até mesmo usado azul

durante

todo

um

ano.

Eu

não

era

necessariamente uma fã dele agora, no entanto... Segui tanto a minha tia quanto o meu tio ao subir as escadas. As fotos de família que revestiam a parede me fizeram virar a cabeça e olhar para frente. Eu tive isto um dia também. Fotos que minha mãe orgulhosamente exibia nas paredes de nossa casa. Mas essas fotos tinham sido mentiras. Os sorrisos não eram reais. "Aqui está." Tia Coralee anunciou enquanto ela parava no meio do corredor e abria a porta para um grande quarto. Exceto as paredes azuis, todo o resto era branco. Eu gostei. Se eu não estivesse com medo da minha própria voz, eu diria a ela obrigada. Em vez disso eu tirei a mochila dos ombros e virei para abraça-la. Isso teria que de ser o suficiente. "Bem, eu certamente espero que você goste do meu quarto", uma voz profunda falou lentamente da porta.


"Brady, não." Tio Boone disse com uma voz severa. "O quê? Eu estava apenas sendo gentil." ele respondeu. "Tipo..." Eu me lembrava brevemente do meu primo Brady. Ele nunca tinha brincado comigo em eventos familiares, estava sempre correndo com um dos amigos que ele havia trazido. Agora, ele estava encostado no batente da porta do quarto, o cabelo castanho caindo em seus olhos e um sorriso no rosto. Ele não parecia feliz. Oh Deus, eles tinham me dado o seu quarto? Isso não poderia ser bom. Eu não queria pegar o seu quarto. "Brady está apenas sendo um pirralho." Tia Coralee

explicou

rapidamente.

"Ele

está

perfeitamente feliz em se mudar para o quarto do sótão. Ele tem pedido para nós há dois anos para organizar esse espaço, assim ele teria algum lugar mais privado."


Uma

grande

mão

pousou

no

meu

ombro

enquanto o tio Boone veio para ficar do meu lado. "Filho, você se lembra de Maggie.”, disse ele em uma voz que não deixou espaço para discussão. Brady estava olhando para mim. Ele parecia irritado a princípio, mas sua expressão de repente se

suavizou

em

algo

que

se

assemelhava

a

preocupação. "Sim, eu me lembro dela." Tio Boone continuou, "Você precisará mostrar a escola na segunda-feira para ela. Vocês estarão no mesmo ano, e nós temos certeza que eles irão colocá-la em várias de suas aulas, sendo assim você pode ajudá-la.” Eu senti que Brady já sabia de tudo isso. A informação era para mim. Brady suspirou e balançou a cabeça. "Vocês nem sabem", ele murmurou antes de sair. "Sinto muito sobre ele.”, disse a tia Coralee. "Ele se tornou tão mal-humorado, e não sabemos o que fazer com ele na maior parte do tempo.” Mesmo que eu falasse, eu não tinha uma resposta para isso.


Ela apertou meu braço. "Nós vamos deixar você se acomodar. Desembale e descanse

se você

precisar. Se quiser companhia, eu vou estar na cozinha, preparando o jantar. Você é bem vinda a ir a qualquer lugar da casa que quiser. Sinta-se em casa." Aquela palavra de novo: casa. Finalmente minha tia e meu tio me deixaram sozinha, e retiraram-se pelo corredor. Eu fiquei no lindo quarto azul e percebi, para minha surpresa, que eu já me sentia segura. Eu pensava que o conforto da segurança não existia mais para mim. "Então, você realmente não fala?" A voz de Brady encheu a sala, e eu me virei para ver o meu primo de volta na porta. Eu realmente não queria que ele não gostasse ou ficasse irritado por minha presença aqui. Mas eu não tinha certeza de como convencê-lo de que eu ficaria na minha, e que eu não iria incomodá-lo ou mudar sua vida.


"Merda, isso não vai ser fácil. Você é...” Ele fez uma pausa e soltou uma risada que não soava como uma. "Esta merda vai ser pior do que eu pensava. Ao menos você poderia ter me ajudado e ter sido feia.” Como? Brady fez uma careta. "Só não chame atenção para si mesma. Minha mãe finalmente tem a filha que nunca teve, mas não faz a merda mais fácil para mim. Eu tenho uma vida, você sabe.” Eu simplesmente assenti. Eu tinha certeza que ele tinha uma vida. Ele era alto, com cabelos escuros e olhos castanhos claros, e seus ombros largos que deixava claro os músculos debaixo de sua camiseta. Sem dúvida que as meninas o amavam. Eu não tinha a intenção de ficar no seu caminho, mas eu podia ver como minha vinda a sua casa e pegar seu quarto poderia fazê-lo ver o contrário. E agora seus pais também me colocaram em suas aulas.


Mas eu provaria a ele que não tinha nada para se preocupar. Peguei minha mochila novamente e tirei um bloco de notas e uma caneta que eu sempre mantive comigo. "O que você está fazendo?", Ele perguntou claramente confuso. Eu rapidamente escrevi: Prometo que não vou ficar no seu caminho. Não espero que você me ajude na escola. Apenas deixe seus

pais

acharem

que

você

ajudou,

e

eu

concordarei. Sinto muito por pegar seu quarto. Podemos trocar se quiser. Eu entreguei o bloco de notas para Brady e deixei que ele lê-se. Quando terminou, ele suspirou profundamente e entregou-me de volta. "Você pode ficar com o quarto. Mamãe está certa. Eu gosto do sótão. Eu só estava sendo um idiota. Você acha que não vai precisar de mim na escola, mas você vai. Não tem jeito.” E com isso, ele se afastou.


Eu estava parada na porta enquanto ele foi até a cozinha. Eu comecei a fechar a porta quando eu ouvi a voz de Brady viajar pela escada. "O que tem para jantar?", Perguntou. "Espaguete e frango. Eu pensei que Maggie pudesse gostar, já que é seu favorito,” Tia Coralee respondeu. Então, dizendo baixinho: "Eu gostaria que você desse um tempo para conhecê-la.”. "Já falei com ela. Ela, uh, me escreveu”, ele respondeu. "E? Ela não é um doce?” Tia Coralee parecia tão sincera. "Claro, mamãe. Ela é realmente um doce.” Mas Brady não parecia muito convencido.


Disse para correr.

Capítulo 2 WEST Ficar bêbado. Esse era o meu objetivo principal essa noite. Batendo a porta da caminhonete, eu fui para o campo onde eu já podia ouvir a música explodindo e ver a fogueira brilhando na escuridão. Essa era a nossa última noite de sexta-feira antes do futebol se tornar a nossa vida para os próximos três meses. Todos estavam comemorando. Casais se pegariam na traseira das picapes, todos teriam um copo vermelho cheio de cerveja em suas mãos, e teria pelo menos uma briga de garotas antes que a noite terminasse. Era o fim do nosso verão e o inicio do nosso último ano. Mas eu iria precisar de uma cerveja ou seis para

celebrar.

Ver

meu

pai

vomitar

sangue

enquanto minha mãe enxugava a testa com puro medo em seus olhos, tinha sido merda demais. Eu


deveria ter ficado em casa, mas eu não conseguia me convencer a isso. Toda vez que ele ficava doente, o menino dentro de mim saia e eu odiava esse sentimento. Eu amava meu pai. Ele tem sido meu herói minha vida inteira. Como diabos eu poderia perdêlo? Balançando a cabeça, eu passei a mão pelo meu cabelo e puxei com força. Eu estava pronto para o campo de futebol e na próxima sexta à noite eu estaria de volta com meu protetor e capacete. Mas eu queria sentir alguma dor agora. Qualquer coisa para entorpecer a realidade da minha vida. Meu telefone começou a vibrar, e eu puxei-o para fora do meu bolso. Toda vez que ele tocava e eu não estava em casa, terror tomava conta de mim tão fortemente, que me sentia mal. Ver Raleigh, o nome da minha namorada, foi um alívio. Não era mamãe. Nada estava errado. Papai ainda estava a salvo em casa.


"Ei," eu disse, perguntando por que ela estava me chamando. Ela sabia que eu estava indo para a festa de campo. "Você

vem

me

pegar?",

Ela

perguntou,

parecendo irritada. "Não me peça para buscá-la. Eu já estou na festa.” "Você está falando sério? Eu não vou se você não vier me pegar, West!" Ela estava chateada. Mas Raleigh ficava normalmente chateada comigo por alguma coisa. "Eu acho que eu vou te ver mais tarde, então. Não estou de bom humor essa noite, Ray”. Raleigh não tinha ideia sobre o meu pai. Ele não queria que as pessoas soubessem o quão doente

ele

estava.

Mantivemos

nossas

bocas

fechadas e quando o hospital local não foi suficiente para tratar o câncer de cólon avançado, fomos com ele para o hospital à uma hora daqui, em Nashville. Normalmente, você não poderia manter uma merda como essa em segredo em uma cidade pequena, mas mantivemos para a maioria. Foi mais fácil para


a minha mãe, por não ter muitos amigos em Lawton, ela nunca teve muitos amigos. Quando criança eu não entendia, mas agora sim. Meu pai tinha sido o menino de ouro no ensino médio. Ele tinha reivindicado fama em Lawton depois de jogar futebol na Universidade do Alabama e, em seguida, foi jogar para o New Orleans Saints. Enquanto

a

minha

mãe,

era

totalmente

uma

princesa - seu pai praticamente possuía a maior parte de Louisiana - e meu pai tinha se apaixonado por ela. Mas logo depois o meu pai estourou seu joelho, acabando com sua carreira no Saints, ele descobriu que sua namorada estava grávida. E se casou com ela contra a vontade de sua família e trouxe-a de volta aqui para o Alabama. A cidade viu isso como: Ele era meu herói, e ela tinha nos roubado. Dezessete anos mais tarde e eles ainda mantinha à distância. Mas mamãe não parecia se importar. Ela amava meu pai. Ele e eu éramos seu mundo. E foi isso para ela. "Você está me ouvindo?" O estridente grito de Raleigh me tirou dos meus pensamentos.


Raleigh e eu, éramos um tipo particular de casal: Ela gostava de estar no meu braço, e eu gostava do corpo dela. Não havia amor ou confiança entre nós. Nós estávamos namorando há mais de um ano, e ela era fácil de manter à distância. E agora isso era tudo o que eu tinha tempo. "Ouça, Ray, eu estou com uma dor de cabeça. Eu preciso de um tempo. Vamos dar um tempo, e falamos sobre isso na próxima semana, certo?" Eu não esperei ela responder, e desliguei. Eu já sabia que ela estaria gritando ameaças sobre como ela iria dormir com um dos meus amigos. Eu já ouvi tudo isso antes. Eu apenas não me importei. Eu andei mais rápido e me dirigi pela grama e entre as árvores para o campo aberto, onde as festas sempre ocorriam. O campo pertencia a Ryker e o avô de Nash Lee. Eles eram primos e ambos jogavam na equipe. Seu avô deixava as pessoas usar esse campo para festas desde que seus filhos estavam no ensino médio. Era apenas aos arredores dos limites da cidade, e a casa de seu avô era a coisa mais próxima de nós. Mesmo que fosse a uns


bons quilômetros daqui. Nós poderíamos fazer muito barulho e não nos preocupar com vizinhos curiosos assistindo cada movimento nosso. Olhei para o campo e encontrei Brady Higgens, meu melhor amigo desde o ensino fundamental. Ele tem estado no futebol desde que estávamos na Pop Warner. Ele era o melhor quarterback do estado e sabia disso. Brady levantou uma

cerveja em saudação

quando ele me viu vindo em sua direção. Ele estava sentado na parte traseira da sua caminhonete, que tinha conduzido até aqui para que pudéssemos usar o gerador na parte de trás para tocar música. Ivy Hollis estava enfiada entre as pernas de Brady. Sem surpresa. Eles estavam muito juntos nesse verão. Ivy. era uma veterana, capitã das líderes de torcida e determinada a reivindicar Brady agora que sua ex-namorada tinha se formado e mudou-se para o outro lado do país. "Apareceu bem na hora", disse Brady com um sorriso, me jogando uma lata de cerveja. Ele raramente bebia. Não era que ele era contra, mas ele estava determinado a jogar na Universidade do


Alabama no próximo ano. Eu também estava - um dia. Agora eu estava apenas passando dia após dia, orando a Deus para que meu pai não nos deixasse. Cerveja havia se tornado uma muleta para mim nessas festas de campo. A ansiedade de casa estava toda sobre mim, e eu sabia disso. Eu precisava para entorpecer minha mente. Tenho certeza que Brady percebeu que algo estava acontecendo e eu queria dizer-lhe. De todas as mulheres na cidade, sua mãe era a única pessoa que era boa para a minha mãe. Ela nos convidou para jantar muitas vezes ao longo dos anos. Ela nos trouxe uma torta vermelha durante as férias e sempre parava e falava com minha mãe nos jogos. Eu me perguntava se minha mãe confiava em Coralee. "Onde está Raleigh?", Perguntou Ivy. Eu a ignorei. Só porque ela estava com Brady não significava que eu tinha que responder suas perguntas estúpidas. Voltei minha atenção para Gunner Lawton. Sim, o mesmo maldito nome da cidade. O tata-tatata-


tataravô dele que fundou. Eles possuíam tudo. Ele era um inferno de um grande consignatário, então, por aqui era o que mais contava. "Você está sozinho essa noite também?", Eu perguntei enquanto eu afundei no fardo de feno ao lado da caminhonete. Ele riu. "Você sabe. Eu só estou tentando decidir quem eu quero”, ele respondeu com um sorriso. Tudo o que Gunner tinha que fazer era curvar seu dedo, e as meninas vinham correndo. Claro, ele odiava isso, mas quando você é mais rico do que Deus em uma cidade pequena e uma das estrelas da equipe de futebol da escola você tem um monte de poder. E as meninas gostavam de sua aparência também. "Vamos falar de futebol", Ryker Lee anunciou enquanto entrava no nosso círculo e sentou-se na traseira da caminhonete ao lado de Brady e Ivy. "Eu prefiro falar sobre o fato de que você raspou seu cabelo", Brady respondeu com um sorriso.


No ano passado Ryker estava determinado a deixar crescer os cabelos e colocar dreads. Eu fiquei surpreso ao ver que ele cortou seu cabelo curto no primeiro dia de treinos. Ele tinha ido com sua família para visitar sua avó na Georgia, por isso, não o tínhamos visto nas últimas semanas de verão. "Eu cansei disso. Vou ter dreads quando eu for um

pós-jogador.

Agora

eu

não

preciso

dessa

merda", ele respondeu, e passou a mão sobre a cabeça. Parecia que ele ia dizer outra coisa, mas, em seguida, ele se levantou e só começou a olhar para fora sobre o campo e sorrindo como um idiota. "Na verdade, esqueça o futebol. Eu prefiro falar sobre, quem é.” Eu segui seu olhar para ver um rosto que eu não reconheci. Ela estava de pé apenas ao arredor da festa perto das fileiras de árvores. Cabelo castanho escuro longo pendurado em ondas suaves sobre os ombros e os olhos verdes mais bonitos que eu já vi olhou em nossa direção. Eu deixei o meu olhar ir para baixo para ver sua boca com lábios perfeitos rosados sem pintura.


Em seguida, tinha o corpo dela. Santo inferno, ela estava num vestido de verão bem bonito. "Não vá lá", Brady avisou. Eu queria olhar para ele, para ler em seu rosto porque ele estava reivindicando a nova garota quando ele tinha uma dobrada entre suas pernas. Mas eu não conseguia parar de olhar para ela. Ela parecia perdida. E eu estava pronto para ir encontrá-la. "Por que, mano? Ela é quente como o inferno, e parece que ela precisa de mim”, respondeu Ryker. "Ela é minha prima, merda", Brady estalou. Prima dele? Desde quando é que ele tem uma prima? Eu tirei meu olhar da garota para finalmente olhar para Brady. "Quando você conseguiu uma prima?" Ele revirou os olhos. "Você já a conheceu. Há anos atrás no Natal da minha família do Tennessee. Ela está vivendo com a gente agora. Apenas não, ok? Ela não é... Ela tem alguns problemas. Ela não pode lidar com você”, disse ele, em seguida, virou-


se para olhar para Ryker, e acrescentou: “Ou você.”. "Eu posso ajudar com problemas! Eu sou ótimo nisso”, respondeu Ryker, um grande sorriso no rosto. Eu não ia dizer a mesma coisa. Eu tinha meus próprios problemas e eu precisava de uma fuga, não mais merda para lidar. Além disso, seus problemas não poderiam ser tão ruins quanto os meus. Ninguém podia. Brady continuou. "Ela não fala. Ela não pode. Eu só a trouxe hoje à noite porque minha mãe mandou. Eu disse que ela poderia ficar comigo, mas ela se recusou. Ela é meio maluca, eu acho.” Voltei a olhar para ela, mas ela se foi. Então, Brady tinha uma bela, mas louca, prima muda. Estranho. "É uma pena. Esse ano, temos uma nova garota que vale a pena olhar e ela é sua prima e muda," Gunner disse antes de beber o resto de sua cerveja.


Brady não gostou desse comentário, não gostou nem um pouco. Eu podia ver em seu rosto. Gunner estava certo, no entanto. Nós tivemos as mesmas meninas nessa cidade desde o ensino fundamental. Elas eram chatas, superficiais e eu tinha dormido com todas as melhores. Ninguém foi uma distração. Elas eram apenas irritantes como o inferno. Gunner se levantou. "Indo para pegar outra cerveja", ele anunciou, em seguida, se afastou. Gunner era o nosso segurança por aqui. Se nós fossemos

pegos

bebendo,

seu

pai

teria

força

suficiente com a polícia para tirar a gente do problema. Na verdade, eu me perguntei se eles já sabiam sobre isso e foi por isso que eles nunca nos expulsaram. Meu telefone começou a tocar de novo, e meu estômago

apertou

automaticamente.

Eu

rapidamente tirei do meu bolso e vi o nome da minha mãe na tela. Merda. Sem qualquer explicação para os caras, eu apenas deixei a minha cerveja para baixo e sai antes de responder.


"Mamãe? Tudo certo?" "Ah sim. Só queria que você soubesse que eu deixei algum frango frito no forno para mantê-lo aquecido. Além disso, se você poderia parar no Walmart e comprar um pouco de leite no seu caminho para casa, isso seria bom." Eu soltei a respiração que estava segurando. Papai

estava

bem.

"Claro,

sim,

mamãe.

Vou

comprar leite." "Você vai ficar fora até tarde?", Ela perguntou, e eu notei que sua voz estava tensa. Ela não estava me dizendo algo. Papai deve estar doente ou ferido. "Eu, não, uh, eu vou estar em casa logo", eu assegurei-lhe. Ela soltou um suspiro de alívio. "Bom. Bem, dirija com cuidado. Use o cinto de segurança. Eu te amo." "Eu também te amo, mamãe". Eu terminei a chamada enquanto ia até onde eu estacionei minha caminhonete. Eu já tinha andando para fora, preparado para sair antes mesmo de ela


perguntar se eu estaria em casa tarde. Estava piorando. Papai mal era capaz de sair da cama. Os médicos filhos da puta não podiam fazer nada por ele. Meu

peito

se

apertou,

e

tornou-se

difícil

respirar. Isso vinha acontecendo cada vez mais ultimamente. Era como se todos os meus medos se agarrassem na minha garganta e apertasse até que eu não poderia inalar. A raiva começou a bombear através de minhas veias. Isso não era justo! Meu pai era um homem bom. Ele não merecia isso. Deus estava lá em cima apenas deixando essa merda acontecer. E a minha doce mãe, ela precisava do meu pai. Ela não merecia isso também. "Foda-se!" Eu vibrei enquanto batia as duas mãos sobre o capô da minha caminhonete. Isso estava nos destruindo, e eu não podia contar a ninguém. Lidar com a simpatia de pessoas que não tinham ideia de como isso era, seria mais merda que eu não precisava.


Um movimento na esquerda me chamou a atenção, e eu levantei minha cabeça para ver quem tinha testemunhado o meu colapso. O vestido de verão foi à primeira coisa que eu reconheci.

Seu

corpo

cheio

de

curvas

para

preenchê-lo perfeitamente. Essa menina tinha tanta sorte que ela não podia falar. Ela não tinha que fingir para qualquer um. Ela não tinha que dizer a coisa certa ou agir de determinada maneira. Ela inclinou a cabeça para o lado como se estivesse

me

estudando,

decidindo

se

eu

era

perigoso ou se precisava de ajuda. Todo o seu lindo cabelo e aqueles lábios cheios certamente poderiam ajudar. Ajude-me a esquecer por um momento. Esquecer esse inferno que minha vida tinha se tornado. Eu

me

afastei

da

minha

caminhonete

e

caminhei até ela. Eu quase esperei que ela corresse. Ela não fez. Eu respirei fundo. O aperto na minha garganta tinha aliviado um pouco. "Você gosta do que vê?" Eu zombei dela, esperando que ela fugisse de mim.


Ela não merecia isso; usa-la para aliviar minha dor não estava certo. E eu estava com raiva e não conseguia controlar minhas emoções mais. Elas estavam tão cruas o tempo todo. Assim como todo mundo na minha vida, ela era alguém que eu estava afastando para sua própria segurança. Ela não respondeu, mas havia uma claridade nos seus olhos. Ela não era louca como Brady disse – você podia ver esse tipo de coisa nos olhos de uma pessoa. Mas seus olhos, eles eram quase demasiado intenso. Muito inteligente. "Você só vai olhar para mim como se você quisesse um gostinho e não falar? Meio rude.” Minha própria mesquinhez me fez estremecer por dentro. Minha mãe ficaria com vergonha de mim. Essa menina, porém, não fez nada mais do que piscar. Ela não recuou, e não fez um som. Brady não tinha brincado conosco sobre uma coisa: Ela realmente não falava. Mas, mesmo sem falar, ela obviamente não estava

interessada

em

mim.

Eu

não

estava


acostumado a isso. Não estava acostumado com meninas que não quisesse que as beijasse. Parei na frente dela e peguei seu rosto em uma das minhas mãos. Deus, aquele rosto era algo mais. Eu tinha que tocá-la para ver se ela era real. A perfeição parecia quase impossível. Todo mundo tem falhas físicas. Eu queria encontrar as dela. Eu usei meu polegar para escovar seu lábio inferior. Ela não estava usando batom. Ela não precisava, já que seus lábios eram rosa. "É hora de você correr agora", eu avisei a ela, mesmo que eu deveria ter sido o único a ir embora. Ela ficou onde estava olhando para mim. Corajosamente. Sem vacilar. A única coisa que lhe entregou foi o pulso em seu pescoço. Ela estava nervosa, mas estava demasiada assustada ou muito curiosa para mover-se. Dei mais um passo até que eu estava a pressionando e ela estava apoiada contra a árvore atrás dela. "Eu disse para correr, doce," eu a lembrei pouco antes de abaixar minha boca na dela.


Não se preocupe comigo, doce.

Capítulo 3 MAGGIE

Eu estava determinada a não ser um obstáculo para Brady. Sexta à noite tia Coralee o havia forçado a me levar a essa festa, e eu usei isso como uma oportunidade para mostrar a ele que eu não seria um incômodo. Principalmente, quando eu me sentei no escuro sozinha, longe de todos. A cada trinta minutos, então, eu verificava se Brady ainda estava lá ou me procurando, e então eu voltava para o meu esconderijo. Eu realmente esperava que não tivesse um evento a cada fim de semana. Eu não quero ter que passar por isso todas as vezes que o time de Brady for a uma festa no campo. Eu preferia ficar no meu quarto e ler. Ficar sozinha em um campo escuro não era exatamente minha maneira favorita de passar o


tempo. Embora, aconteceu algo que certamente tornava isso menos. . . entediante. Pensando no lugar que eu tinha reivindicado ao lado daquela árvore fez minhas bochechas corarem. Eu tinha dado meu verdadeiro primeiro beijo, e com um cara que eu nem conhecia. Ele era tão alto e seu cabelo era escuro e ondulado no final. A cara dele . . . Era como se Deus tivesse tomado todas as características perfeitas para um homem e as colocou juntas apenas para esse cara. Não tinha sido essas coisas que me fez ficar lá, porém, depois que ele me avisou para ir. Tinha sido os olhos dele. Mesmo na escuridão, eu tinha visto um peso lá. Uma tristeza que eu nunca vi em ninguém, além de mim mesma. Ele disse à sua mãe que a amava no telefone. Então ele desligou e amaldiçoou ao bater na sua caminhonete. Qualquer pessoa que falasse com sua mãe dessa forma não poderia ser ruim. Ele não me assusta. Mas eu estava preocupada com ele, então eu fiquei mesmo quando ele me disse para ir. E então


ele me beijou. Isso tinha sido áspero no início, como se ele estivesse tentando me machucar, mas depois que ele suavizou e antes que eu percebesse, eu estava agarrando em punhos sua camisa. Meus joelhos ficaram fracos, e eu não tinha certeza se eu realmente fiz um choramingo ou se tinha sido apenas na minha cabeça. Eu esperava que fosse à minha cabeça. Considerando o quão abruptamente ele me soltou, eu não queria ter feito um som. E eu desejei não o ter agarrado. Terminou

tão

de

repente

quanto

havia

começado. Ele não disse uma palavra quando se afastou de mim. Ele não olhou para mim. Em vez disso, virou e caminhou até sua caminhonete a esquerda. Eu não tinha ideia de quem ele era. Tudo o que eu sabia era que era bonito e assombrado e ele tinha me dado um primeiro beijo para lembrar. Duas

horas

mais

tarde,

quando

Brady

finalmente decidiu sair, ele me encontrou cochilando no chão sob a minha árvore. Ele ficou aborrecido e não disse nada no caminho para casa. O beijo desvaneceu-se para o fundo enquanto eu me


concentrava em como fazer o meu primo não me odiar. Domingo, quando Brady fez planos para ir à casa de um amigo para nadar, tia Coralee tentou me mandar com ele. Mas eu escrevi um bilhete para ela dizendo que o meu período começou e eu não me sentia bem, então ela me deixou ficar em casa. Brady acabou ficando fora o dia todo. Eu tinha certeza que ele estava preocupado que se ele chegasse em casa, ela tentaria forçá-lo de novo. Hoje eu comecei a escola, e ela deu Brady uma lista de coisas a fazer para mim. Eu me senti mal por ele. Você podia ver a frustração em seu rosto. Então, eu lhe entreguei uma nota assim que chegamos lá. Eu entendo. Faça o que você faz, e eu estarei presente na sala de aula. Só porque eu não falo não significa que eu não consiga me deslocar. Eu direi a tia Coralee que você fez tudo o que ela disse. Mas eu não quero que você me leve por toda parte. Eu quero fazer isso sozinha.


Ele

não

ficou

muito

convencido,

mas

ele

balançou a cabeça e saiu, deixando-me na entrada da escola. Felizmente,

tia

Coralee

tinha

preparado

a

recepção sobre o fato de eu não falava. Eles estavam

bem

comigo

escrevendo

tudo

o

que

precisava dizer. Eles deram a minha agenda e perguntaram onde estava Brady. Aparentemente, a tia Coralee também lhes tinha dito que Brady seria o meu guia. Eu menti e escrevi que ele tinha ido ao banheiro e iria se encontrar comigo no corredor. Uma pequena parte de mim - tudo bem, realmente uma grande parte de mim – esperava ver o cara da festa de campo. Eu queria vê-lo na luz. Eu queria ver se ele estava bem. E, eu esperava que talvez ele gostasse de me ver. Uma vez que eu tinha indicações para o meu armário,

eu

fui

olhar

para

ele,

sentindo-me

realizada. Na verdade, encontrá-lo era outra coisa completamente

diferente.

Com

as

pessoas

enchendo os corredores, muitos deles em seus armários ou na frente dos armários ou contra seus


armários, eu não podia ver os números. Encontrar 654 era basicamente impossível. "Você está bem?" A voz de Brady veio atrás de mim, e eu balancei a cabeça, não querendo dizer a ele

que

não

estava

exatamente

bem

e

provavelmente atrasada para a aula. "Onde está o seu armário?", Perguntou. Eu pensei sobre como responder a isso e apenas entregou-lhe o papel com o número do meu armário nele. "Você

passou

por

ele,"

ele

respondeu,

balançando a cabeça de voltou pelo corredor. "Vamos. Eu vou te mostrar." Eu

não

tive

tempo

para

escrever

um

argumento. Em vez disso eu apenas o segui. Ele estava me ajudando de qualquer maneira e, se eu admitisse para mim mesma, eu precisava de sua ajuda. Ao contrário de quando eu tinha passado pelo corredor, lutando através dos corpos embalados, todo mundo fez um caminho para Brady. Era como se ele fosse Moisés e esse era o Mar Vermelho.


"Caí fora! Maggie não pode abrir seu maldito armário", Brady disse a um casal que estava em uma sessão de amasso. "Quem

é

Maggie?"

A

garota

perguntou,

virando-se para olhar para mim. Ela tinha grandes olhos castanhos e uma tez de oliva. Seus longos cabelos negros foram ainda mais marcantes. "A minha prima", Brady respondeu, parecendo irritado. "Você

tem

uma

prima?",

Ela

perguntou

surpresa. As mãos do cara, que estava previamente sobre as nádegas da menina, se mudaram para os quadris e ele saiu do caminho. Antes que eu pudesse ver o rosto do rapaz, Brady deu um passo para trás e segurou meu armário aberto para mim. "Ai está. Estarei por perto se precisar de mim novamente. " Então ele me deixou lá e foi embora. Eu não fiz contato visual com ou dei um sequer olhar para o casal ao meu lado. A menina riu então eu ouvi um cara sussurrar para ela a palavra- mudo era

algo

que

eu

não

deixava

passar.

Aparentemente, Brady tinha dito as pessoas que eu


era muda. Eu esperava que, pelo menos, eu não teria ninguém tentando falar comigo. "Ela não fala?" A garota sussurrou de volta, alto o suficiente para eu ouvi-la. Eu rapidamente coloquei meus livros no meu armário

antes

de

fechá-lo,

certificando-me

de

segurar o meu livro didático e um caderno para minha primeira classe. Determinada a não olhar para o casal, eu mantive minha cabeça para baixo. Meu

olhar

pousou

nas

mãos

do

cara,

agora

segurando as nádegas da garota novamente. Eu acho que isso era algo que eu vou ter que me acostumar. Entrei no corredor sem olhar para cima, e um corpo rígido me bateu no flanco, me levando para trás. "Merda desculpe," uma voz masculina disse enquanto eu colidia com o casal. Ótimo. "Vocês estão ok? ", perguntou o cara que correu para mim. Olhei para cima para ver um par de olhos azuis mais claros que eu já vi, combinando com a cor de sua bonita pele. A combinação foi definitivamente


impressionante, mas infelizmente, ele não era o meu cara misterioso. "Cuidado", a menina atrás de mim estalou, me empurrando de cima dela. O livro e o caderno em minhas mãos caíram no chão, causando ainda mais uma cena. Eu não gostei de chamar a atenção, mas parecia que era tudo o que eu podia fazer. "Jesus, Raleigh, eu corri para ela. Deixe de ser uma cadela fria ", disse o rapaz quando ele se abaixou para pegar meus livros. Eu observava fascinada como grandes músculos bem definidos estalaram

de

sua

camisa

de

manga

curta

confortável. Raleigh

riu,

mas

soou

mais

como

uma

gargalhada perversa do que qualquer coisa. "Ela é muda, Nash. E ela é prima de Brady. Assim você pode parar com a coisa cavalheiresca. Ela não é o seu tipo." Então, por trás de mim: "Não seja uma cadela, baby." Aquela voz. Eu congelei. Eu conhecia aquela voz. Não... não deixe-o ser.


"Brady

tem

uma

prima?"

Nash

perguntou

enquanto ele se levantava e segurava os livros para mim. Eu estava com medo de virar e olhar. Talvez eu estivesse enganada. O cara ficando com a menina ao meu lado não poderia ser o cara que me beijou na sexta à noite. O cara que me beijou tinha sido bom com a mãe dele. Poderia um cara legal como aquele podia beijar outra garota quando ele já tinha uma namorada? Não era ele um bom rapaz lá no fundo? Eu tinha me convencido todo fim de semana, enquanto eu repassava nosso beijo uma e outra vez. Eu tentei não olhar afetada enquanto eu pegava meus livros de Nash e enfiava-os contra o meu peito. "Sim, ele tem. Surpresa, surpresa. " Aquela voz novamente. Era ele. Oh, Deus...então era ele. Deixei o meu olhar cair para meus livros. Eu não quero olhar para ninguém. Eu sabia que minhas bochechas estavam rosadas. Eu apenas queria ficar sozinha e reagir a essa surpresa em privado.


Meu misterioso cara continuou: "Ela é algo para olhar, mas Brady disse que estava completamente fora dos limites. Então, Ray está certa. Deixe-a ir. Eu fiz." Mas ele não tinha ficado longe. Será que ele sabia que Brady tinha me feito fora dos limites quando ele me beijou? Por que ele estava agindo agora como se ele não me conhecesse? Que idiota! Eu deixei ele me beijar. O que eu estava pensando? Eu não era normalmente fraca só porque um cara tinha um rosto bonito. Meu pai tinha um rosto bonito também, e nenhuma vez minha mãe foi capaz de confiar nele. Eu era mais esperta do que isso. Isso foi um erro que eu não cometeria novamente. "O que é que isso quer dizer, ‘eu fiz’?" Raleigh levantou a voz. E empurrou para fora da cara. Eu saí de seu caminho. "Ela é algo para olhar. Como eu disse, " ele repetiu. Ele estava sendo cruel com ela de propósito e me usando para isso. Eu odiava a crueldade e


comportamento insensível. A raiva fervia dentro de mim. Era em momentos como esse, que eu queria falar. Não, eu queria gritar! Mas eu não o faria. Meu rosto estava quente de vergonha, fúria e decepção. Eu desejei que Brady tivesse esperado por mim. Eu não sabia que caminho eu precisava ir, e tirar o meu mapa da escola no meio de tudo isso parecia impossível. Eu estava tremendo. Olhei para o corredor em ambos os sentidos, tentando decidir a melhor rota de escape. "Ela é muda!" A garota gritou, em seguida soltou um grunhido irritado. "Eu não sei por que eu estou com você. Eu poderia ter qualquer um. Qualquer um, West. Você percebe isso? " West.

Seu

nome

era

West.

Uma

menina

precisava saber o nome de seu primeiro beijo, ainda que eu desejasse não saber. Eu queria tirar aquela noite da minha memória completamente. "Você

não

poderia

ter-me.

Eu

não

faço

loucura", Nash respondeu, e eu olhei para ele. Ele piscou, e tinha uma simpatia em seus olhos. Nada


como o que eu tinha visto nos olhos de West. Por que não podia ter sido ele o meu primeiro beijo? West riu com a resposta de Nash. "Eu não quero você", ela cuspiu. "Meu pai só me permite namorar com homens brancos." Eu fiquei tensa. Será que ela realmente disse isso? Nash não era todo branco, mas ele não era todo preto, tão pouco. Ele tinha uma cor bonita. "Awww,

isso

é

uma

vergonha",

Nash

respondeu, obviamente divertido. "Acho que seu pai ainda está lamentando que a sua namorada branca se casou com um homem negro. Há anos, Raleigh. Ele realmente deve seguir em frente. Minha mãe assegura isso. " Ok, wow. Pequenas cidades eram muito, muito pequena. Nash olhou para mim. "Você precisa de ajuda para encontrar sua primeira aula?", Perguntou. Mas Raleigh não estava disposta a deixar a conversa morrer. "Você vai permitir que ele fale comigo desse jeito?", perguntou ela para West.


"Foi

você

que

começou.

Ele

está

apenas

terminando ", respondeu West. "Eu estou farta, West!", Gritou ela, e depois foi embora. Tudo que eu queria era chegar à minha sala de aula. Alcancei o mapa que eu tinha colocado no meu bolso e desdobrei para descobrir onde eu deveria estar. Esquecendo minhas mãos trêmulas. Eu queria ir embora daqui imediatamente. Longe de West. "Qual

é

a

sua

primeira

aula?"

Nash

me

perguntou. "Ela não fala. Raleigh não estava brincando com você ", disse West atrás de mim. Eu realmente não queria olhar para qualquer um deles, mas eu não poderia me ajudar. Voltei a olhar para West; eu tinha que ter certeza. A voz era a mesma, mas eu queria ver seu rosto. No fundo, eu ainda tinha uma pequena esperança que o menino que tinha me beijado era melhor do que esse atrás de mim. Infelizmente, à luz ele ainda era mais perfeito do que no escuro. Eu sacudi minha cabeça para


baixo para meu mapa antes que ele me pegasse olhando para ele. Eu o odiava. Eu odiava qualquer um que tratava os outros como se seus sentimentos não importassem. "Você nasceu assim?" Nash me perguntou, e eu queria que ele desistisse. Eu não sabia o que fazer com ele. Ele era muito agradável, mas eu não iria falar com ele. West se moveu e de repente ele estava em pé na

minha

frente,

olhando-me

completamente

entediado. O fato de que sua namorada tinha acabado de terminar com ele e fugiu parecia não se classificar na sua escala de importância. Só pessoas frias para reagir dessa forma. Olhei para ele e encontrei o seu olhar azul escuro em mim. Cílios longos enquadrado em seus olhos. Eles não eram tão surpreendentes quanto os olhos de Nash - eu tinha certeza de que ninguém poderia ter olhos tão bonito quanto os de Nash -, mas havia mais lá que eu tinha perdido na sexta à noite. Dor, medo, distanciamento. Mais uma vez, a mesma coisa que eu vi em meus próprios olhos cada vez que eu olhava no espelho.


"Porra, ela é mais bonita de perto", disse West quando ele inclinou a cabeça para o lado e me estudou. "Fazendo-me não me importar que ela não possa falar. " Ele estava olhando para mim como se não tivesse segurado meu rosto em suas mãos grandes na sexta à noite. Meu estômago agitou-se doente em um nó. Eu sabia, demente e cruel. Eu tinha vivido isso. Eu tinha testemunhado isso. E eu temia. Se isso não tivesse a dor e o medo em seus olhos, eu o teria esbofeteado. Mas eu só queria ficar longe dele. Ele não era uma boa pessoa. Algo lhe tinha entortado. Enquanto eu tinha escolhido não falar para lidar com a minha dor, ele tinha escolhido por magoar os outros. "Ela é muda, idiota. Não surda. ", Nash rosnou. Um sorriso torto que não chegava aos olhos tocou os lábios de West. Será que seus amigos não vêm

isso?

Eles

não

sabiam

que

ele

estava

escondendo a dor que o perseguia e o fez nessa pessoa horrível?


"Não me importo, doce. Eu sou um idiota ", disse ele, como se estivesse se desculpando. Mas se desculpando por quê? Por me beijar? Traindo a sua namorada? Sendo um idiota sem coração com cada palavra que saiu de sua boca? Aqueles

que

foram

danificados

não

eram

solucionáveis. Eu sabia disso muito bem. Qualquer um

que

tentasse

consertá-lo

falharia.

Mas

as

pessoas não nasceram cruéis. A vida os fazia dessa forma. Pelo menos isso foi o que um dos meus conselheiros me disse quando ela tentou falar comigo sobre meu pai. Eu fiz uma ruidosa saída do caminho de West e segurei a minha cabeça erguida. O olhar duro que eu atirei nele era mais do que qualquer palavra poderia

dizer.

Felizmente,

ele

entendeu

a

mensagem, se virou e foi embora. Eu o assisti ir, perguntando se havia alguém que sabia por que ele estava agindo dessa forma. Alguém que sabia a verdade por trás de seu espírito cruel. Sua namorada não, ou ela não teria rompido com ele assim. Ele manteve-se uma


confiança

que

virou

cabeças,

e

eu

acho

que

ninguém tinha notado nada mais profundo. Por mais que eu soubesse que ele era uma má notícia e queria odiá-lo, eu o ouvi falar com sua mãe. O ouvi dizer a ela que a amava. Ouvi a dor em sua voz. "Não vá lá", advertiu Nash do meu lado. "West não é bom, querida. Ele é um dos meus melhores amigos, mas ele é um veneno para garotas como você. Ele não se importa com ninguém, tanto quanto ele se preocupa com West. " Nash não tinha que se preocupar. Eu não ia a lugar nenhum perto de West. Nós tínhamos ficado suficientemente perto uma vez, e ele nem sequer se lembra disso. Nosso beijo não era algo que ele pensava todo o fim de semana como eu fiz. Ainda assim, West precisava ser salvo. Alguém tinha que

chegar

perto

dele, para

alcançá-lo.

Ninguém tinha sido capaz de salvar o meu pai, e o horror o tinha seguido em seu caminho para a destruição.

West

estava

desesperadamente

precisando de ajuda. Isso eu sabia. Eu também


sabia que eu n茫o era a pessoa por ele. Eu tinha meus pr贸prios dem么nios para sobreviver.


Eu te amo, mamãe.

Capítulo 4 WEST "Onde está Brady?" Nash perguntou quando ele se sentou na nossa mesa no refeitório. "Não o vi. Provavelmente com a linda prima dele," eu respondi, tentando agir como se eu não a tivesse em meus braços enquanto seu beijo chocou o inferno fora de mim. Maldição, aquele beijo tinha sido

doce.

Eu

deitei

na

cama

naquela

noite

pensando em como ela se sentiu. As mãos dela no meu peito e seu corpo inclinado em mim. Naquele momento, eu tinha sido capaz de esquecer. Eu não tinha pensado sobre a minha vida e o que eu estava enfrentando quando eu fui para casa. Mas, em seguida, ela fez um pequeno gemido, e ela tinha me tirado do meu delírio. A menina não podia falar, e eu estava pressionando-a contra uma árvore e tomando o que eu precisava. Deus, eu era um monstro. Ela não merecia isso.


Eu precisava ficar longe dela, então eu a deixei ir e fui embora. Eu não tinha sido capaz de olhar para ela quando me afastei. Um olhar sobre os lábios inchados de nosso beijo, e eu teria estado de volta para ela. Ela não era apenas bonita, ela se sentiu bem também. Sem mencionar que se Brady descobrisse que eu

tinha

beijado

sua

prima,

nós

acabaríamos

batendo a merda fora entre si. Eu merecia isso, com certeza. Ela era muito doce para mim. "Ela realmente não pode falar. Eu estava no segundo período com ela ", disse Asa Griffith, um outro do time. Ele estava jogando com a gente desde o ensino fundamental. "Eu acho que, se uma menina que se parece como ela e não é uma cadela, então ela só pode ser perfeita. " Nash, que estava sentado à mesa, soltou. "Não seja burro. Ela é prima de Brady." Ele parecia chateado. Eu tinha visto o jeito que ele estava olhando para ela, essa manhã no salão. Ele tinha caído por ela bem rápido. E se eu fosse honesto comigo mesmo, eu não gostava disso.


"Estou falando sério. Ela é linda e não pode falar. Será que pode ficar melhor do que isso? ", Perguntou Asa. Eu não ia dizer nada. Por mais frustrante que Raleigh poderia ser, eu não desejaria uma vida sendo mudo para qualquer um. Eu sabia que Asa estava brincando, mas era frio demais. Ele não estava pensando sobre o que ele estava dizendo. "Ela estava na festa do campo na sexta à noite. Brady deixou claro que ela estava fora mentalmente e ele não queria que qualquer um de nós se movendo em diante, " Ryker adicionado à conversa quando ele se sentou em frente a seu primo. "Ela não é apenas muda, mas, assim como sua mente não está bem." Nash estudou Ryker um minuto como se ele não concordasse com ele. "Ela parecia bem." Eu concordei com ele. Maggie não estava ruim da cabeça, que eu sabia. Brady estava dizendo essa merda. A menina tinha olhos inteligentes e eram suficientes para provar isso. Não tinha sido a raiva e


decepção neles quando ela olhou para mim. Ela tinha me visto no meu pior, e eu queria que ela... Depois daquele beijo Eu queria que ela ficasse longe de mim. Eu não era o tipo de cara que fica perto de alguém que era doce. Sim, vê-la na festa tinha enviado um choque de alívio através de mim. Mas eu tinha registrado apenas um momento antes de colocar um fim a isso. Agora eu não poderia lidar com qualquer coisa, além da minha família. Noite passada, eu tinha ouvido a minha mãe chorando baixinho na sala de estar, eu sabia que eu não seria bom para qualquer garota. Nem mesmo uma garota como ela. Ryker revirou os olhos. "Você sabe o porquê disso? Você olhou para ela? Claro, ela é agradável ao olhar, mas se ela não está bem da cabeça, então é asneira avançar sobre ela. ” "Seja como for, podemos falar sobre algo mais interessante? "Gunner resmungou no final da mesa. Eu não acrescentei à conversa porque eu sabia melhor, mas também porque eu a conhecia. Tinha sido como se ela tivesse visto através de mim. Visto


meus

pensamentos.

E

ela

entendeu.

Mas

ela

também esperava mais de mim. Isso tinha sido difícil de engolir. Por alguma razão maluca eu não queria decepcioná-la. Ao mesmo tempo que eu queria que ela me odiasse o suficiente para que ela nunca chegasse perto de mim novamente. "Temos um jogo de futebol para ganhar. Vamos tirar

da

cabeça

a

prima

da

nossa

estrela

quarterback, e vamos mexer com a equipe. Tudo o que Brady precisa em sua cabeça agora é o futebol. Não ficar estressado sobre idiotas com tesão ", disse Ryker. Era um bom ponto. Estivemos tomando State este ano, precisávamos de Brady focado em uma coisa e apenas uma coisa: o futebol. Eu tinha que ganhar o campeonato estadual para o meu pai. Ele queria. Ele tinha dito que o meu último ano era o nosso ano. Eu estava determinado a dar isso a ele. Não importa o que eu tinha que fazer. Esquecer o beijo não ia ser fácil, mas eu não estava arrependido de mostrar a Maggie a feiura essa manhã. Eu a tinha atacado e agi de maneira que minha mãe ficaria horrorizada. Mas eu tinha


visto o olhar em seus olhos, e eu sabia que ela tinha recebido a mensagem. Eu não era um bom rapaz. Eu não era alguém que ela precisava conhecer ou confiar. Quando eu entrei em casa após o treino de futebol, naquela noite a mesa estava posta como se fôssemos uma família normal e feliz. Depois que eu nasci, essa era a casa que meus pais me trouxeram do hospital. Era a única casa que eu já tinha conhecido. No entanto, a segurança uma vez que eu sentia aqui foi embora. Agora eu enfrentava o medo diariamente, esperando por um milagre. Minha mãe tinha preparado o jantar assim como na maioria da minha vida. Ela ainda estava fingindo o melhor que ela podia. Eu sabia que ela rezava por um milagre também. Sempre que podia, ela agia como se a vida não tivesse virado dois anos atrás, quando meu pai foi diagnosticado. Hoje à noite mamãe tinha flores frescas no centro da mesa. A cesta ao lado deles estava cheio de pães recém-assados.

Ela

estava

assando

muito

pão

recentemente. Era sua maneira de lidar, eu tinha decidido.


"Você está em casa", disse ela com um sorriso que não chegava aos olhos. "Como foi o treino?" Isso era como ela lidava com as coisas: sorrindo, colocando um rosto feliz. Eu não tinha certeza se ela estava tentando me ajudar a passar por isso ou se era a única maneira que ela poderia lidar com isso. Papai apenas a deixava fazer o que quisesse; ele não a forçava a enfrentar a verdade. Ele a adorava. Sempre adorou. Nossa casa não era grande e extravagante como a que ela tinha crescido. No entanto, ela adorava. A maneira como cuidava dela, a fazia parecer acolhedora e convidativa era a prova de que estava orgulhosa da vida que papai a tinha dado. Nem uma vez ela fala sobre seu passado ou a vida que ela deixou para trás quando se casou com o papai. "Foi bom. Estamos prontos para sexta à noite. Sinto-me confiante", foi a minha resposta. Porque, como papai eu não poderia deixá-la para baixo. Se ela queria fingir vida normal, então eu fingia com ela.


"Pai vai comer com a gente?", Perguntei, pensando se ele estava melhor hoje. Quando eu saí essa manhã, ele ainda estava dormindo. Sem vômitos e ontem à noite parecia tranqüilo. Ela sorriu para mim, e a luz nos olhos dela parecia quase real. "Sim ele vai. Ele está apenas começando a se vestir agora, depois de seu banho. Estava ansioso para ouvir tudo sobre o treino. Eu acho que ele está mais animado com jogo de sextafeira do que você. " Ele estava animado, mas ele iria? No ano passado, ele não estava tão ruim. Ele tinha sido capaz de sentar-se nos stands e assistir. Mas agora eu não podia imaginá-lo sentado lá fora. As coisas tinham tomado um rumo ruim o mês passado, e ele não estava ficando melhor. Eu não queria encurtar o tempo que tinha com ele, porque ele ia aos meus jogos enquanto deveria estar descansando. "O

que

tem

para

o

jantar?",

Perguntei,

mudando de assunto. Papai e futebol eram difíceis de falar. Eu tinha crescido amando o futebol porque era o que o papai mais amava no mundo, perdendo apenas para a sua família.


Foi assim que nós ficamos ligados. Todos os dias ele jogava bola comigo no quintal e as manhãs nós acordávamos cedo para ir correr juntos antes da

escola.

Nós

dois.

E

foi

lentamente

desaparecendo. "Naco de carne, purê de batatas e couve. Oh, e claro, pão de milho. Seu pai ama seu pão de milho com couve ". Ela estava fazendo todos os pratos favoritos do meu pai. Ele dificilmente seria capaz de comer qualquer coisa. Não importava para ela, no entanto. Ela estava fazendo isso para ele, porque ela não sabia mais o que fazer. Eu entendia isso. Gostaria de sentar nessa mesa e conversar com ele sobre a prática e o próximo jogo e de como seria ele lá quando ganhasse o campeonato estadual. Eu queria ele lá. Eu queria ganhar. Eu queria que ele visse isso acontecer. Mas eu não tinha certeza se estava sendo realista. Tudo o que eu podia fazer era continuar fazendo as coisas que fazia meu pai feliz. Mesmo que dentro de nós dois estivesse caindo aos


pedaços. Ele não era apenas um marido para mamãe; ele era seu melhor amigo. Eles haviam sido inseparáveis a minha vida inteira. No próximo ano eu queria jogar futebol SEC, mas eu poderia deixála sozinha? Com o papai não estando aqui, como eu iria continuar com meus sonhos? Com os nossos sonhos? "Vá em frente se lavar. Vou pegar os copos cheio de gelo, então eu vou ver se seu pai está pronto para comer ", disse ela, ainda sorrindo. Ainda tentando parecer feliz quando eu sabia que seu coração estava quebrando assim como meu. "Sim, tudo bem", eu respondi. Eu não tenho isso em mim de dizer muito mais. Eu me dirigi para as escadas e parei. Eu precisava que ela soubesse que não estava sozinha. Que, quando isso tivesse acabado, ela me teria. Mamãe sempre foi como uma bela flor frágil que o meu pai protegia. Mas no ano passado eu tinha descoberto que ela era feita de aço. Ela em nenhuma vez tinha rachado na frente de papai, não importa o quão difícil estivesse. Ela estava bem ali


ao lado dele enquanto eu queria me enrolar e chorar como um bebê. Eu me virei para encará-la. "Eu te amo, mamãe", eu disse, precisando que ela soubesse. Que eu estava com ela. Ela não estava sozinha. Quando meu pai se fosse, eu não iria deixá-la sozinha. Seus olhos se encheram de lágrimas, eu sabia que ela não iria deixar cair. Em seguida, ela balançou a cabeça. "Eu também te amo, baby." Isso era o suficiente por agora. Eu não estava pronto para chorar. Não na frente dela. E eu não acho que eu poderia lidar vendo suas lágrimas também.


Fique fora do meu mundo.

Capítulo 5 MAGGIE Sentei-me na minha cama, olhando pela janela. Hoje à noite Brady havia convidado vários caras para assistir fitas de jogos – ou quer que isso seja. Tia Coralee teve a certeza que eu soubesse que era bem-vinda a descer e assistir com eles, se eu quisesse. Mas eu não estava fazendo isso com Brady. Ao invés, eu estava sentada aqui e olhando para ver se o West também viria. Tão irritada quanto ele me fez essa manhã, que quando eu olhava em seus olhos, ele tentava disfarçar o quão irritante

ele

tinha

sido

para

mim.

Eu

queria

desprezá-lo, ou apenas ser indiferente a ele, mas eu não conseguia tirá-lo de meus pensamentos. Eu estava tão certa de que ele era um monstro, depois de sua performance no corredor. Mas depois que eu o observei ajudar um cara a pegar um par


de óculos dele e, em seguida, entregá-los de volta ao cara que estava aterrorizado da nona série.Tinha sido tão rápido que, se eu não estivesse estudandoo, eu teria perdido. Cruéis, pessoas desumanas não fazem isso. Eles não se levantavam para os fracos. West era uma grande contradição. Mas eu ainda não confiaria nele. Isso eu sabia. Só porque ele falou gentilmente com a mãe e ajudou uma criança levantar-se não significava que eu iria formar qualquer apego a ele. Sim, ele tinha me beijado e sim, eu tinha gostado. E sim, eu estava curiosa sobre o que ele estava mantendo em segredo de todos. Mas eu não iria deixar um cara virar minha cabeça. Eu tinha feito isso uma vez na escola secundária. Ele tinha sido um ano mais velho do que eu e bonito. Eu pensei que ele realmente gostava de mim, mas depois eu descobri que ele estava apenas me usando para chegar a minha amiga. Depois de descobrir que ele pediu a ela para ir ao baile, eu cheguei em casa em lágrimas. Mamãe tinha se sentado no sofá comigo, tínhamos comido pipoca, sorvete de chocolate com pizza. Ela estava


sempre lá quando eu me machucava. Ela sempre soube como me fazer sorrir... Enviei a memória a distância. Eu não podia pensar nisso. Eu sentia falta demais dela. Puxei o cobertor sobre meus braços e coloqueio debaixo do meu queixo, então descansei minha cabeça contra a parede. Os olhos de West estavam indo me assombrar. Eram todos os seus amigos cegos

a

seu

comportamento?

Eles

apenas

aceitavam isso? Quando eu o vi beijando Raleigh essa tarde ela claramente não tinha ficado brava com ele muito tempo e estava se esfregando em cima dele no último sinal, eu queria ser sua por um segundo. Agora que eu sabia como era se sentir em seus braços, eu tive um momento de fraqueza, onde eu desejava que ele tivesse sido o menino que eu achava que ele era noite de sexta-feira. Mas então me lembrei de que ele estava ali beijando uma garota que tinha tratado terrivelmente. Ele tinha feito seu pedido de desculpas a Raleigh? Será que ela o perdoou tão facilmente? Provavelmente. Eu tinha visto esse tipo de relacionamento com meus


pais. Se ela soubesse como doentio ela poderia se tornar. Caras que se pareciam com West faziam as meninas esquecer-se de si mesmas. Eu tinha visto isso tantas vezes. Quando você está em silêncio, pode observar muito mais. Eu vejo os erros dos outros mais facilmente. E as pessoas se sentem seguros de dizer coisas ao meu redor que não diria normalmente porque sabe que não iria repeti-las ou porque confundem ser mudo com ser surdo. Por exemplo, dois dos meus seis professores de hoje tinha falado em voz alta adicional como se eu não pudesse ouvi-los quando eles se dirigiram a mim na aula. Era cômico. Eu estava acostumada com isso agora, mas ainda me fez rir por dentro. Eu me perguntava como seria a sensação de rir novamente, rir em voz alta. Para sentir o som na minha língua. Mas sabendo que minha mãe tinha ido embora e que eu tinha certeza de que meu pai pagou por seu crime, eu poderia rir de novo? Eu podia ouvir minha própria voz e não quebrar em um milhão de pedaços?


Uma batida na porta do meu quarto me assustou, e me virei para ver a maçaneta girar lentamente. Eu assisti como facilmente a porta abriu e o rosto de Nash entrou em exibição. Seus olhos eram tão surpreendentes contra sua pele escura como tinham sido antes. "Você quer companhia?", Ele perguntou, com um sorriso tímido puxando seus lábios. Ele estava flertando comigo. Várias vezes hoje ele apareceu ao meu lado e falou comigo, sabendo que eu não iria falar de volta. Eu não esperava esse tipo de atenção, mas com certeza eu estava recebendo a partir de Nash. As primeiras vezes eu fiquei desconfiada dele, mas ele não tinha sido nada, além de gentil comigo. Ele nunca foi além da minha zona de conforto, e eu o tinha observado com outras pessoas. Os outros na escola pareciam amá-lo. Até mesmo os professores. Embora

eu

não

estivesse

no

clima

para

companhia, nem estava certa de que era uma boa ideia ele estar no meu quarto, eu encolhi os ombros. Não foi um convite, exatamente, mas eu esperava que não fosse rude, tampouco.


"Bom. Eles estão me entediando lá ", disse ele. Eu tentei gerir um sorriso, mas isso não aconteceu. "Você sabe", continuou ele quando se sentou na beira da minha cama, de frente para mim enquanto eu fiquei enrolada no assento da janela, "Escola não sugou você hoje para olhar assim." Eu abaixei minha cabeça e estudei o cobertor que eu estava coberta. Ele estava indo flertar um pouco mais. Eu não estava acostumada a isso. Claro, eu tinha tido namorados antes... Antes, que tudo aconteceu. Isso foi diferente, no entanto. Nós não tínhamos beijando ou pendurado para fora. Era mais uma coisa social que acontecia na escola ou no telefone durante a noite. Minha mãe tinha sido muito super protetora, e eu não estava autorizada a ter encontros até que tivesse com dezesseis anos. Uma vez, eu também tinha sido uma líder de torcida e tinha um monte de amigos. Mas tudo isso mudou, e ao longo dos últimos dois anos que eu perdi essa parte de mim.


"Eu não tive a intenção de fazer você se sentir desconfortável ou envergonhá-la. Sinto muito. Eu só estava tentando fazer a sua transição numa nova escola mais fácil. " Ele era bonito e doce. O tipo de cara que eu teria gostado em minha vida anterior. O tipo de cara que qualquer garota gostaria. Eu poderia ignorá-lo e ele iria embora, mas eu não queria ser rude. Ele era amigo de meu primo e, até agora, o meu único quase amigo na cidade. Estendi a mão para o caderno e caneta que eu tinha deixado deitado ao meu lado depois de terminar minha lição de casa. Ele merecia algo de mim. Eu gostaria de um amigo aqui. Alguém que não olhasse para mim como se eu fosse uma aberração. Obrigado. Por ser bom para mim. Esse dia poderia ter sido mais difícil do que foi, mas você foi um amigo. Eu entreguei o caderno para que ele pudesse lê-lo.


Ele leu minha nota, e um sorriso puxou-se em ambos os cantos de sua boca antes que ele levantasse o olhar para o meu. "Você tem um telefone? Então nós podemos mandar sms?”- perguntou. Eu balancei a cabeça e enfiei a mão no bolso para puxá-lo para fora. Eu tinha um telefone graças a minha madrinha, Jorie, quando fui morar com ela depois que tudo tinha acontecido. Dois anos com Jorie não tinha sido nada reconfortante. Eu estava em seu caminho, e ela não tinha ideia de como lidar comigo. Quando eu continuei a não falar, ela finalmente desistiu e chamou o meu tio Boone e perguntou-lhe se ele ainda me queria. Ele e tia Coralee tinham respondido imediatamente. Não era nem mesmo uma semana antes que Jorie tivesse todas as minhas coisas embalada e pronta para a mudança. Desde então, ela ainda não tinha ligado para saber com eu estava. Não é como se meu número tivesse mudado; era o mesmo número que tinha me dado. A única diferença agora era que minha tia e tio estavam pagando a conta.


Nash estendeu a mão. "Posso colocar o meu número nele?" Mais uma vez eu acenei e deixei-o levar o meu telefone de mim. Ele tirou uma foto de si mesmo, em seguida, acrescentou seu contato. Eu ouvi um ding, e ele sorriu para mim. "Eu mandei uma mensagem. Agora eu tenho o seu número também. Posso tirar uma foto de você para ficar no seu contato? " Eu realmente não gosto da idéia dele tirar uma foto de mim, mas eu não ia dizer não. Eu dei a ele um pequeno aceno de cabeça, e então ele segurou o telefone para cima. "Sorria", disse ele. Eu não sorri, mas ele tirou a foto de qualquer maneira. Ele riu. "Está bem. Não há necessidade de sorrir. " A porta se abriu, e ambos viramos para ver Brady caminhar dentro com uma expressão furiosa. "Saia fora daqui, Nash ", disse ele, apontando para a porta e olhando para seu amigo. Nash levantou as duas mãos. "Calma, bro. Eu estava apenas conversando com Maggie. Somos


amigos não somos Maggie? Nada mais. Eu não estava fazendo nada, eu juro." "Não

importa.

Saia",

Brady

repetiu,

ainda

apontando para a porta. Nash levantou-se e olhou para mim, então ergueu seu telefone antes de piscar e sair pela porta. Brady não disse nada até que Nash tivesse ido embora. Mas uma vez a porta se fechou atrás dele, Brady se virou para olhar para mim. "Tenha cuidado, Maggie. Esses caras são meus amigos, mas eles nem sempre tratam meninas direito. Inferno, eu nem sempre trato as meninas direito. Você . . . apenas mantenha a sua distância. OK?" Ele mal falou comigo, mas agora ele parecia pensar

que

tinha

que

me

proteger?

Eu

não

precisava dele me dizendo que eu deveria ter cuidado. Eu entendia os outros mais do que ele. Se ele não me queria por perto de seus amigos, estava bem. Mas exigir de mim não era justo. Eu levantei meu queixo e lancei um brilho desafiador. Eu tinha feito tudo para parar seus pais de me enganar sobre


ele em cada turno. Mas eu não estava indo tomar esse comportamento dele. O olhar de Brady encontrou o caderno que Nash tinha deixado sobre a cama. Antes que eu pudesse alcançá-lo, ele o resgatou. Esperei enquanto ele lia o que eu tinha dito a Nash. Era para ser agradável e agradecer por Nash hoje, mas eu sabia Brady não iria ver dessa forma. Ele jogou o caderno de volta para baixo e soltou uma risada dura que não soou divertido em tudo. Ele passou a mão pelo seu cabelo bagunçado. "Eu tenho um jogo para ganhar na sexta à noite. A maldita cidade inteira está contando comigo para ganhá-lo. Mas eu não posso me concentrar no jogo e certificar-me que você está segura ao mesmo tempo. Eu não pedi para ser tutor de ninguém. Eu não tenho tempo para essa merda. Então, basta ficar, por favor, fora do meu mundo. Encontre amigos que não estão na minha equipe. E nenhum cara vai ser seu amigo. Encontre algumas meninas para serem suas amigas. Jesus, como você é ingênua? " Então ele saiu, fechando a porta atrás dele.


Eu queria que Brady gostasse de mim. Eu já havia tentado ficar fora do seu caminho. Eu entendi que invadir sua vida era injusto. Mas eu não estava bem com ele falando comigo dessa maneira. Tudo bem, eu iria manter distância dos amigos dele. Não porque ele me mandou. Simplesmente porque, se todos eles eram propensos a agir como grande idiota, eu não queria nada com eles. Eu não precisava de amigos. Eu tinha sobrevivido sem eles tempo suficiente.


Ela estava sobre mim, então eu a deixo aproveitar.

Capítulo 6 WEST Raleigh não estava esperando no meu armário quando cheguei a ele hoje. Fiquei aliviado por não ter de lidar com ela. Às vezes ela era uma distração agradável, mas essa manhã eu estava de pé desde as três com meu pai. Ele tinha ficado doente de novo, e eu tinha acordado ao som da minha mãe correndo pelo corredor para dar-lhe um copo de água. Eu tinha ido ajudá-la, e todos nós tínhamos ficado juntos. Eu tinha medo de dormir. E se eu fosse dormir, e esses fossem os últimos momentos que tínhamos juntos? Ele estava ficando tão magro e fraco. Os médicos não podiam fazer mais nada. No mês passado o tinham mandado para casa sem nenhuma esperança. Apenas medicação para a dor e alivio para ele.


Enfrentar a escola como se minha vida não estivesse caindo aos pedaços não foi fácil. E fingir que

eu

queria

Raleigh

em

torno

de

mim

definitivamente era algo que eu não tinha paciência agora. Eu tinha acabado de começar a pegar meus livros quando uma mão delicada com as unhas bonitas cor de rosa tocou o armário ao lado do meu. Era Maggie. Alguém que continuava encontrando seu caminho em meus pensamentos. Ainda que eu estivesse tentando como o inferno esquecer como ela olhou para mim, como se ela tivesse visto algo mais profundo do que o idiota que eu tinha mostrado a ela. Ou como ela era perfeita em meus braços. Olhei para cima para ver o perfil dela enquanto ela

estudava

o

bloqueio

e

trabalhava

na

combinação. Ela realmente era algo para olhar. Com uma pequena volta de sua cabeça, ela espiou para mim antes de voltar para seu armário. Fiquei ali, esperando por ela para abrir, mas depois de três tentativas, ela ainda não tinha conseguido isso.


"Saia. Deixe-me abrir ", eu disse. "Você tem a combinação?" Ela me deu sua atenção completa. Em seguida, ela me entregou seu celular. Olhei para baixo para ver a combinação na tela. "Obrigado. Agora se mova para trás. " Quando ela estava fora do meu caminho, eu coloquei rapidamente a combinação e abri seu armário. "Pronto ", eu disse apenas enquanto seu telefone tocou na minha mão. Olhando para baixo, vi o rosto de Nash e o texto: Bom dia, linda. Que diabos? Porque Nash estava mandando SMS para ela, e como diabos ela tinha conseguido uma foto dele em seu telefone? Brady havia dito que estava fora dos limites. Eu segurei o telefone para Maggie. "Estamos trabalhando muito para este ano para ganhar do State. Não podemos fazê-lo se a prima do nosso quarterback está brincando com a equipe de futebol e se enroscando com ele. Recue. " Eu fui mais duro do que eu pretendia, mas foda-se. Eu estava exausto.


Ela puxou o telefone da minha mão e olhou para mim. O ponto de agir como um idiota era ela me odiar e ficar longe. Mas, vendo o flash em seus olhos me fez lamentar a merda que tinha acabado de sair da minha boca. Raiva de mim mesmo, eu me virei e sai. Realmente, Nash estava me deixando louco. Nash, deveria ser corrigido. Não Maggie. Eu já tinha a certeza que ela manteve sua distância de mim. Ela não iria nem mesmo fazer contato visual comigo agora. Eu não tenho que ser um idiota com ela. Fato era, se eu não agir como um idiota ao redor dela o tempo todo, eu poderia esquecer e dizer algo que eu não deveria. Algo verdadeiro. Nash

estava

andando

no

meu

caminho

enquanto eu me dirigia para o primeiro período. Eu sabia que ele estava indo para encontrar Maggie. Isso era besteira. Brady tinha sido muito claro que ele não queria que qualquer um de nós chegasse perto de sua prima.


Por causa de sua decisão estúpida de ignorar o pedido de Brady, ele me fez tirar e lançar-se para ela. "Não", eu rosnei, e estendi a mão para agarrar o braço de Nash quando ele começou a passar por mim. "Brady não quer isso e você precisa respeitar isso. " Nash ficou tenso sob a minha mão, em seguida, puxou seu braço livre. "Não lhe perguntei, Ashby," ele estalou, em seguida, continuou indo em direção a Maggie. Eu não devia me preocupar com isso. Não era algo que eu ia ser capaz de controlar. Se Nash queria fazer isso, então eu tinha certeza que ele pagasse no campo hoje. Todos nós gostaríamos. E se ele não pudesse andar na sexta à noite, então ele que tomasse a sua folga. Nós poderíamos ganhar esse jogo sem ele. Mas não podíamos vencer sem Brady. E nós tínhamos que ganhar. Eu não ia deixar meu pai para baixo.


"O que há com Raleigh estando com Jackson Hughs?" Gunner perguntou enquanto ele tomava o assento

na

minha

frente

na

aula

de

história

mundial. Ontem à noite Raleigh tinha aparentemente ligado

para

Jackson

Hughs,

o

único

jogador

verdadeiro de futebol da Lawton High School. Ele se mudou para cá de algum lugar no norte, onde eles se importavam com essa merda. Então, agora ele estava fazendo um nome para Lawton no futebol. "Não

importa",

eu

respondi

honestamente.

Quando eu os vi pela primeira vez juntos essa manhã no meu caminho para o primeiro período, eu parei e esperei que a dor viesse. Inferno, para qualquer coisa para vir. Afinal, eu tinha estado com Raleigh durante um ano. Mas eu nunca senti nada. Nenhuma coisa maldita. "Realmente? Vocês estavam juntos ontem no corredor," Gunner me lembrou. "Ela estava em cima de mim, então eu a deixei aproveitar." Essa era a verdade, quase. Realmente eu só precisava da distração que ela fornecia. Eu


também estava tentando tirar a memória do beijo de Maggie. Estava me assombrando e caramba, era difícil de esquecer. Gunner riu. "Raleigh continua olhando para cá. Ela está esperando por uma reação sua. " Ela não estaria recebendo. Dei de ombros e abri o meu livro. "Isso

é

frio,

Ashby.

Como,

seriamente

a

sangue-frio. É por isso que você é um monstro no campo. Você apenas não dá à mínima." Se ele soubesse. Eu dava uma merda sobre algo. Algo que estava me rasgando. "Nada para se preocupar", eu respondi. "Nash disse que você estava chateado com ele por falar com a prima de Brady. Eu disse a ele que você estava certo ". Dessa

vez

eu

virei

minha

cabeça

para

realmente olhar para Gunner. "Eu vou chuta-lo essa tarde no campo ". Gunner sorriu. "Você vai deixá-lo ir embora com ambas as pernas?"


"Não." Gunner riu em resposta. "Eu vou estar lá registrando essa merda." Sr. Halter entrou na sala e começou a dar-nos instruções de leitura. Graças à Deus, eu ia tirar um cochilo nessa aula. "Minha mãe me disse que a menina viu seu pai matar sua mãe," Gunner sussurrou, inclinando-se para mim. "Isso é fodido." O que diabos ele estava falando? "Huh?" Eu perguntei quando me virei de costas para ele. "A prima de Brady. Ela não fala porque ela viu seu pai matar a mãe. Ele está na prisão ou no corredor da morte ou algo. Minha mãe disse que ela não está bem agora. " Meu estômago virou e torceu-se em nó. Eu não queria acreditar nisso. Não Maggie. Inferno, não para qualquer um, mas especialmente para Maggie. Ela era gentil. Ela não atacava ou maltratava


alguém. Até eu, que ela deveria ter golpeado pelo menos umas três vezes agora. Não havia raiva no seu olhar. Somente uma solidão que eu queria ignorar. Mas o que Gunner estava dizendo... Esse tipo

de

horror

arruinaria

completamente

uma

pessoa. A mãe de Gunner era famosa por fofocas e achava que sabia tudo na cidade. Eu queria que isso estivesse errado. Mas e se fosse verdade? Como ela estava vivendo com esse tipo de pesadelo?


OK.

Capítulo 7 MAGGIE Você ainda não está respondendo minhas mensagens. O que está havendo? Foi o quinto texto de Nash hoje. Eu tinha que ignorá-lo, mesmo se ele fosse rude. Eu fiz com todos conectados à Brady e o time de futebol da mais alta importância. Eu também tinha visto West confrontar Nash no corredor depois de saltar em cima de mim sobre o texto. Eu não tenho tempo para esse drama. Eu não queria ser parte disso. Eu sabia que deveria explicar a Nash por que eu não

o

estava

respondendo.

Ele

merecia

uma

explicação. Eu faria isso durante o almoço. Ontem Brady tinha

se

sentado

piquenique,

mas

comigo tinha

obviamente não queria.

fora sido

nas

mesas

desajeitado.

de Ele


Eu tinha enviado um texto essa manhã dizendo que não tinha necessidade de sentar-se comigo no almoço hoje. Eu estava pronto para descobrir isso por conta própria. Ele respondeu com um simples sim. "Você vai responder a ele?" Eu reconheci a voz de West. Olhei para cima para vê-lo andando ao meu lado. Seus olhos não estavam em mim, apenas olhando para frente. A partir do olhar severo em seu rosto eu sabia que ele estava descontente com Nash mandando sms.

Não

como

eu

me

preocupava

de

estar

ignorando Nash separava-me de todas as coisas de Brady. Desde que me desse mais paz em casa e na escola. Mas eu estava cansada de pessoas me dizendo o que fazer. Especialmente ele. Alguém que não tinha o direito de me dizer que eu podia ou não podia falar. Eu deslizei meu telefone de volta no bolso. "Boa garota. Ignore-o. Nos salva de um inferno de problemas. Eu vou fazê-lo pagar por essa merda


se ele continuar", advertiu West sem nenhuma vez olhar para mim. Meu rosto estava quente quando suas palavras condescendentes me tocaram. Ele não tinha o direito de me dizer o que eu tinha que fazer. Só porque eu não falava não me fazia ignorante. "Okay!" Eu bati. Levou apenas um segundo para cair à ficha que eu tinha falado alto. Ele fez-me tão irritada, eu só deixei escapar para fora. Minha pele começou a suar frio. Eu não perdi isso. Eu estava bem. Era apenas uma palavra. Seus olhos estavam em mim agora. Confusão e descrente quando ele olhou para mim. Olhei para ele,

querendo

desesperadamente

correr

ou

de

alguma forma apagá-la. A palavra tinha acabado de estourar livre sem dificuldade ou dor. Mas minhas memórias... Eu não queria que elas saíssem com o som da minha voz. "Você apenas..." Ele parou como se estivesse tentando decidir se ele tinha realmente me ouvido falar.

Eu

não

confirmaria

ou

negaria.

Eu

simplesmente fiquei ali olhando para ele. Eu não


diria

mais.

Talvez

ele

pensasse

que

estava

imaginado. Ele balançou a cabeça e, em seguida, virou-se e saiu para o corredor. A multidão se abriu para ele. Assim como aconteceu com Brady. Eu subi e toquei meus lábios com os dedos. O que tinha sobre West Ashby que fez a minha boca ter uma mente própria? Primeiro

eu

o

deixei

me

beijar,

mesmo

sem

conhecê-lo. E agora eu disse algo sem sequer pensar nisso. Quando ele virou a esquina e saiu finalmente da minha vista, eu inalei e soltei minha mão de volta ao meu lado. Eu tinha realmente dito alguma coisa. Isso tinha sido uma parte de mim que eu tinha perdido - a menina que não tomou nada que ninguém jogou para ela, mas que se levantou para si mesma, - e ela tinha quebrado livre por um momento. Eu não tinha esse instinto, ou qualquer controle sobre a minha voz, em dois anos. E West, mesmo que fosse porque ele agia como um idiota, tinha feito isso possível.


Meu celular vibrou no bolso novamente. Tudo que eu podia esperar era que West não contasse a ninguém o que ele tinha ouvido. Eu não estava pronta para falar. Eu não acho que estava pronta para ouvir a minha voz novamente. Eu não estava pronta para qualquer conexão com as pessoas. Eu puxei meu telefone de volta e enviei um texto para Nash: Por favor, me deixe em paz. Eu não quero que sejamos amigos. Pense sobre como isso afetaria Brady. Para de me mandar mensagens. E falar comigo. Eu pressionei enviar e fui procurar a biblioteca. Gostaria apenas de começar a ler durante o almoço. Fazer-me o mais invisível possível. A mobilização foi depois do almoço na sextafeira. As lideres de torcidas tinham passado o dia em seus uniformes animando nos corredores para levantar o espírito da escola. Os armários dos jogadores de futebol eram fáceis de reconhecer, uma vez que tinha sido decorado com balões, corações e cartazes.


Hoje Brady caminhou pelos corredores como se fosse o dono do lugar. Mais do que sempre fazia. O nome dele foi cantado muitas vezes, e ele sorriu quando um cântico iniciava. Entre as classes de líderes de torcida ainda tinha todo o corredor fazendo elogios para ele. Eu não poderia imaginar que depois de tudo isso, nós ainda precisávamos de uma festa. Eu tinha sido uma líder de torcida uma vez, mas eu não me lembro de alguma vez ter esse espírito no dia do jogo. Parecia um exagero. Depois de terça-feira ninguém tinha realmente falado comigo o resto da semana. Eu consegui desaparecer nas paredes. Nash não me mandou mais mensagens ou me procurou. Quando passei por ele nos corredores, ele nem mesmo olhou no meu caminho. Era o que Brady queria e o que era melhor para mim. Ser invisível adicionada à solidão. Encontrar amigos era difícil quando você não falava. As pessoas não sabem o que fazer com você. Eu podia ver a forma como eles me observavam e podiam ouvi-los sussurrar sobre mim. Sair e fazer amigos não eram algo que eu tinha coragem de fazer.


Em seguida, tinha West. Eu esperava que ele dissesse alguma coisa para mim sobre eu ter falado, mas ele nunca o fez. Ele também me ignorou. Se eu não soubesse que eu era de fato visível ao olho humano, eu teria achado que eu realmente tinha desaparecido. A única interação que tive com West foi

quando

eu

deixei

cair

um

livro

enquanto

caminhava pelo corredor lotado. Do nada ele se inclinou para baixo, parando o tráfego para buscá-lo para mim. Ele não tinha feito contato visual comigo, no entanto. Ele apenas se afastou. Enfrentando um ginásio barulhento, os alunos animados gritando para as líderes de torcida e a equipe de futebol não eram atraentes, mas eu tinha que ir. Minha tia não viria me pegar até que estivesse acabado. Ela gostaria de saber se eu aproveitei a festa, e eu teria que mentir. Coloquei minha mochila debaixo dos meus pés depois de obter um assento no extremo das arquibancadas próximas à porta. Quando chegasse a hora de sair, eu teria uma saída fácil para fora do ginásio.


Olhando os rostos do time, eu encontrei Brady imediatamente. Ele parecia mais concentrado e menos

exuberante

que

os

outros

caras,

que

estavam interagindo com a multidão. As pessoas estavam gritando nomes diferentes, e os caras estavam gostando. Eu continuei olhando o time, não admitindo para mim mesma que eu estava olhando para West. Sua cabeça escura estava longe de ser encontrada. Eu tinha acabado de começar a olhar toda a equipe novamente quando eu ouvi risadas em torno de mim. "Deus, eu quero ser ela", disse uma menina sentada em frente de mim. Eu não tinha certeza quem era "ela". Mas, como a amiga da menina virou a cabeça para olhar para as portas, eu segui seu olhar e vi West na porta com Raleigh envolvida nele. "Ele sempre volta pra ela. É tão frustrante. Ela nem é tão quente", a primeira garota acrescentou. "Eu discordo", um cara interrompeu. "Ela é gostosa".


West afastou a boca de Raleigh e sorriu. Então ele a colocou no chão e entrou no ginásio como se ele fosse o rei e nós todos seus súditos reais. "Eu quero ele." A primeira menina suspirou, e sua amiga riu enquanto faziam mais observações sobre o corpo de West e as outras coisas que ela amava sobre ele. Quando chegou ao centro do ginásio, ele se virou e sorriu para a multidão gritando. Claro, seu sorriso era bonito, mas não era real. Ele estava sem vida e falso. Será que ninguém vê isso? Eu era a única? Um debate começou ao meu lado, e eu notei um cara com cabelo loiro curto e óculos tentando ficar com a garota à minha esquerda. Ela estava revirando os olhos para ele, mas ela finalmente se afastou de mim. O cara loiro deslizou ao meu lado, em seguida, enfiou a mochila para a esquerda, fazendo com que a menina se queixar mais um pouco. Finalmente, ele voltou seu olhar para mim e sorriu timidamente. "Ei, eu sou Charlie. Temos


segundo e quarto período juntos. Almoço, também, mas você sempre parece desaparecer durante o almoço ", disse ele. "Eu também sei que você não fala. Eu só queria me apresentar. E se você precisar de alguma coisa ou quiser ver um filme em algum momento, eu estou disponível. " "Há, sério? Essa é a sua linha de pegar garotas? "perguntou a garota da qual ele havia se movido. Ela revirou os olhos de novo antes de olhar para longe de nós e de volta ao time de futebol. "Eu não sou bom nesse tipo de coisa. Na verdade, eu estrago tudo. Mas eu... Eu só estava me perguntando se talvez, você gostaria..." Ele se perdeu enquanto suas bochechas ficaram rosadas. Ele era realmente bonito. E agradável. Os olhos dele não eram assombrados, e eu apostaria que ele tinha uma vida familiar feliz. Com dois pais que o amavam. E não demônios para carregar em torno como eu. Ele também não era um jogador de futebol. Algo que eu gostei muito. Estendi a mão para o meu bloco de notas, que estava escondido no bolso da minha mochila.


É bom conhecer você, Charlie. Eu sou Maggie. Seu sorriso cresceu. "Sim, eu sei o seu nome. Eu já perguntei. Não como um perseguidor ou qualquer coisa. Apenas curioso. Você é nova e tudo. Todos nós fomos para a escola juntos a maior parte de nossas vidas, por isso, quando alguém novo vem junto . . . " Ele se perdeu quando suas bochechas ficaram rosa novamente. Eu não tenho uma resposta para isso. Ele riu e baixou o olhar para suas mãos. "Então, o que acha sobre o filme? Você vai assistir a um filme? " Um filme... como em um encontro. Eu nunca estive em um encontro. Será que eu queria? Eu estava pronto para isso? Eu tinha dito uma palavra, esta semana. West trouxe-o para fora de mim sem querer. Eu não tinha caindo aos pedaços ou terminado em um canto por causa disso. Eu era mais forte agora. Mas eu estava pronta para um encontro? E se fosse apenas West? E se eu falasse com alguém, e ouvir a minha voz


me mandando sem parar para a escurid達o eu n達o conseguia achar meu caminho para fora? Olhei de volta para o caderno no meu colo, em seguida, escrevi. Pode ser. Isso era tudo que eu podia prometer agora.


Vamos ter esta temporada.

Capítulo 8 WEST Foi à primeira vez na minha vida que eu tinha jogado um jogo sem o meu pai lá. Nossa vitória foi à única coisa que os outros estavam pensando quando

acabou,

portanto,

por

sorte,

ninguém

percebeu, exceto Brady. Eu tinha caído fora e disselhe que o meu pai não estava se sentindo bem. Corri em dois touchdowns, mas meu pai não estava lá para v��-los. Ele não estava lá na torcida por mim. Ele não estava na cerca com o seu grande sorriso quando eu vim correndo para a margem. Ele não estava lá, porque ele teve uma febre e tomou tanto remédio para dor, que não estava lúcido. Ele odiava tomar os remédios de dor, - ele gostava de estar lá mentalmente conosco - mas ele estava com muita dor na última noite, Mamãe o obrigou a toma-los. Então, quando ele finalmente foi dormir, ela tinha caído em meus braços e


chorou. Eu nunca a tinha visto assim antes, nunca a tinha visto quebrar. Encarar o jogo de hoje era a última coisa que eu queria fazer. Sabendo que eu iria para casa e dizer ao meu pai sobre isso era a única maneira que eu fui capaz de jogar. Eu queria dizer a ele algo que iria fazê-lo sorrir. Eu queria que ele acreditasse em mim. Ele e eu tínhamos compartilhado meus sonhos por muito tempo. Eu não queria que ele soubesse que eu estava perdendo esses sonhos. Porque sem ele, eu não me importaria mais. Para não mencionar o quanto minha mãe precisaria de mim quando ele fosse. Eu não tinha olhado para Raleigh após o jogo. Eu tinha ido direto para a minha caminhonete, determinado a conseguir o inferno longe de todos eles. Toda a sua alegria sobre a nossa vitória. Eu não poderia estar feliz. Meu pai não estava lá. Ganhar não significa mais tanto assim. Encarar meu pai enquanto minhas emoções estavam tão cruas não era uma boa ideia. Mas ir para a festa no campo onde a equipe estaria


celebrando

parecia

uma

merda

inútil.

Eu

não

poderia comemorar. Eu só queria esquecer. Eu queria a minha antiga vida de volta. Eu queria meu pai saudável. Depois de passar por quase uma hora, perdido na dor que havia se tornado parte de mim, dirigi minha caminhonete pela estrada de terra familiar para a festa de campo. Era aqui ou em casa, e eu não poderia ir para casa ainda. Eu precisava de algumas cervejas, e eu precisava esquecer. Todo mundo já estava aqui. Os gritos e risos tinham sido uma vez os sons de boas-vindas. Agora eu odiava. Nenhum, dos meus amigos tinham preocupações com exceção de ganhar um jogo de futebol. Eles não sabiam o que era o medo. Nenhum deles. Esses foram os melhores malditos anos de suas vidas. Uma vez, eles tinham sido meus também. Eu fechei a porta da caminhonete e olhei para a fogueira por entre as árvores. Eu teria que andar lá e colocar um sorriso que eu não sentia. Eu teria que falar de um jogo que eu joguei com tudo que eu tinha, mas apenas porque eu queria ser capaz de


dizer ao meu pai sobre isso. Não porque meu coração estava nele. Eu não me encaixava mais. Com qualquer um deles. Mas aonde mais eu iria? Beber iria aliviar a dor. Nada iria tirar tudo. Gostaria de fingir. Foi o que eu fiz de melhor ultimamente. Dirigi-me para o campo aberto, eu encontrei uma cerveja e fiz meu caminho para os meus amigos. Raleigh já estava aqui. Eu podia vê-la de novo com os meninos do futebol. Eu sabia que ela era louca, e que era sua maneira de se vingar de mim. Eu apenas não me importava. "Onde você estava, cara? Estamos repetindo a grandiosidade que foi Ashby, essa noite, e você ainda não estava aqui para glória! "Ryker gritou para mim enquanto eu caminhava em direção a eles. "Tinha algumas coisas para fazer primeiro", eu respondi com um sorriso que deu a entender que eu


estava fazendo alguém, em vez de algumas coisas. Eu ia deixá-los pensar o que eles queriam. Qualquer coisa, exceto a verdade. Risos seguiram o meu comentário. "Acho que é por isso que Raleigh fez seu caminho

para

o

menino

do

futebol",

Nash

respondeu. Ele tinha ficado chateado comigo por um ou dois dias, mas depois do treino na quinta-feira nós dois concordamos que eu estava certo. Ele tinha que se concentrar em futebol não na prima de Brady. Dei de ombros e sentei no pneu do trator que Ryker

estava

sentado.

"Seja

o

que

for",

eu

respondi. Perto de mim, Ryker começou a falar. "Mas, falando sério, Nash. Você tem que parar de olhar para ela. Ela está bem. Ela está aqui, e ela não é o seu negócio. Brady vai estar de volta em um minuto com a bebida de Ivy, e se ele achar que você está procurando por sua prima, ele vai ficar irritado ". Voltei minha atenção para Nash. Eu pensei que ele tinha recuado.


Nash levantou ambas as mãos. "Fácil, eu estava

apenas

vendo

quem

estava

aqui.

Não

procurando ninguém ". "Merda.", Ryker murmurou. "Ela está aqui?", Perguntei, me perguntando por que ela vinha para essas festas se ela estava indo se esconder no canto. "Brady disse que sua mãe a fez trazê-la. Ela não quer vir. Ele se sente mal por ela, " Ivy disse com um encolher de ombros, como se ela não poderia se importar menos. "Irrita-me

que

ele

não

a

deixa

sentar-se

conosco." Nash parecia chateado. "Não. É. Da. Sua. Conta. ", foi a resposta de Ryker. Eu queria concordar com Ryker, mas Nash estava certo. Brady estava errado em apenas trazêla aqui e deixá-la sozinha. Era cruel. "Uh-oh, lá vem o drama", disse Ivy com um sorriso, depois olhou para mim.


"Bem, Mer-da.", Ryker falou lentamente quando me virei para ver Raleigh caminhando em nossa direção. Seu cabelo estava bagunçado de brincar com o cara do futebol. O que ela estava vindo fazer aqui? Eu gostava mais dela por lá. "Vocês confundem o inferno fora de mim", disse Nash. "Hoje, na comemoração eu pensei que ela estava chupando seu rosto. Agora ela está sugando o rosto de outra pessoa. " Peguei minha cerveja e me levantei. Eu estava saindo. Eu não queria essa merda essa noite. Eu tinha problemas maiores do que Raleigh. "Eu estou fora", eu disse. "Já vai?" "Já?" "Você fez isso na semana passada!" Todos eles pareciam surpresos. Eu só balancei a cabeça e levantei a minha cerveja. "Bom jogo. Vamos ter essa temporada ", eu disse, então fui para a floresta para minha caminhonete.


Tenho pesadelos todas as noites.

Capítulo 9 MAGGIE Sentei-me na parte de trás da caminhonete de Brady, vendo meu pé balançando para trás. O barulho da festa não era tão alto aqui. Hoje à noite Brady não tinha conduzido sua caminhonete para a festa; ele havia deixado estacionado com os outros veículos na área arborizada apenas fora da estrada de terra. Eu sabia que era porque ele queria que eu tivesse um lugar para ficar. Ele estava tentando tornar isso mais fácil para mim. Tinha até mesmo me trazido uma tigela de pretzels e um refrigerante há pouco tempo. Ele parecia preocupado. Mas, de repente, uma garota com cabelo escuro longo veio, e ele ficou com raiva. Ele se afastou depois disso. A menina ficou lá por um tempo, depois de olhar Brady antes de voltar para seu carro e dirigir. Estranho. Eu nunca a tinha visto antes.


"Você pode ter o melhor assento no lugar." A voz de West Ashby me assustou. "Não me importo. Eu estou apenas cansado de agir como se eu desse a mínima. Eu precisava ficar sozinho. Desde que você não fala, só a torna melhor. Alguém que eu possa falar e que se mantém quieto. Pode ser foda perfeito. " Ele tomou um longo gole de sua cerveja, em seguida, sentou-se ao meu lado na traseira da caminhonete. Ele

estava

bêbado?

Ele

tinha

que

estar.

Certamente, ele estava ciente de que eu era a última pessoa que queria ser sua companhia. Eu não era sua amiga. Eu nunca seria sua amiga. "Talvez eu devesse parar de falar. Então eu não teria que fingir merda nenhuma. Aposto que é fácil, hein? Não ter que reagir a qualquer coisa. Eu te invejo." Inveja-me? Sério? Ele estava indo se sentar aqui e dar facadas em mim quando ele nem sequer me conhece. Ele não tinha ideia do por que eu escolhi não falar. Dizer que ele me invejava me fez querer me


levantar e gritar em seu rosto. Ninguém na terra jamais deveria me invejar. Nunca. "Mas eu ouvi algumas coisas que, se é verdade, talvez a sua merda seja pior que a minha." Ele balançou a cabeça e suspirou. "Não, provavelmente não é. A mãe do Gunner é uma fofoqueira. Metade das coisas que sai da sua boca é falsa. Deus sabe que ela falou o suficiente sobre a minha mãe ". Ele olhava como se estivesse falando para si mesmo agora. Seus olhos estavam focados em algo fora na escuridão. A dor ficou gravada em seu rosto. Ele não estava tentando esconder alguma coisa aqui fora, não como ele fez todas às outras vezes que eu estive em torno dele. Essa foi a primeira vez que eu realmente vi o cara que ele não revelava para ninguém. Sua máscara foi embora, e havia tristeza em sua voz e escuridão em seus olhos. "Ele não veio para o meu jogo hoje à noite. Ele não podia. Inferno, ele não pode nem mesmo ir ao banheiro sem a maldita ajuda agora. Muito pior me ver jogar. Primeira vez na minha vida que ele não me viu jogar. Cada aterragem que eu marquei eu fiz


por ele. Então eu tinha algo bom para dizer-lhe essa noite. Mas aqui eu me sento como um maldito idiota porque ir para casa para vê-lo assusta o inferno fora de mim." Ele quem? Eu queria perguntar, mas estava com medo. Suas emoções eram muito cruas. Esse não era o idiota que ele mostrava ao mundo. Esse era o cara por baixo. Ele estava me permitindo vêlo. Sua dor. Seus medos. Mas por quê? "Quando eu nasci, mamãe disse que ele trouxe uma bola de futebol para mim no hospital. Correu e comprou quando eles disseram que era um menino. Ele colocou em meu berço, daquele dia em diante eu amei o futebol. Mas era porque eu o amava. Ele sempre foi meu herói. Agora ele vai me deixar porra. E mamãe. " Ele soltou uma risada dura claramente cheia de agonia. "Como é que ela vai fazer isso? Ele é seu mundo. Sempre foi. Eu não posso imaginar minha mãe sem meu pai. Ela vai ficar tão perdida. Eu não serei suficiente. Eu apenas" Ele baixou a cabeça entre as mãos e deixou escapar um gemido. "Foda-se, eu estou com medo, Maggie. Você sabe como é, ter medo? ", ele


perguntou, levantando a cabeça para olhar para mim pela primeira vez. Eu sabia. Eu conhecia muito bem. Eu conhecia o terror e medo. Eu sabia que os demônios que assombravam você à noite em vez dos sonhos doces que acreditávamos quando crianças. Eu sabia mais do que ele poderia imaginar. Eu balancei a cabeça. "Sim", eu sussurrei com a voz rouca, desesperada para assegurar-lhe que não estava sozinho. Minha voz soou estranha, mas familiar. Essa foi a segunda vez que eu tinha falado com ele. Uma vez, porque ele me enfureceu, e agora, porque eu entendi que ele precisava saber que não estava sozinho. A dor vinha para todos nós em algum momento ou outro. Era como aprendemos a lidar com ela que determinava o nosso futuro. Nesse momento eu escolhi parar de falar. O silêncio era normalmente como eu lidava, mas pela primeira vez desde que eu tinha testemunhado meu pai matar minha mãe, eu queria falar. Eu queria tranquilizar alguém.


Seus olhos se arregalaram. "Você falou", disse ele, olhando para mim atentamente. "Mais uma vez". Eu não disse nada em resposta. Eu tinha falado porque ele precisava de mim. Mas para falar, apenas para conversar? Eu não poderia fazer isso. Eu ainda estava com medo de ouvir a minha voz. "Isso é verdade? Sobre o que Gunner me disse... Você viu o seu pai. . . "Ele parou. Ele sabia o meu passado. Alguém tinha descoberto e estava espalhando

ao

redor.

Eu

sabia

que

isso

iria

acontecer eventualmente. Pensei na minha resposta. Eu não falava sobre aquela noite com ninguém. Lembrar era muito difícil. Muito doloroso para qualquer ser humano aguentar.

Mas

West

estava

perdendo

um

pai

também. Então eu assenti. Eu não lhe daria mais do que isso. Eu não poderia colocar em palavras o que eu tinha visto. Não novamente. "Merda. Isso é difícil ", foi tudo o que disse.


Ficamos ali sentados em silêncio por alguns minutos, olhando para a escuridão. "Meu pai está morrendo. Os médicos não podem fazer mais nada por ele. Mandou para casa apenas para... morrer. Cada dia que eu o vejo cair um pouco mais. Mais longe do nosso alcance. Ou de nós. Ele está com muita dor, e não há nada que eu possa fazer. Eu tenho medo de ir à escola porque, se ele morrer, enquanto eu for e eu nunca mais vêlo novamente? Mas então, como agora, eu estou com medo de ir para casa, porque ele pode ter ficado pior e então eu teria que ver isso. Eu tenho que ver o homem que eu adoro definhando. Deixando essa vida. Deixando-nos ". A morte da minha mãe tinha sido rápida. Imediata. Ela não tinha sofrido exceto naquele momento em que eu estava gritando para o meu pai parar, enquanto ele apontou uma arma para ela. Eu sei que ela sofreu em seguida. Ela sofreu por mim e o que eu iria ver. Mas eu não sabia qual era a sensação de assistir a um pai morrer lentamente diante de seus olhos. Para ir dormir à noite e não saber se ele


estaria lá na manhã seguinte. Meu coração doeu por ele. Perder alguém que você amava era difícil. A coisa mais difícil na vida. West não era uma boa pessoa. Ele poderia ser absolutamente cruel. Mas a emoção na voz dele era difícil de ignorar. Eu não queria sentir nada por ele, mesmo a tristeza, mas eu fiz. "Ninguém sabe", continuou ele. "Eu não posso dizer-lhes. Tudo o que sabem é que meu pai fez uma cirurgia e está invalido agora. Ele não funciona mais. Eu estraguei tudo fora quando eu lhes disse, como se não fosse grande coisa. "Ele riu de novo, um riso seco, brutal que não tinha nenhum humor. "Essas mulheres nessa cidade nunca aceitaram a minha mãe. Ela não tem nenhum amigo para conversar, exceto sua tia, e eu não acho que ela disse a Coralee. Quando meu pai se for... Eu estarei lá. Como faço isso? Como posso ser o suficiente?" Nada que eu poderia fazer iria aliviar essa dor. Nada

que

alguém

pudesse

fazer

iria

torná-lo

melhor. Então eu estendi a mão e cobri a sua. Era a única coisa que eu sabia fazer. Outros falariam e ele


não precisa disso. Eu não tinha certeza que eu poderia de qualquer maneira. Ele começou a virar a mão para segurar a minha quando ele parou e se afastou. Então ele se levantou como se estivesse indo embora. Eu não queria que ele saísse assim. Ele abriu-se para mim sobre os demônios que ele estava enfrentando. Ele tinha colocado seus segredos nus. Ele iria para casa para o pesadelo e vivê-lo uma e outra vez até que tudo estivesse acabado. Ele não queria contar a ninguém, mas ele me disse. Se ele tivesse visto em meus olhos o que eu tinha visto no seu? A tristeza e raiva? O pesar e sofrimento? "Eu tenho pesadelos todas as noites", eu disse. "Eu vejo a minha mãe morrer repetidamente."


Manter-me calmo é como eu sobrevivo.

Capítulo 10 WEST Ela não tinha sussurrado dessa vez. O sotaque sulista doce em sua voz era lindo. Não era alto, apenas um toque mais profundo. As palavras que ela tinha falado eram tão incrivelmente

reveladoras,

doía

pensar

nela

revivendo algo assim todas as noites. Eu não sabia o que dizer a ela. Meu pai estava morrendo de câncer. Ele estava me rasgando. Mas ela tinha visto seu pai matar sua mãe. Esse tipo de brutalidade era além de qualquer coisa que eu poderia imaginar. Ela fechou os olhos com força e respirou fundo. Eu a vi de perto, incapaz de tirar meu olhar fora dela. Eu tinha medo de mover-me ou desaparecer. E

eu

precisava

dela.

Agora,

pelo

menos,

eu

precisava de alguém para saber a minha dor. Alguém para compreendê-la.


"Nunca deixa você... a dor, " ela disse, quando abriu os olhos para olhar para mim. "Mas você aprende a viver e você aprende a lidar com a perda. Você faz o que você tem que fazer para sobreviver." Eu entendia agora. Por que ela não falava... Porque ela permanecia muda. Era sobre não reviver que momento. Não falar ou rir. Apenas mantendo para si mesma. Até agora. Comigo. "Você está falando comigo. Por que eu?" Seu olhar sobre meu ombro, e eu podia ver a tristeza em seus olhos. "Porque você precisava e eu também. Você precisava saber que outra pessoa tem vivido através da dor como a sua. " Dei um passo em direção a ela. "Quando você perdeu sua mãe, tinha alguém lá para você?", perguntei, esperando que ela dissesse que sim. Eu não gosto da idéia de ela lutando contra este tipo de horror sozinho. Ela olhou para mim. "Não. Ninguém entendia. Ninguém viu o que eu vi. Ninguém viveu o que eu vivi. Eu teria conversado com eles. Mas não havia


ninguém para entender. Manter o silêncio é como eu tenho sobrevivido. " Eu me mantive calmo também. Só não do jeito que ela fez. Eu mantive em segredo a doença do meu pai. Eu não disse a meus amigos, e eu não lhes disse o que estava acontecendo. Meu pai ainda estava muito bem no ano passado quando eu tinha tido uma festa na minha casa a semana após o treinamento de primavera. Então as coisas nesse verão começaram a ir ladeira abaixo. As últimas três semanas elas tinham ido de mal a pior. Eventualmente todo mundo iria descobrir, eu sabia disso. Esse não era um segredo que eu poderia manter para sempre. Mas eu não queria dizer-lhes. Eu não queria ver a simpatia em seus olhos. Eu não os queria tentando me consolar quando eles não entendiam. "Maggie!" A voz de Brady veio através da escuridão. Vi Maggie tensa e me deu um pequeno sorriso antes de sair da traseira da caminhonete e ir em direção a voz de seu primo. Ela não queria que ele me pegasse aqui com ela.


Mas eu não estava pronto para vê-la ir.

**** Todo o fim de semana eu me peguei pensando sobre Maggie. Quando meu pai iria ficar doente, eu me lembrei de que eu era forte o suficiente para lidar com isso. Eu estaria lá para minha mãe. Eu não era mais um menino assustado. Se Maggie poderia sobreviver ao que tinha visto, eu precisava ser o homem que meu pai precisava. Segunda de manhã eu deixei minha mãe dobrada ao lado do corpo frágil do meu pai e me dirigi para a escola com Maggie em minha mente. Sua voz tinha estado na minha cabeça, lembrandome que a dor era algo que eu tinha que aprender a lidar. Eu tinha que fazê-lo através do pesadelo que eu estava vivendo. Ela era uma prova para o fato de que eu poderia fazer isso. Ao vê-la de pé no armário ao lado do meu era um alívio. Eu precisava vê-la. Nós tínhamos falado tudo em dez minutos, e eu já estava ligado a ela. Ela entendia. Eu não tinha percebido o quão urgente eu precisava disso. Alguém para entender.


"Bom dia," eu disse enquanto me movi para ficar ao lado dela e abri meu armário. Ela olhou para mim e sorriu. Mas nada mais. Sem palavras. Nenhuma voz suave e quente para me acalmar. Apenas um pequeno sorriso. Foda-se isso. Eu queria ouvi-la falar. "Você não vai falar comigo?" Eu perguntei, ainda olhando para ela, caso ela sussurrasse e eu perdesse. Ela voltou sua atenção para seu armário e tirou um caderno, em seguida, fechou-o antes de olhar de volta para mim. Por um momento eu pensei que ela ia falar, mas ela simplesmente balançou a cabeça e em seguida, foi embora. Deixando-me lá. Eu tinha focado em suas palavras e sua voz a fim de superar meus demônios e enfrentá-los de cabeça erguida. E ela age como se nunca tivesse falado.

Como

se

ela

não

soubesse

os

meus

segredos. Como eu se não soubesse os dela. Besteira. Peguei meus livros primeiro-período e bati em meu armário, e então eu fui atrás dela. Pouco antes


de chegar a ela, uma mão se enrolou no meu braço. Puxando-o, eu me virei para olhar Brady. Ele não parecia feliz. "Você está indo atrás de Maggie?" Eu poderia mentir, mas isso era inútil. "Sim", eu respondi. "Não você, também," ele rosnou. "Por que diabos vocês não podem deixá-la sozinha? Ela é muda. Ela já viu merda que qualquer um de nós não pode compreender, e ela não é um brinquedo para você. Então, vá encontrar alguém para perseguir. Minha prima está fora dos limites ". Eu não poderia explicar-lhe que eu só queria falar com ela novamente. Ele não tinha ideia de que ela falava comigo. Ela não falava com ninguém. Ela só falou comigo. Mas mesmo que ela não quisesse falar mais comigo, eu não queria ficar longe dela. Maggie me fazia sentir mais forte. Ela lembrava-me que eu não estava sozinho nesse mundo. Que outros tinham passado por isso também. Que eu poderia ser o que


minha mãe precisava que eu fosse... o que meu pai precisava que eu fosse. "Bem. Tanto faz. Eu não tenho tempo para essa merda", eu respondi antes de sair para o outro lado. Do nada, Raleigh deu um passo em frente a mim. "Você não ligou no fim de semana", disse ela, levando

o

lábio

inferior

para

fora

e

fazendo

beicinho. Eu não tinha chamado ela porque eu não precisava dela para me distrair. "Parecia que você tinha seguido em frente na sexta à noite," eu respondi, passando por ela e caminhando em direção a minha classe. "Eu estava tentando fazer ciúmes. Você me deixou novamente, West. Você nunca pensa em mim. Você apenas me deixa." Ela estava certa de que eu não pensava sobre ela. Ela merecia muito mais. Eu não era capaz de ser o que Raleigh merecia. No começo eu era atraído por ela. Ela era divertida e emocionante, e eu não pensava sobre os tratamentos do meu pai quando estávamos juntos. Mas isso só tinha durado


pouco tempo. Logo se tornou sobre sexo. Eu usei-a para esquecer por um momento. Eu me sentia culpado por isso, mas ela parecia feliz. Ela gostava de ser minha namorada. O que eu sabia agora era que ela merecia mais do que eu era capaz de dar-lhe. Era hora de largar e deixá-la ir encontrar um cara que poderia fazê-la feliz. Tudo o que fazíamos era brigar. "Eu não sou o cara para você. Eu nunca vou me lembrar de olhar por você, Ray. Eu nunca vou estar pensando em você. Isso não sou eu. Eu não faço isso. Então, vá encontrar um cara que faz. Eu estou certo como a merda não posso fazer você feliz." O olhar em seus olhos não era desgosto. Nós não nos amávamos. Embora ela gostasse de dizer que me amava, muitas vezes, eu sabia que ela não o fazia. Quem poderia amar um idiota? "Eu te amo", disse ela, como se tivesse lido meus pensamentos. Eu balancei minha cabeça. " Não, Ray, você não. Eu não sou amável. Vamos parar com isso. Você acabou de se machucar comigo, e isso nunca


vai mudar. Então, dessa vez, realmente acabou. Vai encontrar um cara que pode ser o que você precisa. Você merece isso. Eu não posso ser aquele cara. Não para você. Para ninguém. " Eu não esperei ela responder, antes de eu me virar e entrar no primeiro período. Percebi que as palavras que eu tinha acabado de dizer para Raleigh eram verdadeiras. Eu não poderia estar com raiva de Brady por proteger Maggie de mim. Mas talvez ele nós deixasse ser amigos. Eu só precisava de um amigo do caralho agora. Não uma namorada. Como eu poderia explicar isso a ele?


Em tempos como estes, eu estava feliz por não ser esperada para dizer alguma coisa.

Capítulo 11 MAGGIE Eu entrei na lanchonete. Eu estava escolhendo não morrer de fome no meu caminho para o almoço na biblioteca. Após uma semana na escola, eu me sentia mais segura. Como se eu soubesse como as coisas funcionavam e o que esperar. Eu não sentia como se todos os olhos estivessem sobre mim. Bem, isso não era exatamente a história toda. A verdade era que eu queria ver West. Ele não tinha estado em seu armário desde essa manhã, e quando passei por ele no corredor, ele olhou para mim. Claro, eu não tinha falado essa manhã, mas eu não tinha certeza se eu podia. Eu teria um colapso se eu estivesse tentando ajudar ele? Talvez falar só funcionasse quando ele precisava de mim para falar. Talvez fosse a dor do West que tinha


desencadeado a minha capacidade de falar sem perder o controle. Nos dias após a morte da minha mãe eu tinha sentado em um canto e gritado quando alguém chegava perto de mim. Eu sabia o que eu estava fazendo era uma loucura, mas eu não conseguia parar. Um medo impotente me tinha consumido. Eu estava em tanta agonia, não podia ter falado ou lidado com qualquer um que ficasse perto de mim. Quando eu finalmente fui capaz de convencer a mim mesma a sair do canto e parar de reviver o pesadelo

repetidamente

na

minha

cabeça,

eu

consegui o propósito. Mas eu ainda não falaria. Era a única coisa que me salvou. Eu poderia lidar se eu não ouvisse o som da minha voz. "Então, sobre esse encontro que discutimos na comemoração?" Virei-me no meu lugar na fila de alimentos para ver Charlie sorrindo para mim. "Eu procurei por você após o jogo de sexta à noite, mas você estava longe de ser encontrada ".


Sim, porque a minha tia e meu tio havia me enviado com Brady. "Desde que você não tem um caderno no momento, eu vou falar," ele continuou. "Eu estava pensando

que

talvez

sábado

pudesse

ir

para

Nashville pelo dia. É apenas uma hora de carro. Há um excelente lugar que eu gosto de comer lá, então eu tenho bilhetes para o Grand OleOpry para aquela noite. Dierks Bentley vai estar lá. " Eu não fazia ideia de quem era Dierks Bentley, mas eu sabia o que Grand OleOpry era. Eu tinha certeza que todos no Sul sabiam o que era. Mas um dia inteiro com Charlie... Em Nashville? Eu não estava certa de que minha tia e meu tio ficariam bem com isso. "Basta pensar sobre nisso. Eu prometo que vai se divertir. E eu falo o suficiente por nós dois. " Eu comecei a sorrir, quando meu olhar se fixou em uma pessoa olhando diretamente para mim. West. Ele estava sentado na mesa com Brady, juntamente com os outros jogadores de futebol. Eles estavam todos autorizados a entrar no início e


obter suas bandejas para que eles pudessem sair mais cedo e ir para o campo. "Você conhece West Ashby? Bem, sim, você provavelmente deve conhecer, considerando que ele é o melhor amigo do seu primo. " Eu tirei meu olhar de West e segui com a fila. Eu tinha vindo para vê-lo, e ele estava lá. Olhando diretamente para mim. Eu não era invisível para ele agora. Talvez ele tivesse me perdoado por não falar essa manhã. "Você estar sentada com alguém?", Perguntou Charlie. Eu balancei minha cabeça. "Quer me fazer companhia?" Eu pensei sobre isso. Charlie era um cara legal, e ele estava bem com o fato de que eu não falaria com ele. Eu balancei a cabeça. E tive um sorriso dele. "Ótimo", ele respondeu. Quando ambos levamos nossas bandejas depois de escolher o que queríamos, eu deixei Charlie liderar o caminho. Eu não tinha ideia onde me


sentar. Felizmente, ele tinha uma mesa onde ele sempre se sentava, e havia várias outras pessoas que o cumprimentaram quando nos aproximamos. Eu iria conhecer os amigos de Charlie, ao que parecia. "Ei, pessoal, essa é Maggie. Maggie, essa é Shane." Ele apontou para uma ruiva com um monte de sardas e um par de óculos muito grandes. "May." May era uma morena com cabelos crespos curtos e um sorriso forçado. Ela não estava feliz que eu estivesse aqui, não tinha necessidade dela dizer qualquer coisa para saber disso; era só olhar seu rosto. "Dick, sim, sério esse é o seu nome. Sua mãe o odeia." O cara de cabelo escuro sorriu para mim, e eu poderia dizer que ele estava curioso. A luz em seus olhos verdes dizia que havia encontrado algo divertido. "Maggie

e

eu

nos

encontramos

na

comemoração sexta-feira, e eu estou tentando convencê-la a ir para Nashville comigo sábado. "


Os ombros de May retrucaram, e fogo acendeu em seus olhos. "Você está levando ela para ver Dierks

Bentley?"

Ela

perguntou,

parecendo

completamente horrorizada. "Oh cara", disse Dick com uma risada. Charlie ignorou completamente sua reação. Seu sorriso ficou no lugar quando ele se sentou e em seguida, acenou para me sentar ao lado dele. "Claro que vou. Ela vai adorar", foi sua resposta. Shane bufou quando ele tomou um gole de leite. Parecia que Shane e Dick estavam ambos tendo um tempo difícil para se manter juntos. Mas Charlie continuou a ser alheio a tudo. "Uh-oh", disse Dick quando ele deixou cair seu sanduíche

para

a

bandeja.

Seus

olhos

se

arregalaram. "O quê?" Charlie perguntou quando eu me virei para ver o que Dick estava olhando. Brady. Ele estava olhando para Brady. Porque Brady estava vindo para cá. E ele não parecia feliz. Sua bandeja estava apertada em seu punho, e o aperto de sua mandíbula era difícil de perder.


"Maggie", disse Brady quando ele se sentou na cadeira vazia ao meu lado direito. Eu só olhava para ele. O que ele estava fazendo? "Há o outro," Shane sussurrou, e eu mudei meu olhar de Brady para ver West vindo. Ele estava me observando de perto e também parecia infeliz. Quando sua bandeja bateu alto sobre a mesa, todos, além de Brady saltou. "O que você está fazendo?", Perguntou-lhe Brady enquanto West tomava a cadeira em frente à Brady. "A mesma

coisa

que você está

fazendo",

respondeu ele, em seguida, voltou seu olhar para mim por um segundo antes de encarar Charlie. "Eu estou certificando-me de que minha prima está bem", respondeu Brady. West mudou o seu olhar de volta para mim. Que suavizou. "Eu também." Brady murmurou um palavrão, e West apenas sorriu enquanto pegava seu hambúrguer e dava uma mordida. Eu sabia que Brady era um pouco


super protetor, mas West? Eu não entendia por que ele estava aqui. Será que era por que nós tínhamos conversado?

Será

que

por

ele

ter

falado

abertamente comigo significava que ele poderia se sentir responsável por mim? Eu não precisava de qualquer

um

deles

para

me

manter

segura.

Especialmente de alguém como Charlie. "Ótimo. Você tem um esquadrão de atleta aqui agora." May resmungou. Brady e West ignoraram seu comentário. "Ouuu, e o jogo de sexta à noite, hein?", Disse Dick com um sorriso nervoso. Brady levantou a cabeça para dar a Dick um olhar irritado antes de voltar para a sua refeição. "Eu não acho que eles estão aqui para falar conosco," Shane sussurrou em voz alta. Ninguém disse

nada

constrangedor

por

algum

era

algo

instante. que

eu

Silêncio tinha

me

acostumado. Mas agora eu realmente queria o tagarela.

Charlie


"Você já foi para o Grand OleOpry?" Charlie perguntou-me. Eu comecei a balançar a cabeça quando Brady falou. "Não. Ela não foi. " Olhei para meu primo, que estava comendo a sua comida como se ele estivesse bravo com ela. "Ah bem. Você vai amá-lo", disse Charlie brilhantemente.

Ele

não

parecia

afetado

pelo

comportamento rude de Brady. "Eu ainda não posso acreditar que você está levando ela. Você mal a conhece. Você sabe que eu sempre estive morrendo para ver Dierks Bentley num concerto.", disse May, parecendo magoada. Charlie olhou para mim, e eu vi a frustração em seus olhos. Ele não queria deixar May para baixo. Por que tinha ele me perguntado, então? Eu não tenho que ir. "Ela não vai com você. Para lugar algum.", disse Brady em seu tom menos alegre. Era em momentos como esses que eu estava feliz por não ser esperada para dizer qualquer coisa.


O fim machuca.

Capítulo 12 WEST Os caras estavam indo para ver o vídeo do jogo de sexta-feira à noite na casa de Brady. A mãe dele iria fazer tacos e bolo de chocolate. Ela sempre fazia. Era algo que fazíamos a cada semana durante a temporada do futebol. Eu não tinha planejado ir. O rapaz da casa de repouso tinha chegado hoje pela primeira vez. Lidar com isso era mais difícil do que eu pensava que seria. Papai tinha precisado muito dos analgésicos na semana passada, ele não estava coerente o suficiente para sequer perguntar sobre o jogo de sexta à noite. Eu sentei em seu quarto e disse-lhe de qualquer maneira. Na esperança de que, em seu sono drogado, ele tivesse me ouvido. Que ele estivesse orgulhoso de mim.


Logo eu não seria capaz de sentar-se em seu quarto e conversar tudo com ele. Manter distancia da minha casa era necessário para manter minha sanidade. Tendo um estranho lá, cuidando do meu pai, enquanto minha mãe sentava-se ao lado dele, segurando sua mão, era demais. Então eu corri. E eu me sentia culpado por isso. Estacionei a minha caminhonete na frente da casa de Brady, e percebi que eu era o último a chegar. Todos eles provavelmente pensavam que eu não

viria.

brincadeiras.

Quando Nenhum

entrei, deles

escutei tinha

risos

e

qualquer

preocupação ou dor para lidar. Era tudo sobre boa comida e futebol. Olhei para a janela que Brady estava antes de Maggie se mover. Eu me perguntei se ela estava lá em cima agora ou se ela estava embaixo comendo tacos com os caras. Se fosse por ela, não estaria. Mas se fosse por Coralee, eu tinha a sensação de que ela seria forçada a sentar-se lá com eles. Eu não sabia muito sobre Maggie, mas eu a observava. Tanto é que eu estava com medo que


alguém percebesse e dissesse algo sobre isso. Observa-la aliviava minha mente. Mesmo de longe ela era o suficiente para me ajudar a respirar. Eu estava ficando dependente de uma garota que eu mal conhecia. Passos me tiraram dos pensamentos. Eu me virei para ver quem era, e meu olhar a encontrou. "Brady não achava que você viria. Tia Coralee puxou Brady de lado esta tarde e disse-lhe sobre o seu pai. Ela sabe. Brady estava chateado e queria ir vê-lo, mas ela disse para lhe dar tempo. Que você precisava dizê-lo você mesmo. " A voz doce de Maggie fez o meu peito aquecer. Isso não era algo que eu estava familiarizado. A frieza tinha estado lá por tanto tempo. Ela tinha os cabelos longos atrás de suas orelhas, e estava olhando para a casa como eu. Havia uma paz que vinha com sua presença. Eu não entendia porque ela carregava tanto peso. Mas, para mim, ela trazia paz. "O rapaz da casa de repouso veio hoje. Senti como se fosse o fim, " eu disse a ela.


Ela inclinou a cabeça para trás e olhou para mim. Eu era uns trinta centímetros mais alto que ela. "O fim machuca", disse ela simplesmente. Ela não foi doce. Ela estava me dizendo que eu tinha que ser forte. Ela estava apenas sendo honesta. Ela sabia que palavras nada significavam agora. Estendi a mão e cobri a sua pequena mão com a minha. "Dói como o inferno", eu respondi. Ela me deixou segurar sua mão enquanto ficamos lá em silêncio. Isso era o que eu precisava hoje. Tê-la ao meu lado, sabendo que ela entendia. "Obrigado. Por falar comigo." eu sussurrei, como se alguém pudesse me ouvir. Ela virou a mão na minha e apertou. "Eu estou aqui sempre que você precisar conversar." "Você não falou comigo hoje na escola," eu a lembrei. "Você não precisava de mim." "Eu precisava. Você só não sabia o quanto. "


A porta da frente da casa se abriu e Maggie tirou rapidamente a mão da minha. Brady ficou ali olhando. No começo eu esperava que ele gritasse comigo por estar aqui com Maggie. Mas então eu vi que não tinha raiva em seus olhos. Era tristeza. Ele estava triste por mim. Em seguida, houve a simpatia que não queria. "Ele te ama. Ele vai se sentir mal por você. Deixe-o," Maggie sussurrou tão baixinho, duvidei que Brady pudesse ouvir o que ela tinha me dito de onde ele estava. Deixe-o. Ela disse que eu deveria deixá-lo sentir pena de mim. Porque ele me amava. Eu poderia fazer isso. Eu faria. Não havia maneira de impedir que isso acontecesse. Sabendo que não havia uma pessoa que compreendesse a minha dor, ninguém jamais poderia ser o suficiente. "Fique comigo", eu pedi a ela, não tirando os olhos de Brady. "Ok". Foi sua resposta suave.


Brady caminhou em nossa direção. Maggie ficou ao meu lado. Brady olhou para ela, apenas por um segundo. Ele estava focado em mim. Ele não saberia o que dizer para mim. Eu sabia disso, porque se as situações fossem invertidas, eu não saberia o que dizer a ele, tampouco. "Você está bem?", Ele perguntou, me olhando com cautela. Como se eu fosse quebrar a qualquer momento. Ele não percebeu que eu tinha lidado com isso por um longo tempo? "Sim", eu respondi, o que era uma mentira, mas eu não iria fazê-lo sentir-se pior. Ele soltou um suspiro pesado e passou a mão pelo cabelo enquanto olhava para o outro lado da rua. Ele estava pensando. Ele queria que eu dissesse. Eu sabia. Mas o que ele vai fazer uma vez que eu fiz? Dizer que ele estava arrependido? Que ele estava aqui para mim se eu precisasse dele? Será que ele não sabia o quanto essas palavras eram sem sentido? Ele não podia fazer nada por mim. Ele não poderia fazer isso melhor.


"Ele está doente há cerca de dezoito meses," eu finalmente disse, sabendo que era a coisa certa a fazer. "As duas últimas semanas ele ficou realmente ruim. Os médicos o mandaram para casa porque não havia mais nada que podia ser feito. " Brady fechou os olhos com força e respirou fundo pelo nariz. Eu esperei que ele falasse. Eu não tinha certeza se eu poderia dizer-lhe mais. Eu não queria falar sobre isso. Quando abriu os olhos, ele olhou para mim. "Por que você não nos disse... ou, pelo menos, me disse? Isso não é algo que você tem que passar sozinho. Estaríamos lá para você. " Eu senti os dedos de Maggie suavemente contra minha mão. Ela estava em silêncio tentando me incentivar. "Eu não queria aceitá-lo ou falar sobre isso. Dizer a vocês tornava real. Eu precisava continuar como se não fosse real. Mas agora... eu não posso continuar fazendo isso. As coisas não estão boas. Está ruim agora ", eu expliquei.


Ele precisava entender por que eu o tinha deixado no escuro sobre algo tão importante na minha vida. Ele tinha sido meu melhor amigo desde que tínhamos seis anos. Eu sabia que ele não entendia e não iria lhe dizer. Mas era assim que eu precisava lidar. "O que posso fazer?", Perguntou Brady, olhando-me aflito. Antes não havia nada que ele pudesse fazer. Mas agora ele estava estagnado entre algo. . . ou alguém que eu precisava. Alguém que pudesse me ajudar. "Deixe-me

ser

amigo

de

Maggie.

Apenas

amigos. Ela me ajudou de uma maneira que ninguém mais poderia. " Olhei para ela e vi que os olhos dela tinham se arregalado. Ela não esperava isso. Isso deixava seu rosto bonito. Pela primeira vez em muito tempo eu senti vontade de rir. "Você quer ser amigo de Maggie?", Perguntou Brady, parecendo confuso. "Eu não entendo." Ele não poderia. Ela não falava com ele. Ele não sabia como o som de sua voz poderia acalmar a


dor. Ele n達o sabia o que era ter algu辿m para conversar que entendia exatamente a dor que eu estava passando e era o que eu precisava. Eu n達o tinha necessidade de falar com ele ou qualquer um dos caras. Ele n達o entenderia. Apenas Maggie.


Então você não deveria ser tão bonita.

Capítulo 13 MAGGIE Eu observava o rosto de Brady como ele ficou ali olhando para mim, em seguida, olhando para West, como se não tivesse ouvido corretamente. Eu queria admitir, eu estava tão surpresa. West queria ser meu amigo. Porque eu o ajudei. Como ninguém mais podia. Meu peito ficou aquecido, e havia uma vibração engraçada no meu estômago. "Você não entenderia. Ninguém faz. Exceto Maggie. Ela me ajudou muito nos últimos dias. Tê-la para conversar é o que eu preciso agora ". A vibração se transformou em pássaros voando ao redor no meu estômago. Eu tinha que lembrar que West havia dito. "Apenas amigos." Ele não disse, eu gostaria de beijá-la novamente.


Ele

estava

machucado,

e

ele

gostava

de

conversar comigo. Isso era tudo o que era. "Ela...uh...Ela não fala," Brady disse, olhando para mim com um olhar de desculpas em seu rosto. Esperei. Eu não queria que West dissesse para Brady que eu falei com ele. Mas então como mais ele iria explicar o fato de querer ser meu amigo? "Ela

tem

a

sua

própria

maneira

de

se

comunicar, e isso é o suficiente", West respondeu. Eu queria suspirar de alívio. Se minha tia Coralee soubesse que eu estava falando com West, ela iria querer que eu falasse com ela. Brady apertou os lábios e assentiu. "OK. Sim... se você quer ser amigo. Eu estou bem com isso. Mas apenas amigos. Não..."Ele fez uma pausa, e eu senti West tenso ao meu lado. "Ela está segura comigo. Eu respeito ela e eu também. não vou deixar ninguém machucá-la." disse West com a voz firme de determinação. Os pássaros em meu estômago começaram a subir novamente. Ele queria ser amigo. Eu poderia fazer isso. Eu queria isso. Eu precisava disso


também. Brady parecia acreditar nele. "Bom. Bem, você quer entrar? Mamãe fez bolo de chocolate. " "Sim." West olhou para mim. "Você gosta de bolo de chocolate?" Eu hesitei e em seguida, assenti. Eu não quero interferir na vida de Brady, mas West me queria lá, e eu queria estar lá com ele. Estar ao lado de West não era nada como eu esperava. Ele não era cruel ou rígido. Ele não estava colocando uma fachada para ninguém. Esse era o cara que eu queria que ele fosse quando ele me beijou no campo. "Então vamos pegar uma fatia de Coralee. É delicioso." Brady parecia confuso, mas ele se virou e foi para dentro. West acenou para que eu seguisse Brady, e quando eu fiz West foi do meu lado. Eu poderia comer um pedaço de bolo com o West, em seguida, ir para o meu quarto e deixar Brady sozinho com seus amigos. Dessa forma, eu fazia os dois rapazes felizes, enquanto permanecia me protegendo. Não importa o quanto eu queria estar lá para ajudar West, porque eu sabia que


gostaria de fazer isso sozinha, eu não baixaria a guarda totalmente. Brady entrou e se dirigiu para a sala. Tia Coralee entrou no corredor da cozinha e sorriu quando viu West. Era um sorriso triste, mas também aquele que dizia que estava feliz em vê-lo. Eu sabia que ela estava preocupada com ele. "West, querido, é tão bom ver você. Eu senti sua falta nesse verão. Você não estava por perto o suficiente. " Ela foi direto para ele e o abraçou, em seguida, puxou para trás e olhou para mim. "Você voltou da sua caminhada ", ela disse, parecendo satisfeita. "Agora que você queimou algumas calorias, você quer ter uma fatia de bolo de chocolate comigo na cozinha? " "Ela na verdade vai comer o bolo na sala com a gente", Brady informou a sua mãe. Os

olhos

de

tia

Coralee

se

arregalaram

ligeiramente, então ela sorriu brilhantemente. "Bem ok. Isso é maravilhoso. Eu trarei um pouco de leite


fresco e mais dois copos." Ela se virou e voltou para a cozinha. "Eu acho que isso fez o seu dia," Brady sussurrou, olhando de volta para mim. E dessa vez eu sorri. Porque ele estava certo. Ela estava feliz, e isso me fez sorrir. A mão do West deslizou nas minhas costas, e ele me levou para a sala onde os caras estavam acostumados a ficar, Brady foi descansar no sofá e pufes, enquanto um casal estava atirando aros em uma cesta de basquete na parede. "Maggie!", Disse Nash no momento em que se virou por tomar um empurrão e me viu de pé lá. Essa era a primeira vez que ele tinha falado comigo desde que eu o tinha enviado o texto. Eu acho que o choque de me ver aqui o fez esquecer que ele estava me ignorando. West

manteve

a

mão

nas

minhas

costas

enquanto ele me mudou para a sala em direção à mesa. Era óbvio Brady não tinha contado os outros caras sobre o pai de West. Nenhum deles olhou


para ele como se estivessem preocupado com ele ou como se eles não soubessem o que fazer. Fiquei aliviada por ele. Ele teve apenas que enfrentar Brady e tia Coralee. Ele precisava de uma pausa antes de enfrentar o resto deles. "Então, Maggie está aqui com West", disse Nash, porque ninguém disse nada. Brady virou e olhou para todos eles. "Maggie e West são amigos. Apenas amigos. E eu estou bem com isso. " Houve um silêncio constrangedor, e West puxou uma cadeira para me sentar. Uma vez eu estava sentada ele olhou para os seus amigos e colegas que ainda estavam assistindo a nós três como eles não soubessem o que pensar. "Ela é minha amiga. Lide

com isso", ele

informou-os, em seguida, sentou-se perto de mim. Ele inclinou a cabeça para mim. "Desculpe eles estão agindo como idiotas. Eu normalmente não tenho

meninas

como

amigas.

E

você

estava

completamente fora dos limites por causa de Brady. Então, eles estão tentando descobrir o que está acontecendo." Eu assenti. Eu entendia isso. Embora


agora tudo o que eu realmente queria era correr para o meu quarto. "Aqui está mais leite e bolo," Tia Coralee anunciou.

Os

caras

voltaram

a

assistir

TV

e

conversar. Eu não me virei para ver se Nash ainda estava jogando basquete ou olhando para nós. "Ela não come o suficiente. Certifique-se de que ela coma tudo.", Ela disse para West como se ela soubesse que éramos amigos agora e a ideia lhe encantava. "Sim, senhora", respondeu ele, tomando os pratos das mãos dela e colocando um na minha frente. Quando ela saiu do quarto, West sorriu para mim. "Você precisa relaxar. Você olha como se eu estivesse forçando você se sentar aqui ao meu lado. Eles vão superar isso em breve. Eu juro." Inclinei a cabeça para baixo para esconder a minha boca de todo mundo. "Eu sei", eu respondi calmamente. "Eu odeio ser observada. "


Ele riu e mudou seu garfo para obter uma mordida de bolo. "Então você não deveria ser tão bonita." Os pássaros em meu estômago estavam de volta. Como eu poderia comer agora?


Você tem arrependimentos?

Capítulo 14 WEST Maggie foi para o quarto, quando começamos a assistir a fita do jogo da semana passada. Eu estava relaxado assistindo os jogos e falando sobre onde erramos e onde era necessário mudar quando eu senti falta dela. Eu não tinha ido atrás dela, eu sabia que ela queria escapar. Eu poderia dizer pelo olhar em seu rosto. Ela só tinha ficado por mim. Mas agora minha cabeça não estava mais no jogo. Eu estava pensando sobre o meu pai e o fato de que eu teria que ir daqui a pouco. Eu queria voltar para casa e verificar as coisas. Falar com ele, mesmo se ele não falasse de volta. Eu descobri que não importava mais. Eu só precisava ficar perto dele. O fim estava chegando, e não ia ser fácil.


Eu me levantei e caminhei até Brady e em seguida, sussurrei que estava indo para casa e disse-lhe para me mandar o número do telefone da Maggie. Os caras estavam tão envolvidos assistindo o jogo, que não perceberam ou disseram nada sobre eu sair cedo. Eu ainda não estava na minha caminhonete quando

meu

telefone

apitou.

Brady

tinha

me

enviado o número dela. Eu quase esperei que ele me dissesse para obtê-lo eu mesmo. Mas ele confiava em mim com ela. Eu tinha certeza que eu merecia essa confiança. Ajudava apenas saber que eu poderia chama-la e ouvir a voz dela se eu precisasse. E eu me perguntava se o som da minha voz a ajudava? Ela estava praticamente sozinha. Eu poderia ser para ela o que ela era para mim? Abri a porta da caminhonete e olhei para a janela dela. Ela estava sentada no assento próximo a janela, com os joelhos dobrados até o queixo, me observando. Eu levantei minha mão para acenar e ela fez o mesmo. Então eu peguei meu telefone e coloquei na minha orelha e apontei para ela.


Só para ter certeza que ela entendesse, eu rapidamente enviei uma mensagem. Sou eu. Brady me deu o seu número. Se eu ligar, você vai responder? Eu pressionei enviar, em seguida, olhei para ela. Ela olhou para o seu telefone e eu a vi digitando algo. Quando seu rosto se levantou novamente para olhar para mim, meu telefone apitou. Sim. Se você precisar de mim, eu vou responder. Isso era o suficiente. Eu balancei a cabeça e subi na caminhonete para ir para casa e encarar a minha realidade. Eu gostaria de sentar e falar com o meu pai. Eu diria a ele como foi assistir ao jogo com os caras. E eu diria a ele sobre Maggie. Ele gostaria dela. Quando eu abri a porta da casa, estava tranquilo. O trabalhador do hospício já tinha ido. Tranquei e me dirigi para dentro. Havia um bilhete na mesa da minha mãe dizendo que ela tinha feito um sanduíche e deixado na geladeira junto com um


litro de chá doce para mim. Papai tinha pedido, então ela foi deitar-se ao lado dele. Eu não estava com fome. Eu tinha comido duas fatias de bolo antes, e agora sabendo que eu não iria falar com o meu pai hoje à noite, eu não estava com muita vontade de comer. Mas mamãe se preocuparia se ela viesse à geladeira de manhã visse o sanduíche lá. Então eu peguei um copo de chá gelado e o sanduíche e levei comigo para o quarto. Eu ia tentar comer alguma coisa antes de ir dormir. Se não, eu teria certeza de que ela não visse que eu não tinha comido. Eu

peguei

a

minha

comida

em

seguida,

caminhei silenciosamente até o corredor para ficar na frente da porta do quarto dos meus pais e escutar. Só havia silêncio. Meu pai costumava roncar, mas ele nunca mais tinha feito isso. Ele dormia muito silenciosamente agora. Eu costumava deitar na minha cama à noite, cobrindo meus ouvidos, querendo que ele parasse de ressonar para que

eu

pudesse

dormir.

Esses

dias

eu

me

encontrava desejando seu ronco. Só então eu saberia que ele estava respirando.


Meu coração se apertou com a ideia de que meu pai deixar de respirar. O pânico e a dor que veio

com

esse

pensamento

apertando

minha

garganta, tornando-se difícil de respirar. Afastei-me da sua porta e voltei para o quarto, assim eu não perturbaria minha mãe. Fechando a porta atrás de mim, coloquei as duas mãos na porta para me segurar e inclinei minha cabeça suspirando. Eu iria perdê-lo. Eu sabia disso, mas porra, isso dói tanto. Toda vez que eu deixava que os fatos se a profundassem

em

mim,

minhas

emoções

começavam a perder o controle. Senti meu corpo tremer enquanto as lágrimas turvavam meus olhos. Como iria viver sem meu pai? Eu precisava dele. Nós precisávamos dele. Eu consegui inalar bruscamente, e tossi para limpar a garganta antes de sair da porta e caminhar até

minha

cama

para

afundar-me

nela.

Meu

telefone estava pressionado contra minha perna onde eu o tinha no bolso.


O

rosto

de

Maggie

entrou

nos

meus

pensamentos, e sem pensar, eu puxei o telefone e procurei nos contatos o número dela. Ela atendeu no segundo toque. "Olá." ela disse suavemente. Estava tarde, mas eu sabia que os caras ainda não tinham saído da casa de Brady. "Você estava dormindo?", Perguntei. "Não. Eu ainda estou sentada exatamente onde você me viu.", ela respondeu. Fechei os olhos e imaginei-a lá em cima na janela. Perdida em seus pensamentos. Em sua solidão. Ela tinha passado por tanto nos últimos dois anos trancada dentro de si mesma. Não falando com os outros. Eu não gostava de pensar nisso. A ideia de ela estar sozinha me machucava. Eu entendia isso, mas eu desejava ter sido capaz de estar lá para ela do jeito que ela estava para mim. Talvez agora eu pudesse ser esse amigo que precisava. Assim como ela era minha.


"Você já teve momentos em que você não podia respirar? Quando a dor era tão intensa, que apertava sua garganta e segurava firme? " "Sim. É um ataque de pânico. Eu tinha muito. Eu não tenho desde que me mudei para cá, no entanto. " Então eu não estava perdendo minha cabeça. Isso era normal. "Como você lidou com eles?" Ela suspirou. "Eu não fiz no início. Uma vez, eu desmaiei por não respirar. Mas eu aprendi a pensar em algo que me fazia feliz. Isso me dava paz. Eu me recusei a deixar que a dor me controlasse. E o aperto

iria

aliviar,

e

eu

poderia

respirar

novamente." Ela me dava paz. Ela era a única que tinha me dado paz em um longo tempo. "Você tem medo de fechar os olhos à noite?" Eu perguntei a ela. "Sim. Porque eu sei que o pesadelo virá. É sempre assim ".


"Eu também. Tenho medo que ele não vá acordar de manhã ", eu respondi. Ela ficou em silêncio por um momento. Nós dois sentados lá e ouvindo o outro respirar. Estranho, mas era o suficiente. "Um dia, é o que vai acontecer, West. E vai ser incrivelmente difícil. Mas o que você pode fazer agora é tirar o máximo proveito do tempo que lhe resta. Fale com ele, mesmo que ele não possa falar. Segure sua mão. Diga-lhe tudo o que você quer que ele saiba. Então, quando ele for embora você não terá arrependimentos. " Sua mãe tinha sido tirada dela sem aviso. E seu pai com seu ato horrível. Ela tinha perdido tudo. Ela estava certa. Eu tinha tempo para me certificar de não ter arrependimentos. "Você tem arrependimentos?", Perguntei, já sabendo a resposta. Eu podia ouvir em sua voz. "Sim. Muitos ", foi sua resposta suave. Eu

não

poderia

imaginar

a

doce

Maggie

lamentando algo. Ela era amável e gentil. Era difícil pensar nela sendo nada menos do que perfeita.


"Tenho certeza que você era a filha que toda mãe queria", eu assegurei-lhe. "Eu sei que ela estaria orgulhosa de você. " Ela não respondeu a princípio, e eu estava com medo de estar a fazendo falar muito sobre isso. Eu estava me concentrando em sua dor para esquecer a minha. Eu não era cuidadoso o suficiente. "Duas horas antes de minha mãe morrer, eu disse que ela estava arruinando minha vida", Maggie disse, então soltou um riso amargo. "Porque eu queria ir a uma festa que minha amiga estava dando na casa dela, e minha mãe não queria que eu fosse por não ter um adulto supervisionando. Eu queria tanto ir. Eu pensava que ela não me deixar ir era o fim do mundo. A pior coisa que poderia me acontecer. Se eu soubesse que duas horas mais tarde eu iria perdê-la... que eu iria descobrir qual era a pior coisa que poderia me acontecer. " Fechei os olhos e a senti se arrepender como se fosse eu mesmo. Ela era apenas uma garota de 15 anos que queria crescer. Ela estava agindo como todos os adolescentes faziam. Inferno, eu mesmo tive meus momentos. Era só o caralho de injusto


que ela tivesse perdido a mãe desse jeito antes que ela pudesse consertar isso. Antes que ela pudesse pedir desculpas e fazer isso direito. "Ela sabia que você não queria dizer isso," eu disse a ela, sentindo o quanto as palavras eram inadequadas. Mas eu não sabia mais o que dizer. "Espero que sim. Mas será sempre o meu maior arrependimento.", ela respondeu.


Eu era uma mentirosa. Fantástico.

Capítulo 15 MAGGIE Eu acordei com o telefone no meu travesseiro. Então eu fiquei lá apenas olhando para ele durante vários minutos. Eu conversei com West por mais de três horas na noite passada. Até que tinha adormecido. Ouvir minha

própria

voz

quando

eu

sabia

que

ele

precisava de mim para conversar não era tão difícil. No entanto, a ideia de falar para outra pessoa me aterrorizava. Por muito tempo eu pensei que ouvir minha voz de novo iria me mandar de volta para o canto, gritando

incontrolavelmente.

Mas

não

estava

fazendo isso. Eu estava conversando com West com facilidade. Ontem à noite eu realmente tinha falado sobre as coisas que eu pensei que nunca falaria novamente. E eu não tinha tido um ataque de


pânico

ou

me

enrolado

em

uma

bola,

choramingando. Mas eu estava pronta para conversar com outras pessoas? Não. Eu daria a eles as únicas palavras que eu pudesse. Eu não queria que eles me perguntassem coisas que West fazia. Eu não queria que eles me fizessem falar em uma sala de audiências onde eu teria que enfrentar meu pai. O homem que sempre torcia por mim. Que aplaudia o mais alto possível na minha peça da escola quando eu saí como um urso em vez de cachinhos dourados, que era o que eu realmente queria ser. Que havia cantado "Feliz Aniversário" para mim vestido em um traje de Super Homem com meu bolo da Marvel Comics em suas mãos no ano que eu estava obcecada por super-heróis. Esse homem agora estava morto para mim. Ele tinha feito de todas as boas memórias uma ruim. Ele tinha se tornado outro alguém. Alguém que eu não podia falar ou ver.


Se eu falasse, eles iriam querem que eu fale sobre ele. Sobre o que eu o vi fazer. Sobre como ele me implorou para perdoá-lo enquanto eu gritava para minha mãe acordar. E eu não podia fazer isso. Eu não estava pronta. Eu duvidava que nunca estivesse. Eu tinha visto ele verbalmente e às vezes fisicamente abusar da minha mãe muitas vezes na minha vida. Então ele comprava joias ou flores e dizia repetidamente o quanto ele nos adorava. Lembrar-se do jeito que ele se referiu a nós como

"minhas

meninas"

fazia

meu

estômago

revirar. Saindo da cama, comecei a me vestir e colocar essas memórias que me ameaçava quebrar de volta numa caixa bem fechada. Brady estacionou a caminhonete na frente da escola, mas em vez de começar a sair, ele olhou para

mim.

Eu

estava

perdida

em

meus

pensamentos durante toda a manhã. "West tem sido meu melhor amigo desde que éramos crianças. Eu o amo como um irmão. Eu odeio que ele esta passando por tudo isso com o pai


sozinho, mas soa como ele. Ele não deixa as pessoas ficarem muito perto. Ele nunca foi de confiar nas pessoas. Ele sempre confiou em mim, no entanto. Até isso acontecer. " Ele fez uma pausa e suspirou pesadamente. "Ele está decidido a confiar em você. Acho que ele está sendo honesto sobre querer ser apenas seu amigo. Mas também me preocupo com você ficar ligada a ele. Você passou por muita dor, Maggie. Eu não quero que ele te use. Não significa que ele vai, mas eu tenho medo que ele vá. Por favor, proteja-se. Entendo que ele precisa de você agora. Talvez ter alguém para conversar que não fala é o que ele precisa, e você se encaixa. Mas não deixe que ele te machuque. OK?" Pensei na minha atração por West. Não era difícil se sentir atraída por ele. Mas eu não ia levar a sua necessidade de ter alguém que entendia a dor de perder um pai como algo mais. Eu sabia que ele não olhava para mim desse jeito. Maldição, ele nem sequer agia como se tivéssemos nos beijado. Ele tinha sido grande coisa para ele, e eu o havia perdoado pela crueldade que eu tinha visto nele


antes. Eu entendia que ele estava agindo assim porque ele estava sofrendo. Ele empurrava todos para

longe.

Mas

ele

não

estava

mais

me

empurrando, e agora era difícil lembrar-me de mantê-lo longe. Eu apenas assenti. Gostei que Brady estivesse tentando me proteger. Ele

estendeu

a

mão

para

a

porta

da

caminhonete e a abriu. Esse era o fim da conversa. Peguei minha mochila e me dirigi para a escola. Eu estaria mentindo para mim se eu dissesse que meu estômago não ficava cheio de borboletas ao ver West. A última noite tinha sido tão especial como tinha sido difícil. Mesmo depois de Brady me dar um aviso que eu realmente precisava ouvir, eu não podia ajudar, mas me sentia muito tonta por estar perto de West. Tê-lo me olhando e falando comigo. Quando eu vi nossos armários, fiz uma pausa. A vertigem e sensação de borboletas no meu estômago

foi

instantaneamente

arrebatada

à

distância. West estava lá, mas com uma garota. Ela


era uma líder de torcida. Eu sabia por que a tinha visto na comemoração. Seus longos cabelos loiros estavam enrolados com perfeição enquanto ela mordia o lábio inferior e piscava os olhos para cima de West. Em seguida, havia a maneira que West estava olhando para ela. Do jeito que ele nunca olhou para mim. Como se quisesse comê-la. Meu estômago revirou, e minha garganta ficou apertada. A menina colocou a mão no peito dele e ele estendeu a mão e cobriu-a com a sua. Então ele piscou para ela. Isso era o suficiente para mim. Gostaria apenas de levar todos meus livros para o primeiro período, e com todos os meus outros cadernos. Corri para a aula, tentando não pensar sobre a minha reação ao ver West e outra garota. Claro, eu o tinha visto com Raleigh várias vezes. Mas dessa vez

doía

mais.

Eu

estava

sendo

injusta

e,

provavelmente ridícula, porque como amiga de West eu deveria estar feliz que ele estava sorrindo e piscando para uma menina em vez de estar triste. Mas quando a menina piscou para West, eu quebrei um pouco.


As palavras de Brady voltaram para mim quando me sentei em uma mesa vazia. Eu precisava ter cuidado. West apenas queria a minha amizade. Não pensaria mais nele dessa forma. Eu tinha que encontrar o interruptor para a vibração no meu estômago. Talvez a loira fosse apenas o que eu precisava para me manter ligada. Sr. Trout entrou na sala e todos que ainda estavam de pé do lado de fora do corredor começaram a entrar na sala de aula. Gunner Lawton, um dos amigos de Brady, chegou por último juntamente com Lee Ryker. Ryker olhou para mim e sorriu antes de ir para a parte de trás da classe para se sentar ao lado Gunner. Os jogadores de futebol sempre ficavam juntos. A próxima aula eu tinha que enfrentar Charlie. Após o fiasco do almoço de ontem, eu não tinha certeza se queria fazer isso. Mas eu não tinha escolha. Pelo menos nessa classe ninguém falava comigo ou me reconhecia. Sr. Trout era um dos professores que achava que precisava gritar para que eu pudesse ouvi-lo. Eu sempre fiz o meu


melhor para não chamar a atenção para que ele não tentasse me dizer alguma coisa. Meu celular vibrou no meu bolso. Eu continuei a pegar o meu caderno e livro para a aula quando ele vibrou de novo. Após eu verificar se o Sr. Trout ainda estava comendo seu café da manhã e lendo o jornal em sua mesa, eu puxei o meu telefone para ver

quem

era.

Eu

normalmente

não

recebia

mensagens na escola. A última vez tinha sido quando Nash estava tentando falar comigo. Eu não a vi em seu armário essa manhã. Brady disse que você estava aqui. Você está bem? Era West. Ele não teria me notado no armário, essa manhã. Ele estava muito envolvido com a líder de torcida. Merda, eu estava fazendo isso de novo. Eu não poderia ficar dessa forma, se nós estávamos sendo amigos. Ele precisava de um amigo. Mas isso era tão difícil. Eu não teria imaginado que ser amigo de West Ashby seria tão difícil. Por que eu não pensei nisso, eu não sei. Eu sabia como ele era. Eu sabia como ele agia para lidar com sua agitação interna. Mas ainda... não era fácil.


Estou aqui. Eu não precisei de nada no meu armário, então eu vim para a primeira aula para que eu tivesse a chance de terminar o meu dever de casa. Agora eu era uma mentirosa. Fantástico. Eu coloquei o telefone de volta no bolso antes que fosse pega e fiz uma lista mental de coisas que eu devia trabalhar. Coisas que não tinham nada a ver com West. Como eu deveria começar a praticar novamente piano. Minha mãe costumava adorar me ouvir

tocar.

Ela

gostaria

que

eu

continuasse

tocando. No momento em que o Sr. Trout tinha acabado com seu Egg McMuffin e bebido o café, eu estava melhor. Eu tinha metas, e eu não estaria me apegando a West Ashby.


Ela não me pertencia.

Capítulo 16 WEST Quando a primeira aula acabou, eu fui direto para o meu armário esperar Maggie. Não vê-la essa manhã me fez ficar nervoso. Eu provavelmente deveria ter um controle sobre a minha necessidade de tê-la por perto, mas agora eu tinha muito merda para lidar. Eu estava ligado a ela. Não era uma coisa ruim. Enquanto eu caminhava pelo corredor, um braço agarrou o meu, e eu senti peitos pressionar no meu braço. Eu sabia que era Serena antes de sequer olhar para ela. Ela estava determinada a dar em cima mim agora que realmente acabei com Raleigh. Serena e Raleigh competiam uma com a outra desde que eu me lembro.


Quando Serena foi me encontrar no meu armário, essa manhã eu tinha considerado deixá-la me distrair. Ela era sexy como o inferno, e todo o seu cabelo loiro era quente. Mas nos dez minutos que tinha flertado comigo em meu armário, ela já tinha começado a me dar nos nervos. Sua voz era muito

estridente,

e

ela

batia

seus

cílios

pra

caramba, eu estava com medo de que eles saíssem porque eram longos demais para ser reais. "Temos

a

próxima

aula

juntos.

Sente-se

comigo. Eu vou fazer a aula muito mais agradável", ela disse enquanto se inclinava para mim. Eu sabia os tipos de coisas que Serena fazia na classe para torná-la mais agradável. Eu já a tinha visto em ação mais do que uma vez. Mas eu não queria isso. Hoje não. Eu só precisava ver Maggie. "Eu

tenho

certeza

que

você

poderia",

eu

respondi. Eu não queria ser mau. Eu só precisava fazê-la recuar. Ela riu e segurou-me mais apertado. Ela estava me fazendo sentir claustrofóbico. Eu não gostava de


sentir como se não fosse capaz de tomar uma respiração. E onde estava Maggie? Eu fiz uma varredura na multidão enquanto caminhava para nossos armários. Serena estava falando, mas eu não estava escutando. Maggie não estava

novamente

em

seu

armário,

e

meu

nervosismo estava piorando. Eu parei e olhei para trás para ver se ela estava em qualquer lugar nesse corredor. Mas nenhum sinal

dela.

"Quem

você

está

procurando?",

perguntou Serena, ainda me bloqueando. Eu não diria a ela. Ela logo iria a Maggie. Eu sabia como garotas como Serena funcionava. Ela teria certeza de que Maggie entendesse que ela estava comigo, e a doce Maggie não conseguiria dizer uma palavra para ela. Serena não entendia amizades de uma cara e uma garota. Ela diria que eu estava dando em cima de Maggie. Não que a ideia de beijar Maggie novamente e segura-la não fosse bom para mim... Eu pensei sobre isso muitas vezes. Era só que eu não era bom o suficiente para o que Maggie


precisava. Eu não poderia ser aquele cara. Eu não fazia bons relacionamentos, e Maggie merecia o melhor. Mas eu poderia ser um inferno de um amigo. Olhando para trás no armário e vendo que Maggie ainda não estava, eu liberei Serena. "Eu tenho que ir. Eu preciso fazer algumas coisas. Eu não

vou

estar

na

próxima

aula."

Eu

disse

distraidamente enquanto eu continuava procurando nos corredores. Então fui para a próxima classe de Brady, porque ele saberia onde eu poderia encontrá-la. Não era como se Maggie não fosse ao seu armário. O que ela estava fazendo? Carregando todos seus livros? Assim que eu virei à esquina, meus olhos se fixaram no nela. Ela estava inclinada sobre a parede oposta, puxando livros para fora de sua mochila. Meu alívio ao vê-la deveria me preocupar. Eu tinha começado a necessitar muito dela. Pela primeira vez, durante todo o dia um sorriso puxou nos meus lábios.


Ela estava mordendo o lábio inferior, e uma carranca frustrada que estava fazendo-a franzir a testa. Ela soltou um huffe, levantou-se para colocar o cabelo que tinha caído em seu rosto atrás de sua orelha. Quando ela deslizou os fios para trás e suspirou, seus olhos encontraram os meus. Seus

olhos

brilharam

brevemente

com

felicidade o que só fez o meu sorriso ainda maior. Mas então ela o tirou rápido e me deu um sorriso tenso antes de colocar rapidamente de volta na sua mochila todos os livros que ela tinha acabado de tirar. O que essa menina estava fazendo? Eu caminhei até ela e fui me abaixando até que estávamos no nível dos olhos. Eu a vi estudar meus pés

por

um

momento

antes

dela

levantar

lentamente o olhar para encontrar o meu. Suas bochechas coraram. "Eles têm essas coisas chamadas de armários. Eles nos impedem de ter que carregar uma tonelada de livros o dia todo. Você deveria tentar." Eu provoquei, querendo que seu sorriso falso tornasse um real.


Ela estava se sentindo estranha sobre nós termos conversado até que ela tinha dormido na noite passada? Eu não conseguia descobrir como a garota que tinha ido dormir conversando comigo agora estava me evitando. Porque agora que eu a encontrei e vi o jeito que ela estava tentando não olhar para mim, eu sabia que ela não tinha ido a seu armário por minha causa. "Sério, Maggie deixe-me levar essa bolsa para seu armário e descarregar essas coisas. É muito pesado para você estar carregando. Eu vou ter que levá-la para o meu médico se você fizer isso o dia todo. " Ela fechou o zíper de sua bolsa e, em seguida, levantou-se. Eu fiz o mesmo. Mas antes que ela pudesse pegar a bolsa, eu agarrei. " Vamos lá," eu disse colocando a minha mão na parte inferior das suas costas e movendo-a através da multidão para nossos armários. Ela me deixou guiá-la, e eu gostei do jeito que a minha mão estava. Eu coloquei minha mão lá em outras garotas antes, mas nunca tinha me sentido assim. Era quase como se eu estivesse fazendo com


que todos vissem que Maggie era minha. O que era ridículo, porque ela não era minha; ela era minha amiga. Ela não me pertencia. Porém, a ideia dela ser minha aparentemente foi o suficiente para fazer meu coração acelerar. Mas não. Eu tinha que tirar isso da mente. Eu estava emocional e desarrumado. Maggie era a minha paz na tempestade. Eu não poderia confundir isso com outra coisa e estragar tudo. Eu tinha a sua combinação memorizada por ajudá-la na semana passada. Eu tinha gravado na memória sem nem mesmo perceber. Eu tenho seu armário aberto rapidamente, em seguida, começou a enchê-lo com os livros de sua bolsa. "Quais você vai precisar agora?" Eu perguntei, olhando para ela. Ela se aproximou de mim, e o aroma de baunilha veio com ela. Eu não me mexi. Fiquei lá cheirando. Não era cheiro de perfume. Somente ...Maggie. Maggie tomou um livro de seu armário e o enfiou na bolsa dos livros que eu estava segurando.


Tirou um caderno, em seguida, deu um passo atrás. Seu cheiro persistia, e eu terminei de colocar sua mochila para longe, enquanto dizia a mim mesmo que eu tinha que desenhar uma linha com ela. Querendo dar uma fungada cada vez que eu estava perto dela não ia ser legal. Uma vez que eu tinha seus livros lá, fechei seu armário e me voltei para ela. "Você vai me dizer por que você não veio para seu armário essa manhã?" Ainda não tenho certeza se ela falaria comigo aqui. Onde as pessoas poderiam ver. Ela abaixou a cabeça e pegou sua mochila. Quando

ela

finalmente

olhou

para

mim,

ela

encolheu os ombros. Ela não estava falando. Isso estava bem. Se ela só queria falar comigo quando estávamos sozinhos, eu poderia lidar com isso. Eu precisava ficar mais sozinho com ela. Tanto o quanto isso me atraia, podia revelar-se difícil. Saber como os lábios eram e tentar chegar perto o suficiente para inalar o cheiro dela era duas


razões que estar sozinho com Maggie não ia ser fácil. Merda. Eu tinha que começar a me controlar. Talvez Serena fosse uma coisa boa. Ela sabia o placar. Ela não estava lá para nada mais do que sexo ou se exibir. Estendi a mão e coloquei uma mecha de cabelo que tinha ficado solto para trás de sua orelha. Ele estava me provocando. Quando eu olhava para ela ou a tocava, era difícil querer outra pessoa. "Eu senti sua falta essa manhã. Estava ansioso para vê-la em seu armário. Quando você não veio, isso mexeu com minha cabeça ", eu expliquei. Uma

nova

suavidade

em

sua

expressão

transformou o rosto de volta para a Maggie de ontem à noite. A única que eu confiava. Eu gostava de olhar. Ela deu um passo em minha direção, e sua mão suavemente roçou na minha, não uma, mas duas vezes, antes dela sorrir para mim. Meu peito apertou. Então ela se virou e foi embora.


West me mostrou que eu não estava quebrada.

Capítulo 17 MAGGIE Eu estava afundando. Essa coisa que eu sentia por West tinha me esmagado e eu tinha medo de ser honesta e dizer a mim mesmo que estava cheia de sentimentos por ele. Ele era muito doce. Como eu poderia não ficar ligada a West Ashby quando ele era tão bom? Ele não tinha ido em nossos armários após o segundo período, mas ele raramente ia. Suas aulas eram do outro lado do prédio, e voltar o faria atrasado para a aula. Eu mesma não fui para meu armário entre terceiro e quarto períodos pela mesma razão. Então na hora do almoço eu o vi novamente. Caminhando para o refeitório, eu deixei o meu olhar ir diretamente para sua mesa. Eu tinha que me


lembrar de que ele era apenas meu amigo, quando eu vi a líder de torcida loira ao lado dele. Ele gostava dela. Era óbvio. Ele gostava dela do jeito que ele não gostava de mim. Mas agitação não estava lá agora; era mais como uma dor no peito. Talvez se West não tivesse me beijado, eu não teria que encarar o fato de que ele tinha me beijado e não gostava de mim dessa forma, seria mais fácil lidar com isso. Mas quando o ver com outra garota servia como um lembrete de que eu não era do seu agrado. Puro e simples, ele só me queria como uma amiga, porque eu compreendia o que era perder seus pais e ainda sobreviver. Seus olhos se afastaram da menina e prendeu nos meus. Em seguida, ele piscou. Deus, por que ele tem que piscar para mim? Forcei um sorriso, eu esperava que parecesse real e andei para entrar na fila de alimentos. Charlie não falou comigo no segundo ou no quarto período hoje. Ele sorriu para mim sem jeito, e foi isso. Então eu imaginei que ele não iria aparecer na fila e pedir-me para sentar com ele hoje.


Tudo o que eu podia fazer era ouvir as conversas em

torno

de

mim.

Eu escutei das

meninas na minha frente, que estavam olhando para a mesa de West, que a menina se chamava Serena. Todo mundo esperava que ela fosse à garota que ia ficar com West depois de Raleigh. Eu também ouvi que Raleigh tinha estado no banheiro chorando sobre Serena e West, essa manhã. Eu realmente me senti mal por ela. Tinha que ser duro perder West Ashby. Na hora que eu pego a minha bandeja, eu também soube que Serena e Raleigh eram inimigas. Portanto, isto provavelmente vai acabar com uma briga no corredor. . . Eu nem sequer olhei na mesa de West quando fui encontrar um lugar. Eu não seria patética, olhando como se eu estivesse esperando por ele para me convidar. A verdade era, que era a última coisa que eu queria. Ver West e Serena enquanto eu comia não parecia atraente. Então eu caminhei para as portas e fui sentar-me fora em uma das mesas de piquenique.


Esse não era um lugar popular para se comer. Ele era do lado de fora e quente. Alabama não ficaria frio até outubro. Todos pareciam querer ficar no refeitório climatizado. Só os solitários faziam o seu caminho aqui para fora. Eu era uma solitária, então me encaixava. Embora quando ficasse mais frio, eu não tinha certeza se seria capaz de ficar fora. Havia cinco mesas de piquenique, em quatro delas tinha uma pessoa sentada em cada uma. E na grama debaixo de cada um dos dois grandes carvalhos tinha um estudante com um sanduíche em uma mão e um livro na outra. Esse parecia ser o meu lugar. Eu fui para uma mesa vazia e coloquei a bandeja para baixo. Então eu retirei o livro da biblioteca que eu tinha na minha bolsa. Eu poderia ler enquanto comia. "O que você está fazendo aqui fora? Está uns trinta graus, Maggie." A voz de West me assustou, e tirei meu olhar de cima do livro para vê-lo de pé do outro lado da mesa. Ele era tão alto. Especialmente quando eu estava sentada. Ele tinha os braços cruzados sobre


o peito largo, e calça jeans baixa pendurada em seus quadris. A camiseta colada que ele estava usando pouco fazia para esconder toda a maravilha que era o corpo de West. Eu só olhei para ele. Eu não ia responder. Ele deve saber agora. "Entre. Temos espaço na nossa mesa ", disse ele, acenando com a cabeça para trás em direção à porta. Eu não ia lá comer com ele e Serena. De jeito nenhum. Pode ser infantil, mas eu não estava pronta para ver isso. Eu balancei minha cabeça. Ele franziu a testa, e um vinco formou entre as suas sobrancelhas. "Por que não?" Dei de ombros e deixei cair meu olhar de volta para baixo para minha bandeja de comida intocada. "Por favor? Se você não entrar lá, eu venho para cá, e eu realmente odeio comer no calor ". Ergui os olhos para encontrar os dele, e dessa vez eu fiz uma careta. Por que ele iria vir aqui? Eu estava bem.


Eu tinha um livro. Ninguém naquela mesa me queria lá. Especialmente Brady. Eu levantei o meu livro para mostrar a ele, e então eu coloquei-o de volta para baixo. Ele riu, e meu estômago vibrou. Merda. "Você quer ler no calor, em vez de estar lá dentro comigo?" Eu balancei a cabeça. "Isso é um golpe duro para o meu ego, baby." Baby. Ele acabou de me chamar baby. Claro que eu também o tinha ouvido chamar outras meninas de baby. Mas ele nunca me chamou disso. Eu não iria sorrir como uma idiota. Baby não era nem mesmo uma palavra bonita. Eu deveria estar insultada. Mas eu não estava insultada. Porcaria. "Você está preocupada com Brady? Porque ele está bem com a nossa amizade. Eu estou com a Serena ali. Ele vê isso. Ele sabe que eu não estou dando em cima de você ".


Isso me levou de volta para onde eu precisava estar. Obrigado, West Ashby, por me lembrar de onde eu estava. Eu realmente queria ler o meu livro. Segurei-o novamente e dei-lhe um sorriso tenso. Ele franziu a testa e soltou um suspiro de frustração. "Tudo bem, leia o seu livro." Eu balancei a cabeça em concordância. Isso era exatamente o que eu tinha planejado fazer. Ele balançou a cabeça e virou-se me deixando lá. Sozinha de novo. Assim como eu pedi. Bom. Bem, isso era para ser bom. Era o que eu queria. Então, por que eu me senti ainda mais sozinha agora que ele se foi? Se ele tivesse apenas ficado dentro

e

não

tivesse

saído,

eu

teria

estado

satisfeita. Agora eu ia ter dificuldade para me concentrar no meu livro. Eu vi West novamente no meu armário antes do último período. Ele disse que esperava que eu


tivesse aproveitado meu livro. Depois ele afastou o cabelo do meu ombro antes de ir embora. Tia Coralee me pegou na escola como ela costumava fazer, uma vez que Brady tinha treino de futebol por três horas todos os dias. Ela sempre tinha

um

lanche

esperando

por

mim

quando

chegava em casa, e ela conversava sobre seu dia. Eu ouvia enquanto comia, e quando ela me fazia perguntas, eu respondia com um aceno de cabeça. Ela não esperava mais e, ao contrário de Jorie, ela não parecia irritada quando eu não respondia. Minha madrinha ainda não tinha me mandado uma mensagem para ver como eu estava. Eu meio que esperava que ela mandasse. Não era que eu sentisse falta por estar longe dela era definitivamente um alívio, mas ela ainda tinha sido uma grande parte da minha vida. Ela era como uma tia. Sempre em eventos familiares e feriados. Uma vez que comi, eu abracei tia Coralee porque ela gostava quando eu fazia isso, e então eu subi as escadas para o meu quarto. Tio Boone não estaria em casa por mais algumas horas. Ele tinha ido trabalhar e em seguida, ia assistir o último


treino de Brady. Então eles iam falar sobre isso durante o jantar. Como fizeram todas as noites. Eu sabia a rotina daqui, e eu me sentia confortável com ele. Gostaria de saber se, eu tivesse vindo morar aqui logo após a morte da minha mãe, eu estaria melhor agora. E se confiaria mais nas pessoas. Talvez eu fosse diferente. Talvez eu não tivesse perdido tanto de mim mesma. Não teria perdido a garota que eu tinha sido uma vez. Eu não sabia nada mais sobre ela. Eu já não ouvia falar dos amigos que eu costumava mensagens

ter.

Eles

semanas

pararam

de

após

tudo

me

mandar

acontecer.

Principalmente porque eu nunca respondi. Minha melhor amiga e meu namorado tinha ido ao baile juntos naquele ano. Eu tinha visto suas fotos no Instagram. Eu nem sequer me importava. Nada disso importava mais. E

eu

pensava

que

nada

faria

diferença

novamente. Que eu tinha perdido todas aquelas


emoções e sentimentos. Mas West me mostrou que eu não estava quebrada. Que meu coração ainda funcionava e eu ainda poderia me importar. Eu apenas desejava que não fosse por ele. Eu caí para trás na minha cama e olhei para o teto. Eu precisava me equilibrar novamente. West iria ver seu pai morrer. Eu sabia o quão doloroso que era. Ele precisava de mim para ser sua amiga. Ele tinha o suficiente de meninas querendo algo mais. Ele não precisava isso de mim, também. Então, fazer beicinho e ficar chateada sobre ele e uma garota era errado. Se uma menina o fazia sorrir, eu deveria ser grata por isso. Eu seria uma amiga para West. Eu não deixaria meu coração me impedir de ser o que ele precisava.


Nós não éramos tão engraçados.

Capítulo 18 WEST Era o dia do jogo. Eu costumava adorar as sextas-feiras durante a temporada de futebol. Papai sempre me acordava, e tomávamos café da manhã juntos enquanto conversávamos sobre as execuções e o que eu precisava fazer para ganhar. Essa manhã eu acordei com um barulho de pratos na cozinha. Eu caminhei pelo corredor para encontrar mamãe de pé no meio de uma pilha de pratos quebrados. Lágrimas estavam escorrendo por seu rosto quando ela olhou para mim. "Eu estava tentando" – ela fungou- " fazer o seu café da manhã. Eu não pude alcançar o topo da prateleira. Seu pai sempre pegava a máquina de waffles para mim. Eu escorreguei e puxei a prateleira comigo." Outro soluço abalara seu peito. Eu fui até ela e puxei-a para um abraço. "Mamãe, volte para lá e fique com o papai. Eu posso fazer o meu próprio


café da manhã. Eu vou limpar tudo isso. Ele precisa de você com ele. " Ela assentiu com a cabeça contra o meu peito e chorou novamente. Foi assim que eu comecei o meu dia. Chegar à escola e ver Maggie era tudo o que eu pensava enquanto eu beijava o rosto da minha mãe e me despedia em seguida, beijei a testa do meu pai e prometi-lhe que iria ganhar essa noite. Eu falaria tudo para ele quando eu chegasse em casa. Meu

peito

doía,

e

senti

minha

garganta

apertada, mas eu sabia que se eu pudesse ver Maggie, se eu pudesse ouvir sua voz, eu ficaria bem. Chamá-la não era uma opção, porque ela estaria na caminhonete de Brady e ela não queria falar na frente dele. Então eu tinha que chegar a ela hoje

de

manhã

sozinho.

Antes

que

eu

completamente quebrasse. A caminhonete de Brady estava estacionada fora da escola quando eu cheguei. Eu nunca tinha ficado mais grato por vê-lo na minha vida. Eu não perderia tempo conversando com as pessoas que


chamavam meu nome. Eu tinha que chegar ao meu armário. Para Maggie. Quando eu vi a parte de trás de seu cabelo, meu peito diminuiu um pouco. Ela estava aqui. Eu me concentrei nela enquanto eu caminhava através da multidão, precisando me lembrar que eu poderia fazer isso. Eu poderia fazer. Maggie estava comigo. "Hey," eu disse quase sem fôlego, enquanto eu cheguei a nossos armários. Esperei que ela se virasse e olhasse para mim. Isso era estranho como apenas a promessa de ver essas coisas parecia melhor. Ela fechou seu armário e depois se virou para mim. O sorriso em seus lábios lentamente caiu enquanto ela estudava meu rosto. Ela sabia. Sem me dizer uma palavra, ela sabia que eu estava lidando com alguma merda. Aquilo era algo que eu precisava dela. Sua compreensão, sem ter que me explicar.


Sua mão deslizou sobre a minha enquanto ela olhava para mim com uma força suave que era apenas de Maggie. Eu virei minha mão para roçar os meus dedos com os dela. Então ela apertou minha mão com força embora ofuscado. "Eu estou aqui", ela sussurrou, mal movendo os lábios. Isso era o que eu precisava. O aperto em meu peito se afastou, e eu podia respirar profundamente novamente. "Manhã ruim", eu expliquei, embora ela já tivesse percebido isso. Ela assentiu com a cabeça e seu polegar roçou a minha mão. Gostei da maneira como era sentir sua mão pressionada contra a minha. Tudo o que eu duvidava de mim mesmo, a minha capacidade de lidar com isso, sobre a vida – ela tirava tudo fora com apenas um toque. "Bom dia, gato." A voz de Serena quebrou o feitiço que estava envolvido em torno de nós, e a mão de Maggie instantaneamente desapareceu. Ela se afastou de mim antes que eu pudesse dizer


alguma coisa, e então ela passou por mim no meio da multidão. Eu afastei a mão de Serena no meu ombro, ela tinha nos interrompido. Eu não teria muito tempo com Maggie durante o dia. Se eu iria jogar hoje à noite, eu precisava dela para ajudar a tirar as merdas que eu tinha na cabeça. "O que está errado? Você está tenso sobre essa noite? Você sabe que vai ser incrível. Você sempre é." Mudei-me para o meu armário sem responderla. O último par de dias ela tinha sido boa para mim. Com suas mãos em mim e sua boca fazendo coisas para mim que me sentia mais do que bem, eu não estava pensando em mais nada. Mas hoje Serena teria que recuar. Sexo não era o que eu precisava. Esquecer tudo por descer entre suas pernas ou em sua boca não iria funcionar hoje. Duravam apenas alguns minutos. Em seguida, a merda estava tudo de volta. Só a presença de Maggie me ajudava.


"Qual o problema? Você está mal-humorado. Venha para o banheiro que eu vou aliviar alguma tensão de você. Como ontem. Você gostou disso, não é? " Eu não queria ser lembrado quão baixo eu tinha ido. Se Maggie soubesse que eu usava meninas como ela, ela ficaria decepcionada comigo. Ela não tinha usado qualquer um para aliviar sua dor. Ela tinha lidado sozinha com ele. Ninguém se machucou apenas para que ela pudesse se sentir melhor. "Não estou interessado hoje. Eu tenho um jogo para me concentrar," eu finalmente disse a Serena, passando por ela em direção a minha primeira aula antes que ela pudesse vir até mim. Na hora do almoço eu tinha perdido Maggie em seu armário mais duas vezes, graças a Serena me segurando no corredor. Meu olhar estava trancado na

porta

do

refeitório,

à

espera

que

Maggie

entrasse. Eu sabia que ela estava nas mesas de piquenique novamente. Ela estava fazendo a maior


parte da semana. Eu tentei fazer-la entrar, mas ela não quis. Ela queria sentar-se no calor e ler. Serena veio primeiro e fez seu caminho em minha direção. Eu sabia que merecia por estar com ela, mas hoje eu queria que ela apenas desse um passo

para

trás.

Estávamos

brincando;

não

estávamos em um relacionamento. Ela parecia estar esquecendo-se disso, mesmo que eu tivesse feito isso muito claro antes que nós tivéssemos sexo pela primeira vez na quarta-feira. Dois dias depois, não nos tornaríamos exclusivos. Mas com certeza ela estava tentando ter suas garras em mim. Eu mudei meu olhar de volta para a porta, à espera de Maggie. Vê-la ajudaria bastante. "Então, você e Serena, hein?" Brady perguntou enquanto ele se sentava à minha frente. Eu dei de ombros. "Nada sério." Ele riu ao abrir sua bebida. "Eu não acho que ela saiba disso." "Deixei claro quarta-feira quando ela começou com essa coisa."


Brady assentiu. "Você transou com ela?" Isto não era da sua conta, mas eu assenti. Ele sorriu. "As ações falam mais alto que palavras." Eu estava ficando chateado. Qual era o seu problema? Não era como se ele não estivesse transando com Ivy, e todos nós sabíamos que ele não estava sério com ela. Ela era um rebote dessa garota misteriosa que ele tinha ficado nesse verão. A única que ele estava sempre ocupado demais para fazer qualquer coisa. A única que nenhum de nós jamais havia conhecido. "Qual é o seu problema?", Perguntei irritado, e ainda mantendo um olho na porta para Maggie. Ele se inclinou para frente. "Meu problema é, você está atravessando um inferno agora. Eu quero ajudá-lo, mas eu não sei como. A pessoa que você quer que o ajude tem estado através de seu próprio inferno, e ela não precisa de você segurando a mão dela secretamente nos corredores e fodendo com a Serena mais tarde no maldito banheiro ".


Uau. Ok, então ele nos viu de mãos dadas essa manhã. Isso era do que se tratava. Eu entendi. "Você é meu melhor amigo, West. Eu não posso imaginar com o que você está lidando. Mas eu sei que Maggie não precisa de você brincando com sua cabeça. Não é justo usá-la. Ela perdeu ambos os pais de uma só vez. De uma fodida, louca e horrível maneira. Não faça isso com ela. Por favor, não a machuque. " Serena se sentou ao meu lado antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa. "Estão prontos para

o

jogo

dessa

noite?"

Ela

perguntou

ao

verdadeiro estilo de líder de torcida. Brady olhou para ela e lhe deu um sorriso que não chegava aos olhos e acenou com a cabeça antes de deixar cair seu olhar para sua comida. Eu não estava machucando Maggie. Não era como se ela tivesse sentimentos por mim dessa forma. Eu tinha tido o cuidado de manter isso em um nível de amigos. Quero dizer, ela não tinha gostado de mim no começo. Ela me entendia agora, mas ela não estava ligada a mim. Ela estava? Não,


ela não estava. Ela era muito boa para mim, e ela sabia disso. Eu tinha explicado a Brady que éramos apenas

amigos.

Então,

obviamente,

eu

estava

autorizado a foder as outras meninas. E eu não faria mal a Maggie. Inferno, eu mataria qualquer um que o fizesse. Serena estava dizendo alguma coisa, mas eu não a ouvi, porque Maggie tinha entrado na cafeteria. Seu olhar imediatamente prendeu nos meus. Ela

sorriu

para

mim,

em

seguida,

virou-se

rapidamente. Como fazia todas os dias. Ela não olhava para mim por muito tempo, e esse sorriso não era um real. Por que ela não iria olhar para mim? Se eu tivesse feito algo errado? Asa sentou-se à minha esquerda, e Gunner sentou ao lado de Brady. Falar sobre o jogo dessa noite logo tomou conta, e eu não me preocupava sobre Maggie sentada lá fora sozinha, lendo na porra do sol. Eu também consegui ignorar o riso irritante

de

Serena.

Nós

não

engraçados. Por que ela ria tanto?

éramos

muito


Você é muito mais forte do que pensa.

Capítulo 19 MAGGIE Eu preciso falar com você. Olhei para o meu telefone. Era uma mensagem de West. Ele tinha ficado chateado essa manhã, quando eu o deixei na hora que Serena apareceu. Eu não iria observá-los ficar uns sobre os outros. Eu estava fazendo o que eu prometi a mim mesma, ser sua amiga. Isso não significava que eu tinha que gostar de Serena. Quinta-feira eu tinha ido ao banheiro, ao mesmo tempo em que ela e algumas outras líderes de torcida. Ela estava dizendo a elas como ela tinha dado um boquete a West no banheiro dos caras naquela manhã. Essa imagem em particular era uma que eu queria tirar fora do meu cérebro. Apesar de ser amigo de West não significava que eu tinha que ficar em volta dele e de sua seja lá o que ela fosse, ele estava claramente machucado


mais cedo. Sua manhã com o pai tinha que ter sido ruim. Agora era hora para comemoração do time, embora, eu gostaria de não ter a chance de falar com ele sobre isso. Mudei-me para fora do caminho no corredor quando todo mundo correu para o ginásio para a comemoração do time, então eu não teria a chance de falar com ele. OK.

Você

quer

conversar

após

a

comemoração do time? Enviei a mensagem e esperei um minuto para ver se ele respondia. "Não, eu quero falar agora." Sua voz estava no meu ouvido quando sua mão enrolou no meu braço. Depois ele estava me afastando da multidão e indo pelo corredor vazio. Eu não vi para onde estávamos indo. Eu só fui. Ele abriu a porta de uma sala de aula que não era usada mais e me guiou para dentro.


Não havia mesas aqui. Era uma pequena sala vazia, com apenas uma janela. Virei-me para enfrentá-lo enquanto a porta clicou fechada. West fechou a distância entre nós, mas ele não me tocou. Ele só olhou para mim como se estivesse procurando alguma resposta. "Eu não posso fazer isso essa noite. Eu preciso estar em casa com meu pai. Ele só está piorando. E se eu estou fora jogando um jogo e ele...vai? O que, então, Maggie? Como é que eu vou me perdoar por não estar lá com ele? Por não estar lá para segurar a minha mãe? Ela vai precisar de mim." Seus olhos ficaram molhados mesmo sabendo que ele não ia chorar, e ele esfregou a mão sobre sua boca e nariz. "Deus, eu não posso fazer isso. Eu não posso. Ele amava futebol. Nós amamos isso. Mas eu o amo mais." Ele falou cada palavra como se estivesse rasgando-o. Estendi a mão e peguei as duas mãos nas minhas. Isso sempre parecia acalmá-lo. "O que ele queria que você fizesse? Se fosse sua escolha, o que seu pai queria?" Perguntei, já sabendo a responda.


West suspirou e baixou a cabeça. "Ele queria que eu jogasse. Ele sempre quis que eu jogasse. " Eu não disse nada mais. Eu o deixei pensar sobre isso enquanto estávamos lá. Ele entrelaçou os dedos nos meus e se agarrou a mim como se ele precisasse de mim para sobreviver. "E a minha mãe? Ela vai ficar sozinha se eu jogar. " "Existe alguém que você possa pedir para ficar com ela durante o jogo? Alguém que ela confia? ", Perguntei. Ele levantou a cabeça. "Sua tia." Tia Coralee estaria lá em um segundo se ele pedisse. Brady gostaria que ela estivesse. Ele queria fazer algo para ajudar. Se ele pensasse que sua mãe faltando no seu jogo para ir sentar-se com a mãe de West fosse ajudar, ele iria querer isso. "Pergunte a ela. Ela quer ajudar. Brady quer ajudar. Deixe-os. Se alguma coisa acontecesse, eu teria uma mensagem imediatamente, e eu estaria naquele campo para te avisar. "


Os olhos de West tinham secado e ele acenou com a cabeça, sua mandíbula apertada, como se estivesse lutando contra o desejo de gritar. Eu sabia como ele se sentia. Eu geralmente gritava, apesar de tudo. Eu não tinha sido capaz de me controlar quando fui confrontada com a morte de minha mãe. "Você é muito mais forte do que você pensa," eu disse a ele. Ele me puxou para mais perto dele, em seguida, abaixou a cabeça e beijou o topo da minha. Não era o que eu sonhava, mas era o que eu tinha. Eu gostei. "Obrigado", disse ele enquanto seus braços estavam em volta de mim e me segurando contra ele. Eu queria suspirar e afundar-me nele, mas não era isso que significava. Ele estava simplesmente procurando conforto. E eu daria isso a ele. "Você é bem-vindo", eu respondi contra seu peito. Ficamos ali por mais alguns instantes antes dele se afastar e deixar as mãos cair longe de mim. Senti frio sem elas. Gostaria de saber se ele sentia


o mesmo. Eu dava-lhe calor do jeito que ele fazia comigo? "Eu quero que você conheça minha mãe. Ela gostará de você ", disse ele quando um pequeno sorriso

cansado

tocou

seus lábios. Ele

estava

emocionalmente esgotado. Isso o tinha esgotado. Gostaria de saber se ele dormiu à noite. "Gostaria disso. Ela soa como uma mulher incrível. " Ele assentiu. "Ela é." O

barulho

da

comemoração

começou

a

aumentar, e ouvimos os sons suaves dos aplausos da escola. "É melhor você ir", eu disse, esperando que ele não estivesse em apuros por se atrasar. "Eu não vou. Eu disse ao treinador que eu tinha que ir para casa e ver como estava meu pai. Boone disse ao treinador sobre o meu pai essa semana. Eu não queria que ele soubesse, mas Boone estava certo de que ele precisava saber. Agora eu posso sair sem ter que me explicar e perder coisas como as comemorações do time, sem ficar em apuros ".


Meu tio estaria lá quando chegasse a hora, quando West precisasse de uma figura paterna. Eu era grata que ele tivesse isso. Tio Boone era um bom homem. Minha mãe o tinha adorado. Ela falou sobre seu grande irmão muitas vezes. E eles tinham os mesmos olhos e o mesmo sorriso. Quando Jorie havia dito que eu iria viver com ele, eu esperava que me sentisse mais perto de minha mãe só por estar perto dele. E eu fazia. "Você quer ir comigo? Você pode sair? ", Ele me perguntou. "Sair?" Eu não tinha certeza de que eu o ouvi direito. Ele assentiu. "Sim. Venha para casa conhecer a minha mãe. Talvez se meu pai estiver acordado, você possa conhecê-lo também. Eu quero dizer, se você quiser. Ele está... mau." Eu iria ver qualquer coisa que esse menino me pedisse. "Gostaria disso." Seu sorriso era o tipo de sorriso que era tão raro, que você queria mantê-lo. Ele fazia você se


sentar e pensar em coisas para apenas ter esse sorriso brilhando nele. Quando seus olhos estavam genuinamente querendo dizer isso, não havia nada em comparação com o sorriso de West Ashby.


Esse é meu garoto.

Capítulo 20 WEST Eu estacionei em minha calçada e olhei para Maggie. Ela havia concordado em vir tão facilmente. Eu não tinha certeza que eu seria corajoso o suficiente para fazer isso. Nós saímos da minha caminhonete, e ela mandou uma mensagem para a tia dela saber que ela estava saindo da escola comigo e indo se encontrar com meus pais. Eu ninguém

não

poderia

aqui

imaginar

agora.

Nem

trazendo mesmo

mais Brady.

Especialmente não Raleigh. Isso não era fácil de ver. Mas Maggie estava sentada ali olhando calma e forte. Sempre tão forte. "Quando eu digo que meu pai parece ruim. . . ele realmente o faz. Ele está muito magro, seus ossos se quebram facilmente agora. E ele está


branco e pálido. Sua pele parece quase translúcida. É difícil de ver. Se você não acha que pode lidar com isso, eu vou entender. " Maggie se virou para olhar para mim, e seus grandes olhos verdes estavam cheios de compreensão. "Eu quero conhecer o homem que você adora. Ele tem que ser especial. " Um choque percorreu meu peito enquanto eu me sentei lá e olhei para ela. Ela era mesmo real? Como era que ela sempre dizia exatamente o que eu precisava ouvir? Eu estava começando a pensar que ela era meu anjo da guarda. Se isso existia. Deus tinha certeza de não nos decepcionar, mas talvez ele tivesse enviado Maggie para me dar força e conforto que estava faltando. "Vamos mensagem

entrar, para

então.

minha

mãe

Eu e

mandei

uma

disse-lhe

que

estávamos chegando. " Eu não tinha contado a minha mãe sobre Maggie. Nós não falamos muito sobre qualquer coisa, exceto

meu pai. Então,

quando eu mandei uma mensagem para ela, eu disse que Maggie era prima de Brady e nós nos tornamos bons amigos.


Mamãe disse para trazê-la, que eles gostariam de conhecê-la. Papai estava acordado e falando um pouco hoje. Eu esperava que ele estivesse acordado para ver Maggie. Quando chegamos à porta da frente, os dedos de Maggie passaram na minha mão dessa maneira silenciosa dela, me tranqüilizando que ela estava lá e não estava me deixando. Eu adorava quando ela fazia isso. Ela sempre parecia saber quando eu mais precisava. Abri a porta, dei um passo para trás e fiz sinal para que Maggie entrasse. A entrada estava vazia, mas eu podia sentir o cheiro de biscoitos no forno. Mamãe tinha feito lanche. "Cheira como minha mãe na cozinha ", disse Maggie, então coloquei minha mão em suas costas para conduzi-la para conhecer a minha mãe. Quando

entramos

na

cozinha,

minha

mãe

estava de costas, e ela estava colocando copos para nós. Seu cabelo estava escovado e puxado em um rabo de cavalo, e ela estava vestindo uma camisa agradável e calças de brim. Ela não gastava muito


tempo se arrumando mais porque ela tinha medo de deixar o pai por muito tempo. Isso era o máximo que eu tinha visto ela fazer para si mesma em algumas semanas. "Ei, mamãe," eu disse baixinho, não querendo assustá-la. Ela se virou, e seu olhar foi direto para Maggie. Ela estava curiosa. Eu nunca trouxe meninas aqui. Mamãe só tinha visto Raleigh algumas vezes em meus jogos de futebol, e estávamos juntos o ano todo. "Olá, você deve ser Maggie," Mamãe disse, caminhando para nos cumprimentar. Maggie assentiu. Eu tinha esquecido de dizer a minha mãe que ela não falava. Minha mãe não sabia as fofocas da cidade, de modo que ela não conhecia nada sobre o passado de Maggie. Eu abri minha boca para explicar, quando Maggie deu um passo na direção dela e estendeu a mão. "Sim, senhora. Prazer em conhecê-la." Fechei minha boca e olhei para Maggie. Eu nunca a tinha ouvido conversar com mais ninguém.


Nem mesmo a família dela. No entanto, ela não tinha hesitado em falar com a minha mãe. Só mais uma coisa sobre ela que a fazia tão incrivelmente especial. Depois de tudo que ela enfrentou e tudo o que ela passou, ela ainda tinha compaixão. Ela ainda se sacrificava para os outros. Eu não tinha certeza se eu poderia ter feito o mesmo em sua situação. "É um prazer conhecê-la, também. Por favor, me chame de Olivia. O West não traz mais os amigos para casa. Fico feliz que ele sentiu que poderia trazer-lhe." Mamãe disse com um brilho nos olhos que eu não tinha visto há algum tempo. Maggie corou e olhou para mim. "Maggie é especial", eu disse a ela enquanto passava os meus dedos sobre a mão de Maggie de maneira como ela fazia muitas vezes. "Eu vejo." Mamãe disse, sorrindo. Seu rosto estava cansado, mas trazer Maggie aqui estava fazendo-a feliz. Percebi que minha mãe devia se sentir tão isolada com apenas nós e nenhuma outra


pessoa na casa. Sem distrações para ajudá-la a lidar com o que estávamos enfrentando. "Eu acho que nós dois precisávamos de um amigo que poderia nos entender", disse Maggie, me surpreendendo mais uma vez por falar. Mamãe voltou a sorrir para mim. Ela gostava de Maggie. Mas quem não gostaria? "Seu pai está acordado. Ele precisa tomar o seu medicamento em breve. Assim, você pode trazê-la para encontrá-lo enquanto ele não está dormindo." Mamãe acenou com a cabeça em direção ao corredor. Ele estava com dor, isso era o que significava. "Se ele precisa tomar seu remédio agora, eu posso apresentá-la outra hora. " Ela começou a sacudir a cabeça. "Ah, não, ele sabe que você está vindo e trazendo um amigo já. Eu o disse. Ele quer conhecê-la. " Olhei

para

Maggie.

"Você

está

pronta?",

Perguntei, querendo dar-lhe uma última chance de mudar sua mente. Ela assentiu com a cabeça, e todo o incentivo que eu precisava estava em seus olhos. Eu não me


importava que minha mãe visse; Eu precisava segurar a mão de Maggie agora. Deslizando minha mão sobre a dela, segurei-a com força. Em seguida, acompanhando-a pelo corredor até o quarto dos meus pais. Eu abri a porta devagar e espiei. "Não

seja

cauteloso,

rapaz.

Eu

estou

te

escutando. Vamos entre." Ele chiou então tossiu. Era uma versão muito mais fraca do vozeirão que eu sempre conheci. Maggie não parou, mas andamos à direita para dentro com a mão ainda firmemente na minha. "Esse é o amigo mais bonito que você já trouxe para casa", disse ele, sorrindo como se não o estivesse machucando. "Obrigada", disse Maggie. "Eu pensei que tivesse o ensinado melhor," meu pai disse, ainda ofegante através com suas palavras. "Uma menina que se parece como ela não é para amizade. Você deveria tê-la."


Maggie riu ao meu lado, e o sorriso do meu pai cresceu. "Ele tem um monte de meninas esperando. Ele não precisa adicionar outra à longa fila", ela respondeu, e meu pai riu. Não era a gargalhada profunda que ele costumava dar, mas foi à primeira risada que eu tinha escutado dele há algum tempo. Depois que ele tossiu e recuperou o fôlego, ele olhou para mim. "Você tem uma fila agora?" Eu dei de ombros. Eu não falava muito sobre as meninas com o meu pai. Não depois do que ele me pegou olhando pornografia no computador quando eu tinha treze anos e me deu uma conversa sobre sexo. Nós falávamos de futebol, escola, vida. Mas não meninas. "Sim.

Você

deve

ouvir

as

meninas

nas

arquibancadas nas comemorações do time. Ele é muito popular com elas. " Maggie informou meu pai. Ele riu novamente. "Tenho certeza que você tem meninos na fila para você, também. Se esse é


cego demais para tê-la, eu não duvido que um deles vá ". Meu sorriso foi embora. Eu não queria pensar sobre isso. Maggie estava conhecendo minha mãe e meu pai. O que havia se ela começasse a conversar com outro cara? E se ela não era só minha mais? Papai soltou outra risada, eu levantei meu olhar para vê-lo olhando diretamente para mim. "Não é divertido pensar sobre isso, não é?”- disse. Meu intestino torceu e embrulhou. Eu não gosto de pensar sobre isso e meu pai sabia claramente. "Isso são risos. O que eu não estou sabendo?" Mamãe perguntou quando ela entrou, olhando mais feliz do que eu tinha visto em muito tempo. Ouvindo papai rir era bom para nós dois. "Não é a minha garota favorita," meu pai disse quando mamãe caminhou até ele. Ele ainda olhou para ela como se ela fosse fazer cada desejo se tornar realidade. Mamãe abaixou-se e beijou-lhe os lábios. "Eu estava fazendo o lanche. Essa noite é a noite

do

jogo,

carboidratos. "

e

West

precisa

de

alguns


Papai olhou da minha mãe para mim. "Você vai ganhar hoje à noite?", Perguntou. Isso era sempre coisa nossa. "Você sabe que sim," eu respondi como eu sempre fazia. "Esse é o meu garoto."


Levaria anos para eles ficarem ligados.

Capítulo 21 MAGGIE Eu tinha mandado uma mensagem para tia Coralee várias vezes durante o jogo para ver como Mr. Ashby, ou Jude, como ele me disse para chamalo estava. Ela me garantiu que ele estava dormindo e estava tudo bem. Eu queria ser capaz para tranquilizar West de que tudo estava bem toda vez que ele olhava para cima nas arquibancadas para mim. Ele fez isso várias vezes, e cada vez eu assentia. Através de tudo isso, ele conseguiu correr em um touchdown e fazer várias coisas que eu não entendia, mas que, de acordo com o que tio Boone, explicou foi muito impressionante. West estava sempre lá para Brady para fazer as melhores jogadas.


Eu sabia que essa noite ele não estaria indo para a festa no campo. Ele estava preocupado sobre ficar longe de seu pai. Eu tinha pedido a tia Coralee se eu poderia ir para casa depois do jogo em vez de ir para a festa do campo com Brady. Mesmo que eu estivesse

feliz

por

conhecer

seus

pais,

emocionalmente, eu estava gasta. Embora Jude tivesse falado comigo, tinha sido difícil para ele, e ele estava usando toda a energia que tinha para falar conosco. Ele ofegava e tossia. Em seguida, observando a maneira como ele olhava para sua esposa e o quanto ele a adorava tinha quebrado meu coração. Eu não conseguia me lembrar de um tempo de minha vida quando meus pais haviam se olhado dessa forma. Eu poderia recordá-los lutando e gritando, o que eles sempre faziam. No entanto, nenhuma vez eles olhavam para si como os pais de West faziam. E pensar no que eles perderiam era tão incrivelmente triste.


Enquanto a multidão caminhava para fora de seus carros, eu segui o tio Boone quando ele foi esperar Brady sair do vestiário. Eu queria ver West antes de eu sair. Deixar seu pai hoje tinha sido difícil para ele. Ele segurou a minha mão durante toda a viagem de volta para minha casa. Se eu pudesse segurar sua mão no campo de futebol, eu faria. "Lá está West." Tio Boone disse, apontando para a casa de campo. "Eu acho que você vai querer ir vê-lo. Eu acho que ele provavelmente está procurando por você. " Olhei para o tio Boone, e ele me deu um sorriso compreensivo. Eu esperava que ele não achasse que o que West e eu estávamos fazendo era algo mais do que amizade. Eu tinha explicado a tia Coralee

porque

ela

me

perguntou.

Mas

eu

realmente não tinha explicado isso a Tio Boone. Eu concordei e fomos para West. Mas Serena chegou a ele antes que eu pudesse. Ela gritou e colocou os braços ao redor dele. Eu parei e esperei. Eu tinha percebido que, às vezes, West precisava de mim, mas outras vezes ele precisava dela. Ou


alguém como ela. Eu não tinha certeza se isso era uma daquelas vezes. West a ouvia falar, e ele deu-lhe um aceno de cabeça. Eu decidi que era o tempo de Serena não o tempo Maggie, e eu me virei e voltei para o tio Boone. Ele estava de pé onde eu o tinha deixado, me observando. Ele não parecia feliz, mas ele não parecia com raiva também. Somente preocupado. Eu parei quando

cheguei

ao

seu lado, e

esperamos Brady. Depois

de

alguns

momentos

tio

Boone

pigarreou. "Os meninos não fazem sempre as decisões certas. Leva anos antes que se tornem homens sábios. " Ele

não

tem

que

explicar.

Eu

estava

começando a entender. "Você merece mais, Maggie. Ele está sofrendo, mas você já teve a sua quota de dor também, querida. " Eu sabia que tio Boone tinha boas intenções. E eu também sabia que ele estava certo. Eu merecia mais, e eu sabia que não seria de West. Ele nunca


me prometeu mais do que amizade e amizade era o que ele precisava de mim. E até que ele não precisasse mais de mim, eu estaria lá para ele. Mesmo que fosse difícil, e mesmo que eu ficasse agitada por muito tempo. Eu deveria lembrar que ele não tinha outros sentimentos mais profundos por mim. Eu iria guardar para mim mesmo. Eu tinha atravessado o inferno e sobrevivi. Eu poderia fazer isso. "Nós acabamos com eles!’’ Brady gritou, e eu olhei para fora para vê-lo andando em nossa direção, sorrindo para o pai dele. Tio Boone ficou lá com orgulho em seu rosto. Eu imaginei que isso era por que era tão difícil para West. Essa era uma das coisas que ele já tinha perdido. "Bom jogo, filho." Tio Boone deu um tapinha nas costas Brady. "Você vai para o campo?" "Sim,

você

vai

Maggie?",

Ele

perguntou,

olhando para mim. Eu balancei minha cabeça. Ele parecia aliviado e preocupado ao mesmo tempo.


"Ela vai para casa comigo essa noite," Tio Boone disse a ele, sem mencionar a minha visita essa tarde a West. "Tudo bem, eu não estarei em casa até muito tarde", assegurou seu pai, em seguida, virou-se e dirigiu-se para Ivy, que estava esperando por ele. Olhei para trás na direção de West, e os nossos olhos colidiram. Ele já estava vindo à minha direção. Serena estava seguindo atrás dele. Isso não era algo que eu queria fazer na frente de Tio Boone. "Você quer esperar por ele aqui, ou você quer ir?", Perguntou o tio Boone. Olhei para o tio Boone e dei-lhe um sorriso de desculpas. Eu sabia que ele não estava de acordo com essa situação, e eu adorava que ele se importava

o

suficiente

comigo

para

estar

preocupado. Mas eu não estava correndo de West. Não depois de ver Brady com seu pai e sabendo que West jamais teria isso de novo. "Hey", disse West, trazendo a minha atenção de volta para ele.


Serena parou atrás dele. O olhar em seu rosto era de puro aborrecimento. Eu tirei meu olhar para longe dela e de volta a West. Eu sorri para ele. Eu queria que ele soubesse que estava tudo bem. Eu mandaria uma mensagem mais tarde e dizendo-lhe "bom jogo". "Você vai para o campo?" Eu balancei minha cabeça. "Ela não vai. Então, podemos ir agora?"perguntou Serena, estendendo a mão e pegando o braço de West. Ele não se afastou dela e eu me recusei a deixar que isso me machucasse. "Você vai para casa?", Ele me perguntou. Eu balancei a cabeça. "Você teve um bom jogo", disse o tio Boone, colocando a mão no meu ombro. "Aquela aterragem foi impressionante. Seu pai vai ficar feliz em ouvir sobre isso. " Então ele começou me guiando em direção ao estacionamento. "Vocês tenham uma boa noite agora. Maggie e eu estamos indo para casa. "


Ele não havia deixado qualquer espaço para discussão. West parecia rasgado. Como se ele quisesse me parar, mas ele não soube o que fazer. Eu não poderia deixar que ele decidisse. Eu levantei minha mão e dei-lhe um pequeno aceno antes de me virar e ir embora com Tio Boone.


Ela sempre será apenas minha amiga.

Capitulo 22 WEST

Eu saí de casa todo final de semana, exceto para ir à loja comprar leite e ovos. Uma vez que Maggie tinha ido com seu tio na sexta-feira, eu tinha conseguido colocar na cabeça de Serena que eu estava indo para casa. Sozinho. Quando cheguei em casa, meu pai estava dormindo, mas eu sentei e conversei com minha mãe sobre o jogo e Maggie. Ela realmente gostou de Maggie. Ela também queria saber por que Coralee pensava que Maggie não falava. Mamãe era inteligente o suficiente para saber que algo estava acontecendo e não contou a Coralee que Maggie havia de fato falado quando ela estava aqui. Foi à primeira coisa que ela me perguntou quando eu cheguei em casa. Eu sabia que ela estava vendo mais coisa em Maggie do que era na


verdade. Ela poderia querer que ficássemos juntos, mas eu não estava com a mente boa para ter um relacionamento com alguém como Maggie. Alguém que merecia muito mais do que eu tinha a lhe dar. Explicar para ela não era realmente uma boa ideia, no entanto. Ela se preocupava comigo. E ela já tinha o suficiente para se preocupar. Nós dois tínhamos. Sábado eu tinha passado o dia no quarto do meu pai assistindo o futebol do colégio. Quando ele acordou, nós conversamos um pouco sobre o jogo de sexta à noite. Eu falei mais e ele escutou. Era difícil para ele falar agora. A respiração ia ficando mais e mais difícil para ele. A moça da casa de repouso veio, e eu fiquei com meu pai enquanto podia. Eu só saí quando ela e mamãe foram dar banho nele. O domingo foi uma repetição do sábado, exceto que nós assistimos aos jogos da NFL. Mamãe encolhida na cama conosco, e nós conversando. Conversamos sobre a nossa primeira viagem de acampamento e como mamãe tinha gritado quando o urso negro tinha entrado em nossa geladeira.


Então nós rimos sobre a primeira vez que tínhamos levado

Mamãe

para

pescar.

Ela

tinha

ficado

horrorizada com o fato de que colocamos grilos vivos no gancho. Pai também quis saber sobre Maggie. Ela o encantou com bastante facilidade. Ele me avisou para não confundir, dizendo que ela era incrível. Mamãe tinha acariciado minha mão como se a concordar com ele. Cada noite depois que meu pai ia dormir, eu ia para o meu quarto mandar mensagem para Maggie. Ela

sempre

respondia,

e

eventualmente

nós

acabávamos nos falando ao telefone até que ambos caíssem no sono. Na segunda-feira eu estava mais do que pronto para vê-la. Papai tinha realmente dormido durante a noite e parecia melhor essa manhã. Mamãe estava feliz com isso, deixando-nos saber que estava bem. Meu bom dia foi embora rapidamente, no entanto, quando eu vi Serena conversando com Maggie em seu armário.


Eu poderia dizer pelo olhar no rosto de Serena que

elas

não

estavam

tendo

uma

conversa

agradável. Maggie estava apoiada longe dela e empurrada contra a porta do armário, seus olhos verdes estavam arregalados e nervosos. Isso não me fez nada feliz. Eu empurrei pela multidão e, eventualmente, todos saíram do meu caminho. Quando cheguei perto o suficiente, Eu ouvi Serena: "Ele me fode. Ele não quer você. Caí fora." "Fique o inferno longe de Maggie. Agora. " Eu vibrei enquanto me movia entre elas e coloquei minhas mãos sobre os ombros de Serena para tirala. "Nunca. Nunca. Chegue perto dela novamente. Não respire o mesmo ar que ela respira. Nem sequer porra olhe para ela. Você entende o que eu estou dizendo?" Os

olhos

de

Serena

se

arregalaram

de

surpresa. Ela não esperava que eu a pegasse. Ela tinha ficado furiosa por que eu queria ver Maggie após o jogo. Até então ela não a tinha visto como concorrência.


"Ela estava flertando com você. Ela acha que pode tê-lo. Eu estava dizendo a ela o que nós temos. Que você somente a vê como uma amiga.", Serena começou a explicar como se ela fosse completamente inocente. Senti o movimento do corpo de Maggie atrás de mim, e tocar-lhe a mão. Ela não estava indo. Eu senti falta dela. Serena não ia atrapalhar a minha manhã com seu equivocado ciúme. "Você não sabe o que ela pode ter. Mas eu vou te dizer o que você não pode ter. Eu. Tivemos um pouco

de

diversão,

mas

isso

foi

tudo.

Nós

acabamos." Eu não ia deixar espaço para que ela respondesse. Eu virei de costas para ela, sabendo que agora tinha a atenção de todos no corredor. Eu sabia que ela não iria ficar lá, me implorando para olhar para ela. Ela tinha mais orgulho do que isso. Então, eu não fiquei surpreso quando ela se afastou. E depois todos voltaram para seus lugares. Os olhos de Maggie ainda estavam arregalados e tão malditamente bonita quando ela olhou para mim.


"Desculpe-me por isso. É minha culpa. Tomo decisões estúpidas e elas nunca deveriam afetá-la." Ela moveu a mão para apertar a minha. "Está tudo bem", ela sussurrou tão baixinho, ninguém iria ouvi-la. "Não está bem. Ninguém fala com você desse jeito. Ninguém ", eu disse, sentindo a minha raiva começar de novo. Eu odiava ver Maggie com medo. Ela me deu um pequeno sorriso em seguida, enfiou a mão na minha e pegou sua mochila do chão. Eu assisti como ela pegou seus livros, desejando

que

eu

tivesse

sozinho

para

que

pudéssemos conversar. Então, eu podia ouvir a voz dela. Eu tinha ouvido no telefone na noite passada, mas sempre era diferente pessoalmente. Chegando perto dela, eu inalei e deixei seu perfume de baunilha sobre mim. Eu poderia levar isso comigo para o primeiro período. Como eu não podia levá-la. Quando ela se virou, estávamos tão perto que nossos corpos quase se tocaram.


Quase imediatamente uma mão pousou no meu ombro e apertou com força. "Amigos. Lembre-se? " A voz de Brady não ameaçava, mas com certeza também não era amigável. Tomei

mais

uma

inspiração

profunda,

em

seguida, dei um passo para trás. Maggie olhou para Brady, em seguida, sorriu uma última vez para mim. Suas bochechas ficaram rosa enquanto ela segurava seus livros perto de seu peito e saiu correndo. Uma vez que ela estava fora de vista, eu me virei para Brady. Ele estava franzindo a testa. "Isso não foi amigável. Foi como 'Estou prestes a comê-la nesse corredor na frente de todos.’ Isso é o que era. Eu vi. Assim como todo mundo. E ela...eu vi a boca dela se mover? " Ela não quer que ele saiba. Não era algo que ela estava pronta para compartilhar. Eu balancei minha cabeça. "Não. Nós apenas nos comunicamos de forma diferente. Isso é tudo. " Brady levantou uma sobrancelha. Ele sabia que eu estava cheio de merda. Eu queria está tão perto


dela o quanto eu conseguisse. "Lembre-se, ela é frágil. Não a quebre. " Ele não sabia como ele estava errado. Maggie era uma das pessoas mais fortes que eu conhecia. "Eu já te disse, eu nunca iria machucá-la. Eu estava me certificando de que ela estava bem. Serena estava sendo desagradável, e eu fui pra cima. Eu não vou deixar ninguém machucá-la. Confie em mim." Brady balançou a cabeça, seu cenho ainda franzido. "Eu estou tentando. Mas eu vejo a maneira como você olha para ela ". "Só porque eu quero algo, não significa que eu sou cruel o suficiente para tê-la. Eu nunca faria isso com ela. Ela é apenas minha amiga. Ela sempre será apenas minha amiga. “


Ninguém mais é divertido para conversar.

Capítulo 23 MAGGIE O resto da semana as coisas com o pai de West parecia melhor. Ele ainda estava tendo problemas para respirar, mas ele estava mais acordado. E com menos dor, ou assim parecia. Ele não estava precisando tomar o máximo de remédio que o mantinha drogado. Eu tinha ido visitá-lo na quartafeira à noite. West tinha vindo me pegar depois de seu treino de futebol, e nós jantamos com sua mãe. Depois fomos para falar com o seu pai. Na quinta-feira, West me encontrou na porta do refeitório e insistiu para que eu comesse em sua mesa. Desde que Serena não estava mais lá, eu concordei.

Os

caras

ainda

estavam

tentando

descobrir a nossa amizade. Não fazia sentido para eles, mas na sexta-feira eles tinham aceitado que


eu iria me sentar com eles a partir de agora, e todos eles pareciam bem com isso. West e eu estávamos... bem, eu não sabia como estávamos. Nós mandávamos mensagens durante todo o dia e conversava no telefone todas as noites. Nós não apenas falávamos sobre seu pai ou o meu passado; nós conversamos sobre a vida. Ele me disse histórias sobre ele e Brady quando eram crianças, e eu disse a ele sobre meus anos como uma líder de torcida no colegial. Mas eu achei que a nossa situação estava cada vez mais confusa. Como quando West ficava perto de mim e respirando profundamente como se ele estivesse me querendo. Ou nas vezes que ele estendia a mão nas minhas costas mais do que era necessário. Ou na vez que Nash sentou ao meu lado e começou a flertar, e West tinha ficado com raiva. Ele não tentou mostrar, mas todo mundo viu, incluindo Brady. Mesmo que ele fizesse todas essas coisas, ele ainda flertava com as meninas na escola que vinham para ele.


Embora ele não estivesse fazendo sexo com qualquer uma delas no banheiro ou se apegando a nenhuma delas, ele também nunca mencionou o nosso beijo ou agiu como se ele gostasse de tentar novamente. Ele não havia mencionado quais eram seus planos após o jogo de futebol na sexta à noite nem tinha me perguntado sobre os meus. Então eu perguntei a tia Coralee se eu poderia ir direto para casa

para

a

cama.

Eu

estava

cansada.

Ela

concordou, e eu saí logo após o jogo com ela enquanto tio Boone ficou para conversar com Brady. West marcou três touchdowns, e o sorriso em seu rosto tinha feito tudo o que estava errado, certo. Eu adorava vê-lo feliz. Eu gostaria de poder estar lá quando ele dissesse tudo a seu pai. Eu deixei os eventos da semana passar na minha

mente

preparava

para

enquanto dormir.

tomava Brady

banho parecia

e

me

menos

aborrecido comigo ultimamente, e eu sabia que era porque ele não tinha que me levar mais aos lugares. Seus pais tinham parado de tentar me empurrar


para ele constantemente. A hora do jantar era mais fácil, e eu gostava de ouvir todos eles falando. Eu também deixei a ideia de começar a falar em público passar novamente na minha cabeça. Eu tinha conversado com os pais de West, mas só porque eu não queria tornar as coisas mais difíceis para eles com o meu silêncio. E se eu nunca tivesse a chance de falar com seu pai novamente, eu não queria me arrepender de ficar em silêncio. Eu queria ser uma parte dessa família, mas quando eu não falava ou partilhava minha vida do dia-a-dia, eu permanecia fora. Se eu começasse a falar com minha tia e meu tio, eventualmente, eles iam me fazer falar sobre o que eu tinha visto. Sobre o que tinha acontecido. Eu não queria. Eu não estava mais apavorada por ouvir a minha própria fala com West em voz alta tinha me mostrado que eu podia me ouvir novamente e não desmoronar, mas eu não estava pronta para falar sobre a minha mãe... ou meu pai. Os Higgenses sabiam tudo que havia para saber. Se eu pudesse confiar-lhes para não me forçar a falar sobre aquela noite, então eu poderia falar com eles.


Eu terminei o banho, em seguida, sai com a toalha secando meu cabelo depois a passei em volta do meu corpo indo de volta para o meu quarto. Abrindo a porta do quarto, comecei a gritar quando vi West em pé dentro. Eu rapidamente bati uma

das

mãos

sobre

minha

boca,

enquanto

agarrava a toalha firmemente em torno de mim com a outra. "West?", Perguntei, ajustando para que eu pudesse segurar minha toalha em volta de mim com as duas mãos. Seus olhos não estavam no meu rosto, mas nas minhas pernas nuas. Eu estava tentada a correr de volta para o corredor. "West?" Eu repeti. Seus olhos se encontraram nos meus, e ele sorriu timidamente. "Desculpa. Não quis assustá-la. Eu mandei uma mensagem para você que eu estava chegando, mas você não respondeu. " “Chegando?" Eu repeti, ainda muito confusa.


Ele acenou com a cabeça para a janela. "Esse era o quarto de Brady na maior parte da minha vida. Eu subo nessa janela desde que eu tinha sete anos." Oh. Mas por que ele estava aqui? "Você deixou...o jogo...e você não foi à festa do campo. Eu esperei por você." Isso. Isso era o que me confundia. Eu não entendia quando ele fazia coisas como essas. Ele não havia perguntado sobre meus planos para essa noite. Presumi que ele tivesse os seus. Eu não sabia que ele queria me ver. "Saí com a tia Coralee. Você não mencionou me ver depois. " Agora ele era o único que parecia confuso. Por que ele estava confuso? Ele era o único que estava me dando loucos sinais! "Achei que você sabia que eu ia querer vê-la. Sair para curtir." Eu balancei minha cabeça. Eu não sabia de nada.


Ele sorriu para mim nesse momento. "Bem, sempre assumo que temos planos. Você é a única amiga que eu quero passar o tempo. Agora, você poderia

colocar

alguma

roupa?

Isso

é

uh...

perturbador." "Você que entrou no meu quarto sem ser convidado, certo? Se eu soubesse que você estava vindo, eu estaria vestida. " Ele sorriu. "Eu mandei uma mensagem para você." "Eu estava no banho." "Pequeno detalhe". Dessa vez eu ri. Mas eu rapidamente me peguei e mordi meu lábio, esperando que a tia Coralee não me ouvisse. "Vire-se", eu sussurrei. "Por quê?" "Para que eu possa colocar minhas roupas." "Ok, sim, isso," ele disse, e virou o rosto para a parede. Eu fui lá e peguei uma calcinha na minha gaveta e então uma leggings e uma camiseta


folgada. Eu nunca tinha me vestido com um cara na mesma sala. Mesmo que ele não estivesse olhando, ele

ainda

me

fez

ficar

nervosa.

Vesti-me

rapidamente e corri os dedos pelo meu cabelo molhado. Porcaria. Eu tinha esquecido o meu cabelo. "Pronto", eu disse a ele quando me virei para procurar minha escova. "Bom", disse ele, me fazendo parar e olhar por cima do ombro para ele. Ele piscou. Eu odiava quando ele piscava para mim. Principalmente porque eu adorava quando ele piscava. Eu odiava que eu gostasse. Porque os amigos não têm pássaros em sua barriga com piscadelas. "Você deve usar leggings com mais frequência", disse ele, e eu mudei a minha atenção na procura de uma escova. Quando eu finalmente encontrei, comecei

a

puxá-la

através

do

meu

cabelo

emaranhado antes de voltar para ele. "Como foi a festa de campo?", Perguntei, sentando-me no final da minha cama.


Ele deu de ombros e se sentou ao meu lado. "Chato. Você não estava lá. Ninguém mais é divertido para conversar. " Revirei os olhos, fazendo-o rir. "Sua tia e tio vem verificar você durante a noite?" Eu balancei minha cabeça. Eu trancava minha porta à noite. Eu tenho pesadelos e, embora eu não gritasse com eles, muitas vezes eu chorava e soluçava, dizendo coisas que eu não queria que eles ouvissem. "Posso ficar um tempo se nós sussurrarmos?" Como eu iria dizer-lhe que não. Eu nunca disse a ele que não. Mesmo que eu deveria dizer não... Não faria mal dizer-lhe que não, e ele deveria ouvir com mais freqüência. "Claro."


Você está louco se pensa que eu ia fazer um movimento para minha prima.

Capítulo 24 WEST Ela tinha dormido em mim, literalmente em mim, cerca de uma hora atrás. Mas eu ainda estava aqui. Sua cabeça tinha caído no meu ombro e tinha gradualmente mudado para meu peito. Eu tinha que sair daqui antes que Brady chegasse em casa e visse minha caminhonete estacionada na rua. Seus pais talvez não tenham notado, mas ele faria. Ele também saberia que eu estava no quarto dela e como cheguei lá. Eu não ia empurrar a minha sorte com ele. Saindo debaixo dela, eu puxei as cobertas para que ela não ficasse com frio. Assim quando eu estava

prestes

a

afastar-se,

ela

começou

a

choramingar. Era suave, mas era um choro. Então


ela começou a chutar e sacudir acabeça quando o choramingo ficou mais alto. Eu tenho pesadelos todas as noites. Eu vejo a minha mãe morrer repetidamente. Suas palavras passaram na minha cabeça. Era isso que estava acontecendo? Comecei a esfregar a minha mão para cima e para baixo no braço dela enquanto eu assegurava que ela estava bem e eu estava aqui. Não ajudou. Ela continuou chutando e, em seguida, começou a gemer lamentavelmente. Eu odiava vê-la assim. Perdida em um horror que ela não poderia escapar. Não era um pesadelo. Aquilo era real. Aqueles que você poderia acordar. Isso era uma memória que a assombrava. Um que ela nunca acordava. Arrastei-me

na

cama

e

deitei

atrás

dela,

passando os braços em volta dela e puxando-a contra meu peito. Eu continuava sussurrando em seu ouvido que eu estava aqui. Que ela estava em meus braços e eu não ia deixá-la. Que ela ficaria bem.


Lentamente, ela começou a diminuir. Ela parou de chutar em seus sons aterrorizados. Então seus dedos se embrulharam firmemente ao redor do meu braço. Ela não me deixaria ir. Mesmo em seu sono ela sabia que eu estava aqui, e ela estava me mantendo por perto. Isso era bom. Pela primeira vez, eu a tinha ajudado. Ela tinha sido a minha rocha, a minha fonte de paz, mas eu nunca estava para ela. Eu pensei nela indo e vivendo seu inferno sozinha. Mas, na realidade, ela ainda estava vivendo, e eu podia fazer por ela o que ela fazia por mim. Segurá-la, para que ela nunca perdesse a si mesma.

****

Alguém estava empurrando meu corpo para trás. Grogue, eu abri meus olhos para ver o porquê. Estava ainda mais escuro. Eu pisquei e olhei para baixo para ver que Maggie tinha virado e agora estava de frente para mim, dobrada perto do meu corpo.


A mão no meu braço apertou. Aparentemente, eu não tinha acordado por mim mesmo. Olhei para cima para ver Brady de cara feia para mim. "O quê. O. Porra." ele rosnou. "Eu confiei em você." Ele estava mantendo sua voz baixa, o que era bom. Brady eu poderia lidar, mas Boone me mataria. "Ela teve um pesadelo. Eu só estava ajudandoa, e então eu adormeci também. Eu juro por Deus, foi isso ". A carranca de Brady não saiu. "Por que você estava em seu quarto? Já passa da meia noite. Eu conheço você, West e você não rasteja na cama com as meninas para não fazer nada. " Ele estava certo sobre isso. Exceto com Maggie. Eu fui para a cama e não fiz nada com Maggie. "Eu nunca iria tocá-la, Brady. Eu juro. Ela é minha amiga, e ela precisava de mim. Eu não estou tentando fazer mais nada com ela ". Brady finalmente pareceu acreditar em mim. "Ela está vestida", disse ele.


"Sim, e eu também. Minhas botas ainda estão no mesmo lugar," eu apontei. Brady encarou e acenou com a cabeça para eu sair. Eu fui para Maggie e cobri-a. Brady era seu primo, mas eu não gosto da ideia dele vê-la naqueles leggings apertadas. Sua camisa estava agrupada em torno de sua cintura, e você poderia ver um pequeno pedaço de pele em seu estômago. Eu não queria que ele visse. "Não volte para o quarto dela à noite." Eu não ia discutir com ele, mas ele era estúpido se achava que eu não iria voltar. Se ela me quisesse aqui, eu estaria de volta a cada maldita noite para ver como ela estava. "Nós conversamos. Ela dormiu, então começou a ter um pesadelo na hora que eu estava saindo. Eu a acalmei e adormeci no processo. " Brady me deu um aceno duro. "Bem. Agora saia. "


Eu iria, mas ele estava saindo também. "Eu irei. Mas você também. " Ele olhou para mim como se eu tivesse perdido minha mente. "O quê?" Olhei de volta para Maggie dormindo enrolada sozinha na cama. "Se eu sair, você também sai. Ela tranca

a

porta

à

noite.

Como

você

entrou?"

Perguntei. "Eu sei como entrar no meu quarto de infância, quando ele está bloqueado. Além disso, uma vez que eu vi a sua caminhonete estacionada na estrada, eu sabia onde estava e como você entrou aqui ". Eu confiava em Brady, mas eu não gosto disso. "Eu saio, você sai." eu repeti. "Você está falando sério?", Perguntou. "Muito." Brady balançou a cabeça e abriu a porta do quarto. "Eu juro por Deus, West. Você é louco se você acha que eu ia fazer um movimento em minha prima. "


Eu não acho que ele faria. Eu só não gosto dele estar em seu quarto enquanto ela dormia. Ela não tinha o convidado para entrar. Era uma invasão da sua privacidade. Quando eu finalmente cheguei em casa e em minha própria cama, eu fui dormir esperando acordar e repetir o último fim de semana com meu pai. Eu não consegui. Em vez disso eu fui acordado pelos sons de uma ambulância fora da casa, e a frenética voz da minha mãe. Meu coração bateu contra meu peito, e eu me levantei rapidamente. Corri do meu quarto para a frente da casa quando eu ouvi minha mãe. "Ele está no final do corredor!", Ela gritou para os paramédicos que já estavam correndo pela porta. "Depressa! Ele está vomitando muito sangue. Depressa! Por favor! " Mamãe estava chorando penosamente,

e

os

paramédicos

moveram-se

rápido. Eu recuei e os deixei passar, depois fui para minha mãe, que estava segurando a porta da frente, como se estivesse prestes a ruir. Ela tinha


sangue em toda a sua roupa. E as lágrimas estavam escorrendo pelo rosto. "Nós vamos perdê-lo. Oh Deus, West, nós vamos perdê-lo." Ela soluçou quando seus joelhos se dobraram. Corri até ela e segurei-a contra meu peito. "Ele precisa de nós para ser forte agora. Nós podemos ficar triste mais tarde. Mas precisamos mostrar a ele que nós podemos lidar com isso. Se ele vê-la desse jeito, será ainda mais difícil para ele. "Eu lhe pedi para fazer, mas eu mesmo não tinha certeza de que poderia fazer, eu senti como se Maggie estivesse ali comigo dizendo aquelas palavras em meu ouvido. Lembrando-me que isso não era sobre mim agora. Que eu tinha que ser forte o suficiente para isso. Mamãe assentiu e enxugou seu rosto. "Você está certo. Ele precisa de nós para ser forte ", ela repetiu. "Ajude-me

a

lembrar

disso."

Ela

deu

um

tapinha nos meus braços que eu tinha envolvido em torno dela. "Eu preciso me trocar para ir com eles para o hospital ".


"Eu vou dirigir. Vá se trocar, e nós vamos. Eles não vão deixar você na parte de trás. Eles irão precisar de toda a sala para ajudar meu pai. " Ela assentiu com a cabeça novamente, mas eu poderia dizer que ela não gostava da ideia de sair desta casa sem ele. Segurei-a quando eles trouxeram meu pai, inconsciente e coberto de sangue. Vendo-o assim trouxe uma nova tristeza, mais profunda. Uma que eu não tinha experimentado ainda. "Estamos chegando, querido. Estamos bem atrás de você. Seja forte para nós. Estaremos esperando por você," Mamãe falou atrás dele. "Vá em frente e se limpe," eu disse a ela. Ela segurou meus braços por mais alguns segundos quando eles o colocaram na parte de trás da ambulância. Então ela correu pelo corredor para se trocar. Eu pulei no chuveiro e me limpei antes de me atirar em um jeans e uma T-shirt. Uma vez que chegássemos ao hospital, eu gostaria de encontrar um serviço de limpeza para limpar seu quarto. Eu o


queria agradável e pronto quando meu pai voltasse para casa. Eu também não queria mamãe limpando. Quando eu saí do meu quarto, mamãe saiu para o corredor. Nós olhamos por um momento. "Ele precisa de nós para ser forte para ele," eu a lembrei. Eu queria que ela também encontrasse força interior. No caso era. Se nós tivéssemos que dizer adeus a ele em breve, eu queria que ela estivesse pronta para dizer adeus sem quebrar. Eu só pedia a Deus que eu pudesse fazê-lo. Mamãe assentiu mais uma vez e se dirigiu para a porta. Eu segui atrás dela, enquanto eu mandava uma mensagem para Maggie. Eu ia precisar dela agora mais do que nunca.


Eu preciso de você aqui.

Capítulo 25 MAGGIE Levaram-no

para

o

hospital

em

uma

mensagem de

West

ambulância. Eu preciso de você. Eu continuei

lendo

a

repetidamente enquanto Tia Coralee, tio Boone, Brady, e eu íamos para o hospital. Ele não tinha me dado detalhes. Ele apenas disse que precisava de mim. Eu tinha saltado para fora da cama e começado a me vestir sem pensar em como eu iria chegar ao hospital. Quando eu corri no corredor para ir ao banheiro para que eu pudesse escovar os dentes, tio Boone tinha sido subindo as escadas com um jornal. Eu lhe entreguei o meu telefone para que ele pudesse ver a mensagem de texto. Ele leu, em seguida, foi acordar Tia Coralee e Brady. Ninguém

falou.

Brady

sacudia

seu

joelho

nervosamente enquanto olhava para fora da janela.


Ele tinha sido o primeiro na sala de estar, depois que seu pai tinha acordado todos. O pânico escrito através de seu rosto era o que só um verdadeiro amigo sentiria. Eu não tinha certeza se tinha qualquer um dos meus amigos. Eu era grata a West que tinha. "Eu preciso dizer para os caras", Brady disse finalmente. "Está na hora deles saberem. Eles vão querer estar lá com ele." Tio Boone concordou. "Eu concordo. Depois de chegarmos lá e você o ver, você pode ir encontrar um local tranqüilo para fazer a chamada. Mas não todo o time. Apenas os mais próximos. Ele precisa de seus verdadeiros amigos ao redor dele agora. " Eu não tinha certeza se West iria querer isso, mas se este fosse o fim, então ele precisava. "Ele mandou mensagem para você?" Brady me perguntou. Eu balancei a cabeça. "Ele te deu todos os detalhes?"


Eu balancei a cabeça e entreguei-lhe o meu telefone. Ele leu o texto várias vezes antes de entregar de volta o telefone para mim. "Obrigado", disse ele. "Por estar lá para ele. Eu não entendo o que vocês têm, mas obrigado." Ele não tinha que me agradecer. Era West. Eu faria qualquer coisa por ele. O meu telefone apitou, e todos nós ficamos tenso. Eu queria ir rápido e chegar até ele. Ele tem um tumor pressionando contra uma veia ou algo assim. Eles estão com ele de volta lá. Isso é tudo que eu sei. Estamos no quarto andar na ala esquerda, sala de espera. Eu rapidamente digitei: Estamos a caminho. Quase lá. Então eu entreguei o telefone para Brady. Ele leu o texto a seus pais. Em seguida, o telefone tocou novamente, e ele leu o texto em silêncio antes de entregá-lo para mim: Bom. Eu preciso de você aqui.


Fechei os olhos com força e rezei. Eu não tinha certeza sobre o que orar porque eu sabia que o pai de West não seria possível salvar depois disso. Mas eu orei de qualquer maneira. Assim que chegamos ao hospital, o tio Boone nos deixou na entrada antes de ir para estacionar. Eu não esperei por ninguém. Corri para dentro e me dirigi para os elevadores. Se West recebesse a notícia de que seu pai tinha falecido, eu queria estar lá ao lado dele. Eu queria que ele tivesse o que eu não tive. Alguém que entendia. Quando a porta do elevador se abriu, eu apressei e apertei o botão. Quando as portas se abriram novamente no quarto andar, lá estava West. Seus olhos estavam vermelhos, e eles presos nos meus. Ele estava esperando por mim. "Ei," ele disse em um sussurro rouco. Saí do elevador e estendi a mão para tomar a sua. "Ei." "Eles só deixam minha mãe entrar", disse ele, apertando sua mão sobre a minha mão e me puxando para perto dele.


"Disse que ele estava estável, mas não há muito que possam fazer além de tentar fazê-lo se sentir confortável." Durante meses ele temia ir dormir e acordar para encontrar seu pai morto. Hoje foi por um triz. Eu enfiei os dedos nos seus. "Vamos voltar para a sala de espera. Eles virão buscá-lo em breve." "Sim," ele concordou. As paredes brancas eram tão estéreis. Hospitais sempre foram frios para mim. Eu não gostaria de morrer aqui. Eu gostaria de morrer em algum lugar que eu amava, em algum lugar que me fazia sentir segura. Finalmente, encontrei algo que eu poderia pedir. Fechei os olhos e fiz uma oração silenciosa para que Jude Ashby não tivesse que morrer aqui. Que ele pudesse morrer em casa. Em um lugar que ele amava. "Quem trouxe você?" West perguntou quando eu abri meus olhos.


"Tio Boone, tia Coralee, e Brady. Eles estão bem atrás de mim. Eu apenas corri quando saímos do carro. Eu não queria que você estivesse aqui... sem mim." Apertei a minha mão na de West, então ele passou o polegar contra o meu. "Obrigado." Lembrei-me

de

seu

texto

sobre

estar

precisando de mim. Ele precisava de mim por suas próprias razões. Eu entendia. Mas eu precisava dele também. Porque em três semanas ele estava no caminho para o meu coração. Eu percebi esta manhã, depois de ver a mensagem e não estar lá com ele, que nada era tão importante quanto chegar a este hospital. Eu nunca tinha

amado,

então

eu

não

tinha

nada

para

compará-lo, mas não havia dúvida em minha mente que West Ashby tinha se tornado a pessoa mais importante na minha vida. Eu estava apaixonada por ele. Eu poderia ser tudo o que ele precisava de mim para ser. Mesmo se sempre que fosse só um amigo.


Eu serei o homem que você me criou para ser.

Capítulo 26 WEST Eu esperava que Maggie tirasse a mão para longe da minha quando a família dela apareceu. Mas ela não fez. Nem mesmo quando sua tia e tio tinham olhado diretamente para nossas mãos unidas. Ela ficou perto ao meu lado, me segurando enquanto todos eles falavam. Coralee beijou o topo da minha cabeça e disse que me amava. Boone tinha balançado a cabeça e deu um tapinha no meu ombro. Em seguida, Brady tomou o assento em meu lado, e silenciosamente me deixou saber que ele estava lá para mim. Ter pessoas aqui era um alívio. Especialmente para mamãe. Eu não quero que ela pense que estávamos sozinhos.


Ter Maggie era tudo que eu precisava, mas os Higgenses estando aqui tornava mais fácil para minha mãe. "Eu vou voltar em poucos minutos", disse Brady quando ele se levantou e caminhou pelo corredor. "Ele vai dizer aos outros rapazes. Apenas os mais próximos, " Maggie sussurrou, mal movendo os lábios. Sua tia e seu tio estavam falando sobre a máquina de café. Eles não estavam olhando para nós. "Ele te disse isso?", Eu perguntei. "Sim, ele disse a todos nós no carro. Ele está preocupado com você. " Estava na hora deles saberem. Eu deveria ter dito mais cedo. Mas eu tinha Maggie, e dizer a qualquer

outra

pessoa

não

era

algo

que

me

preocupava em fazer. "Ele vai morrer. Eu posso sentir isso ", eu disse isso em voz alta, precisando admitir isso. "Irá machucar. É a pior dor. Mas você é forte, e você vai passar por isso. Você terá sua lembrança.


Isso nunca vai embora. " Ela parou de falar quando sua tia virou. Eu tinha certeza que ela não tinha ouvido o sussurro do Maggie. Agarrei-me às suas palavras. Ela sabia como era sentir isso. Ela estava sendo honesta comigo. Ela não estava batendo no meu braço e me dizendo que eu ficaria bem ou que ela sentia muito. Eu receberia isso em breve. "Esta manhã minha mãe, Deus você devia tê-la visto. Foi difícil. " Minha mãe soluçando enquanto se agarrava a porta era uma imagem que jamais deixaria minha mente. Eu sempre lembraria aquele momento horrível. Maggie virou a cabeça e apertou o rosto no meu braço. "Mas ela tem você. Vocês têm um ao outro. Lembre-se disso." Ela disse com a boca escondida de sua família. Eu pressionei um beijo no topo de sua cabeça. Eu não me importo se eles me vissem. Eu queria que ela soubesse que ela era importante. Que ela era querida. Eu sempre estimaria a nossa amizade.


Brady voltou para a sala e sentou-se ao meu lado. "Eu liguei para os caras. Eles estão a caminho. Eles querem estar aqui com você e, com você admitindo ou não, você precisa deles também ". Ele estava errado. Eu não precisava deles. Tinha o que eu precisava perto do meu lado. Mas eu não lhe disse isso. Eu apenas assenti. Ele não entenderia. Duas horas depois, os rapazes encheram a sala de espera. Assim como o treinador de futebol. Os pais de Nash, Ryker. O pai de Asa e o pai de Gunner também tinham vindo. Não importa quem entrava, Maggie ficou ao meu lado com sua mão na minha. Eu sabia que ela não iria deixá-la. Um pouco de conforto ajudava. Os caras não me perguntaram por que eu não tinha dito a eles. Imaginei que Brady os tinha avisado. Todos eles entraram e ficaram pertos, me dando o seu silencioso apoio. Um casal de pais disse quão eles lamentava ouvir sobre o meu pai. Que se nós precisássemos de alguma coisa, era só chamá-los. Eles trouxeram


refeições e esse tipo de coisa. Eu balancei a cabeça e fiquei tenso cada vez que um deles mencionava o quão difícil isso deve ser para mim. Mamãe finalmente apareceu de sua visita para o papai, e seus olhos se arregalaram com a sala de espera cheia de gente. Então ela procurou por mim. Levantei-me

e

levei

Maggie

comigo.

Ela

não

questionou, só foi comigo, a mão ainda na minha. Quando cheguei à mamãe, ela me deu um sorriso choroso que não tocou seus olhos. "Ele está bem agora, mas ele ainda não está acordado. Se você quiser ir e sentar com ele um pouco, você pode. Apenas dois de cada vez, porém, por algumas horas. " Eu tinha que ir ver o meu pai. A mão de Maggie aliviou na minha, e ela olhou para mim. Eu podia ver o incentivo lá. Ela queria que eu fosse com a minha mãe. O caso era que ambos precisávamos estar lado a lado. "Eu estou aqui", disse ela baixinho. "Vá." Eu balancei a cabeça, em seguida, segui a minha mãe no corredor. Ela parou diante da porta


de meu pai, e eu podia vê-lo ligado a máquinas, parecendo muito frágil naquela cama de hospital. A última vez que tinha estado em um desses, ele era maior. Não tão doente. As coisas tinham mudado muito ao longo dos últimos dois meses. "Fale com ele. Eu acho que ele pode nos ouvir. Em caso... no caso é isso. Diga-lhe tudo o que você quer que ele saiba. ", disse ela, as palavras presa na garganta enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas. Entrei e caminhei para o lado da cama. Sua respiração estava fraca e rouca como se ele estivesse lutando por cada respiração. Na semana passada ele estava rindo com a gente. Eu sabia que nunca teria novamente um fim de semana como aquele. Tinha sido o último. "Ei pai", eu disse enquanto eu ficava lá olhando para ele. Memorizando esse momento. Eu precisava de todas as minhas memórias para manter comigo. "Eu sei que você não gosta deste lugar, mas você devia ver a multidão você tem na sala de espera. Está lotada," eu disse, olhando para minha mãe no


outro lado da cama enquanto ela deslizava a mão sobre meu pai. "Maggie está lá fora também. Ela estava aqui quase assim que chegamos. Se eles deixassem mais pessoas entrar, eu sei que ela gostaria de te ver. " Eu não estava convencido de que ele podia me ouvir, embora mamãe pensasse que sim. Tudo o que podia fazer era esperar que ele pudesse. Havia tanta coisa que eu queria dizer, mas como eu deveria dizer? Maggie não tinha tido a chance de dizer qualquer coisa para sua mãe. Eu não iria perder a minha oportunidade. "Eu te amo. Estou orgulhoso de ser seu filho." Me engasguei quando as palavras saíram. "Minha vida inteira você foi a nossa rocha. Você teve os ombros fortes nos segurando. Uma criança não podia ter pedido um pai melhor. Eu tenho o melhor dele." Eu parei e engoli em seco enquanto eu observava seu peito subir com cada respiração ofegante. "Eu tenho o melhor pai. Mas eu quero que você saiba, eu posso ser esse homem agora. Eu


posso cuidar da minha mãe, e eu juro que vou. Ela nunca vai estar sozinha. Vou me certificar disso. Eu vou fazer você orgulhoso de mim. Não se preocupe conosco. Vamos sentir sua falta todos os dias. Sua memória estará sempre conosco. Mas eu não vou deixar você ir. Eu vou ser o homem que você me criou para ser." Mamãe deixou escapar um soluço que mandou as lágrimas em meus olhos caírem pelo meu rosto. Eu amava muito este homem. A vida sem ele não era algo que eu tinha imaginado. Enfrentar agora parecia impossível. Mesmo enquanto eu prometia a ele que seria a rocha da minha mãe quando ela precisasse.


Eu não terei arrependimentos.

Capítulo 27 MAGGIE Depois que West voltou de seu pai, tomei um assento ao lado da tia Coralee. Ela deu um tapinha na minha perna e disse que ela estava orgulhosa de mim por estar lá para West. Ela não acrescentou que eu tive a minha própria dor quando perdi os meus pais, mas a forma como ela falava, eu poderia dizer que ela estava pensando nisso. Brady estava com Asa, Gunner, Ryker e Nash, todos falando em voz baixa. Como se soubessem que a morte estava próxima e eles não tinham certeza de como lidar com isso. Quando você não tinha lidado com a morte, você não entendia. Eu tinha sido assim uma vez. Antes. Durante a hora seguinte, Raleigh chegou, junto com outras pessoas que eu reconheci da escola. Eu não tinha certeza que Raleigh estar aqui era uma coisa boa. Ela olhou para mim quando chegou, e o


ódio em seu rosto era óbvio. Assim como Serena, ela estava confusa sobre o que eu realmente era para West. Elas ambas tiveram ele de maneira que eu nunca teria. Mas então, eu sabia que uma parte do West que elas nunca teriam. Eu entendia a diferença. Elas não. Tio Boone ficou com os treinadores, enquanto conversavam e bebiam café. Profunda preocupação estava escrita em todas as suas faces. West era amado. E da forma como os outros falaram de seu pai, Jude também era. As horas passaram, e todos nós esperamos. Cada hora que West estava lá atrás significava mais uma hora que ele tinha com o seu pai. Eu esperava que ele dissesse tudo o que ele queria dizer. Que quando seu pai tivesse seu último suspiro, West não tivesse arrependimento. Eu assisti como Raleigh se aproximou para falar com Brady. Ele foi educado com ela, mas eu podia ver que ele não estava emocionado por ela está aqui.


De repente, tia Coralee falou ao meu lado. "Nós estávamos lá com você o dia em que aconteceu. Provavelmente não se lembre. Você não estava lidando bem. Como poderia? Meu coração quebrou enquanto eu observava você ir para longe de todos. Mas está com a gente agora, e nós a amamos, Maggie. Eu quero que saiba disso. Eu sei que não quer falar sobre isso, mas aqui sentada, vendo isso, eu quero que saiba que estivemos lá. Jorie estava lá. Tendo a certeza que ninguém ficasse perto de você ou a levando a fazer qualquer coisa que não queira fazer. " Eu lembrava deles lá. Eu estava perdida na minha própria dor, mas lembrei-me de ver o seu rosto coberto de lágrimas quando ela olhava por mim. Eu não tinha esquecido isso. Eu não me importei na hora, mas olhando para trás, eu estou feliz por ela ter feito isso. Olhei para ela e sorri. Eu queria dizer a ela que eu sabia. Que eu estava grata que eles tinham estado lá. Mas as minhas emoções estavam muito cruas hoje. Saber o que West estava passando era


suficiente. Eu também não poderia tentar falar com ela pela primeira vez.

****

O dia passou e a noite veio. A sala de espera manteve-se cheia. Brady tinha cochilado em sua cadeira e Nash tinha deitado em várias cadeiras para tirar um cochilo. Raleigh tinha ido, felizmente. Eu dei um suspiro de alívio quando ela tinha desistido de esperar por West. Era perto das oito da noite quando West atravessou as portas. Seus olhos percorreram a sala de espera até me encontrar. Levantei-me, meu estômago em nó. Tanto quanto eu tinha me preparado para isso, eu não tinha certeza de que eu poderia ser forte. West estendeu a mão para mim, e eu me aproximei e peguei. "Ele pode ter mais visitantes agora. Eu queria que fosse você ", disse ele perto da minha orelha.


Eu apertei sua mão. Ele olhou para cima de mim para os outros à espera. "Ele está... estável. Lutando... para respirar. Mas ele está dormindo", disse West para todos. "Agradeço a vocês por terem vindo. Por estar aqui. Saber que temos pessoas aqui que se importam significa muito. Especialmente para minha mãe. Então, obrigado por isso ". West mudou sua atenção de volta para mim. "Esta pronta?" Eu balancei a cabeça. Seus dedos pegaram os meus, e andamos para aquelas portas que eu estava olhando durante todo o dia. O quarto do seu pai tinha grandes janelas para que os enfermeiros pudessem vê-lo a partir de sua sala. No corredor eu podia ver a cabeça de sua mãe descansando na cama ao lado do braço de seu pai. A mão dela estava trancada firmemente com a sua. Ela estava segurando-o, como se ela pudesse mantê-lo aqui dessa maneira.


"Eu acho que mamãe está dormindo. Ela chorou muito

hoje.

Tem

sido

desgastante,"

ele

disse

enquanto abria a porta e ficava para trás para eu entrar. Sua mão tocou a parte inferior das minhas costas e me levou até o sofá que estava contra a parede. Ele sentou-se e pôs o braço ao longo do sofá. "Venha aqui. Sente-se comigo ". Era óbvio que ele me queria perto, e eu entendi. Sentei-me, e ele me puxou para mais perto dele, o braço em volta dos meus ombros. Eu descansei minha cabeça em seu peito e observei a respiração irregular de seu pai. Cada suspiro parecia que era uma luta para ele. "Eu não terei arrependimentos", disse West, em seguida, deu um beijo para o topo da minha cabeça. "Obrigado por isso. Por manter minha cabeça no lugar. Se você não tivesse me ajudado, eu não sei se hoje eu teria sido capaz de fazê-lo. Mas eu fiz. Eu disse-lhe tudo que eu queria que ele soubesse ". Inclinei a cabeça para trás para que eu pudesse ver seu rosto. Cada bonito ângulo tornava-se


precioso para mim. Eu queria estender a mão e tocá-lo. Tranquilizá-lo. Mas isso não era o que estávamos fazendo. Ele olhou para mim. Não houve mais palavras. Meu olhar era uma garantia silenciosa que eu não estava indo embora e ele me tinha. Um movimento quebrou o feitiço, e que ambos viramos para ver que Olivia tinha levantado à cabeça e foi olhando para Jude, em pânico. Houve um alívio evidente em seu rosto quando ela viu seu peito subir e descer. Ela tocou o braço dele e soltou um suspiro. "Eu não queria cair no sono", disse ela, soando cansada. "Você está exausta, mamãe. Papai gostaria que você descansasse, " West disse a ela. Olivia virou a cabeça para nos ver no sofá. Um sorriso cansado tocou seus lábios. "Olá, Maggie. Eu sou

contente

que

eles

permitiram

que

você

entrasse. Se Jude estivesse acordado, ele estaria sorrindo e feliz de vê-la com West. " Lembrei-me da última vez que o vi. Ele estava acordado e rindo. A vida poderia ser tão cruel.


"Posso pegar alguma coisa?", Perguntei. Eu me perguntei se ela tinha comido. Ela balançou a cabeça. "Eu estou bem, mas obrigada." Eu assisti como ela enfiou, aconchegando a capa do seu travesseiro. West me puxou para perto dele novamente, e nos sentamos lá em silêncio. Assistindo Jude respirar. Não havia nada a dizer. Com o rosto de tristeza e perda, nenhuma palavra poderia ser adequada.


Eles não deixaram.

Capítulo 28 WEST Eu tinha mandado Maggie ir para casa com os Higgenses às dez. Ela não queria me deixar, mas ela precisava dormir. Mamãe e eu gostaríamos de dormir aqui. Boone prometeu trazer Maggie de volta de manhã. Ela tinha sido a minha rocha hoje. Deixá-la ir não era fácil para mim, mas eu podia ver a exaustão em seus olhos. Às 4:53 da manhã meu pai teve seu último suspiro. Eu não estava dormindo. Eu não podia. Mamãe estava, embora, e eu a acordei antes dos enfermeiros chegarem. Ela tinha beijado o seu rosto e disse a ele sobre o quanto que ela o amava, então enrolou em meus braços e chorou. Enquanto

eu

estava

lá,

segurando-a

e

observando como as enfermeiras começaram a desfazer todas as máquinas, eu disse meu próprio


adeus silencioso. Para o melhor homem que eu conhecia. Ele tinha lutado duro, mas no final eu sabia que não poderia agüentar mais. Eu tinha prometido a ele que eu iria cuidar da minha mãe, e eu não o esqueceria. Quando chegou a hora de sair, eu segurei minha mãe em meus braços, e nós caminhamos por aquela porta pela última vez. Caminhamos pelo corredor em direção a porta da sala de espera. Eu abri-a, esperando que ela estivesse vazia. Não estava. Brady, Nash, Gunner, Asa, e Ryker estavam sentados em diferentes cadeiras ou caídos, dormindo em seus assentos. Eles não tinham ido embora. Mesmo que eu tivesse pedido a todos para ir para casa, estes cinco não tinha ido. Nós tínhamos sido amigos e companheiros de equipe desde que éramos crianças, mas mais do que isso... nós éramos uma família. "Eu vou chamar sua avó. Ela gostaria de saber. Você acorde os meninos e diga a eles. " A mãe da minha mãe foi muito próxima. Nós tínhamos ido visitá-la ao longo dos anos, mas ela


era uma velha mulher rica que não gostava da vida que a minha mãe tinha escolhido. Meu avô faleceu de um ataque cardíaco quando eu tinha cinco anos. Eu não lembro muito sobre ele. Eles foram os únicos avós que eu conheci. O pai do meu pai tinha morrido em um acidente de carro em Old Morphy em uma tempestade quando ele estava na faculdade. Ele era apenas uma criança, assim como a minha mãe. Eu me senti entorpecido. Quase como se não fosse real. Como se eu estivesse indo para casa, e ele estaria lá esperando por nós. Querendo que minha mãe fizesse bolo de carne e me perguntando sobre o meu dia. Era impossível compreender que ele realmente não estaria lá. Primeiro eu fui para Brady, que estava caído em uma cadeira com seu boné de beisebol puxado para baixo sobre o seu rosto. Levantou-se no minuto que eu cutuquei seu ombro. Empurrando o chapéu para trás em sua cabeça, ele olhou para a mim. Eu não tive que dizer nada. Ele sabia.


Levantando-se, ele me puxou para um abraço. "Sinto muito, cara. Eu lamento muito." Eu balancei a cabeça, e ele me ajudou a acordar os outros. Cada um me dizia como ele lamentava, e que se eu precisasse de alguma coisa, era só chamá-los. Eles fariam qualquer coisa. Agradeci-lhes por ficar e disse a todos que eu chamaria quando eu soubesse dos preparativos para o funeral. Brady foi o último a sair. Ele parou e olhou para mim. "Você quer que eu acorde Maggie para dizer a ela? Eu posso trazê-la para cá se você... quiser". Eu balancei minha cabeça. Eu precisava levar a minha mãe em casa para a cama, e Maggie precisava dormir também. Ela tinha estado comigo mais

de

dezessete

horas

sem

dormir

ontem.

"Quando ela acordar, diga-lhe para me ligar." Brady fez uma careta. Eu não disse para ela me mandar

uma

mensagem.

Ele

estava

confuso.

Felizmente, ele não questionou, apenas balançou a cabeça antes de se virar e ir.


Eu deixo as palavras de Maggie passar uma e outra vez na minha cabeça, me dizendo que eu era forte. Eu iria passar por isso. Então eu fui para encontrar minha mãe para levá-la para casa.

****

Depois que ela estava dormindo, eu me arrastei para a cama e cai. A dormência ainda não tinha me deixado. Voltar para casa e não ter ele aqui, não tinha totalmente afundado em mim. Eu agarrei aquilo, por enquanto. Eu dormi por mais de quatorze horas. Estava escuro lá fora quando eu finalmente abri meus olhos. Eu ouvi mamãe conversando com alguém e agradecendo-lhes a comida. Deve ter sido a batida na porta que me acordou. Levantando-se, eu peguei uma camisa e puxeia, em seguida, segui pelo corredor para ver o que ela estava fazendo. Eu esperava acordar antes dela. Eu não tinha a intenção de dormir o dia todo.


Mamãe estava caminhando para a cozinha com uma panela em suas mãos. Ela se virou para olhar para mim, e as olheiras sob seus olhos me preocupavam. "Miriam Lee nos trouxe algum jantar. Doce da parte dela. " Mamãe disse, forçando um sorriso. Miriam era a mãe de Nash. Ela sempre tinha sido boa para mamãe mesmo que nunca tivessem sido

melhores

socializava

amigas.

muito

com

Miriam as

outras

também mulheres

não de

Lawton. Mas quando eu ia para a casa de Nash, eu sabia que ela era uma senhora agradável. "Você

vai

comer?"

Eu

perguntei

a

ela,

esperando que ela dissesse que sim. Eu não estava com muita vontade de comer, mas eu sabia que também precisava. Ela encolheu os ombros, em seguida, fungou e enxugou os olhos. "Eu ainda não estou com fome." "Quando foi a última vez que você comeu?" Ela deu de ombros novamente.


Caminhei até a mesa e coloquei meu braço em volta dos seus ombros, em seguida, levei-a em direção à mesa. "Sente-se. Você vai comer. Nós dois vamos. Precisamos comer. " Ela sentou-se de bom grado. Peguei dois pratos e coloquei um pouco de lasanha. Eu coloquei um prato na frente dela, em seguida, coloquei um garfo e guardanapo ao lado dele antes de pôr as bebidas. Uma vez eu tinha tudo na mesa, sentei-me na minha cadeira. "Ele queria que a gente comesse. Prometi-lhe que ia cuidar de você. Ajude-me a manter minha promessa." Mamãe fungou novamente e depois assentiu. Eu esperei até que ela desse uma mordida na sua comida antes de comer a minha. Comemos

em

silêncio.

A

lasanha

estava

realmente boa, e uma vez eu comecei a comer, eu percebi que estava morrendo de fome. Eu fiz outro prato antes que minha mãe tivesse sequer comido a metade da dela.


"Eu vou tomar um banho e voltar para a cama", disse ela calmamente. "Eu tenho algumas dessas pílulas para dormir. Acho que vou tomar uma. Eu não

dormi

muito

hoje.

Eu

não

desligo

pensamentos. Eu não consigo parar

meus

de sentir

saudades dele." Eu deixei minha comida e me aproximei para beijá-la na cabeça. "Vamos sentir falta dele. Nós sempre vamos sentir falta dele. Mas nós temos um ao outro, e vamos passar por isso. " Eu podia ouvir as palavras de encorajamento de Maggie saírem da minha boca. Sem ela nas últimas três semanas, eu teria sido capaz de dizer isso? Para ajudar a minha mãe a lidar? Eu duvidava. Mamãe estendeu a mão e deu um tapinha no meu braço. "Obrigada", ela sussurrou então se levantou e se dirigiu para o corredor até o quarto dela. Eu olhei para o meu prato, e eu não estava mais com tanta fome.


Eu peguei de volta.

Capítulo 29 MAGGIE Eu liguei para West, logo que Brady me deu a notícia esta manhã. Mas ele não tinha respondido. Eu mandei mensagem duas vezes, mas ele não respondeu. Eu considerei ir a pé para sua casa, que era quatro milhas de distância, mas decidi que ele provavelmente estava dormindo. Esperei. Todo o dia. Era depois de nove naquela da noite, quando meu telefone finalmente tocou. Eu estava enrolada no meu assento na janela, observando e esperando por algum sinal dele. Seu nome iluminou a tela. "Ei," eu disse enquanto coloquei o telefone no meu ouvido. "Ei. Sinto muito por perder a sua chamada e as mensagens. Eu dormi o dia todo. Não tem sido assim por muito tempo. A mãe de Nash trouxe


lasanha, então eu comi alguma coisa com a minha mãe. Ela está na cama agora. " "Eu pensei que você poderia está dormindo. Você comeu bem? " " Sim. A lasanha estava boa. " "Desculpe-me por ir. Eu deveria ter ficado lá." Todo dia eu lamentava por ter saído. Eu não deveria ter

deixado

ele,

minha

tia

e

meu

tio

me

convenceram a ir para casa dormir. Ele havia perdido seu pai, e eu não tinha estado lá para ele. Mas Brady estava, e eu estava feliz por isso. "Nada que você poderia ter feito. Eu queria que você descansasse. Não se desculpe por fazer o que eu lhe pedi para fazer. " "Como está sua mãe?" Ele suspirou. "Triste. Com saudades dele." "Como você está?" Ele não respondeu a princípio. Eu quase desejei não ter perguntado isso. Ele provavelmente tinha respondido o suficiente. "Eu estou em negação, eu acho. Isso acontece? Quero dizer, é como se eu


continuasse esperando por ele em pé na porta a qualquer minuto. Não parece real. " Eu conhecia esse sentimento. Uma vez que eu tinha parado de gritar, eu tinha passado por um momento

onde

eu

esperava

que

minha

mãe

aparecesse a qualquer momento e me levasse para casa. Ou que eu acordasse do pesadelo que estava tendo.

"Isso

vai

desaparecer.

Quando

isso

acontecer, não é fácil. Agora você está lidando com tudo." Ele não disse nada no começo. Nós apenas ficamos em silêncio em cada lado do telefone. "Eu dormi o dia todo. Eu não vou ser capaz de dormir esta noite. Poderia... você poderia sair após a sua tia e seu tio estiverem na cama e ir andar comigo? Eu quero sair, mas eu não quero ficar sozinho. "

****

Passaram-se cinco minutos depois das onze quando eu saí da minha janela e desci pela escada de incêndio.


West estava esperando embaixo para que eu pudesse saltar para ele. A escada não ia até o chão. "Vamos", ele sussurrou em meu ouvido, em seguida, agarrou a minha mão. Corremos até a entrada da sua caminhonete. Eu nunca fugi na minha vida. Mas fazê-lo por West parecia ser o momento adequado. Eu achava que faria qualquer coisa que ele me pedisse. West abriu a porta do passageiro e ajudou a me levantar para dentro antes de fechá-lo e ir até seu lado. Ele manteve os faróis apagados até que saímos e dirigiu para longe da minha casa. Quando ele

finalmente

virou,

ele

olhou

para

mim.

"Obrigado." A luz da lua brilhava sobre o vazio em seus olhos, um vazio que me era muito familiar. Esse sentimento não iria embora tão cedo. Mesmo quando começasse a diminuir, não haveria dia em que ele acordasse e bateria nele de novo com toda força. Eu soltei o cinto de segurança e fui para o meio antes de chegar perto e correr minha mão sobre a


dele novamente. Eu não podia fazer nada para parar a dor. Ninguém podia. Mas eu poderia sentar aqui e deixá-lo saber que não estava sozinho. West virou sua mão e enfiou os dedos nos meus. Esta conexão entre nós significava mais para mim do que para ele, mas isso não importava. Pelo menos eu tinha essa experiência. Nós dirigimos por mais de trinta minutos sem música ou conversa. Eu não tinha idéia para onde estávamos indo, mas enquanto eu estava com West, eu não me importava. Eu sabia que tinha deixado Lawton para trás. Se continuássemos, nós estaríamos no Tennessee em breve. "Eu quero lhe mostrar uma coisa", disse West quando dirigimos

ele

diminuiu

algumas

e

saiu

milhas

da

rodovia.

Nós

antes

dele

virar

novamente. Esta estrada era de terra batida e estreita. Entre árvores altas era assustador à noite. Quando as árvores saíram, nós estávamos em uma encosta com vista para uma pequena cidade com algumas luzes ainda ligadas. West abriu a porta da caminhonete e saiu, em seguida, pegou


minha mão. "Vamos lá", disse ele com um sorriso nos lábios. Eu teria ido a qualquer lugar para fazê-lo sorrir em um dia como hoje. Peguei a mão dele e sai para o seu lado. West agarrou minha cintura e me pegou em vez de me deixar descer sozinha. Eu não estava reclamando. Suas mãos demoraram mais do que o necessário, e eu não podia ajudar, mas gostaria que fosse algo mais. Que West fosse meu. Porque ele percebendo ou não, eu era dele. O segui tão perto da borda quanto poderia. Eu não tinha medo de altura, mas eu não estava indo para a borda. "Isso é Lawton. Parece tão pequena daqui de cima. Pacífica. Não há nenhuma dor aqui de cima. Não há perda." Eu mudei meu olhar da cidade para olhar para West. Ele tinha as mãos dobradas em seus bolsos da frente da calça jeans, enquanto olhava para baixo. O luar apenas o deixava mais bonito.


"Papai costumava me trazer aqui quando eu era criança. Me disse que eu seria o maior se saísse de Lawton. Que eu poderia fazer qualquer coisa que viesse na minha mente. Eu amava olhar para baixo em minha cidade e perceber que estava em pé sobre ela, maior do que era. Ou assim parecia. " Ele fez uma pausa e soltou uma risada triste. "Mas sem meu pai aqui, eu não quero mais esse sonho. Eu não me importo em ser melhor se sair de Lawton. A verdade é que quem será melhor saindo de Lawton será Brady. Eu só quero sobreviver, para esquecer, para lembrar. " "Você vai sobreviver e você vai se lembrar, mas você nunca vai esquecer. Um dia você vai ser grato por

aquelas

memórias.

Grato

que

você

não

esqueceu. " West então virou para olhar para mim. A angústia no olhar dele fez a minha garganta apertar e meu peito doer. "Só você. Somente você, Maggie. Eu não posso imaginar ser capaz de deixar qualquer um mais perto

de

mim.

Eu

nunca

deixei

as

pessoas

entrarem. Mas há algo sobre você desde o primeiro


momento em que te vi. Eu apenas... " Ele balançou a cabeça, como se ele não soubesse o que dizer. "Eu não consigo descobrir como lidar com isso. Você. O que eu estou sentindo. " "Você se lembra da primeira vez que nos encontramos?" Eu perguntei a ele, incapaz de deixar. Eu queria que ele admitisse que lembrava de me beijar. Talvez eu não devesse empurrar esta noite, mas pelo menos era uma distração. Ele precisava disso também. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, e ele olhou para longe de mim, e olhou a cidade abaixo de nós. "Sim. Não é exatamente algo que um cara esquece. " OK... Isso significava que ele se lembrou de me beijar? Ou que eu não costumava falar? "Você nunca mencionou aquela noite", eu disse, querendo mais dele. Ele voltou a olhar para mim. "Mas eu penso sobre isso o tempo todo. Mesmo que eu não devesse. Eu penso sobre isso."


Isso me fez feliz. Sabendo que ele gostava de lembrar-se daquele momento. Porque era uma das minhas memórias favoritas, e eu queria que ele pensasse sobre isso também. "Você pensa sobre isso?", perguntou. Eu balancei a cabeça, mas não disse mais nada. Ele deu um passo em minha direção, e minha freqüência cardíaca acelerou. "Você pensa sobre isso muitas vezes?" Se ele chegasse mais perto, eu não tinha certeza se seria capaz de continuar respirando. Os pássaros

em

meu

estômago

estavam

enlouquecendo. Finalmente eu assenti. "Você gostou?", ele perguntou. Oh, Deus. Eu precisava de ar. Muito ar. West estava tão perto de mim agora, e ele estava me perguntando se eu tinha gostado do nosso beijo. Eu dei um aceno com a cabeça, em seguida, deixei escapar: "E você?" Antes que eu pudesse me parar. Ele sorriu. "O melhor que eu já tive."


Olhei para ele e segurei o olhar. "Ele foi o único que eu tive." West congelou, e seu sexy e quente rosto olhou surpreendido. "O quê?", Perguntou. Eu queria que ele soubesse que ele foi meu primeiro beijo. Meu único beijo. Foi especial para mim.

Eu

queria

que

fosse

especial

para

ele,

também. "Aquele foi o primeiro beijo que eu já tive. O único beijo que eu já tive ". West segurou o meu olhar com descrença. Em seguida, ele baixou a cabeça e murmurou uma maldição

antes

de

se

afastar

de

mim.

Isso

definitivamente não era a reação que eu queria. Eu não tinha certeza de como consertar isso. Eu era boa em ajudá-lo a lidar com a dor e tristeza, porque isso era algo que eu sabia. Eu não sabia muito sobre relacionamentos de menino-menina. Eu tinha acabado de abrir a boca para dizer algo quando West levantou o rosto e se virou para mim. Então ele se mudou. Eu não tive a chance de reagir antes que suas mãos estivessem na minha cintura e seu peito estava pressionado contra o


meu. "O primeiro beijo de uma menina nunca deve ser de um idiota que estava tentando descontar sua raiva nela. Estes lábios doces não devem ser tratados da maneira que eu os tratei. Eu não posso voltar atrás, mas eu posso substituí-lo. Com algo melhor. " Ele baixou a cabeça. "Isto é o que como o seu primeiro beijo deveria ter sido ", ele sussurrou contra meus lábios antes de sua boca cobrir a minha. Suas mãos se moveram para meu rosto como se eu fosse algo precioso e ele não queria quebrar. Então sua língua deslizou pelo meu lábio inferior, e eu abri para ele. Minhas

mãos

deslizaram

em

seu

cabelo

enquanto eu me agarrei a ele. O calor de seu hálito de menta brincou comigo e fez me desejar mais. Quando a ponta da sua língua deslizou ao longo da minha, eu tremia em seus braços. Suas mãos se moveram para baixo do meu rosto e novamente agarrou minha cintura quando ele me puxou mais perto dele e aprofundou o beijo. Era como se ele não pudesse ter o suficiente de mim. Como se nada fosse melhor. Minhas mãos se


fixaram em seu cabelo e eu estava segurando-o para

mim.

Com

medo

que

ele

me

deixasse

novamente. Eu não tinha certeza que podia lidar com ele se arrependendo disso. Eu não queria que ele fingisse que isso não tinha acontecido. Eu ouvi um gemido distante e percebi que tinha vindo de mim. West quebrou o nosso beijo. Ele não se mexeu muito, apenas descansou sua testa contra a minha enquanto respirava pesadamente. "Eu vou levá-la de volta. Este... este foi o melhor que eu já tive". Meu corpo cantarolava com prazer. Eu tinha feito ele se sentir desta forma. Eu. Amiga dele. A garota que ele não tocava desse jeito ou olhava com qualquer tipo de atração.


Eu não podia perdê-la.

Capítulo 30 WEST Eu só queria corrigi-lo. Fazer do seu primeiro beijo algo especial. Eu não queria o beijo que eu a tinha dado fosse seu primeiro beijo porra. Eu só queria dar o que ela merecia. Mas inferno santo, ela tinha sabor ainda melhor do que eu me lembrava. Seu corpo foi concebido para ser adorado. Estava moldado perfeitamente em minhas mãos. E seus doces sons. Deus me ajude, eu queria mais do que isso. Dela. Porra. Eu não tinha a intenção de fazer isso. O que tínhamos era mais do que isso. Mais do que uma atração sexual. Mais do que algo barato. Era mais profunda, e eu não podia perdê-la. Se eu tivesse mais com ela, eu iria bagunçar e iria perdê-la. Mas eu não podia perder Maggie. Eu faria qualquer coisa


para mantê-la. Incluindo não tomar mais da sua boca inchada e agora molhada do meu beijo. "West?",

Ela

sussurrou.

Eu

podia

ouvir

o

desconforto em sua voz. Forcei minhas mãos para deixá-la ir. "Isso... era assim que deveria ter sido", eu disse forçando-me a olhar para ela, mas não agarrá-la novamente. Maggie tocou seus lábios com a ponta dos dedos, e eu juro por Deus que meus joelhos dobraram um pouco. Ela tinha que parar de fazer essa merda sexy. Seus olhos estavam me estudando. O olhar cativante, congelado que ela tinha quando eu me afastei dela estava se transformando em outra coisa. Eu estava a confundindo. Caramba. "Eu

queria

que

seu

primeiro

beijo

fosse

especial, Maggie. Isso foi tudo ", eu disse, ouvindo a mentira na minha própria voz.


Sua mão caiu para o lado dela, e seu olhar caiu no chão. "Foi. Ambos. De maneira diferente ", disse ela sem olhar para mim. Será que ela estava machucada? Por que ela não estava olhando para mim? "Você está bem? Eu fiz alguma coisa que eu não deveria ter feito? Não fique com raiva de mim. Eu não queria incomodar você." Ela ergueu o olhar e me deu um sorriso que não encontrou seus olhos. Havia tristeza neles. "Você não fez nada de errado. Eu não estou chateada. Apenas pega de surpresa. Mas não perturbada... Obrigada." Nós não falamos sobre isso novamente. Eu nos levei de volta para a caminhonete, e Maggie sentouse ao meu lado enquanto nós olhávamos a cidade. Conversamos um pouco, mas não muito. Isso era tudo que eu precisava. Tê-la aqui comigo. Quando eu estava sozinho, eu me lembraria de como era têla em meus braços. Como ela fazia aqueles sons que me deixava louco. Mas por enquanto eu estava grato que eu tinha ela comigo.


Por volta das três da manhã eu deixei Maggie com segurança de volta para o seu quarto antes de ir

para

casa.

Mamãe

estava

dormindo

pacificamente. Eu tinha certeza de que a pílula tinha ajudado. Eu pensei em tomar um banho, mas eu dei uma cheirada na minha camisa. Eu podia sentir o cheiro fraco de baunilha. Eu decidi que não iria tomar banho ou mesmo trocar de roupa. Eu subi na cama e fui dormir pensando em Maggie. Agarrei-me a memória daquele beijo para manter as outras memórias distantes. Eu não estava pronto para enfrentá-las ainda.

**** No dia seguinte estava ocupado, ajudando minha mãe fazer os arranjos para o funeral. Meu pai tinha deixado vários pedidos sobre o seu funeral. Era difícil de ler o papel onde ele tinha escrito. Várias vezes eu estendi a mão para o meu telefone, querendo ouvir a voz de Maggie. Mas eu nunca discava.


Eu tinha que ser forte para minha mãe hoje. Eu não podia continuar estendendo a mão para Maggie. Certificar que minha mãe comia e dormia levava toda a minha atenção enquanto eu abri a porta e recebia alimentos que o povo de cidade trazia. Onde eles pensavam que iríamos colocar tudo isso, eu não sabia. Nós tivemos mais alimentos do que espaço. Enchi o freezer e a geladeira. Agora as coisas estavam apenas na mesa. Quando o último bolo tinha chegado, eu tinha apenas acabado de colocá-lo sobre a mesa. Por que eles acham comida ajudaria? Ter a minha mãe comendo, na verdade, era ruim o suficiente. Tenho certeza não podia comer tudo isso eu mesmo. O funeral foi marcado para três dias depois do falecimento do meu pai. Lidar com as modalidades, os telefonemas, e minha mãe tinha me mantido falando com Maggie durante mais de uma hora durante duas noites. Eu não fui à escola esta semana, e eu não cometi o erro de ir buscá-la. Eu estava tão emocional agora, que eu não podia ter certeza de que não iria beijá-la novamente. Puxá-la


para mais perto. A minha necessidade por ela foi mudando e crescendo, e eu estava com medo dele. Eu não confio em mim mesmo para empurrar ainda mais as coisas com ela e não atrapalhar. Eu sempre bagunçava. Eu não queria perdê-la.


Eu gostaria de ter estado lá.

Capítulo 31 MAGGIE Eu

não

usava

preto.

Teria

preto

suficientemente. Tristeza suficiente. Eu não lembro muito sobre o funeral da minha mãe. A única coisa de que me lembro era o preto. Eu odiava o preto. Minha

mãe

odiava

preto.

Ela

dizia

que

era

monótono. Todo mundo precisava de um pouco de cor em sua vida. Jude não teria gostado de tudo preto também. Ele gostava de rir, e tinha brilho em sua vida. Eu escolhi um vestido verde que combinava com meus olhos. Porque ele disse que meus olhos eram bonitos. Tio Boone, tia Coralee, Brady e eu fomos todos juntos para a cerimônia fúnebre. A maioria dos funerais no sul, eram realizados em igrejas ou casas funerárias antes de levar o caixão para o túmulo.


Mas West disse que seu pai não queria uma longa cerimônia para as pessoas chorar. Ele queria isso rápido. Fácil. Nada extravagante. Nós estacionamos ao longo da rua como todos os outros e, em seguida, fizemos o nosso caminho para a grande tenda branca onde as pessoas estavam começando a se reunir. Procurei West até que nossos olhos se encontraram. Ele estava de pé com sua mãe, observando-me andar na direção dele. Hoje seria o dia em que finalmente se tornaria real para ele. O funeral da minha mãe não tinha afundado em mim, simplesmente porque eu não estava bem. Minha mente tinha se recusado a aceitar o que eu tinha testemunhado. Mas eu sabia que, ver seu pai entrando no solo atingiria West duramente. E eu estaria lá se ele precisasse de mim. West fez sinal para que eu fosse ficar ao lado dele. Eu não olhei para trás para minha tia e meu tio e ter certeza de que estava tudo bem. Eu sabia que eles entenderiam. Passei as fileiras das pessoas até que eu estava perto o suficiente de West para


tomar minha mão na sua. O seu aperto me disse que não estava bem. "Eu gosto do seu vestido", disse ele, inclinandose para sussurrar perto da minha orelha. "Ele combina com seus olhos." Olhei para ele. "Seu pai gostava dos meus olhos. Ele disse que eram bonitos". Um sorriso triste tocou seus lábios. "Sim, ele disse. Ele gostaria do vestido também. " Os

outros

chegaram

e

vieram

dar

suas

condolências a West e sua mãe. Apesar de tudo isso ele nunca soltou a minha mão. Quando o ministro começou a falar, a mãe de West afundou na cadeira atrás dela e soluçou baixinho. Eu podia sentir West tremer ao meu lado quando foi a hora dele colocar a rosa no caixão de seu pai. Eu tirei minha mão da dele e esperei enquanto ele andava para frente e colocava a rosa vermelha para baixo. "Você vai ser sempre o meu herói ", disse ele, com a voz alta o suficiente para que eu pudesse ouvi-lo, enquanto ele olhava para o caixão.


Quando ele se virou e caminhou de volta para mim, eu podia ver a expressão tensa em seu rosto. Ele era segurando a emoção que eu sabia que estava sufocando-o enquanto tentava ficar forte para sua mãe. Sua mão estava de volta na minha no momento que ele estava ao meu lado. Eu não ouvi muito que foi dito depois disso. Eu estava muito focada na maneira rígida que West estava

de

pé.

Era

como

se

ele

tivesse

se

transformado em pedra. Seu aperto na minha mão era como se ele estivesse me segurando temendo que eu fugisse. Eu estava bem com isso. Eu não tinha a intenção de deixá-lo. Quando

o

caixão

começou

a

baixar

na

sepultura, West respirou fundo, e sua mãe se levantou e pegando em seu braço, apoiando-se nele. Ele colocou seu braço ao redor de sua mãe e segurou-a contra ele. Lentamente, as pessoas começaram a sair. Algumas vieram e deram um tapinha nas costas de


West e dizendo algo para sua mãe, mas estava tudo muito calmo. Brady, Asa, Nash, Gunner e Ryker caminharam e esperaram atrás de West. Cada um apertou seu ombro e disse coisas como: "Eu estou aqui se você precisar de mim, cara" e "Te amo, cara", e "Se você precisar de mim, me ligue." West balançou a cabeça e cumprimentou todos eles. Cada um também parou e abraçou Olivia, a que

fez

chorar

mais.

Uma

vez

que

eles

terminaram, lentamente se afastaram. Eu não sabia o que West queria que eu fizesse, mas eu sabia que a minha tia e meu tio estavam esperando por mim. Eu olhei para ele. "Eu vou ficar se você precisar de mim." Ele olhou para sua mãe, depois para mim. "Você pode sair hoje à noite?" Eu poderia fazer o que ele quisesse. Eu balancei a cabeça. "Eu vou estar embaixo da escada às onze." "Eu te encontro lá."


Houve uma batida na porta do meu quarto por volta das dez naquela noite. Eu sabia que minha tia e meu tio já estavam na cama, então a única pessoa que poderia ser era Brady. Eu tinha ficado aqui o resto do dia, tentando ler. Mas minha mente estava com West e sua mãe. Se ele precisasse de mim chamaria, eu queria ficar sozinha para que eu pudesse responder-lhe. Abrindo a porta para Brady, eu olhava para ele com curiosidade. Ele nunca veio ao meu quarto. Ele mal tentava falar comigo mais. Eu não poderia culpá-lo. Era difícil falar com alguém que não fala. "Posso entrar?", Perguntou. Eu balancei a cabeça, dando um passo para trás para que ele pudesse entrar. Mais uma vez, algo que ele nunca fez. Eu sabia que isso era sobre West. Imaginei que Brady tinha ficado preocupado com ele hoje também. Era difícil não ficar depois dos últimos dias. Brady entrou, suas mãos dobradas nos bolsos da frente, olhando sem saber o que fazer ou dizer.


"Mamãe e papai estão dormindo, mas o som viaja por esse corredor. Poderia fechar a porta? ", Perguntou. Fiz o que ele pediu. "Eu vi você falar com ele hoje. Eu pensei ter visto antes, mas eu definitivamente sei o que eu vi hoje. " Eu

esperava

por

isso,

eventualmente.

Embora eu não tivesse tentado falar com ele onde as pessoas podiam ver, tinha vezes como hoje, quando eu não estava preocupada com outra coisa senão confortar West. Eu não respondi. O que ele quer que eu diga? Ele espera que eu admita e fale com ele? Porque mudaria tudo. Amanhã eu teria que enfrentar uma vida onde as pessoas esperavam que eu falasse. Eles invadem minha privacidade e querem saber as coisas que eu não queria dizer a eles. Não falar era a minha segurança. Eu não estava pronta para isso. "Eu não vi uma vez, Maggie. Eu vi isso várias vezes. E eu já vi isso na escola. Você sempre move sua boca, mas West está ouvindo você. Eu posso


dizer pela sua expressão. "Brady suspirou e passou a mão pelo cabelo. "Eu não estou aqui para exigir que você fale comigo. Ou ninguém. Eu estou apenas... Eu estou confuso. Se você pode falar, por que você não conversar com todo mundo? Por que apenas West?" Ele estava fazendo perguntas. Perguntas que ele queria que eu respondesse com a minha voz. Mas eu não iria falar, não essa noite. Fui pegar um bloco de notas na minha janela. Escrevi: Ele precisa de mim. Eu o entendo e sua dor. Então eu entreguei o bloco para Brady. Ele leu, em seguida, levantou os olhos para mim. "Então, esta é a sua conexão. É por isso que ele está com você o tempo todo e, de repente, segurando sua mão e agindo como se ele precisasse de você para respirar. Ele não estava mentindo sobre você ser apenas sua amiga. Você está ajudando-o a lidar com tudo... isto." Eu balancei a cabeça. Brady pareceu aliviado. Ele segurou o bloco de notas para mim. "Entendi. Mas um dia você vai


precisar

parar

de

se

concentrar

em

ajudá-lo.

Esconder-se do mundo desta forma não é saudável. Você não está se curando. Você está evitando. " Não, eu estava me protegendo. Eu não escrevi isso, no entanto. Eu só fiquei de pé e esperando ele sair ou dizer algo mais. O meu telefone apitou, e eu coloquei a mão no bolso para ele. Eu estou do lado de fora. Espero você embaixo da escada. Ele estava aqui. Eu olhei para a janela depois de volta para Brady. "Ele

está

fora,

não

é?",

Disse

Brady,

seguindo o meu olhar para a janela. Eu poderia mentir, mas eu confiava Brady. Ele amava West também. Então eu assenti. Ele me deu um sorriso triste. "Tenha cuidado, Maggie." Ele havia dito isso antes. Muitas vezes. Eu tinha me dito isso também. Mas já não parecia importar.


Eu passei do ponto de ser cuidadosa quando West estava preocupado, e eu não sabia como consertar isso. Ou se eu ainda queria. Eu esperei até que ele saísse do meu quarto e fechei a porta atrás dele e corri para a janela para sair.


Ele era egoísta, mas eu fiz de qualquer jeito.

Capítulo 32 WEST A

realidade

da

morte

de

meu

pai

tinha

explodido em meu peito no momento em que o enterraram. No momento em que se tornou real. Maggie tinha razão. Não era uma dor que você poderia descrever e nada poderia aliviá-lo. Mamãe chorou durante toda a tarde enquanto eu a segurava. Finalmente consegui faze-la tomar um comprimido para dormir e ir para a cama. Eu tinha sido forte por ela, enquanto podia. Eu tinha que quebrar também. Mas de forma egoísta, eu queria Maggie comigo quando eu fizesse. Se ela estivesse lá, eu não iria me perder para a dor. Ela me impediria de cair. Olhando para sua janela, eu vi quando ela abriu e saiu. Hoje ela não tinha me perguntado coisas estúpidas como "Você está bem?" ou "Existe alguma


coisa que eu posso fazer?" Ela estava lá. Dando silenciosamente minha força. Quando ela começou a descer a escada, eu coloquei minhas mãos em ambos os lados para firmá-la e descê-la, caso ela caísse. Eu não preciso falar. Eu só queria que ela fosse comigo e estivesse lá enquanto eu ficava sentado em silêncio. Maggie faria isso. Era uma das razões por que ela era tão extremamente especial. "Vamos",

eu

sussurrei,

quando

ela

estava

embaixo, e então eu a levei para a caminhonete. Maggie não deslizou para meu lado quando ela entrou. Eu queria que ela fizesse, mas eu não a empurrei. Ela fez isso antes, porque ela queria. Nossa linha de amizade estava ficando turva, e eu sabia disso. Eu simplesmente não tinha certeza de como pará-lo. E esta noite eu não queria parar. Nós dirigimos sem música e sem falar até que chegamos ao Bluff. Eu desliguei o motor e as luzes e apenas sentei lá. As luzes da cidade lembraramme do meu pai. A dor aguda me atingiu quando eu pensei sobre o fato que ele nunca iria estaria aqui


novamente,

nunca

iria

sentar

na

minha

caminhonete e rir da minha condução novamente. Ele

nunca...

Ele

nunca

veria

a

minha

graduação. Ele não estaria lá quando me casasse. Ele não poderia ser avô dos meus filhos. Minha garganta apertou, e eu soquei o volante várias vezes, tentando liberar um pouco da minha dor. Ele se foi. Para sempre. Eu nunca ia ver meu pai novamente. Maggie

estava

ao

meu

lado,

e

sua

mão

pequena cobriu a minha. Não havia nada a dizer. Se o pai dela estava no corredor da morte, ela iria passar por isso de novo. Pelo menos agora ele estava na prisão. Ela sabia que ele estava respirando. Ele estava lá, mesmo que ela não quisesse vê-lo novamente. "Você tem dias que tudo o que você pensa são as coisas que ela nunca vai ver em sua vida?", Eu perguntei dela. "Sim. O tempo todo ", ela respondeu.


Ela estava vivendo este inferno também. Eu entoei mais e mais para mim, provando que eu não era o único. Eu comecei a relaxar o suficiente para deixar ir o aperto intenso que eu tinha no volante. Naquele momento eu tomei uma decisão. Eu não me importava com a linha. Eu não me importava com a proteção da nossa amizade. Eu só precisava

de

Maggie.

Eu

precisava

senti-la

e

esquecer tudo isso. Eu sabia que estava sendo egoísta, mas eu tinha que fazê-lo de qualquer maneira. Virando, eu deslizei uma mão em seu cabelo e cobri a sua boca com a minha. Eu dei-lhe um momento para decidir. Se ela não queria isso, ela iria me afastar. Mas ela não o fez. Eu sabia no fundo, que ela não iria. Eu sabia que ela sentia isso entre nós também. Cada vez que passava a sua mão na minha pele, eu ficava desesperado. Eu queria mais dela. Então, quando ela inclinou-se para mim, eu coloquei minhas mãos nos seus quadris e nos desloquei para


o lado do passageiro. Meus polegares roçaram a pele nua enquanto seus braços em volta de meu pescoço e a camisa que estava usando levantava um pouco. Maggie tremia em meus braços, fazendo com que o meu coração bombeasse ainda mais rápido. Ela gostava disso tanto quanto eu. O olhar em seus olhos disse tudo o que eu estava sentindo. "Levante os braços, Maggie," eu instruí, não perguntei. Sem hesitar, ela levantou os braços e me deixou tirar sua camisa. A pele cremosa delicada de seus ombros a fazia parecer um anjo. Ela fechou os olhos e respirou fundo quando eu deslizei as tiras para baixo dos seus braços, em seguida, puxei o sutiã longe dela. "Você é linda", eu disse sem fôlego. Inclinando-se mais perto, eu dei um beijo em seu pescoço e ela engoliu em seco. As mãos dela apertaram meus ombros como se ela precisasse se segurar. Eu gostava disso. Não, eu amava isso


porra. Eu queria que ela segurasse em mim. Para confiar em mim. Com grande controle, eu beijei lentamente mais para baixo. Ela estava me observando, com a boca ligeiramente aberta. Eu nunca me senti tão perto de ninguém antes. "West",

Maggie

sussurrou

o

meu

nome

enquanto suas mãos agarraram meus braços com força. Isto ia ser minha ruína. Esta garota. Ela iria me reivindicar.


Confia em mim?

Capítulo 33 MAGGIE Ele

estava

machucado.

Eu

tinha

que

me

lembrar disso. Ele estava perdido, ferido e buscando conforto. Eu deveria pará-lo. Eu não deveria deixálo fazer algo que ele se arrependesse amanhã. Mas eu não podia. Ele olhou para mim como se ele me quisesse desesperadamente.

Como

se

ele

queria

isso

desesperadamente. Como se eu fosse bonita. Eu abri um pouco mais. Eu nunca me senti assim; meu corpo não conhecia um esse sentimento. E eu estava gostando demais para fazê-lo parar. "West", eu consegui falar. Mas eu rapidamente esqueci por que quando eu disse seu nome, seus beijos moveram-se para baixo.


Minha cabeça estava girando. Eu não estava recebendo

oxigênio

suficiente.

Ou

talvez

eu

estivesse recebendo demais. Eu não sabia. Eu só queria mais dele. Disto. Sua

mão

se

estabeleceu

firmemente

nas

minhas costas, pressionando o meu peito nu contra o dele e cobriu a sua boca na minha novamente. "Você se sente tão bem", ele sussurrou enquanto mordiscava e lambia meus lábios. Eu concordei, ele era tão bom. Eu fiquei tão perdida em seu abraço, no começo eu não percebi que as pontas dos seus dedos estavam no interior do cós do meu short. Eu queria acreditar que ele me queria. Mas eu temia

que

ele

precisasse

de

alguém

no

momento. Se fosse Raleigh aqui, será que ele queria? Isto era apenas uma distração e eu era simplesmente a menina disponível? Senti

uma

pensamento.

Eu

dor

no

meu

não

queria

ser

peito

com

apenas

o

uma

distração. Ele significava muito para mim para que isso fosse tudo o que eu era para ele. Mas como é


que eu iria dizer não quando ele estava sofrendo tanto? "West", eu botei pra fora, e ele congelou. Isso chamou sua atenção rapidamente. Ele baixou a cabeça no meu ombro e respirou fundo. Ele não moveu a mão. "Ninguém me faz sentir da maneira que você faz, Maggie." Eu não tinha ninguém para comparar isto, mas eu duvidava que alguém fosse me fazer sentir a maneira West fazia. Ele continuou em um sussurro rouco, "Estar com você... tê-la... Eu sonho com isso. É algo que não posso explicar e nem posso perder. " Era isso. O que eu precisava ouvir. "Ok",

eu

respondi,

sabendo

que

me

arrependeria disso com ele. Ele levantou a cabeça, e aqueles olhos azuis brilharam com calor. Eu estava tremendo, mesmo antes de sua mão deslizar para longe. "Confia em mim?" Sua voz era grossa e rouca. Eu apenas assenti. Eu não podia falar.


Meu coração estava batendo tão alto, que eu poderia ouvi-lo. Meu corpo estava em chamas, prestes a quebrar em um belo esquecimento. Eu disse que ia ser tudo o que ele precisava. Eu faria o que ele precisava que eu fizesse. Agora eu sabia que eu estava certa. Ele lentamente levantou a cabeça e olhou para mim. "Eu preciso de você. Não, eu quero você. Só você. Eu não preciso ou quero qualquer outra coisa." Quando ele abriu os olhos, eles estavam vidrados, e eu podia ver a emoção que ele estava segurando. "O que você quer de mim?", Perguntei. "Eu preciso muito de você. Eu te quero tanto. Você é... eu apenas... Você é a única coisa que faz a dor ir embora, Maggie." Ele estava tentando sobreviver. Eu estava dando a ele uma razão para sobreviver. Ele estava tirando de mim. Mas eu queria dar-me a ele. Corri minhas mãos sobre seu cabelo e tentei confortá-lo. Eu sabia que ele não estava pronto para


ouvir-me dizer-lhe que o amava. Eu não tinha certeza se ele iria querer ouvir isso. Mas eu tinha que dizer-lhe uma pequena parte da verdade. "Eu quero isso. Eu também quero você. Não se desculpe. O que você está tomando, eu estou dando-lhe de bom grado." Ele não respondeu a princípio. Quando ele finalmente levantou a cabeça, vi o calor em seus olhos quando ele olhou para a mim. "Eu quero mais. Mais do que eu mereço. " Eu não poderia imaginar que, a partir de agora, eu olharia para trás e me arrependeria desta noite. Mesmo

se

isso

não

funcionasse,

eu

estaria

completamente conectada com West. Pode ser uma maneira de ajudá-lo com a sua dor, mas também ajudaria com a minha. Observando-o perder seu pai trouxe tanta dor de cabeça e perda para mim. Os momentos que compartilhamos me fez sentir viva. Mais viva do que eu senti em muito tempo. "Eu quero mais também", eu respondi.


Meu coração começou a se agitar com a idéia, e ingestão aguda da respiração de West me disse que entendia exatamente o que eu estava dizendo a ele. "Eu não quero ser um arrependimento para você. Nunca, " ele disse, me olhando rasgado. "E eu não quero ser um arrependimento para você. Nunca, " eu repeti de volta para ele. Eu queria que ele valorizasse essa memória apenas como eu faria. Eu queria ser mais para ele. Algo que ele nunca esquecesse. "Nada sobre qualquer momento que eu passei com você será um arrependimento." A ferocidade em seu rosto me fez estremecer. Eu me senti especial. Ele me fez sentir desse jeito.


Somente. Para. Mim.

Capítulo 34 WEST Nada na vida tinha me preparado para isso. Meu coração parecia que ia bater para fora do meu corpo. Eu peguei minhas roupas para tomar um preservativo do bolso. Eu estava tão nervoso, minhas mãos tremiam enquanto eu colocava-o. Quando eu abaixei meu corpo sobre o dela, meu peito apertou. Finalmente aqueles olhos que eu sonhava levantaram para encontrar os meus. Havia uma

confiança

tranqüila.

A

confiança

que

eu

apreciava. Uma que eu não podia perder. Com cuidado, entrei nela, e ela se agarrou a mim. Nunca tirando os olhos dos meus.

****


Mais tarde, quando ela enrolou-se contra mim na caminhonete e eu a segurei enquanto eu olhava para as luzes de Lawton abaixo de nós, eu deixei a primeira lágrima cair. Por tudo o que eu havia perdido. Por tudo o que eu tinha encontrado. Por tudo que eu não podia perder agora, mas temia perder. No dia seguinte, voltei para a escola. A mãe de minha mãe estaria chegando hoje, e eu não queria estar lá. Por que a minha mãe a chamou e pediu-lhe para vir, eu não sabia. Ela nunca foi muito próxima de nós antes. Claro que eu também queria ver Maggie. Levando-a para sua casa ontem à noite, eu estava com tanto medo de perdê-la que estava morrendo em silêncio. Muito silenciosamente. Mais

do

que

meus

próprios

pensamentos,

minha preocupação deveria ser Maggie. Eu corrigiria isso hoje à noite.


A única coisa que eu não queria enfrentar era as pessoas me dizendo que lamentavam saber sobre o meu pai. Eu não queria pensar nisso. Eu também não os queria olhando para mim com pena. Então eu ignorei todos quando passei pelas portas e fui direto para o meu armário. Maggie estava lá, seu livro perto de seu peito, esperando. Um calor se espalhou através de mim que só Maggie poderia causar, e corri pela multidão para chegar até ela. Quando ela me viu, seus lábios se curvaram em um pequeno sorriso. Ele dizia tantas coisas. Era para mim. Ela não dava aquele sorriso para mais alguém. Eu gostava disso. Eu gostava muito, porra. "Bom dia," Eu disse quando cheguei a ela e puxei-a para perto de mim antes de pressionar um beijo naqueles lábios que estavam sorrindo só para mim. Ela ficou tensa no início, mas rapidamente derreteu em mim e me deixou ter um gosto. Eu não queria que ninguém mais visse como ficavam aqueles lábios inchados, então, eu me afastei depois


que tive o suficiente para ir à primeira aula. Ainda assim, eu mantive a minha mão nas costas dela e apertei-a para perto de mim. "Ah, bom dia", ela respondeu, olhando confusa. Sorrindo, dei um beijo em seu nariz. "Deus, você é sempre tão malditamente bonita", eu disse. Suas bochechas coraram, e ela abaixou a cabeça como um sorriso espalhado em seus lábios. "Eu pensei que você não viria hoje", disse ela enquanto olhava para mim. Eu também não. Até que eu tinha acordado pensando nela. Maggie estava aqui, e era onde eu queria estar. Com ela. "Você está aqui", eu admiti. Ela precisava saber como eu me sentia. Mesmo se eu não tivesse certeza exatamente do que era. "West", disse ela, sem fôlego, e estendi a mão para colocar uma mecha de cabelo atrás da sua orelha. "Eu gostaria que tivéssemos aulas juntos. "


Assim eu faria. No próximo semestre eu teria certeza de que tivéssemos. Eu odiava não vê-la, exceto no almoço e nos corredores. "Você está falando." A voz de Brady nós assustou. Os olhos de Maggie se arregalaram quando ela olhou para mim. Ela não estava se virando para olhá-lo. Havia um pânico nas profundezas verdes dos seus olhos, e um protecionismo veio sobre mim. Eu a puxei para perto de mim e ligeiramente para trás quando eu enfrentei Brady. "Não com você. Não com mais ninguém. Então recue, e mantenha-se de boca fechada. " Eu segurei seu olhar e deixei-o ver o que diabos ele quisesse. Porque eu não diria a ele. Todo mundo precisava saber que ela era minha agora. Incluindo Brady. "O quê... mas ela não fala. Se ela pode falar ou está falando de novo, então- " "Só para mim, Brady. Aceite isso. Somente. Para. Mim."


Ele olhou para ela, e eu podia ver a frustração lá, mas eu também sabia que ele era meu melhor amigo. Eu tinha enterrado o meu pai ontem. Ele tinha que me dar alguma folga. Por agora. Eu sabia que teríamos de lidar com ele eventualmente. Ele finalmente soltou um suspiro de frustração. "Bem. Mas os outros vão notar. Eu notei." Então ele se virou e saiu. Maggie não se moveu de onde eu a tinha escondido atrás de mim. Ele estava certo. Se ela não fosse cuidadosa, os outros iriam vê-la. Como é que eu a protegeria? Nem todo mundo iria recuar como Brady fez. Especialmente seus pais.


Nós vamos deixar ou quê?

Capítulo 35 MAGGIE Eu podia sentir Brady me observando durante toda a manhã. Era um lembrete para não falar onde eu poderia ser vista. Mas ele me fez perguntar: O que aconteceria se West não fosse à única pessoa com quem falava? Poderia acabar? Será que ele se sentiria como se não fosse uma parte especial de mim? "Você deve estar transando com ele agora." Eu reconheci a voz de Raleigh, mesmo antes de virar para o rosto dela. Eu tinha ido ao banheiro para lavar as mãos antes do almoço. Olhei para o espelho para vê-la olhando para mim com ódio. "Vai acabar quando ele sair do luto. Ele está usando você para passar por isso do seu pai. Você não fala então ele gosta. Agora que você está transando com ele. Ele agora deve gostar de suas meninas em silêncio quando ele as fode. "


Eu sequei minhas mãos em uma toalha de papel, em seguida, me dirigi para a porta. Eu não ia ficar lá e escutar isto. "Quando ele acabar, quando ele não estiver mais ferido por causa do seu pai, ele vai voltar para mim.

Nós

temos

algo.

Ele

me

ama.

Ele

simplesmente não podia lidar. " Eu continuei ignorando-a, e abri a porta. "Ele costumava dizer que me amava quando ele estava me fodendo. Disse que eu o fazia se sentir incrível. Que nada nunca seria tão bom. Aposto que ele não diz que te ama, não é? ", Ela disse enquanto caminhava para fora da porta. Eu estava feliz por não estar de frente para ela quando ela disse isso. Porque, então, ela teria visto a resposta no meu rosto. Tão maravilhoso como o meu tempo com o West tinha sido na noite passada, ele nunca disse que me amava. Ele não disse muito. Quando acabou, ele me segurou com ele. Eu gostava de ficar em seus braços. Quando ele tinha deixado uma


lágrima cair, eu acreditava que ele lidou com sua dor. Mas talvez tivesse mais coisa do que isso. Talvez eu tivesse sido um erro. "Aí está você." A voz de West sempre fazia meu ritmo cardíaco acelerar. E especialmente agora, comigo preocupada que talvez ele amasse Raleigh, eu estava feliz que ele estava aqui. Olhei para vê-lo andando na minha direção. Uma carranca tocou seu rosto quando ele se aproximou. "O que aconteceu? ", ele perguntou quando me alcançou. Sua mão segurou meu rosto. Eu adorava quando ele fazia isso. Isso me fazia sentir segura. Como se suas mãos grandes poderia me proteger. A porta do banheiro se abriu atrás de mim, e eu me senti tensa. Oh Deus, ele ainda sentia algo por ela. Ele a amava. Eu não sabia se ele a amava. O sentimento de segurança me deixou, e eu balancei a cabeça em resposta à sua pergunta enquanto me movia ao mesmo tempo para longe dela. Longe dele. Longe das minhas emoções confusas.


"Você fez isso? Ela está chateada por que você disse algo a ela? " West estava com raiva. Eu me virei para vê-lo olhando para Raleigh da mesma maneira que ela olhava para mim. Seu olhar era apenas mais intenso. E assustador. Raleigh deu de ombros e jogou o cabelo escuro por

cima

do

ombro

como

se

nada

tivesse

acontecido. "Eu estou em outra, West. Eu não me importo com o que você faz ", ela virou-se e foi embora. Eu sabia que ela não queria dizer isso, mas ela era uma grande atriz. "Ela disse algo para você", ele disse, fechando a distância entre nós novamente. Eu dei de ombros. "Nada de mais. Ela está só... não era sobre você." Ele deslizou a mão sobre meu quadril. "Tudo o que ela disse, não dê ouvidos. Ela está tentando me machucar, e ela descobriu que machucando você vai me machucar. Isso é tudo." Eu não acho que ele estava certo sobre isso, mas eu não iria corrigi-lo. Em vez disso eu mudei de assunto.


"Eu pensei que você estaria comendo agora", eu disse. Ele sorriu, então inclinou a cabeça para beijar meus lábios uma vez. "Não sem você." Oh. Eu não sabia o que pensar sobre isso. O que nós éramos agora? A noite passada realmente mudou a gente? Ele colocou a mão nas minhas costas. "Vamos. Vamos comer." Eu fui. Porque eu não tinha idéia de como perguntar o que éramos agora. "Senti sua falta esta manhã", disse ele, sua mão não me deixando. "Nós mandamos mensagem." Eu o lembrei dos muitos textos que ele me enviou ao longo aulas esta manhã. "Não é possível ver seu rosto em um texto", ele respondeu. Os pássaros em meu estômago acordaram. Quando chegamos à porta da cafeteria, West chegou à frente e abriu-a, e entramos juntos.


Todos os olhos no lugar estavam sobre nós... ou parecia estar. Eu podia sentir as pessoas olhando. Querendo saber o que tinha acontecido com a gente. Por que a nossa amizade parecia mais íntima agora. Olhei para sua mesa, e Brady, Asa e Ryker estavam nos observando. Gunner era o único que achava que não éramos entretenimento. Ele estava muito ocupado olhando para o seu telefone enquanto ele escrevia algo. Eu não olhei para ninguém quando caminhamos para a fila. O braço de West encontrou meus ombros, e puxou-me para perto dele quando ele colocava um beijo na minha têmpora. Surpresa, eu olhei para ele, mas de repente ele estava olhando para alguém com uma carranca. Seguindo seu olhar, vi que Nash parou para nos assistir com a bandeja nas mãos. Nash olhou para mim, então balançou a cabeça e caminhou em direção à mesa com os outros caras. Eu estava certa de que eles perceberam a interação West e Nash. Poderia Brady dizer-lhes que West e eu estávamos... estávamos o quê?


"Ele está com raiva?", Eu sussurrei. Eu não queria

seus

amigos

chateados

com

ele.

Ele

precisava de apoio agora. "Não importa. Se ele estiver, ele vai superar isso. " Essa

não

era

a

resposta

que

eu

estava

esperando. Ele agarrou minha bandeja e a sua, e nós caminhamos até a mesa e aos nossos lugares vagos entre Brady e Nash. West sentou-se ao lado de Nash, que era normalmente onde eu estava sentada. Ele estava fazendo uma declaração hoje. Eu só ainda não tinha certeza do que era. "Então, vocês estão juntos agora?" Gunner perguntou, deixando cair seu telefone na mesa e pegando seu refrigerante. "Pensei que ela estava fora dos limites e essa merda." "Não", disse Brady antes West pudesse reagir. "Isso não tem nada a ver com você."


Gunner parecia mais divertido do que qualquer coisa. Ele pegou a maçã e sorriu. "Certo então." Então ele olhou para Nash antes de tomar uma mordida sorrindo. Eu queria estar em qualquer lugar, menos aqui. "Eu estava pensando Maggie. Você já tem um encontro para o baile? ", Perguntou Gunner. "Gunner, merda cara." Ryker murmurou. Eu não olhei para cima. Olhei as batatas fritas que eu estava prestes a comer e fingi não ouvi-lo. Eu não tinha pensado sobre o baile. Eu tinha visto os cartazes e eu tinha ouvido os anúncios, mas eu não estava pensando nisso. Eu nunca tinha ido a um baile. Eu não esperava para ir neste. "Ela está comigo, Gunner. Ela vai comigo. Em todos

os

lugares."

West

respondeu.

"Isso

é

suficiente de um esclarecimento para você? " Sua mão deslizou por cima do meu joelho e apertou enquanto ele falava. "Bem, claro." Asa disse com uma risada. "Nós vamos deixar ou o quê?"


Olhei para Asa para ver com quem ele estava falando. Seu olhar estava fixo em Brady. Meu primo simplesmente assentiu. Nada mais foi dito. Comeรงaram a falar de jogo de sexta-feira, e eu finalmente relaxei o suficiente para comer meu almoรงo.


Ela tinha se tornado meu tudo.

Capítulo 36 WEST O treinador tinha dito que eu não precisava ir ao treino esta semana. Embora, se eu quisesse, eu ainda poderia jogar. Ele sabia que eles precisavam de mim, e ele também sabia que meu pai gostaria que eu jogasse. Então, eu jogaria. Eu tinha perdido todas as outras práticas, mas eu não ia perder essa. Minha avó estava na minha casa agora, então eu sabia que minha mãe não estava

sozinha.

Isso

me

deu

um

pouco

de

liberdade, mas também me mantinha fora de casa. Eu não queria aquela mulher lá. Ela nunca tinha visitado, nenhuma vez durante toda a minha vida. Nós sempre tínhamos que ir para a casa dela. Ela raramente falava com meu pai ou o reconhecia. Eu não sentia nada por ela.


Mas a minha mãe a amava. Ninguém me questionou quando eu entrei no vestiário para ter o meu equipamento para a prática. Alguns assentiram, alguns me deram um tapa na parte de trás, mas ninguém disse nada. Isso era o que eu precisava. Se eu não podia ter Maggie comigo o tempo todo, então esta era a única outra maneira de manter minha mente livre de merda. Quando eu amarrei minhas chuteiras, eu me levantei para ver Brady caminhando até mim. Ele queria respostas, e eu não iria dar-lhes. O que eu disse a ele esta manhã foi a sua resposta. "Há quanto tempo ela esteve falando com você?", Ele perguntou em voz baixa. Peguei meu capacete e comecei a caminhar para a porta. "Um período de tempo", eu respondi. "Quanto tempo de 'um período'? Desde o hospital... Ou antes?" "Antes".


Brady foi para o meu lado. "É por isso que você se ligou a ela tão rápido, não é? Ela tem ajudado você lidar com as coisas. Ela esteve lá. " Eu não respondi. Eu não sabia a resposta. Talvez fosse por isso que eu tinha me ligado a ela tão rapidamente. Dor mudava você. Fazia você reagir de forma diferente. Mas eu não quero dizer que eu não queria ter Maggie se ela não tivesse falado comigo. Mas será que eu teria? "Você entende provavelmente melhor do que ninguém o que ela passou. Se ela disse-lhe tudo, é mais do que ela disse para qualquer um." Ele estava certo. Ela tinha, mas eu não iria lhe dizer isso. "Ela

precisa

falar

com

outras

pessoas",

acrescentou Brady. Ele não ia deixar isso. Eu tinha que tira-lo do caminho. Até que Maggie estivesse pronta para falar, eu não ia deixar ninguém força-la.


Eu parei de andar e olhei para ele. "Ela não está pronta. É como ela lida. Deixe-a lidar com as coisas o jeito que ela precisa. Eu não vou deixar ninguém empurrá-la. Nem mesmo você ", eu disse a ele. Então eu andei em direção ao campo e deixeio lá.

****

Era quase meia-noite quando Maggie deixou sua janela aberta para eu entrar. Eu tive treino até tarde, em seguida, fui para o Bluff e sentei-me lá por algumas horas. Quando minha mãe tinha chamado para ir a casa comer, eu fui. Para ela. Em seguida, minha avó tinha me perguntado sobre a faculdade, e eu não respondi. Ela não tinha estado lá para nós antes, e ela não tinha o direito de interferir na minha vida agora. Eu chamei minha mãe e disse-lhe para ir dormir. Disse-lhe que estaria em casa logo, que eu ia para a casa de Brady. Isso era verdade. Eu estava lá. Eu simplesmente não estava aqui para


Brady. Eu acho que ela provavelmente sabia disso, mas ela não perguntou. Maggie ficou no meio de seu quarto em um par de calças de moletom folgada amarrado na cintura e uma regata. Seus longos cabelos estavam em um nó bagunçado em cima de sua cabeça, e ela não poderia parecer mais bonita. Eu senti saudades esta tarde. Eu sempre sentia falta dela quando ela não estava comigo. Isso me assustava, se eu pensasse muito sobre isso. Eu não queria perdê-la. Eu poderia perdê-la. Não. Eu não ia perder Maggie. Eu não deixaria isso acontecer. Gostaria de fazê-la querer ficar comigo. Eu seria o que ela precisasse que eu fosse. "Ei," ela disse suavemente. Eu sorri. "Ei." Fechando a distância entre nós, eu estendi a mão para ela e segurei-a perto de mim. "Senti sua falta," Eu sussurrei antes de pressionar um beijo em seus lábios. Ela tinha grandes lábios.


Ela riu contra o meu beijo. Eu amava esse som. Ela não ria muitas vezes. Mas quando o fazia, era como

mágica.

perguntei,

"O

incapaz

que

é

de

tão

engraçado?"

manter

o

Eu

sorriso

incrivelmente satisfeito de ouvi-la rir. "Você só me viu há poucas horas", disse ela. Eu balancei minha cabeça. "Não, eu vi você nove horas atrás. Isso não é um pouco. É um longo tempo de merda. " Maggie apertou os lábios e seus olhos sorriram. Ela não estava usando qualquer maquiagem. Seu rosto estava lavado. Eu adorava que ela sabia que eu estava chegando e não se arrumava. Ela era apenas ela, e ela estava confortável sendo apenas ela. "Você realmente deveria estar dormindo. Você tem o jogo amanhã à noite, " ela disse enquanto colocava a mão no meu peito. "Eu vou dormir. Aqui com você. Vou colocar o meu alarme para me levantar às cinco, e eu vou voltar para casa. Mas hoje eu quero te abraçar. "


Seus olhos brilhavam de prazer. Isso me fez pensar sobre coisas. Coisas que eu não deveria estar pensando. Não em sua casa. Não onde Boone estava tão perto de nós. Olhei para sua cama e podia ver que ela já tinha estado hoje à noite. Eu não tinha mandado uma mensagem para ela que eu estava vindo uma hora

atrás.

Eu

me

perguntei

se

ela

estava

dormindo. Vê-la desarrumada e saber que eu estava tendo-a se aninhando contra mim durante a noite fazia tudo o que sentia vazio desaparecer. Maggie me fez sentir como um homem das cavernas. Eu gostava de tê-la comigo. Maggie enfiou a mão na minha, e eu tive aquele sentimento familiar de paz que tinha chegado a mim neste último mês. Quatro semanas. Amanhã faria exatamente um mês desde que eu a beijei na festa do campo. Ela veio em minha vida quando eu pensei que ia me perder. Quando eu não tinha certeza se tinha a força para fazê-lo. E ela me mostrou que eu podia. Ela me lembrou que eu não era a única pessoa no mundo a perder um pai.


Maggie puxou as cobertas de volta ao meu lado depois de me arrastar para o lado dela para endireitar seu lençol. Vê-la assim, estar aqui com ela desse jeito, me fazia querer coisas. Coisas que deveriam ficar para mim e somente a mim. Por exemplo, eu nunca queria outro cara a visse vestida assim nesta cama. Somente

eu.

Eu

não

queria

que

ela

nunca

escorregasse a mão na mão de outro cara. Nunca. Só a minha. "Você tem que ir dormir," Maggie sussurrou, um sorriso brincalhão em seus lábios. Ela tinha se tornado a minha salvação. Eu queria ser a dela. Eu queria que ela sentisse assim sobre mim também. Eu subi na cama e deitei de costas com um braço atrás da minha cabeça e o outro estendido para Maggie, convidando-a a vir colocar a cabeça no meu peito. Ela não precisava de instruções. Ela sabia exatamente o que eu queria. Quando sua cabeça estava exatamente onde eu gostava, eu


escorreguei minhas mãos em seu sedoso cabelo e desamarrarei seu coque. Ela não protestou. Estando ali em silêncio por alguns minutos, enquanto eu brincava com seus cabelos e olhava para o ventilador de teto. Minha cabeça era uma mistura de emoções. Ela entrou em minha vida quando eu mais precisava dela. Eu nunca esperava isso. Ou ela. Mas agora que eu a tinha, eu não tinha certeza de como eu tinha passado tanto tempo sem ela.


Minha garota.

Capítulo 37 MAGGIE Quando tia Coralee bateu na porta do meu quarto para me acordar, eu tive um breve momento de pânico até que vi que West não estava mais em minha cama. Eu acho que eu não estava acordada quando ele saiu. Havia um bilhete sobre o travesseiro onde ele tinha dormido. Eu esfreguei meus olhos do sono, em seguida, abri o papel dobrado. Bom dia, linda. Você estava dormindo tão pacificamente quando eu saí. Eu não queria acordar você. Mas hoje eu gostaria de ser o único a leva-la para escola. Eu estarei aí às sete e meia. Se Brady dificultar, me ligue e passe o telefone para ele.


Ele queria me levar para a escola. Olhei para o espelho do outro lado da minha cama e vi o sorriso no meu rosto. Era um sorriso verdadeiro, um cheio de emoção e esperança. Durante muito tempo esse sorriso tinha sido estranho para mim. Agora eu estava feliz. Levantei, andei até o espelho, em seguida, estendi a mão e toquei a menina lá. Ela era mais velha do que aquela que eu conheci uma vez. Seus olhos tinham mais força e maturidade. Mas ela estava feliz. Era familiar. "Você gostaria dele, mãe", eu sussurrei. "Ele é maravilhoso." Ela gostaria que eu a dissesse tudo sobre ele. Ela teria gritado comigo quando eu dissesse a ela sobre o nosso primeiro beijo. Ela gostaria de me ouvir falar sobre ele e não se entediaria. Ela não foi apenas a minha mãe; ela tinha sido a minha melhor amiga. Saber que West a faria feliz me fazia sentir ainda mais completa. O vazio que havia se tornado parte de mim não era tão mais vazio. West tinha preenchido.


A voz de Tia Coralee chamou quando o café da manhã estava pronto me lembrando que eu tinha pressa. Eu queria deixá-la saber que eu estava indo com o West hoje. Era seu dia do jogo, e eu queria surpreendê-lo com meu espírito escolar. Eu

precisava

pedir

a

Brady

para

me

emprestar uma camisa. Quinze minutos mais tarde, eu estava vestida e me dirigi para a cozinha. Eu tinha mandado uma mensagem para Brady perguntando-lhe se poderia emprestar uma camisa. Ele concordou e disse que iria levar na cozinha para mim. Eu também tinha um bloco em minha mão não para pedir, mais como dizer, a tia Coralee que eu estava indo com o West hoje. Quando eu cheguei lá, Brady já estava na mesa comendo um prato cheio de ovos e bacon. Ele estava vestindo a camisa azul que ele iria vestir esta noite. Havia outra azul dobrada em cima da mesa que tinha seu número, mas parecia ter sido mais usada.


"Aqui está. Você pode ficar com a minha camisa do ano passado." disse ele, um sorriso puxando os cantos de seus lábios. Será que ele achava que era bobagem eu usála? Era algo que ainda eu não deveria fazer? "Bom dia, Maggie. Eu tenho o seu prato aquecido. Deixe-me pegar. " Tia Coralee fez uma pausa e olhou para a regata branca que eu estava vestindo e franziu a testa. "Hum, eu não acho que você pode usar isso na escola ". "Oh, ela não vai. Ela vai usar minha camiseta velha hoje ", ele respondeu. Os olhos de tia Coralee se iluminaram, e ela sorriu. "Bem, isso é tão doce! Não é, Brady? " Brady continuou a olhar como se ele estivesse prestes a cair na gargalhada a qualquer minuto. "Claro que é," ele conseguiu dizer antes de comer outra garfada de ovos. Eu decidi ignorá-lo e passei a vestir a camisa antes de entregar o meu bilhete para a tia Coralee. Ela leu, em seguida, sorriu suavemente. "Claro,


querida. Isso é bom. Eu esperava por isso. " Aliviada, peguei meu prato de comida das mãos dela e fui para a mesa. "O que você esperava?", Perguntou Brady. "Que ela começasse a ir para a escola com o West em breve." Brady sorriu novamente. "Então, ela está indo com West hoje? "Eu concordei e tia Coralee disse:" Sim ". Brady estava estranho, então eu decidi ignorálo. Eu estava animada sobre ir com West. Eu estava animada para que ele me visse com a camiseta. Eu também estava animada apenas por vê-lo. Ele me deu uma razão para amar a vida novamente. Eu não tinha realmente vivido em dois anos, e eu finalmente percebi agora que eu tinha perdido tanto. Não falar tinha me protegido de muitas maneiras, mas também tinha me isolado. De todo o mundo. Quando tia Coralee subiu para o primeiro andar, Brady olhou para mim. "O que eu avisei a você sobre West ainda é algo que você precisa se lembrar. Mas admito que ele esteja diferente com


você. Eu nunca o vi tratar ninguém como ele trata você. Então talvez isso seja mais para ele do que qualquer outro relacionamento foi. Só tenho medo que você possa ser uma muleta para ajuda-lo a lidar com a morte do seu pai. Quando alguém aparecer,

ele

poderia

deixa-la.

Você

seria

esquecida", disse ele, em seguida, ele se levantou. "Guarde

o

seu

coração.

Ele

não

vai

te

machucar. Mas no final, ele pode. " Uma batida forte interrompeu Brady. Ele olhou para a porta quando me levantei. Eu sabia que era West. Eu levei meu prato para a pia antes de correr para a porta. Eu abri a porta. West sorriu no momento em que nossos olhos se encontraram. Em seguida, o sorriso vacilou quando ele olhou para a minha camisa. "Você está vestindo a camisa de Brady", disse ele enquanto seus olhos encontraram os meus novamente. Eu sorri e acenei. Eu queria que ele ficasse feliz eu estava mostrando o meu apoio para o time, e para ele.


Brady deixou escapar uma risadinha, e eu me virei para vê-lo cobrindo a boca quando ele se virou para caminhar até as escadas. Por que ele estava rindo? Eu tinha feito algo errado? Braço de West deu a volta da minha cintura, e ele

pegou

minha

mochila

com

a

outra

mão

enquanto olhava para Brady. "Vamos", disse ele, parecendo menos do que satisfeito. "Eu

fiz

alguma

coisa

errada?",

Perguntei,

sentindo-me mal no meu estômago. O sorriso feliz de West tinha ido embora. Ele não respondeu quando ele abriu a porta da caminhonete e colocou a minha mochila. Então ele me agarrou pela cintura e levantou-me como se eu fosse uma criança e não podia entrar por mim mesma. Uma vez eu estava no banco, eu estava no nível dos seus olhos. Ele se inclinou e me beijou. Não

foi

doce,

o

beijo

doce

que

eu

estava

acostumada, mas era bom. Eu me senti como se estivesse me marcando e tentando me deixar


bêbada tudo ao mesmo tempo. Ele me tinha agarrado a ele e estava derretendo contra ele quando ele se afastou. "Você não pode vestir a camisa de Brady," ele disse simplesmente, em seguida, fechou a porta e se dirigiu para o lado do motorista. Se eu não pudesse vestir a camisa de Brady, então por que ele estava me levando para a escola nela? "Eu preciso mudar então", eu disse quando ele abriu a porta e subiu dentro. Ele

balançou

a

cabeça

em

concordância.

"Aperte o cinto", ele me instruiu. Eu fiz como me foi dito, e ele puxou para a rua e se dirigiu para a escola. Eu esperava que ele explicasse sobre a camisa, mas ele nunca disse nada. Nada. A viagem de cinco minutos de carro para Lawton foi curta, e eu queria saber por que eu não poderia usar a camiseta de Brady. Eu comecei a abrir minha boca, quando West dirigiu passando do estacionamento cheio para a casa do campo.


Ele iria me fazer tirá-la e deixá-la lá? Porque a tia Coralee estava certa; Eu não poderia vestir esta camiseta de alças na escola. Eu seria rapidamente enviada para casa. "O que estamos fazendo?", Perguntei quando sua porta se abriu e ele saiu. Fechou-a e dirigiu-se para meu lado sem me responder. Quando ele abriu a minha porta, ele me agarrou e me beijou novamente antes de pegar e me colocar no chão. "Nós vamos arrumar a sua camiseta," ele disse simplesmente. Em seguida, pegou minha mão, e nós caminhamos dentro da casa de campo. Ele estava vazio, esta manhã, graças a Deus. Eu não queria ver homens nus. Isso seria muito embaraçoso.

West

levou-me

a

uma

fileira

de

armários, depois parou uma vez que ele chegou aos maiores no fim. Eu vi o seu nome escrito acima de um armário à direita antes que ele abrir. "Tire isso," ele disse quando enfiou a mão no armário para tirar uma camisa cuidadosamente dobrada no topo prateleira.


Ele

estava

frequência

me

dando

cardíaca

sua

acelerou

camisa. quando

Minha eu

rapidamente tirei a camisa de Brady. West virou-se para olhar para mim e parou. Em vez de entregarme a camisa, ele deu um passo em minha direção e inclinou

a

cabeça

para

beijar

minha

clavícula

exposta antes de enterrar a cabeça no meu pescoço e inalar profundamente. Eu tremi, mas mantive-me. Eu estava com medo se eu me movesse, quebraria o feitiço. Eu não queria que ele parasse. Eu adorava tê-lo perto de mim desse jeito. Sua mão deslizou em volta da minha cintura, e ele me segurou contra ele, quando sua língua começou a tomar pequenas lambidas no meu pescoço, seguido por beijos. Larguei a camisa de Brady e agarrei os braços do West para manter meus joelhos estáveis. "Gosto tão bom, cheira tão bem", ele sussurrou enquanto sua boca se movia mais abaixo, e ele roçou os lábios entre os topos dos meus seios várias vezes. Eu assisti em fascinação.


Ele levantou os olhos para olhar para mim quando ele puxou minha blusa para baixo um pouco para continuar a sua trilha de beijos. "Eu preciso parar. Mas eu preciso de você para me dizer para parar. " Sua voz era profunda. Eu não queria que ele parasse. Chegaria na classe e teria o banco traseiro para isso. "Se eu for mais longe, eu vou querer mais. Mais do que você precisa em um sujo vestiário. Jurei a mim mesmo que a próxima vez que eu tocar em você, vai ser em algum lugar especial ". Ele tinha me roubado as palavras. Eu só fiquei ali segurando seus braços enquanto ele segurava um dos meus seios através da minha camisa e beijou o topo do outro. Em seguida, ele grunhiu e fechou os olhos com força antes de deixar cair as mãos e se afastar. Senti frio quando ele se foi. Eu o queria de volta. "Levante os braços", disse ele quando pegou de volta a camisa que ele tinha pegado do seu armário. Eu fiz como me foi dito, e ele colocou-o sobre a minha cabeça. Uma vez que ele estava feliz que eu


estava vestida corretamente, ele deu um passo para trás e olhou para mim. "Apenas minha camisa, Maggie. Ninguém mais. Nunca. Eu não quero a camisa de ninguém tocando você, mas a minha. Mantenha esta. Use-a qualquer maldito tempo que quiser, mas nunca coloque a de Brady novamente." Oh. OK. Oh meu. Eu balancei a cabeça e resisti a vontade de envolver meus braços em torno da camisa que eu estava usando, e abraça-la. Cheirava a West. Eu nunca ia querer lavá-la. Ele sorriu. "Minha garota. Minha camisa do caralho ".


Eu seria a sua escolha? CAPÍTULO 38 WEST

Hoje à noite Maggie sentou-se com a minha mãe no jogo. Cada chance que eu tinha, eu olhava para elas. Maggie acenou a maior parte do tempo, mas em seguida, às vezes eu a pegava conversando com minha mãe. Meu peito se enchia, eu me perguntei se ele poderia estourar. Depois de cada touchdown eu olhava ver Maggie de pé aplaudindo com um enorme sorriso em seu rosto, minha camisa do caralho cobrindo seu corpo. Deus, eu adorava isso. Todo mundo via que ela era minha. Quando eu a vi na camiseta de Brady, esta manhã, eu queria tira-la de cima dela e queimá-la. O sorriso divertido no rosto de Brady não tinha ajudado. Ele sabia quando ela lhe pediu como eu iria reagir. O idiota tinha feito isso de propósito e teria um ponta pé.


Quando ele andou pelo corredor e a viu em minha camiseta, ele começou a rir. Ninguém, mas três de nós sabia o que ele achava tão engraçado. Maggie tinha sorrido e abaixado a cabeça com o rosto corado. Ela estava tentando me agradar. Ela só não tinha idéia de que uma menina vestindo a camisa de um cara significava que ela era dele. Família ou não, ela não iria vestir a porra da camisa de Brady. Ou de qualquer outra pessoa. Somente minha.

****

Vencemos por um touchdown. Gunner fez um belo passe e correu para ganharmos o jogo no final de três minutos. Tinha sido um jogo de alta pontuação para ambas as equipes. Eu estava preocupado

que

precisaríamos

ir

para

a

prorrogação, mas Gunner resolveu. Quando saí do vestiário, Maggie estava lá esperando por mim. O sorriso dela quando nossos


olhos se encontraram aliviou a tristeza que eu sentia quando saí e meu pai não estava lá. "Você foi incrível.... Eu acho que. Eu não sei muito sobre isso. Mas você parece realmente bom naquelas calças ", disse ela em um sussurro quando eu cheguei perto o suficiente para segurá-la. Rindo, eu beijei sua testa, então seu nariz, e finalmente sua boca. "Vê-la lá em cima na minha camisa, parecendo um anjo, ajudou. Vou precisar disso em que cada jogo agora." Ela sorriu. "Eu acho que posso fazer isso." Hoje à noite eu estava levando-a para a festa do campo. Embora ela tivesse ido para muitas, esta noite ela na verdade ficaria. Ela iria comigo. Não ficar escondida nos cantos escuros à espera de Brady. A idéia dele deixando-a lá fora, ainda me irritava. Eu não gostava de pensar em como sozinha ela tinha estado. Com ninguém lá para ela.


"Bom jogo, baby." Eu olhei para cima do meu pequeno mundo privado com Maggie para ver Raleigh ali de pé. "Obrigado, mas eu não sou seu baby", eu respondi, tentando faze-la sair. Raleigh riu e mordeu o lábio inferior como se achasse que era sexy. "Talvez não agora, mas você vai ficar entediado com a menina muda e querer alguma ação novamente. Eu estarei esperando. Eu sempre estive lá para quando você precisou de mim. Eu quero voltar, West. Eu sinto falta ", disse ela em voz baixa que soou suplicante. Eu odiava quando as pessoas incomodavam Maggie. Eu tinha planejado para ser bom para Raleigh quando a mandei em embora. Mas ela vinha e dizia merda para me irritar. "Eu posso falar. Eu só escolho com quem conversar. Então, pare de tentar me chatear. Não esta funcionando." Eu fiquei ali olhando para Maggie quando ela falou de forma tão clara e com naturalidade para Raleigh.


"Então você fala. Huh. Será que Brady sabe disso? ", Perguntou Raleigh, e eu dei um passo em direção a ela, colocando me entre ela e Maggie. Mas a mão de Maggie tocou meu braço quando ela se agarrou e se mudou para ficar ao meu lado. "Sim ele sabe. Agora você pode sair ", disse Maggie, não recuando. Fiquei olhando para ela. Não havia nada sobre ela que não era perfeito? Ela ainda lidava com minha ex-namorada sem ser dramática. "Deus, você não pode nem mesmo parar de olhar para ela", disse Raleigh em um tom de desgosto. Ela estava certa. Eu não podia. Eu não olhei para cima, mas eu sabia que Raleigh tinha saído uma vez que os ombros de Maggie relaxaram e ela se virou para encontrar o meu olhar. "Eu decidi do que eu preciso para entrar no mundo de novo. Atacar. Falar. Mas até eu contar a minha tia e meu tio, eu não vou falar com ninguém. Exceto você, é claro. "


Exceto eu. Beijei-a com força nos lábios e tentei como o inferno não deixar que o medo de perdê-la tirasse meu controle. Eu queria que ela falasse. Eu queria que ela vivesse sua vida ao máximo. Eu só não sabia se eu seria o suficiente para ela. Agora eu estava no mundo dela, porque ela só falava comigo. E minha mãe. Quando ela falasse com as outras pessoas e deixasse-os entrar... Será que ela ainda iria querer ficar comigo?

**** Eu tinha a mão de Maggie encaixada na minha enquanto caminhávamos em direção aos rapazes na festa.

Brady

estacionou

sua

caminhonete

aqui

novamente, agora que ele não tinha Maggie se escondendo no escuro sozinha. Nash foi o primeiro a nos notar, e ele me deu um sorriso tenso. Ele ainda não tinha aquecido a ideia de mim com a Maggie. Mas não era porque ele não gostava dela... era o oposto.


Sabendo que ele a tinha visto vestindo minha camisa durante todo o dia fez o monstro ciumento dentro de mim voltar. Assim que Nash tinha encontrado Maggie, ele tinha reconhecido algo especial nela. Mesmo que eu tivesse. Ele apenas não lidar com essa merda o fez um idiota... Sorte a minha, ela viu algo dentro de mim também, esquecendo de que eu era um idiota. "Você está pronta para isso?" Eu perguntei a ela quando chegamos perto dos caras. Ela inclinou a cabeça para trás para olhar para mim e sorriu. Isso era tudo que eu precisava. "Bem-vinda à família, Maggie", disse Ryker, segurando sua cerveja, um grande sorriso no rosto. "Ótima hora para se juntar a nós ". Olhei para Brady. Era sua culpa que ela não tinha estado conosco desde o início. Ele deve se sentir como merda já que ele tinha deixado ela lá fora, sozinha. Mas o olhar em seu rosto aliviou


minha raiva. Ele não estava orgulhoso de si mesmo, eu podia ver. Ivy estava enrolada ao seu lado novamente esta noite. Eu nunca sabia quando eles estavam juntos novamente ou acabado. Brady parecia tão distante dela. Ele estava deixando-a ficar aqui porque ela queria. Não porque ele a queria aqui. "Três jogos. Três vitórias. Eu já posso provar States, " Asa disse enquanto caminhava até o grupo e sentava-se ao lado de Ivy e Brady na traseira. Eu não queria compartilhar um assento com ninguém. Apenas Maggie. Eu a levei até a palha de feno que estava desocupada, e sentei-me com ela puxando-a para baixo para sentar no meu colo. Eu dei um beijo em sua orelha, em seguida, sussurrei. "Você está com sede? Eu me esqueci de te dar alguma coisa. " Ela balançou a cabeça e se inclinou para mim. Eu a abracei forte, sem prestar atenção nos outros, até que ouvi Nash dizer o meu nome. Era difícil tirar meus pensamentos de Maggie para responder.


Ela apenas era mais interessante do que ele. "O quê?" Eu perguntei, virando minha atenção para Nash. "Você tem Tennessee recrutando você. Você ainda vai, ou você vai para Bama? " Futebol. Próximo ano. Algo que eu não tinha pensado. Não queria pensar. Não com o pai não estando aqui. Não com Maggie aqui. Dei de ombros, porque eu não sabia a resposta. Sim, Tennessee estava me observando. Eu apenas não me importava. "Todos nós temos decisões a tomar. Vamos esperar até a temporada de futebol antes de decidir. Hoje à noite nós precisamos falar dos pés relâmpago de Gunner ", disse Brady, mudando de assunto e deixando para lá. Gunner ergueu a cerveja. "Por mim. Por ter chutado a bunda deles! ", Ele gritou, e todo mundo riu e ergueu seus copos.


Os ombros de Maggie sacudiram com um riso silencioso, e

deitou a cabeรงa no

meu ombro

enquanto ela assistia-os. E eu a observava.


Você irá me possuir.

Capítulo 39 MAGGIE Ouvindo West rir e conversar com seus amigos, enquanto ele me segurava em seus braços era perfeito. Era exatamente como eu queria que a minha primeira experiência real na festa do campo fosse. Eu não poderia imagina-la sendo de qualquer outra forma agora. Nós não ficamos tanto tempo quanto os outros. Depois de uma hora mais ou menos West estava pronto para ir. Eu sabia que ainda não iriamos para casa, e eu estava feliz em ir com ele onde quer que fosse.

Argumentei

com

ele

sobre

o

que

era

considerada uma boa música quando nós dirigimos até o Bluff. Ele gostava de música country de todos os tipos, mas eu preferia rock clássico. Quando ele finalmente estacionou em nosso local, ele estendeu a mão e desligou o rádio antes de cobrir meu rosto com as mãos e beijar-me como


se fosse algo precioso. Este era o meu tipo favorito de beijo. Eu amava todos eles, mas quando ele fazia isso, me fazia sentir como se nada pudesse me tocar. Como se nada pudesse nunca me machucar novamente. Eu me perdi em seu toque, e não foi até que ele quebrou o nosso beijo que eu abri meus olhos e lembrei que não estava flutuando em uma nuvem. "Você me quer com você, quando você contar a sua tia e seu tio que você vai falar de novo?" Era uma pergunta, mas eu ouvia a esperança em sua voz. Ele queria estar lá comigo. Isso era importante para ele. E isso me fazia amá-lo ainda mais. "Sim", eu respondi. Ele soltou o suspiro que estava segurando. "Bom. Eu me preocuparia com você, se eu não estivesse lá. Eu quero estar lá para você, Maggie. Eu não..." Ele parou e olhou em direção as luzes da cidade abaixo de nós. "Eu não quero que você se sinta como se você sempre tenha que ser a minha força. Eu quero ser


para você, também." Ele mudou o seu olhar de volta para mim. "Eu quero dizer para você o que você significa para mim." Isso não era um "eu te amo", mas era perto o suficiente. Essa última frase dizia mais do que sabia. Eu poderia dizer que ele estava preocupado que ele não seria menos importante para mim uma vez que começasse a falar com outras pessoas. Ele não

queria

que

perdêssemos

a

conexão

que

tínhamos. Neste momento eu estendi a mão e segurei o rosto dele. "Antes, de você eu nunca sorria. Eu nunca ria. Eu tinha esquecido como fazer. Eu estava sozinha, e eu não sabia qualquer outro caminho. Mas você me salvou. Você me fez sentir apreciada, necessária, querida. Você me levou para fora, e você me deu motivos para rir de novo. Somente ver você me faz sorrir. Ninguém jamais poderia dizerme o que você significa para mim. " West

sorriu

como

um

menino

que

tinha

ganhado o seu último desejo, e então ele me segurou com tanta força, que eu mal podia respirar.


Eu não me queixei, mas quando ele aliviou, eu respirei fundo. Ele olhou para mim por alguns momentos antes de sua mão deslizar entre as minhas coxas. "Como você está... lá?", perguntou ele, segurando sua mão perto

o

suficiente

para

começar

fazer

formigamentos entre as minhas pernas, mas não tão perto. "Não está mais dolorido", eu respondi, sentindo meu rosto ficar quente. Ele respirou fundo, e suas narinas inflaram. O calor nos olhos dele era o suficiente para ligar todos os meus sentidos. "Eu não quero que você pense que isso... que isso é... sobre o que somos. Eu tive esse tipo de relacionamento, e ele era vazio. E nós não. O que temos é mais. Eu quero que você sempre saiba que você é mais. Então, se você quer parar

e

não

fazer

isso

novamente...

Eu

vou

entender. Eu estarei bem se apenas quiser que eu te abrace." Ele estava preocupado que eu pensasse que ele só queria sexo. Ele estava enrolando-se com tanta


força em volta do meu coração, eu temia que fosse demais. Muito rápido. Mas eu não iria pará-lo. "Eu quero que sejamos mais", eu respondi. "Mas eu gosto disso também." West soltou uma risada suave. "Você irá me possuir." Abaixei-me e peguei sua mão e a deslizei até onde eu queria que fosse. "Eu quero mais disso com você." Dedos fortes de West moveram-se para meu short tirando qualquer argumento. Eu arqueei minhas costas e gemi de um súbito prazer. Ele se agarrou a mim enquanto ele beijava o meu pescoço, me dizendo o quão perfeita, linda, e especial eu era. Ele nunca disse, eu te amo, mas nem eu.

Horas mais tarde, eu estava deitada na cama, quando West subiu pela minha janela. Abri os olhos e vi quando ele tirou suas botas e jeans, em seguida, subiu. Uma vez que ele me tinha enrolado


no seu peito, ele beijou o topo da minha cabeça. "Um dia eu vou fazer amor com você em uma cama", ele sussurrou. Eu fazendo

adormeci, algo

pensando

muito

mais

sobre

West

interessante

do

e

eu que

apenas dormindo na minha cama. Quando acordei na manhã seguinte, West tinha ido embora, e o sol estava através das minhas janelas. Eu enterrei minha cabeça no travesseiro que ele estava dormindo e respirei profundamente. Eu adorava o cheiro dele. Levantei-me e fui para colocar meu vestido para que eu pudesse descer e tomar café. Além disso, eu queria que a tia Corlaee soubesse que eu queria falar com ela, tio Boone e Brady ainda hoje. Quando ela dissesse que era um bom momento, eu deixaria West saber. Hoje era um grande dia para mim. Hoje eu iria parar de me esconder. Eu faria relacionamentos reais com a minha família. Eu estava animada com isso. Mas eu também estava com medo. Com medo do que eles me perguntassem. Aterrorizada que


eles quisessem que eu falasse sobre aquele dia. Eu não quero descrever aquele dia novamente. Nunca. Tendo West ao meu lado enquanto eu lhes dissesse iria ajudar, e isso explicaria muita coisa sobre o meu relacionamento com ele que eu sabia que eles não entendiam. Mas eu precisava que ficasse claro para ele que eu não falaria sobre aquele dia com eles ou qualquer outra pessoa. Eu nunca queria mencionar o meu pai novamente. Se eles quisessem que eu falasse sobre a minha mãe e boas lembranças, eu poderia fazer isso. Eu queria agora. Eu estava pronta para isso agora. Brady estava sentado à mesa, com o cabelo desarrumado para cima em lugares aleatórios, vestindo apenas um par de calças de pijama xadrez enquanto comia uma tigela de cereal e bebia uma xícara de café. O jornal estava aberto na seção de esportes, e ele estava lendo atentamente. Tia Coralee estava no balcão na cozinha, escrevendo uma lista. Para os mantimentos. Eu conhecia a lista. Ela fazia isso todos os sábados. Ela


olhou

para

mim

quando

entrei,

e

sorriu

um

brilhante, sorriso alegre. "Bom dia. Tenho vergonha de dizer que eu não fiz café da manhã. Está faltando quase tudo. Eu vou correr para a loja esta tarde e conseguir o que precisamos. Mas, por agora você vai ter que comer cereais ou torradas. Acho que temos alguma fruta fresca, também. " Eu estava bem com uma tigela de cereais. Era o que eu tinha comido durante meus dois anos com Jorie. Ela não cozinhava nada. Mas ela também raramente estava em casa. Eu vivia sozinha na maioria do tempo. Brady olhou para mim, em seguida, voltou a ler o jornal e comer. Fui até a tia Coralee e entreguei a nota que eu tinha escrito sobre falar com eles hoje. Eu achei que andar até aqui e anunciar que precisávamos discutir o fato de que eu voltaria a falar novamente seria uma surpresa. Eu também não iria ter a chance de dizer-lhes que eu não estava disposta a falar sobre o que eu não queria.


Eu não queria ir a um conselheiro, terapeuta, ou o que você quiser chamá-los. Eu tinha ido a dez. Nenhum deles me ajudou em nada. Eu não ia voltar, e eles precisavam saber disso. Tia Coralee leu a nota, em seguida, olhou para mim

com

uma

expressão

preocupada.

"Claro,

querida. Nós podemos falar agora, se quiser ", disse ela. Brady levantou a cabeça e olhou para nós. "Falar sobre o quê?", Perguntou. "Maggie quer falar com todos nós sobre algo", disse ela, olhando para ele por um momento antes olhando de volta para mim. "Aqui, você pode usar minha caneta." Ela me entregou a caneta. Eu balancei minha cabeça. Então eu apontei para a parte na nota que dizia todos os três. Sua carranca se aprofundou. "OK. Sim. Bem, deixe-me ir buscar o seu tio Boone. Ele está lá fora, cortando a grama. " Ela bateu no meu braço e correu para a porta. Ela não ia me dar muito tempo para chamar West


aqui. Eu n達o tentei mensagens de texto, caso ele estivesse dormindo. Eu liguei. Ele respondeu ao primeiro toque.


Ela é igualzinha a sua mãe.

Capítulo 40 WEST Maggie estava esperando do lado de fora no balanço da varanda quando eu cheguei. Ela me ligou quando eu estava saindo do chuveiro. De qualquer forma eu estava aqui em dez minutos. Meu cabelo ainda estava molhado e eu não tinha sido capaz de encontrar qualquer cueca, mas eu achei. Ela se levantou do balanço e caminhou até o topo da escada. "Ei," eu disse, dando um beijo em seus lábios. "Você está pronta para fazer isso?" Eu podia ver a ansiedade em seus olhos quando ela balançou a cabeça. Enfiei a mão sobre a dela. Desta vez eu seria o único segurando-a. Ela tinha que fazer isso. Eu não a deixaria ir. "Eles estão esperando. Brady me ouviu chamálo, e eu expliquei que eu estava esperando por você para ter esta conversa. Mas eu acho que os


preocupei. Brady sabe, mas a tia Coralee e o tio Boone olharam realmente preocupados. " Inclinei a cabeça na direção da porta. "Vamos fazer isso, então. Eu vou estar lá o tempo todo. " Ela me deu um sorriso de alívio, e meu coração bateu contra o meu peito. Ela me fazia sentir coisas que eu tinha nunca sentido antes. Coisas que eu queria mais. Coisas que eu não queria viver sem. Eu a segui para dentro e, com certeza todos os três Higgenses estavam sentados na sala de estar, esperando. Brady era o único que estava relaxado e parecia entediado. Seus pais estavam nas bordas de seus assentos. Havia um bloco de notas e um lápis sobre a mesa na frente de Coralee. Eu me perguntei se ela tinha trazido para esta discussão. Maggie caminhou para ficar na frente de todos eles, e eu apertei sua mão. Ela poderia fazer isso. Eu faria certeza que ela podia. "Eu quero falar de novo", ela disse em uma voz suave que assustou tanto sua tia e tio. Eu nunca tinha visto


Os olhos de Boone se arregalaram. "Eu quero ser uma parte desta família. Eu estou pronta

para

isso.

Mas

eu

preciso

que

vocês

entendam algumas coisas ", ela disse-lhes, então olhou para mim. A mão dela ainda estava na minha, e eu acenei para tranqüilizá-la. "Eu não quero falar sobre... aquele dia. Eu não quero falar sobre ele. Eu não quero falar com um terapeuta. Eu quero falar sobre a minha mãe. Boas memórias. Eu gosto de pensar nela, e eu conversei muito sobre ela com o West. Ele escuta, mas eu gostaria de compartilhar memórias com outras pessoas que as conheciam e amavam. Mas o resto... Eu não posso. Parei de falar para me proteger. De mim e de todos. É como eu sobrevivi. " Ela parou e esperou. Coralee levantou-se e as lágrimas brotaram em seus olhos. "Nós não vamos fazer você falar sobre qualquer coisa que você não quer, Maggie. Eu prometo a você. Eu estou apenas- "Ela soltou um pequeno

soluço.

bom

ouvir

a

sua

voz

novamente," ela finalmente disse antes de cobrir sua boca e deixando escapar outro soluço.


Os ombros de Maggie relaxaram. Isso era o que ela precisava ouvir. Boone olhou para mim e depois para Maggie. "Eu acho que ele é que fez você falar. Ele precisava de você, e você sabia que poderia ajudá-lo, assim você falou. Soa como algo que sua mãe teria feito. " Ele moveu sua atenção de volta para mim. "Ela é exatamente como sua mãe. Especial, amável, doce. Mas forte também. Ela sobreviveu a um monte de coisas. E se isto", disse ele, apontando para os dois de nós," é mais do que amizade agora, então tenha a certeza que está pronto para estimála. Se você machuca-la, eu vou te machucar. Não importa quem você é. " Ele estava protegendo ela. Como um pai. Como seu pai deveria ter feito. Eu sempre gostei de Boone Higgens, mas ele tinha acabado de subir um degrau aos meus olhos. Ele estava sendo o pai que Maggie precisava. O que ela tinha havia destruído sua vida. Agora Boone estava protegendo-a. Eu balancei a cabeça. "Sim senhor. Eu sei como ela é especial. Eu nunca iria machucá-la. Eu juro."


Ele não parecia convencido, mas ele olhou para Maggie. "Eu amo você, menina. Eu amei a sua mãe. Perdê-la

mudou

todas

as

nossas

vidas,

mas

especialmente a sua. Queremos ajudá-la a curar. Se você nos deixar. " Uma lágrima rolou pelo rosto de Maggie, e eu tive que lutar contra o meu instinto de agarrá-la e confortá-la. Ela precisava disso com eles. Eu não poderia intervir agora. "Obrigada. Eu... gosto daqui. Eu gosto desta casa e todos vocês. Sinto-me segura, e tem sido um longo tempo desde que eu me senti segura. Obrigada por me dar uma casa." Brady se levantou. "Estou feliz que você veio para que eu pudesse finalmente ter meu quarto no sótão", disse ele, em seguida, piscou para ela. Maggie riu, e eu lutei com o pouco de ciúme por alguém tê-la feito rir. Eu amava vê-la rir, mas parecia que eu estava ficando possessivo. Ela tinha uma família agora. Uma que ela iria permitir em seu mundo. Maggie não ficaria mais em silêncio.


Deixei Maggie com sua tia Coralee para ir fazer as compras depois do almoço. Eu precisava ir para casa, porque minha mãe queria que eu estivesse lá para dizer adeus a minha avó hoje. Eu tinha conseguido me esquivar da mulher na maioria das vezes que ela estava lá. A única vez que minha mãe não tinha estado com ela foi ao meu jogo de ontem à noite. Andando para dentro, parei quando vi várias malas na porta da frente. Uma delas era da minha mãe. Minha avó estava sentada no sofá, com as costas retas e as mãos no colo como se ela estivesse posando para uma foto. Era assustador como o inferno. "Mamãe?" Eu falei em vez de falar com aquela mulher. Minha mãe veio ao virar da esquina, com outra mochila em seu braço. Ela parecia nervosa e incerta. Meu estômago se atou. Eu não estava me movendo. Não havíamos conversado sobre isso


ainda, mas eu com certeza não estava deixando Lawton. "O que está acontecendo?", Perguntei, com medo de pisar mais longe para o quarto. Mamãe me deu um olhar triste, em seguida, colocou a mochila em cima de sua mala de viagem. "Eu queria falar com você sobre isso antes que você saísse esta manhã, mas você só foi. O que está tudo bem. Você tem uma vida. Eu não quero que sua vida mude. Eu apenas..." Ela olhou para sua mãe depois de volta para mim. "Eu preciso de uma pausa daqui. Estar em casa é difícil para mim. Eu fico pensando que seu pai vai entrar pela porta a qualquer minuto. Sinto falta dele, e estar aqui se torna muito pior. Eu só preciso de uma pausa. Eu adoraria que você viesse comigo, mas eu sei que com o futebol e Maggie... Eu não esperava que você viesse. Eu não vou embora, é apenas algumas semanas. Por favor entenda. Eu não posso ficar aqui o dia todo sozinha com a sua memória. "Seus olhos se encheram com lágrimas e começaram a rolar pelo seu rosto.


"Você quer ir para Louisiana?" Eu tinha estado lá, e eu não conseguia entender por que alguém optaria por visitar a casa da minha avó. Não seria uma viagem inspiradora. Ela estaria no inferno com essa mulher e naquela casa. Ela assentiu com a cabeça e limpou o rosto. "Foi a minha casa uma vez. Eu sei que você não tem boas lembranças dela, mas eu tenho. Eu preciso de algo para tirar da minha mente a dor. A tristeza. " Esta era sua escolha para fazer, e eu queria que ela fosse feliz novamente. Eu odiava pensar nela com dor e sofrendo aqui sozinha enquanto eu ia para a escola e ao treino e passava um tempo com Maggie. E eu sentiria falta dela, mas eu não sairia de Lawton. "Você tem dezoito anos. Você é um homem agora. Você vai ficar bem aqui enquanto eu estiver fora. Você tem seus amigos e Maggie. No momento em que você precisar de mim, me chame e eu estarei aqui. Mas eu tenho que ir embora, West. Eu tenho."


Eu fiz a única coisa que eu poderia fazer. Aproximei-me e abracei-a. Ambos perdemos o meu pai. Eu tinha Maggie para me ajudar a lidar com a dor. Ela não tinha ninguém. "Eu te amo, mamãe. Entendo." Ela cheirou e me apertou com força em torno da cintura. "Eu também te amo, e eu estou tão orgulhosa de você." Mas ela estava me deixando. Papai tinha apenas nos deixado, e ela estava me deixando também.


Ela estava prestando atenção em seu país das maravilhas silencioso.

Capítulo 41 MAGGIE Comprar mantimentos com a tia Coralee era interessante. Ela conversava muito e perguntou todos os tipos de perguntas. Eu não percebi o quanto ela não sabia sobre mim ainda. Eu gostei mais do que eu pensei que eu faria. Quando chegamos em casa, Brady estava fora jogando basquete com Asa, Gunner, Ryker e Nash. Tia Coralee parou e jogou os Gatorades de um dos sacos antes de ela ir pra dentro. Cada

um

deles

pegou

um

par

de

sacos

também, e o carro foi rapidamente descarregado. Eu a ajudei a colocar as coisas para fora e tinha acabado de começar a ir para o meu quarto quando Gunner me parou.


"Ei, você vai conversar com a gente agora também?" Eu não tinha dito a Brady para não dizer nada a seus amigos. Eles eram amigos de West também. Mas agora que eles sabiam que eu estava falando, eu não tinha certeza de como lidar com eles. Eu não queria um milhão de perguntas deles também. "Está tudo bem. Ele nos disse que você tem limites. Venha e saia aqui com a gente ", gritou Ryker como ele afundou no sofá, com um saco de batatas fritas na mão. Virei-me e voltei a descer os degraus. Se eu quisesse caber no mundo de West, eu teria para fazer isso. "Você tem sussurrado para West por semanas. Eu já vi isso ", disse Nash no seu banco. "Eu tentei levá-la a falar comigo, mas nada. West curva seu dedo, e você começar a conversar com ele. " "Nash." O tom de Brady era um aviso. Nash deu de ombros e sorriu para mim. "Está tudo bem. Você pode falar comigo agora. "


"Pedi-lhe para ficar aqui e conversar com a gente.

Ela

pode

vir

falar

comigo,"

Ryker

argumentou. Olhei para Brady, que deu de ombros e revirou os olhos antes de pegar o controle remoto do Xbox e sentar em um pufe. O braço de Gunner repousava sobre meus ombros, me assustando. "Ela quer falar comigo, não quer, doce?", Ele disse, soando com sua habitual arrogância. "Vai conseguir que o seu braço seja arrancado se West chegar." Asa avisou. Gunner flexionou o braço que estava em volta dos meus ombros. "Eu não estou com medo de West.

Ele

não

quer

se

machucar

com

estes

inestimáveis braços." "Mer-da," Asa falou lentamente, balançando a cabeça e pegando o outro controle remoto do Xbox. "Vocês desgrudem dela. Ela decidiu que quer falar, e vocês irão fazê-la mudar de ideia ", Brady resmungou sem tirar os olhos da tela.


"Eu só quero ouvi-la dizer alguma coisa", Nash chamou do outro lado da sala. Eu poderia ficar aqui em silêncio e deixá-los falar e falar, ou eu poderia dizer alguma coisa e começar deixar esse estranho momento para trás. Sugando a coragem que eu precisava, eu me virei para Nash. "O que você gostaria que eu dissesse? ", perguntei. A sala ficou em silêncio. Então, o rosto de Nash abriu

um

sorriso.

"Bem,

inferno,

Maggie.

Até

mesmo sua voz é bonita." "Eu estava pensando a mesma coisa," Gunner acrescentou ainda envolto em torno de mim. "Obrigada", eu respondi, sem saber o que dizer sobre isso. "Você

é

bem-vinda,

doce",

disse

Gunner,

parecendo se divertir. "Sério, tire o seu braço dela antes que West chegue aqui", disse Nash, olhando para Gunner. "Você não está preocupado com West. Você só está com ciúmes. Você foi atrás dela desde que ela


apareceu. Mas você foi muito lento e você demorou, você perdeu ", Gunner zombavam dele. Eu decidi acabar com isso antes que ficasse ridículo. Afastei-me de Gunner, levando-o a tirar o seu braço. "Eu não sou seu doce," Eu informei a ele. "E, sério, se uma garota gosta de ser o seu 'doce', ela precisa ter a cabeça avaliada. " "E é assim que você queima a sua bunda", disse Ryker através de seu riso. "Todo mundo sabe que Gunner ama Gunner mais do que ninguém. Uma menina seria ingênua se pensasse diferente ", acrescentei. Gunner riu desta vez. "Ela estava prestando atenção em seu país das maravilhas silencioso." "Isso não é realmente difícil de descobrir, idiota," Asa disse com uma risada. "Sem querer mudar de assunto, mas vocês sabem que Riley Young está de volta na cidade?", Perguntou Nash, olhando de Brady para Gunner quase nervosamente.


O

comportamento

descontraído

do

Gunner

morreu. A frieza tomou conta do seu rosto como eu nunca tinha visto antes. "Ela não vai ficar muito tempo. Ninguém quer ela aqui ", disse ele enquanto ia para a cozinha. Uma vez que ele estava fora da sala, Brady parou de jogar a tempo suficiente para disparar um olhar irritado em Nash. "Você tem que trazer essa merda? Todos nós sabíamos que ela estava de volta. Não há razão para indicá-lo. Eu a vi na festa de campo um par de semanas atrás. Tenho a certeza que ela sabia que não era desejada, e então eu disse a ele que a tinha visto. " "Você a viu em uma festa? Porra. Ela tem atrevimento," Asa disse, parecendo surpreso. "Ela não fica. Nunca a vi entrar na clareira. De qualquer forma, ela saiu em seu carro. " A

menina

de

cabelos

escuros

que

tinha

conduzido até aquela noite e que Brady tinha encarado antes de sair.


Eu tinha esquecido sobre isso. Isso tinha que ser de quem eles estavam falando. Mas por que odiá-la? "Riley Young não pertence aqui. Nós todos vamos ter certeza que ela receba essa mensagem se ela tentar voltar para Lawton. Ninguém a quer aqui. E Gunner não precisa dela na sua cabeça ", Brady disse como se ele pudesse controlar tudo. Ela era bonita. Lembrei-me que era muito. E ela parecia triste e solitária. Eu não podia imaginar que a menina que eu tinha visto naquela noite tinha feito algo tão horrível, todos eles tinham um motivo para odiá-la. Especialmente Gunner. Houve uma batida na porta da frente antes que ela

se

abrisse.

West

entrou,

e

seus

olhos

imediatamente focaram em mim. Eu esqueci tudo o resto, e sorri. Ele me fazia sorrir. Eu não poderia ajudá-lo.


Eu não posso ser sua muleta.

Capítulo 42 WEST O fim de semana passou rápido. Muito rápido. Eu não estava em casa o suficiente para notar que minha mãe não estava lá. Mas então eu também não ia para casa, porque era muito difícil. Eu dormia no quarto de Maggie até cinco então escapava e ia para minha casa para tomar banho, mudar e comer antes de sair novamente. Eu simplesmente não podia ficar lá. Era o riso que me assombrava mais. Às vezes quando eu corria para casa, animado com alguma coisa e papai e mamãe estavam lá para me ouvir. Os nossos jantares em família sempre vinham para mim quando eu me sentava na mesa e comia sozinho.


Segunda-feira, porém, eu estava focado em Maggie. Ela estaria indo para a escola hoje sem a segurança do silêncio. Sua tia estava indo com ela esta manhã para falar com o diretor sobre a decisão de Maggie falar. Também sobre a preferência de Maggie por não ter de ver um conselheiro. Eu queria pegá-la e levá-la, mas me contentei em esperar fora do escritório até que Maggie e Coralee saíssem. O sino tarde ainda não tinha tocado, mas eu não estava preocupado com o atraso. Eu estava preocupado com Maggie. Ela ia ter que enfrentar o primeiro período sem mim. Inferno, ela tinha todos os seus períodos sem mim. Os olhos de Maggie se iluminaram quando ela me viu em pé lá, e ela imediatamente veio para mim e deslizou sua mão na minha. "Bom dia", eu disse, amando que ela veio até mim tão facilmente. "Bom dia", ela respondeu, então olhou de volta para sua tia. "Vejo você depois da escola." "Vocês, tenham um bom dia", Coralee falou enquanto caminhávamos em direção aos nossos armários.


"Não gostei de não trazê-la para a escola hoje", eu disse logo que estávamos longe o suficiente de Coralee. "Eu também senti sua falta", ela respondeu, com um sorriso em seus lábios doces. "Queria ter todas as aulas com você. " Ela apertou minha mão. "Eu vou ficar bem. Prometo ". Eu sabia que ela ficaria, mas isso não mudava o fato de que eu queria estar segurando a mão dela. Eu queria está lá, certificando-me se todos seriam bons com ela. Que ninguém fosse bom para ela... Não. Eu tinha que ter o controle de mim mesmo. Eu não queria sufocá-la com minha possessividade. Ela estava aprendendo a viver de novo, e eu tinha que deixá-la respirar. Foi só depois de terceiro período que o fato de que

ela

estava

falando

com

outras

pessoas

realmente bateu em mim. Vendo que Vance Young estava em seu armário quando ela olhou para ele e falou com ele me fez sentir

como

se

minhas

entranhas

estivessem


fatiadas. Eu odiava isso. Ela era minha. Ela falava só comigo. Eu não queria compartilhá-la. Meu pai tinha ido embora. Minha mãe tinha me deixado. E eu não iria perder Maggie. "Cai fora, Young," Eu rosnei enquanto eu o empurrei longe de Maggie e deslizei o braço em volta da sua cintura, puxando-a contra mim. "Que

porra

é

essa,

West?",

Disse

Vance,

olhando para mim. "Você está com raiva porque minha irmã voltou? Vocês são um bando de filhos da puta, você sabia? Você não sabe nada sobre o que aconteceu. Sobre ela." Isto não era sobre Riley. Essa era uma batalha de Gunner, não minha. "Eu não poderia saber se as merdas de Riley estão na cidade ou não. Mas não fique perto de minha garota novamente. " Vance olhou para Maggie, em seguida, volta para mim. "Eu pensei que vocês eram amigos. Isso é o que Serena disse no último período. Eu não sabia que ela era sua. "


"Ela é minha", eu disse não deixando qualquer margem para dúvidas. Vance deu de ombros e levantou as mãos. "Desculpa. Pensei que ela estava solteira ". Depois que ele saiu, eu olhei para Maggie. Ela estava de pé muito quieta e olhando vagamente para a parede em frente a nós. "Ei, o que há de errado?" Ela não respondeu à primeira vista, e eu estava preocupado que ela estivesse tendo algum tipo de ataque de pânico porque ela começou a falar com todos. Mas, finalmente ela se virou e olhou para mim. "Você vai ter que deixar as pessoas falarem comigo, West. " Sim, eu sabia disso. "Você não pode empurrá-los longe e dizer que eu sou sua. Isso não funciona dessa maneira. " Espere... o quê? "Se outro cara está dando em cima de você, então eu com certeza posso. Ele precisava saber que você é minha."


Ela franziu a testa e inclinou a cabeça. O cabelo escuro caiu sobre um dos ombros. "Você vai agir dessa forma quando cada indivíduo falar comigo? " Provavelmente. Sim. Eu dei de ombros. Ela soltou um suspiro, e seus ombros caíram. "O que nós somos, West? Porque eu não tenho certeza. Você diz que eu sou sua, mas o que isso significa? " Ela estava brincando? Eu pensei que eu tinha já isso muito claro algumas centenas de vezes. "Você está comigo, Maggie. Eu não quero mais ninguém. " Ela me deu um sorriso triste, em seguida, estendeu a mão para tocar meu rosto. "Mas se você vai ficar chateado cada vez que um cara falar comigo, você vai ser infeliz. Não é o suficiente eu ser sua namorada e você confiar a mim? Eu nunca faria nada para machucá-lo. " "Eu confio em você, e você é muito mais do que a minha namorada. Mas eu só preciso protegê-la. "


Ela soltou uma pequena risada. "Do mundo? Porque você não pode. " Ela não entendia. Ela era tudo que eu tinha. Ela era a única pessoa que eu amava, que não tinha me deixado. "Sim, eu posso", eu respondi com o tom mais áspero do que eu pretendia. Maggie franziu a testa, e eu vi flash de decepção em seus olhos. Eu não queria isso. Eu a tinha visto me olhar assim antes, e eu odiava. Eu nunca quis deixá-la para baixo. Eu só precisava que ela aceitasse que eu não estava partilhando. Eu não podia. Eu precisava dela. "West, esta... coisa que temos. Isso." Ela fechou os olhos e respirou fundo. "Eu estava lá para você quando precisou de alguém. E talvez eu me tornasse uma muleta para você. Você ficar com raiva se alguém ficar perto de mim ou falar comigo, e isso não é normal. Não é saudável. Eu nunca lhe dei razão para ser tão possessivo. Essa coisa entre nós não pode funcionar se você passar em cima de mim como um louco. "


O que diabos isso significava? Eu só queria mantê-la segura. Como eu estava tornando isso não saudável? Nós não tínhamos problemas. E, sim, eu estava com ciúmes, mas isso era normal. Era normal para eu ser ciumento. Eu estava apaixonado por ela. "Eu não posso te perder. Eu não posso sobreviver... "Fiz uma pausa. "Eu preciso de você para fazer isto." Maggie soltou um suspiro quando ela deu um passo para trás de mim. Lutei contra a vontade de estender a mão e agarra-la e puxá-la para mim novamente. A distância me aterrorizava. "Isso não é o que um relacionamento é. Você tem a força dentro de você para sobreviver. Você não precisa mim para fazer isso." Ela fez uma pausa e fechou os olhos com força, como se estivesse lutando contra as lágrimas. Comecei a chegar para ela e pedir desculpas. Qualquer coisa para fazer a tristeza no rosto dela ir embora. Mas ela abriu a olhos e olhou para mim com uma determinação que ainda segurava as lágrimas não derramadas. "Eu acho que é melhor se dermos um passo para trás. Eu quero ser o ombro você pode se apoiar e aquele


que você pode conversar. Eu queria que você tivesse tudo o que eu não tive. Mas agora eu vejo que isso nos fez algo que nunca vai funcionar. Eu não posso ser sua muleta. Isso não é justo para nenhum de nós. "Ela estendeu a mão e limpou a única lágrima que tinha deslizado pelo seu rosto, em seguida, deu um passo um pouco mais para atrás de mim. "Eu não queria que isso acontecesse. Eu nunca signifiquei..." Ela parou e cobriu a boca como um soluço. "Eu não posso fazer isso, West." Eu ouvi as palavras dela, mas minha mente estava gritando para ela parar. Ela não podia estar dizendo o que soava. Mas antes que eu pudesse dizer

alguma

coisa,

ela

virou

e

foi

embora.

Deixando-me sozinho. Mais uma vez. Então ela se virou e saiu correndo. Ela não olhou para trás. Eu estava impotente e incapaz de reagir. O vazio que tinha me assombrado antes estava arranhando no meu peito para voltar e sugar a vida de mim. Mas mais do que isso... Eu estava perdido e quebrado. A única pessoa que eu pensei que pudesse confiar tinha acabado de me deixar.


Ele não estava sozinho. Eu estava.

Capítulo 43 MAGGIE Sentada no meu quarto, sozinha era tudo que eu queria fazer. Enfrentar como não saudável minha relação com o West se tornou não foi fácil. Foi ainda mais difícil afastá-lo. O que não dizia muito para mim. O fato era que eu ainda queria ele. Ele não era o único culpado aqui. Eu era. Eu criei isto. Eu tinha o deixado tornar-se dependente de mim. Isto

não

era

o

que

eu

pretendia

que

acontecesse. Eu tinha imaginado encontrar uma maneira para me curar também enquanto eu o ajudava. Era uma maneira de me encontrar a paz. Mas tornou-se algo mais. Algo que eu nunca imaginei. Apaixonar-me por West Ashby não foi parte do meu plano.


Tendo que enfrentar a verdade e deixá-lo ir era um resultado de que a emoção estúpida que eu tinha sido vítima. Amor. Mas West não me amava. Ele precisava de mim só para passar por tudo. Um dia, ele não precisaria mais de mim, e seria isso. Não haveria fundamento para nós, exceto uma dor compartilhada a partir de perder um pai. Uma batida rápida na porta foi seguida pela entrada de Brady antes mesmo que eu pudesse convidá-lo para dentro. A carranca gravada na testa me dizia que ele sabia. West havia dito algo a ele. Eu não queria que ele soubesse. Eu não queria falar sobre isso ainda. "Você

está

bem?",

Ele

perguntou,

me

estudando de perto. Eu queria dizer-lhe que sim então ele iria sair, seus deveres como primo estaria cumprido. Mas as palavras não vinham. Dei de ombros. Brady balançou a cabeça como se isso fizesse sentido. "Ele não está bem também. Não acho que você quer me falar sobre isso? "


Não, eu não queria. Verbalizar isso se tornava real. Só de pensar nisso na minha cabeça não era fácil. "Ele está ligado a você. Eu nunca o vi assim por ninguém o que ele faz sobre você. Honestamente, estou preocupado. Você já passou por muito para assumir mais em sua bagagem também. Ele precisa perceber que ele pode sobreviver a isso sem segurar você para cima. " Isso fez soar como se eu tivesse abandonado West. Eu não gostava de pensar nisso dessa forma. Eu nunca faria isso. "Ele ficou furioso porque outro cara falou comigo hoje", eu respondi. "Não é... saudável. Ele me ver como eu sou fosse sua posse para proteger de modo que ninguém pode me tocar. Nós só estamos no ensino médio. Isso não é normal." Brady se aproximou e sentou-se na beira da minha cama. "Eu concordo. Não é. Mas West sempre teve um temperamento. Mesmo quando éramos crianças. Eu acho que um pouco disso está vindo agora. Não que isso seja bom. Isso não


acontece. Você é uma pessoa. Não pertencente a alguém. " "Exatamente,"

eu

murmurei,

sentindo-me

culpada por falar dele assim. Ele não estava aqui para se defender, e eu estava dizendo a seu melhor amigo coisas que eu não deveria. "Ele queria vir. Eu lhe disse que não. Que ele precisa dar-lhe tempo para trabalhar através de qualquer coisa que você estiver lidando," Brady explicou. "Você fez a coisa certa." Mas

West

estava

sozinho.

Ele

não

tinha

ninguém lá com ele. "Ele está sozinho", eu disse, sentindo a culpa pesar muito no meu coração já dolorido. Brady se levantou. "Estou indo para lá agora. Eu já liguei para Nash, e ele deve estar lá a qualquer minuto. Nós vamos ficar com ele. Você se cuide. Este mês passado você fez avanços que ninguém pensava que você poderia fazer. Você está falando,

Maggie.

Isso

significa

que

você

está

curando. Concentre-se em você. Eu vou cuidar do West ".


Meus olhos ardiam de lágrimas não derramadas quando eu assenti. Ele estava certo. West tinha alguém. Na verdade, ele tinha um grupo de amigos que ficariam com ele por qualquer coisa. Ele não estava sozinho. Eu estava.

****

Quando eu finalmente caí no sono na noite passada, Brady ainda não tinha retornado. Eu estava aliviada. Sabendo que ele estava com o West tinha ajudado a me acalmar o suficiente para dormir. Hoje eu teria que enfrentar a escola. Eu teria que encarar West. Eu teria que enfrentar a minha escolha. Levantar-me era mais difícil do que ir dormir. Eu queria ficar escondida em meu quarto por semanas. Até meu peito não doer mais. Eu sabia desde

o

início

que

West

Ashby

poderia

me

machucar se eu o deixasse entrar. Eu só não esperava me sentir assim. Eu tinha imaginado ele


terminando comigo porque ele queria alguém. Ou que ele estivesse entediado. Isto era muito mais difícil. Eu era a única a machucá-lo. Eu. O olhar em seu rosto não pararia de me provocar. Lembrando-me do quanto tinha me esmagado dizer-lhe essas palavras. "Com fome? Fiz waffles," Tia Coralee disse enquanto entrava na cozinha. Comer me fazia sentir náuseas, mas ela tinha feito uma pilha de waffles, e eu sabia Brady não estava aqui para comê-los. "Brady não está aqui", eu disse, esperando que ela já soubesse disso. Eu não queria deixa-lo em apuros. Ela me deu um sorriso triste e assentiu. "Eu sei. Estava fazendo mais para eles. Uma casa cheia de meninos precisa de comida. Falei com Brady trinta minutos atrás." Ela andou até mim, colocou o braço em volta dos meus ombros, e, em seguida, beijou o topo da minha cabeça. "Você está bem?", Ela perguntou em voz baixa. Eu balancei a cabeça, simplesmente porque eu não queria falar sobre isso.


Ela me apertou a ela. "Na vida, muitas vezes se têm de tomar decisões que não são fáceis. Mas isso não significa que elas não estão certas. " "Mas

e

se

elas

estiverem

erradas?",

Eu

perguntei antes que eu pudesse me parar. Ela me deixou e se mudou para me colocar um prato. "Então o destino vem e corrige as coisas. Você apenas tem que confiar nele. " Eu não disse mais nada. Mas suas palavras estavam na minha cabeça, e eu esperava que ela estivesse certa.


Você vai perdê-la se você não fizer.

Capítulo 44 WEST "Mamãe está trazendo waffles. " disse Brady enquanto abria as cortinas no meu quarto e deixava a luz do sol entrar. "Levante-se e tome um banho. Nash ainda está dormindo no sofá. Eu vou trazer um pouco de gelo sobre ele antes de sair. É a única maneira que ele vai levantar. " Nós tínhamos ficado a maior parte da noite. Os caras

tinham

tentado

manter

minha

mente

ocupada, mas não funcionou. Eles só fizeram isso para que eu não estivesse sozinho. Se não, eu teria terminado na janela de Maggie. Mais de uma vez na noite passada eu me perguntava se era por isso que Brady tinha vindo com todos os caras. Manter-me longe de Maggie. Eu queria me ressentir por isso, mas ele era o único que poderia me manter são agora.


Ele me contou sobre falar com ela e como ele realmente achava que ela precisava de tempo para si mesma, para aceitar o quão longe ela chegou. Era demais para ela, e eu a estava assustando com a minha intensidade. O fato era que eu não sabia como ser de outra maneira com ela. Ela me fazia um pouco louco. "Você vai levar Maggie à escola?" Eu perguntei a ele, sabendo a resposta. Ele não disse nada no começo, mas finalmente ele me deu um pequeno aceno de cabeça. "Eu vou comer na minha casa. O resto dos caras estão de pé e vestidos, à espera de mamãe para vir com a comida. Eu acho que eles deixaram água quente para você. " "Como posso lidar com isso hoje?" Eu perguntei a ele antes que pudesse sair do quarto. Ele se virou para olhar para mim. "Dê-lhe espaço. Você tem que perceber que você pode sobreviver sem ela para se apoiar, e você vai passar por isso. "


Ele não entendia. Ele nunca tinha amado. O que ele quis dizer com espaço? Que eu deveria ignorála? Então eu lhe perguntei: "Como faço para dar-lhe espaço?" Ele deu de ombros. "Você sabe, apenas deixá-la sozinha. Deixe-a respirar. " "Ignorá-la?", Perguntei. Minha voz era dura e irritada, mas eu não poderia ajudá-la. Ele ergueu as sobrancelhas. "Sim. Acho que sim." Levantei-me e joguei meu travesseiro do outro lado da sala. "Foda-se! Como diabos eu deveria ignorá-la, Brady? Huh? Eu não posso ignorá-la. Eu estou apaixonado por ela." Eu nunca disse isso em voz alta antes. Nem mesmo para ela. "Se é assim, então você precisa encontrar uma maneira de recuar. Você vai perdê-la se você não fizer. " "Eu já perdi." As palavras cortaram através de mim, quando eu disse elas.


"Não, você não perdeu. Eu falei com ela. Lembra-se? Eu sei o que ela está pensando. Tudo o que você fez foi assusta-la. Ela acredita que é apenas a sua muleta e nada mais. É por isso que ela está fazendo isso. Posso assegurar, ela não tem idéia de que você a ama. " Eu deveria ter dito a ela. "Se eu disser..." "Ela não vai acreditar em você. Ela vai pensar que você está dizendo a ela o que for preciso para recuperá-la. Você vai ter que deixá-la. " Eu nunca seria capaz de deixá-la. Mas eu poderia fingir que eu tinha, se é o que ela precisava. Ela esteve lá para mim quando eu precisava dela. Era a hora de fazer o que eu tivesse para fazê-la feliz. E se fosse para voltar atrás, então eu o faria. Asa e Gunner permaneceram até eu sair de casa, tentando andar com eles. Mas eu queria a liberdade de ter a minha caminhonete. Quando eu finalmente puxei para fora do carro e me dirigi para a escola, eles seguiram atrás de mim. Era como se


eles tivessem que ter certeza de que eu iria para a aula. Eu tinha programado ir apenas quando o último sinal tocasse. Agora estaríamos todos atrasados para o primeiro período. Mas eu não tinha pedido à eles para esperar por mim. Eu simplesmente não conseguia lidar ir para o meu armário e ver Maggie. Eu não seria capaz de ignorá-la, e eu não confiava que eu não iria começar pedindo-lhe ali na frente de todo o mundo. "Eu tenho o Sr. Tremble no primeiro período," Asa disse com um sorriso. "Ele não vai me deixar entrar se estiver atrasado", acrescentou, passando correndo por mim. Gunner veio ao meu lado. "Nós não vamos entrar, quer se apressar." Eu não me importava de chegar atrasado em troca de ficar fora da aula. Mas eu sabia que o treinador me mataria após o treino se ele recebesse a notícia de que eu estava atrasado. Esse era o


protocolo para um jogador não estar atrasado para a escola. "Eu preciso pegar meu caderno", eu disse para Gunner. Ele empurrou um caderno para mim. "Use este e corra", disse ele antes de correr. Eu fui atrás dele. Quando o treino acabasse, eu queria ir para casa e ficar sozinho. Ontem à noite eu não tinha tido espaço para pensar. Todos tinham boas intenções, mas estar sozinho era o que eu queria agora. Gunner abriu a porta da nossa aula do primeiro período e entrou. Sra. Sentle olhou para nós e franziu a testa, em seguida, fez sinal para nós termos um assento. "Que bom que vocês se juntaram a nós, rapazes" foi tudo o que ela disse. Sentei-me ao lado de Gunner, que encontrou a primeira mesa vazia. Ele olhou para mim e sorriu. "Te disse." "Oi, West", uma loira que eu não conhecia disse quando se virava para sorrir para mim.


Gunner riu ao meu lado. "A notícia é de que você está solteiro." Ignorei os dois. Se eu fosse provar a Maggie que eu a amava, então meninas como estas não iriam ajudar. Eu atirei a Gunner um olhar irritado. Ele apenas riu mais. Idiota.


Eu não gosto de atenção.

Capítulo 45 MAGGIE Isso era algo que eu tinha que enfrentar mais cedo ou mais tarde. Eu não podia evitar West. Isso não era possível ou justo. Não ir para o meu armário nos três primeiros períodos tinha sido difícil. Era hora deu enfrentar a realidade. Embora, ele não iria realmente estar lá agora por causa de sua grade horária, então eu realmente não estava enfrentando nada ainda. Movendo-me por entre a multidão, eu podia sentir as pessoas me observando. Tinha sido assim durante toda a manhã. Várias meninas tinham me chamado de cadela e prostituta. O consenso geral era de que eu era uma pessoa horrível por terminar com o West logo depois que ele perdeu seu pai. Parte de mim concordava com eles.


Quando finalmente cheguei ao meu armário, eu o abri rapidamente só para tê-lo fechado com força por uma mão com longas unhas vermelhas. A porta de

metal

prendeu

a

minha

mão

quando

eu

empurrei-a de volta. "Você é ralé," uma voz feminina sussurrou em meu ouvido. Eu conhecia aquela voz. Eu esperava que ela me confrontasse em algum momento hoje. Eu só não esperava que ela iria fazer assim. Virei-me para enfrentar Raleigh. Ela estava olhando para mim com algo perto de triunfar. "Você é uma cadela insensível", disse ela alto o suficiente para todos ao nosso redor ouvir. As pessoas ficaram em silencio, e eu sabia que tínhamos uma platéia. Que ia tornar isso pior. Eu não a respondi. Ela estava com raiva porque ela se preocupava com West. Ela queria ficar furiosa comigo e tinha o direito de estar. Esta era sua chance. "Nada a dizer? O quê? Você vai ficar em silêncio de novo? ", ela perguntou, então me empurrou no


peito até eu cair para trás contra o armário atrás de mim. Ela apontou o dedo na minha cara, e me perguntei se ela planejava me arranhar com ele. "Você não era boa o suficiente para ele. Você é uma aberração. Somente. Uma. Aberração.” Justo quando sua unha pontuda tocou meu rosto, ela foi empurrando para trás. "Por que você não vai levar a sua demonstração cadela

louca

pra

outro

lugar?",

Disse

Nash,

movendo-a longe de mim e colocando-se entre nós. "Eu acho que Maggie tem visto o suficiente para saber que você é realmente fodida. " "Você está se doendo por ela? Você é amigo dele!” Gritou Raleigh. "Eu sou um de seus melhores amigos. E mesmo que

Maggie

não

fosse

um

dos

meus

amigos

também, eu estaria fazendo isso por ele. Porque West perderia sua merda se tivesse visto isso. Atacá-la não vai trazer ele de volta, Ray.”


"Ela o usou!" A voz de Raleigh ecoava pelo corredor agora que todo mundo estava em silêncio para assistir. "Não, Raleigh. Ela o salvou. Quando ninguém mais podia. Agora, fique longe dela antes que este ataque louco só venha derrubar ele de novo. Porque ele virá até Maggie, primeiro ver como ela tá. E então, ele vai até você." "Você está errado. Ele vai precisar de mim”, disse ela, parecendo convencida. Eu odiava que a ideia do West com ela ou com qualquer garota fazia meu estômago torcer em nós. Eu tinha sido a única a acabar com o que tínhamos. Ele iria seguir em frente. E quando seguisse, eu teria que lidar com isso. Nash balançou a cabeça, em seguida, voltou-se para me encarar. A preocupação em seus olhos quase me fez chorar. Eu odiava chamar a atenção para mim, mas hoje parecia que apenas respirar trazia a atenção que eu não queria. "Você está bem? A vadia é completamente louca", disse Nash revirando os olhos.


Eu consegui dar um aceno de cabeça. Eu não estava bem. Mas isso não era culpa de Raleigh. "Você está pálida", disse ele, franzindo a testa. "Eu não gosto de atenção", eu sussurrei pessoas receosas ainda estavam nos ouvindo. Ele suspirou. "Bem, querida, você vai ter que lidar com isso por um tempo. Eu ouvi o que todos eles estão dizendo. É por isso que eu vim te encontrar. Ver se você estava bem". "Obrigada",

eu

disse

através

do

na

garganta. "Pegue suas coisas. Eu vou com você até sua próxima aula. Vou deixar Brady saber que precisa de

uma

escolta

depois

disto.

Com

nós

dois,

conseguiremos manter você segura por enquanto. Pelo menos até eles encontrarem outra coisa para se concentrar.” Eu queria dizer a ele que eu não precisava disso. Que eu poderia cuidar de mim. Mas eu não podia. Porque se ele não tivesse aparecido, Raleigh ainda estaria com o dedo na minha cara, gritando comigo enquanto todo mundo olhava.


"Ok",

eu

respondi,

e

me

virei

para

meu

armário. "Ele vai ficar furioso quando descobrir sobre isso. Quando ele vier para encontrar você, saiba que sua raiva não é para você. É porque ele acha que causou isso á você. Ele quer te proteger. Ele não vai aceitar isso.” Uma lágrima escapou, e eu estendi a mão e limpei rapidamente. Se apenas a sua necessidade de

me

proteger

fosse

algo

mais.

Algo

mais

profundo. Não simplesmente sua necessidade de me ter ao seu lado para que ele pudesse lidar com as coisas. Eu queria ser mais para ele do que alguém para se apoiar. "Pronto", eu disse quando eu agarrei meus livros e segui os passos de Nash ao seu lado. Ele não me fez perguntas ou mencionou West. Caminhamos em silêncio para a minha próxima aula. Quando chegamos, eu agradeci a ele e entrei. Os olhares estavam fixos em mim, então deixei meu olhar cair para os livros nos meus braços e encontrei uma mesa na parte de trás. Se eu ia


enfrentar essa aula, eu precisava estar onde o menor nĂşmero de pessoas possĂ­veis, pudessem me ver.


Eu quero pertencer a você.

Capítulo 46 WEST Nash

entrou

na

aula,

assim

quando

a

campainha tocou. Seus olhos percorreram a sala até que

eles

me

encontrarem.

Sua

carranca

se

aprofundou quando ele foi para onde eu estava sentado. Não havia uma cadeira vazia ao meu lado, mas ele parou perto de um cara com cabelo encaracolado e de óculos e convenceu-o a tomar outro assento. Olhei para ele, e ele voltou sua atenção para mim. "Havia um... problema com os armários... mas eu lidei com isso, e ela está bem”, sussurrou Nash. Meu peito apertou, e eu cerrei meus punhos. "Explique", eu disse, não dando à mínima se alguém me ouvisse. Eu estava pronto para fugir e ir encontrar Maggie. O fato de que ela deveria estar indo para


sua sala era a única coisa que me mantinha no meu lugar. "Raleigh tinha a encurralado em seu armário." Eu não precisava ouvir mais nada. Levantei-me e comecei a caminhar para a porta. "Onde

você

pensa

que

vai,

Mr.

Ashby?",

perguntou o professor. "Eu estou passando mal", eu respondi antes de abrir a porta e espreitar para fora. Eu deveria ter procurado saber mais de Nash. Como se Raleigh a havia tocado. Mas meu instinto de ir encontrar Maggie e ver como ela estava era mais forte. Eu me dirigi à classe de Maggie quando a porta atrás de mim foi reaberta. "West espere." Nash chamou. "Estou indo encontrar Maggie", eu respondi, sem parar. "Ela está bem. Cuidei dela. " Foi sua resposta. "Será que Raleigh a tocou?", eu perguntei, minha voz se elevando com o pensamento de alguém ferir Maggie.


Nash não respondeu, e eu sabia que tinha a minha resposta. "Ela estava falando de você da forma louca dela.

As

mulheres

dessa

escola

chegaram

à

conclusão de que Maggie é o inimigo, desde que ela terminou com você. Certamente, você já ouviu a conversa de hoje. Isto estava prestes a acontecer. Alguém ia confrontá-la.” Isso me fez parar. "O quê?" Eu perguntei a ele, incrédulo. "O que quer dizer com 'o quê?' ?" Ele parecia confuso. "O que estão dizendo?" "As garotas?" Eu balancei a cabeça. "Merda sobre Maggie. Ela não responde; ela está mantendo a cabeça baixa. Eu a levei para a aula e mandei uma mensagem para Brady buscá-la e depois levá-la para almoçar. A conversa vai morrer logo." "Espere." Eu o parei quando meu estômago se revirou de raiva e pulsou através das minhas veias.


"Você esta falando que as pessoas têm falado merda para Maggie durante todo o dia sobre isso? Por causa de mim? " Nash concordou. "Filhos da puta!", gritei e comecei a correr em direção a classe de Maggie. "Eu pensei que você já os tinha ouvido!" Nash chamou. Se eu os tivesse ouvido, eu teria acabado com isso. O que ele acha que eu estava fazendo? Deixálos cercar Maggie? Sério? Será que meus próprios amigos nem mesmo percebiam que eu estava apaixonado por ela? Parei na porta da sala de aula que ela estava e respirei

fundo.

Minhas

emoções

estavam

descontroladas. Eu não tinha a intenção de lhe causar alguma dor, mas isso era tudo que eu parecia ser capaz de fazer. Ela tinha acabado comigo porque eu tinha agido como um idiota. Eu estava agarrado a ela e nem mesmo levei em consideração o fato de que ela tinha seus próprios demônios para enfrentar. Ela precisava de mim, e tudo que eu tinha feito foi tirar dela.


Eu estava pronto para ser seu ombro para chorar. Eu queria que ela se apoiasse em mim. Eu queria mais. Empurrando a porta aberta, eu procurei na sala até que eu encontrei-a na parte de trás, parecendo que ela estava pronta para rastejar debaixo de sua mesa. "Posso

ajudá-lo,

West?",

Perguntou

o

Sr.

Banks. "Eu preciso ver Maggie, por favor, senhor", eu respondi, arrancando os olhos dela para olhar para ele. "Uh, bem, hum... OK. Mas, por favor, seja rápido", ele respondeu. Virei meu olhar de volta para ela. Se eu pudesse pleitear com um olhar, eu estava fazendo isso. Lentamente, ela levantou-se e fez seu caminho em direção a mim. Seus olhos estavam no chão, e suas mãos estavam juntas em punhos na frente dela. Ela estava nervosa. Eu nunca quis deixá-la nervosa.


Quando ela chegou até mim, eu dei um passo para trás e a deixei sair para o corredor antes de fechar

à

porta

nos

dando

a

privacidade

que

precisávamos. "Você está bem?", Perguntei, lutando contra o desejo de estender a mão e puxá-la contra mim. "Eu

estou

bem",

ela

respondeu

em

um

não

vai

sussurro. "Eu

vou

incomodá-la

lidar

com

novamente.

Raleigh. Eu

Ela

juro."

eu

disse

ferozmente. Ela encolheu os ombros. "Ela se preocupa com você. Ela estava defendendo você. " Não. Raleigh se preocupava com ela mesma. Isto não tinha sido sobre mim. Ela tinha visto uma brecha para atacar Maggie, e ela tinha agarrado isso. "Se ela se importasse comigo, ela não teria tocado você. Pessoas que se preocupam comigo iriam protegê-la. Como Nash. " Maggie ergueu o olhar para encontrar o meu. Seus olhos refletiam as muitas

das

mesmas

emoções

que

eu

tentando lidar. "Eu não queria te machucar."

estava


"Eu sei. Mas eu estava te machucando. Eu não estava sendo o que você precisava. " Ela quebrou o nosso contato com os olhos quando ela olhou para o corredor. "Você acabou de perder seu pai, West. Eu deveria ter sido mais sensível. " Estendi a mão e cobri a mão dela com a minha. "Você estava certa. Eu estava usando você como uma maneira de lidar. Eu não estava lhe dando nada em troca. Eu estava obcecado por ter você do meu lado. Sabendo que você era minha. Isso não estava ajudando você. Essa foi a minha tentativa de possuir você." Ela não respondeu. Mas ela não tirou a mão dela também. "Nós começamos isso porque você podia ouvir e entender o que eu estava lidando quando ninguém mais podia. Sim, você se tornou a minha muleta. Eu queria estar perto de você para ter essa sua incrível força." Ela fungou, mas não olhou para mim.


"As coisas mudaram, no entanto. Sim, você tornou-se alguém que eu poderia me apoiar, mas você também se tornou mais do que isso. Eu ansiava ouvir sua voz, ver seu sorriso, e, Deus, ouvir você rir. Eu amo o jeito que você ri. Todas essas coisas tornaram-se coisas que eu amava. Eu nunca teria..." Eu parei. O que eu precisava dizer por que eu queria ter certeza que eu dissesse certo. Eu não queria estragar tudo. Isto era importante. Esta era a minha chance de consertar tudo o que eu tinha desarrumado. "Na noite... quando dormimos juntos. Maggie, eu. " Eu precisava que ela olhasse para mim. Estendendo a mão, eu deslizei um dedo sob o queixo e virei seu rosto, até que seus olhos encontraram os meus. "Maggie, eu então sabia que amava você. Eu não te contei porque minhas emoções estavam tão cruas naquela noite. Eu não fiz amor com você porque eu precisava de conforto. Eu fiz amor com você porque eu queria estar o mais próximo possível de você. Porque, embora eu tivesse perdido meu pai, eu queria estar com você. Alguém que me fizesse sentir inteiro. Você me deu


uma razão para sorrir todos os dias. E eu deixei-me ficar um pouco louco com a minha necessidade de segurar você. Eu não quero te possuir, Maggie. Eu quero lhe pertencer. Estou disposto a dar-lhe todo o tempo que você precisa. Mas você tem que saber que eu estou apaixonado por você.” Eu deixei cair meu dedo por baixo do seu queixo e movi minha mão longe dela. Ela não disse nada com os olhos arregalados cheios de lágrimas. Levou toda minha força de vontade que eu tinha para deixá-la lá e ir embora.


Faça tudo de novo.

Capítulo 47 MAGGIE Ele me amava. Tudo o que ele disse foi mais... ouvir isso era o que eu precisava. A tristeza e a dor que tinha tomado residência permanente no meu coração foram embora. West Ashby me amava. Eu não era apenas alguém que ele precisava para ter através de sua perda. Eu era mais do que isso. "Espere," eu falei. Ele saiu atrás de mim, e eu me virei para ver que ele tinha chegado a meio caminho do final do corredor. Ele parou, e por um segundo eu não tinha certeza se ele ia olhar para mim. Quando ele finalmente fez, seus olhos tinham esperança. Tanta esperança que eu poderia vê-lo de onde eu estava. Eu falei para ele novamente. "Eu não quero que você acorde um dia e não precise mais de mim. Eu não seria capaz de sobreviver a esse tipo de


desgosto. Eu quero mais. Eu estou apaixonada por você, e isso me aterrorizou. " Ele começou a caminhar de volta para mim, seus passos largos determinados enquanto ele mantinha os olhos presos nos meus. Quando ele chegou a mim, ele segurou meu rosto entre as mãos e olhou para mim. "Graças a Deus", disse ele ferozmente antes que seus lábios cobrissem os meus. Agarrei-me a seus ombros enquanto lágrimas felizes deslizavam pelo meu rosto. Seus polegares me acariciavam enquanto nossas línguas colidiam e nos seguramos um ao outro como se fosse a última vez. "Você não é bom realmente com essa coisa de dá-la espaço, não é?" A voz de Brady me assustou, e eu puxei para trás e olhei por cima do ombro do West para ver o meu primo olhando mais divertido do que qualquer coisa. West sorriu, em seguida, deu um beijo na ponta do meu nariz antes de deslizar seu braço em volta de

mim

e

girando

para

olhar

para

Brady.


"Aparentemente não," ele falou enquanto sorria para o meu primo. Brady riu e balançou a cabeça. "Enquanto ela estiver feliz", ele respondeu. Então, seu olhar encontrou o meu. Ele

estava

procurando

por

uma

afirmação

minha. "Estou muito feliz", eu assegurei a ele. Ele balançou a cabeça, em seguida, mudou-se a olhar para West. "Mostre-me que você merece." O braço de West apertou ao meu redor. "Eu irei." "Bom. Porque eu não posso chutar o traseiro de Raleigh, mas o seu eu posso. " Desta vez fui eu quem ri.

**** Hoje à noite eu tinha um encontro com West. Um encontro real. O tipo que um casal vai. O tipo que realmente nunca tivemos antes.


Foi só um pouco estranho quando o tio Boone pediu a West para saber onde estávamos indo e lembrou para cuidar bem de mim. Eu acho que eu preferia sair escondida da minha janela. West não pareceu incomodado por ele, embora; ele parecia satisfeito mais do que qualquer coisa. Quando nós dirigimos pela estrada, ele deu um tapinha no assento ao meu lado. "Corra pra cá." Eu fiz como me foi dito e, felizmente, movi para sentar-me tão perto de West quanto possível. "Você não perguntou para onde estamos indo," ele disse quando ele colocou a mão na minha perna. "Porque eu não me importo, desde que eu esteja com você." Ele sorriu e apertou minha coxa. "Eu conheço esse sentimento." Eu coloquei minha cabeça em seu ombro. "Então me diga onde estamos indo. " "Bem, eu tive várias idéias, mas nenhuma delas parecia especial o suficiente para nosso primeiro encontro oficial."


Isso não respondeu à minha pergunta. Não que eu realmente me importava, mas eu estava ficando curiosa agora. "Isso não me diz nada. " Ele riu. "Não, eu acho que não." Ele estava me provocando. "Por que eu sinto como

se

tivesse

levando

essa

conversa

sem

realmente saber?" West beijou minha cabeça. "Eu decidi dizer-lhe para não fazê-lo soar tão bom como realmente é." Quando ele virou a cabeça para baixo na estrada que levava para a festa de campo, eu me sentei e assisti. Não tinha festa do campo hoje à noite. O que ele estava fazendo? "Nós vamos para o campo?", Perguntei. Ele não respondeu. Um pequeno sorriso puxou em sua boca, mas isso era tudo que eu tive. Então eu esperei. Claro o suficiente, West tirou a caminhonete para a clareira vazia e desligou o motor. Ele olhou diretamente à frente por um momento, finalmente, virou-se para mim.


"Foi aqui que eu te vi pela primeira vez. Eu pensei que você era bonita. Mas eu poderia saber disso. Vocês tinham-me com apenas um olhar. Mas eu tinha deixado minha mãe em casa com o meu pai doente, e eu estava preocupado. Eu me sentia culpado por estar aqui. Eu estava com raiva porque eu não poderia apenas estar aqui e me divertir. Meu pai

estava

apavorado."

escapando Ele

de

mim,

e

pegou

parou

e

eu

minha

estava mão.

"Naquela noite eu estava quebrado e perto de partir. A dor estava ficando insuportável, e eu não tinha ninguém... Então ali estava você." Senti meus olhos arderem com lágrimas não derramadas. Pensando no mês passado desde a primeira vez que eu o conheci, tanta coisa havia acontecido. Sua dor pode ter sido o que nos havia tirado juntos, mas eu iria levá-la para longe em um segundo se pudesse. Mesmo que isso significasse não ter isso com ele agora. "Eu tomei o que eu queria naquela noite. Você era uma distração no início. Você estava linda, a menina silenciosa que se escondia nas sombras. Eu queria me perder em você. E por um breve


momento eu fiz exatamente isso. O sabor dos seus lábios era mais doce do que qualquer coisa que eu já tinha experimentado. Por um segundo eu esqueci a minha dor. Meus medos. Minha raiva. E eu apenas gostava de estar com você. " Ele pegou minha mão e beijou meus dedos antes de virar e beijar minha mão. "Eu não tinha ideia de quão preciosa você era. Nenhuma ideia que eu tinha encontrado a única para ficar ao meu lado, para me acalmar e me ajudar

a

aprender

e

a

me

curar.

Estou

tão

agradecido que você se abriu para mim e falou. Quando eu penso sobre não ter você, dói. Eu não poderia ter enfrentado o que eu enfrentei sem você." Uma lágrima escorregou livre, e West moveu a mão para pegá-la com o dedo. "Você se tornou a parte mais importante da minha vida. Eu não quero que você nunca pergunte isso. E eu gostaria de fazer

de

novo

a

primeira

noite

nós

nos

encontramos," disse ele com um sorriso. Fazer de novo? "O quê?", perguntei, confusa, enquanto abria a porta da caminhonete.


Ele desceu em seguida, virou-se e pegou a minha mão para me puxar para ele. "Eu quero fazer tudo de novo", ele repetiu, então piscou para mim. "A fim de fazer isso direito, eu preciso que você vá, fique mais perto daquela árvore e pareça de tirar o fôlego como de costume. Uma vez que você estiver lá, estamos repetindo aquela noite. Mas em vez de eu estar ferido e com raiva, eu vou ser o cara que você precisa. O que você curou. Eu sou quem vai tirar você dos seus pés tão rápido, você não vai nem perceber. " Desta vez eu ri quando outra lágrima caiu. Eu balancei a cabeça e caminhei até a árvore onde eu tive o meu primeiro beijo. Naquela noite eu estava tão solitária até West tinha aparecido. Ele iluminou meu mundo, e ele nem sequer percebeu isso. Ele achava que ele precisava para fazê-lo mais. Eu discordava. Mas eu me juntaria a ele. West me deu um polegar para cima quando eu estava exatamente onde ele tinha me visto naquela primeira noite. Quando ele caminhou exatamente como ele tinha feito, então, eu quis rir. Parecia bobo, mas era doce. Eu daria isso a ele.


"Por que você está aqui sozinha? A festa é lá." Ele acenou com a cabeça em direção à clareira. Eu mordi de volta o meu sorriso. "Eu tenho que falar ou ficar em silêncio? Eu não estava falando naquela época." eu disse calmamente, tentando manter uma cara séria. West levantou uma sobrancelha para mim e abaixou a cabeça até que seus lábios estavam muito perto do meu. "Você não é muito boa em fazer de novo, não é?", Ele me perguntou. Eu ri. "Você não fez essa parte clara!" Ele beijou o canto da minha boca. "Vamos começar da parte boa. Eu excluo esta cena." ele sussurrou, em seguida, cobriu minha boca com a sua. Na primeira noite eu estava tão insegura. Tanta coisa

havia

mudado

desde

exatamente o que fazer agora.

então.

Eu

sabia


Eu deslizei minhas mãos por seus braços, amando o jeito que eles flexionavam sob o meu toque, antes de segurar seus ombros. Nossas línguas dançaram enquanto as mãos de West moviam-se logo abaixo da parte inferior da minha camisa e passava contra a minha pele. Isso definitivamente não tinha acontecido naquela noite. Mas hoje eu queria. Levantei minhas mãos e deixei ao redor do seu pescoço, fazendo minha camisa subir e tentando que West tocasse mais. Ele fez. Ambas

as

mãos

moveram

para

cima

e

seguraram meus seios com um pequeno gemido que eu deixei escapar. Eu amava suas mãos sobre mim e o jeito que fazia me sentir. Muito de repente ele se afastou. "Se eu tivesse feito isso naquela noite eu teria você de joelhos. ", disse ele, respirando com dificuldade. "Eu provavelmente teria desmaiado." Ele manteve suas mãos em mim e roçou o polegar sobre meus mamilos através do cetim do


meu sutiã. Eu estremeci e me contorci, tentando conseguir mais. "Nós não estamos prontos para esta parte da nossa noite. Eu tenho um plano ", disse ele, com os olhos cheios da mesma excitação que eu estava sentindo. "Eu pensei que este era o seu plano", eu disse, fechando os olhos enquanto ele movia apenas as pontas dos dedos dentro do cetim do meu sutiã. "Não, mas é um inferno de muito melhor."


Leve o tempo que você precisar.

Capítulo 48 WEST

Duas semanas depois. . . Eu

segurei

a

mão

de

Maggie

enquanto

estávamos no túmulo de sua mãe. Ontem à noite, depois do jogo que eu não tinha ido para o campo para comemorar. Em vez disso, nós tínhamos as nossas malas. Maggie não tinha ido a sepultura da sua mãe desde o funeral que ela mal se lembrava. Quando ela compartilhou isso comigo, eu queria levá-la lá. Eu visitei o túmulo de meu pai todos os sábados de manhã para lhe dizer sobre o jogo na noite anterior. Isto me ajudou a lidar. Isso me fez sentir como se ele estivesse perto, mesmo que ele não estivesse lá. Eu queria isso, para Maggie. Sua pequena mão deslizou para fora da minha quando ela se virou para olhar para mim. Brady estava


esperando por nós na caminhonete. Esta era a única maneira de sua tia e tio aprovarem a nossa viagem de noite. "Eu quero falar com ela a sós", disse Maggie em voz baixa. Abaixei-me e dei um beijo no canto da sua boca. "Leve o tempo que você precisar." Então eu virei e deixei-a lá para enfrentar seu passado e sua dor. Eu queria segurar a mão dela enquanto ela fazia isso, mas eu não ia forçá-la. Eu só queria estar lá quando ela precisava de mim. Brady olhou para mim e franziu a testa quando eu abri a porta do passageiro. "Você vai deixá-la sozinha lá?" "Ela pediu para ficar sozinha." Ele suspirou e pegou seu telefone e, em seguida, entregou-o para mim. "Só veja essa mensagem do meu pai. Ele não ligou porque estava com medo de Maggie ouvi-lo. Eles querem dizer a ela." Eu li o texto várias vezes com o meu estômago revirando e meu coração ficando pesado.


Seu pai havia se enforcado em sua cela, esta manhã.

Não

havia

detalhes

sobre

como

ele

conseguiu fazer isso. Maggie agiu como se ele já estivesse morto, mas como isso afetaria a ela? Eu me virei para olhar enquanto ela estava no túmulo de sua mãe. Ela havia enfrentado tanta coisa que eu odiava adicionar mais. Eu gostaria de poder manter isso dela, mas eu sabia que ela merecia saber. Vê-la ferida era difícil. "Eu liguei para meu pai. Ele disse que seu pai deixou-lhe

uma

carta.

Papai

iria

pegar

e

ler

primeiro. Nós não sabemos se ela deveria ler. Ela só começou a falar e viver a vida novamente." "Não diga a ela sem que eu esteja lá", eu disse a ele. "Nós não vamos", respondeu ele. Um

dia

nós

olharíamos

para

trás

neste

momento, e a dor não estaria tão fresca. Eu queria nesse dia tê-la aqui.


Eu chorei por mim.

Capítulo 49 MAGGIE Eu tinha adormecido em algum ponto

no

caminho para casa. Minha cabeça estava escondida contra West e seu braço estava ao meu redor. Eu podia sentir os dedos suavemente brincando com meu cabelo. Ele me fazia sentir quente e segura. Eu precisava disso depois de visitar minha mãe. Eu não estava preparada. Sabendo que o corpo dela estava no subsolo era uma coisa. Vendo a sepultura real era outra. A mão do West na minha me deu a força que eu precisava para enfrentá-lo. Uma vez que eu tinha certeza que eu não estava prestes a cair no chão em soluços, eu deixei-o ir para que eu pudesse falar com ela. Eu disse a ela tudo sobre a vida com o tio Boone, tia Coralee e Brady. Eu tinha começado a partir do dia em que eu tinha chegado, e eu tentei dizer-lhe

todas

as

coisas

importantes.


Especialmente sobre West e seu pai. Quando eu terminei, eu percebi que West estava certo. Falar com ela tinha me feito sentir como se estivesse perto de mim de alguma forma. "O meu pai me mandou uma mensagem. Ele quer dizer a ela esta noite ", disse a voz de Brady em um sussurro. Ela, eu? O que eles estavam falando? West ficou tenso debaixo de mim, e eu ainda fiquei de olhos fechados. "Ela precisa de um pouco de tempo depois de ver a mãe dela hoje ", ele disse em voz tão baixa, eu me perguntava se Brady podia ouvi-lo. Brady suspirou. "Eu concordo. Eu vou falar com o papai. Casa da sua mãe de novo? Certo? Será que ela não voltou para casa semana passada?" A mãe de West estava em casa, mas ela estava agindo de forma estranha. Eu sabia que ele estava preocupado com ela. Ela foi tão abruptamente após a morte de seu pai e tinha ido ficar com sua própria mãe, deixando West para lidar com as coisas sozinho. Não parecia com ela em tudo. Agora que


ela estava de volta, ela estava agindo estranho. Esquecendo as coisas, queimando comida, dormindo metade do dia. "Sim, ela está em casa", ele respondeu. A preocupação em sua voz era evidente. Eu queria abraçá-lo e prometer-lhe que tudo estaria bem. Mas eu não podia fazer isso porque eu não sabia com certeza se ficaria. Esperei para ver se eles diziam algo mais sobre o que meu tio queria me dizer. Quando eles não o fizeram depois de alguns minutos, eu me estiquei e sentei-me lentamente. "Já era hora de acordar. Você dormiu a maior parte do caminho de casa, " Brady disse em um tom de provocação. West riu e me puxou para ele enquanto beijava o topo da minha cabeça. "Deixe minha garota em paz. Ela teve um longo dia." West sabia o que meu tio Boone estava querendo me dizer. Se eu lhe perguntasse, ele me diria. Ele não esconderia de mim. Inclinei a cabeça


para olhar para ele. Ele inclinou a cabeça para baixo para encontrar meu olhar. "Obrigada", eu disse. "Qualquer coisa", ele respondeu. Ele não tem que dizer mais, porque eu sabia o que ele queria dizer. Ele faria qualquer coisa que eu precisasse. Qualquer coisa que eu lhe pedisse. "Podemos parar com essa merda doce, por favor? Vocês não estão sozinhos ", disse Brady. West sorriu. Eu amava aquele sorriso. Esperei até West ir para casa para verificar sua mãe antes de descer para enfrentar meu tio Boone. Brady e West sabiam algo que eu precisava saber, mas ambos queriam me proteger. Como tanto quanto eu apreciei isso, eu queria saber o que era. Tio Boone estava sentado em sua cadeira, um livro em suas mãos. Ele olhou para mim sobre seus óculos de leitura. Eu vi um breve lampejo de preocupação antes que ele disfarçar e sorrir para mim. "Você teve uma boa viagem?", Perguntou.


"Eu precisava disso. Vê-la, " eu disse a ele. "Mas eu também preciso saber o que é que Brady e West não querem que eu saiba ainda. " Tio Boone franziu a testa e, em seguida, colocou seu livro para baixo antes de tirar os óculos. "Você passou por um monte hoje, Maggie." Eu passei. Ele estava certo. Mas isso não muda o fato de que eu tinha o direito de saber o segredo que me afetava. "Eu quero saber." Ele fez sinal para eu me sentar em frente a ele no sofá. Pensei em contar a ele que eu iria ficar de pé, mas eu caminhei até o sofá e sentei. Ele claramente não me queria dizer fosse o que fosse, e eu sabia que tinha que ser algo a ver com meu pai. Segurei minhas mãos firmemente no meu colo e esperei. Tio Boone me estudou por um momento antes de falar. "É o seu pai..." ele começou. O pavor e medo que veio quando essas poucas palavras afundou em. "Ele está morto, Maggie. Encontraramno essa manhã. "


Ele está morto. Duas palavras que devem significar tristeza, devastação, dor, mas isso só me deu uma sensação de vazio. Eu queria sentir alívio, mas eu não podia. Ele tinha tirado minha mãe de mim. Tirou a sua vida e arruinou tudo. Eu queria agradecer que ele tinha foi

embora.

Que

eu

nunca

veria

seu

rosto

novamente. Mas eu não podia. Em vez disso eu apenas fiquei lá, repetindo essas duas palavras mais e mais na minha cabeça. Tinha acabado. Ele está morto. As boas lembranças que eu tinha dele não ultrapassou o mau. Havia muitas ruins. Muitas memórias tristes. Tantos arrependimentos. Minha mãe tinha sido um objeto que ele queria ter. No final, ele a tinha possuído, em seguida, jogou-a fora como se fosse nada. Ela o amava. Eu já via em seus olhos a maneira como ela queria agradá-lo. No entanto, nada que ela fazia era bom o suficiente. Ela não era o que ele esperava, ele ainda não tinha sido capaz de libertá-la e deixá-la viver


sua vida. Ele tinha mantido apenas para destruí-la no fim. Para destruir a todos nós. Eu sempre acreditei que ele me amava. Eu tive momentos em que ele me fez sentir querida e preciosa. Eu me perguntei se minha mãe tivesse sido a mesma. Se fosse por isso que ela o amava tanto. Mas ele não tinha sido digno do nosso amor. Eu o odiava. Eu queria que ele estivesse morto. E agora ele estava. Mas não havia apenas o vazio. Um vazio dentro de mim. "Maggie, eu sei que ele era seu pai. Não importa o que-" "Não", eu disse, parando tio Boone de dizer mais. "Não. Ele não era meu pai. Ele deixou de ser meu pai no dia em que tirou a minha mãe de mim. Não me diga que sente muito pela minha perda. Não diga isso que está tudo bem eu chorar por ele, porque ele está morto para mim por dois anos. Isso só acabou. "


Tio Boone não tentou dizer mais. Levantei-me e corri de volta para o meu quarto. Onde eu poderia estar sozinha. Onde eu não teria que falar. Tia Coralee veio e bateu na minha porta alguns minutos depois. Assegurei-lhe que eu estava bem e queria ficar sozinha e não queria falar sobre isso. Ela não discutiu comigo. Uma hora mais tarde a janela do meu quarto se abriu, e West entrou. Seu rosto estava gravado com preocupação. Olhei para ele da cama onde eu estava sentada com os joelhos dobrados debaixo de mim. O vazio onde a dor deveria estar quebrou, e as primeiras lágrimas saíram. Ele estava na cama, puxando-me em seus braços antes dos soluços começarem. Enquanto eu estava dobrada com segurança contra ele, eu chorei por tudo o que eu tinha perdido. Tudo o que eu nunca teria. Eu chorei por minha mãe e como ela tinha tragicamente morrido. Eu chorei por West e seu pai. E eu chorei por mim.


Epílogo WEST Não foi até que estivéssemos sentados na casa de Brady, olhando os álbuns de fotos antigas, algumas semanas depois, que eu percebi quem ela era. Era o Natal que Brady e eu estávamos na sétima série. Ele teve que ir para o Tennessee para a festa de Natal da sua família, e ele implorou a sua mãe para me levar com ele. Eu tinha ido e eu sabia como chato que seria, mas ele era meu melhor amigo. Então eu fui. Nós sempre jogávamos futebol fora, na neve, enquanto a festa continuava. A única vez que entravamos era quando todo mundo ia comer. Não havia quaisquer outras crianças, mas uma menina. Eu a tinha visto há alguns anos, a última vez que vi, mas eu não a tinha visto nesta visita. Não que eu estivesse procurando.


Brady tinha ido para dentro para ajudar seu pai, e eu decidi explorar a casa. Eu não tinha ido muito longe antes de ouvir alguém chorando. Eu hesitei antes de entrar no quarto, esperando que quem quer que fosse não me notasse ali de pé na soleira da porta. Mas ela levantou a cabeça, e os olhos verdes mais bonitos que eu já vi olhou diretamente para mim. Longos cabelos escuros emolduravam seu rosto. O quarto rosa prateado lembrou-me

de

algo

de

um

conto

de

fadas.

Combinava com ela. Ela fungou e continuou a olhar para mim. Eu não tinha certeza se ela queria que eu a deixasse sozinha ou para perguntar-lhe se eu poderia fazer algo. Minha mãe não tinha me ensinado a fugir e deixar

uma

menina

chorando,

então

eu

me

aproximei e sentei ao seu lado. "Não pode ser tão ruim assim. É Natal ", eu disse, na esperança de aliviar o clima. Eu não mencionei o fato que ela me lembrava uma princesa e eu nunca tinha visto um daqueles gritos na televisão.


Ela fungou de novo e enxugou seu rosto. "Não parece." ela sussurrou. "Com toda a música de Natal e a forma como esta casa está decorada com mais decorações do que toda a cidade de Lawton? Como não pode parecer o Natal? " A garota olhou para longe de mim. Seu rosto permaneceu triste. "Nem tudo é o que parece. Nem todo mundo é o que aparenta ser. " Quantos anos tinha essa garota? Ela falava como se fosse mais velha. Mas ela não parecia mais velha do que Brady e eu. "Um de seus amigos fez algo errado?", Perguntei. Eu sabia sobre o drama de menina. Acontecia na escola o tempo todo. "Eu queria", ela sussurrou, não olhando para mim. Ela não era um livro aberto. Eu estava ficando cansado

de

tentar

animá-la,

porque

eu,

obviamente, estava sendo sugado. "Quem quer que seja não vale o seu tempo, se eles estão fazendo você triste assim."


Finalmente, ela olhou para mim. "Nós nem sempre conseguimos escolher quem damos o nosso tempo.

Nós

não

escolhemos

nossos pais, por

exemplo. E nós não tomamos decisões por eles. Portanto, não é tão simples. Ele é meu pai. Eu amo ele. Eu tenho que amá-lo. Mas ele machuca. Ela se esforça para fazê-lo feliz, mas ele está sempre com outra pessoa. Como hoje à noite. Ele deveria estar aqui. Ele prometeu-lhe que estaria. " Eu não sabia o que sentir. Meus pais se amavam e eu nunca poderia imaginar o meu pai machucando minha mãe. Mas parecia que esta menina tinha uma vida muito diferente. Uma que eu não estava com inveja. Até se a casa dela era maior do que a igreja que eu ia no domingo. Ele era ainda maior do que a casa em Lawton de Gunner, e era grande. "Então, sim, isso é uma merda", eu disse, não sabendo mais o que dizer. "Sim, é." Tinha sido sua única resposta. Brady tinha chamado meu nome, então, porque eu não sabia o que fazer ou o que dizer, deixei-a lá.


Quando ela veio comer, eu não pude fazer contato visual com ela, porque eu me sentia culpado por não ser capaz de ajudá-la. E por saber seus segredos. Nós dois estávamos na foto que havia sido tirada naquela noite. Quando eu vi seu rostinho de menina, as memórias vieram à tona. Eu tinha esquecido completamente da menina e o que ela me disse. Mas esse Natal lembrei-me de agradecer a Deus por meus pais. Eu percebi que tinha sido abençoado com bons. "Essa era você", eu disse, olhando para ela quando meu coração partiu pela menina que queria voltar e segurar. Ela tinha compartilhado seus segredos com um garoto estúpido que não tinha feito nada para fazê-la se sentir melhor. Ela franziu a testa, como se ela não soubesse o que eu estava falando, e então seus olhos se iluminaram com compreensão. "Oh meu Deus. Esqueci... eu estava tão chateada naquela noite. Mas era apenas uma das muitas noites da qual eu me sentia assim", disse ela quando seu dedo roçou suavemente sobre o meu rosto na foto.


"Você era a única pessoa com quem falei. Eu me arrependo disso. Não dizer a ninguém meus segredos. Eu poderia tê-la salvado

se tivesse

falado,"

em

ela

sussurrou,

perdida

seus

pensamentos. Puxei-a contra mim. Eu não ia deixá-la se debruçar sobre seus arrependimentos. "Você era uma criança. Nós dois éramos. Crianças confusas que não sabiam a resposta certa para qualquer coisa. Ele era seu pai. Você o amava. Não se culpe por algo que você não pode controlar. " Maggie deitou a cabeça no meu ombro e sua mão no meu peito. "Obrigada." ela sussurrou. Eu beijei sua cabeça. "Eu te amo." "Eu também te amo", ela respondeu. Eu sempre tinha dito que o meu futuro estava no campo e eu poderia ser alguém bom. E eu queria aquilo. Até que eu encontrei alguém que precisava de mim. E eu percebi que a única pessoa que eu queria ser bom era para ela.


Until friday night (the field party #1) by abbi glines