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Retrospectiva - Primeiro semestre de 2010

REVISTA D O TA M A N H O D O S E U F U T U R O.

Ano 10 – Edição 59 – Agosto de 2010 – www.unibrasil.com.br

Grandes mentes participam das comemorações dos dez anos da UniBrasil


Retrospectiva UniBrasil dez anos - Primeiro semestre As Faculdades Integradas do Brasil - UniBrasil comemoram dez de existência. Para marcar essa data estamos colocando à disposição da comunidade acadêmica um jornal eletrônico sobre atividades e acontecimentos, uma retrospectiva do primeiro semestre de 2010. Essa divulgação vincula-se ao desafio de desenvolver ações que contribuam à formação da identidade da UniBrasil, sob a égide de dois vetores essenciais: educação e conhecimento. A efetivação desses passos é decisiva para o lançamento da instituição para novos horizontes do mundo atual. Tais horizontes, que são marcados fortemente pelo papel da educação de qualidade, capacidade inovadora e prática do conhecimento, são fundamentais para o desenvolvimento de cidadãos comprometidos com a realidade brasileira. Desta maneira, foi possível demarcar cada vez mais, o espaço acadêmico, que poderíamos assim sintetizar; - um ambiente que cultiva de modo natural e permanente o mérito acadêmico. Fundamentalmente, a instituição organiza eventos de socialização de conhecimento, com objetivo de intercambiar e mostrar a produção acadêmica, em função das demandas e em sintonia com as políticas de promoção do desenvolvimento sustentável do país. Assim sendo, a implantação de uma política do conhecimento que una os componentes acadêmicos e profissionais com ganho significativos para ambos, nos dá a certeza que a UniBrasil continuará a sua trajetória de sucesso, ficando cada vez mais sofisticada e complexa, sem perder a sua feição de seriedade e transparência na condução de seus objetivos. Boa leitura!

Professor Sérgio Ferraz de Lima Diretor Geral

EXPEDIENTE Informativo oficial das Faculdades Integradas do Brasil Ano 10 - Edição 59 - Retrospectiva – Primeiro semestre de 2010 Presidência: Clèmerson Merlin Clève Direção Geral: Sérgio Ferraz de Lima Direção Acadêmica: Jairo Marçal Direção de Infra-Estrutura e Logística: Murilo Zanello Milléo Gerente de Planejamento e Administração: Adierson Ricardo Bassani Gerência de Marketing: Susana Costa Jornalista Responsável: Criselli Montipó MTB/PR 6415 (Reportagem e edição) Colaboração: Guilherme Giorgio e Jenifer Magri Projeto Gráfico e Diagramação: Quieliton Camargo Batista Fotos da capa: Arquivo UniBrasil

Rua Konrad Adenauer, 442, Tarumã, Curitiba, Paraná. Telefone: (41) 3361 4200 www.unibrasil.com.br Sugira, critique e dê sua opinião. O Informativo UniBrasil está aberto à colaboração da comunidade acadêmica. Contribua com este informativo institucional, entre em contato: asscom@unibrasil.com.br.


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Criselli Montipó

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Nas Faculdades Integradas do Brasil, Chantal procurou examinar como os direitos humanos poderiam acomodar o pluralismo

Uma nova proposta democrática para as sociedades contemporâneas foi apresentada pela filósofa belga Chantal Mouffe durante conferência nas Faculdades Integradas do Brasil, proferida na noite de 6 de maio. Chantal – que atua na Universidade de Westminster, em Londres – abordou o tema Direitos Humanos e Pluralismo no evento que integra as atividades comemorativas aos dez anos da UniBrasil. Chantal tem se dedicado à análise de fenômenos políticos contemporâneos, sobretudo ao tema democracia. Ela leciona Teoria Política e suas reflexões estão focadas no projeto de uma democracia radical e plural, como passou a chamar. Nesta concepção, Chantal vislumbra uma democracia para além das esferas re p re s e nt at i va s d a p o l í t i c a , b u s c a n d o u m a representação cidadã forte, ou seja, uma sociedade organizada, mobilizada. A filósofa questiona o modelo de democracia liberal, de matriz ocidental, principalmente quando se trata da proteção aos direitos humanos. Para ela, a democracia está no sujeito e deve transcender a esfera pública.

O coordenador do curso de Direito, professor Ozias Paese Neves; a professora, Luci Gohl, tradutora da conferência e integrante da Seed-PR; a filósofa Chantal Mouffe; o diretor acadêmico da UniBrasil, professor Jairo Marçal; a professora da Universidade Federal do Paraná, Katya Kozicki; e a professora Carol Proner, coordenadora do programa de mestrado em Direito da UniBrasil

Nas Faculdades Integradas do Brasil, Chantal procurou examinar como os direitos humanos poderiam acomodar o pluralismo, pois acredita que a democracia deve ser entendida em um contexto global. Questiona como a ideia de direitos humanos pode ser aceita por meio das diferenças culturais e religiosas. Chantal destaca que um dos problemas encontrados no entendimento dos direitos humanos é que devem ser


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Em conferência na UniBrasil,

Chantal Mouffe

defende ordem mundial pluralista Chantal tem se dedicado à análise de fenômenos políticos contemporâneos, suas reflexões estão focadas no projeto de uma democracia radical e plural

aceitos por todas as culturas. “Isto é devido ao fato de que estes direitos são apresentados como sendo universalmente válidos e unicamente Europeus em suas origens”, ressalta. Para ela, uma consequência importante dessa formulação é que a universalização dos direitos humanos é vista a partir do modelo ocidental de democracia liberal. “Uma vez que é reconhecido que o que está em questão nos direitos humanos é a dignidade da pessoa, a possibilidade de diferentes maneiras de visionar essa questão torna-se evidente, tanto quanto as várias formas nas quais ela pode ser respondida.”, sustenta a filósofa. Portanto, Chantal acredita que o caminho para as sociedades democráticas assegurarem, de fato, os direitos humanos, é assumirem uma ordem mundial pluralista. No atual estágio no processo de globalização, a filósofa enfatiza que as sociedades precisam de um conjunto de instituições para regular as relações internacionais. Entretanto, estas instituições devem permitir um grau de pluralismo e não devem exigir um local de soberania, a presença de um centro, por exemplo. O que seria, para ela, a receita para um desastre. “A paz tem mais chance de ser assegurada e duradoura quando um tipo de equilíbrio é alcançado entre as unidades regionais do que pela imposição de ordem por um único hiperpoder. Se estivermos preocupados com diversidade, justiça e democracia, assim é, eu coloco, como nós deveríamos abordar estes temas”, conclui.

FORTALECIMENTO SOCIAL A vinda da filósofa teve participação importante da professora da Universidade Federal do Paraná, Katya Kozicki, que foi orientanda de Chantal na Universidade de Westminster. “O conceito de democracia radical e plural foi desenvolvido por Chantal e Ernesto Laclau na década de 70. Nestes 40 anos a teoria foi sendo aperfeiçoada e busca articular os princípios liberais de democracia, a liberdade e a igualdade, para dar efetivação à uma democracia cidadã”, analisa a professora Katya. O diretor acadêmico das Faculdades Integradas do Brasil, professor Jairo Marçal, que é mestre em Filosofia, ressalta que receber uma personalidade como Chantal Mouffe nas comemorações dos dez anos da UniBrasil reflete a preocupação da instituição com questões complexas da atualidade. “Chantal defende o fortalecimento da atuação política pela ação do cidadão. Ela busca o fortalecimento de nossas sociedades a partir de comunidades fortes”, explica. A professora Carol Proner, coordenadora do programa de mestrado em Direito da UniBrasil, salienta a relevância das ideias da filósofa. “Reconhecer o pluralismo, a diversidade, e exercitar a otredad, expressão espanhola que significa comparação da nossa cultura com as outras, são partes do exercício da democracia radical e plural proposta por Chantal Mouffe”, destaca.


Douglas Santucci

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Ela abriu caminho pela Floresta Amazônica rumo a um Brasil mais atento à riqueza de suas diferenças. Os passos que ela deixou entre os seringais não foram rastros, mas sinais de conscientização ambiental. Marina Silva, que atuou como ministra do Meio Ambiente de janeiro de 2003 a maio de 2008 e é senadora pelo segundo mandato, foi a convidada do Projeto UniBrasil Futuro , em 29 de abril. Marina – que falou sobre Desafios da Sustentabilidade - conjuntura brasileira nas Faculdades Integradas do Brasil – está acostumada a abrir caminhos. Foi a senadora mais jovem a ser eleita no Brasil. Participa como membro titular da Comissão de Meio Ambiente, e suplente nas comissões de Constituição e Justiça; de Relações Exteriores e Defesa Nacional; de Educação, Cultura e Esporte; de Direitos Humanos e Legislação Participativa; e de Infraestrutura. No final de abril, licenciou-se do senado para fazer uma revisão em seu partido. A mulher que chegou ao Senado Federal nasceu em Breu Velho, no seringal Bagaço, no estado do Acre, a 70 quilômetros da capital, Rio Branco. Conheceu a realidade dos seringais e fez desta vivência sua luta pelo meio ambiente. Professora de História, líder estudantil, sindical, vereadora, deputada estadual, Marina é especialista em Psicopedagogia.

Segundo Marina Silva, projetos como o UniBrasil Futuro são necessários e promissores dentro das instituições de ensino superior, pois estão voltados ao debate sobre o que ela chama de “visão antecipatória”

Na UniBrasil, Marina Silva mostrou a necessidade de preservação da vida, algo tão frágil, principalmente em um país que, como ela ressalta, é uma potência ambiental. Para a ambientalista, apenas o desenvolvimento sustentável – que é um conceito ainda em construção – pode assegurar a


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Mauro Campos

Marina Silva mostrou a necessidade de preservação da vida, algo tão frágil, principalmente em um país que, como ela ressalta, é uma potência ambiental

manutenção da vida. Neste aspecto, além dos princípios sociais, culturais, econômicos da sustentabilidade, ela acrescenta mais dois: a dimensão ética e a dimensão estética. Sobre a dimensão ética cita Leonardo Boff, para quem a ética é tudo o que promove ou protege a vida. “Também o mestre [Deus] disse: Tenham vida, e vida em abundância”, lembra. Com relação ao outro princípio, ressalta o valor estético da natureza, por exemplo. Ao atentar para todas estas dimensões da sustentabilidade, ela acredita que a vida pode ser preservada para as gerações futuras. “Somos responsáveis pela sucessividade da vida”, comenta. Para atingir este objetivo, a senadora aposta na riqueza do conhecimento do povo. “Precisamos passar por uma desadaptação criativa, temos que aprender a ler a realidade”, sugere. Ela acredita que os brasileiros precisam construir um modelo que busque as diferentes formas de ser. “No Brasil temos 220 povos que falam 180 línguas”, observa. Neste aspecto, Marina enfatiza que não se pode “terceirizar” para os outros a responsabilidade de cada um. “Estamos vivendo um processo de adoecimento coletivo”, destaca ela, que salienta a urgência em criar alternativas para preservar este Brasil tão rico em biodiversidade, mas ainda tão cheio de assimetrias. É aí que Marina acredita na força dos jovens, promotores de mudanças e “projetos antecipatórios de mundo”, como ela diz. Para a senadora, os jovens podem desenvolver novas atitudes que busquem a convivência harmônica com o meio ambiente e com o outro.

O diretor de infraestrutura da UniBrasil, Murilo Zanello Milléo; o diretor acadêmico, Jairo Marçal; a senadora Marina Silva; o diretor geral, Sérgio Ferraz de Lima; e a coordenadora do Projeto UniBrasil Futuro, Wanda Camargo

FUTURO Segundo Marina Silva, projetos como o UniBrasil Futuro são necessários e promissores dentro das instituições de ensino superior, pois estão voltados ao debate sobre o que ela chama de “visão antecipatória”. Ela destaca que esta finalidade é cumprida quando a comunidade acadêmica é capaz de reunir dados da realidade e perceber o que precisa ser mudado. A professora Wanda Camargo, coordenadora do Projeto UniBrasil Futuro, lembra que o intuito do projeto é propiciar uma conversa franca sobre grandes temas nacionais, ou seja, aproximar a comunidade acadêmica de personalidades relevantes nos campos científicos, políticos e intelectuais. “Marina Silva foi alfabetizada aos 16 anos, enfrentou a carência e conseguiu fazer de sua trajetória intelectual uma das mais respeitadas do país”, considera. O professor Sérgio Ferraz de Lima, diretor geral das Faculdades Integradas do Brasil, destaca que a conferência com a senadora Marina Silva foi um presente na comemoração dos dez anos da UniBrasil. Lima, que é um pesquisador sobre sustentabilidade, comenta que a senadora reconstruiu o conceito de desenvolvimento sustentável, demonstrando a viabilidade da incorporação da questão ambiental no processo de desenvolvimento. “Sobre o Brasil, concebeu uma plataforma de desenvolvimento, com base socioambiental, que projeta um país mais justo e próspero no século XXI”, afirma.


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FRANCO: "A economia está na vida de cada um. Todos fazem compras no supermercado, todos têm anseios”

Jenifer Magri

Jenifer Magri

O economista Gustavo Franco lançou a obra Shakespeare e a Economia dentro da programação do projeto UniBrasil Futuro

O diretor geral das Faculdades Integradas do Brasil, Sérgio Ferraz de Lima; Gustavo Franco e o presidente da instituição, Clèmerson Merlin Clève

A economia brasileira Gustavo Franco destaca que o fortalecimento da economia brasileira depende do aumento da competitividade das empresas no ambiente dos negócios, que é diretamente afetada pela tributação e pelas leis trabalhistas. Entretanto, em termos gerais, a situação é otimista desde a implantação do Plano Real, que para ele representa “uma pequena revolução”. Afinal, antes do plano, a

inflação era de 16% ao mês e hoje é de 4,5% ao ano. “E ainda reclamamos. A inflação é uma espécie de tributo que incide principalmente sobre quem não pode se defender, o pobre”, exemplifica. Sobre o aquecimento da economia pós-crise, Franco analisa que o governo tem gastado muito (com mecanismos para conter a crise). “Para não subir juros, terá que passar a gastar menos”, revela.


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Gustavo Franco lança obra

Shakespeare e a Economia na UniBrasil

As comemorações dos dez anos de fundação das Faculdades Integradas do Brasil tiveram início com a presença do economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central do Brasil e um dos criadores do Plano Real. Franco lançou na UniBrasil, em 9 de março, a obra Shakespeare e a Economia dentro da programação do projeto UniBrasil Futuro. A obra Shakespeare e a Economia compõe-se de dois trabalhos: A Economia de Shakespeare, de Gustavo Franco, e A Economia em Shakespeare, do economista americano Henry Walcott Farnam, publicado originalmente na década de 30. Em sua pesquisa, Gustavo Franco situa o poeta e dramaturgo Shakespeare como homem econômico. “Shakespeare foi, para a época, como os magnatas de Hollywood são hoje, pois possuía teatros e propriedades”, destaca. E como proprietário de teatros e autor, conseguia manter o teatro cheio, com 3 mil pessoas, cinco dias por semana. “É uma audiência semelhante à da TV da atualidade”, ressalta. O economista – que é amante da literatura – debruçou-se sobre a obra de Shakespeare por mais de um ano, colhendo dados para seu livro e observa que pouco se sabe sobre a vida do poeta e dramaturgo. A obra de Franco ajuda a compreender como funcionavam as companhias de teatro, como se compunham as plateias, e de que forma eram realizados os financiamentos dos espetáculos. Já o trabalho de Henry Walcott Farnam, economista americano, professor da Universidade Yale, publicado em 1931 – pesquisado por Gustavo Franco – foca a presença da economia na obra de Shakespeare. Destaca elementos relacionados à produção e troca de mercadorias e dinheiro, e às relações entre os vários agentes econômicos da sociedade da época. Pode-se ter uma idéia de como se processava o comércio, quais eram as mercadorias importadas e exportadas, como e qual era a produção agrícola, quais eram os conflitos das relações entre

proprietários, rendeiros e empregados, e até mesmo quais eram os preços praticados e quais os valores relativos das moedas. O interesse de Gustavo Franco em unir literatura e economia pode ser visto em outras obras de sua autoria ou organização. A série é composta por O Papel e a Baixa do Câmbio - Um discurso histórico de Rui Barbosa; A economia em Pessoa – Verbetes contemporâneos e ensaios empresariais do poeta; A economia em Machado de Assis – O olhar oblíquo do acionista; e O homem que roubou Portugal - a história do maior golpe financeiro de todos os tempos. Franco enfatiza que a economia está na vida de cada um. “Todos fazem compras no supermercado, todos têm anseios”, salienta. Portanto, a economia na vida de pensadores e poetas mostra esta relação explícita. FORMAÇÃO PROFISSIONAL VOCACIONADA O presidente das Faculdades Integradas do Brasil, professor Clèmerson Merlin Clève, ressalta que a escolha foi acertada para iniciar as comemorações dos dez anos da UniBrasil. “Gustavo Franco é um grande nome que discute problemas nacionais e reúne técnica (economia) e literatura. O propósito é semelhante ao da UniBrasil que busca construir conhecimento sólido apoiando iniciativas nas artes, no literatura e nos esportes. Clève destaca que as Faculdades Integradas do Brasil pretendem ser lugar de formação profissional vocacionada para compor uma verdadeira comunidade acadêmica. O coordenador do curso de Ciências Econômicas da instituição, professor Edson Stein, destaca que comemorar os dez anos da UniBrasil é também um fato de relevância econômica. “Nada mais adequado para marcar a data a presença de Gustavo Franco, figura das mais importantes, já que foi presidente do Banco Central e do ponto de vista da organização econômica tem posição de destaque depois do Ministro da Fazenda”. Sobre a obra, Stein salienta que é um projeto interessante porque confirma que nosso dia-a-dia está submetido a escolhas econômicas.


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REFLEXÃO CRÍTICA EM PESQUISAS:

Barbara Hudson participa de ciclo de palestras A professora inglesa Barbara Hudson participou do Ciclo de Palestras Reflexão crítica como metodologia de pesquisa Direitos Humanos e Criminologia em perspectiva internacional. O evento foi realizado nas Faculdades Integradas do Brasil, de 17 a 20 de maio. Barbara Hudson é PhD em Sociologia, professora titular da Faculdade de Direito da Universidade de Central Lancashire, Reino Unido, onde dirige o Centro de Criminologia e Justiça Criminal. Professora, pesquisadora e conferencista emérita em Criminologia, Sistema Penal, Teorias da Justiça e Direitos Humanos, é consultora externa de programas de estudos e pesquisas nas Universidades de Cambridge e Oxford, no Reino Unido, Erasmus, na Holanda, e Oslo, na Noruega. Desde 2007, é professora visitante do programa de Mestrado em Direito da Universidade Estadual do Norte Pioneiro, Paraná. Este é o quinto ano consecutivo de visitas acadêmicas da professora inglesa ao Brasil. Na UniBrasil, a atividade é uma promoção do Programa de Mestrado em Direito da UniBrasil e do Grupo de Pesquisa Sistema Penal e Democracia, coordenado pelos professores Eliezer Gomes da Silva e Clara Roman Borges. Segundo o professor Eliezer Gomes da Silva, a pesquisadora Barbara Hudson se sente à vontade para a interação com os estudantes e acadêmicos brasileiros, o que, segundo ela, tem auxiliado em suas reflexões. Barbara Hudson salienta que os estudantes do Programa de Mestrado em Direito da UniBrasil – que tem como área de concentração Direitos fundamentais e democracia – integram uma das primeiras gerações que passaram a pesquisar os direitos humanos, especificamente. Portanto, as discussões estão inseridas em suas duas linhas de pesquisa: Estado e concretização dos direitos: correlações e interdependências nacionais e internacionais e Constituição e condições materiais da democracia. Em sua palestra de abertura sobre estudo e pesquisa em direitos humanos, Barbara Hudson ressaltou que até os anos 80 as pesquisas enfatizavam mais a área de Direito Criminal, não havia tantas discussões sobre direitos humanos.

A pesquisadora inglesa tratou, também, de soberania nacional e direitos como titularidades de todos os seres humanos, ou seja, direitos humanos universais e diferenças culturais. Neste aspecto, Barbara citou a Declaração Universal de Direitos Humanos, um dos documentos básicos da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata destes direitos de forma universal. Segundo a professora, é preciso que se faça uma ponte entre a lei de direitos humanos e uma cultura em direitos humanos. Para ela, é preciso superar este suporte legal que faz com que os direitos humanos não sejam, de fato, exercidos. Para que isso aconteça, a professora defende que é preciso atentar para o que as sociedades e cada indivíduo entendem por direitos humanos. O Ciclo de Palestras Reflexão crítica como metodologia de pesquisa - Direitos Humanos e Criminologia em perspectiva internacional, encerrou com a palestra Metodologia da pesquisa crítica em direitos humanos e criminologia. Barbara Hudson expôs sua experiência de mais de 30 anos realizando pesquisas de caráter crítico em variados temas envolvendo criminologia, teorias da justiça e direitos humanos. A pesquisadora frisou a necessidade de as pesquisas envolvendo tópicos de direitos humanos e criminologia crítica ultrapassarem a crítica interna do aparato legal ou do contexto de operação do sistema jurídico para também exercerem a chamada "crítica externa". Para isso, ela destaca que é preciso utilizar-se de marcos teóricos relevantes, fora do próprio Direito, como da Filosofia, da Sociologia, da Ciência Política, da Antropologia, e da História, para enriquecer a discussão sobre os temas de interesse jurídico. Segundo Eliezer, a professora Barbara Hudson – em seu terceiro ano de visitas pela UniBrasil – passou a ser uma participante efetiva do grupo de pesquisas Sistema penal e Democracia, liderado por ele e pela professora Clara Roman Borges. “Grupo este que também estreita, cada vez mais, suas ligações com o professor Rodrigo Rios, do programa de pósgraduação em Direito da PUC-PR, que apoiou o evento e participou intensamente de suas discussões”, ressalta Eliezer.


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O professor Eliezer Gomes da Silva, da UniBrasil; a pesquisadora inglesa Barbara Hudson; e o mestrando em Direito da UniBrasil, Felipe Hasson, que fez a tradução consecutiva do evento Guilherme Giorgio

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Barbara Hudson discutiu os temas direitos e justiça: direito internacional e justiça cosmopolita; globalização e proteção dos que não detêm poder; as limitações dos tratados e convenções; violações de direitos humanos

Barbara Hudson expôs sua experiência de mais de 30 anos realizando pesquisas de caráter crítico em variados temas envolvendo criminologia, teorias da justiça e direitos humanos


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Tepedino aborda a relação entre o Direito Público e o Direito Privado O professor Gustavo Tepedino, titular de Direito Civil da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), esteve nas Faculdades Integradas do Brasil na noite de 25 de março, quando falou sobre Normas Constitucionais e Direito Civil. A atividade, organizada pelo Programa de Mestrado e pela graduação em Direito das Faculdades Integradas do Brasil, integrou a programação da aula magna dos cursos.

É aí que se encontra no princípio da dignidade da pessoa humana, a chave de leitura do Direito Civil à luz da Constituição, como também, a igualdade, a solidariedade, a livre escolha e o princípio da democracia. O professor Marcos Augusto Maliska lembra que a relação do Direito Civil com o Direito Constitucional se dá após a Constituição de 88, quando há uma “constitucionalização” do Direito Civil.

Tepedino é doutor em Direito Civil pela Università degli studi di Camerino, Itália; presidente do Instituto de Direito Civil (IDC); diretor da Revista Trimestral de Direito Civil; além de consultor ad hoc da Capes; do CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

UMA PERSPECTIVA CRÍTICA

Segundo Tepedino, embora o Direito Público esteja separado do Direito Privado, a configuração social atual tem demonstrado uma relação intensa entre as duas áreas. Para ele, o século 20 evidenciou a ruptura ideológica e didática nos dois campos. Portanto, Tepedino é um dos principais representantes da escola do Direito Civil-Constitucional no Brasil. Nessa perspectiva metodológica, as normas constitucionais têm aplicação direta nas relações privadas.

Para Tepedino, a fusão entre as duas áreas do Direito precisa ser colocada na prática jurídica, algo que tem avançado na doutrina contemporânea. No Brasil, tentase criar uma forma de pensar mais atenta à realidade do país. Ele, que conhece o projeto do curso de Direito das Faculdades Integradas do Brasil, nota que a instituição tem a vantagem de já nascer com a proposta de um curso diferenciado. A professora Rosalice Fidalgo Pinheiro, que atua na graduação e no mestrado da UniBrasil, confirma este viés crítico no ensino do Direito Civil, que é uma opção curricular em face às mudanças na configuração do Direito Público e do Direito Privado. Inclusive, há um Núcleo de Pesquisa em Direito Civil-Constitucional na instituição.

“Há uma relação intensa entre o Direito Público e o Direito Privado. Hoje, a problemática do Direito, fenômeno jurídico, se relaciona numa perspectiva unitária”, comenta. Para o professor, essas mudanças estão amparadas, primeiramente, pela revolução tecnológica e os avanços na engenharia genética. Ele exemplifica com os testes de DNA. “É matéria privada (Direito de Família), mas pode passar a ser de ordem pública”, observa, lembrando do caso de discussão sobre a paternidade de um dos filhos da princesa Diana.

A professora Ana Carla Harmatiuk Matos comenta que o trabalho de Tepedino está voltado aos direitos humanos, à dignidade da pessoa humana e, portanto, é uma das maiores expressões desta linha crítica, tanto que muitas de suas obras fazem parte da bibliografia das disciplinas de Direito Civil, bem como do mestrado da UniBrasil.

Tepedino ressalta que esta revolução fez com que os assuntos de ordem privada estejam muito próximos das normas constitucionais, dos direitos fundamentais, que protegem as pessoas. Para ele, a concepção desta perspectiva de proteção contra o estado autoritário passa a ser invocada nas relações privadas.

Esta relação também pode ser vista pela participação de docentes das Faculdades Integradas do Brasil no pelo Grupo de Pesquisa "Virada de Copérnico" da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que promove encontros com professores da UERJ, entre eles, com o professor Tepedino.


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Fizeram parte da mesa, o professor Ozias Paese Neves, coordenador do curso de Direito; a professora Ana Carla Harmatiuk Matos; e a professora Rosalice Fidalgo Pinheiro

Segundo Tepedino, embora o Direito Público esteja separado do Direito Privado, a configuração social atual tem demonstrado uma relação intensa entre as duas áreas


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A placa foi descerrada pelo senador Flávio Arns, sobrinho da homenageada e pelo diretor geral das Faculdades Integradas do Brasil, Sérgio Ferraz de Lima. Flávio Arns lembrou da atuação da Pastoral da Criança, que em 27 anos atendeu a 2 milhões de crianças, graças ao trabalho de 300 mi voluntários.

ARNS: “O poder público tem que reconhecer o trabalho da sociedade organizada”


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Zilda Arns recebe homenagem da

Escola de Saúde da UniBrasil A médica sanitarista Zilda Arns recebeu homenagem da Escola de Saúde das Faculdades Integradas do Brasil no dia 5 de abril. O Laboratório de Técnica Dietética e Análise Sensorial do curso de Nutrição, no Bloco 7, recebeu o nome da médica que faleceu em janeiro deste ano durante o terremoto no Haiti. A placa foi descerrada pelo senador Flávio Arns, sobrinho da homenageada e pelo diretor geral das Faculdades Integradas do Brasil, professor Sérgio Ferraz de Lima. Fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, a pediatra Zilda Arns também idealizou e coordenou a Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Zilda foi representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Pelo seu trabalho na área social, recebeu condecorações e prêmios como o 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/1994). Zilda é Cidadã Honorária de dez estados e 35 municípios e foi homenageada por diversas outras instituições, universidades, governos e empresas. Flávio Arns lembrou de sua atuação na Pastoral da Criança, que em 27 anos atendeu a 2 milhões de crianças, graças ao trabalho de 300 mil voluntários. A metodologia adotada, a pesagem, realizada mensalmente até o primeiro ano de vida, foi uma ação simples no combate à desnutrição, aliada à utilização de produtos da região e da cozinha alternativa (com grande ênfase à multimistura). Hoje 20 países utilizam a metodologia. “O poder público tem que reconhecer o trabalho da

sociedade organizada”, ressalta o senador. Sobre o laboratório receber o nome da fundadora da Pastoral da Criança ele ressalta que Zilda diria: Fé em Deus e pé na tábua!”, o que equivale a “Acredite e trabalhe”. A coordenadora do curso de Nutrição das Faculdades Integradas do Brasil, professora Cynthia Passoni, ressalta que no Laboratório de Técnica Dietética e Análise Sensorial são produzidas pesquisas para o desenvolvimento de produtos e suplementos alimentares, com o reaproveitamento integral dos alimentos, que visam recuperar o estado nutricional da população e a garantia da qualidade de vida. O diretor geral das Faculdades Integradas do Brasil, professor Sérgio Ferraz de Lima, ressalta que a UniBrasil desenvolve seu trabalho mirado na contribuição de Zilda Arns, já que visa a transformação em favor dos menos favorecidos. A presidente do Conselho Regional de Nutrição, Lili Purin Niehues, comenta que a homenagem à Zilda Arns demonstra a valorização das ações daqueles que acreditam na transformação da sociedade. “Ela saiu de sua zona de conforto e realizou um trabalho que repercutiu internacionalmente, pois Zilda Arns teve um olhar voltado à realidade, um olhar sistêmico”, salienta Lili, que ressalta que este modelo pode ser adotado no Laboratório de Técnica Dietética e Análise Sensorial, onde se promovam pesquisas que visem a melhoria da saúde da população. A diretora do Centro de Educação em Saúde de Curitiba, Rosângela Scucato, que representou a Secretaria de Saúde de Curitiba, observa que é preciso valorizar os recursos alimentares, de saúde e humanísticos presentes no trabalho de Zilda Arns, que tornou-se um ícone na área de trabalho voluntário.


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Carducci compara constituições do Brasil e da Itália na UniBrasil Paulo Schier, Marco Aurélio Marrafon, Octavio Campos Fischer, Michele Carducci, Jorge Vargas, e Ilton Norberto Robl Filho

Constitucionalismos do Brasil e da Itália: confrontos e diferenças foi o tema da palestra ministrada pelo professor italiano Michele Carducci ao curso de Direito e ao Programa de Mestrado em Direito das Faculdades Integradas do Brasil, no dia 14 de abril. Carducci – que é professor titular de Direito Constitucional Italiano e Comparado na Universidade de Lecce, na Itália – falou em português aos estudantes da UniBrasil.

Na Itália, um dos entraves é a dificuldade de mobilidade social, já que o norte é industrial e o sul é agrícola. Já no Brasil, a alta taxa de analfabetismo prejudica a efetivação dos direitos do cidadão. Em ambos os casos o individualismo é um obstáculo para a construção social, pois há falta de institucionalização, de um sentimento comum. “Percebe-se a falta de um poder estatal forte, uma direção política unitária que pode direcionar a ascensão social, pois o poder público está muito longe e ele precisa aproximar o cidadão”, salienta Carducci. Para ele, o caminho é a educação cívica.

Para Carducci, o Brasil e a Itália têm similaridades, como a tradição cultural e religiosa e o idioma de matriz comum. Neste aspecto, as ideologias constitucionais dos dois países são similares. “No Brasil e na Itália a sociedade é regulada pela constituição, que é um conjunto de normas e categorias que precisam criar relações sociais. Nos dois casos a inefetividade da constituição é comum, não na realização social do direito, mas na prática do direito”, explica.

Além disso, o professor ressalta o papel do ensino do Direito Constitucional. “O Direito Constitucional tem força importante para promover o debate, a cultura constitucional, que pode ser transferida para a efetividade da Constituição”.

Segundo o professor, a Constituição da Itália de 1948 é a primeira constituição pós-guerra da Europa, portanto, está muito ligada ao passado do país. “O Brasil, com sua Constituição Cidadã, também tem perspectiva de transformação social”, comenta. Entretanto, devido à cultura política dos dois países, o cidadão não sabe colocá-las em prática.

Segundo o professor Octavio Campos Fischer, vice-coordenador do Mestrado em Direito das Faculdades Integradas do Brasil, a vinda de Carducci visa aproximar a análise do Direito Constitucional dos países e promover um convênio de intercâmbio entre as duas instituições, para que estudantes e professores possam realizar pesquisas. A palestra também


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Para Carducci, o Brasil e a Itália têm semelhanças como a tradição cultural e religiosa e o idioma de matriz comum e por isso, as ideologias constitucionais dos dois países são similares

integra a programação de comemoração dos dez anos da UniBrasil. A obra D outor em Direito Constitucional pela Universidade de Viena e Carlos III de Madrid, Carducci é autor de diversos trabalhos doutrinários, incluindo dois livros que foram lançados no Brasil: A aquisição problemática do constitucionalismo ibero-americano e Por um direito constitucional altruísta, publicados em 2003. Segundo Carducci, o Direito Constitucional Altruísta visa à inclusão do outro na construção deste ramo do Direito, pois tolerar não significa incluir. Está relacionado ao Direito Constitucional Fraterno, pois o Direito Constitucional Altruísta reforça a necessidade de se discutir o Direito Constitucional na perspectiva da diferença. O professor italiano já esteve na UniBrasil em abril de 2008, quando ministrou a palestra de encerramento do 2º Seminário Internacional de Direito, que reuniu pesquisadores do Brasil e do exterior. Na ocasião, Carducci abordou o tema Constitucionalismos do Brasil, da Itália e da União Européia: confrontos e diferenças.


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Análise Econômica do Direito é discutida por

Fernando Araújo O tema Análise Econômica do Direito foi tratado pelo professor português, Fernando Araújo, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em palestra nas Faculdades Integradas do Brasil, em 26 de abril. O evento foi uma realização conjunta do Programa de Mestrado em Direito, do Núcleo de Pesquisas em Direito Constitucional (NupeConst), e do curso de graduação em Direito e faz parte da programação das comemorações aos dez anos da UniBrasil. Fernando Araújo é defensor de uma abordagem teórica sobre o tema Análise Econômica do Direito. Araújo é doutor em Ciências Jurídico-Econômicas e mestre em Ciências Histórico-Jurídicas e também é docente do curso de Direito da Universidade Moderna. Atualmente é docente de Economia Política no Curso de Licenciatura e de Filosofia do Direito e de Análise Econômica do Direito (Law and Economics) no curso de mestrado. Para Araújo, a Análise Econômica do Direito serve tanto para juristas como para economistas. O professor português lembra que a Análise Econômica do Direito surgiu com um artigo publicado por Ronald Coase, em 1960, portanto, este método tem apenas 50 anos. Inclusive, inúmeros economistas receberam o Prêmio Nobel de Economia com a utilização desta abordagem teórica, incluindo Coase, que conquistou este prêmio em 1991. “Hoje Ronald Coase tem 99 anos, por isso tenho pesquisado sobre a Análise Econômica do Direito com fé na longevidade”, ressalta Araújo, que é um renomado estudioso desta matéria, como revela o professor Octavio Campos Fischer, vice-coordenador do Mestrado em Direito da UniBrasil.

Araújo comenta que o Direito Ambiental tem se beneficiado da Análise Econômica do Direito. Ele citou o exemplo de pesca em alto mar, que é livre por se tratar de um recurso comum. No entanto, é preciso de um controle de acesso ao recurso, para que este não se esgote. Portanto, é preciso mensurar, economicamente, bens ambientais, por exemplo. COOPERAÇÃO INTERNACIONAL A professora Roseli Rocha dos Santos, coordenadora de Cooperação Institucional e Internacional da UniBrasil, explica que a vinda de Araújo visou, também, estreitar laços acadêmicos com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, com a qual a UniBrasil já mantém convênios de intercâmbios. Segundo Roseli, a ampliação do convênio visa especificar áreas de Intercâmbio de estudantes de graduação; intercâmbio de estudantes de pósgraduação; intercâmbio de docentes; co-tutelas de teses de doutorado/doutoramento; regime de pósdoutorado ou pós-doutoramento; e admissão a provas de agregação ou livre-docência. Araújo é vice-presidente do Instituto de Direito Brasileiro da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL), portanto, está responsável por desenvolver protocolos de cooperação entre a e as Faculdades de Direito brasileiras, como é o caso da UniBrasil. “Tal cooperação envolveria aspectos que já são objeto de um convênio anterior que a UniBrasil mantém com a FDUL, mas a vinda do professor Fernando Araújo servirá para estreitar ainda mais os objetivos do convênio”, comenta Fischer.


Guilherme Giorgio

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O evento fez parte da programação das comemorações aos dez anos da UniBrasil

OBRAS DO AUTOR

Guilherme Giorgio

Guilherme Giorgio

O conferencista é autor de diversos livros, como Adam Smith - O Conceito Mecanicista de Liberdade; Teoria Econômica do Contrato; A Tragédia dos Baldios e dos Anti-Baldios - O Problema Econômico do Nível Ótimo de Apropriação; Análise Econômica do Direito Programa e Guia de Estudo; Introdução à Economia; O Ensino da Economia Política nas Faculdades de Direito e Algumas Reflexões sobre Pedagogia Universitária. Além disso, Araújo tem artigos publicados em diversas revistas especializadas da Europa e do Brasil.

A vinda de Araújo visou, também, estreitar laços acadêmicos com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa

Fernando Araújo comenta que o Direito Ambiental tem se beneficiado da Análise Econômica do Direito


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Criselli Montipó

Professor alemão Winfried Brugger ministra palestra na UniBrasil Brugger é catedrático de Direito Constitucional da Universidade de Heidelberg e já esteve na UniBrasil em 2005

O professor Winfried Brugger, da Universidade de Heidelberg, Alemanha, ministrou palestra nas Faculdades Integradas do Brasil a convite do Programa de Mestrado em Direito e do Núcleo de Pesquisas em Direito Constitucional (NupeConst) da UniBrasil. O professor alemão ministrou palestra na noite de 25 de maio, sobre o tema Separação, igualdade e aproximação: três modelos da relação entre estado e igreja. Brugger é catedrático de Direito Constitucional da Universidade de Heidelberg e já esteve na UniBrasil em 2005, inclusive, tem um artigo publicado na edição 5 dos Cadernos da Escola de Direito e Relações Internacionais das Faculdades Integradas do Brasil. O professor alemão destaca que o Brasil tem avançado nas discussões jurídicas, principalmente a

partir da Constituição de 1988. A Constituição alemã é de 1949, portanto, pós-guerra. “Por isso é modificada frequentemente, mas a Constituição Brasileira é modificada ainda mais que na Alemanha”, comenta Brugger. Isso se dá porque a Alemanha está mais estabilizada em seu desenvolvimento. O Brasil ainda está em amplos processos de transformação, como lembra o professor alemão. Por isso, na opinião dele, é importante esta troca de informações sobre a pesquisa jurídica alemã. Na UniBrasil, Brugger falou sobre modelos da relação entre Estado e Igreja. “Trata-se de uma análise das possibilidades da relação Estado-Igreja no quadro de Estado de Direito, marcado pela distinção entre assuntos de ordem secular e de ordem religiosa”,


Criselli Montipó

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Criselli Montipó

O professor Marcos Augusto Maliska, da Escola de Direito; o professor Winfried Brugger, da Universidade de Heidelberg; e Elizete Antoniuk, responsável pela tradução consecutiva da palestra

Palestras como esta possibilitam aos estudantes conhecer as diversas áreas do direito

como explica o professor Marcos Augusto Maliska, que organizou o evento. A pesquisa de Brugger investiga as possibilidades desta relação para uma melhor compreensão dos limites e das possibilidades da atuação estatal neste campo. “A atualidade do tema no Brasil está presente tanto nas discussões sobre direito dos alunos adventistas de não assistirem aula na sextafeira à noite, na definição dos feriados religiosos, bem como nos elementos básicos da relação do estado brasileiro com a igreja católica e com as demais religiões existentes no nosso país”, ressalta Maliska. As discussões estão em torno de qual seria o modelo brasileiro mais adequado para esta questão. “O texto do professor Brugger irá nos

instigar a refletir sobre esse tema, para termos critérios claros para demarcar a atuação estatal”, comenta Maliska. A tradução consecutiva da palestra foi realizada por Elizete Antoniuk. A vinda do professor Brugger à Curitiba demonstra a inserção do Programa de Mestrado em Direito da UniBrasil no grupo de Programas de Pós-Graduação do Brasil comprometidos com a parceria com universidades alemãs, em especial no âmbito do Direito Constitucional, cuja disciplina teve e ainda tem grande influência do direito germânico. Para o acadêmico Miguel Faret Neto, o intercâmbio com outras realidades favorece a análise do contexto brasileiro, por exemplo. Além disso, ele destaca que palestras como esta possibilitam aos estudantes conhecer as diversas áreas do direito.


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Criselli Montipó

Pietro Franzina desenvolve estudos na área do Direito Internacional Privado e Processual e a tutela internacional dos Direitos Humanos na Universidade de Ferrara, Itália.

Italiano Pietro Franzina aborda Direito Internacional Privado O professor italiano Pietro Franzina proferiu palestra ao curso de graduação em Direito e ao programa de Mestrado em Direito das Faculdades Integradas do Brasil, no dia 5 de março. Franzina abordou o tema O procedimento de uniformização do Direito Internacional Privado na Europa e a experiência da União Europeia: a questão da democracia e dos direitos fundamentais. A mesa de discussões foi composta por Eduardo Gomes, Gabriela Abreu e Octávio Campos Fischer. A vinda do professor italiano para a UniBrasil foi intermediada pelo professor Eduardo Gomes, que integra o Grupo Pátrias. Ele orienta Gabriela Abreu que fez intercâmbio na Universidade de Ferrara em 2008, e conheceu Franzina. Pietro Franzina desenvolve estudos na área do Direito Internacional Privado e Processual e a tutela internacional dos Direitos Humanos. Ele é doutor em Direito Internacional Privado pela Universidade de Padova e professor de Direito Internacional Privado e Processual e Direito Comercial Internacional na Universidade de Ferrara, Itália. O professor italiano destaca que o Direito Internacional Privado compreende as relações privadas, como contratos,

responsabilidades extracontratuais e matrimônios, por exemplo, que sejam de ordem estrangeira. Nas Faculdades Integradas do Brasil ele tratou dos instrumentos de integração utilizados na União Europeia sob a perspectiva da democracia e dos direitos fundamentais, estes últimos, inclusive, são focos temáticos do programa de mestrado em Direito da UniBrasil. Franzina procurou fazer um apanhado geral sobre os instrumentos de integração, localizando, por exemplo, as razões, os atores, e as formas de instrumentalização. “Um elemento importante do Direito Internacional Privado é que ele tem um papel que permite a coexistência das diferenças de culturas. Não é preciso eliminar estas culturas, apenas cooperar, visando a proteção dos direitos fundamentais”, ressalta. Neste enfoque ele destaca o multiculturalismo. “Talvez seria muito mais fácil eliminar as culturas, em todos estes processos, mas não seria bom”, enfatiza. Franzina apresentou, ao final, a possibilidade de aproveitar algumas experiências da União Europeia a fim de alcançar soluções em outros países.


Criselli Montipó

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Criselli Montipó

Nas Faculdades Integradas do Brasil ele tratou dos instrumentos de integração utilizados na União Europeia sob a perspectiva da democracia e dos direitos fundamentais

TRADIÇÃO

DINAMISMO

Ao apresentar os procedimentos usados na Europa, Franzina também deu abertura para conhecer a realidade do Mercosul. “São situações diferentes, mas que têm elementos comuns”, salienta. Ele destaca que esta troca de saberes é imprescindível para a atualização do Direito. “Fazemos uma troca: eu ofereço a nossa tradição europeia e ouço o dinamismo brasileiro”, considera. A professora Thaysa Prado, da área de direitos humanos, destaca que a palestra é uma oportunidade de verificar como o tema é discutido em outros países a fim de enriquecer o aprendizado acadêmico. O acadêmico Felipe Mariani, que trabalha em um escritório de Direito Internacional Privado, ressalta que é uma área de atuação profissional bastante atrativa. “É interessante ter uma visão de como as coisas são vistas fora do Brasil”, comenta. O professor Eduardo Gomes observa que a integração, na perspectiva da globalização, apresenta valores comuns ao Direito. Esta troca de experiências permite a adoção de critérios que respeitem as diferentes culturas e que gere, por exemplo, segurança jurídica.

A mesa de discussões foi composta por Gabriela Abreu, Octávio Campos Fischer e Eduardo Gomes


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Douglas Santucci

Encontro traz discussão sobre redes sociais e direitos humanos

Manoel Joaquim Pereira dos Santos tratou do tema Sociedade da informação: acervos digitais e direitos autorais

Inclusão Tecnológica e Direito à Cultura – Movimentos rumo à sociedade democrática do conhecimento – foi tema do evento realizado nas Faculdades Integradas do Brasil pelo Programa Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad) Sociedade da informação: Democracia, Desenvolvimento e Inclusão Tecnológica, com apoio do Programa de Mestrado em Direitos Fundamentais e Democracia e da Escola de Comunicação da UniBrasil. A atividade aconteceu de 20 a 21 de maio. Sete convidados participaram da mesa redonda sobre tecnologia e inovações. Os profissionais expuseram temas da atualidade com base em teorias clássicas, como a do direito à liberdade e propriedade de John Locke, citada pelo professor Sérgio Amadeu da Silveira. Cada palestrante pôde falar durante vinte minutos. A bancada, presidida pela professora Carol Proner, coordenadora do mestrado, foi composta pelos pesquisadores Sérgio Amadeu da Silveira da (UFABC), Manoel Joaquim Pereira dos Santos (FGV/SP), Giuseppe Cocco (UFRJ), Sérgio Braga (UFPR), Felipe Harmata Marinho e

Ney Queiroz Azevedo, professores da UniBrasil. Além de tecnologia, crimes na internet foram abordados, como plágio, o crime de cópia de discografias, redes sociais, o uso da mesma por candidatos políticos e usuários comuns e direitos humanos dentro da comunicação. O pesquisador Sergio Amadeu da Silveira, um dos maiores nomes brasileiros na discussão sobre software livre, abriu o debate apresentando uma reflexão sobre direitos autorais e patentes e suas modificações nas redes digitais. O caso Barack Obama foi bastante discutido, como exemplo paradigmático para se pensar no poder das redes sociais. Sergio Braga, da UFPR, apontou que "a forma como o Obama usou a internet é revolucionária, no sentido de mostrar como essas ferramentas podem ser usadas de maneira inteligente". O caso Barack Obama foi bastante discutido como exemplo paradigmático para se pensar no poder das redes sociais. Sergio Braga, da UFPR, apontou que "a forma como o Obama usou a internet é revolucionária, no sentido de


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mostrar como essas ferramentas podem ser usadas de maneira inteligente". Já Felipe Harmata, professor do curso de Jornalismo, falou sobre a utilização das redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos Barack Obama na época em que o mesmo era apenas candidato. Ele explica que o presidente soube usar muito bem as 16 redes. Até mesmo a posse de Obama foi algo muito comentada nas redes. “Ele teve um planejamento a longo prazo, soube trabalhar com cada rede e sobre construir um projeto, um bem maior e ter com quem falar.” Ney Queiroz, professor do curso de Publicidade e Propaganda, que explanou sobre cibercultura e redes sociais, citou a palestra proferida pelo governador Roberto Requião, no dia 10 de maio, na UniBrasil. “As redes sociais são formas de furar o bloqueio da grande mídia tradicional”, relembra o professor. Ele também explicou um pouco sobre redes sociais e as interações que as mesmas oferecem. “O brasileiro gosta de se expor e por isso as redes ganharam espaço aqui. No Brasil, são mais de 60 milhões de internautas. Não se pode ignorar isso, são mais internautas que franceses e italianos”. A palestra terminou com a fala de Giuseppe Cocco, professor da UFRJ, falando sobre os direitos humanos na comunicação, baseados na perspectiva ética e o fato de produzir direitos e de quem o faz. Pontuou que, hoje, a rede de internet é a circulação e a produção ao mesmo tempo.

Sérgio Amadeu da Silveira abordou o projeto de marco civil da internet no Brasil

Douglas Santucci

Para Marina Michel, professora de Direito Financeiro da UniBrasil, o evento foi um marco na discussão referente às patentes. Isso porque nomes de importância nacional promovem debates incluindo os alunos. “Eventos como esse demonstram o nome da UniBrasil". O professor de telejornalismo Julius Nunes, que esteve presente com seus alunos para produção de matérias televisivas, fala sobre a importância de os alunos terem conhecimento do tema para desenvolver projetos tecnológicos em suas profissões. Este é o primeiro ano que a UniBrasil sedia um encontro do Procad formado por programas de pós-graduação da UniBrasil, da UniSantos, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. As atividades têm apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). No dia 21, às 8h30, ocorreu o Workshop de pesquisa para apresentação de trabalhos das equipes da UniBrasil, da UniSantos, da UFSC e da PUC-PR. Informações: www.procadjor.cce.ufsc.br. Colaboração: Jeniffer Pimenta e Daiane Lourenço – Núcleo da Coordenação de Jornalismo

Giuseppe Cocco, professor da UFRJ, falou sobre os direitos humanos na comunicação


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UniBrasil ganha três prêmios na 15º edição do Sangue Novo

Valquir Aureliano

CONQUISTAS

Os estudantes do 5º período lotaram o palco do Memorial de Curitiba para receber o 3º lugar na premiação da categoria Radiojornal Laboratório. Eles produziram o Jornal da UniBrasil, veiculado na rádio web da instituição

A cerimônia de entrega do 15º Prêmio Sangue Novo, realizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR), contou com três selecionados das Faculdades Integradas do Brasil, na noite de 27 de maio. O curso de Jornalismo da UniBrasil foi representado por três trabalhos, nas categorias: Fotojornalismo, Projeto de Radiojornalismo e Radiojornal Laboratório. Os alunos Oscar Ariel, Paula Ferronato e Luiz Augusto garantiram o 1º lugar na categoria Projeto de Radiojornalismo com o trabalho Se liga motorista, sob a orientação do Prof. Paulo Eduardo Cajazeira. Na abertura do prêmio um dos temas defendidos pelo sindicato foi a volta da obrigatoriedade do diploma para para o exercício da profissão e a relevância da formação acadêmica. A estudante Kadiggia Cher Pudelko é um exemplo de como a faculdade é importante na carreira profissional. Com o trabalho Um olhar sobre o Instituto Andres Kasper Kadiggia garantiu o 2º lugar na categoria Fotojornalismo. “Quando entrei na faculdade eu nem sabia que área queria seguir, só depois das aulas que decidi o que queria fazer”. Kadiggia

atualmente trabalha como freelancer e acha que o prêmio será importante para seu currículo. “O prêmio conta muito para um emprego fixo na área”. Ela também está desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso voltado à área de Fotojornalismo. Os estudantes do 5º período lotaram o palco do Memorial de Curitiba para receber o 3º lugar na premiação da categoria Radiojornal Laboratório. Eles produziram o Jornal da UniBrasil, veiculado na rádio web da instituição. O projeto merece destaque pelo seu pioneirismo. “O projeto tem uma cara de ousadia e experimentalismo muito interessante, pois, dentro da faculdade fizemos um jornal diário, ao vivo e sempre com entrevistados no estúdio”, afirma o professor Felipe Harmata, orientador do projeto. A 15º edição do Prêmio Sangue Novo contou com 216 trabalhos inscritos por 490 estudantes. Os trabalhos foram produzidos ao longo do ano de 2009 dentro de 20 instituições de ensino superior no estado do Paraná. Reportagem: Everton Luiz da Rocha Mossato


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Projeto de Design da UniBrasil é selecionado para a Arquivo pessoal

Bienal de Design 2010 O Sistema de Higiene Bucal Sustentável – um trabalho de conclusão de curso de Design das Faculdades Integradas do Brasil – foi selecionado para participar da Bienal Brasileira de Design, que ocorrerá na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba, durante o mês de setembro. O Sistema de Higiene Bucal Sustentável foi um projeto realizado pela estudante Suellen Cristina Winter Cervi e orientado pela professora Libia Patricia Peralta Agudelo, com o apoio do professor Fabio Fontoura. Suellen é da primeira turma do curso de Design da UniBrasil e realizou o projeto durante o ano de 2009.

O Sistema de Higiene Bucal Sustentável foi um projeto realizado pela estudante Suellen Cristina Winter Cervi, orientado pela professora Libia Patricia Peralta Agudelo

Segundo a professora Libia, o trabalho faz parte de um grupo de nove trabalhos de alunos da UniBrasil que foram indicados para o evento. “A Bienal Brasileira de Design é o maior evento de Design do país. Os temas n o r t e a d o re s d e s t a e d i ç ã o s ã o I n o v a ç ã o e Sustentabilidade”, salienta Libia.

Blog da Interage concorre ao prêmio Top Blog 2010 O blog da Interage, Agência Experimental de Comunicação das Faculdades Integradas do Brasil, foi indicado ao prêmio Top Blog de 2010 na categoria comunicação. A eleição que irá escolher os vencedores será feita pelos internautas em dois turnos. No primeiro, que vai até o dia 6 de outubro, serão escolhidos os cem melhores blogs. Na segunda etapa, que termina dia 10, os três melhores colocados em cada categoria serão avaliados por um júri acadêmico, que definirá os vencedores. Interage A Interage atua desde 2005 como laboratório prático dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Design da UniBrasil. A agência tem como cliente principal a própria instituição, atendendo a necessidade de comunicação interna entre os diversos setores, bem como a comunicação destes com o mercado externo. Realiza, também, trabalhos para instituições sem fins lucrativos, dentro da perspectiva de responsabilidade social. Acesse o Blog da Interage (Blogdainterage@blogspot.com) e vote pelo site do prêmio Top Blog (www.topblog.com.br).


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Revista UniBrasil - Agosto de 2010