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SANTA MARIA DE JETIBÁ ANO 7 Nº 40 ......................................

MAIO 2016 UMA PUBLICAÇÃO DA COOPEAVI AGRONEGÓCIOS

Maio Amarelo A Coopeavi, juntamente com o Sicoob, trouxe o movimento Maio Amarelo para Santa Maria de Jetibá e realizou ações de conscientização no trânsito da cidade.

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Saiba como conseguir crédito com juros mais baixos Leia mais na página 10

Coopeavi participa de missão técnica em busca de milho Produtores capixabas viajaram à Argentina em busca de novos negócios para reduzir os custos de produção na avicultura e suinocultura.

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Coopeavi fecha parcerias para venda de rações com Damare e Di Minas

Workshop dos Núcleos Femininos Capixabas reúne 300 mulheres

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Por dentro da Coopeavi

Prezado cooperado, Preparamos esta edição do Coope Notícia para contextualizar sobre os acontecimentos dentro da cooperativa e o cenário que impacta os nossos negócios. A nossa cooperativa, assim como as demais instituições, está passando por este momento da economia trabalhando muito para fazer uma gestão austera, mas ao mesmo tempo buscando investir para garantir a sustentabilidade de todos os produtores ligados à cooperativa. Além das incertezas econômicas e políticas, temos que conviver com a falta de chuvas relevantes e as especulações do mercado. O alto custo do milho e do frete nos fez buscar soluções no mercado internacional, importando milho da Argentina, confira os detalhes desta operação na página 4. Mesmo com este cenário, a busca por inovação não para. Junto com a Embrapa demos início ao projeto de Boas Práticas de Produção de Ovos para alinhar o manejo e padronizar a qualidade da produção dos avicultores. Na avicultura também, fizemos algumas mudanças para melhorar a comercialização de rações e frangas para os cooperados. No mercado do café também buscamos soluções no exterior, participamos de comitivas para a Coreia do Sul e Estados Unidos em busca de novos parceiros para exportar os cafés dos cooperados com maior valor agregado. Estamos revisando nosso planejamento estratégico com auxílio da consultoria da Fundação Dom Cabral, uma das principais instituições no ramo da gestão empresarial do Brasil. Os desafios aumentam a cada dia. Por esse motivo, o momento é de rever as prioridades, rever as metas, se planejar e fazer ajustes para não deixar as incertezas tomarem conta da nossa visão. Boa leitura!

ARNO POTRATZ

DENILSON POTRATZ

ARGÊO ULIANA

PRESIDENTE

VICE-PRESIDENTE

DIR.ADM.COMERCIAL

Santa Maria do Jetibá- (ES) - Ano VIII - Nº 40 Diretoria Executiva - Arno Potratz (Presidente), Denilson Potratz (Vice-Presidente) e Argêo Uliana (Diretor Administrativo Comercial). Conselho Vogal - Avelino Hell, Claúdio Novelli, Ederson Jacob, Edival Corteletti, Fábio Foesch e Willian Espíndula. Conselho Fiscal -Solimar Plaster, Josélio Krüger e Carlos Alberto Roldi Filho Gerência Executivas- Carlos A. Lima, Daniel Piazzini, Luís C. Brandt e Marcelino Bellardt. Diagramação - Thiara Nascimento Textos -Domicio Faustino Arte de Capa: Wayne Gardner Pellacani Revisão - Simone Holz Loose e Daniel Piazzini Fale Conosco - (27) 3263 4750 - ramal 4830 imprensa@coopeavi.coop.br

Tiragem: 3.000

Rua Francisco Schwartz, nº 88, Centro, Santa Maria de Jetibá-ES CEP: 29645-000 www

.Coopeavi.coop.br /CoopeaviAgronegócios /Coopeavi

Ação do movimento “Maio Amarelo” em Santa Maria de Jetibá

A Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) aderiu ao movimento “Maio Amarelo” e promoveu ações para mobilizar a população sobre a importância de ter um trânsito mais seguro e humanizado, uma rua coletiva. No dia 31 de maio, a cooperativa realizou, em parceria com o Sicoob, uma intervenção no trânsito de Santa Maria de Jetibá. Nas ruas Francisco Schwartz e Hermann Miertschink há um grande movimento de cooperados e colaboradores das duas cooperativas,

Editorial - Informativo Bimestral da Coopeavi

mas como não há sinalizações nas vias, os pedestres têm dificuldades para fazer a travessia segura. Por isso, foram fixadas faixas móveis e orientações para motoristas e pedestres nas duas ruas. Além desta ação, a Coopeavi promoveu uma iniciativa com o seu público interno. Atualmente a cooperativa conta com 594 colaboradores, espalhados por todo o Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. Destes, todos os habilitados para conduzirveículos assinaram um termo de adesão/compromisso por um trânsito mais humano.

Coperados em destaque na mídia Os nossos cooperados ficaram em evidência nos últimos meses. Primeiro foi a Revista Pro Campo que produziu uma matéria para expor a importância da assistência técnica oferecida pelas cooperativas agropecuárias aos produtores rurais. A reportagem visitou o cooperado José Maria Pivetta, referência na produção de café arábica em Santa Teresa,

e também esteve na propriedade do cooperado Joazis Bellard, produtor de gengibre em Caramuru, no município de Santa Leopoldina. Já os cooperados Braulino Kurt e Erineu Stich receberam a TV Gazeta para falar sobre os desafios enfrentados diante da seca. A matéria exibida no Jornal do Campo destacou o trabalho da Coopeavi junto aos produtores para minimizar os impactos da falta de chuvas na região.


Negócio Avicultura

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Coopeavi e Embrapa iniciam projeto de Boas Práticas de Produção de Ovos

O início dos trabalhos ocorreu em um workshop realizado em Concórdia (SC), nos dias 12 e 13 de abril. A Coopeavi investirá cerca de 450 mil reais em Pesquisa e Desenvolvimento para viabilizar o projeto junto aos produtores de Santa Maria de Jetibá e região. Este valor contempla a estrutura física, logística para a equipe da Embrapa e a equipe própria da cooperativa, incluindo viagens e tempo destinado ao projeto, além de oferecer algum benefício aos produtores envolvidos. Serão cerca de 25 profissionais envolvidos, desde acadêmicos à médicos veterinários, durante o período de trabalhos, entre planejamento e execução. Inicialmente, três produtores selecionados pela cooperativa farão parte do projeto. A Coopeavi foi a pioneira na produção de ovos no Espírito Santo (ES), iniciou as atividades da postura comercial em Santa Maria de Jetibá na década de 1960. O último levantamento realizado pela AVES (Associação de Avicultores do Estado do ES) aponta uma produ-

ção média diária de aproximadamente 10 milhões de ovos no município. São 153 estabelecimentos industriais produzindo ovos regularmente, destes 70% estão classificados como micro produtores, sendo atendidos pela Coopeavi. Pensando na sustentabilidade dos pequenos produtores na atividade, a cooperativa firmou esta parceria com a Embrapa Suínos e Aves para implementar o Projeto de Boas Práticas de Produção de Ovos (BPP) no município. A iniciativa busca melhorias na gestão e biosseguridade nas granjas, além de alinhar as boas práticas de manejo para elevar a qualidade dos ovos. De acordo com o analista da Embrapa João Dionísio, líder do projeto, o objetivo principal será desenvolver um modelo de gestão baseado em boas práticas de produção na postura comercial. A equipe também estará focada na sustentabilidade do negócio, na questão sanitária, na capacitação, na atualização das BPP da Embrapa, na padronização de procedimentos e na

transferência de tecnologia. Tudo isso por meio de cinco planos de ação. A nossa expectativa é que o projeto possa ir além das Unidades de Referência Tecnológicas que vamos implantar, se estendendo a outros cooperados, comentou o analista. As principais atividades do projeto serão desenvolvidas ao longo dos próximos três anos no Espírito Santo (Coopeavi), Rio Grande do Sul (Naturovos) e Santa Catarina (Granja Pedal). O projeto BPP Ovos reforçará as ações por meio de um trabalho em equipe, proporcionando uma melhora significativa na produção porque alia pesquisa e atuação direta no campo, comentou o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Marcelo Miele. O médico veterinário da Coopeavi, Nielton Cesar Ton, relata que a expectativa para o projeto é das melhores. "Estamos otimistas quanto ao projeto, porque acreditamos que a pesquisa contribuirá com o a desenvolvimento da avicultura no Estado", comentou. Pretendemos implantar as boas práticas

não somente com nossos cooperados, mas estendê-la a outros produtores possibilitando assim desenvolver uma avicultura socioeconômica, aliada a questão ambiental, para agregar valor e qualidade ao produto final, complementou. Para o diretor executivo da AVES, Nélio Hand, o projeto contribuirá para a evolução da avicultura e auxiliará aos produtores a trabalharem com melhorias nas propriedades, condizentes com a legislação e com relação ao mercado. É uma oportunidade muito interessante trabalharmos junto com outros estados e instituições como a Embrapa e a ABPA, visando sempre a melhoria da postura nacional, enfatiza. Os passos seguintes do projeto incluem a conclusão do material técnico sobre boas práticas de produção na postura comercial e o início dos trabalhos nas propriedades. Na primeira visita para as atividades de intervenção nas empresas parceiras serão identificadas as propriedades participantes, realizando um diagnóstico inicial para definir as ações prioritárias.


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Negócio Avicultura

Coopeavi participa de missão técnica em busca de milho A missão técnica à Argentina e Uruguai teve como principal objetivo encontrar parcerias comerciais visando manter o abastecimento de milho no Espírito Santo (ES). A Coopeavi participou da viagem, pois possui duas fábricas em atividade, uma em Santa Maria de Jetibá e outra em Baixo Guandu, e precisa de uma grande quantidade do produto para continuar suas operações e atender as demandas dos cooperados e clientes espalhados em propriedades no Espírito Santo e Minas Gerais. A alta dos preços do milho no mercado interno, obrigou as principais lideranças do setor pecuário como: avicultores, suinocultores, bovinocultores, equinocultores, entre outros, a buscarem soluções para viabilizar a atividade, visando a redução de custos dos grãos que chegam à propriedade.

A viagem aconteceu após o projeto de Lei do Governo do Estado, que difere o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do milho importado no ES, ser aprovado na Assembleia Legislativa. Antes mesmo da missão, os líderes se reuniram e, por intermédio da Associação de Avicultores do Espírito Santo (AVES), contrataram uma carga de 25 mil toneladas de milho argentino, que tem previsão de chegada ao Estado no mês de julho. A comitiva formada por empresários e representantes de cooperativas foi liderada pelo diretor executivo da AVES Nélio Hand e o secretário de Estado da Agricultura Octaciano Neto. A Coopeavi foi representada nos países vizinhos pelo gerente executivo de Produção Luís Carlos Brandt. O grupo chegou à Argentina em um momento estratégico, pois 70% do

milho ainda está para ser colhido e como o país exportou até o momento apenas 5 milhões de toneladas, dentro das 18 milhões de toneladas previstas para este ano, ainda há um volume considerável que pode ser destinado para o ES. “Conversamos com autoridades do Ministério da Agricultura local e foi informado que esse volume a ser exportado pode até ultrapassar essas 18 milhões de toneladas”, enfatizou Hand. O milho chega ao Brasil com uma vantagem do ICMS diferido. Além disso, o valor do frete reduz consideravelmente. Por exemplo: o frete para trazer uma saca de milho (60kg) de Mato Grosso até a Região Serrana capixaba custa em média R$15,00. Já para realizar a mesma operação com o milho vindo da Argentina o custo cai para R$6,00, ou seja, uma economia de 60% no transporte. “Com essa possibilidade de trazer o milho foi uma das saídas que encontramos para continuar a abastecer a fábrica de rações de Santa Maria de Jetibá, onde se produz rações para aves e suínos”, afirma Brandt. Hand enfatiza que as informações obtidas durante as conversas com os representantes argentinos dão base para que novas operações de importação possam ocorrer no segundo semestre de 2016. De acordo com o representante da AVES pode se estimar que o volume de milho a ser importado nos próximos seis meses deve totalizar 150 mil toneladas neste ano. A importação do milho é uma alternativa frente à dificuldade

encontrada pelos produtores capixabas para garantir o abastecimento, além de tentar minimizar a pressão sobre o preço do produto no mercado interno que vem apresentando escassez, mas também está muito especulado. Nos últimos dias o custo do milho ultrapassou os R$ 60,00 por saco deixando a produção de aves, ovos e suínos insustentável, pelo alto custo do insumo em boa parte do país.

Entenda as mudanças no recolhimento de ICMS do milho A proposição faz emenda à Lei 7000/2001 para dar mais tempo, até 30 de novembro deste ano, para cobrar o Imposto sobre Circulação de Mercadores e Serviços (ICMS) nas operações de importação de milho em grão. Segundo o projeto, o diferimento (adiamento) do recolhimento do imposto, contemplará a etapa de subsequente saída tributária; quando o milho for destinado exclusivamente à alimentação animal, a postergação do ICMS ocorrerá no momento da saída desses produtos dos estabelecimentos que os colocam no mercado consumidor. A medida, conforme esclarece o chefe do Executivo na mensagem anexa à proposição, pretende fortalecer a avicultura e suinocultura em um cenário da que é considerada a maior crise hídrica do ES, o que vem provocando perda de competitividade nos dois segmentos. Objetiva também enfrentar “forte” especulação no preço do milho no mercado interno.


Negócio Avicultura

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Qualificaves discute estratégias para agregar valor ao ovo

“Como agregar valor ao ovo e como produzir com qualidade?”, este foi o tema do segundo módulo do Programa Anual de Capacitação de Avicultores - Qualificaves Postura Comercial, realizado em Santa Maria de Jetibá, no dia 12 de maio. A palestra principal foi ministrada por Francisco Valdy Bedê, Médico Veterinário e Especialista em Avicultura da Fatec Indústria de Nutrição e Saúde Animal e diretor técnico da Associação de Avicultores Cearense. O encontro reuniu um total de 52 participantes. O veterinário apontou que um dos primeiros passos que tendem a influenciar na qualidade do ovo é a evolução da “tecnificação” da produção. Ele lembra que há 18 anos esteve em Santa Maria de Jetibá para falar sobre

automação de granjas, o que hoje já se tornou uma realidade na maior parte da produção do município. Outro aspecto muito importante diz respeito à biosseguridade no status sanitário. Neste contexto, é muito válido ter um controle de desinfecção onde devem ser respeitados os cuidados em relação à higiene daqueles que estarão adentrando às granjas. Ao se pensar em agregação de valor nos ovos, deve-se ter em mente que este processo começa desde o início da vida da ave, verificando o potencial das pintainhas, como também oferecendo uma alimentação de qualidade para os animais. “Na postura a ave é muito pequena, ela não possui área de reserva, e sendo assim, a alimentação adequada é muito importante, representando o

primeiro termômetro da qualidade. Durante a alimentação das aves, para um total de 10 animais, o ideal é que 9 deles tenham ração no papo. Algo abaixo disso poderá interferir no resultado da qualidade das aves na idade produtiva”, afirmou Bedê. Ele também aponta que aves abaixo do peso devem ser prontamente identificadas, através de uma comparação com o restante das aves no galpão e em seguida deve-se realizar um trabalho com objetivo de fazer com que esses animais atinjam maiores índices de produtividade. Quanto à produtividade dos animais, o ideal é que cada ave possa produzir 360 ovos em um período de até 60 semanas. Este diagnóstico é importante para manter um índice de produtividade adequado.

Sobre a comercialização do ovo, Bedê acredita que os vendedores necessitam compreender melhor sobre os benefícios desta proteína. “É preciso investir em campanhas de publicidade que possam extrair o melhor da proteína. Paralelamente a isso, é importante unir as pessoas formadoras de opinião, como nutricionistas e médicos com o objetivo de estimular o consumo do ovo”, ponderou. Para o médico veterinário da Coopeavi, Nielton Cezar Ton, “o momento foi importante esclarecer ao produtor de que existem várias formas de agregar valor ao ovo, principalmente, desenvolvendo de forma adequada os pilares da avicultura: manejo, sanidade, nutrição e ambiência, aumentando assim a rentabilidade do produtor”, comenta.


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Negócio Avicultura

O que mudou na comercialização de rações e frangas? Entenda a Nova Política de comercialização de rações para a avicultura Atendendo uma antiga demanda dos avicultores de Santa Maria de Jetibá, a cooperativa buscou alinhar alguns pontos da comercialização de ração para a avicultura. No dia 26 de abril, em reunião realizada com os produtores de ovos, no Instituto Coopeavi, foi apresentada a nova política de venda de ração e a nova política de venda de frangas.

valor não variava. A sugestão imediata foi desatrelar estes valores e cobrar o valor de frete de acordo com a distância da fábrica, ou seja, o valor da ração e do frete serão discriminados na nota e cobrados separadamente. “Esta iniciativa passa a dar mais transparência na formulação de preço das rações da cooperativa, é uma ação para fomentar preços mais baixos para os avicultores”, Frete afirma o gerente executivo de A precificação das rações da Coopeavi Produção Luís Brandt. sempre foi um motivo de reclamações Para definir os valores do frete, foram por parte dos avicultores. Havia um formadas cinco regiões, que agrupam valor médio de frete agregado ao valor distritos com distância semelhantes pago pelos produtores, independente em relação à Fábrica, conforme da distância da granja do avicultor o descriminado no gráfico abaixo: Região A

Região B

Região C

Alto São Luiz; Baixo São Sebastião; Córrego do Ouro; Recreio; Santa Luzia; São Sebastião de Belém; São Sebastião do Meio; Vila Jetibá.

Alto São Sebastião; Córrego Japão; Alto Caldeirão; Alto Caramuru; Alto Rio Possmoser; Jequitibá; Rio das Pedras; Rio Possmoser; Serra dos Pregos.

Alto Santa Maria; Rio Veado; Alto Jatibocas; Caramuru; Rio Bonito; Rio Claro; Rio do Queijo; Rio Lamego; Rio Ponte.

A mudança fará com que 76% dos cooperados, residentes nas localidades listadas na Região A e B, adquiram a ração + frete a um valor menor que o praticado até então. Já 14% dos cooperados, residentes na região Região C, continuaram a pagar o mesmo valor exercido antes das mudanças. Apenas 10% dos cooperados que adquirem rações via granel serão impactados com um aumento no valor do frete.

cooperados que desejarem produzir uma ração com a fórmula própria para aves pode procurar a cooperativa e solicitar a produção da mesma. Em um prazo de 24 horas será calculado o custo para produzir a fórmula solicitada. Depois de aceitar o compromisso de compra, iniciam-se os prazos legais junto ao Ministério da Agricultura (15 dias), busca por disponibilidade dos ingredientes, análise técnica, desempenho de fórmula personalizada, Fórmulas personalizadas entrega e/ou retirada do produto Os cooperados também ganharam personalizado e análise de crédito. mais uma opção para ter uma ração personalizada, de acordo com a sua Nova política de necessidade. As fórmulas personali- venda de Franga zadas passam a ser uma realidade, os O processo de venda de frangas aos cooperados também sofreu mudanças. Para organizar o processo de venda e o Região D Região E atendimento pós-venda, a cooperativa apresentou aos avicultores presentes, um padrão de venda e termo de compromisso de compra. Com a organização do Rio Plantoja; Alto Lagoa; fluxo de trabalho tanto a cooperativa, Garrafão; Alto Tijuco Preto; quanto os cooperados ganham tempo Rio Saltinho; Córrego Francisco; Tijuco Preto. Correia. e oficializam o acordo entre as partes, promovendo planejamento para a Coopeavi, como também para o cooperado com garantia das aves.


Negócio Avicultura/Lojas Agro

Obras em ritmo acelerado em Caldeirão Como o objetivo de viabilizar a avicultura de postura dos pequenos produtores em Santa Maria de Jetibá e região, a Coopeavi comprou um terreno de 62 hectares, em Caldeirão (Santa Teresa), e iniciou a construção de galpões para implementar o primeiro sistema de condomínio de aves na região. O primeiro galpão terá capacidade para um plantel de 100 mil aves e visa padronizar a qualidade dos ovos comercializados pela cooperativa, além de formar um volume uniforme

para atender o mercado. Este primeiro plantel será alojado na nova unidade produtiva no mês de julho deste ano, por isso, as obras estão em ritmo acelerado. O segundo galpão será no modelo de condomínio, onde cada avicultor poderá ter cotas aves produzindo no local de acordo com o padrão Coopeavi. Ainda há necessidade de alinhar alguns detalhes para divulgar todas as regras, por isso estima- se para o início de operação deste segundo empreendimento para janeiro de 2017.

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Loja Matriz realiza Feira de Negócios durante Festa Pomerana Este ano, a cooperativa inovou e realizou durante a 27ª Festa Pomerana, em Santa Maria de Jetibá (ES), uma Feira de Negócios. Foi uma semana de condições especiais para os produtores rurais da região. Além disso, foi criado um espaço com comidas tradicionais da cultura pomerana ao som das clássicas concertinas. O evento mobilizou os colaboradores e cooperados das filiais vizinhas e da Loja Matriz, como Várzea Alegre, Rio Possmoser e Caramuru. Além de fortalecer as raízes culturais da cidade e com os cooperados, o evento contribuiu para aumentar o volume de negócios durante a semana da campanha.

Os produtores puderam adquirir produtos, como máquinas e implementos, fertilizantes, corretivos e defensivos agrícolas com condições diferenciadas durante a semana da feira. Os cooperados aproveitaram o momento para curtir a festividade da cidade com a família. Já as crianças tiveram um espaço especial para elas, com pula-pula, algodão doce e diversas brincadeiras. “Ficamos muito satisfeitos em ver que muito além de números tivemos uma harmonia, senso de união e comprometimento entre a equipe envolvida, isso nos motiva ainda mais, pois sabemos o quanto é importante o papel deles”, relata o gerente da Loja Matriz, Philipe Souza Muller.


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Negócio Café

COFFEE EXPO SEOUL e SCAA EXPO 2016:

Café de nossos cooperados na Coreia do Sul e EUA A cafeicultura brasileira esteve representada pelos cafés cooperativistas na península da Coreia, entre os melhores grãos estavam dos cooperados da Coopeavi. Com apoio do Sistema OCB-Sescoop- ES, Ocesp e OCB Nacional, as três principais cooperativas atuantes no Espírito Santo: Coopeavi, Cooabriel e Coocafé estiveram presentes. Além destas, participaram da missão técnica as cooperativas mineiras Cocapec e Coopinhal, e as paulistas Coopercitrus e Capebe. A Coffee Expo Seoul (COEX) é uma das maiores feiras de cafés em terras orientais. O evento aconteceu durante os dias 14 a 17 de abril. Neste ano em especial, o Brasil foi o país convidado pela realizadora COEX da Coreia e escolheu sete cooperativas para participar como parceiras e expositoras. As cooperativas brasileiras tiveram um estande durante os quatro dias de feira, onde apresentaram os melhores cafés do Brasil e fizeram relacionamento direto com os principais compradores da Ásia. Cada cooperativa participante levou um representante e dois técnicos da OCB-ES também acompanharam: Alexandre Ferreira, analista de Mercado e David Duarte, analista Técnico. Paralelo à feira, as cooperativas convidadas ainda fizeram um

Sobre o mercado sulcoreano de café

O gerente executivo de Marketing Daniel Piazzini representou os cafés Coopeavi nos EUA

O mercado de café na Coreia do Sul vem crescendo a taxas superiores a 60% ao ano desde 2004, crescimento este que é acima da taxa média de crescimento da população. Atualmente, o consumo de café neste país ocupa a sexta posição no ranking mundial. Hoje o país passa pela experiência da terceira evolução no consumo de café. A primeira evolução começou com o café instantâneo e a segunda evolução ocorreu com o desenvolvimento de franquias, como as da rede Starbucks. Agora, a era de cafeterias e torrefadoras mais profissionais está em busca de café para os paladares personalizados e sofisticados.

Coopeavi nos Estados Unidos da América Já o analista de Mercado Café Giliarde Cardoso levou os cafés Coopeavi à Coreia do Sul

intercâmbio para conhecer o modelo cooperativista da Coréia do Sul. De acordo com o analista de comercialização de café da Coopeavi Giliarde Cardoso, que representou a Coopeavi na Feira, o evento foi uma ocasião para apresentar aos orientais

os melhores cafés produzidos pelas cooperativas brasileiras. “Tivemos a oportunidade de fazer diversos contatos com clientes do mercado asiático, apresentando a eles os grãos brasileiros, uma possibilidade real de expansão de mercado”, comenta Cardoso.

No mesmo período da Coffee Expo Seoul, aconteceu em solo estadunidense a maior feira de cafés do mundo, a Specialty Coffee Association of America (SCAA), e a Coopeavi também marcou presença do evento. “A SCAA é uma feira muito importante para fazer relacionamento com os agentes do mercado mundial de café”, afirma o gerente executivo de Marketing Daniel Piazzini, que esteve presente no evento.


Negócio Café

Manejo é uma ferramenta efetiva contra a Cochonilha Um dos assuntos mais discutidos no setor cafeeiro deste ano é sem dúvida a falta de chuva nas maiores áreas produtivas de café Conilon. A escassez de água necessária para o desenvolvimento dos grãos também propicia a proliferação de pragas, piorando ainda mais as perspectivas de resultados da Safra 2015/2016. As regiões com clima mais quente do estado do Espírito Santo sofrem muito com a Cochonilha de Roseta. O ataque de cochonilha tem uma incidência maior nas lavouras mais novas, pois geralmente as folhas tocam o solo facilitando a subida dos insetos para a roseta dos grãos de cafés. Uma vez instalada nas galhas e entre os frutos, o controle fica mais dificultado

porque os defensivos não conseguem atingi-los diretamente. Uma das iniciativas viável para ter mais eficiência no combate da praga é o controle preventivo, atuando para interromper o ciclo de vida do inseto. “O fator mais importante a ser analisado é a alta capacidade de reprodução das diversas espécies de cochonilha. Cada inseto pode reproduzir, em 20 a 30 dias, cerca de 1,6 mil filhotes, apesar dos predadores naturais, destes sobrevivem aproximadamente 200 novos insetos”, explicou o agrônomo da Coopeavi Leonardo Eurípedes. Um grupo de produtores está atuando preventivamente para conter a proliferação desta praga e os resultados são expressivos. Um deles é Marcelo

Mognato, cooperado cafeicultor da região de Tabocas, em Santa Teresa. “A cochonilha não existe na minha lavoura, não sei se é por causa do ‘Verdadeiro’, mas uso há uns oito anos e não conheço o que é perda por causa da cochonilha”, afirma Mognato. Já o cooperado cafeicultor Orildo Sagnália, da região de Fundão, trabalha com café Conilon há 10 anos e disse que conseguiu fazer o controle de pragas e doenças na sua lavoura utilizando o tratamento orientado pela Coopeavi. “Tive problemas no ano passado com Cochonilha, mas este ano consegui eliminá-la da minha lavoura, assim como a ferrugem e controlar a broca com os produtos orientados pela cooperativa”, afirma Sagnália. Os produtores se reuniram em Santa Teresa, no dia 28 de abril, para debater sobre estas pragas propiciadas devido à falta de água e mostrar resultados obtidos por produtores da região que conseguiram superar e controlar estes problemas. Para o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, o papel da cooperativa é exatamente buscar soluções de situações desafiadoras para os cooperados. “Buscamos viabilizar soluções ao cooperados contribuindo com a sua sustentabilidade, por isso, estamos trabalhando para fazer parcerias com empresas sérias para oferecer ao produtor um manejo completo para combater esta praga (a cochonilha)”, enfatizou Potratz.

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Nutrição Animal

DAP

Saiba como conseguir crédito com juros mais baixos O Governo Federal anunciou no dia 03 de maio, dias antes da presidente ser afastada, um montante de 30 bilhões de reais para financiar a safra da agricultura familiar, a quantia recorde de crédito para os pequenos produtores rurais. Para ter acesso a este crédito é necessário ser agricultor familiar, para identificar as pessoas aptas para contrair este empréstimo foi criado a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi criado em 1995 para fornecer facilidade aos micros e pequenos produtores rurais, principalmente na aquisição de financiamento com taxas de juros menores e maiores facilidades de pagamento. O novo Plano Safra anunciado em maio conta com diversas medidas para estimular a agricultura familiar, responsável em grande parte por abastecer a mesa das famílias brasileiras. O limite de crédito subiu para até 250 mil reais para custeio e de até 330 mil reais para investimento. Apesar da alta dos juros destes empréstimos, se comparado com o último ano safra, ainda pode ser considerada competitiva, ou seja, abaixo da inflação. Os juros podem variar de 0,5% a 5,5% ao ano. Já o seguro da agricultura familiar terá cobertura de até 80% da renda bruta esperada e no limite de cobertura da renda líquida de até 20 mil reais. Também há diversos programas voltados para os produtores que possuem a DAP, como o Programa

de Aquisição de Alimentos (PAA), Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), entre outros mais. Mas para ter acesso a todas estas facilidades e benefícios é preciso ter a DAP, também conhecida como Carta de Aptidão. Além disso, a DAP também serve como comprovante de atividade rural, que poderá auxiliar na obtenção de benefícios previdenciários como auxílio doença, auxílio maternidade e aposentadoria.

Como conseguir a DAP? É simples. Procure o seu sindicato ou o escritório local do INCAPER e leve carteira de identidade e o CPF. No caso de pessoas casadas, devem ser apresentados os documentos do cônjuge. Além dessas informações básicas, o interessado deve levar documentação que permita a análise dos rendimentos da produção e documentos comprobatórios da atividade rural, por exemplo, escritura, recibo de compra e venda, CCIR, ITR, Contrato de parceria, comodato ou arrendamento. A emissão da DAP é gratuita e não é permitida a cobrança de qualquer importância em dinheiro, nem mesmo, exigida filiação a qualquer entidade. É importante ficar atento ao prazo de validade, a declaração é válida por três anos, após o vencimento é necessário fazer a renovação do documento.

Coopeavi fecha parcerias com Damare e Di Minas Os produtores de leite do Espírito Santo e Leste de Minas Gerais estão sendo atingidos diretamente pela crise hídrica que assola estas regiões. Em alguns municípios esta realidade já perdura por dois anos e por isso, a produção de alimentação volumosa para os rebanhos, seja por pasto, campineira ou silagem, fica comprometida devido à escassez de chuvas. Visando minimizar os efeitos do momento crítico, a Coopeavi está se unindo aos laticínios, tanto do Espírito Santo quanto do Leste mineiro, para oferecer rações, concentrados, proteinados e sal mineral, contribuindo para a manutenção e aumento da produção nas propriedades atendidas pela Damare e Di Minas.

Os produtos ofertados são produzidos na fábrica da Coopeavi no município de Baixo Guandu. Por ser uma das melhores unidades de produção de ração do ES, todos os produtos possuem um alto padrão de qualidade e eficiência nutricional. Os produtores associados a estes laticínios conseguem adquirir as rações Coopeavi com preços diferenciados contando ainda com incentivos à produção que vem sendo disponibilizados pelos parceiros. “Esta iniciativa demonstra o compromisso da Coopeavi em buscar parcerias fortes e transparentes, na cadeia produtiva do leite com o objetivo de contribuir significativamente para a sustentabilidade da vida no campo”, disse o gerente regional de Nutrição Animal Clóvis Franco.


Instituto Coopeavi

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Workshop dos Núcleos Femininos Capixabas reúne 300 mulheres O Sesc Aracruz ficou pequeno para tanta animação durante o I Workshop dos Núcleos Femininos das Cooperativas Capixabas. Ao todo estiveram presentes 300 mulheres das cooperativas: Cooabriel, Veneza, Selita, Cooptac, Coopeavi, Sicoob Centro Serrano, Coocafé e Unimed Sul Capixaba; durante três dias de muito aprendizado e troca de experiências. O evento começou com abertura feita pelo presidente do Sistema OCBSESCOOP/ES, Sr. Esthério Sebastião Colnago, que é um grande entusiasta dos trabalhos realizados pelos núcleos e incentivador da criação deles em todas as cooperativas do ES. Esthério deu as boasvindas à todas e falou sobre a importância dos núcleos em cada cooperativa, independente do ramo. Em seguida foi realizada a primeira palestra, sobre o meio ambiente e o programa “Cooperar para Reflorestar”, proferido pelo gerente do programa no IEMA, Marcos Sossai.

Além da palestra, também foi aberto um espaço para que integrantes dos núcleos que já participam do programa dessem depoimentos sobre o que já foi realizado e os resultados. E para encerrar o dia foi realizada uma palestra motivacional com Ainor Lotério, que fez comparações superinteressantes entre homens e mulheres, e arrancou gargalhadas da plateia. No segundo dia, logo cedo, as atividades começaram com palestra do Prof. Nemizio Antônio, sobre o “Papel da Mulher na Organização do Quadro Social das Cooperativas” e deu uma verdadeira aula sobre cooperativismo. Logo após foi o momento de um show de emoções que o palestrante Renato Oliveira levou com a palestra sobre “Compartilhamento Familiar”; família, trabalho, vida espiritual e muitos outros pontos foram profundamente abordados por ele. Já na parte da tarde, os núcleos se reuniram separadamente para elaborar

projetos que serão tocados por cada núcleo após o Workshop. E após muito trabalho, aprendizado e emoções à flor da pele, foi o momento de extravasar e aproveitar, ao som do sertanejo, foi realizada uma festa com o tema “country”, preparada especialmente para as participantes.

E para terminar de forma bem animada o I Workshop dos Núcleos Femininos das Cooperativas Capixabas, as dependências do Sesc Aracruz ficaram à disposição para relaxar e aproveitar a manhã daquele domingo de sol que com certeza irá ficar para sempre na memória e nos corações das mulheres cooperativistas!

Cleuzeni Maria Ferreira Rosa, integrante do núcleo da Coopeavi: Eu faço parte do grupo desde que foi criado e afirmo que a união dos trabalhos com esse lugar maravilhoso, mexe muito conosco, pois é bem diferente da rotina que vivemos. E eu espero que esse encontro nos faça mudar, tanto nos trabalhos quanto no pessoal. Creio também que teremos grandes avanços nos trabalhos do núcleo!

Mulheres realizam curso de auto maquiagem As participantes dos Núcleos Femininos Cooperativistas da Coopeavi tiveram no mês de maio, mês das mães, curso para se sentirem melhor consigo mesmas. A cooperativa realizou exclusivamente para elas um curso de auto maquiagem

inclusiva com a consultora de inteligência visual Priz Azeredo. Os quatro encontros serviram para trabalhar um pouco mais a autoestima das mulheres. Além disso, a consultora aproveitou o momento para passar

diversos truques sobre a imagem pessoal, evidenciando não só a importância da beleza, mas também sobre a mensagem transmitida pela para as demais pessoas. O projeto dos Núcleos Cooperativistas Femininos está sendo construído desde

2014 pela Coopeavi em parceria com o Sistema OCB-Sescoop/ES. Atualmente são quatro núcleos e 75 mulheres em diferentes regiões: Santa Maria de Jetibá (sede), Garrafão, Pontões e em Alto Pontões.


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Coope Notícia - Maio 2016 - ED #39  

Informativo bimestral da Coopeavi.