Page 1

47

Edição 47 Ano 8 Novembro 2017 Santa Maria de Jetibá - ES

O jornal do cooperado da:

CONDOMÍNIO AVÍCOLA COOPEAVI

Construindo novos modelos de negócios no agro

Marca ‘Pronova’ agrega valor ao café dos cooperados pág. 4

O que fica mais caro? Granjas limpas ou medicação corretiva? pág. 5

Ações em campo estreitam relações com os cooperados pág. 9


2

Palavra da Diretoria

Simplicidade, inovação e cooperação

O

mundo mudou, nós também precisamos mudar! E estamos nos esforçando para isso, com novos modelos de negócios. Se reinventar, inovar, entregar valor ao cooperado com simplicidade. Esse é o nosso maior desafio diário e é o que nos dá motivo para continuar com esse trabalho coletivo, que é o cooperativismo. Estamos nos esforçando para entender as demandas dos cooperados, por meio de pesquisas, consultoria técnica e a ações diversas nas unidades. Nós estamos sempre em busca de entregar soluções com excelência e inovadoras. Novas tecnologias, novos manejos, novas experiências são com-

partilhadas com o coo- sustentabilidade. perado por meio de dias Na cafeicultura, tamde campo, palestras, bém estamos buscando reuniões, dias especiais soluções para agregar nas Lojas. valor aos cafeicultores. A prox i m a r O lançamenas novas tento da marca dências merPronova é cadológicas é um exemplo uma realidade. Trabalhamos disso. Não Entregar solu- forte no primeiro q u e r e m o s ções sofisticaapenas vendas é entregar semestre, mas der o café, simplicidade, nessa segunda q u e r e m o s que venham metade do ano entregar ao facilitar a agre- precisamos nos consumidor esforçar um gação de valor a história para o coopera- pouquinho mais dos cafeiculdo. O condomítores que o nio avícola tem produziram, se mostrado mostrar as como um novo famílias deconceito de integração dicadas para excelência de pequenos produtores do produto. à tecnologia de ponta Falando do que querepara produção de ovos, mos para o futuro, essa queremos simplificar edição do Coope Notícia para todos crescer com traz detalhes sobre um

projeto que estamos desenvolvendo juntamente com a Escola Cooperação, em Santa Maria de Jetibá, para formação cooperativista. Estamos trabalhando para formar as novas gerações sobre a importância do trabalho coletivo, por meio do cooperativismo. O ano de 2017 foi recheado de desafios, como as dificuldades econômicos vivido pelo país, o prolongamento dos efeitos da crise hídrica, entre outras. Mas um novo ano está chegando, vamos começá-lo com a mesma garra e determinação que tivemos para superar todas as dificuldades enfrentadas em 2017! Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

GIRO RÁPIDO Aprovado 3º galpão do Condomínio

Durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da cooperativa, no último mês de setembro, os cooperados aprovaram, por unanimidade, a captação de linhas de crédito para a construção do terceiro galpão do Condomínio Avícola para Postura Comercial da Coopeavi, em Alto Caldeirão, município de Santa Teresa. Novas cotas serão abertas em 2018.

Informativo Bimestral da Coopeavi Santa Maria de Jetibá - ES Ano VIII – Nº 47 Diretoria Executiva

Arno Potratz PRESIDENTE

Denilson Potratz VICE-PRESIDENTE

Argêo João Uliana DIRETOR ADMINISTRATIVO COMERCIAL

Avelino Hell, Ederson Jacob Edival Corteletti Fábio Fösh Willian Espíndula CONSELHO ADMINISTRATIVO

Solimar Plaster Marco Aurélio Kurt Elimar Schwambach CONSELHO FISCAL

Carlos A. Lima Daniel Piazzini Luís C. Brandt Marcelino Bellardt GERÊNCIA EXECUTIVAS

Fred Colnago PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Leandro Fidelis TEXTOS

Domicio Faustino Daniel Piazzini REVISÃO

Arquivo Coopeavi FOTOS

Bernado Coutinho/Gazeta Online

Coopeavi comemora 53 anos Um café especial dedicado aos cooperados em todas suas filiais comemorou os 53 anos da Coopeavi em 6 de setembro. A data consolida uma história de trabalho e dedicação, com desenvolvimento econômico e social através do empenho coletivo.

Filial de Castelo completa 4 anos

Primeira loja da Coopeavi no sul do Espírito Santo, a filial de Castelo completa quatro anos de inauguração em novembro. Uma série de ações especiais dentro da campanha geral de fim de ano da cooperativa marcou a data. A unidade é ponto de apoio para produtores de cafés arábica e conilon e pecuaristas da região.

FOTO DE CAPA

Pio Corteletti Arábica na semifinal Será divulgada no próximo dia 22 de novembro a lista dos produtores aptos a participar do concurso de qualidade de café Pio Corteletti Arábica. Já a comercialização acontecerá entre 23 de novembro e 5 de dezembro. A premiação será dia 9 de dezembro.

Tiragem 3.000 exemplares Fale Conosco (27) 3263-4750 – ramal 4830 imprensa@coopeavi.coop.br

Rua Francisco Schwartz, 88 - Centro Santa Maria de Jetibá - ES CEP: 29.645-000 Fb.com/coopeaviagronegocios Twitter.com/Coopeavi WWW.COOPEAVI.COOP.BR

Coopeavi é a 3ª maior empresa varejista do ES

Denilson Potratz, vice-presidente da Coopeavi, ao lado do diretor financeiro do Banco Mundial, Joaquim Levy

A Coopeavi subiu duas posições no ranking das 200 maiores e melhores empresas do Espírito Santo. O resultado foi divulgado em 7 de novembro pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do Sistema Findes, durante o 1º Fórum IEL de Gestão, em Vitória. Da 39ª colocação no anuário do ano passado, a cooperativa passou a ser a 37ª maior empresa capixaba e 3ª maior do Comércio Varejista na publicação deste ano, com aumento de 8,07%

na venda de produtos agropecuários. A Coopeavi também emplacou o melhor resultado dos últimos três anos no Ebtida, registrando um aumento de 20%. Trata-se de um indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar impostos e outros efeitos financeiros. O vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, destaca a evolução da cooperativa. “O resul-

tado mostra que o trabalho feito vem dando resultado e também a importância de se fazer novos negócios. Nossa equipe está focada para atender os cooperados e, consequentemente, isso gera resultados e eleva o saldo da cooperativa”. Durante o Fórum, que reuniu mais de 600 empresários, o ex-ministro da Fazenda e atual diretor financeiro do Banco Mundial, Joaquim Levy, apresentou uma palestra sobre cenário econômico.


Negócio Café

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

3

Diretoria da Coopeavi entre juízes internacionais, que selecionaram os melhores cafés do Brasil

Idiomas dos cinco continentes em jantar com cafeicultores Evento fez parte da programação oficial do “Cup of Excellence”, em Venda Nova, com a presença de provadores e jornalistas Coopeavi particiA pou da segunda fase brasileira do concurso

internacional de cafés “Cup of Excellence 2017”, realizado de 16 a 22 de outubro, no campus do Ifes em Venda Nova do Imigrante, na região serrana do Espírito Santo. No dia 21, a cooperativa promoveu um jantar para reunir jornalistas, cafeicultores, baristas, empresários e degustadores internacionais que integraram o júri

do concurso. O evento ocorreu no Armazém da Pronova, na saída da cidade para Castelo, com a participação de 121 pessoas. A ideia foi reunir a cadeia produtiva do café e mostrar aos especialistas a qualidade dos grãos produzidos nas montanhas capixabas. A Pronova é a unidade de produção de café arábica da Coopeavi, que há quase 20 anos promove a produção de cafés especiais na região. “É a oportunidade de mostrar ao mundo o papel fundamental do fomento à qualidade dos cafés capixabas. A Coopeavi, por meio da marca Pronova, tem re-

alizado diversas ações para promover o produtor que se esforça em produzir com qualidade diferenciada”, destacou

É a oportunidade de mostrar ao mundo o papel fundamental do fomento à qualidade dos cafés capixabas Giliarde Cardoso, gerente Coopeavi

o gerente do Negócio Café Coopeavi, Giliarde Cardoso. Na abertura do evento, o gerente executivo de marketing da Coopeavi, Daniel Piazzini, apresentou vídeos institucionais da cooperativa para apresentar os cafés especiais dos cooperados. As legendas em inglês e a tradução simultânea da fala de Piazzini garantiram conforto aos jornalistas e degustadores de diversos países, como Dinamarca, Estados Unidos e Japão. Considerada uma das maiores baristas do mundo, Isabella Raposeiras, proprietária da premiada Coffee Lab,

em São Paulo (SP), fez uma visita surpresa durante o jantar. Sem ligação direta com o evento, Raposeiras estava na cidade mais uma vez em visita aos produtores locais, de quem compra cafés para sua cafeteria e, acabou preparando a bebida para os participantes do jantar. “Essa relação minha com a região se fortalecerá para sempre. Os produtores estão se dando conta cada vez mais que o manejo melhorando eles vão vender melhor. Torço muito para que todos encontrem bons compradores de café. A região é muito preciosa”, disse a barista.

Cooperado é 1º lugar capixaba

Leidiomar Menegueti teve o melhor resultado estadual

O “Cup of Excellence” é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, sigla em inglês) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Dentre as 108 amostras pré-classificadas da fase nacional para a internacional, na categoria “Pulped Natural”, três são de produtores associados à Coopeavi, representando as Montanhas Capixabas. O melhor resultado entre os capixabas

é Leidiomar Moreira Menegueti, de Rancho Dantas, distrito de Brejetuba, com a sexta colocação nacional e o primeiro lugar estadual na categoria. Ele conquistou o direito de participar do leilão eletrônico internacional com os melhores lotes do Brasil no próximo dia 28 de novembro. “A expectativa é grande em ter esse lote bem avaliado, mas já estou muito feliz, pois colocar um café entre os melhores do país foi uma vitó-

ria muito grande, me sinto realizado”, declara o cafeicultor. Menegueti credita a geografia da propriedade e os tratos com os grãos como segredos da vitória estadual. “Acho que fiquei entre os melhores muito devido à região em que me encontro. O clima é muito favorável para produção de cafés especiais. No mais, foi o capricho em cada etapa. Não se pode descuidar em nenhum detalhe do início ao fim”, conclui.


4

Negócio Café

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

Marca ‘Pronova’ agrega valor aos cafés dos cooperados A nova marca da Coopeavi prioriza a história e o modo de produção dos cafés especiais nas comunidades serranas

nome já é conheciO do. E este é mais um motivo para o mercado

de cafés finos valorizar a marca “Pronova”, de grãos altamente selecionados dos produtores ligados à Coopeavi. O lançamento oficial dos cafés torrado e torrado e moído ocorreu durante a 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA), em agosto, em Santa Teresa. Em parceria com o Sebrae/ES, a marca prioriza a história e o modo de produção dos cafés especiais dos cooperados como forma de agregação de valor ao produto. O café já pode ser adquiridos na Lojas Matriz, nas filiais de Vila Valério e Santa Teresa e, ainda

Com a marca Pronova, o pequeno produtor tem oportunidade de aparecer para o consumidor final Karla Cardoso, analista Sebrae/ES

este ano, em cafeterias e supermercados da Grande Vitória. Em 2016, ainda como projeto experimental, a Coopeavi lançou uma edição limitada dos cafés do vencedor do Concurso de Microlotes “Single Origin”, Sivanius Kutz (Itarana). Já nesta nova remessa, as embalagens vão conter os cafés dos três primeiros colocados do prêmio edição 2017, nas categorias Arábica (Sidney Grunewald), Conilon (Giovanio Cesar Sering) e o inédito Feminino (Alessandra Sassemburg). Cada produtor vendeu a saca de arábica a R$ 1.800,00 e a de conilon a R$1.000,00 para a cooperativa. O café da Alessandra terá uma embalagem diferenciada para valorizar o trabalho feminino. “O produto final não será blend, é exclusivo, com nota superior, e que dificilmente poderá se encontrar uma versão semelhante”, destaca o gerente Giliarde Cardoso. A analista do Sebrae/ ES Karla Cardoso destaca a seriedade na criação da marca. “Com a marca Pronova, o pequeno produtor tem oportunidade de aparecer para o consumidor final. Com a marca forte, podemos viabilizar o acesso desses cafés especiais a grandes redes varejistas”, comenta.

Coopeavi segue divulgando nova marca de cafés especiais

Embalagens trazem histórias e detalhes da produção dos cafés produzidos pelos cooperados


Negócio Ovo

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

5

Artigo do Ovo

com Tarcísio Simões Pereira Agostinho Médico Veterinário e Mestre em Zootecnia

Custos da Limpeza x Custos da Medicação Corretiva Q

uem nunca ouviu o ditado “é melhor prevenir do que remediar?”. A frase é a que melhor explica a tônica da palestra com o médico veterinário da Coopeavi, Tarcísio Simões Pereira Agostinho, último módulo do ciclo de palestras do Qualificaves deste ano, no dia 5 de outubro, voltada para os avicultores de postura comercial.

Com o tema “Limpeza e Desinfecção da Granja – Custo da Limpeza Versus Custos da Medição Corretiva”, o evento promovido pela cooperativa e pela Associação de Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) foi realizado no Cerimonial Majeski, em Santa Maria de Jetibá. O encontro reuniu um total de 52 participantes. Inicialmente, Tarcísio falou sobre programa de lavagem e desinfecção após o descarte do lote. “A primeira fase consiste na limpeza seca onde retira-se todo o esterco e toda ração do galpão. Em seguida, toda instalação é varrida e após este momento é passada uma vassoura de fogo. Na segunda fase acontece a lavagem da caixa

d’água e dos canos. Todo encanamento é limpo com produtos próprios. Também é necessária a realização da desinfecção dos galpões”, disse. O palestrante também frisou que em relação à desinfecção, o ideal é que essa prática aconteça de maneira semanal, o que irá contribuir com a prevenção de possíveis doenças que podem vir a surgir no ambiente da granja. “O surgimento de doenças pode trazer prejuízos relacionados ao número de ovos, tamanho e mortalidade, o que pode se estender por diversas semanas” lembrou. A palestra teve como objetivo mostrar alguns dos programas de biosseguridade da granja, como devem ser feitos,

Qualificaves aborda diferença de investimentos para manter a biosseguridade das granjas em duas situações rotineiras tanto no momento em que ocorre o vazio sanitário nos galpões, como quando ainda existem animais presentes no espaço. Além disso, o pa-

A palestra teve como objetivo mostrar alguns dos programas de biosseguridade da granja

lestrante também falou sobre outros cuidados como controle eficiente de microorganismos nos lotes. Por fim, de maneira prática, Tarcísio demonstrou através de um estudo de caso, quais seriam os valores investidos por ave na compra de produtos para lavagem e desinfecção dos galpões, e quais seriam as despesas no combate

as doenças provocadas pela falta desses cuidados. “Enquanto o investimento com prevenção não ultrapassa os R$ 0,06 por ave, as despesas para o combate a doenças respiratórias podem chegar a R$ 6,00 por animal. É uma diferença absurda, o que nos lembra que sempre será melhor prevenir do que remediar”, finalizou.

Brasil é sétimo maior produtor mundial de ovos A produção brasileira de ovos totalizou 39 bilhões de unidades em 2016, um recorde que colocou o Brasil como sétimo maior produtor mundial. Quase tudo é consumido dentro do país e contribui para o aquecimento do mercado interno. Apesar de ter registrado um aumento de quase 40% desde 2010, há potencial para o consumo per

Produção nacional: recorde

capita aumentar muito no país. Atualmente, os brasileiros comem 190 unidades por ano. A média mundial é de 230, mas bate 300 ovos por pessoa em vários países, como China, Dinamarca e México. Embora as exportações dos ovos brasileiros representem menos de 1% da produção nacional, o produto está em todos os continentes,

presente à mesa de consumidores de 22 países. Recentemente, o Ministério da Agricultura anunciou a abertura da África do Sul para o alimento brasileiro. A medida possibilitará os embarques de ovos in natura e processados para um mercado de 56 milhões de potenciais consumidores. O Brasil não importa ovo. O consumo interno

do produto conseguiu sustentar as cotações do mercado, mesmo em tempos de crise ou quando o preço de insumos, como o milho, imprescindíveis para a produção, estiveram em alta. Segurança, qualidade e confiabilidade permeiam a cadeia produtiva do ovo brasileiro, garantindo, assim, segurança para os consumidores, em geral.


6

Especial

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

Visita de estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo, campus Santa Teresa

INOVAÇÃO

Coopeavi: construindo novos modelos de negócios no agro

Cooperativa mostra seu lado empreendedor, com iniciativas que são referência para o Estado, país e continente o longo de 53 anos A de atividade, a inovação sempre fez parte dos valores da Coopeavi. Prova disso são as iniciativas modelos no agronegócio que se tornaram referência para outras cooperativas e Estudantes de Afonso Cláudio também conheceram as instalações da Coopeavi

instituições de ensino do Espírito Santo, do país e até da América do Sul e colocam a cooperativa em destaque no setor. Nos últimos meses, estudantes de Santa Teresa, de Afonso Cláudio e cooperativas do Piauí e do Paraguai visitaram a Coopeavi para trocar experiências e estabelecer parcerias. A cooperativa sempre está de portas abertas para essa troca.

Um dos projetos de maior repercussão é o Condomínio Avícola para Postural Comercial, em Santa Teresa, pioneiro no Brasil. Desde sua inauguração em julho do ano passado, o empreendimento desperta curiosidade. Em setembro, em assembleia extraordinária, a Coopeavi aprovou a captação de novas linhas de crédito para a construção do terceiro

galpão em 2018 e abertura de novas cotas aos cooperados. “Trata-se de um modelo de gestão novo, e a tendência é inovar também em outras áreas de atuação da cooperativa, a exemplo do leite e do café”, destaca o gerente executivo de marketing, Daniel Piazzini. O espírito empreendedor coloca a Coopeavi numa posição de destaque. “Hoje quem não inova, já fica um passo atrás. Nesse quesito de inovação, a Coopeavi sempre está um passo à frente. O modelo do condomínio tem muita demanda de visita, pois despertou o interesse, a curiosidade”, afirma o vice-presidente da cooperativa, Denilson Potratz. A cooperativa manifesta seu lado inovador mesmo em períodos difíceis como a atual crise econômica. “A crise bateu na nossa porta e foi ótimo isso ter acontecido, porque passamos a corrigir processos falhos e nos capacitamos para entendermos

melhor as situações e a nossa gestão. Acabou nos forçando a adquirir mais conhecimento”, avalia Piazzini. As primeiras melhoras no cenário nacional deixam o ambiente mais otimista e mostram que é hora de olhar para frente. E com esse pensamento, o interesse dos cooperados prevalece em todos os projetos com a chancela da Coopeavi.

Hoje quem não inova, já fica um passo atrás. Nesse quesito de inovação, a Coopeavi sempre está um passo à frente Denilson Potratz, Vice-Presidente da Coopeavi


Especial

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

7

INOVAÇÃO

Verniz cor de rosa na cafeicultura especial

ada vez mais, a coC operativa procura, por meio da inclusão,

garantir a continuidade dos seus negócios e dos cooperados. Vale ressaltar a aproximação da mulher na gestão das propriedades, uma das principais inovações da Coopeavi. Por meio dos núcleos femininos, as mulheres saíram do posto de coadjuvantes para assumir um protagonismo em parceria com maridos e filhos na condução das lavouras e da produção de cafés de qualidade. Capitaneados pelo Instituto Coopeavi, os núcleos estreitam a relação da cooperativa com a OCB/Sescoop-ES e promovem o empoderamento das mulheres ao detectar vocações e fortalecendo o trabalho ambiental nas propriedades, além de aumentar a participação familiar. O 1º Concurso de Qualidade Arábica Feminino é uma mostra

positiva do resultado das ações junto às mulheres. Segundo o gerente executivo de marketing, a ideia é promover ações que envolvam toda a cadeia produtiva do café, a exemplo da criação da marca Pronova. “O objetivo é conseguir a rastreabilidade do produto e, ao final do processo, conseguir passar esse valor agregado para o cooperado”, conclui Piazzini.

Visita do núcleo feminino da Selita

Ao valorizar o papel da mulher no agronegócio, estamos valorizando a família como um todo

Elas levaram pra casa um livro com a história da Coopeavi

Daniel Piazzini, gerente executivo de Marketing da Coopeavi

Paraguaios conhecem a produção de ovos No dia 27 de setembro, a Coopeavi recebeu a visita de diretores e gerentes da Cooperativa Colonias Unidas, com atuação no agronegócio paraguaio. O objetivo foi conhecer o trabalho na produção avícola. Eles visitaram o Condomínio Avícola e o Entreposto de Ovos e ficaram encantados. O gerente de produção e abastecimento da “Colonias Unidas”, Eduardo Dietze, contou que a região onde atua é produtora de grãos e oleagino-

sas e há 15 anos tem um projeto em andamento para ingressar no setor de aves. “Esse intercâmbio entre as cooperativas abre grandes possibilidades para nossos negócios. Nós e a Coopeavi temos muito em comum com a convivência e o relacionamento com os cooperados e na luta pelo bem estar da família. Essa abertura da Coopeavi segue um dos princípios do cooperativismo. Estamos honrados com a atenção”, disse Dietze.

Comitiva esteve na sede da Coopeavi

Outro paraguaio, o vice-presidente do Conselho de Administração da “Colonias Unidas”, Elmo Junghanns, agradeceu a recepção da Co-

opeavi. “Nós queremos implementar o setor de aves de corte e produção de ovos. Esperamos levar essa experiência para nossa cooperativa.”

Esse intercâmbio entre as cooperativas abre grandes possibilidades para nossos negócios Sede no Paraguai

Eduardo Dietze, gerente de produção da Colonias Unidas


8

Por dentro da Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

Coopeavi é destaque na imprensa Matérias em diferentes veículos de comunicação divulgam a cooperativa em nível regional, estadual e nacional

Coopeavi é uma A fonte bastante solicitada para matérias jor-

nalísticas sobre agropecuária e cooperativismo capixaba. O termômetro disto está nos destaques que a cooperativa ganhou na imprensa regional e estadual nos últimos meses. A STA estampou capas de jornais impressos, de sites de notícias na Internet, foi tema de entrevistas em rádios e matérias de TV. Os jornais regionais também deram ampla cobertura aos assuntos das palestras do evento, contribuindo para as informações alcançarem cooperados de norte a sul do Estado. Nos últimos dois meses, o Condomínio Avícola e a produção de café especial dominaram os conteúdos do principal programa televisivo dedicado ao noticiário rural, o “Jornal do Campo” (TV Gazeta). A equipe do programa dedicou três matérias sobre a Coopeavi. Outra emissora a dar destaque ao Condomínio foi a Record News. Vale ressaltar que todas as notícias publicadas foram iniciativa dos próprios veículos de comunicação, sem custo para a cooperativa. Isso se deve, em parte, aos esforços de inovação da Coopeavi e estabalecimento de novos negócios.

TV Gazeta durante a STA, em Santa Teresa-ES

Destaque em diversos veículos


Por dentro da Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

9

Ações em campo estreitam relações com os cooperados A Coopeavi está cada vez mais presente nas comunidades nas quais atua, levando conhecimento para o homem do campo

DESTAQUES

Dia de Campo da Cebola Atlanta Em Alto Santa Maria, interior de Santa Maria de Jetibá, 12 cooperados tiveram uma palestra vip sobre cebola Atlanta. Um dos principais destaques relatados pelos produtores sobre essa variedade híbrida é a padronização do produto no pós- colheita. O evento ocorreu na lavoura do cooperado Juarez Schineider.

Coopeavi estreita A cada vez mais suas relações com os coo-

perados. Em 2017, a cooperativa promoveu e ainda prevê diversas ações até o final deste ano para valorizar essa relação próxima com o seu público. Por meio de dias de campo, concursos regionais e outros eventos técnicos, a Coopeavi leva conhecimento às comunidades onde atua. Ao se fazer presente, a cooperativa fortalece a troca de experiências entre os cooperados. O calendário de eventos abrangeu de norte a sul do Espírito Santo e também Minas Gerais. Destaque para o Dia de Campo da Pecuária, em Cuparaque (MG), a Festa do Café em Santa Rita do Ituêto, no mesmo Estado, a Festa de Jacu (Cachoeiro de Itapemirim), a participação do Núcleo Feminino de Alto Jatibocas (Itarana), na Festa do Café da localidade e o Concurso de Qualidade de Café Conilon, em Colatina. O vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, destaca que as ações em campo prmovem a melhoria de produtividade e de qualidade de vida dos produtores rurais ligados à cooperativa. “Nós buscamos trazer palestrantes para atualizarem os cooperados e apresentar novas tecnologias. É importante essa aproximação para mostrar o melhor caminho aos produtores”, afirma Potratz. Para o gerente regional de nutrição animal, Clovis Franco, os assuntos abordados nos dias de campo estão direta-

Informação

Cerca de 30 produtores da região de Rio Possmoser, interior de Santa Maria de Jetibá, participaram da apresentação dos resultados do Tratamento Coopeavi para o tomate.

Tijuco Preto

Delícias de café em Itarana

Os produtores de café arábica se reuniram para conhecer de perto as inovações no manejo fitossanitário e aplicar as novidades em suas lavouras.

mente ligados ao dia a dia dos produtores. “É a forma de colocar a cooperativa dentro da fazenda, nas demandas que eles têm, e não somente no balcão de negócios. Isso cria proximidade, porque a cooperativa trata uma necessidade, sai da teoria e participa com os produtores no seu dia a dia. Um produtor servindo de exemplo para um grupo de produtores”, enfatiza Clovis. “Os sócios precisam de saber das inovações, e esses eventos têm esse objetivo. É importante que mais cooperados participem dessas ações para ficarem atualizados”, conclui o presidente, Arno Potratz.

As mulheres integrantes do recém-criado Núcleo Feminino de Alto Jatibocas marcaram presença na Festa do Café de Itarana local com um estande, onde comercializaram diversos produtos à base de café. Os participantes do evento aprovaram a iniciativa.

Concurso de Café de Colatina

Os sócios precisam de saber das inovações. É importante que mais cooperados participem dessas ações para ficarem atualizados Arno Potratz, presidente da Coopeavi

A Coopeavi esteve presente em outubro no 5º Concurso de Qualidade de Café Conilon em Colatina, noroeste capixaba. O evento foi realizado pela Secretaria Municipal de Agricultura e contou com a participação do degustador de café da cooperativa Elivelton de Oliveira como palestrante e parte do júri que

Organização a Coopeavi para atestar o potencial dos cafés

selecionou as finalistas dentre 20 amostras. Para Elivelton, a Coopeavi é solicitada devido à referência na qualidade de arábica e conilon. “Os organizadores do concurso se sentem protegidos por uma empresa que está sempre no campo e tem experiência para atestar o potencial do café deles”, destaca.


10

Instituto Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

Ação junto aos colaboradores de Ibiraçu marcou Dia da Árvore deste ano

Plantio de mudas garante cinturão verde no Complexo de Ibiraçu As plantas devem recuperar 1,7 hectare de área degradada no entorno do Complexo Logístico da Coopeavi em até dez anos elo quarto ano conP secutivo, a Coopeavi prioriza o Dia da Ár-

vore (21 de setembro) para a continuidade do “Natureza Nossa”. Coordenado pelo Instituto Coopeavi, este ano o projeto contemplou o Complexo Logístico de Ibiraçu com o plantio de 499 mudas de espécies da Mata Atlântica para formar um cinturão verde futuramente no local. As plantas devem recuperar 1,7 hectare de área degradada no entorno do empreendimento. Dentre as árvores, os colaboradores

plantaram jequitibás, ipês e peroba. A previsão é que a área reflorestada atinja a idade ideal entre cinco e dez anos. Segundo a bióloga do Instituto Coopeavi, Marcela Takiguti, o objetivo é amenizar a sensação térmica no local para os funcionários. “Foi uma solicitação da própria diretoria da cooperativa, pois tem feito muito calor no complexo e o cinturão vai permitir melhoras as condições de umidade e sombreamento”, explica. A escolha das áreas para recomposição florestal com mudas nativas é feita a partir de levantamento de áreas prioritárias de atuação da Coopeavi. No ano passado, os plantios ocorreram na área de

Área de Preservação Permanente (APP) do Condomínio Avícola para Postura Comercial em Alto Caldeirão, em Santa Teresa. Para o diretor administrativo comercial da Coopeavi, Argêo Uliana, o projeto “Natureza Nossa” terá vida longa EM NÚMEROS

499 mudas

é o total , dentre várias espécies nativas, que formarão o cinturão verde.

1,7 hectare

área a ser recuperada próximo ao Complexo Logístico.

Saiba mais A escolha das áreas para recomposição florestal com mudas nativas é feita a partir de levantamento de áreas prioritárias de atuação da Coopeavi. No Dia da Árvore do ano passado, os plantios ocorreram na área de Área de Preservação Permanente (APP)

do Condomínio Avícola para Postura Comercial em Alto Caldeirão, em Santa Teresa. Já em 2015, em parceria com a Cooperativa Regional de Educação e Cultura (Coopeducar), de Venda Nova, o local escolhido foi o entorno do armazém da Pronova.

As ações sempre envolvem os colaboradores

na cooperativa. “Faz parte da nossa rotina porque nós temos que preservá-la, temos que dar o exemplo”, Argeo Uliana O Dia da Árvore também foi marcado por outro momento junto aos colaboradores da cooperativa. No Entreposto de Ovos da Coopeavi em Santa Maria de Jetibá, o engenheiro florestal da Prefeitura local, Wellington Gasperazzo, ministrou uma palestra sobre a importância das árvores como forma de sensibilizar o grupo.

A natureza faz parte da nossa rotina. Nós temos que preservá-la, temos que dar o exemplo

Argêo Uliana, diretor administrativo comercial da Coopeavi


Instituto Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

11

Aulas de cooperativismo para as novas gerações Programa da OCB/ Sescoop conta com parceria da Coopeavi e Escola Cooperação em Santa Maria de Jetibá

s princípios coopeO rativistas já fazem parte da rotina de estu-

dantes de Santa Maria de Jetibá. Graças a uma iniciativa da Coopeavi junto à Cooperativa Educacional CentroSerrana (Escola Cooperação), os alunos participam do Cooperjovem. O programa foi criado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e desenvolvido em âmbito nacional pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) desde 2000. O objetivo é despertar nos educadores e educandos uma consciência sobre cooperação, auxiliando na organização e desenvolvimento de projetos nas escolas, através de uma metodologia educacional cooperativa e da compreensão do cooperativismo como forma de organização socioeconômica. Desde 2016, com apoio do Instituto Coopeavi, o

O programa visa despertar a consciência cooperativista

programa envolve alunos do 1º ao 7º ano, que participam ativamente das ações e das aulas semanais de cooperativismo ministradas pelas professoras das turmas. O “Cooperjovem” também abrange as turmas de 8º e 9º ano nas atividades coletivas. Atualmente, são 150 alunos contemplados. Os destaques são os

projetos “Reciclagem na Escola”, “Jardim Cooperativo” e “Coloque Pilha

Estamos encerrando o ano muito felizes. Já é possível perceber uma mudança de postura nos alunos sobre o cooperativismo

Lucienne de Oliveira, coordenadora

Sucessão para as cooperativas A Coopeavi, por meio espera o surgimento de lideranças cooperativistas entre os estudantes. “Nossa expectativa é que o projeto forme mais consciências cooperativistas no município e para continuar o trabalho das cooperativas no futuro. Temos que pensar na sucessão nas diretorias das cooperativas e é por meio do programa que visualizamos essa possibilidade.” Para o próximo ano, além de dar continuidade aos projetos em andamento, a Escola Cooperação organiza uma nova iniciativa dentro do programa. Intitulado

“Cooperativa Escolar” (Cooperativa Mirim), segundo a coordenadora Lucienne, o projeto

Nossa expectativa é que o projeto forme mais consciências cooperativistas no município Marcela Takiguti, bióloga do Instituto Coopeavi

envolverá os alunos de forma mais prática, vivenciando ainda mais o cooperativismo. Outras ações promovem a valorização pela cultura do município, a exemplo do “Coopercultur” e integram os estudantes, como os jogos cooperativos. “Estamos sempre buscando mostrar aos alunos que dificuldades encontradas podem ser superadas quando cooperamos. Contamos também, com o apoio das famílias dos alunos e da Rádio Pomerana, para divulgar para a população as ações do Cooperjovem”, conclui Lucienne.

nesta Ideia”, com o descarte correto de pilhas e baterias inutilizáveis. Outras iniciativas foram trabalhadas de forma ampla nesse período. A coordenadora do Cooperjovem na Escola Cooperação, Lucienne de Oliveira, cita ainda o projeto “Valores e Ética” e o “Juntos com a Melhor Idade”, com os idosos, além de ajudar

outras entidades dentro e fora do município com o projeto “Corrente do Bem”. “Estamos encerrando o ano muito felizes com o desenvolvimento do Cooperjovem na escola, pois já é possível perceber uma mudança de postura nos alunos, assim como seu entendimento sobre o cooperativismo”, diz Lucienne.

SAIBA MAIS

Coletividade que se aprende em sala As ações para desenvolver o cooperativismo em todos os alunos da escola têm por objetivo: ›› Aprender a trabalhar coletivamente; ›› Desenvolver a liberdade com responsabilidade, permitindo uma autonomia que possibilita superar atitudes “individualistas” em cooperativas. ›› Favorecer a interação entre os alunos construindo regras, normas e atitudes positivas, ampliado as possibilidades de desenvolvimento psicomotor,

cognitivo e sócio afetivo. ›› Desenvolver atitudes de respeito para com o outro ›› Sensibilizar os alunos sobre a importância da separação do lixo seco do úmido. ›› Divulgar o projeto da escola “Coloque Pilha nesta Ideia”.

Senso de união


12

Retranca

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 47

Coope Notícias - Novembro 2017 - ED #47  

Informativo bimestral da Coopeavi.

Advertisement