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Edição

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Especial Edição 46 Ano 8 Setembro 2017 Santa Maria de Jetibá - ES

O jornal do cooperado da:

SEMANA TECNOLÓGICA DO AGRONEGÓCIO

Feira mostra a força do agro e do cooperativismo capixaba

Palestra propõe cooperativismo baseado na força da mulher pág. 3

Avicultores se informam sobre a laringotraqueíte pág. 7

Pecuária amplia visibilidade com exposições e registra boas vendas pág. 12


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Palavra da Diretoria

STA: orgulho dos capixabas, mineiros, baianos...

U

m momento de superação. A 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA) mostrou para o Brasil inteiro a força do agronegócio capixaba, liderado pelo cooperativismo. Depois de 2016, ano que sofreu tanto com a seca em solo capixaba, o agro mostrou-se um segmento consolidado devido ao trabalho sério e comprometido feito por homens e mulheres no dia-a-dia. O nosso saudoso presidente da OCB/Secoop-ES e cooperado, Esthério Colnago, sempre dizia que as cooperativas são o “orgulho dos capixabas”. Juntamente com os nossos parceiros (que queremos agradecer por também acreditar e construir conosco esse momento

único para os cooperados) foi possível mostrar do que a força do que trabalhar com cooperação é capaz. A STA apontou para todos a força do cooperativismo e como pessoas unidas com o mesmo objetivo podem ser mais fortes. Contamos com a presença de produtores rurais de 81 munícipios fazendo negócios, levando para casa produtos com preços e condi-

Trabalhamos forte no primeiro semestre, mas nessa segunda metade do ano precisamos nos esforçar um pouquinho mais

ções especiais, e mais, conhecimento para agregar valor aos seus respectivos negócios. Nas próximas páginas mostraremos um pouco da grandeza que foi o evento e que o nosso cooperado número 1.000, Esthério Colnago, estava certo: o cooperativismo está cada vez mais consolidado e tornando-se o orgulho dos capixabas, mineiros, baianos...

A Coopeavi esteve presente na 7ª Feira Sabores, de 18 a 20 de agosto, na Praça do Papa, em Vitória. Durante o evento, a cooperativa divulgou sua nova marca de cafés especiais, a Pronova. A Sabores ocorreu pela 11ª vez em nível estadual e se firma como um evento tradicional no fomento do agronegócio capixaba.

Diretoria Executiva

Arno Potratz Presidente

Denilson Potratz Vice-Presidente

Argêo João Uliana Diretor Administrativo Comercial

Avelino Hell, Ederson Jacob, Edival Corteletti, Fábio Fösh e Willian Espíndula Conselho ADMINISTRATIVO

Solimar Plaster Marco Aurélio Kurt Elimar Schwambach Conselho Fiscal

Carlos A. Lima, Daniel Piazzini, Luís C. Brandt e Marcelino Bellardt Gerência Executivas

Fred Colnago projeto gráfico e Diagramação

Argêo Uliana, Denilson Potratz e Arno Potratz (Coopeavi)

Domicio Faustino e Leandro Fidelis Textos

Simone Holz Loose e Domicio Faustino Revisão

Gabriel Lordêllo e Arquivo Coopeavi

GIRO RÁPIDO Café das montanhas na ‘Sabores’

Informativo Bimestral da Coopeavi Santa Maria de Jetibá - ES Ano VIII – Nº 46

Aves elege nova diretoria A Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) elegeu em julho sua nova diretoria para a gestão 20172019. Colaboradores da Coopeavi estão entre os membros dos conselhos Deliberativo e Fiscal e diretorias técnicas nos próximos anos.

Nova legislação abre para Mercosul Países do Mercosul deverão criar legislação que dê amparo às cooperativas dos países do bloco para que atuem livremente na região. Em junho deste ano, o Ministério da Agricultura deu um passo nessa direção, ao editar a Portaria nº 1.395, que possibilitará às cooperativas brasileiras ampliarem as atividades.

Fotos de Capa

Crédito passa a R$ 800 milhões O Governo federal revisou as normas que limitavam o acesso de cooperativas agropecuárias ao crédito rural. Além do custeio, o sistema cooperativista terá acesso também ao crédito para operações de comercialização e de industrialização com Recursos Obrigatórios.

Tiragem: 3.000 Fale Conosco (27) 3263-4750 – ramal 4830 imprensa@coopeavi.coop.br

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Entre as maiores e melhores empresas agro

Walter Longo, presidente do Grupo Abril, fez o discurso de abertura do prêmio Melhores e Maiores 2017

A Coopeavi figura mais uma vez no ranking das 400 maiores e melhores empresas do agronegócio brasileiro, publicado pela Revista “Exame”. O resultado é baseado no faturamento das instituições em 2016. Entre as empresas capixabas, a Coopeavi ficou com o 8º lugar em receita. O resultado integra o prêmio “Melhores e Maiores 2017” da publicação da editora Abril e é considerado o anuário mais respeitado do mercado corporativo

brasileiro. A avaliação considerou indicadores como crescimento, rentabilidade, saúde financeira, investimento, entre outros pontos, que refletem o sucesso na condução dos negócios e na disputa de mercado. “Além de planejado, o crescimento da cooperativa é natural. A Coopeavi vem realizando diversos negócios, a exemplo do Condomínio Avícola. Ainda não estamos investindo mais devido à crise

econômica, mas temos projetos de expansão a serem retomados assim que a economia melhorar. Temos muito mercado e precisamos estar mais próximos dos produtores”, diz o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz. Em 2016, a cooperativa obteve resultado de R$ 5,7 milhões. O ano também marcou o melhor resultado dos últimos três anos no Ebtida, um indicador financeiro, com aumento de 20%.


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Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 46

Um novo cooperativismo baseado no poder feminino Essa foi a tônica da palestra motivacional voltada especialmente para as mulheres da cooperativa no último dia da 6ª STA

FORÇA

Superação e amor ao agro Entre as participantes da palestra , a cafeicultora Ivonete de Souza Hilgert (37), de Serra dos Pregos (Santa Teresa) se destacou pelo relato emocionante. Mãe de três filhos, entre eles Lorrany (18), a cooperada assumiu a administração dos negócios após o marido se acidentar e perder uma perna. “Eu amo o que faço. Não tenho vergonha de dizer que sou proprietária rural e descobri o que é ser forte", disse.

sábado se coloriu O de cor de rosa na 6ª Semana Tecnológica do

Agronegócio. Com muita descontração e provocando risos nos participantes, o palestrante motivacional Roberto Belotti ministrou o painel “Os Desafios das Mulheres para Construir um Novo Cooperativismo”, com a participação de homens e mulheres no auditório do evento. Ilustrando com um abraço a importância delas no cooperativismo, Belotti destacou que as cooperativas são formadas em sua maioria por mulheres, o equivalente a 52% do quadro social. “Acho que o espírito da cooperação tem que ter um pouco do toque feminino. E as mulheres têm mais sensibilidade e demonstram capacidade enorme de empreendedorismo em suas atividades cooperativistas”, disse. Belotti falou aos participantes da importância de se buscar a automotivação num mundo de mudanças constantes e de resgatar o papel da mulher como figu-

ra imprescindível para o desenvolvimento do país, não apenas por seu trabalho diário, como também pelo desenvolvimento de lideranças femininas cooperativis-

O espírito da cooperação tem que ter toque feminino. As mulheres têm enorme capacidade de empreendedorismo Roberto Belotti, palestrante

tas. A palestra trouxe como principais enfoques: Autoestima e Motivação, As Competências Humanas, Trilogia da Vida: Passado, Presente e Futuro, O Desafio das Mulheres no Contexto Social, Participação Feminina no Mercado de Trabalho, O Papel das Mulheres Como Provedoras das Famílias, Mulher e Empreendedorismo e Mulher, Liderança, União e Cooperativismo.

Aulão de dança para as mulheres

Tarde de beleza e aulão de ritmos para a mulherada

A descontração marcou a palestra

A cafeicultora Luiza Madalena Zimermann (74), de São Roque do Canaã, afirmou ser uma mulher feliz na roça e no cooperativismo. “Nós temos que viver sem reclamar. As mulheres estão mais unidas e têm mais iniciativa para tomar conta do serviço e mais força para suportar a dor”, disse. Assim como as outras participantes da palestra motivacional, Dona Luiza participou de ou-

tro momento só para as mulheres. Na sexta, a equipe da Du Pont, por meio do programa “Mulheres no Campo”, falou da importância do exame preventivo e dos exercícios físicos e apresentou modernos tratamentos para a pele. Já no sábado, o público foi convidado para acompanhar as mulheres num aulão de ritmos, que colocou todo mundo para dançar na parte central da feira.


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SEMANA TECNOLÓGICA

6ª STA mostra a força do agro no Espírito Santo O maior evento de capacitação e negócios do cooperativismo capixaba superou todas as expectativas de 16 a 19 de agosto

ais uma vez a SeM mana Tecnológica do Agronegócio mos-

trou a força do segmento e do cooperativismo no Espírito Santo. Entre os dias 16 e 19 de agosto, no Parque de Exposições de Santa Teresa, o evento realizado pela Coopeavi recebeu público recorde de 5.426 visitantes e registrou faturamento de aproximadamente R$ 22 milhões, um aumento de 16% em relação ao ano passado. Durante quatro dias, a programação contou com exposições, palestras, balcão de negociações com as melhores oportunidades para aquisição de insumos e equipamentos agrícolas e diversão para as famílias dos associados de 81 municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais. E com a movimentação de pessoas e boas vendas, o maior evento de capacitação e negócios do cooperativismo capixaba contrariou todas as expectativas diante da atual crise econômica no país. “Estamos muito felizes com os números que alcançamos. O resultado mostra que os números não são importantes somente para a cooperativa, mas para os nossos associados”, avalia o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz. O cafeicultor Nilson Saick, de Afonso Cláudio, aproveitou a oportunidade para adquirir insumos agrícolas. “Comprei adubo e produtos para aplicar no café nesta época. O evento está bem animado e encontrei muitos conhecidos”, disse.

Estudantes conhecem de perto as oportunidades do agronegócio

Parceiros satisfeitos com negócios Os expositores também enaltecem a Semana Tecnológica do Agronegócio. A engenheira agrônoma e representante técnica de vendas da Syngenta, Daniele Vasconcelos, aposta toFALA

É importante trazer as tecnologias da empresa, oferecer melhores condições e reunir os produtores Tiago Machado, coordenador comercial da Yara

dos os anos no evento. “Além de ser uma excelente oportunidade para fazer negócios, a feira reúne o público que queremos atingir. Conseguimos encontrar todos no mesmo lugar. Sem contar que a STA traz muita informação para esses produtores. Para nós, é excepcional participar do evento”, destaca. Outro expositor, o coordenador comercial da Yara, Tiago Costa Machado, ressalta a facilidade para encontrar os clientes. “Para nós é importante trazer as tecnologias da empresa, oferecer melhores condições e reunir um grande número de produtores num momento específico, diferente de fazer visitas de fazenda em fazenda”, diz. O presidente da Coopeavi, Arno Potratz,

comemora o sucesso da STA. “Os cooperados são os donos da cooperativa e nela têm toda a possibilidade de fazer boas compras, pois nossos preços são acessíveis. Que os adubos adquiridos fertilizem as lavouras e nossos cooperados produzam mais cafés e produtos de qualidade. Esse é o nosso desejo”, declara. A sétima edição da Semana Tecnológica do Agronegócio já está confirmada para agosto de 2018, ainda com mais novidades e as melhores oportunidades de negócios, além de muito conhecimento, tecnologia e lazer para os cooperados e suas famílias. A Coopeavi vê na continuidade do evento o caminho certo para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva e do cooperativismo.

A feira reúne o público que queremos atingir. Para nós, é excepcional participar do evento Daniele Vasconcelos, representante técnica de vendas da Syngenta


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SEMANA TECNOLÓGICA

CARREIRA

Inovação é a chave para o futuro

os últimos anos, o N agro se tornou responsável pelo superávit

da Balança Comercial e o Brasil desponta como celeiro na produção mundial de alimentos. Com dados surpreendentes que mostram a força do segmento, o gerente executivo de marketing da Coopeavi, Daniel Piazzini, comandou o workshop “Cooperativismo: o Agro que Dá Negócios” para um grupo de aproximadamente 100 estudantes, no auditório da STA. A apresentação abriu a programação do evento. “O objetivo é trazer para os jovens essa questão das oportunidades oferecidas pelo agro. Diante desse mundo volátil, a chave é a inovação. Já há algum tempo, o agro é o carro-chefe, puxando a economia do Brasil. Toda essa cadeia,

que vai do agricultor ao consumidor final geram oportunidades. E o caminho é o jovem ficar no campo, dar suporte às cidades do interior para desenvolver esses trabalhos e tudo prospera”, avalia Piazzini. Alunos do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e da Escola Superior São Francisco de Assis (Esfa), de Santa Teresa; e da Faculdade da Região Serrana (Farese) e da Escola Estadual Graça Aranha, de Santa Maria de Jetibá; tiveram uma verdadeira aula sobre agronegócio, baseada em indicadores animadores que colocam o Brasil numa posição de destaque. Só para se ter uma ideia, nos próximos dez anos, a demanda por alimentos crescerá 20% em todo o mundo e o Brasil atenderá em 40%.

De olho nas oportunidades profissionais As atividades agrícolas fazem parte da realidade da região onde vivem muitos jovens da plateia e onde muitos pretendem atuar após se formarem. É o caso de Daiane Kuster,

24, aluna do 4º período de administração da Farese. “O agro está presente em tudo. É nossa realidade e o nosso futuro.” As colegas de turma Karoliny Costa e Ana Flávia

Mendonça, ambas de 21 e de Itaguaçu, também veem o agronegócio como oportunidade. “Minha cidade é movimentada pela agricultura, há muitos campos de atuação”, diz Karoliny.

Empreender dentro e fora da porteira

Palestra com Daniel Piazzini encantou

Depois de exibir o vídeo “Reflexões sobre a Evolução da Agricultura no Brasil”, o palestrante Daniel Piazzini (Coopeavi) mostrou a importância de empreender no meio rural com ações que começam dentro da propriedade, mas também podem extrapolar a porteira. Segundo ele, novas profissões e tecnologias estão surgindo

para facilitar a vida dos agricultores, aumentar a produtividade e a qualidade dos alimentos. “A digitalização do mundo

A digitalização do mundo e o marketing focado no agro beneficiam o pequeno negócio Daniel Piazzini, gerente executivo de marketing da Coopeavi

e o marketing focado no agro beneficiam o pequeno negócio. Tomemos como exemplos dos drones nas lavouras e das novas profissões que surgem, como o coach de vendas para produtores rurais. Isso sem contar iniciativas dentro das propriedades, como gestão e boas práticas ambientais”, destacou Piazzini.

MOMENTOS

Arno Potratz,

Denilson Potratz,

Argêo Uliana, dir. ADM/ Comercial da Coopevi

Carlos André de Oliveira, OCB/ES

Evair de Melo,

“Vocês cooperados são os donos da cooperativa e aqui têm toda a possibilidade de fazer boas compras. Que os adubos adquiridos fertilizem as suas lavouras.”

“O resultado mostra que os números são importantes também para os nossos associados. Nossos patrões são os cooperados, temos que adequar a STA às suas necessidades.”

“A gente se sente até emocionado quando vê os produtores rurais comparecendo em peso para fazer bons negócios. Se nós estivermos juntos, seremos mais fortes.”

“A STA é um evento inovador, traz para os associados informação e oportunidade de bons negócios. A Coopeavi se mostra fortalecida, acreditando na superação da crise com ótimos indicadores.”

“A Coopeavi tem credibilidade e, neste evento, além de o produtor ter informação, ele vai ganhar confiança no seu próprio negócio, percebe que não está sozinho, que é parte desse processo.”

presidente da Coopeavi

vice-pres. da Coopeavi

deputado federal


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Manhã do segundo dia dedicada à cultura do tomate

Duas palestras sobre a tomaticultura atraíram produtores capixabas e mineiros ao auditório da STA, no dia 17 de agosto

busca por plantas A mais resistentes e com maior produtivida-

Palestrante Paulo Pizarro

de é um desafio na tomaticultura. E compreendendo essa dinâmica, a 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA) trouxe dois especialistas na área para a programação da quinta-feira (17), no auditório do evento. Com o tema “Melhoramento Genético do Tomate: Menos Trabalho e Mais Produtividade?”, o engenheiro agrônomo Paulo Pizarro Silva, mes-

Podar para produzir mais por planta Logo em seguida, o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), o doutor em fitotecnia Adilson de Castro Antônio falou sobre o ganho de produtividade com a poda do tomateiro. Ele é autor de um estudo ao longo de dez anos, que resultou no “Sistema Viçosa”. Trata-se de plantios com espaçamento de 2m x 0,2m entre os tomateiros, que aumentou o número de plantas

por hectare e controla o número de frutos por cacho. “Trabalhando a planta rotineiramente, é possível fazer de duas a três podas. Várias podas em conjunto feitas pelo produtor vão re-

Várias podas em conjunto feitas pelo produtor vão resultar no ganho de produtividade

Adilson Antônio, professor da UFV

sultar no ganho de produtividade”, defende o professor. Segundo ele, o diferencial do “Sistema Viçosa” é que, no ápice da planta, não se faz o desplante imediato, como muitos produtores procedem. Acima de oito cachos, ele recomenda deixar nove folhas acima do último cacho produtivo. “Essas nove folhas é que vão garantir o crescimento e a produtividade do último cacho.”

tre em genética e melhoramento de plantas, mostrou como o melhoramento genético pode influenciar a produtividade e garantir frutos mais tolerantes a danos como as rachaduras, que comprometem o valor comercial do fruto. Além disso, Pizarro mostrou como os tomaticultores capixabas superaram problemas

O melhoramento genético traz valor agregado muito maior ao tomate e influencia na sua produtividade Denilson Potratz, vice-presidente da Coopeavi

como a Murcha de Fusarium. “Hoje, a gente quer e precisa de qualidade. O melhoramento genético traz valor agregado muito maior ao tomate e influencia na sua produtividade. É preciso promover o cruzamento entre variedades com genes mais resistentes para alcançar isso”, destacou Silva. O agrônomo Sérgio Paiva, 68, de Itapemirim, participou da palestra. Ele afirma que os resultados genéticos são necessários na tomaticultura. “Quanto mais informação para o produtor, mais técnica e mais produtividade na lavoura”, diz. Adilson apresentou o “Sistema Viçosa”


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A edição especial do Qualificaves reuniu avicultores e autoridades ligadas à avicultura do ES

Qualificaves aborda riscos da LTI na avicultura O auditório ficou lotado com avicultores e lideranças estaduais e federal para debater sobre a laringotraqueíte

Espírito Santo ainO da é um território livre da laringotraque-

íte (LTI). A doença respiratória que acomete aves registrou casos em municípios de São Paulo- incluindo Bastos, o maior produtor de ovos do país-, e Minas Gerais localizados a menos de 1.000 km da área de atuação da Coopeavi. FALA

O transporte de aves pela BR-262 é uma via para a chegada da laringotraqueíte ao Estado Nélio Hand, diretor executivo da Aves

Para informar os avicultores associados sobre as estratégias de controle da doença, a 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA) trouxe o coordenador técnico da Ceva Saúde Animal, Fernando Resende, para a segunda noite do evento. O auditório ficou lotado com a presença de avicultores e lideranças estaduais e federal. Resende explicou que não existe tratamento direto contra a doença e destacou a importância de evitar produtos que irritem a traqueia. Além de Bastos, a laringotraqueíte registrou casos em Guatapará (SP) e Itanhandú (MG). “A única vacina efetiva é a vacina da laringotraqueíte”, afirmou o palestrante. O médico veterinário da Coopeavi, Tarcísio Agostinho, informa que a doença pode matar até 30% dos lotes de aves em apenas 15 dias. “A laringotraqueíte afeta a avicultura de postura, baixando a produção de ovos”. Ainda de acordo com o veterinário, a doença também pode ser transmitida facilmente de uma granja para outra. “Uma vez na cidade, a laringotraqueíte pode se

EXPERIÊNCIA

Aprendizado durante palestra

Para o avicultor cooperado Horácio Müller, de Santa Maria de Jetibá, na região serrana capixaba, as informações sobre a laringotraqueíte ajudam a

compreender as novas legislações do setor para adequação das granjas como medida para bloquear doenças aviárias. “Agora fica mais cla-

ro entender a cobrança do Estado para adequar melhor as granjas e proteger nossos lotes. A palestra foi um aprendizado”, declarou Müller.

espalhar em todas as regiões do entorno, obrigando as autoridades a adotarem um programa vacinal específico.” Quem também esteve presente foi o diretor executivo da Associação de Avicultores do

Espírito Santo (Aves), Nélio Hand. Para ele, a situação é preocupante, apesar de a doença não afetar o Estado. “O transporte de aves pela rodovia BR-262, por exemplo, é uma via para a chegada da la-

ringotraqueíte. Outra questão preocupante é a demora de resposta dos órgãos oficiais. Isso pode ser uma das causas para retrair a notificação. Nós precisamos olhar o assunto com muita preocupação.”


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SEMANA TECNOLÓGICA

Por dentro das oportunidades das Indicações Geográficas Cafeicultores marcaram presença na palestra sobre a certificação mundial na abertura da programação do dia 18 O penúltimo dia da 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA) contou com a participação maciça do público nas quatro palestras ministradas no auditório do evento. Os temas focaram principalmente a cafeicultura, atividade carro-chefe de milhares de associados à Coopeavi. Pela manhã, o diretor do Instituto de Inovação e Tecnologias Sustentáveis (Inovates), Anselmo Buss Júnior, trouxe o mundo das Indicações Geográficas (IGs) para os produtores. O público ficou por dentro de como alguns

NOVIDADE

Bons negócios com IG A chance de preços melhores para o café foi o que animou os cunhados Edivaldo Possimoser (27), Gilmar Kluch (33) e Rauny Garbrecht (23), de Itarana. “Foi a primeira vez que ouvi falar de Indicação Geográfica, que promove a qualidade do café e melhora o seu preço”, destacou Kluch.

produtos e serviços notórios em certas regiões ficam protegidos e valorizados a partir do selo internacional. E nesse universo incluem-se os cafés. Só no

Anselmo Buss Júnior, diretor do Inovates

opeavi é parceira na IG do Café das Montanhas. “As Indicações Geográficas constituem um ativo de Propriedade Industrial e uma importante ferramenta na proteção e promoção de áreas geográficas vinculadas a produtos e serviços específicos. O registro delas proporciona melhoria da qualidade de produtos e serviços e viabiliza o acesso a nichos de mercado”. Ainda de acordo com Buss, as IGs possibilitam aos pequenos negócios estabelecer um diferencial frente aos concorrentes, estimulam o desenvolvimen-

to da governança local, o aprimoramento dos processos produtivos e o incremento do turismo. Favorecem, portanto, o desenvolvimento das áreas geográficas demarcadas e a valorização das pessoas que ali vivem e produzem. Para o gerente do Negócio Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso, a proposta da palestra foi colocar os cooperados a par dessa iniciativa. “A discussão vai de encontro a uma tendência de mercado em que cada vez mais o consumidor busca informações sobre a origem do produto”, avalia.

Marcus Magalhães,

Gilson Amaro, prefeito

Espírito Santo, três projetos pleiteiam a IG pela primeira vez para o produto: Café das Montanhas, Conilon Capixaba e Cafés do Caparaó. Os projetos têm parceria com o Sebrae/ES e previsão para inscrição em 2018 no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). A Co-

As Indicações Geográficas constituem uma importante ferramenta na promoção de algumas regiões

MOMENTOS

Ruy de Souza, dir. atendimento Sebrae

Mauro Rossoni Jr, dir. técnico Incaper

Nélio Hand,

“Tenho uma ligação sentimental e respeito extraordinário pela Coopeavi. Sempre que puder vou apoiar uma instituição como essa, que é motivo de orgulho para nós capixabas.”

“O futuro do agronegócio vai partir de feiras como a STA, com resultados positivos e produtores interessados em promoções e capacitação. Esse contágio só tende a potencializar isso.”

“A Coopeavi é nosso braço direito na avicultura e sua importância se reflete num evento tão grandioso como a STA. É o Brasil superando as crises do dia a dia e o agro segurando as pontas do país.”

diretor da Aves

subsecretário Seag

“O evento mostra a vanguarda da cooperativa, sua transparência e que quer o bem dos seus sócios. A STA é a porta de entrada de um futuro promissor para o agronegócio capixaba.”

de Santa Teresa

“A STA é muito importante para os cooperados do município e Estado, semana de muita alegria e negócios acontecendo. É um prazer receber o evento aqui, só tenho a agradecer.”


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SEMANA TECNOLÓGICA

Tecnologias que preparam o solo

adubação nitrogeA nada, a agricultura de precisão nas monta-

nhas e a apresentação de modernos equipamentos para controle da irrigação e fertirrigação das lavouras foram outras temáticas do dia 18 de agosto. Os produtores tiveram oportunidade de esclarecer suas dúvidas com profissionais renomados e levarem informações pertinentes para o seu dia-a-dia no campo. À frente da palestra “Por que a Adubação Nitrogenada é mais eficiente?”, o engenheiro químico e diretor da Koch Industries, Antônio Carlos Papes, explicou que, em média, perde-se cerca de 40% do nitrogênio aplicado na lavoura quando utiliza-se a ureia como fertilizante, devido à volatilização. Ele mostrou ser possível reduzir significativamente as perdas por volatilização utilizando-se inibidor de uréase, que segura o nitrogênio no solo de

forma a disponibilizá-lo para as plantas. O gerente da consultoria técnica da Coopeavi, Avelino Neto Abreu, destaca que toda produção dos agricultores está diretamente ligada ao nitrogênio. “Numa escala de dependência das plantas por nutrientes, esse elemento químico está no topo”, diz. Na sequência, Avelino e o especialista em análises para agricultura Paulo Furtado imergiram os produtores presentes na agricultura de precisão. A dupla defendeu ser possível a utilização nas montanhas da prática agrícola que utiliza tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. A partir de dados específicos de áreas

Saí bastante informado. É sempre muito bom participar Antônio Schimidt, 70 anos coopearado da Coopeavi

Tarde de informações

geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosandose adubos e produtos fitossanitários. O cooperado Antônio Schimidt, 70, aprovou as palestras. “Saí bastante informado. É sempre muito bom participar”, disse. Na última palestra, Jarbas Santos apresentou a Galcon, empresa israelense líder mundial em soluções para o controle da irrigação, além dos benefícios e vantagens da utilização dos sistemas de controle da irrigação.

FALA

Numa escala de dependência das plantas por nutrientes, o nitrogênio está no topo

Avelino Abreu, gerente de consultoria técnica da Coopeavi

O foco da agricultura de precisão é saber o certo ou errado e colocar no solo só aquilo que for necessário Paulo Furtado, químico especialista

6ª STA: espaço garantido para os artistas regionais A STA é também um espaço importante para os artistas regionais mostrarem seu trabalho enquanto divertem o público. Durante os quatro dias, músicos sertanejos, instrumen-

tistas e outros ligados à cultura pomerana se apresentaram na feira. Integrante do grupo musical “Pommer Mekas” (Moças Pomeranas), de Santa Maria de Jetibá, Keuli Hoffmann

considera inovadora a iniciativa da STA. “É um prazer participar e uma inovação da Coopeavi de incluir música e cultura na programação”, afirma. Colega de grupo,

Integrantes do grupo musical “Pommer Mekas”, de Santa Maria de Jetibá: beleza e talento na manutenção das tradições pomeranas das montanhas capixabas

Adriana Lahass destaca o diferencial das “Pommer Mekas”. “A inovação fica também pelo fato de o grupo ser formado só por mulheres”. Outro músico que roubou a cena no evento foi Nathan da Concertina, como é conhecido Nathan Herzog, de 12 anos, de Itarana. Acompanhado pelos pais, o rapaz recebeu muitos elogios. “Muita gente dizendo que estou tocando bem. Gostei muito”, disse o instrumentista. Quem também fez a alegria do público com músicas sertanejas foram os artistas Tiago e Betho. A dupla era presença certa durante o almoço na praça de alimentação, onde se reuniam produtores, expositores e colaboradores.

Nathan da Concertina aproveitou para divulgar seu trabalho e agendar novos shows


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Os momentos

Especiais Toda a renda com a venda de cafés e omeletes será revertido para a Sociedade Civil Pró Casa do Menino, de Afonso Cláudio.

Raquelly (6) aproveita a área de lazer. “Pra nós é ótimo, porque podemos circular pela feira sem preocupação”, disse a mãe Rosilene Carlini. Cooperado há 11 anos, o pecuarista Nilson Moreira (47), de Baixo Guandu, levou a mulher, Ana Maria Dias (41) e o filho, Artur (10) para a STA. A STA é oportunidade também de fazer boas amizades. Que o digam esses cooperados de Vitória e Santa Teresa, que se conheceram na feira.

www.yarabrasil.com.br


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O desfile de tratores foi uma das novidades da programação da feira.

Durante a STA, os agricultores tiveram acesso a modernas tecnologias para o campo.

A criançada teve diversão e recreação garantidas nos quatro dias da Semana Tecnológica do Agronegócio.

As exposições chamaram a atenção dos cooperados em todo o espaço do evento.

Na “Jornada do Conhecimento”, a Syngenta expôs experimentos com café conilon.

A família Strey, de Tijuco Preto (Domingos Martins) compareceu em peso na STA.

Os balcão de negociações ficaram movimentados todos os dias da Semana Tecnológica do Agronegócio.

Os almoços foram animados por artistas locais, com destaque para o ritmo sertanejo.

O sucesso do pôde ser medido pela participação maciça dos cooperados.


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Pecuária: última atividade da STA amplia visibilidade A pecuária representa 20% dos associados e ganhou destaque no evento com exposição de animais e ração bovina com ótimo preço pecuária foi a úlA tima atividade do agronegócio capixaba

a ingressar na Semana Tecnológica do Agronegócio (STA). A atividade, que representa 20% dos 12 mil associados da Coopeavi, ganhou espaço de destaque nesta sexta edição do evento, com exposição de gado, venda de ração e palestra sobre manejo pré e pós parto em vacas leiteiras. O gerente regional de Nutrição Animal da Coopeavi, Clovis de Souza Franco, afirma que a exposição de gado movimentou a STA. “Podemos garantir que a presença dos expositores e dos animais, além de brilhantismo para a feira, trouxe oportunidades de negócios. Esses expositores estão disponibilizando genética superior aos produtores que visitam a feira para melhorarem o rebanho das suas fazendas.” Ao contrário de 2016, que expôs apenas duas raças de gado bovinas, nesta edição o público teve acesso a animais de raças tanto de cor-

te quanto de leite. Os destaques foram os animais das raçãs Nelore, Guzerá, Guzolando, Girolando e Holandês. “Com essa diversidade, a resposta do público foi bem maior. Os expositores ficaram bastante satisfeitos e os produtores viram a possibilidade de adquirir animais ainda melhores para o seu rebanho”, destacou Clovis. O pecuarista Carlos Fontenelle, da Fazenda Fontenelle, de Baixo Guandu, expôs oito animais durante a STA. Para o criador, da terceira geração de pecuaristas da família, a feira permitiu divulgar o potencial de cada raça. “Está sendo um fator de interesse a exibição de raças não tão frequentes e com genética diferenciada. O público gostou da novidade.” Representando o Laticínio Fiore (Estância Paraíso), de Santa Teresa, o funcionário da Associação de Criadores e Produtores de Leite do Espírito Santo Fabio Pagung, considera importante o espaço da STA para os negócios. “A feira concentra muitos pecuaristas em busca de informações sobre alimentação, produtividade e tratamentos.”

FALA

Muito interessante saber da importância da nutrição no pré-parto para produção maior de leite no pós Antônio Lopes, pecuarista de Barra de São Francisco

A exibição de raças com genética diferenciada despertou interesse. O público gostou da novidade Carlos Fontenelle, Fazenda Fontenelle

ECONOMIA

Preço baixo da ração agradou pecuaristas De acordo com o gerente regional de Nutrição Animal da Coopeavi, Clovis Franco (foto), 2017 está sendo um ano bom no que se refere a custos, pois os baixos valores das matérias-primas até o momento

reduziu significativamente os preços das rações na STA. Cooperado há três anos, o pecuarista Fabiano de Oliveira Cândido (36), de Goiabeiras (MG) aproveitou a viagem de cinco horas

até a feira para comprar ração. “A ração da Coopeavi é uma das melhores do mercado e muito benquista na minha região. Além disso, a cooperativa nos presta assistência técnica, o que outras não fazem.”

Vaca alimentada e mais fértil Encerrando o ciclo de palestras, Bruno de Carvalho, pesquisador de reprodução animal da Embrapa Gado de Leite, falou sobre como o manejo pré e pós parto está ligado à eficiência reprodutiva das vacas. As informações surpreenderam os pecuaristas. Bruno esclareceu a importância de reduzir o intervalo para a primeira inseminação pós-parto e tornar o cio das vacas mais fértil com ovulação de qualidade. “Não adianta a vaca parir e não voltar a ter cio. A vaca só vai voltar a emprenhar quando nós a alimentarmos, dar

energia para ela ter mais filhotes”, disse. O especialista destacou também as vantagens do período seco da vaca para a multiplicação das células que produzem leite.

“Muito interessante saber da importância da nutrição no pré-parto para produção maior de leite no pós da vaca”, disse o pecuarista Antônio Lopes (55), de Barra de São Francisco.

Exposição de gado promoveu interação


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Os vencedores nas três categorias

Itarana vence as três categorias do ‘Single Origin’ Cafeicultores do município na região central do Estado conquistaram os primeiros lugares do prêmio da Coopeavi

I

tarana, na região central capixaba, entra para o rol dos cafés especiais do Estado. O município é a origem dos vencedores das três categorias do Concurso de Qualidade de Microlotes de Café “Single Origin”, promovido pela Coopeavi. O anúncio dos campeões foi feito no encerramento da 6ª Semana Tecnológica do Agronegócio, no dia 19 de agosto. Com notas superiores a 85 pontos, os primeiros colocados são: Sidney Grunewald (Categoria Arábica), sua esposa, Alessandra Sassemburg (Feminino) e Giovanio Cesar Sering (Categoria

Conilon). Cada produtor teve a saca de café arábica comprada pela cooperativa a R$ 1.800,00 e café conilon por R$1.000,00. Além disso, terão suas histórias contadas no rótulo da série especial de cafés torrados e moídos “Pronova”, lançada durante a STA. Sering já venceu outro prêmio da cooperativa e se diz muito feliz com o resultado. “É uma alegria grande. A primeira vez já não é fácil de ganhar, agora manter a qualidade do seu café com um trabalho bem feito é ainda mais difícil. Para adquirir qualidade, você tem que abraçar a roça, tratá-la como sua família durante o dia.” A campeã da primeira edição do concurso feminino, Alessandra Sassemburg, comprovou a importância da mulher na produção de cafés de

qualidade. “É um trabalho árduo que a gente vem fazendo no dia a dia juntamente com a família, com muito carinho, amor e cuidado, porque, afinal, estamos produzindo um alimento”, declarou. Logo após o anúncio, a família foi surpreendida com a vitória do marido da cafeicultora, Sidney Grunewald, na categoria Arábica. “O segredo é dedicação e amor. A vitória é uma motivação para outros produtores, que veem valor agregado e potencial na nossa região”.

É um trabalho que a gente vem fazendo com carinho, amor e cuidado. Afinal, estamos produzindo alimento Alessandra Sassemburg, primeira campeã do Concurso Feminino

PREMIAÇÃO ARÁBICA MASCULINO

Sidney Grunewald

Itarana

Jose Delpupo

Afonso Cláudio

Silvanius Kutz

Itarana

PREMIAÇÃO ARÁBICA FEMININO

Alessandra S. Grunewaldt

Itarana

Geisilane Timm

Itarana

Viviane Kinaak Antunes Delpupo

Afonso Cláudio

PREMIAÇÃO CONILON

Giovanio Cesar Sering

Itarana

Jose Braz Ortelan

Santa Teresa

Mariceia A. B. Pancini

Cachoeiro De Itapemirim

Concurso estimula qualidade para agregar valor ao café O objetivo do concurso é incentivar o produtor a focar em qualidade. “É um mercado que está despontando cada vez mais e a cooperativa, por sua vez, incentiva esse tipo de produção para agregação de valor na cafeicultura”, destaca o gerente do Negócio Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso. Para ele, a ideia do “Single” é estimular os participantes a se empenharem ao máximo para garantir uma boa colocação. “A busca por bebidas únicas é a visão da cooperativa diante da terceira onda do café:

o consumidor. Hoje, ele está interessando em conhecer as origens do café que toma”, finaliza. A analista do Sebrae/ ES Karla Cardoso destaca a seriedade da Coopeavi na criação da nova marca.“A Pronova é a oportunidade de o pequeno produtor aparecer. Os cafés especiais têm histórias por trás, e a cooperativa está trazendo a imagem do produtor para o consumidor final. Com a marca forte, podemos viabilizar o acesso dos pequenos produtores a grandes redes varejistas”, avalia .


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Coopeavi presente em feira de negócios em Minas Gerais A cooperativa fez representação das suas duas lojas na região, além do Armazém de Café de Caratinga e cafés especiais

Coopeavi marcou A presença na Feira de Negócios Agropecuários

do Sicoob Credcooper (Fenasc 2017), de 24 a 26 de agosto, em Caratinga (MG). Em um dos 70 estandes do evento, a cooperativa fez representação das suas duas lojas na região, a de Caratinga e de Inhapim, além do Armazém de Café da primeira cidade. O local teve ainda várias amostras de cafés especiais. Além disso, os gerentes executivo de marketing, Daniel Piazzini; e o do Negócio Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso, palestraram durante a Feira, cujo objetivo é alavancar os empreendimentos e aquecer o comércio local. A Coopeavi participa pelo segundo ano consecutivo do evento criado em 2016. Segundo o gerente regional Rio Doce da Coopeavi, André de Oliveira, a Coopeavi conta com 600 associa-

dos naquel parte de Minas. Oliveira ressalta ainda a importância da intercooperação entre as cooperativas agropecuária e de crédito. “Nós temos uma parceria muito boa com o Sicoob Credcooper, estamos sempre juntos em encontros, mantendo uma parceria de sucesso. Participamos ativamente da feira na expectativa de agregar novos sócios para a Coopeavi”, destaca André. FALA

Piazzini e Cardoso palestraram durante a Feira de Negócios

Temos uma parceria boa com o Sicoob Credcooper, estamos sempre juntos, mantendo uma parceria de sucesso André de Oliveira, gerente regional

Encontro de casais promove intercâmbio entre cooperados

Casais de diferentes idades e localidades se reuniram em julho

O Instituto Coopeavi reuniu maridos e mulheres em um primeiro Encontro de Casais. O evento foi realizado no último dia 01 de julho, em Santa Maria de Jetibá, com a participação de 34 pares. O objetivo do encontro é colocar os homens a par do que acontece nos núcleos femininos assistidos pela cooperativa em Garrafão (Santa Maria de Jetibá), Vila Pontões (Afonso Cláudio), Alto Jatibocas (Itarana) e sede de Santa Maria de Jetibá. Para sensibilizar os maridos sobre a importância da mulher na vida pessoal e nas atividades

rurais, Usiel Carneiro de Souza ministrou uma palestra durante o evento. A analista de projetos do Instituto Coopeavi, Marcela Takiguti, espera que os homens incentivem cada vez mais as mulheres a participarem das atividades da cooperativa. “Com isso, a gente fortalece cada vez mais o cooperati-

O intuito no futuro é envolver também os filhos com a formação de grupos de jovens Marcela Takiguti, Analista de projetos do Instituto Coopeavi

vismo nas famílias. E o intuito no futuro é envolver também os filhos com a formação de grupos de jovens”, disse. A agricultura Dagmar Krause Spamer, mulher do cooperado Martin Spamer, de Francisco Correia (Afonso Cláudio) participou pela primeira vez. “A gente estava numa expectativa muito grande, foi a primeira vez. Gostei muito da palestra, do ambiente, foi ótimo. Agora é colocar em prática o que vimos”, destacou. “A cooperativa deve fazer este tipo de evento sempre, é muito bom para o pessoal se unir mais”, completou Martin.


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Coopeavi representada no Fórum Mundial de Produtores de Café Evento aconteceu de 10 a 12 de julho, em Medellín, na Colômbia, e reuniu representantes de várias partes do mundo Cooperativa AgroA pecuária CentroSerrana (Coopeavi)

esteve representada no 1º Fórum Mundial de Produtores de Café, que reuniu cafeicultores, exportadores, importadores, compradores, torradores e distribuidores de 10 a 12 de julho, em Medellín, na Colômbia. Durante três dias, os participantes discutiram os desafios da cafeicultura no planeta. O gerente do Negócio Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso, teve a missão de representar os cafeicultores cooperados e trazer informações relevantes sobre o mercado cafeeiro para o

O Fórum discutiu diversas experiências com o café no mundo

dia a dia da cooperativa. “Foi importante para a Coopeavi estar presente porque nós representamos os produtores. Durante o fórum, foi possível ver o que outros países estão fazendo na cafeicultura, quais são os avanços e para onde esse mercado está

Representantes capixabas em Medelín, Colômbia.

caminhando”, declara Cardoso. Só para se ter uma ideia, 25 milhões de famílias trabalham nas fazendas produtoras em todo o mundo. Dentro da indústria, todos os integrantes da cadeia produtiva formam uma parte essencial no valor da rede de café que começa na plantação e termina no copo. Atualmente, estamos enfrentando grandes desafios, como a sustentabilidade econômica do produtor, a produtividade, a volatilidade do preço internacional, as mudanças climáticas e o aumento da demanda para mais de 50 milhões de sacas nos próximos dez a 15 anos. Segundo o gerente da cooperativa, o Fórum Mundial analisou todos esses desafios de uma

maneira compreensível, com especialistas de todo o mundo debatendo sob os princípios de corresponsabilidade FALA

Durante o fórum, foi possível ver o que outros países estão fazendo na cafeicultura e quais são os avanços Giliarde Cardoso, gerente do Negócio Café Coopeavi

e cooperação. “O objetivo é ter uma produção voltada principalmente para as questões sustentáveis, não só as ligadas ao meio ambiente. Sustentabilidade também acontece na sucessão familiar nas propriedades. Com a baixa remuneração para os produtores, o êxodo rural é a realidade de muitos países.” Giliarde Cardoso destaca ainda a importância da participação da Coopeavi no evento na questão dos cafés certificados. “Interessante saber como o mercado está olhando para esses cafés, cada vez mais valorizados. A ida ao Fórum Mundial foi muito importante para nós”. A participação da cooperativa se deu graças ao apoio do Sistema OCB/ Sescoop-ES.


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PIO

Corteletti

R E G U L A M E N T O O F I C I A L / WWW.COOPEAVI.COOP.BR

A R Á B I C A

Abertas inscrições para o Prêmio Pio Corteletti Arábica Depois da edição voltada para produtores de conilon, concurso quer conhecer os melhores grãos da variedade arábica

M

ais um concurso de qualidade de café convoca a participação dos associados à Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi). Depois da edição voltada para produtores de conilon, chegada a hora do Prêmio Pio Corteletti Arábica. As inscrições seguem até 17 de novembro. O prêmio tem por objetivo identificar, incentivar e premiar os melhores cafés da espécie Coffea Arabica, também chamado de café arábica, produzidos em todo o Estado do Espírito Santo como forma

mais eficaz de conquista de novos mercados e atender à crescente demanda por produto com qualidade superior. Os três primeiros colocados vão receber prêmios em dinheiro no valor de R$ 5.000, R$ 3.000 e R$ 2.000, respectivamente. Serão aceitos os cafés preparados por via úmida, ou seja, descascados em cereja (Cereja Descascado) e/ou despolpados, processo de secagem ao sol ou fornalha de fogo indireto. Não serão admitidos cafés brunidos, chuvados, com mau cheiro, enfumaçados e fermentados. As amostras inscritas deverão ser de lotes homogêneos produzidos na propriedade do produtor participante. O mesmo produtor po-

derá inscrever-se com no máximo um lote, devidamente identificado conforme o regulamento. Tamanho dos lotes Cada lote único inscrito por produtor deve possuir no mínimo cinco sacas beneficiadas (300

17 de novembro é o prazo final para as incrições dos associados da Coopevi

kg líquidos) e no máximo 30 sacas beneficiadas (1.800 kg líquidos), devidamente acondicionadas em sacaria de estopa nova. Conforme o

regulamento, há regras para a participação de meeiros, desde que estejam associados à Coopeavi. Para participar, o padrão exigido é café do tipo 2/3 até 26 defeitos, conforme a Classificação Oficial Brasileira (COB), máximo 8% de catação, cor característica da safra (2017/2018), aspecto uniforme, 12% máximo de umidade e pontuação mínima de 85 pontos, tendo como base a metodologia SCAA (Specialty Coffee Association of America/ Associação Americana de Cafés Especiais). A amostra representativa do lote deverá ter 3 kg e ser enviada para qualquer loja da Coopeavi até 17 de novembro. A inscrição definitiva se dará apenas com a co-

mercialização, entrega e conferência do café até a data limite. Datas e prazos A divulgação da lista dos produtores aptos a participarem será no dia 22 de novembro. Já o período de comercialização acontecerá entre 23 de novembro e 5 de dezembro. O evento de encerramento com a premiação dos primeiros colocados está prevista para 9 de dezembro em local a definir. em números

R$ 5.000

é o valor do prêmio do primeiro colocado

R$ 3.000

para o segundo colocado

R$ 2.000

para o terceiro colocado

O julgamento e os resultados

As amostras inscritas deverão ser de lotes homogêneos

A comissão julgadora será composta por no mínimo três profissionais, devidamente reconhecidos no mercado de cafés finos e especiais. A metodologia de prova será baseada no protocolo internacional da SCAA (Specialty Coffee Association of America/ Associação Americana de Cafés Especiais). A armazenagem dos cafés participantes do concurso ficarão a cargo da Coopeavi. Após a data estipulada para a preparação final dos lotes, a banca examinadora determinará um representante para a verificação “in loco” da fidelidade dos lotes finais com a

amostra submetida ao concurso. Os lotes que apresentarem discrepâncias em relação à amostra, descaracterizando a qualidade e quantidade avaliada, serão desclassificados. O produtor que não comercializar o lote inscrito até a data limite estará automaticamente desclassificado do concurso. Serão declarados vencedores os cafés que obtiverem as maiores notas na Avaliação Sensorial. A título de reconhecimento por qualidade, os organizadores do Concurso Pio Corteletti se propõem a comprar todos os lotes inscritos

no concurso, pagando um ágio proporcional ao cumprimento dos requisitos previstos no regulamento. Serão R$ 150,00 por saca sobre o valor de mercado do café Arábica, bebida dura com máximo de 10% de cata, Padrão 1A Coopeavi devidamente aprovados e entregues na cooperativa. O prazo de pagamento dos lotes comercializados será de sete dias úteis a partir da data da emissão da nota fiscal de venda. Para o pagamento das premiações, deve-se emitir nota complementar conforme o valor apurado.

Coope Notícias - Agosto 2017 - ED #46  

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