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Edição 44 Ano 8 Março 2017 Santa Maria de Jetibá - ES

O jornal do cooperado da:

ASSEMBLEIA

AGO 2017 reúne 1.300 pessoas e anuncia resultados

Coopeavi teve R$ 5,7 milhões de sobras líquidas em 2016 e, desse valor, vai distribuir R$ 1,5 milhão entre os cooperados até o final do ano

Reuniões pré-assembleia foram realizadas em municípios do Espírito Santo e Minas Gerais pág. 3

Campanha “Assembleia Solidária” arrecada mais de 1 tonelada de alimentos pág. 6

Normativa no Ministério da Agricultora estabelece prazo até março de 2018 para registrar granjas pág. 8


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Por dentro da Coopeavi

Palavra da Diretoria

Informativo Bimestral da Coopeavi Santa Maria de Jetibá - ES Ano VIII – Nº 44

A força do cooperativismo N

esta edição do Coope Notícias apresentamos um especial sobre a nossa movimentação para prestar contas aos Cooperados. Viajamos mais de 1.000 quilômetros para realizar reuniões pré-assembleia com produtores capixabas e mineiros, que fazem da Coopeavi o que ela é. Não é novidade para ninguém a crise que estamos enfrentando, na esfera econômica, política e hídrica. Tudo isso impacta nossas atividades agropecuárias. Mesmo assim, conseguimos neste último ano apresentar o melhor Ebtida desde 2013, um indicador financeiro que demonstra o nosso esforço para manter uma cooperativa forte para trabalhar junto com o homem do campo. Falando nisso, já somos mais de 11 mil cooperados.

A força de uma coope- força da união, arrecadar rativa é feita pela par- mais uma tonelada de ticipação de seus asso- alimentos e materiais de ciados. Ficamos muito limpeza para beneficiar felizes por ver que os duas instituições: Assoprodutores atenderam ciação de Pais e Amigos nosso chamado e lota- Excepcionais (APAE) e ram todas as reuniões o Hospital Concórdia, que realizaambos em Sanmos neste mês ta Maria de Jede março, seja tibá. nas reuniões Essa união, a Temos pré-assemforça de mobibleia quanto consciência lização e a vonque as na Assembleia tade de evoluir Geral Ordiná- necessidades junto com os dos ria (AGO). Ao demais por todo mais de cooperados meio da nossa 1.600 pesso- muda a cada co op erativa , as estiveram são prerrogatinovo dia conosco para vas que insistisaber mais soremos sempre bre a cooperapara não deixar tiva. Somente de existir. Por a AGO reuniu mais de isso, estamos sempre 1.300 pessoas em Santa em busca de inovação, Maria de Jetibá. tecnologia e, o mais imAlém dos resultados portante, estar perto do operacionais, a AGO cooperado. Na página deste ano foi um mo- 7, apresentamos uma mento ímpar, pois con- nova forma de trabalhar seguimos, por meio da junto com o cooperado,

identificando as necessidades no campo para fortalecer os cooperados. Realizamos o nosso trabalho de mobilizar as pessoas quando saímos na frente e apresentamos uma solução para facilitar a vida do avicultor, como apresentamos na página 8. Orientamos no campo e em eventos como o Qualificaves, que chega ao seu 4º ano de existência com uma proposta reformulada para atender os anseios e as necessidades dos produtores. Sempre acreditamos no poder do cooperativismo de unir pessoas do bem, com o objetivo de produzir alimento e alimentar o mundo. Esperamos que a leitura desse informativo possa contribuir muito com o seu sucesso. Boa Leitura!

GIRO RÁPIDO Lançamento do Dia C no Espírito Santo

As cooperativas capixabas conheceram as novidades da campanha em torno do Dia do Cooperativismo, o Dia de Cooperar 2017, com uma palestra promovida pela OCB/ Sescoop/ES com Richard Ruppelt. A assistente de comunicação e marketing e agente de desenvolvimento humano (ADH) da Coopeavi, Simone Holz Loose, e a bióloga e ADH Marcela Takiguti participaram do evento.

Encontro de Secretários Municipais

A Coopeavi apoiou o 1º Encontro Estadual de Secretários Municipais de Agricultura e Meio Ambiente, realizado nos dias 03 e 04 de abril, no China Park, em Domingos Martins. O evento reuniu mais de 100 participantes e discutiu sobre a construção de barragens, reflorestamento entre outros assuntos.

Temer barra importação de café do Vietnã

O presidente Michel Temer decidiu suspender provisoriamente a importação de 60 mil toneladas de café do Vietnã, na Ásia, com atrativa redução de impostos. A suspensão foi determinada pelo Planalto, um dia após a Câmara de Comércio Exterior ter publicado resolução autorizando a importação de 1 milhão de sacas de conilon, usado na produção de café solúvel.

Desenvolvimento sustentável

Mais de 200 pessoas participaram, em São Paulo, do seminário internacional “O Cooperativismo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Combinando Impacto Econômico e Social por um Futuro Melhor”. O objetivo é discutir um plano de ação para o setor cooperativista colocar em prática nos próximos anos.

Diretoria Executiva

Arno Potratz PRESIDENTE

Denilson Potratz VICE-PRESIDENTE

Argêo João Uliana DIRETOR ADMINISTRATIVO COMERCIAL

Avelino Hell, Cláudio Novelli, Ederson Jacob, Edival Corteletti, Fábio Fösh e Willian Espíndula CONSELHO ADMINISTRATIVO

Elimar Schwambach, Marco Aurélio Kurt e Solimar Plaster CONSELHO FISCAL

Carlos A. Lima, Daniel Piazzini, Luís C. Brandt e Marcelino Bellardt GERÊNCIA EXECUTIVAS

Fred Colnago PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Domicio Faustino, Leandro Fidelis e Thagner Kuster TEXTOS

Simone Holz Loose e Domicio Faustino REVISÃO

Arquivo Coopeavi Domicio Faustino, Gabriel Lôrdello, Simone Holz Loose Tadeu Bianconi FOTOS

Tiragem: 3.000 Fale Conosco (27) 3263-4750 – ramal 4830 imprensa@coopeavi.coop.br

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Carreta itinerante John Deere A carreta itinerante da John Deere, o “Tratour”, passou por Santa Maria numa parceria entre a Coopeavi e a Lipetral. No dia 02 de março, o veículo ficou no pátio da Loja Matriz da cooperativa para palestras e rodadas de negócios. Este ano, o Tratour Jonh Deere completa três temporadas no Brasil levando estrutura completa, com sala para aproximada-

mente 45 pessoas e especialistas mostrando os diferenciais, benefícios e versatilidade dos equipamentos, além dos pacotes de peças e serviços. O objetivo é proporcionar conhecimento sobre as soluções integradas, além de condições especiais para a aquisição de equipamentos. A carreta itinerante percorrerá 125 cidades em 19 Estados brasileiros.


Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

Especial AGO 2017

Reuniões pré-assembleia em várias regiões Encontros voltam a aproximar cooperados das decisões e metas da cooperativa às vésperas da Assembleia Geral as prévias da AsN sembleia Geral Ordinária (AGO), realizada

anualmente pela Coopeavi, são a oportunidade de os cooperados ficarem mais próximos dos rumos da cooperativa. Em 2017, os encontros voltaram a ser realizados nas comunidades, abrindo espaço para os produtores tirarem suas dúvidas e contribuírem para as estratégias da Coopeavi. As cidades de Venda Nova do Imigrante e Vila Valério, no Espírito Santo, e Caratinga e Conselheiro Pena, em Minas Gerais; foram as cidades onde a Diretoria da cooperativa esteve presente para ouvir os anseios dos cooperados. Em Vila Valério, 120 pessoas participaram da pré-assembleia na quadra de esportes da Escola Municipal Caio Fred Daré Grigoleto. O gerente da filial local, Dyone Edirlei Dalmonech, destaca a boa aceitação do evento entre os cooperados locais. “Os cooperados elo-

giam as pré-assembleias porque fica mais fácil ter acesso aos resultados da Coopeavi. O trabalho em conjunto com o cooperado cria uma parceria forte”, avalia Dalmonech. Já em Venda Nova do Imigrante, 73 cooperados participaram da pré-assembleia na sede da “Pronova Coffee Stories”, projeto da Coopeavi voltado ao café de qualidade. Segundo o cooperado Pedro Carnielli, os diretores conseguiram levar as informações relevantes aos cooperados da região. “A pré-assembleia é a melhor forma de reunir os cooperados, pois mostra a transparência da cooperativa nas suas estratégias e prepara os produtores para anos difíceis como enfrentamos em 2016”, diz Carnielli. O gerente executivo de marketing da Coopeavi, Daniel Piazzini, considera fundamental essa aproximação para diminuir os ruídos na comunicação. “Essas reuniões pré-assembleias levam informações oficiais aos cooperados e eliminam o ‘rádio-corredor’. Recomeçamos do zero e queremos reunir cada vez mais associados”, disse.

Encontro em Venda Nova do Imigrante (ES) reuniu 73 pessoas

Em Vila Valério (ES) 121 cooperados participaram do evento

FALA

40 pessoas participaram da pré-assembleia em Conselheiro Pena (MG)

A pré-assembleia é a melhor forma de reunir os cooperados, pois mostra a transparência da cooperativa Pedro Carnielli, cooperado de Venda Nova

Os encontros levam informações oficiais e eliminam o ‘rádiocorredor’. Queremos reunir cada vez mais associados Daniel Piazzini, gerente executivo de marketing da Coopeavi

Em Caratinga (MG) a reunião contou com a presença de 100 pessoas

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Especial AGO 2017

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

AGO 2017

Coopeavi reúne mais de 1.300 pessoas na AGO 2017 Cooperados aprovam o relatório de atividades com resultado de R$5,7 milhões e o melhor Ebtida desde 2013

pesar das mudanças A no cenário econômico, crise hídrica e das

incertezas na política nacional, a Coopeavi anuncia resultado de R$ 5,7 milhões. O valor é referente às sobras líquidas de 2016. Desse, um total de R$ 1,5 milhão será revertido para os cooperados, sendo 50% na conta capital e outros 50% disponibilizados em crédito nas 20 lojas da cooperativa até o fim deste ano. Os resultados do ano anterior foram apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), na tarde do dia 25 de março, em Santa Maria de Jetibá. Mais de 1.300 pessoas, sendo 900 cooperados, lotaram o ginásio de esportes para assistir à apresentação dos resultados da cooperativa no ano que terminou e conhecer os projetos para 2017. O presidente da Coopeavi, Arno Potratz, agradeceu a presença dos cooperados. “O associado é aquele que negocia conosco e, por essa razão, compreende que a evolução da cooperativa é o seu próprio cresci-

Durante a Assembleia, os cooperados aprovaram as contas de 2016

mento. Você é a razão de todo o nosso esforço em crescer e melhorar, e esperamos que continuem a depositar em nós sua confiança e credibilidade para os próximos anos”, declarou. Além de prestar contas, a AGO 2017 elegeu novo Conselho Fiscal, mostrou a evolução dos negócios e anunciou investimentos para os próximos meses. Ao final, os cooperados participaram de um jantar oferecido pela cooperativa. A diretoria da Coopeavi afirma estar preparando a cooperativa para um

novo ciclo de crescimento no pós-crise, sempre em busca de equilíbrio para manter o trabalho com qualidade, economicamente viável e com a credibilidade junto ao cooperado para continuar a figurar como uma das 400 maiores empresas do agronegócio brasileiro.

“Na assembleia, a cooperativa divulga o que arrecada e o quanto gasta. Como pequeno produtor cooperado, fico em condições de competir de igual para igual com um grande produtor. Essa é a maior vantagem.” Gecimar A. Fernandes,

“Tenho 20 anos de Coopeavi e participar é importante porque a gente quer saber como a cooperativa anda. Nós temos a concorrência de preço das outras, mas a Coopeavi ainda nos garante o menor.” Lecindo Gums

EM NÚMEROS

R$ 5,7 milhões É o valor referente às sobras líquidas da Coopeavi em 2016

R$ 1,5 milhão

É o valor a ser distribuído entre os cooperados até o final deste ano

Faturamento aumenta com venda de produtos Quarto maior varejista do Espírito Santo - de acordo com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), a Coopeavi teve um aumento de 8,07% no faturamento bruto desde 2015 na venda de produtos agropecuários. Em 2016, somente as 20 lojas da cooperativa foram responsáveis por um faturamento de R$ 211,4 milhões. O ano passado também marcou o melhor resultado dos últimos

três anos no Ebtida. Com aumento de 20%, trata-se de um indicador financeiro que representa quanto uma empresa gera de recursos através de suas atividades operacionais, sem contar impostos e outros efeitos financeiros. Outro destaque é o aumento do número de cooperados. Com a chegada de 651 produtores, a família Coopeavi passa a ter em seu quadro social 11.380 associados.

“Venho à assembleia para mostrar aos meus filhos como funciona o cooperativismo e fazê-los se acostumar. Nós gostamos de nos informar sobre a renda do café e é difícil me ver fora da cooperativa.” Clóvis Plaster

“Gosto de participar sempre que posso porque sou parte da cooperativa e me beneficio com ela. Aqui, vejo que a Coopeavi está bem e é por meio dela que consigo adquirir produtos em melhores condições.” Daniel Discher,

DEPOIMENTOS

“A assembleia ajuda muito a gente a se informar sobre a cooperativa. Ela facilita a compra de produtos, com bom prazo nas lojas. E na agricultura, todo ano a gente precisa comprar para manter a atividade.” José Bento Zamprogno, Tabocas, Santa Teresa-ES

S. L. da Boa Sorte, Afonso Cláudio-ES

Santa Luzia, S. Maria de Jetibá-ES

Alto Jatibocas, Itarana-ES

Rio das Pedras, Santa Leopoldina-ES


Especial AGO 2017

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

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AGO 2017

Coopeavi compra mais cafés especiais

Coopeavi comprou A 10,97% a mais de sacas de cafés especiais em

2016, comparado com o ano anterior. O percentual representa 4.408 sacas de um total de 23.300 sacas de grãos altamente selecionados das variedades arábica e conilon. A compra de cafés finos é um divisor nos negócios da cooperativa, uma vez que a forte crise hídrica dos últimos três anos fez a produção agropecuária acumular perdas econômicas inimagináveis. Conforme relatório divulgado, a Coopeavi comercializou 140.580 sacas no ano passado, sendo 16,57% de sacas de cafés especiais. A possibilidade de alcançar preços acima do que é pago pelo mercado convencional cafeeiro é um chamariz para os cafeicultores ligados à

Coopeavi. Produtores de Santa Maria de Jetibá, Itarana, Itaguaçu, Vargem Alta, Santa Teresa, Afonso Cláudio, Venda Nova, Castelo e outros municípios vêm investindo cada vez mais em cafés finos, com melhoria da qualidade de vida e da credibilidade no cooperativismo. Mesmo com todo o cenário conturbado, em 2016 a Coopeavi continuou a investir para fortalecer suas cadeias produtivas. Na cafeicultura, a cooperativa arrendou, em outubro, um galpão para armazenar cafés em Caratinga (MG), uma demanda antiga dos cooperados do Leste mineiro. Além disso, para este ano, está prevista a climatização do armazém de café de Vila Valério, um investimento de R$ 30 mil.

Cafés descascados em processo de secagem no terreiro suspenso

Aumento nas vendas de aves e esterco A avicultura gerou alguns resultados positivos para a cooperativa em 2016. Segundo relatório, o comércio de aves de postura aumenEM NÚMEROS

R$ 2 milhões

É a previsão de investimentos da para 2017, parte deste valor no Condomínio Avícola

tou 16,4%, enquanto o de esterco subiu 15,1%, em comparação com os anos de 2014 e 2015, respectivamente. Apesar da atual crise econômica, que impactou no comércio de ovos em caixas e de ovos pasteurizados, a Coopeavi realizou investimentos. Em julho, a cooperativa inaugurou o primeiro

Condomínio Avícola para produção de ovos do país. A cooperativa prevê investir cerca de R$ 2 milhões este ano, incluindo reformas na Fábrica de Rações de Santa Maria e na unidade de Baixo Guandu, além da construção do segundo galpão do Condomínio Avícola.

“Agradecemos principalmente ao associado, aquele que negocia conosco e compreende que a evolução da cooperativa é o seu próprio crescimento. Você é a razão de todo o nosso esforço em crescer e melhorar.” Arno Potratz,

“Às vezes, precisamos tomar medidas enérgicas, não podemos aceitar que essa conta da corrupção no país venha para nós pagarmos. Nós precisamos estar juntos, de mão dadas, para enfrentar essa crise.” Denilson Potratz

DEPOIMENTOS

“Devo destacar a credibilidade que a cooperativa traz. A Coopeavi é de cadeia integrada, dessa forma, expandiu seus negócios e isso dá um salto diferenciado por conseguir falar com todos os seus associados.” Evair de Melo, deputado federal

“A Coopeavi faz a união dos agricultores em prol da linha de trabalho que propõe. É importante essa união no cooperativismo, pois dá mais resultados do que a gente conseguiria só por meio da política.” Egnaldo Andreatta, secretário de Agricultura de SMJ

“O que mais admiro é saber que a cooperativa é a maior empresa do município. O povo participa porque está interessado. Aprendi a gostar do cooperativismo, que é somar, agrupar, comprar e vender melhor.” Hilário Roepke, prefeito de Santa Maria de Jetibá

presidente da Coopeavi

vice-presidente da Coopeavi


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Especial AGO 2017 - Instituto Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

Equipe da Coopeavi, alunos, funcionários da Apae durante entrega das doações em abril: a cooperativa é parceira das instituições locais

‘Assembleia Solidária’: mais de 1 tonelada de produtos arrecadados Alimentos e materiais de limpeza foram doados em abril ao Hospital Concórdia e à Apae de Santa Maria de Jetibá Coopeavi aproveiA tou sua Assembleia Geral Ordinária (AGO),

no dia 25 de março, para uma ação social inédita no evento. A equipe do Instituto Coopeavi arrecadou mais de 1 tonelada de alimentos não-perecíveis e mais de 80 litros de materiais de limpeza, frutos da participação espontânea dos cooperados em prol das entidades locais. Os produtos foram entregues à Associação dos Pais e Amigos dos

Excepcionais (Apae) e à Fundação Hospitalar Beneficente Concórdia, ambos em Santa Maria de Jetibá, no início de abril. O presidente do hospital, Gerson Marquardt, enalteceu a iniciativa da Coopeavi. “O hospital recebe muitas doações da população geral e a cooperativa, além desta campanha atual, sempre nos aju-

Graças a essas ações, as entidades conseguem manter a qualidade na prestação do serviço à população. Pablo Henrique de Melo, procurador da Apae

da muito durante o ano quando solicitamos”, diz. Para o procurador da Apae e advogado do hospital, Pablo Henrique de Melo, a ação social da cooperativa reforça o voluntariado e o compromisso das empresas e instituições em geral com as entidades filantrópicas. “Os recursos que nos são repassados pelo poder público nunca são suficientes, por isso essas doações quando vêm são muito relevantes. Graças a essas ações, as entidades conseguem manter a qualidade na prestação do serviço à população”, afirma. A diretoria da Coope-

Entrega das doações ao Hospital Concórdia

avi está satisfeita com sua primeira “Assembleia Solidária” e pretende aproveitar outras ocasiões para promo-

ver ações semelhantes, sempre em benefício das instituições sociais da sua área de abrangência.


Consultoria Técnica

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

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Cooperativa verifica demandas para próximos dias de campo A ideia é levar informação de qualidade até os produtores rurais para geração de renda nas propriedades

Silagem foi tema de Dia de Campo em Cuieté (MG)

difusão de tecnoA logias entre os produtores rurais para a

geração de renda nas propriedades é o principal objetivo dos dias de campo promovidos pela Coopeavi. Este ano, o departamento técnico da cooperativa implantou uma nova metodologia para verificar demandas dos cooperados capixabas e mineiros por temas pertinentes aos seus negócios. Segundo o gerente do departamento, Avelino Neto Abreu, a Coopeavi conta com o suporte de dez especialistas para todas as áreas de atuação da cooperativa, que estão identificando os anseios dos produtores rurais para transformá-los em dias de campo, mini reuniões, palestras, além de treinamentos

internos para equipes das filiais. “O objetivo é levar informação que auxilie os cooperados a gerarem renda, além de promover a cooperativa no sentido de fidelizar os atuais cooperados e conquistar novos associados”, destaca Avelino. Os eventos técnicos também estão alinha-

fensivos) e Yara (adubo), a Coopeavi promoveu Dias de Campo em Santa Maria de Jetibá e Afonso Cláudio, sobre os temas tomaticultura e cafeicultura, respectivamente. O primeiro foi realizado na propriedade do cooperado Armando Braun, com a participação de 90 pessoas, enquanto o segundo Dia de Campo, ocorreu na propriedade cafeeira de José Luiz Fraisleben, em Afonso Claudio, onde 50 pessoas estiveram presentes. É possível acompanhar o calendário dos próximos evento no site da Coopeavi a Coopeavi (www. coopeavi.coop.br).

FALA

O objetivo é levar informação que auxilie os cooperados a gerarem renda, além de promover a cooperativa Avelino Abreu, gerente do departamento técnico da Coopeavi

GSB2

Evento sobre tomate

dos ao trabalho in loco da equipe técnica da Coopeavi. Em fevereiro e março, a cooperativa promoveu sete Dias de Campo. Entre ele, no dia 03 de março, em parceria com a Biomatrix e Fertipar, sobre produção de silagem de milho e sorgo em Cuieté, em Conselheiro Pena (MG). O evento, em sua primeira edição na cidade, ocorreu na propriedade do cooperado José Mauro Dias Vasconcelos e reuniu 25 produtores da região. Já nos dia 31 de março e 1º de abril, foi a vez da região serrana capixaba. Em parceria com Azud (irrigação) Syngenta (de-

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Avicultura

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

Artigo do Ovo

com Tarcísio Simões Pereira Agostinho Médico Veterinário e Mestre em Zootecnia

Produtores têm até março de 2018 para registrar granjas P

roprietários de estabelecimentos avícolas de postura comercial têm até março de 2018 para realizarem o registro junto ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf). A Instrução Normativa (IN) nº 08, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, de 17 de fevereiro deste ano, ampliou esse prazo e garantiu tolerância de mais seis meses - a partir de março para o telamento das granjas.

A nova legislação entrou em vigor no mês de março e vale para granjas com galpões californianos (a exigência já valia para os automáticos e de aves de corte). Caso não seja cumprida, os produtores ficam proibidos de realizar novos alojamentos de aves. A medida é para garantir a saúde dos plantéis diante do avanço de doenças como a gripe aviária. Em dezembro passado, um caso foi registrado no Chile. “O Brasil é um grande exportador de aves e ovos, e qualquer registro de doença poderia nos prejudicar no cenário econômico internacional”, alerta o médico veterinário da Coopea-

O Brasil é um grande exportador de aves e ovos, e qualquer registro de doença poderia nos prejudicar no cenário econômico internacional

vi, Tarcísio Simões Pereira Agostinho. Segundo Tarcísio, o processo para registro das granjas começou há dez anos em todo o Brasil com a IN nº 56. O objetivo é a adequação das granjas, com controle mais rigoroso para evitar doenças como a influenza aviária. Depois da criação da lei, foram criadas outras instruções normativas complementares, dando novos prazos para os produtores. No entanto, poucas granjas do país se registraram. Com a pressão maior devido à iminência de doenças nos planteis de postura comercial, foi necessário ampliar os prazos depois da data limite, que era o ano de 2012. De acordo com o veterinário, todas as granjas capixabas, seja de pequenos ou grandes produtores, estão se adequando. A Coopeavi também estáfazendoasuaparte, regularizando os seus galpões próprios- entre eles o Condomínio Avícola - e orientando os seus cooperados em pelo menos 80 granjas. A maioria está situa-

A Coopeavi também está fazendo a sua parte, regularizando os seus galpões próprios- entre eles o Condomínio Avícolae orientando os seus cooperados em pelo menos 80 granjas da em Santa Maria de Jetibá, mas existem estabelecimentos ligados à cooperativa em Domingos Martins, Afonso Cláudio, Santa Teresa, Santa Leopoldina e Guarapari. No dia 04 de abril, o veterinário Tarcísio Simões ministrou uma palestra para 42 produtores, quando esclareceu mais a fundo a IN nº 8. “Em menos de um mês da lei em vigor, reunimos nossos produtores para ganharmos tempo”. “Nós estamos fechando parcerias com consultorias privadas em busca de melhores preços para obtenção do registro, porque a cooperativa não pode se comprometer a re-

Em menos de um mês da lei em vigor, reunimos nossos produtores para ganharmos tempo. Nós estamos fechando parcerias com consultorias privadas em bu sca de melhores preços para obtenção do registro gistrar todas as granjas”, diz Tarcísio. Telamento Entre as exigências previstas pela IN nº 08 está a instalação de tela

de, no máximo, uma polegada para evitar a entrada de pássaros no galpão. Com o telamento, o acesso de pessoas e veículos deverá seguir um protocolo. Segundo Tarcísio, a propriedade deverá registrar os acessos e passar os veículos pelo processo de desinfecção. O veterinário dá dicas de como economizar no telamento das granjas, sem deixar de cumprir as exigências da nova legislação. Ele afirma que existem no mercado telas de nylon e polietileno, no lugar das tradicionais de arame, que são mais leves e flexíveis e facilitam a remoção quando os produtores forem manusear esterco.


Avicultura

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Começa ciclo de palestras do Qualificaves Postura Comercial “Controle de moscas e tratamento adequado de esterco” foi a palestra inicial com veterinário da Coopeavi o dia 05 de abril foi N dado início ao ciclo de palestras do Pro-

grama Anual de Capacitação de Avicultores – Qualificaves Postura Comercial 2017 realizado pela Coopeavi em parceria com a Aves (As-

Depois de alimentadas, as larvas buscam a parte mais seca do esterco ou solo onde se transformam em pupas. Após 5 a 6 dias, nascem as adultas

Tarcísio Simões, médico veterinário da Coopeavi

sociação de Avicultores do Espírito Santo). O primeiro módulo trouxe como tema “Controle de moscas e tratamento adequado de esterco” e foi ministrado por Tarcísio Simões Pereira Agostinho, médico veterinário da Coopeavi, mestre em Zootecnia pela UFRRJ e especialista em Avicultura de Postura. O evento foi realizado no Cerimonial Majeski em Santa Maria de Jetibá e reuniu um total de 50 participantes. Controle de moscas De modo geral quando se fala sobre o tema, é preciso saber que a luta está sendo travada com as moscas do tipo “musca doméstica” e “varejeiras” (califorídeos e sarcofagídeos). O controle desses animais deve ser feto por questões relacionadas à transmissão de doenças,

Leia o texto completo sobre a primeira reunião do Qualificaves deste ano em www.coopeavi.coop.br

incômodo, diminuição na qualidade dos ovos por sujidades depositadas pelas moscas, além de prejuízos e incômodos aos vizinhos. Quanto ao ciclo de vida desses animais, sabe-se que as moscas se reproduzem rapidamente, seis a oito posturas de 100 a

120 ovos, durante seu curto período de vida, que pode variar de 25 a 45 dias. Para se ter ideia, os ovos das moscas eclodem em menos de 24 horas e as larvas se desenvolvem em 4 ou 6 dias. E 1g de esterco nutre uma larva. Um lote com 10.000 aves produz aproximada-

mente 30g por dia/ave, ou seja, em um mês de alojamento das aves pode-se ter 9.000 kg de esterco, o que significa um potencial de reprodução de 9 milhões de moscas. Sobre o controle de proliferação destes animais existem 3 tipos: Mecânico, Biológico e Químico.


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Instituto Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

Campanha ‘Doe Livros’ contempla escolas Com apoio da Coopeavi, bibliotecas de escolas e entidades sociais do Espírito Santo e Minas Gerais incrementam os seus acervos m total de 4.000 liU vros didáticos e títulos literários aumenta o

acervo de várias escolas da região atendida pela Coopeavi. Eles foram arrecadados em dezembro, durante a campanha “Doe Livros”. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio José Pinto Coelho, em Santa Teresa, é uma das contempladas. A cooperativa entregou 140 livros à escola, localizada na comunidade

de Vila Nova, a 1,5 km da sede do município. A instituição conta com 500 alunos e foi sugerida por um ex-aluno, o assistente administrativo da loja da Coopeavi de Santa Teresa, Edio Antonio Silva. “A contribuição é simbólica, mas é um benefício grande”, destaca . A biblioteca da escola é bastante utilizada por alunos e professores, inclusive para aulas nas quais as atividades exigem consulta direta. O local também recebeu um exemplar do livro comemorativo aos 50 anos da Coopeavi. De acordo com a pedagoga Cíntia Zanotti, a doação vai permitir às professoras incremen-

Alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Gustavo Guilherme Joao Plaster (Melgaço) exibem livros doados pela Coopeavi

tarem o trabalho com a leitura. “A gente fica muito feliz, porque nosso acervo não é muito grande. Entre os livros doados, tem uma raridade de um autor que a

gente tinha dificuldade de encontrar”, diz. Com o tema “Conectar histórias transforma vidas”, a campanha da Coopeavi ocorreu nas suas 20 lojas. As filiais

que mais arrecadaram foram: Várzea Alegre, Vila Valério, Itaguaçu, Itarana e Baixo Guandu. Além da Escola José Coelho, outras 17 instituições receberam doações.

AS ESCOLAS E ENTIDADES BENEFICIADAS

Afonso Claudio: Sociedade Civil Pró Casa do Menino

Caratinga: Biblioteca Municipal Frei Carlos de São José

Castelo: CEI Professora Maria de Lurdes Silva Bortolo e Biblioteca Municipal

Matriz: Projeto Mundo Mágico da Leitura

Várzea Alegre: Escola Municipal Sebastião Jose Pivetta Baixo Guandu: EMEIEF Aládia Trindade Paiva (Zona Rural), EMEIEF Corrego Dois Irmãos e Apae

Rio Possmoser: Escola Municipal Pluridocente de Educação Infantil e Ensino Fundamental Fazenda Franz Schneider

Ipanema: Escola Estadual Nilo Morais Pinheiro

Inhapim: Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae)

Garrafão: Escola Família Agrícola de São João do Garrafão

Vila Valério: Secretaria de Educação e Cultura, e Associação de Pais e Amigos Excepcionais (Apae)

Santa Teresa: EEEFM José Pinto Coelho


Instituto Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

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Criado novo núcleo feminino em Alto Jatibocas Mulheres ligadas à Coopeavi se organizam em grupo focado em cafeicultura na localidade da zona rural de Itarana m novo núcleo feU minino ligado à Coopeavi está em fase de

formalização em Alto Jatibocas, na zona rural de Itarana, conhecida localidade produtora de café arábica. O grupo conta com mais de 20 mulheres e tem como foco a cafeicultura de qualidade, realidade comum na vida dos seus membros. Desde dezembro do ano passado, já foram realizadas três reuniões, na Igreja Luterana local, e as participantes se mostram bem animadas com a possibilidade de se profissionalizarem no ramo em que já atuam

ao lado dos pais, maridos e filhos. É o caso da cafeicultora Leninha Herzog, de 36 anos, que participará do 1º Curso de Degustação de Café promovido pela Coopeavi, no dia 18 de abril. “O café é a renda principal da maioria do grupo, é o nosso forte. Nós queremos aperfeiçoamento na atividade para termos mais chances de agregar valor à produção”, disse. A bióloga da Coopeavi, Marcela Takiguti, é responsável pela implantação e coordenação dos núcleos femininos da cooperativa. Com o núcleo de Alto Jatibocas, a cooperativa soma quatro projetos ligados diretamente às mulheres. “As mulheres mantêm o bem-estar das famílias, e um dos pa-

Desde dezembro, já foram realizadas três reuniões

O novo grupo ligado à Coopeavi conta com mais de 20 mulheres da zona rural de Itarana

râmetros para atingir a sustentabilidade da agricultura familiar é o empoderamento delas. Se a mulher está feliz na propriedade, ela faz de tudo para manter o filho, não desanima o marido e tem mais vontade de ser agricultora e de estar à frente da propriedade e da atividade”, avalia Marcela. Orgulho Ainda de acordo com a bióloga, por meio do resgate da autoestima com as atividades dos núcleos, a Coopeavi

está conseguindo fazer com que as mulheres permaneçam no meio rural e se orgulhem de pertencerem ao agro. “Nós priorizamos locais onde existe vocação para liderança feminina e elas sejam bem ativas na propriedade.” O núcleo feminino de Alto Jatibocas soma-se agora a outras iniciativas da Coopeavi. Em Vila Pontões (Afonso Cláudio), o grupo é o mais antigo. Já em Garrafão e na sede de Santa Maria de Jetibá, os grupos foram formados em 2015.

FALA

Um dos parâmetros para atingir a sustentabilidade da agricultura familiar é o empoderamento das mulheres Marcela Takiguti, coordenadora dos núcleos femininos


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Negócio Café

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano VIII • N. 44

7º ENCONTRO ESTADUAL DO CONILON DESCASCADO

Especialista alerta produtores para vender café estocado antes da próxima safra Diretor comercial do Grupo Tristão alertou para a necessidade da venda imediata para as indústrias, principalmente de solúvel

Márcio tem 40 anos de experiência

7º Encontro EstaO dual do Conilon Descascado, promovido

pela Coopeavi no dia 17 de março, em Santa Maria de Jetibá, foi um grito de alerta aos produtores capixabas com relação à polêmica importação do café do Vietnã. O diretor comercial do Grupo Tristão, Márcio Ferreira, destacou a necessidade da venda imediata do atual estoque para as indústrias antes do início da safra de 2017 e da entrada do produto estrangeiro nos próximos meses, quando o preço tende a cair ainda mais. A saca, que chegou a ser vendida por mais de

R$ 500,00, vem sendo cotada em torno de R$ 450,00, apesar do aumento de custo da produção ocasionada pela estiagem prolongada no Espírito Santo nos últimos três anos. Diante disso, a postura dos

produtores foi a de não abrir mão de toda a safra de conilon na expectativa de melhores preços. Segundo o palestrante, a consequência pode ser a perda efetiva de 5 milhões de sacas e a diminuição do percentual de conilon no blend do café solúvel, que antes da seca era 40% conilon e 60% arábica. Ferreira afirmou que o Brasil exporta 3,8 milhões de sacas de conilon para a indústria de café EM NÚMEROS

3,8 milhões Palestrante recebeu livro dos 50 anos da Coopeavi

É a quantidade de sacas de café conilon que o Brasil exporta para a indústria de café solúvel

solúvel. No entanto, com os níveis não competitivos da variedade atualmente, a indústria brasileira fica incapaz de suprir o mercado consumidor, e o Vietnã aparece como alternativa. “Os estadunidenses são compradores exclusivos do nosso café solúvel. Com o produtor brasileiro não o querendo vender, está aniquilando a capacidade da indústria brasileira de suprir o mercado internacional e a si próprio, porque está simplesmente tirando do Brasil a demanda de mercado que busca o produto industrializado”, declarou o diretor comercial do Tristão.

FALA

Com o produtor brasileiro não querendo vender, está aniquilando a capacidade da indústria brasileira de suprir o mercado internacional e a si próprio Márcio Ferreira, diretor comercial do Grupo Tristão

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Coope Notícias - Abril 2017 - ED #44  

Informativo bimestral da Coopeavi.