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Edição 48 Ano 9 Fevereiro 2018 Santa Maria de Jetibá - ES

O jornal do cooperado da:

REPORTAGEM ESPECIAL

Boas práticas de produção na avicultura de postura comercial pág. 4 e 5

Afonso Cláudio e Vargem Alta vencem o Concurso Pio Corteletti pág. 7

Frutas e hortaliças vão ter sistema de rastreabilidade pág. 9

Produtores rurais vão passar a emitir nota fiscal eletrônica pág. 8

Coopeavi lança marca de alimentos: ovos e café pág.03

1º Encontro de Aposentados da Coopeavi é sucesso pág. 11


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Palavra da Diretoria

Simplicidade, inovação e cooperação

Informativo Bimestral da Coopeavi Santa Maria de Jetibá - ES Ano IX – Nº 48 Diretoria Executiva

Arno Potratz PRESIDENTE

Denilson Potratz VICE-PRESIDENTE

O

mundo mudou, nós também precisamos mudar! E estamos nos esforçando para isso, com novos modelos de negóci

Argêo João Uliana DIRETOR ADMINISTRATIVO COMERCIAL

Avelino Hell, Ederson Jacob Edival Corteletti Fábio Fösh Willian Espíndula CONSELHO ADMINISTRATIVO

Solimar Plaster Marco Aurélio Kurt Elimar Schwambach

Trabalhamos forte no primeiro semestre, mas nessa segunda metade do ano precisamos nos esforçar um pouquinho mais

CONSELHO FISCAL

Carlos A. Lima Daniel Piazzini Luís C. Brandt Marcelino Bellardt GERÊNCIA EXECUTIVAS

Fred Colnago PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO

Leandro Fidelis TEXTOS

Domicio Faustino Simone Holz Loose REVISÃO

Arquivo Coopeavi FOTOS

Tiragem 3.000 exemplares Fale Conosco (27) 3263-4750 – ramal 4830 imprensa@coopeavi.coop.br

Rua Francisco Schwartz, 88 - Centro Santa Maria de Jetibá - ES CEP: 29.645-000 Fb.com/coopeaviagronegocios Twitter.com/Coopeavi WWW.COOPEAVI.COOP.BR

Coopeavi é tema de campeãs do Prêmio de Jornalismo

Essa foto foi um dos trabalhos jornalísticos premiados

A Coopeavi foi a cooperativa mais citada entre as matérias campeãs do 11º Prêmio de Jornalismo Cooperativista, promovido pela OCB/ ES. Dentre as 18 premiadas em seis categorias no dia 1º de dezembro, sete abordaram nossa instituição em diferentes veículos de comunicação. O grande destaque foi na categoria Cinegrafia, em que os três vencedores tiveram a Coopeavi como tema (Confira abaixo). Já na categoria Impresso, o primeiro lugar mostrou a cafeicul-

RESULTADO

3º Lugar: Vinicius Nascimento Gonçalves, da TV Gazeta- “Conheça os cafés premiados de Itarana”

Categoria Cinegrafia 1º lugar: Heriklis Douglas da Conceição, da TV Gazeta“Produção de ovos em condomínio de Santa Teresa, ES, dobra em um ano” 2º Lugar: Ailton Costa da Penha Junior, da Record News ES- “Santa Maria de Jetibá é uma das maiores produtoras de ovos do país”

Categoria Impresso 1º Lugar: Leandro Faria de Castro Fidelis, Revista Safra

Categoria Telejornalismo 3º Lugar: Gabriela Ribeti de Freitas, TV Gazeta- “Conheça os cafés premiados de Itarana”

tura de qualidade praticada por pomeranos associados à cooperativa. O jornalista Leandro

Fidelis, produziu o conteúdo para a revista Safra ES meses antes de fazer parte da assessoria de imprensa da Coopea-

vi. Outras conquistas foram nas categorias Fotojornalismo (2º lugar) e Telejornalismo (3º lugar).

Categoria Fotojornalismo 2º Lugar: Sérvulo Bernardo Coutinho, Gazeta online

ES- “Wilst Duu Aine Kafe Drinke” (*Você aceita um café?) 3º Lugar: Lara Carlette Thiengo, Revista Procampo- “Moeda verde”


Por dentro da Coopeavi

Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano IX • N. 48

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A Liva vem estampada nas embalagens de ovos brancos, vermelhos, caipiras e de codorna.

Coopeavi lança marca de alimentos: ovos e café Além dos ovos e café, a marca Liva está projetada para uma gama maior de alimentos comercializados pela cooperativa marca Liva foi reA formulada e passa a ser a oficial dos produtos alimentícios da Coopeavi, abrangendo os ovos e café tradicional. Nesse último caso, trata-se de um blend de arábica e conilon produzido em regiões

onde a cooperativa atua no Espírito Santo e em Minas Gerais, que chegarão ao mercado a um custo mais acessível para o consumidor. A proposta da Coopeavi é oferecer ao mercado varejista um produto de qualidade dentro do grupo de cafés tradicionais e agregar valor à produção dos cooperados. O produto deve chegar em breve às prateleiras de redes de supermercado na Grande Destaque para as embalagens de café torrado e moído tradicional (E) e de ovos brancos Liva (abaixo). O produto ao lado deve chegar em breve às prateleiras, com preço mais acessível para o consumidor.

Vitória, e sucessivamente em estabelecimentos do interior. Assim como os cafés torrados e moídos especiais da marca Pronova, o café Liva contempla grãos que antes eram exportados para industrialização e venda ou vendido verde para as grandes indústrias. “Mesmo de maneira tímida, é a própria Coopeavi industrializando o café dos cooperados”, atesta o gerente do Negócio Café, Giliarde Cardoso. O gerente executivo de marketing da Coopeavi afirma que a marca Liva está projetada para uma gama maior de alimentos comercializados pela cooperativa. “A marca Liva é uma marca de alimentos da Coopeavi, não somente de ovos e café. ‘Liva, leve para sua vida’, essa

é a garantia que queremos passar ao consumidor, de um produto de qualidade”. Pronova Paralelamente à linha tradicional, a Coopeavi

Liva, leve para sua vida. Queremos passar ao consumidor um produto de qualidade Daniel Piazzini, gerente executivo de marketing da Coopeavi

mantém a marca especial Pronova. A embalagem preta traz sempre o café de um lote premiado, com notas acima de 88 pontos na análise sensorial, enquanto a branca é um blend de grãos altamente selecionados. Em ambos os casos, os produtos vêm com um moderno sistema de rastreabilidade que informa ao consumidor a história dos produtores. “Mais do que café, as pessoas querem experiências”, destaca Cardoso. O gerente destaca ainda que repasse de ônus aos produtores premiados que tiveram seus cafés selecionados para a seleta linha de especiais ocorrerão à medida em que as vendas dos produtos no mercado varejista se tornarem lucrativas.

Rastreabilidade é diferencial de mercado Todos os ovos que passam pelo Entreposto da Coopeavi, em Santa Maria de Jetibá, recebem em sua casca um código impresso em tinta especial que permite a rastreabilidade da origem do produto. Trata-se de um diferencial de mercado da cooperativa para aproximar duas pontas da cadeia produtiva: avicultores e consumidores.

Com o código, é possível ter acesso a diversas informações como

Ovo com código

data e hora do processamento, data de validade, o nome da granja e a história da família que produziu o ovo. O caminho é o site: www.co op e av iovo s . com.br, que em 2018 passa por atualização com novos textos e fotos, além de informações detalhadas dos nossos cooperados do setor de avicultura em diversos municípios da região serrana capixaba.


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Avicultura

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ENTREVISTA ESPECIAL

Boas práticas de produção na avicultura de postura comercial João Dionísio Henn (Embrapa) fala sobre o projeto “Boas práticas de produção na avicultura de postura comercial (BPP-ovos)

os ajustes necessários, por todos os produtores que voluntariamente queiram utilizá-lo e desta forma toda a avicultura de postura pode se beneficiar. Também - Fale um pouco so- elaboraremos diverbre a idealização sos materiais técnicos, do projeto, suas pre- como folders, publicatensões e objetivos. ções, vídeos, modelos O projeto surgiu pela de documentos, etc, que necessidade de melho- serão todos reunidos em ria e de padronização um aplicativo e disponidas práticas e dos pro- bilizados gratuitamente cedimentos diários nas para produtores, técnigranjas comerciais de cos, estudantes, enfim, ovos, atender às ques- para todos os interestões legais sados. A cada produpacitação de ção (nor- O objetivo printécnicos e mais am- cipal é estruturar de produtobientais, de um modelo de res também saúde dos gestão de qualida- é um dos plantéis, grandes obtrabalhis- de na produção de jetivos, atratas, etc) e ovos vés do trabadiminuir lho conjunto riscos sanitários. Esta nas granjas, palestras, necessidade foi mani- cursos, seminários e festada pelos produ- materiais técnicos. tores, órgãos oficiais, Este projeto só é posempresas e associações sível e somente alcande produtores e nós da çará os seus objetivos e Embrapa elaboramos resultados com a partio projeto, buscamos os cipação dos parceiros. parceiros e consegui- Os produtores, profismos viabilizar o projeto. sionais e instituições O objetivo principal é es- participantes fazem o truturar um modelo de projeto acontecer. Quegestão da qualidade na ro aqui destacar os nosprodução de ovos base- sos parceiros do projeto ado nas boas práticas de no ES: os produtores, produção, experimenta- Coopeavi, AVES, IDAF, do e validado nas gran- Associação Brasileijas participantes do pro- ra de Proteína Animal jeto, em condições reais (ABPA), o Instituto Ovos de produção. Este mo- Brasil (IOB), MAPA, delo poderá posterior- Qualyprev Consultoria. mente ser adotado, com O projeto conta também

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com apoio financeiro da Hyline do Brasil. 2 - Atualmente em que fase se encontra o projeto nas Unidades de Referência Tecnológica (URTs) do Espírito Santo? O projeto, no seu início, partiu de um diagnóstico em cada granja URT, que embasou o planejamento e as ações posteriores. É um trabalho conjunto entre o produtor, o responsável técnico, a defesa sanitária animal dos estados, equipe da Embrapa Suínos e Aves e demais parceiros. Atualmente, estamos em processo de implementação dos procedimentos, com foco principal em opções de telamento de aviários e os requisitos necessários para o registro destas granjas no órgão competente. Temos 4 granjas URTs participantes: Sítio Solimar - Solimar Berger (Californiano típico, 9 mil galinhas); Sítio da Serra - Joelma Schulz Rocon (9 mil galinhas); Fazenda Sede – Coopeavi (Californiano suspenso, 14 mil galinhas)

João é analista de transferência de tecnologia na Embrapa

e Condomínio Avícola (automatizado – vai passar para 200 mil galinhas). Estamos trabalhando 17 POPs e os respectivos formulários de registros e documentos acessórios. São eles: 1 – Controle do fluxo de pessoas, veículos e materiais; 2 – Alojamento do lote de frangas na granja; 3 – Controle A capacitação zootécnico do lote; 4 – dos técnicos e Gestão da água na granprodutores também ja; 5 – Limpeza e higiene rotineiras na granja; 6 é um dos grandes – Compostagem de galiobjetivos do nhas mortas; 7 – Manejo projeto da ração; 8 – Controle de roedores; 9 – Controle de moscas e manejo do esterco; 10 – Controle de ectoparasitas; 11 – Manejo sanitário do lote; 12 – Ambiência da granja; 13 – Descarte de galinhas de final de lote; 14 – Limpeza, desinfecção e vazio sanitário; 15 – Gestão financeira da granja; 16 – Treinamento dos colaboradores e 17 – Auditoria interna e externa. Além destes, focamos ações na organização documental e do ambiente de escritório e também a limpeza Equipe da Coopeavi, Embrapa, IDAF e Qualiprev em reunião sobre o projeto e organização do pátio

e de todo o ambiente externo dos aviários, objetivando o embelezamento da granja. Após o diagnóstico inicial, iniciou-se a elaboração e a implementação do primeiro bloco de procedimentos e depois deste novo bloco e assim sucessivamente, até a implementação de todos os 17 procedimentos. São feitas visitas mensais nas URTs, pela equipe técnica da Coopeavi e da Qualyprev consultoria, onde são feitas as avaliações, correções, ajustes, orientações e a implementação de novos procedimentos. Durante o ano, acontecem 3 reuniões presenciais na Coopeavi, com a participação de todos os parceiros e também visitas em todas as URTs, visando a gestão do projeto, alinhamentos e planejamento.

Este projeto só é possível e alcançará os objetivos e resultados com a participação dos parceiros


Avicultura

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ENTREVISTA ESPECIAL

SAIBA MAIS

Comunicação digital agiliza trabalhos lém das reuniões A e das visitas nas URTs, a equipe utiliza

os recursos de e-mail, telefone e whatsapp para a rotina de trabalho do projeto. Todos tem a possibilidade de contribuir com o seu conhecimento e com a sua experiência, o que tem sido bastante enriquecedor para todos. 3 - Quais as ações estão previstas para 2018? Iremos finalizar o trabalho de implementação das boas práticas nas 4 URTs. Estamos mais avançados em duas granjas e temos um pouco mais trabalho nas outras duas, que entraram no projeto mais tarde. Então, teremos um forte trabalho nas URTs ainda em 2018. Ao mesmo tempo, iremos escrever os materiais técnicos, elaborar vídeos e avançar nos treinamentos de técnicos e de produtores. Ao final do segundo semestre de 2018, faremos um seminário para técnicos e produtores sobre os temas tratados no projeto, provavelmente em Santa Maria de Jetibá,

com a participação dos nossos parceiros. 4 - Qual avaliação você faz da evolução das Unidades de Referência desde o início da implementação do projeto? O que já é possível destacar? A nossa avaliação é bastante positiva. Conseguimos avanços importantes nas URTs, apesar das dificuldades inerentes a este tipo de projeto. Para ilustrar e destacar esta evolução, relato e ilustro aqui os avanços da URT – Sítio Solimar, propriedade do Sr. Solimar Berger e da esposa Dainimara. A granja é de produção familiar, de pequena escala, com lotes de 8.500 a 9.000 galinhas, criadas em aviário californiano tradicional. Apesar da desconfiança inicial, nesta URT todas as dificuldades foram superadas. Na reunião de apresentação do projeto, o Sr. Solimar, para dizer sim ou não ao projeto, pensou bastante e até brincou: “a vontade é de sair correndo...”. O desafio estava lançado e hoje o avanço alcançado salta aos olhos.

Portão, placa e arco de desinfecção de veículos

Telamento do aviário

Cerca de isolamento da granja Ambiência da Granja: Limpeza rotineira, controle de temperatura e qualidade do ar

Captação, armazenamento, tratamento, avaliação da qualidade e medição da água de consumo Pia, sabonete e papel toalha para a higienização das mãos dos visitantes e dos trabalhadores no manejo com os ovos e com as galinhas

Estrutura e procedimento adequado para a destinação das galinhas mortas, através da compostagem

Cooperado Solimar Berger e esposa Dainimara Berger

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Escritório organizado, com pasta para guardar os documentos e painel de parede para informações úteis e apresentação da licença ambiental, registro de granja, croqui da granja e outros documentos. “Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar”

Nova sala de ovos para adequado acondicionamento dos ovos até o transporte ao entreposto da Coopeavi


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Cafeicultura

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Ações vão movimentar cafeicultura a partir do segundo semestre Cooperativa anuncia eventos e investimento para aproximar os envolvidos da cadeia produtiva e alavancar negócios este ano cafeicultura da CoA opeavi vai ter um ano movimentado em

2018. A cooperativa organiza eventos para capacitar produtores e aproximá-los de compradores internacionais e anuncia investimentos no laboratório da Pronova, em Venda Nova do Imigrante. As ações estão previstas para o segundo semestre, coincidindo com a entrada e o final da safra de cafés arábica e conilon. As informações são do gerente do Negócio Café da Coopeavi, Giliarde Cardoso. Entre julho e agosto, a Coopeavi aguarda a vinda de uma comitiva

italiana formada por torrefadores, jornalistas, baristas e outros entusiastas dos cafés especiais para conhecer

Nossa oferta de café é consistente, e os nossos produtores estão empenhados em melhorar cada vez mais Giliarde Cardoso, gerente do Negócio Café da Coopeavi

a cooperativa e os cafeicultores. Para Cardoso, será a oportunidade de a Coopeavi mostrar o trabalho desenvolvido na questão da qualidade do café e gerar confiança entre os compradores da Itália. “A ideia é mostrar que é confiável comprar o café dos nossos produtores, porque a oferta é consistente, e eles estão empenhados em melhorar cada vez mais”, diz o gerente.

Dias de campo Já entre agosto e setembro, estão previstos dois dias de campo com uma renomada empresa mineira. Os especialistas da companhia são considerados grandes conhecedores dos processos de pós-colheita e melhoria da qualidade do café e vão poder passar essa experiência aos cooperados. Outros detalhes serão divulgados em breve. “Serão dois eventos práticos, realizados em

quatro dias, cada dia em uma região de atuação da Coopeavi que produz cafés especiais. É Dia de campo para aprendizado”, explica Cardoso. E para atender demandas cada vez mais exigentes, a Coopeavi vai reestruturar o laboratório da Pronova, em Venda Nova do Imigrante. A cooperativa está investindo em modernos equipamentos para torná-lo padrão internacional.

Coopeavi representa ES no Conselho Nacional do Café O vice-presidente da Coopeavi e conselheiro de administração da OCB/ES, Denilson Potratz, passa a compor o Conselho Diretor do

Conselho Nacional do Café. É o único representante do cooperativismo capixaba eleito em Assembleia Geral Ordinária, no último

Potratz é o 2º da direita para a esquerda.

dia 26 de janeiro, em Brasília. O mandato segue até janeiro de 2020. Para o analista de mercado do Sistema OCB/ ES, Alexandre Ferreira, Denílson foi uma excelente escolha para o cargo, que no mandato anterior era ocupado pelo presidente da OCB/ES, Esthério Colnago, falecido em 2017. “Denílson é um profissional responsável, ético e preparado para ocupar o cargo no Conselho. Ele que conhece bem de perto os anseios e preocupações dos cafeicultores não só das Cooperativas Capixabas, como de forma geral, com certeza fará um trabalho excepcional”,

afirmou. Também foram eleitos Carlos Alberto Paulino da Costa, da Cooxupé; José Marcos Rafael Magalhães, da Minasul; Leonardo Brandão, da Coccamig; Francisco Miranda, da Cocatrel; Francisco Sérgio de Assis, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado; José Vicente da Silva, da Copercitrus; e Luciano Ribeiro Machado, do Bancoob. Já para o cargo de Coordenador do Conselho, foi eleito por unanimidade, o Sr. Maurício Miarelli, da Cocapec. E também por unanimidade, o Presidente Executivo, continua sendo o Deputado Silas Brasileiro.

O Conselho Nacional do Café é o maior e mais representativo fórum de discussões cafeeiras do Brasil. Assim como outras atividades, a cafeicultura necessita de políticas públicas, pela importância social que possui devendo ser entendida e trabalhada dentro deste contexto. No Conselho são discutidos os orçamentos e os pleitos como preço mínimo, as políticas públicas para o cafeicultor e planos de apoio aos produtores, além de ser o canal direto para se tratar com o Ministério da Agricultura e Ministério da Industria e do Comércio (*Com informações da OCB/ES).


Cafeicultura

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Diretoria da Coopeavi e vencedores nas duas categorias com seus respectivos certificados.

Cafeicultores de Afonso Cláudio e Vargem Alta vencem 7º Pio Corteletti Municípios da região serrana capixaba se destacaram em mais uma edição do prêmio de qualidade de café da Coopeavi eis cafeicultores da S região serrana capixaba venceram o 7º

Prêmio Pio Corteletti de Arábica e Conilon Especial, promovido pela Coopeavi em 2017. A cerimônia de premiação foi realizada no último dia 15 de dezembro, no ginásio de esportes de Rio Possmoser, em Santa Maria de Jetibá. Artur Ludke (Afonso

Cláudio), na categoria Conilon; e Anilton Afonso Mineguite (Vargem Alta), na categoria Arábica, são os campeões da vez. Ludke obteve 85,2 pontos na análise sensorial e faturou R$ 1.500,00 com a primeira colocação. Em segundo lugar, ficou o seu filho, Altamiro Ludke. Para fechar o pódio, o terceiro colocado também é de Afonso Cláudio: o produtor Edilson Brandt. Pai e filho cooperados conseguem uma façanha na localidade de Três Pontões, na zona

rural de Afonso Cláudio. Típico de regiões mais planas, o conilon dos Ludke é cultivado entre 700 e 800 m de altitude. “Trabalhamos juntos e o nosso segredo é colher o café bem maduro”, diz Artur, que representou o pai na ocasião. O anúncio dos vencedores da categoria Arábica criou muita expectativa, afinal, foi a mais concorrida desta edição, com 28 dos 40 finalistas totais do prêmio. Miniguite alcançou 92,08 pontos e ganhou R$ 5.000,00, seguido de Edmar Bu-

sato (Marechal Floriano), com 90,96; e Danilo Guilherme Dones (Santa Maria de Jetibá), com 90,17 pontos. O campeão descreve o sabor da vitória. “Meu café tem qualidade graças ao clima, ao trabalho

e à mão de Deus. Não deixo de participar do prêmio e sempre aprendo cada vez mais sobre como produzir cafés especiais”, declara Anilton Miniguite. Todos os cafeicultores classificados receberam certificados.

CONILON

Artur Ludke

Afonso Cláudio

Altamiro Ludke

Afonso Cláudio

Edilson Brandt

Afonso Cláudio

ARÁBICA

Anilton Afonso Miniguite

Vargem Alta

Edmar Busato

Marechal Floriano

Danilo Guilherme Dones

Santa Maria de Jetibá

Conquista de mercados no exterior

O deputado federal Evair de Melo compareceu à solenidade.

O Pio Corteletti visa identificar, incentivar e premiar os melhores cafés para conquistar novos mercados e atender à crescente demanda por qualidade superior. Para o vice-presidente da Coopeavi, Denilson Potratz, com a incorporação da Pronova, em 2015, a cooperativa deu um novo passo no comércio de cafés finos. “Devagarzinho estamos conquistando mercados. Ver o nome dos pro-

dutores lá fora nos deixa muito felizes”. O gerente do Negócio Café, Giliarde Cardoso, destacou a necessidade de se produzir cafés especiais com sustentabilidade. “Não basta os consumidores adquirirem um café bom agora, se acostumarem e daqui a dez anos não ter mais o produto no mercado. Os filhos, netos e bisnetos dos produtores de hoje devem dar continuidade aos negócios”.

O deputado federal Evair de Melo comparou a saga dos europeus que colonizaram o Estado à do povo de Israel, segundoaBíblia.“Elestambém deixaram tudo para trás em busca da Terra Prometida. Alguém teria a mesma coragem? São 120 anos de imigração e 20 de café de qualidade. Daqui a 120 anos, nossos netos terão orgulho dessa caminhada que está acontecendo. Vida longa à Coopeavi!”.


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Lojas Agropecuária

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Nota Fiscal Avulsa Eletrônica é um documento fiscal, porém de existência virtual.

Produtores rurais vão passar a emitir nota fiscal eletrônica A mudança traz vantagens para o produtor ao simplificar procedimentos e tornar as transações mais seguras

tenção produtor A rural cooperado. Você já pode substituir

o bloco de notas fiscais pela Nota Fiscal Avulsa Eletrônica (NFA-e). A mudança tem por objetivo simplificar os procedimentos e tornar as transações mais seguras tanto para os produtores quanto para a Receita Estadual.

Podem emitir NFA-e os produtores rurais inscritos na Sefaz que utilizam imóveis de terceiros (arrendatários, comodatários, parceiros e usufrutuários) que estejam com seus contratos em dia. Ao migrarem para a Nota Fiscal Eletrônica ficam livres com custo de confecção do bloco de papel e das obrigações acessórias. A substituição não é obrigatória. Entretanto, a mudança traz vantagens para todos os envolvidos. A nota tem validade em todo terri-

Rodrygo Kruger, Analista tributário da Coopeavi

tório nacional e possui segurança, com a certificação digital da Sefaz. Os benefícios para você produtor são a eliminação de digitação de notas fiscais na recepção de mercadorias e o recebimento do Danfe por email no mesmo momento da operação. Já para a Receita Estadual, o sistema proporciona racionalização de processos, redução de custo de operação, aumento na confiabilidade dos dados, diminuição da sonegação e aumento da arrecadação sem

aumento de carga tributária. A Sefaz capacitou os servidores dos Núcleos de Atendimento ao Contribuinte (NACs) para orientarem os produtores rurais na emissão das notas via internet com o passo a passo do cadastramento no sistema da Secretaria, assim como o preenchimento e emissão da NFA-e. As dúvidas podem ser esclarecidas pelo atendimento do sistema Fale Conosco, nas Agências da Receita Estadual ou ainda nos NACs.

4- Imprimir o Termo de Adesão, assinar, reconhecer firma;

3- Selecionar para qual das propriedades deseja emitir a NFA-e;

página;

5- Em seguida entregar no NAC de seu município ou levar a qualquer Agência da Receita Estadual para ser autorizado.

4- Seguir os passos orientados na parte superior da

É importante o produtor ir se familiarizando com a ferramenta, pois a tendência é sua obrigatoriedade

SAIBA MAIS O que é NFA-e? A Nota Fiscal Avulsa Eletrônica é um documento fiscal, porém de existência virtual. Sua validade consiste no fato de existir em um ambiente virtual e tecnológico. O Danfe que se imprime é simplesmente uma representação gráfica do documento armazenado no repositório do ambiente nacional e na base de dados da Sefaz.

Quem pode emitir? Atualmente contribuintes Pessoa Física já podem emitir NFA-e. Desde 1º de julho produtores rurais com inscrição na Receita Estadual também têm essa facilidade. Como fazer o cadastro: 1- Acessar o endereço https://app.sefaz.es.gov. br/NFAe/ 2- Inserir o CPF e prosseguir; 3- Em seguida preencher o telefone, o e-mail, criar a senha e clicar em enviar;

5- Se for necessária emissão de DUA do imposto, poderá ser emitido no próprio sistema.

Passo a passo para emissão da NFA-e: 1- Acessar o endereço https://app.sefaz.es.gov. br/NFAe/ 2- Inserir o CPF e a senha criada anteriormente;

Tela principal do portal para emitir a Nota Fiscal Eletrônica


Lojas Agropecuárias

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Frutas e hortaliças vão ter sistema de rastreabilidade Todas as etapas de produção, transporte, armazenamento e comercialização terão registro digital como garantia de segurança ma portaria do goU verno do Estado publicada no Diário Oficial

de 24 de novembro de 2017 estabelece o sistema obrigatório de rastreabilidade de frutas e hortaliças produzidas ou comercializadas no Espírito Santo. O prazo para a implantação encerra em abril para produtos como mamão, banana, tomate, repolho, chuchu, pepino, beterraba e inhame

e de um ano para os demais produtos, a contar da data da publicação. Isso significa que todas as etapas de produção, transporte, armazenamento e comercialização das frutas e hortaliças frescas terão registro digital para que o consumidor e as autoridades possam saber de todo o processo ao qual foram submetidos estes alimentos. Na ocasião da assinatura da portaria, o governador Paulo Hartung ressaltou a importância de os produtores estarem conectados com o consumidor final. “O mundo avança por um

pedido de vida saudável. Precisamos conectar nossa agricultura neste mundo onde os consumidores querem saber a origem e forma de produção”, disse. O secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, afirmou que a portaria que institui a rastreabilidade é uma inovação importante. “O consumidor vai poder ir ao supermercado e, com o smartphone, conseguir acessar por meio de um QR Code as informações de como foi produzido aquele alimento, onde foi, como foi o processo de produção”.

A identificação poderá ser realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema que permita identificar as frutas e hortaliças frescas de forma única e inequívoca. O gerente executivo comercial da Coopeavi, Carlos Lima, informou que a cooperativa contratou uma empresa do Sul do país com expertise no sistema de rastreabilidade e vai dar esse suporte, em breve, na loja matriz aos cooperados. “A rastreabilidade vai gerar uma confiança

maior do consumidor para as frutas e hortaliças produzidas por nossos cooperados. Caso for identificado um problema no supermercado, os órgãos fiscalizadores conseguem localizar o produtor e acessar todas as informações necessárias”, explica Lima.

etiquetas na Coopeavi ou no Sindicato dos Trabalhadores Rurais e finalizar o preenchimento das informações à mão ou carimbo datador.

O que é informado nas etiquetas? A etiqueta de identificação informa o nome do produtor ou distribuidor, o tipo e peso do produto, as informações de embalagem e validade e também os números de lote e nota fiscal.

do produto para que não chegue ao consumidor final.

Serrana Telefone: (27) 3263-4750 ou no endereço Av. Francisco Schwartz, 88 - Centro Santa Maria de Jetibá - ES

ATENÇÃO

Oito culturas com prazo até abril para adotarem sistema de rastreabilidade: mamão, banana, tomate, repolho, chuchu, pepino, beterraba e inhame

SAIBA MAIS Como funciona? Através de um sistema, as etiquetas são geradas com os seus dados e os dados do produto, conforme o exemplo acima. Como obtenho o acesso? Você pode obter o acesso ao sistema através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais ou em uma unidade da Coopeavi. Preciso comprar uma impressora? Caso desejar, você pode solicitar a impressão das

XX LEGENDA xx

Para que servem estas informações? Em caso de contaminação de um lote, fica mais fácil saber onde o problema ocorreu, e também fazer um eventual recolhimento

Os meus dados estão seguros? Seus dados são armazenados em servidores de alta segurança, frequentemente auditados, o que garante que suas informações não serão obtidas por terceiros. Mais Informações COOPEAVI - Cooperativa Agropecuária Centro

STRSMJ - Sindicato Dos Trabalhadores Rurais Telefone: (27) 3263-1776 ou no endereço Av. Frederico Grulke, 1.531 - Centro Santa Maria de Jetibá - ES


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Nutrição Animal

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Dia de Campo da Nutrição Animal reúne 120 pessoas em Colatina Evento foi dividido em dois dias, com a participação de pecuaristas ligados à Coopeavi e alunos do Ifes de Itapina evar conhecimento L aos pecuaristas para aplicação no dia a dia nas

fazendas. Esse foi o objetivo do 2º Dia de Campo da Nutrição Animal, realizado nos dias 1º e 2 de dezembro, no campus do Ifes de Itapina (Colatina), no noroeste capixaba, numa parceria entre a Coopeavi e o Instituto Federal. A sexta-feira contou com a participação de 40 estudantes de agronomia do Ifes, que se informaram sobre a produção técnica de silagem de milho e adubação. Já no sábado, o evento foi voltado para cooperados e pecuaristas da região, num total de 80 pessoas. O tema foi “Produção de silagem de milho reidratado”. Os palestrantes foram o professor Nilson Nunes Morais Júnior (Ifes Itapina) e o representante da Biomatrix, empresa fornecedora de sementes, Guilherme Fontes Schmidt. É o segundo ano consecutivo do Dia de Campo. Segundo o médico veterinário da Coopeavi no leste mineiro e norte capixaba, Luiz Garcia Duarte Filho, o evento contribui para os pecuaristas no enfrentamento da seca na hora de alimentar o gado.

A primeira edição do evento ocorreu em 2016

“Devido à seca grande dos últimos três anos, faltou silagem com fonte de volumoso para utilizar nesse período. Embora a tecnologia conhecida, os produtores dessa região nunca investiram nesse tipo de plantio porque, com as chuvas regulares antes da estiagem, não viam necessidade”, explica o veterinário. Para o pecuarista João Albino, de Goiabeira (MG), o Dia de Campo estimula o produtor a melhorar a atividade no meio rural. “Foi um

Foi um evento excelente, pois nos ajudou a tomar conhecimento que trará benefícios para animais e consumidores João Albino, pecuarista cooperado

A difusão de informações é o maior objetivo.

evento excelente, pois nos ajudou a tomar conhecimento de como proporcionar uma produção com baixo custo, desenvolvendo uma alimentação balanceada, que trará benefícios para os nossos animais, assim como os consumidores dos nossos produtos”, disse. A parceria entre a Coopeavi e o Instituto Federal começou em 2016, numa somatória de interesses mútuos para difusão de tecnologia. Enquanto a instituição de ensino abre sua estrutura física, a cooperativa utiliza a comunicação direta com os produtores para mobilizar cooperados. A parceria entre as instituições será mantida em 2018. O terceiro Dia de Campo está previsto para abril, com tema a definir.

Tenda da Biomatrix no Ifes.

Alimento mesmo na seca

Pecuaristas tiveram acesso às tecnologias.


Por dentro da Coopeavi

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Graças ao sucesso da primeira edição, a Coopeavi já planeja o próximo encontro para 2018.

Coopeavi promove 1º Encontro de Aposentados Evento reuniu 15 ex-funcionários e familiares, alguns com uma vida profissional inteira ligada à cooperativa

omo forma de lemC brar e homenagear os colaboradores que se

aposentaram pela cooperativa, a Coopeavi promoveu o 1º Encon-

tro de Aposentados, no último dia 20 de dezembro, em Santa Maria de Jetibá. O evento foi marcado por um jantar para 15 ex-funcionários e familiares no Cerimonial Majeski. O momento foi idealizado pelo diretor administrativo comercial, Argeo Uliana, como forma de lembrar todos

Os aposentados receberam o livro dos 50 anos da Coopeavi.

que passaram e contribuíram para o desenvolvimento da cooperativa nos últimos 54 anos. Uma exposição de fotos com diferentes momentos da trajetória dos profissionais ajudou a contar essa história no evento. Na ocasião, o presidente da Coopeavi, Arno Potratz; e o vice, Denilson Potratz, também revelaram algumas curiosidades. Entre os aposentados, pai e filho têm uma história junto à Coopeavi. É o caso do Sr. José Rassele (78) e de Antônio (55), motorista da filial de Santa Teresa ainda em atividade. “Só saio se me mandarem embora”, diverte-se Antônio. Ele conta que entrou na cooperativa em novembro de 1978, quando eram apenas 17 funcionários. Para Antônio, o Encontro de Aposentados foi um dos mais importantes even-

É bom demais lembrar dos que lutaram pela cooperativa. Sempre pensei num dia como hoje

Antônio Rassele, motorista da filial de Santa Teresa

tos sociais realizados pela Coopeavi. “É bom demais lembrar dos que lutaram pela cooperativa. Sempre pensei num dia como hoje. A Coopeavi é a minha segunda família”. Já Carlos Francisco Meneguel, o “Chico”

(59) lembra o tempo exato: 38 anos e oito meses como colaborador no setor financeiro. “Esse encontro foi bom pra não perder o clima com pessoas com quem você passou uma vida toda junto. Tomar aquele chopp, colocar a conversa em dia e relembrar os velhos tempos”. A coordenadora de Recursos Humanos da cooperativa, Rita Rutsaz Gums, informa que o quadro de funcionários da Coopeavi conta com 540 pessoas. Para ela, que é colaboradora há 16 anos, o número mostra a evolução da cooperativa. “Tivemos um crescimento grande de pessoal nos últimos dez anos. Quando entrei, éramos oitenta funcionários. Vendo os que já se aposentaram, fico pensando se vou participar dos próximos encontros”, comenta Rita.


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Informativo Bimestral da Coopeavi • Ano IX • N. 48

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Coope Notícias - Fevereiro 2018 - ED #48  

Informativo bimestral da Coopeavi

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