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FRAG MEN TOS “A natureza nos uniu em uma imensa família, e devemos viver nossas vidas unidos, ajudando uns aos outros.”

Sêneca


Os mapas DA EXPERIÊNCIA Um mapa oferece, assim, novas formas simbólicas de nos descrevermos para nós mesmo, de nos situarmos na mais significativa das viagens, a viagem da experiência pelas terras imaginárias da saúde, dos segredos, da paixão, do trabalho, do além. De agora em diante, a paisagem da vivência pode deixar de ser território desconhecido. Os mapas podem fazer uma exposição filosófica de cada uma dessas dimensões, lançando mão de fatos, curiosidades, pensamentos, obras e frases de personalidades – de Platão a Woody Allen, passando por D.H Lawrence, Bertrand Russell, Susan Sontag e até pelo extrovertido “sábio” de beisebol, Yogi Berra. Trace os seus caminhos como quiser. Você pode, por exemplo, começar pelos segredos, a terra daquilo que guardamos conosco. No território da clandestinidade, encontram-se as vilas reclusas do amor e das fantasias, onde muitos passam os momentos livres.


No território do conhecimento, talvez a origem da nossa civilização, está à metrópole da Intuição. O lar, local em que nos sentimos seguros, é onde a região da verdadeira natureza margeia o mar das possibilidades. Se você se sentir vulnerável e incomodado, por que não visita a saúde? Dizem que o lago elixir tem propriedades curativas, mas não fique muito tempo nas costas da hipocondria! Um espírito bem diferente reina no vale do Rio de Idéias. As fontes de Inspiração nascem nos morros ao redor da criação, uma das cidades mais altas do mundo da experiência humana. As montanhas de trabalho são uma região densamente povoada. Crescimento é uma capital dinâmica, e dela o rio sangue, suor e lágrimas correm para riqueza, no litoral. Subindo o morro, estresse é uma grande cidade assediada pelos que vêm de tensão e excesso de trabalho Quando se refizer desses lugares, você vai merecer uma viagem relaxante até a popular ilha da alta culinária.


A barca atraca nas cidades-irmãs de entrada e À la Carte, onde a comida é excelente. A maioria dos turistas, porém, vai à praia do delivery, na qual se come rápido demais. As melhores praias ficam na península do prazer. O que faz a vida valer mesmo a pena são balneários como rede e cerveja gelada. Liberdade, ainda que muito cara, é uma cidade prospera, e feliz, no norte, tem de tudo que se quer: mar, sol e gente amiga. Existe também um lugar onde nada continua igual, Mudança, uma cidade em contínua construção. Na cidade velha, o Bairro Decadente guarda lembranças do passado, e até alguns distritos mais recentes, como Revolução, deixam transparecer um ar antiquado. Muito idosos passam o inverno na Mortalidade, de clima ameno e uma paisagem reconfortante. Os morros das Reminiscências formam belos campos ondulados, enquanto, a leste, o planalto da Melancolia tem um charme todo seu.


Em dias claros, dos altos dos penhascos próximos da Esperança e Desejo, pode-se ver a terra misteriosa da Além, na porta oriental do Mundo da Experiência Humana. Conta uma lenda antiga que a origem e o significado da vida estão ocultos aí, mas ninguém voltou ainda para confirmar se é mesmo verdade. Continua sendo, como o seu provável ponto de partida, um dos Segredos. Prepare-se assim para uma jornada instigante através do mapa da sua vida – e desfrute, sem sair do lugar, um panorama original, intrigante e, muito provavelmente, esclarecedor.

Jean Klare


ANTES DELA


18 de abril

1948

numa tarde de domingo curitibana, OdalĂŠia deu a luz a um menino, seu segundo filho, o primeiro menino, pra alegria do seu Odilon e da irmĂŁ Beverli.

Paulo Roberto

de Lima França


1957

Nove anos mais tarde, enquanto Paulo já frequentava a escola, Bom Jesus; , no interior de Santa Catarina, em São Bento do Sul, em uma família humilde, Afonso e Ludovina Endler tiveram sua primeira filha.

Vera Lucia Endler


Vera, aos 9 anos, dividia seu tempo entre ir à escola e cuidar da casa e de seus dois irmãos mais novos, Aldair José e Sueli Helena, com 7 e 5 anos.

Aos 18, Paulo saiu da casa dos pais para servir a aeronáutica em Guaratinguetá, São Paulo.


Seis anos depois, aos 15, Vera já tinha mais dois irmãos, Acir e Ariosvaldo e a situação financeira da família era ainda mais difícil, foi então que Afonso entrou no alcoolismo.


20 de outubro

1975

Jackson Borbe França

30 de outubro

1980 Valeska Borbe França

Os sete anos de união com a primeira esposa renderam dois filhos. Exatos três anos depois Paulo, aos 27, casou-se pela primeira vez.


1957 agosto essas hist贸rias se encontram e tornam-se uma s贸...


Eles sempre gostaram de danรงar. E foi em uma noite, no Clube 1 de Curitiba, que se encontraram.


Em uma viagem para Caiobá no ano de 1992, conheceram um casal santista, Cida e Milton. Ali nasceu uma amizade que superou a distância de cidades e o tempo, e dura até hoje.


2 de março

1991

Depois de quatro anos de namoro, dúvidas se casavam ou não, casaram! E logo depois, numa viagem pra Bahia no ano de 93, Vera começou a sentir enjoos e tonturas e prepararam o enxoval!


Depois de saber que em breve teriam uma menina, escolher o nome foi fรกcil, foi aquele que Vera sempre quis, e abrindo o ano de 1994 veio ela,

Marjorie


DEPOIS DELA


7 de janeiro

1994

Nasci Dia 7 de janeiro de 1994 na maternidade Santa BrĂ­gida. Desde pequena, meus pais tinham todas as horas do dia dedicadas a mim.


Logo depois que nasci, passei a ficar todas as manh茫s e tardes na casa da minha v贸 para que meus pais pudessem trabalhar. Meus av贸s foram meus segundos pais, nunca mediram esfor莽os para fazer minhas vontades, passavam todo o tempo que tinham brincando comigo e cuidando de mim.


Minha família materna é o exemplo de família unida. Cada tio e tia são também um pouco pai e mãe, cada primo é também irmão. Domingo é sinônimo de reunião na casa da vó e qualquer acontecimento é motivo pra uma grande festa. O sorriso de um, é o sorriso de todos.


Da uni達o do casal santista Cida e Milton, vieram Thiago, no ano de 93 e Christian, no ano de 97. Com a amizade de nossos pais, crescemos juntos e hoje somos como irm達os.


Aos três anos fui pela primeira vez à escola, Colégio Expoente, onde estudei toda a vida. Todos os dias meu avô me levava e assim que batia o sinal, já estava me esperando pra me levar pra casa.


Ao contrário da maioria das meninas que sonham em fazer Ballet, aos 6 anos comecei a fazer aulas de sapateado no grupo de dança na escola. Só parei em 2010, com diploma de profissional. Ao longo dos 10 anos de dança, tive a oportunidade de participar de campeonatos reconhecidos, do famoso Festival de Dança de Joinville, e de conquistar o terceiro lugar em uma competição internacional.


Em 2001, em uma madrugada de julho, recebi a notícia de que, aos 7 anos, seria tia. E de gêmeos. Minha irmã deu a luz aos seus primeiros filhos, Richard e Luiz Henrique. Dois anos mais tarde, fomos pegos de surpresa com uma gravidez inesperada, e então veio minha sobrinha e afilhada, Kauana.


26 de fevereiro

2002

compreendi o significado da palavra saudade, ao dizer adeus ao meu av么.


Anos mais tarde, em 2009, depois de muitas economias, planos e confus천es, meus pais me presentearam com uma festa de 15 anos exatamente como eu vinha sonhando anos..


No início de 2012, durante uma tarde na praia, recebi a notícia mais esperada por mim e por toda a minha família, minha aprovação na Universidade Federal do Paraná. Nunca pensei que pudesse orgulhar meus pais de tal forma, fazer valer cada esforço, cada centavo de investimento em tantos anos de estudo pago.


Alguns dias depois completei 18 anos e vi a preocupação dos meus pais, que nunca foi pequena, aumentar ainda mais. Maioridade, liberdade, responsabilidades, faculdade, veio também o primeiro namorado, viagens, festas. A pequena estava ficando grande e isso só os preocupava. Hoje, aos 19, sei que isso não vai mudar, que amor de pai faz com que sejam cuidadosos demais algumas vezes, mas esse é o amor que mais importa nessa vida.


"Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é. Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou.

Fernando Pessoa

Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que segue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: “Fui eu”?" Deus sabe, porque o escreveu."



Editorial