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Brasília, 17 de dezembro de 2013 — No cias da União Marista do Brasil — Edição 17 — Ano 2013 

BOLETIM INFORMATIVO  Brasil Marista celebra votos de novos irmãos    Após  dois  anos  de  noviciado,  etapa  central  da formação inicial à vida consagrada marista, dez  noviços  fizeram,  no  dia  8  de  dezembro,  sua  primeira profissão religiosa no Ins tuto Marcelino  Champagnat,  sede  do  Noviciado  Interprovincial  do Brasil Marista, em Passo Fundo/RS.    Além da presença de parentes e amigos dos  novos  irmãos,  a  celebração  eucarís ca  contou  com  a  par cipação  do  Ir.  Joaquim  Sperandio,  superior  provincial  da  Província  Marista  Brasil  Centro‐Sul  (Grupo  Marista)  e  presidente  do  Conselho  Superior  da  União  Marista  do  Brasil  (UMBRASIL);  do  Ir.  Wellington  Mousinho  de  Medeiros,  provincial  da  Província  Marista  Brasil  Centro‐Norte;  do  Ir.  Inácio  Nestor  Etges,  provincial da Província Marista do Rio Grande do  Sul; do mestre de noviços, Ir. Tercílio Sevegnani, e  dos formadores do Noviciado: Ir. Rubens Falqueto   e  Ir.  Silfredo  Luiz  Klein.  Par ciparam  também  da  celebração:  o  diretor‐presidente  UMBRASIL,  Ir.  José  Wagner  Rodrigues  da  Cruz,  e  o  secretário  execu vo da UMBRASIL, Ir. Valdícer Civa Fachi. 

Celebração eucarística 

Nesta edição 

 Brasil Marista celebra votos de novos irmãos 

 Redução  da  Maioridade  Penal  em  pauta  no  Fórum  Mundial de Direitos Humanos 

 Mídia e Direitos da Juventude em debate no Fórum  Mundial de Direitos Humanos 

 Site do Movimento Champagnat foi idealizado para  integrar fraternidades 

 Comitê  Temá co  de  Missão  e  Gestão  reúne‐se  na  UMBRASIL 

 Comissão  de  Educação  Básica:  novas  perspec vas  para 2014 

 Encontro Nacional propõe novas ações para evange‐ lização juvenil 

 UMBRASIL  lança  publicação  com  o  Estatuto  da  Ju‐ ventude 

  O  noviciado  vem  definido  pelas  Cons tuições  Maristas  como  iniciação  à  vida  religiosa e como prova para testar o chamado de  Deus. Nesta etapa, o Irmão noviço, ajudado pelo  mestre de noviços e seus colaboradores, discerne  a vontade de Deus sobre si mesmo e verifica suas  mo vações  e  ap dões  relacionadas  com  seu  engajamento.  Pela  prá ca  dos  conselhos  evangélicos, ele se põe a seguir Cristo, do jeito de  Maria,  a  experimentar  o  gênero  de  vida  do  Ins tuto  e  aprender  a  viver  segundo  as  Cons tuições  (Cons tuições  e  Estatutos  nº  97).  No  Brasil  Marista  do  Brasil,  o  noviciado  tem  a  duração  de  22  meses,  contemplando  o  Ano  Canônico  e  o  estágio  junto  a  uma  comunidade  apostólica marista. 


Segundo  o  secretário  execu vo  da  União  Marista do Brasil (UMBRASIL), Ir. Valdícer Fachi,  a  primeira  profissão  religiosa  sempre  é  mo vo  de  alegria  e  esperança  para  a  perenidade  da  vida  e  da  missão  maristas.  O  sonho  de  Champagnat  con nua  vivo,  os  novos  professos    são  impelidos  a  con nuar  com  sua  obra,  que  é  tornar  Jesus  Cristo  conhecido  e  amado  no  meio  das  crianças  e  jovens,  sobretudo,  no  meio  dos  mais  necessitados.  “A  celebração  na  qual  os  noviços  fizeram  sua  primeira  profissão  religiosa,  pelos  Conselhos  Evangélicos de pobreza, obediência e cas dade,  foi  um  momento  de  afirmação  a  esse  compromisso:  de  dizer  ‘sim’  ao  chamado  de  Deus”, comemorou Ir. Fachi. 

  Ao  final  da  celebração,  os  convidados  foram recepcionados por um almoço fes vo.      Relação dos Irmãos que emi ram os votos:  Província Marista Brasil Centro‐Norte  

Marcone André do Nascimento Correia 

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Fabrício Barbosa da Fonseca 

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Cassiano Lima Monteiro 

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Danilo Ferreira Silva 

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André Soares Bezerra 

Província Marista Brasil Centro‐Sul (Grupo  Marista) 

  Para  o  jovem  Irmão  Cassiano  Lima  da  Província  Marista  Brasil  Centro‐Norte,  a  experiência do Noviciado foi um tempo de Deus  em sua vida: “esse tempo me proporcionou um  maior  contato  com  Ele,  por  meio  da  vivência  pessoal, comunitária e eclesial. Foi um momento  de  me  abrir  ao  outro,  às  províncias,  e  perceber  que  a  vocação  do  irmão  marista  é  bem  maior  que áreas territoriais, mas é para todo mundo marista”. 

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Ivan de Castro 

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Jeferson Hugen 

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Edevaldo Francisco Griza 

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Josiel Marcos Guimarães  

Província Marista do Rio Grande do Sul  

Irmãos que emitiram os votos  2 

Matheus da Silva Mar ns 


Redução da Maioridade Penal em pauta no Fórum Mundial de Direitos Humanos    A  mesa  redonda  sobre  Direitos  Humanos  de  Adolescentes  em  Conflito  com  a  Lei  e  as  Tendências  de  Recrudescimento  Puni vo  na  América  La na  foi  a  a vidade  autoges onada  realizada,  no  dia  12  de  dezembro,  pela  União  Marista  do  Brasil  (UMBRASIL),  pelo  Ministério  da  Jus ça,  pela  Secretaria  de  Direitos  Humanos  da  Presidência  da  República,  e  pela  ANDI‐  Comunicação  e  Direitos,  no  Fórum  Mundial  de  Direitos Humanos (FMDH) em Brasília/DF. 

das  Nações  Unidas;  e  Claudio  Augusto  Vieira  da  Silva,  do  SINASE/SNPDCA/SDH,  ressaltaram  uma  preocupação  em  comum:  a  necessidade  de  incen var  polí cas  públicas  mais  preven vas  e  efe vas,  que  garantam  a  aplicação  dos  direitos  humanos  estabelecidos  no  Estatuto  da  Criança  e  do Adolescente (ECA).    De  acordo  com  Suzana  Varjão,  um  dos  dados em análise na pesquisa da ANDI refere‐se à  forma  como  é  realizada  a  cobertura  por  alguns  meios  de  comunicação em  assuntos  referentes  à  criminalidade  juvenil.  “A  sensação  que  a  mídia  nos passa é a de um sensacionalismo ideológico,  no qual a solução mais plausível seria punir essas  crianças  e  adolescentes  em  conflito  com  a  lei.  Essa a tude ‘desinforma va’ de parte dos canais  jornalís cos  desfavorece  qualquer  trabalho  no  sen do  de  prevenir  essas  crianças  a  entrar  na  criminalidade”, demonstrou a consultora. 

  Na  ocasião,  foram  lançadas:  a  Campanha  “Maristas  contra  a  Redução  da  Maioridade  Penal,  Juntos  pela  Proteção  de  Direitos”,  pelo  secretário  execu vo  da  UMBRASIL,  Ir.  Valdícer  Fachi;  e  a  pesquisa:  “A  Mídia  Brasileira  e  as  regras  de  responsabilização  dos  adolescentes  em conflito com a lei”, pelo secretário execu vo  e  consultora,  ambos  da  ANDI  –  Comunicação  e  Direitos, Veet Vivarta e Suzana Varjão. 

  Para Norberto Liwiski, aumentar penas está  longe  de  ser  medida  socioeduca va  eficiente:  “problemas  sociais  não  se  resolvem  com  mais  penas,  por  isso  é  preciso  acabar  com  essa  tendência ao recrudescimento puni vo que existe  na  América  La na”,  opinou.  Segundo  Liwiski,  os  países  la no‐americanos  devem  garan r  direitos  não  somente  a  adolescentes  em  conflito  com  a  lei,  mas,  sobretudo,  a  adolescentes  com  possibilidade de ficar em conflito com a lei.    Segundo  Wanderlino  Nogueira,  devemos  refle r  em  como  a  sociedade  brasileira  tem  promovido  violações  de  direitos.  “Sem  polí cas  de  prevenção,  eu  me  pergunto:  Quem  verdadeiramente está em conflito com a lei? Nós,  enquanto sociedade, ou esses jovens, esquecidos  pelo  descaso  social?”,  ques onou  o  membro  do  Comitê de Direitos da Criança das Nações Unidas. 

Ir. Valdícer Fachi lança a Campanha “Maristas contra a Redução  da Maioridade Penal, Juntos pela Proteção de Direitos” 

  Durante quatro horas de reflexão e debate  sobre  temas  relacionados  à  idade  penal  e  a  adolescentes em conflito com a lei, especialistas  renomados,  tais  como:  Norberto  Liwski,  presidente  da  Defensa  de  Niños  y  Niñas  Internacional – Secção Argen na; Suzana Varjão,  da  ANDI‐  Comunicação  e  Direitos;  Wanderlino  Nogueira,  do  Comitê  dos  Direitos  das  Crianças 

  Claudio Augusto Vieira da Silva, por sua vez,  ques onou  qual  seria  a  verdadeira  intenção  3 


pedagógica  do  sistema  de  restrição  de  liberdades a adolescentes em conflito com a lei  e  apresentou  algumas  alterna vas:  “uma  nova  agenda  polí ca  deve  ser  feita  para  que  esses  jovens  possam  ser  ouvidos  e  para  que  sejam  definidas  medidas  que  devam,  de  fato,  ser  tomadas  para  rá‐los  das  ruas  e  das  drogas”,  opinou Claudio.   

penal.  Por  isso,  desenvolveu  a  Campanha  “Maristas contra a Redução da Maioridade Penal, pela  Proteção de Direitos”. 

  Como  surgiu  a  Campanha  “Maristas  contra  a  Redução  da  Maioridade  Penal,  pela  Proteção  de Direitos”    O  debate  promovido  pela  UMBRASIL  durante  todo  o  ano  de  2013,  por  meio  de  reuniões  e  videoconferências  do  Fórum  Permanente  do  Marco  Regulatório  e  Gestão  de  Risco,  apontou  a  necessidade  de  um  posicionamento oficial do Brasil Marista frente à  questão da redução da idade penal. Mobilizada,  especialmente  pela  forma  como  alguns  setores  da  mídia  têm  pautado  o  tema,  colocando  enorme  repercussão  e  sensacionalismo  em  casos  que  envolvem  adolescentes  em  delitos  e  crimes,  a  UMBRASIL,  em  resposta  à  sua  Missão  na  defesa  e  garan a  de  direitos  de  crianças  e  adolescentes,  definiu  como  prioritária  a  adesão  a  outros  movimentos  de  ins tuições  parceiras  em  inicia vas  contra  a  redução  da  maioridade 

  De  acordo  com  o  secretário  execu vo  da  UMBRASIL, essa campanha visa dar con nuidade  a  ações  de  mobilização  e  ar culação  com  outras  ins tuições,  na  garan a  de  direitos  para  as  infâncias,  adolescências  e  juventudes.  “Dessa  forma,  ajudaremos  a  garan r  a  proteção  de  direitos  humanos  e  contribuir  para  uma  cultura  solidária  e  prote va  para  as  infâncias,  adolescências  e  juventudes  brasileiras,  já  previstas na legislação internacional e brasileira”,  elucidou Ir. Fachi. 

Mídia e Direitos da Juventude em debate no Fórum Mundial de Direitos Humanos    A  ONU  dedica,  desde  1992,  um  Dia  de  Debate  Geral  para  discussão  de  um  ar go  específico  da  Convenção  sobre  os  Direitos  da  Criança  ou  de  um  tema  dos  direitos  das  crianças.    Ins tuições  no  mundo  todo  se  mobilizam  para  apresentar  relatórios  e  contribuir com o Dia de Debate Geral no Comitê  dos  Direitos  da  Criança  –  ONU,  em  Genebra  .   Para  atender  a  esse  pleito,  a  União  Marista do Brasil (UMBRASIL), em parceria com 

a  Comissão  Intersetorial  de  Enfrentamento  da  Violência  contra  Crianças  e  Adolescentes  (SDH/PR), o Comitê Nacional de Enfrentamento à  Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e  a  Agência  de  No cias  dos  Direitos  da  Infância  (ANDI), organizou a a vidade autoges onada Dia  de Debate Geral: Mídias, Redes Sociais e Direitos  de Crianças e Adolescentes no Fórum Mundial de  Direitos Humanos (FMDH), em Brasília (DF).  


Para  Patrícia  Benitez  Romero,  a  contribuição da Ins tuição Marista visa ressaltar,  principalmente, o olhar da criança na elaboração  e  na  recepção  dos  conteúdos  produzidos  pela  mídia  e  pelas  redes  socias.  “Estamos  tendo  o  cuidado  de  ouvir  todas  as  vozes  de  crianças  brasileiras, a fim de poder produzir o documento  que irá a Genebra e, também, tentando socializar  uma  devolu va  a  esses  jovens  sobre  seus  ques onamentos”,  compar lhou  a  analista  educacional do Grupo Marista. 

  A a vidade foi realizada no segundo dia do  Fórum,  11  de  dezembro,    no  Centro  Internacional de Convenções do Brasil, das 16 às  20h,  e contou com a presença dos palestrantes:  Veet  Vivarta,  secretário  execu vo  da  ANDI  ‐  Comunicação  e  Direitos;  Douglas  Moreira,  jornalista e conselheiro do Conselho Nacional da  Juventude  (CONJUVE);  Patrícia  Benitez  Romero,  analista educacional do Grupo Marista (PMBCS);  e  José  Edgard  Rebouças,  jornalista  e  coordenador‐geral  de  mídias  e  conteúdos  digitais  no  Ministério  da  Educação  (MEC).  A  Mesa  de  Debates  foi  mediada  pela  coordenadora  da  Área  de  Representação  Ins tucional da UMBRASIL, Leila Paiva.  

  Com  base  nas  novas  formas  de  exposição  dos  jovens  à  publicidade  e  a  técnicas  de  merchandise  pela  mídia,  o  professor  e  jornalista  José  Edgard  Rebouças  acredita  que  os  ar cios  que  a  mídia  vem  u lizando  privilegiam  fins  consumistas  em  detrimento  dos  informacionais.  “Isso é perverso para crianças, que serão futuros  consumidores,  daí  fica  a  questão  de  como  preservar  essas  crianças  dessa  forma  tão  comercial  que  a  mídia  trata  os  direitos”,  ques onou  o  coordenador‐geral  de  mídias  e  conteúdos digitais no MEC.  

  De  acordo  com  Veet  Vivarta,  a  Comunicação, ao mesmo tempo em que garante  direitos, ela pode ameaçar, por isso é um tema  relevante. “Deve haver uma convergência entre  a  liberdade  de  expressão  e  os  direitos  da  infância, e isso se dá por meio de diálogo, a fim  de  construir  Polí cas  Públicas  concretas  e  corretas  para  nossa  realidade”.  Para  Vivarta,  estabelecer  limites,  garan r  a  inclusão  dos  jovens  à  informação  e,  ao  mesmo  tempo,  protegê‐los  desses  direitos,  são  desafios  que  devem  ser  dialogados  e  levados  ao  Comitê  dos  Direitos  da  Criança,  a  fim  de  serem  largamente  deba dos em Genebra. 

Palestrantes falam sobre Mídia e Direitos da Infância 

  Após  as  exposições,  os  organizadores  da  Mesa  abriram  espaço  para  discussão  e  debate  desse  tema  de  tamanha  relevância  para  a  formação  de  jovens,  dentro  de  uma  realidade  onde a informação representa uma dicotomia de  direitos  contraditórios  e  que  precisam  de  regulamentação  para  tornarem‐se  efe vos  e  menos nocivos nos meios sociais. As ins tuições  par cipantes  assumiram  o  compromisso  de  con nuar  a  mobilização  em  torno  do  tema  para  elaboração de um plano de incidência. 

   Segundo  o  jornalista  Douglas  Moreira,  o  direito  à  liberdade  de  informação  torna‐se  realidade  por  meio  de  regulação  e  de  formulação  de  Polí cas  Públicas.  “A  comunicação  é  também  direito  de  crianças,  adolescentes e jovens e sua regulamentação vai  permi r que jovens, de todas as classes sociais,  possam  dizer  o  que  pensam  e  o  que  querem,  pois eles têm muito a dizer”, lembrou Rebouças.  5 


Site do Movimento Champagnat foi idealizado para integrar fraternidades  UMBRASIL  e  sua  atualização  será  feita  pelas  equipes provinciais do MChFM. 

  Hoje  em  dia  todos  nós  sabemos  a  importância  da  u lização  de  meios  virtuais  no  que tange à integração e comunicação de temas  ins tucionais com seus diversos públicos. Com o  Movimento  Champagnat  da  Família  Marista  (MChFM) não foi diferente. Em 2010, durante o  Encontro  Nacional  de  Mul plicadores  do  Movimento,  organizado  pela  União  Marista  do  Brasil (UMBRASIL), surgiu a proposta de solicitar  a  criação  de  ferramentas  de  comunicação,  com  o  obje vo  de  fortalecer  a  comunicação  e  divulgação  das  a vidades  das  Fraternidades.  Surgiu,  então,  a  ideia  de  criar  um  site  para  o  MChFM,  para  que  as  diversas  fraternidades  pudessem ser conhecidas e integradas em todo  o  Brasil  Marista,  além  de  possibilitar  que  no cias,  ações  e  projetos  do  Movimento  pudessem  ser  divulgados  e  conhecidos  por  todos seus interessados. 

  De  acordo  com  o  coordenador  da  Área  de  Vida  Consagrada  e  Laicato  da  UMBRASIL,  Ir.  Antônio  Quin liano,  todo  meio  de  comunicação  tem  como  premissa  favorecer  a  interação  entre  as  pessoas  que  u lizam.  No  caso  do  site,  a  dinâmica  é  perpassada  pela  socialização  de  experiências,  fatos  e  acontecimentos  que  estão  relacionados  direta  ou  indiretamente  ao  contexto pessoal, cultural, social daqueles que se  comunicam  ou  são  interlocutores  no  processo.  “Organizar  o  site  do  Movimento  Champagnat  e  colocá‐lo  ‘no  ar’  foi  criar  mais  um  espaço  para  que  os  membros  das  fraternidades  possam  conhecer‐se,  aproximar‐se  e  par lhar  a  experiência    do  compromisso  vivido  em  seu  co diano  em “torno da ‘mesa’ da espiritualidade  e  missão  legados  por  Champagnat”,  opinou  Ir.  Antônio.  Segundo  o  coordenador,  os  materiais  publicados  no  site  certamente  ajudarão  a  revitalizar a paixão por  Jesus Cristo, razão de Ser  do  Ins tuto,  e  contribuir  para  fortalecer  nosso  amor ao carisma marista. “Tornemo‐nos, através  do  site,  fontes  de  inspiração  uns  para  os  outros  pelo nosso testemunho de vida”, concluiu Ir. Antônio. 

  Lançado  em  2013,  o  site  foi  idealizado  para  atender  à  proposta  de  criar  instrumentos  de  comunicação  comuns  e  de  fortalecer  a  unidade e organicidade do Movimento no Brasil,  garan ndo  o  protagonismo  e  autonomia  das  Leigas  e  Leigos  em  comunhão  com  os  Irmãos  e  outras  formas  de  pertença  ao  Ins tuto.  Inicialmente  organizado  pela,  até  então,  Subcomissão  do  MChFM,  o  site  hoje  é  de  responsabilidade  da  Comissão  do  Laicato  da 

  Para  conhecer  o  site  do  MChFM,  acesse:  www.umbrasil.org.br/mchfm/  


Comitê Temá co de Missão e Gestão reúne‐se na UMBRASIL   da  Juventude  e  a  Campanha  “Maristas  contra  a  Redução  da  Maioridade  Penal”  caminhem  em  sinergia no próximo ano.     Em relação à Área de Gestão, destacou‐se a  relevância  do  trabalho  do  GT  Desenvolvimento  de  Lideranças  que  está  em  ar culação  com  as  demais ações de formação de gestores do Brasil  Marista,  bem  como  a  atuação  da  Comissão  de  Sinergias nas negociações conjuntas.   Integrantes do Comitê Temático de Missão e Gestão em reunião  na UMBRASIL 

  Esta  úl ma  reunião  do  ano  do  Comitê  Temá co  de  Missão  e  Gestão  da  UMBRASIL  foi  marcada  por  um  momento  inicial  de  par lha  e  de oração, retomando os projetos 2013 e sonhos  para  2014  e  relembrando  todos  os  Grupos  e  Comissões que passaram pela Ins tuição durante  o  ano  de  2013.  O  grupo  acolheu  com  alegria  e  fraternidade  os  novos  par cipantes  do  Comitê  Temá co:  Paulo  Serino,  Superintendente  do  Grupo  Marista,  e  Michelle  Jordão,  nova  assessora da Área de Missão.  

   O  Comitê  Temá co  de  Missão  e  Gestão  reuniu‐se,  no  dia  10  de  dezembro,  na  sede  da  UMBRASIL,  para  avaliar  o  andamento  dos  projetos  das  Áreas  de  Missão  e  de  Gestão  rela vos  a  2013  e  validar  o  plano  de  ação  das  mesmas  para  2014.  O  Comitê  validou  a  criação  dos  novos  Grupos  de  Trabalhos  da  Área  de  Missão, com foco na avaliação em larga escala e  na  atuação  marista  com  famílias.  Foi  recomendado,  ainda,  que  o  estudo  do  Estatuto 

Comissão de Educação Básica: novas perspec vas para 2014  Ressaltou‐se,  ainda,  a  importância  do  compartilhamento  com  a  Comissão  de  Solidariedade  no  tema  Educação  Integral  em  tempo  integral,  que  prospecta  uma  dimensão  integradora  da  missão educa vo‐evangelizadora marista. 

  Ao  finalizar  a  caminhada  da  Comissão  de  Educação  Básica  em  2013,  novas  perspec vas  foram  traçadas  para  o  próximo  ano  de  forma  a  potencializar  e  a  fortalecer  a  rede  marista  de  educação  básica,  a  par r  dos  cenários  ins tucionais e das polí cas públicas. Dentre os  destaques  de  2013,  a  Comissão  ressaltou  a  implantação  das  Matrizes  Curriculares,  a  realização do Curso Gestão Estratégica a Serviço  da Missão da Escola, a publicação dos Cadernos  Maristas para o ENEM, a análise dos resultados  do Brasil Marista no ENEM, o acompanhamento  das  polí cas  para  Ensino  Médio,  e  o  início  do  desenvolvimento  do  Sistema  de  Educação  Marista  em  parceria  com  a  Editora  FTD. 

  Além  da  con nuidade  dos  projetos  destacados,  a  Comissão  intensificará  o  estudo  e  acompanhamento das polí cas de avaliações em  larga  escala.  Nesse  sen do,  propôs  a  criação  do  Grupo  de  Trabalho  (GT)  Avaliações  em  Larga  Escala  que  possibilitará  a  realização  de  estudos  técnicos  sobre  sistemas  nacionais  e  internacionais de avaliação de larga escala, para  subsidiar  posicionamento  estratégico  da  Rede  Marista  de  Educação  Básica  bem  como,  propor  7 


adolescentes  e  jovens,  e  alimentam  a  nossa  utopia de uma educação libertária e significa va  para  os  sujeitos  da  educação  marista  nos  diversos  espaçotempos  educa vos.  “Isso  nos  impulsiona  a buscar de modo apaixonado,  e em  resposta  ao  21º  Capítulo  Geral  e  aos  apelos  contemporâneos,  formas  novas  e  cria vas  de  evangelizar  e  educar  as  crianças  e  jovens”,  compar lhou a assessora. 

estratégias para incidência em polí cas públicas  e incrementar o relacionamento com o Ministério da  Educação e com os Ins tutos de Pesquisa.     Outra perspec va para 2014 é a conclusão  do material didá co do 1º ano do Ensino Médio  e  o  desenvolvimento  dos  materiais  para  o  2º  e  3º  anos,  além  dos  conteúdos  digitais  que  irão  compor  o  Sistema  de  Educação  Marista.  Além  desses, outros temas que serão prospectados no  próximo ano pela a Comissão dizem respeito às  polí cas  rela vas  às  tecnologias  educacionais  e  à revisão das diretrizes maristas para o Ensino Médio.  

  O coordenador da Área de Missão, Ir. Lúcio  Gomes  Dantas,  pontuou  que    a  Comissão  de  Educação  Básica,  no  ano  de  2013,  não  mediu  esforços  de  unir  forças  e  talentos  em  prol  de  uma  educação  nos  moldes  marista.  “Nossos  esforços  devem  visibilizar  ações  comprome das  com  o  ser  humano  em  sua  integralidade,  tornando‐se,  dessa  forma,  relevantes  todos  os  trabalhos  desenvolvidos  por  esta  Comissão  com  os grupos de trabalhos”, ressaltou Ir. Lúcio.  

  Para  Mércia  Procópio,  assessora  da  Área  de Missão da UMBRASIL, os projetos e inicia vas  da  Comissão  de  Educação  Básica  e  as  sinergias  cons tuídas entre as lideranças estratégicas das  Províncias  e  a  UMBRASIL  consolidam  uma  caminhada  profé ca  cujo  foco  é  a  educação  de  qualidade,  como  direito  das  crianças, 


Encontro Nacional propõe novas ações para evangelização juvenil  fazendo  parte  do  mesmo  Corpo  de  Cristo!”,  enfa zou o estudante.  

   A  fim  de  representar  as  mais  de  sete  mil  vozes de jovens, leigos e Irmãos, o Brasil Marista  par cipou  do  Encontro  Nacional  de  Revitalização  da  Pastoral  Juvenil,  promovido  pela  Comissão  Episcopal  Pastoral  para  a  Juventude da Confederação Nacional dos Bispos  do  Brasil  (CNBB),  de  11  a  15  de  dezembro,  no  Colégio Dom Bosco em Brasília.     O  encontro,  que  teve  como  tema:  "Ide,  sem  medo,  para  servir",  reuniu  mais  de  350  pessoas,  dentre  bispos,  padres,  religiosos,  religiosas,  leigos  e  jovens,  com  a  finalidade  de  planejar  as  a vidades  de  evangelização  dos  jovens e contribuir para que a Igreja no Brasil e  as  expressões  juvenis  possam  colher  os  frutos  dos  trabalhos  desenvolvidos  nos  úl mos  anos  com a juventude.  

Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil 

  A  acolhida  e  boas‐vindas  foram  proferidas  por  Dom  Eduardo,  presidente  da  Comissão  Episcopal  da  Pastoral  para  a  Juventude;  e  por  Dom  Leonardo,  secretário  geral  da  CNBB,  cujas  palavras  mo varam  os  presentes  a  ter  as  juventudes como opção preferencial no trabalho  de  evangelização.  “Um  dos  desejos  desse  encontro  é  que  o  documento  85  permaneça  a  iluminar a prá ca pastoral de todos, bem como,  a  par r  das  oito  linhas  de  ação  do  documento,  propor  novas  pistas  de  ação  em  nível  nacional,  regional e por expressões”, disse Dom Eduardo.   

  O  Brasil  Marista  foi  representado  pelo  estudante  do  Colégio  Marista  de  Surubim/PE  Gabriel  Arruda,  da  Província  Marista  Brasil  Centro‐Norte  (PMBCN);  e  por  Diogo  Galline,  representando o Grupo Marista.  De acordo com  Gabriel  Arruda  há  uma  enorme  diversidade  de  carismas  no  encontro:  “Estão  presentes  novas  comunidades,  congregações,  movimentos,  pastorais.  Embora  muitos  e  diferentes,  todos 

  Para  Dom  Leonardo,  os  jovens  estão  par cipando  de  um  momento  e  um  espaço  privilegiados de diálogo e comunhão com a Igreja  e  demais  pastorais,  congregações,  comunidades  e  movimentos.  “Lembremo‐nos  sempre  de  que  todos nós somos pequenas comunidades dentro  da grande comunidade da Igreja. Nosso Carisma  foi  feito  para  ir  além  de  nossos  muros  e  um  de  nossos  desafios  é  dialogar  e  estar  aberto  ao  diferente, sem perder a iden dade que nos torna  Marista”, concluiu.  Jovens representam o Brasil Marista  no Encontro Nacional  9 


UMBRASIL lança publicação com o Estatuto da Juventude    A  União  Marista  do  Brasil  (UMBRASIL)  lançou  a  publicação  com  o  Estatuto  da  Juventude (Lei nº 12.852, 05 de agosto de 2013)  des nada  a  todos  os  jovens  do  Brasil  Marista,  idealizada a par r da ar culação da Comissão de  Evangelização  com  o  Conselho  Nacional  da  Juventude  (CONJUVE)  e  com  a  Secretaria  Nacional  da  Juventude  (SNJ)  para  acompanhamento das polí cas nacionais.     O  Estatuto  da  Juventude  dispõe  sobre  os  direitos  dos  jovens,  os  princípios  e  as  diretrizes  das polí cas públicas de juventude e cria ainda o  Sistema  Nacional  de  Juventude  –  SINAJUVE,  sendo  considerado  um  grande  passo  para  toda  uma  geração  de  jovens  que  necessitam  de  polí cas  claras  e  que,  com  seus  direitos  garan dos,  possam  ter  condições  reais  de  exercer com liberdade, equidade e segurança o  seu papel social. Segundo João Carlos de Paula,  assessor  da  Área  de  Missão,  “o  Estatuto  representa  as  vozes  das  Juventudes  de  nosso  país e celebra seus direitos em diversos âmbitos.  Nós,  Maristas  de  Champagnat,  estamos  fortemente  comprome dos  com  a  par cipação  juvenil nos espaços de incidência polí ca e com  a defesa desses direitos”. 

vida,  que  se  torne  uma  ciranda  entre  nós,  só  assim serão superados os grandes absurdos que  enfrentamos, tais como: a falta de representação  juvenil e o genocídio da juventude nas periferias  e  nos  centros,  em  sua  grande  maioria,  jovens  negros, indígenas e ribeirinhos”, opinou Ir. Wagner.     Assim,  o  Brasil  Marista  conclama  todos  os  leigos,  leigas,  Irmãos,  educadores  e  Jovens  a  discu r e refle r sobre o Estatuto da Juventude e  façam  dessas  diretrizes  legais  um  mundo  de  possibilidades  para  as  nossas  relações  significa vas  com  a  moçada.  “Nossos  aparelhos  educacionais, culturais e de evangelização devem  colocar‐se  a  serviço  do  protagonismo  e  do  empoderamento  dos  jovens  de  todo  o  Brasil  e,  para isso, disponibilizamos mais um instrumento,  publicado  dentro  de  nossa  ins tuição  marista”,  concluiu Ir. Wagner. 

  Para o diretor‐presidente da UMBRASIL, Ir.  José Wagner Rodrigues da Cruz, é um dever dos  Maristas de Champagnat promover e efe var os  direitos  da  juventude  com  polí cas  públicas  construídas  e  ar culadas  com  a  sociedade.  “É  preciso  que  o  Estatuto  saia  do  papel  e  ganhe  Expediente  Assessora de Comunicação e Marke ng: Danielle Currlin  E‐mail: dcurrlin@umbrasil.org.br  Analista de Comunicação e Marke ng: Marjoire Cas lho  E‐mail: marjoire@umbrasil.org.br  (61) 3346‐5058 — www.umbrasil.org.br  10 


Boletim Edição 17 - Ano 2013  

Notícias da União Marista do Brasil - UMBRASIL

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