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A cura vem de fora – Marcos 7.14-23 Que o Pai de toda graça nos alimente com a Sua Palavra! INTRODUÇÃO: DOENÇA [SLIDE

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Esta semana visitei a Gabrielinha, filha do Natálio e da Eliane. Tadinha! Ela estava quietinha, amuada. É triste ver o que uma doença faz com uma criança. No caso da Gabriela, sua internação ocorreu graças à meningite viral – uma doença causada por seres minúsculos, visíveis somente pelas lentes do microscópio. Quando vamos ao Hospital com algum mal-estar, queremos que os médicos descubram qual ser minúsculo está causando a doença que nos agride. São os sintomas (dor, febre, vômitos) que nos fazem ir ao Hospital nem sempre sabemos qual enfermidade acomete nosso corpo. É para descobrir a causa do nosso desconforto que os médicos realiza inúmeros exames. No caso da Gabriela, ela foi levada ao Hospital, pois sofria com enjôos e febre além do normal para uma gripe ou virose. Após a primeira consulta, ela e os pais foram isolados porque o médico suspeito de meningite bacteriana, a mais contagiosa e letal das meningites. Graças a Deus, a suspeita não se confirmou. Exames de sangue de líquor da coluna vertebral constataram que a Gabi sofria com uma meningite viral, uma doença bem menos letal. O tratamento, a partir daí, foi por meio de anti-virais. E, com a graça de Deus, ela recebeu alta na quarta-feira e voltou para casa com seus pais. OUTRA DOENÇA: SINTOMAS [SLIDE

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Nós sofremos de outra doença. Uma doença grave, que produz muitos sintomas. Jesus descreve nosso quadro clínico: 7. 21-22: “...os maus pensamentos, a imoralidade sexual, os roubos, os crimes de morte, os adultérios, a avareza, as maldades, as mentiras, as

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imoralidades, a inveja, a calúnia, o orgulho e o falar e agir sem pensar nas conseqüências.” Todos nós apresentamos todos esses sintomas. Tudo começa com um mau pensamento que domina nossa mente. É o que acontece quando alguém nos ofende (no trânsito, por exemplo). Depois, apresentamos sintomas visíveis a nós mesmos (mas ainda ocultos aos outros): a imoralidade sexual, a inveja e a cobiça. No próximo estágio os sintomas ficam visíveis a todos: o adultério, por exemplo, é algo constantemente: é só nos lembrarmos de quantas vezes ficamos babando diante dos atores e atrizes da TV. Talvez, alguém diga: “Mas, pastor, eu não sou culpado de roubos e crimes de morte”. Será que não somos? Será que nunca pegamos o que não é nosso? Não esquecemos de devolver o que pegamos emprestado?

[Aplicação: deixar o pessoal falar...] Em suma, meus irmãos, todos esses sintomas que Jesus relatou são uma descrição exata de nossas vidas. Mesmo assim, tudo isso (maus pensamentos, imoralidade, roubos, assassinato, adultério, avareza, maldade, mentira, imoralidade, inveja, calúnia, orgulho e falar e agir sem pensar) são apenas sintomas da doença que acomete a todos os seres humanos. Inclusive a morte é apenas um sintoma. Agora, é hora de perguntar: “Ok, estamos doentes. Mas, qual é doença? Qual é a causa dessa síndrome tão grave?” CAUSA E TRATAMENTO [SLIDE

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Bom, inúmeras causas são apontadas. Muitos pensam que essa desgraça toda que nos faz sofrer vem de fora. Por exemplo:  Diabo: É comum ouvir pessoas dizendo que falaram ou fizeram besteira porque estavam sob influência do diabo ou de um “encosto”. Aliás, após cair em tentação, Eva colocou a culpa no diabo: “Essa serpente me fez pecar!”  Outra pessoa: Muitas vezes pensamos que os problemas da nossa vida sempre são culpa de outra pessoa. Maridos e esposas se acusam mutuamente. Pais culpam seus filhos: “quanto tempo e dinheiro eu gaste com esse moleque”. Filhos culpam pais: “meu pai não dava bola pra mim quando eu era pequeno”. E assim por diante. Agimos como fez Adão, que colocou a culpa em Eva: “Senhor, a mulher me deu a maçã e eu comi.”

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Na época de Jesus, os fariseus também pensavam assim. Eles achavam que a impureza sempre vinha de fora ou de outra pessoa. Por isso, eles evitavam tocar em cadáveres, líquidos desconhecidos. Muitos não tocavam em suas próprias mães, pois não queriam se arriscar a tocar em uma mulher com hemorragia ou menstruação. Lembrem-se de que isso nada tinha a ver com higiene (falamos disso culto passado). O objetivo deles era evitar a impureza, a contaminação cerimonial. Mas, Jesus diz que eles estão errados. A impureza não vem de fora de nós. Vem de dentro. Jesus diz: 7.15: Tudo o que vem de fora e entra numa pessoa não faz com que ela fique impura, mas o que sai de dentro, isto é, do coração da pessoa, é que faz com que ela fique impura. A novidade do ensino de Jesus foi difícil até para os discípulos entenderem, pois lhes faltava ainda a sabedoria necessária. Mas, Jesus explica melhor: 7.18-19: Aquilo que entra pela boca da pessoa não pode fazê-la ficar impura, porque não vai para o coração, mas para o estômago, e depois sai do corpo. Com isso Jesus quis dizer que todos os tipos de alimento podem ser comidos. 7.23: É do coração que vem todas essas coisas.

[SLIDE 04] Isso quer dizer que, se fôssemos fazer um exame para constatar a causa dessa doença (que gera morte, roubo, adultério), não iríamos olhar para fora do corpo, mas para dentro - para o coração. TODOS os pecados que cometemos têm sua origem em nosso coração. Nós somos culpados. Infelizmente, nós já nascemos com esse vírus maldito do pecado. A doença é extremamente contagiosa. Passa dos pais para os filhos. Entrou no mundo por meio de Adão e Eva e, dessa forma, se espalhou por toda a humanidade. Todos nascem contaminados. O contágio é total. Vivemos uma pandemia! Por essa razão, não adianta colocar a culpa no diabo ou em outra pessoa. O pecado reside em nós. E a culpa é nossa por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. O diabo pode nos tentar (como ele fez com Eva), mas ele não pode nos forçar a pecar. Foi Eva que tomou a fruta e a comeu.

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CURA [SLIDE

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Bom, tendo definido a causa, precisamos buscar tratamento para esse mal. Novamente, o sucesso do tratamento depende do remédio aplicado. Por exemplo, a Gabriela não seria curada da meningite se fosse tratada com antibióticos de infecção de garganta. Ele precisou tomar o remédio certo. Nesse sentido, precisamos ter muito cuidado com os falsos tratamentos que aparecem por aí. Há muitos charlatães que propõe um tal de “tratamento interno”, isto é, ensinam que o esforço humano individual é capaz de trazer cura para os pecados. É por essa razão que muitos pagam pesadas penitências e promessas ou se esforçam para cumprir votos e juramentos. Mas, este tipo de tratamento falha sempre. Não adianta! “Homeopatia Espiritual” não resolve. É só olhar para os fariseus: comiam de mãos limpas, mas foram condenados por Jesus. Eram “hipócritas”, pois se julgavam superiores a todos. Sobre esses “tratamentos alternativos”, Lutero nos ensina que: “por nossa própria razão ou força não podemos crer em Cristo como Salvador...” Bom, o que nos resta fazer então? O tratamento efetivo, convencional, vem de fora! Salvação e cura vêm de fora, vem do alto, vem de Deus! É isso que Jesus diz em Lucas 19.10: “O Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”. Ele veio para que “todos tenham vida e vida em abundância”.

[SLIDE 06] A cura do pecado é FORA DE NÓS. É consumada na morte de Cristo na cruz. Por causa de Cristo, a morte e o pecado não têm mais o poder de nos matar. A nossa doença está definitivamente curada. Isso é incrível, pois ao habitar entre nós e tomar as nossas dores e pecados, Jesus não “pega” a nossa doença. Ele nunca pecou. Mas, ao contrário, é Ele quem nos transmite vida e perdão. Isso indica que a cura para o pecado é contagiosa, em certo sentido. Pelo seu precioso sangue derramado Jesus nos transmite o vetor de cura, a Salvação e o perdão. Recebemos esse remédio pelo batismo e pela Palavra. Esses são os dois veículos de ação da cura. É por meio deles que Jesus transmite a “cura contagiosa”. E nós, quando vivemos nessa graça e crescemos na fé, também estamos transmitindo “cura contagiosa”. Seja no trabalho, em casa ou na sociedade, nossas palavras, atos e vida são capazes de transmitir vida àqueles que ainda vivem sem a cura de Cristo. Você e eu somos vetores de cura para esse 4


mundo. Na Santa Ceia, somos fortalecidos nessa cura e, dessa forma, somos capacitados a contagiar o mundo com o amor de Cristo, proclamando com nossas vidas o evangelho da cura do pecado. PALAVRAS FINAIS [SLIDE

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Queridos irmãos, vocês devem ter percebido que, mesmo curados do pecado, não estamos ainda totalmente livres do vírus. Somos, ao mesmo tempo, curados e doentes. Curados porque Jesus nos transmitiu a cura e nos salvou, mas também doentes, porque o pecado ainda habita em nós. Até a volta de Cristo, o pecado continua sendo uma doença crônica: incapaz de nos matar, mas que incomoda bastante. Ouçam com atenção: Apesar de ainda estar em nós, o pecado não tem mais o poder de nos condenar ou nos matar, pois Cristo já sofreu a nossa dor na cruz e declarou que “tudo está pago e consumado”. Quando Jesus voltar, teremos a extirpação definitiva da doença. Até lá, que Deus nos fortaleça na fé para contagiarmos o mundo com a cura que Cristo nos trouxe. Pastor Mário Rafael Yudi Fukue 02/09/2012

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Mensagem 02 de setembro 2012  

IELPI, mensage, culto

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