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PANORAMA Edição Nº 09 - junho/2005

Assessoria e Consultoria Técnica de Documentos

entre nós

Trânsito novamente em pauta São Paulo, informa o delegado Rafael Rabinovici, titular da divisão de habilitação, é o maior emissor de carteiras do país, o que faz aumentar a responsabilidade de todos que, de alguma forma, estão envolvidos com a questão do trânsito. Marcamos presença ainda no I Fórum de Debates Consumidor Seguro, importante evento que

Foto : Fernanda Pontes / Márcio Prestes

Trânsito é o tema que a edição do Panorama deste mês volta a enfocar. Desta vez, o informativo discute o processo de renovação da carteira de habilitação e as mudanças que o curso teórico de direção defensiva deverá provocar a partir do mês de setembro, quando entra em vigor a resolução que regulamenta esta medida. A data inicialmente cogitada para fazer valer a norma era o mês de junho, mas o Detran optou por mudála, até mesmo para permitir melhor aparelhamento das organizações que vão ministrar as aulas. Como não poderia deixar de ser, as conclusões sobre o assunto a que dois especialistas ouvidos pelo jornal chegaram, apontam, uma vez mais, a conscientização dos motoristas como alternativa para, pelo menos, melhorar o quadro a que hoje assistimos. Esse é o papel que o Programa Frotas Frotas, da Marinho Despachantes, cumpre. Mais até do que monitorar a incidência de multas das empresas, o produto, agregado à gama de serviços que prestamos, serve para que os condutores assimilem a necessidade de dirigir atentos às normas, em respeito não só à sua própria segurança, mas a de todos.

reuniu técnicos e trouxe de novo à agenda do setor, a proposta de realizar vistorias em veículos uma vez por ano, ano na época do licenciamento. Trânsito e carro são indissociáveis entre si, por isso, reservamos espaço para falar do Dia do Automóvel Automóvel. Vale a pena conferir as curiosidades e os aspectos menos conturbados dessa relação que, quase sempre, in-

felizmente, ainda causa muita dor de cabeça. Outro entrevistado do Panorama, Adauto Martinez Filho, que responde pela Diretoria de Operações da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), opina sobre os problemas do trânsito e satisfaz a curiosidade de muita gente, ao explicar como são medidos os congestionamentos na cidade. No final de maio, vivemos, na Capital, verdadeiro caos por conta das piores chuvas que caíram sobre a metrópole nos últimos 37 anos. Por coincidência, também há 37 anos, sem tantos inconvenientes, nascia a Marinho Despachantes. Para comemorar mais um aniversário, nada melhor do que reconhecer a importância de nossos clientes. E isto se deu na visita que o amigo Manoel Germano, testemunha do trabalho que desenvolvemos ao longo desse período, nos fez e que foi, é claro, registrada. Uma última novidade: estamos, agora, na internet e nela hospedamos uma home page, que pode ser acessada no site www.marinhodespachantes.com Essa importante ferramenta já está à disposição de nossos clientes, parceiros e colabores. É só acessar e conferir. Boa leitura! Mário Abicalam Presidente


por dentro

Conscientização é a meta do Programa Frotas Excesso de velocidade e ultrapassagem no farol vermelho: essas são as duas maiores causas determinantes de acidentes, segundo avaliação feita pelo presidente da CET, Roberto Sca-ringella, durante o I Fórum de Debates Consumidor Seguro - Trânsito Seguro: Riscos Pessoais e Patrimoniais. Trabalhar a conscientização de motoristas para que evitem essas práticas é uma das metas do Programa Frotas, desenvolvido pela Marinho Despachantes. Dirigido às empresas com frotas de pequeno, médio e grande porte, o Programa disponibiliza uma ferramenta exclusiva, o SGM (Sistema de Gestão de Multas), que possibilita acompanhar de perto e controlar a incidência de infrações cometidas por condutores. Com base nos dados levantados pelo SGM, a empresa pode promover a conscientização dos funcionários, reduzir custos e, ainda, implementar ações preventivas.

O processo sempre começa a partir de uma minuciosa análise documental e das causas que geraram o aumento de multas. O Frotas, entretanto, não pára aí. Em alguns casos, a Marinho vai até o cliente e reúne os motoristas para fazer um trabalho de orientação. “Organizamos um encontro informal, descontraído, para que os motoristas discutam o assunto e tenham noção da responsabilidade que o trânsito exige de todos”, afirma a diretora de Negócios da Marinho, Elza Aguiar Nogueira. “Os profissionais são, num primeiro momento, responsáveis pe-las próprias vidas, pois são pais de família e qualquer acidente pode causar danos irreparáveis; por outro lado, respondem ainda pela vida de outras pessoas (que também têm suas respectivas famílias) e pela imagem da empresa, uma vez que normalmente, todos os carros das frotas são identificados com logomarcas”, comenta. Elza lembra ainda do risco que os

condutores correm de perder a habilitação. “O Código Brasileiro de Trânsito prevê penas rigorosas para quem não toma cuidado ao dirigir. Existe, vale lembrar, um sistema de pontuação que pode resultar na suspensão do direito de dirigir”. Como parte do processo de conscientização que promove, a Marinho Despachantes veste, literalmente, a camisa de seus clientes. Foi o que ocorreu em determinada oportunidade, quando a própria Elza aboliu o traje executivo para usar o mesmo uniforme utilizado por funcionários de uma empresa aos quais falou sobre a importância da direção defensiva. O Programa Frotas já resgistrou avanços significativos no que se refe-re à conscientização de motoristas. Os resultados, de acordo com Elza Nogueira, apontam para uma redução de até 70% das multas aplicadas por infrações de trânsito.

Site agiliza atendimento da Marinho Despachantes Desde o dia 20 de abril está hospedado na internet o site da Marinho Despachantes, que pode ser acessado no endereço www .marinhodespachantes.com www.marinhodespachantes.com Disponibilizar um canal de comunicação na rede mundial de computadores é uma forma de agilizar ainda mais o atendimento aos clientes. Em breve, será possível acompanhar on line o andamento de processos de licenciamento, transfe-rências e outros serviços. Os clientes serão, ainda, lembrados das datas de renovação da carteira de habilitação e do calendário para recolhimento do IPVA, além é claro, do momento em que devem licen2

ciar os veículos. Esta nova ferramenta de interação também trará informações sobre rodízio de carros no centro expandido da Capital paulista; notificações de perda e solicitação de segunda via da CNH, quais as tarifas e documentos que

devem estar em dia para que os veículos circulem dentro da lei e ainda dicas para os condutores. Na página principal, o cliente dispõe de links úteis com informações sobre o trânsito na cidade e rodovias, além de um mapa da Grande São Paulo, que facilita a localização aos motoristas. O site agrega ainda qualidade ao atendimento prestado pela Marinho Despachantes. Estão previstas outras novidades sobre mais esse recurso que a empresa oferece ao seu público.


Direção defensiva: quase 2,1 milhões vão fazer curso no Estado Quase 2,1 milhões de condutores de São Paulo, segundo estimativas, devem fazer, a partir de setembro, o curso teórico de direção defensiva em cumprimento à resolução do Contran. A medida que deveria ter começado a valer este mês, mas teve sua data de vigência alterada pelo Detran, tem como objetivo melhorar o nível de segurança no trânsito e aprimorar o preparo de motoristas. Na prática, explica o diretor da divisão de habilitação do órgão, Dr. Rafael Rabinovici, serão transmitidas àqueles que tiverem de renovar a carteira de habilitação, entre outros ensinamentos, noções de respeito ao meio ambiente, convívio social e de primeiros socorros. Uma portaria vai regulamentar a forma de aplicação do conteúdo do curso. Calcula-se que os motoristas sujeitos ao cumprimento da norma terão de desembolsar entre R$ 50 e R$ 70 para se submeter ao curso, que terá duração de 15 horas. E o que é, exatamente, direção defensiva? É, em primeiro lugar, valorizar a própria vida, a de quem está no carro, a dos outros condutores e a dos pedestres”, responde Rafael Ra- binovici. “As leis, continua, são criadas para manter a ordem e proteger a vida. Direção defensiva é também dirigir com boas maneiras e questionar o que você está fazendo para o outro também”.

Rabinovici acredita que todos os setores envolvidos com a questão do trânsito podem colaborar para promover maior conscientização dos condutores, principalmente no que se refere às medidas preventivas. Nesse sentido, é válida e de fundamental importância, no processo, a participação da empresa Marinho Despachantes, que abre espaço em seu informativo para discutir o tema. A média mensal de emissão de carteiras de habilitação no Estado, ainda conforme o delegado, é da ordem de 290 mil unidades. Em 2004 foram expedidos cerca de 2,6 milhões de novos documentos. Esse número, informa Rabinovici, corresponde a 50% do total de habilitações de todo o país, o que faz de São Paulo o maior emissor de habilitações de toda a América Latina. A capital paulista registrou, nos cinco primeiros meses deste ano, algo em torno de 56 mil renovações. Já o total de notificações a motoristas que cometeram infrações desde a vigência do Código de Trânsito Brasileiro, ultrapassa a casa de um milhão. Ainda de acordo com o diretor da divisão de habilitação, aproximadamente um terço dos que são autuados recorre da decisão de suspensão do direito de dirigir. Mesmo assim, em 90% dos casos, as justificativas são consideradas “inconsistentes” e os recursos indeferidos.

CAUSAS Trânsito e educação no Brasil não têm, segundo o delegado, uma convivência das mais harmoniosas. “Os brasileiros são habilidosos, mas também mal educados no trânsito”, afirma Rabinovici. “Ele só reduz a velocidade diante do risco de ser multado pelo radar. Por que não faz o percurso todo dentro do limite estipulado?” Para o diretor da divisão de habilitação “o país só funciona se a fisca-lização for rigorosa”. “As leis, afirma ele, devem ser obedecidas em todos os momentos”. Conscientizar é, também, outra forma de reverter o quadro. “Vamos reduzir os acidentes e ter menos vítimas quando isso for assimilado”, conclui. Até por isso, Rabinovici discorda da tese de que existe uma “indústria da multa”, como é chamado o uso indiscriminado de radares em algumas cidades do país. “A primeira impressão é essa; voltamos, porém, àquilo que já falei: por que precisamos de fiscalização para que as pessoas reduzam a velocidade? O motorista estava acostumado com impunidade. Houve uma redução no número de acidentes com o advento da municipalização do trânsito e o uso dos radares. Concordo que as “pegadinhas”, radares escondidos atrás do semáforo, são erradas, mas, desde que haja sinalização, não considero como indústria da multa.

Marinho orienta processo de renovação da CNH

Está num campo da carteira de habilitação a data em que o documento precisa ser renovado. A diretora de negócios da Marinho Despachantes, Elza Nogueira, explica que para saber quando isto precisa ser feito, basta consultar o espaço designado pela expressão “validade”. O procedimento é simples, orienta Elza. Para a renovação, de tempos em tempos, conforme a validade da carteira, é necessário apresentar a CNH original; uma foto 3 x 4 colorida; cópia do CPF e RG; comprovante de endereço e exame médico a que o motorista deve se submeter em clínica credenciada pelo Dena-tran. Condutores profissionais são obrigados a fazer o exame psicotécnico. Todas as categorias, entretanto, devem, a partir da

vigência da resolução, apresentar o certificado de conclusão do curso de direção defensiva. Ainda segundo Elza Nogueira, para renovar as chamadas permissões (habilitações provisórias com validade de um ano), o motorista deve apresentar todos os documentos, com exceção do exame médico. Ela ainda esclarece que a obrigatoriedade do curso de direção defensiva e primeirossocorros é extensiva a todos os que forem renovar a cateira nacional de habilitação, exceto as permissões, a partir do dia 5 de setembro setembro. Os cursos, continua Elza, podem ser feitos nas auto-escolas, por meio de videoconferência ou telecurso.

A prova, de acordo com a diretora de Negócios da Marinho Despachantes, terá 30 questões (dez sobre primeiros-socorros e 20 sobre direção defensiva) e, para ser aprovado, o candidato precisa ter 70% de aproveitamento. Elza afirma, com base em determinação do Detran de São Paulo, que não será possível antecipar a renovação da carteira para escapar do curso. Quem freqüentar aulas nos centros de formação terá de fazer a prova, assim como quem fizer o curso à distância. O motorista pode fazer tantas provas quantas forem necessárias, até conseguir ser aprovado. 3


parcerias e negócios

StudioC Fotos

Manoel Germano: há 37 anos cliente Marinho

O aposentado Manoel Germano foi um dos primeiros clientes atendidos pela Marinho Despachantes e até hoje, 37 anos depois (completados no mês de abril), recorre aos seus serviços. Germano, que foi escolhido para representar os clientes da Marinho Despachantes, contou ao Panorama parte dessa história que, se confunde com a história da empresa. Foi por indicação de um amigo, Valter Cirielli, que o aposentado procurou o escritório. Na ocasião ele havia adquirido um Fusca 67, da cor

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bege. A partir de então, passou a ser cliente fiel da Marinho Despachantes e, em todas as trocas de carro e renovação de habilitação, procura a empresa. Germano destaca o bom atendimento que lhe é prestado quando precisa e, também, a amizade com o diretor-presidente da empresa, Mário Abicalam, que por muito tempo o recebeu pessoalmente.

Hoje, ele possui um Corsa e indica os serviços da Marinho para toda família. "Minhas filhas também só utilizam os serviços da Marinho”. Apesar de não ser mais atendido pessoalmente pelo proprietário da empresa, Manoel Germano não reclama. “As moças do atendimento são muito bem treinadas, educadas e atenciosas". Esse testemunho comprova os bons resultados do treinamento que a Marinho transmite aos seus fun-cionários e colaboradores com a preocupação de manter a qualidade da prestação do serviço. Manoel Germano acompanhou o crescimento da Marinho, ao longo dos últimos 37 anos e se diz “alegre” para constatar a expansão dos negócios. Ele lembra que o escritório ocupava uma garagem na rua João Boemer e o próprio Mário Abicalam fazia todo o serviço sozinho. Germano não disfarça a emoção ao dizer que dez anos depois, viu a Marinho adquirir uma sede com várias salas. O passo seguinte, conta ele, foi em 1988, com a mudança para o prédio que a empresa construiu na rua Rio Bonito, no Pari, onde está até hoje. Mário Abicalam destaca a importância dos clientes para o crescimento da Marinho. "Além da fidelidade, que muito nos honra, divulgam o traba-lho que desenvolvemos, o que é extremamente importante".


circuito

Entidades defendem vistoria anual de carros Uma parceria entre o Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo (Sincor) e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pode tornar obrigatória a vistoria de veículos uma vez por ano em São Paulo. Hoje, isso ocorre somente quando da transfe-rência do automóvel; pela proposta, a inspeção seria realizada no período de licenciamento. A sugestão foi encaminhada, durante o evento, pelo titular do Sincor, Leoncio de Arruda. Para ele, essa medida poderia reduzir sensivelmente os riscos de acidentes. O presidente da CET, Roberto Salvador Scaringella, explicou que, antes, o assunto será discutido para que os dois órgãos definam de que forma colocarão a proposta em prática. Alguns aspectos precisam, segundo ele, ser melhor avaliados. O impacto financeiro é o principal deles. Para Scaringella , o custo da vistoria não pode ser repassado à CET, que não dispõe de orçamento para atender a essa demanda. A vistoria de veículos uma vez por ano é uma frente encampada pelo Sincor já há algum tempo e que tem, agora, a chance de ser retomada. O fórum de debates teve como objetivos, segundo o editor da revista Consumidor Seguro, Ivanildo Souza, criar um canal permanente de discussões sobre o trânsito, seus pro-blemas e soluções. “É um tema atual, que precisa ser colocado em pauta, até para promover maior conscientização”, justifica. Três painéis foram realizados para tratar da questão. O primeiro deles, “Se-

Foto Divulgação

Proposta foi discutida durante Fórum promovido pela Revista Consumidor Seguro e deverá ser encampada pelo Sincor e pela CET

gurança no trânsito: prevenção de acidentes e seguro DPVAT”, foi coordenado pelo diretor do Clube dos Corretores de Seguros de SP, Pedro Barbato Filho e teve como palestrante o presidente da CET, Roberto Salvador Scaringella. Os debates fica-ram a cargo da advogada Angélica Lúcia Carlini e do presidente do Sincor-SP, Leoncio de Arruda.

“SINCOR propõe vistoria uma vez por ano” “O seguro popular de autos usados: ampliação da frota segurada”, foi o tema debatido na seqüência do encontro sob a coordenação do diretor da Jopema Reguladora de Sinistros, José Roberto Macéa. As palestras foram feitas pelo diretor da Mão na Roda Assistência Empresarial, Paulo Botti e do presidente doSindicato da

Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sinprea), Antonio Fiola. O diretor da Jopema Reguladora de Sinistros, José Roberto Macéa, destacou que “existe uma massa de veículos não segurados no país”. São, conforme disse, carros sem condições de circular. Macéa defende a inclusão dessa frota no mercado, a partir de critérios diferenciados na prestação do serviço, como o uso de guincho apenas para casos extremamente necessários e a fixação da cobertura em 70% do valor do bem. O terceiro e último dos painéis abordou o tema “Novas tecnologias para recuperação de veículos roubados”. A coordenação foi exercida pelo diretor comercial da Mapfre Seguros, Luís Carlos da Silva. Foram palestrantes o gerente de contas corporativas da Brasil Ituran, Alon Lenderman e o de operações do Cesvi Brasil, José Aurélio Ramalho. 5


reportagem especial

Automóvel: a invenção que revolucionou o mundo

Eles somam, apenas na Capital paulista, mais de 4 milhões de unidades. Indispensáveis como toda e qualquer máquina colocada a serviço do homem, os automóveis, poucos talvez saibam, também comemoram a sua própria data. O dia assinalado no calendário para tanto foi o 13 de maio. A história dessa invenção, que tanto evoluiu com o passar do tempo, se confunde com a história da modernidade no mundo. Pesquisadores estabelecem como marco inicial dessa epopéia o século XIX, quando surgiram as primeiras carruagens movidas a vapor, livre da tração animal. O problema é que as engenhocas eram tão lentas e faziam tanto baru-lho, que logo caíram em descrédito. Como não há mal que sempre dure, e o gênio inventivo não tem limites, os primeiros modelos logo foram aperfeiçoados. O vapor deu lugar à eletricidade enquanto fonte de energia, e os carros passaram a ser alimentados por baterias. Ficaram, é bem verdade, mais rápidos e silenciosos. Surgiu, porém, um segundo inconveniente: as máquinas não conseguiam cobrir longas distâncias, já que, evidentemente, dependiam de carga nas baterias. Essa dificuldade foi, da mesma forma, prontamente sanada e os motores passaram a dispor de combustão interna. Coube ao francês Étiene Leroir desenvolver, em 1860, o precesso adotado até hoje.

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Basicamente, o motor do automóvel queima o combustível dentro de um cilindro que move outras engrenagens, que propulsionam o carro. Atribui-se a Carl Benz, um próspero negociante alemão, a, por assim dizer, paternidade do automóvel. Foi ele quem, no ano de 1887, passou a vender um veículo de três rodas que, mais tarde, se transformaria na versão que modificou todos os conceitos de locomoção do ser humano. Já nos Estados Unidos, foi dado o que os estudiosos chamariam de “o segundo grande passo para a popularização e evolução definitiva do automóvel”. Mérito de Henry Ford que, interessado por mecânica, fabricou, em 1896, seu primeiro carro e, cinco anos depois, bateu o recorde mundial de velocidade com seu modelo 999. E no Brasil? Bem, por aqui, a história registra, no ano de 1893, um fato inusitado que deixou em polvorosa quem circulava pela Rua Direita, em pleno centro de São Paulo. Dirigido por Henrique Santos Dumont, o veículo a vapor com caldeira, forna-lha e chaminé e rodas de borracha, chamou a atenção de tantos quantos o viram. No Rio de Janeiro, o automóvel também fazia sucesso. E vítimas famosas. Não é de ver que, uma “barberagem”cometida por ninguém menos que Olavo Bilac, o “Príncipe dos Poetas”, fez com que ele próprio batesse contra uma árvore na Estrada Velha da Tijuca? O veículo fora emprestado pelo amigo José do Pa-

trocínio, que tentava ensinar o amigo a dirigir. Em 1900, Fernando Guerra Duval, desfilava pelas ruas de Petrópolis com o primeiro carro de motor a explosão do país: um Decauville de 6 cavalos, movido a “ benzina”. Nascia, ali, a história do automóvel no Brasil. Coube ao prefeito de São Paulo, Antonio Prado, taxar, pela primeira vez na cidade, o uso do automóvel. Em meio a protestos (é claro), Prado quis regulamentar a circulação do veículo e bateu de frente com a resistência de famosos como Henrique Santos Dumont que reclamava (já naquela época), do estado de conservação das ruas. Em 1904, foi criado o exame para motoristas e a primeira carta de habilitação entregue a Menotti Falchi, dono da Fábrica de Chocolates Falchi. Embora não faça parte da história oficial do automóvel, um fato merece ser incorporado ao calendário, por sua importância. Em 1968, se instalava na Zona Leste aquele que se tornaria um dos maiores escritórios despachante do país. A Marinho Despachantes, que em abril completou 37 anos, sente-se orgulhosa por fazer parte de parte da história do automóvel. E de contribuir, com o trabalho que desenvolve, para que os carros sejam licenciados e tenham sua situação documental re-gularizada o mais rápido possível.


Curiosidades que fizeram (e fazem) a história A história do automóvel é marcada por um sem-número de acontecimentos pitorescos e inusitados. Aqui, o Panorama relaciona alguns dos principais eventos: •O primeiro semáforo do mundo foi instalado em Boston, nos Estados Unidos, em 1840; •O primeiro atropelamento com morte, foi no dia 7 de agosto de 1896, na Inglaterra; •Em 1903 o custo para tirar uma carta de habilitação era de 10$000 (dez mil réis); •A Semana Nacional do Trânsito é comemorada, anualmente, entre os dias 18 e 25 de setembro; •O Dia Nacional da Paz no Trânsito e o Dia do Motorista são comemorados anualmente, em 25 de julho;

Buick 1923

•Bater um carro a 60 km/h é como cair de um prédio de 4 andares. A 80 km/h, Romi-Isetta 1960 o impacto equivale a uma queda livre de 25 metros. Mesmo a 20 km/h, o impacto •Pisar na embreagem antes do freio equivale a uma força superior é um crime contra o seu veículo. até 15 vezes o peso da pessoa; Deixa o carro completamente solto, propício a acidentes e ainda reduz Willys em 60% a vida útil do freio do veículo, Itamaraty 1965 além de ter um custo de manutenção de aproximadamente R$100,00;

Cadillac 1947

•Dirigir com o pé esquerdo apoiado na embreagem tem um custo de aproximadamente R$ 300,00 para reposição da peça e mão de obra. •60% da poluição atmosférica vem dos automóveis;

Mercury 1946

•Pessoas que passam o dia todo no trânsito, inalam mais monóxido de carbono que um fumante;

Mercedes Benz 300 SL

•A lombada eletrônica foi inventada pelos irmãos Schause: Donald, Samuel e Walter. Eles são brasileiros;

•Com a globalização, o espaço de tempo entre o lançamento de um automóvel na Europa e no Brasil, hoje não chega a seis meses;

•A primeira lombada eletrônica do Brasil foi instalada em Curitiba, capital do Paraná, em 20 de agosto de 1922.

Fotos de arquivo

Mazda MX5

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opinião

“Retomada da direção defensiva é bem-vinda” P ara o diretor de Operações da CET CET,, Adauto Martinez Filho, a medida que passará a vigorar em setembro deste ano, deve ajudar a diminuir os problemas do trânsito. Toda e qualquer medida que se some às ações colocadas em prática para melhorar a segurança no trânsito e conscientizar os motoristas para a necessidade de comandar os veículos com mais cuidado, é bem vinda e pode ajudar a minimizar os problemas decorrentes desse quadro. A avaliação é do diretor de Operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Adauto Martinez Filho, e refere-se à retomada do curso teórico de direção defensiva, que passará a ser exigido a partir de setembro para quem for renovar a carteira de habilitação. Nesta entrevista ao Panorama, Martinez faz uma avaliação do caos em que se transformou o trânsito em São Paulo e explica como é calculada a extensão dos engarrafamentos na maior metrópole do país. Quase sempre, quando o assunto é tratado em notícias, se divulga que a cidade apresenta, por exemplo, mais de 100 quilômetros de vias congestionadas.

quadro? Adauto - A habilitação é hoje mais um documento do que um diploma, e sua função é a de formar motoristas. Tudo, portanto, que for feito para aperfeiçoar o condutor, será bem vindo, até porque a manutenção do aprendizado enriquece o diploma.

tantemente a condição dos carros. A inspeção deve avaliar a lataria, a situação mecânica e o volume de poluentes que está sendo lançado no ar. Por falar no Código, o país tem uma legislação de trânsito eficiente? Adauto - Nossa legislação é ótima, porém, todos os itens precisam ser regulamentados. Hoje, cada cidade mantém a estrutura do trânsito compatível com a sua necessidade e sua condição. O trânsito é uma questão técnica.

O que é, na prática, direção defensiva? Adauto - Direção defensiva é o condutor estar constantemente atento a situações de risco evitando acidentes, ou seja, é antecipar o risco. Por exemplo, se vir crianças correndo na rua, o motorista deve ficar atento a isso, pois a probabilidade de uma sair correndo na frente do carro é grande.

Quais as formas mais eficazes de prevenção de acidentes? Adauto - Gerenciando os riscos. Se todas as partes estiverem ligadas a situação de risco, o acidente não ocorrerá. A sinalização também é um fator muito importante. Se algum cidadão quiser sugerir sinalização, ele tem direito. Isso, aliás, está previsto na lei: ele não só pode como deve sugerir e criticar o trânsito.

Como o senhor avalia o trânsito no Brasil e particularmente em São Paulo? Adauto - Três fatores de risco influenciam diretamente na problemática do trânsito. O primeiro deles é o humano, que envolve os abusos cometidos pelos motoristas, como o excesso de velocidade e a travessia de pedestres. O segundo, decorre do estado de conservação da frota de veículos que apresenta problemas mecânicos, entre outros inconvenientes. O terceiro, último, e mais importante, eu diria, está na questão social. Temos vias mal sinalizadas e sem manutenção adequada e poucos investimentos em educação. A somatória desses três fatores resulta na falta de segurança, o que nos faz concluir que o trânsito precisa ser analisado e estudado. Precisamos de melhor fiscalização e trabalhos educativos que conscientizem a população. Temos de colocar a regra em prática: quem comete infrações nem sempre é penalizado. . Até que ponto a retomada do curso teórico de direção defensiva pode contribuir para diminuir a gravidade desse

Foto Divulgação

Para chegar à média, informa Martinez, a CET considera o tamanho das principais artérias e soma o total de cada uma. Esse procedimento, aliás, foi bastante utilizado no final do mês de maio, quando São Paulo enfrentou a pior chuva dos últimos 37 anos.

Por que o trânsito no Brasil é um mal crônico? Adauto - Muita coisa precisa melhorar. Temos de dar melhor formação aos motoristas, combater comportamentos inadequados, tanto do motorista, quanto do pedestre; controlar com maior eficiência a frota; e fiscalizar os veículos mais antigos, responsáveis pela maioria dos acidentes. De que forma o elevado número de carros em circulação influencia no trânsito? Adauto - A frota de carros novos cresceu, mas os antigos continuam circulando. Com a renovação da frota, o motorista ganha segurança e tecnologia. A frota antiga deveria ser excluída aos poucos, como uma espécie de rodízio. O novo código de trânsito prevê inspeção veicular o que, com certeza, avaliaria o cons-

Como é administrar os congestionamentos em São Paulo? Adauto - Com o tamanho da frota de São Paulo, é um sonho não conviver com engarrafamentos. Lógico que um bom investimento no transporte coletivo e o rodízio colaboram, mas não é o suficiente. Só a título de curiosidade, o congestionamento do trânsito é medido da seguinte forma: temos algumas vias principais, que somam, em média, cerca de 550 Km. Todos os índices divulgados sobre a lentidão do tráfego tomam por base estas artérias. Somamos todo o engarrafamento destas vias e fazemos uma variação média de como está o trânsito em São Paulo. Educar ainda é a melhor alternativa para melhorar o trânsito? Adauto - Sem dúvida. A melhor saída para o trânsito é o investimento na educação. Todas as ações são bem- vindas, mas o trabalho não deveria ficar limitado às escolas da rede pública. Entendemos que deveriam se estender até as faculdades.

O informativo PANORAMA é uma publicação trimestral da Marinho Despachantes. Edição: Press Office Comunicação Integrada • • Produção e Diagramação: Meghaplan Planejamento Propaganda Marketing • Impressão: Fazio Gráfica • Tiragem: 27.000 exemplares. Sugestões e opiniões sobre este informativo, podem ser enviadas para: panorama@marinhodespachantes.com ESTE INFORMA TIVO É IMPRES SO EM P APEL 100% RECICLADO ADE PÓS -CONSUMO D A MARIINFORMATIVO PAPEL RECICLADO.. RESPONSABILID RESPONSABILIDADE DA NHO DESP ACHANTES DESPACHANTES


panorama 09 - 01/07/2005