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PANORAMA Edição Nº 22 - outubro/novembro/dezembro - 2008

Educa Doc completa três anos

Programa de educação profissional da Marinho Despachantes completou três anos em agosto e já treinou mais de 600 pessoas. Pg. 04

Educação e Cidadania

Premiação

Entrevista

Marinho Despachantes realiza concurso sobre educação no trânsito com jovens de escola pública. Pg. 04

Serviços nas áreas de Salvado e Sinistro são reconhecidos com T roféu Troféu Gaivota de Ouro. Pg. 03

Adauto Basílio, da SOS Mata Atlântica. Pg. 08

www.marinhodespachantes.com

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ENTRE NÓS

No primeiro semestre, comemoramos os 40 anos da Marinho Despachantes. Agora, nesta segunda metade de 2008, comemoramos três anos do Programa Educa Doc, pelo qual conseguimos exercer nossa responsabilidade social, promovendo a capacitação profissional e a maior capacitação de pessoas para o segmento de despachantes. Posso afirmar, sem sombras de dúvidas, que este está sendo um grande ano para a Marinho Despachantes. Além de nos consolidar como a maior empresa do segmento, estamos também ampliando parcerias que têm como objetivo oferecer melhores soluções e serviços aos nossos clientes. Uma delas é com a Câmara dos Corretores do Estado de São Paulo. Esse estreitamento com corretores profissionais visa divulgar o Doc Fácil Corretor, um serviço que criamos especialmente para esse público, com o objetivo de ajudá-lo a diversificar seu negócio e aumentar a rentabilidade da corretora. Essa é a verdadeira parceria “ganha-ganha”, de que tanto se co-

EVENTOS

menta no mundo corporativo. Essa é a filosofia da Marinho Despachantes. Quando ganhamos por algum serviço, nosso cliente também ganha em segurança, agilidade e comodidade, pois é assim

Mario Abicalam Presidente da Marinho Despachantes

que trabalhamos. Quando ganhamos em crescimento, ganham também nossos colaboradores, pois investimos constantemente na qualificação profissional deles, ajudando a desenvolver o potencial de cada um. E agora, queremos fazer mais. Queremos que a comunidade ganhe também, por isso estamos realizando ações constantes de interação com a sociedade. Em agosto e setembro, fizemos numa escola pública do nosso bairro um concurso de redação, em parceria com o Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), que disponibilizou folhetos informativos, e premiamos o autor do melhor texto, e também a escola, com computadores. Com essa ação, a Marinho Despachantes despertou em alguns estudantes o desejo de reflexão sobre a educação no trânsito. E esse foi o melhor presente não só para eles, mas também para nós, que pudemos plantar uma pequena semente, que poderá gerar frutos para um trânsito melhor e mais seguro.

Caminhoneiros bem informados

A Marinho Despachantes esteve na 19ª Festa do Caminhoneiro, realizada no final de julho pela Revista Caminhoneiro. No evento, a empresa ofereceu orientação gratuita a centenas de caminhoneiros sobre multas e pontuações na Carteira Nacional de Habilitação. “Às vezes, a gente acaba levando uma multa e nem fica sabendo, mas temos de controlar bem isso para podermos continuar trabalhando tranquilamente, por isso achei muito importante esse serviço aqui na feira”, disse o caminhoneiro autônomo Claudeir José dos Santos. A Marinho Despachantes distribuiu milhares de panfletos com informações sobre rodízio de caminhões, inspeção veicular e saúde do caminhoneiro, além de tabelas sobre pontuações de multas de trânsito, licenciamento de veículos e rodízio em São Paulo. Essa foi a primeira vez que a Feira do Caminhoneiro, tradicional evento do setor, contou com a participação de uma empresa despachante. “Tivemos nesta 2

Ganhamos todos

edição 35 expositores e um total de 38 empresas realizando ações na feira. E a Marinho Despachantes teve uma atitude de vanguarda de participar desse evento, que é voltado a um público que está em todo o país e que, segundo registros, é composto por uma frota de 1,5 milhão de caminhões. Muitos profissio-

nais que trabalham nessa área são carentes de informações, até porque passam muito tempo na estrada, por isso nosso objetivo é reunir na feira expositores que possam apresentar a eles todo tipo de informação útil e novidades”, explica o diretor da Revista Caminhoneiro, Saulo P. Muniz Furtado.

Na Feira do Caminhoneiro, colaboradores da Marinho Despachantes esclareceram dúvidas de motoristas sobre multas e documentação de veículos


Há uma década prestando serviços ao mercado segurador

PREMIAÇÃO

Colaboradores da Marinho Despachantes na entrega do Troféu Gaivota de Ouro

PARCERIA

Em junho a Marinho Despachantes recebeu o Troféu Gaivota de Ouro, no Prêmio Mercado de Seguros 2008, como reconhecimento pelos serviços sinistro e salvado, prestados pela empresa às seguradoras e instituições financeiras. O evento foi realizado em São Paulo, pela revista Seguro Total, com quem a Marinho Despachantes mantém relacionamento como fonte de notícias. “Há mais de 10 anos criamos soluções especialmente para as seguradoras, nas áreas de Sinistro e Salvado, que oferecem maior eficiência na regularização da documentação no momento em que as companhias de seguros mais precisam de agilidade”, explica a diretora de negócios da Marinho Despachantes, Elza Aguiar. O Troféu Gaivota de Ouro foi lançado em 2000 e premia cases de sucesso das seguradoras e operadoras, além de empresas prestadoras de serviço desse mercado. “Esse é um evento que reúne, ano a ano, organizações que reinventam seus produtos e serviços para contribuir com o desenvolvimento sustentável do setor de seguros”, disse o diretor da revista Seguro Total, José Francisco Filho.

Foco no corretor de seguros

Neste ano, a Marinho Despachantes deu início à parceria com a Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo, para divulgar aos profissionais dessa área o Doc Fácil Corretor. O serviço facilita a documentação de veículos, proporciona mais atenção e comodidade para o segurado e aumenta a rentabilidade dos corretores. Em agosto, a diretora de negócios Elza Aguiar, acompanhada dos colaboradores Vitor Cavalhero e Vastir Rocha Lima, da área de novos negócios da Marinho Despachantes, visitaram a sede da Câmara dos Corretores para apresentar à diretoria da entidade o Doc Fácil Corretor. Já no final de setembro, no auditório do Sindicato das Seguradoras, Previdência e Capitalização (Sindseg), foi realizado um grande encontro com cerca de 80 corretores, organizado pela Câmara dos Corretores, Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo e Associação dos Consultores de Seguros do Estado de São Paulo (Aconseg). O presidente da Câmara dos Corretores, Pedro Barbato Filho, diz que ficou surpreso ao conhecer a estrutura que a Marinho Despachantes oferece para fa-

Diretoria da Câmara dos Corretores de Seguros do Estado de SP recebeu os profissionais da Marinho Despachantes, pela 1a vez, em agosto

cilitar o vida do corretor . “A Marinho Despachantes tem muita experiência, uma estrutura fantástica e é especializada em consultoria técnica em documentação de veículos. Por isso acredito que essa parceria tem tudo para dar certo, pois temos confiança para indicar o Doc Fácil Corretor a

todos os corretores e também para os segurados que atendemos. Além disso, hoje o corretor de seguros precisa criar formas de diversificar os serviços que oferece para fidelizar a clientela, e a Marinho Despachantes oferece essa possibilidade”. 3


Educa Doc: em 3 anos, capacitou mais de 600 pessoas

EDUCAÇÃO E CIDADANIA

Uma ação empreendedora, focada em cidadania e oportunidades de colocação no mercado de trabalho. Foi com esse conceito que nasceu, em agosto de 2005, o Programa Educa Doc, da Marinho Despachantes. O Educa Doc funciona assim: quem envia currículo à Marinho Despachantes é selecionado para participar de um treinamento profissional. Em aulas ministradas voluntariamente por colaboradores da empresa, os candidatos adquirem noções gerais sobre ambiente de trabalho e conhecimentos técnicos sobre trânsito, legislação e documentação de veículos. Ao final do treinamento, os participantes passam por uma avaliação e os que se saírem melhor podem ser contratados para atuar na Marinho Despachantes, caso haja vagas disponíveis. Já quem não é selecionado, adquire conhecimentos para tentar uma colocação em outras empresas do mesmo ramo. Em três anos, mais de 600 pessoas já passaram pelo treinamento, e muitas delas foram contratadas. A colaboradora Celeste Franco, do setor de Sinistro, fez

Elza Aguiar, ao centro, com colaboradores que já passaram pelo Educa Doc

parte da primeira turma do Educa Doc. Para ela, o programa foi um propulsor na carreira profissional. “Adquiri os primeiros conhecimentos no treinamento e destaco a importância do Educa Doc, pelo qual tive a oportunidade de seguir uma carreira e desenvolver um trabalho na Marinho Despachantes”. Para a diretora de negócios Elza Aguiar, idealizadora do Educa Doc, o

programa é uma forma de exercer a cidadania e colaborar para a melhoria do mercado de trabalho. “Fazendo a sua parte, a Marinho estará ajudando muitas pessoas a se capacitar para trabalhar na área de despachantes. Nosso objetivo, desde o início, sempre foi treinar bons profissionais e, com isso, contribuir para melhoria da qualidade dos serviços prestados pela categoria”, afirma.

Educação no trânsito também para a comunidade Nesses três anos de existência, o Educa Doc tem evoluído tanto, que ultrapassou os muros da Marinho Despachantes para levar o tema educação no trânsito para estudantes da escola estadual Frei Paulo

Luig, localizada na rua Carlos de Campos, 841, bairro do Pari, em São Paulo. Em comemoração ao aniversário do programa, em agosto a Marinho Despachantes decidiu despertar nos jovens es-

O colaborador Vitor Cavalhero, da Marinho Despachantes, foi até a escola para informar os alunos sobre a ação da empresa 4

tudantes do Ensino Médio a atenção sobre o tema “Motoristas x Pedestres, o papel de cada um”. Assunto que, aliás, foi tema de uma redação que os alunos interessados escreveram para participar de um concurso realizado pela empresa. Como prêmio, o vencedor da melhor redação e a escola ganharam um microcomputador cada um. “Foi uma iniciativa muito boa, que ajudou a plantar uma semente sobre a questão da educação no trânsito”, disse a vice-diretora da escola, Lenita Silva Gasques. Para Elza Aguiar, a ação foi uma conquista, que mostra a evolução da empresa nas questões ligadas à responsabilidade social. “Levar o Educa Doc para a comunidade é a realização de um sonho, pois estamos multiplicando os ensinamentos dados aos nossos colaboradores para a comunidade onde estamos inseridos”, explica a diretora da Marinho Despachantes, Elza Aguiar.


RECURSOS HUMANOS

Estagiários ganharam uma semana inteira de comemorações Muita gente nem sabe, mas existe um dia em homenagem ao estagiário, que é comemorado em 18 de agosto. Como forma de homenageá-los e demonstrar que a Marinho Despachantes acredita no potencial de seus estagiários, a empresa realizou uma semana inteira de palestras com temas diversos, voltados ao aprendizado profissional e pessoal. De 18 a 22 de agosto, na própria sede da empresa, palestraram o professor Célio Abraches, que falou de “Motivação e Capacidade de Realização”; os colaboradores Felipe Duarte Conceição e Suelen Fernandes Maeda, vencedores do concurso interno “Missão, Visão e Valores”; Viviane Lima, do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), que tratou do tema “Marketing Pessoal”; Edson Grossi, do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), que despertou o interesse dos colaboradores da Marinho Despachantes sobre “Empregabilidade” e, para terminar a semana, esteve presente o Dr. Renato Sansone, da Academia de Polícia Civil (Acadepol), que esclareceu as dúvidas dos presentes sobre a “Lei 11.705/2008 - Lei Seca”. A Semana do Estagiário também fez parte do calendário de comemorações do Programa de capacitação profissional da Marinho Despachantes. “O Educa Doc completou três anos e por essa razão, achamos importante organizar uma comemoração que contribuísse ainda mais com o crescimento e o desenvolvimento profissional de nossos estagiários”, comenta a coordenadora de Recursos Humanos, Nancy Moura.

Os colaboradores Felipe e Suelen

A Semana do Estagiário foi aberta a todos os colaboradores da Marinho Despachantes

Elza Aguiar e Dr. Renato Sansone, da Acadepol

Edson Grossi, do CIEE

Vivilane Lima, do NUBE

Elza Aguiar e Professor Célio Abranches 5


LEGISLAÇÃO

Deficiente auditivo pode dirigir Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que no Brasil existem aproximadamente 5,7 milhões de deficientes auditivos, porém, nem todos possuem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em virtude da desinformação, do medo e da falta de incentivo por parte dos familiares.

Mas segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) a CNH pode ser adquirida por qualquer pessoa que consiga passar nos exames necessários. O candidato portador de algum tipo de limitação física, que não interfira na capacidade de dirigir, pode conduzir, desde que o veículo seja adaptado. Além dis-

so, uma junta de médicos examina a extensão da deficiência e desenvoltura do candidato. No caso de deficientes auditivos, é possível habilitar-se nas categorias A e B, para conduzir motos e carros de passeio. Por meio de um conta-giros, o surdo pode acompanhar visualmente a aceleração.

Para requerer a CHN especial, é necessário ter pelo menos 18 anos, ser alfabetizado, levar original e cópia do RG, do CPF e do comprovante de residência e uma foto 3x4 colorida com fundo branco em uma clínica credenciada autorizada (os endereços das clínicas no Estado de São Paulo estão no site www.detran.sp.gov.br/enderecos/ enderecos.asp), para realizar os exames médico e psicotécnico para deficientes. De acordo com o médico especialista em Medicina de Trânsito, Eugênio Geraldo Dias, a acuidade auditiva pode ser avaliada submetendo o candidato à prova da voz coloquial. “A uma distância de dois metros, o médico profere algumas palavras de costas, para que não haja leitura labial, e confere se o candidato é capaz de ouvir”, explica. No caso de reprovação nesse exame, o médico solicitará a realização de uma audiometria tonal aérea, exame que mede a intensidade da perda auditiva. “No caso de uma perda na orelha igual ou superior a 40 decibéis (dB), somente é possível obter a CNH especial com a realização de exames otoneurológicos”, afirma. Após o resultado do exame, é preciso fazer a matrícula em um Centro de Formação de Condutores (CFC). A lista também é encontrada no site dos Detran´s. Tanto para a realização dos exames como para o curso CFC, é recomendado que o deficiente auditivo vá acompanhado. Em seguida, é preciso procurar uma auto-escola que esteja apta a atender um deficiente auditivo. Lá, a pessoa será encaminhada para realizar o exame teórico. “Temos funcionários que se comunicam em libras para orientar o deficiente auditivo sobre os procedimentos. Depois

de passar na prova teórica, o candidato freqüenta as aulas práticas, assim como outros alunos”, explica a gerente de uma auto-escola de Sorocaba, no interior de São Paulo, Carmen Ibanez Nieri. Para o teste prático, o surdo faz o chamado exame de banca especial, em que os portadores de diferentes tipos de deficiência são reunidos para a última etapa do processo de obtenção da CNH. Cada cidade possui um local e dias específicos para a realização dessa prova, que são agendados diretamente pela autoescola. O deficiente auditivo realiza a baliza e, posteriormente, faz o percurso acompanhado pelo examinador e pelo médico de trânsito. “Precisamos acompanhar porque somos nós que encaminhamos as pessoas para a banca especial. Além disso, checamos se as adaptações do carro estão de acordo com a deficiência constatada”, explica o médico Dias. A presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Surdos de Sorocaba (Asus), Teresa Cristina Leança Soares Alves, é deficiente auditiva desde criança, após ter contraído meningite. “Sem aparelho eu não ouço nada, mas consegui recuperar a fala porque fiz fonoaudiologia até 12 anos”. Em 1994, Teresa obteve sua primeira CNH. Segundo ela, para que o surdo não encontre dificuldades, é preciso se comunicar. “Eu não tive problemas porque sei ler. Meu irmão e meu pai me ajudavam a entender as palavras mais específicas”, disse. Já o presidente da Asus, Fabricio Murakami Redondaro, destacou, por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), enquanto Teresa o interpretava, que é indispensável que as auto-escolas e CFC’s utilizem a libras para facilitar a comunica-

ção dos deficientes auditivos. “Ter CNH é muito importante para mim, pois posso trabalhar como qualquer outra pessoa. Somos todos iguais e é por essa mesma razão que lutamos pela inclusão dos surdos e a conquista dos mesmos direitos que outros deficientes têm, como a isenção de impostos durante a aquisição de um automóvel novo”, destaca.

O passo-a-passo da habilitação especial

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Identificação dos automóveis Segundo a lei nº 8.160, de 8 de janeiro de 1991, é obrigatória a colocação, de forma visível, do "Símbolo Internacional de Surdez" em todos os locais que possibilitem o acesso, a circulação e a utilização por pessoas portadoras de deficiência auditiva. O mesmo símbolo também pode ser colocado no vidro traseiro do automóvel conduzido por deficientes auditivos, permitindo que outros motoristas possam identificar que o condutor é surdo e o respeitem, fazendo sinalização visual com lanterna de faróis altos, em vez de utilizar buzinas e sirenes. Também pode ser colocado no vidro dianteiro para que policiais ou oficiais também possam identificar, o que garante uma comunicação melhor e evita desentendimentos.


COMEMORAÇÃO

Unidos a favor do meio ambiente

À esquerda, jardineiro planta as mudas na Avenida Carlos de Campos. Acima, colaboradores da Marinho Despachantes abordam comerciante para aderir ao Mais Verde

Quem está acostumado a passar pela Avenida Carlos de Campos, no bairro do Pari, em São Paulo, certamente percebeu que, desde o final de junho, o local está diferente. Isso porque mais de mil mudas de plantas como Agavia, Pingo-de-ouro, Paulistinha, Perpétua, Epoeste e Palmeira Latânia estão colorindo dois canteiros da avenida, numa extensão de aproximadamente 70 metros. Essa área, que fica em frente a Marinho Despachantes, passou a ser de responsabilidade da empresa, desde o lançamento do Programa Mais Verde. “Lançamos no meio deste ano esse programa, voltado à responsabilidade ambiental. Desde então, é nossa obrigação manter esses canteiros sempre verdes. Além disso, buscamos o apoio de outras empresas para ampliar a ação”, explica a diretora de negócios da Marinho Despachantes, Elza Aguiar. E foi justamente isso que a organização fez, logo no lançamento do Mais Verde. Cerca de 50 colaboradores da empresa, que participaram voluntariamente da ação, caminharam pelo bairro, num sábado de manhã, conscientizando as pessoas que passavam à pé ou de carro pelas proximidades. Eles também visitaram os estabelecimentos comerciais da região, pedindo para que os comerciantes aderissem ao Mais Verde, para deixar a avenida mais bonita e arborizada. “Queremos convidá-los para ajudar a natureza, adotando também um canteiro da avenida”, diziam animados,

ao entrar nos estabelecimentos. Convictos da importância do programa, os colaboradores da Marinho Despachantes conseguiram convencer pelo menos três empresários a adotar um canteiro. “Achei essa iniciativa bem legal, pois a avenida ficará mais florida. Agora também vou cuidar de um canteiro, pois se cada um fizer sua parte, esse ambiente onde convivemos irá melhorar”, afirmou a dona de uma loja de tintas, Ana Cristina Cataldo Ayoub. Proprietário de um supermercado, Nicola Manuli Neto também garantiu que vai adotar um canteiro. “Ainda bem que a Marinho Despachantes começou com essa ação, pois a avenida estava muito abandonada e o plantio de mudas é importante

para embelezá-la. Acredito que essa atitude vai motivar outros empresários e eu vou fazer a minha parte”. Para o colaborador Ricardo Batista, todo mundo aprovou o Mais Verde. “Os empresários abordados corresponderam de forma positiva. Eu também achei a campanha muito interessante, por isso estou dando total apoio, pois todos nós precisamos de mais verde pelas ruas, para respirarmos melhor”. Outro voluntário do Mais Verde foi o colaborador Roberto Costa Junior. “Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida, pois eu nunca trabalhei em uma empresa que tenha feito algo parecido com esse projeto”, comentou o colaborador.

Colaboradores da Marinho Despachantes que, voluntariamente, trabalharam no lançamento do Programa Mais Verde 7


ENTREVISTA

Pelo bem da floresta Contador e apaixonado por meio ambiente, Adauto Basílio se envolveu com a SOS Mata Atlântica em 1993, prestando serviços como consultor administrativo. Após 10 anos dividindo o tempo entre a sua consultoria e as atividades da entidade, ele optou por fechar a empresa própria e ficou na SOS, onde hoje é diretor de captação de recursos.

Como é trabalhar com a questão ambiental no Brasil? É gratificante quando você acredita que pode fazer diferença e mudar conceitos. No Brasil, principalmente por sua megabiodiversidade, temos mais oportunidades, mas também desafios e obrigações, porque o restante do planeta está de olho no que fazemos. Qual a situação atual da Mata Atlântica? Há só 7,2% de remanescentes de Mata Atlântica, pulverizados em 17 Estados. Nosso trabalho tem resultado em conquistas na aprovação de leis de proteção, políticas públicas, conscientização, educação ambiental e implantação de boas práticas em comunidades, empresas, etc. Um dos nossos principais programas é o Atlas da Mata Atlântica, um mapeamento do bioma da floresta, feito em 2,5 mil municípios, que permitiu descobrir as características e limites da mata. Esse mapeamento é realizado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e patrocinado pelo Bradesco desde 1989, e ajudou a reduzir o desmatamento em 64% na média nacional e em até 95% em alguns Estados. Há 22 anos, quando a SOS Mata Atlântica foi criada, como era vista a questão ambiental? Era difícil entender que um dia teríamos nossa água ameaçada e problemas sérios na qualidade de vida. Éramos taxados de "eco-chatos" e alarmistas. Mas valeu a persistência, pois os trabalhos de

conscientização, aos poucos, foram sendo aceitos pela sociedade. Os manifestos realizados no passado ajudaram a desenvolver o conceito de desenvolvimento sustentável? Sim, a ECO92, por exemplo, foi um marco na historia dos ambientalistas, que começaram a ser ouvidos pela sociedade. E, aos poucos, muitos conceitos de sustentabilidade foram surgindo. Quando o meio ambiente entrou na pauta empresarial? A partir de 2005, o interesse da iniciativa privada no apoio a projetos e atividades de meio ambiente cresceu, principalmente ligado ao "marketing verde", de aliar a marca ou produto ao conceito de "apoio ao meio ambiente". Mas algumas empresas firmaram compromissos sérios e de longa duração, como a Volkswagem Caminhões e Ônibus, primeira empresa a fazer a neutralização do dióxido de carbono no processo de montagem dos seus caminhões, plantando árvores. Mas pouco se ouviu falar sobre isso. Outro grande exemplo é o Banco Bradesco, que desde 1989 contribui para o mapeamento via satélite do bioma da Mata Atlântica e somente a partir de 2005 começou a divulgar a parceria com a SOS Mata Atlântica. Quando a SOS Mata Atlântica começou efetivamente a contar com a parceria de empresas? Até 1999, a SOS Mata Atlântica dependia muito de recursos do exterior e dos governos federal e estadual. A dificulda-

de e a burocracia para trazer esses recursos, às vezes, inviabilizava os projetos. A partir de 2000, com exceção de algumas empresas que já eram parceiras, dirigimos o foco da captação para a iniciativa privada. Entendemos os anseios das empresas, assim como elas também começaram a entender a necessidade de nos dar apoio. Daí para frente, os recursos advindos das empresas passaram a representar mais de 80% no orçamento geral da entidade. Neste ano, a Marinho Despachantes criou o programa Mais Verde, e este informativo sempre foi impresso em papel 100% reciclado. Como o senhor avalia essas iniciativas? Excelente começo, são atitudes como essas que esperamos das empresas. Iniciado o envolvimento com boas práticas ambientais na empresa, no dia-a-dia isso será replicado nos lares dos funcionários e outros compromissos surgirão. Todos perceberão o quanto é gratificante fazer algo pelo planeta e pela natureza, de quem tanto tiramos e pouco devolvemos.

SOS Mata Atlântica (11)3055-7895 empresarial@sosma.org.br

O informativo PANORAMA é uma publicação trimestral da Marinho Despachantes - Rua Rio Bonito, 1088/1110 - Pari - 03023-000 - São Paulo - SP - (11) 4081-3922 Edição: Press Office Comunicação Integrada • Jornalisrta Responsável: Ana Claudia Fagundes - MTB 38212 Produção e Diagramação: Verbo Comunicação • Tiragem: 45.000 exemplares. PARTICIPE ENVIANDO COMENTÁRIOS E SUGESTÕES: panorama@marinhodespachantes.com 8 ESTE INFORMA TIVO É IMPRESSO EM P APEL 100% RECICLADO. RESPONSABILIDADE PÓS-CONSUMO DA MARINHO DESP ACHANTES. INFORMATIVO PAPEL DESPACHANTES.

panorama 22 - 01/10/2008  

Educação e Cidadania Salvado e Sinistro são reconhecidos com Troféu Gaivota de Ouro. Pg. 03 SOS Mata Atlântica. Pg. 08 realiza concurso sobr...

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