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RESIDENCIAIS FLY-IN

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Conheça os condomínios brasileiros que têm suas próprias pistas de pouso

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n. 1 - novembro 2012 - R$ 11,90

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Aceleramos o

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E mais:

Fabricantes ingleses constroem supermáquinas de corrida que podem circular nas pistas e também nas ruas

O que acontece quando você coloca um carro de 1001 cv, que passa dos 400 km/h e custa R$ 7 milhões para acelerar na rodovia Castello Branco? Nós fizemos o teste e contamos pra você

Conheça o Seabob, um misto de Jet ski e submarino que leva você a 40 metros de profundidade

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ESPECIAL: Fomos à França descobrir os encantos da Cote d´Azur, um dos destinos mais charmosos do mundo


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Índice

Editorial

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Aceleramos o superesportivo que custa R$ 7 milhões e chega a assustadores 407 km/h

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diversão

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estilo

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velocidade

O jeito Abordo de ver a vida

Cláudio Larangeira As histórias de um dos fotógrafos mais respeitados do País. Com 45 anos de estrada, ele tem aventura nas veias e está entre os jornalistas mais “rodados” do Brasil.

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Nice / França Um mergulho nos encantos da Riviera Francesa

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Entrevista: Cacá Bueno O piloto fala sobre seus próximos desafios dentro e fora das pistas

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No coração da Antártida Foto do trabalho que rendeu ao fotógrafo Toni Pires o maior prêmio de Jornalismo do Brasil

Texto Frio Texto Fro Texto Frio 2 taurateur: a paciêci na seleção dos 3 produtos. Francisco corda todos os 4 dias de madrugada percorre a Cea 5 de Brasília e busca das melhores h 6 taliças. Supervisioapessoalmente a 7 3,5 toneladas menis de bacalhau d 8 tipo Porto Imperi e as trêstonelada 9 de picanha argentina. O tambaqui 10 zônico (outros três il quilos) vem 11 um fornecedor especial povibbão. 12 insistência em acompanhr pssoalz 13 te os restaurantes levou-a vender 14 filial aberta no bairro paustano de 15 Santana, há dois anos. “Prferi abr 16 outra casa em Brasília. Aui posso 17 correr todas elas em questão d mi 18 tos. A de São Paulo me provcava 19 nbvbnvbnpopoppooppppppbnvbn 20 Tanta humildade escondia na vcc 21 de uma aptidão obrigatóra m umc 22 taurateur: a paciência na selção d 23 produtos. Francisco acordaodos os 24 dias de madrugada e percorre a C 25 de Brasília em busca das elhores 26 taliças. Supervisiona pessolmnte a 27 3,5 toneladas mensais de bacalhau 28 tipo Porto Imperial e as três tonel 29 de picanha argentina. O tambaqui 30 zônico (outros três mil quils) vem 31 um fornecedor especial poavbbão. 32 insistência em acompanhar pssalz 33 te os restaurantes levou-o a vnder 34 filial aberta no bairro paulisno de 35 Santana, há dois anos. “Preeri abr 36 outra casa em Brasília. Aqi posso 37 correr todas elas em questo de mi 38 tos. A de São Paulo me proocava 39 nbvbnvbnvbnvbnvbnvbvbnvnvbn 40 Tanta humildade esc ondia na ve 41 de uma aptidão obrigatória m um 42 taurateur: a paciência na eleção d 43 produtos. Francisco acordaodos os Equipe ABORDO revistabordo@gmal.com

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Condomínios

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lançamento

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imagemdoMês No vbcobv bvobvc bvobvc bvobvc bvobvc bvcocv cvovocv vocvciciado na revista Autoesporte. tem a aventura nas veias e é um dos jornalistas mais “rodados” do Brasil. das, depois de ter iniciado na revista Autoesporte. tem a aventura nas veias e é um dos jornalistas mais “rodados” do Brasil. Frederic Jean é fotografo e editor de fotografia da revista IstoÉ

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teste

honda CB 1000 RR

Esmiuçamos a nova CBR 1000 RR Fireblade, uma das motos mais selvagens da Honda O modelo CBR 1000 RR Fireblade é um dos maiores símbolos da vocação esportiva da Honda como fabricante de motocicletas. Com sua primeira geração lançada em 1992, a moto faz 20 anos de mercado brasileiro, este ano. E a Honda não poderia deixar passar em branco essa data. A comemoração veio com uma nova geração. A moto está disponível nas cores vermelha, preta e branca e tem preço sugerido de R$ 59.900 para a configuração Standart e de R$ 62.900 para a versão com freios ABS. Confira, em detalhes, a os principais atributos dessa verdadeira fera oriental.

> por Rafael FREIRE 1 Motor O modelo recebeu um dos mais avançados sistemas de injeção de combustível já desenvolvidos pela Honda. O equipamento otimiza a mistura de ar e combustível, proporcionando maior desempenho e melhores respostas em baixa e média rotação. Com isso a moto é capaz de gerar 178 cv de potência.

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2 Escapamento O escapamento segue um conceito inspirado nas motos da MotoGP. Com um desenho mais curto e feito todo em aço inox, tem sensor de oxigênio, que otimiza a mistura ar/ combustível para reduzir e emissão de poluentes e aumentar a eficiência do catalisador. Além disso, conta com controle de velocidade de saída dos gases por meio de duas válvulas.

3 Suspensão A suspensão dianteira é composta por amortecedores BPF, que têm uma estrutura interna diferente dos garfos convencionais e oferece um amortecimento mais suave, melhorando o contato do pneu com o solo. Já o conjunto traseiro, recebeu um sistema eletrônico, que vai enrijecendo conforme a velocidade aumenta. Isso graças a um novo amortecedor que utiliza sensores de velocidade e aceleração para se ajustar às condições de pilotagem.

4 Painel A moto ganhou painel totalmente digital com visor de LCD. O equipamento conta com hodômetro, tacômetro com quatro opções de visualização, indicador de temperatura do motor, velocímetro, contador de voltas, indicadores de marcha engatada e consumo de combustível e relógio. Possui também botões de ajustes para o hodômetro e Shift Light para auxiliar nas trocas de marcha. Além disso, o conta-giros tem quatro modos de visualização.

5 Freios ABS Disponível como opcional, o sistema é controlado por um módulo eletrônico, que dosa a pressão dos freios, evitando o travamento das rodas.

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6 Carenagem Além de deixar a moto com visual mais atraente, suas novas linhas de design favoreceram a aerodinâmica do modelo, diminuindo o atrito com o vento e melhorando a circulação de ar no motor. Isso porque sua carenagem tem duas entradas de ar, que alimentam a caixa do filtro de ar. O ar coletado em alta velocidade otimiza a mistura ar/ combustível.

7 Faróis O novo conjunto óptico é uma das mudanças mais aparentes. Nele, os faróis alto e baixo possuem refletores multifocais e lente de policarbonato. A luz de pisca também foi modernizada e agora tem iluminação composta por LEDs (Light Emitter Diode). A lanterna traseira é compacta e também possui uma dupla fileira de luzes em LED

8 Rodas As novas rodas de liga-leve de alumínio tem 12 pontas, em vez de apenas três, como do modelo anterior. Por ser mais rígidas, elas beneficiam a pilotagem em conjunto com o novo conjunto de suspensão. Elas são calçadas com pneus radiais de perfil superesportivo nas medidas 120/70ZR 17 M/C na dianteira e 190/50ZR 17M/C na traseira.

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aventura

Seabob

Q u e m

d e r a

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O Seabob é um mix de jet ski com submarino

> Rafael FREIRE

Não fique preocupado, caro leitor, se você ainda não está entendendo do que se trata o veículo das fotos que ilustram estas páginas. O Seabob, como ele é chamado, realmente deve ser diferente de qualquer coisa que você já viu. Ele é, na verdade, uma mistura de jet ski e submarino, porém em um tamanho tão reduzido, que permite ao seu usuário que o carregue até no portamalas do próprio carro. São apenas 1,30m de comprimento e 48 cm de largura. Mas não o julgue apenas por 10

suas proporções, afinal, com elas o Seabob é capaz de levar você onde outros veículos muito maiores não conseguem. Com ele é possível mergulhar a uma profundidade de até 40 metros a uma velocidade de 14 km/h. Se você preferir navegar na superfície, sua velocidade maxima sobe para 20 km/h. Os comandos são feitos através de dois botões: o verde acelera de modo continuo até a velocidade maxima, e o vermelho é responsável por reduzir o impulso. Já deu para perceber que o Seabob é um produto que

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e pode levar você a 40 metros de profundidade

realmente quebra paradigmas. A extensa lista de inovações, no entanto, ainda não acabou. Mecânicamente ele também tem muitas peculiaridades. A mais notável é o sistema híbrido de propulsão, patenteado pela marca como jetstream. Ele é formado por um motor elétrico de 3 cv de potência, e um sistema de propulsão a gasolina semelhante ao de um jet ski. Com isso, o modelo não agride o meio ambiente. A autonomia de sua bateria de Li-lon é de uma hora. Para fazer a recarga, o equipamento conta com um sistema bastante prático. Retirando o

bico do Seabob é possível ter acesso às baterias e conecta-las a uma tomada. O tempo para fazer uma recarga completa é estimado em 10 horas. O Seabob é fabricado pela alemã Cayago AG, que é especializada em “brinquedos” marítimos. Sua fábrica fica na cidade de Stuttgart, a terra natal da MercedesBenz e da Porsche. No Brasil, o Seabob chegou a ter algumas unidades vendidas pela Tools & Toys, cujo show room está localizado no Shopping Cidade Jardim. Por aqui seu preço é de cerca de R$ 75 mil. 11


teste

bugatti Veyron

a bordo do

B u g at t i Ve y r o n O superesportivo custa R$ 7 milhões tem 1001 cv de potência e chega a assustadores 407 km/h

O

por Rafael Freire

O Bugatti Veyron é um carro único, desenvolvido para quebrar paradigmas. Quando a Volkswagen assumiu a Bugatti, em 1998, a intenção era projetar um esportivo que resgatasse o histórico de sucesso da marca em competições em décadas passadas. Por isso, desde o início de seu projeto, o foco sempre foi o motor. O objetivo era alcançar os 1.000 cv de potência e passar dos 400 km/h. Em 2005, a marca francesa apresentou o Veyron com 1.001 cv e, e cinco anos mais tarde, a versão Super Sport, que quebrou o recorde de velocidade para um carro de produção, atingindo 431 km/h. Ao volante estava o piloto oficial da marca, o francês Pierre Henry Raphanel. Foi ele quem me acompanhou no test-drive realizado no interior de São Paulo. Raphanel diz que o Veyron pode ser dócil se você quiser andar devagar. Difícil de acreditar. Por dentro, o espaço é generoso, mas esqueça bagagens. O portamalas fica debaixo do capô e não leva mais do

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teste bugatti Veyron

> Beleza interior O interior é refinado e conta com um mostrador que informa, instantaneamente, quanto dos 1001 cv de potência estão sendo usandos

Construído artesanalmente, o Veyron demora um ano para ser entregue. O período inclui uma visita à sede da marca, na França, para escolher os materiais de acabamento

Por estar a poucos centímetros do asfalto é possível sentir todas as imperfeições da estrada. Na primeira oportunidade, resolvo experimentar a fúria do motor. Pressiono o pedal até o meio do curso. A marcha desce da sétima para a segunda. O motor, que antes parecia assoviar, agora grita. O tranco é tão grande que minhas costas grudam no encosto do banque uma mala pequena, isso se você dispensar a capota co. Num piscar de olhos, o velocímetro já informa 180 dobrável, que ocupa parte do bagageiro. Nesse caso, terá km/h, mesmo assim, vejo que naquele momento, estou que torcer para não chover. No painel, um marcador inusando apenas 200 cv de potência. Raphanel me aconsedica quanto de potência está sendo usado. lha a fazer as trocas de marcha pelo modo sequenciai na Chega a hora mais esperada. Sento no lugar do motopróxima acelerada para evitar o tranco na coluna. Mas me rista, ajeito os retrovisores e vejo que a visibilidade não lembro de que estou pilotando um carro de quase R$ 8 é das melhores. É como se você tivesse sentado no chão. milhões em uma estrada comum, aberta ao trânsito e que Giro a ignição, e nada acontece. Raphanel me avisa que uma chuva de verão tinha acabado de parar, deixando o asé preciso apertar um botão próximo ao câmbio. A falto molhado. O fato de ter assinado um documento me cavalaria acorda. Tenho a impressão de que há uma comprometendo a arcar com os danos em caso de acidente, faz turbina de avião atrás de mim. Coloco o câmbio na com o juízo, ou racionalidade, fale mais alto e resolvo tirar o pé posição “D” e acelero um pouco. O som aumenta, do acelerador. Não me arrisco mais. parece um assovio. 14

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teste bugatti Veyron

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Os números Motor: 16,4 litros com 16 cilindros e 64 válvulas Potência: 1001 cv Peso: 1968 kg Velocidade máxima: 407 km/ 0 a 100 km/h: 2,7 segundos

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Preço sugerido: R$ 7,7 milhões

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Todo feito em fibra de carbono e titânio, o superesportivo tem motor 16,4 litros com 16 cilindros em W que desenvolve 1.001 cv

Todo feito de materiais nobres, como fibra de carbono e titânio, o Veyron tem motor 16,4 litros com 16 cilindros em W que desenvolve 1.001 cv. Isso graças à junção de dois V8 biturbo, que, por conta da posição alinhada de sua base, compartilham do mesmo virabrequim. São 64 válvulas, quatro por cilindro. Outros destaques são o sistema de lubrificação a carter seco, semelhante ao dos carros de F-1, e, é claro, o comando de que houver de errado com o carro, eles estaválvulas continuamente variável e controlado eletronicamente. Para rão à disposição para resolver”, conta Manadministrar tanta potência, conta com transmissão manual automafred Behrend, diretor de atendimento ao tizada de dupla embreagem com sete marchas e opção sequencial, cliente. Todo Veyron tem um microcomputaque é capaz de realizar as trocas tão rapidamente que só são percepdor que permite que ele seja monitorado à tíveis por conta do som do motor. A tração integral, também é distância. controlada eletronicamente. Para otimizar a aerodinâmica em veAssim que o lançou, em 2005, o plano da Bulocidades altas, o Veyron conta com um aerofólio que é acionado gatti era fazer apenas 300 unidades do Veyron. automaticamente. Behrend revela que, depois que elas forem todas Ao encomendar o carro, o cliente leva cerca de um ano para vendidas, a marca se voltará para o projeto de um recebê-lo. Depois de cinco meses, deve ir à sede da marca, na quatro portas e de motor dianteiro, que deve manter França, para escolher os materiais de acabamento. Na entrega, a potência do Veyron. Segundo ele, o sucessor do passa por um treinamento com Raphanel. Além disso, a marca Veyron será inspirado no antigo Bugatti Atlantic, que, tem cinco técnicos, responsáveis por pequenos grupos de clienem maio de 2009, teve uma unidade leiloada pela baa tes. “São como padrinhos. Cada proprietário tem o seu e tudo gatela de US$ 40 milhões. 16

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E mais:

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o Seabob, Conheça o de Jet ski e a um mist que leva você submarino de profundidade 40 metros

Fran : Fomos à ESPECIAL os encantos da Cote descobrir dos destinos mais d´Azur, um do mundo charmosos

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Relógio Octo Maserati Combina as cores prata e azul e possui logotipo da montadora na parte de trás de sua caixa. Preço US$ 32.100

abordo Óculos Evoke X Fittipaldi É inspirado nos modelos que Emerson Fittipaldi usava quando era piloto de Fórmula 1, na década de 1970. Preço R$ 899

Celular Racer O celular Tag Heuer possui sistema Android e corpo em fibra de carbono e titânio. Preço US$ 3.700

Tênis Adidas Porsche Design Conta com sistema de suspensão que amortece 20% a mais do que um modelo convencional. Preço R$ 390 20

Bolsa Lamborghini Possui material de fibra de carbono, e logotipo da lendária montadora italiana de carros superesportivos. Preço sob consulta 21


Nice viagem

frança

Um mergulho nos prazeres da Riviera Francesa Reportagem ana flávia furlan enviada especial a Nice, França

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> ROTEIRO Durante o dia, mergulho nas águas calmas do mediterrâneo. À noite, as festas mais badaladas do mundo 23


N

Monôco

viagem frança

Não importa quantas vezes tenha ido a Paris, se você nunca esteve na Côte d´Azur, ainda não conhece a França. A faixa litorânea, às margens do mediterrâneo, liga a cidade francesa de Toulon à Itália, e é o segundo destino turístico do país depois da capital. A principal cidade da região é Nice que, por estar encravada entre o mar e os alpes, acabou ganhando o segundo maior aeroporto da França, o que facilita o acesso dos turistas à Riveira Francesa. Além de ser central, de fácil acesso, e de ficar a poucos quilômetros de Cannes e do Principado de Mônaco, Nice tem preços mais atraentes. Ou seja, é a melhor opção de hospedagem para quem quer explorar a região. Você pode chegar até lá voando diretamente do Brasil ou de Paris. O TGV, trem-bala francês, é outra boa opção: oferece partidas diárias e a viagem, bem confortável, dura cerca de cinco horas. Assim que você desembarca na cidade e olha para o mar, entende o significado do nome Costa Azul.  A cor predominante da água revela uma paleta de tons inigualável, que vai do turquesa à safira. Mas não espere areias fofas e brancas como as de uma ilha caribenha. A praia tem muita pedra e cascalho e o melhor lugar para estar é mesmo dentro do mar, a bordo de um luxuoso iate, no alto de uma das inúmeras colinas, avistando a baía e sentindo a brisa litorânea ou na Promenade de Anglais (Passeio dos Ingleses), a avenida da praia tem uma espécie de calçadão de dois metros de largura que se estende por toda a orla e oferece vista privilegiada, tanto do mar, quando das fachadas no estilo Art Deco. Lá você pode encontrar alguns castelos e cassinos. Caminhando é possível conhecer praticamente a cidade inteira. Você só precisará de um transporte para ir à Colina do Le Château, onde a cidade foi fundada. Lá há construções da Grécia Antiga e diversos Museus.

> BELEZA O Termas Marinhas, localizado no tradicionalíssimo Monte-Carlo Beach Resort, oferece massagens e tratamentos para o corpo assinados pela La Prairie 24

Nice

Antibes

Arredores de Nice Mônaco A cidade fica a 20 minutos de Nice, indo de trem pelo litoral. Pequena, pode ser visitada a pé, sem dificuldade. O Oceanographic Museum, o Jardin Exotique e coleção de carros do Prince Rainierés são boas opções de passeio. Saint Paul de Vence A menos de 20 quilômetros, o vilarejo rústico vai transportá-lo para o passado, ainda mais quando você perceber referências a Matisse, Chagall e Picasso. Cannes A 20 quilômetros de Nice, Cannes é uma cidade ensolarada, com belíssimas praias, gente bonita e cheia de celebridades. Para as compras, então, é ideal, com as melhores grifes do mundo. Também é palco do famoso festival de cinema. Grasse Depois de passar por Cannes, Grasse, ao norte, é a prôxima parada. Conhecida como a capital do perfume, é um acolhedor destino, com ruas tranquilas e a possibilidade de visitar as fábricas que produzem os melhores aromas do planeta.

cannes

saint-raphael

Atrações Local onde o sol aparece 300 dias por ano e com praias de cascalho onde lindas mulheres desfilam muitas vezes sem a parte de cima do biquíni (topless é comum por lá), Nice ainda conta com ótimos parques, museus e monumentos espalhados por todos os cantos. Quem acha que só vai encontrar natureza se engana. As grifes tomaram conta de Nice à muito tempo, assim como casarões e carros, que só são vistos no cinema.

Gastronomia A escassez de alimento foi um problema da região no passado, e obrigou os chefs locais a abusarem da criatividade. Hoje, com bastante comida à disposição, a cozinha de Nice é perfeita para os que gostam de um bom peixe e admiram os sabores do Mediterrâneo. Tudo, é claro, acompanhado de um bom vinho branco. As massas também são de ótima qualidade, afinal a cidade está a apenas 30 quilômetros da fronteira com a Itália.


viagem frança

No Port Laurent du Var, por exemplo, próximo ao aeroporto, você encontra uma variedade de restaurantes com comida tipicamente francesa, indiana, chinesa, italiana, além de bares e pizzarias. Mas a cozinha de Nice tem duas inspirações bem marcantes, a mediterrânea e a italiana (a cidade pertencia a Itália até 1860), o que se traduz em deliciosas e fartas porções de risotos de lagostin e massas com frutos do mar. No centro antigo, também há bares, cafés e lojas com souvenirs a preços interessantes, mas a visita já vale se for apenas apreciar a influência italiana na cidade. As construções são próximas umas das outras, há ruas sem trânsito de carros, janelas abertas e roupas secando do lado de fora.    De Nice à Mônaco,  você não gasta mais do que 20 minutos de carro. Também pode ir de trem ou de ônibus. É tão perto que se você se perder em Nice vai mudar de país sem se dar conta. O Principado é a segunda menor nação do mundo, depois do Vaticano. Decadente até o início dos anos 50, a cidade-estado se tornou destino luxuoso de magnatas e artistas depois que >

PRINCIPADO Em Mônaco, o Cassino de Monte Carlo (acima) é visita obrigatória; assim como o circuito de F1, que pode ser percorrido à pé 26

Rainier III promoveu a revitalização da região com novas praias e investimento no comércio, no turismo e, principalmente, no segmento imobiliário. Mas nada atraiu – e continua atraindo - tantos novos moradores para Mônaco quando os privilégios fiscais oferecidos pela família real, hoje em nome do soberano príncipe Albert II. Em poucas décadas, a cidade ficou apinhada de prédios e milionários desfilando em seus Rolls Royce, Bentley, Ferrari e Lamborghini. Um dia no país é suficiente para ter uma boa ideia da vida que levam os monegascos. Pelo menos a maioria deles. As visitas imperdíveis são à marina, ao Cassino de Monte Carlo, ao Palácio dos Grimaldi - onde vive o Príncipe Albert II e onde funciona a sede do governo – e ao circuito de F1. Tudo a pé. Mas se puder passar uma ou duas noites em Monte Carlo, não faltarão atividades. Hospede-se no tradicionalíssimo Hotel de Paris e jante no Le Louis XV Alain Ducasse. Um dos restaurantes com mais diamantes (classificação real equivalente a estrelas dos hotéis) do país. Assista a uma apresentação na Opera de Monte Carlo e faça um tratamento de reequilíbrio energético nas Termas Marinhas de Monte Carlo. Alugue uma Ferrari para cruzar o circuito do GP, passeie de barco, visite o Museu de Souvenir Napoleônico e vá conhecer o Acervo de carros antigos do príncipe de Mônaco. São centenas de automóveis e seis carruagens pertencentes ao Rainier III. Imperdível.   27


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Depois desse tour, retorne a Nice e, de lá, poderá seguir para Canne ou para St Tropez, um pouco mais distante, mas que pode valer a viagem. Aproveite um tempo livre para ir até Grasse (leia boxe), a capital mundial dos perfumes, ou à pequena Eze. Quanto mais explorar, mais irá descobrir dos encantos da Côte D´Azur. Um lugar espremido entre o mar e as montanhas rochosas que pode lhe proporcionar uma experiência única de relaxamento ou as férias mais badaladas do ano. Tudo dependerá do período em que for visita-la. Em maio, quando ocorrem, quase simultaneamente, o Grande Prêmio de F-1 de Mônaco e o Festival de Cannes, a Riviera Francesa vira praticamente uma filial de Hollywood. Artistas, intelectuais e magnatas dos quatro cantos do mundo lotam o porto de Cap d´Antibes com seus iates e, de lá, partem para os pontos estratégicos do balneário e disputam as festas mais badaladas como as da joalheria Chopard e da modelo Naomi Campbell, em Cannes.  Em agosto, mês das férias europeias e alto verão, o sossego também passa longe de lá. Você pode passar horas em um pedágio da A-8, a principal rodovia que liga as cidades do balneário. Já, em qualquer outra época do ano, a tranqüilidade impera e, mesmo durante o inverno, o clima é ameno. a  

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> AROMAS A típica culinária mediterrânea e os muitos campos de lavanda garantem o perfume característico da Riviera Francesa

Capital do perfume Grasse fica a cerca de 70 km de Nice e é a capital mundial do perfumes. Mas se você quer mais do conhecer perfumarias deve optar pela pequena Eze. A cidadela medieval, com seus campos floridos, também abriga parte da indústria local. Encravada no alto da montanha rumo a Mônaco, ela tem uma vista privilegiada para as águas azuis do mediterrâneo. Estradas de pedras estreitas, ruínas de castelo, cafés e galerias de 28

arte conferem muito charme ao local. Se tiver tempo, faça uma vista guiada à perfumaria Fragonard. É rápida e bem instrutiva. Lá você descobre curiosidades sobre as essências. Só em um lugar como esse alguém vai contar que são necessárias três toneladas de pétalas para extrair um litro de essência de rosa. No final do passeio, você pode comprar os famosos extratos (o perfume de mais alta concentração) da marca, cremes ou sabonetes a preços bem mais interessantes do que os da loja de Paris.

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comum. Todos ia têm muito em lação peso/ ér at m a st de m uma re Os carros ressivo conversíveis, te são europeus, inveja e design para lá de ag r de da potência de redite, a gran esmo assim, ac a dessas e inusitado. M e eles não está em nenhum tr o que os torna semelhança en s. Na verdade, da ta ci já s ca ti serem veículos caracterís tos, é o fato de ra as competições, re di es nt re or pa conc desenvolvidos s ruas essencialmente ação para também rodar nasses og ol de m um ho nh m te ne mas co ente. Infelizmen do Velho Contin esentação oficial no Brasil. pr bólidos tem re

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novidades

> Radical SL3 SL

> BAC Mono

Assim como nos monopostos de pista, o lugar do motorista do BAC Mono está locilizado no centro do veículo. Toda a sua estrutura segue um conceito dos carros de pista, com chassi em compostos de carbono e cockpit feito em aço para criar uma espécie de célula de sobrevivência para o piloto. Além da segurança, essa solução fez com que o veículo ficasse com apenas 540 kg, quase metade do peso de um modelo popular. Com isso, foi possível chegar a uma relação de peso/potência invejável. Com um motor 2.3 de “apenas” 280 cv, ele é capaz de atingir a velocidade máxima de 274 km/h e fazer de zero a 100 km/h em incríveis 2,8 segundos. Parte desse mérito deve-se ao câmbio sequencial de seis marchas, o mesmo usado nos carros de Fórmula 3. a

Preço US$ 125 mil Potência 280 cv

Preço US$ 70 mil Potência 239 cv

> Ariel Atom

“O Ariel Atom é um nirvana do automobilismo e um adversário à altura do Porsche Carrera GT em termos de adrenalina.” Essa foi a melhor forma que Jeremy Clarkson, apresentador do programa Top Gear, encontrou para definir o esportivo, projetado pela Ariel Motor Company, da Grã-Bretanha. De fato os númeos endossam as palavras de Clarkson. Mesmo na versão mais comportada, o Atom faz de zero a 100 km/h em apenas 2.8 segundos e atinge uma velocidade maxima de 250 km/h. Isso só é possível porque, pesando apenas 607 kg, ele conta com um motor Honda 2.4 Si que gera 245 cv de potência. Além do desempenho, diversas características atestam sua vocação para as pistas. Entre elas está a posição do motor, localizado atrás do motorista. O veículo também não tem portas, pára-brisa e nem teto. Para ajudar na aerodinâmica, conta com um aerofólio traseiro que também atua como uma tampa para o motor. a 32

Fabricado pela britânica Radical Sportscar, de cara é possível ver que o SR3 LS honra seu sobrenome. O modelo é semelhante aos protótipos, característicos de provas de longa duração como a tradicional 24 horas de Lemans. E ele de fato tem tudo que é necessário para não fazer feio em nenhuma competição. Seu chassis foi construído de modo a deixar uma célula de subrevivencia semelhante aos carros de Fórmula. Com isso, foi testado e aprovado para os padrões de corrida da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Além do alto nível de segurança que o credencia para qualquer competição, o modelo pesa apenas 775 kg e conta com motor Ford EcoBoost Turboalimentado de 300 cv de potência. A excelente relação peso/ potência faz com que o SR3 SL percorra de zero a 100 km/h em apenas 3.4 segundos e atinja a velocidade maxima de 260 km/h. a

Preço 70 mil libras Potência 300 cv

> KTM X-Bow Preço US$ 85 mil Potência 240 cv

> Caterham Seven

Preço a partir de 20.950 libras Potência 106 cv 33


RESIDENCIAIS FLY-IN

Condomínios residenciais brasileiros já oferecem muito mais do que quadras, piscinas e spa. Uma boa pista de pouso para jatos executivos começa a se tornar exigência nos novos empreendimentos

o céu é o

limite

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os anos 80, no filme Curtindoa vida adoidado, Ferris Bueller fez um monte de adolescentes mundo afora sonharem ter uma Ferrari 250 GT estacionada na sala de casa. Aqui no Brasil, nesta mesma década, marmanjos de várias partes do País, já realizavam um sonho bem mais audacioso: estacionar aviões na garagem de casa. Era o início dos primeiros condomínios residenciais com pista de pouso no Brasil. Os chamados fly-in community já são uma realidade em diversos países, mas a ideia surgiu nos Estados Unidos – lá já são mais de 400 como uma alternativa para manter as inúmeras pistas de pouso abandonadas no pós-guerra. Os locais, anteriormente usados para escoamento da produção das aeronaves de batalha, estavam praticamente abandonados e rodeá-los de casas, de militares principalmente, era uma forma de viabilizar sua revitalização. Atualmente, esses condomínios norte-america-

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RESIDENCIAIS FLY-IN

Condomínios residenciais contam com pista para jatos >> executivos e estrutura digna de um aeroporto comercial atraem famosos, milionários e até mesmo profissionais liberais de classe média. Um dos maiores loteamentos temáticos do país é o Spruce Creek, em Daytona Beach. Com mais de 1.660 casas, porém, nem de longe esse megacondomínio é tão famoso quanto o luxuosíssimo Jumbolair, localizado em Ocala, também na Flórida. Lá está plantada a mansão do ator JohnTravolta que tem sua própria torre de controle e onde “residem” quatro jatos particulares e um Boing 707, que pode ser visto de todos os cômodos da casa, enquanto repousa estacionado no quintal, sob os cuidados de uma equipe com seis tripulantes. Mas se nos EUA os fly-ins surgiram ao redor das pistas, aqui o caminho foi oposto. Até pouco tempo, esses recantos eram formados por grupos de amigos, em geral pilotos aposentados ou empresários colecionadores de pequenas aeronaves, que compravam grandes porções de terra para construir suas casas de campo e suas pistas particulares, transformando a área em um refúgio de lazer e em uma garagem de luxo para seus pequenos brinquedos. Um investimento relativamente barato, considerando que a locação de um hangar em um aeroporto como o Campo de Marte, em São Paulo, por exemplo, pode custar até R$ 5 mil por mês. Agora, isso está virando um negócio. Com o aumento da frota de aviões particulares no Brasil – segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), já são 5.906 - as construtoras identificaram o potencial desses condomínios e até os empreendimentos mais antigos acabaram se rendendo à expansão. “No início, éramos um grupo de amigos reunidos para a realização de um sonho. Mas depois de um tempo, a coisa foi crescendo demais, construíram muitas residências em volta, asfaltaram a pista e a coisa perdeu um pouco de seu sentido”, conta o empresário Lucio Sallowicz, um dos fundadores do Condomínio Aeronáutico

>Mansão de cinema Ator JohnTravolta tem sua própria torre de controle, quatro jatos particulares e um Boing 707

Vale Eldorado, criado em 1989 por um grupo de 13 sócios do Clube de Bragança Paulista (SP).“Virou um negócio, e acabei desistindo. Vendi minha casa no ano passado e levei meus aviões para outro local.” O local tem infraestrutura e segurança, com casas de alto padrão, e hoje conta com cerca de 100 aeronaves, muitas delas clássicas. Mas há quem faça questão de manter as fronteiras indevassadas, como os moradores da Fazenda Bonanza, fundada há 20 anos na cidade de Salto de Pirapora (SP). A privacidade das propriedades é mantida com afinco pelos diretores do condomínio, que evitam qualquer tipo de exposição do local, tido entre os mais charmosos do País. Lá não há uma estrutura de resort como nos loteamentos mais modernos, apenas segurança 24 horas, um lago para pesca, baias para cavalos, churrasqueira, um pequeno playground e cerca de 30 belas e confortáveis residências com aviões estacionados em suas garagens. “Eles fizeram um trabalho maravilhoso. Nada daqueles mastodontes metálicos e frios que são os hangares coletivos. Lá o avião fica na sala de casa”, conta Lucio. Um dos diferenciais da Bonanza é que o proprietário não pode construir apenas um hangar em seu lote. A exigência de ter uma casa visa, justamente, preservar o conceito de um residencial, algo familiar e acolhedor. Além disso, por estar fora do Terminal SP, a pista – de uso exclusivo dos moradores - não está sujeita ao controle de tráfego aéreo e, por isso, não tem torre de controle, o que ajuda a manter o clima de descontração de quem gosta de voar por esporte. Além disso, isenta os pilotos do pagamento da taxa ao Departamento de

Controle de Tráfego Aéreo (Decea), que é cobrada nos pousos e decolagens sempre que a torre é acionada. Para comprar um lote de 4.000 m2 na Bonanza, não basta ter dinheiro, é preciso ter uma boa indicação. Avessos a propagandear seu recanto, os administradores da Fazenda não informam se há lotes disponíveis e quais seriam seus valores. Bem diferente da proposta do Reserva Real, localizado na cidade de Jaboticatubas, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). “É uma minicidade de luxo”, afirma Braulio Quintino, diretor comercial da empresa Design Resorts, responsável pelo megaempreendimento. Além de um hotel de nível internacional, os moradores contarão com clube social com biblioteca, sala de chá, e com um Open Mall com supermercado, lojas, agências bancárias, salão debeleza, conveniências, cinema, escola, agência dos correios e escritórios comerciais. As residências ficarão espalhadas em quatro condomínios temáticos para amantes do Golf, do Tênis, do hipismo e da aviação. O fly-in terá apenas 37 casas e uma estrutura de dar inveja a muitos aeroportos públicos

do país. A pista de 1.600 metros é maior que a do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, por exemplo, e comporta aviões de até 20 toneladas “Isso abrange praticamente toda a gama de jatos executivos do País. Apenas os transatlânticos ficam de fora”, explica o piloto e coronel da aeronáutica José Pauliello, assessor da Design Resort que presta serviços para outros aeródromos no País. No local haverá torre de controle, operação diurna e noturna, e todos os chamados serviços de rampa, como comissaria, abastecimento e mecânica. Inicialmente, a pista será destinada apenas aos moradores, mas os condôminos depois de instalados, poderão optar se querem explorá-la comercialmente, diminuindo seu custo mensal. A inauguração está prevista para dezembro de 2013 e os proprietários dos terrenos poderão alugar os hangares para guardar suas aeronaves ou construir um em seu terreno. A 28 quilômetros de Florianópolis, o Con > Hangar privativo Nos condomínios Fly-in os carros dividem o espaço da garagen com os aviões

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RESIDENCIAIS FLY-IN

Para quem tem bom gosto

Condominios que já estão comercializando lotes e casas no Brasil 4 3

5 > Primeira classe Em alguns casos não basta ter recursos, é preciso ter uma boa indicação para comprar um lote

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3 1 SANTA CATARINA Cidade: Governador Celso Ramos Condomínio Residencial e aeronáutico Fly Ville Condomínio: 281 lotes de 3.000 m2 com estrutura de resort, shopping Center, cinema, supermercado, clube, lago Pista: asfaltada, operação diurna e noturna, 1.100 metros de extensão com torre de controle Capacidade: jatos executivos Preço do terreno: a partir de R$ 350 m2 (valor de fevereiro de 2012) Informações: www.flyville.com.br

2 SÃO PAULO Cidade: Salto de Pirapora Fazenda Bonanza Condomínio: 30 lotes 4.000 m2 com lago para pesca, sede comchurrasqueira, playground e baia para cavalos Pista: asfaltada, operação diurna (noturna em implantação), 610 mestrosde extensão pela Anac e 900 metros considerando recuo, sem torre de controle Capacidade: até turboélice executivo King Air Preço do terreno: não disponível Informações: não disponível

MINAS GERAIS Cidade: Jaboticatubas Reserva real – Fly-in Condomínio: 37 lotes com diversas metragens. Há campo de Golf,estrutura para hipismo e tênis, SPA, biblioteca, escolas, Shopping Center,hotel e centro comercial Pista: asfaltada, operação diurna e noturna em implantação, 1.600metros de extensão, com torre decontrole Capacidade: jatos executivos Preço do terreno: R$ 450 m2 (até 3.000 m2) – R$ 400 m2 (acima de 3.000m2) Informações: www.reservarealbh. com.br

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4 MINAS GERAIS Cidade: Capitólio Quintas Ponta do Sol Condomínio: 20 lotes com 10.000 m2. Conta com marina e estrutura delazer Pista: asfaltada, operaçãodiurna, 670 metros de extensão, sem torre de controle Capacidade: até turbohéliceexecutivo Preço do terreno: R$ 1.600.000 Informações: www.emccamp.com.br

BAHIA Cidade: Porto Seguro Terravista Golf Condomínio: Com lotes a partir de 1.400 metros, o complexo Terravista éancorado por um campo de Golf de 18 buracos com nível internacional e engloba hotéis,pousadas, restaurantes, centro comercial e de serviços Pista: asfaltada, operação diurna e noturna, 1.500 metros de extensão, comtorre de controle e lounge para passageiros. Capacidade: jatos executivos Preço do terreno: não disponível Informações: www.reservarealbh. com.br

domínio Residenciale Aeronáutico Fly Ville, da construtora Locks, é outro empreendimento com dimensões de cidade. São mais de um milhão de metros quadrados com um total de 281 lotes e total estrutura de lazer, inclusive um shopping Center com 24 lojas, ancorado por um supermercado e com estacionamento coberto para mais de 100 carros. No condomínio, além de dois helipontos, há uma pista de pouso com 1.100 metros de extensão, torre de controle e até terminal de passageiros. Nesse condomínio, você pode optar por comprar o lote e construir uma casa com hangar ou utilizar um dos 78 estacionamentos disponíveis para as aeronaves. “Nosso público não são apenas os donos de aviões, mas também as pessoas que utilizam taxi aéreo e podem ter a comodidade de pousar dentro do condomínio”, explica Pedro Meller gerente comercial da Locks. Quanto ao barulho incômodo de ter uma pista de pouso praticamente no jardim, os moradores encaram como parte do charme de viver em um fly-in. “Não tem nada mais agradável do que acordar ouvindo barulho de avião. É música para os nossos ouvidos. Quem não pensa assim, não gosta de aviação”, afirmar o piloto Marcos, um dos moradores da Fazenda Bonanza. Se você se animou, é bom começar a procurar seu

condomínio o mais rápido possível. Em geral, os residenciais são comercializados em tempo recorde. “Nem cheguei a fazer lançamento e vendi praticamente todos os lotes. Só tenho mais um terreno disponível”, conta Régis Campos proprietário da construtora Emccamp, responsável pelo condomínio Quintas Ponta do Sol, no lago de Furnas (MG), local que reúne milionários de Minas Gerais e São Paulo. a 39


6perguntas

paraRafael Ramos

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com estilo

Fora das pistas desde 2005, Rafael Ramos, um dos maiores nomes do Motocross brasileiro, com títulos como Brasileiro de Supercross e Sul Americano de MotoCross, fala sobre sua trajetória no esporte que o consagrou. ABORDO – Como você começou no esporte? Rafael Ramos – Ganhei minha

primeira moto aos 4 anos de idade. Era uma minimoto Yamaha de rua. Depois, com 10 anos, ganhei uma XL125. E nessa moto, eu meu irmão tiramos o farol, mexemos no escape e fazíamos circuitinhos de terra e de rua num condomínio no Guarujá. Não demorei muito para me envolver com o Motocross, mas meu primeiro titulo só veio em 1991, quando venci o brasileiro com minha primeira moto zero, uma Kawasaki 80cc. ABORDO – Quando a brincadeira realmente

passou a ser uma profissão?

Rafael Ramos – Foi quando entrei para

a equipe Suzuki, em 1994. Mas em 1993 eu já tinha até ido para a Espanha, representar o Brasil no Mundial de Supercross.

ABORDO – Essa foi sua primeira experiên-

cia internacional?

Rafael Ramos – Foi a primeira de muitas. Em 1995, eu quase morei na Califórnia para andar em 1996. E eu 38

tinha facilidade no supercross e para eles supercross é mais difícil. Lá, num campeonato de motocross há 500 pilotos, mas num de supercross você encontra 100. ABORDO – E por que você voltou? Rafael Ramos – Por causa do exército.

Eu tava com 18 anos e tive de me alistar. Quase fui admitido, porque a gente treinava em Guarulhos e aí uns caras falaram que se eu me alistasse naquela junta seria dispensado, mas quase deu tudo errado. Tive de voltar à junta mais umas três vezes, pra ser liberado. E aí tava no Brasil resolvendo a história do exército, vai não vai, e surgiu uma oportunidade com a Suzuki daqui. Pra ter patrocínio oficial e ganhar um dinheirinho e tal. Então optei por ficar aqui. Tava na minha melhor fase, liderando o Brasileiro de MX 125 e o Supercross de 250cc, mas aí machuquei o joelho. ABORDO – E como foi essa lesão? Rafael Ramos – Foi o único acidente

grave da minha carreira. Eu tava

andado no sábado no Brasileiro de SX, em Rio de Janeiro. Depois que ganhei, pediram pra dar mais uma volta, pra comemorar. E eu era o único piloto brasileiro que dava um salto “nac-nac”. Fui fazer e a moto escapou. Eu saltava, tirava a perna direita da moto e ficava só com a esquerda na pedaleira, depois voltava para fazer a aterrissagem, só que naquele dia a moto saiu e não voltou. Eu empurrei a moto com a perna esquerda e fiquei meio de lado. Caí com esse pé no chão. Rompi todos os ligamentos, amassei a tíbia e estourei o joelho e o tornozelo esquerdo. ABORDO – E como conseguiu superar isso? Rafael Ramos – No começo o Negretti,

que é um cara sensacional, me ajudou. Ele mesmo desenvolveu um sistema de adaptação, com um cabo, que eu acionava com mão. Só que dava um atraso, então eu tinha de reduzir antes das curvas e pensar na marcha certa antes de entrar, porque não dava pra cambiar durante a curva.

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A revista Abordo Magazine é uma publicação voltada para o segmento de luxo, sob a ótica de quem gosta de levar a vida a bordo e com muito es...