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hotel payés dê espaço ao tempo Conforme o carro desce a rua, aparece a vista uma extensa lâmina curva, essa curva convida a entrada do hóspede. Ao desembarcar, o hóspede acessa um amplo lobby, com toda visual livre para o imenso lago. Apenas jardins estão entre esse edifício e a margem. Ao sentar-se no bar, ou mesmo no estar desse extenso pavilhão, observa-se que um grande eixo que desponta desde o espelho d’ água da entrada de maneira escultórica, materializa-se em uma passarela de vidro, que, sendo suportada por uma malha permeável, conforma novos enquadramentos e visuais da paisagem para quem a atravessa e estende-se até para dentro das águas mesclando-se ao horizonte. . Todo esse eixo direciona seu olhar para além do terreno, para a outra margem, onde uma floresta densa e verde desponta em meio a casinhas brancas bem espaçadas. E, é nessa travessia que se faz entender como em realidade o complexo se configura. Extensos platôs, em forma de lâminas curvas materializam os prédios que só podem ser percebidos do ponto mais baixo do terreno, próximo á margem, dando suporte para que os terraços-jardins aconteçam em suas coberturas. Ao sair para a parte externa do edifício onde acontece o lobby, percebe-se que o espaço que se tem a frente, é, a priori, um grande vazio. Um vazio de construções, entretanto, que se caracteriza por grandes terraços, jardins com distintas densidades que acontecem em diferentes níveis. E, uma vez que se atravessa por entre eles, um sentimento de curiosidade, uma mistura entre intriga e descoberta, desponta, e o caminho escolhido para descobrir e permear essa grande praça, esse grande jogo de platôs, torna-se o elemento principal. O valor não esta mais no edifício em si, a que ele se destina, qual sua forma ou material, mas nos caminhos que nos levam a outros caminhos, no percurso que nos leva a diferentes jardins e diferentes descobertas, tanto do lugar, como de nós mesmos. Após descer diversas rampas e contornar diferentes jardins onde os hóspedes sentam-se para ler, ouvir musica, desenhar, está a área de lazer, próxima a margem. A piscina que parece desaguar no lago, as espreguiçadeiras onde alguns hóspedes tomam seu sossegado sol, enquanto outras famílias fazem castelinho de areia com seus filhos na beira. Um grande píer convida desde essa área de lazer alguns outros hóspedes a tomar um coco enquanto vislumbram a vista da nova ponte da capital tendo como trilha sonora apenas ás águas que batem nos pilares que o sustenta. Um ar de seneridade e calma enchem aquele lugar, onde nada mais tem urgência nem pressa, o importante é apenas o balançar dos pés para dentro e para fora da água.

projeto de diplomação. marina lima de fontes 04.34728. orientadora: luciana sabóia



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