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Hist贸rias Projetadas

Fotos por Marina Ficcio


Pรกgina propositalmente em branco


A escolha de um objeto ou foto do passado que represente uma mudança significativa no que sou hoje como pessoa é muito delicada. São muitas as memórias que guardo e conseguir definir uma delas como mais importante chega a ser injusto. De qualquer modo, acabei escolhendo uma foto minha de 1994. A única que guardo comigo - todas as outras ficaram em álbuns de família guardadas na casa dos meus pais-, não sei ao certo o que me faz ter tanto apego por ela. Talvez seja a maneira a garotinha de olhos muito azuis na foto

me encara firme com olhar ansioso e animado como se perguntasse “É assim que se faz?”. Essa criança não tem medo, ela apenas se diverte olhando para o mundo dos adultos de dentro do seu mundo colorido e musical, usando um headfone grande demais para ela sem que isso importe. Escolhi esta imagem porque gostaria de encontrar essa pequena criança e saber que impacto eu causaria nela. Acredito que a garotinha de olhar ansioso

se sentiria atraída de um jeito curioso pela adulta que a encara de volta com os mesmos olhos e as duas sorririam e compartilhariam os headfones que hoje fazem parte da minha vida. E mesmo que aquela garota seja eu e tenha ficado no meu passado ela está presa a mim até hoje, sempre estará, Por isso escolhi que a projeção seja feita nas costas: para representar que mesmo no passado essa pequena garotinha continua no meu presente. - Brenda Colautti


Escolhi um compasso porque além de instrumento de trabalho ele atua e se assemelha aos membros superiores e inferiores. O instrumento possui uma ponta que se fixa no papel e outra que traça as linhas, assemelhando-se ao caminhar e ao escrever, traçando novos caminhos para a vida e novas criações. A escolha do local de projeção se deu, além da aparência com os membros, da possibilidade desses tornarem-se uma espécie de esqueleto. O compasso apesar de simétrico possui suas pontas diferentes assim como o corpo humano que apesar de simétrico não possui dois lado iguais. - Mauricio Carvalho


Escolhi as fotos dos meus pais pois eles significam a pessoa que sou hoje. Apesar deles não estarem mais presentes no meu dia a dia, e assim representados pela rosa branca, o aprendizado, carinho, e amor continuam infinitamente presente. Mantenho meu contato com eles através do meu umbigo, demonstrando para mim uma ligação física e espiritual com meus pais, por isso a escolha da projeção na parte frontal do corpo. - Sonia Ficcio


Histórias Pojetadas