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vas ca Olimpíadas feministas _ Ética e feminismo _ Menstruação _ Street Style _ Horóscopo


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SHE-HULK: FEMINISMO, DIREITO, ÉTICA E HEROÍSMO A

cho que o melhor assunto para iniciar uma Coluna sobre Quadrinhos é falar de um título que também está começando. Lançado pela Marvel Comics, uma das maiores editoras de quadrinhos do mundo, com roteiro de Charles Soule e arte de Javier Pulido, She-Hulk (ou Mulher-Hulk, como foi adaptado por aqui) conta a história da prima do Hulk, a advogada Jennifer Walters, uma personagem criada em 1980 que, defendendo um cliente incriminado de homicídio por um gângster, é baleada enquanto saía de carro com o primo, e acaba recebendo o sangue dele numa transfusão improvisada, adquirindo assim poderes. Apesar de parecer uma publicação mensal destinada apenas a atrair os fãs do Gigante Esmeralda, She-Hulk surpreende: somos introduzidos a uma personagem forte, que foge um pouco do padrão machista da indústria quadrinística. Sim, ela tem curvas voluptuosas, mas esse não é o foco da publicação! Nas duas primeiras edições publicadas, o maior foco tem sido na vida profissional de Jennifer, que deixa um grande escritório para abrir seu próprio numa pequena sala em Nova Iorque, sua luta para se estabelecer, para conquistar novos clientes, o conflito com seus antigos empregadores que a “queimaram” na praça. Isso sem descartar o universo super-heroico, muito pelo contrário,

logo na primeira edição vemos Jennifer se meter num litígio sobre propriedade intelectual contra ninguém menos que Tony Stark, mostrando-nos um lado desse herói que dificilmente veríamos na tela do cinema, assim, é simplesmente admirável a forma como tudo é conjugado nas páginas de She-Hulk. Outra coisa digna de nota são os frequentes comentários sobre a sociedade contemporânea que enriquecem enormemente o quadrinho, como, por exemplo, a hipocrisia em importar uma caríssima mesa feita com madeira de lei em um país subdesenvolvido, sob a égide de um discurso pró-meio ambiente, desconsiderando totalmente a mão-de-obra semi-escrava utilizada na fabricação da tal mesa; há também críticas ao sistema judiciário estadunidense, demasiado lento e desigual, que permite pessoas abastadas arrastarem seus processos por anos, levando a outra parte, geralmente em condição financeira bem inferior, à miséria (é quase confortador saber que isso não é só aqui…). Mas, o mais digno de destaque é a personalidade da protagonista do Título. Jennifer Walters é uma mulher determinada, forte, independente e com um forte senso ético moral. Sua confiança não advém do seu tamanho ou da sua força hercúlea, mas de suas capacidades intelectuais. Ela é uma advogada

brilhante e sabe disso. Isso se evidencia quando, na primeira edição, enquanto ainda trabalhava para um importante escritório de advocacia, ela descobre que o único motivo de sua contratação não foram suas habilidades jurídicas, muito embora ela seja uma associada com mais de 2.800 horas rentáveis cumpridas, mas sim sua agenda recheada de nomes como Reed Richards, Tony Stark e outros super-heróis com grandes patentes ou empresas. Ela então pede demissão. Porque essas relações lhe são sagradas, porque ela é uma mulher magnífica e tem plena ciência que merece mais. E assim abre seu escritório numa pequena sala em Nova Iorque, local onde se desenvolverá a trama. O universo de quadrinhos é ainda extremamente machista. Mulheres ainda são retratadas dentro de um ideal de beleza supérfluo e inatingível, o que torna muito difícil para leitoras se identificarem com grande parte do panteão de heroínas. Contudo, em vista das últimas publicações e alterações administrativas, é notável uma mudança nesse panorama. Nesse sentido, She-Hulk cumpre com louvor seu papel. Sendo um título que prima pela ética, pela capacidade intelecto-profissional e pela incrível humanização da personagem, Jennifer Walter é um Modelo não só para mulheres, mas para qualquer pessoa.


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ÍNDICE Editorial //pg. 4

Ilustração //pg. 6


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Olimpíadas //pg. 16

Menstruação //pg. 12

Horóscopo //pg. 22


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SEAN MORRIS Artista visual e ilustrador australiano. Sean trabalha em uma diversidade de meios de produção. Gosta de transitar entre desenhos digitais, aquarela, tinta acrília e ocasionalmente se arrisca com pinturas em grandes espaços, como murais. Seu trabalho chama atenção por sua estética clean porém grotesca. Cenas de cultura underground e personagens predominantemente femininos, marcam sua arte. Com exposições em diversos países como Espanha, Canadá e EUA, Sean deixa sua marca no mundo das artes visuais.


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PARA TODXS


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Sinais dos novos tempos a fronteira entre feminino e masculino fica mais tênue. Na moda não poderia ser diferente. A cada dia que passa, as marcas de roupa estão sendo levadas a rever conceitos e criar peças e comunicações que sirvam tanto para meninos e meninas e todo o espectro que existe entre um e outro.


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MENSTRUAÇÃO


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MEU SANGUE MINHA LUA


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Sagrado Feminino “Você descobre, então, que ser mulher não significa ter um parto natural, amamentar ou se sentir bem na própria pele quando está grávida. Na verdade, o objetivo é entender como você traz seu amor e feminilidade para todas essas fases da vida.” Roberta Struzani Fisioterapeuta, pós- graduada em Ginecologia, Obstetricia e Mastologia

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Mandala Lunar 2016 É uma ferramenta para mulheres se conectarem com seus ciclos e mergulharem numa jornada de autodescoberta. Somos cíclicas e, ao longo do mês, percebemos mudanças sutis em nosso ser. Essas oscilações ocorrem por influências da lua, dos astros e também pela natureza do ciclo menstrual: nosso ciclo lunar pessoal. Somos energia em movimento, assim como os planetas, as marés, as estações, os fluxos da natureza e do universo.


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OLIMPÍADAS FEMININAS: COMPETIÇÕES POR ESPAÇO A HISTÓRIA! No ano de 776 a.C, foram iniciadas as Panatéias. Nesse período, as mulheres eram privadas da vida pública e econômica, conseqüentemente, eram proibidas de assistir e participar dos Jogos Olímpicos, sob a pena de morte conforme regulamento dos jogos. No entanto, a participação passiva das sacerdotisas era permitida. Elas eram reverenciadas como mensageiras dos deuses, traziam boa sorte aos participantes e eram responsáveis pela entrega da coroa de oliveiras para os vencedores. O argumento utilizado para a proibição das mulheres no evento estava relacionado com o acesso ao Stadium, o local das provas era uma região muito montanhosa, que poderia acarretar em danos fisiológicos aos corpos frágeis femininos

Adriana Samuel/Mônica Rodrigues e Jacqueline Silva/Sandra Pires: “dobradinha” brasileira na disputa do primeiro ouro feminino no Brasil. Assim como no mercado de trabalho convencional, no esporte também enfrentaramos as mesmas dificuldades e essa realidade não é diferente no universo Olímpico. Em 1920 o Brasil participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos e apenas em 1932, houve uma mulher nas competições. Voltando no tempo, aos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em 1896, não seria possível encontrar uma só mulher. Aos poucos - bem poucos - e com muita luta, a participação feminina foi tomando espaço no evento.


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Homenagem às pioneiras do esporte nos Jogos Olímpicos

Maria Lenk Nadadora brasileira, primeira sul-americana a participar da Olimpíadas, em 1932. Apesar de não ter conquistado uma medalha na ocasião, Maria Lenk fez história ao quebrar diversos recordes mundiais nas décadas de 1930 e 1940. Nos últimos anos, voltou a ser lembrada (e conhecida) por ter dado nome ao Parque Aquático do Rio de Janeiro, construído em 2007.

“No momento em que a menina se tornava moça e começava a namorar, a primeira coisa que o namorado fazia era proibir ela de nadar”


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Aída dos Santos Primeira mulher do Brasil ao chegar à final. Participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. Em Tóquio 1964, ficou em quarto lugar no salto em altura. Naquela edição dos Jogos, Aída foi a única mulher da delegação brasileira, e a única do atletismo. A ela nenhuma estrutura foi fornecida: viajou sem técnico e sem material para competir.

Nem sequer tinha roupa para a Cerimônia de Abertura: usou um uniforme adaptado de outra competição. Mesmo assim, se transformou na primeira mulher do Brasil a disputar uma final olímpica. Quatro anos depois, nos Jogos da Cidade do México, ficou em vigésimo no pentatlo.


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Eleonora Mendonça Primeira maratonista olímpica brasileira a disputar uma maratona nos Jogos de 1984 Aos 22 anos depois, Eleonora Mendonça deu asas ao pioneirismo em sua própria versão do filme “Diários de motocicleta”. Antes de se tornar a primeira mulher brasileira a disputar uma maratona olímpica, além de idealizar a Maratona do Rio, Eleonora dirigiu uma kombi

com o objetivo de ir até os EUA e voltar a tempo de concluir sua segunda faculdade: — Essas coisas têm que ser feitas. A pessoa ganha mais confiança em si. Acho que sempre tive esse espírito aventureiro.


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O copinho! O coletor menstural ipsam qui dolore nonsers pelloresti volo mincim recto velest faciata tumquiant. Ehenim explabo reicium recto odiore nobitis que dunt. Ximi, et ilitiorios mi, illuptat qui delistium et ati omnis aut dolorib usanimos doluptio. Ut dolorero dempore caboren tianto omnis reped quam dolupicia dolorum si tempori andisit acestem reperferum vendiciissitBearum qui doloriaessum sunt quis aut vel etum et, omnita debit, sintem landant hillabo ratur? Quisque volorem sectus. Odignistor modit, corepta tquuntium la derit aborendi bea ne sus, con pliscii ssitium idusam qui adit,


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Uma seleção com as principais tendências do mundo feminista

Das tetas da Gal Faciata tumquiant.Ehenim explabo reicium recto odiore nobitis que dunt. recto velest faciata faciata tumquiant.Ehenim explabo reicium recto odiore nobitis que dunt. recto velest faciata tumquiant.Etumquiant.Ximi, et ilitiorios mi, illuptat qui delistium et ati omnis aut dolorib usanimos doluptio. Ut dolorero dempore caboren tianto omnis reped quam dolupicia dolorum si tempori andisit acestem reperferum vendiciissitBearum qui doloriaessum sunt quis aut vel etum et, omnita debit, sintem landant hillabo ratur? Quisque volorem sectus. pliscii ssitium idusam qui adit, ut eatis dolestibus alignis moluptampliscii idusam qui adit, ut eatis dolestibus alignis moluptampliscii Assucena Assucena e Raquel Virgínia, ambas 27 Cantoras e compositoras

MEU CORPO É MEU! Qui dolore nonsers pelloresti volo mincim recto velest faciata tumquiant.Ehenim explabo reicium recto odiore nobitis que dunt. Ximi, et ilitiorios mi, illuptat qui delistium et ati omnis aut dolorib usanimos doluptio. Ut dolorero dempore caboren tianto omnis reped quam dolupicia dolorum si tempori andisit acestem reperferum vendiciissitBearum qui doloriaessum sunt quis aut vel etum et, omnita


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ASTROLOGIA: O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER

Horóscopo funciona ou é tudo balela?

Inferno astral existe mesmo?

Por que a gente se identifica tanto o horóscopo?

O problema dos horóscopos é que são genéricos. As previsões que lemos por aí são baseadas apenas nos chamados signos solares (Gêmeos, Aquário...), muito pouco pra definir as características de um indivíduo.

Sim, mas não como você pensa. Os insiders, dizem que tem a ver com uma baixa na energia que o Sol passa a te mandar conforme a data do seu aniversário se aproxima, e isso te deixa jururu pra caramba.

Essa identificação tem a ver com a própria condição humana e com um mecanismo mental que nos leva a absorver só o que interessa. “Nos inclinamos a supor que somos únicos, mas somos mesclas articularizadas de certas características comuns a todos e próprias da espécie.

Márcia Ferreira Silva, que comanda um centro de estudos de Astrologia Psicológica, é categórica: “Pra mim, falar só sobre o Sol da pessoa é conversa de cabeleireiro, uma simplificação absurda da Astrologia. O horóscopo dá apenas uns toques pro coletivo. Só o mapa individual completo atinge essa complexidade”. Mas o que é dito ali pode funcionar porque, segundo a Astrologia, todo mundo sente, de um jeito ou de outro, os movimentos da galera lá de cima (aka astros).

Vale a pena fazer um mapa astral? Olha, a gente acha válido. Primeiro porque, na hora da leitura do mapa, você é obrigada a refletir mais a fundo sobre suas tendências e atitudes. Segundo, porque o profissional te ajuda a ter insights que podem ser úteis se levados pra terapia, por exemplo.

O que a simbologia astrológica permite é identificar quais características predominam em cada pessoa. E temos uma tendência a valorizar o que dizem ser o melhor em nós, bem como a minimizar o que dizem ser o pior. É um recurso pra manter a autoimagem positiva”, explica o psicólogo Luiz Carlos Teixeira de Freitas, escritor e pesquisador do tema. Portanto, se você acredita em tudo que lê, perdoe-se: é humano.


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EXPEDIENTE

Mariana, 21

Renata, 30

Marjorie, 21

Carolina, 29

Marianne, 28

Revista V A S C A • Projeto Gráfico, Edição de Imagens, Direção de Arte, Textos: Alunas Mariana Sacramento, Renata Maia, Marjorie Facchini, Carolina Almeida, Marianne Szpoganicz • Universidade Paulista • Turma Design Gráfico • 2º e 3º Semestres • São Paulo - 2016


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