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FALLOUT


PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ ESCOLA DE ARQUITETURA E DESIGN CURSO DE DESIGN DE MODA

GIOVANNA FREIRE KETHLYN V. DE SOUZA MARIANA MACAGNAN

FALLOUT

CURITIBA 2017

GIOVANNA FREIRE KETHLYN V. DE SOUZA MARIANA MACAGNAN FALLOUT

Relatório de Pesquisa apresentado ao Curso de Design de Moda como requisito parcial da disciplina de Design de Superfície Universidade Católica do Paraná. Orientador: Prof. Ms. Camila Teixeira e Prof. Ms. Gabriela Garcez Duarte

CURITIBA 2017


resumo

abstract


1.INTRODUÇÃO

sumário

JUSTIFICATIVA PROBLEMÁTICA OBJETIVO GERAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS

REFERENCIAL TEÓRICO

2.

MODA AGÊNERO MALHARIA RETILÍNEA

5.

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO

ANÁLISE DE VIABILIDADE VALIDAÇÃO COM USUÁRIO

MATERIAIS E MÉTODOS

3.

6.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

ANÁLISE DE SIMILARES SEGMENTO PÚBLICO-ALVO TENDÊNCIAS TEMA MIX DE COLEÇÃO GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS

4.RESULTADOS MATERIAIS CORES COLEÇÃO FICHAS TÉCNICAS LOOKBOOK

7.

REFERÊNCIAS


lista de figuras

lista de quadros


A moda sem gênero está entrando muito em pauta, principalmente nos

últimos anos. Durante o século XX, muitos acontecimentos começaram a quebrar a noção de gênero, como Coco Chanel vestindo calças em 1920. Desde 2010, um grande número de marcas de moda de luxo está aderindo à essa moda, como Gucci, Yves Saint Laurent e Louis Vuitton colocando modelos femininos e masculinos juntos na passarela, usando os mesmos modelos ou modelos semelhantes, com os mesmos tecidos e estampas.

A partir disso, um tipo de tecido que já é muito utilizado em peças tanto

masculinas como femininas é a malharia retilínea, erroneamente chamada de tricô por muitas pessoas, apesar de serem coisas diferentes. A técnica de malharia retilínea já existe a séculos, mas no último século foi mais desenvolvida, com novos pontos, texturas, fios e estéticas.

INTRODUÇÃO 10

Com isso, esse projeto tem como propósito desenvolver uma coleção de

de peças sem gênero usando a malharia retilínea em todas elas, procurando atingir um público tanto de pessoas agêneras ou gênero flúido como pessoas dos gêneros feminino e masculino que aderirem a essa moda.

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PROBLEMÁTICA

JUSTIFICATIVA

A moda está passando por transformações em alguns conceitos recen-

temente. Um deles é o conceito de gênero, que está em pauta se é realmente necessário dividir peças de roupa dessa maneira ou não, sendo que é só um pedaço de tecido vestindo alguém. Para isso, é necessário que as novas coleções de moda desafiem essa questão de gênero e mostre para as pessoas como uma peças de roupa específica não define a personalidade de quem a veste.

A problemática deste projeto é o desenvolvimento de uma coleção de

vestuário em malharia retilínea para o público jovem consumidor de moda agênero, levando em consideração peças chaves para homens e mulheres que se identifiquem com este segmento. Compreendendo, através da moda agênero que a roupa veste o ser humano e não ao contrário.

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OBJETIVO GERAL

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Desenvolver uma coleção de malharia retilínea que atenda às necessi-

dades do público consumidor de moda agênero, a fim de criar peças chave para este nicho de mercado.

a. Compreender o conceito e essência da moda agênero; b. Atender as necessidades do público alvo; c. Compreender o processo de produção da malharia retilínea; d. Produzir peças que se adaptem aos corpos de ambos os sexos.

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MODA AGÊNERO

Primeiramente, para falar de moda agênera, é necessário entender

o que é gênero e como ele se aplica no mundo da moda atualmente. De acordo com o Dicionário Aurélio, gênero pode ser definido como “conjunto de propriedades atribuídas social e culturalmente em relação ao sexo dos indivíduos”, porém, nos dias atuais, a discussão de gênero vai muito além de dicionário, entrando em áreas da antropologia, sociologia e história.

Pode-se entender o gênero como o “sexo definido social e cultural-

mente”, ou seja, gênero não é sinônimo de sexo. O sexo é definido bio-

REFERENCIAL TEÓRICO 16

logicamente, através dos cromossomos, enquanto gênero é construído pela história, cultura e sociedade onde se vive. A identidade de gênero se desenvolve em uma criança até os 3 anos de idade, quando a criança nasce, ela recebe um nome, de acordo com seu sexo e, a partir de então, começa a ser tratada de uma maneira específica, como sendo menino ou menina e então começa a apresentar comportamentos, hábitos e padrões definidos pela sociedade como masculinos ou femininos (JURKEVICZ, 2016).

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A palavra gênero vem sendo utilizada desde os anos 80, principalmen-

te entre mulheres feministas, para falar sobre a desigualdade entre homens

e mulheres, seja na questão das divisões de trabalho, das responsabilidades

de saia não se torna menos masculino, assim como uma mulher de terno

para com a casa e os filhos, salários desiguais e tantos outros fatores. Muitos

não é menos feminina. Porém, o vestuário ainda é uma das ferramentas

tentam explicar essas diferenças por meios religiosos ou políticos, alegando

mais fortes para essa expressão individual do ser humano, mesmo que, se

que homens são mais fortes e racionais, enquanto mulheres são delicadas e

analisar, é a roupa que veste o ser humano e não o contrário (AUDACES,

frágeis. Isso apenas reforça os valores discriminatórios da sociedade e gene-

2018).

raliza as pessoas (CASTILHO, 2008).

agêneras não são as peças com modelagem boyfriend da sessão feminina,

Existe uma necessidade em muitas pessoas de dar nome às coisas,

Roupas não tem gênero, as pessoas dão gênero a elas, um homem

A partir desse pensamento, podemos concluir que peças de roupa

defini-las e dividi-las em categorias, assim, existem homens e mulheres, e

são peças que servem bem ao seu público alvo, são confortáveis, possuem

existem coisas de homem e coisas de mulher. Meninos usam azul e brincam

uma modelagem que agrade (levando em consideração que corpos de

com carrinhos, meninas usam rosa e brincam de bonecas, e assim vão se

sexo diferentes necessitam modelagens distintas, para vestir bem em todos),

perpetuando valores que segregam todo um grupo de pessoas. Com o

têm estilo e personalidade, na moda sem gênero não existe divisão de ses-

termo agênero, ou sem gênero, é possível começar a quebrar muitos desses

sões masculina e feminina dentro de uma loja (AUDACES, 2018).

paradigmas sociais (FAGGIANI, 2017).

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O termo agênero possui muitos outros sinônimos, principalmente

quando falando de moda: genderless, gender neutral, não binário, neutral fashion, andrógino e, talvez o mais conhecido seja o famoso unissex. Todos possuem o mesmo significado, não se encaixar nos binários de feminino e masculino (CAVALCANTE, 2016).

Recentemente, muitos designers estão inovando nas passarelas com

neutral fashion. Em 2015, Alessandro Michelle apresentou no desfile da Gucci os mesmos modelos em homens e mulheres, mudando apenas a modelagem para cada tipo de corpo. Esse desfile deu um novo foco à essa moda diferenciada, e, a partir de então outras grandes marcas seguiram: Burberry, Fenty x Puma, LAB e Louis Vuitton que, em 2016, teve Jaden Smith como modelo de sua campanha feminina (RIBEIRO, 2016).

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GUCCI FALL/WINTER 2015

FONTE: PENSE A PORTER, 2016

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LAB SUMMER 2016

FONTE: PENSE A PORTER, 2016

JADEN SMITH PARA LOUIS VUITTON 2016

FONTE: PENSE A PORTER, 2016

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Com isso, marcas de fast fashion também lançaram coleções gen-

derless, dentre elas a Zara e a C&A, porém ambas foram muito criticadas. A Zara fez uma coleção de peças básicas, calças sem corte e moletons lisos, dando a entender que moda agênero seria “sem graça” (LACERDA, 2016). Já a C&A lançou um vídeo da coleção (https://youtu.be/9b1SJGc3xE4) no qual apresentava homens de vestido, dando a entender que a coleção sairia dos padrões comuns de gênero, porém, o site e as lojas contiuaram dividindo as peças entre masculino e feminino como sempre fizeram e em momento algum foram apresentadas peças “femininas” para os homens (TEIXEIRA, 2016).

SCREENSHOT DO VÍDEO DE COLEÇÃO DA C&A

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FONTE: C&A 2016

25 COLEÇÃO SEM GÊNERO DA ZARA

FONTE: VÍRGULA 2016


malharia retilínea

Segundo Bruno (1992), tecido é uma estrutura plana, que tem como carac-

terística o entrelaçamento de estruturas lineares. Tecer consiste no entrelaçamento metódico em uma certa ordem, (fios, palha, vime etc.) para formar tecidos, redes, esteiras e cestos. No sentido têxtil, tecer é o trabalho de produzir tecido com o tear, manipulando o urdume e a trama.

A partir disso, existem os tecidos definidos como de laçada, conhecidos

como malhas. Existem dois tipos: tubular e retilínea. A malharia retilínea é formada com pontos idênticos ao do tricô manual, sendo confundida, muitas vezes, com o tricô, porém a malharia retilínea se resume às peças e tecidos produzidos a partir de teares (AQUINO, 2008).

A principal diferença dos tecidos planos e das malhas está na estrutura, as

malhas possuem uma elasticidade natural, devido ao seu processo de const4rução com laçadas, enquanto o tecido plano é mais rígido e possuem menos ou nenhuma elasticidade (OLIVEIRA, 2011).

SITE DA LOJA QUANDO LANÇOU A COLEÇÃO AGENDER, AINDA DIVIDINDO OS GÊNEROS FONTE: C&A 2016

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CLASSIFICAÇÃO DE TEARES

Os tecidos formados por trama e urdume já eram obtidos mecanica-

mente por teares antes da era Cristã, mas os tecidos de ponto só foram mecanizados no final do século XVI. Mesmo assim, as primeiras máquinas com sucesso industrial só apareceram no final do século XIX. Isto ocorreu, principalmente, devido à diferença de movimentos necessários para formar o tecido plano e a malha. A malharia foi originada a partir da laçada das redes de pescar e rede de armadilhas feitas pelos povos antigos, que desenvolveram o ofício da formação de um tecido pelo entrelaçamento do fio, em uma série de laços conectados por meio da mão ou agulhas mecanizadas. Todas as malhas eram feitas manualmente até 1589, quando a reverendo inglês Willian Lee inventou o tear de malhas por trama, uma máquina que podia malhar meia (SISSONS, 2014).

Teares manuais: atualmente são utilizados quase que exclusivamente

para o artesanato ou para a produção de novos artigos ou amostras não colocadas na linha de produção.

Teares mecânicos não automáticos: são teares que não possuem

determinados mecanismos de auxílio para o tecelão, tais como guarda – urdume (conjunto de vários fios que entram no tear no sentido longitudinal), parada por falta de trama e troca de espulas ou laçadeiras.

Teares mecânicos semiautomáticos: são teares não automáticos que

sofrem adaptações de mecanismos (guarda – urdume) e auxiliam o tecelão a dar melhor qualidade aos tecidos.

Os teares automáticos: podem ser divididos em:

a) Teares convencionais: tear de lançadeira (mais tradicionais)

A trama é conduzida de um lado a outro, através da lançadeira que

constitui de um dispositivo de madeira resistente onde se acomodam as espulas com os fios de trama, são mais defasados tecnologicamente, velocidade máxima de 170 batidas por minuto (bpm). Produz tecidos de no máximo 140 cm de largura.

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b) Sem laçadeira

b.1) Projétil: também chamado de lançadeira de pinças, é uma pe-

quena peça que arrasta a trama através da cala (abertura formada por duas camadas de urdume).

b.2) Pinças rígidas: a trama é introduzida na cala por uma espécie de

agulha. Existem teares de uma ou duas pinças.

b.3) Pinças flexíveis: possuem duas cintas flexíveis de aço, uma de

cada lado da máquina.

b.4) Jato de ar: a trama do fio recebe um jato de ar e é jogada atra-

vés da cala.

b.5) Jato d’água: a trama do fio recebe um jato d’água e é jogada

através da cala.

b.6) Cala ondulante: nesse sistema são inseridas 16 tramas ao mesmo

tempo, equivalendo a cerca de 2.000m por minuto. Os teares especiais são em sua maioria automáticos, providos de mecanismos especiais para tecer

Os teares retilíneos podem ser manuais, motorizados ou eletrônicos, e

possuem duas fronturas, isto é, duas placas metálicas com canaletas (ranhuras) onde são dispostas as agulhas paralelamente, exceto em alguns tipos de teares domésticos, que possuem somente uma frontura (SENAI, 2015).

Um tecido em malharia retilínea se difere dos demais tecidos de ma-

lha, com exceção de meias e itens produzido em máquina de peças sem costura porque se destina para a fabricação de produtos “semiacabados”, isto é, peças com uma largura e comprimento pré-estabelecidos, que necessitam de apenas alguns cortes como cava, decotes e costuras (SENAI, 2015).

determinados tipos de tecidos, tal como os teares de Maquineta jacquard: que fazem tecidos com grandes desenhos, podendo mesmo produzir figuras humanas em sombreado com relevo.

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GUERNSEY

ARAN

Os guernseys originaram-se no século

XVII ao longo da costa norte da França, em

lôver de Aran no entanto, acredita-se que

uma vila de nome homônimo. Essas roupas,

os desenhos tricotados em forma de torcidos

usadas primeiramente por pescadores, ti-

sejam inspirados pelos motivos Celtas, que

nham como características principais sua

chegaram às margens de Aran por volta de

durabilidade, conforto e conforto térmica no

2000 a.C.

corpo.

Foi graças a abertura das rotas comer-

Até hoje a cultura celta influencia os

hábitos e costumes daquela região. Não é

ciais no século XVII que essas peças torna-

difícil encontrar fortes relações entre o design

ram-se os ‘uniformes’ oficiais dos pescadores

celta e os padrões Aran. Estas semelhanças

em todo o Reino Unido onde, com o tempo,

podem ser observadas, por exemplo, nas pe-

passaram por adaptações como a inserção

dras, cruzes e jóias celtas.

de padronagens na trama.

Não se sabe ao certo a origem do Pu-

Com o tempo, os guernsey ficaram

A base de muitos padrões Aran é a

trança simples com aparência de corda

famosos e até mesmo pessoas da realeza,

torcida que consiste em certo número de

como Elizabeth I e a Rainha Mary da Escócia,

pontos divididos que possam ser trançados e

tinham os seus, com padronagens específicas

torno um dos outros (MACHADO, 2016).

que representavam sua classe (GUERNSEY WOOLENS, 2018). PESCADORES COM GUERNSEYS CLÁSSICOS FONTE: WIKIPEDIA, 2008

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MODELOS DE SUÉTER E CARDIGAN ARAN FONTE: RICARDO JORGE PINTO, 2016

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fair isle

A malha Fair Isle (conhecida também

como jacquard) é conhecida por sua padronagem bastante típica e multicolorida. Nascida em uma pequena ilha ao sul das ilhaS Shetland, Escócia, Fair Isle era um centro comercial frequentado principalmente pelas frotas vindas do norte da Europa.

Por volta de 1910 a malha Fare Isle re-

conquistou seu lugar no mercado com o investimento dos tecelões em novas padronagens e cores, por volta de 1920 o estilo se tornou exclusividade dos ricos e da classe-média.

A partir dos anos 1990, o termo Fair Isle

começou a ser utilizado como um termo umbrella para qualquer padrão colorido com fios flutuantes, porém o termo original abrangia somente as peças clássicas, produzidas na Escócia , com uma metodologia na criação dos padrões (McGregor, 1981).

ZOOM DO PADRÃO MULTICOLORIDO FONTE: TIN CAN KNITS, 2015

SUÉTER GAP MASCULINO FONTE: GAP, 2016

34 PRÍNCIPE EDWARD, DO PAÍS DE GALES, USANDO UM SUÉTER FAIR ISLE 1925 FONTE: WIKIPÉDIA, 2018

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fios

a. Uniformidade: quanto mais uniforme for o fio, mais regular

será o tecido criado. A malha revela imperfeições no fio mais do que qualquer outro tecido, devido à maneira como são feitas as

laçadas, pois a malha coloca um maior comprimento de fio den-

No inicio da história da malharia, o único

tro de um espaço menor no tecido.

fio usado era fio de lã, sendo conhecido como

o material mais clássico e mais versátil, pois

lha e não permitem a criação do tecido, então um fio mais flexível

serve para todos os artigos de malha, além de

permite a formação de laçadas com mais facilidade, pois as laça-

possuir propriedades que facilitam a produção

das dão muitas voltas do fio em si mesmo.

com eficiência. Em 1730, foi introduzido o fio

de algodão nas produções, que resultava em

característica não é necessária para a produção da malha, po-

ratos no geral.

rém ela melhora a qualidade do produto final, pois permite que o

A partir do século XX, com a criação das

tecido não esgarce e fique mais compacto.

fibras artificiais e sintéticas, o algodão e a lã

perderam um pouco de espaço no mercado.

lidade, porém o tecido não será tão sólido como um produzido

tos, com fibras naturais e sintéticas, como poli-

com um fio mais resistente.

éster e algodão, poliéster e lã, acrílico e algo-

dão, acrílico e lã.

Os fios naturais mais utilizados na indústria de malharia retilí-

nea hoje são o algodão, a lã penteada, a lã cardada e a seda

Existem quatro características principais

em alguns casos específicos, enquanto os fios sintéticos mais utili-

que o fio precisa ter para ser usado na malha-

zados são nylon, poliéster, acrílico, lycra e os rayons e existem tam-

ria: uniformidade, flexibilidade, elasticidade e

bém os fios mistos, mencionados anteriormente. (AQUINO, 2008).

resistência (AQUINO, 2008).

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d. Resistência: a resistência do fio influencia, diretamente, a

resistência do tecido. Um fio uniforme e flexível tecerá com faci-

Em seguida começaram a ser usados fios mis-

c. Elasticidade: a elasticidade é a característica do fio que

o permite voltar ao seu tamanho original após ser esticado. Essa

peças macias e confortáveis e eram mais ba

b. Flexibilidade: fios muito rígidos resistem à formação da ma-

FIOS TEXTURIZADOS

FONTE: SISSONS, 2012

TEXTURA DE TECIDO DE MALHA FONTE: ROSSING THREADS, 2015

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38 1

3

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6

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7

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11

10

2.

1.

Po n P 3. on to h t 4. Po nt o b erri P 5. n on o a to ce rra gbo 6. Po nt s gr n 7. Po o ba ta an e n r P s r 8. to a on to ul c ad P c t 9. on o an kin a to ar 10 Po el et r nt ad te o 11 . P o dia z o o m nt m 12 . P e o o ia ond 13 . P nt h . P on o r on ho ey on to ib ne co to je yc m fa rse om b an y b ta sia

OS

NT

PO

2

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12 39


ANÁLISE SINCRÔNICA PREMIUM

Aqui serão analisados pro-

dutos similares aos que serão produzidos na coleção deste projeto.

Nesses produtos, foram

avaliados o preço, a composição

MATERIAIS E MÉTODOS

do tecido e foi escrita uma breve descrição de cada peça, a partir do que foi encontrado de informação no site e do qu e era possível notar e relatar pelas fotos.

Todas as peças avaliadas

são de malharia retilínea e estão misturadas peças femininas e masculinas, com o objetivo de não distinguir gênero, já que esse é um dos focos desse projeto.

Existe uma grande dispari-

dade entre peças de marcas de luxo e marcas populares, principalmente no fator do preço. Por essa razão, a seção de análise sincrônica foi dividida em duas partes: premium e fast fashion.

Ao final é apresentada uma

conclusão separada de cada parte e então ambads são comparadas para concluir-se qual auxiliará mais a alcançar o objetivo desejado.

Na análise premium, apre-

sentada à seguir, foram análisadas peças de grandes marcas como Missoni, Ocksa, Sonia Ryckiel e Osklen.

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Marca: Osklen

Marca: Minoár Preço: €774 Composição: 75% lã, 15% mohair, 5% acrílico, 5% algodão Descrição: veste com bom caimento, aparência destroyes, com fios soltos e mescla de cores neutras.

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Marca: Ocksa

Preço: R$447

Preço: R$1172

Composição: 100% algodão

Composição: 100% viscose

reciclado

Descrição: suéter de mo-

Descrição: tricot de algodão

delagem reta e alongada,

reciclado, oriundo de resídu-

mangas longas e efeito des-

os têxteis. Os fios reciclados

troyed no centro da frente.

são caracterizados pela variação de tonalidade que torna cada peça única. Modelagem oversized. Padrão de listras exclusivo.

Marca: Missoni

Marca: Sonia Ryckiel

Preço: € 1250

Preço: US$960

Composição: 50% viscose,

Composição: 77% poliami-

21% poliéster, 18% cupro,

da, 23% algodão

Marca: Missoni

11% nylon

Descrição: suéter de pontos

Preço: US$800

Descrição: cardigan over-

abertos de tricô, com deta-

Composição: 100% viscose

sized com mangas ¾ e

lhes de botões nos ombros.

Descrição: calça com cós

estampa multicolorida em

de elástico, modelo boca-

listras.

-de-sino e estampa multicolorida em listras.

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Marca: Ambicione Preço: R$365 Marca: Anselmi Preço: R$334 Composição: 58% algodão, 42% acrílico Descrição: blusa feminina, modelagem ampla reta, cava raglã com aplicação de botões na parte de trás, manga longa, decote redondo.

Marca: Banana Café

Composição: 58% algodão,

Preço: R$327

42% acrílico, pele 100% poli-

Composição: 100% algodão,

éster

pele 100% poliéster

Descrição: blusa feminina

Descrição: blusa feminina

com gola avulsa, modela-

com gola avulsa, modelagem acinturada, cava raglã, manga longa, decote redondo.

Marca: Sonia Rykiel

gem acinturada, cava ra-

Marca: Osklen

glã, manga longa, decote

Preço: R$ 347

redondo. O modelo possui

Composição: 100% algodão

Marca: Osklen

pontos estruturados ao lon-

reciclado

Preço: R$ 347

go da trama e pele fake na

Descrição: saia mid de

Composição: 100% algodão

gola avulsa.

malha rib com fendas nas

reciclado

laterais.

Descrição: vestido mid com

Preço: US$600 Composição: 70% poliéster, 30% algodão Descrição: saia mid básica, com cós multicolorido.

decote V, sem mangas e 44

malha do tipo rib.

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ANÁLISE SINCRÔNICA FAST FASHION Marca: Sonia Rykiel

Marca: Sonia Rykiel

Preço: US$720

Preço: US$720

Composição:

Composição:

91% rayon, 9%

60% New Wool,

poliéster Descrição: vestido de lurex, com franjas nos

30% seda 10% poliamida Descrição: Macacão trabalha-

ombros e es-

do em pontos

tampa de listras

mais abertos e

bicolor.

com estampa xadrez.

Para a análise de peças de

marcas fast fashion foram escolhidas marcas grandes e famosas como Forever 21, Zara, Renner e outras.

Os critérios de análise das

peças foram os mesmos. Na questão de preço, as lojas Forever 21 e Zara fornecem os valores em dolár americano e não real, devido ao fato dos sites serem estrangeiros e ainda não possuirem uma versão brasileira.

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Marca: Forever 21 Preço: US$19

Marca: Forever 21

Composição: 53% rayon 47%

Preço: US$12

acrílico

Composição: 97% rayon 3%

Descrição: suéter feminino

spandex

de mangas curtas e com um

Descrição: suéter básico de

ponto largo, modelagem

modelagem justa e pontos

cropped e acabamento de

não muito pequenos, possui

ribana.

mangas longas e gola média.

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Marca: Zara Preço: US$49

Marca: GIG Couture (C&A) Preço: R$129 Composição: 90% viscose 10% poliamida Descrição: calça pantacourt em jacquard de tricô, com os mesmo fios especiais do outro modelo. A parte frontal possui dois bolsos embutidos e o cós é com elástico. 48

Marca: Angeo Lítrico (C&A)

Composição: 91% acrílico

Preço: R$89

9% poliamida

Composição: 100% acrílico

Descrição: suéter oversized

Descrição: suéter feito em

de mangas longas e gola

tricô macio, o destaque são

alta, com pontos muito

os recortes nos ombros e

Marca: GIG Couture (C&A)

grandes e com padrão de

Marca: Zara

Preço: R$159

“trança”.

Preço: US$49

cotovelos, em suede, possui acabamento canelado na barra e nas mangas.

Marca: Zara Preço: US$49 Composição: 52% acrílico 48% algodão

Composição: 91% viscose 8%

Composição: 83% viscose

poliamida 1% elastano

17% fibra metalizada

Descrição: calça pantalo-

Descrição: saia mid com

na em jacquard de tricô, é

uma leve silhoueta em A,

composto por fios de viscose

cintura de elástico e estam-

com torção especial que

pa de listras coloridas.

Descrição: suéter masculino com modelagem clássica e estampa de listras coloridas.

deixam o tecido mais macio e sedoso. O cós possui elástico embutido.

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Marca: Marisa Preço: R$79 Composição: 100% poliéster Descrição: suéter

Marca: Cortelle (Renner) Marca: A-Collection (Renner) Preço: R$119 Marca: Blue Steel (Renner)

Composição: 97% viscose 3%

Preço: R$99

poliéster

Composição: 100% lã acríli-

Descrição: saia feminina em

ca

retilínea com estampa qua-

Descrição: blusão masculino

driculada.

Marca: Marisa Preço: R$79 Composição: 100% poliéster Descrição: suéter

feminino om decote

feminino com decote

redondo, manga 7/8,

redondo, manga 7/8,

tricô mesclado, dispo-

tricô mesclado, dispo-

nível nas cores rosa e

nível nas cores azul e

roxo.

cinza.

Preço: R$119 Composição: 60% nylon 40% acrílico Descrição: suéter feminino com fio peludo, possui manga longa e decote arredondado, disponível em verde escuro e preto.

Marca: Pool Trendy (Riachuelo) Preço: R$119 Composição: 100% lã acrílica Descrição: suéter

Marca: Anne Canner Casual (Riachuelo) Preço: R$99 Composição: 100% lã acrílica

em retilínea com estampa,

masculino de ponto

gola redonda e manga lon-

Descrição: casaco

simples, mesclado e

feminino de mangas

modelagem clássica,

longas, gola alonga-

ga, modelagem clássica.

com decote arredondado e mangas

da e tecido encorpado.

longas.

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ANÁLISE DIACÔNICA MODA AGÊNERO

Após feita a coleta de dados de todas as peças apresentadas, foi

possível notar, pricipalmente, a diferença nos preços, pois as marcas premium são muito mais caras. Isso provavelmente se deve à composição das peças.

As marcas premium usam muito mais algodão, algodão reciclado, lã

e outras fibras naturais na produção, enquanto as marcas de fast fashion apostam muito em tecidos sintéticos como poliamida, poliéster, nylon e acrílico.

Sobre a aparência das peças, as mais populares acabam tendo

uma modelagem bem padrão em geral, a grande maioria das peças são suéteres e cardigans, de mangas longas, golas arredondadas e acabamentos canelados. Algumas excessões foram apresentadas, como calças, saia e cropped, mas são uma minoria nas lojas. As marcas premium são mais ousadas, apostam em modelagens diferenciadas, acabamentos diferentes, cores, estampas e peças “incomuns” como vestidos, macacões, saias e vestes.

A análise diacrônica da

moda sem gênero foi conduzida a partir de pessoas, acontecimentos e fatos que, aos poucos, foram rompendo com a noção de gênero construída socialmente, e o que cada gênero pode ou não vestir.

Começam com pequenas

coisas, como o uso de calça pelas mulheres, no início do século XX, que vão influenciando outros acontecimentos e dando um

1914-1918 – A Primeira

1920 – Coco Chanel

passo de cada vez para chegar

Guerra Mundial leva as

aparece usando cal-

onde se está hoje, com marcas

mulheres começarem a

ças, peça somente

que se dizem sem gênero epesso-

trabalhar e usar roupas

masculina

as mais receptivas para esse con-

mais práticas

ceito.

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1920 – Fica famosa

1930 – A atriz

a moda conhecida

ne Dietrich fica conhe-

como la garçonne,

cida por usar ternos e

com peças tubulares,

smokings

modelagens retas e “masculinas”

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Marle-

1966 – Le Smoking, 1940 – Simone de Beauvoir afirma: “ninguém nasce mulher, mas torna-se

mulher”

criado por Yves Saint Laurent

1980 – Moda andrógina,

1960 e 1970 – Movimen-

vindo de pessoas que se

tos de contracultura

1970 – David Bowie fica

como os punk na Ingla-

famoso pelas peças

terra e os Hippies nos

extravagantes, com co-

EUA

res vivas e modelagens

usam roupas sociais

amplas

masculinas

identificam de ambos os sexos

1990 – Início da moda tomboy, caracterizada por mulheres que

55


2016 – Jaden Smith

1990 – Início da moda

2013 – Coleção outono/

2016 – Coleção de in-

ficou famoso por fazer

inverno do irlânder J. W.

verno do Ronaldo Fraga

campanhas de moda

Anderson.

na São Paulo Fashion

femininas e usar saias e

Week

vestidos

boyish, assim como a

2014 – Conchita Wurst

moda tomboy, mas fo-

chama atenção pelo vi-

cando no street wear

sual feminino e a barba

2017 – Coleção da grife 2016 – Bruno Gagliasso aparece em uma festa

Rad Houdani, marca de roupas sem gênero.

de vestido vermelho

56

57


ANÁLISE DIACÔNICA MALHARIA RETILÍNEA

1789: Invenção do

primeiro tear circular;

A análise diacrônica da ma-

1847: É criada a agu-

lha de lingueta;

lharia retilínea foi feita a partir da

invenção da primeira máquina

tear de ponto retido;

de “tricotar”, sem incluir a história

AGULHA DE LINGUETA

do tricô manual comum, já que esse não pode ser considerado como sendo malharia retilínea.

A partir disso também foram

acrescentados criações de dispositivos e aparelhos que, ao longo da história foram facilitando e agilizando a produção das malhas.

FONTE: WIKIPÉDIA, 2017

1855: Criação do 1857: Criado um tear

que trabalhava até três

outros;

lhas;

1863: Criado um tear

barato e fácil de usar, que

1758: Criação do dispositivo

as famílias poderiam ter

para acanelado, complementar

em casa;

à máquina de tricotar manual,

permitindo a criação de malhas

1920 – 1925: introdu-

ção da malharia na alta

de dupla face;

FONTE: WEISHI, 2015

vezes mais rápido que os

1589: criação da máquina

de tricotar manual, com 15 agu

TEAR RETILÍNEO

costura;

1769: Criação de outro dis-

positivo para a máquina, permitia

teve um grande crescimento no início do século XX, mesmo a técnica sendo conhecida a séculos;

Roupas de malharia se tornaram po-

pulares muito recentemente, com o barateamento da produção;

introduzir ornamentos nos tecidos

A produção industrial de malharia

Nos últimos anos, a malharia vem sen-

do usada em peças cada vez mais inco-

de malha. Também foi criada a

muns se comparadas ao passado.

malha por urdume; 58

59 PRIMEIRO TEAR RETILÍNEO

FONTE: WIKIPÉDIA, 2018


segmento casualwear

O segmento do casualwear consiste, basica-

mente, em roupas informais, muito usadas no dia-a-dia. São, na grande maioria, peças práticas, confortáveis e fáceis de usar, usadas em saídas rápidas para lugares casuais, para ir à aula ou ao trabalho se este não pedir por uso de uniformes.

Este segmen-

to inclui uma grande variedade de roupas e vem tendo sua descrição alterada com a dinâmica do cotidiano das pessoas, o casualwear é muito utilizado por jovens que tem uma rotina de ir à vários lugares sem voltar para casa, sendo necessária a utilização de roupas versáteis, práticas e confortáveis.

Este segmento foi muito bem aplicado com a malharia retilínea uma vez que itens como blusas deste material são vastamente utilizadas no inverno e outono em qualquer ocasião, desde ambientes de trabalho até em casa, já que a necessidade de se manter aquecido e bem vestido ocorre em qualquer ambiente.

60

MODA CASUAL FONTE: INSTAGRAM (@F.PETAL) 2018

61


público alvo

O público alvo pré-definido foi de pessoas

que consomem a moda sem-gênero ou que estariam dispostas a aderir a essa moda, são jovens, de 18 a 25 anos, que estudam e em sua maior parte também trabalham, portanto passam grande parte do seu tempo fora de casa.

Na questão do vestuário,

gostam de peças práticas e confortáveis, que facilitem seu dia-a-dia, principalmente para aqueles que se locomovem com ônibus e bicicleta, que são uma

É um público mais alternativo, que gosta de

parcela considerável.

ter uma personalidade nas roupas que vestem. Frequentam muito o cinema e bares noturnos. São pessoas que vivem em ambiente urbano, possuem vidas agitadas e estão sempre ligados em tecnologia, gostam de se envolver em movimentos sociais e possuem uma mente aberta para ver o mundo, por isso gostam de estudar e pesquisar muito sobre os temas que lhe interessam.

62

PAINEL DE PÚBLICO

FONTE: AS AUTORAS, 2018

63


Todos os dias vemos a tecnologia invadir

cada vez mais nosso cotidiano, com a expan-

tendências

são do uso de redes sociais, amplo acesso à informação e velocidade com que a mesma chega até nós. Com isso nos questionamos o quanto disso pode ser bom para o ser humano para o indivíduo e sociedade, sabe-se que esta revolução tecnológica pode e vai afe-

macrotendência tecnologia e futurismo

tar diversos ramos da economia, alterando a realidade como conhecemos hoje. Entretanto, por mais que as máquinas invadam nosso cotidiano elas jamais poderão sentir, então emoção e criatividade passarão a ser cada vez mais valiosas.

A moda é feita de movimento e con-

tramovimento, assim, a medida que a tecnologia e inteligência artificial se amplia os homens tem que se adequar às mudanças para que conceitos e valores não sejam perdidos, os criadores poderão ter muito mais liberdade criativa e muitas mais formas de passar seus sentimentos e personalidade (HESS, 2017).

O tema futurista tem sido muito difun-

dido desde o ano de 2017, mas com filmes como Pantera Negra e Ready Player One sendo altamente comentados, este tema teve uma repercussão grande em diversas áreas (LILIAN PACCE, 2018). 64

PAINEL DE TÊNDENCIA FUTURISTA

FONTE: AS AUTORAS, 2018

65


tendências

O casaco manta ou maxi casaco é

uma tendência que tomou força no verão de

microtendência casaco manta

2018 – com tecidos mais leves e fluídos – e, de acordo com portais de moda importantes, como Fashion Forward (2018) e Vogue (2018), se destacará também na estação outono/ inverno, uma vez que são casacos alongados que parecem mantas ou capas, pois vestem enrolando ou cobrindo todo o corpo, são consideradas as peças mais confortáveis do inverno.

Trazem de volta um estética mais anti-

quada, lembrando de capas de épocas do passado, porém agora com uma aparência moderna e com modelagem e tecidos reinventados (FFW, 2018).

66

CHANEL FALL WINTER 2018/2019 PAINEL DE TENDÊNCIA CASACO MANTA FONTE: AS AUTORAS, 2018

LEMAIRE MEN F/W 2018

GIVENCHY FALL 2018

67


tema

Enquanto o cyberpunk imagi-

na um futuro distópico, o solarpunk

cyberpunk x solarpunk

é um futuro utópico, ele também é um subgênero da ficção científica e imagina como seria uma civilização

68

sustentável e qual o caminho para

O Cyberpunk (cibernéti-

ca+punk) é um subgênero dentro da

atingir esse objetivo. A estética do

ficção científica que parte da ideia

solarpunk mescla o prático com o

de que o mundo tende a piorar com

belo, o design com o sustentável, o

o avanço desenfreado da tecnolo-

colorido e brilhante com o terroso e

gia, ou seja, tem uma visão distópi-

sólido. O solarpunk é otimista ao mes-

ca do futuro. Tem enfoque no lema

mo tempo que se preocupa com os

“High tech, low life” (Alta tecnologia,

problemas atuais de sustentabilidade

baixo nível de vida, em tradução

e tecnologia, tal qual como resol-

livre) que mescla ciência avançada,

ve-los, pois, para atingir um mundo

tecnologia muito desenvolvida, de-

utópico, ou chegar o mais próximo

sintegração e mudanças na ordem

possível, são necessárias soluções e

social. Os personagens que vivem em

não apenas avisos. Soluções para

mundos cyberpunk são sempre frios,

viver confortavelmente sem combus-

solitários, distantes, marginalizados

tíveis fosséis, para gerenciar os recur-

e que vivem em periferias. Mundos

sos naturais, para as pessoas se preo-

cyberpunk tem escassez de produtos

cuparem mais umas com as outras e,

naturais e alimentos, causando uma

com isso, alcançar um estilo de vida

segregação social imensa.

mais prazeroso. PAINEL DE TEMA

FONTE: AS AUTORAS, 2018

69


mix de coleção TOPS

BÁSICO

Casaco

1

FASHION 2

Manta Poncho Regata

1

Camiseta

1

TOTAL

1

4

1

1

1

1

2

3 1

1

Suéter

CONCEITUAL

1

2

BOTTOMS 1

1

Pantacourt

1

Jogger

1

1

1

3 1

ção. Neste projeto as peças foram divididas em: básicas, fashion e onceituais; e, tops (parte de cima), bottons (parte de baixo) e overalls (peças únicas). A tabela da página ao lado apresenta essa divisão de peças, com o total de peças em toda a coleção ao final. Com isso é perceptível que a coleção em

questão possui maior número de peças fashion, isso devido ao público alvo e tema trabalhados; nota-se também uma quantidade maior de tops, que é realmente a parte de vestuário mais utilizada pelas pessoas, o que a torna muito versátil para

OVERALLS

usuários de diferentes estilos.

Macacão

1

1

2

Vestido

2

1

3

TOTAL

8

10

TABELA DE MIX DE COLEÇÃO

Para a coleção é necessário saber quantas

peças que esta terá e como será feita a disposi-

Saia

70

FONTE: AS AUTORAS, 2018

4

22

71


geração de alternativas

Para a coleção, de

Partido do tema cyberpunk x

acordo com a tabela de mix

solar punk, as tendências se-

de produto, foi feito um brain

lecionadas, preferências de

storming de peças a fim de

público alvo e levando em

tirar deste as peças para a

consideração que se espe-

coleção.

rava uma linha de evolução

Foram colocadas as

entre os temas contrastantes,

alternativas em categorias,

obteve-se então 10 looks que

selecionadas e modificadas

mostram como um futuro

de acordo com a preferên-

tecnológico pode caminhar

cia do público alvo e do

tanto para um futuro melhor

tema escolhido.

quanto para a destruição, tudo isso foi expressado na coleção Fallout.

TOTALIDADE DA GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS FONTE: AS AUTORAS, 2018

72

ESCOLHA DAS PEÇAS DA COLEÇÃO FONTE: AS AUTORAS, 2018

73


pontos da coleção

PONTO HERRINGBONE

74

PONTO STOCKINETTE

PONTO DIAMOND HONEYCOMB

PONTO CANELADO

PONTO HONEYCOMB

PONTO BARRA GRANULADA

PONTO ARROZ 75


MATERIAIS

FIO SERIDÓ LANSUL

MALHA MESCLADA

50% ACRÍLICO

DE ALGODÃO

50% ALGODÃO

100% ALGODÃO

RESULTADOS 76

77

OBS: OUTROS MATERIAIS SERÃO ADICIONADOS POSTERIORMENTE


CORES

78

PANTONE 7749 C

PANTONE 5777 C

PANTONE 5477 C

PANTONE 5615 C

PANTONE Gold 871 C

PANTONE Silver 877 C

PANTONE 7529 C

PANTONE 7554 C

PANTONE 412 C

PANTONE Black 6 C

79

Malharia retilínea  
Malharia retilínea  
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