Issuu on Google+

1 Manutenção y qualidade MyQ_80.indd 1

25/8/2009 19:45:05


artigo especial

Sistema de Manutenção Preditiva Especialista para Indústria de Bebidas

2 Manutenção y qualidade

Por Domingos Guerra

A 01dB Brasil, sem dúvida alguma, tem o primeiro produto desenvolvido especificamente para o mercado de produção de bebidas (cerveja, refrigerantes, sucos e outros). O contrato Liveprod não é uma receita pronta para qualquer unidade de produção de bebidas; deve ser customizado a cada um através de um plano diretor.

A

parentemente, uma indústria simples, em um ambiente totalmente limpo, sem muitos contaminantes (exceto água), para rolamentos, redutores e outros subconjuntos. Entretanto, com máquinas de altíssima complexidade. Para se ter uma ideia melhor deste tipo de indústria e de sua complexidade, os equipamentos de monitoramento de vibração devem ser capaz de monitorar rolamentos de modelos diversos, alguns chegando a quase 2 metros de diâmetro, com rotação variável e algumas muito baixas, além de carga baixa e variável também. Visando atender a demanda do contrato de serviços Liveprod, a 01dB desenvolveu um produto específico para este segmento. O novo produto - Oneprod Beverage – foi desenvolvido visando o monitoramento de enchedoras ou envasadoras, paletizadoras, despaletizadoras, encaixotadoras, desencaixotadoras etc, focando aplicar a técnica adequada para identificar os defeitos em 100% dos equipamentos da indústria. Nosso produto – Oneprod Beverage – possibilita imediatos e inúmeros ganhos de produtividade e redução de custos da manutenção. Entre os resultados mais imediatos podemos destacar:

• Redução do custo de manutenção de 20 a 30%;

MyQ_80.indd 2

• Redução do consumo de rola• • • • • • •

mentos de 5 a 50%; Redução de 90% das análises de óleo; Redução da mão-de-obra de Manutenção de 5 a 20%; Redução do consumo de óleo lubrificante e graxa da ordem de 3 a 5%; Redução do consumo de CO2 de 3 a 8%; Redução do consumo de ar comprimido de 5 a 15%; Redução do estoque de peças de sobressalentes de 3 a 6%; Aumento da produtividade das linhas de 10 a 35%.

Para se conseguir estes resultados, deve-se inicialmente fazer um estudo de engenharia para avaliar os potenciais de ganhos e então elaborar um plano diretor de cada unidade de produção da empresa. Outro aspecto importante é que o contrato Liveprod utiliza a manutenção PREDIVENTIVA, otimizando em 100% o potencial da preditiva dos ativos do cliente. Estudo para Monitoramento de todos os subconjuntos da enchedora por Análise de Vibração. Dando foco em uma das aplicações do Oneprod Beverage, apresentamos algumas medições feitas em uma enchedora de uma linha de produção de uma indústria de bebidas.

Motor do acionamento – lado acionado Monitorando apenas um sinal no tempo e pós-processando o mesmo é possível fazer um diagnóstico completo do motor conforme figura 1.

Fig. 1 – Motor da enchedora

• O nível global de aceleração apre• •

senta valor moderado para a rotação de 13,35 Hz. Presença de choques em 55,8 Hz com característica de falha de Elemento Rolante. Recomenda-se acompanhar a evolução dos níveis em aceleração com cadência reduzida (15 dias).

Enchedora – Redutores intermediários A figura 2 mostra o pós processamento de um sinal no tempo do redutor.

Fig. 2 – Redutor da linha 2

25/8/2009 19:45:06


artigo especial

• •

valor muito baixo. Presença de modulação em 56,25 Hz. Recomenda-se acompanhar a evolução dos níveis em aceleração com cadência normal (30 dias).

A figura 5 mostra a aplicação de FFT, para análise no domínio da freqüência do rolamento de giro da enchedora.

Caixa de Transmissão

Figura 5 – FFT do rolamento de giro

• • •

O nível global de aceleração com valor baixo. Presença de choques em 7,27 Hz. Recomenda-se acompanhar a evolução dos níveis em aceleração com cadência normal (30 dias).

Enchedora: Rolamento de Giro Este é o rolamento crítico da enchedora. A figura 3 mostra uma foto do mesmo e o sinal do tempo coletado.

A figura 6 mostra os gráficos da aplicação de um filtro passa-alta de 5000Hz na região de operação do rolamento de giro.

acompanhar a evolução dos níveis com cadência reduzida (30 dias), além de estudar a cinemática da máquina, de modo a associar cada uma das frequências encontradas a uma origem exata. Este estudo demonstra apenas um potencial mínimo das ferramentas e técnicas empregadas para fazer uma Manutenção preditiva de ponta na indústria de bebidas. Todos os estudos são cadastrados em um banco de dados através do software XPR 300 WEB e permite a acesso de nossos especialistas de qualquer lugar do mundo, bastando para isto uma senha de acesso. Além da análise de vibração – Oneprod Beverage – o pacote de serviços do contrato Liveprod inclui as seguintes outras técnicas:

Figura 6 – Processamento do filtro passa – alta na região de operação

A figura 7 mostra o processamento do envelope de aceleração no rolamento de giro.

• Análise de óleo Lubrificante; • Análise de óleo Isolante; • Ultra-som de tubulação de ar • • • • •

Fig. 3 - Enchedora

A figura 4 mostra a aplicação de um filtro passa-banda de 1500Hz a 1700Hz na região de operação do rolamento de giro.

Fig. 7 – Processamento do envelope de aceleração

Conclusão Sobre o Rolamento: Ø O rolamento do carrossel da enchedora linha 2 apresenta choques e modulações em várias freqüências. Esta característica de vibração está associada ao desgaste do rolamento e/ou elementos dinâmicos do acionamento próximos ao rolamento.

Choques em 3,05Hz

Fig. 4 – Gráficos de sinal no tempo antes e após aplicação de filtro

MyQ_80.indd 3

Ø Neste caso, recomenda-se inspecionar o estado das pistas e dos elementos rolantes do rolamento e

3 Manutenção y qualidade

• O nível global de aceleração com

comprimido e CO2; Medição de corrente elétrica de motores; Termografia; Alinhamento; Balanceamento de 1 a 4 planos; Análise Modal e ODS.

O contrato Liveprod não é, portanto, uma receita pronta para qualquer unidade de produção de bebidas. Deve ser customizado a cada um através de um plano diretor.

O AUTOR Domingos Guerra é engenheiro eletricista, formado em 1992 pela PUC Minas. É diretor de negócios de Manutenção Preditiva da 01 dB Brasil, braço da gigante francesa Areva.

25/8/2009 19:45:10


Lubrificação de compressores de ar

4 Manutenção y qualidade

Aumento da confiabilidade através da aplicação de lubrificante de alta performance

N

ormalmente tem-se visto artigos descrevendo a substituição de um óleo lubrificante de base mineral por outro sintético, mostrando os benefícios obtidos com essa mudança, principalmente com redução de consumo de energia elétrica e aumento do intervalo entre trocas. Mas o que dizer quando se substitui um lubrificante sintético por outro? São todos iguais? A Shell se deparou com este desafio quando trouxe ao Brasil a linha Shell Corena AS. Esse lubrificante sintético de alta performance foi desenvolvido para operar em compressores de ar tipo parafuso expostos a condições operacionais extremas. Boa parte desses equipamentos já trabalham com lubrificantes sintéticos, principalmente devido à recomendação dos fabricantes (que, na grande maioria dos casos, também fornecem os lubrificantes), o que se deve em parte aos períodos de operação demasiadamente longos que essas máquinas estão sujeitas e, especialmente, pela importância que esse tipo de equipamento representa para os processos produtivos das empresas. Dessa forma, no início de 2008, a Shell identificou a oportunidade de redução de custos e aumento de performance dos compressores de ar através da aplicação do lubrificante Shell Corena AS 46 em um de seus clientes, que conta com seis compressores de ar, dos quais cinco Chicago Pneumatic e um Atlas Copco. Todos trabalham com lubrificantes sintéticos.

MyQ_80.indd 4

Havia, no entanto, um histórico de elevada oxidação (degradação do lubrificante) em função desses compressores operarem com temperaturas superiores a 100 ºC. Os níveis de desgaste eram desconhecidos já que não existia monitoramento dos mesmos. Diante da situação e com o total suporte da equipe de especialistas da Shell, foi sugerido ao cliente a substituição do óleo que vinha sendo utilizado pelo Shell Corena AS 46. Entre suas principais características consta a capacidade de suportar elevadas temperaturas e, mesmo assim, estender os períodos de troca, podendo em alguns casos chegar a até 12 mil horas de operação. Metodologia de migração e resultados Para que houvesse um acompanhamento da performance e medição dos resultados, sugeriu-se o monitoramento do lubrificante e do equipamento através da ferramenta do

Shell LubeAnalyst. Dessa forma, foram coletadas amostras dos óleos utilizados anteriormente para verificação das condições dos equipamentos/lubrificantes e, em seguida, realizada a substituição pelo lubrificante Shell Corena AS 46, utilizando todas as recomendações de flushing, necessárias quando se muda para um lubrificante sintético de tecnologia diferente. Primeiramente, dois dos seis compressores receberam o lubrificante em questão. A expectativa inicial era que, com a utilização do Shell Corena AS 46, houvesse uma redução da temperatura média do compressor. De fato, logo nos primeiros dias de trabalho, observou-se que a temperatura dos compressores que receberam o lubrificante Shell se manteve cerca de 5ºC inferior à temperatura média dos demais compressores. Além disso, através do acompanhamento dos equipamentos pelos laudos do Shell LubeAnalyst, observa-se uma

Figura 1 – Histórico de desgaste em um dos compressores Chicago Pneumatic Janeiro de 2008 a março de 2009

25/8/2009 19:45:12


Figura 2 – Histórico de desgaste em outro compressor Chicago Pneumatic Julho de 2008 a junho de 2009

Figura 3 – Nível de desgaste compressor Atlas Copco Abril de 2008 a junho de 2009

acentuada queda nos níveis de desgaste por partículas de ferro e cobre. A figura 1 mostra o histórico de desgaste antes (em 4 de janeiro de 2008) e após a substituição pelo Corena AS 46 (a partir de 14 de janeiro de 2008). Como se pode observar, o nível de desgaste por partículas de ferro nesse compressor reduziu de 16 partes por milhão (ppm) para apenas 1 ppm, se mantendo neste nível mesmo com o óleo ultrapassando as 6 mil horas de trabalho em março de 2009. Em função desses resultados positivos, em apenas seis meses de teste, o cliente optou por utilizar o Shell Corena AS 46 nos demais compressores da fábrica, validando dessa forma, a satisfação com os resultados obtidos e a confiança no produto. Em julho de 2008, teve início a substituição do óleo dos demais compressores.

MyQ_80.indd 5

A figura 2 mostra o nível de desgaste de outro compressor Chicago Pneumatic, o qual teve o óleo substituído pelo Shell Corena AS 46 em julho de 2008 na segunda etapa de teste. Observa-se que o nível de desgaste por partículas de cobre que, inicialmente estava em 8 ppm caiu para zero após quase um ano de uso do lubrificante Shell, sem a necessidade de uma nova troca do óleo.

Os demais compressores não apresentaram nível de desgaste elevado e, se mantiveram nessa condição após a substituição pelo lubrificante Shell. Os níveis de oxidação do óleo permanecem dentro do recomendado mesmo nos compressores que já passaram de 6 mil horas de trabalho. Adicionalmente, durante todo o período de teste com esses compressores, o cliente não teve custo adicional com Manutenção além das ações preventivas, recomendadas a cada 2 mil horas de trabalho e contidas no manual do equipamento. Aliada aos benefícios obtidos com a utilização de um lubrificante de melhor performance, houve uma redução de 27,6% nos custos diretos com Manutenção durante o período de utilização do Shell Corena AS 46 e diminuição de 21,6% no custo da preventiva de 8 mil horas realizada pelo fabricante do compressor.

Manutenção yy qualidade qualidade 55 Manutenção

O último compressor a receber o lubrificante Shell foi o compressor Atlas Copco em novembro de 2008. Como mostra a figura 3, o resultado não foi diferente dos demais. O nível de desgaste reduziu significativamente e se manteve baixo até a última coleta em junho de 2009.

A confiança, a satisfação do cliente e os resultados obtidos no período de 18 meses de acompanhamento desse trabalho reforçam ainda mais a qualidade do produto e a certeza de que, mesmo quando se trabalha com lubrificantes sintéticos, há a possibilidade de ganho de performance e redução de custo de Manutenção.

O AUTOR Sandro Cattozzi — Coordenador de contrato da Shell Lubrificantes. Dez anos de experiência em gestão da lubrificação atuando em refinaria de petróleo e indústria automotiva. Instrutor na área de lubrificantes e lubrificação industrial. Graduando em Tecnologia Mecânica pela Fatec Mogi Mirim.

25/8/2009 19:45:13


artigo serviços semeq

Análise de Circuito Elétrico de Motores

6 Manutenção y qualidade

Novidade em serviço que a Semeq traz para o Brasil. São mais de 20 tipos de testes que se combinam para detectar falhas.

S

e algo se movimenta nos processos produtivos é bem provável que exista um motor elétrico envolvido, logo ele tornase peça chave nos programas de monitoramento de equipamentos rotativos. Se quisermos monitorar quaisquer tipos de equipamentos, primeiro devemos saber “o que monitorar”. Conheçamos então a distribuição das falhas num motor elétrico para depois determinarmos quais técnicas aplicar no seu monitoramento: análise de vibração, termográfica, análise de circuito elétrico ou mesmo, em certos casos, a análise de óleo. De uma maneira geral, as falhas num motor elétrico apresentam-se conforme ilustra a figura 1. Normalmente, os programas de monitoramento de motores elétricos têm como base a análise de vibração, que detecta as falhas de mancais e desbalanceamento, desalinhamento, folgas e pé manco o que na figura 1 aparece como “outras” falhas, que somada com mancais cobre 53% das falhas que ocorrem em motores elétricos.

Figura 2A – Motor elétrico de médio porte

MyQ_80.indd 6

Figura 1 – distribuição dos locais de falha em motores elétricos

Em motores maiores podemos ainda lançar mão da Análise de Óleo para nos auxiliar no monitoramento dos mancais e lubrificantes. Temos também a termografia que contribui para o monitoramento de pontos quentes na carcaça do motor, bem como na detecção de conexões de má qualidade na caixa de junção; como mostra a figura 2. Apesar da incontestável eficiência das técnicas de análise de vibração, análise de óleo e termográfica ainda não podemos ficar tranqüilos de que o nosso

Figura 2B – Detalhe da caixa de junção

motor não apresentará problemas. De acordo com a figura 1, as falhas que ocorrem no estator ou no rotor somam 47%, exceto em casos como o da figura 2, não mencionadas até agora. Preocupada com isto a Semeq trouxe para o Brasil a prestação de serviços de monitoramento de circuito elétrico de motores. Trata-se de uma tecnologia adquirida nos Estados Unidos e que, através de técnicos treinados e devidamente certificados pela empresa PDMA, permite à Semeq a execução

Figura 2C – Termograma mostrando conexão de baixa qualidade em uma das fases

25/8/2009 19:45:14


artigo serviços semeq

Resistência a Terra Capacitância a Terra

TESTES ESTÁTICOS

Resistência Fase a Fase

Modos Potenciais de Falhas Detectáveis Integridade e Limpeza do Isolamento Limpeza das bobinas, enrolamentos e cabos, o que afeta a capacidade do motor de dissipar calor. Observe-se que a vida de um motor pode ser diminuída em 50% para cada 10º C acima da temperatura de projeto.

Conexões de alta resistência no circuito; tais como: • Terminais e conexões frouxas ou oxidadas • Cabos frouxos • Barras frouxas • Fusíveis oxidados • Contatos oxidados • Condutores de diferentes tamanhos • Cabos danificados

Desequilíbrio de tensão, que aumenta a temperatura do motor, que provoca: Desequilíbrio Resistivo • Alta resistência nos condutores adjacentes à falha • Deterioração prematura do sistema de isolamento • Alto consumo de energia

Indutância Fase a Fase

Qualidade do campo indutivo formado pelo Rotor, Estator e Entre-Ferro: • Detectar pontos de fuga espiras-espiras ou bobinas-bobinas • Revelar manutenções pobres ou incorretas

Teste de Influência do Rotor RIC

Mudança no campo magnético e Comportamento do Rotor, Estator e Entre-Ferro causados por: • Barras ou anéis quebrados ou trincados • Porosidade excessiva • Excentricidade • Curtos entre espiras

Absorção Dielétric Índice de Polarização Curva de Polarização

Características Dielétricas Qualidade do isolamento – PIP Contaminação Falha a terra Isolamento quebradiço

Tensão Escalonada

Verifica a isolação pontualmente (p. ex.: trincas no verniz) que no futuro poderá ser mais ampla, provocando uma queima do motor, curto, ou queima na partida. Verifica se o motor irá resistir às partidas futuras, logo é aconselhável para motores com partidas freqüentes.

Partida e Retomada

Barras quebradas Comportamento da corrente e tensão na partida, retomada e serviço Comportamento da carga, tais como: prensas, compressores, trituradores, picadores, etc. Relação de Tensão x Corrente (diagrama de fases)

Circuito de Potência Diagrama Fasorial

Degradação do motor por desequilíbrio de tensão

7 Manutenção y qualidade

Tipos de Testes

Testes Dinâmicos

deste tipo de ensaio. Segundo esta empresa, é o primeiro equipamento vendido no Brasil que vem sendo utilizado exclusivamente para a prestação de serviços. É algo novo para o mundo do monitoramento, tanto aqui no Brasil quanto para os norte-americanos. Esta habilitação permite o monitoramento de circuito elétrico de motores que é um conjunto de aproximadamente vinte tipos de testes que podemos combinar, dependendo do tipo do motor e da falha que estamos procurando. Estes testes concentram-se na parte elétrica do motor, que integrados à análise de vibração, análise de óleo e termográfica, cobrem 100% dos modos potenciais de falha. As falhas são agrupadas no conceito de “Six Zones”, no qual se entende que, num motor elétrico, existem os seguintes pontos a serem monitorados pela técnica: 1) rotor, 2) estator, 3) entreferro, 4) isolação, 5) circuito de alimentação e 6) qualidade da alimentação. Existe uma bateria de testes que é aplicada com o motor desenergizado e outra com o motor rodando, a qual chamamos de testes off-line ou estáticos e on-line ou dinâmicos; respectivamente. Na tabela 1 temos uma relação dos testes possíveis de serem aplicados para cada uma destas situações e as falhas que cada teste se propõe a detectar. Note-se que alguns modos potenciais de falha são detectados através de mais de um teste, como é o caso de barras trincadas. No entanto nem sempre temos o motor rodando para aplicar o teste dinâmico, então este tipo de falha pode ser detectada por outro teste na condição de motor parado, o que demonstra a flexibilidade do equipamento. Na tabela 1 abordamos apenas os motores de corrente alternada por estes serem mais usuais. Muitos dos testes podem ser aplicados em motores de corrente contínua a fim de detectarmos problemas no comutador, no rotor, na armadura e no circuito de retificação.

Qualidade da energia: • Forma de onda de corrente e tensão • Distorção Harmônica Total (THD) • Harmônicas Individuais • Degradação NEMA, baseada em (HVF)

Teste de Potência

Circuito de Potência: • Desequilíbrio de tensão e corrente • Degradação NEMA, baseada em desequilíbrios Estator • Desequilíbrio de Impedância

Demodulação em FFT

Variação de carga e mecânica

Espectro de Corrente

Barras trincadas ou quebradas Roçamento de anéis

Excentricidade

Eixo torto Mancais desalinhados

Tabela 1 – Testes para análise de circuito elétrico de motores e os seus modos potenciais de falhas detectáveis.

MyQ_80.indd 7

25/8/2009 19:45:15


8 Manutenção y qualidade

artigo serviços semeq Esta nova tecnologia supera os testes de Descargas Parciais uma vez que detecta os problemas de isolação num estágio muito anterior e pode ser aplicada a motores de baixa tensão. Ela também substitui com vantagem os testes de High Pot, o qual se sabe poderem ser destrutivos caso o motor esteja apresentando algum problema de isolação. Os testes podem ser aplicados em qualquer tamanho de motor e tensão, seja ele de indução, de corrente contínua, com inversor de freqüência, bobinado ou síncrono. Os geradores elétricos também podem ser ensaiados normalmente. A conexão compreende os três sinais de tensão e corrente que podem ser adquiridos em diversos pontos do circuito, dependendo da acessibilidade. Para testes de rotina, a conexão no painel do motor é a mais utilizada. Existe um dispositivo de conexão rápida que pode ser instalado permanentemente no painel, o que elimina os trâmites com segurança, acelerando os testes. Para os motores de corrente contínua basta levantar as escovas e conectar as pinças nos anéis comutadores, sem necessidade de se desmontar quaisquer componentes do motor. Depois de feitas as conexões, os testes estáticos aplicados para um programa de monitoramento periódico levam em média dez minutos e os dinâmicos mais dez minutos. Os testes podem ser aplicados esporadicamente, como no caso da investigação de um defeito num motor instalado no campo ou mesmo numa oficina de reparos (no caso dos testes estáticos). Mas o ponto forte da metodologia consiste em monitorar o motor periodicamente, uma vez que o software que acompanha o equipamento registra todo o histórico do motor e constrói as curvas de tendência. Depois, a análise é feita comparando-se os resultados com normas específicas e a partir da experiência dos técnicos da Semeq, adquirida em treinamentos e na execução de serviços nos Estados Unidos.

MyQ_80.indd 8

Figura 3A – Monitoramento de circuito elétrico de motor. Grupo moto bomba com motor síncrono de 2250 Hp.

CASO PRÁTICO: Na figura 3A temos um motor síncrono de 2250 Hp, de uma estação de tratamento de água em Miami/Flórida. Pela primeira vez neste motor, a Semeq aplicou, tanto no estator quanto no rotor, o Teste Standard, o qual faz as

Figura 3B – Detalhe do equipamento de medida utilizado pela Semeq

leituras de: resistência a terra, capacitância a terra, resistência fase a fase, desequilíbrio resistivo, indutância fase a fase e desequilíbrio indutivo; bem como levantou a curva de polarização para o posterior cálculo do índice de polarização.

Figura 4 – Relatório de Monitoramento de Circuito Elétrico de Motores

25/8/2009 19:45:20


artigo serviços semeq

Figura 5 – Rotor da figura 3 apresentando contaminação elevada

O laudo da análise sugere limpeza do rotor e a aplicação de verniz a vácuo. As demais medidas encontram-se dentro dos padrões aceitáveis. Com isto teremos um motor operando por mais vários anos com tranqüilidade,

MyQ_80.indd 9

desde que se introduza, após as ações recomendadas, um programa de monitoramento periódico, não só de análise de vibração e termográfica, mas também do circuito elétrico do motor. CONCLUSÃO: O monitoramento clássico de máquinas rotativas sempre contemplou a análise de vibração, termográfica e análise de óleo. Mas os motores, em se tratando de uma máquina elétrica, sempre tiveram uma lacuna quando os defeitos eram de origem elétrica, apesar da análise de vibração ter algumas habilidades neste campo também, como no caso da detecção de problemas em barras de rotores. Agora surge no mercado uma tecnologia capaz de preencher esta lacuna e combinada com as demais técnicas clássicas de monitoramento, cobre 100% das falhas, o que oferece ao homem de Manutenção total tranqüilidade na conservação deste tipo de ativo.

Referências Bibliográficas

• Training Course – MCEMAX

Introduction PdMA Corporation Training Book – November 2008

• MQS LLC Training Seminar Motor Electrical Predictive Maintenance and Testing November 2004 – 8th Edition

O AUTOR Eduardo Beltrame é engenheiro mecânico, mestre e doutor em engenharia mecânica e com MBA em marketing. É diretor técnico da Semeq Serviços de Monitoramento no Brasil e diretor de operações da Semeq, Inc nos Estados Unidos.

9 Manutenção y qualidade

Os resultados estão mostrados na figura 4, na qual observamos um elevado valor de resistência entre a fase 2 e terra, indicando contaminação excessiva no rotor, a qual pode ser observada na figura 5.

25/8/2009 19:45:32


softwares de manutenção

10 Manutenção y qualidade

Tecnologia a serviço real da Manutenção

U

m sistema eficiente de gestão de ativos está para o sucesso da Manutenção assim como essa área é garantia para a boa – e até ótima – operação industrial. Consequentemente, ambas as áreas – Manutenção e Operação – atuam como alicerces para a obtenção dos resultados positivos de um negócio. Como parte de um mesmo processo produtivo dinâmico impactado por pressões econômicas decorrentes em particular da alta competitividade mercadológica, os softwares têm importância estratégica no contexto empresarial. E assim acontece com os aplicativos voltados para a área de Manutenção. É sabido que a Manutenção tem sérios desafios a vencer, entre os quais a necessidade de redução de perdas, a otimização dos recursos disponíveis, a garantia do cumprimento dos planos e programas de Manutenção, a garantia também de disponibilidade operacional das unidades industriais entre outros fatores. Por conta disso, os sistemas automatizados especialistas participam como ferramentas indispensáveis na busca de soluções cada vez mais úteis, urgentes e proporcionando o mínimo de margem de erro. Procuramos algumas empresas responsáveis por importantes Softwares para gerenciar a Manutenção, no Brasil, e fizemos algumas perguntas. As respostas das

MyQ_80.indd 10

3 que nos atenderam se encontram nas páginas a seguir. “A ausência de um CMMS (sigla em inglês para Software de Gerenciamento de Manutenção Computadorizada) na gestão moderna da Manutenção representa uma castração às habilidades de um profissional qualificado. Hoje, um software é instrumento tão indispensável a um mantenedor quanto uma caixa de ferramentas para um mecânico”, exemplifica Gusthavo Medéia Xavier, analista de negócios da Engecompany, empresa que comercializa o Engeman®. A automatização de processos e fluxos, com objetivo de reduzir necessidade de volume de digitação e melhorar a distribuição dos serviços com a equipe da Manutenção, é um dos aspectos fundamentais que os sistemas precisam oferecer aos clientes como parte das novas demandas mercadológicas, acrescenta Antonio de Melo, diretor da M&F Planejamento que tem no SIEM o seu software especialista de Manutenção. Neste contexto, inserem-se também a internet e as soluções móveis, em particular sem fio, como complementos auxiliares importantes do mesmo processo, sem as quais se corre sério risco de comprometer a eficiência do negócio. Em relação à tecnologia móvel, especialistas costumam alertar sobre um aspecto

essencial: mobilidade é para todas as empresas, mas não para a empresa como um todo. Ou seja, ela deve estar a serviço da empresa como parte essencial na realização de uma tarefa, a exemplo de necessidade de inspeção em campo, para a otimização de um trabalho sem perder o foco na busca de resultados expressivos. Conforme diz Francisco Mello Siqueira Jr, diretor da Spes Engenharia responsável pelo software SMI, em mercado globalizado e altamente competitivo não há como dispensar a internet, bem como a própria tecnologia móvel, ressaltando que para um sistema automatizado ser aceito no mercado é preciso “posicioná-lo como um produto atualizado e de alto valor agregado para os usuários”. Porém, de nada adianta contar com aplicativos informatizados de ponta se um aspecto não merecer o devido tratamento nas companhias: o reconhecimento do fator humano. Os profissionais das três empresas – Engecompany, M&F Planejamento e Spes Engenharia – são unânimes em afirmar que o treinamento dos usuários é decisivo para a correta operação do aplicativo adquirido para que se obtenha dele os benefícios programados. Na mesma medida deve-se ter preocupação com os turns over, o que demanda nesses casos novo programa de treinamento.

25/8/2009 19:45:35


software de manutenção - engeman

R

econhecida pela capacitação no desenvolvimento de soluções para gestão empresarial, a Engecompany disponibiliza ao mercado o software Engeman®, ferramenta de planejamento e controle para o gerenciamento eficaz da Manutenção e serviços. Entre suas principais características, destacam-se: flexibilidade – campos personalizáveis; editor próprio de relatórios; regras e KPI’s; nivelamento de recursos em três níveis (material, humano e financeiro); fácil integração com qualquer ERP do mercado; módulos web e cliente servidor, além de mais de 20 anos de expertise em engenharia de Manutenção. Com a Manutenção despontando hoje como um dos fatores estratégicos para a geração de resultados nos negócios, um sistema computacional precisa estar em linha com prerrogativas mercadológicas para servir de suporte a ações gerenciais. Porém, esta nem sempre é a realidade que se constata em muitas empresas. “Do ponto de vista profissional, a ausência de um CMMS (nota: sigla em inglês para Software de Gerenciamento de Manutenção Computadorizada) na gestão moderna da Manutenção representa uma castração às habilidades de um profissional qualificado. Hoje, um software é instrumento tão indispensável a um mantenedor quanto uma caixa de ferramentas para um mecânico”, compara Gusthavo Medéia Xavier, analista de negócios da Engecompany. Por sua vez, acrescenta o consultor, “os empresários estão tomando ciência de que a implantação de uma ferramenta como esta não só representa melhorias sistêmicas, como também consolida uma nova proposta cultural. Ao adquirir um software de Manutenção, a empresa traz atrelada a necessidade de mudanças e quebra de paradigmas e, consequentemente, o perfil dos seus profissionais deverá condizer com as exigências do que podemos chamar de ‘Novo Profissional de Manutenção’, que deverá apresentar um estilo mais intelec-

tual e menos braçal, capaz de aproveitar os benefícios da informação e convertêlos em resultados e ações pró-ativas que reduzam o número de falhas e aumentem a produtividade da sua planta’’. Classe mundial – O expertise já adquirido no mercado habilita a Engecompany a identificar rapidamente as demandas do mercado para disponibilizar um software de Manutenção, no caso o Engeman®, em linha com essas necessidades. “Nossos clientes buscam agilidade e flexibilidade. O mercado não aceita mais softwares burocráticos e engessados. Partindo dessa premissa, o Engeman® há anos se destaca por sua amigabilidade e fácil adaptação às mais diversas rotinas, seja qual for o ramo de atividade. Revolucionamos o mercado brasileiro de softwares ao disponibilizar aos clientes um conceito extremamente intuitivo de tratar Manutenção, permitindo que profissionais de qualquer setor administrativo interajam com informações de Manutenção sem a menor dificuldade”. Como face de uma mesma moeda, Xavier ressalta que um software de Manutenção, a partir de sua funcionalidade e demais características, precisa refletir justamente a qualidade exigida por esse mercado. “Nossa própria carteira de clientes comprova a qualidade do sistema. Prova disso são as inúmeras aquisições do software por empresas que são referência mundial em Manutenção e qualidade. O Engeman® tem passado por processos de seleção extremamente rigorosos e sido escolhido em detrimento a softwares estrangeiros ditos ‘de grife’. Isso prova que o Engeman® é uma solução que possui nível classe mundial. O software possui muitos diferenciais em comparação aos concorrentes e qualquer pessoa pode assistir a uma apresentação. É só baixar no site”, convida Gusthavo Xavier. Tempo real – Trabalho remoto, a exemplo da atividade de inspeção industrial em campo, é essencial à Manutenção

Engecompany www.engecompany.com.br

MyQ_80.indd 11

contemporânea. Compartilhar dados de modo seguro e on-line integra-se à rotina das diferentes áreas de uma empresa. E por isso mesmo a internet e as tecnologias móveis já são vistas como componentes essenciais à boa gestão empresarial. “O Engeman® permite que o cliente utilize a solução via browser (pela internet) ou em ambiente cliente servidor. Também possui módulos mobile que possibilitam que os usuários fechem OS e façam coleta de dados de inspeção via palmtop, pocket PC ou smartphone”, cita Gusthavo. Ao adquirir licença de utilização de um software, as empresas não costumam usar todos os recursos disponibilizados pelo sistema. “Entretanto, é natural e até salutar que o avanço do gerenciamento informatizado seja gradativo. A vantagem de um software de Manutenção, salvo exceções, é que a implantação das suas funcionalidades pode ser feita por etapas e sem maiores traumas”. No que diz respeito ao treinamento de pessoal, fundamental para que se possa contar com os benefícios oferecidos por um sistema especialista, o consultor da Engecompany diz que algumas companhias costumam não dar a devida importância a essa etapa. “Isso acontece por falta de orientação. Buscamos conscientizar nossos clientes desde a fase que precede a aquisição, assim como em todas as etapas da implantação. Possuímos gerência de projetos e consultores muito bem treinados que contribuem muito para minimizar este problema”. A assistência técnica do Engeman® é outro fator de diferenciação do produto para o mercado. “Prezamos pela qualidade do atendimento e por isso possuímos um setor voltado exclusivamente ao atendimento de clientes. Atendemos nossos clientes por telefone, chat, vídeo conferência e visitas presenciais. Também possuímos uma infraestrutura de primeiro mundo para receber turmas inteiras para treinamento e reciclagem”, acrescenta o analista de negócios da Engecompany.

11 Manutenção y qualidade

Expertise em tecnologia gerencial

(37) 3249-2700 marketing@engecompany.com.br

25/8/2009 19:45:36


software de manutenção - siem

12 Manutenção y qualidade

Software em linha com o mercado

A

Mfplan é uma empresa especializada em consultoria, planejamento de Manutenção e desenvolvimento de sistemas. Na área de Manutenção industrial, comercializa o software especialista SIEM - Sistema Integrado de Engenharia de Manutenção. Como principal característica, destaca-se a forma modular do seu sistema de módulos composto por: PD - Programação Diária; MP Manutenção preventiva; CE - Cadastro Técnico; HE - Histórico Especializado; PI - Inspeção de Equipamentos; PA Paradas; SC - Custos; CA - Calibração; PM - Materiais, ES - Estatística; e MF - Manutenção de Frotas.

de alta performance, Antonio de Melo destaca o sistema de calibração para atender os requisitos da ISO, bem como o módulo de paradas para gerenciamento de paradas e obras integrado ao sistema de Manutenção.

Face às novas demandas mercadológicas visando o aprimoramento do software, a automatização de processos e fluxos de informação propicia reduzir digitação e melhorar a distribuição dos serviços com a equipe da Manutenção. Estes são aspectos fundamentais que os sistemas precisam oferecer aos clientes como parte das novas demandas mercadológicas, frisa Antonio de Melo, diretor da M&F.

Como opinião de consenso entre as empresas que comercializam sistemas, o diretor da M&F diz que as companhias em geral, ao adquirem a licença de utilização de um software, não costumam utilizar todos os recursos oferecidos por ele. “As empresas utilizam, conforme as suas necessidades, processos industriais e recursos técnicos disponíveis”, salienta Antonio de Melo.

Entre as características essenciais que definem o SIEM como produto

Fator chave – Tão importante quanto o próprio software em si é sua

Em linha com a necessidade premente de estar associado à internet para otimizar as diferentes etapas de serviços com dados em tempo real, considerando na mesma medida a utilização de tecnologia móvel, o sistema da M&F opera também com funcionalidades específicas via web com utilização de micros, palms ou celulares.

correta utilização. Para tanto, para que se possa obter os resultados esperados de um sistema, especialista ou não, o treinamento dos usuários é ponto chave na operação de um sistema. Este aspecto está irremediavelmente atrelado ao outro. Por isso, adianta o diretor da M&F, as empresas costumam respeitar essa importante fase ao adquirem um software. Entretanto, alerta, “o grande problema dos processos de implantação é o turn over da equipe de planejamento”. “O processo de implantação fica incompleto e o software passa a operar sem todas as informações para utilização de todos os seus recursos”. O SIEM - Sistema Integrado de Engenharia de Manutenção conta com assistência técnica remota. De acordo com Antonio de Melo, uma outra questão se interpõe a uma assistência adequada: quando clientes não permitem o acesso direto aos dados via web. “Nestes casos o processo se torna mais lento para identificação dos possíveis problemas que podem ter origens diversas como: sotfware, computador, rede, ambiente de rede, instalação, procedimento operacional não previsto, hardware etc.”, sinaliza.

Tels: (71) 3503-7188 / 2101-7188 vendas@mfplan.com.br

MyQ_80.indd 12

www.mfplan.com.br

25/8/2009 19:45:37


software de manutenção - smi

H

á 26 anos prestando serviços de consultoria para informatização e aperfeiçoamento técnico do gerenciamento da Manutenção e almoxarifados, a Spes Engenharia tem no SMI seu software especialista de Manutenção, desenvolvido para operar totalmente em browser de internet. Sua implantação bem sucedida encontra respaldo em clientes dos mais variados portes e segmentos industriais. Como todo aplicativo que precisa de atualização tecnológica ou mesmo para atender a demanda do mercado, Francisco Mello Siqueira Jr, diretor da empresa, lembra que, do ponto de vista da concepção estrutural de suas funcionalidades básicas, o SMI tem na consistência conceitual do projeto original um de seus pontos fortes. Enquanto produto de informática, ressalta, foi priorizada a atualização do SMI em cada uma das gerações de tecnologia de desenvolvimento de software, ocorridas desde o início da década de 90 até se chegar à geração atual (browser). Também foram aperfeiçoadas as funcionalidades básicas, com a inclusão de diversas outras, bem como recursos para o gerenciamento do desempenho da Manutenção. “Apesar das inúmeras interpretações de como cada indicador deva ser calculado, conseguimos padronizar e generalizar os mais conhecidos e diversos outros que consideramos também indicados para uma boa gestão”. Qual parâmetro mais confiável aponta um software de Manutenção como detentor da qualidade desejada pelo cliente? A resposta é simples, refletindo conduta de satisfação dada pelo próprio mercado: “o indicador mais confiável está baseado nos comentários

MyQ_80.indd 13

daqueles que nos solicitam visitas para apresentarmos em detalhe o SMI. Nestas ocasiões, temos a oportunidade de coletar as impressões dos interessados que reconhecem em nosso produto as características de qualidade (agilidade, objetividade, clareza, organização, estabilidade, funcionalidade etc.) esperadas de um produto a ser adquirido e utilizado pelas suas empresas”, destaca Francisco Siqueira. Avanço – Funcionalidade e fácil operação por parte de usuários são algumas das características requeridas para a boa aceitação de um programa computacional. Porém, em um mercado globalizado e altamente competitivo não há como dispensar outra: a internet. Atenta a esta realidade a SPES tem investido recursos expressivos para manter o SMI atualizado tecnologicamente. Esta visão levou a SPES a produzir e disponibilizar a partir de 2005 a versão Web, cuja característica diferencial é a operação completa através do browser de internet Microsoft Internet Explorer. “Em 2007, implementamos e disponibilizamos o suporte à operação através de hand-helds (dispositivos móveis). Estas iniciativas foram decisivas para mantermos o software SMI posicionado como um produto de informática atualizado e de alto valor agregado para os usuários”, cita Francisco Siqueira. Mesmo diante de toda capacidade oferecida por um aplicativo, a grande maioria das empresas não consegue extrair plenamente os recursos disponibilizados. Segundo Siqueira, isto é um fato, mas não é demérito para o adquirente, na mesma medida que não se pode qualificar o software como excessivamente abrangente.

“Quando uma empresa opta pela aquisição de um bem como um software especialista, ela sabe que a sua utilização poderá ser mais ou menos abrangente em diferentes departamentos ou sites. Mas sabe também que não se deve esperar trocar de software a cada vez que um salto de qualidade em sua implantação tiver que ser dado. Isto significa que os softwares especialistas devem possuir uma reserva de funcionalidade para ao longo do tempo serem exploradas. E este o caso do SMI. É como escolher um celular: todos preferem ter um que faça tudo e seja simples de operar, a exemplo do iPhone”, lembra Siqueira. Treinamento – Palavra chave a ser observada para a adequada utilização de qualquer programa, podendo-se assim obter os benefícios oferecidos por esta (software) que é importante ferramenta gerencial. “É um pré-requisito que o usuário deve respeitar. Temos tal procedimento como salva-guarda para ambas as partes. Ter o cliente bem treinado nos conceitos e funcionalidades do software é um ponto fundamental para a escolha e utilização do conjunto de práticas que serão adotadas na implantação, as quais servirão de base para o aperfeiçoamento nas fases posteriores”, reforça o diretor da Spes Engenharia.

13 Manutenção y qualidade

Solução com alto valor agregado

Na assistência técnica do SMI Sistema de Manutenção, a empresa dispõe de equipe capacitada e dimensionada para atender as demandas de seus clientes. A assistência pós-venda é dividida em áreas bem definidas, compreendendo instalação, treinamentos, consultoria de implantação, desenvolvimento e customização.

25/8/2009 19:45:38


confiabilidade em válvulas

em Válvulas

14 Manutenção y qualidade

Prezados Leitores, Hoje falaremos sobre Controle de Emissões em Válvulas. Emissão – É a ação de emitir, de produzir, de transmitir, de entregar à circulação de gases na atmosfera. Alavancada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a preocupação com as emissões dos gases nas Indústrias tem-se tornado constante. Várias empresas vêm adotando políticas que garantam a sustentabilidade dos negócios, do meio ambiente e a saúde se seus colaboradores. Vários fabricantes mundo afora, nos últimos anos vêm lançando modelos de “válvulas verdes” visando melhorar a performance das suas válvulas.

O inconveniente é o grande comprimento do castelo. Para uma válvula gaveta de diâmetro nominal de 10” seu castelo modificado para utilização de fole teria o comprimento de aproximadamente 1, 5 metro, o que poderá acarretar dificuldades de lay out da tubulação.

Castelo com fole

Com o passar do tempo existe, embora pequena, a possibilidade do fole falhar por trincas de fadiga, com o consequente vazamento que será retido pela gaxeta tradicional. Nesta circunstância limite a válvula vedará como uma válvula normal, isto é sem fole. Assim ao se usar o fole de selagem também deve ser utilizado o sistema de carga constante. Grandes vazamentos

O controle de emissões em válvulas 1. Investimento e melhoria de alguns projetos das válvulas Existem modelos de válvulas que podem ser adquiridos ou adaptados para minimizar ou zerar a quantidade de emissões para atmosfera. Sistema de fole envolvendo a haste A utilização do fole interno para vedação estanque da haste; vazamento é zero. Esta é a única forma de garantir que uma válvula não irá vazar pela gaxeta.

Projeto com fole

MyQ_80.indd 14

Sistema de selagem com uso de fole de vedação da haste 2. Sistema de carga constante sobre as gaxetas é um atenuante para as emissões, não pode ser considerada uma válvula de emissão Zero. Na melhor das hipóteses pode ser enquadrada como de baixa emissão. A EPA Environmental Protection Agency e a Comissão Européia para Meio Ambiente recomenda o sistema de selagem denominado de “carga constante” como paliativo para o problema de emissão, compensando os efeitos de relaxação térmica e vibração. Este sistema consiste de: a) anéis pré-moldados de gaxetas de grafite flexível ou expandido com malha de Inconel e inibidor de corrosão passivo com certificados de teste “fire-safe” e de emissões fugitivas; b) mola-prato (“Belleville springs”) em cada parafuso da caixa de gaxetas.para manter carga constante sobre as gaxetas; c) controle do torque de aperto dos parafusos da sobreposta ou preme-gaxetas.

mola-prato

25/8/2009 19:45:40


Sistema de selagem de carga constante com molas prato para caixa de gaxetas

Recursos “técnicos” para contenção de emissões

3. Fórmulas Mágicas (cuidado) – Existem vários fabricantes no mercado que vendem a ilusão (e válvulas) ditas Emissão Zero, Baixa Emissão e/ou Válvulas Verdes, que não se enquadram em nenhum dos casos anteriores. Muito cuidado, pois estes modelos de válvulas além de mais caras não atendem a necessidade de reduzir as emissões.

Responsável deve ser a Gerência de Manutenção de válvulas

4. Programa de Controle das emissões fugitivas – Implantar nas áreas acompanhamento mensal através de relatórios emitidos pelo programa para redução das emissões na atmosfera, melhorando a qualidade do ar no meio ambiente e na área de processo, com foco principal em saúde ocupacional.

Reparos em equipamentos e acessórios de tubulações com a finalidade de reduzir as emissões fugitivas. Engaxetamento para válvulas – A ser usado em válvulas de controle e em válvulas de bloqueio frequentemente operadas ou que operem com alto ciclo térmico.

MyQ_80.indd 15

Ações: Criar uma equipe focada no acompanhamento e Manutenção das emissões em válvulas ou elaborar um contrato que possibilite o conhecimento e controle das emissões fugitivas.

15 Manutenção y qualidade

confiabilidade em válvulas

25/8/2009 19:45:45


confiabilidade em válvulas Metodologia

Analisador de campo

16 Manutenção y qualidade

Metodologia Levantamento de Dados com a avaliação Geral da Planta Lista de Equipamentos Diagramas de processo Fontes de Emissões Fugitivas: Válvulas; Conexões; Linhas abertas; Drenos • A equipe de Manutenção deverá levantar os fluxogramas das unidades de processo; • Necessidade de Atualização destes dados no campo; • Apoio dos operadores das unidades.

Cadastramento no Banco de Dados, através de Software • Identificação dos equipamentos por fotografia digital • Identificações virtuais ligadas ao banco de dados • Campos disponíveis: área do processo, número de identificação, número do fluxograma, fase, número de horas de operação, fator de emissão.

• Pontos com dificuldade de acesso são estimados • Máximo 10% de pontos estimados; • Rota de medição estabelecida geograficamente com auxílio do software • Medição a 10 mm do acessório em toda a volta prevalece o maior valor este varia de acordo com as condições climáticas • Implantar programa de medição e controle de emissões fugitivas com base no método EPA 40 CFR PART 60 - 21 para as válvulas, ligações flangeadas e equipamentos; EPA = Environment Protection Agency, emissão > 500 ppm. Relatórios devem ser fornecidos diariamente com os pontos para engaxetamento. Caso haja a necessidade de reparo é função do valor definido para vazamento.

As melhores práticas de Manutenção para aumento da confiabilidade, planejamento, dimensionamento, tipos de inspeção e análises de falhas de válvulas são citadas no meu livro. Esta é uma ferramenta de trabalho para todos os envolvidos no projeto de fabricação, instalação, planejamento, confiabilidade e Manutenção de válvulas, controle, bloqueio e segurança e alivio.

Até a próxima edição, se Deus quiser Identificação dos equipamentos por fotografia digital

• Medições no Campo Método 21 da EPA (Environmental Protection Agency) Instrumento utilizado: • Analisador de Chama Ionizante – seu princípio de funcionamento é a quantificação dos íons gerados pela degradação da amostra coletada; • Escala – 0,5 a 50.000 PPM

MyQ_80.indd 16

O AUTOR Osmar Jose Leite da Silva Especialista em Válvulas pela Comunidade de Equipamentos Estáticos da Petrobras.

osmarvalvula@yahoo.com.br

25/8/2009 19:45:49


MyQ_80.indd 17

25/8/2009 19:45:53


jubileu de prata abraman

ABRAMAN - 25 anos construindo uma história de muito sucesso

18 Manutenção y qualidade

P

ABRAMAN: parabéns pelos 25 anos construindo uma história de muito sucesso, e a nossa certeza de que esta história continuará brilhante!

MyQ_80.indd 18

oucas instituições chegam aos 25 anos com uma história de sucesso tão reconhecida, nacional e internacionalmente, como a ABRAMAN, e com uma musculatura já forjada que lhe permite empreender uma marcha vitoriosa para o futuro. Esta é a síntese desta instituição que nasceu para ser grande e para preencher uma lacuna neste processo tão importante que é a Manutenção. Vale à pena falar desta história e do futuro que se descortina. A ABRAMAN nasceu em 17 de outubro de 1984, apoiada por organizações de peso, como a Associação Brasileira de Metais – ABM, pelo Instituto Brasileiro de Petróleo – IBP e pelo Grupo de Coordenação da Operação Integrada do sistema elétrico – GCOI. Contava inicialmente com cerca de 200 associados, entre pessoas físicas e jurídicas. Dois setores básicos foram os pilares iniciais de sustentação desta organização: o petróleo e o elétrico. Com o passar do tempo podemos dizer que, praticamente, todos os segmentos importantes do Brasil estão presentes na ABRAMAN. É importante registrar que naquela época prevalecia uma cultura totalmente equivocada do “quebra – concerta”, ou seja, da Manutenção corretiva não planejada, o que tornava o processo de Manutenção um “mal necessário” e não agregava o adequado valor ao processo empresarial e, consequentemente, não desfrutava de prestígio nas organizações. Este era o estágio do processo Manutenção quando da fundação da ABRAMAN e que era urgente ser mo-

dificado e modernizado – sem dúvida era uma grande oportunidade para a Associação que nascia. A caminhada da ABRAMAN começou com a realização do 1º Congresso Brasileiro de Manutenção e a 1ª Exposição de Produtos, Serviços e Equipamentos – EXPOMAN. Podemos afirmar que estes eventos estão, hoje, entre os melhores do mundo - ouso até dizer que o Congresso é o melhor do gênero no mundo. Estes eventos nacionais inspiraram que as regionais realizassem eventos similares em nível estadual, tornando a ABRAMAN mais capilar. Vieram as Regionais e, com isto, a ABRAMAN foi se tornando presente nos principais estados brasileiros. O Documento Nacional, editado a cada dois anos, traça o perfil da função e apresenta indicadores de performance que auxiliam as empresas e os profissionais da Manutenção a definirem planejamento de médio prazo. Para aumentar a qualidade e a confiabilidade do processo da Manutenção, era preciso investir na qualificação dos profissionais de nível superior. A ABRAMAN percebeu esta lacuna e, numa visão estratégica, lançou os cursos de curta duração denominados “Gerência de Manutenção”, e os de longa duração denominados de “Engenharia de Manutenção”, este último em parceria com diversas Universidades como a UFRJ, UFF, PUC-MG, entre outras. Para completar o processo de qualificação de pessoal era fundamental que também investisse no pessoal de nível médio. Era um grande e inovador

• •

25/8/2009 19:45:53


jubileu de prata abraman desafio e a ABRAMAN, junto com o seu principal parceiro neste processo – o SENAI, lançou o Programa Nacional de Qualificação e Certificação de Pessoal de Manutenção – PNQC, que hoje é uma referência nacional e internacional. Sua completa implementação passou por diversas diretorias que mantiveram a crença estratégica inicial e investiram pesado no programa até que o mesmo se tornasse auto-suficiente. Concretizadas estas duas ações de capacitação de pessoal estava lançado um pilar para o salto de qualidade do processo da Manutenção; todavia isto não era suficiente e a ABRAMAN novamente, numa visão estratégica percebeu que o conhecimento técnico não era suficiente; faltava o segundo pilar que era a Gestão Estratégica da Manutenção. Esta afirmação está suportada pela crença que a Tecnologia é a base, mas não é suficiente. A Gestão Estratégica é fundamental e é o fator crítico de sucesso de uma

RESULTADOS X TIPOS DE MANUTENÇÃO

MyQ_80.indd 19

organização e da empregabilidade do profissional da Manutenção”. Tudo isto pode ser sintetizado na seguinte afirmação: “O que faz a diferença na gestão não é só conhecer o que fazer (tecnologia). Mas fazer acontecer e rápido (gestão)”.

O gráfico acima mostra de maneira didática que os resultados do processo de Manutenção e, consequentemente, também da organização, estão intimamente ligados ao avanço da gestão estratégica da Manutenção, com ênfase na preditiva e na engenharia de Manutenção. Constata-se, claramente, que os macro-resultados da Manutenção, ou

19 Manutenção y qualidade

25/8/2009 19:45:55


jubileu de prata abraman

20 Manutenção y qualidade

DISPONIBILIDADE CONFIABILIDADE

seja, a disponibilidade, a confiabilidade, o atendimento, a segurança, o meio ambiente e a motivação do pessoal crescentes provocam, por consequência, uma redução do custo. A conclusão maior é de que uma organização com estes macro-resultados crescentes está com um grande fator crítico de sucesso empresarial. Foi baseada nesta crença que a ABRAMAN passou a investir forte na mudança de cultura do pessoal de Manutenção, através de mostrar em seus treinamentos, congressos, seminários e em publicações, que o foco na gestão era o segundo pilar de sustentação da qualidade do processo. O reconhecimento empresarial veio com a promoção de diversos profissionais oriundos da Manutenção para ocupar cargos no topo das organizações. A internacionalização da ABRAMAN iniciou-se em 2001, com a parceria iniciada com Cuba, através do Ministério de Siderurgia e Mecânica daquele país. O sucesso foi imediato e, a partir daí, outros acordos foram assinados com vários países. A ABRAMAN firmava seu conceito em nível mundial. Urgia a realização do Congresso Mundial de Manutenção. A ABRAMAN encarou mais este desafio e realizou o 1º Mundial em Salvador (BA) em 2002 de grande repercussão internacional. Passou a ser um evento bi-anual tendo o 4º Mundial sido realizado na China em 2008. A revista Manutenção é o elo de ligação com os seus associados, de excelente conteúdo que divulga a associação, os seus associados e, também, apresenta trabalhos técnicos e de gestão. Registre-se também a existência de uma outra publicação não vinculada à ABRAMAN, mas que muito tem contribuído para a função Manutenção, que é a revista Manutenção y Qualidade.

MyQ_80.indd 20

ATENDIMENTO SEGURANÇA

MEIO AMBIENTE MOTIVAÇÃO

REDUÇÃO CUSTO

Outro produto lançado pela ABRAMAN, e que despertou na comunidade a necessidade de escrever sobre a atividade, foi uma coleção de seis livros denominada “Coleção ABRAMAN”, abordando importantes temas como a Gestão Estratégica, Técnicas Preditivas, Fator Humano, Confiabilidade, Avaliação de Desempenho, Indicadores de Desempenho e Manutenção Autônoma. E o futuro? É preciso ter clareza que o sucesso do passado não garante o sucesso do futuro; como diz Gandhi:

“Se queres progredir não deves repetir a história, mas fazer uma história nova. Para construir uma nova história, é preciso trilhar novos caminhos”. E que novos caminhos esperam a ABRAMAN? É necessário que se faça um novo Planejamento Estratégico para os próximos anos e, certamente, alguns caminhos serão analisados, como por exemplo: As questões ambientais, de segurança e de saúde; A normatização técnica; Criação de mecanismo de consultas e respostas; Manter-se na vanguarda do desenvolvimento tecnológico e de gestão; Concluir a conscientização cultural da comunidade que a Manutenção precisa ter uma visão sistêmica da organização; Aprimorar, sistematicamente, os produtos já implantados; Procurar agregar, cada vez mais, empresas e profissionais em seu corpo de associados. O capital humano é o mais importante fator de sucesso de uma organização. Alan Kardec Ex- Presidente da ABRAMAN

• • • • • • •

25/8/2009 19:45:58


SIGGA NA 16ª EXPOSIÇÃO DE INFORMATIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO

A

O SIGGA SM2, tema de artigo na edição anterior de MyQ, foi implementado recentemente na Samarco Mineração, com plena satisfação do Cliente, conforme depoimento abaixo: “Através da utilização do coletor de dados com o SIGGA SM2, a empresa obteve uma maior quantidade e qualidade de registros de informações nas inspeções e manutenções de campo, permitindo assim a melhoria contínua dos processos de manutenção.” O SIGGA GIAT é um produto que proporciona às empresas uma gestão inteligente e global de seus equipamentos, apoiando a tomada de decisões que resultem em redução de custos e aumento de produtividade. Possui quatro módulos principais (“Faróis): Rotina, Intervenções, Resultados e Custos. Integra-se com os principais ERPs do mercado, como SAP e ORACLE, e com Sistemas Especialistas, como o IBM MAXIMO.

21 Manutenção y qualidade

lém de participar do 16º Seminário Brasileiro de Planejamento e Informatização da Manutenção com uma palestra de seu Gerente de Tecnologia Zander Reis (“Soluções Móveis: Mobilidade aplicada à Engenharia de Manutenção integrada ao seu ERP”), a SIGGA esteve presente na Exposição paralela ao evento, focando dois de seus produtos: SIGGA SM2 (Sistema de Manutenção Móvel) e SIGGA GIAT (Gestão Integrada de Ativos).

Eis o depoimento da Gerência de Engenharia de Manutenção da V&M do Brasil, usuária do sistema: “O sistema GIAT é a base para nosso Relatório Diário / Semanal operacional da Manutenção. A Gestão da Rotina de nossos Supervisores é feita através dele, permitindo uma busca constante pela organização e otimização de esforços, proporcionando melhorias nos resultados da manutenção. É o “painel do avião” visto pelo Supervisor e tem foco em ações de curto prazo”.

MyQ_80.indd 21

25/8/2009 19:46:01


capa

Manutenção Global Recife 2009: um novo patamar para o setor nos 25 anos da Abraman

22 Manutenção y qualidade

M

MyQ_80.indd 22

ais do que comemorar o seu jubileu de prata, a Abraman chega ao 24º Congresso Brasileiro de Manutenção e Expoman 2009 fazendo história. E quem sai ganhando é a própria comunidade de Manutenção. Recife (31/08 a 04/09), que este ano é palco do mais importante evento do setor na América Latina, recebe os participantes como a primeira iniciativa em âmbito internacional sob a chancela do Global Forum on Maintenance & Asset Management, lançado em maio na Austrália e que tem na Abraman um de seus membros fundadores. “A ideia deste fórum foi discutida este ano (março) em Londres quando nos reunimos com diferentes entidades da área de Manutenção. Esta é uma importante iniciativa que se materializa agora para a troca permanente de experiências entre os vários segmentos da área de Manutenção ao redor do mundo”, destaca José Eduardo Lobato, presidente da Abraman, acrescentando que 40 entidades dos mais diferentes países são signatárias do GFMAM. Como fruto direto do apoio dado pelo GFMAM, o 24º CBM terá a presença de Peter Kohler, diretor de Certificação da Associação Australiana de Manutenção, cuja conferência tem o título “An Australian Asset Management Certification Program”. E como parte ainda da programação internacional do congresso, outras três conferências estão agendadas: a do peruano Marcelo Aliendre (“Confiabilidade em Mineração”), resultado de convite especial por ter sido o melhor trabalho técnico apresentado no Congresso Mundial de Manutenção realizado no ano passado na

China; a de Herbert Libreros (PDMA Corporation - EUA) que falará sobre a “Integração de Confiabilidade Através do Monitoramento de Motores Elétricos e Geradores”; e a de Nancy Regan (The Force – EUA), a quem cabe a conferência de encerramento do evento – sua apresentação tem o título de “The Team Approach to The Development of Life Cicle Management Strategies”. Extensa programação – Com a abertura de Recife marcada pela explanação do renomado escritor Ariano Suassuna, autor de consagradas obras literárias como O Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, os participantes do 24º CBM poderão conferir: 11 mesas redondas, oito conferências entre nacionais e internacionais, um painel – onde o tema central do evento “Manutenção: Estratégias e Oportunidades no Cenário Atual” será abordado por especialistas de diferentes áreas –, 90 trabalhos técnicos e 50 apresentações pôsteres, além de workshops e visitas técnicas (Porto de Suape, Centro de Operações do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico e Usina de Açúcar SantaTeresa). No encerramento do congresso, a Abraman apresenta os resultados do Documento Nacional 2009 e faz o anúncio oficial da realização dos seus eventos 2010 que terá lugar na cidade gaúcha de Bento Gonçalves. De acordo com Helio Burle Menezes (Chesf), coordenador técnico do congresso, uma das mesas redondas que devem despertar grande interesse é “Manutenção do Futuro: O Impacto das Novas Tecnologias”. “Existem tecnologias aplicadas em outras

25/8/2009 19:46:05


áreas que começam a ser também empregadas na área de Manutenção, a exemplo dos sistemas inteligentes também conhecidos como inteligência computacional”, adianta. Com a Expoman 2009 tendo como patrocinadores Chesf, IBM Brasil, Manserv, NSK, SKF e Petrobras, várias empresas entre nacionais e multinacionais estarão apresentando seus serviços e produtos em 3.200 m² de área bruta no Centro de Convenções de Pernambuco. Entre as expositoras, 01 dB, Cosan, Dresser Rand, Emerson Process, Mills, NSK, Optibelt, Sigga Soluções, SKF e Vitek. A cada edição da feira, ela desponta com importante vitrine de negócios. Recife, por exemplo, por conta em particular do Projeto Suape Global, surgido em 2008, tem a meta de transformar o Complexo Industrial e Portuário de Suape em pólo provedor de bens e serviços para as indústrias de petróleo, gás, offshore, naval entre outras, a partir da implantação da Refinaria Abreu e Lima, de um estaleiro e quatro plantas petroquímicas (uma em funcionamento e três em obras) na região. Esses empreendimentos representam investimentos da ordem de US$ 13 bilhões e vem demandando uma série de produtos e serviços dos mais diferentes segmentos econômicos, incluindo os da área de Manutenção. A norte-americana Meridium Inc., especializada em gestão de ativos

e soluções corporativas, que está prestes a instalar escritório no país, escolheu a feira da Abraman como marco de sua apresentação ao mercado nacional por se tratar de um dos mais relevantes eventos internacionais para exposição de produtos e serviços da área de Manutenção. Prevenir, o melhor negócio – Se no dia a dia os programas de Manutenção preventiva e preditiva já são fundamentais para a boa operação das unidades industriais, em época de incerteza econômica eles assumem função ainda mais essencial. E basta uma simples contabilização para entender os motivos: eles evitam desmontagens desnecessárias de equipamentos para inspeção, aumentam o tempo de disponibilidade desse mesmo maquinário, reduzem o trabalho emergencial não planejado entre outros inúmeros aspectos que representam grande economia para as empresas. Com este foco, acontece o painel “Manutenção: Estratégias e Oportunidades no Cenário Atual”. De acordo com José Eduardo Lobato (Petrobras) – ele presidirá o painel –, “economizar agora significará certamente gasto muito mais elevado depois”, lembrando que, mesmo diante da necessidade de se lançar mão da corretiva, ela não pode ser uma prática usual para que a empresa não perca tempo e dinheiro com reflexos no negócio como um todo.

“Esta é uma regra a ser observada tanto pela iniciativa privada como pública. A Manutenção é parte do negócio da mesma forma que a operacional. Isto é prática usual, por exemplo, na Petrobras. Em função do atual cenário econômico, devese ter grande preocupação com o orçamento. Verifica-se no mercado que os custos de Manutenção estão mais baixos, já que a oferta vem suplantando a demanda. Mas esta é uma tendência que pode se reverter com a normalização da atividade econômica”, sinaliza o dirigente da Abraman. Fator de sucesso – Alan Kardec, ex-presidente da Abraman e o mais recente colunista da MyQ, é um dos palestrantes convidados do congresso no qual abordará o tema “Manutenção Estratégica Pilar para o Sucesso Empresarial e Pessoal”. Em sua apresentação, o especialista mostrará como ao longo dos anos uma gestão estratégica da Manutenção voltada para o negócio vem contribuindo significativamente para o sucesso empresarial, com reflexos na mesma medida para os profissionais que atuam na área. Com fatos e dados, Alan Kardec mostrará como a gestão estratégica possibilita alcançar metas essenciais em Manutenção e, estas, por sua vez, contribuem de forma decisiva para a obtenção dos resultados empresariais.

Manutenção yy qualidade qualidade 23 23 Manutenção

capa

CARO AMIGO E CLIENTE Imagine-se tendo que adquirir vários itens conceito vitorioso nos EUA e na Europa do forde Flow Control para um projeto, seja ele de que necedor Whole Supplier, e traz ao Brasil o que tamanho for, incluindo tubos, flanges, conexões, há de melhor e mais moderno em todos estes itens, facilitando sua vida e baixando o custo total fittings e válvulas.... de sua compra, pela economia em número de pedidos , follow up, transporte e inspeção, e o Normalmente, dependendo da variedade de Triple M Pipe, Valves and Fittings diâmetros e classes de pressões, acaba-se neces- melhor, com parceiros Top de Linha e com itens The First Flow Control Whole sitando consultar pelo menos seis a oito diferentes de fabricação própria. Supplier in Brazil. tipos de fornecedores, para complementar a planiwww.triplempvf.com Conte com a Triple M, o Primeiro Flow Conlha de seleção dos prováveis supridores. Cell Phone 00 55 15 9121 62 17 trol Whole Supplier do Brasil. 00 55 11 6605 7337 Antonio Marchina Com um fornecedor do tipo Whole Supplier, Office Phone/Fax 00 55 15 3247 78 52 General Manager estes problemas terminam. A Triple M trouxe o 00 55 15 3243 83 68

MyQ_80.indd 23

25/8/2009 19:46:08


capa Publicação bimestral da KONEKTA EDIÇÕES JORNALÍSTICAS LTDA Diretora Responsável Raquel Rodrigues (Reg. Mtb RJ 12705JP) Diretora Dilze Silva Redação Flávia Sanches (RJ) priscila botelho (SP)

24 Manutenção y qualidade

Projeto Gráfico e editoração Marigilio santos Impressão Stamppa gráfica & editora Tiragem desta edição 15.000 exemplares Conselho Consultivo Técnico Alexandre Fróes (NSK) Attílio Bruno Veratti (Icon Tecnologia) Bendt Lassé Hansen (Vitek) Kleber Siqueira (SQL Systems) Lourival Augusto Tavares (Consultor) Marcelo Ávila Fernandes (Astrein) Marcelo Salles (remosa) Renato Herrera (Shell Services) Sérgio Nagao (Rede Família Manutenção) rio de janeiro sede própria Av. Venezuela, 131 Grupos 906 a 908 Cep 20081-901 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2516-0004 Fax: (21) 3167-3783

myq@myq.com.br depto. comercial São paulo Valdir Dalle Déa

valdir@myq.com.br Tel/fax: (11) 2408-4727 internet

www.myq.com.br

MyQ_80.indd 24

“Como consequência natural, os profissionais de Manutenção são reconhecidos e, gradativamente, passam a ocupar cargos estratégicos de direção nas empresas, comprovando, desta maneira, a tese que dá título à minha apresentação”. Pluralidade temática – A 24ª edição do CBM conta com as seguintes mesas redondas: Relacionamento de Refinarias de Petróleo no Mercado de Prestadores de Serviço; Manutenção Civil e Desmoranamento; Manutenção do Futuro: Os Impactos das Novas Tecnologias; O Estado da Arte na Confiabilidade; Manutenção em Serviços Públicos; Manutenção na Indústria Metal-Mecânica; Manutenção nas Indústrias de Varejo; Qualificação e Certificação dos Profissionais de Manutenção: Preparando-se para as Oportunidades; Gestão de Engenharia em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde; Software: Uma Nova Fronteira da Manutenção; e Riscos Operacionais e A Gestão da Incerteza. Na mesa redonda “Manutenção do Futuro: os Impactos das Novas Tecnologias”, três especialistas – os professores Jorge Ney Brito (Universidade Federal de São João Del Rei, MG), Ruy Marçal (Universidade Federal Tecnológica do Paraná) e Paulo Jorge Adeodato (Universidade Federal de Pernambuco) – abordarão os sistemas inteligentes, também denominados inteligência computacional, aplicados à Manutenção. Helio Burle Menezes (Chesf), coordenador técnico do congresso, lembra que esses conceituados profissionais atuam também no mercado como consultores e trazem para o congresso um assunto novo que, do âmbito da ciência, ganha campo prático na área de Manutenção. “Durante a mesa redonda, um dos especialistas mostrará, por exemplo, as aplicações das redes neurais na previsão de falhas futuras em motores elétricos. Outro apresentará sistemas especialistas com base em lógica fu-

zzy* para dar suporte ao profissional de Manutenção de modo a transferir para o sistema conhecimentos especialistas ao mesmo tempo em que eles (conhecimentos) possam ser preservados; o terceiro fará explanação sobre o processo de descoberta de conhecimento em base de dados que viabiliza o estabelecimento de padrão de falhas, comumente difícil de detecção por parte de operadores”, acrescenta Burle. * Lógica Fuzzy tem como objetivo fornecer um ferramental matemático para o tratamento de informações de caráter impreciso ou vago. Permite que os sistemas inteligentes de controle e suporte à decisão lidem com tais informações. Torna possível o tratamento de estágios indeterminados, e a avaliação de conceitos que não são quantificáveis. Ismar Kaufman (In Forma Software), coordenador da mesa redonda “Software Uma Nova Fronteira da Manutenção”, esclarece que o foco dos debates não estará centrado nos softwares de gestão da Manutenção. “Nossa idéia é olhar pelo outro lado, que é a presença do software como parte dos objetos de Manutenção e não apenas como ferramenta dos sujeitos”. E acrescenta: “Ao inverter a perspectiva, reconhecemos a importância que o software tem nas instalações e, consequentemente, a importância de compreendermos o comportamento do software quanto à confiabilidade, mantenabilidade e outras variáveis de interesse da Manutenção”. Segundo ainda Kaufman, a mesaredonda está organizada em três visões complementares: (1) uma consultora de qualidade de software, com credenciamento internacional, vai tratar do impacto das falhas do software sobre a vida das pessoas de Manutenção; (2) um especialista em sistemas em-

25/8/2009 19:46:08


barcados tratará do comportamento do software que é componente de sistemas complexos, cujo comportamento de falhas não depende apenas de suas partes mecânicas, elétricas, eletrônicas, mas também do software em si; e (3) um acadêmico com experiência no mundo industrial vai tratar da confiabilidade do software, já que muitos mantenedores acostumaramse com os modelos de confiabilidade de sistemas sem software e precisam entender este novo mundo em que quase tudo depende de um programa de computador. As melhores práticas nas áreas de abastecimento de água, transporte e energia serão debatidas na mesa redonda “Manutenção em Serviços Públicos”, a primeira do gênero a acontecer em um congresso da Abraman. Para seu coordenador Célio Cunha Prado (Sabesp), as empresas que atuam nos chamados segmentos essenciais, a exemplo de companhias

MyQ_80.indd 25

de qualquer outro setor, buscam também eficiência em sua atividade. O programa de gestão da área de Manutenção da Sabesp será uma das apresentações na mesa redonda. Com investimento equivalente a 4% de seu faturamento anual na chamada Manutenção pesada, que compreende os equipamentos eletro-mecânicos e as adutoras – não estão considerados neste percentual os serviços realizados, por exemplo, nos hidrômetros residenciais –, a companhia atende a mais de 26 milhões de pessoas distribuídas entre a região metropolitana de São Paulo e número superior a 300 municípios do estado. Com esse perfil, a partir inclusive de mudança promovida em seu estatuto possibilitada por recente legislação federal promulgada no âmbito da ANA (Agência Nacional de Águas), a empresa vem estruturando-se para expandir seu negócio para outras regiões do país e até mesmo no exterior.

25 Manutenção y qualidade

capa

25/8/2009 19:46:11


capa

O estado da Confiabilidade

26 Manutenção y qualidade

S

eja como parte de conferências internacionais, apresentações nacionais e trabalhos técnicos, o tema confiabilidade ganha diferentes abordagens no 24º CBM em Recife. A mesa redonda “O Estado da Arte na Confiabilidade” promete trazer à discussão aspectos que ainda repercutem em incertezas para que a técnica possa ter seu real valor dimensionado, ou seja, enquanto benefícios práticos oferecidos para as companhias. “A alta direção das empresas ainda não enxerga com clareza os principais benefícios de um estudo de confiabilidade”, avalia Aurélio Eduardo Sonntag (John Crane), coordenador da mesa redonda. E ele faz uma autocrítica:”Nós, os profissionais de Manutenção e confiabilidade, somos os principais responsáveis por isso, pois não apresentamos os benefícios com resultados medidos”. MyQ – O que vem a ser na prática o estado da arte na confiabilidade e que parâmetros devem ser considerados para se atingir tal patamar? Sonntag – É a aplicação de metodologias e técnicas desenvolvidas no meio acadêmico, na gestão de ativos industriais. Para atingir “o estado da arte na confiabilidade” é necessário atuar em três pilares básicos: tecnologia, procedimentos e principalmente pessoas. Tecnologia e procedimentos já existem e estão disponíveis. O difícil é fazer estes procedimentos serem executados e, para isto, precisamos de pessoas treinadas. MyQ – Qual o estágio atual alcançado pela confiabilidade industrial no país? Quais gargalos persistem? Sonntag – Podemos dividir a confiabilidade em dois segmentos: o qualitativo e o quantitativo. A parte qualitativa da confiabilidade está bem desenvolvida aqui no Brasil. A maioria das empresas já fez RCM (sigla em inglês para Manutenção Centrada em Confiabilidade), FMEA (sigla em inglês para Análise de Modo e Efeito de Falha) ou Análise de Falha. O problema é que muito poucas organizações utilizam estas ferramentas de forma sistemática. O estudo

MyQ_80.indd 26

quantitativo, onde são usadas técnicas estatísticas, ainda é pouco explorado, embora tenha crescido muito nos últimos anos. MyQ – Em quais segmentos industriais pode se afirmar que a confiabilidade está mais avançada? Sonntag – No geral, é difícil ver uma empresa que está utilizando ferramentas de confiabilidade em sua plenitude. A indústria de óleo e gás é a que aplica as técnicas mais avançadas e possui colaboradores com profundo conhecimento. O mesmo acontece com a indústria química. O segmento de papel e celulose tem como carro chefe a análise de falha. Algumas mineradoras já estão fazendo estudos de confiabilidade nos novos investimentos, utilizando análise RAM (sigla em inglês para Confiabilidade, Disponibilidade e Manutenabilidade). Na indústria siderúrgica existem muitas iniciativas, principalmente com RCM e aplicação de algumas técnicas estatísticas. MyQ – As ferramentas disponíveis são usadas corretamente pelas empresas para se estabelecer a confiabilidade operacional? Sonntag – As ferramentas qualitativas mais utilizadas são o RCM, análise de falha e FMEA e existem muitos casos aplicados no Brasil. No lado quantitativo, usamos análise de confiabilidade (principalmente a distribuição Weibull*) e análise RAM, onde o resultado pode ser um estoque otimizado de peças sobressalentes, intervalo ideal de Manutenção preventiva e quantificação do risco operacional. A principal deficiência destes estudos está na implementação das recomendações propostas e na medição dos resultados. Nota MyQ: * A distribuição Weibull, técnica concebida pelo o engenheiro e físico sueco Waloid Weibull, é uma distribuição de probabilidade contínua, usada em estudos de tempo de vida de equipamentos e estimativa de falhas. (Fonte: Wikipédia).

25/8/2009 19:46:12


MyQ_80.indd 27

25/8/2009 19:46:15


28 Manutenção y qualidade MyQ_80.indd 28

25/8/2009 19:46:28


myq_80_full