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Escola Básica e Secundária da Calheta Ano letivo 2012/2013 Cultura, Língua e Comunicação NG 1- Equipamentos e Sistemas Técnicos DR4 - Contexto Macroestrutural Tema: Transformações e Evoluções Técnicas A Fotografia Formadora: Carla Abreu

Autorretrato EFA 1


No âmbito do núcleo gerador um – Equipamentos e Sistemas Técnicos, no domínio de referência quatro – Transformações e Evoluções Técnicas, com o tema – A Fotografia, foi sugerido aos formandos que fizessem algumas fotografias (ou que se deixasse fotografar por outrem) onde ele e partes do seu corpo (mãos, pés, olhos, boca, …) fossem os protagonistas. De seguida deveria criar um texto onde descrevesse as emoções que lhe provocavam a visão do retrato. O resultado final é aqui apresentado. O autorretrato No retrato que me faço - traço a traço às vezes me pinto nuvem, às vezes me pinto árvore... às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança... ou coisas que não existem mas que um dia existirão... e, desta lida, em que busco - pouco a pouco minha eterna semelhança, no final, que restará? Um desenho de criança... Terminado por um louco! Mario Quintana

A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um autorretrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira. Gérard Castello Lopes


Alan

Minhas mãos cansadas do trabalho Percorrem o teu rosto suave Meus lábios encontram os teus Num beijo profundo de saudade

Meus olhos castanhos da cor do mel Olham o futuro incerto E nos teus olhos encontram O caminho perfeito

Meus ouvidos o som da tua voz ecos de amor murmúrios…


Ana Carolina

O corpo é um elemento com muitas facetas Por vezes criticado, por vezes amado, invejado e maltratado também. Que dizer do meu? Cabelos ao vento, solto no luar da noite estrelada tentam fugir mas, Agarro-os com minhas mãos sedosas acabadas de sair do bolso da saia Protetora das minhas pernas claras que o sol beija quando aparece todas as manhãs. Olhando-me ao espelho reparo no tronco que faz lembrar as figuras das deusas tão idolatradas pelos Homens. Reparo nas maças rosadas que contrastam com a pele esbranquiçada do meu rosto, E vejo nas linhas do mesmo a vida que já percorri e aquela que ainda quero e vou percorrer.


Bárbara Faria Sorrir com os olhos, falar pelos cotovelos, meter os pés pelas mãos. Em mim, a anatomia não faz o menor sentido. Sou do tipo que lê um toque, que observa com o coração e caminha com os pés da imaginação. Multiplico meus cinco sentidos por milhares e me proponho a descobrir todos os dias novas formas de sentir. Quero o cheiro da felicidade, o gosto da saudade, o olhar do novo, a voz da razão e o toque da ternura. Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim há um infinito de possibilidades e embora sentimentos ruins também transitem por aqui, sei que devo conduzi-los com a força do pensamento até a porta de saída. Decidi não delegar função para cada coisa que eu quero. Nem definir o lugar adequado para tudo de bom que eu sinto. Nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar. A prova de que na vida, rótulos são dispensáveis e sentimentos inclassificáveis.


Carla Correia

Reflexo Esta imagem reflete Tudo o que fui E tudo o que sou … Na memória trago os cheiros, As imagens, os sons… No meu rosto as expressões Na pele as sensações No peito as paixões No olhar as desilusões Nos lábios as emoções Nas mãos as recordações Nos pés marcações de um passado Umas vezes feliz, Outras vezes desgraçado…


Cecília Ferreira

Quem sou eu?

Quem sou eu? Poderia descrever-me fisicamente, Falar da minha personalidade, do que gosto. Infelizmente isso não é importante, Porque quem nos define são as pessoas. Cada uma tem um conceito diferente de mim. Se eu perguntar a um inimigo, Ele julgar-me-á mal,


Se eu perguntar a um amigo, Ele dirá as minhas qualidades. Se alguém me perguntar quem sou… Eu direi: Sou o que você vê. Agora, depende dos seus olhos!


Filomena Vieira

Imagens do meu corpo

Muitas vezes o meu pé dá sinal de cansado Com o meu nariz consigo respirar ar puro Com o meu ouvido ouço canções de adormecer Na minha mão guardo todos os meus sonhos…


Hector Caroto

Aqui algumas das partes do meu corpo que se destacam... nos meus olhos se vê a clareza dentro de mim e os meus sentimentos mais profundos...

Quando meus olhos estão contentes brilham que até parecem estrelas quando estão tristes parecem um buraco sem fundo e negro.


Meu nariz olfato muito apurado sente aromas à minha volta

Minha boca é um autêntico paladar e muito bela de se beijar.

Meu cabelo é parte do meu corpo Artista! com ele faço diversos penteados como se estivesse a fazer arte num quadro...

Já as minhas mãos tocam muita coisa sem elas não faria a minha arte e não sentiria o mundo...


Hélder Francisco

Os meus olhos castanhos refletem o dourado do sol nas tardes de verão Os meus ouvidos anseiam pelo barulho das ondas na praia Os meus lábios aguardam o sabor salgado do mar e os meus pés calejados pelas rochas do calhau sufocam por pisar a prancha de surf. As minhas mãos enrugadas desvendam as horas que passo na água… a minha vida é a água, o sol, o calor… Sou filho do mar…


José Silva O que dizem os meus olhos? Os meus olhos ledos e tristes As minhas mãos calejadas do trabalho As rugas do meu rosto Salgado pelo tempo.

Os meus ouvidos que veem a dor dos outros Os meus pés que voam pesados e Sem rumo Vejo uma luz ténue ao fundo do túnel…

Futuro? Incerto…

A Deus pertence!


Justino Correia

É através dos meus olhos que tenho a noção de tudo o que me rodeia. Adoro olhoar para o céu, para o mar, para o pôr do sol, para as pessoas… Através do meu olhar encho o meu baú de recordações… Tudo o que se mexe faz barulho. Tudo tem som. À nossa volta, se prestarmos atenção podemos escutar milhares de diferentes ruídos em diferentes volumes.. é importante saber escutar. Adoro o cheiro do verão, o cheiro do mar, a maresia a fundir-se com ar e a naturezaa começar a aquecer. É através da boca que a voz sai, usamos a boca no processo de diálogo. As palavras são importantes para explicar o que sentimos e para comunicar com as pessoas que nos rodeiam. É através da pele que sentimos calor e o frio. É através do toque que damos carinho e afecto. Acho que é importante tocar e sentir.


Rosário Jardim

Através do meu olhar fixo vejo anos que passaram por um rosto marcado pelo tempo. Contemplo as alegrias que os meus doces olhos castanhos viram e as tristezas que os meus ouvidos testemunharam. Admiro mãos que sempre trabalharam e observo o sorriso que nunca abandonou este rosto agora um pouco enrugado. Será este o reflexo de mim ou apenas a sombra da pessoa que fui? Serão estas fotos parte de mim ou são apenas o todo que se encontra neste poema que enaltece a pessoa que fui, sou e que sempre serei.


Inês Moura Vou falar do meu corpo, Pelas orelhas vou começar. Uma de cada lado, Para poder ouvir-te. Mãos para te abraçar cinco dedos no ar. Pouco a pouco vou descendo e à boca estou a chegar. Boca para te beijar. Para os meus pés vou fazer umas lindas chinelas para poder passear. Ui! Agora é que me lembrei, Falta algo na cabeça; dois olhos, e nariz. Olhem que bem… que desenhei da cabeça até aos pés o meu corpo frágil e cansado pelo tempo.


Nadine Barbosa Fundo do mar No fundo do ser há brancos pavores Onde os olhos são animais E os animais são o espelho da alma, Mundo silencioso que não atinge A agitação dos cabelos, Abrem-se rindo os lábios redondos Baloiçam os cabelos, Uma imagem avança No desalinho Dos seus mil fios, Uma flor dança Sem ruído vibram os pés, Sobre a mão o tempo poisa, Leve como um lenço Mas por mais bela que seja cada coisa, Tem um monstro em si suspenso.


Ricardo Freitas Com os meus olhos vejo o mundo inteiro Menos aquilo que tanto desejo Através do toque sinto A textura da vida O relevo dos obstáculos E as cicatrizes das lutas travadas Com os meus pés Andei sobre caminhos Caminhos que levaram a vitória na vida Outros levaram-me aos erros cometidos


Rúben Gouveia

As minhas mãos fortes como o vento… Os meus olhos castanhos torrado… As minhas pernas que nem aguento… Por vezes ando magoado…

O meu corpo quase perfeito…. Sinto que sou um pouco alto…

Por vezes sem jeito… Fico longe do asfalto…

Meu nariz pequenino… Acompanhando minha boca … Sinto-me sempre menino… Nessa cabeça oca…


Zélia Ferreira O que dizem os meus olhos? Meus olhos cheios de esperança Cabelos longos ao vento me levam Minhas imprescindíveis pernas mostram-me o caminho O mundo nas minhas mãos não posso ter Os pés assentes na terra e cabeça no lugar Sonhos por realizar e muito para viver Oportunidades durante a vida não irei desperdiçar Obstáculos pelo meio vou ter de os ultrapassar...


Conclusão Aqui me fotografei E de palavras me vesti O meu ser atravessei E nunca me perdi…

O meu retrato não mentiu E as minhas palavras concordaram No meu texto sobressaiu O que os meus lábios sussurraram…

Este foi o resultado De alguém que não é poeta. Espero que vos tenha encantado A sinceridade das palavras A emoção das imagens E a alma dos sonhadores…

EFA 1



Autorretratoefa1