Issuu on Google+

A ÁGUIA E A CORUJA

Recontado por Katia Canton

A águia e a couja se encontraram E logo amigas ficaram. Depois de conviverem, juntas juraram: Uma não comeria os filhotes da outra.


Selaram o acordo com um beijo amigo. Mas como fazer valer esse juramento se depois que cada uma fosse para o seu abrigo Da vida e dos filhos da outra n達o teriam mais conhecimento?


A águia sabendo de sua voracidade e poder, E de sua necessidade de muito comer, Propôs à coruja o seguinte: __ Descreva com precisão cono são seus filhos, para que eu não os coma nunca


Ent達o a coruja explicou: __ Eles s達o lindos, meigos. S達o fofinhos e charmosos, Tem a pena macia e olhos amorosos. __ Pois bem, respondeu a amiga 叩guia. Despediram-se. E o tempo passou.


Um belo dia, enquanto a coruja Saía para buscar comida, Deixou os filhotes no abrigo, No tronco da árvore mais bonita. A águia sobrevoou-a, avistou os bichinhos e prestou atenção: Eram feios, horrorosos, cabeças grandes e corpos desajeitados.


Então não eram os filhos da amiga, pensou. A águia pôde então fazer uma refeição caprichada. Um banquete à moda antiga. Comeu tudo numa só investida. Quando a coruja voltou com o alimento, que dor, que desalento! Encontrou só os pezinhos Para contar a história dos filhinhos.


__ Ó Deus, o que houve? - perguntou chorosa.

__ O que houve – respondeu Deus – é que você descreveu seus filhos apenas sob seu ponto de vista. Esqueceu-se de que cada um vê as coisas de um jeito diferente.


A aguia e a coruja