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geração perdida .manifesto


os indivíduos das sociedades ocidentais, passam mais tempo a tentar escapar de si próprios do que reflectindo sobre o estado da sua existência , o seu interior, o coração e a alma. ( a t r a v é sguiadas d o Somos pessoas por dec o n s u m o , d a s sejos: desejos que destroem d e p e n d ê n c i a s , d o m o d a , os nossos corações e qualquer e n t r e t e n i m e n t o , apetência em se r o s

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criar uma ligação às grandes realidades espirituais que nos rodeiam. o

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Os objectos impostos pela publicidade das suas caracterĂ­sticas objectivas.

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Vivemos um muno onde á cada ez mais nforação e ada vez enos ignifiado.”

Jea n Ba udrilla rd

vivemos num mundo onde há cada vez mais informação e cada vez menos significado.”

são transformados em acontecimentos pela eliminação

“Instalou-se o consumo-mundo, onde não só as culturas antagonistas foram eliminadas, como o ethos consumista tende a reorganizar o conjunto dos comportamentos. Pouco a pouco, o espírito de consumo conseguiu infiltrarse até na nossa relação com a família e a religião, a política e o sindicalismo, a cultura e o tempo disponível.” COMEÇOU A AFECTAR SEVERAMENTE O MODO COMO NOS RELACIONAMOS ENTRE NÓS, Gilles Lipovetsky A S R E L A Ç Õ E S H U M A N A S .

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“Não é tanto o próprio consumismo que convém denunciar, mas o seu

excesso ou o seu imperialismo,

que criam obstáculos ao desenvolvimento da diversidade das potencialidades humanas.” G i l l es L i p ovets ky

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As sociedades ocidentais constroem um veneno que infecta o planeta: um veneno filosófico e espiritual que nos afecta a todos. A i mé C és aire

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Por detrás do brilho das distrações espectaculares, uma tendência

ba.na.li.za.ção Guy D ebord

domina a sociedade moderna e m t o d o o m u n d o , mesmo onde as formas mais avançadas de consumo de comodidades parecem ter multiplicado a variedade de papéis e objectos para escolher.

Os vestígios da religião e da família (esta é ainda o principal mecanismo para a transferência de poder de classe de uma geração para a próxima),

juntamente com os vestígios de repressão moral imposta por estas duas instituições, pode ser misturado com pretensões ostensivas de gratificação mundana precisamente porque a vida neste mundo particular, mantém-repressiva e não oferece nada a não ser pseudo/ satisfações. 9


“ S M B O A O A I A B H O F N W T

T O U L F L U

H C S A

L R P N T N E L A V F O R O H A O U

E S E C U L A R I T Y O F T H E I E T Y I N W H I C H W E L I V E T S H A R E C O N S I D E R A B L E M E I N T H E E R O S I O N S P I R I T U A L P O W E R S O F T R A D I T I O N S , S I N C E S O C I E T Y H A S B E C O M E A R O D Y O F S O C I A L E R A C T I O N L A C K I N G E V E N A S P E C T O F C I V I L I T Y . I E V I N G I N N O T H I N G , W E E P R E E M P T E D T H E R O L E T H E H I G H E R S P I R I T U A L C E S B Y A C K N O W L E D G I N G G R E A T E R G O O D T H A N T W E C A N F E E L A N D C H . V ine” D elo ria

Ao alargar e aprofundar os campos das relações sociais,

a consciência ganha uma independência de pensamento e certezas que permitem ao homem a construção da sua vida

ausência de ideologias impostas

procurando a Ka rl Ma r x

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ARE WE HAPPY YET? “Numa época em que todo o sofrimento é vazio de sentido, em que as grandes referências tradicionais e históricas se esgotaram, a questão da felicidade volta à superfície, tornando-se um segmento comercial, um objecto de marketing que o hiperconsumidor quer prontamente à sua disposição, sem esforço, imediataGilles Lipovetsky mente e por todos os meios.”

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PROLIFERANTE DA SATISFAÇÃO, COMO ESBANJAMENTO DA ENERGIA E COMO EXCRESCÊNCIA DESREGRADA DOS COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS. IMPÕE-SE A REGULAÇÃO E A MODERAÇÃO, O REFORÇAR DAS MOTIVAÇÕES MENOS DEPENDENTES DOS BENS DE CONSUMO. É NECESSÁRIO PROCEDER A MUDANÇAS POR FORMA A ASSEGURAR, NÃO SÓ UM DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DURADOURO, MAS TAMBÉM EXISTÊNCIAS MENOS

Although your mind's opaque “a sociedade do hiperconsumo deve ser Try thinking if para corrigida e restruturada, more reequilibrada, que a ordem hiperconsumo just fortentacular yourdo own não ponha em causa a multiplicidade dos sake horizontes de vida.” The future still looks good And you've got time to rectify All the things that you should DESESTABILIZADAS, MENOS ATRAÍDAS PELOS PRAZERES CONSUMISTAS.”

G illes Lipovets ky

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The Beatles

I left you far b e-

“PRECISAMOS, CLARAMENTE, DE MENOS CONSUMO, ENTENDIDO COMO IMAGINÁRIO


hind The ruins of the life that y have in mind And though you s ti can’t see I know your mind ’s made up You’re gonna cau se more misery

I -eb raf uoy tfel dnih eht fo sniur ehT il evah uoy taht ef dnim ni nA its uoy hguoht d ees t’nac I s’dnim ruoy wonk pu edam oY esuac annog er’u yresim erom I left you far behind The ruins of the life that you have in mind And though you still can’t see I know your mind’s made up M ar tin Luther K ing

Todo éoprecário,ge a solução p o progresso r r paraeum problema s coloca-nos s odiante de outro problema.

uma civilização que prova ser incapaz de resolver os PROBLEMAS POR SI CRIADOS é uma civilização decandente. uma civilização que escolhe fechar os olhos aos seus problemas mais cruciais é uma civilização Aim é C ésa i r e

ARRASADA.

think for yourself

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N u m f u t u r o l o n g í n q u o , u h i er a r q u b e n s d e d e t o m a s o c i e s e r á c e d o u t r a u m d a v s b e m - v i 14

m a i a

n o v a

e v a l o r e s r á f o r m a . S d a d ee r ád e a l c a m ehl ih o p re re cq r áa p a a s h us u l S te r m ag e n d e on t ão o , l u a s p r i o r i d novo imaginário i d a e m o c i e d a d e e v e r .

A n ç a d o u o in lsí ub ma a dn a i d, ia s r f ea

r m a l

a d e s ,

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u m io o ? d e , i z ?


Quando a felicidade for menos identificada com a satisfação de cada vez mais necessidades e com o renovar constante de objectos e formas de lazer, o ciclo do hiperconsumo ter-se-á completado. Esta mudança sócio-histórica não implica nem renuncia ao bem-estar, nem desaparecimento da organização mercantil dos modos de vida; pressupõe um novo pluralismo de valores, uma nova apreciação da vida canibalizada pela ordem do consumo versátil.”

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referências

Gilles Lipovetsky, A Felicidade Paradoxal Guy Debord, Sociedade do Espectáculo Aimé Césaire, Discurso Sobre o Colonialismo Vine Deloria, The World We Used to Live In Jean Baudrillard, Simulacros e Simulação Aristóteles, Ética a Nicómaco Martin Luther King _ The Beatles, Think for Yourself _ Adbusters.org Barbara Kruger +


MARIA ANA VIEIRA LOPES fa c u l d a d e d e b e l a s a r t e s u l

DC5 ~ GERAÇÃO PERDIDA .manifesto

j u n 2 01 2


a felicidade

(…)

é uma certa actividade das que são

escolhidas segundo si próprias enquanto fins e não das que são meios para quaisquer outros fins, porquanto a felicidade não carece de nada; basta-se a si própria.

_ aristóteles


geraçao perdida