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esse 2011 tão controverso não poderia passar sem a sua (a minha!) edição em revista. há os que amaram e os que pensam que esse aninho já foi tarde. de qualquer forma, nesse retrospecto percebo que, acima de qualquer juízo de valor, 2011 foi um ano cheio. muito cheio. de muitas coisas, pra todo lado e pra todo mundo. foi um ano em que o trabalho fluiu, ideias se somaram e, pro bem ou pro mal, foi impossível ficar parado. ninguém passou inerte por 2011. espero que assim o seja ao passarem pelas páginas que se seguem também. nessa edição, não um tema restritivo, mas o mesmo ar passa por cada trabalho aqui apresentado. a mmag #3 é a edição analógica. explico.


ainda que nem todas as fotos aqui publicadas tenham sido fotografadas por meio de algum processo analógico de captação/processamento de imagem, o conceito de analógico tornouse mais e mais presente no meu trabalho e na minha vida. não falo de um conceito dicionarístico (se é que existe tão palavra), mas do que penso eu ser uma experiência analógica. resumindo, esse ano coloquei a mão na massa. eu, o pingo, a marcela, a daniela, as juuz, a tomtomtom, o seu marcos e todo mundo que colaborou de alguma maneira pra que essa edição saísse desse jeitinho; pra que esse ano fosse como fosse!; todos colocaram suas mãos nas massas, filmes, fios, lâmpadas, roupas, maquiagens e por aí a coisa foi. e foi bonito!

trabalhar, pensar e viver de um jeito analógico não é abdicar de nada. é somar, é multiplicar. e isso nada mais é que amar. é uma coisinha pra levar pra todo canto da vida, pra cada pequeneza, pra cada projeto em que me envolvo, pra cada fotografia. não sou jornalista, escritora nem nada disso e ainda faltei a aula de redação editorial na escola. não sei se me faço entender, sou do tipo que escreve de sopetão e odeia revisar. eu comprei uma máquina de escrever e virei hipster em 2011, mas meu lance nunca será com as palavras. espero que me perdoem. e se estier muito difícil, passem pras páginas seguintes.

marianna schmidt


psssiu: o abre dessa matéria foi feito com letras que a Ju Lisboa recortou pra alguma coisa já esquecida e eu guardei pra mim. A Ju é linda e tem um trabalho lindo, confere: http://www.juuz.com.br/julisboa


fotografia e edição marianna schmidt direção, beleza e abre da matéria marcela bertolo iluminação waldemar teixeira "pingo" modelo daniela bertollo


A querida Marcela Bertolo, colega do Design na Ufes estava a ponto de terminar o curso, produzindo seu Projeto de Graduação a todo vapor. O tema: revista conceitual de moda. Podia ser mais bacana? Durante meses de trabalho e dedicação, a Marcela pesquisou e estudou muuuito pra criar o projeto gráfico da revista Oh, no!, da qual eu pude fazer parte no número piloto, assinando com ela e sua prima e parceira na moda, Daniela Bertollo o editorial que você acaba de ver. Foi uma honra e uma diversão trabalhar com essas duas – e com o Pingo, que cuidou comigo da iluminação. Aliás, depois de virar essas páginas, nem preciso dizer que a grande estrela do ensaio, lado a lado com os cílios e olhos incríveis da Daniela, foram as cores e luzes que deram o tom (rá!) do ensaio e de cada foto.

Apesar de tudo ter sido fotografado digitalmente, o poder do analógico aqui se faz presente justamente nesses elementos que são as peças-chave do ensaio. Ao desvirtuar um flash de Holga e seus filtro coloridos de sua origem e associá-lo com minha querida Canon, tempos e abertura diferentes, tivemos vários resultados interessantíssimos que não existiriam sem essa mistura. Houve ainda muito trabalho com papel cartão e celofane por parte do Pingo (que ainda usou seus braços como suporte pra luz! Garoto multi-uso!) pra criar outros dos efeitos que conseguimos aqui. Uma tarde longa trabalho e muita experimentação, do jeito que a gente gosta! O que parecia erro pra alguns, para nós era belo e merecia seu lugar na bela revista de moda que a Marcela estava construindo. Para ver todo o trabalho produzido por ela, acesse: http://issuu.com/marcelabr/docs/revista_ohno


Uma marca de acessório handmade e garimpados com amor: essa é La Madrecita. A loja, que começou suas atividades em novembro de 2011 reúne a paixão de duas irmãs, Clarissa e Melina Furtado por acessórios e a minha, de garimpar coisas lindas em lojinhas, feiras, bazares, brechós e por aí vai! Clarissa e Melina criam peças lindas e exclusivas em crochê. São brincos, colares, carteiras e muita coisa que ainda estar por vir. Além da minha função de garimpeira, sou responsável por todo o visual da marca, incluindo aí as fotos com as quais divulgamos os produtos! Como a loja é apenas virtual, a melhor maneira de criar o desejo de compra nas chicas que vêem os produtos, é produzir fotos lindas que mostrem sua beleza ao máximo. Para mais informações sobre a loja, os produtos e ver muitas fotos, acesse: http://www.lamadrecita.wordpress.com


Não tem palmeiras e não faço ideia sobre os sabiás, mas tem porteira de madeira, flor aos montes, cocô de vaca, boi solto e um pãozinho caseiro que é de matar! Tem chapéu pendurado na soleira e pano de chão também, todos esperando pela volta de seu dono. Nesse lugar que tem um paiol, um celeiro e até maracujá, moram pessoas lindas e as paredes, árvores e montanhas que rodeiam têm muita história pra contar! Esse lugar é a casa da minha familia, lá no interior onde banheiro é do lado de fora e quintal é pra secar café. A casa grande já não tem ninguém, mas continua bonita de se olhar – e essa olhada dá uma saudade! Antes, sempre íamos buscar flores, desta vez foram apenas das lembranças e de uma comida delicinha que quisemos desfrutar. Holga 135 BC + Kodak ProImage 100


PUTA surpresa Higher Ground, o mais antigo puteiro da cidade de Vitória acaba de ser fechado. É assim que se inicia a História do puteiro mais antigo de Vitória, um curta-metragem que se utiliza da linguagem documental para contar a história fictícia do puteiro. A produção da TomTomTom filmes contou com depoimentos de moradores do Centro da cidade e de atores contratados. Dessa mistura surgiu a história de décadas do Higher Ground. Um dos personagens criados pelo roteirista Sidney Spacini foi o fotógrafo Almir Santos, vivido no filme por Tito Evangelista. Tito, além de viver seu papel, também dirigiu os outros atores, pois, na verdade, nenhum deles era profissional da dramaturgia. Atrás das lentes de Almir Santos, porém, quem deu vida às prostitutas do Higher Ground fui eu!

Com produção de Joyce Castello, direção de arte de Guilherme Rebêllo, assistência de fotografia do Pingo e muita disposição, o ensaio que você vê nas página s a seguir foi produzido em dois dias no Centro de Vitória. As locações, figurino e maquiagem, além do posterior tratamento das fotos, tinham como objetivo falsear fotografias de Almir, que era amigo das meninas e tinha livre acesso ao puteiro nos anos 70/80. Por isso, muitos dos momentos retratados são de intimidade e o olhar é de cumplicidade, respeito e admiração pelas moças. Assista ao curta-metragem acessando: http://www.youtube.com/watch?v=afJbniDXwjg


fotografia e edição marianna schmidt assistente de fotografia waldemar teixeira "pingo" direção sidney spacini produção joyce castello direção de arte guilherme rebêllo assistente de produção caroline covre assistentes de direção lucas rocha + narayana telles modelos juliana lisboa + stael mageski + caroline covre + priscilla martins + tetê rocha + michele marques + jorge luis


Criolo canta pra quem quiser ouvir que não existe amor em SP. Com meu coração num sentimento de concordância e discordância das palavras do compositor, peguei duas câmera, alguns rolos de filme e o meu amor e levei tudo pra essa cidade ver se era verdade. Foram 9 dias de andanças pra lá e pra cá. Através das lentes de uma Holga e uma ActionSampler, vimos amor, muito amor e amor nenhum também. Foram inúmeras as subidas pra chegar na estação, bem como as descidas pra entrar enfim no trem; muitas placas pra lá e pra cá apontando a direção, muita gente, muito carro, muito prédio e muita padaria. São Paulo, duvido que alguém negue, é sempre isso: muito. Nessa matéria especial te convido a olhar meu diário de viagem, todo visual, analógico e honestamente cheio de amor. Porque o amor existe, a gente leva pra onde quer. Agora São Paulo, Criolo nessa está mais que certo, não dá pra descrever. Pelo menos não numa frase ou num postal, mas talvez algumas imagens ajudem a esclarecer. Holga 135 BC + ActionSampler Kodak ProImage 100 + Lomography Color Negative 100


Av. Paulista


Rua Augusta


Viaduto Santa EfigĂŞnia


Rocco. Parque Buenos Aires


Os Gêmeos. Vale do Anhangabaú


Ed. Banespa


Vale do AnhangabaĂş


Os garis que me pediram! Vale do AnhangabaĂş

Formiguinha. Vale do AnhangabaĂş


Rocco. Av. Paulista


Feira da Pรงa. Benedito Calixto


Cansei de ser moderno. Obra de Felipe Morozini.


Alameda Franca


Alameda Franca (x4)


Vista da estação do Brás


No Centro da Cidade as pessoas andam no cĂŠu


Rua Consolação


Luz


Metr么. Fora


Metr么. Dentro


Luz na Estação da Luz


Sai da Luz, atravessa e olha


Pinacoteca


Gritam


Muito


Essa foto e a da página a seguir são parte de um work in progress de duplas e longas exposições, cuja primeira parte já deu as caras sem muito alarde aqui na mmag #2. Em 2011, essas fotos e outras do meu estudo foram mexidas e remexidas pelo artista plástico multi tarefa e super inquieto Felipe Aboudib. O resultado disso foi publicado na revista Nós #3, na seção Costura a Dois. O alarde foi então um pouco maior. Da conversa com o Felipe e da reflexão sobre o que venho trabalhando, surgiu a série ainda sem nome e sem fim, mas com um propósito que ficou bem claro. Primero, o homem sobrepõe-se a ele mesmo, como ser multifacetado que é. Mas duas pessoas também podem sobrepor-se, somando, nunca subtraindo o que são; misturando-se. Por fim, o que está ainda porvir em imagem mas já habita há tempos o meu pensamento: a fusão do homem ao espaço em que habita, anda, fala, chora, ri, ama, expira, inspira e, especialmente, se inspira. Holga 135 BC + CrossBird


we are each other O video produzido lá em 2010, em conjunto com o Pingo, para uma disciplina da minha graduação rendeu frutos inesperados em 2011. Depois da autorização concedida pela banda Explosions in the Sky para usarmos a música Glittering Blackness no video e inscrevê-lo em festivais, tomamos coragem e o que foi feito como um experimento pessoal acabou indo parar em telas grandes pra muita gente ver! We are each other foi exibido publicamente pela primeira vez no RDesign Vitória 2011, levando o 1o lugar na mostra de videos! Mais tarde, o curta

participou também da mostra NCurtas, no Encontro Nacional de Estudantes de Design, realizado no Rio de Janeiro. Por fim, foi selecionado e exibido na 7a Mostra de Produção Independente da ABD Capixaba, sendo por isso citado na revista Milímetros no3, publicada pela mesma entidade em outubro de 2011. Notícias boas, né? Na página ao lado tenho outras boas novas, dá uma olhadinha! E vamos torcer pra que continue assim. Pra quem não assistiu ao video, ele está aqui: http://vimeo.com/18331823


O projeto [JANELAS] fez uso da linguagem lomográfica para retratar o cotidiano de três cidades do interior do ES. Sob o ponto de vista de forasteiros, o clima da cidade foi captado em fotos analógicas, digitais e através do som que sentimos. Com a participação de diversos integrantes, câmeras e filmes ao longo da jornada, o projeto teve seu lugar ao sol no site da Lomography BR! Para ver os videos e saber mais: http://www.juuz.com.br/janelas e http://tinyurl.com/janelaslomography

Em junho de 2011 foi celebrado no mundo inteiro o Wild in the Streets, evento em que skateboarders saem as ruas para celebrar seu dia. Vitória não ficou de fora dessa e a foto acima foi publicada na revista Tubes ilustrando o dia!

Já no finzinho do ano, quando tudo desacelerava, a revista Strombolli ainda me surpreendeu, publicando em sua edição #5 uma de minhas primeiras experiências com a holga na sessão Top Ten de fotografia. A revista tem dezenas de ilustrações incríveis, vale a leitura! http://tinyurl.com/fotonastrombolli

Na edição #3 da revista Nós, rolou um intercâmbio de trabalhos com o artista plástico Felipe Aboudib, publicado na sessão Costura a Dois. O resultado foram intervenções e um poema dele sobre meus estudos analógicos de dupla e longa exposição. http://issuu.com/rcjovem/docs/revistanos3

E a foto da página 92 não fez sucesso só na Nós #3, não! O site da revista Zupi a publicou junto com outras imagens selecionadas, como parte da sessão Top – que, nessa edição, foi de retratos fotográficos. Pra ver tudo, acesse: http://tinyurl.com/fotonazupi


ninaacessórios fotos e edição marianna schmidt modelo ayla lourenço concepção, produção e ilustração juuz design gráfico

A loja Nina Acessórios é diferente, e por isso não poderia comemorar o Natal com a mesma carinha de Papai Noel que todo mundo faz! As Juuz trouxeram a solução: o Natal Tropical – fresco, leve e com a cara do nosso verão. Com fotos divertidas e foco nos acessórios, foram produzidos pelo estúdio a vitrine especial e newsletters temáticas de fim de ano. Além das fotos da modelo, também foram fotografados os produtos separadamente para a newsletter. Para conferir todo o trabalho, acesse: http://goo.gl/vhnaZ


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mmag #3  

revista portfolio. yeehey.

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