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Unidade Curricular: Ética e Deontologia e Direito da Comunicação

“Os Efeitos das Notícias”

3º Ano de Comunicação Social nº 8846 Mariana R. Mendes


Índice Os Efeitos das Notícias

pág. 4

Efeito Werther

Caso nº1 - Onda de Suicídos “Onda de suicídios põe fim à vida de duas irmãs no Afeganistão”

pág. 6

“Onda de suicídios na Espanha por causa dos despejos”

pág. 7

“A onda de suicídios choca a Grécia”

pág. 10

Em análise...

pág. 16

Outras notícias...

pág. 19

Caso nº2 - Onda de atentados terroristas às escolas “Com onda de ataques, escolas estaduais de Florianópolis suspendem aulas nocturnas na sexta-feira”

pág. 20

Outras notícias…

pág. 22

Caso nº3 - Onda de atentados terroristas “Onda de atentados mata mais de 30 no Iraque”

pág. 23

Outras notícias...

pág. 25

Caso nº 4 – Onda de incêndios

“Detido homem procurado por onda de incêndios”

pág. 26

Outras notícias...

pág. 27

Em análise...

pág. 28

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Efeito Positivo

Caso nº5 – “Aldino Silva aluno da ISCAA desapareceu”

pág. 29

“Família encontra jovem no Algarve”

pág. 30

Outras notícias...

pág. 31

Em análise...

pág. 32

Código Penal Caso nº6 – “Justiça absolve autores de ‘A Filha Rebelde’ ”

pág. 34

Em análise...

pág. 36

Caso nº7 – “Gisela Bundchen processa paparazzi”

pág. 37

Em análise...

pág. 38

Caso nº8 – “Cinemateca exibe o mais censurado dos filmes portugueses”

pág. 39

“Comercial da Chanel é censurado por ser ‘muito sensual’ ”

pág. 41

Em análise...

pág. 42

Outras notícias...

pág. 43

Conclusão

pág. 44

Webgrafia

pág. 45

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Os Efeitos das Notícias

Geralmente, os efeitos são positivos, mas como em todos os casos, existe também a possibilidade de haver efeitos negativos. Os efeitos positivos: ² Informam ² Actualizam

Os efeitos negativos podem levar ao engando do leitor.

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Apresentação de casos noticiosos

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Caso nº 1 31 de Maio de 2013

“Onda de suicídios põe fim à vida de duas irmãs no Afeganistão”

“Em Estado mais exposto à cultura Ocidental, irmã mais velha se suicida após mais jovem ingerir veneno de rato em meio à pressão para desistir de rapaz por quem se apaixonou. Na superfície, as irmãs Gul pareciam ter tudo: eram jovens, bonitas, educadas e bem de vida, testando os limites das conservadoras tradições afegãs ao vestir jeans, usar maquiagem e falar em celulares.” Mas Nabila Gul, 17, uma estudante do colegial, foi longe demais. Ela se apaixonou.

                                    http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2013-03-31/onda-de-suicidios-poe-fim-avida-de-duas-irmas-no-afeganistao.html  

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18 de Fevereiro de 2013

“Onda de suicídios na Espanha por causa dos despejos” “Francisco Bretón tomou o seu café da manhã, beijou a esposa, levou a filha à

escola e se atirou do quarto andar do edifício onde morava. Apesar de lembrar uma letra de Chico Buarque, esses fatos são reais. Aconteceram em Córdoba, na Espanha. Embora já tivesse perdido a casa que havia construído por não poder pagar as prestações de dois créditos hipotecários assumidos, o pedreiro desempregado de 36 anos continuava com uma dívida de mais de 24 mil euros, algo em torno de 60 mil reais. Ele tentara suicidar-se antes, na calçada do banco credor. Recuperou-se. Passados alguns meses, porém, tomou a decisão mais drástica. E a morte antecipada foi o seu último refúgio. Seu caso engrossa uma perturbadora lista que mostra a cara mais brutal da crise econômica que assola a Espanha. As pessoas preferem a morte ao constrangimento e a incerteza de perderem seus imóveis. O quadro é tão preocupante que foi capaz de produzir uma rara unanimidade entre os deputados espanhóis. Em peso, eles aprovaram um projeto de lei de iniciativa popular, em caráter de urgência, para reformar vários pontos da sua legislação hipotecária (do início do século passado). Essa surpreendente unanimidade custou a vida de um casal de idosos em Mallorca. Argumenta-se que este duplo suicídio colocou contra a parede os deputados do Partido Popular, dissolvendo sua resistência anunciada à aprovação da tramitação do projeto de lei. É importante dizer que a proporção de suicídios por despejo é reduzida. Porém, quando ocorrem, causam repercussão imediata na mídia, e a morbidez da reação faz tremer as instituições. Em muitos casos as comitivas oficiais que executam os despejos se deparam com os cadáveres ao entrarem no imóvel. Às vezes, os suicídios ocorrem no momento em que a comitiva bate à porta.

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A falta de meios de proteção social às famílias afetadas fez surgir um movimento que oferece auxílio de várias maneiras. Em certas circunstâncias, os ativistas até enfrentam a polícia, impedindo a realização do despejo. A situação chegou ao ponto de fazer com que o sindicato de policiais se dispusesse a oferecer assistência jurídica para os agentes que se negassem a acompanhar as comitivas judiciais, e provocou uma manifestação pública do Poder Judiciário, denunciando abusos na cobrança das dívidas e exigindo mudança na legislação. Entre outros pontos, o projeto de lei propõe que o débito seja encerrado com a entrega do imóvel, com efeito retroativo. Ou seja, beneficiaria também as pessoas já despejadas e que, no entanto, continuam com dívidas estratosféricas junto aos bancos. Os bancos, por outro lado, alegam que não se podem mudar as regras do jogo com a partida em andamento. Os termos dessa nova lei afetariam diretamente a segurança jurídica. Em bom português: mudar outras regras de outras partidas em andamento causaria um efeito cascata e traria o caos ao sistema jurídico. Isso, segundo as instituições financeiras, colocaria em risco a própria sobrevivência dos bancos.

Por essa razão é que regras retroativas dificilmente serão aprovadas. Isso não impede, entretanto, que certas falhas na legislação sejam corrigidas, já que o endividamento acima das possibilidades de pagamento das pessoas configura uma espécie de “culpa compartilhada” com o credor.

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Ao governo cabe agora a tarefa de realizar uma discussão racional e sóbria sobre o tema para formular uma lei que dê equilíbrio ao sistema. Em todo caso, se há alguma certeza diante da evolução desse quadro, é que esta tramitação vai acontecer sobre forte pressão social. Por outro lado, a opção de muitas pessoas de tirar a própria vida mostra a difícil adaptação a um modelo econômico que pressupõe o desmonte do Estado de Bem-Estar Social. Pouco a pouco os espanhóis sentem na pele a falta de benefícios incorporados ao cotidiano, até que a crise os golpeia no que há de mais essencial: a moradia. É certo que suicídios em períodos de crise econômica não são uma novidade. A Grande Depressão iniciada em 1929 teve sua cota. No caso espanhol, no entanto, não são grandes empresários ou banqueiros inacessíveis que pulam no vazio ou se enforcam na sala de suas casas. É o vizinho com quem já se tomou um café, aquela senhora que se vê diariamente comprando frutas, ou então o sujeito com quem se assiste ao jogo do Real Madrid aos domingos. No fim das contas, a realidade dos suicídios na Espanha exige uma reflexão que vai além do aspecto meramente financeiro ou jurídico. É possível que a resposta do governo, apesar de efetiva, não passe de um paliativo. O filósofo romano Sêneca – que nasceu em Córdoba – dizia que “na vida, como no teatro, o que importa não é a duração da peça, mas a qualidade da interpretação”. E recomendava, quando fosse o caso, que a ela se desse um fim digno. A razão de se encontrar na morte a dignidade negada na vida não repousa nos corredores de um Parlamento, mas sim nos recantos do coração humano. O pedreiro Francisco Bretón é prova disso.”

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-espanha-e-a-onda-de-suicidiospor-causa-dos-despejos/

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22 de Agosto de 2012

“A onda de suicídios choca a Grécia” Em 16 de julho, um empresário e pai de três se enforcou em sua loja na ilha de Creta. Um homem de 49 anos de Patras foi encontrado por seu filho. Ele também se enforcou. Em 25 de julho, um homem de 79 anos, da península de Peloponeso, se enforcou com um cabo preso a uma oliveira. Em 3 de agosto, um garoto de 15 anos se enforcou em Pieria. E em 6 de agosto, um ex-jogador de futebol de 60 anos imolou a si mesmo em Cálcis. Eles também são relatos da Grécia, relatos que, à primeira vista, parecem não ter nada a ver com a economia. Eles se juntam para formar uma estatística sombria, levantando questões sobre o que está provocando os suicídios e se a incidência elevada é apenas uma coincidência. A reportagem é de Barbara Hardinghaus e Julia Amalia Heyer, publicada no jornal Der Spiegel e reproduzida peloPortal Uol, 19-08-2012. Ou as pessoas veem o suicídio como uma saída para a crise que tomou conta do país e de suas vidas? Elas estão cedendo antes que as coisas piorem ainda mais? A Alemanha e o Fundo Monetário Internacional (FMI) são contrários a um novo pacote de ajuda a Atenas. O país precisa levantar pelo menos 40 bilhões de euros. A Grécia pode muito bem falir oficialmente em breve.

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A Grécia, um país cuja Igreja Ortodoxa é contra o suicídio, sempre apresentou uma das taxas mais baixas de suicídios na Europa. Mas agora, foram 350 tentativas de suicídio e 50 mortes em Atenas apenas em junho. A maioria dos suicídios ocorre entre membros da classe média e, em muitos casos, o ato em si é realizado em público, quase como se fosse uma apresentação teatral. Desespero por dignidade Em 4 de abril, logo após as 9 horas da manhã, um farmacêutico de 77 anos se matou com um tiro na Praça Syntagma, no centro de Atenas. Dimitris Christoulas, um homem de baixa estatura, se recostou em uma das grandes árvores da praça, segurou a pistola contra sua têmpora e puxou o gatilho. “Meu pai era uma pessoa política, um lutador”, diz sua filha, Emily Christoulas. Semanas após a morte de seu pai, ela está sentada em sua sala de estar em Chalandri, um subúrbio no norte de Atenas. Ela é uma mulher esbelta de 42 anos vestindo jeans largos, com cabelo preto curto com uma mecha grisalha. O pai dela era politicamente ativo, um membro do movimento “Não Pagaremos”. Ele pedia repetidamente por uma revisão internacional da dívida nacional da Grécia, porque estava convencido de que ela não era culpa do povo. Ele ia todo dia ao centro de Atenas no ano passado para participar dos comícios e para prestar ajuda, geralmente na tenda da Cruz Vermelha. Quando ele foi à Praça Syntagma pela última vez, em 4 de abril, ele enviou para sua filha uma mensagem de texto consistindo apenas de uma sentença breve: “É o fim”. Então ele desligou seu celular. “Foi exatamente às 8h31min”, dizEmmy, pegando uma cigarrilha de um maço amassado. Quando ela não conseguiu contatar seu pai por telefone após receber a mensagem de texto, ela e duas amigas foram ao apartamento dele. Ela então ouviu a notícia no rádio de que alguém tinha se suicidado com um tiro sob uma árvore da Praça Syntagma. “Primeiro a mensagem de texto, depois a notícia”, ela diz. “Eu tinha certeza que era ele.” Desde a morte de seu pai, Emmy Christoulas tem tomado muitas vezes o metrô até a praça, a nove estações de seu apartamento. Ela visita o memorial ao pai

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dela duas ou três vezes por semana, geralmente ao anoitecer. Quando o faz, ela mantém uma curta distância da árvore. A praça está tranquila, onde uma banda está tocando e o som de violão viaja pelo ar quente. Christoulas cruza os braços sobre o peito e olha para as pessoas que param no memorial. Ele consiste de coroas de flores e alguns poucos animais de pelúcia encostados na árvore, assim como bilhetes pregados no tronco. “Não caminhe como um robô! Abra seu espírito!” dizia uma em letras vermelhas, escrita em um pedaço de papelão. As palavras escritas por Dimitris Christoulas no bilhete de suicídio estão gravadas em uma placa de mármore. “O governo aniquilou todos os traços da minha sobrevivência, que se baseava na pensão digna para a qual contribuí por 35 anos sem ajuda do Estado. Eu não vejo outra solução do que este fim digno à minha vida, para que não me veja revirando latas de lixo em busca de sustento.” As palavras “O gesto de Dimitris não pode ser repetido” estão escritas em um pedaço de papel acima da placa. Mas seu gesto está se repetindo quase diariamente. O jornal “Ta Nea” descreve o sentimento entre os gregos como sendo “uma sociedade à beira de um colapso nervoso”. A incerteza em relação ao que o dia seguinte trará cresce diariamente. Christoulas encerrou sua carta de despedida com as palavras: “Eu acredito que os jovens sem futuro algum dia pegarão em armas e enforcarão os traidores deste país na Praça Syntagma”. Continuando a luta A tristeza causada pela morte de seu pai não diminui, diz Emmy Christoulas, sentada em seu apartamento. Ela gira o anel de prata em seu polegar e diz: “Quando passo um momento sem pensar nisso, eu percebo que não estou mais apenas fazendo o papel de filha dele”. Quando ela pensa na sociedade grega e no sofrimento ao seu redor, ela diz que deseja enviar suas próprias mensagens ao país. Uma delas é: “Progresso e mudança vêm por meio da perda”.

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Da forma como ela descreve, quase soa como se o suicídio de seu pai tivesse sido uma necessidade política – e que ela percebeu que tem que extrair o melhor possível disso e continuar a luta que ele começou. Emmy tinha cinco anos quando participou de sua primeira manifestação, sentada sobre os ombros de seu pai. Era 25 de abril de 1975, após o fim da junta militar grega. Quando ela fala, ela cita o poeta boêmio-austríaco Rainer Maria Rilke e o filósofo alemão Jürgen Habermas, e fala sobre modelos de democracia e sobre uma sociedade aberta. Ela acredita em grandes ideias e, neste aspecto, é bem a filha de seu pai. Quando ela não vai ao bar ao anoitecer para beber uma dose de vodca, ela fica em casa sozinha com seus cães. Ela não fala muito sobre sua dor. Na manhã de 4 de abril, Dimitris Christoulas vestiu seu casaco de cor clara, colocou a pistola em um bolso, a carta de despedida em outro e partiu para a praça, como fez muitas vezes antes, e escreveu a última mensagem de texto para sua filha. Um dia após o serviço fúnebre para seu pai, Emmy Christoulas levou o corpo de seu pai por 13 horas de carro até a Bulgária, para que fosse cremado. A Igreja Ortodoxa Grega nega enterros religiosos para pessoas que cometeram suicídio. O pai dela deixou dinheiro para a viagem. Emmy Christoulas, uma assistente de um parlamentar do Partido Syriza de centro esquerda, não foi trabalhar por dois dias. Ela retomou sua vida no terceiro dia. Os cidadãos moldam a política, não o contrário, ela diz, repetindo o mantra de seu pai. Inicialmente, ela removia os bilhetes e os animais de pelúcia, que ela mantinha em uma caixa em casa, toda vez que ia visitar a árvore na Praça Syntagma. Quando ela vai lá atualmente, ela nem mais nota as cartas e bilhetes, e não se importa quando as pessoas vêm falar com ela. “Pelo contrário”, ela diz, notando que estranhos frequentemente a parabenizam. “Isso me deixa orgulhosa e mais forte”, ela diz. Enquanto não desaparecer da mente das pessoas, a morte dele terá sentido, ela diz. Ela vê como uma oportunidade para aqueles que querem mudanças – e para aqueles que usam a única coisa que restou, a própria vida, para influenciar a política.

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Heroísmo ou desespero? Nikiforos Angelopoulos, um psiquiatra de Atenas, tem acompanhado os suicídios e, a cada nova morte, fica com mais medo. Ele tenta ver cada ato como o fracasso de uma pessoa confusa, individual. O psiquiatra de 60 anos fez sua dissertação de doutorado sobre o assunto “hostilidade”. O suicídio é uma desordem, ele diz, uma forma de hostilidade – a hostilidade da pessoa contra si mesma. Ele está sentado em seu consultório no bairro rico de Kolonaki, um homem rijo com uma franja de cabelo grisalho e olhos azuis alertas. Ele está determinado a impedir suicídios por imitação, mas teme que a onda esteja crescendo. Isso faz com que ele se recorde dos anos 20, quando intelectuais cometeram suicídio depois que a Grécia perdeu uma guerra contra a Turquia. Ele quer impedir que mais pessoas se enforquem, envenenem ou atirem em si mesmas. A mulher de 90 anos que saltou para a morte de um terraço de cobertura na Praça Vathi, saltou juntamente com seu filho. Mas a verdade é que ela não pulou. O filho dela a empurrou. Então esperou três minutos e seguiu sua mãe. Foi uma queda de 15 metros até o pavimento abaixo. O nome dele era Anthony Perris, um músico e escritor, um homem quieto de 60 anos. O ponto em que ele atingiu o chão fica a três quilômetros da Praça Syntagma, ao lado do prédio onde ele morava com sua mãe. Perris cuidou de sua mãe por 20 anos, que tinha Alzheimer e câncer. Ele a levava todo dia para uma breve caminhada em um pequeno parque próximo. Na noite anterior ao suicídio, ele fechou as persianas do apartamento. Na manhã seguinte, ele levou sua mãe até o elevador e ao terraço na cobertura, acima do sexto andar. Perris também deixou um bilhete de suicídio, o deixando sobre a mesa da cozinha. “Minha vida se tornou uma tragédia constante”, ele escreveu. Ele tentou vender sua casa, mas ninguém tinha dinheiro para comprar. Ele era dono de uma casa, de um barco e uma lambreta. “De que vale ter coisas quando você não tem dinheiro para comprar comida?” Perris perguntou no bilhete de suicídio.

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Tudo o que os jornais estão dizendo sobre a onda de suicídios é “enganador e perigoso”, diz Angelopoulos, o psiquiatra. As pessoas que cometem suicídio, ele nota, não são lutadores políticos, mesmo que o público as transforme em heróis. O farmacêutico que se matou com um tiro na Praça Syntagma era um indivíduo desesperado, assim como todos os outros, diz Angelopoulos, que também soa um pouco desesperado. Ele está travando uma batalha solitária. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde da Grécia montou uma linha telefônica de ajuda a suicidas há poucas semanas. Apesar de todos os cortes orçamentários e medidas de austeridade, ele sente que a despesa é justificada. Um problema crescente Quando perguntada sobre se tinha alguma ideia de que seu pai levaria sua luta tão longe, Emmy Christoulas pensa um pouco antes de responder. Olhando para trás, ela diz, sempre houve sinais. Pouco antes de sua morte, o pai dela transferiu para o nome dela o fusca vermelho que a família usava para viajar pela Europa. “De repente ele parecia com pressa”, ela diz, mas não entendia o motivo. Na manhã após nossa visita a Christoulas, a polícia de Atenas recebeu outro chamado de emergência. Um homem de 61 anos se enforcou em uma árvore em uma colina do Parque Aghios Philippos, não distante de sua casa. Ele era um marinheiro que tinha perdido o emprego recentemente. Ele tinha esposa, filho, filha e um cachorro. O corpo dele foi removido à tarde, poucas horas depois de sua morte. A fita vermelha e branca que isola um cenário de crime ainda está pendurada entre as duas árvores, tremulando ao vento acima da grande cidade.

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512638-onda-de-suicidios-choca-a-grecia-

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Em análise...

Os três exemplos noticiosos que enunciei conseguimos identificar que pertencem ao Efeito Werther. O Efeito Werther :

Este efeito desencadeia uma série de suicídios por toda a Europa;

Reporta notícias de elevado risco;

Os jornalistas, neste efeito especificamente, têm de saber lidar da melhor maneira com os suicídios, há determinados aspectos que são frocais;

O Efeito Werther é assim chamado por causa por causa de um romance de Goethe, “Os Sofrimentos do Jovem Werther”;

Este efeito também é conhecido pelo “Efeito imitação”, fenómeno de imitação.

O primeiro exemplo “Onda de suicídios põe fim à vida de duas irmãs no Afeganistão”. Neste caso, como se pode lêr na notícia transcrita, a irmã mais velha suicídou-se pelo facto, que a sua irmã mais nova, com apenas 17 anos, Nabila Gul perdeu a vida por causa de um “amor”, envenanando-se com um veneno. A irmã mais velha não suportou a sua falta, a dor que lhe causou essa tragédia e suicidou-se. Este acontecimento chocou, sem dúvida, o Afeganistão. O Segundo exemplo “Onda de suicídios na Espanha por causa dos despejos”, foi uma sequência de suicídios por causa de todas as complicações que Espanha está atravessar. Há pessoas mais fortes que outras, e muitas, infelizmente, preferem acabar

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com a sua própria vida. Não foi só um indivíduo que se suicidou, foram vários…uma sequência, uma “onda de suicídios”. Por fim, o terceiro exemplo que exponho “A onda de suicídios choca a Grécia”. Em poucos meses, suicidaram-se mais de dez pessoas. Mais à frente, neste trabalho enunciarei mais exemplos quanto à onda de suicídios que se tem notado pelos quarto cantos do Mundo, tais como: O exemplo “Jovem de 16 ano suicida-se porque rapaz cancelou encontro” é um reflexo do nosso quotidiano. A rapariga com apenas 16 anos de idade decidiu acabar com a sua vida só porque o rapaz com quem ela marcou um encontro cancelou à última da hora. Gabrielle Joseph foi influênciada por outras notícias que outrora viu quanto ao suicídio. Como o exemplo “Homem mata filho de quatro anos e suicida-se” é outro reflexo da onda de suicídios. O homem matou o seu próprio filho de apenas quatro anos de idade,

e

como

se

não

bastasse

matou-se

a

si

próprio.

“Suicídio subiu 54‰ no norte do país” retrata um estudo feito alguns dias. Há cada vez mais suicídios ano após ano. Sem dúvida que todas estas notícias são um reflex do nosso quotidiano.

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Em análise...

Organização Mundial de Saúde (OMS)

“A palavra suicídio (etimologicamente sui = si mesmo; -caedes = ação de matar) foi utilizada pela primeira vez por Desfontaines, em 1737 e significa morte intencional auto-inflingida, isto é, quando a pessoa, por desejo de escapar de uma situação de sofrimento intenso, decide tirar sua própria vida. De acordo com dados atuais da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 3.000 pessoas por dia cometem suicídio no mundo, o que significa que a cada 30 segundos uma pessoa se mata. Estima-se que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam sem sucesso e que a maioria dos mais de 1,1 milhão de suicídios a cada ano poderia ser prevista e evitada. O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos de 15 a 34 anos, embora a maioria dos casos aconteça entre pessoas de mais de 60 anos. Ainda conforme informações da OMS, a média de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, em particular nos países em desenvolvimento. Cada suicídio ou tentativa provoca uma devastação emocional entre parentes e amigos, causando um impacto que pode perdurar por muitos anos.”

                             

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Outras notícias sobre a onda de suicídios

             

 

                                     

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Caso nº 2 14 de Fevereiro de 2013

“Com onda de ataques, escolas estaduais de Florianópolis suspendem aulas nocturnas na sexta-feira”

“Com a circulação de ônibus em horário reduzido na cidade de Florianópolis por causa da onda de ataques, a Secretaria de Educação de Santa Catarina decidiu, nesta quinta-feira (14), suspender as aulas noturnas na sexta-feira (15). Em uma assembleia realizada nesta quinta-feira (14), motoristas e cobradores decidiram que os ônibus vão circular na capital entre 7h e 19h a partir de sexta-feira. O horário de circulação já estava reduzido de 0h para 22h por causa da violência. A pasta não informou, no entanto, se deve manter a suspensão na próxima semana. As autoridades ainda não têm um prazo para o restabelecimento da circulação das frotas na capital e na região metropolitana, que depende de uma reunião na sexta-feira. Uma semana após recusar apoio da Força Nacional de Segurança, governador de SC volta atrás. Caminhão é incendiado em 15º dia de ataques em Santa Catarina Há uma semana, a Prefeitura de Florianópolis alugou carros para que a Polícia Militar pudesse escoltar os ônibus de 14 linhas que ficaram suspensas por dois dias. No entanto, a medida não evitou que outros coletivos voltassem a ser queimados na cidade.

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Onda de violência Santa Catarina vive há 15 dias uma série de ataques criminosos. Dezenas de ônibus e outros veículos já foram incendiados, bases da PM e delegacias foram atacadas e até casas de agentes de segurança do Estado também foram alvo dos bandidos. O motivo dos atentados teria relação com maus-tratos a detentos, assim como aconteceu em novembro. Um vídeo gravado em um presídio de Joinville mostrou presos sendo torturados por agentes penitenciários. O policiamento foi reforçado em todas as regiões. O número de cidades em Santa Catarina que registraram ataques supostamente feitos por uma facção que atua no Estado já supera o verificado em 2012, ano em que a série de atentados começou. Em oito dias, foram registrados mais de 70 casos, a maioria deles ônibus incendiados. As ocorrências Segundo a Secretaria de Segurança Pública, das 98 ocorrências registradas desde o dia 30 de janeiro, em 30 municípios catarinenses, 70 foram ataques e outros 27 atos de vandalismo. Foram presas 52 pessoas e 19 menores foram apreendidos. Um homem foi morto em confronto com policiais militares em Joinville. As forças de segurança pública apreenderam 13 litros de combustível, 600 quilos de dinamite, sete armas de fogo e dois artefactos explosivos, entre outros.”

http://noticias.r7.com/cidades/com-onda-de-ataques-escolas-estaduais-deflorianopolis-suspendem-aulas-noturnas-na-sexta-feira-14022013

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Outras notícias sobre atentados terroristas às escolas

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Caso nº 3 14 de Abril de 2013

“Onda de atentados mata mais de 30 no Iraque” “Apesar dos postos de controle reforçados na capital, seis carros-bomba explodiram em cinco bairros de Bagdá

Quase 20 atentados em vários pontos do Iraque deixaram nesta segunda-feira 15 pelo menos 37

mortos

e

mais de 270

feridos,

em

uma

nova onda de violência a poucos dias das eleições locais, as primeiras no país desde a retirada das tropas americanas. Com 21 pessoas mortas e 73 feridas, Bagdá é a

cidade mais

afetada

pela

série de ataques,

praticados, em sua maior parte, com carros-bomba. Apesar dos postos de controle reforçados na capital, seis carros-bomba explodiram em cinco bairros. Cinco pessoas morreram em Kirkuk, cidade do norte reivindicada pela região autônoma do Curdistão iraquiano e pelo governo de Bagdá. Em Tuz Khurmatu e em Mossul, duas cidades também localizadas no norte, os atentados deixaram sete mortos, enquanto quatro pessoas morreram em Baquba, capital da província de Diyala, vizinha a Bagdá. A onda de violência coloca em xeque a capacidade das autoridades de garantir a segurança das eleições de 20 de abril, que serão um teste importante para a estabilidade do Iraque e para a capacidade de suas forças de segurança. Nas últimas semanas, foram assassinados 14 candidatos às eleições, que só serão realizadas em 12 das 18 províncias do Iraque.

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A maior parte dos atentados foi praticada com carros-bomba, mas em Baquba as explosões ocorreram com três bombas depositadas à beira de uma estrada. Embora os atentados ainda não tenham sido reivindicados, militantes sunitas ligados à Al-Qaeda são os grandes suspeitos. Seus integrantes atacam regularmente alvos governamentais e civis com o objetivo de desestabilizar o país e intimidar candidatos e responsáveis por organizar as eleições. As forças de segurança votaram no sábado com antecedência para estas eleições provinciais, as primeiras desde março de 2010 e também as primeiras eleições desde a retirada das tropas americanas do Iraque, em dezembro de 2011. As três províncias autônomas curdas não realizarão eleições. A de Kirkuk não votará por problemas com as listas eleitorais, enquanto o governo xiita de Nuri al-Maliki adiou as eleições de Anbar (oeste) e de Nínive (norte), devido à instabilidade nessas duas províncias, onde a minoria sunita protesta há quatro meses por sua marginalização. As eleições renovarão as câmaras provinciais, que, por sua vez, deverão eleger os governadores. O governador está a cargo da reconstrução, das finanças e da administração provincial. Mais de 8.000 candidatos disputam 378 assentos nos conselhos provinciais. Cerca de 16,2 milhões de iraquianos estão habilitados para votar, além dos 650 mil membros das forças de segurança. As eleições são realizadas após um longo conflito entre o primeiro-ministro alMaliki e vários de seus antigos aliados no governo, em uma disputa que, segundo autoridades políticas e diplomáticas, favorece os insurgentes. A violência no Iraque, embora continue sendo diária, caiu significativamente em comparação com o conflito sectário dos anos 2006 e 2007, quando milhares de pessoas morriam a cada mês. No entanto, 271 pessoas faleceram em março, o mês mais violento desde agosto, segundo um registro elaborado pela AFP.”

http://www.cartacapital.com.br/internacional/117989

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Outras notĂ­cias sobre atentados terroristas

Â

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Caso nº 4 2 de Janeiro de 2012

“Detido homem procurado por onda de incêndios” “Polícia de Los Angeles confirma a detenção de uma "pessoa de interesse", depois de uma série de carros terem sido incendiados nas últimas noites.

As autoridades registaram mais de 55 carros incendiados desde sexta-feira de manhã. Só em duas horas, na manhã de hoje, foram contabilizados 11 incêndios. A polícia está a investigar uma possível ligação entre todos. O homem agora detido, para interrogatório, era o mesmo captado num vídeo que a polícia divulgou. As autoridades não revelaram se ele é ou não o responsável pelos incêndios nas áreas de Hollywood e West Hollywood.”

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2216887&seccao=EUA%20e %20Am%E9ricas

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Outras notícias sobre onda de incêndios

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Em análise...

Neste mesmo efeito deparamo-nos com três casos completamente distintos: v Onda de Suicídios; v Onda de atentados terroristas às escolas, em particular; v Onda de atentados terroristas, no geral; v Onda de incêndios.

Não esquecendo, como já referi anteriormente que o Efeito Werther também é conhecido pelo “Efeito imitação”, fenómeno de imitação.

Cada ano que passa é mais frequente ouvirmos notícias sobre suicídios, sobre atentados quer em escolas primárias, secundárias ou até mesmo Universidades, quer a casas, a instituições, a ruas, a cidade, sobre onda de incêndios, mais frequente na época de verão...

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Caso nº 5 1 de Novembro de 2012

“Aldino Silva aluno da ISCAA desapareceu”

“O Aldino Silva (Dino) está DESAPARECIDO desde ontem, 1/11/2012, de manhã. Ele é de Sanchequias-Vagos e estuda Marketing no ISCAA. Podem ver outras fotos no facebook dele. Se alguém tiver alguma informação por favor contacte as autoridades competentes. Saiu com um fato de treino da nike azul escuro com uma lista horizontal em azul claro na zona do peito e levava um gorro de inverno preto com pala. Levou o carro Ford Fiesta, de 1994, com a matrícula 28-72-DM e deixou o telemóvel em casa.”                           http://www.iscaa.in/2012/11/aluno-do-iscaa-desaparecido.html  

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7 de Novembro de 2012

“Família encontra jovem no Algarve”

Aldino Silva, 19 anos, estava desaparecido desde o passado dia 1 de Novembro. Aparenta desorientação “Aldino Silva, o jovem natural da Ponte de Vagos que tinha desaparecido na passada quinta-feira, dia 1, foi encontrado ontem ao fim da tarde, em Albufeira. Foi descoberto pelo irmão e pelo pai e aparentava estar desorientado. "Encontrámos o Aldino em Albufeira, estava fraco e desorientado e ainda não nos conseguiu explicar porque é que desapareceu", relatou Paulo Silva, irmão do jovem. Aldino saiu de casa na quinta--feira - queixava-se de fortes dores nas pernas e afirmou que ia ao Hospital de Aveiro. Acabou por não dar entrada na unidade e não foi mais visto. Familiares e amigos encetaram todos os esforços para tentar encontrar o jovem. "Através da caderneta da conta bancária fomos controlando as movimentações e, por alguns relatos, conseguimos saber que tinha tido um acidente em Albufeira", relatou Eddy Martins, amigo próximo. "O que mais quero é ver o meu menino a entrar em casa e ver o seu sorriso. Têm sido dias horríveis", desabafava Iria da Conceição, mãe de Aldino Silva, horas antes de conhecer as boas notícias. "Foi através do Facebook que conseguimos saber que o Aldino estava no Algarve. Se não fossem estas ajudas, não o tínhamos encontrado", contou Eddy.”

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/familia-encontra-jovemno-algarve

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Outras notícias sobre desaparecimentos                                                                                    

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Em análise...

Este exemplo sobre Aldino Silva, aluno do ISCAA é um caso noticioso sobre o efeito positivo. Aldino Silva desapareceu no dia 1 de Novembro de 2012. Através de uma divulgação no facebook, numa das maiores redes sociais de todo o mundo, por parte de um dos familiares do aluno do ISCAA de Marketing, a notícia sobre o seu desaparecimento espalhou-se em pouquíssima horas por todo Portugual, norte a sul de Portugal. As pessoas visualizavam o “post” no facebook e partilhavam as informações fornecidas. Passado seis dias, no dia 7 de Novembro Aldino Silva foi encontrado em Albufeira.

Foi um caso de uma notícia positiva, porque primeiro houve uma boa divulgação nas redes sociais, e por todo Portugal as pessoas ajudaram e a notícia espalhou-se rapidamente, o que facilitou bastante e segundo Aldino Silva foi encontrado.

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Código Penal

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Caso nº 6 22 de Julho de 2011

“Justiça absolve autores de 'A Filha Rebelde’”

“Iva Delgado e Frederico Delgado Rosa, filha e neto do general Humberto Delgado, respectivamente, afirmaram que a absolvição dos arguidos no caso Filha Rebelde é uma sentença histórica. Os três arguidos do processo "Filha Rebelde” foram absolvidos pelo Tribunal Criminal de Lisboa dos crimes de difamação e ofensa à memória de pessoa falecida. Na leitura da sentença, o juiz António Passos Leite afirmou que «a crítica pública deve ser um direito e não um risco». Iva Delgado, que com o filho assistiu hoje à leitura da sentença, em Lisboa, disse ter apreciado sobretudo esta frase do juiz, porque revela que a História «tem a sua própria dinâmica, não pode estar cingida ao jurídico». Em causa neste processo está uma peça de teatro, "A Filha Rebelde", estreada no Teatro Nacional D. Maria II em 2007, sobre a filha do último director da PIDE, Fernando Silva Pais. Os três arguidos eram Margarida Fonseca Santos, autora do texto da peça, Carlos Fragateiro e José Manuel Castanheira, directores daquele teatro nacional à data da estreia da peça. Os arguidos eram acusados dos crimes de difamação e ofensa à memória de pessoa colectiva, por familiares do último director da PIDE, que se queixaram que a peça responsabilizava Silva Pais pelo homicídio do general Humberto Delgado. Iva Delgado afirmou que o assassinato de Humberto Delgado é um crime «que ficou como marca do regime» de Salazar. À saída do tribunal, Frederico Delgado Rosa manifestou-se visivelmente emocionado com o desfecho deste processo.

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O historiador afirmou que «a democracia e a justiça tinham maltratado Humberto Delgado», porque «ilibaram todos os responsáveis pelo seu assassinato». Este «dia histórico» resulta numa «reconciliação com a memória» do «general sem medo», sublinhou. Dos queixosos, a única que marcou presença em tribunal foi Berta Silva Pais Ribeiro, sobrinha de Silva Pais, que se recusou a prestar declarações. A advogada dos assistentes recusou-se também a dizer aos jornalistas se vai ou não recorrer da sentença. Os familiares de Silva Pais pediam uma indemnização de 30 mil euros.”    

    http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=24737    

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Em análise...

Esta notícia sobre Humberto Delgado enquadra-se no Código Penal, nos crimes contra as pessoas, Artigo 185º.

Código Penal Artigo 185º ,

Ofensa à memória de pessoa falecida: 1 - Quem, por qualquer forma, ofender gravemente a memória de pessoa falecida é punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa até 240 dias.

2 - É correspondentemente aplicável o disposto: a) Nos nºs 2, 3 e 4 do artigo 180º; e b) No artigo 183º.

3 - A ofensa não é punível quando tiverem decorrido mais de 50 anos sobre o falecimento. (Redacção da Lei nº 65/98, de 2 de Setembro)    

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Caso nº 7 8 de Junho de 2009

“Gisele Bundchen processa paparazzi” Com a notícia de que a super modelo Gisele Bundchen estaria grávida de seu primogênito, os paparazzi ficaram em polvorosa, perseguindo o casal por onde quer que aparecessem. Não satisfeitos com a vida pública de Gisele, fotógrafos contrataram um helicóptero para sobrevoar a residência de Gisele Bundchen e Tom Brady (seu marido). O problema é que conseguiram tirar fotos da modelo do top-less, na beira da piscina de sua casa. A assessora de imprensa de Gisele, sua irmã Patrícia, disse que os responsáveis serão punidos por invasão de privacidade.        

http://famosos.culturamix.com/modelos/gisele-bundchen-processa-paparazzi

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Em análise...

Código Penal Artigo 192º,

1 - Quem, sem consentimento e com intenção de devassar a vida privada das pessoas, designadamente a intimidade da vida familiar ou sexual: a) Interceptar, gravar, registar, utilizar, transmitir ou divulgar conversa ou comunicação telefónica; b) Captar, fotografar, filmar, registar ou divulgar imagem das pessoas ou de objectos ou espaços íntimos; b) Observar ou escutar às ocultas pessoas que se encontrem em lugar privado; ou d) Divulgar factos relativos à vida privada ou a doença grave de outra pessoa; é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 240 dias.

2 - O facto previsto na alínea d) do número anterior não é punível quando for praticado como meio adequado para realizar um interesse público legítimo e relevante.

Início de Vigência: 01-10-1995

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Caso nº 8 15 de Janeiro de 2013

“Cinemateca exibe o mais censurado dos filmes portugueses”

O filme "Catembe" (1964), de Faria de Almeida, o mais censurado dos filmes portugueses, vai ser exibido na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, na quarta-feira.

Coproduzido pelo realizador Faria de Almeida e por António da Cunha Telles, a partir de Lisboa e Lourenço Marques, onde foi filmado, "Catembe" é um "caso excecional na filmografia portuguesa, onde figura como o título mais censurado de sempre", sublinha a Cinemateca. A película estreou-se comercialmente em 1965, no lisboeta cinema Império, numa versão retalhada por 103 cortes de censura, sendo mesmo assim interdito pouco depois, recorda ainda a entidade. "Catembe" foi exibido publicamente poucas vezes depois de 1974 e será projetado na Cinemateca, pela terceira vez desde 1980, na cópia 35mm atualmente existente. O filme faz parte do lote de obras da coleção da Cinemateca que não foram ainda preservadas, razão pela qual "Catembe" tem sido muito pouco visto fora do contexto específico de visionamentos de investigações, enquadra ainda a Cinemateca na nota sobre a obra. A projeção visa chamar a atenção para a importância histórica do filme "incontornável da cinematografia dos anos 1960 portugueses, em que propôs uma reflexão sobre a presença de Portugal em África em anos de Guerra Colonial”.

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A sessão de "Catembe", na quarta-feira, às 19 horas, incluirá a projeção de onze minutos de cortes de censura, depositados na Cinemateca por Faria de Almeida, à semelhança dos restantes materiais do filme.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=2995065&page=-1                                                                          

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14 de Fevereiro de 2013

“ Comercial da Chanel é censurado por ser ‘muito sensual’ ” Um comercial de um dos perfumes da grife Chanel, uma das mais reconhecidas do segmento, foi considerado “muito sexy” e teve sua veiculação parcialmente proibida no Reino Unido. A Advertising Standards Authority (ASA), órgão que fiscaliza a publicidade na região, decidiu, nesta quarta-feira (13), vetar a veiculação do comercial durante os intervalos de programas infantis por causa das cenas insinuantes. O filme de pouco mais de três minutos mostra a atriz Keira Knightley sendo fotografada numa cama. O fotógrafo é mostrado abrindo o zíper da artista, mas quando ele está prestes a beijá-la durante o ensaio, ela pede: "Tranque a porta”. Quando foi aprovado, o vídeo não ganhou nenhuma classificação etária restritiva. A medida foi revista, no entanto, após denúncias de pais, que não gostaram

de

veiculado

ver

durante

o

comercial

os

sendo

intervalos

de

transmissão do longa "A Era do Gelo - 2". Em comunicado oficial, a Chanel afirmou que a protagonista do comercial reflete a personalidade

da

marca

e

de

suas

consumidoras, que são "mulheres fortes e independentes". Link do video: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=TiO2o1NChAU

http://www.bahianoticias.com.br/mercado/marketing-e-publicidade/411-comercialda-chanel-e-censurado-por-ser-muito-sensual.html

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Em análise...

Falta de Liberdade de Imprensa

São exemplos de notícias que retratam a falta de liberdade de imprensa existente no nosso Mundo. Tanto em notícias, como em imagens publicitárias, propaganda televisiva… Cada país, cada região tem os seus contras sobre determinada censura. Em alguns países não é bem aceite numa publicidade estar presente um elemento do sexo feminino em lingerie, ou com uma saia ou até mesmo com um silmples top. Neste caso, se a notícia em si, ou a imagem ou o video seja aprovado pode provocar efeitos negativos em determinadas sociedades, nomeadamente as orientais, devido às suas religiões.                                                

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Outros exemplos  sobre  a  liberdade  de  imprensa                                                

                                           

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Conclusão Em conclusão, todas as notícias que são transmitidas à sociedade pertencem ao Efeito Lente.

Isto significa que: •

O facto de estarmos a noticiar algo leva à amplificação desse acontecimento;

O que não é noticiado não existe;

Se o acontecimento em si não é noticiado quase ninguém sabe da sua existência.

Este efeito tem: aspectos positivos -> divulgação aspectos negativos -> comportamentos miméticos comportamentos negativos

Só as notícias que não são transmitidas à população não se designam por Efeito Lente, todavia não existe notícias “privadas” nem “misteriosas”. Ou seja, concluiu-se que todas as notícias são Efeito Lente.                    

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Webgrafia Caso nº 1 Notícias sobre Suicídios   http://noticias.psicologado.com/noticias-diversas/bulgaria-recorre-a-psicologos-paracombater-onda-de-suicidios http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/2013-03-31/onda-de-suicidios-poe-fim-avida-de-duas-irmas-no-afeganistao.html http://www.diariodebarrelas.com.br/2011/05/20/onda-de-suicidios-antecipa-fim-domundo-deste-sabado/ http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-espanha-e-a-onda-de-suicidios-porcausa-dos-despejos/

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/512638-onda-de-suicidios-choca-a-greciahttp://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1738306 http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/MundoInsolito/Interior.aspx?content_id=2198 816&page=-1 http://www.jn.pt/PaginaInicial/So3178024ciedade/Interior.aspx?content_id= http://jornalismobnoticias.wordpress.com/2012/05/30/na-grecia-continua-a-onda-desuicidios-por-causa-da-crise/

Caso nº 2 Notícias sobre atentados terroristas às escolas www.dw.de/eua-buscam-respostas-para-ataque-a-escola-em-connecticut/a-16456596 http://noticias.r7.com/cidades/com-onda-de-ataques-escolas-estaduais-deflorianopolis-suspendem-aulas-noturnas-na-sexta-feira-14022013 http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/01/15/atentado-deixavitimas-em-universidade-de-aleppo-na-siria.htm http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/04/09/estudante-fereao-menos-onze-a-faca-em-universidade-nos-eua.htm

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Caso nº 3 Notícias sobre atentados terroristas http://ndonline.com.br/vale/noticias/48348-onda-de-ataques-chega-a-brusque.html http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2013/05/16/doze-mortos-em-onda-deatentados-no-iraque.htm http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2012-06-25/nova-onda-de-ataques-poepolicia-de-sao-paulo-em-alerta-total.html http://www.cartacapital.com.br/internacional/117989 http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/galeria/audios/2013/02/policia-investiga-ondade-ataques-em-santa-catarina

Caso nº 4 Notícias sobre onda de incêndios http://catve.tv/noticia/9/53705/marechal-enfrenta-onda-de-incendios-em-carros-daprefeitura http://www.alternativa.co.jp/Noticias/tabid/78/language/pt-BR/nid/29243/Onda-deincendios-criminosos-alarma-moradores-de-A.aspx http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=662223 http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2216887&seccao=EUA%20e %20Am%E9ricas http://www.enfoconoticias.com.br/noticia/porto-velho-onda-de-incendios-emveiculos-durante-a-madrugada,policia,3192.html

Caso nº 5 Notícias sobre pessoas desaparecidas http://br.noticias.yahoo.com/60-est%C3%A3o-desaparecidos-sud%C3%A3oh%C3%A1-semana-acidente-mina-163616926.html http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/app-brasileiro-ajuda-a-encontrarpessoas-desaparecidas

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http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=26&did=105592 http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/familia-encontra-jovemno-algarve http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2244752&seccao=Europa http://www.iscaa.in/2012/11/aluno-do-iscaa-desaparecido.html http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=3190930 http://www.sabado.pt/Ultima-hora/Mundo/Sete-pessoas-desaparecidas-no-Peru.aspx

Caso nº 6 Artigo 185º http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=24737

Caso nº 7 Artigo 192º http://famosos.culturamix.com/modelos/gisele-bundchen-processa-paparazzi

Caso nº 8 Notícia sobre censura, falta de liberdade de imprensa http://feministactual.wordpress.com/2010/05/08/critica-da-mulher-na-publicidadecensurada/ http://p3.publico.pt/cultura/palcos/7718/bandeira-de-portugal-censurada-no-edificioaxa http://www.bahianoticias.com.br/mercado/marketing-e-publicidade/411-comercial-da-chanele-censurado-por-ser-muito-sensual.html http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=2995065&page=-1 http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=TiO2o1NChAU http://www.youtube.com/watch?v=nRKAzKWmkPY

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Efeito das Notícias  
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