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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

BIBLIOTECA METROPOLITANA ESTAÇÃO TAMANDUATEÍ

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

MARIANA PIEROBON GOMES ORIENTADOR: Profa. Dra. DENISE HELENA SILVA DUARTE JUNHO_2012


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À minha orientadora, Denise Duarte, pelo grande empenho nos atendimentos e nas aulas Aos meus amigos da FAU, pela ajuda técnica e orientações informais: Ana Daniela Pizzato, Julia Paccola, Juliana Alonso, Marysol Brito, Kathleen Chiang, Ligia Lupo, Gabriel Negri, Thiago Martinelli, Felipe Gomiero, Jérôme Vonk, Rafael Assunçaõ. À minha irmã Juliana pelo companherismo. Ao meu pai, minha mãe e meus avós pela dedicação e confiança ao longo de toda minha trajetória de estudos.

AGRADECIMENTOS

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SUMÁRIO

JUSTIFICATIVA DO TEMA

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BIBLIOTECAS PÚBLICAS

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ESTUDOS DE CASO

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- BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE - BIBLIOTECA SÃO PAULO - TU DELFT LIBRARY - MC CORMICKY TRIBUNE CAMPUS CENTER

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ESCOLHA DO LUGAR

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ESTAÇÃO TAMANDUATEÍ

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-PARQUE LINEAR RUA AÍDA -FLUXOS

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PROJETO BIBLIOTECA METROPOLITANA -MÓDULO ITINERANTE

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-ELEMENTO VAZADO -LOCAL DA INTERVENÇÃO -PLANTAS/CORTES -PISO/VEGETAÇÃO -ACÚSTICA -VENTILAÇÃO -COMENTÁRIOS GERAIS -EVOLUÇÃO

36 38 40 44 78 80 82 84 86

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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BIBLIOGRAFIA

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Este estudo iniciou-se de um desejo de se trabalhar com espaços de estudo, locais que vão além da infraestrutura necessária para leitura e que propiciam também troca de informação, encontros, lazer e diversas outras atividades. Na literatura de biblioteconomia, a idealização deste tipo de espaço está muito próxima do conceito de biblioteca contemporânea, por isso a opção por se desenvolver o projeto de uma biblioteca, ao invés de algum outro tipo de projeto relacionado à educação ou cultura.

JUSTIFICATIVA

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Abrigo para os desencorajados a enfrentar viagens em trens lotados de volta à casa; Sala de estar para moradores da região; Continuação da escola para os alunos e professores; Local de encontro, informação e estudo para qualquer habitante da cidade.

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Há controvérsias sobre o surgimento das bibliotecas públicas. Alguns autores, por exemplo, Madalena Wada, afirmam que a biblioteca pública é resultado da necessidade de mão de obra mais qualificada, pós Revolução Industrial. “O desenvolvimento industrial demandava uma mão de obra especializada e a Biblioteca Pública surgiu como meio de aperfeiçoamento dos trabalhadores que já estavam fora do ensino formal” (ALMEIDA JUNIOR, 2003, p.66). Outros estudiosos afirmam que o desenvolvimento de bibliotecas públicas foi devido à reivindicação popular, influenciada pela Revolução Francesa, exigindo que o Estado oferecesse formas de acesso à educação. Existem ainda autores, como Maria Cecília Diniz Nogueira (ALMEIDA JUNIOR, 2003, p.66), que declaram ter sido um resultado da soma dos dois fatores acima descritos. Desde o surgimento das bibliotecas públicas até a atualidade, quatro grandes funções foram desenvolvidas e agregadas a esta instituição. São elas: função educacional, função cultural, função de lazer ou recreacional e função informacional. Como afirma Almeida Junior (2003), a função informacional não é fruto de um estudo de necessidades dos usuários, mas sim uma tentativa da biblioteca mostrar-se mais presente na vida dos cidadãos e conseguir manter sua verba em um período de crise nos Estados Unidos pós Segunda Guerra Mundial. Porém, o trabalho com informação utilitária representou uma quebra de um dos conceitos básicos existentes nas bibliotecas públicas. O usuário não mais precisava ser necessariamente alfabetizado para fazer uso da biblioteca. Isso incentivou o desenvolvimento e a implantação de propostas alternativas à atuação da biblioteca tradicional. Essas propostas iniciam-se nas décadas de 1960/70 nos Estados Unidos e Europa. Segundo Almeida Junior (2003), ao longo de sua história, a biblioteca pública preocupou-se, em essência, com a preservação, deixando em segundo plano a disseminação.

BIBLIOTECAS PÚBLICAS

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Essa característica está relacionada a quanto o livro era sinônimo de riqueza e poder financeiro quando sua impressão era extremamente cara. A Biblioteca Laurenziana, em Florença, é um exemplo do significado da biblioteca renascentista. Possui, semelhante às catedrais, um ambiente em forma de nave com afrescos, ao longo da qual estão dispostas fileiras de mesas. O isolamento e a leitura individual eram as únicas formas de uso que este espaço oferecia. Além disso, a grandiosidade e a austeridade do lugar transmitem o quanto o livro era uma forma de riqueza financeira. Mesmo com o surgimento do Serviço de Referência, já no século XX , e com o atendimento formal ao usuário, pode-se afirmar que o guardar sempre foi mais forte que o disseminar. Isso não quer dizer que a preservação não seja importante, pois é justamente a conservação do material que permite que um maior número de pessoas tenham acesso a ele. Porém, uma questão importante é que um grande enfoque para o acervo, o livro e a leitura pode gerar um isolamento da biblioteca em relação à população e suas necessidades. “A biblioteca pública parece existir por si só, independente da comunidade a quem deve servir.” (ALMEIDA JUNIOR, 2003, p.69). O modelo americano de biblioteconomia, implantado da década de 1930 em São Paulo defendia, entre outros aspectos, a abertura do acervo aos usuários, o que gera maior proximidade com as fontes de informação. Hoje, essa proximidade é tida como imprescindível para o desenvolvimento de pesquisas ou para a busca de uma informação desejada. Isso porque a procura por uma informação específica pode levar ao encontro de outras informações, que não estavam sendo procuradas, mas que podem ser muito importantes ou despertar o interesse do usuário. Mais recentemente, a própria existência do acervo passa a ser repensada. O termo “biblioteca virtual” designa uma biblioteca que não tem localização física, ou seja, o usuário não precisa se deslocar até ela para buscar as informações que procura, pode acessá-la à distância pelo computador. 10


Há algumas décadas, com o surgimento das tecnologias relacionadas à internet e aos computadores alguns estudiosos acreditavam que o livro perderia espaço e até mesmo chegaria a desaparecer. Atualmente, sabe-se que livros e tecnologias podem coexistir em harmonia. Além disso, a relação dos computadores com o espaço físico também mudou. Em seu início, uma máquina poderia ocupar grande espaço em uma sala, hoje essa tecnologia significa liberação de espaço, gerando uma nova questão a ser resolvida: como ocupar este vazio, antes usado para armazenar informação (seja em papel ou em computadores) e hoje liberado? Essa mudança implica em novas características para o ambiente da biblioteca. A criação de espaços propícios para essas novas atividades é importante, porem é necessária também a superação do conceito renascentista de que o livro é sinônimo de poder financeiro, e elemento central de projeto da biblioteca. A biblioteca contemporânea torna-se um agente organizador da comunidade, com o papel de reunir a sociedade, incentivar a troca de informação e oferecer diversas atividades, além do tradicional papel de busca e consulta de informação. Um objetivo fundamental para as bibliotecas é satisfazer a maior quantidade possível de usuários e visitantes, e isso pode ser conseguido com espaços flexíveis, locais mais individualizados e locais de maior interação, até mesmo permitir que o usuário crie seu próprio espaço.

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Ao longo do ano letivo, muitas bibliotecas foram visitadas e outras foram estudadas por publicações (por serem projetos internacionais) com o intuito de se buscar referências de interesse para o projeto. Neste caderno é apresentada uma seleção dos casos mais significativos para o projeto desenvolvido. Os quatro casos expostos foram visitados, inclusive os edifícios internacionais, em viagens anteriores ao início do Trabalho Final de Graduação. Estão presentes também porque solidificam uma vontade pessoal anterior ao TFG de trabalhar com espaços de estudo. Todas as obras estudadas foram importantes para que se pudesse determinar os espaços necessários na biblioteca, os fluxos comuns e os objetos mais presentes.

ESTUDOS DE CASOS

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A Biblioteca Mário de Andrade é uma das bibliotecas mais importantes de São Paulo. Fundada na década de 1920 e localizada desde a década de 1940 no mesmo edifício, no centro da cidade, sofreu trabalhos de restauro recentemente devido ao mau estado de conservação em que se encontrava o edifício. O trabalho de retrofit, no período de 2005-2010, foi coordenado pelo escritório Piratininga Arquitetos Associados e contemplou a entrada de luz natural, tendo grande cuidado para que a iluminação (tanto artificial quanto natural) não prejudicasse a leitura. Além disso, foi realizada uma atualização da tecnologia predial e o restauro de diversos elementos construtivos. O mezanino metálico está solto das paredes laterais, como mostrado no croqui acima, permitindo boa entrada de luz e ventilação, além de criar um ambiente mais propício para o trabalho individual. 14

MÁRIO DE ANDRADE


A Biblioteca São Paulo está localizada no Parque da Juventude e foi aberta em 2010. Obra do escritório Aflalo e Gasperini, abriga diversos tipos de ambientes em um amplo espaço de pé direito duplo. Possui também áreas externas diretamente ligadas à biblioteca, sendo a cafeteria também externa e com espaço para exposições. O mobiliário é fundamental para a criação de ambientes voltados para tipos diferentes de trabalhos. A biblioteca tem locais para trabalho com computadores, para leitura individual e para reunião de pequenos grupos, tanto internamente como ao ar livre. Em visita ao edifíco, foi possível perceber que a biblioteca tornou-se um local de reunião e estar das pessoas da região.

SÃO PAULO

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A TU Delft Library, do escritório Mecanoo Architecten, construída entre 1996/1997 no campus da universidade de Delft, possui seu programa distribuído em 15 mil m², com arquivo para livros no subsolo, salas de leitura, salas de estudo e local para armazenamento de livros históricos. O mobiliário favorece a apropriação do espaço pelos alunos, pois transmite certa atmosfera de descontração. A grande estante iluminada é um elemento de força nesse ambiente, e pode ser acessada por mezaninos.

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TU DELFT LIBRARY


O Tribune Campos Center, projeto do arquiteto Rem Koolhas, de 2003, está no Illinois Institute of Tecnology, em Chicago, sob a linha de trem elevada que atravessa o campus do IIT. É um local de reunião dos estudantes e possui diversos ambientes para encontro, estar, estudo e alimentação, além de contar com pátios internos que fazem com que a maior parte dos ambientes seja aberta para o exterior e traga luz para o edifício. Tanto o edifício quanto o mobiliário utilizam materiais inusitados, tais como mesas de estudo de plástico e paredes com revestimento metálico. A linha do trem torna-se um elemento arquitetônico da obra, como evidenciado na foto acima.

MC CORMICK TRIBUNE CAMPUSCENTER

Ao invés de negar a linha férrea, o edifício tira partido de sua presença, criando um ambiente com boa privacidade acústica, mesmo estando próximo a uma fonte geradora de ruído. O tubo metálico de 160 m de comprimento que envolve a linha é a principal forma de atenuação sonora. 17


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A escolha do lugar pretendeu ligar o edifício às grandes infraestruturas de transporte público da cidade de São Paulo. Por isso foi proposta uma intervenção em uma estação de metrô, podendo assim ser um local de fácil acesso, mesmo estando desvinculada do centro expandido de São Paulo. Além disso, o objetivo era projetar um equipamento cultural que pudesse não somente atender a um grande número de pessoas da cidade de São Paulo, mas que conseguisse também fazer parte da vida delas. Assim, buscou-se escolher uma estação que tivesse grande fluxo de usuários, com outras conexões, mas que também tivesse um entorno próximo com uso residencial e comercial. Dessa forma, a biblioteca atenderia não só aos usuários da rede urbana de transporte, como também seria uma biblioteca de bairro.

ESCOLHA DO LUGAR

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Foi feito um cruzamento entre as linhas de metrô/CPTM e as bibliotecas públicas da cidade de São Paulo, incluindo CEUs e programas como bosque de leitura e pontos de leitura. Esse último programa foi criado para atender locais desprovidos de equipamentos culturais e está presente em áreas mais periféricas (PREFEITURA DE SÃO PAULO). Para a escolha do local foram analisadas diversas estações, entre elas: Estação Pinheiros - Essa estação realiza a ligação entre a linha amarela do metrô e a CPTM, por isso é muito vertical, com cinco níveis para tornar possível esta transição. Assim, possui muito espaço subutilizado, apenas de passagem. Trata-se de uma região já bastante provida de infraestrutura, equipamentos culturais e de lazer. Estação Sacomã - Ligada ao Expresso Tiradentes, é um terminal com intenso fluxo de usuários. O entorno imediato é formado por grandes conexões viárias, por isso não há grande contato da estação com bairros residenciais. Estação Faria Lima - Está localizada no Largo da Batata, lugar de intenso fluxo diário de trabalhadores. O entorno é formado por comércio e edifícios administrativos, e pouca concentração de residências. Estação Tamanduateí - Localizada próxima à cidade de São Caetano, é uma área carente de equipamentos culturais. A estação, que faz conexão com a CPTM, tem espaços pouco utilizados, por isso foi o local escolhido para este projeto.

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Pontos de leitura CEUs Bibliotecas de bairro Bibliotecas temรกticas Bosques de Leitura Bibliotcas polo Bibliotcas centrais

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A Estação Tamanduateí está localizada entre três bairros, Vila Carioca, Vila Heliopólis e Vila Prudente, além de ser próxima à cidade de São Caetano. Faz a ligação entre a linha verde do metrô e a CPTM e irá receber o Expresso ABC em 2014 (CPTM EM FOCO, 2012). A estação já foi projetada para receber essa nova linha que fará o mesmo percurso da CPTM, porém com menos paradas, somente Luz, Brás e Tamanduateí (no trecho dentro da cidade de São Paulo). O objetivo dessa nova linha expressa é diminuir a lotação da linha 10 turquesa que liga Rio Grande da Serra à estação Luz, em seu trecho com maior demanda, que é desde a Luz até Mauá. Segundo a CPTM, o Expresso ABC irá atender a uma demanda adicional de 200 mil usuários (CPTM EM FOCO, 2011). O edifício da estação é amplo, porém com diversos espaços subutilizados. É uma infraestrutura dominante na paisagem do bairro e os espaços com pouca utilização têm grande potencial para abrigar a proposta pretendida. A passarela externa é utilizada para a saída dos usuários, mas também para a passagem dos moradores do bairro entre a Av. Presidente Wilson e a Av. do Estado (imagem pág. 34).

ESTAÇÃO TAMANDUATEÍ

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E.M.D.F. Meirelles

E.E. Nossa Senhora Aparecida

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Residencial de baixo padr達o Industrial Comercial Educacional Moradia informal Institucional


Relativamente próxima a estação está a Biblioteca Roberto Santos. Trata-se de uma biblioteca temática, voltada para o cinema, e está mais ligada ao bairro do Ipiranga, porque a Av. das Juntas Provisórias representa uma barreira entre esses dois bairros. Assim, esse equipamento não caracteriza uma sobreposição com o projeto proposto. A região possui algumas escolas públicas. Há poucas quadras da estação existem duas escolas, Escola Estadual Nossa Senhora Aparecida e Escola Municipal Des. Francisco Meirelles. A primeira oferece desde o 1° ano do ensino fundamental até o 3° ano do nível médio, com uma média de 40/45 alunos por sala. A segunda oferece ensino fundamental e recebe cerca de 900 alunos. As duas escolas não possuem bibliotecas, apenas sala de leitura, sendo que a E. M. D. F. Meirelles realiza aulas regulares de leitura nessa sala, que tem um professor responsável. Em conversa na secretaria dessas escolas foi afirmado que a grande maioria dos alunos vai a pé para a escola, pois são da região, principalmente de Heliópolis, e não utilizam o metrô para esse deslocamento. Na Av. Pres. Wilson estão localizadas muitas fábricas e armazéns, como mostrado nas imagens ao lado. A região onde se localiza a estação Tamanduateí tem muito uso industrial, principalmente ao longo da linha de trem.

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A Avenida do Estado, que no trecho onde está a estação recebe o nome de Av. Dr. Francisco Mesquita, torna a transposição para o bairro da Vila Prudente bastante árida. Não existem muitos pontos de passagem e os existentes não estão alinhados com a saída do metrô; assim, o usuário precisa caminhar pela avenida (cuja calçada é muito estreita) à procura de alguma transposição, sem a segurança necessária.

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A saída para a Av. Presidente Wilson revela o bairro. Após o primeiro quarteirão de lotes industriais, há um predomínio residencial, de padrão médio/baixo, e alguns armazéns. A uma distância aproximada de 1 km da estação começa a favela de Heliópolis (com 41.118 habitantes pelo censo 2010).


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Av o do

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Av

Estação Tamanduateí

0

50

200


O metrô possui um projeto de revitalização da área por onde passa a linha elevada, com a proposta de um parque linear na Rua Aída e contemplando também, no outro lado da Av. do Estado, a Rua Tomás Izzo, entre as praças Gonçalves Jr. e Lourenço Barendse. A conclusão dessa obra está prevista para o final de 2012 (PORTAL DO GOVERNO...2011). Atualmente os dois trechos citados acima estão em mau estado de conservação. A Rua Tomás Izzo possui um dos seus lados fechado por tapumes, dificultando a passagem dos pedestres e trazendo insegurança para o bairro, segundo os moradores. Na Rua Aída, que recebeu o trecho elevado do metrô da estação Sacomã até a Tamanduateí, existe um grande espaço residual sob a linha elevada, a vegetação cresce entre as placas quebradas de concreto e em alguns pontos o piso é de terra. Há também um pouco de entulho jogado nesse trecho, o qual é um grande vazio no bairro, não oferece nenhum atrativo para ser usado como praça e, justamente pela falta de uso, gera sensação de insegurança.

Rua Tomás Izzo

Rua Aída

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Av

Estação Tamanduateí R. Ro rto

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Terminal de ônibus Quadras

Anfiteatro

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50

200


O projeto do parque linear conta com diversos equipamentos ao longo da Rua Aída, e logo em frente à estação será criado um terminal urbano (entre a Av. Presidente Wilson e a Rua Roberto Koch). Para o percurso linear sob a linha de metrô foi desenhada uma ciclovia, além de quadras poliesportivas, mesas de xadrez, brinquedos infantis e um anfiteatro (ao final do parque linear). Para o trecho da Rua Tomás Izzo está prevista uma reconstituição das calçadas, plantio de árvores e criação de locais de lazer. Porém, não está prevista no projeto uma ligação nova (ou melhoria de uma ligação existente) entre esses dois trechos, que são cortados pela Av. do Estado. A proposta deste trabalho para a biblioteca parte do pressuposto de que o parque linear e o terminal rodoviário foram implementados, mas sem o compromisso de fazer um redesenho de todo o projeto, reelaborando apenas o térreo da estação, em busca de um desenho melhor relacionado com a biblioteca.

PARQUE LINEAR RUA AÍDA

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Exemplos de fluxos: Usuário chega pelo metrô e sai da estação pela Av. Pres. Wilson Usuário chega pela Av. do Estado e desce para a plataforma do trem Passarela de acesso saída pedestre Av. do Estado

trem

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FLUXOS ESTAÇÃO

saída pedestre Av. Presidente Wilson

metrô


on ils W s. re .P Av

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34


Os espaços da biblioteca proposta foram pensados para diferentes atividades, algumas mais ligadas à leitura individual, outras relacionadas à comunicação e troca de informação. Há também a intenção de que cada usuário crie seu próprio espaço de forma a atender a sua necessidade; todo o entorno protegido pelo elemento vazado é um grande espaço semi-coberto, que pode ser apropriado de inúmeras formas, por exemplo, para conversas informais, leitura individual, reuniões ou estudos em grupo. Em planta, o projeto está dividido em três blocos: revistaria/sanitários/pequena lanchonete, mídias visuais/internet e o bloco principal que abriga o acervo de livros, por onde entram tanto os usuários vindos do metrô quanto aqueles que vêm pela rua. A estação existente é uma construção que já possui grande quantidade de elementos e cores, é um edifício com imagem forte na paisagem. Disso resultou uma preocupação em não se criar muitos outros elementos que pudessem gerar um excesso de informação visual. Por isso, depois de se estudar diversas formas de fechamento, foi escolhido um elemento formado por perfis cilíndricos esbeltos de chapa perfurada dispostos horizontalmente, os quais são interrompidos em alguns momentos para se criar aberturas estratégicas. A intenção é que essa fachada seja um elemento de destaque à noite, quando as cores existentes na estação perdem força e a iluminação interna da biblioteca revele o edifício. Como o terreno ao lado da passarela também é do metrô (com estacionamento, edifício administrativo e pátio de manobras), o elemento vazado substituiu uma grade existente no local. Assim, a própria biblioteca passou a fazer a divisa entre os dois terrenos

PROJETO BIBLIOTECA METROPOLITANA

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A ideia inicial do projeto era desenvolver uma biblioteca e módulos itinerantes ligados a ela, que pudessem circular pelas diversas estações do metrô e da CPTM, e tembém em locais de grande circulaçõa da cidade. Esses módulos seriam locais de estar por um curto período de tempo, atrairiam pessoas durante seus descolamentos diários para o trabalho, escola, etc. A base do projeto do módulo é o seu processo de montagem, desmontagem e transporte. A intenção era se chegar a um objeto leve, que pudesse ser transportado dentro do vagão do metrô por poucos funcionários. O desenho ao lado é de um módulo itinerante composto por placas de 2 x 0,5m (totalizando 4,5 x 2m) e com fechamento em chapa metálica perfurada. Assim, quando o módulo estiver fechado é possível visualizar o que há dentro dele. No corte está exemplificada uma projeção visual, um dos tipos de atividade que pode ocorrer dentro deste ambiente. O módulo teria uma relação com a biblioteca, fazendo parte desta. Existiria uma identidade visual comum entre eles e a biblioteca seria a gestora desses módulos, administrando o conteudo de cada um deles. Além disso, ela abrigaria os módulos para manutenção, possuindo para essa função um espaço que receberia outro uso quando não estivesse abrigando os módulos. Ao longo do ano letivo, o projeto foi direcionado por caminhos diferentes, e o módulo itinerante acabou não tendo seu estudo aprofundado.

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MÓDULO ITINERANTE


CORTE MÓDULO

PLANTA MÓDULO

0

0

0,5

0,5

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O fechamento do espaço da biblioteca se dá por um elemento vazado que permite entrada de luz e água, ou seja é um fechamento visual que garante a delimitação deste local. O objetivo é criar um ambiente agradável para leitura, estudo e estar, trabalhando com a presença de vegetação. As principais referências para este elemento são: Residência Castor Delgado, do arquiteto Rino Levi: possui um jardim cercado por elementos vazados tanto na lateral como na cobertura, e aberto para a sala, criando uma relação muito interessante entre a casa e sua área externa. Kolumba Museum, do arquiteto Peter Zumthor. Trabalha com elementos vazados dispostos de maneira irregular que geram uma textura muito interessante e transmitem a ideia de desmaterialização da parede. Apesar de ser uma referência para o estudo, a entrada de luz por esses elementos é menor do que a buscada no projeto da biblioteca.

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ELEMENTOS VAZADOS


Residência Castor Delgado, em São Paulo (imagem disponível em: http://ligiacury.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Rino-levi-00.jpg. Acesso em 07.05.12)

Kolumba Museum, em Colônia, Alemanha (imagem disponível em: http:// www.plataformaarquitectura. cl/2007/12/21/kolumba-museumpeter-zumthor/. Acesso em 07.05.12)

Kolumba Museum, em Colônia, Alemanha (imagem disponível em: http://www. plataformaarquitectura.cl/2007/12/21/ kolumba-museum-peter-zumthor/. Acesso em 07.05.12)

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O principal local para a intervenção é a passarela de acesso à estação, com a inserção do programa abaixo dela, onde atualmente é um gramado. O elemento vazado é a principal conexão entre o projeto e a passarela. Dentro da estação, abaixo do piso de saída, que conecta à passarela, há um espaço que dá acesso aos sanitários e não possui muito uso. Este local receberá uma conexão com a biblioteca e será o local por onde as pessoas vindas do metrô/trem entrarão na biblioteca. Além disso, também será um local de exposição e leituras rápidas.

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LOCAL DA INTERVENÇÃO


Terreno do metr么

Passarela

Metr么

CORTE DO EXISTENTE 01

5

10

41


ira

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aG Ru ng a

linha do metrô terreno do metrô

passarela

plataformas do trem

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IMPLANTAÇÃO EXISTENTE

42

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ira

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Bicicletário existente (sob a linha elevada)

Bicicletário existente (sob as escadas)

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IMPLANTAÇÃO PROJETO

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0

10

50

43


PLANTA SUBSOLO 01

44

PLANTAS/CORTES

5

10


entrada de mercadorias

A área de subsolo foi pensada para abrigar salas técnicas, reunião de funcionários e uma pequena copa. Em frente a essas salas está uma área multiuso, para reuniões maiores, palestras ou oficinas. Além disso, pode integrar-se com o pátio, que é o elemento que garante entrada de luz a essas áreas. No térreo, a composição dos três blocos cria pátios de diversos tamanhos que podem ser apropriados de maneira mais informal para leituras, conversas ou rodas de estudos, por exemplo.

A

B

E D

O pátio da lanchonete possui certo isolamento por ser uma área propícia para conversa e estar ligada a produtos alimentícios. Foi pensada uma entrada próxima à lanchonete para facilitar a entrada de mercadorias. PLANTA TÉRREO

entrada dos usuários 01

5

10

45


PLANTA MEZANINO 01

46

5

10


PLANTA 1째 ANDAR 01

5

10

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Para incentivar as pessoas que estão dentro da estação a usar a biblioteca é importante que o bilhete do transporte não perca a validade. Durante o processo de projeto foram pensadas diversas formas de se resolver esse conflito fisicamente. Porém o resultado sempre gerou segragação, o usuário do metrô precisaria ficar separado das pessoas que entrassem na biblioteca pela rua. A solução encontrada foi utilizar um sistema eletrônico que pudesse validar o bilhete do usuário de metrô por determinado período de tempo. Como o tempo médio de permanencia em bibliotecas é de 2 hrs (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2000) a validade poderia ser de 3 horas, garantindo assim um tempo ideal para aqueles que não foram para a biblioteca por algum motivo específivo, mas apenas gostariam de passar um tempo ali.

PLANTA 1° ANDAR 01

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5

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A

B

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PLANTA PASSARELA 0

5

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REVISTARIA/LANCHONETE

Mテ好IAS DIGITテ!S

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ACERVO LIVROS 0

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CORTE A 0

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CORTE B

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CORTE C 0

1

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740,88

731,96

CORTE D

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01

5

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735,31

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AMPLIAÇÃO CORTE D

PARTE1

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PARTE 2

PARTE 3


AMPLIAÇÃO CORTE D PARTE 1

AMPLIAÇÃO CORTE D PARTE 3

0

0

1

2,5

1

2,5

AMPLIAÇÃO CORTE D PARTE 2 0

1

2,5

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CORTE E

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01

5

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FACHADA A

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01

5

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FACHADA B

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01

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As estantes são elementos fortes no projeto, são as paredes dos blocos e podem ser vistas tanto por dentro quanto por fora dos ambientes. Por possuírem fundo transparente revelam uma imagem pouco usual dos livros, que é a visão da parte oposta à lombada, normalmente escondida porque as estantes costumam possuir fundo de material opaco. Criamse assim, fachadas dinâmicas, que mudam com a constante colocação e retirada dos livros. Outro papel das estantes é potencializar uma relação entre o interior dos blocos e a área externa; é uma interação visual sugerida para se evitar espaços residuais no projeto. Com isso, as estantes têm uma função tanto para dentro quanto para fora dos blocos. Por exemplo, no bloco das mídias digitais, a mesma estante que recebe os elementos se projeta para o ambiente externo através de mesas de estudo.

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FACHADA BLOCO PRINCIPAL 0

CORTE 0

1

1

2,5

FACHADA ENTRADA 2,5

0

1

2,5

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FACHADA BLOCO REVISTARIA

CORTE

0

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2,5

FACHADA BLOCO INTERNET

CORTE

0

0

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1

1

2,5

2,5


PLANTA ESTANTE 0

1

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FACHADA ESTANTE

CORTE ESTANTE

0

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Para gerar uma maior integração entre os dois lados da estação e também entre a praça e a biblioteca, foi pensado um desenho de piso comum, com formas curvas, que adentra o espaço da biblioteca e retorna para a praça, criando uma continuidade visual. Para a parte gramada do térreo da estação foram pensadas massas arbóreas altas, que gerassem sombra, o que incentivaria o uso do gramado como área de estar. Os exemplos dados são de árvores presentes no meio urbano, apenas para ilustrar o raciocínio. Dentro do espaço da biblioteca o objetivo é trabalhar com uma vegetação mais inusitada que crie um ambiente especial, distinto do externo, causando certa surpresa ao se entrar no espaço da biblioteca.

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PISO/VEGETAÇÃO


Vegetação para área da biblioteca

Tabernaemontana divaricata (cravo-da-índia) Arbusto, 2-3m de altura, flores brancas, sem perfume. Fonte: “Plantas ornamentais no Brasil”

Gycas circinalis (palmeira samambaia) Arbusto, 2-3m de altura Fonte: “Plantas ornamentais no Brasil”

Geonoma elegans (aricanguinha) Palmeira arbustiva, de 1.2 a 2.0m de altura. Fonte: “Plantas ornamentais no Brasil”

Trachycarpus Fortunei (palmeira moinho de vento) Palmeira, até 10 mde altura. Disponível em: http://www.dag. ufla.br.Acesso em 01.06.12

Caesalpinia ferrea (pau ferro) altura de 20 a 30 m. Fonte: “Árvores Brasileiras”

Mimosa scabrella (bracatinga) altura de 5 a 15 m. Fonte: “Árvores Brasileiras”

Árvores para o gramado externo

Eugenia involucrata (cerejeira) altura de 5 a 8 m. Fonte: “Árvores Brasileiras”

Eugenia mycianthes (pêssego do mato) altura de 4 a 6 m. Fonte: “Árvores Brasileiras”

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A presença de uma biblioteca numa estação de metrô/trem implica algumas considerações sobre a acústica. A principal fonte de ruído identificada foi a linha férrea, por estar muito próxima à biblioteca e não possuir nenhum tratamento acústico. A linha do metrô está elevada e possui proteção acústica, que no caso é a própria estação, pois esta envolve a linha. A Av. Presidente Wilson, apesar de ser um local de passagem de caminhões, não é uma avenida de tráfego intenso nem possui horários de pico com muito trânsito. O ruído causado pelo trem está diretamente ligado à velocidade e tipo de trilho. É causado pelo atrito das rodas nos trilhos, não irradiando para a carroça pois ela está separa pelos amortecedores. Assim, a principal parcela deste ruído é gerada à baixa altura (JOSSE, 1975). Por isso, é um ponto favorável o fato da linha estar rebaixada aproximadamente 2m em relação ao nível térreo do projeto. Além disso, o fato do local ser uma estação e o trem chegar em baixa velocidade significa que o ruído é relativamente menor se comparado a um trem em alta velocidade. A primeira ação tomada foi projetar barreiras acústicas para cada linha de trem. Quanto mais próxima a barreira estiver da fonte de ruído, melhor será sua atuação. Por isso a linha sofreu um estreitamento na região da estação (respeitando o espaço necessário para a passagem do trem) e a barreira foi aproximada da fonte. Foi pensada uma barreira em vidro de segurança para manter a visual existente. Os cálculos mostraram que somente a barreira não seria suficiente para levar os níveis de ruído ao valor máximo admissível pela norma (ABNT NBR 10152), por isso a ação complementar foi tratar as superfícies circundantes com absorção, minimizando a reflexão. Uma possibilidade é usar material absorvedor no piso e também na parte inferior da passarela, que é o teto da biblioteca, o que significaria tratar essas grandes superfícies de forma absorvedora.

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ACÚSTICA


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Cada um dos três blocos possui ao menos duas entradas de ar, para garantir circulação cruzada. Em cada bloco há uma parede formada por estantes, e por isso estas não podem ter aberturas pois isso possibilitaria a entrada de água, deteriorando o material guardado neste local. Os sanitários possuem aberturas zenitais, solução encontrada para se evitar janelas nas laterais. Como a passarela está acima do bloco dos sanitários, ela já é um elemento de proteção contra entrada de água por estas aberturas. Nesse mesmo bloco, a forma encontrada para se garantir duas aberturas na revistaria foi criar uma abertura basculante abaixo do banco (figura ao lado). As portas dos três blocos são formadas por painéis, criando grandes aberturas que geram maior interação com os pátios. Esses painéis podem ser movidos para se diminuir ou aumentar a entrada de ar nos ambientes.

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VENTILAÇÃO


Abertura zenital

Abertura sob o banco

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Entre os princípios afirmados pela Fundação Biblioteca Nacional (Biblioteca Pública, princípios e diretrizes, RJ, 2000), a biblioteca pública deve assumir o papel de centro de informação e leitura da comunidade com o objetivo de atuar como instituição democrática e contribuir para que o acesso à informação atenue diferenças sociais. Segundo este manual, no Brasil o apoio à educação ainda é uma prioridade no trabalho da biblioteca pública, para isso deve atuar em conjunto com outras entidades, como as escolas. Essa relação é positiva para ambas instituições pois, por exemplo, propicia o desenvolvimento de um trabalho conjunto com os professores para melhor orientação da pesquisa escolar. O manual descreve critérios básicos para composição do acervo. Para o presente trabalho, serve como uma base para apresentar o tipo de biblioteca que se busca no projeto. Isto é, uma biblioteca com um acervo básico para auxiliar estudos e fazer parte do entretenimento das pessoas.Esse acervo é composto por: Referência: Para consulta rápida, normalmente apoio a trabalhos ou estudos. Composto por dicionários de língua portuguesa e de estrangeiras, materiais de informação utilitária (lista telefônica, manuais variados etc.). Por ser material de auxílio de consulta rápida não sai da biblioteca Obras gerais: Consulta e leitura para fins de informação geral, estudos e trabalhos escolares Literatura: itens básicos de romances, poesias, contos e crônicas da literatura nacional e internacional. Periódicos: jornais, revistas, boletins informativos. Materiais especiais: coleções não convencionais ou destinadas a grupos específicos de usuários, como por exemplo coleções de gibis, artes plásticas. No caso do projeto seria a área destinada a mídias digitais. Material audiovisual: Além de entretenimento, materiais audiovisuais são um bom auxilio ao aprendizado de línguas estrangeiras, ainda mais quando acompanhados de livros específicos. Isso pode ser muito importante para a comunidade em geral, considerando o alto custo de cursos de idiomas e a crescente necessidade de aprender para o mercado de trabalho. 84

COMENTÁRIOS GERAIS


Atividades na biblioteca: Para gerar maior presença dos usuários na biblioteca e também incentivar a troca de informações entre pessoas existem diversas atividades que podem ser desenvolvidas no ambiente da biblioteca, sendo as mais conhecidas os clubes de leitura, exposições e hora do conto. Diversas outras atividades podem ocorrer também aprofundando a presença dessa instituição na sociedade. Por exemplo, ela pode abrigar diversos cursos e oficinas, e até mesmo atividades das escolas da região. Porém, um dado de extrema importância para todas essas atividades, relacionado a gestão da biblioteca, é a formação de grupos com interesses comuns e a pesquisa sobre o que os usuários ( e usuários em potencial) desejam. Sem essa pesquisa qualquer atividade pode não gerar a movimentação esperada. Preservação do acervo Cuidados com poeira, umidade, temperatura, insetos, fungos e iluminação (luz direta do sol, ou iluminação artificial inadequada) são necessários para a preservação do acervo. Os ambientes criados e a disposição do mobiliário visam incentivar o manuseio dos livros. Entretanto, o manuseio do livro pelo homem é um dos principais agentes de deterioração. Apesar do conceito de biblioteca desenvolvido neste trabalho estar mais relacionado com a disseminação do que com a armazenagem, a preservação é necessária. Assim, se faz importante a conscientização (através de cartazes, vídeos, aulas) dos usuários para que os livros sejam manuseados minimizando deterioração dos mesmos. Quantidade de livros A quantidade de livros foi estimada seguindo o manual da Fundação Biblioteca Nacional (FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL, 2000, p.54), e chegou-se a um valor aproximado de 30 mil volumes (desconsiderando resistas e mídias digitais). Este número equivale a bibliotecas de porte médio. Alguns exemplos pesquisados: Biblioteca Alceu Amoroso Lima: acervo geral com 36 mil exemplares. Biblioteca Monteiro Lobato: acervo geral com 44 mil exemplares. Biblioteca Roberto Santos: acervo geral com 37 mil exemplares. 85


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EVOLUÇÃO


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Este estudo visou estabelecer uma relação entre o desenho urbano e o edifício, trabalhando sobre uma área subutilizada, resíduo deixado pela construção de uma grande infraestrutura metropolitada. Ao longo do ano letivo, muitas intenções de estudo mudaram e alguns dos objetivos iniciais foram menos aprofundados, como o módulo itinerante. No início este era um elemento chave no trabalho, porém com o avanço do estudo o foco voltou-se mais para o projeto arquietônico da biblioteca, as soluções necessárias para cada tipo de ambiente e os elementos construtivos. Buscou-se desde o início desenvolver um projeto de um espaço voltado para o ser humano, com ambientes que possibilitassem diferentes atividades, mas principalmente o encontro e a troca de informação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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ROSA, Marcos. Micro planejamento práticas urbanas criativas. São Paulo: Editora de Cultura,2011. BAKER, Nick. The Handbook of Sustainable Refurbishment: Non-Domestic Buildings.Londres: Earthscan, 2011. BAKER, Nick. Energy and Environment in Architecture. Londres: E & FN Spon, 2000. KRONENBURG, Robert. Flexible – Arquitecture that responds to change. Londres: Lourence King, 2007. ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. Biblioteca Pública: Avaliação de Serviços. Londrina: Eduel, 2003. ALMEIDA JUNIOR, Oswaldo Francisco de. O Espaço da Biblioteca: Uma Reflexão..São Paulo: APB, 1994. MINGUET, Josep Maria, Urban Identity, Monsa 2010 FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Biblioteca Pública: Princípios e Diretrizes. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, Dep. de Processos Técnicos, 2000. JOSSE, Robert. Acústica en La Construcción. Barcelona: Gili, 1975 EGAN, M. David. Architectural Acoustics. EUA: McGraw- Hill Publishing Company, 1988. LORENZI, H; SOUSA, H. Plantas Ornamentais no Brasil.São Paulo: IPSIS, 2008 LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas no Brasil.Nova Odessa, SP: Plantarum, 2009.

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BIBLIOGRAFIA

MURDOCK, J. Beauty and the Book.Architectural Record.Nova York, v. 199, n.3, p. 56-59, março 2011. ISSN 0003-858X


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SISTEMA MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS. Disponível em <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/pontos_leitura/index. php?p=221>. Acesso em 25.11.11 DIÁRIO DE SÃO PAULO. Disponível em <http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/infraestrutura/arquivos/clipping%20convias/2011-06-20/2011-06-20_diariosp_bairroabairro.pdf>. Acesso em 27.11.11 PRAVDA NEWS. Disponível em <http://www.pravdanews.jex.com.br/sao+paulo/vereador+dissei+visita+obras+do+parque+linear+vila+carioca> Acesso em 30.05.11 TU DELT LIBRARY.Disponível em <http://www.mecanoo.nl/>Acesso em 04.07.12 KOLUMBA MUSEUM. Disponível em < http://www.plataformaarquitectura.cl/2007/12/21/kolumba-museum-peter-zumthor/> IIT.Disponível em: < http://www.architectureweek.com/2003/1119/design_1-2.html>Acesso em 05.06.12 IIT. Disponível em: < http://www.arcspace.com/architects/koolhaas/McCormick-Tribune/>Acesso em 05.06.12 IIT. Disponível em: < http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.058/494>Acesso em 05.06.12 RESIDÊNCIA CASTOR DELGADO.Disponível em: < http://ligiacury.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/12/Rino-levi-00.jpg> Acesso em 21.05.12 TRACHYCARPUS FORTUNEI.Disponível em: <http://www.dag.ufla.br/site/_adm/upload/file/Silverio%20Jose%20Coelho/PALMEIRAS.pdf>Acesso em 05.06.12 Musashino Art University Museum & Library. Disponível em < http://archrecord.construction.com/projects/building_types_study/libraries/2011/musashino. asp>. Acesso em 27.11.11 Murdock, J. Beauty and the book. Architectural Record.Março 2011.Disponível em <http://archrecord.construction.com/projects/building_types_study/ libraries/2011/libraries-intro.asp> Acesso em 27.11.11 91

Biblioteca Metropolitana- Estação Tamanduateí  

Trabalho final de graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.