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Eu estremeço com a lembrança, flexionando minha mão. — Sim, isso doeu. Callie olha para mim. — Dan Zelman? Ele é tipo enorme. Por que você iria comprar uma briga com ele? Eu dou de ombros, me juntando a ela na parte de trás do sofá. — Eu estava bêbado. — Abaixo a minha voz para um sussurro e inclino-me em direção a sua orelha. — E eu estava chateado porque não tive coragem de enfrentar alguém mais cedo naquela manhã. — Seu pai? — Ela sussurra, virando a cabeça e os lábios quase tocam os meus. Eu movo meu peso, inquieto. — Sim, muito bem. Luke abre as garrafas de cerveja do cooler e cai no chão, os tinindo juntas. Droga! Isso não foi minha culpa. Eu rolo meus olhos com exagero e Callie rir. Eu pulo para fora do sofá e vou ajudá-lo a pegar as garrafas, sem nenhum prazer em vê-las derramando. A última coisa que preciso é que meu pai venha até aqui e encontre o tapete manchado e cheirando a cerveja. Depois que nós pegamos tudo, Luke pega uma garrafa de Jack Daniels do cooler. — Uma dose para todos. Callie balança a cabeça, deslizando as pernas para fora do sofá e salta para o chão. — Sem doses. Eu pisco-lhe um sorriso brincalhão. — O Quê? Será que você não aproveitou a última vez que esteve bêbada? — Eu não consigo nem me lembrar de nada, — ela diz com um toque de riso em sua voz. — Embora, você possa. Então você pode me dizer. Eu gostei de estar bêbada? Sorrindo, eu enfio uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. — Você parecia gostar. — Seria muito bom se você me dissesse o que eu fiz e falei. — Nah, é melhor se eu guardar para mim mesmo. Confie em mim, o que você não sabe não pode machucá-la. — Querem saber de uma coisa? — Luke se inclina para frente, abrindo a tampa da garrafa. — Nós podemos fazer isso um jogo. Dessa forma, se você for realmente bem, você nunca vai ter que beber. Callie olha para trás e para frente entre nós. — Que tipo de jogo? Luke me dá um olhar de soslaio e eu balanço minha cabeça, sabendo aonde ele quer ir com isso. — As regras são bastante fáceis. Alguém diz algo como, eu nunca dormi no gramado do vizinho, porque estava tão fodidamente bêbado que pensei que era a minha casa. — Ele estende a garrafa em minha direção. — E agora ele tem que beber. Pego a garrafa dele, inclino minha cabeça para trás, e forço um grande gole na minha garganta. — Obrigado por me usar como exemplo. — E daí? — Callie pergunta. — Se você já fez o que a pessoa disse, então você tem que beber?

As Coincidências de Callie & Kayden – Coincidências – Vol 01 – Jessica Sorensen  
As Coincidências de Callie & Kayden – Coincidências – Vol 01 – Jessica Sorensen  
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