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Mariana Katona Leal


… aquilo que eu podia chamar de ‘eu’ parecia estar-se contraindo, condensando, recuando das velhas e costumeiras fronteiras da carne cujo perímetro conhecia apenas as modulações das extremidades dos nervos. Henry Miller


Sumário

Tarja (2009)

p. 4

Grupo TRação (2010)

p. 6

Ocupação/ Intervenção (2010)

p. 12

Espaço Claraboia (2010)

p.14

Semana For a do Eixo vol. 3 (2011)

p.17

Cidade e Desaparecimento (2011)

p.21

Objetos (2011)

p.25

Paisagem e extremos (2012)

p.31

Linha Aparente (2012)

p.36

City as a process (2012)

p.41

Trabalhos não exibidos (2010-12)

p.45

Currículo resumido

p.64


Zona Oculta Exposição coletiva realizada no Conselho

Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) – RJ (2010) Frames do vídeo Tarja (2009) selecionado para a exposição


Frame do vĂ­deo Tarja


Grupo TRação Exposição coletiva realizada no Centro Cultural da Justiça Federal - RJ (2010) Mariana Katona Leal usa o seu corpo como ativador de uma ação que ocorre sobre a imagem dele, sem ser sobre ele. Auto-retrato é a captura feita por uma câmera fixada pela artista em um enquadramento que revela o seu colo nu, posicionado em frente ao dispositivo e intermediado por um vidro. Ela pinta no vidro em tinta preta intervenções que acompanham a forma do seu corpo, a partir do reflexo que o vidro faz dela (e que somente ela vê). À filmadora e ao espectador cabem a visão da artista pintando sua imagem sobre o vidro. É a expressão do corpo sobre a sua imagem sobreposta. O vidro funciona como uma membrana, uma película na qual a gestualidade fica marcada. Tem um certo sentido de interceder mesmo, de constituir um meiotermo entre a imagem mostrada para a câmera e o corpo da artista. Como se delegasse a esta imagem autoconstruída a função de ser no mundo, ela funciona como uma máscara contemporânea. Uma máscara que, mesmo num primeiro momento, aquele em que a artista traça seu “rosto” no vidro não corresponde exatamente à realidade do corpo que é sua origem. E mais adiante, quando Mariana borra com a mão aquilo que pintou no vidro, esta interface se torna uma deformação do próprio corpo em ação, um resíduo que não corresponde nem à abstração do corpo pintado nem à forma original. Ao embaralhar a tinta, a artista encurta esta distância propositalmente criada pela transparência. Diferentes momentos ficam registrados. O contato do pincel com o vidro, os traços progressivos, e depois o esboroamento da construção; a ausência do corpo momentos depois, a limpeza do vidro; cada um é um marco no tempo. Na recusa de tratar a temporalidade de maneira estática, manipula a cadeia de acontecimentos usa o vídeo e os seus recursos para avançar e retroceder. Mariana Katona Leal fala o tempo todo de pintura, e usa o verso de um quadro como cenário para a filmagem da outra obra exposta aqui exatamente por isso. A outra obra de vídeo aqui apresentada é dividida, se é que pode-se assim dizer, em duas projeções: pintura e pintura-reversa. Por isso a opção de exibi-las em contraposição uma à outra. De um lado, a artista pinta com a sua mão no vidro. De outro, o mesmo vídeo em loop apaga o desenho. Ao contrário da pintura de cavalete, que não tem volta, a liberdade dada pela edição permite que o gesto feito com a tinta preta exista e segundos depois, tenha desaparecido. Numa ironia com os suportes, Mariana escolhe três frames deste vídeo e os faz voltar à pintura, como se desejasse aprisiona-los, mostrando que ao menos no vídeo, podemos controlar o tempo. Carla Hermann


Vista da exposição realizada no Centro Cultural da Justiça Federal (2010)


Série Still (2010) Impressões fotográficas 30x20 em algodão esticas em chassis. Essas impressões são resquícios das experiências extraídas dos vídeos com pinturas.


Detalhes da videoinstalação sem titulo (2010), que consiste em duas projeções, uma de frente para a outra, contendo a ação de um gesto com tinta preta sobre vidro. Um vídeo evidencia o movimento de uma forma linear e o outro o mesmo movimento exposto no sentido inverso.


Auto-retrato (2009) Ao lado alguns frames desse vĂ­deo, que retrata a feitura de um auto-retrato que nĂŁo se fixa e deixa fragmentos.


Ocupação/ Intervenção Diálogos Contemporâneos com o acervo do Museu D. João VI Prédio da reitoria – UFRJ - RJ (Exposição coletiva) (2010)

Mariana Katona Leal utiliza-se de uma parede repleta de molduras vazias da Seção Técnica para projetar imagens de obras de cinco artistas e pesquisadores. As molduras ocas aludem à prova ausência da arte contemporânea no museu, de maneira que se evidencia a intenção de levar para este espaço produções mais recentes. As imagens projetadas trazem outros autores que se somam à intenção da artista. Reforçar-se a especificidade do contexto e o direto diálogo com o local para o qual a obra é feita, elemento que une os diferentes artistas da exposição e que se coloca como questão relevante para a produção contemporânea. Texto extraído do catálogo Ocupação/ Intervenção Marina Menezes Abril 2011


Vídeo instalação sem título (2010) Intervenções de trabalhos de alunos da UFRJ em molduras vazias localizadas no interior da instituição. Participam da videoinstalação os alunos e artistas: Clarissa Campello, Daniel Lanes, Elisagela Ilkiu, Marina Menezes e Mirela Luz.


Evento de Performance Caos Especifico Evento coletivo no Espaço Claraboia – Lapa - RJ (2011)

Na Claraboia presente no espaço, meu corpo boia no espaço virtual. A imagem atravessa o vidro e flutua no teto e invade a fluidez do espaço.


Sem título (2010) Videoinstalação do meu próprio corpo na claraboia do espaço expositivo.


Frame do vĂ­deo projetado


Semana Fora do Eixo Vol.3 Exposição coletiva no Espaço Cultural 508 Sul Brasília - DF

Marcas Urbanas - Trabalho que interage o corpo e a paisagem. Palavras extraídas de monumentos marcadas na pele, relações evidenciadas entre o corpo afetado por palavras, inscrições urbanas achadas na cidade de Brasília, e a ativação dessa memória pela pele. O conceito que rege essa proposta é a relação entre o corpo, a cidade, e a fotografia. A afinidade que esse novo espaço articula, uma forma de lidar com as inscrições que circunscrevem a cidade. O texto cravado na pele é uma experiência de agenciamento do registro do espaço institucional no próprio corpo. O registro é feito, primeiramente, através da pele. O contato do corpo com o objeto é direto sem mediação de tinta.

Mariana Katona Leal


Vista do trabalho Marcas Urbanas (2011)


Frames do vĂ­deo Marcas Urbanas (2011)


Ă€ esquerda foto detalhe do processo de feituras da marca e Ă  direita detalhe da marca que a seguir foi impressa em lona fosca 50x60cm.


Cidade e desaparecimento Exposição coletiva realizada no Centro Cultural da Justiça Federal - RJ (2011)

Como desdobramento dos trabalhos realizados na cidade de Brasília, Poema escultura (2011) formou, através de palavras extraídas de monumentos a poetas, escritores e compositores na cidade do Rio de Janeiro, nova frase em peles. Me atrai a pele como limite e metáfora para folha em branco. Como uma superfície que conjuga não apenas uma materialidade mas uma especificação que denota um contexto do ser, que tem seus limites preenchidos pelo que o compõem que é sentimento, pensamento, estética e afeto. Quero estar presente invisivelmente no espaço invisível institucionalizado. Meu trabalho fala desse corpo afetivo impossível. Do perene que se desfaz. Do que está presente o tempo todo e ao mesmo tempo é invisível. Um espaço que quer invadir o limite do outro. A dureza em contraste com o maleável e intimo, me instigam para construir um outro corpo, que problematiza a escrita que é colocada no espaço urbano. Mariana Katona Leal


Poema Escultura (2011) “O espaço do poeta foi passagem.” Vídeo e fotografias impressas em lona e esticadas em chassi.


Frames de Poema Escultura (2011)


Vista do trabalho Poema escultura


Objetos Exposição em dupla no Centro de Cultura Fazenda da Posse – Barra Mansa – RJ 2011


À esquerda detalhe do vídeo Canção para ninar (2009) E à direita vista do trabalho exposto


Em cima, o primeiro frame do vídeo Canção para ninar Embaixo, o ultimo frame


Detalhe do vĂ­deo Natureza morta em gravidade (2009)


Ă€ esquerda sequĂŞncia de frames do vĂ­deo Natureza morta em gravidade, abaixo vista instalativa


Sequencias de frames do vĂ­deo Mulher Desiludida (2009)


Paisagem e extremos Exposição coletiva realizada no Galeria Candido Portinari – UERJ - RJ (2012) Série Ao ar livre (2012) – realizada em Visconde de Mauá – RJ – em parceria com Raphael Fonseca Catarata Quando pensamos em submeter uma proposta para a NUVEM – Estação Rural de Arte e Tecnologia, situada em Visconde de Mauá, no estado do Rio de Janeiro, uma preocupação imediata nos tomou: o que encontraríamos no espaço da cidade? De quais modos poderia ser pensada uma proposta que dialogasse diretamente com o entorno da residência? Nossa busca remeteu a um elemento de paisagem natural: cachoeiras. Ao se buscar no meio virtual algumas informações sobre a cidade, não são poucos os websites que frisam seu caráter turístico devido às suas quedas d’água. Com isso tínhamos um ponto de partida: porque não explorar esses fenômenos da natureza, tão celebrados no campo das artes visuais desde a tradição clássica? Quedas d’água por muitas vezes foram comentadas como manifestações da natureza em estado selvagem. Não à toa, célebres nomes lançaram seu olhar para esses monumentos naturais – Leonardo, Jacob van Ruysdael e William Turner são apenas alguns a serem lembrados de modo rápido. No Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, há um famoso exemplo pictórico de cachoeira. Trata-se da “Cascatinha da Tijuca” (1816-1821), pintada por Nicolas-Antoine Taunay. Integrante da chamada Missão Artística Francesa, o artista francês, tal qual, por exemplo, Jean-Baptiste Debret, se empenhou em representar através de seus quadros aquilo que na visão de um europeu do século XIX caracterizava a capital do ainda império. Não à toa, surpreso com a exuberância tropical, acaba por se destacar como pintor de paisagens. Como todo construtor desse tipo de imagens, Taunay sempre escolhia um ponto de vista e o recodificava em uma série de pinceladas abstratas que lado a lado eram (e ainda são) interpretadas como um espelho da realidade. Como toda pintura, porém, não passam de ficções; não há ali a queda d’água tijucana, mas sim, traços, cores, pigmentos e uma perspectiva ilusória. Nem mesmo se fotografia fosse, a imagem seria capaz de substituir a experiência de se estar à frente das águas. O projeto “Ao ar livre”, portanto, me parece uma espécie de desconstrução desse princípio pictórico. No lugar de se imortalizar uma vista se pretendeu, justamente, “destruir” uma representação aos olhos do espectador. Através da linguagem do vídeo, se escolhe, primeiramente, tal qual Taunay, um ângulo para se erguer esse monumento à manifestação da natureza. Enquanto gotículas d’água são percebidas no que parece ser a lente, uma mão pequena titubeia e dá suas primeiras pinceladas. Aos poucos percebemos que aquela que tinta, a


própria artista, tenta dar conta de preencher o espaço enquadrado. Sim, tal projeto de preenchimento é tão falacioso quanto acreditarmos que ao olhar as imagens de paisagem do século XIX estamos a ver um “retrato da natureza”. O trabalho de Mariana Katona Leal me parece, então, versar sobre a constatação dessa impossibilidade. Com a consciência da camada ilusória de qualquer imagem, só nos resta lidar com esse fato e frisá-lo aos olhos do público. Com isso, portanto, a imagem pintada se deteriora do mesmo modo que foi ali colocada. Lentamente temos duas quedas d’água: uma ao fundo e outra sobre a superfície de vidro que aqui ganha ares de tela. Tentando enxergar esse ato de modo mais metafórico, é inevitável a recordação dos caminhos andados por Visconde de Mauá a fim de se chegar a estas cachoeiras. Se alguns destes espaços eram muito bem indicados por placas e tomados por turistas, como pode ser visto em alguns dos vídeos, outros eram solitários e com tom maior de bucolismo. Pés ficaram cansados, caronas foram necessárias e estranhas coincidências completaram os dias. Quem diria que um casal em torno dos sessenta anos, pai de um conhecido deste que escreve, também estaria na cidade? Quais eram os seus nomes? Perderam-se com o secar do tempo, assim como as placas de vidro que foram pintadas pelas mãos da artista, a cada dia que passam ficam mais próximas do apagamento. Penso nos trajetos que estes homens anteriores à invenção da eletricidade fizeram dos então centros urbanos até esses espaços geralmente reclusos com estas cataratas. Mais do que isso, penso na própria palavra “catarata”. Pela primeira vez me vem à mente como ela designa tanto esse fenômeno que se choca com nossos corpos, como a doença que atinge a visão. Por esse viés, o trabalho de Mariana Katona Leal ganha uma outra leitura; a artista imprime, então, uma catarata sobre outra. Nossa visão fica turva, assim como o tempo embaça nossas memórias. O que um dia fez sentido se perde. Paisagens se esquecem, relações humanas se dissolvem, a pele derrete. Enquanto isso, algumas pinceladas estão ali, lutando por persistir, mas conscientes de seu breve fracasso.

Raphael Fonseca


Vista da sĂŠrie Ao ar livre (2012)


De cima para baixo, frames de uma das cachoeiras e detalhe do que resultou no vidro pintado.


Série ao ar livre (2012) é um resultado de experiências realizadas na Residência Nuvem 2012, e teve como objetivo retratar sete das principais cachoeiras de Visconde de Mauá visando a experiência plástica que alia vídeo, pintura e paisagem.


Linha Aparente Exposição coletiva realizada na Galeria Sergio Gonçalves – RJ (2012)

Incluindo parte da série Ao ar livre (2012) e o trabalho Após a separação (2012)


Vista da sĂŠrie Ao ar livre (2012)


Vista do trabalho Após a separação (2012) Série realizada no cemitério do Caju – RJ, no qual retrata-se a marca de nascimento desaparecendo em minha própria pele. Dimensão total: 170x40cm


Registro fotográfico do processo de feitura que deu origem ao Após a separação


Detalhe da marca sumindo no corpo 50x30cm


City as a process Exposição Coletiva realizada em Ekaterinburg – Rússia

Meu corpo marca grafias urbanas através de uma relação intima entre escritas de alto relevo e a pele. É um esforço de lidar com a memória urbana na perenidade dos limites da pele evidenciando sua fugacidade e sua sutileza em lidar com o espaço público. Como uma troca de pequenos indícios invisíveis que se ligam a intervenções urbanas que não deformam o espaço público e sim o próprio corpo temporariamente, o trabalho busca essa interelação. A escolha por uma intervenção, que não altera a cidade e sim o próprio corpo de forma temporária, vai de encontro com a ideia de lidar com esses espaços de memória apresentados em escritas ditas como oficiais. Observa qual é o lugar desses monumentos dentro de uma poética plástica de confronto entre maleável e duro, oficial e subjetivo, pele e objeto. O lugar em que as escritas são retiradas não é deformado, o que interessa sofrer deformação perene é o lugar do artista. A pele em confronto com os adornos rígidos. Eu utilizo os monumentos por achá-los enigmas de representações mortas. E lidar com essa instancia com o próprio corpo me faz pensar na ativação do espaço de forma silenciosa. I don’t know how my body fits here dialoga com o problema do contato afetivo entre o externo e interno. Tenho a necessidade de fazer isso pela dureza dos encontros, com uma apresentação de um encontro pós-mortuário impossível. Uma vontade de construir um corpo escrito em meu próprio corpo. É a carne, o limite e a morte, ou seja uma mistura de carne e perspectiva. Um espaço que quer invadir o espaço do outro.

Mariana Katona Leal


Poros Urbanos (2012) Impressão fotográfica em lycra colocadas na parede com pregos Dimensão total: 150x100cm


Detalhe das palavras construĂ­das atravĂŠs de fragmentos de marcas na pele realizadas em monumentos da cidade do Rio de Janeiro.


Registros do processo de feitura das marcas na pele Para construção da frase intitulada Poros Urbanos


Mariana Katona Leal. Artista visual, formada em cinema pela UNESA – 2007. Mestre em Artes pela UERJ – 2011. Possui experiência em direção de arte e de edição e montagem. Atualmente, trabalha como editora e desenvolve pesquisa com vídeo, pintura e fotografia. Dentre as últimas exposições que participou como editora/montadora destacam-se: Tempo-matéria (curadoria: Luiz Cláudio da Costa) – Edição e montagem da obra da Malu Fatorelli – MAC Niterói – 20 mar. 2010. Tempo-matéria (curadoria: Luiz Cláudio da Costa) – Edição da obra da Lívia Flores – MAC Niterói – 20 mar. 2010. Residência: Nuvem – Estação Rural de Arte e Tecnologia (Organizadores: Bruno Vianna e Cinthia Mendonça) – Visconde de Mauá RJ - 2 a 6 de fev. 2012. Dentre as últimas exposições que têm participado como artista destacam-se: Ativação do espaço (proposição Lívia Flores) – Galpão da EBA – Ilha do Fundão RJ – 29 set. 2009. Olheiro da arte (curadoria: Fernando Cocchiarale) – Centro Cultural da Justiça Eleitoral – Centro RJ – 23 fev. 2010. Zona oculta (curadoria: Helena Wassersten, Lúcia Avancini e Marilon Winograd) – CEDIM – Centro RJ – 11 maio a 16 jun. 2010. Zona oculta (curadoria: Helena Wassersten, Lúcia Avancini e Marilon Winograd) – CESC Nova Iguaçu RJ – 19 de jun. a 25 jul. maio 2010. Ocupação/ Intervenção – Museu D. João VI – Ilha do Fundão RJ – 21 maio 2010.


Evento de performance Caos Especifico – Claraboia – Lapa RJ – 2 out.2010 . Grupo Tração (Curadoria: Carla Hermann) – Centro Cultural da Justiça Federal – Centro RJ – 22 set. a 14 nov. 2010 . Grupo Tração (Curadoria: Carla Hermann) – Galeria Candido Portinari – UERJ MARACANÃ RJ – 31 jan. a 14 março 2011. Semana Fora do Eixo Vol. 3 – Espaço Cultural 508 Sul – Brasília DF – 29 abril a 30 maio de 2011. Objetos (curador: Raphael Fonseca) – Centro de Cultura Fazenda da Posse – Barra Mansa - RJ – 10 de junho a 31 de julho de 2011. Salão Belvedere-Paraty - Centro – Galeria Belvedere – Paraty RJ – 30 de julho de 2011. Cidade e desaparecimento (curadoria: Leila Danziger e Luiz Cláudio da Costa) - Centro – Galeria Centro Cultural da Justiça Federal – Centro RJ – 19 out. a 27 nov. 2011. Paisagem e extremos (curadoria: Leila Danziger, Luiz Cláudio da Costa e Malu Fatorelli) Candido Portinari – UERJ MARACANÃ RJ – 22 maio a 15 jun. 2012. Linha Aparente (curador: Raphael Fonseca) - Galeria Sergio Gonçalves – Centro – 14jul. a 18 ago. 2012. City as a process (Curadores Daria Kostina e Raphael Fonseca) – Ural Federal University – Ekaterinburg – Rússia – 13 set. a 25out. 2012.


Mariana Katona Leal