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Em briga de marido e mulher...

meta a colher!

Ilustração e texto: Mariana Almeida Lucas


Ilustração, texto e diagramação: Mariana Almeida Lucas Orientador: Giacomo Bertinetti Projetos: Meta a Colher e Pé na Escola Revisão de conteúdo: Pablo Rodrigues e Rosi Pedroni Weege Colaboradores: Polícia Civil Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher Delegada Carla Kuhn Delegada Lisiane Mattarredona Inspetora Marina Treiber


Em briga de marido e mulher...

meta a colher! Diรกrio Popular

Pelotas-RS


SOBRE SOBRE

Você pode dirigir, votar, opinar, estudar, sorrir independentemente se for homem ou mulher tem o direito de viver ileso, livre, informado e crescer. Foi por isso que o Projeto Meta a Colher surgiu, para mostrar que todos temos direitos iguais, destacando a preocupação específica com as mulheres que sofrem, ainda hoje, por falta de informação e pela população ter reflexos de um passado machista. Enquanto muitos homens têm habilidades de raciocínio objetivo e prático além de sua força, as mulheres têm a sensibilidade, desenvoltura para fazer diversas atividades simultaneamente, destreza na comunicação entre outros fatores.

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Um bom convívio entre ambos os sexos é fundamental e enriquece a sociedade. Esta cartilha mostra os caminhos para um futuro igualitário, aponta aspectos que podem transformar a vida de alguém que esteja em perigo e a importância da intervenção do cidadão para a mudança desta triste realidade.


Maria da Penha A lei não protegia as mulheres, o marido tinha tamanho poder sobre elas que matava, batia, humilhava e, praticamente, nada acontecia. Maria da Penha meteu a colher em seu próprio destino, após virar cadeirante por mais uma maldade do homem que era seu marido e que, por mais de uma vez, tentou tirar sua vida. Maria lutou e conseguiu mudar a legislação do nosso país para que todas as brasileiras tivessem o direito de viver em paz, sem serem agredidas, amedrontadas, ameaçadas por seus parceiros. Sua coragem e força salvaram e salvam várias vidas. Hoje, Maria da Penha serve de estímulo para quem busca um novo futuro e a lei que existe por causa de sua história serve como instrumento para que as mulheres possam reivindicar seus direitos e mirar novos horizontes.

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FILHOS

MEDO Ameaças fazem com que a mulher tema a denúncia e a separação, fora a tortura psicológica que é feita para que ela pense que ninguém acreditará nela.

Temendo a perda dos filhos, não quer causar tristeza a eles, mas sim, manter uma família estruturada. Preocupada com o julgamento da sociedade a mulher deixa de agir.

nao julgue POR QUE ELA AGUENTA TANTO? DEPENDÊNCIA AJUDE! FINANCEIRA

AMOR

Ela depende dele, em alguns casos, psicologicamente, em outros, financeiramente. Não possui renda suficiente para seu sustento e acaba aguentando a situação.

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Ela ama, lembra de quem ele era quando o conheceu. Ele diz estar arrependido, enquanto ela acredita que tudo irá melhorar.


4º E tudo volta a acontecer inúmeras vezes. Se você denunciar o círculo ruim terá fim.

Pedido de desculpa

Ele se diz arrependido, pede desculpa, ela acredita e ficam de bem...

O CÍRCULO Agressão verbal

Começam as ofensas, ameaças e torturas psicológicas...

Agressão física Ele agride e pode até tirar a vida.

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Tipos de Agressões Observação: a lei abrange namorados, ex-namorados, maridos, ex-maridos, netos agredindo avós, genros agredindo sogras, filhos agredindo mães.

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Física

Psicológica

Patrimonial

*Socos *Chutes *Tapas *Puxões de cabelo *Beliscões *Queimaduras *Tentar forçar relação *atos que causem lesão

*Ameaças *Injúrias *Xingamentos *Rebaixar a mulher *Proibições *Ligar o tempo todo *Perturbar o sossego *Atos que afetem o lado emocional

*Fazer com que a mulher não tenha condições de se manter *Estragar seus bens *Prejudicá-la financeiramente

Meta a Colher Mesmo que você ainda não tenha como comprovar vá até a delegacia da mulher ou ligue para 180 que alguém irá lhe ajudar


Denunciar Denunciar seguro! éé seguro! Medidas protetivas de urgência 1. Afastamento do agressor do lar. 2. A suspensão do porte de arma do agressor. 3. A determinação de uma distância mínima para o agressor se manter afastado da vítima, dos familiares e das testemunhas. 4. A proibição do contato do agressor com a vítima por qualquer meio de comunicação. 5. A proibição de o agressor frequentar certos lugares. 6. A diminuição ou a suspensão da visita do agressor aos dependentes menores. 7. A determinação do pagamento de pensão alimentícia provisória aos dependentes.

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Denunciar é seguro! Medidas protetivas de urgência

8. 8. A A separação separação de de corpos. corpos. 9. 9. A A saída saída da da mulher mulher ofendida ofendida de de sua sua casa casa sem sem perda perda de de direitos. direitos. 10. 10. Garantir Garantir oo retorno retorno da da ofendida ofendida para para casa casa depois depois de de afastar afastar oo agressor. agressor. 11. 11. A A devolução devolução de de bens bens que que possam possam ter ter sido sido tomados tomados pelo pelo agressor. agressor.

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12. Suspensão das procurações dadas pela vítima ao agressor. 13. Proibição do agressor fazer quaisquer negócios com os bens pertencentes aos dois sem autorização judicial. 14. O encaminhamento da ofendida a serviços de proteção e atendimento.


Combata Combata oo crime, crime, não não compactue! compactue! Não Não deixe deixe alguém alguém correr correr risco, risco, use use oo poder poder da da palavra palavra e e salve salve vidas, vidas, ligue ligue 180! 180!

ligue 180!!! #

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Homens, não usem a sua força para assustar e bater, mas para proteger! 11


Homens e mulheres, meninos e meninas, são iguais em direitos e deveres.

Todo o respeito, o saber e toda a liberdade necessários a um homem, também são para uma mulher.

= =

Não trate seus filhos com diferença, pois a mudança da sociedade parte dos exemplos da família.

Dar a um o que não se dá ao outro, também é uma forma de discriminação de gênero.

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! r e h l o c a a

met

As palestras do Projeto Meta a Colher vão até as escolas e os eventos educativos, basta ligar para qualquer destes números: (53)3284-7000, (53)3284-7046, (53)8408-0449, (53)8142-7300 ou enviar e-mail para penaescola@diariopopular.com.br. São diversas atividades distribuídas para a comunidade escolar municipal e estadual através do Projeto Pé na Escola, aproveite esta ideia!

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Eu quero na minha escola!


Meta a Colher no... Delegadas

Carla Kuhn «Em briga de marido e mulher deve-se meter a colher sim, porque nessa relação entre homem e mulher, ela é hipossuficiente, ou seja, vulnerável. Também, a violência doméstica não atinge somente as mulheres, mas toda a família e os filhos. Em razão disso, todos nós devemos meter a colher, nos meter nessa relação e denunciar.»

Lisiane Mattarredona «Em briga de marido e mulher deve-se meter a colher sim. Esse ‘meter a colher’ é qualquer cidadão que se depare com a situação de violência. Hoje nós temos divulgado os telefones de atendimento à mulher 3225-6888 e 197 da Polícia Civil, porque a intervenção de um terceiro é imprescindível para que se preserve a vida. Então, um grito de socorro deve ser ouvido. Devemos criar coragem e denunciar, sempre! »

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