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bienal de sĂŁo paulo

proposta de identidade visual para a 30ÂŞ bienal de sĂŁo paulo

maria fraga

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bienal de são paulo memória descritiva

proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

Com os textos curatoriais como premissa, a minha proposta desenvolve-se em torno do conceito de articulação e constelação das linguagens poéticas. Assim, comecei por pensar o edifício / a arquitetura como meio discursivo e albergue para estas articulações. Na verdade, o edifício não só alberga fisicamente a bienal – constituindo-se como um espaço aberto a toda a diversidade de linguagens e meios expressivos de comunicação – da tela à instalação / da parede ao chão, ao teto, ar (…); como é também ele próprio parte desse processo entre sujeito produtor (artista), objecto produzido (obra de arte) e sujeito observador / espectador. Ou seja, o edifício é não só um espaço vazio e em branco (como uma tela), mas também indivíduo nesse processo de comunicação e entendimento, também ele participa do processo de fruição e crítica e também ele altera não só o que dada obra parece ser , ao espectador, mas também o que dado conjunto de obras são (participa no entendimento individual e colectivo). Este espaço é também ele figura no conceito de constelação e também ele se articula e articula todo o conjunto de ações e narrativas internas. Deste modo, pode dizer-se que as mesmas obras em espaços diferentes podem ter entendimentos absolutamente diferentes (do mesmo modo que acontece com obras entre si), além disso, há também um dado fundamental para a arte contemporânea – a sua mobilidade, imprevisibilidade e o romper das fronteiras do que são os conceitos de obra de arte – pintura, escultura – o fato, por exemplo de vários autores prepararem a sua obra para este espaço em específico (as instalações, os happenings, as esculturas) tudo deixa de ser inerte e fixo para ser adaptável, articulável e, muitas vezes, deteriorável. Neste caso, a arquitetura intervém em todo

este processo também porque ela própria se demarca pela sua personalidade forte. Analisando o Pavilhão Ciccilio Matarazzo, apercebi-me que seria um bom ponto de partida para o desenvolvimento desta proposta, concluindo que este responderia evidentemente àquilo que constitui a proposta conceitual da curadoria. Como acontece em outros prédios do arquitecto, Niemeyer propõem um desenho regrado e ritmado para o exterior (paralelipípedo marcado na sua fachada pelos brise-soleil) e para o interior um amplo branco ritmado pela verticalidade dos pilotis e o movimento contínuo e fluido das curvas que desenha para resolver as rampas que ligam os vários pisos. Foi nestas rampas que eu centrei o meu entusiasmo, percebendo nelas as linhas de encontros / desencontros – articulação e sugestão de caminhos convergentes e divergentes. Partindo disso, a minha proposta reforça o sentido de articulação entre os vários materiais gráficos. Assim, a arquitetura (o interior do prédio) é referenciado (com alguma abstração – não tendo ela o protagonismo enquanto espaço físico, mas enquanto conceito visual), valorizando também as suas mais valias gráficas. Respondendo a essa ‘articulação’, o material é pensado para ter vários sentidos de leitura e também para poder funcionar em conjuntos de vários. Assim, o ‘30’ aparece se repetindo nos dois sentidos, que se compõem pela linha horizontal (‘bienal de são paulo’).

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bienal de são paulo título 30ª bienal estudo de proporções e tipografia

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proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

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bienal de são paulo desdobramentos gráficos

proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

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bienal de são paulo cartaz

No caso, do cartaz e dos materiais de carácter institucional distribuídos em maior quantidade, proponho duas versões, podendo jogar com as cores e tirando partido das capacidades gráficas da fotografia (arquitetura), para que os cartazes se articulem de várias maneiras (já que a tipografia permite os dois sentidos de leitura), desenhando em conjunto um padrão ritmado.

proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

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bienal de são paulo capa de livro capa de catálogo

No caso das capas de livro e catálogo, a proposta é uma síntese do que acontece no cartaz, dando maior importância às linhas de força da fotografia / arquitetura, reforçando mais uma vez o caráter simetria / espelho. As proporções mais reduzidas da informação tipográfica (em relação aos outros materiais de divulgação) supõem uma maior proximidade ao objeto, propondo novas leituras do mesmo conceito.

proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

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bienal de sĂŁo paulo guias e brochuras

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bienal de sĂŁo paulo banners para web

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bienal de são paulo desenho de página web

A página web é pensada como um catálogo on-line, de fácil e rápida pesquisa pelas obras e autores que fazem parte da 30ª bienal; tendo também em conta o esquema de constelações, inerente à proposta da curadoria.

proposta de identidade visual para a 30ª bienal de são paulo

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bienal de sĂŁo paulo

proposta de identidade visual para a 30ÂŞ bienal de sĂŁo paulo

maria fraga

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proposta 30 bienal sp