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O 25 de abril de 1974 Trabalho realizado por:

Duarte Jer贸nimo 9潞A N潞14

Disciplina: Hist贸ria Professora: Maria do Carmo Escola: EB2,3 D. Martim Fernandes Agrupamento: Albufeira Poente


Introdução Supostamente, todas as pessoas devem conhecer o dia da Revolução dos cravos, portanto, com este trabalho, pretendo esclarecer algumas dúvidas que, nomeadamente nos adolescentes, circulam. Pretendo enriquecer também os meus conhecimentos acerca do 25 de abril de 1974, indicando o regime a que o movimento de abril pôs fim, o fascismo, e os antecedentes ou as causas da revolução de abril.


O QUE FOI A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS ?  A Revolução dos Cravos, conhecida como Revolução de 25 de Abril, refere-se a um período da história de Portugal resultante de um movimento social, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático e com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976, com uma forte orientação socialista na sua origem.


O MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (MFA)  A Revolução dos Cravos foi liderada por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), que era composto na sua maior parte por capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que tiveram o apoio de oficiais milicianos. Este movimento surgiu por volta de 1973, baseando-se inicialmente em reivindicações como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Com reduzido poderio militar e com uma adesão em massa da população ao movimento, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas 4 civis mortos e 45 feridos em Lisboa pelas balas da DGS.


O FASCISMO – regime político anterior à revolução  Fascismo é um regime autoritário, que remetia para uma "aliança" ou "federação".  Originalmente o fascismo foi um movimento político fundado por Mussolini em 23 de Março de 1919 e no seu início era composto por unidades de combate.  O fascismo foi apresentado como partido político em 1921. Desde essa altura, a palavra "fascista" é usada para mencionar uma doutrina política com tendências autoritárias, anticomunistas e antiparlamentares, que defende a exclusiva autossuficiência do Estado e suas razões, que são superiores ao direito e à moral, fazendo uso recorrente a forças social-revolucionárias. No entanto, quando o fascismo é estabelecido, ele impõe normas disciplinares.


O FASCISMO – regime político anterior à revolução  O fascismo é diferente das ditaduras militares porque o seu poder está fundamentado em organizações de massas e tem uma autoridade única. Os seus membros são na sua grande maioria provenientes da classe operária e da pequena burguesia rural e urbana.  Quando o fascismo se estabelece no poder, aceita a presença do grande capital e se impõe de forma disciplinadora, impedindo que as organizações operárias defendam a luta de classes (sindicatos e partidos políticos, por ex.).


O FASCISMO – regime político anterior à revolução Em Portugal:  Em 1926, o Exército português toma conta do poder, pondo termo ao período do "Liberalismo convulsivo" republicano e instaurando a Ditadura Militar. Tudo concorre para que Oliveira Salazar, um homem de formação e militância católica venha a ser visto como entendido máximo no problema crucial do país – o financeiro.  O regime apoiou-se em várias estruturas repressivas: a PIDE e a Censura política, por exemplo.


O FASCISMO – regime político anterior à revolução Este domínio fascista de quase cinco décadas traduziu-se na ausência das mais elementares liberdades, baixos níveis de vida, brutal exploração, obscurantismo cultural, repressão das mais simples manifestações de descontentamento, prisões, torturas e assassinatos de dezenas de resistentes.


AS CAUSAS DO 25 DE ABRIL  As causas centrais da revolução portuguesa são a guerra colonial, a crise económica (guerra e crise como duas dimensões da crise nacional), o protagonismo do movimento operário e as especificidades deste em Portugal, caracterizado pela desorganização política e sindical e a concentração da classe trabalhadora portuguesa na cintura industrial de Lisboa.


AS CAUSAS DO 25 DE ABRIL  A revolução começa com um golpe militar levado a cabo por oficiais das Forças Armadas, o Movimento dos Capitães. O arrastamento da guerra ao longo de treze anos sem vislumbre de qualquer solução política no quadro do regime de Marcelo Caetano e a iminência de derrota abriram a crise nas forças armadas.


A DEMOCRACIA  Democracia é a forma de governo em que a soberania é exercida pelo povo.  É um regime de governo em que todas as importantes decisões políticas estão com o povo, que elegem os seus representantes por meio do voto. É um regime de governo que pode existir no sistema presidencialista, onde o presidente é o maior representante do povo, ou no sistema parlamentarista, onde existe o presidente eleito pelo povo e o primeiro ministro que toma as principais decisões políticas.  Em Portugal começou com a revolução do 25 de abril.


A LIBERDADE Liberdade significa o direito de agir segundo o livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa. Liberdade é também um conjunto de ideias liberais e dos direitos de cada cidadão. A liberdade de expressão é a garantia e a capacidade dada a um indivíduo, que lhe permite expressar as suas opiniões e crenças sem ser censurado. O movimento que devolveu a liberdade a Portugal começou com a canção “E depois do adeus”, passada no ex Radio Clube Português, de Paulo de Carvalho, https://www.youtube.com/watch?v=yzua3auO_9I que foi a senha para os militares saírem dos quartéis. A canção de Zeca Afonso, “Grândola, vila morena” tornou-se o hino da Revolução. https://www.youtube.com/watch?v=ci76cKwFLDs


A LIBERDADE Imagens de abril


A LIBERDADE CANÇÕES E POEMAS DE ABRIL (canções/poemas de intervenção) http://cravoscancoes.com.sapo.pt/ https://www.youtube.com/watch?v=PrQ6L_YyFXo FILMES DE ABRIL Capitães de abril https://www.youtube.com/watch?v=Q770xkzg5kg

Documentários «Outro país» (1999), de Sérgio Tréfaut, «Cartas a uma ditadura» (2006), da atriz e deputada Inês de Medeiros, a partir de uma centena de cartas de apoio ao regime de Salazar, escritas por mulheres portuguesas em 1958, e descobertas por acaso num alfarrabista. «48» (2009), de Susana Sousa Dias, que conta as histórias - a partir de fotografias de cadastro - de homens e mulheres que foram presos e torturados pela PIDE, e «Linha vermelha», (2011), de José Filipe Costa, sobre um filme de Thomas Harlan feito em 1975 sobre a ocupação de uma herdade no Ribatejo. «O segredo» (2008), de Edgar Feldman, sobre a fuga do forte de Peniche do antigo dirigente comunista Dias Lourenço, a ficção «Amanhã» (2004), de Solveig Nordlund, sobre a PIDE, e o documentário «25 de Abril, uma aventura para a democracia» (2000) de Edgar Pêra.


WEBGRAFIA www.wikipedia.org www.youtube.com

www.25abril.org/ ‎ http://www.causanacional.net/index.php?itemid=264 http://www.infopedia.pt/$fascismo


O 25 de abril de 1974