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Julho 2018

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AVISO

A presente tradução foi efetuada pelo grupo Warriors Angels of Sin (WAS), de modo a proporcionar ao leitor o acesso à obra, indentivando à posterior aquisição. O objetivo do grupo é selecionar livros sem previsão de publicação no Brasil, traduzindo-os e disponibilizando-os ao leitor, sem qualquer forma de obter lucro, seja ele direto ou indireto. Levamos como objetivo sério, o incentivo para o leitor adquirir as obras, dando a conhecer os autores que, de outro modo, não poderiam, a não ser no idioma original, impossibilitando o conhecimento de muitos autores desconhecidos no Brasil. A fim de preservar os direitos autorais e contratuais de autores e editoras, o grupo WAS poderá, sem aviso prévio e quando entender necessário, suspender o acesso aos livros e retirar o link de disponibilização dos mesmos, daqueles que forem lançados por editoras brasileiras. Todo aquele que tiver acesso à presente tradução fica ciente de que o download se destina exclusivamente ao uso pessoal e privado, abstendo-se de o divulgar nas redes sociais bem como tornar público o trabalho de tradução do grupo, sem que exista uma prévia autorização expressa do mesmo. O leitor e usuário, ao acessar o livro disponibilizado responderá pelo uso incorreto e ilícito do mesmo, eximindo o grupo WAS de qualquer parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar a presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998.

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SINOPSE

Honor

é a filha do Presidente e espera-se que ela se comporte de uma determinada maneira.

Ela passou toda a sua vida vivendo pelas regras... até que o mais novo membro do Serviço Secreto apareceu.

Washington

fez o seu melhor para protegê-la e manter as mãos

e os pensamentos sujos para si mesmo. Mas é seu aniversário de dezoito anos e ele ficou encarregado de vigiá-la. Quão de perto ele pode assistir seu corpo sem ceder aos seus desejos? Não muito.

Aviso: Esta rapidinha quente e rápida é exatamente o que você precisa para aquecer sua noite de verão.

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Capítulo Um HONOR

Eu me inclino contra a porta do escritório do meu pai, olhando para sua secretária. Me tornei próxima a ela ao longo dos anos uma vez que passamos muito tempo juntas. Principalmente em períodos como este, quando estou esperando do lado de fora do seu escritório para ter um momento com ele. Ela me deu conselhos de uma maneira materna, e sei que ela me vê mais do que apenas a filha de seu chefe. Na verdade, tenho certeza que ela e meu pai estão apaixonados. Nenhum deles me disse uma palavra sobre isso e eu não pergunto. Mas eles devem ter finalmente cedido à atração, porque meu pai não parece tão mal-humorado. Embora eu ache que July poderia ter sido o que o deixou mal-humorado para começar. Espero que eles parem de esconder o seu amor em breve. Se bem que, quem sabe se eles estão escondendo isso de mim ou do resto do mundo. Talvez ambos. — Como está o humor lá? — Eu aponto para a porta, e ela ri. Ela pode lê-lo melhor que ninguém. — Ele parecia de bom humor. Porquê? Você vai estragar tudo? — Ela me dá um sorriso provocante. Eu prendo meu lábio inferior entre os dentes. Talvez. Eu não quero, mas sei que vamos discordar - algo que parece estar acontecendo muito

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ultimamente. Ele diz que eu comecei a me rebelar, mas não vejo isso dessa maneira. Eu vejo isso como fazer minhas próprias escolhas sobre o que eu quero fazer com a minha vida. Se dependesse dele, ele planejaria toda a minha vida, mas amanhã farei dezoito anos e as escolhas serão todas minhas. De certa forma. Eu ainda serei a filha do Presidente, assim como tenho sido desde os onze anos. A vida mudou completamente no dia em que ele foi eleito. Era muito para absorver, mas teria sido assim para qualquer um. Mas agora, depois de dois mandatos, sua presidência está chegando ao fim. Dou de ombros para July, mas ela olha para mim com simpatia. — São apenas mais alguns meses, — ela me lembra. — Depois você vai para a faculdade. — Eu não quero. — É difícil manter a raiva que estou sentindo fora da minha voz. Eu estou sendo irracional e eu sei disso. Eu não quero ir para a faculdade por dois motivos. Por um lado, a faculdade nunca foi algo que eu desejasse, mesmo que eu fosse muito bem na escola. E dois, eu nunca saberei realmente se as faculdades da Ivy League estão implorando para me receber por causa do meu pai ou por causa do meu próprio trabalho duro. Eu não deveria me importar com o motivo pelo qual eles me querem, porque eu não os quero. Eu quero uma vida diferente da que o meu pai quer para mim. Tem sido difícil fazer com que ele entenda que eu não sou mais sua garotinha. Ele pode ter sonhos na política para si mesmo, mas tudo que eu sempre quis foi uma casa cheia de crianças e um marido que estivesse

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em casa todas as noites para o jantar. Eu não quero alguém muito ocupado para mim. Eu quero a casa com a cerca branca, não a Casa Branca. Eu tenho meu próprio futuro mapeado em minha mente, e a única coisa que eu quero é Washington. Mas não é isso que o meu pai quer que eu vá atrás. Se eu sair da Casa Branca, não o verei novamente. Pelo que sei sobre ele, é o agente principal dos detalhes de segurança do meu pai. Em todas as fantasias que tenho, ele é o astro principal. E ele também pode ser a razão pela qual estou esperando do lado de fora do escritório do meu pai. — Com quem ele está? — Pergunto a July, rezando para que ela diga o nome dele. Ela sorri brilhantemente e tenho uma suspeita de que ela está de olho em mim. Sinto minhas bochechas queimarem. Quem estou tentando enganar, não é como se eu fosse discreta o suficiente para esconder minha paixão por ele. Ela percebe tudo. Embora ele nem saiba que eu existo. Ele é educado quando me cumprimenta, mas nada mais. Não importa o quanto eu tente envolvê-lo, ele sempre tem a mesma cara séria. Eu não tenho ideia porque o acho tão sexy, mas tudo sobre ele é. Ele não é nada como os meninos com quem saí no ensino médio. Todo mundo era tão adequado e conveniente. Todos eram considerados bem criados, e isso só me fez ansiar por uma vida simples e livre disso. Eu queria a vida que tinha vivido quando jovem, morando no

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Tennessee. Antes de meu pai se tornar governador e, em seguida, começar sua corrida para Presidente. Eu tento imaginar onde Washington mora e se ele tem uma namorada. Meu estômago se enrola com a ideia. Ele não usa um anel no dedo, mas mesmo assim ele ainda pode ser casado. Mas acho que July teria me dito se ele fosse casado. A primeira vez que o vi, eu tinha quinze anos e ele entrou no escritório do meu pai. Eu estava saindo ao mesmo tempo e passei por ele. Meus joelhos ficaram fracos quando ele virou seus olhos verdes escuros para mim. Eu alcanço e afasto minha franja marrom longe do rosto. Talvez eu devesse ter demorado um pouco mais para me preparar esta manhã. Eu tinha a sensação de que ele poderia estar aqui hoje, então corri para ter certeza de que não o perdia. Eu notei que quando ele vem aqui, sempre é cedo. Ele esteve fora por mais de uma semana e meu coração estava começando a doer com sua ausência. Como posso sentir falta de alguém com quem nunca conversei? — Sr. Washington está lá com ele — ela me diz, fazendo meu coração palpitar. Vou vê-lo e não me importo se tenho que ficar aqui o dia todo só para ter um pequeno vislumbre. — O que você sabe sobre ele? — Eu finalmente faço a pergunta que nunca tive coragem suficiente para fazer. Não quero revelar minha atração por ele, mas já passei do ponto em que posso suportar. Eu tenho que saber. Faz tanto tempo desde que eu o vi que fui levada ao limite do

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controle. Eu me inclino contra a porta e me preparo para o que ela vai dizer. — Ele é um pouco velho demais para você, Honor. — Ela levanta uma sobrancelha para mim. Eu tenho que morder minha língua para lembrá-la da diferença de idade entre ela e meu pai, mas eu sei que ela está apenas tentando me proteger. — Mas — ela continua, — eu sei que ele é um exfuzileiro naval. Ele não é ativo, tanto quanto me lembro, mas você nunca tem certeza por aqui. Começo a concordar com ela, mas a porta em que estou encostada se abre ao mesmo tempo e solto um grito quando começo a cair no Salão Oval. Fecho bem os olhos e me preparo para o impacto, mas em vez disso caio em fortes braços. Sou puxada para perto de um peito largo, e abro meus olhos para ver o verde profundo que eu sonho em me olhar de volta. Eles me seguram em transe e eu me pergunto o que ele vê quando olha para mim. Nos últimos anos eu mudei. Não é difícil quando você vive no centro das atenções. Eu passei pela transformação da garota desajeitada e desengonçada para uma mulher. As notícias e os blogs não são gentis e sempre têm algo a dizer sobre a minha aparência. Recentemente, é tudo sobre quanto peso eu ganhei, e alguns dos comentários são sobre como meus seios ficaram muito grandes. Como se eu tivesse controle sobre isso. Meus hormônios decolaram e eu desenvolvi quase da noite para o dia. Ainda estou me acostumando com esse novo corpo que está atraindo

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mais atenção do que nunca. Washington também vê isso ou ainda me vê como criança? — Oi — eu digo mais alto do que pretendia. Ele grunhe quando me puxa para ele e minha respiração pega. O ar ao nosso redor está carregado, e eu juro que sinto algo entre nós. Mas ele só me segura por um breve segundo antes de me colocar de pé e se afastar. Ele murmura algo que não entendo e percebo que a respiração dele é pesada. Parece chateado quando cria distância entre nós, e não posso deixar de me sentir tola por cair sobre ele. — Você está bem? — Meu pai se aproxima e eu acho que ele está falando comigo, mas seus olhos estão em Washington. Eu olho de volta para Washington e vejo por que ele está perguntando. A camisa de botão-up1 sob seu terno preto tem um ponto vermelho de florescência sobre ele e está começando a se espalhar pelo material. — Oh meu deus. — Eu me aproximo dele enquanto ele tira sua camisa para revelar uma bandagem branca que está encharcada. — O que aconteceu? — Eu pergunto enquanto a preocupação cresce no meu estômago. Ninguém me responde, e eu olho para Washington, que está completamente estóico. — Isso é confidencial, Honor — Washington finalmente diz. Eu não acho que ele já tenha me chamado pelo meu nome real antes. — Acho 1

No original está Button-up - trata-se de uma camisa que não tem botão do lado de fora do colarinho, em oposição à camisa Button-down que tem aquele botão pequeno que abotoa, e pode ser usada, apertando esse botão, ou sem ele.

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que acabei de puxar um ponto quando te peguei. Está bem. Já estive pior. — Ele tenta me tranquilizar, mas agora estou destroçada com culpa. — Por que você não vai ver o Dr. Morgan e eu vou me encontrar com você quando terminar? Então podemos ir, — meu pai diz para Washington. Washington acena para ele e me dá mais uma olhada antes de sair. Meus olhos o seguem enquanto se afasta, e eu quero tanto ir com ele. — Eu vou deixar vocês dois com isso. — July acena antes de fechar a porta e me deixar sozinha com o meu pai. — Ele vai ficar bem. — Papai envolve um braço em volta de mim, trazendo-me para o lado dele enquanto beija o topo da minha cabeça. — Vamos fazer uma refeição rápida antes que eu precise sair. — Quanto tempo você vai estar fora? Você vai perder o meu aniversário, não vai? — Ele começa a se ocupar empurrando algumas coisas da mesa para dentro de sua pasta, mas posso ver a culpa se espalhar pelo seu rosto. — Está tudo bem, realmente. Eu sei que você está ocupado. — Eu sinto falta de ter meu pai por perto? Sim, mas eu entendo. A única coisa que me incomodava era o controle que ele tentava ter sobre minha vida. Muitas vezes me pergunto se ele se preocupa porque ele é o Presidente ou porque ele está tentando compensar por ser um pai solteiro.

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— As coisas serão diferentes em breve — ele tenta me tranquilizar. —

Talvez

você

devesse

escolher

uma

escola

no

Tennessee. Quando eu terminar com meu último mandato, é onde estaremos baseados. — Sério? — Eu pergunto, surpresa. Não que eu queira ir para a faculdade ainda, mas isso é uma mudança de ritmo do que ele vem pressionando até agora. — Eu quero ir para casa quando isso acabar. — Ele rodeia sua mesa, envolve o braço em volta do meu ombro novamente e me leva para fora de seu escritório. Eu o vejo compartilhar um olhar com July enquanto passamos pela mesa dela. Odeio que eles sintam que precisam se esconder. Estou até com um pouco de dor que meu pai não me contou por conta própria. Pode ser difícil para ele se abrir para mim, então eu tento não deixar que isso me magoe. — Pensei que talvez você fosse a algum lugar maior. Como Nova York ou algo assim — eu admito enquanto caminhamos pelo longo corredor. — Eu também. Queria estar perto de onde quer que você escolhesse uma faculdade, mas... — Ele para. — July? —

Eu finalmente pergunto, olhando para ele. Ele não

responde e quando chegamos à cozinha, ele me guia para um assento. — Liberem a sala — ele ordena, e todo mundo sai rapidamente. Ele começa a puxar coisas para fora da geladeira para fazer o nosso almoço. — Você sabe sobre July? — Ele me pergunta.

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Ela é a única mulher por quem eu já vi ele demonstrar interesse, além da minha mãe. Posso ver porque ele gosta dela. Ela é doce, mas também direta quando precisa ser. Ela é boa em lidar com meu pai e parece que ela está fazendo isso de várias maneiras. — Eu percebi. — Eu dou de ombros. — Eu só quero o que te faz feliz — acrescento. Ele olha para mim, sabendo o que quero dizer. Eu fiz minhas escolhas na vida e ele pode fazer as dele. — Ela está grávida — diz ele, soltando uma bomba. Eu olho para ele, chocada, sem saber como me sentir. Eu não estou chateada, apenas apanhada de surpresa. — E como você se sente sobre isso? — Eu pergunto, precisando ouvir como ele está lidando com isso. Ele coloca um prato de comida na minha frente, mas eu o ignoro. — Estou animado — ele admite, sentando-se ao meu lado. — Estou apaixonado por ela. — É doce o jeito que a voz dele cai quando ele diz isso. Ele é mesmo. — Você amava a mamãe? — A pergunta sai da minha boca, e eu odeio isso porque o timing não é o meu ponto forte. Eu sempre desejei saber, mas nunca perguntei. Não acho que eles estavam apaixonados. Minha mãe era fria, enquanto meu pai derramava afeição por mim. Quando olho para as memórias de nós três, eles não pareciam se encaixar. Eu não percebi até ficar mais velha. Ela nunca mostrou afeto, nem mesmo por mim. Eu ainda me sinto culpada por não

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sentir sua falta como deveria. É triste, mas não há nada sobre ela para perder. — Não — ele admite, e eu aceno em compreensão. Eu ainda me pergunto como eles acabaram juntos. — Você merece a felicidade e eu amaria um irmão ou irmã. Ele sorri para mim e eu posso ver a esperança em seus olhos. — É capaz de as coisas ficarem um pouco loucas quando todo mundo descobrir que estamos juntos e ela está grávida. — Não é como se você estivesse correndo para a reeleição — eu rio. Isso realmente não importa. Em breve sairemos daqui e espero que o olhar cansado no rosto do meu pai também fique para trás. — Não, mas estou tentando proteger July. E tentando fazê-la me amar de volta. — Faça algo por ela então. Leve-a para longe de tudo e sejam um casal por um tempo. Eu vou segurar o forte, — eu provoco, fazendo-o rir. Eu o cutuco com o ombro. Se ele quer que ela se apaixone por ele, tenho certeza que ela vai. O meu pai não só é doce, mas todo mundo o chama de o Presidente mais quente de todos os tempos. Para mim ele é apenas Pai. — Eu também amo July. Ela é doce — eu ofereço. — Eu sabia que você ficaria bem com isso. — Porque eu amo você. — Eu vejo um toque de tensão deixar seu corpo. 14


— Eu também te amo querida. Nós dois voltamos a comer e decido não falar sobre a faculdade hoje. A última vez que falamos sobre isso, brigamos, e ele está prestes a sair por, pelo menos, vinte e quatro horas. Não quero que nos separemos aborrecidos. Uma batida soa na porta antes que um agente passe por ela. — Sr. Presidente? Meu pai está de pé. — Estou indo. — Eu vou mudar a festa de aniversário — eu lhe digo quando me dá um grande abraço. — Que bom, não quero perder isso. — Eu o vejo sair e me sinto um pouco melhor. Nem posso acreditar que July esteja grávida. Agora os dois podem parar de se esconder. Termino de comer e coloco meu prato na pia antes de sair da cozinha. Eu queria muito perguntar ao meu pai o que aconteceu com Washington. Mas quando alguém diz que algo é confidencial, aprendi a deixar para lá. Não importa quão intrometida eu queira ser. Ainda assim, gostaria de saber se posso conseguir algo a partir de July. Quero parabenizá-la pelo bebê e deixá-la saber que estou feliz por eles. Mas me pergunto se ela sabe que ele ia me dizer. — Freedom2 está em movimento — eu ouço por trás de mim. Olho por cima do ombro para ver o agente Sweet me seguindo, e dou-lhe um 2

Liberdade. É o nome de código usado pelos homens da Segurança para Honor.

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sorriso. Sweet tem estado comigo desde o começo e é meu agente favorito da minha segurança. Ele me lembra um velhote doce, mas ele provavelmente tem a mesma idade que meu pai. Todos na minha segurança me chamam de Freedom. É meu nome de código. Todos os Presidentes e suas famílias têm nomes de código enquanto estão na Casa Branca e esse é o meu. O Agente Sweet é capaz de saber o que aconteceu com Washington. Vou ter que pressioná-lo se July não desmoronar. Quando ando na esquina, paro quando vejo Washington parado ao lado da mesa de July. Eles estão falando em sussurros baixos e ela está balançando a cabeça, não gostando do que está dizendo. — Pensei que você estava com o meu pai — eu deixo escapar. Uma onda de ciúmes toma a dianteira. Ambos levantam a cabeça ao som da minha voz. — A Srta. Kennedy vai com ele em vez de mim. — Washington responde pelos dois. Seus olhos se fixam nos meus e minha respiração engata. Seus olhos verdes escuros me seguram no lugar enquanto ele me olha de cima a baixo. Então ele olha para trás e seu rosto fica todo profissional. — Agente Sweet, por favor, leve a Srta. Kennedy ao Presidente. Eu ficarei com Freedom. Eu não sabia que Washington poderia controlar os agentes, mas o agente Sweet acena e se afasta. — Eu vou te ver mais tarde, Honor — diz July enquanto pega sua bolsa e vem ao redor para me dar um abraço. Eu acho que meu pai 16


gostou da minha reação a eles estarem juntos, ou ele apenas a quer ao seu lado. De qualquer forma, eu gosto que ele esteja pedindo para ela ir junto. — Divirta-se. — Eu a beijo na bochecha. — Obrigada — diz, sorrindo para mim. Ela parece tão feliz quando se afasta. Eu não tenho que me virar para saber que Washington está olhando para mim. Eu posso sentir seus olhos nas minhas costas e lentamente viro-me para enfrentá-lo. Há muito poder irradiando dele enquanto seu grande corpo está a postos. Eu me pergunto se é algo que ele foi treinado para fazer ou se ele naturalmente ocupa todo o quarto. Toda emoção que sinto aparece no meu rosto, mas ele fica como uma estátua. No entanto, de alguma forma, consigo sentir o pulsar na sala só para ele. — Eu realmente sinto muito que puxei um dos seus pontos— digo nervosamente. Eu me sinto exposta enquanto seus olhos se agarram ao meu corpo. Ele não pode sentir a eletricidade explodir à nossa volta? A camisa branca e o paletó sumiram, e agora ele está vestindo uma camiseta preta lisa esticada no peito largo. Ele parece poderoso e intimidante, mas tudo que eu quero fazer é me esfregar em seu corpo como um gatinho. Ele carrega uma aura que avisa as pessoas para não foderem com ele. Mas como uma mariposa atraída pela chama, isso só me faz querê-lo ainda mais. Seus cabelos escuros e olhos verdes escuros são os destaques em minhas fantasias. Sua mandíbula dura e os ângulos 17


ásperos de seu rosto podem fazer as pessoas pensarem que ele não é bonito, mas eu nunca quis tanto um homem. Ele é o monstro no meu armário que eu deveria ter medo. Mas tudo que eu quero fazer é abrir a porta e me juntar a ele lá dentro. — Está tudo bem — diz ele, sua voz grave quebrando o silêncio. — Como eu disse, já tive pior. — Dói? — Eu dou um passo em direção a ele, querendo tocálo. Meus dedos doem por isso e olho por cima do ombro pensando que estamos praticamente sozinhos. — Eu vou acompanhá-la de volta ao seu quarto. Eu quero dizer-lhee que não preciso de uma escolta, mas ele provavelmente sabe disso e está apenas sendo educado. Pelo menos se me acompanhar, vou passar mais tempo com ele. Então faço o que me diz, querendo roubar qualquer momento que eu possa com ele. Ando pelo corredor a um ritmo lento, mas sinto-o perto de mim. Muito mais perto que o Agente Sweet anda. — July me disse que você é um fuzileiro— eu finalmente digo. Eu quero ouvi-lo falar. — Eu sou um ex-fuzileiro naval. Nós não nos aposentamos. Ele se moveu durante a nossa caminhada e agora está caminhando ao meu lado. Ele é muito maior quando está tão perto.

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— Então você é o agente que comanda todos os outros ao redor? — Eu dou-lhe um sorriso provocante. — Desde há alguns momentos atrás, sim. E enquanto o Presidente estiver fora. — Não mais o Agente Sweet? — Isso é um problema? — Ele pergunta, seus olhos me cortando. Eu sacudo minha cabeça. Seu tom é de repreensão e, por um segundo, eu me pergunto por que ele tem que ser um idiota sem motivo. — Agente Sweet foi destacado para a segurança de July enquanto ela e o Presidente estiverem fora. Fui solicitado para ficar com você. — Você parece animado com isso. Eu tento fazer soar como uma piada para aliviar um pouco da tensão que vejo nele. Qualquer outra emoção além de mal-humor seria legal. Ele não responde ou tenta negar isso. Ele apenas continua andando. Eu suspiro, me perguntando se eu deveria deixar essa paixão ir. Talvez ir embora para a faculdade não seja uma ideia tão ruim. A menos que ele esteja destacado para meu segurança, também. — Isso é só até meu pai voltar, certo? Ele não responde de novo e está muito mais frio que o normal. Ele está com raiva de mim? Talvez o estômago dele esteja mais dolorido do que ele está admitindo. Ou talvez eu o esteja aborrecendo e ele não esteja feliz por ter que cuidar de mim.

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— Seja como for— murmuro quando ele abre as portas que levam à minha sala de estar privada. Estou surpresa quando ele entra comigo e fecha a porta atrás dele. — O que você está fazendo? — Eu estalo, e de repente eu sou a única que está com raiva. Estou cansada de ter todos esses sentimentos por alguém que não vai me dar a cortesia de responder minhas perguntas. E estou chateada porque não posso controlar a reação do meu corpo a ele, não importa o quanto eu tente. Agora ele está invadindo meu espaço pessoal e não aprecio sua presença iminente no meu quarto. — Você vai ser um problema? — Sua voz é tão baixa que quase não o ouço. — O que isso quer dizer? Eu já fui um problema? — Eu não tenho ideia do que ele está falando. Eu nunca causo a ninguém neste lugar um momento de preocupação. Na verdade, tento manter a cabeça abaixada para ficar sozinha. Quando me pedem para fazer alguma coisa, eu faço, não importa o quanto eu odeie ficar trancada neste lugar. Nunca mais serei livre para fazer o que eu quero, mas entendi isso em uma idade jovem. Ele ficar aqui e me perguntar se eu vou ser um problema me irrita. Isso

me

faz

endireitar

minha

coluna

quando

a

raiva

aumenta. Coloquei minhas mãos nos quadris e seus olhos desceram pelo meu corpo. Nunca tive outro agente me encarando do jeito que ele está agora, e apesar de eu estar louca, o calor fica na metade inferior do meu corpo. Tenho vergonha do quanto gosto dos olhos dele em mim.

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O

Presidente

disse

que

você

tem

sido

desafiadora

ultimamente. Que eu deveria ficar por perto, porque você pode estar tentando se rebelar. — Ele anda mais para dentro da sala, fechando um pouco do espaço entre nós. Meu corpo congela e um pouco da minha energia se evapora quando ele dá um passo em minha direção. Meus instintos me dizem para dar um passo atrás, mas então me lembro de algo no canal Discovery sobre virar as costas para um animal. É isso que ele é? Ele é muito maior que eu, e pelo olhar dele, ele está morrendo de fome. Eu permaneço lá imóvel enquanto os músculos de seu peito se flexionam com seus movimentos lentos. Se estivéssemos na floresta, eu seria a presa e ele seria a pantera à espreita na árvore. O pensamento me assusta, mas Deus me ajude, deixa minhas pernas fracas com a necessidade. — É um menino que é o problema? — Sua pergunta me pega completamente desprevenida. Eu nunca falei sobre namorar com ninguém, muito menos meu pai. Por que Washington acharia que é por isso que eu estaria me rebelando? Já fui convidada para sair antes, mas quem realmente quer ir a um encontro com uma garota que tem de trazer o Serviço Secreto como acompanhante com eles? Ainda assim, não quero soar como uma garota patética que não consegue um encontro. Eu não tenho ideia do por que estou tentando fazer com que ele fique com ciúmes, porque não há

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nenhuma maneira possível de ele estar. Mas eu não posso deixar de insinuar que poderia ser uma possibilidade. Apenas para ver sua reação. — Isso não é da sua conta. Além disso, faço dezoito anos amanhã, então não é como se você pudesse me impedir. — Eu tento manter contato visual com ele, mas seu olhar é muito intenso. Eu decido que é o momento para eu me virar e me afastar dele, mas ele não me deixa. Estende a mão e agarra meu braço, me forçando a encará-lo. Esta é a primeira vez que ele me toca, e meu coração está batendo no meu peito. Então, suspiro quando ele me puxa ainda mais perto, meu corpo agora nivelado com o dele, nem um centímetro de espaço entre nós. Tenho que esticar o pescoço para olhar nos olhos verdes escuros que estão cheios de possessão, ainda que cheios de relutância. — A melhor coisa que você pode fazer agora é ficar longe deles — diz ele enquanto lambe os lábios. — Talvez até de mim, também. Estou chocada em silêncio quando ele se inclina um pouco mais perto. Sua voz está destinada a ser ameaçadora, mas envia um arrepio de desejo pelo meu corpo e estremeço contra ele. — E eu sei exatamente quantos anos você tem. Eu tenho contado os dias. Ele me libera rapidamente como se eu o queimasse. Fico ali atordoada, imaginando o que deu nele. Ele nunca falou comigo desse jeito. Ninguém o fez.

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— Fique aí — ele comanda enquanto aponta para o chão. Então ele sai da sala e bate a porta atrás dele. Tudo o que posso fazer é ficar lá com meu corpo em chamas e minha calcinha vergonhosamente molhada. Tudo o que ele teve que fazer foi colocar as mãos em mim e meu corpo começou a se preparar para ele. Cerro os dentes enquanto lágrimas furiosas ardem nos meus olhos. Por um segundo, pensei que ele poderia apenas me beijar, mas ao invés disso, ele me repreendeu como uma criança e me deixou aqui sozinha. Eu me dou um segundo de autopiedade, então forço todas as minhas emoções a endurecerem. Ele acha que pode me dizer o que fazer? Vou mostrar-lhe o que é rebelião.

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Capítulo Dois HONOR

Sigo meu caminho para o quarto e vou para o closet. É muito grande para mim, mas muitos outros não concordariam. Eu parei de lutar com o estilista há muito tempo. Normalmente uso o que me dizem. É escolhido de uma lista de roupas aprovadas e que me são apresentadas como se eu fosse uma criança. Eu poderia usar algo novo todos os dias durante um ano e ainda não usar tudo o que está aqui. E é triste porque nada disso é meu estilo. É tudo tão limpo e profissional, mas eu fui criada em uma fazenda no Tennessee. Estou mais confortável no short curto e botas sujas, mas isso não está no código de etiqueta. Agora que estou agitada, vou usar o que quiser. Ou pelo menos algo que se pareça com o que eu gostaria de usar. Demoro um pouco, mas finalmente encontro um par de jeans e um top de alças que deveria ser usado sob alguma coisa. Hoje nao. Está quente e eu vou me vestir de acordo, mesmo que eu não saia de casa. Vou até minha escrivaninha e procuro uma tesoura. Sorrio enquanto agarro meu jeans e trabalho nele. Quando termino, coloco as roupas e olho no espelho. Sinto-me mais como eu mesma agora, do que há muito tempo não sentia. As alças do meu sutiã rosa são visíveis por baixo do top, mas é fofo. Eu me viro e vejo que cortei o jeans muito curto, mas não me importo. Washington provavelmente vai relatar isso de volta para o meu pai, mas ele não

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parece ser do tipo que cuida disso em vez de tagarelar comigo. O que ele poderia fazer? Eles são shorts e minha boceta está coberta. Bastante. Eu deslizo em alguns chinelos, pego meus óculos de sol e os empurro por cima do meu cabelo. Pego meu telefone e vejo que é hora de me encontrar com Chad Diamond. Esta era uma das razões pelas quais eu tinha ido ver meu pai esta manhã. Eu queria ver se poderia livrar-me dessa reunião. Ele deveria me ajudar a escolher a faculdade que vou frequentar. Eu queria que ele estivesse aqui para me ajudar a pesar todas as minhas opções e ver qual me serviria melhor. Eu achava que ninguém servia para mim, mas agora estou começando a repensar as coisas. Ou eu preciso me afastar de Washington e sua indiferença, ou preciso descobrir se ele está tão chateado porque me deseja também. Eu sinto a atração entre nós e vejo a luta em seus olhos. Eu o observei todos os dias durante três anos, e vejo que algo nele mudou. Talvez ele seja como eu e só precise de um empurrãozinho. De qualquer forma, meu encontro com Chad vai ajudar nisso. Ele está no seu último ano na Brown University. Ele é fofo e me convidou para um encontro antes, mas eu o recusei porque meu coração queria Washington. Além disso, acho que alguns caras mostram interesse em mim por causa de quem é meu pai. Talvez eu convide Chad para a minha festa de aniversário. Ainda preciso reprogramar. Se eu pudesse cancelar, eu o faria. Eu prefiro fazer algo pequeno, mas papai parece pensar que isso é digno de uma grande festa.

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Eu pego minha bolsa e vou para a porta. Quando a abro, vejo Washington parado lá. — Freedom está em movimento — eu chilro antes que ele possa dizer em seu rádio. Seus olhos percorrem minhas pernas nuas, mas não fico olhando sua reação. Apenas continuo andando como se me vestisse assim o tempo todo e não me importasse com o mundo. Eu o sinto me seguindo de perto e não consigo me impedir de espiar por cima do meu ombro. Sua mandíbula está tensa e seus lábios estão pressionados em uma linha apertada. — Eu não acho que sua roupa seja apropriada — diz ele enquanto me agarra pelo braço e me gira ao redor para enfrentá-lo. Não faz mal, mas eu posso sentir sua força mal controlada quando ele mais uma vez me puxa para perto dele. — Eu acho que você deveria mudar. — Não — eu digo, puxando meu braço para fora de seu aperto, e tento continuar andando. Ele coloca-se no meu caminho e, de repente, uma parede de músculos está bloqueando o caminho. — Você não pode me dizer o que vestir. — Eu olho para ele e vejo suas narinas se alargarem. — Você não acabou de dizer que não é rebelde? — Se você vai dizer que eu sou, então posso muito bem viver com isso. — Eu digo isso na voz mais doce que eu posso reunir.

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— Isso nem parece você — diz ele, mas sua voz é mais suave desta vez. — Como você sabe? Talvez este seja o meu novo e melhorado eu, enquanto me preparo para ir para a faculdade. Ele olha para longe e pensa por um segundo antes de voltar seus olhos verdes escuros para mim. — Tudo bem. Que tal fazermos um acordo? — Que tipo de acordo? — Eu pergunto enquanto meus olhos se movem para baixo para sua boca. Seus lábios parecem tão macios. — Se você mudar, eu farei algo que você queira. — Como o quê? —

Eu quero saber o que ele tem que eu

queira. Então a ideia começa e eu decido jogar a cautela ao vento. Por que não ir atrás do que eu quero? — Que tal um beijo? — Maldito inferno — ele murmura antes de apertar os dentes e fechar os olhos. Se alguém entrasse agora, poderiam ver o quão apertado ele está me segurando, quão próximos estão nossos corpos. Ninguém nunca fala comigo como ele faz, mas eu gosto que ele não seja tão cuidadoso. Todo mundo é tão educado e cheio de boas maneiras na minha frente. Eu aceitaria Washington amaldiçoando feito louco ao invés de robôs programados todos os dias da semana.

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Quando ele abre os olhos de novo, as pálpebras estão pesadas e os lábios se abrem um pouco. — Você tem dezessete anos, Honor. Você não pode dizer coisas assim para mim. — Eu faço dezoito anos amanhã — eu o lembro. — Acredite em mim, eu sei disso. — Ele me solta e dá um passo para trás, em seguida, passa a mão pelo cabelo curto e escuro. — Além disso, este lugar tem muitos olhos. — Ele olha para a esquerda e para a direita, como se estivesse tentando garantir que ainda estavamos sozinhos. — Não na minha ala. — Eu aponto para as portas que levam de volta ao meu espaço privado. Eu não perco o fato de ele não ter dito não. Talvez ele esteja considerando isso? Qualquer coisa que tenha seu corpo no meu vai fazer minha calcinha explodir. Eu decido provocá-lo um pouco mais e ver até onde ele está disposto a ser pressionado. — Você seria o meu primeiro. — Eu brinco com a bainha curta demais da minha bermuda, e não fico desapontada quando os olhos dele vão para lá. Será que ele está pensando em todas as maneiras em que seria meu primeiro? — Honor — diz ele em aviso, em seguida, deixa escapar uma série de maldições. Eu juro que ele está tentando se convencer disso. — Vá se mudar e eu te direi o que aconteceu comigo. — Ele aponta para o estômago, onde o sangramento aconteceu mais cedo. — Combinado — eu concordo, sabendo que é melhor do que nada.

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Eu queria um beijo, mas ser capaz de aprender algo sobre ele, qualquer coisa realmente, é melhor que nada. Eu tenho estado com ele há muito tempo, mas ele ainda é um mistério para mim. Isso me faz um pouco patética que esteja disposta a trocar meu protesto contra minhas roupas normais por fragmentos de informação sobre ele? Eu decido não me debruçar sobre isso agora. Vou pensar nisso depois. Em vez disso, concentro-me no fato de que vou passar mais tempo com Washington. Quando eu entro, ele me segue, mas fica na sala enquanto vou para o meu quarto e fecho a porta. Eu tiro os shorts e chinelos e os troco por um par de calças largas pretas e pego um cardigã para jogar por cima do meu top. Calço sapatilhas pretas e entro na sala principal. Quando chego lá, Washington está olhando para o celular. Sua cabeça levanta quando ele coloca o celular de volta no bolso. — Você tem uma namorada? — Eu deixo escapar a pergunta sem pensar. Eu nunca tive coragem de lhe perguntar antes, mas não posso evitar fazer isso agora. — Essa não é a questão que eu concordei em responder. — Sua voz é severa, mas seus olhos são suaves. — Tudo bem. — Eu decido não forçar a minha sorte. Em vez disso, me viro em um círculo lento. — Eu mudei. Isto tem a sua aprovação? — Está na ponta da minha língua chamá-lo de papai, mas me controlo. — Eu nunca disse que não aprovava o anterior. Simplesmente não acho que os outros deveriam ver você naquilo. — Outros além de você? 29


— Lá está você, fazendo outra pergunta que eu não concordei em responder. — Eu juro que seus lábios estão lutando contra um sorriso. Seus olhos verdes escuros parecem brincalhões. — Ok, então me diga o que aconteceu. — Eu fui baleado — diz ele simplesmente, com um encolher de ombros. Ele diz isso tão casualmente que poderia estar falando sobre um corte de papel. Estou chocada e insegura sobre o que dizer. — Está tudo bem. — Ele se aproxima de mim, e eu devo ter um olhar preocupado no meu rosto, porque ele coloca as mãos nos meus braços e se inclina um pouco para olhar nos meus olhos. — Hey, eu disse que está tudo bem. A bala entrou e saiu. Só precisa de um tempo para se curar. Ele levanta a mão e coloca meu cabelo atrás da orelha, e o gesto é tão familiar. Como se fôssemos mais do que realmente somos – duas pessoas que mal se conhecem. Por todo o tempo que estivemos perto um do outro, não compartilhamos muito. Mas isso não me impede de amar o seu toque. De o amar. Eu não posso explicar isso. Não me importo que alguns digam que é apenas uma paixão porque não nos conhecemos. Mas eu sei como ele me faz sentir. E isso não é algo que tenha alterado. Não em três longos anos. — Você é enviado em missões secretas? — Eu não sei um monte do que acontece. Meu pai tenta proteger muito de mim, mas é impossível bloquear tudo dos meus olhos. — Não mais. — Sua mão cai para longe de mim e ele dá um passo para trás, como se percebesse o que está fazendo.

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— Então, o que você faz agora? — Pediram-me para cuidar de você até o seu pai voltar. — Ele coloca as mãos nos bolsos e eu me pergunto se é para não me tocar. Posso ver o brilho em seus olhos e não é tão simples como ele gostaria que todo mundo acreditasse. — Sinto muito — digo-lhe, enquanto me inclino contra o assento mais próximo de mim e vejo seus olhos seguirem a curva do meu quadril. — Eu não. — Sua voz é mais baixa que antes, e ele limpa a garganta. — Eu quis dizer por você ter que desistir das missões. Não por você ter de me vigiar. — Mordo meu lábio para não sorrir e assisto quando o canto da boca dele se eleva. — Entendo. Bem, não era mais o que eu queria fazer. — Como se ele não pudesse evitar, deu um passo mais perto. Suas mãos ainda estão firmemente enterradas nos bolsos, mas os músculos de seus braços estão tensos. — Então o que é que você quer fazer? — Meus olhos percorrem a camisa preta até à cintura. Eu começo a fantasiar sobre o que está lá embaixo e se ele tem aquele V sexy em seus quadris que leva ao seu pênis. — Você não está saindo, ou está? — O pensamento surge em minha cabeça e eu tenho que olhar para cima e encontrar seus olhos. Meu coração começa a bater quando a preocupação se espalha. — Porquê? Você sentiria minha falta? — Suas palavras estão provocando, e estou surpresa com o quanto eu gosto do som disso. Seu

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sorriso arrogante faz meus dedos se contorcerem. Eu adoraria passar o polegar sobre o lábio inferior dele. — Talvez um pouco — eu admito, tentando ser legal. — Mas você não faria isso, você faria? — Eu não tenho ideia, docinho. Mas se depender de seu pai, então sim, vou ficar. Por que eu amo ele ter me chamado assim? Ele não está olhando para mim como se eu fosse uma criança que ele está sendo obrigado a tomar conta. Eu capto o jeito que ele está lambendo os lábios e a maneira como os olhos dele permanecem na sugestão de decote que eu revelo enquanto continuo me inclinando para a frente para lhe mostrar. — E se depender de mim? — Encorajada, dou um passo para a frente, e desta vez sou eu quem estendo a mão e a coloco em seu peito. Seus olhos escurecem quando ele olha para onde eu o estou tocando. Ele não se afasta ou me diz para parar. Em vez disso, seus olhos se fixam nos meus e ele inclina a cabeça de lado. — Você pode ser uma boa menina? Arrepios atravessam minha pele com a pergunta dele. Posso ser? Eu não quero. Não com ele. Eu quero fazer coisas ruins que possam nos causar problemas. E então eu quero fazê-las novamente, mesmo que sejamos pegos. Com Washington, eu quero tudo. Olho para ele através dos meus cílios e balanço a cabeça levemente. Então, com toda a força que tenho dentro de mim, passo em

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torno dele e vou até à porta. Estou atrasada para o meu encontro com Chad. Quando eu abro a porta, a mão de Washington vem por trás de mim e ele a fecha. Seu peito largo pressiona minhas costas enquanto sua boca vem junto do meu ouvido. — Não há outra mulher na minha vida. Não há ninguém além de você. — Sua respiração está contra o meu ombro nu, e eu fecho meus olhos. O que seria necessário para que ele perdesse o controle? O que seria necessário para eu pressioná-lo até lá? Antes que eu possa descobrir, seu braço serpenteia ao redor da minha cintura e ele me puxa ainda mais para perto dele. Sinto um comprimento duro contra a minha bunda e isso me surpreende. Eu ofego de modo audível com o tamanho disso, mas não faço um movimento para me afastar. Em vez disso, pressiono minha bunda contra ele com mais firmeza enquanto seus lábios se movem pelo meu pescoço. — Você tem dezessete por mais dez horas — ele sussurra enquanto sua mão se move lentamente pelo meu corpo. — Tenha cuidado com a forma como você me provoca até lá. Ele cobre meu sexo sobre minhas calças, e eu sinto o calor de sua palma mesmo através do material. Minha boca se abre, mas nenhum som sai. Em vez disso, sinto a pressão de seu toque possessivo e íntimo e não há espaço para discussão. Ela pertence a ele. — Mais dez horas — diz ele, antes de me soltar e abrir a porta.

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Eu ando com as pernas trĂŞmulas para o meu encontro com o Chad. Washington estĂĄ perto de mim o tempo todo, enquanto o latejar da minha calcinha torna quase impossĂ­vel pensar.

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Capítulo Três WASHINGTON

Permaneço ao lado da porta e vejo seu orientador revisar suas opções. Estou tentando não matá-lo com o meu olhar, mas toda vez que Honor sorri para ele eu quero sufocá-lo com minhas próprias mãos. O merdinha continua olhando para baixo da blusa dela. Ele não sabe que ela tem dezessete anos? Não que isso me impedisse de esfregar sua pequena boceta doce. Levo minha mão casualmente para o meu rosto e inalo, tentando desesperadamente cheirá-la. A quanto tempo tenho esperado? Eu sou um bastardo completo porque estava bem com ela sendo trancada para que homens como Chad não pudessem olhar para ela. Enquanto isso, eu estava me masturbando por ela muito antes do que deveria estar. Eu deveria ter vergonha, mas ninguém nunca me fez questionar a mim mesmo ou ao meu trabalho. Eu estive tão perto de desistir, mas sabia que, se o fizesse, não poderia estar perto dela como estou agora. Mas eu quero jogar tudo para o alto e levá-la comigo. Eu quero trancá-la no meu quarto e mantê-la como um animal de estimação, mas o Presidente não iria gostar muito disso. Ela se inclina para a frente e aponta para algo no papel na frente dele, e ele aproveita a oportunidade para olhar por baixo da blusa. Eu estou ao seu lado em um segundo olhando exatamente para onde ele está. Ele sacode a cabeça para cima e suas bochechas coram ao ser pego.

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— O tempo acabou — eu digo e olho para Honor. — Você tem outras obrigações. — Eu quero chamá-la de docinho, mas mordo minha língua antes que isso saia. Quanto mais posso esperar para reivindicar o que me pertence? É cruel e provavelmente vai me conseguir uma cela em Sing Sing, mas eu não me importo mais. Fui treinado para matar e fazer isso sem ser pego. Agora eu sinto vontade de pegar todo esse treinamento para usar em Chad. Porra, até o nome dele me dá vontade de dar um soco no seu rosto. — Estamos quase terminando aqui — diz ele, como se não visse meu rosto. Nem sabe que estou a apenas alguns segundos de terminar com sua vida. — Eu acho que tenho o que preciso — Honor fala, e o idiota não sabe o quão sortudo ele é por minha garota estar salvando sua bunda. — Você tem o meu número, se tiver mais alguma dúvida — diz ele, voltando toda a atenção para sua bunda quando ela se vira para pegar sua bolsa. — Ou se você só quiser conversar. — Ela não quer falar. — Eu pego a bolsa dela com uma mão e envolvo a outra ao redor de seu braço, levando-a para longe do garoto que está tentando pegar o que é meu. Eu trago meu relógio para minha boca. — Freedom está em movimento. Tenho um microfone embutido, cujo som é enviado para toda a equipe de segurança. Ainda bem que o desliguei quando estava em sua

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ala. Eu não preciso de ninguém sabendo todas as coisas imundas que disse a ela. Ou o que pretendo fazer com ela à meia noite. — Se eu não soubesse melhor, diria que você estava com ciúmes— ela diz, antes de sorrir brilhantemente para um membro da equipe que está passando. — Boa tarde. — Você tem que ser tão legal com todo mundo? —

Eu digo

enquanto solto seu braço. Eu tenho que ter muito cuidado para não chamar a atenção, mas meu controle está acabando. Estar tão perto do que é quase meu causa isso. — Sim, acho que na verdade está na descrição do cargo sob 'filha do Presidente'. — Ela balança os dedos em aspas e pisca para mim. Porra, ela seria muito menos desbocada se tivesse meu pau na boca. Então minhas fantasias sobre ela de joelhos ficam fora de controle, enquanto caminhamos pelo longo corredor até à reunião seguinte daquele dia. Ela tem mais reuniões do que a porra da rainha da Inglaterra. — Obrigado por ter vindo — diz Honor, conforme cumprimenta uma família militar que visita a Casa Branca hoje. A próxima hora é gasta falando com a família, e fico de olho em alguém que tente chegar perto demais. Ou deixar seus olhos demorarem demais. Felizmente o soldado se mantém discreto e é respeitoso, então eu não tenho que fingir matar alguém. Olho para o meu relógio enquanto os segundos passam. É uma contagem regressiva para o que está por vir.

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Eu estou com a família presidencial há muito tempo, mas isso está chegando ao fim. Não só o mandato do Presidente está terminando, como eu vou me demitir. Assim que eu tiver Honor, vou entregar minha renúncia. Eu sabia que esse dia chegaria no momento em que a encontrasse. Mesmo quando ela tinha quinze anos e eu era velho demais para ela, comecei a calcular quanto tempo eu tinha. Quando eu a tiver feito minha aos olhos de Deus, ela virá comigo. Vou levá-la aonde ela quiser, mas ela vai estar montando meu pau a viagem inteira. A reunião seguinte é em outra sala, e eu olho vergonhosamente a bunda dela durante todo o percurso. Ela não se move como uma garota. Ela é toda mulher e está a apenas algumas horas de provar isso para mim. Minhas mãos doem com a necessidade de apertar a carne de suas coxas e enterrar meu rosto entre suas pernas leitosas. — E é aí que a ala hospitalar das novas crianças será — diz alguém, me sacudindo dos meus pensamentos. Eu só quero voltar para a minha fantasia. Ela está cercada de benfeitores da instituição de caridade com quem trabalha e estão discutindo finanças. Ela tem apenas dezessete anos. Ela tem muito em seus ombros. As pessoas esperam que ela siga os passos do pai e siga seu legado. Mas tudo que eu quero fazer é tirá-la de tudo isso e protegê-la do mundo. Ela pertence a um lugar em que possa crescer como quiser. Não como uma planta de estufa, onde ela tem que ir onde eles a forçam. Posso querer trancá-la no meu quarto, mas também quero dar-lhe a liberdade de explorar.

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Engraçado o codinome dela ser Freedom quando ela tem qualquer coisa, menos isso. Não perco a ironia de tudo isso. Há conversa no meu ouvido e minhas sobrancelhas se juntam. Coloco meu dedo contra o fone de ouvido e me concentro. — Não conseguimos ver por onde ele saiu — alguém na sala de controle diz. — Alguém verifique o canto sudoeste. Eu quero duas unidades na porta externa. — O que está acontecendo? — Eu digo, enquanto me aproximo de Honor. — Perdemos de vista o seu conselheiro. Ele tinha uma escolta para o banheiro, mas ele nunca saiu. A agente Sanders acabou de entrar e ele se foi. — Tranque tudo — eu rosno, movendo-me para a direita contra Honor e apertando o cotovelo dela. Eu me inclino para perto e dou-lhe o código de emergência que ela é treinada para saber. — Branco, Azul e Vermelho. — A última cor que eu digo é para indicar o quão perigosa é uma situação. Vermelho significa que ela tem de se mexer. Seu corpo fica tenso, mas ela continua fria enquanto diz ao grupo de pessoas que foi chamada para uma reunião a portas fechadas. Eles educadamente lhe agradecem, e ela se despede enquanto me coloco de lado e saio do quarto.

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— O que está acontecendo? O que se passa? Fale comigo, Washington. — Ela envolve o braço em volta da minha cintura e eu faço o mesmo. Tenho meu corpo em volta dela em um aperto protetor enquanto nos movemos pelo corredor e para a outra ala da Casa Branca. — Eu não sei, docinho — eu respondo honestamente conforme a equipe nos rodeia. — Eles não conseguem encontrar Chad. — Eles anunciaram um código vermelho porque Chad está desaparecido? — Sua voz está perplexa e seus pés lentos. — Você está falando sério? Ele provavelmente está no banheiro ou algo assim. — Eu não vou correr esse risco. — São minhas palavras finais, e apesar de eu ver que ela quer argumentar, ela mantém a boca fechada. Quando finalmente voltamos para a ala dela, eu faço a equipe varrer os quartos enquanto a observo e à porta. — Eu acho que vocês provavelmente estão exagerando com isso. Basta ligar para ele. — Ela se deita no sofá e cruza os braços. — Honor, você deve saber agora que nem todo mundo que parece ser seguro, é. E quem sabe quem pode ter chegado a ele? Alguns homens farão qualquer coisa por dinheiro. — Ou pelo que ela tem entre as pernas. Mas eu guardo essa parte para mim mesmo. Ela parece que está pensando sobre isso. Ela foi alvo antes, mas nunca na Casa Branca. Fazemos verificações completas de antecedentes em todos que permitimos perto da Honor, mas isso não significa que as

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situações não possam mudar. Se Chad se meteu em confusão e alguém lhe ofereceu uma saída, ele pode ter mordido a isca. — Meu trabalho é proteger você — eu digo quando me ajoelho na frente dela. Eu quero tirar a preocupação de seus olhos. — E eu sou realmente muito bom no meu trabalho. Isso me garante um sorriso e sinto que pelo menos estou fazendo algo certo. Estão falando no meu fone de ouvido, então eu me levanto e me afasto para que possa me concentrar no que eles estão dizendo. — A equipe da cozinha informa que viu alguém passar. Nós estamos atrás. — Mantenha-me atualizado. — Eu

respondo, sentindo-me

frustrado. Como ele está escapando de todas as câmeras? Eu falo com o resto da segurança na sala. — Parece que ele foi avistado na cozinha. Ele está na ala oposta da Casa Branca agora. Eu quero todos vocês patrulhando até nós o pegarmos. Isso deve ser rápido, mas todo mundo fica em alerta. Eu espero que todos saiam antes de fechar a porta. — Você não vai patrulhar? — Ela pergunta, enquanto se levanta do sofá. — Eu não vou deixar você — eu digo e dou um passo à frente. — Estou com medo — ela admite, torcendo as mãos na frente dela. Estou puxando-a para os meus braços em um instante.

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— Estou aqui. Nada vai acontecer enquanto eu estiver com você. Suas mãos envolvem minhas costas e eu a sinto traçar seus dedos por minha espinha. Minhas próprias mãos exploram as curvas do ombro dela e até à sua cintura. Então, encontro a faixa nua de pele entre suas calças e seu top. É seda contra meus dedos e o nó no meu estômago aperta com a necessidade. — Apenas mais cinco horas — eu sussurro, e a intenção é clara. Não importa o que esteja acontecendo ao nosso redor, não vou esperar nem mais um segundo para pegar o que é meu.

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Capítulo Quatro HONOR

Assisto Washington andar de um lado para o outro. De vez em quando ele para e eu sei que está escutando seu fone de ouvido. Então ele murmura algo em resposta, mas não consigo ouvir o que diz. Minha cabeça ainda está girando depois de tudo o que aconteceu hoje, mas uma coisa é certa: ele me quer. Realmente me quer. Olho para o relógio. Como vou aguentar até à meia-noite? Eu sei que minha mente deveria estar em outro lugar. Eu deveria estar preocupada com a ameaça ao nosso redor, mas todos os meus pensamentos estão focados nele. Embora seja um comportamento bastante normal, porque geralmente estou sonhando com ele. Mas agora minhas fantasias podem se tornar uma realidade. Isso muda tudo. Eu pulo quando meu telefone toca. — É o Presidente — diz Washington, quando ele para de andar. Eu sinto meu rosto aquecer enquanto olho para baixo. Oh Deus. Meu pai. Ele sabe sobre mim e Washington? O que ele vai dizer? Meu coração começa a bater no peito. — Atenda o telefone, docinho. Ele só quer ter certeza de que você está bem. Isso é tudo. — É como se ele estivesse lendo minha mente.

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Certo. Claro que é por isso que ele está ligando. Eu pego o telefone e imediatamente ouço a voz do meu pai. — Honor — diz ele, e posso ouvir o alívio em seu tom. — Ei papai. — Eu olho para Washington, que está olhando diretamente para mim. — Você está bem? — Ele pergunta, e parece que está correndo de um lado para outro. — Estou bem, pai. Acalme-se. Não é nada realmente — tento tranquilizá-lo. — Estou regressando para você. Eu estarei aí em... — Não! — Eu interrompo mais alto do que pretendia. Eu realmente não quero que meu pai volte por razões totalmente egoístas. Seja qual for a ameaça com que ele esteja preocupado, está sob controle, mas minha maior preocupação é que ele volte antes que o relógio dê a meianoite. — Eu tenho Washington. Estou bem. Eu garanto. — Honor... — ele tenta continuar, mas eu falo por cima dele. — Eu lhe disse que não deveria ir para a faculdade. Olhe para os problemas que já está causando — eu brinco. Ele ri baixinho e depois suspira. Então eu tento outro ângulo. — Fique com July. Ela precisa de você neste momento. Quando há um momento de silêncio, sei que ganhei. — Tudo bem, mas se qualquer outra coisa acontecer, eu não me importo com o quão pequeno seja, eu vou voltar.

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— Eu te amo — digo-lhe, porque sei que ele não está esperando que eu concorde com ele. — Eu também te amo, querida. Deixe-me falar com Washington. — — Tchau, pai. — Eu seguro o telefone. — Ele quer falar com você. — Washington elimina a distância entre nós. Seu perfume me invade e, de repente, eu estou aliviada. Estar perto dele sempre me deixa à vontade. Ele pega o telefone de mim e eu olho para o relógio. — Sr. Presidente — diz Washington. Sua voz é legal e controlada. Sento-me no sofá e Washington está diretamente na minha frente. Meus olhos vão para seu peito, em seguida, descem até à cintura. A protuberância de seu pênis está bem na minha frente, lutando contra o material de sua calça. Eu lambo meus lábios, querendo tocá-lo tanto. Eu juro que posso ver cada centímetro, incluindo o inchaço da cabeça. Eu me lembro de sentir isso pressionado contra mim e esfrego minhas pernas juntas com a recordação. Estendo a mão para tocá-lo, mas mais rápido do que posso processar seus movimentos, Washington me segura pelo pulso. Sua mão gigante envolve em volta de todo o meu pulso em um aperto firme. Suspiro com o quão rápido ele se moveu. Ele está ao telefone com meu maldito pai! Seus olhos verde escuro estão trancados nos meus e frios como pedra. Merda. Ele parece chateado. — Eu a tenho, senhor. — Os músculos em seu braço flexionam, e eu posso dizer que seu corpo está muito tenso. — Eu não vou deixá-la fora da minha vista. — Ele termina a ligação e coloca o telefone na mesa.

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— Você não pode me tocar, Honor. — Sua voz é baixa e seu rosto é sério. — Eu acho que você não entende o quanto eu a quero e como o meu controle é frágil quando se trata de você. — Ele solta o meu pulso e se afasta de mim. Coloca maior distância entre nós do que eu gostaria. Eu não gosto do jeito frio que ele está falando comigo e isso provoca um nó no meu estômago. Antes eu era docinho, mas talvez ele tenha mudado de ideia. E se ele está tentando recuperar o controle para poder me afastar? Eu me levanto e caminho em direção ao meu quarto sem lhe dizer uma palavra. Abro a porta e a fecho suavemente atrás de mim. É preciso todo o meu autocontrole para não batê-la. Eu mal dou dez passos antes de a porta se abrir e bater na parede com um estrondo alto. Eu me viro e vejo Washington preenchendo o espaço e parecendo ainda maior do que momentos atrás. — Eu disse ao seu pai que eu manteria meus olhos em você o tempo todo. Isso significa que a porta fica aberta. — Eu estava prestes a mudar de roupa — eu desafio, tirando meu cardigã e deixando cair no chão. Então, eu alcanço a bainha da minha camisa e começo a puxá-la sobre a minha cabeça. Ouço uma série de maldições, e quando tiro a camisa, vejo que ele se foi. — Seja como for— murmuro. Entro no meu armário e vou procurar algo para vestir. Coloco um par de shorts e uma camiseta folgada pendurada em um dos ombros. Encontro algumas meias até ao joelho e as deslizo para cima por

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minhas pernas. Então puxo meu cabelo em um nó bagunçado no topo da minha cabeça e saio do quarto. Eu não vou me esconder dele. Além disso, mesmo que eu esteja irritada com o seu comportamento no momento, ainda quero estar perto de Washington. Mesmo que seja apenas para vê-lo andar de um lado para o outro. Além disso, estou com fome e a ideia de fazer com que ambos tenhamos algo para comer parece boa. Não, parece certo. É tão doméstico e quase como se fôssemos um casal brincando de casinha. Ele para de andar quando eu ando pela sala e me olha de cima a baixo. Seus olhos vagam pelo meu corpo e ele murmura algo para si mesmo. Eu continuo passando por ele e vou direto para a cozinha. Não tenho que olhar para ele para saber que está me seguindo, mas eu não consigo me controlar. Eu espio por cima do meu ombro para ver seus olhos treinados na minha bunda, e eu poderia simplesmente colocar um pouco mais de movimento em cada passo. — Estou com fome — eu digo, assim que entro na cozinha e abro a geladeira. — Você quer alguma coisa? Eu dou um show enquanto me curvo para procurar na geladeira totalmente abastecida. Está sempre cheia. Quando ele não responde, olho por cima do meu ombro novamente para ele. Ele está parado lá com os olhos ainda na minha bunda. — Sim. Eu tenho uma coceira por algo suculento agora mesmo. — Seus olhos se movem lentamente pelo meu corpo até que eles finalmente vêm encontrar os meus. Eu volto a olhar para a geladeira. O ar frio corta o

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calor que sobe no meu corpo. Como seria ter sua boca em mim? Ele me espalharia no balcão da cozinha para seu deleite? Quantas vezes eu me toquei pensando nele me beijando até chegar em minha boceta? Respiro fundo e meus mamilos apertam. Minha calcinha está ficando pegajosa enquanto o desejo cresce. Eu vejo bifes na prateleira de baixo e os tiro para fora. — Será bifes — eu respondo, um pouco alto demais. Assisto Washington brigar com um sorriso e sou grata que seu humor gelado está derretendo. Seus olhos se movem para o meu peito e ele geme. — Porra do inferno. Isso é pior do que ser afogado — diz ele enquanto esfrega os olhos. Eu olho para baixo e vejo meus mamilos duros empurrando contra o material fino da camisa. Eu dou de ombros porque não sei mais o que fazer. Então, vou até à despensa e pego algumas batatas. — Você esteve afogado? — Pergunto, tentando convencê-lo a falar. — Sim — Ele diz isso tão casualmente como quando ele me disse que ele foi baleado. Não sei o que dizer, mas quero chorar. — Eu não gosto da ideia de você se machucar — eu admito. Piscando rápido, eu tento lutar contra as lágrimas. Ele poderia ter morrido. E se isso acontecesse, ele nunca teria sido meu. O pensamento me rasga por dentro e eu tento não pensar muito sobre isso.

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— Eu estou bem, docinho. Estou bem aqui com você e não vou a lugar nenhum — ele me lembra. Meu corpo relaxa com suas palavras. Ele tem razão. Ele está aqui comigo. — Sua vida é tão diferente da minha — digo-lhe, enquanto faço nosso jantar. — Nós dois servimos o nosso país — diz ele simplesmente. — Apenas de maneiras diferentes. Eu assisti você hoje, trabalhando com essa família. Você sabia exatamente o que dizer e como lidar com isso. Você é tão bem treinada quanto eu, mas de uma maneira diferente. Você desistiu de sua infância e de quase uma década de sua vida. É um tempo que você não terá de volta. Pelo menos eu escolhi o que queria fazer da minha vida. Você não conseguiu. — Obrigada. Isso significa muito para mim. — Seus olhos suavizam. Eu nunca pensei sobre isso assim. Isso me faz sentir que talvez eu esteja fazendo minha parte para ajudar. Coloco as batatas no forno e começo nos bifes. — Por que você não quer ir para a faculdade? — Pergunta ele. — Talvez um dia, só não agora. — Eu dou de ombros. Talvez nunca, se for completamente honesta. Mas eu não quero entrar nisso com Washington como eu faço com meu pai. Eu não quero uma palestra dele. — Você tem um motivo para não querer agora? — Ele pressiona. Meu motivo é principalmente ele, mas sou muito tímida para lhe dizer isso. — Não é o que eu quero. Aquela vida.

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— Que vida você quer? — Isso. — Eu viro o bife e, em seguida, inclino meu quadril no balcão. — Um marido, crianças, cerca branca, o sonho americano. — Eu tento ler seu rosto, mas não posso. Eu odeio que ele possa usar essa máscara sem emoção. — O que você quer agora que você está saindo? — Você. — Ele diz simplesmente isso. Eu permaneço em silêncio, mas ele não diz mais nada. Eu pego alguns pratos e sirvo o nosso jantar sem dizer outra palavra. Quando me viro para pegar alguma coisa, corro direto para Washington. Seu dedo passa por baixo do meu queixo, fazendo-me olhar para ele. — Você deve ter cuidado com o que você deseja. — Eu o encaro por um momento, então ele se afasta. Ele leva nossos pratos para uma pequena mesa na cozinha que meu pai e eu usamos muito. Nós não gostamos de nos sentar na grande mesa da sala de jantar. Parece bobo quando somos apenas nós dois. Antes que eu possa me sentar, Washington puxa a cadeira para mim. É um ato simples, mas é muito fofo. Ele senta comigo e seu corpo enorme mal se encaixa na cadeira. — Por que eu deveria ter cuidado com o que eu desejo? — Eu pergunto. Sou incapaz de me impedir. — Coma sua comida, docinho. Você vai precisar da sua energia mais tarde.

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Eu paro com o garfo a meio caminho da minha boca. O formigamento entre minhas pernas está de volta. — Há quanto tempo você me quer? — Eu pergunto, trazendo a mordida o resto do caminho até minha boca. — Você não quer saber — ele responde, e ele ataca o bife como se estivesse morrendo de fome. Eu não sei porquê, mas eu amo que ele esteja gostando do que fiz para ele. — Quero. — Desde o começo. Borboletas dançam no meu estômago quando ele admite. — Eu também. — Eu não deveria estar no seu radar, Honor. Você deveria estar pensando em meninos. Não num homem que quer devorar você. — Talvez eu também queira isso. Washington olha para mim por um momento antes de voltar para sua comida. — Você quer que eu comece a pensar em garotos? — Sua cabeça ergue rápido e eu sorrio. — Você disse isso, não eu. — Não, Honor. Não agora. — Juro que há quase um apelo em suas palavras, e ele não é o tipo de homem que implora por qualquer coisa. Eu olho para o meu prato e sorrio, então como até não aguentar mais.

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— Comi demais. — Eu coloquei minha mão no estômago e me inclinei para trás na cadeira. O prato de Washington está limpo e eu aceno para ele. — Você quer que eu te faça mais? — Não. Estou guardando espaço para o meu lanche da meia-noite. — Minha boca se abre quando ele se levanta da mesa e leva nossos dois pratos para a pia da cozinha. Eu me viro na cadeira para observá-lo, meus olhos seguindo cada movimento seu. — Eu posso cuidar disso depois. Ou eu posso ligar para alguém para cuidar disso — eu ofereço. Há pessoal que vem e cuida disso, mas eu mesma o faço na maior parte do tempo. — Você cozinha. Eu limpo. — Ele me lança um sorriso. — Eu acho que você gostou? — Você não tem ideia. — Ele balança a cabeça. — Você é difícil de ler, Washington. Eu pensei que você nem me notava antes de hoje. — Soltei uma risada sem graça. Ele para o que está fazendo, e, em um piscar de olhos, está na minha frente, suas mãos descansando nos braços da minha cadeira. — Todo mundo nota você, Honor. Você ilumina uma sala sempre que entra nela. — Eu não estava falando de todos. Acredite em mim, eu sei que o mundo me percebe. Eles falam sobre mim o suficiente. — Eu olho para baixo e penso sobre a imprensa e como eles estão sempre falando sobre a minha aparência. Minha atenção se fixa em suas mãos. Elas estão

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apertando os braços da minha cadeira. Coloco minhas mãos em cima das suas e ele se solta. — Se você fosse minha, eu tiraria você do centro das atenções. Eu odeio que o mundo possa ver você diariamente. Minha cabeça se agita e minha respiração congela nos meus pulmões. — Eu te deixaria — eu sussurro, e Washington se afasta da cadeira. Ele fica parado por um momento antes de voltar a limpar a cozinha. — Por que você não vai se arrumar para dormir? — Eu deveria tomar banho — eu digo, em pé. — Pensei que você não estivesse tirando os olhos de mim. — Eu sorrio para ele, e meu corpo formiga pensando sobre ele me observando no banheiro. Ele ficaria excitado? Ele teria que lutar para não se juntar a mim? — Vá tomar seu banho, docinho. Aproveite seus últimos momentos sozinha. — Eu quero dizer algo de volta, mas o brilho nos olhos dele me para. Caminho para o meu quarto cheia de nervosismo. — Deixe as portas abertas — eu o ouvi gritar. O aviso faz arrepios percorrerem meu corpo. Pego uma camisa e uma calcinha do meu armário antes de ir ao banheiro e tirar a roupa. Eu fico em frente ao espelho por um momento olhando para o meu corpo. Mudou muito no último ano. Meus quadris estão mais largos, meus seios maiores. Eu me viro para olhar minha bunda. Os olhos de Washington têm estado nela a maior parte do dia. Eu sei que é o trabalho

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dele, mas parece diferente agora. Foi difícil passar algumas das minhas reuniões hoje sabendo que ele estava assistindo a cada passo meu. Fiquei me perguntando o que ele estava pensando. Eu quero que ele pense que eu sou a mulher mais linda do mundo. Eu ligo o chuveiro e entro. Tomo meu tempo lavando cada parte do meu corpo e passo um pouco de tempo extra em certos lugares. Quando saio, penteio o cabelo antes de secá- lo. Finalmente, me visto para dormir, desejando ter algo sexy para vestir. Isso seria uma compra difícil para explicar ao meu pai. Quando saio do banheiro, olho em volta do meu quarto, mas está vazio. Eu espio para a sala de estar, mas não vejo Washington. Meu entusiasmo sobre a contagem regressiva está começando a se dissipar. Ainda são apenas dez horas. Deito-me na cama e olho para o teto. E se esta noite é o começo do fim? Ele pode não gostar do que vê quando me despir. Talvez depois que ele me tenha, fique satisfeito e não me queira mais. E se eu não sou tudo o que ele pensava que eu era? E se ele também construísse algo em sua cabeça que não é real? Eu rolo, enfio as mãos sob o rosto e fecho os olhos, imaginando se algum dia irei encontrar o sono.

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Capítulo Cinco WASHINGTON

— Me dê uma atualização — digo no meu relógio enquanto saio da sala de estar e entro no corredor do prédio principal. Eu mantenho a porta aberta para poder ver o sofá. Quando vejo Honor sair e deitar sobre ele, eu me sinto melhor sabendo que posso manter meus olhos nela. Ela parece que está pronta para dormir e eu verifico a hora. — Procuramos pelo terreno e não encontramos nenhum sinal dele. De alguma forma ele desapareceu. — Essa não é a atualização que estou procurando — eu digo enquanto a frustração toma conta. O que eu quero fazer é ir lá fora, eu mesmo e encontrá-lo. Então descobrir o que diabos ele pensa que está fazendo, despistando-nos e depois brincando de esconde-esconde. — É o melhor que posso te dar agora. Temos outra equipe chegando para ficar de guarda. Nós temos todo o pessoal disponivel em cima disso. Você precisa de alguém para ajudá-lo a passar a noite? — Não! — Eu grito, mas depois me controlo. — Não, eu estou bem. Eu vou proteger Freedom. Vou manter minhas comunicações para que você possa me atualizar a cada hora. Vocês sabem o que fazer. — Sim, senhor — diz Mike.

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Eu fico lá até que os guardas de patrulha passam e eu ouço a mesma história deles. Eles estão andando pelos corredores e checando as câmeras, mas o que quer que esse garoto tenha feito para entrar aqui, ele conseguiu escapar de toda a nossa segurança. Mas esta ala da Casa Branca é a mais protegida, por isso, embora eu não goste que Chad fique livre na propriedade, este é o melhor lugar para Honor. Verifico a hora novamente e amaldiçoo. Eu continuo dizendo a mim mesmo que esperei todo esse tempo por ela, e devo esperar até que o perigo passe para pegar o que é meu. Mas então, à medida que a hora se aproxima, eu desisto de esperar. Sempre haverá perigo em torno de Honor. É por isso que ela precisa de mim. Não só vou protegê-la, mas também assegurarei que nossa família esteja protegida. Eu sou o único capaz de fazer isso e não vou confiar em mais ninguém. Não que eu tenha deixado outro homem perto o suficiente para tentar. Às onze e meia, peço que uma equipe de segurança venha para fora da ala de Honor. Eu quero que eles guardem a entrada enquanto estou a vinte e cinco centímetros de profundidade de forma que eu saiba que não serei interrompido. Uma vez que eu esteja dentro daquela boceta virgem apertada que ela tem entre suas coxas leitosas, não vou querer tomar ar até que eu tenha o suficiente. —

Eu

quero

três

de

vocês

nesta

porta

em

todos

os

momentos. Ninguém entra. Você entende? — Eu pergunto aos guardas e todos acenam para mim.

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Empurro a porta e passo através dela, trancando-a atrás de mim. O som faz Honor abrir os olhos e ela se senta no sofá, olhando para mim. Sua expressão de olhos arregalados me diz que ela sabe que é hora, e eu aceno para ela para confirmar. — Levante-se — eu peço, e ela faz o que eu peço. Eu ando devagar, tirando a minha camisa e deixando-a cair no chão. Em seguida, solto o cinto e puxo-o, jogando-o no chão também. Eu desaperto o botão e abro o fecho da minha calça preta. Quando estou em pé na frente dela, posso ver sua respiração acelerando enquanto ela lentamente dá um passo para trás. A cada passo que ela recua eu sigo até que ela esteja encostada na parede. Inclinando-me perto, eu planto minhas palmas de cada lado dela contra a parede. Eu me aproximo de onde meus lábios estão contra seu ouvido, mas sem tocá-la. — Eu sou filho único, Honor. Estou acostumado a conseguir o que quero. E eu não compartilho o que é meu — eu digo, e sua respiração engata. — No dia em que pus os olhos em você, fiz minha reivindicação. Você sabe como é difícil manter um brinquedo em uma caixa por três anos? Eu corro meu nariz contra a concha de sua orelha, e ela estremece. — Tire essa porra de camisa — eu rosno, ofendido com o material que está encobrindo o que me pertence.

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Ela se abaixa e agarra a borda da camisa, puxando-a lentamente para cima e tirando-a fora de seu corpo. Eu me inclino para trás apenas um pouco, não lhe dando nenhum espaço extra para removê-la. Fixo em seus olhos enquanto tiro uma mão da parede e a coloco gentilmente contra sua garganta. Eu posso sentir o quão forte seu coração está batendo, e o poder do que estou lhe fazendo me faz impossivelmente mais duro. — Você está com medo? — Eu pergunto, e não tiro meus olhos dela. — Não — ela sussurra, e eu sei que ela está me dizendo a verdade. — Eu não mereço o seu corpo, mas nenhum homem é digno disso. — Lentamente, eu passo minha mão pelo seu pescoço e entre seus seios. Eu coloco a palma sobre o seu coração e me inclino perto dela. — Eu sou um bastardo por querer você quando você ainda era jovem demais para ter. Mas esperei meu tempo e agora o doce tesouro que você tem entre as suas pernas é o meu prêmio. Meu relógio emite um som e sei que o sorriso no meu rosto deve ser o que o diabo usa quando está prestes a se divertir. Eu me inclino para perto, nossos lábios um pouco longe de se tocarem. — Eu nunca irei me arrepender — eu digo antes de pressionar meus lábios nos dela. Eu pensei em nosso primeiro beijo mil vezes, mas toda fantasia que eu criei era fraca em comparação com o que é ter meus lábios nos dela. Ela abre a boca imediatamente e eu gemo enquanto minha língua a toca. Eu sempre pensei que o diabo era quem estava comandando as coisas quando ele a mandou para mim. Por que mais essa

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beleza e inocência seriam colocadas em minhas mãos para serem protegidas? Mãos que lutaram e mataram... eu sou sujo e ela é fresca. Este anjo precioso está se abrindo para mim e eu recebi uma virgem ansiosa. Ela está procurando por mais, e sua língua excitada me prova. Suas mãos estão curiosas enquanto roçam em meu peito nu e depois me movo para baixo. Meus lábios se movem pelo seu pescoço enquanto eu a beijo descendo para as suas mamas. Ela tem crescido no último ano, e os pequenos brotos cresceram para mamilos cheios e rosados. Eu a lambo até chegar a um, então chupo o bico duro. Ela grita e eu coloco minha mão em sua boca quando tiro o mamilo da minha boca. — Você não pode fazer nenhum som. — Eu balancei minha cabeça. — Há três homens do lado de fora que matariam para ter um gostinho do que é meu. Eles provavelmente lutariam até à morte para ter uma chance. Ela olha para a porta e então suas bochechas ficam vermelhas. — Eu não vou deixar isso acontecer — eu digo conforme chupo o mamilo de volta na minha boca. Tiro minha mão e ela morde o lábio e assente. Eu beijo entre cada seio enquanto chupo um mamilo e depois passo para o outro. Eu vou para frente e para trás até que ambos estejam brilhantes e vermelhos escuros da minha boca. Eu os aperto com minhas grandes mãos enquanto me ajoelho na frente dela e beijo seu estômago.

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— Puxe sua calcinha para baixo para mim — eu comando, e seus dedos delgados descem pela barriga até à beira dela. — Não tudo. Apenas baixo o suficiente para eu ver. Eu quero beijar sua boceta ainda vestida com o algodão branco. Eu vejo quando ela empurra para baixo apenas sob seus quadris para que eles estejam confortáveis em torno da parte mais espessa de suas coxas. Aninhada entre eles está sua boceta nua e lábios molhados brilhantes. — Você raspou? — Eu pergunto, não tirando meus olhos do meu prêmio. — Sim. — Sua voz é trêmula, com certeza. — Para mim? — Eu lambo meus lábios, minha boca salivando. — Sim, Washington. Meu nome em sua boca me faz querer retirar meus boxers. Porra, essa garota vai me quebrar ao meio. Eu me inclino para frente, pressionando meu nariz contra seu monte macio, e inalo o doce aroma da boceta virgem. Minha língua se ergue e o gosto dela me atinge como uma tonelada de tijolos. Se eu já não estivesse de joelhos, estaria no chão. Nada nunca foi tão perfeito pra caralho antes. Corro minhas mãos pelo seu corpo e em torno de sua bunda enquanto a puxo para a frente e enterro minha boca contra sua boceta. Minha língua desliza entre seus lábios molhados e seu clitóris sem qualquer resistência.

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Ela tenta abrir as pernas, mas a calcinha as mantém juntas, e eu sorrio contra ela. Ela balança seus quadris enquanto eu movo minha língua mais rápido, e eu posso dizer que ela vai gozar rápido. — Washington — ela diz baixinho e com um apelo em sua voz doce. Ela provavelmente nunca teve um orgasmo antes e está prestes a ter um que irá destruir seu corpo. Eu aperto sua bunda com mais força e chupo sua boceta. Ela quase cai em cima de mim quando seu clímax bate. Provo seu doce suco pegajoso enquanto sua boceta pulsa e eu bebo. É tão inocente que não posso deixar de tomar lambidas extras dela, muito depois do seu orgasmo. Quando fico satisfeito, coloco um último beijo em seus lábios inferiores antes de me levantar e alcançar minhas calças. — De… devemos ir para a cama? — Ela pergunta, com os olhos pesados e as pernas fracas. Eu sacudo minha cabeça. — Se eu te colocar deitada muito cedo, não serei capaz de me concentrar só em você — eu digo. Empurro minhas calças um pouco mais e puxo meu pau para fora. Está latejando na minha mão e a cabeça está coberta de esperma pegajoso. Seus olhos se arregalam ao vê-lo e ela engasga. — É por isso que estamos fazendo isso aqui, docinho. Você é muito pequena para fazer tudo da primeira vez, então vou ter que te quebrar de

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maneira agradável e fácil. Essas calcinhas são para o seu bem tanto quanto meu. Eu empurro a cabeça do meu pau entre os lábios molhados e deslizo contra seu clitóris. Ela empurra seus quadris para frente, e posso sentir sua abertura apertada tentando me levar. Sua calcinha a impede de abrir as pernas, o que significa que eu não posso ir fundo e machucá-la. Já vai ser doloroso o suficiente estourar sua cereja, mas eu não a quero dolorida por dias. Eu preciso dela novamente esta noite. Provavelmente várias vezes, então tenho que me conter. Empurro meus quadris para trás e para a frente, espremendo meu comprimento entre suas coxas apertadas. Ela balança seus quadris e eu pego a base do meu pau para que possa guiá-lo dentro dela. Quando entro apenas uns centímetros, ela assobia e eu me inclino, beijando seus lábios. — Isso só vai doer um pouco — digo a ela, esperando que não seja mentira. Empurro para a frente mais uns centímetros, e ela choraminga, mas eu nunca senti nada tão bom pra caralho. É apertado, quente e tão molhado. — Foda-se, deixe-me entrar, docinho — eu digo, quando pressiono minha testa na dela e empurro um pouco mais. Suas unhas cravam em meus ombros, mas eu continuo indo, precisando desesperadamente ter o máximo que ela possa suportar. Eu puxo para trás e, em seguida, deslizo para dentro dela novamente,

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sentindo-a relaxar um pouco dessa vez. Ela está se acostumando com a invasão. — É isso aí, só assim — eu a elogio. — Você está indo tão bem, docinho. Absolutamente perfeita. Eu puxo para fora, e desta vez olho para onde estamos conectados e vejo os riscos de sua virgindade no meu pau. Minha mandíbula aperta e eu rosno quando empurro de volta para ela, apenas para sair e olhar para ela novamente. É um distintivo de honra usar o sangue de sua boceta intocada, e eu gostaria de poder mantê-lo ali para sempre. Eu estava certo quando pensei que ela gozaria rápido, porque ela já está apertando o meu pau como um torno. Suas costas arqueiam contra a parede e ela fecha os olhos com força, sua boceta pulsando e seu corpo todo corado. Eu a vejo gozar e é tão linda que não quero que acabe. Eu não paro enquanto a ajudo a surfar a onda de prazer até ela ficar desossada. — Você toma pílula? — Eu consigo grunhir quando eu empurro em seu buraco apertado. — Não — ela geme. Seus olhos estão meio fechados e ela está olhando para mim com tanto desejo em seus olhos. — Eu não estou saindo — eu digo, e não estou pronto para negociar. Se eu a engravidar, cuidarei dela e do bebê. Ela é minha, então não faz sentido discutir isso.

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— Eu quero sentir como é ter você gozando dentro de mim — diz ela inocentemente. Isso tira o ar dos meus pulmões. Ela está se entregando para mim. Não só esta noite. É o que as palavras dela significam. Pelo menos para mim. — Fique quieta — eu ordeno, e ela para de mover seus quadris. Eu empurro meu pau o máximo que posso sem machucá-la. Pego sua mão e, em seguida, levo-a para onde estamos conectados e coloco a palma da mão contra as minhas bolas. — Sinta-o bem aqui. Seus pequenos dedos exploram o saco, eu pressiono minha testa na dela e finalmente me entrego ao que quero. Ela faz um som de surpresa quando o esperma derrama do meu pau para ela em ondas. Minhas bolas apertam e ela as massageia quando minha liberação se move para cima do meu eixo e para sua boceta esperando. Eu quase engasgo com a força disso e a imagem de suas mãos em mim enquanto gozo. Eu tenho que engolir o ar enquanto minhas pernas ficam fracas e eu tento com todas as minhas forças me segurar. — Porra, eu te amo — eu digo, enterrando meu rosto em seu cabelo. Envolvo meus braços em volta dela e puxo seu corpo contra o meu. Sentir seus seios nus contra o meu peito parece tão certo. Eu nunca mais quero roupas entre nós novamente.

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Quando sou saudado com o silêncio, me inclino para trás e olho em seus olhos. Eu toco seu queixo para que ela olhe para mim e vejo lágrimas começarem a se formar ali. — Hey — eu digo, e de repente estou cheio de preocupação. — O que está errado? — Você quis dizer isso? Ou é só o que você diz depois do sexo? — Honor, eu nunca disse isso para ninguém antes. — Eu me inclino para frente e beijo seus lábios gentilmente. — E é claro que eu quis dizer isso. Eu não diria de outra forma. Seu sorriso é tão brilhante que pode iluminar a Casa Branca, e eu a beijo de novo porque não suporto não fazê-lo. — Senhor! — Alguém late atrás de mim, e eu olho por cima do meu ombro para ver um dos guardas que invadiu a sala e quebrou a fechadura. — Dê o fora! — Eu grito, porque ainda tenho meu pau em Honor. Ele rapidamente corre para fora e fecha a porta atrás de mim enquanto eu puxo para fora e, em seguida, puxo minhas calças para cima. — Oh Deus — Honor geme, enquanto ela cobre o rosto com as mãos. — Está tudo bem. Eu vou cuidar disso, — eu digo, e ela afasta as mãos para olhar para mim. — Eu juro que nada vai tirar você de mim, e eu vou fazer isso direito. Eu te amo. — Não há uma dica de dúvida em minhas palavras, e ela concorda. Eu puxo minha camisa e vejo meu fone de ouvido de comunicação no chão. Eu devo ter arrancado quando tirei a

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camisa e não notei. Merda, eles devem ter tentado entrar em contato comigo. — Vista-se e vá para o seu quarto. — Ok — diz ela, pegando a roupa do chão antes de ir para o quarto de vestir. Eu peço a Deus que não tenha que matar ninguém agora, mas não estou livre de fazê-lo para protegê-la. Eu sei que eventualmente isso estará chegando ao Presidente, mas eu não ligo para qual nação ele lidera, sua filha é minha.

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Capítulo Seis HONOR

Eu vou até meu armário pôr uma camisa, mas estou tão frenética que não consigo encontrar uma, mesmo estando cercada por elas. Paro o que estou fazendo e fecho meus olhos. Respiro fundo para me acalmar. — Controle-se — digo a mim mesma. Muita

coisa

acabou

de

acontecer. Perdi

minha

virgindade,

Washington disse que me ama, e então fomos pegos precisamente quando ele teve que correr e perseguir uma ameaça. Meu cérebro não consegue desacelerar. Eu deveria estar preocupada com Washington e não que meu pai vai descobrir sobre nós dois, mas o medo é exatamente o mesmo. Meus olhos começam a lacrimejar. Ele vai tirá-lo de mim. Eu sei disso. Eu fungo enquanto coloco a camisola que estava usando antes e uma nova calcinha. Eu vou lutar com meu pai. É a única maneira. Não vou deixar que ele fique no nosso caminho, meu e de Washington. E tenho certeza que Washington não vai suportar isso também. Eu tento me assegurar de que tudo vai ficar bem. Estar com Washington foi o melhor momento da minha vida. Pela primeira vez eu senti que era quem eu deveria ser. Eu estou destinada a

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ser dele. Eu senti isso no jeito que ele me tocou, e quando sua boca encontrou a minha, meu mundo inteiro ficou vivo. Não vou perder isso. Quando saio do meu armário, eu congelo. O ar deixa meus pulmões e eu sou incapaz de gritar. Chad está parado ali olhando diretamente para mim, e ainda estou congelada, o pânico crescendo dentro de mim. — Eu estive procurando por você. Eles não mantém câmeras nesta ala da Casa Branca. Eu tento processar suas palavras. Ainda é difícil acreditar que Chad é uma ameaça, mas o brilho louco em seus olhos agora está me dando arrepios. Ele dá um passo em minha direção, e felizmente meu corpo ouve meu cérebro e eu recuo. Percebo tarde demais que estou voltando para o meu armário e me encurralando sem escapatória. — O que você está fazendo, Chad? —

Eu pergunto, tentando

protelar. Eu preciso de tempo para pensar. Talvez eu possa argumentar com ele. Ele não está armado, mas eu não sou grande lutadora. Ele não é tão grande quanto Washington, mas eu sou pequena. Não é como se eu pudesse vencê-lo. Um golpe na minha cabeça e eu provavelmente iria cair. — Você sabe que eu nunca tive um problema em conseguir a atenção de uma garota. — Ele me olha com desgosto no rosto. — Mas você. Você simplesmente não mordeu a isca. Quantas vezes eu a convidei para sair? — Seus olhos se estreitaram.

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Ele me convidou para um encontro? Eu só lembro dele me pedindo para tomar café ou algo assim e eu apenas pedia alguns da cozinha. Por que precisamos sair para isso? Agora estou vendo que talvez tenha perdido alguns dos seus avanços. — Eu nunca namorei antes. Eu não percebi... — Eu tento argumentar com ele. Não tenho que me fazer de idiota aqui, porque eu fui. Eu não tinha ideia de que ele estava interessado em mim. — Isso teria feito tudo muito mais fácil. — Ele balança a cabeça e as costas. — Feito o quê mais fácil? — Eu tento parecer casual, para fazer parecer que estamos apenas conversando. Talvez ele se acalme um pouco se eu não parecer tão desconfortável. Mesmo que minhas entranhas estejam gritando. — Tudo o que eu precisava era de algumas informações sobre o seu pai. — Eu não sei sobre as coisas dele. Você acha que eles me dizem coisas? Meu pai tenta me proteger de tudo o que pode. Mesmo os assuntos que não são muito importantes. — Eu precisava de informações sobre ele e sua nova namorada. Eu não contava com isso. Tenho certeza que o choque aparece no meu rosto. Eu não sou como Washington. Eu não consigo esconder minhas emoções.

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— July? — Ele é de verdade? Ele queria saber se meu pai estava transando com a secretária? Eu não poderia imaginar isso. Pensei que ele queria descobrir algum documento secreto ou algo assim. — Você sabe o quanto eles vão me pagar por essa informação? O que eu poderia fazer com esse dinheiro? — Ele estala as palavras e sua raiva aumenta. — Milhões! Você sabe o que uma foto teria me dado? Sabe? Eu estou supondo ainda mais do que isso, mas guardo para mim mesma. Acho que a pergunta é provavelmente retórica. — Eu tinha tudo. Eu estava aqui e meu software estava pronto para a conseguir isso. Quando percebi que você não estava mordendo a isca, tive que descobrir como fazer isso sem sua ajuda. Então seu pai de repente vai embora. Ele sai, caralho. É o seu maldito aniversário. Era suposto ele estar aqui. — Sua voz começa a subir, mas ele se controla e respira fundo. Ele deve saber que, se gritar, alguém irá nos ouvir, o que me faz pensar se eu deveria gritar. Quanto tempo levaria para alguém chegar aqui? Eu não sei do que Chad é capaz nesse espaço de tempo. — Mas eu tirei algumas fotos de você e do agente que estava com você hoje. Elas já devem ter chegado ao noticiário há algum tempo. — Ele sorri. Todo o sangue escorre do meu rosto quando meu coração realmente começa a bater. — É isso? Você gosta disso rude? Eu posso ser rude... — Ele vai ao meu encontro no armário, mas antes que o faça, alguém bate nele.

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Leva apenas um segundo para eu perceber que Washington acabou de se jogar para cima dele. Washington

começa

a

espancá-lo,

acertando-lhe

repetidas

vezes. Dois agentes correm e tentam tirar Washington de cima dele, mas não conseguem. Um olha para mim e tenho certeza que é o mesmo que nos flagrou fazendo sexo. Ele me olha e eu sei que ele está me pedindo algum tipo de ajuda. — Washington — eu chamo. — Estou com medo. Sua cabeça se levanta e seus olhos se prendem aos meus. Eu dou um passo atrás perante o olhar em seu rosto. Ele ficou completamente selvagem e isso me faz pensar que é assim que ele provavelmente parecia quando estava na guerra. Ele salta e Chad geme. Washington dá um chute quando passa por cima dele, mas seus olhos nunca me deixam. — Não se afaste de mim — ele avisa quando dá um passo em minha direção. Então toda uma nova energia vem sobre ele e de repente ele parece um predador pronto para perseguir. Eu nunca irei fugir dele. Em vez disso, eu me lanço em seus braços. — Eu sabia que você viria — eu digo, enterrando meu rosto em seu pescoço. Eu beijo a pele exposta lá e minha boca se move para cima de sua mandíbula forte e depois para seus lábios. Quando sua boca pousa na minha, ele assume e o beijo é desesperado e possessivo. Estou perdida nele enquanto minhas mãos

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correm para o seu peito e pressiono meu corpo contra o dele. Não é até alguém limpar a garganta que eu lembro que não estamos sozinhos. Washington afrouxa o aperto que ele tem na minha bunda e eu deslizo pelo seu corpo. — Eu disse para você se vestir. Eu olho para mim mesma. — Eu estou. — Eu olho para a camisola. — Mais ou menos. — Estou encoberta pelo menos, e isso é tudo que importa. — Senhor — alguém chama, e Washington se vira. Eu tento olhar em volta dele, mas ele só me empurra para trás dele. — Ele está inconsciente. Vamos levá-lo para baixo. — Eu estarei lá em breve. Quero todo mundo fora daqui — ele diz ao homem. Eu envolvo meus braços ao redor dele por trás, descansando minha cabeça em suas costas. Não quero que ele vá a lugar nenhum. — Eu preciso de uma muda de roupa. Deixe-a junto à porta. Washington espera um tempo antes de se virar em meus braços. Ele se inclina, colocando meu rosto em suas mãos. — Você está bem? Sinto muito. Eu nunca deveria ter saído do seu lado. — Seus olhos revelam arrependimento. — Estou bem. Ele não me tocou. — deslizo minhas mãos em seu peito e coloco meus braços ao redor de seu pescoço. — Eu preciso de um banho — ele me diz, e eu aceno. Ele me leva para o banheiro e me senta no balcão. É então que vejo o sangue espalhado em sua camisa. Ele tira a roupa e fico maravilhada com

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a visão do corpo dele. Ainda tem o curativo sobre o estômago, mas não há sangue nele desta vez. Eu o alcanço e corro minhas mãos por seu peito nu. — Você está bem? — Eu pergunto enquanto traço ao redor da bandagem. Ele continua me pegando como se não fosse nada. Estou surpresa que não doa. — Quando eu o vi no seu quarto... — Ele balança a cabeça. — Tudo ficou vermelho. Eu não teria parado se você não estivesse lá. — Acabou. — Eu me inclino e beijo seu peito. — Deixe-me tomar banho. Não se mova. — Eu poderia me juntar a você. — Eu me preparo para sair do balcão, mas ele me para. — Não se mexa. Eu não estou arriscando seu pai entrando aqui, comigo no chuveiro com sua filha. Essa cena neste momento é ruim o suficiente. Eu não posso ter você fora da minha vista agora, então isso terá de ser suficiente. Eu aceno de acordo. A lembrança do meu pai é um balde de água fria no meu desejo sexual. Merda. Washington entra no chuveiro e meus olhos estão colados a ele através do vidro. — Ele disse que divulgou fotos nossas — eu digo, e os olhos de Washington encontram os meus. Ele não responde e o seu silêncio é toda a resposta que eu preciso. Deus, aposto que o público está ficando maluco. E não consigo

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imaginar o que meu pai estará pensando. Ainda assim, prefiro que se concentrem em mim do que no meu pai e em July. O chuveiro desliga e Washington sai. Ele tira a roupa e me ajuda a descer do balcão como se fosse muito alto para eu pular. Ele me segura quando saímos e vejo o sangue no chão e na parede do meu quarto. — Vou limpá-lo. — Ele beija o topo da minha cabeça. — Você precisa de mais roupas. — Ele bate na minha bunda. — Eu vou pegar as minhas. — Ele parece menos tenso, o que me deixa à vontade. Eu coloquei um par de calças de yoga, e Washington não diz nada dessa vez quando me vê. Em vez disso, ele caminha até mim e me pega. — Pare! Você vai se machucar, — eu o repreendo. Ele volta para a sala de estar e senta comigo no seu colo, montando-o. — Estou bem. Eu juro. Depois de tanto tempo, você não sente mais dor física. Você se acostuma com isso. — Não vou mentir. Estou feliz que você não esteja mais fazendo esse tipo de trabalho. — Parece que eu tenho minhas mãos cheias agora mesmo. — Ele aperta minha bunda enquanto eu rio. — Eu amo isto. Nós dois agora. — Eu me inclino e o beijo. Eu nunca pensei que teria isso. Ele me disse que me ama e isso é tudo que eu sempre quis. — Eu também amo isso, docinho. — Esse é o melhor presente de aniversário que alguma vez terei. 74


— Desafio aceito. — Ele sorri para mim. — Eu também te amo. Você sabe disso, certo? Eu… — Antes que eu possa terminar ele se inclina e começa a me beijar como se ele não aguentasse nem mais um segundo. Nossas mãos se tornam frenéticas e eu tento tirar sua camisa, querendo ter pele contra pele, mas ele solta minha boca com um gemido alto. — Pare, não podemos. Isso já vai ser uma luta. Seu pai... — Ele balança a cabeça, sem saber o que dizer em seguida. Estou respirando pesadamente. É tão difícil parar, mas eu o escuto. Eu não quero o meu pai ainda mais bravo. Eu quero que ele goste de Washington. — Não deixe que eles te tirem de mim — eu sussurro. — Por favor. — Você viu o que acontece quando alguém fica entre nós. — Se meu pai já sabe sobre nós, eu meio que estou chocada por os agentes não terem invadido o quarto para te levar. Ou pelo menos tentarem. — Eu inclino minha cabeça em seu peito, colocando-a sob o seu queixo. Ele esfrega minhas costas e ficamos sentados em silêncio por um tempo apreciando o fato de estarmos juntos - algo que nunca tivemos oportunidade de fazer antes. Deus, muita coisa aconteceu hoje. — Odeio não termos podido terminar o que começamos. — Eu beijo seu pescoço.

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— Eu também, mas esta noite é apenas o nosso começo. — Posso te perguntar uma coisa? —

Eu mexo um pouco, me

sentindo tímida. Algo está dançando no fundo da minha mente. — Você sempre pode me perguntar qualquer coisa, docinho. Nós passamos anos suficientes sem podermos conversar um com o outro. — Ele me dá um pequeno aperto e eu me inclino para trás para olhar para ele. — Você já esteve sério com uma garota antes? Alguma vez disse eu te amo? — Eu sinto minhas bochechas aquecerem por lhe perguntar isso. Não sei porquê, mas este é o momento em que me sinto mais tímida em torno dele. — Nunca. Eu não vivi uma vida antes em que pudesse ter namoradas. Nem nunca quis uma. Eu não quis mais ninguém além de você desde o momento em que te vi. — Suas palavras me aquecem. — Passei os últimos anos no meu trabalho permanecendo vivo e esperando até que eu pudesse ter você. — Eu fecho meus olhos e coloco minha cabeça de volta em seu peito. — Eu sou sua — digo-lhe. Ele pode ter tudo de mim. Eu não sei por que eu precisava ouvir isso, mas precisava. Acho que odeio a ideia dele estar com outra pessoa enquanto me queria. Estou feliz por não estar sozinha nisso. Talvez não estivéssemos juntos fisicamente todos esses anos, mas em algum nível estávamos.

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Capítulo Sete WASHINGTON

— O Presidente está pousando — a voz no meu ouvido diz, e eu dou um último beijo em Honor. — Temos que descer. Seu pai está prestes a chegar aqui e eu quero conversar com Chad. — Ok — diz ela, enquanto endireita a coluna. Ela tem mais coragem do que eu imaginei que tivesse. Mesmo depois de tudo o que aconteceu com ela, ainda está pronta para lutar por nós. Por mim. Meu coração se enche de orgulho. Ela calça os sapatos e andamos de mãos dadas para o nosso destino. Quando chegamos ao andar inferior, saúdo três agentes do serviço secreto que guardam a porta. Há mais três na sala que interrogam Chad. Eu entrarei lá, mas primeiro quero ver o Presidente e apaziguar seus receios. Ou preparar-me para a luta da minha vida. Eu daria minha vida para proteger Honor, mas se o Presidente quiser nos causar problemas, ele pode. Ele tem o poder para nos manter separados, mas eu o conheço há muito tempo. E eu sei que ele se apaixonou recentemente por July, então espero que de alguma forma seu coração tenha sido suavizado. Entramos na ala executiva e em um dos escritórios que o Presidente usa. Desta vez Honor é a pessoa que caminha enquanto eu vou e me

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sento no sofá. Uma coisa é preocupar-me com algo acontecendo com ela, outra é estar preocupado com a possibilidade de perdê-la. O pensamento deixa minhas pernas fracas e fica difícil respirar. Agora preciso me sentar e conservar minha energia no caso de eu precisar fugir com ela. Penso na velha cabana de caça do meu pai em Michigan. Ninguém sabe sobre isso além de nós. Eu poderia levá-la lá a tempo? Eu sei que eu poderia fazer isso sozinho sem ser pego. Tenho planos de fuga em todos os lugares em que eu vou. Mas desde que conheci Honor eu tive que pensar nisso sendo dois de nós. E depois do que fizemos em seu quarto, pode haver três de nós em breve. A porta se abre e o Presidente entra com July em seus calcanhares. Seu próprio serviço secreto entra em cena, mas ele grita para que todos saiam e fechem a porta. — Honor — diz ele, e há um alívio em sua voz que faz meu peito apertar. Eu sei que ele estava preocupado que algo poderia ter acontecido com ela, porque eu me sentia da mesma maneira. Ele olha por cima da cabeça dela e diretamente para mim. Ele estreita os olhos, mas July caminha ao redor dele e vem até onde eu estou no sofá. Eu me levanto e ela estende as mãos, pegando uma das minhas nas suas. — Muito obrigada por protegê-la. Por mantê-la segura quando nós não pudemos. — Há lágrimas em seus olhos quando ela se vira e puxa Honor para seu próprio abraço.

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O Presidente caminha até mim e eu me preparo para a raiva dele, mas em vez disso ele estende a mão. Eu alcanço a sua e ele me dá um aperto firme antes de soltar um suspiro. — Obrigado — ele diz simplesmente, e eu aceno para ele. Ele recua, e Honor vem para o meu lado e eu coloco meu braço em volta dela. — Eu fiz o meu dever de proteger a filha do Presidente, mas também fiz o que eu senti que tinha que fazer porque eu amo Honor. — Ela passa a mão pelas minhas costas e isso me dá a confiança para continuar. — Eu a amo há muito tempo, mas não a toquei até os dezoito anos. Eu esperei porque ela significa muito para mim. — Eu olho para ela e ela olha para cima para encontrar o meu olhar. — Ela significa tudo para mim. Ela é meu mundo. Eu ouço fungar e olho para ver July em lágrimas. — Não se preocupe. Eu estou apenas super hormonal por causa do bebê — ela diz, enquanto o Presidente se vira e enxuga suas lágrimas. — Você não pode ficar bravo com eles. Eles estão apaixonados. Não é sua culpa que algum idiota tenha tirado fotos deles. — Eu sei — assinala o Presidente. — Simplesmente é difícil ver fotos da minha filhinha assim. — Estavam muito ruins? — Honor pergunta, e eu preferia que ela não o tivesse feito. Eu nem quero saber.

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— Vocês dois estavam cobertos — diz July apressada, em seguida, aproxima-se de Honor e sussurra. — Era bem óbvio o que estava acontecendo, mas não há como provar isso. O rosto de Honor muda para dezessete tons de vermelho e eu a puxo para mais perto de mim. Eu odeio que o mundo tenha visto essas fotos, mas significa que todo mundo sabe que ela é minha. Então, de uma maneira distorcida, há um lado positivo nisso. — Quais são suas intenções com a minha filhinha? — O Presidente diz, e Honor se coloca na minha frente. — Eu amo você, pai, mas é hora de ser eu a tomar as decisões, uma vez que se trata da minha vida. — Meu peito se enche de orgulho quando ela pega a minha mão e se impõe. — Vou adiar a faculdade por, pelo menos, um ano. Quero pesar minhas opções no Tennessee. Com Washington. A repentina imagem dela e eu juntos em uma fazenda montando cavalos e criando nossos filhos começa a criar raízes. Eu desejo tanto isso que queria poder pegá-la em meus braços, ir embora e começar agora. July põe a mão no braço do Presidente e acena com a cabeça. — Eu gosto de como isso soa. Estamos todos fora daqui em seis meses, e acho que eu gostaria de nada mais do que criar seu irmão ou irmã com você por perto. Temos muito tempo para deixar isso evoluir e planejar o futuro. Ela olha para o Presidente, que pressiona os lábios, mas finalmente assente. — Eu sei o que você fez por mim e o que fez pelo seu país. Você 80


é um bom homem, Washington, e estou orgulhoso de que minha filha tenha escolhido alguém como você. Vê-los aceitando nosso relacionamento torna tudo isso muito mais fácil. Agora, em vez do meu plano de fuga, estou pensando em que terra posso comprar e quantos acres precisaremos. — Agora eu gostaria de falar com o homem que ameaçou minha filha — diz o Presidente, e eu aceno com a cabeça enquanto sigo atrás dele. Honor e July ficam no escritório e a segurança entra para olhar por elas caso precisem de alguma coisa. Eu sigo o Presidente pelo corredor até à sala onde eles estão mantendo Chad. Não demorou muito para ele dizer tudo o que queríamos. Ele facilmente deu os nomes dos repórteres que colocavam pressão sobre ele para obter as fotos. Acontece que ele não tinha uma arma e só queria tirar fotos, mas ameaçar a filha do Presidente e a mulher que eu amo é o suficiente para mandar sua bunda para a prisão federal até que ele esteja velho. Quando tudo termina, o sol nasce e uma onda de exaustão me atinge. Estou acordado há quase dois dias e preciso dormir um pouco. Quando voltamos para a sala, posso ver o mesmo olhar cansado nos olhos de Honor quando a puxo para meus braços. — Acho que preciso de algo para comer — diz July, quando passa por nós e pisca para Honor. Ela pega o Presidente pelo braço e o leva para fora do quarto.

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— E você, docinho? Você está com fome? — Eu pergunto, correndo meus dedos por sua bochecha. — Eu só quero rastejar na cama e me aconchegar ao seu lado — diz ela enquanto fecha os olhos e se inclina para mim. Eu a pego em meus braços e a levo de volta para sua ala. Quando entro, vejo que a porta já foi consertada do tumulto anterior e tranco o ferrolho atrás de mim. Seu quarto já foi limpo também e não há sinal de sangue ou qualquer indicação de que houve alguma luta aqui. Eu a coloco na cama, em seguida, lentamente, tiro sua roupa antes de fazer o mesmo e deslizar sob os lençóis frios com ela. Meu pau está duro e exige alívio, mas eu me forço a ignorá-lo enquanto a puxo contra mim. Suas curvas suaves se moldam contra meu corpo, e sua bunda redonda vai me causar outra noite sem dormir. Eu cerro meus dentes para me impedir de descer e esmagá-la nas minhas mãos. Fecho meus olhos e me forço a relaxar, mas ela balança a bunda contra o meu pau duro e o sono não é mais uma opção. — Você continua assim e eu vou ter que transar com você — eu digo enquanto mordo a concha de sua orelha. — Eu acho que preciso disso para me ajudar a dormir — diz ela, levantando a perna e colocando-a sobre a minha, abrindo sua boceta para mim.

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Eu empurro para a frente e a cabeça do meu pau desliza através de seus lábios molhados. Eu rosno contra o pescoço dela. — É isso que você precisa? — Sim — ela respira, arqueando as costas para empurrar a cabeça do meu pau ainda mais nela. Eu aperto seu quadril com força e lentamente entro por trás dela. Eu faço investidas rasas enquanto trabalho meu pau grosso dentro dela, não querendo ir muito rápido. — Eu não vou tirar para gozar — eu digo enquanto passo meus dentes ao longo de seu ombro. — Você é minha agora, Honor. Assim que o mandato do Presidente acabar, nós estaremos no vôo seguinte para fora daqui e eu vou ter você só para mim. — Sua pequena boceta doce recebe um pouco mais e eu movo minha mão para seu clitóris e gentilmente esfrego círculos em torno dele. — Então, até lá, teremos que nos infiltrar aqui durante o dia entre suas reuniões para que você possa cuidar de mim. — Washington — ela sussurra, enquanto sua boceta aperta. — Vou ficar com tanta raiva vendo todos aqueles homens sorrirem para você. Eu vou ser duro como uma rocha do caralho querendo mostrar a eles que você é minha. — Eu deslizo meu pau lentamente para fora antes de deslizar de volta para seu calor molhado. — Eu quero que você esteja molhada e pronta para mim quando eu entrar aqui. Mesmo que seja apenas para eu te dobrar e fazer gozar antes que tenhamos que voltar para o público. Eu quero que sua boceta tenha o meu gozo dentro

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dela. — Meu queixo dói quando eu cerro meus dentes e ela me leva até às minhas bolas. — Porra. — Mais duro — ela geme, e eu esfrego seu clitóris mais rápido quando mergulho de volta dentro dela. Ela já está perto do seu limite e eu amo o quão fácil ela goza. — Você foi feita para mim. — Eu rolo para cima dela e empurro para dentro e para fora com mais força. Aperto seu quadril e a seguro no colchão enquanto a fodo. Sua boceta aperta e ela tenta fechar as pernas quando o orgasmo bate nela e grita. Seu corpo tensiona e eu empurro uma última vez para encher sua boceta enquanto ela devora meu orgasmo. Envolvo meus braços ao redor dela e gentilmente rolo de volta para o lado, então ela se encolhe contra mim e meu pau ainda está enterrado dentro dela. Há algum alívio, mas não é suficiente. E eu não sei se alguma vez será. — Eu te amo tanto, docinho — eu digo, esfregando minhas mãos sobre ela e beijando cada centímetro de pele que eu posso alcançar. — Eu também te amo, Washington. Você é meu para sempre. Eu fecho meus olhos e não consigo pensar em um sonho que já tive em comparação com este momento. Ela valeu os anos de espera, mas estou feliz por finalmente tê-la toda para mim. Agora tudo o que tenho a fazer é protegê-la do resto do mundo.

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Epílogo HONOR

Seis meses depois…

Eu pulo na beira do assento do nosso SUV, prestes a explodir de emoção. — Docinho. Acalme-se. — Olho para Washington, que está nos levando para casa. Ele está sorrindo para mim. Deixou a barba crescer um pouco. Ainda posso sentir o lembrete nas minhas coxas agora. Ele parece muito mais à vontade desde que saímos da Casa Branca. — Estamos indo para casa — eu lhe recordo. Estou sorrindo tanto que sei que meu rosto vai doer amanhã, mas não me importo. Somos livres. Não há mais pessoas nos observando o tempo todo. Podemos nos tocar e nos beijar sempre que quisermos. A repercussão das fotos não foi tão catastrófica quanto eu esperava. Você realmente não podia ver nada, apenas nós nos beijando e que a imprensa transformou em uma história de amor que fez o mundo desmaiar. Eu estava feliz por não ter ficado estranho com pessoas dizendo coisas ofensivas sobre Washington. Mas, embora tudo fosse positivo, agora as pessoas estavam observando cada movimento nosso. Eles queriam saber tudo sobre nossa história de amor e, bem, não

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era algo que eu gostaria de compartilhar com o mundo. Eu já compartilhei muita da minha vida e isto é só meu e de Washington. — Eu já estou em casa há tempo — diz ele, e eu sei que ele quer dizer que eu sou sua casa. Eu me inclino e beijo-o no pescoço. Traço beijos até ao ouvido dele. — Você é minha casa também, mas agora temos um espaço onde você pode me ter quando e onde quiser, sem se preocupar com alguém nos pegando. — Eu arrasto meus dentes ao longo do lóbulo da sua orelha. A mão que ele tem na minha coxa que tem estado desenhando círculos preguiçosos pela última hora, aperta. — Docinho — ele rosna. Eu lambo meus lábios, pensando em como nós vamos fazer as pequenas coisas também. Até dar uns amassos no nosso carro. Pode não parecer grande coisa para alguns, mas para mim é um mundo totalmente novo. Uma coisa que eu tenho assumido nos últimos meses é minha sexualidade. Eu não sou mais tímida quando se trata do meu corpo ou sexo. Washington me faz não só me sentir livre com o que eu quero, mas sexy. Como eu não poderia me sentir sexy quando eu tenho um homem como Washington sempre tentando me pegar a cada momento livre? O homem é insaciável. Estamos compensando o tempo perdido, no entanto. Eu tenho que lutar para segurar uma risada quando penso em todas as vezes que eu mal saía de uma reunião com alguém e ele estava me puxando de volta para o meu quarto para me foder. Não que eu chame

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isso de foder na cara dele. Isso o deixa louco. Nós fazemos amor, ele diz, não importa o quão sujo possa ser. É sempre fazendo amor. Quem sabia que meu homem feroz poderia ser tão romântico? Não importava se minha reunião tivesse sido com uma mulher ou um homem. Ele ficava com ciúmes do meu tempo. Se eu estivesse com uma pessoa por muito tempo, ele iria querer entrar e fazer sua reivindicação. Isso o colocaria no limite e a única coisa que poderia acalmá-lo era eu deitada de costas com ele dentro de mim enquanto gritava seu nome. Ele dizia que ficava com ciúmes do meu tempo agora, porque ele tinha esperado muito tempo para poder ter qualquer coisa que fosse. Agora ele queria o máximo que podia. Deus, eu o amo. O que foi mais fácil quando meu pai aceitou tudo. Washington manteve-se na função. Não podíamos dizer que ele morava comigo, mas todo mundo próximo a nós sabia que ele morava. Ele estava na minha cama todas as noites. De uma forma ou de outra. Estranhamente, meu pai estava bem com tudo isso. O que me fez pensar se ele poderia saber que isso estava por vir. Meu pai não era um homem estúpido. — Nós temos uma casa inteira para estrear. — Eu beijo seu pescoço novamente antes de cair de volta no meu lugar. — Oh, eu sei. — Ele vira o volante. Contornando uma curva, vejo uma cerca branca correndo ao longo da estrada. — E aqui estamos. É difícil obter sua casa de sonho sem nunca entrar ou estar lá, mas de alguma forma nós fizemos isso. Mais Washington do que eu. Trabalhando primeiro com um agente imobiliário e depois com os contratados. Ah, e 87


não vamos esquecer as pessoas de segurança com quem ele trabalhou para garantir que fosse um lugar seguro para nós também. Tudo o que eu realmente fiz foi escolher a casa e dizer a Washington o que eu queria que fosse feito. Bem, foi mais mostrando fotos de revistas, mas ele fez isso. Eu acompanhei o progresso através de fotos enquanto a casa ía se compondo, e hoje finalmente conseguimos viver nela. Ele para em um portão e bate em algo em seu telefone. O portão se abre e em pouco tempo estamos subindo pela longa estrada. A casa amarela aparece à vista. Meus olhos começam a lacrimejar. É isso. Nosso sonho. — É perfeita — eu sussurro. É uma casa de dois andares com uma varanda em volta de cada andar. Cadeiras de balanço para sentar na varanda da frente. Não é enorme, mas também não é pequena. Fica em terra suficiente para que fiquemos sozinhos, mas não muito longe do meu pai. Na verdade, nossa terra faz limite com os fundos da dele. Quando o SUV para eu pulo, mas Washington aperta minha coxa. — Espere por mim para dar a volta. — Eu não posso esperar tanto tempo — imploro, olhando para ele como se ele tivesse perdido a cabeça. Ele apenas ri. Abre a porta e me puxa para o lado dele, a mão descansando no meu estômago. — Docinho. Acalme-se. Você vai ficar enjoada. — Eu quero revirar os olhos para ele, mas sei que ele está certo. Nosso pequeno está começando a dar sinais e tem o hábito de me fazer vomitar. 88


Washington me aperta em seus braços. — Além disso, eu tenho que carregá-la no colo. — Envolvo meus braços em volta do seu pescoço. — Nós não somos casados ainda — lembro-lhe. Ele me dá um olhar duro. Eu pressiono meus lábios para lutar com uma risada. Este é um ponto sensível para ele. Ele está querendo se casar há meses, mas eu queria me casar aqui. Em segredo. Algo pequeno, na verdade. — Você tem um mês — ele me diz enquanto caminha em direção à nossa casa. — Você está me dando um mês inteiro para planejar isso? — Estou um pouco surpresa. — Eu te amo, então eu vou te dar um pouco de tempo. Eu sei que você e July vão querer fazer o certo, — ele suspira. Ele tem razão. July e eu queríamos um tempo, mas já o usamos. Subimos os degraus até à varanda. — Bem, eu não posso esperar um mês. — Ele abre a porta da frente e eu me inclino para beijá-lo. — Já foi planejado. Nos casamos em cinco dias. O rosto de Washington se ilumina e ele me dá um dos sorrisos que tem dado ultimamente. Não há mais olhares frios . Tudo é calor para mim. — Então eu acho que é melhor comemorar. — Ele entra na casa e chuta a porta fechada atrás dele. Sobe as escadas, dois degraus de cada vez. Meus olhos mantêm-se focados nele. Eu me esqueço da nossa nova casa e me derreto por ele. Ele me deita na nossa cama.

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— Bem-vinda ao lar, docinho — ele diz docemente contra a minha boca, antes de arrancar minhas roupas do meu corpo. O lar não poderia ser mais perfeito.

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Epílogo WASHINGTON

Cinco anos depois…

— Porque você não está ainda habituado a isso? — Eu tiro meus olhos dos dois agentes para olhar para Henry. Às vezes ainda parece estranho chamá-lo assim, depois de tê-lo chamado de Senhor Presidente por tanto tempo. — Eles olham para ela — eu rosno. Uma coisa que com certeza não sinto falta da Casa Branca é que as pessoas observam você toda a porra do tempo, mas sempre que Henry está por perto, os agentes dele também estão. A maior parte do tempo. Hoje ele só estava pegando Emma e não tinha feito planos que deixariam seus agentes afastados, então agora eu estava me certificando de que eles não estavam checando minha mulher. Não, meu ciúme não diminuiu ao longo dos anos. — Esse é o trabalho deles. Vigiar. — Eu ouço o riso em sua voz, mas ignoro isso. Olho de volta para o campo onde minha esposa e minha garotinha estão colhendo flores. Nossa casa está sempre cheia de flores que elas escolhem. — Eu coloquei você como seu segurança naquele dia por uma razão. — Eu olho para Henry e não tenho certeza do que ele está falando. — Eu sempre planejei, embora não tão cedo. Mas naquele dia, algo surgiu e, bem, eu percebi que poderíamos continuar com o show.

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Demoro um minuto e depois a percepção disso me atinge. — Honor mostra tudo em seu rosto. Naquele primeiro dia em que ela te viu, eu sabia que ela estava acabada. Percebi que eu não era mais o homem principal em sua vida. Solta um longo suspiro. Então ele sorri. — Eu sempre quis fazê-la feliz, então eu cavei, certifiquei-me de que passássemos mais tempo um com o outro, e não demorou muito para convencer-me sobre você e ela. Eu dou uma pequena risada. — Quem melhor para dar-lhe esse sonho americano do que um verdadeiro herói, um que eu sabia que iria mantê-la e a qualquer neto que ela me desse, seguros. — Ele se inclina para frente em sua cadeira. Eu tive muitos momentos de orgulho na minha vida depois das missões, mas agora, este era o melhor que eu alguma vez tive. — Eu sabia que você era um filho da puta malvado no primeiro dia em que te encontrei, mas quando seus olhos pousaram sobre ela, eles ficaram macios. Minha garganta parece apertada. — Obrigado — eu digo a ele. Depois de ter minha própria filhinha, posso ver como seria difícil dar essa confiança a outro homem. Ele deu isso para mim. Ele me deu ela. Não que Honor pudesse ser realmente dada a mim. Nós todos sabemos que a mulher é dona de cada parte de mim. Eu a seguiria em qualquer lugar.

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— Emma. Vamos. Vovó está fazendo biscoitos, — Henry grita para ela. Emma grita com prazer. Eu vejo quando Honor se inclina e a beija antes de Emma sair correndo até nós. Ela se joga em seu avô, que a pega, seu cabelo escuro e ondulado como se sua mãe pulando em volta dela. — Com gotas de chocolate? — Ela pergunta a ele. — Claro — ele diz a ela, fazendo-a gritar novamente como se nunca tivesse chocolate ou algo assim. Eu me inclino e dou um beijo em minha garota. — Tire seus homens da minha casa — digo a Henry, que apenas sorri quando se vira para sair. Eu dou a seus agentes um olhar mortal enquanto eles o seguem. — Idiotas — eu murmuro, em seguida, viro para a minha esposa. Minha respiração pega quando eu a vejo, seu vestido e cabelo soprando ao vento, o sol se pondo atrás dela. Deus, ela parece perfeita. Ela se vira um pouco, mostrando sua barriga muito grávida. Depois que nós tivemos Emma, queríamos esperar um pouco para aproveitar nosso primeiro antes de termos mais um. Agora nosso filho está pronto para vir a qualquer momento. — Você está assustando esses agentes? — Ela me lança um sorriso. Eu a ignoro, caminhando até ela e beijando-a. Longo e profundo. Toda vez que minha boca toma a dela, meu corpo relaxa. Quando eu me afasto ela está respirando pesadamente, suas bochechas rosadas.

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— Nós temos a noite toda. Você pode gritar tão alto quanto quiser — digo a ela. — Você é o barulhento — ela se afasta de volta. Eu quero puxá-la para deitar no chão e tê-la aqui para lhe mostrar quem é a barulhenta, mas ela já teve sol o suficiente por hoje. — Venha. Eu te fiz o jantar para variar. — Realmente? — Ela me lança um sorriso. — Porque eu já fiz o seu. Ela ri enquanto eu a pego em meus braços carregando-a para dentro. Eu a sento no balcão da cozinha. Puxo o vestido de verão por cima da cabeça e atiro para longe. — Se incline para trás, docinho. Estou morrendo de fome. — Ela lambe os lábios e se inclina para trás. Eu caio de joelhos, deslizando sua calcinha pelas pernas. Agarro suas coxas em um aperto possessivo enquanto dou uma longa lambida nela. Ela geme meu nome, me fazendo sorrir contra sua boceta. — Washington, por favor — ela geme, querendo mais. E dou-lhe mais, lambendo e chupando, dando a minha esposa todo o prazer que seu pequeno corpo pode suportar. Quem sabia que o sonho americano poderia ser tão bom.

FIM

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Protecting Freedom - Alexa Riley’s  
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