Issuu on Google+

Peça para voz e música a partir da obra radiofônica “Cascando”, de Samuel Beckett dias 21 e 22 de dezembro de 2012

Direção Geral Maria Clara Coelho Direção Musical Rachel Araújo Direção Visual Lis Mainá Pincelli Presenças Allan Imianowsky e Tainá Louven Instrumentistas Aline Gonçalves e Rachel Araújo Trilha Sonora Original Juliano Câmara, Lula Mattos, Mário Travassos e Rachel Araújo Câmeras Clarice Lissovsky, Diego Borges, Eduardo Bairrinhos e Victor Huguet Preparação Vocal Jane Celeste Espaço Cênico Flávia Soares e Lis Mainá Pincelli Arte Gráfica Flávia Soares Técnica de Som Aline Colombani Tradução Maria Clara Coelho e Tainá Louven Orientação Angela Materno e Flora Süssekind Realização coletivopontocom UNIRIO / Sala Ester Leão + Sala Lucília Perez Agradecimentos Alfredo César, Ayran Nicodemo, Biblioteca Central da UNIRIO, Departamento de Teoria do Teatro, Denise Santiago, Eurides Lourenço, Flávio Cavatti, Flávio Ozório, Grupo TARJa, Ian Capillé, Lara, Lula, Ila, Larissa Siqueira, Luciana Coletti, Maria da Guia, Maurício Gomes, NEPAA, Rádio Graviola, Rádio MEC, Sobrado 70, Tecnicolor, Walder Virgulino

Peça para Voz e Música montagem a partir da obra radiofônica

Cascando de Samuel Beckett


Cascando. O que essa palavra curiosa nos traz em som e

Trabalhar com um texto de Samuel Beckett traz medo. Um

forma? Callando, Calando, caindo, decrescendo, descendo,

texto que se basta, com suas potencialidades que parecem

tombando, diminuindo. Viver é criar e, talvez, cair. Somos

ser mais potentes como potencialidades. Mas lá vamos nós

todos artistas do dia a dia, dramaturgos de agora(s).

enfraquecer as potências visuais de um texto que foi escrito

Falamos. Ouvimos. Pensamentos silenciosos e outros

originalmente para rádio. O texto foi nosso ponto de

cantarolados. Somos compositores de melodias matutinas

partida, de pesquisa, leitura, estudo. Agora nos sentimos

assoviadas e sonhamos com melodias inéditas. Criamos

livres para dizer que é “a partir de”, porque tem inserções

auto-diálogos, repetimos frases de rotina, fotografamos

como um trecho de “A última gravação de Krapp” e um

imagens bonitas com os olhos, pensando, “-Ah, se eu

poema que o próprio Beckett escreveu na década de 30

estivesse com uma câmera agora...” Nem sempre o registro

chamado, também, “Cascando”. Tem modificações

do dispositivo está diponível. Em geral, não. E a memória

estruturais, dramatúrgicas, ou seja, caimos e tomamos o

simplesmente inventa quando não se lembra. A cada

gosto por cair na própria queda. Agora é “Peça para voz e

repetição, tantas perdas e invenções. Viver também é calar-

música”. É a mesma coisa e outra. Vamos...

se, às vezes. E a fala por dentro parece que aumenta proporcionalmente.


Programa