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angás!

O que é Mangá? Veja o significado da palavra e os estilos/ gêneros do mangá.

Mangaká Conheça um pouco sobre esse profissional.

Cosplay A moda dos eventos de anime e mangá!

Produzido por: Maria Alencar


ndice O que é mangá?............. 4

“Tipos” de mangá...........6 O Mangaká................... 12 Cosplay?......................14

Produzido por: Maria Alencar


O Que é mangá ? Palavra

de

origem

japonesa

composta

por

dois

ideogramas chineses: 漫 “Man” e 畫 “ga”; sendo que o primeiro

ideograma

(man)

significa

“água

estendia,

trasbordante” e o segundo (ga) que significa “desenho, pintura” ou “desenhar, pintar”. Em uma tradução literal temos “Desenhos transbordantes”, ou seja, é um estilo de desenho que flui como a água, que trasborda, algo que não se limita à mediadas, apenas segue sua própria natureza.


No entanto o termo Também é usado para

designar

as

historia

em

quadrinhos japoneses, no caso é o formato da mídia publicada. Sua

origem

Sombras,

está

que

percorria contando

no

na

Teatro

época

diversos lendas

das

feudal

vilarejos

por

meio

de

fantoches. Essas lendas acabaram sendo escritas em rolos de papel e ilustradas, histórias

dando em

origem

às

sequência,

e

consequentemente

originando

o

漫 畫 Mangá em caracteres chineses (tradicional)

mangá. A forma atual dos mangás surgiu no início do século XX, teve

a

influência

de

revistas

e

jornais

comerciais

ocidentais, vindas dos Estados Unidos e Europa, que traziam humor, sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros. Os mangás abordam todos os temas, como vida escolar, trabalho,

esportes,

amor,

guerra,

medo,

literatura

japonesa e chinesa, economia, finanças, e muito mais.


“Tipos” de Mangá Um guia com todos os gêneros do estilo mangá! Shonen (ou Shounen) Estilo direcionado essencialmente a jovens do sexo masculino, embora possa ser lido por pessoas de qualquer idade e/ou sexo. Considerado o gênero de manga com maior êxito, envolve normalmente enredos com ação e humor em redor das aventuras dos protagonistas. As histórias podem ainda incluir personagens femininas atraentes (como é o caso do fanservice), embora tal não seja obrigatório. “Shonen”, em japonês, significa “rapaz”.

Shojo (ou Shoujo) Estilo direcionado essencialmente a jovens do sexo feminino. As histórias, envolvendo interações complexas entre as personagens, estão normalmente associadas a enredos românticos e melodramáticos. No entanto, apesar de estes gêneros serem os mais comuns, existe também espaço para a fantasia, ficção científica, mistério e terror. Embora a arte difira de artista para artista, as personagens femininas, sendo as protagonistas, são geralmente bonitas, com olhos grandes e um estilo de desenho elegante, enquanto que os rapazes, ao contrário do que acontece no Shounen, são muitas vezes andróginos. “Shojo”, em japonês, significa “moça”.

Seinen Estilo cujo público-alvo são homens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, muito embora possa também ser direcionado a homens de negócios, com idades a rondar os 40 anos. É, por vezes, classificado como Shonen, mas possui características que o distinguem deste gênero, pois contém uma ampla variedade de histórias, com enredos mais adultos, podendo mesmo apresentar conteúdos violentos, sexuais, políticos, entre outros. Uma forma de classificar um manga como sendo seinen ou não é verificar se este contém furigana (é o nome dado à forma de adicionar hiragana a um


ideograma kanji para facilitar a sua leitura) sobre o texto original, em kanji, pois a falta de furigana pode ser um indicador de que o texto é dirigido a um público adulto. Por outro lado, pode também recorrer-se ao título da revista onde a história é publicada, pois normalmente as revistas com conteúdo semelhante ao descrito apresentam nos seus títulos as palavras “seinen”, “young” (novo) ou qualquer outra semelhante que remeta ao público a que são dirigidas (como é o caso da “Young Jump”, responsável por mangas como “Gantz” e “Elfen Lied”).

Josei Estilo direcionado a um público feminino adulto, sendo o equivalente feminino do Seinen. As histórias retratam o dia-a-dia das mulheres japonesas e, embora algumas possam ter como pano de fundo a escola secundária ou a universidade, a maior parte decorre durante a vida adulta. A arte mantém a beleza e graciosidade que se verifica no Shojo, mas as personagens deixam de apresentar olhos grandes e exagerados, pelo que o estilo de desenho é mais realista, adequando-se aos enredos romancistas também mais reais, como é o caso de Honey and Clover (embora se possam encontrar exceções ao descrito). É possível encontrar-se, dentro do Josei, um subgênero que retrata relacionamentos homossexuais, semelhante, mas não idêntico ao Yaoi, pelo que não se deve confundir, na medida em que as histórias inseridas no Josei tendem a ser mais realistas e com conteúdo mais maduro.

Kodomo Estilo direcionado a um público infantil. Normalmente, as histórias são dirigidas a crianças com menos de 10 anos, embora possa ser apreciado por pessoas de qualquer idade, muito devido ao seu estilo simples e curto. Estas apresentam, habitualmente, conteúdo moral e pretendem ensinar às crianças a comportarem-se bem e o respeitarem os outros. Este estilo distingue-se também pela ausência de fanservice e outros elementos destinados a audiências mais adultas. “Kodomo”, em japonês, significa “criança”.

Mecha Gênero que envolve histórias cujo tema está centrado em robôs (mechas) e correspondentes pilotos. O público-alvo é variado, podendo abranger desde


crianças até jovens e adultos do sexo masculino, sendo comuns enredos com personagens em luta contra o mal, acompanhados de robôs de vários tamanhos e equipados com diferentes armas. É dos gêneros mais antigos e ainda presente, nos dias de hoje.

Yonkoma (ou 4-Koma) Manga apresentado num formato de quatro vinhetas dispostas em duas colunas, geralmente na vertical, e lidas de cima para baixo, embora também possam ser dispostas na horizontal e lidas da direita para a esquerda. Aparecem em quase todo o tipo de publicações no Japão, incluindo revistas, jornais, etc. As histórias, na sua maior parte com conteúdo humorístico (também podem incidir sobre temas mais sérios) acabam, normalmente, no final da quarta vinheta, podendo, por vezes, criarem uma história com continuação.

Gekiga Palavra japonesa para “imagens dramáticas”. O termo, criado por Yoshihiro Tatsumi, deveu-se ao fato de muitos mangakas (criadores de manga) não quererem que os seus trabalhos fossem associados a mangas vulgares ou “imagens irresponsáveis”, como lhes costumavam chamar. Trata-se de um estilo que pode retratar temas reais ou fictícios, de caráter, em geral, violento, podendo também abordar temas como sexo, máfia, corrupção, drogas, procura de vingança, guerra, mortes, entre outros, apresentando um traço mais pesado.

Yomikiri (One Shots) One Shots é um termo que designa uma história apresentada na íntegra, sem continuação. São histórias com cerca de 15 a 60 páginas, habitualmente feitas para concursos, e que, por vezes, evoluem para séries manga. Algumas séries que começaram assim foram Hokuto no Ken (Fist of the North Star), Naruto, One Piece, Berserk, entre outros.

Ecchi No Ocidente, é utilizado para designar mangas com conteúdo erótico, isto é, com cenas de índole sexual. Na maior parte dos casos, as histórias apresentam momentos humorísticos de caráter sexual ou de nudez, mas não a


prática do ato sexual explícito.

Hentai Estilo com teor pornográfico e conteúdo sexual explícito. O Hentai permite a existência de elementos sexuais fantasiosos impossíveis de serem representados de outra forma senão desenhados, como atos sexuais fisicamente impossíveis, inaceitáveis no seio da sociedade. Desta forma, no Japão, a palavra “hentai” significa “anormalidade”, “perversão sexual” ou “metamorfose”, pelo que os enredos podem conter cenas que envolvam tentáculos, criaturas, elementos fantasiosos e outros fetiches. No Ocidente, é comum a sua abreviação para “H” (“Ecchi”, em japonês), o que não está correto, tendo em conta o sentido original no Japão.

Shonen-Ai Estilo cujas histórias retratam relações amorosas entre homens adultos e/ou adolescentes, embora de uma forma menos explícita do que acontece no Yaoi. Assim sendo, nas obras classificadas como Shonen-ai, não existem cenas de sexo homossexual explícitas. É normalmente um gênero apreciado por moças estudantes e donas de casa.

Shojo-Ai Estilo que foca relações homossexuais, sendo apreciado pelo público feminino, não só no Japão, como no resto do mundo. Além do amor entre dois homens, as histórias podem conter cenas de sexo e/ou outros temas sexualmente explícitos, pelo que não deve ser confundido com o Shonen-ai. Grande parte das histórias espalhadas pelo mundo assume a forma de doujinshi, apesar de, no Japão, o número de obras profissionais ser alto. A palavra Yaoi deriva da abreviatura da máxima japonesa “Yama nashi, ochi nashi, imi nashi”, a qual significa “sem clímax, sem propósito, sem sentido”.

Yuri. Estilo que retrata relações lésbicas sendo, no entanto, menos difundido do que o Yaoi. As histórias podem retratar relações românticas entre mulheres, mas também podem apresentar teor sexual explícito, distinguindo-se, assim, do Shoujo-ai. O público a que é destinado pode ser tanto masculino como lésbico. É também frequente encontrar o Yuri sob a forma de doujinshi.


Lolicon Estilo que, fora do Japão, é referente a histórias que envolvam meninas menores de idade ou personagens com características físicas que o aparentem, em situações sexuais ou de nudez. A palavra “lolicon” deriva da abreviatura de “lolita complex”, ou seja, “complexo lolita”, referente ao romance de Vladimir Nabokov, “Lolita”. No Japão, a palavra é usada para a pedofilia.

Bishonen Termo utilizado para designar o conceito japonês de beleza masculina. Os homens assim denominados por apresentarem uma aparência efeminada ou andrógina, sendo magros, elegantes, não muito musculosos, altos e belos. É um conceito muito visto nos animes e/ou mangas, especialmente nos gêneros shoujo, shonen-ai e yaoi. É o caso de séries como Fruits Basket, Trinity Blood ou Naruto.

Bishojo Estilo que retrata histórias sobre personagens femininas atraentes, estando presente em todos os gêneros de manga, principalmente nos de Harem. Ao contrário do Shojo, que é dirigido a um público feminino, o Bishojo tem como público-alvo uma audiência masculina, envolvendo moças bonitas. É, por vezes, considerado a forma mais subtil de fanservice, principalmente se envolver mulheres mais velhas que deveriam ser mais sérias. As personagens são habitualmente desenhadas ao estilo Moé pupilas e íris grandes, baixa estatura, nariz pequeno, silhueta delgada). O termo “bishojo”, em japonês, significa “moça bonita”.

Dojinshi Trata-se de mangas elaborados e distribuídos por fãs, na sua maioria amadores, embora possam também existir profissionais famosos ligados à sua concepção. Normalmente, retratam histórias alternativas de obras consagradas, ou até mesmo paródias destas. Para além de obras publicadas no Japão, alguns utilizam como base trabalhos ocidentais, como a saga Star Wars ou o feiticeiro Harry Potter. Muitos apresentam histórias eróticas com personagens conhecidas de outros mangas, animes ou jogos, sendo este tipo de dojinshis mais conhecido no Ocidente, levando os fãs, erradamente, a considerá-los sinónimo de mangas eróticos.


Muitos foram os artistas que se iniciaram com trabalhos deste género, como o grupo CLAMP (Card Captor Sakura, Chobits) ou Rikudo Koshi (Excel Saga). O termo “dojinshi” provém da junção das palavras “dojin” que, literalmente, significa “mesma pessoa” (utilizada para referir pessoas que partilham os mesmos gostos/interesses), e “shi”, que significa “revista”.

Fanservice Termo utilizado para definir elementos desnecessários à história e apenas usados com vista a entreter e divertir a audiência. Incluem, muitas vezes, situações com conotação erótica e/ou sexual, como peitos a balançar, vislumbres de roupa interior de personagens femininas, nudez parcial, etc. Muitas séries utilizam este recurso para atraírem a atenção de diferentes públicos, sendo, por vezes, quase permanente (Tenjo Tenge, por exemplo) ou apenas ocasionalmente.


O Mangaká Mangaká é a palavra japonesa usada para designar o artista profissional que faz e prática mangá (mídia e estilo), usada tanto para artistas japoneses como para não japoneses.

A Profissão no Japão Ser mangaká exige muita força de vontade, criatividade e responsabilidade para alcançar as metas, os prazos e horários estabelecidos pelas editoras que vão publicar o mangá. Tudo começa em algum concurso de alguma editora ou com o editor, no inicio vários novatos (as) não são aceitos e desistem, porem é apenas uma tática das empresas para selecionar os que realmente estejam dispostos a serem os melhores no que fazem. A partir do momento que sua historia for selecionada o mangaká terá que se dedicar quase que exclusivamente ao seu trabalho, após ter seu mangá publicado o mangaká já terá meio caminho andado. Nesse momento que a criatividade do roteiro da estória junto com a sua originalidade e desenhos agradáveis consigam atingir o seu publico alvo. Caso contrario o mangá será cancelado e o mangaká novato terá que recomeçar do zero suas tentativas. O

salario de mangaká é muito instável varia de editora para editora. Uns mangakás ganham por quantidade de folhas desenhadas outros pelo numero de exemplares vendidos. Não se tem muitas informações sobre o assunto pois os artistas são proibidos de revelar quanto ganham e como realmente é feito o calculo do salário, o que se sabe se o mangá fizer sucesso e virar Anime (desenho animado) o salario do mangaká aumenta.


A Profissão no Brasil No brasil, são poucas editoras dispostas a publicar um mangá nacional por acharam mais pratico pagar por uma serie importada do que investir em um artista brasileiro. Porem isso não impede de existirem mangakás nacionais com mangás publicados por empresas brasileiras como por exemplo Holy Avaengers de Marcelo Cessaro e Erica Awano; O Príncipe do Best Seller de Soni; Vitral de Shiruba e Who Figter O coração das trevas entre outros títulos. Quanto ao salario não é toda editora que paga por quantidade de paginas, geralmente se ganha por porcentagem de venda. Em contrapartida um mangaká profissional brasileiro é reconhecido enquanto os japoneses são considerados desempregados e sem profissão definida; podendo assim o profissional brasileiro tirar a carteira profissional e se aposentar como artista quadrinista e ter direito a um visto para viajar para o exterior.


cosplay? Cosplay (コスプレ - Kosupure) é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional,concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, videojogos ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers. Originalmente conhecido como masquerade, o cosplay não foi criado no Japão. O primeiro cosplay conhecido foi criado por Forrest J. Ackerman em 1939 durante a primeira Worldcon, na companhia de Myrtle R. Douglas. Ele criou a veste chamada “futurecostume”, enquanto ela criou uma versão do vestido do filme de 1936 “Things to Come”. Desde então, tornou-se uma prática anual nas Worldcon, com concursos e atrações próprias, e mais tarde estendendo-se aos fãs de fantasia e quadrinhos. Os primeiros cosplays de mangá/anime registrados são posteriores aos anos 70, nos EUA. O fenômeno do cosplay chegou ao Japão na década de 80 por meio de Nobuyuki Takahashi, que ficou surpreso com o costume ao visitar um Wordcon, que começou a incentivar a pratica no Japão pelas revistas de Ficção Científica. Tornou-se comum no Japão durante as Comic Markets do Japão (criadas em 1975), que se celebram em Odaiba (Tóquio), lugares de compra e venda de Dōjinshi. Esse evento prosseguiu desde então e se realiza regularmente. Lá, grupos de japoneses vestiam-se de seus personagens favoritos de mangás, animes,comics e videojogos. Assim pois, tal prática sempre tem sido muito relacionada com aqueles produtos. Contudo, com o passar do tempo, foi-se estendendo a outros domínios, em conceitos e culturas, ganhando foro internacional. Com a popularização do anime nos anos 90, o cosplay japones tornou-se popular no mundo todo, tratando-se de caracterizações de personagens existentes, enquanto que os primeiros cosplays (estadunidenses) estendiam-se principalmente à criação de personagens, não somente se prendendo aos préexistentes.


Cosplay é originariamente de personagens de quadrinhos, hoje em dia de desenhos, animes e mangás. São pessoas que se vestem do seus personagens predileto. Cosplay originariamente ligava-se a personagens de quadrinhos. Com o passar do tempo, contudo, foi-se tradição e um hábito que se espalhou por todos os tipos de convenções, a envolver séries ou personagens, principalmente as de Jornada nas estrelas (Star Trek) e Guerra nas estrelas (Star Wars), no qual as pessoas fantasiadas tornaram-se atração principal, em concursos de fantasia e interpretações de cenas dos filmes ou episódios, o que permitia revelar talentos de nível profissional. Rapidamente se espalhou pelo mundo todo, chegando na Comiket, famosa convenção realizada há anos no Japão, onde o termo se popularizou e se espalhou especialmente em eventos e encontros de anime, mangá e videojogos, respectivamente as animações e quadrinhos japoneses. A palavra cosplay, como já foi dito, é uma espécie de abreviação para “costume play” (costume = roupa / traje / fantasia e play = atuar). Ou seja, o cosplayer se caracteriza como um personagem de algum livro, mangá, jogo ou filme que queira homenagear; representa a personalidade deste; e em alguns eventos pode até mesmo competir com outros cosplayers em concursos, embora o grande barato e diversão sejam a exposição e o contato social gerado dentro do ambiente. Um dos principais objetivos desse uma passatempo é fazer amigos. Caracterizase o cosplay pelo acrônimo inglês DIY (Do it yourself - faça você mesmo): o pretendente a cosplayer providencia os materiais para a confecção (alguns mandam determinadas peças a artesãos ou costureiras, ou fazem seus cosplays inteiramente em “Cosplay Stores” (lojas especializadas em confecção de cosplays), prepara os materiais de referência, monta a apresentação (caso tornando haja), enfim, trabalha a interpretação, o figurino e às vezes até o cenário. É uma atividade da qual podem participar e divertir-se crianças, adolescentes e adultos de todas as idades, sexo e condição social. Alguns cosplayers chegam a gastar entre R$ 100,00 e R$ 1.000,00, às vezes mais, em roupas e acessórios, e levam a coisa a sério. Um passatempo como outro qualquer, porém com a singularidade de permitir o participante tornar-se seu personagem favorito por um dia. Nas gerações Star Wars, equivaleria a se vestir como um Jedi ou um cowboy de Faroeste. Nisso reside o embrião da vertente teatral do cosplay: papéis são efetivamente representados, com significativa monta de carga artística. Atualmente o mercado de cosplayers tem atraído empresas de todo mundo. Muitas delas estão criando lentes de contato e outros elementos para serem usados, tornando o personagem mais próximo do real. Os preços ainda estão altos, mas a tendência é que se torne popular.


No início, os únicos cosplays eram de personagem de Star Wars (como os Stormtroopers); mas logo os animes e mangás foram tomando conta do público. Hoje, no Brasil, já se veem cosplays de qualquer mídia, entre elas comics, filmes, livros e até personagens de Internet. Em convenções de jornada nas estrelas e RPG no final da década de 1980 já se encontravam fãs fantasiados de seus personagens favoritos. Todavia, tal caracterização não era ainda conhecida como cosplay, pois o termo, na época, ainda começava a se difundir no Japão. Demais, o ato de se fantasiar não era visto como um passatempo por seus praticantes, manifestando-se nas convenções apenas como um elemento de expressão dos fãs. No final da década de 1990, com a popularidade do anime Cavaleiros do Zodíaco, surgiram às primeiras convenções de anime e mangá no país, fazendo assim essa atividade ressurgir, então com nome e características próprias, e os concursos. No início, as caracterizações eram quase em sua totalidade de personagens de animação, quadrinhos ou jogos japoneses, mas ao longo dos anos outras mídias foram incorporadas pelos fãs, como quadrinhos americanos, filmes ou livros, como por exemplo, Harry Potter ou Piratas do Caribe. Os sites ”Arquivo Cosplay Brasil” e “Cosplay Party Br” foram alguns dos pioneiros a tratar do assunto no Brasil. Em 2002 ambos se uniram, formando o Cosplay Brasil, que reúne a maior comunidade brasileira de praticantes e simpatizantes do cosplay. simpatizantes do cosplay. Anime Friends, organizado pela Yamato Comunicações e Eventos, é o maior concurso de cosplay do Brasil. Em 2007, mais de 1.200 concorrentes inscreveram-se em seis categorias. Anime Dreams, o segundo maior, com mais de 800 inscritos num só evento em 2007. A Yamato Comunicações e Eventos organiza também o maior concurso de cosplay individual do Brasil, o YCC – Yamato Cosplay Cup. Ele é único que agrega competidores de todas as regiões do país. São 26 competidores selecionados que disputam a competição nacional em julho, destes os três primeiros colocados participam de uma etapa uma internacional em janeiro, que logo em sua primeira edição em 2008 teve seletivas no México, Chile, Argentina e Paraguai. Nestas seletivas em outros países participaram mais de 200 cosplayers interessados em competir na final realizada no Brasil. Nas seletivas nacionais, realizadas em aproximadamente 20 eventos, foram mais de dois mil competidores. A campeã da edição brasileira de 2007 foi Andressa Miyazaki, seguida por Simone Setti e Thaís Jussim. A Yamato organiza ainda o Circuito Cosplay, a mais tradicional competição de cosplay do país, que está atualmente em sua quinta edição. Em 2005, a vencedora foi Petra Leão; em 2006, Thaís Jussim; em 2007, Andressa Miyazaki; em 2008, Lucyana Reimão; em 2009, Kátia Costa; e em 2010 Marcos Teixeira.


A Editora JBC organiza o WCS Brasil que reúne 15 duplas de todo o país para competir para saber qual a melhor do país que vai representar-nos na final mundial que é realizada no Japão. Uma vaga é da dupla vencedora do ano anterior, treze são distribuídas por eventos parceiros e uma sai em uma repescagem. Em 2007, o evento teve média de 4 a 5 duplas inscritas por seletiva. Em 2006, os irmãos Mauricio Somenzari e Mônica Somenzari venceram tanto a etapa brasileira, quanto a japonesa da competição. Em 2007, Marcelo Fernandes e Thaís Jussim venceram no Brasil. Em 2008, Gabriel Niemietz e Jéssica Campos foram campeões na etapa brasileira e venceram também a etapa mundial. Em 2009, a dupla Geraldo Cecílio e Renan Aguiar venceu a etapa brasileira. Em 2010 a dupla Gabriel Niemietz e Kaoli foram campeões da etapa brasileira e segundo lugar no

mundial.


Mi mangas (edição teste)  

Primeira revista digital, trabalhada em um curso de informática básica/avançada. Apenas otexto sobre mangákas é original, o restante do text...

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