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Mídia

MARKETING CONTEMPORÂNEO BUSCA ALÉM DA ATENÇÃO DO CONSUMIDOR Além de produzir conteúdo, empresas precisam se adequar às plataformas multimídia para interagir com o consumidor

Ilustração: Ricardo Alencastro

Aline Souza e Maria Brey

A convergência midiática mudou o direcionamento da comunicação. Consumidores estão mais participativos e interagem ativamente com as empresas através das redes sociais. Respondendo a esse ambiente, a publicidade precisa criar experiências de envolvimento, participação e interação para conquistar pessoas. Afinal, todos nós temos relação com a mídia - seja como produtores ou consumidores de conteúdo. Nesse trabalho, plataformas como Facebook e Twitter funcionam, também, como canal de estreitamento com o mercado, e das empresas que já produzem e vendem para o consumidor da geração Z – aqueles nascidos pós década de 1990 e

que não conhecem o mundo sem tecnologia. Para isso, precisam descobrir a Caixa de Pandora da linguagem atual e produzir conteúdo para todos. E nesse trabalho de inserir a marca no meio virtual, empresas investem no trabalho de agências e especialistas em mídias sociais. De acordo com a jornalista especialista em redes sociais da multinacional Social Agency, Tássia Rebelo, 24 anos, as empresas estão na internet pois precisam saber a opinião dos clientes. “Hoje em dia temos consumidores muito mais ativos que notam o que as empresas estão fazendo e falam bem ou mal disso por aí. Alguns deles têm relevância social que não pode ser descartada. Por isso, é melhor que elas


Mídia estejam presente para se defender ou partilhavam com os amigos e a procura por produtos cresceu. Essa divulgação na agradecer um elogio”, diz a especialista. Ainda segundo Rebelo, só manter internet rendeu, inclusive, parcerias com presença nas redes sociais não garante o lojas de roupas”, conta. A microempresária também revela sucesso da marca. “Estar na internet não significa que a empresa está acertando. que ampliou a atuação da própria marca Tem muita gente falando besteira no Face- incentivando clientes a organizarem enbook, mas também tem gente com cases contros para a apreciação dos acessórios incríveis”, completa. A Social Agency man- - no mesmo estilo utilizado por algumas empresas de cosméticos para tém presença em quatro países “Gerar conteúdo para a venda direta. – Brasil, México, Espanha e PorEdgar Meiga é dono do bar tugal -, e é focada na elaboração a internet, que será de gestão da presença social de disponibilizado para The Ed Music Pub, em São marcas, produtos e serviços na milhões de usuários José dos Pinhais, Região Meno mundo todo, não tropolitana de Curitiba (RMC) internet. e também usa redes sociais Carolina Meiga, 18, é es- é tarefa tão fácil.” para criar e fidelizar os consutudante universitária e, em seu tempo livre, aliou habilidade para artesa- midores. “Meus clientes sempre procuram nato com criatividade e fundou a marca pela promoção do dia no Facebook e aprode acessórios “Flor de Maio”. Carolina veitam para acompanhar a programação começou a criar e vender acessórios para musical. Eles chamam os amigos, comencomplementar a renda e teve a iniciativa tam sobre nossos serviços e músicos convide criar uma fanpage no Facebook. “Criei dados. A resposta é positiva”, conta Edgar. Mas gerar conteúdo para a intera página para mostrar as minhas amigas as peças novas que fazia; elas curtiam e com- net, que será disponibilizado para milhões

Carolina Meiga, usando duas de suas criações; o empresário Edgar Meiga, sempre presente no The Éd


Mídia mente quando as coisas que produzimos entram no ar e começam a repercutir positivamente”, completa Rebelo. Uma prática que também está se tornando comum entre as pequenas e médias empresas, é unir os websites às redes sociais. O Shopping Crystal, em Curitiba, é um exemplo desta ação. A interação do usuário quando curte ou comenta – positiva ou negativamente -, sobre algum produto gera publicidade espontânea para a marca, além de facilitar a comunicação entre empresa e consumidor.

Fonte: Deloitte Touche Tohmatsu

de usuários no mundo todo, não é tarefa tão fácil. “Exerço a função de especialista em redes sociais. Apesar do nome, eu não sei tudo de redes sociais. O que eu faço é manter o conteúdo que é feito para os nossos clientes alinhados com o tom de voz da marca e seguindo sempre a linha editorial”, diz Tássia Rebelo, que trabalha na filial da Social Agency, no Recife. “É preciso estar sempre antenada com o mundo, e isso é uma necessidade pessoal e também como comunicadora. É natural, às vezes, sentir uma certa cobrança, porque criatividade é um trabalho que leva tempo e rotina apressa tudo. Mas, no final das contas é uma delícia, principal-


CDM Mídia - Marketing contemporâneo busca alé da atenção do Consumidor  

CDM Novembro Aline Souza e Maria Brey

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