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Gestão do Conhecimento Estamos diante de um cenário de rara complexidade, no mundo corporativo e na sociedade em geral, fenômenos econômicos e sociais, de alcance mundial, são responsáveis pela reestruturação do ambiente de negócios. A globalização da economia, impulsionada pela tecnologia da informação e pelas comunicações, é uma realidade da qual não se pode escapar. É nesse contexto que o conhecimento, ou melhor, que a Gestão do Conhecimento (KM, do inglês Knowledge Management) se transforma em um valioso recurso estratégico para a vida das pessoas e das empresas. A década de 80 é caracterizada pela intensa busca por uma nova concepção e visão de organização. É quando surge o conceito de Capital Intelectual como forma de evidenciar e potencializar a força dos recursos intangíveis, trazendo como consequência fundamental para as organizações a necessidade da revalorização do capital humano e do seu conhecimento. Algumas mudanças que ocorreram na economia e nas organizações trouxeram alterações nos paradigmas que envolvem a era industrial e do conhecimento, como pode ser observado na Figura 1, baseada na tese de doutorado de Terra (1999).

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ITEM

PARADIGMA DA ERA INDUSTRIAL

PARADIGMA DA ERA DO CONHECIMENTO

Pessoas

Geradores de custos ou recursos

Geradores de receitas

Fonte de poder dos gerentes

Nível hierárquico na organização

Nível de conhecimento

Luta de poder

Operários versus capitalistas

Trabalhadores do conhecimento versus gerentes

Principal responsabilidade da gerência

Supervisionar os subordinados

Apoiar os colegas

Informação

Instrumento de controle

Ferramenta para comunicação; recurso

Produção

Operários processando recursos físicos para criar produtos tangíveis

Trabalhadores do conhecimento convertendo conhecimento em estruturas intangíveis

Fluxo de informação

Através da hierarquia organizacional

Através de redes colegiadas

Gargalos na produção

Capital financeiro e habilidades humanas

Tempo e conhecimento

Fluxo de produção

Direcionado pelas máquinas; sequencial

Direcionado pelas ideias, caótico

Efeito do tamanho

Economia de escala no processo de produção

Economia de escopo das redes

Relações com os clientes

Unidirecional através dos mercados

Interativa através de redes pessoais

Conhecimento

Uma ferramenta ou recurso entre outros

O foco do negócio

Propósito do aprendizado

Aplicação de novas ferramentas

Criação de novos ativos

Valores de mercado (de ações)

Devidos, em grande parte, aos ativos tangíveis

Devidos, em grande parte, aos ativos intangíveis

Economia

Baseada em retornos decrescentes

Baseada em retornos crescentes e decrescentes

Figura 1 – Paradigmas da era industrial e do conhecimento (NONAKA; TAKEUCHI, 1997). __________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento


Com a evolução das organizações o conhecimento passou a ser considerado um fator competitivo diferenciador. Estudos, pesquisas e publicações descrevem e sistematizam conceitos, fundamentos e práticas de uma nova disciplina, reunidos sob o nome de Gestão do Conhecimento.

Dentre as destacam-se:

definições

de

Gestão

do

Conhecimento,

No Dicionário do Trabalho Vivo “é um conceito que cria rotinas e sistemas para que todo o conhecimento adquirido num determinado ambiente cresça e seja compartilhado” (GESTÃO..., 2007). “É um processo sistemático, articulado e intencional, apoiado na geração, codificação, disseminação e apropriação de conhecimentos, com o propósito de atingir a excelência organizacional” (GESTÃO..., 2007). “Gestão do Conhecimento é, em seu significado atual, um esforço para fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para aqueles que dele necessitem dentro dela, quando isso se faça necessário, onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário, com o objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional” (TERRA, 2001). Pode ser compreendida como “um processo dinâmico e social que envolve mudanças contínuas nas habilidades e na aquisição de know-how” (TERRA; GORDON, 2002). “A arte de criar valor alavancando os ativos intangíveis, visualizando a organização em termos e fluxos de conhecimento” (SVEIBY; LLOYD, 1987).

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“A Gestão do Conhecimento é, acima de tudo, uma disciplina administrativa que encara o capital intelectual como um ativo gerenciável. As “ferramentas” básicas aplicáveis à prática da Gestão do Conhecimento são a dinâmica organizacional, a engenharia de processo e a tecnologia. Esses três fatores trabalham em conjunto para facilitar e aperfeiçoar a captura e o envio de dados, informações e conhecimento de uma organização, e colocá-los à disposição de pessoas e grupos empenhados em executar uma tarefa específica. Essas pessoas, ou profissionais do conhecimento, são, inequivocadamente, o recurso mais vital da empresa do século 21. O objetivo básico da Gestão do Conhecimento é fornecer a capacidade intelectual da empresa para as pessoas que tomam diariamente as decisões que, em conjunto, determinam o sucesso ou o fracasso de um negócio” (KNOWLEDGE..., 2000).

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Krucken-Pereira, Costa e Bolzan (2002) apresentaram uma síntese da evolução da literatura científica relacionada à Gestão do Conhecimento: ÉPOCA Década de 80

Década de 90

2000 -

AUTOR

FOCO E TERMOS

Porter

Conhecimento estratégico

Nonaka e Takeuchi

Compartilhamento de conhecimentos

Drucker

Sociedade do conhecimento

Senge

5ª. disciplina: pensamento sistêmico

Quinn

Inteligência organizacional

Lipnack e Stamps

Networking

Nonaka e Tackeuchi

Teoria da criação do conhecimento organizacional

Sveiby

Ativos intangíveis

Wiig

Métodos de Gestão do Conhecimento

Stewart

Capital intelectual

Davenport e Prusak

Ecologia da informação

Ruggles

Ferramentas de Gestão do Conhecimento

Geus

Empresa viva

Amidon

Conhecimento e inovação

Von Krogh, Ichijo e Nonaka

Consolidação da teoria de criação do conhecimento organizacional

Autores nacionais e internacionais

Consolidação de conceitos, discussão interdisciplinar, difusão de conhecimento, estudos de casos em inteligência organizacional e Gestão do Conhecimento

FIGURA 2 – Evolução da literatura científica relacionada à Gestão do Conhecimento. A Gestão do Conhecimento conta com uma ferramenta que auxilia na elaboração de estruturas que permitem alocar, recuperar e comunicar informações dentro de um sistema, esta ferramenta é denominada taxonomia. __________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento


O que é taxonomia?

Taxonomia (do Grego verbo τασσεῖν ou tassein = "para classificar" e νόμος ou nomos = lei, ciência, administrar, cf "economia"), foi uma vez, a ciência de classificar organismos vivos (alpha taxonomy), mas mais tarde a palavra foi aplicada em um sentido mais abrangente, podendo aplicar-se a uma das duas, classificação de coisas ou aos princípios subjacentes da classificação. Quase tudo - objetos animados e inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico (TAXONOMIA..., 2007). Em uma organização, a taxonomia poder ser utilizada interna e externamente. No aspecto interno a taxonomia quando bem estruturada oferece informações cada vez mais visíveis aos membros da organização, estimulando e favorecendo a criação de novas ideias. Externamente a taxonomia promove esclarecimentos, prontidão de respostas e informação, com o objetivo de aproximar os clientes e influenciar novos negócios e parcerias.

Vamos conhecer outros conceitos relacionados à Gestão do Conhecimento!

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Bibliografia GESTÃO do conhecimento. In: DICIONÁRIO do trabalho vivo. São Paulo: USP, 2007. Disponível em: <http://www.cidade.usp.br/projetos/dicionario/gestao.htm>. Acesso em: 9 ago. 2007. GESTÃO do conhecimento. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. [S.l.: s.n.], 2007. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Gest%C3%A3o_do_conhecimento >. Acesso em: 9 ago. 2007. KNOWLEDGE management: produtividade organizacional. São Paulo: Microsoft Solutions, 2000. KRUCKEN-PEREIRA, L.; COSTA, M.D.; BOLZAN, A. Gestão do conhecimento aplicada ao desenvolvimento de novos produtos. Revista Inteligência Empresarial, Rio de Janeiro, n. 12, jul. 2002. Disponível em: <http://www.pee.mdic.gov.br/arquivo/sti/publicacoes/futAmaDi lOportunidades/rev20020816_05.pdf>. Acesso em: 7 ago. 2007. NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Campus, 1997. SVEIBY, K.E.; LLOYD, T. Managing knowhow: add value... by valuing creativity. London: Bloomsbury, 1987. Disponível em: < <http://www.sveiby.com/Portals/0/articles/ManKnowHow.htm>. Acesso em: 9 ago. 2007. TAXONOMIA. In: WIKIPÉDIA: a enciclopédia livre. [S.l.: s.n.], 2007. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxonomia>. Acesso em: 9 ago. 2007. __________________________________________________________________ Gestão do Conhecimento


TERRA, J.C.C. Gestão do conhecimento: aspectos conceituais e estudo exploratório sobre as práticas de empresas brasileiras. 1999. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999. Disponível em: <http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/paginas/teses /teses.aspx>. Acesso em: 9 ago. 2007. TERRA, J.C.C. Gestão do conhecimento: o grande desafio empresarial: uma abordagem baseada no aprendizado e na criatividade. 2. ed. São Paulo: Negócio Editora, 2001. TERRA, J.C.C.; GORDON, C. Portais corporativos: a revolução na gestão do conhecimento. São Paulo: Negócio Editora, 2002.

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