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FOTOGRAFIAS DE

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

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TELENOVELA 322 x 45’

Duas meninas são levadas na correnteza do rio. O pai consegue salvar Inês, a mais velha, mas morre a tentar resgatar a outra filha, cujo corpo nunca chega a aparecer. Muitos anos mais tarde, Inês vai disputar o amor de João com Diana, a irmã que todos julgavam morta, e que regressa agora para se vingar de Inês, que considera a culpada pelo incidente e pela vida de pobreza a que acabou destinada. Duas irmãs em luta pelo mesmo viço do INEM, um sem-abrigo que Inês encontrara inconsciente numa homem Aos 33 anos, INÊS NOGUEIRA continua a ser a mesma rapariga dinâmica e irrequieta que era em criança, quando, durante as férias em família, o pai e a irmã desapareceram nas águas de um rio. Apesar do drama que atingiu a sua família, da culpa que intimamente sente por ter sobrevivido enquanto a irmã mais nova morreu, Inês nunca deixou de ser uma lutadora, cheia de determinação, bondade e generosidade. Divide os seus dias entre o restaurante que tem com a mãe, no qual passou a trabalhar depois de terminar o curso de Gestão Hoteleira, e o apoio voluntário a pessoas carenciadas, distribuindo-lhes comida, agasalhos e outros bens essenciais. Conheceu João Caldas Ribeiro quando este socorreu, ao ser-

das suas rondas pelas ruas de Lisboa. Os dois souberam de imediato que tinham nascido um para o outro, e, apesar de estarem unidos por um grande amor, a relação vai ser severamente abalada pela intervenção de Diana, a irmã de Inês que todos julgavam morta. E que Inês vai assistir ao homicídio de Alice, uma das irmãs de João, o homem da sua vida, e, quando mais tarde descobre que o assassino é Tiago, o seu próprio irmão, vai ficar dividida entre a fidelidade à família e a verdade. Mas quando finalmente decide contar é tarde demais. A criança que desaparecera nas águas do rio Minho, e que responde agora pelo nome de Diana, foi adoptada por Graciete e António Silva, que abraçam aquela criança

como uma dádiva de Deus depois de terem perdido uma filha da mesma idade vítima de meningite. No entanto, Diana é alguém que cresceu com um desconforto em relação à vida que tem, sendo obrigada a ajudar a mãe na florista que esta tem no mercado e ainda a trabalhar no café de Álvaro, encarando a sua vida com inconformismo e revolta. Desconhece que é adoptada, mas, quando descobre a verdade, o ódio que sente pela irmã sobrepõe-se a tudo, e, assim que

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descobre Inês, despede-se do café e concorre a uma vaga no restaurante M., onde se torna empregada de mesa. Sem o saber, Inês torna-se assim patroa da sua própria irmã. O trabalho no restaurante não será o único que Inês lhe reserva, e rapidamente Diana vê-se também a trabalhar em eventos fora do restaurante, organizados pela empresa de catering de Gi Coutinho. Um desses eventos é a festa do 50º aniversário da empresa de brinquedos IOIÔ, evento esse que decorre a bordo de um navio. É no decorrer dessa festa que Inês e Diana voltam a viver um momento semelhante ao que lhes aconteceu em crianças. A dado momento, Inês cai à água e, não sabendo nadar, está em vias de se afogar, quando Diana a salva. É nesta festa também que Diana conhece João Caldas Ribeiro, ficando a saber que ele é o noivo de Inês e um dos herdeiros da Ioiô. A sua sede de vingança contra Inês cresce cada vez mais e o destino encarrega-se de proporcionar a Diana a oportunidade ideal para conseguir os seus objectivos quando Inês inesperadamente cai à água. Diana salva-lhe a vida, abrindo assim os braços a uma espécie de dívida eterna, que prenderá Inês a si para sempre. Falsa e maquiavélica, vai fazer de tudo para destruir a vida de Inês e apoderar-se daquilo que considera seu por direito. Desenvolve uma falsa amizade com Inês, minando assim, silenciosamente, tudo o que a irmã

construiu, inclusivamente a relação desta com João, o qual se tornará num dos seus principais alvos. João tem em comum com a namorada Inês o espírito solidário que o leva a participar em várias missões humanitárias pelo mundo fora. Uma delas tem lugar na Amazónia, onde, em plena selva, participa numa campanha de vacinação. É no final desta missão que João combina encontrar-se com Inês no Rio de Janeiro para ambos passarem uma semana de férias, após meses de afastamento e saudades. João prepara a Inês uma surpresa inesquecível e pede-a em casamento. Os dois vivem momentos arrebatadores de amor e felicidade quando João recebe a notícia de que o seu avô FREDERICO sofreu um AVC e está em risco de vida.

João e Inês regressam a Lisboa antes do previsto, com este a encontrar o avô já fora de perigo, mas incapacitado de estabelecer qualquer comunicação, e é com alguma resistência que, perante estas circunstâncias, vai à festa dos 50 anos da empresa. O estado de saúde do avô e o noivado com Inês levam João a assentar e a dedicar-se inteiramente à família. Mas a sua vida dará mais uma volta quando, durante o jantar organizado para celebrar o seu noivado com Inês na casa da família Caldas Ribeiro, a sua irmã Alice, grávida de MANEL, surpreende um assaltante no escritório e é baleada por este, acabando por não resistir aos ferimentos. A família Caldas Ribeiro sofre, assim, mais um duro golpe, que irá assumir proporções ainda maiores quando Diana descobrir o que realmente aconteceu na noite do assalto e conseguir que João descubra a verdade. O terrível segredo da morte de Alice, será a mola para separar João e Inês e impulsionar Diana na busca dos seus objectivos.

Tudo pelo poder A família Caldas Ribeiro deve boa parte da sua fortuna ao investimento agrícola, principalmente na área de produção de azeite, fruto da exploração de um extenso olival numa Herdade no Alentejo. Foi assim que a família construiu o seu império, mas esta vertente agrícola foi cain-

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do no desinteresse das gerações seguintes. Frederico foi o primeiro a deslocar-se segura e definitivamente para a cidade. Dedicou toda a sua vida a uma empresa de criação de brinquedos, tendo feito da Ioiô uma referência em brinquedos, tanto a nível nacional como internacional, o que levou a que várias multinacionais tentassem comprá-la ao longo dos anos, com o ‘velho’ Frederico a resistir sempre às investidas. Alcançada uma idade em que finalmente resolveu passar a gestão da empresa às gerações futuras, não foi difícil encontrar o sucessor dentro da família, por exclusão de partes. Frederico teve dois filhos: FRANCISCA, abandonada por Henrique, um pianista virtuoso e carismático que a trocou por outra mulher, e ADELAIDE, casada com GASTÃO, um advogado de sucesso dedicado à área do direito comercial. Francisca e Adelaide nunca revelaram interesse pelo negócio e o mesmo se passa com os filhos de Francisca. João só tem olhos para a medicina, o espírito independente de RITA levou-a a procurar uma carreira longe da empresa familiar e ALICE herdou o amor dos pais pela música, pelo que recaiu em RICARDO, filho de Adelaide, a responsabilidade de gerir a empresa. Porém, a disponibilidade de Ricardo não é inocente. Instigado a candidatar-se ao cargo pelo pai, aproveita a posição na empresa para desviar dinheiro. Frederico, com a ajuda de GABRIELA, a Directora Financeira da Ioiô, não tarda a descobrir o esquema fraudulento do neto e confronta-o com a sua descoberta, dizendo-lhe que tem provas materiais do desfalque e que as vai entregar à polícia. A

discussão entre ambos é violenta, e, no auge desta, Frederico é vitimado por um AVC que o leva de urgência ao hospital. Frederico sobrevive, mas, quando estabiliza, já não é o mesmo homem de antes: não consegue falar, escrever ou estabelecer qualquer outro tipo de comunicação que lhe permita denunciar o neto. No entanto, sabendo que algures na posse do avô estão as provas do seu desfalque e desconhecendo o envolvimento de Gabriela, Ricardo não fica descansado e resolve tentar assaltar o cofre (de código digital) da casa do avô para tentar deitar as mãos aos documentos que provam a sua culpa. Para tal, recorre a TIAGO NOGUEIRA, irmão de Inês e formado em informática. Ricardo conhece Tiago da Ioiô, pois o técnico de informática é um dos colaboradores da empresa, e, ao descobrir que Tiago tem o terrível vício do jogo, que o fez afundar-se em dívidas, Ricardo não se faz rogado e contrata-o para assaltar o cofre, a troco do dinheiro que este precisa

para saldar as dívidas. O assalto concretiza-se, mas não corre como previsto. Tiago é surpreendido por Alice, assusta-se e, num gesto irreflectido, dispara sobre Alice, momento que é testemunhado por Inês. Esta não reconhece o assaltante no momento, pois Tiago tem uma mascara, mas há um pormenor que fica na memória de Inês e que, mais tarde, lhe será revelado, percebendo que o crime foi cometido pelo seu irmão. No momento do crime, João e Manel aparecem logo de seguida e tudo o que vêem é Inês a tentar estancar o sangue de Alice, mas é tarde demais. Alice é levada para o hospital, onde acaba por morrer. Mas, para Ricardo, tudo isto foi em vão, pois quando se encontra com Tiago para receber o produto do roubo, fica a saber que as provas do desfalque afinal não estavam no cofre. Isto constitui um revés para os planos de Ricardo, mas não para os de Diana, que, ao perceber a atracção que Ricardo sente por si desde o primeiro momento que a vê, vai alimentar essa paixão, vendo em Ricardo uma porta de acesso a uma vida de luxos e, principalmente, à família Caldas Ribeiro. O amor entre Inês e João será abalado não só pela ameaça permanente que é Diana, mas também por uma terrível revelação. Quando Inês descobre que Tiago é o assassino de Alice, fica num grande dilema, dividida entre o amor à família e o amor a João. Conta a verdade

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A troca

sobre a morte de Alice e condena o seu irmão à prisão por homicídio, levando à desestruturação da sua família, ou guarda o segredo enquanto observa o sofrimento de João em silêncio? Inês não suporta o peso do segredo e acaba por desabafar com Diana, nessa altura já uma ‘boa amiga’. Diana vai assegurar-se de que João descobre a verdade, e aí, João ficará profundamente magoado com a noiva, e o amor que nascera entre eles cairá por terra, com João a deixar-se levar no canto de sereia de Diana.

Uma mulher de força A morte do pai de Inês e da irmã foi uma tragédia para Eunice Nogueira, que se viu de repente sem marido e sem uma filha em poucos anos. Eunice lutou mais do que alguma vez julgaria ser capaz, tudo pelo amor a Inês e a Tiago, que criou praticamente sozinha. Mas os dois filhos criaram personalidades bem diferentes. Inês é uma lutadora, uma mulher com uma dimensão de bondade extraordinária e com uma força comparável à da sua mãe; já Tiago, apesar de ser também boa pessoa, tem o vício do jogo, e acumulou dívidas que o deixam vulnerável a esquemas e a situações de grande fragilidade. Uma dessas situações vai atraí-lo para um momento que mudará a sua vida e acabará com a de Alice. Eunice criou os dois filhos sem grandes dificuldades financeiras, pois o casal já usufruía de um patamar financeiro bastante confortável, e o restaurante, juntamente com a reforma de juiz do seu falecido marido, permitiram manter a família nesse mesmo patamar. Apesar de irradiar um sorriso sereno e abraçar os filhos com todo o amor do mundo,

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Eunice é uma mulher que carrega um dentro de si o peso de nunca ter feito o luto, pois se o corpo do marido foi encontrado, o mesmo não aconteceu com o de Marta. Outro peso que a angústia é a culpa que sabe que Inês carrega nos ombros. Quando se deu o acidente no rio, Eunice foi a única pessoa a ver o que realmente aconteceu. Ela sabe que foi Diana quem empurrou Inês, fazendo-a cair ao rio, mas, apesar de tentar sempre fazer ver a Inês que tudo não passou de um terrível acidente, Inês não consegue deixar de se sentir culpada, ganhando uma fobia à água, devido ao trauma, o que nunca permitiu que aprendesse a nadar. Inês vê na mãe um grande exemplo de coragem e força, e estará sempre ao seu lado, aconteça o que acontecer. Mas as duas estão longe de imaginar que Marta (agora chamada de Diana) está, afinal, viva, e voltará não para iluminar as suas vidas, mas para as ensombrar.

Graciete e António Silva são um casal fustigado pelas dificuldades da vida. Depois de muitas tentativas fracassadas para engravidar, Graciete conseguiu finalmente dar à luz uma menina. Mas no parto surgiram complicações, e Graciete não poderia voltar a ter mais filhos. Mesmo assim, o casal vivia em plena felicidade com a sua filha Diana, até que esta, aos cinco anos de idade, acabou por morrer, vítima de meningite. O casal Silva sofreu o golpe mais duro das suas vidas, mas, um mês depois, e como que por milagre, é-lhes colocada no caminho uma menina com a mesma idade – Marta, filha de Eunice e Joaquim Nogueira. A menina é encontrada perdida, no meio do mato e em estado de choque, após ter visto o seu pai ser levado pelo rio. O casal vê naquele momento uma dádiva de Deus, e decidem adoptar Marta, dando-lhe o mesmo nome e usando os documentos da filha que perderam. Diana ajuda Graciete no Mercado, onde esta tem uma banca de flores, e trabalha também no café de Álvaro. A família não vive folgada, mas Graciete e António, apesar de este passar muito tempo fora por ser camionista de longo curso, nunca deixaram faltar nada a Diana, sobretudo amor. No entanto vão pagar um preço demasiado alto quando Diana descobrir a verdade. Vai soltar-se dentro de si uma revolta contra os pais adoptivos e contra a sua vida. Aos poucos, Diana recupera alguma memória sobre o que aconteceu no rio, mas numa versão difusa e muito pessoal, em que foi claramente Inês que a empurrou, fazendo-a cair à água. Diana é invadida por um desejo de vingança sobre a sua verdadeira família, mas mais centralizado em Inês, por a considerar a principal responsável pelo que aconteceu e por lhe ter roubado uma vida a que tinha todo o direito. Assim, Diana inicia uma demanda contra a irmã, a qual só terminará com a destruição total de Inês.


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Uma família de pergaminhos Tal como Inês, João também já perdeu o pai, restando-lhe apenas FRANCISCA CALDAS RIBEIRO, uma talentosa pianista que abdicou de uma carreira musical para se dedicar à família, optando antes por canalizar a sua veia artística para o ensino de piano a crianças e jovens. Francisca é uma mulher doce que vai tratar do seu pai com todo o carinho e disponibilidade, depois de este ter o AVC. Francisca é uma mulher de grande cultura e muito activa, que soube ultrapassar a perda do marido, Henrique, um pianista internacional carismático, sedutor e aventureiro, e viver uma vida serena e feliz, algo em que contrasta profundamente com a sua irmã ADELAIDE, que é uma mulher infeliz, que se enche de calmantes para se alienar do casamento disfuncional que tem com GASTÃO. Se com o marido a relação é quase inexistente, a relação que Adelaide tem com o filho Ricardo também não é muito melhor. Desde sempre muito influenciado pelo pai e também ele obcecado por acumular riqueza, Ricardo tem pouca paciência para o permanente estado depressivo da mãe, o qual se agrava quando Frederico perde a capacidade de comunicar. Adelaide será resgatada do torpor em que vive quando reencontra o amor numa relação extraconjugal com JAIME VILAR, um Chef de cozinha internacional, que se cruzará inesperadamente no seu caminho. Será através desta paixão que Adelaide recuperará a energia e a alegria que há muito perdera.

Começar de Novo RITA, a irmã de João, seria à partida a melhor escolha de Frederico para gerir a empresa, não fosse ela

um espírito independente disposta a correr todos os riscos só para não ficar sob a alçada da família. Dedicou-se aos mercados financeiros, algo que sempre a fascinou desde pequena, e é uma profissional de uma enorme competência. Mas ser corretora da bolsa é uma profissão extremamente desgastante, e, aos 30 anos, os elevados níveis de stress e cansaço a que está sujeita levam-na a sofrer ataques de pânico. A sua vida profissional parece ruir, até que decide que para recuperar o equilíbrio precisa de mudar de vida. Vai sofrer muitas resistências da parte do marido, VICENTE, que é criativo na empresa de brinquedos e não está disposto a deixar o seu emprego na Ioiô, mas Rita acaba por levar a sua avante e decide investir na Herdade de família no Alentejo, onde contrata um Engenheiro Agrónomo, ORLANDO AYRES, para a ajudar a recuperar o extenso olival. A mudança para o Alentejo fá-la afastar-se do marido, pois ficam a morar a quilómetros um do outro. Apesar desta distância, Rita não vai desistir do marido e vai tentar fazê-lo perceber que precisam de recuperar o tempo para viverem o seu casamento. Mas não vai ser fácil. Até porque quando Vicente finalmente decide juntar-se a Rita na Herdade, ficando a trabalhar para a Ioiô à distância, será aí assediado por SANDRA, a jovem e sensual filha do caseiro, que se servirá dos seus atributos físicos para seduzir Vicente. Mas quando a jovem perceber que Vicente não está disposto a deixar a mulher, vai mostrar o seu lado mais negro.

Os caseiros Domingos Machado, 48 anos, viúvo, é o caseiro da Herdade da família Caldas Ribeiro, no Alentejo. Trabalha na Herdade desde que há 26 anos os anteriores caseiros se reformaram e a vaga teve de ser preenchida. Domingos vive com a filha, Sandra, de 18 anos, que ajuda nas lides da casa. Sandra é uma rapariga caprichosa que suspira por uma mudança de ares e sonha com a grande metrópole. Quando vai trabalhar para a Herdade, Orlando conhece Sandra e apaixona-se por ela, mas Sandra procura um homem que represente o passaporte para a agitação urbana, e Orlando, amante da natureza e observador apaixonado de pássaros, está bem longe dessa realidade. Domingos é controlador em relação à sua filha, mas não vai conseguir detê-la na tentativa de destruir o casamento dos seus jovens patrões.

Vígaro cá, vígaro lá Armando Coutinho é um vigarista que tem vindo a alicerçar a sua fortuna em intrujices bem sucedidas. Um dos exemplos disso é a fábrica de enchidos Campo Rico, empresa que ganhou em tribunal num processo litigioso, para depois desbaratar os seus lucros em proveito próprio, tornando a fábrica inviável. Já a sua mulher, GI (o seu verdadeiro nome, que muito a envergonha, é Geraldina), é uma mulher pretensiosa que aspira à ascensão social e que esconde na maneira como fala as suas verdadeiras origens. Gi faz

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questão de fazer da sua empresa de catering, a GCC, um caso de sucesso empresarial, embora se faça valer de um marketing agressivo que praticamente impõe aos clientes. O filho, Bernardo, herdou dos pais a ambição e o talento para enganar os outros. Abriu uma agência imobiliária que está a ter grande sucesso graças aos estratagemas que usa para ocultar os problemas que as casas têm aos futuros proprietários.

Tomar o destino nas próprias mãos A falência da fábrica Campo Rico ameaça tornar-se num drama para algumas dezenas de famílias que dependem dos empregos para a sua sobrevivência. Quando os salários deixam de ser pagos, as funcionárias da fábrica começam a temer o pior e organizam-se em vigílias para impedir que Armando Coutinho retire a maquinaria das instalações. Após confrontos com a polícia e duras negociações entre a comissão de trabalhadores, Armando concede em vender a empresa com o seu enorme passivo às funcionárias pela simbólica quantia de um euro. À frente da gestão da empresa ficará então uma comissão de operárias, entre as quais se destacam duas mulheres: a líder, FÁTIMA BRITO e a sua coadjuvante, CATARINA MARQUES. Mas pagar as dívidas aos fornecedores e fazer da fábrica um negócio viável não vai ser tarefa fácil para estas mulheres sem qualquer experiência de gestão.

Nada se consegue sem esforço Fátima Brito e o marido, ÁLVARO não têm uma vida fácil. Fátima é operária na fábrica dos Coutinho e Álvaro tem um pequeno café no mercado (‘O Escondidinho do Álvaro’), cujos lucros apenas dão para uma parte das despesas familiares, apesar dos enormes mas despropositados esforços do seu empregado, CÉSAR, que bem tenta usar o que pode como pretexto para dar lucro à casa. Desde usar a mesma tiragem de café para servir várias bicas, a querer que os clientes paguem o adoçante, ou a aproveitar as carcaças do dia anterior, tudo serve, na perspectiva de César, para fazer face à crise instalada, apesar da insistência de Álvaro para que ele não o faça. César é o companheiro de Marisa, e vive com ela e com Filipa, filha de Marisa mas que César considera como sua filha. Marisa tem uma banca de frutas e legumes no mercado, rivalizando com Sheila, que vende os mesmos produtos. César vê-se assim no meio de uma guerra que não é sua, pois Sheila, por puro divertimento, faz de tudo para arreliar a paciência de César e Marisa, interferindo na relação dos dois. César é muito pacato e Marisa ferve em pouca água, o que dá origem a discussões constantes entre ambos. Para a família Brito, tudo se complica ainda mais quando a fábrica parece estar sob a ameaça de encerrar as portas, mas Fátima arregaça as mangas e consegue re-

cuperar o seu posto de trabalho na fábrica, assumindo o papel de gestora. Em casa, MARCO, o filho de 14 anos por quem sempre fizeram todos os sacrifícios, começa a revelar uma rebeldia extrema que lhes trará grandes angústias. Devido à intensa carga horária de Fátima na fábrica e ao trabalho de Álvaro no café, Marco cresceu com muita liberdade, passando grande parte do tempo entre a rua e o café do pai, onde era alvo de todos os mimos por parte de vizinhos e clientes do café. Além disso, os pais faziam questão de compensar a falta de tempo que tinham para ele, dando-lhe tudo o que ele queria, às vezes à custa de muito sacrifício pessoal. Por tudo isto, Marco cresceu habituado a ter tudo o que queria, sem ter a noção das reais dificuldades por que os pais passavam. Com a entrada na adolescência a coincidir com uma fase de maior aperto financeiro dos pais e com as consequentes recusas destes em fazer-lhe todas as vontades, Marco começou a revoltar-se, não só contra os pais, mas contra o mundo em geral, revelando a sua revolta em comportamentos desviantes como faltar às aulas, consumir drogas, participar em pequenos furtos e em rixas. Dotada de grande poder intuitivo, Fátima percebe logo que o problema é grave e que tem que ser atacado com severidade, mas o marido estará sempre a pôr paninhos quentes e a desculpar o filho, o que trará mais tensões à vida do casal.

Abandonada LUÍS e ISABEL BARROS são casados há doze anos e têm um filho de nove, DAVID. Aparentemente têm uma vida normal, mas, na realidade, Luís tem uma amante secreta, a

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jovem Catarina, com quem vive um romance tórrido, até que ele toma a decisão de deixar a mulher. Isabel fica então numa situação muito complicada. Com o casamento, abdicou de ter uma carreira e ficou em casa a tratar do filho. Com o divórcio, vê-se agora obrigada a trabalhar para sobreviver e emprega-se no restaurante M. como RP, restaurante onde, ironicamente, era cliente habitual. Tudo vai mudar para Isabel, que terá agora de se adaptar a uma realidade completamente diferente daquela a que estava habituada. Pelo seu lado, Luís surpreende Catarina com a sua decisão. Ao princípio Catarina fica agradada com a ideia, mas, a pouco e pouco, a relação deixa de funcionar. As regras mudaram e nenhum deles estava preparado para uma vida conjugal ‘normal’, criando-se um inevitável distanciamento entre ambos. Esta fase coincide com uma maior aproximação entre Catarina e Manel, o subordinado de Luís na Ioiô e com quem Luís mantém uma rivalidade surda, o que ainda mais aumenta a tensão no casal. Como resultado de tudo isto, Luís põe a hipótese de voltar para a casa. Mas nessa altura talvez já seja tarde demais. É que Isabel, que muito sofreu para se adaptar à sua nova condição, não parece interessada em voltar atrás.

Tirana LOURENÇO e GABRIELA parecem à primeira vista ser um casal como tantos outros, com uma relação convencional, saudável e feliz. Ele é mediador imobiliário e ela é Directora Financeira da Ioiô, o que, associado ao facto de não terem filhos nem as despesas que vêm associadas aos mesmos, lhes permite ter um nível de vida bastante satisfatório. Porém, esta aparente normalidade esconde outra realidade. Gabriela tem tendências autoritárias, enquanto Lourenço é um homem extremamente passivo que permite que a mulher conduza a vida do casal. Não há decisão que não seja tomada por ela e, como se isso não

bastasse, faz questão de ridicularizar o marido, tratando-o como um ser inferior. Gabriela, além de tirana, é uma chata inveterada, sempre descontente com a suposta desarrumação da casa e a sujidade, obrigando Lourenço praticamente a ser uma verdadeira ‘mulher-a-dias’. A situação ainda se agudiza mais com a crise do sector imobiliário, levando a que Lourenço passe a ganhar muito menos dinheiro e a ficar totalmente dependente da mulher. A todos os maus tratos da mulher, Lourenço reage com normalidade, aceitando tudo passivamente, pois ele realmente gosta de Gabriela. Mas há um dia em que a semente da mudança é lançada. Gabriela engravida, mas decide abortar, contra a vontade de Lourenço. A partir desse momento, já nada será igual entre os dois.

Os Brinquedos A empresa de brinquedos Ioiô continua a ser um sucesso ao fim de várias décadas, o que suscita a cobiça de muita gente, principalmente de Ricardo, movido pelo desejo de poder e tremenda ambição. Quando a fraude de Ricardo é descoberta e este é confrontado por Gabriela, que originalmente a descobriu, Ricardo vê-se obrigado a fazer um acordo com a directora financeira, de modo a poder manter o controlo da empresa. Mas a balança ganha um novo equilíbrio quando Francisca decide participar na gestão da empresa, substituindo, de certa forma, o seu pai e dando continuidade à sua obra. Ricardo não verá esta aproximação com bons olhos e tudo fará para afastar a tia. Para além da luta de Ricardo pelo controlo da empresa, há também lutas de poder a um nível inferior. O director criativo, Luís Barros, temerá a concorrência do seu subordinado Manel Dantas, que é também o melhor amigo de João – não é raro ver Luís apresentar como sua uma ideia de Manel. Manel não terá problemas em confrontar Luís e lutar pela sua posição na empresa, mas tudo assume contornos bem diferentes

quando Manel descobrir que tem uma doença degenerativa.

Os “Desenrascados” ‘TREMOÇO’ é um jovem de 23 anos que, após a morte da avó, com quem vivia, vê-se sozinho numa casa grande e antiga, cheia de quartos vazios. Preguiçoso por natureza, embora dotado de um extraordinário talento para as ‘engenhocas’, Tremoço vê nesta casa o potencial para se sustentar sem grandes trabalhos, e decide alugar quartos. É assim que recebe lá em casa dois outros jovens: ZÉ e LILIANA. Com a mesma idade de Tremoço, Zé é o oposto no que concerne a sorte na vida. Desde cedo que teve de trabalhar para sobreviver, mas nem por isso conseguiu mais sucesso na vida. Actualmente a trabalhar como entregador de pizzas, passa pelas mais variadas peripécias: ou é chamado para uma emboscada, onde lhe são roubadas as pizzas e o dinheiro, ou sofre um acidente na motorizada ou tem de andar quilómetros à chuva porque os clientes lhe dão a morada errada. Ir viver para a casa de Tremoço será para Zé a primeira boa notícia da sua vida, principalmente porque ao mesmo tempo vai para lá viver Liliana, uma rapariga muito atraente por quem tanto Zé como Tremoço ficam logo fascinados. Liliana, tal como os dois companheiros de casa, anda um pouco à deriva na vida. Oriunda de Aveiro, está no seu quarto ano de universidade em Lisboa, mas também no quarto curso diferente, pois todos os anos muda de curso. Estes três jovens vão finalmente tentar fazer alguma coisa das suas vidas e constituem uma empresa direccionada para todo o tipo de serviços, uma espécie de ‘faz tudo’, em que os três vão ter que dar resposta às mais variadas, complexas ou caricatas situações, proporcionando momentos de puro divertimento.

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PERFIL DE

PERSO NA GENS

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Inês Nogueira (Diana Chaves) – 33 anos. Nasceu em Lisboa, cidade onde vive com a mãe, Eunice, e o irmão, Tiago. O seu pai, Joaquim, morreu quando ela tinha sete anos, num acidente que vitimou também a sua irmã mais nova, Marta. Inês é uma mulher cheia de força de vontade, que sempre lutou pelos seus objectivos e por aquilo em que acredita. Tem muita vida, é espirituosa e apesar da personalidade forte ainda mantém alguma da ingenuidade de criança. É bondosa e sempre que pode, ajuda quem precisa. Licenciou-se em Gestão Hoteleira e é proprietária do restaurante M, em conjunto com a mãe, de quem é cúmplice e confidente. O grande amor da sua vida é João.

Eunice Nogueira (Lia Gama) – 50 anos. É a mãe de Inês e de Tiago e viúva de Joaquim, que morreu a tentar salvar as duas filhas durante umas férias de Verão. Conseguiu ultrapassar a morte do marido, mas não verdadeiramente a perda da filha mais nova e muito secretamente, ainda aguarda pelo seu regresso. Apesar do infortúnio, fez os possíveis para que as circunstâncias não a deitassem abaixo. Afinal de contas, estava à espera de um filho, Tiago, e tinha a pequena Inês para cuidar. Por tudo isto, dedicou-se a fundo ao restaurante. Hoje em dia, partilha esta gestão com Inês. Eunice é uma mãe muito protectora dos filhos, talvez até super protectora, por tudo o que aconteceu no passado. Por outro lado, está muito próxima deles como confidente e cúmplice. É uma mulher gentil e muito bem formada que nunca perde a elegância nem a calma.

Tiago Nogueira (Sisley Dias) – 25 anos. É filho de Eunice e irmão mais novo de Inês. É um apaixonado por computadores, de tal forma que acabou por se licenciar em Engenharia Informática. É um rapaz afável e bem-disposto, que gosta de fazer a mãe e a irmã rirem com as suas piadas. Contudo, sempre teve uma personalidade volúvel, tendo passado a vida em busca de novas experiências, facto que o meteu em sarilhos muitas vezes, principalmente quando era mais novo. Sente-se irremediavelmente atraído pela adrenalina do jogo e desde os 20 anos que é frequentador assíduo de casas de jogo clandestino de póquer. Isso valeu-lhe dívidas chorudas que acabaram por colocá-lo em risco de vida.

Graciete Silva (Margarida Carpinteiro) – 50 anos. É uma mulher humilde, que cresceu no Norte do país, na região do Minho. Desde cedo que começou a trabalhar no campo. Casada desde nova com António Silva, que sempre trabalhou como camionista de longo curso no ramo da distribuição alimentar. Graciete habituou-se a passar muito tempo sozinha, por causa das viagens do marido. Tornou-se numa mulher forte e independente. António e Graciete sempre desejaram ser pais mas Graciete teve dificuldades em engravidar. Quando finalmente conseguiu, o parto foi complicado e, no final, Graciete recebeu a notícia de que não podia ter mais filhos. Graciete passou a viver em função da menina que esperava, Diana. A filha nasceu e Graciete tornou-se numa mãe extremosa. Diana acompanhava-a para todo o lado até que, aos cinco anos, a menina ficou doente, com uma meningite. Ainda esteve internada um mês mas não conseguiu resistir. Graciete e António uniram-se na dor mas nunca conseguiram ultrapassar a perda daquela filha. Principalmente Graciete, que manteve a rotina que tinha com a filha. Um mês depois da morte de Diana, num passeio a Monção, Graciete e António depararam-se com Marta. Graciete nem hesitou em levá-la para casa. António acompanhou a decisão da mulher mas nunca ficou muito convencido. O casal cuidou de Marta, que passou automaticamente a assumir a identidade da falecida Diana. Graciete e António mudaram-se com a nova filha para Lisboa, em fuga, deixando para trás uma vida na aldeia. Graciete foi obrigada a arregaçar as mangas e a trabalhar no mercado, a vender flores. António continuou a trabalhar como camionista e as suas estadias em Lisboa são esporádicas. Graciete nunca contou a ninguém que Diana não é sua filha biológica e odeia falar no assunto com António. Graciete é uma mulher alegre, carinhosa, prática, que continua a ser o pilar da família. É uma dona de casa primorosa. Tem uma relação muito próxima, quase obsessiva, com Diana. O maior receio de Graciete é perder Diana.

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Diana Silva (Joana Santos) – 31 anos. Filha de Eunice e de Joaquim Nogueira. Irmã de Inês. O estado de choque em que ficou depois do acidente, aos cinco anos, fez com que Marta perdesse a memória. Existe no seu pensamento um desconforto que a jovem não sabe explicar. Diana foi obrigada a assumir uma nova identidade mas nunca duvidou da sua origem - sempre acreditou ser filha de António e de Graciete. Com uma vida remediada, Diana viu-se obrigada a contribuir para as despesas desde cedo. Terminou o décimo segundo ano ao mesmo tempo que ajudava a mãe no mercado. Actualmente Diana continua a fazer essa tarefa e a trabalhar no ‘Escondidinho’, como empregada de mesa. Tem uma relação próxima com Graciete, mas frequentemente trata-a com alguma frieza porque acha que merecia mais do que aquela vida miserável. É bonita e tem consciência disso. Apesar de ter crescido num bairro pobre e no seio de uma família humilde, Diana é sofisticada e tem sede de dinheiro e de poder. Embora seja simpática para toda a gente, Diana despreza a vida que tem e o ambiente que a rodeia. Sente uma grande revolta por não ter tido oportunidade de estudar e de se tornar alguém com estatuto social. Nos momentos mais tensos, Diana mostra a sua verdadeira personalidade e é capaz de ser muito cruel com as respostas que dá às pessoas. Sente vergonha de trabalhar no mercado e evita misturar-se com aquela gente. Tem uma relação próxima com Catarina e é a ela que recorre quando precisa de desabafar. Mas nem Catarina conhece a verdadeira essência de Diana, que é fria, calculista e profundamente maquiavélica. Quando descobrir o seu passado, vai procurar a família, especialmente a irmã, que julga ser culpada pelo seu destino. Diana tem a convicção (ao contrário do que realmente se passou) que foi Inês que a empurrou para o rio e que a impediu de ter a vida que merece. Diana fica muito revoltada com os pais adoptivos, sobretudo com Graciete. Não só por esta lhe ter dado uma identidade que não é a dela como também pela mãe adoptiva a ter privado de uma vida luxuosa. O verdadeiro objectivo de Diana é vingar-se. Pretende destruir a irmã e reconquistar a vida a que tinha direito - desde o dinheiro, passando pelos bens materiais e afectos. Do que Diana não estava à espera era de se apaixonar verdadeiramente por João e isso vai trazer-lhe fragilidades e dar-lhe uma dimensão mais humana.

António Silva (Pompeu José) – 55 anos. É camionista de longo curso do ramo da distribuição alimentar. António é um homem pacato, honesto, mas um pouco preguiçoso. Oriundo de Arcos de Valdevez, casou cedo com Graciete, que só conseguiu engravidar passado alguns anos. Quando a filha Diana nasceu, António desenvolveu rapidamente o instinto paternal mas o seu trabalho nunca permitiu passar tanto tempo perto da filha como gostaria. Só quando recebeu a notícia de que Diana estava doente é que regressou a Portugal, onde acompanhou a filha até à morte. António sofreu bastante quando perdeu a filha e ainda estava de luto quando encontrou Marta. Afeiçoou-se à menina, que passou a assumir a identidade de Diana. Mas nunca se libertou do peso da culpa de ter ‘roubado’ uma criança. Aceitou mudar-se para Lisboa com a família, fugindo de um passado que teima em não esquecer. António é um pai pouco presente, machista, defensor das suas mulheres. Tem uma relação pacífica com Diana e esforça-se por dar tudo o que pode à filha, apesar de ter consciência de que as suas possibilidades são muito escassas. António gosta de futebol, é um ‘bom garfo’, e um grande adepto da sesta.

Frederico Caldas Ribeiro (Sinde Filipe) – 75 anos. Nasceu em Reguengos de Monsaraz, filho de uma f amília da alta burguesia que se dedicava à agricultura. Estudou arquitectura, mas a paixão pelos brinquedos fez com que se dedicasse à criação de peças lúdicas para crianças. Assim nasceu a Ioiô, empresa que se mantém na família apesar das investidas dos grandes gigantes internacionais. Mas nem tudo correu bem neste percurso de vida. Frederico casou e teve duas filhas (Adelaide e Francisca), mas, passados poucos anos, a mulher morreu, vítima de uma doença que os médicos nunca souberam diagnosticar. Depois de um luto profundo, Frederico dedicou-se exclusivamente à Ioiô. Quando descobre que o neto Ricardo conseguiu forjar a sua assinatura para desviar dinheiro, tem a grande desilusão da sua vida. O confronto com o neto é violento, levando Frederico a sofrer um AVC e a ficar incapacitado de comunicar com o mundo exterior. O gesto trémulo das mãos, que acontece sempre que Ricardo está por perto, é a sua única expressão inteligível.

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Francisca Sobral (Emília Rodrigues) – 52 anos. É pianista e apaixonada pela música, tendo tirado o curso na Escola Superior de Música. É uma mulher activa e de espírito aberto, habituada a privar com músicos e gente ligada às artes e à cultura. Henrique, o seu marido, desapareceu em circunstâncias misteriosas, mas Francisca sabe que ele está vivo e guarda esse segredo para proteger a sua família. Esconder dos seus filhos que o pai fugiu com outra mulher e que roubou as jóias da família, é um golpe brutal, que leva Francisca a abandonar os ambientes mais agitados da sociedade cultural lisboeta. Francisca inicia uma fase de reclusão durante a qual se dedicará mais à família e aos filhos, recuperando aos poucos do choque. Mas a sua paixão pela música não a deixou arrumar o piano definitivamente, e começou a dar aulas privadas em casa a crianças e jovens. O AVC que Frederico sofre vai exigir dela uma nova responsabilidade e um novo olhar sobre a vida. De um momento para o outro, Francisca torna-se uma mãe para o seu próprio pai. Tem por hábito ler-lhe livros, levá-lo a passear no jardim, ou, simplesmente, tocar piano para ele.

Henrique Sobral (Virgílio Castelo) – 50 anos. Marido de Francisca. Além de ser um pianista de sucesso, muito respeitado no país, é um homem agradável e sedutor, cuja presença é muito apreciada nas festas e eventos sociais. À primeira vista, leva uma vida exemplar na companhia da sua mulher, Francisca, e dos filhos, João, Rita e Alice, mas a realidade é bem outra. Henrique vive uma vida dupla. Está cego por uma mulher que o seduziu e que o convenceu a roubar as jóias da família de Francisca. O roubo serviu para pagar as dívidas dessa mulher e para começar uma nova vida com ela noutro país. Depois do roubo, Henrique desaparece misteriosamente, para desespero da sua família, que há sete anos que lamenta o seu desaparecimento.

João Caldas Ribeiro (Diogo Morgado) – 33 anos. Tirou o curso de Medicina. Desde cedo preocupou-se mais em ajudar os outros do que em construir uma reputação. Parte frequentemente pelo mundo fora em acções humanitárias ao serviço dos Médicos Sem Fronteiras. No começo da novela encontra-se numa acção humanitária em plena Amazónia, integrado numa equipa de vacinação dos autóctones, situação em que quase perde a vida, pois vê-se envolvido num tiroteio desencadeado por traficantes de madeira. O perigo, porém, não o esmorece. Só a chegada ao Brasil da sua namorada, Inês, para passar uns dias de férias o faz virar a cabeça para outro lado, ou seja, para o amor que sente por ela. De tal maneira forte é esse sentimento que João sucumbe ao impulso de a pedir em casamento, pedido que Inês de imediato aceita. A felicidade dos dois é imensa, mas rapidamente é abalada pela notícia de que o avô de João sofreu um AVC. De imediato, os dois interrompem as férias e regressam a Lisboa para ajudar no que for preciso. Mas o pior ainda está para vir e acontece durante o jantar de oficialização do seu noivado com Inês, quando na sequência dum assalto, a sua irmã Alice, que então está grávida de um primeiro filho, é mortalmente alvejada pelo assaltante. Perante tão grande tragédia, João procurará apoio na noiva, mas quando descobre, num esquema montado por Diana, que foi o irmão de Inês que matou a sua irmã e que Inês o encobriu, terá a maior desilusão da sua vida e romperá em definitivo com ela. Será então que Diana lhe surgirá aos olhos como a sua última hipótese de felicidade. O que João não sabe ainda é que Diana é a pérfida irmã de Inês, capaz de todos os estratagemas para se apoderar de tudo o que pertence à irmã, incluindo o próprio noivo.

Alice Caldas Ribeiro Dantas (Maria Botelho Moniz) – 31 anos. Filha de Francisca e de Henrique, irmã de Rita e de João. Alice é uma mulher doce, sensível e inteligente. A sua timidez levou-a a refugiar-se na música. Tal como os pais, Alice começou a tocar piano e a expressar-se através da música. Estudou no Conservatório, tendo-se especializado em piano. Alice é muito perfeccionista mas a sua insegurança faz com que tenha receio de se lançar numa carreira internacional. Conheceu Manel através do irmão, namorou com ele durante três anos e casou-se há dois. Quando a novela começa, Alice está grávida de cinco meses do primeiro filho. Sofreu com o desaparecimento do pai e apoiou-se muito no irmão João, que se tornou na sua referência paterna. Alice casou por amor e está radiante com a perspectiva de ser mãe. É completamente apaixonada por Manel.

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Rita Ribeiro Fonseca (Joana Seixas) – 30 anos. É irmã de João e de Alice, e é casada com Vicente Fonseca. Foi desde muito cedo marcada pelo peso do apelido da sua família. No entanto, revelou desde sempre a independência e força necessárias para fazer o seu próprio percurso. Por essa razão nunca aceitou trabalhar na empresa fundada pelo seu avô e enveredou por outros caminhos, tornando-se corretora da bolsa. Sempre foi exemplar no exercício da profissão, mas pagou com muito desgaste psicológico a sua progressão fulgurante: o extremo stress leva-a a ter ataques de pânico, o que a vai fazer reequacionar as suas prioridades. A situação agudiza-se quando Alice é morta. Rita pondera seriamente mudar-se para a Herdade da família, no Alentejo, para produzir azeite de qualidade, recuperando assim o olival que se encontra descuidado. Com isso ganha também alguma paz interior, há muito perdida. Para fazer vingar este novo negócio, Rita e Vicente terão que viver afastados um do outro. Apesar de se continuarem a ver aos fins-de-semana, a distância física vai-se transformando cada vez mais em distância afectiva, fazendo perigar o casamento. Conscientes dessa situação, Rita e Vicente decidem mudar-se ambos para a Herdade, mas não cessam aí as contrariedades: Vicente envolve-se com Sandra, a filha do caseiro da Herdade. Vicente Fonseca (Manuel Wiborg) – 35 anos. Casado com Rita. É designer e trabalha na empresa da família Caldas Ribeiro. Dedicado ao trabalho, faz dupla criativa com Manel Dantas, de quem é amigo. Vicente é um bon vivant, um citadino submerso nos ambientes criativos e trendy. Por isso, a perspectiva de ter que se mudar para o Alentejo para resolver os problemas do seu casamento com Rita é vista por ele com desagrado. Vicente resiste até ao limite. No decurso da história, Vicente será vencido pelas circunstâncias e juntar-se-á a Rita na Herdade. Mas afinal nem tudo é tão mau como parece: as tecnologias permitem-lhe trabalhar à distância. Rita e Vicente retomam alguma harmonia e redescobrem por momentos a alegria primordial da sua relação. Até ao dia em que Vicente se envolve com Sandra, a irresistível filha do caseiro.

Adelaide Carvalhais (Sofia Sá da Bandeira) – 55 anos. Casou cedo com Gastão e nunca fez nada na vida, pois os rendimentos do marido e a herança de família eram mais que suficientes para não ter que trabalhar. Inicialmente, Adelaide tinha uma vida despreocupada, cheia de momentos que ela identificava com felicidade, mas actualmente é uma mulher deprimida. A sua infelicidade resulta do casamento disfuncional que tem com Gastão, marido ausente e mais dedicado à profissão, pouco movido por um amor a Adelaide que nunca verdadeiramente sentiu. Adelaide é uma mulher que se desiludiu com o casamento no dia em que percebeu que o marido não ia ser um companheiro para a vida, como ela sempre idealizou. Abusa do álcool e toma comprimidos que a ajudam a alhear-se da realidade e a suportar o peso dos dias. Por vezes, na sua ânsia de esquecer, arrisca em combinações de fármacos e álcool muito perigosas. No entanto, quando conhece Jaime, volta a ter dias felizes. Sentir-se desejada e amada fá-la sair do estado depressivo em que há vários anos vivia. Adelaide não vai ter problemas em introduzir Jaime na sua vida sem se preocupar com o espaço de Gastão. A sua própria felicidade passa a estar em primeiro lugar e Jaime vai acompanhá-la a todo o lado, seja em programas a dois, reuniões de família ou até mesmo jantares a três com o marido relegado para segundo lugar.

Gastão Carvalhais (Alexandre de Sousa) – 57 anos. Tirou o curso de Direito e exerce advocacia com os olhos postos nos lucros. Não tem qualquer pudor em defender causas menos escrupulosas, desde que seja bem pago por isso. O mesmo furor pelo dinheiro faz dele um pai que olha o filho como sinónimo de lucro. Gastão sempre viu no seu único filho Ricardo um grande potencial para prolongar e ampliar a influência e lucro pessoais. Sempre instigou o filho a aventurar-se na área da gestão, passando-lhe os seus valores e impelindo-o a lutar pelo controlo da empresa dos Caldas Ribeiro. Casou com Adelaide porque não conseguiu conquistar Francisca, das duas a irmã que verdadeiramente amava. Foi-se acomodando a um casamento sem chama, no qual se mantém por falta de iniciativa de mudar e, ainda que inconscientemente, por uma proximidade a Francisca e a esperança de, um dia, poder conquistá-la.

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Ricardo Carvalhais (Carlos Vieira) – 30 anos, gestor. Nunca gostou verdadeiramente de nenhuma mulher. Isso só vai acontecer quando conhecer Diana por quem se vai apaixonar e com quem irá manter uma relação amorosa clandestina. Ricardo acabará por ser apunhalado pelas costas pois Diana só quer usá-lo para destruir a sua irmã, Inês. Ricardo anseia desde os tempos da universidade tomar conta do negócio do avô e desde há 3 anos que assumiu inteiramente a gestão da empresa. Desde que está à frente da gestão da Ioiô que perverteu os desígnios da empresa e os compromissos familiares, desviando dinheiro para benefício próprio e, principalmente, para financiar as suas próprias ambições e luxos. Mas tudo assume contornos bem diferentes quando o avô, Frederico, descobre o desfalque.

Jaime Vilar (Ricardo Carriço) – 45 anos. Nasceu numa família tradicional com alguns recursos. Aos dezoito anos foi para São Paulo, onde tirou o curso de Chefe de Cozinha. Trabalhou em Toronto, Los Angeles, Buenos Aires e Barcelona. Apesar da sua vasta experiência e de um currículo invejável, decidiu regressar ao seu país, depois de ter terminado um relacionamento de anos. Será o novo cozinheiro chef do restaurante M. Jaime adora o processo criativo, o que o leva a chegar muito cedo ao restaurante para trabalhar em novos sabores e texturas, sempre ao som de música jazz, que ouve num velho prato (gira-discos) que o acompanha para todo o lado e que está agora estacionado no restaurante. A sua paixão pela música leva-o a fugir quase todas a tardes, entre as refeições, para as lojas da especialidade, onde compra vinis novos e em segunda mão e onde fica à conversa com um amigo de longa data, que é dono de um desses espaços. Jaime e Adelaide conhecem-se na rua, na disputa de um táxi. Jaime acha-lhe imediatamente graça ao jeito desbocado e politicamente incorrecto de falar. Adelaide vai começar a frequentar o restaurante ao almoço. A amizade evolui rapidamente para romance, com Adelaide a exibir ostensivamente o amante em frente do marido, que faz vista grossa, apesar de algum incómodo por ter sido oficialmente trocado. Jaime vai viver intensamente esta relação, sempre de forma despreocupada e divertida, mas, quando Adelaide começa a virar baterias para ele, Jaime descarta-a, o que lança Adelaide numa amargura ainda maior do que aquela que já lhe era habitual.

Armando Coutinho (João Ricardo) – 55 anos. Nasceu em Lisboa. É um homem cheio de charme e bem-parecido, mas um burlão que sabe enrolar bem os mais incautos. Armando começou ‘por baixo’ mas acabou por vencer na vida. Armando é, na sua essência, um burgesso que não se preocupa com o facto de o ser, por achar que o dinheiro o liberta da aceitação dos demais. Só a sua mulher Geraldina Coutinho (agora ‘Gi’) é que o tenta converter àquilo que ela acha que é ‘a maneira como os ricos se portam’, mas que no fundo também ela ignora. A principal fonte de rendimentos de Armando Coutinho é uma antiga pedreira, agora usada como aterro sanitário. Para além disto, está constantemente envolvido em vários negócios e é proprietário da Campo Rico, fábrica de enchidos que explorou até ao limite, não se preocupando em investir e modernizar a empresa, mas sim em usar os lucros em proveito próprio. Agora a fábrica está em situação difícil e a caminho da insolvência. As preocupações de Armando vão começar quando os trabalhadores tomarem a fábrica de assalto numa vigília para não permitir que as máquinas sejam vendidas, o que o vai obrigar a negociar a venda da fábrica, e do passivo, com a comissão de trabalhadores. Apesar das picardias com a mulher, é incapaz de viver sem ela. Com Gi teve um único filho, Bernardo, do qual também muito se orgulha pelo facto de este ter puxado a si no jeito para os negócios.

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Gi (Custódia Gallego) – 53 anos. Odeia o seu nome, Geraldina Natércia, e quer escondê-lo a todo o custo, pelo que adoptou o diminutivo ‘Gi’, sendo tratada assim por toda a gente. Na realidade, ‘Gi’ vem de uma família de origens humildes da Madragoa. O seu pai era proprietário de uma drogaria de bairro e a mãe era funcionária de refeitório num colégio particular na Estrela. Por causa do trabalho da mãe, Gi pôde assistir de perto, nesse colégio aos hábitos e tiques característicos das jovens de famílias endinheiradas e tradicionais. A inveja e as fantasias pueris sobre o seu futuro fizeram-na desejar ascender socialmente e frequentar os círculos dos ricos e famosos. Quando conheceu Armando Coutinho já este era um jovem cheio de ideias e espírito empreendedor, e ele seduziu-a com o seu optimismo e vontade de vencer. Gi e Armando dão-se bem porque têm formas de estar na vida que se complementam. Ambos são muito ambiciosos, mas enquanto Armando pensa sobretudo em ganhar dinheiro, Gi dá muito valor ao estatuto social que este lhe permite alcançar. No campo profissional, Gi tornou-se também empresária, sendo proprietária de uma empresa de organização de eventos. Nesta, a sua sede de lucro, leva a ser muito persuasiva com os seus clientes, levando-os a abrir os cordões à bolsa e a escolher programas e menus muito mais requintados e caros do que escolheriam à partida. Gi é uma mulher enérgica e de tanto se esforçar por ser bem relacionada, cultiva aquilo que ela julga que é uma boa educação. No entanto comete bastantes falhas, quer junto das pessoas que quer impressionar, quer junto do marido, a quem tenta dar lições sobre o modo de estar à mesa ou o tipo de conversas a ter. Gi é fútil mas não é má pessoa. Extrovertida e sociável, conseguiu transformar o casal numa presença constante nas revistas sociais. Estará de pedra e cal junto do marido durante a crise da fábrica, porque mais importante de tudo é manter as aparências. Através da sua empresa de eventos, recorre com frequência aos serviços do restaurante M., propriedade de Inês e Eunice Nogueira, cujo nível aprecia, inveja e quer imitar. Passa a vida a arrastar o marido para jantar ao M., pois acredita que é o melhor restaurante para serem vistos, mas Armando acaba por fazê-la passar algumas vergonhas, pois deteste aquele tipo de cozinha que considera pretensiosa.

Bernardo Coutinho (Hugo Sequeira) – 26 anos. Filho único de Armando e Gi Coutinho, sempre foi muito mimado durante a infância, o que o tornou um adulto egocêntrico, preocupado apenas em satisfazer os seus próprios prazeres. O exemplo do pai, que subiu na vida sem estudos, levou-o a abandonar o liceu a meio do 10º ano, depois de ter chumbado dois anos seguidos. O seu problema não era falta de inteligência mas desinteresse, já que os seus grandes objectivos de vida, e que vêm desde esses tempos da adolescência, são mulheres, carros e muitas festas. O seu sorriso aberto e a conversa fácil ajudam a conquistar a confiança das pessoas, o que é fundamental no negócio de venda de imóveis que abriu e a que passou a dedicar-se em exclusividade. O que a maioria dos clientes não percebe é que tudo não passa de uma máscara de vendedor treinada longas horas à frente do espelho, e que a conversa de conselheiro e melhor amigo é afinal um esquema para puxar no preço ou vender casas que estão cheias de problemas. O desejo de aumentar os lucros e alimentar a sua vaidade leva-o a querer tornar-se um guru das vendas e do marketing em Portugal, e, por isso, vai dedicar-se à escrita de livros sobre técnicas de venda. Estes livros servirão depois de base para palestras que dará com a ajuda do seu empregado, Lourenço, um homem submisso que será pau para toda a obra e que Bernardo humilhará, não por maldade, mas devido à consciência que tem do que julga ser a sua própria superioridade em relação àquele infeliz. Em suma, Bernardo é um verdadeiro ‘pintas’ do Imobiliário, um playboy mimado e caprichoso que trata as mulheres como brinquedos, os empregados como escravos e os clientes… como lerdos. Luís Barros (Pêpê Rapazote) – 40 anos. Formou-se em Publicidade e Marketing. É casado com Isabel, de quem tem um filho, David. Luís é um criativo muito bem sucedido. Passou por algumas e reputadas agências de publicidade e ganhou vários prémios nacionais e internacionais. Foi convidado para ser o Director Criativo da Ioiô, onde trabalha há sete anos. É ambicioso, um pouco arrogante e sente que o seu lugar pode ser posto em causa, principalmente por jovens criativos e audazes, como Manel. Luís tem espírito de liderança e assume uma postura um pouco autoritária junto da sua equipa. Ao nível emocional, Luís encantou-se pela jovem Catarina, que conheceu através de uma rede social da Internet, e começou a encontrar-se com ela. Luís é enérgico, irónico e precisa que lhe alimentem o ego. Vive intensamente as paixões e tem necessidade de liberdade. Irrita-se com facilidade e é bastante egoísta.

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Isabel Barros (Gracinda Nave) – 35 anos. É casada com Luís Barros e tem um filho de 9 anos, David. Cresceu com pouca liberdade, mas acabou por vir para Lisboa estudar, e aí conheceu Luís. Quando casaram, já Luís estava a construir uma carreira promissora como criativo na área da publicidade, carreira que acabou por levá-lo a tornar-se director criativo da Ioiô. Isabel nunca trabalhou e viveu sempre na sombra do marido. É uma esposa dedicada e uma mãe exemplar, vivendo completamente para a família, o que a faz parecer uma mulher completamente dependente. Mas, quando Luís decide sair de casa e Isabel se vê sozinha com um filho para criar, vai buscar forças que não pensava ter. Apesar de ela própria estar a sofrer, o principal cuidado de Isabel é o de proteger David, para que a criança não sofra os traumas da separação dos pais. Para além disso, pela primeira vez, Isabel vê-se na contingência de procurar um emprego para sobreviver. Porém, a sua perseverança vence as dificuldades e Isabel consegue trabalho como relações públicas, ficando responsável pelas reservas e por acompanhar os clientes às mesas. É a melhor amiga de Inês, sendo ambas confidentes uma da outra.

David Barros (Bernardo Oliveira) – 9 anos, filho de Isabel e Luís Barros. Miúdo alegre muito ligado aos pais, que sente a separação deles com uma tristeza muito profunda. Gosta de jogar Playstation com os amigos, ou outros jogos de competição que possibilitem vários jogadores, e dá-se muito bem com Filipa, a sua colega de escola e amiga.

Manel Dantas (Rui Santos) – 30 anos. Manel é designer na empresa de criação de brinquedos Ioiô e trabalha directamente com Vicente, sob a autoridade de Luís Barros, o director criativo. É também o melhor amigo de João. Manel pertence a uma família de escritores e jornalistas, e talvez por isso se tenha tornado um leitor ávido e um viajante incansável. Manel é casado com Alice, irmã de João, há dois anos e, quando a novela começa, Manel está prestes a ser pai pela primeira vez. Manel é um jovem seguro, inteligente, frontal e descontraído. Vai sofrer um dos maiores desgostos, quando Alice é assassinada. Manel torna-se num jovem viúvo que se esforça para ultrapassar a perda do seu grande amor. Manel é um colega de trabalho agradável e estimado. A única relação difícil que Manel mantém na empresa é com o seu chefe, Luís Barros, que constantemente se apropria das suas ideias para brilhar junto da chefia. Manel mantém em relação a Luís uma ‘distância de segurança’ mas, pelo seu carácter desprendido e nobre, não tem medo de o olhar nos olhos e confrontá-lo.

Gabriela Miranda (Carla Maciel) – 30 anos. Nasceu em Lisboa, numa família humilde que sempre deu grande importância ao trabalho e à educação. Cedo revelou a sua inteligência na escola e tirou um curso superior em Gestão. Está há cinco anos na Ioiô, onde entretanto foi promovida a Directora Financeira. É ela quem vai descobrir a fraude perpetrada por Ricardo e avisar Frederico, mas quando este sofre o AVC e Ricardo assume a liderança da empresa, Gabriela manterá o seu silêncio. É uma profissional muito competente, segura e enérgica, e esta personalidade forte rege também a sua vida pessoal. É casada com Lourenço, sobre quem exerce uma inquestionável autoridade. Em casa, é ela quem veste as calças, impondo constantemente as suas escolhas e deixando muito pouco espaço de manobra ao marido na condução da vida em comum. É a típica feminista que defende a igualdade entre mulheres e homens a tal extremo que se tornou ela própria o motor de uma desigualdade. É uma mulher moderna, atraente e gosta de se arranjar e vestir bem, e é uma assídua leitora de revistas de moda, acompanhando as últimas novidades do vestuário e do design de interiores. Tem ainda uma aversão a germes e à desarrumação, que a acompanham no dia-a-dia, dando origem a situações tão despropositadas como divertidas.

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Lourenço Miranda (Jorge Mourato) – 34 anos. Foi sempre um rapaz humilde e tímido. Sem grande talento para os estudos, estudou até ao 12º ano e depois tentou a sua sorte no mercado de trabalho, saltando de emprego para emprego até assentar como mediador imobiliário. Para Lourenço, é um suplício ter de mentir aos clientes que querem comprar ou alugar casas que ele sabe não estarem em condições para serem negociadas. Bernardo fala-lhe sempre da importância de se negociarem imóveis independentemente dos problemas que apresentem, mas se para Bernardo isso é tão fácil como roubar um chupa-chupa a uma criança, já Lourenço vacila sempre em frente dos clientes. Por isso, decide rodear-se de livros de auto-ajuda, entre eles, o do próprio Bernardo, que o vê como a cobaia ideal para testar nele os seus próprios ensinamentos. É casado com Gabriela, mas a relação não assenta em princípios de igualdade. Antes pelo contrário, Lourenço é completamente dominado pela mulher, que o trata com grande autoritarismo e um feminismo extremo. Faz tudo o que a mulher lhe diz, e ainda o sujeita à sua aversão por germes e pela desarrumação. Com o passar do tempo, Lourenço vai-se sentindo cada vez mais frustrado com a vida, e isso vai levá-lo a recorrer ao novo mundo virtual. Aqui ele vai poder viver na pele de outra pessoa, e o que começa com uma conversa num chat, vai-se tornando num escape cada vez maior, comunicando com outras pessoas sem se mostrar e sem revelar a sua verdadeira identidade.

Domingos Machado (José Carlos Garcia) – 48 anos. É o pai de Sandra. Domingos é o caseiro na Herdade da família Caldas Ribeiro há vinte e três anos. É um homem robusto, mas de temperamento calmo, um bom vizinho e um trabalhador honesto. Domingos é estimado nas aldeias em redor da Quinta. Bom caçador, a sua pontaria é invejada por todos os homens do lugar. Viúvo, investiu muito de si a criar Sandra, e, apesar de tentar viver uma vida calma, está constantemente preocupado com a vontade da filha em sair do campo para procurar uma vida melhor, longe dali. Ele estará sempre alerta para as investidas de Sandra, que usa a sua beleza para chamar a atenção dos visitantes da Herdade.

Sandra Machado (Juana Pereira da Silva) – 18 anos. É filha de Domingos. Completou o 9º ano de escolaridade e depois passou a trabalhar como caseira na Herdade dos Caldas Ribeiro, tal como o pai. Mas, ao contrário deste, não é na Herdade que pensa encontrar a felicidade. Sandra quer sair dali e expandir os horizontes, o que deixa o pai preocupado com o que a filha poderá fazer. É com alguma surpresa que vê Rita regressar à Herdade da família e tentar recuperar o olival. Esse gesto de Rita vai trazer uma nova agitação à sua vida. É que quando Vicente se muda para a Herdade, Sandra vai apaixonar-se por ele e tudo fará para o seduzir. Na sua cabeça, Vicente é a sua grande oportunidade para fugir para a capital e mudar de vida.

Orlando Ayres (Ângelo Rodrigues) – 24 anos. É Engenheiro Agrónomo. Nasceu no Alentejo, em Reguengos de Monsaraz, e adora a vida no campo. Nunca saiu do Alentejo nem pretende sair. Desde pequeno que tem uma paixão por pássaros que o leva ainda hoje a percorrer quilómetros de binóculos na mão para observar as mais raras espécies – dedica grande parte do seu tempo livre ao estudo e à observação de pássaros, e actualmente é já detentor de um vasto conhecimento nessa área. A sua comunhão com a natureza é total, e é frequente vê-lo a andar a pé pelos campos do Alentejo ou a dar passeios de canoa no Alqueva. Quando Rita se muda para a Herdade de família contrata Orlando para a ajudar a recuperar os recursos de cultivo da propriedade. Aí, Orlando conhece Sandra e apaixona-se por ela. Mas, apesar dos incansáveis esforços de Orlando para cativar a atenção dela, esta será uma paixão não correspondida, pois Sandra não está interessada num homem cujos horizontes começam e acabam na planície alentejana.

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Catarina Marques (Teresa Tavares) – 28 anos. É a melhor amiga de Diana, de quem é vizinha há muitos anos. A vida, porém, revelou-se mais difícil do que imaginava, embora consiga manter a pequena casa onde vive sozinha à custa de muito suor e de algumas angústias. Trabalha desde os dezoito anos na fábrica e mantém uma relação muito próxima com Fátima, uma colega de trabalho mais velha, que admira bastante e a quem recorre para pedir conselhos. Quando a fábrica abre falência, será a principal aliada de Fátima, no objectivo desta de comprar a empresa e reerguê-la das cinzas. Há seis meses, conheceu Luís Barros, através da Internet, e apaixonou-se por ele. Catarina é muito extrovertida, espontânea, impaciente, bem-humorada e frontal. Diz tudo o que pensa de uma forma bastante sincera, o que por vezes cria alguns constrangimentos à sua volta.

Álvaro Brito (António Cordeiro) – 46 anos. É um homem humilde e trabalhador. Gere com mestria as contas de casa e do seu café, ‘O Escondidinho do Álvaro’ e tem por principal objectivo de vida deixar um bom futuro para o filho de 14 anos, Marco. As contas são equilibradas à justa com os rendimentos do café e com o ordenado de Fátima, a sua mulher, que trabalha na Fábrica Campo Rico. Álvaro adora uma partida de dominó ou de sueca, jogado durante as tardes de menor movimento. Mais do que os problemas financeiros, o grande drama da vida de Álvaro é a indisciplina do filho. Devido às intensas obrigações profissionais do casal, Álvaro e a mulher não têm acompanhado muito o filho, que passa grande parte do dia sozinho e acabou por se tornar um adolescente muito rebelde, no qual os pais não conseguem ter mão, o que só aumentará ainda mais a sua desilusão quando perceber que o filho se transformou num marginal.

Fátima Brito (Sílvia Filipe) – 44 anos. É uma das funcionárias mais antigas da fábrica e toda a gente a conhece lá dentro. Ela e o resto do pessoal demoraram a perceber o tipo de gestor que Armando Coutinho era, mas, com o tempo, começou a notar-se o desleixo com que a fábrica era gerida. A situação torna-se cada vez mais insustentável, até que Armando Coutinho deixa de pagar a tempo e horas os salários dos trabalhadores. Isso soa como um sinal de alarme na empresa e Fátima decide liderar os trabalhadores para exigirem o que lhes é devido. A fábrica acaba por entrar em processo de falência, mas Fátima não baixa os braços e, com o apoio de Catarina, compra a empresa pelo preço simbólico de 1€ para voltar a pôr a fábrica de pé. Apesar de todos os sacrifícios, Fátima ainda arranja tempo para dar uma mãozinha a Álvaro, nem que seja para dar uma limpeza rápida no café. Mas as maiores dificuldades que terá de enfrentar surgirão no seio da própria família, quando o filho de 14 anos, Marco, revela problemas de indisciplina. Dotada de grande poder intuitivo, Fátima percebe logo que o problema é grave e que tem que ser atacado com severidade, mas o marido estará sempre a pôr paninhos quentes e a desculpar o filho, o que trará tensões entre ambos.

Marco Brito (João Maria Prates) – 14 anos. Teve uma infância feliz, passando grande parte do tempo no café do pai, onde era alvo de todos os mimos por parte de vizinhos e clientes. Com a entrada na adolescência a coincidir com uma fase de maior aperto financeiro dos pais e com as consequentes recusas destes em fazer-lhe todas as vontades, Marco começou a revoltar-se, não só contra os pais, mas contra o mundo em geral, revelando-se a sua revolta em comportamentos desviantes como faltar às aulas, consumir drogas, participar em pequenos furtos e em rixas. Acabará por roubar os próprios pais, tanto em casa como no café, e envolver-se-á em problemas com a polícia.

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César Martins (Pedro Diogo) – 30 anos, empregado no café de Álvaro. É a simpatia em pessoa, e um conversador nato. Esquece-se muitas vezes que a sua função é servir os clientes e não ficar à conversa com eles. Faz gala em mostrar o seu vasto conhecimento em todas as áreas da vida, desde a política, à agricultura, à ciência, ou até mesmo às emoções. César adora apanhar as conversas a meio - fica à escuta e depois intervém - misturando coisas que acaba de ouvir com outras coisas de que se lembra. É com esta postura que ele inicia uma conversa com Marisa, quando a conhece pela primeira vez, mas depressa fica sem fala, completamente deslumbrado por ela. César apaixona-se perdidamente por Marisa. A partir do momento em que eles iniciam uma relação passa a vida a fugir da sua outra ‘pretendente’, Sheila, porque não quer arranjar problemas em casa. Mas nem sempre consegue evitá-la, o que lhe vai causar muitos dissabores com Marisa. César quer ser um homem de sucesso para providenciar a sua família, por isso esforça-se para além do razoável para dar lucro à casa, chegando mesmo a enganar os clientes.

Marisa Pereira (Dânia Neto) – 25 anos. Aos 16 anos saiu de casa dos seus pais para ir atrás de Paulo, um namorado mais velho de quem ficou grávida. Quando nasceu Filipa, Paulo foi trabalhar para a construção de uma auto-estrada e a relação começou a deteriorar-se devido à distância. Paulo começou a vir cada vez menos a casa, e quando apareceu finalmente, foi para lhe dizer que já não queria mais nada com ela. Marisa voltou para casa dos pais com a filha, mas a convivência não correu bem e acabou por arrendar um pequeno apartamento nos subúrbios. Arranjou emprego no Mercado da Ribeira, como vendedora de frutas e legumes, e foi lá que conheceu César. No início, Marisa tinha medo de se entregar a ele, por causa de Filipa. Mas depressa, César conseguiu conquistar mãe e filha, e passaram a ser uma família. É muito prática e despachada, e está sempre num modo acelerado. Talvez por ter sido obrigada a crescer muito cedo por causa da maternidade precoce é muito exuberante e tem uma grande ânsia de viver e de se divertir. Adora sair, principalmente para ir a discotecas dançar. Marisa utiliza o seu feitio exuberante para, como boa vendedora de frutas e legumes, se meter com os clientes de um modo divertido e bem-disposto, conhecido de todos os frequentadores do mercado. Apesar deste lado mais despreocupado, Marisa é uma mãe presente e atenta, que cuida muito bem da sua filha. O seu sonho é subir ao altar para casar com César, mas, como o dinheiro escasseia, quer concorrer às noivas de Santo António. Contudo, Sheila, uma outra vendedora do mercado, está disposta a destruir esse sonho.

Filipa Pereira (Daniela Marques) – 8 anos. Inteligente, imaginativa e cheia de vida. É muito apegada a César, que vê como um pai, e tem medo que ele por qualquer motivo deixe a mãe. Gosta de ir à escola, mas é preguiçosa para fazer os trabalhos de casa. As disciplinas escolares não lhe dizem muita coisa, é mais virada para as actividades de carácter lúdico e criativo. É frequente ter sonhos onde dá asas à sua imaginação, e depois gosta de relatar com grande entusiasmo esses sonhos a todos os que estão à sua volta. Muitas vezes, quando acorda a meio do sonho, pega num caderno e escreve o que se lembra, como se fosse uma colecção de histórias. Tem muitas bonecas que lhe foram dando ao longo dos anos, mas, mais do que brincar com elas, gosta de conversar e partilhar as suas preocupações. Além disto, adora conversar e brincar com David, o seu melhor amigo.

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Sheila Baptista (Débora Ghira) – 24 anos. Nasceu e cresceu na Mouraria, embora seja de origem indiana. Tem uma banca de fruta no mercado e é a concorrente directa de Marisa. Sheila faz tudo para atrapalhar a vida de Marisa, dentro e fora do mercado. Não tem interesse algum por César, mas faz questão de o seduzir sempre que pode, só para descontrolar Marisa. Bairrista por natureza, Sheila defende a Mouraria com toda a garra. Sabe os pregões todos e gosta de inventar outros tantos, só para cativar a clientela. Sheila é uma rapariga enérgica, frontal, que compra uma boa discussão de mão na anca. Tem lábia para cativar os clientes e uma das estratégias que usa é sugerir receitas que inventa no momento para que os clientes levem outras frutas, normalmente mais caras, que segundo a vendedora são essenciais para a receita. Outra das tácticas que utiliza é comentar com os clientes que estão com má cara e se eles se queixam de alguma coisa Sheila faz logo uma lista de frutas e legumes com propriedades curativas, impingindo-lhos de imediato. É fanática por fados e pelas Marchas de Lisboa. Gostava de ser famosa e acha que está a passar ao lado de uma carreira de modelo.

‘Tremoço’ Gameiro (Tomás Alves) – 23 anos. Perdeu os pais quando ainda era muito pequeno e ficou entregue aos cuidados da avó materna, que entretanto também já faleceu. Mora na antiga casa da avó, que agora lhe pertence. Graças ao seu jeito para fazer tudo com as suas próprias mãos, remodelou a casa e tratou de alugar dois dos quartos a dois jovens: Zé e Liliana. Inesperadamente este encontro a três, vai criar uma disputa com Zé pela atenção de Liliana. Apesar desta disputa saudável, os três acabarão por chegar ao sucesso. O instinto de sobrevivência e de ultrapassar as dificuldades diárias de jovens em inicio de vida, vão torná-los muito empreendedores, sempre à procura de novas ideias, acabam por constituir uma empresa inovadora e de sucesso. Uma empresa onde não se recusa um trabalho, seja ele o que for. ‘Tremoço’ tem a veia de liderança, mas não a disciplina, que lhe será incutida por Liliana. Como a casa é sua, Tremoço tem sempre a última palavra, em especial se for para diminuir Zé perante Liliana.

Zé Gonçalves (João Baptista) – 23 anos. É um rapaz muito trabalhador, mas com pouca sorte na vida. Estudou só até ao 9º ano e depois trabalhou como operário indiferenciado em algumas fábricas da zona. Após um período de sub-emprego, conseguiu estabilizar como entregador de pizzas, mas para além do horário extenso e do salário baixo, Zé tem ainda de enfrentar outras dificuldades como os assaltos de que é vítima ou os acidentes rodoviários em que se envolve com a motorizada da pizzaria. A sua pouca sorte estende-se aos locais onde habita, normalmente pensões baratas. Quando lhe surge a oportunidade de alugar um quarto na casa de Tremoço não pensa duas vezes. É muito responsável, coerente e tem grande visão de negócio.

Liliana Pimentel (Ana Guiomar) – 21 anos. Originária de Aveiro, Liliana é uma rapariga muito instável e indecisa, que ainda não conseguiu perceber o que quer da vida. Filha de um gestor de topo, Liliana herdou do pai as boas qualidades para a gestão, mas fez questão de renegar o seu talento natural, optando por candidatar-se a um curso de Letras. A sua necessidade de se distinguir da família levou-a também a trocar Aveiro por Lisboa. Assim, foi na capital que começou por entrar para Sociologia, mas, como não gostou do curso, mudou para História. Não gostando também deste curso, ao terceiro ano no ensino superior, mudou-se para Filosofia. Ou seja, em três anos no ensino superior, Liliana já vai no terceiro curso, mas ainda no primeiro ano do currículo. E, o que é pior, sempre sem os pais saberem. Quando eles descobrirem a verdade, vão cortar-lhe a mesada, o que forçará Liliana a ter de arranjar trabalho para sobreviver em Lisboa e a levará a alinhar na ideia de constituir uma empresa com os parceiros de casa. Muito atraente, Liliana vai aproveitar a situação de despique entre Tremoço e Zé, seduzindo em simultâneo os seus pretendentes, fazendo jogos para os manter na mão, e com isso ganhar os benefícios que cada um lhe pode trazer. Na empresa que funda com os amigos, terá finalmente de assumir o seu talento natural para a gestão.

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EMMY RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

LAร‡OS DE SANGUE (aka "BLOOD TIES") 2011 | 39ยบ International Emmy Awards Emmy na categoria de Telenovela 71


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Apresentação LAÇOS DE SANGUE - SP Televisão